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Modelos Pedagógicos: Humanismo e Tradição

O documento discute a evolução dos modelos pedagógicos, contrastando a pedagogia tradicional, que vê o estudante como um receptor passivo de conhecimento, com o modelo humanista, que enfatiza a individualidade e o desenvolvimento integral do aluno. O modelo humanista busca humanizar a educação, promovendo a autonomia e a capacidade crítica dos estudantes, enquanto o modelo tradicional é criticado por sua obsolescência e falta de estímulo. A conclusão destaca a importância do modelo humanista-construtivista na formação de alunos criativos e engajados.

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Modelos Pedagógicos: Humanismo e Tradição

O documento discute a evolução dos modelos pedagógicos, contrastando a pedagogia tradicional, que vê o estudante como um receptor passivo de conhecimento, com o modelo humanista, que enfatiza a individualidade e o desenvolvimento integral do aluno. O modelo humanista busca humanizar a educação, promovendo a autonomia e a capacidade crítica dos estudantes, enquanto o modelo tradicional é criticado por sua obsolescência e falta de estímulo. A conclusão destaca a importância do modelo humanista-construtivista na formação de alunos criativos e engajados.

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Modelo tradicional e modelo humanista

Introdução

A pedagogia tradicional começa a se gestar no século XVII com as escolas públicas em


Europa e América Latina, com o sucesso das revoluções buscadas na doutrina política e
social do liberalismo, nesta etapa se concede à escola o valor de ser a instituição social
para todas as camadas sociais, para a construção da nação e reconhecimento moral e social,
esta escola tradicional adquire um caráter pedagógico. A escola é o meio ideológico e
cultural com o propósito de formar os jovens, ensinar-lhes os valores e a ética, assim como
educá-los nas condutas da comunidade. O professor é o centro do processo de ensino,
transmissor de informação e sujeito do processo de ensino, pensa e transmite os
conhecimentos Modelo Pedagógico Humanista.

O humanismo é entendido como a ação do homem por seu caráter intelectual e racional.
qual é superior à ação da natureza, à qual aquela deverá, às vezes, retificar e
melhorar. Paralelamente, o naturalismo vê também a natureza humana como boa e perfeita,
de modo que seu desenvolvimento espontâneo sem a intervenção humana já leva o homem ao que
pode e deve ser sua plenitude humana.

Desenvolvimento

O modelo Tradicional concebe o estudante como um ser passivo, ou seja, um receptor passivo
do conhecimento e objeto da ação do mestre. O conhecimento é considerado como algo que
já está dado e determinado por um sábio exclusivo que é a teoria e/ou o docente. A escola
tradicional aparece no século XVII na Europa com o surgimento da burguesia e como
expressão de modernidade. Encontra sua concretização nos séculos XVII e XIX com o surgimento
da Escola Pública na Europa e na América Latina, com o sucesso das revoluções republicanas
de doutrina político-social do liberalismo. Em sua forma mais clássica, este modelo enfatiza em
papel da educação para moldar os sujeitos através da vontade, da virtude, da disciplina e
a ética (Piaget, 2001).

As tendências pedagógicas que o caracterizam são próprias do século XIX. Sua concepção
descansa no critério de que a escola é a instituição social encarregada da educação pública
masiva e fonte fundamental da informação, a qual tem a missão da preparação
intelectual e moralmente aos educandos. A pedagogia tradicional dominou a maior parte
de instituições educacionais ao longo da história da humanidade, onde o professor cumpre
a função de transmissor do conhecimento. É o professor quem dita a lição a um estudante
quem receberá as informações e as normas transmitidas, aprende a respeitar os mais velhos e
a aprendizagem é um ato de autoridade.

O enfoque behaviorista de ensino-aprendizagem, através do mecanismo de estímulo-resposta-


reforço, foi aplicado com certo sucesso a animais inferiores sob o controle do laboratório. A
A partir desses sucessos, também se tratou de aplicar este mecanismo aos seres humanos,
estendendo-se ao campo total de sua experiência pois, sustentam os behavioristas, que se têm
já foram realizados experimentos suficientes no laboratório para concluir que tanto os animais
como o ser humano comporta os mesmos processos básicos, da mesma forma, que em ambos se
encontre um sistema nervoso equivalente. A educação nesse modelo equivale a instrução e
aprendizagem de certos conhecimentos e comportamentos previamente selecionados e organizados. A
a educação se orienta, acima de tudo, para alcançar maior rentabilidade e eficácia no trabalho
pedagógico (Rogers, 1964).

O conteúdo curricular é racionalista, acadêmico, apega-se à ciência e se apresenta


metafisicamente, sem uma lógica interna, em partes isoladas, o que leva a desenvolver um
pensamento empírico, não teórico, de tipo descritivo. Os textos escolares são fundamentais em
este modelo, pois neles se encontra a informação que deve aprender o estudante. O
método fundamental é o discurso expositivo do professor, com procedimentos sempre
verbalistas, enquanto a aprendizagem se reduz a repetir e memorizar; o processo docente está muito
institucionalizado e formalizado, direcionado aos resultados e estes tornam-se objeto da
avaliação.

O Modelo ou Enfoque Pedagógico Humanista, toma como eixo de trabalho, as potências inatas de
a pessoa (educando) com o objetivo de desenvolver ao máximo a individualização, que não
significa formá-lo isoladamente, senão trabalhar a pessoa como totalidade do processo de
ensino, aprendizagem. Em outras palavras, humanizar o homem além de qualquer avanço
quantitativo, privilegiando, portanto, o desenvolvimento qualitativo que lhe permite transformar o
ambiente em que vive e desenvolver uma melhor qualidade de vida (González, 2002).
Como já vimos ao longo da história da pedagogia desde a antiguidade, o mesmo
Sócrates propõe um processo de aprendizado inspirado na maiêutica, ou seja, uma confiança
incondicional no outro. No século XX, os modelos puramente comportamentais, ortodoxos,
dogmáticos, foram se afastando dessa proposta socrática, e assim foram perdendo sua validade, e
com razão, uma vez que foram abordagens que não deram importância à singularidade que
possui cada ser humano no momento da aprendizagem dentro da sala de aula. Por sua vez, desde a
aparição do cognitivismo, humanismo e construtivismo, estes conseguem ver o ser humano como
ente multidimensional dando importância à sua parte genética, psicológica, biológica, social,
cultura, etc.

Para isso, a psicologia e a pedagogia atuais tentaram integrar várias disciplinas para a
criação de uma abordagem educacional confiável, que se ajuste às necessidades do estudante. Este
método desenvolvido já na antiga Grécia é conhecido como eclecticismo, que se traduz
como a conjugação de vários enfoques dentro de qualquer campo de estudo. O ecletismo
permite ao mestre tomar as partes mais importantes, mais funcionais de várias abordagens e
fundí-las em um só, neste caso tomaremos como base a estrutura proposta pela escola
humanista e a construtivista.

Possui três princípios fundamentais para assegurar uma educação personalizada do educando: o
primeiro deles é a singularidade que considera o ser humano como único e irrepetível; o
segundo a autonomia desenvolvendo no estudante a capacidade de escolher e fazer com
responsabilidade
ferramentas eficazes para uma convivência saudável, construindo uma cultura de paz e
fortalecendo a democracia como modelo de sociedade, o propósito da atividade educativa é
preparar os estudantes desenvolvendo valores, atitudes e características pessoais.
Esta abordagem destaca as qualidades que fazem do homem um ser pensante, criativo, capaz de
agir com intencionalidade positiva e assumir as responsabilidades de seus atos, buscando o
desenvolver-se como pessoas competentes, com espírito de superação, honestas, respeitosas e
responsáveis, comprometidos consigo mesmos, sua família, seu país e o mundo globalizado.
O humanismo considera que a natureza humana padece de falhas internas, de modo que o
um bom desenvolvimento humano só é conseguido por meio de uma ajuda externa estimulante, orientadora e
corretiva —dada pela educação. Este naturalismo mencionado é o naturalismo romântico
que na educação geral preconiza o laissez faire e na didática, a aprendizagem através do jogo e
os métodos ativos e globais. O humanismo pedagógico, por outro lado, afirma que com o primeiro
não se superam os defeitos humanos nem se forma o caráter ético do homem e, com o segundo, o
o homem não chega a aquele nível de conhecimentos recomendado pelo humanismo (ZUBIRIA,
1994).
Desde o nascimento até o último instante de vida, o ser humano está aprendendo do
universo que o envolve. Quando crianças, nos animamos a conhecer o mundo por uma curiosidade
inata e constante de explorar. Queremos saber como funciona, para que serve, que nome se lhe
tem dado desde a linguagem a tudo que nos rodeia. Mesmo sem saber o que é linguagem, ou o que
é um objeto, ou como o eu enquanto sujeito aprende com o objeto. No entanto, os seres humanos são
conscientes do seu ciclo de vida, ou seja, até na cama da morte se aprende, não se pode
abrigar o conhecimento absoluto, é por isso que a ferramenta mais antiga para a educação é
a imitação.
Esta necessidade de aprender se reflete em todos os momentos ao longo de nossa vida. O
objetivo de todo tipo de educação que ocorre na interação estudante-professor, e os objetos
que o cercam para essa aprendizagem será o ponto de partida, uma vez que se as condições e as
ferramentas são as adequadas poderemos gerar processos de aprendizagem em que o estudante
não seja uma mera tábua rasa que registra e memoriza dados, mas sim um ser capaz de criar e converter
tudo aquilo que lhe foi dado em um universo recreativo, capaz de dar luz a novas ideias não
somente para si mesmo, mas também para a sociedade (MELO. J, 2011).
Desta forma, a avaliação neste modelo deve ser reprodutora dos conhecimentos,
classificações, explicações e argumentações por parte dos estudantes, não se avalia apenas
o que aprendeu memoristicamente, mas também a compreensão, a análise e a síntese dos
conteúdos. São realizados testes para as avaliações objetivas das aprendizagens dos estudantes,
o centro da avaliação é o estudante, não se concebe a avaliação do docente. Em resumo,
neste modelo a relação mestre-aluno é vertical, onde o poder é do mestre, já que
este possui o saber. A meta do processo educativo é a formação do caráter com ênfase
humanista e religioso, os conteúdos são disciplinares e o método é transmissivo e por
repetição
Conclusão
O modelo humanista permite ao estudante pensar, gerar suas próprias ideias, opinar, emitir
juízos, experimentar por conta própria, resolver problemas, reconhecer sua humanidade,
virtudes, desacertos, etc. Este paradigma dá a possibilidade de que o conhecimento fique
impregnado, a maneira de pegada ao longo da vida. Assim, o processo de construção e
a reconstrução cognitiva concede ao ser humano um lugar no mundo e dá valor ao seu
existência. Com o que o processo de aula oficina ministrado como eixo fundamental na
A Universidade de Palermo se torna de vital importância para os alunos, devido a que nesta área
de aprendizado, pode-se realizar todas as atividades mencionadas anteriormente, sendo o modelo
humanista-construtivista o que é ministrado dentro desta sala de aula, gerando assim alunos
ávidos por impartir e dar a conhecer suas ideias, juízos de valor, experimentar com cada um dos
processos criativos, onde encontram dificuldades e aperfeiçoam toda a sua capacidade
criativa para resolvê-lo e alcançar seu objetivo, gerando uma peça artística de acordo com suas
necessidades e valorizando a experiência vivida para, em novas ocasiões, reformular e avançar em
o desenvolvimento de conteúdos cada vez mais ricos e de melhor qualidade.
Apesar de sua popularidade em tempos passados, o modelo pedagógico tradicional não está isento
de críticas. Com o passar do tempo, tanto os alunos quanto os próprios corpos de professores,
reclamam que este ficou obsoleto; sendo considerado como um modelo previsível, pouco
estimulante e que precisa de uma adaptação urgente aos novos tempos.

Bibliografia

González, V. (2002). A profissionalidade do docente universitário sob uma perspectiva


humanista da educação. Brasil: Universidade Federal de Santa Maria. Obtido de
[Link]
624

MELO. J, M. F. (2011). Epistemologias críticas: um marco teórico reflexivo para abordar


realidades socioeducativas. Bogotá: Pontificia Universidad Javeriana. Obtenido de
[Link]
dia_tradicional__e_humanista.pdf
Piaget, J. (2001). Psicologia e Pedagogia. Buenos Aires: Editorial Crítica. Obtido de
URL not translatable.

Rogers, C. (1964). O valor de Educar. Barcelona: Editorial Lautaro. Obtido de


Unable to access the content of the provided URL to translate.

ZUBIRIA, J. (1994). Tratado de pedagogia conceitual. Os modelos pedagógicos. Bogotá:


Fundação Alberto Merani para o desenvolvimento da inteligência. Obtido de
[Link]
ÓGICOS E REFLEXÕES PARA AS PEDAGOGIAS DO [Link]

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