Faculdade de Ciências e Técnicas de Béni Mellal
INTRODUÇÃO AO GÊNIO
DOS PROCESSOS
I. DEFINIÇÕES
Génio: da palavra 'engenheiro', designa o ato de criação industrial no qual o engenheiro
intervém ao conceber, construir ou utilizar um dispositivo para fabricar produtos
utilizáveis na sociedade. Em inglês: "engineering".
"Procédé": do latim "procederer" (ir para frente), indica o método a ser seguido para
obter um produto, ou seja, transpor um modo operativo de laboratório em termos
industriais. Angl. : "processo".
Engenharia de processos ou Engenharia Química = a arte da concepção, da construção, de
a instalação e o funcionamento das unidades nas quais a matéria sofre
transformações físico-químicas.
A engenharia química envolve um vasto domínio de conhecimentos em: química, física pura,
eletricidade, mecânica aplicada, técnicas (automatização, regulação, informática
aplicada)..., à qual se deve adicionar áreas como:
problemas econômicos (preço de custo) ;
problemas de higiene, segurança e meio ambiente...
O gênio dos processos é a extensão, para outras indústrias além da indústria química, dos
métodos elaborados pela engenharia química. Pode-se, portanto, definir a engenharia de processos como
o conjunto de conhecimentos relativos ao design e à implementação dos processos
indústrias de transformação de matéria.
II. NOÇÃO DE OPERAÇÕES UNITÁRIAS
II.1 INTRODUÇÃO
As operações são chamadas unitárias porque são baseadas em regras de natureza física a
caráter geral e traduzem transformações simples.
O princípio fundamental de toda operação unitária é sempre o mesmo, a saber, a
preparação e o contato íntimo das fases em presença para assegurar o desenvolvimento
des reações, os mecanismos de transporte e transferência de massa (ou matéria), de calor e
de quantidade de movimento que ocorrem durante a cadeia de transformação, assim como a
separação dos constituintes da mistura resultante.
As operações unitárias representam, portanto, um conceito utilizado por engenheiros químicos para
de permitir de forma otimizada a transformação das substâncias brutas determinadas em um ou
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vários produtos (naturais ou artificiais) comercializáveis ou em produtos básicos destinados a
uma outra fábrica química.
A escolha de uma operação unitária depende de diferentes considerações:
a possibilidade efetiva de separação com base em termos termodinâmicos;
– a possibilidade oferecida pela cinética física de ter uma transferência mais ou menos rápida
de acordo com a natureza das fases presentes;
– a vontade de utilizar preferencialmente certas fontes de energia (por exemplo, a energia
elétrico);
– o desejo de economizar energia ou de diminuir os custos operacionais assim como
aquele de reduzir os custos de investimento.
II.2 CLASSIFICAÇÃO DAS OPERAÇÕES UNITÁRIAS
Uma classificação universal e exhaustiva satisfatória é difícil. No entanto, apesar
o equipamento muito variado necessário para a produção industrial, é possível classificar
as operações unitárias de várias maneiras.
II.2.1 Classificação segundo os fenômenos físicos empregados
As principais operações que envolvem essencialmente processos físicos, podemos
assim os associar às duas grandes famílias seguintes.
■ Operações unitárias com ou sem transferência de matéria
Por sua vez, as operações unitárias podem ser divididas em duas grandes classes:
–os processos de separação por difusão (evaporação, destilação, absorção, sublimação,
adsorção, etc.;
– os processos sem transferência de matéria que são, por um lado, as operações simples
separação mecânica de misturas heterogêneas (filtração, ciclone, centrifugação), outros
partir das operações que modificam a granulometria de sólidos (moagem, sinterização).
■ Operações unitárias com ou sem transferência de calor
Frequentemente, as operações unitárias exigem uma transferência de calor, assim é possível
realizar uma classificação em relação às quantidades de energia térmica envolvidas. On
distingue:
–as operações que ocorrem sem (ou praticamente sem) transferência de calor, tais como:
• ultrafiltração, osmose reversa, extração por líquido (para um transfer de massa entre
fases fluidas);
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• adsorção, troca de íons, cromatografia em fase líquida, lixiviação (para um transferência
de masse entre fases fluidas e sólidas);
– as operações que exigem importantes trocas de calor :
• destilação, evaporação, secagem de líquidos (para uma transferência de massa entre fases
fluidos);
•cristalização, liofilização, crioconcentração;
as operações mistas que ocorrem de maneira isotérmica ou não, dependendo das concentrações
consideradas e que interessam principalmente as purificações na presença de uma fase gasosa inerte em
excesso :
• absorção, dessorção (fases fluidas);
• adsorção em fase vapor, cromatografia em fase gasosa, secagem de sólidos.
II.2.2 Classificação segundo os modos de realização
Finalmente, também podemos classificar as operações unitárias de acordo com seus regimes de
funcionamento. Algumas operações são realizadas de forma descontínua (lote), por cargas
sucessivas, outras são conduzidas de forma contínua.
Um sistema funciona em regime permanente se todas as suas características (pressão,
concentração, temperatura) são constantes ao longo do tempo. Caso contrário, por exemplo
Durante as partidas ou mudanças de marcha, a operação é chamada de regime transitório.
Operação descontinuada :
Uma operação descontínua é realizada em sistema fechado (processo em lote):
Operamos em um lote de reagente que tratamos fazendo suceder cronologicamente os
diferentes etapas previstas.
Domínios de aplicação:
laboratório
pequenas fabrições;
elaboração ou separação de produtos a alta valor agregado.
Vantagens:
sem problema de circulação de certas matérias (massas);
às vezes rendimentos mais elevados.
Desvantagens:
custo energético elevado (aquecimento e resfriamento para cada carga);
tempos mortos (enchimento, retirada, resfriamento...)
necessidade elevada de pessoal (manuseio, vigilância…)
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qualidade de produção que pode evoluir ao longo do tempo;
custo de produção elevado.
Operação contínua :
Uma operação contínua é realizada em sistema aberto ou 'a correntes' (processo de fluxo):
Os reagentes ("influentes") são introduzidos continuamente no aparelho com fluxos determinados.
Os produtos ('efluentes') são recuperados continuamente, de modo que o aparelho contenha
sempre a mesma massa reativa.
Se os valores dos diferentes parâmetros (pressão, temperatura, composição...) em um ponto
quaisquer do aparelho são constantes, diz-se que o regime estacionário (ou permanente) é
atingido.
Vantagens
qualidade de produção constante;
custo de produção inferior ao de uma operação descontínua;
necessidades reduzidas de pessoal;
maior segurança e melhores condições sanitárias (automação e controle
deportado da instalação).
Desvantagens :
investimentos elevados (notavelmente para controles e regulações);
necessidade de regularidade na qualidade das matérias-primas;
especificidade do aparelhamento.
III. NOÇÕES DE BALANÇOS
III. 1 DEFINIÇÕES
Os problemas de engenharia química geralmente envolvem os princípios de conservação
de três grandezas físicas: matéria (ou massa), energia e quantidade de movimento. Os
Os balanços sistemáticos são essenciais para o cálculo das instalações, mas também para informar
o engenheiro sobre o bom funcionamento de um aparelho (identificação de um vazamento, verificação de
a obtenção de um regime permanente...). Os balanços podem concernir a totalidade do sistema,
ou se base sur um elemento "diferencial" de troca; eles podem ser globais, qualquer forma de
matéria sendo então confundida, ou ainda relativos a um produto dado.
Para poder realizar um balanço, é necessário definir os limites do sistema sobre o qual se quer
trabalhar. Em seguida, determinamos os fluxos de matéria (entrada, saída) assim como as reações
(criação, destruição). A soma desses diferentes elementos gera o termo acumulação que
consiste na variação (que pode ser nula) da quantidade sobre a qual se faz o balanço
dentro dos limites definidas do sistema.
Entrada + Criação = Saída + Acumulação
O termo de criação é algébrico: deve ser atribuído o sinal (-) se se tratar de uma desaparecimento.
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O termo de acumulação representa a quantidade de extensão que se acumula durante
o intervalo de tempo considerado. É uma derivada parcial em relação ao tempo. Ela é
nulo em regime permanente.
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