PLANEJAMENTO DO PROBLEMA
Existem alternativas de solução para evitar a poluição do meio ambiente por
o uso excessivo de sacolas plásticas?
Estima-se que o plástico leva entre 100 e 1.000 anos para se decompor, por isso
é considerado um material de decomposição muito lenta e a longo prazo. Uma garrafa
de plástico tarda entre 500 anos para se desintegrar, embora se estiver enterrado este
o tempo se prolonga ainda mais.
Ao nos concentrarmos no alto grau de poluição que se desenvolveu nos últimos
anos, desperta uma grande preocupação.
Segundo o Ministério do Ambiente(MINAM)nossa cidade é considerada como a que
apresenta mais índice de material particulado na atmosfera; ou seja, material nocivo
que repercute na qualidade do ar que respiramos como cidadãos locais.
Uma das principais causas e pela qual nos enfocamos é o uso excessivo de
plásticos em suas diversas formas como: sacolas, garrafas, comprovantes de compra, pratos e
dispositivos descartáveis, etc. E como é consumido por falta de informação sobre seu
composição.
OBJETIVOS
Geral
Oferecer alternativas de solução para minimizar o uso de sacolas plásticas,
contribuindo para melhorar o meio ambiente
Específicos:
Promover em cada funcionário a minimização do uso de sacolas plásticas.
Infundir em cada habitante uma mudança de atitude ambiental, mostrando-lhes que
a mudança é acessível.
Mostrar a importância da reciclagem e do bom uso do manejo de resíduos.
Mostrar o dano ambiental causado pelas sacolas plásticas.
Conhecer as propriedades físicas e químicas dos plásticos PET.
Difundir os problemas gerados pela contaminação por plásticos PET.
Promover uma cultura ambiental.
Fornecer informações sobre o impacto das sacolas plásticas na
contaminação ambiental.
MARCO TEÓRICO
No início de 2011, a ONU declarou o aquecimento global como o principal problema da
humanidade, superando em importância a pobreza, a fome e as guerras. Em diferentes
países a preocupação com a situação atual do meio ambiente aumentou, ao ter
conhecimento do aumento em graus no planeta nas últimas décadas, a um nível que em a
Na maioria dos países europeus e asiáticos, a poluição é punida por lei e o uso de sacolas
plásticas se reduziu ao mínimo.
A situação atual do planeta é trágica, muitas espécies estão em perigo de extinção.
muitas estão extintas, e o habitat de muitos seres vivos pende de um fio, um exemplo claro
é a floresta nublada. Todas essas mudanças acontecem diante dos olhos de cada um dos
habitantes do planeta, dia após dia a humanidade percebe a mudança do clima, da situação
visível de contaminação e inconsciência global e muitos deles deixam passar, dando-lhe a
responsabilidade do tema ao governo e entidades conservacionistas.
As sacolas plásticas representam 10% dos resíduos ou lixo que o ser humano produz.
diariamente, e produz três tipos de consequências drásticas:
1. Contaminação claramente à vista:
As bolsas de plástico demoram aproximadamente 450 anos para se desintegrar, e a
a humanidade em geral consome mais de um trilhão de sacolas em um ano; este trilhão de
bolsas não é reciclado já que não é rentável economicamente para as empresas
que produzem as bolsas de plástico, porque reciclar uma tonelada de bolsas, custa
aproximadamente $4000 e essa mesma tonelada sendo vendida a $32, por isso as
as bolsas se acumulam no meio ambiente gerando lixo.
2. Geração de tóxicos no ambiente:
A bolsa plástica, ao se decompor, se transforma em petro-pedras, que são
substâncias invisíveis ao olho humano e extremamente tóxicas, que são consumidas
por animais que posteriormente são consumidos pelos seres humanos e que se encontram
na terra onde são absorvidos por vegetais, hortaliças e frutas que também
consome o ser humano.
3. Uso do petróleo para produzir sacolas plásticas:
A bolsa plástica é feita à base de um termoplástico que é obtido do petróleo.
reduzindo o consumo de sacolas plásticas, reduz-se o consumo de petróleo,
produto não renovável e que gera tantas guerras a nível mundial.
1. DEFINIÇÃO DE UM POLÍMERO
Um polímero é uma molécula de massa molecular elevada que é formada por
muitas unidades muito menores (monômeros) que se repetem, se ligando
umas às outras (polimerização). Em alguns polímeros, as cadeias lineares podem se unir
entre si através de outras cadeias, dando origem a redes que podem formar arranjos
tridimensionais. Os elos podem ser todos iguais, o que é denominado
homopolímero, ou podem ser constituídos por unidades diferentes e alternar-se
seguindo um padrão específico formando o que é conhecido como um copolímero.
Existem polímeros naturais e polímeros sintéticos, os primeiros podemos
encontrar no meio ambiente, gerados ou formados pelos seres vivos, como os
ácidos nucleicos, caucho, hule, amido, etc. Os polímeros sintéticos são obtidos
mediantes técnicas de laboratório e indústria, onde o homem desenvolve complexas
substâncias como o nylon, o policloreto de vinilo (PVC) e o polietileno, que
costumam ser denominados como plásticos. (Sosa, A.M. 2008)
Os plásticos são materiais comumente sintéticos, formados por longas cadeias
entrelazadas, chamadas polímeros que apresentam características de formação, que lhes
permitam seu uso na vida cotidiana. Os tipos de plásticos mais conhecidos são:
Polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE), Policloruro de vinilo ou Vinilo (PVC ou V)
Polipropileno (PP), Poliestireno (PS) e Polietileno tereftalato (PET).
A diferença entre um plástico e um polímero reside no fato de que o primeiro se refere a
a qualquer material que pode ser moldado facilmente, enquanto o segundo
classifica uma substância pela sua estrutura molecular. (Wade, L.G. 2006).
2. HISTÓRIA DOS PLÁSTICOS PET
A descoberta do polietileno tereftalato, mais conhecido como PET, foi patenteada como
um polímero para fibra por J. R. Whinfield e J. T. Dickson, que investigaram os
poliésteres termoplásticos nos laboratórios da Associação Calico Printers, durante
o período de 1939 a 1941. (Escola de Engenharias Industriais 2008).
Até 1939, este terreno era desconhecido, mas a partir desse ano havia o suficiente
evidência acumulada favorecendo a teoria de que a microcristalinidade é essencial para
a Formação de fibras sintéticas fortes. (Philipsen H.J.A. 2004).
3. GRADOS DE PET
Segundo o centro empresarial do plástico (N.d.), o grau têxtil foi a primeira aplicação.
industrial do PET. Ao poliéster (nome comum do PET grau têxtil), foram reconhecidos
excelentes qualidades desde o início para o processo têxtil, entre as quais se
encontram sua alta resistência à deformação e sua estabilidade dimensional, além
do fácil cuidado da peça tecida (lavagem e secagem rápidas sem necessidade de
planchado).
O grau garrafa é o mais demandado, principalmente porque o PET oferece
características favorables em relação à resistência contra agentes químicos, grande
transparência, leveza, menores custos de fabricação e comodidade em seu manuseio.
O filme de grau PET é amplamente utilizado na fabricação de filmes.
fotográficas, de raios X e de áudio.
4. PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS DO PET
O plástico PET é um material termoplástico, caracterizado por seu alto grau de
ligereza, transparência e brilho, apresenta uma baixa velocidade de cristalização e pode
encontrarse em estado amorfo-transparente ou cristalino. Tem um bom
comportamento frente a esforços permanentes, alta resistência ao desgaste e muito
bom coeficiente de deslizamento. É um plástico inodoro e insípido, é um isolante que
tem propriedades antiaderentes e mantém por muito tempo seu estado de
carga, a menos que o ambiente esteja muito úmido. Apresenta uma densidade de 0,85
g/cm3, tem uma excelente resistência ao fogo, não transmite a chama. Seu ponto de
fusão se encontra entre 252-260 ºC. Este poliéster é estável, resiste à maioria de
ácidos, álcoois e sais, assim como os plastificantes. Permite a incorporação de
cor da sin afetar de maneira estrutural sua condição química, é uma muito boa barreira a
CO2, barreira aceitável para O2 e umidade. Conserva o sabor e aroma dos alimentos.
(Wade, L.G. 2006).
Possui excelente manuseio em máquinas, é moldável de forma estável e reciclável
100% e com possibilidade de produzir embalagens reutilizáveis. A degradação do PET se
apresenta-se por um progressivo tom amarelado, uma diminuição na
transmissão de luz e tornam-se quebradiços. A razão para isso é que a luz de
ultravioleta (de 290 a 400 nanômetros) da radiação solar é capaz de romper
alguns dos enlaces químicos dos polímeros. Para evitá-lo, adicionam-se moléculas
estabilizadoras (moléculas derivadas de 2-hidroxibenzofenona), que absorvem a
radiação e liberam a energia recebida como calor, o que os torna mais resistentes a
este tipo de degradação. (Garritz A. e Chamizo J. A. 1998)
5. OBTENÇÃO DO PET
Segundo Garritz A. e Chamizo J.A. (1998), o PET pertence à família dos poliésteres,
dado que é uma cadeia hidrocarbonada que contém ligações de ésteres. Se
compõe grupos etileno e grupos tereftalato e se sintetiza graças a uma reação de
condensação, ou seja, as cadeias se formam a partir de duas moléculas a mais
pequenas, desprendendo uma molécula de metanol que desaparece ao condensar.
Os grupos éster na cadeia são polares, onde o átomo de oxigênio do grupo
o carbonilo tem uma carga negativa e o átomo de carbono do carbonilo tem uma carga
positiva.
As cargas positivas e negativas dos grupos éster se atraem mutuamente,
permitindo que os grupos éster de cadeias vizinhas adquiram uma ordem entre si em
forma cristalina e devido a isso, dão lugar a fibras resistentes. No entanto, não há que
perder de vista que não vai ser 100% cristalino, sempre coexiste uma parte cristalina e
outra amorfa, ou seja, dada a regularidade estrutural que apresenta a unidade repetitiva
do PET, este mostra uma alta tendência a cristalizar; no entanto, a presença do
o anel aromático faz com que a cristalinidade alcançada dependa fortemente de
velocidade de resfriamento.
Na hora da produção deste polímero, tendo várias vias conforme a escala a
qual se queira fabricá-lo:
Em escala de laboratório, o ácido tereftálico e o etilenoglicol podem se polimerizar.
quando se aquecem com um catalisador ácido. A partir do cloreto de tereftalilo e
o etilenglicol também pode ser sintetizado. Esta reação é mais simples, mas o cloreto
o tereftalato é mais caro que o ácido tereftálico e é muito mais perigoso.
A escala industrial: faz-se reagir o dimetil tereftalato com etileno glicol através
de uma reação de transesterificação, obtendo bis-(2-hidroxietil) tereftalato e
metanol; este último ao aquecer a cerca de 210ºC evapora. Então o bis-(2-
hidroxietil tereftalato se aquece até 270 °C e reage para dar o PET e
etilenoglicol como subproduto.
O processo para a produção de embalagens PET é o seguinte: a resina é apresentada em
forma de pequenos cilindros ou chips, os quais, secos, se fundem e injetam sob pressão
em máquinas de cavidades múltiplas; das quais se produzem as pré-formas (recipientes
ainda não inflados e que só apresentam a boca do recipiente de forma definitiva). Depois,
as pré-formas são submetidas a um processo de aquecimento preciso e gradual,
posteriormente são colocados dentro de um molde e esticados por meio de uma vareta
o pistão até atingir seu tamanho definitivo, então são inflacionados com ar a pressão
até que tomam a forma do molde e se forma a embalagem típica.
6. AS TRÊS R NO USO DO PET.
O uso do plástico PET, principalmente em garrafas, revolucionou qualquer lugar
onde é necessário consumir um alimento ou simplesmente um líquido. Mas ao terminar de
consumir nosso produto, pensa-se que a garrafa de plástico não tem outro fim mais
que o de armazenamento, por isso procedemos a descartá-la. A opção é
correta, o problema ocorre que não pensamos no possível dano que causaríamos
ao meio ambiente com a poluição que produz apenas uma garrafa de água. As
partículas desse resíduo não se desintegram completamente (por isso se diz que o PET
não é biodegradável) a única solução que temos é aplicar as regras básicas dos
três "R" que a maioria das pessoas conhece: reduzir, reutilizar e reciclar.
Reduzir significa que devemos evitar comprar produtos cujas embalagens sejam
de plástico que vão direto para o lixo. É necessário diminuir o consumo
compulsivo de produtos desnecessários. Reutilizar significa que pode-se empregar
mais de uma vez objetos de plástico como embalagens. Reciclar é um método através do
qual se produz uma fundição ou a aplicação de processos químicos para fabricar
novos artigos com os desperdícios. (Irazoque, G. e López Tercero J. A. 2002).