0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações101 páginas

E-Learning: Teorias e Métodos Essenciais

Este documento introduz o conceito de e-learning, definindo-o como aprendizado facilitado pelo uso de tecnologias digitais. Descreve os princípios-chave do e-learning, como conectividade, flexibilidade e interatividade, e introduz o conceito de aprendizado contínuo (life-long learning) apoiado pelo e-learning.

Traduzido por

ScribdTranslations
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações101 páginas

E-Learning: Teorias e Métodos Essenciais

Este documento introduz o conceito de e-learning, definindo-o como aprendizado facilitado pelo uso de tecnologias digitais. Descreve os princípios-chave do e-learning, como conectividade, flexibilidade e interatividade, e introduz o conceito de aprendizado contínuo (life-long learning) apoiado pelo e-learning.

Traduzido por

ScribdTranslations
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

E-Learning: teoria e método

INTRODUÇÃO

Este módulo pretende oferecer aos estudantes os conhecimentos básicos da educação a distância como modalidade

de ensino inovador na didática, para que eles sejam capazes de aplicá-la como valor
aggiunto e não simples suporte "da moda" das atividades didáticas tradicionais. O módulo parte de
uma panorâmica sobre os “Princípios gerais” que fundamentam a e-learning e os elementos essenciais para que
se verifique um uso correto e eficaz desta modalidade de ensino. A segunda unidade
A didática, "Teorias", será centrada nas principais teorias da aprendizagem e na aplicação delas.
ao e-learning. Na terceira unidade didática, "Métodos e Profissionalismo", serão ilustrados os métodos e as
formas que o e-learning pode assumir (formal/informal; puro/misto), as técnicas de avaliação e
as professionalidades envolvidas no projeto. A quarta, e última, unidade didática, "Usuários, Perspectivas e
Criticidade”, ilustra as diferentes audiências às quais uma iniciativa de e-learning pode se dirigir, as
perspectivas futuras do e-learning e, por fim, os principais problemas e aspectos críticos do e-
aprendizado. Ao final de cada unidade didática, será verificado o grau de aprendizado por meio de um
questionário de 10 perguntas de múltipla escolha que permitirão ao estudante uma autoavaliação
do seu estado de avanço sobre o assunto.

1
E-Learning: teoria e método
– I Unidade Didática – Lição 1

PRINCÍPIOS GERAIS

Definição de E-Learning
A internet aumentou incrivelmente as possibilidades de abordagens flexíveis para a aprendizagem.
Muitas são as promessas e as expectativas em relação às potencialidades que a tecnologia pode oferecer para
revolucionar as formas de aprendizagem.
Muitos institutos de ensino responderam oferecendo cursos de e-learning totalmente online ou
oferecendo modalidades online em adição às modalidades de ensino tradicional.
Numerosas são as definições que entraram em uso e que se colocam em contradição com outros termos de
velho cunho: aprendizagem web, formação a distância (FAD), aprendizagem digital, aprendizagem on-line e

educação digital.
Neste curso, propõe-se uma definição que se baseia no potencial etimológico do termo e-
aprendizado, ou seja, "aprendizado eletrônico", portanto define-se o e-learning: aquele conjunto de
dinâmicas de aprendizagem mais ou menos estruturadas ou apoiadas, que uma pessoa pode
colocar em prática através das mais diversas aplicações na internet.
Desta definição, conclui-se, portanto, que a Rede se revela um elemento discriminante porque se
possa falar sobre e-learning, como dizer que se as aplicações não funcionam na rede não se trata de e-
aprendizado online será aqui entendido
intercambiável ao termo “e-learning” que é, em vez disso, definido pelo Joint Information Systems
Comitê (2004, p. 10) diz: “a aprendizagem facilitada e sustentada através do uso das TIC
(Tecnologia da Informação e Comunicação)
Além disso, querendo dar prioridade ao conceito de aprendizado mais do que ao de formação, se
includem no domínio da e-learning também oportunidades de aprendizado que a pessoa vivencia em
autonomia e muitas vezes de maneira pouco consciente, mesmo longe dos contextos estruturados e formais dos
mundos da educação e da formação.
Isso pode abranger uma série de atividades em apoio ao ensino ou à autoaprendizagem, mas o-e-
a aprendizagem não se limita à formação escolar, sendo direcionada também a usuários adultos, estudantes
universitários, professores, etc. e também na formação empresarial, especialmente para os
organizações com uma pluralidade de sede.

2
Aprendizagem ao longo da vida

Em uma economia fordista, a formação contínua era muito menos necessária do que realmente era.
o seja na sociedade da Informação e da Globalização. O que se aprendia na escola e
na Universidade poderia ser suficiente para uma vida de trabalho, talvez para o mesmo emprego por uma vida inteira.
Para enfrentar os desafios impostos pela sociedade atual, caracterizada pela expansão dos mercados em escala
global e pelo aumento exponencial do conhecimento em circulação no sistema e pela flexibilidade
do trabalho sempre crescente, fala-se de long-life learning, ou seja, aprendizagem contínua e
constante ao longo da vida do indivíduo singular. A União Europeia dá a seguinte definição de
aprendizado ao longo da vida

toda atividade voltada para a aprendizagem, seja ela formal ou informal, empreendida ao
escopo de melhorar competências, habilidades e conhecimentos (2003).

Uma mudança radical na gestão da identidade profissional e pessoal e da relação


a vida profissional e a vida privada encontram maior aplicação e condições mais favoráveis em algumas
sociedades como as anglossaxônicas, em vez de outras, graças a um fundo cultural em que os
valores de empreendedorismo, autonomia individual, mobilidade física e social, bem como o trabalho como
missão de vida, encontram um lugar mais central na hierarquia dos valores dominante e compartilhada.
Não se trata apenas de uma questão cultural ou de vontade individual. Projetar-se em uma ótica de
o aprendizado ao longo da vida exige grandes esforços não apenas pessoais, mas também em nível de sistema para oferecer

a todos os cidadãos e trabalhadores oportunidades adequadas, não apenas através dos tradicionais institutos formativos
(escola e universidade) mas também através de novas entidades como universidades virtuais, corporais
universidade (università aziendali), comunidade de prática, bem como através de formas criativas de
partenariato entre o setor público e privado.
Não se trata apenas de participar de um ou mais cursos (de pós-diploma, pós-graduação, mestrado, etc.) e assim
usufruir de uma formação estruturada, em vez de prosseguir autonomamente o aprendizado
nas muitas ocasiões de trabalho e de vida. Trata-se, portanto, de uma mudança mais radical, de um
atitude diferente e uma mudança de mentalidade em relação à sua formação. Para as pessoas
é solicitado um alto grau de autonomia, proatividade, sacrifício, flexibilidade e criatividade
individual e além de uma orientação a longo prazo.
Essas habilidades elencadas são cultiváveis a partir de um sistema de formação aberto e moderno e
all’interno d’organizzazioni in cui le persone supportano da professionisti dell’orientamento
(aconselhamento). Ou seja, habilidades que emergem graças à contribuição de um sistema organizacional e

3
institucional que incentiva e premia a criatividade e a iniciativa individual. A questão
aprendizagem ao longo da vida, portanto, toca o coração de todos os principais mecanismos do sistema educativo, produtivo e

social
Não é à toa que uma investigação da União Europeia destaca como existem profundas diferenças
na percepção da importância da aprendizagem ao longo da vida entre os cidadãos europeus, destacando um
divisão de área geográfica (mais sensíveis os países anglossaxónicos do que os latinos), educacional (mais
sensíveis os mais escolarizados), geracional (mais sensíveis os jovens dos menos jovens), de gênero (os
uomini mais sensíveis que as mulheres.
São evidentes os obstáculos que uma abordagem dessa natureza ao aprendizado pode encontrar: da
falta de tempo para conciliar os compromissos profissionais com os familiares, mas
sobretudo as habilidades cognitivas de alto nível, como a alfabetização e familiaridade com os conteúdos
informáticos, a negociação de significados, a profundidade de análise e a capacidade de meta reflexão.
A causa da aprendizagem ao longo da vida é uma causa nobre, pois não diz respeito apenas ao próprio.
empregabilidade e a sua contribuição para um desenvolvimento meramente econômico, quanto ao seu
aculturação e crescimento pessoal possivelmente na direção de uma maturação pessoal e
social no sentido amplo.
Os estudos sobre a aprendizagem informal destacam que, mesmo que as pessoas possam não
reconhecê-lo como tal, grande parte da aprendizagem dos adultos ocorre fora do contexto
da educação formal, para realizar tarefas ou tomar decisões. O e-learning
tem muito a oferecer ao mundo da aprendizagem ao longo da vida, constituindo-se por certos aspectos uma emanação, do

momento que responde à crescente necessidade de flexibilidade de acesso ao seu carro


formação. Neste caso, refere-se não apenas ao e-learning estruturado, geralmente colocado em
ato dentro confini institucionais (na escola ou na empresa), mas sim a um e-learning em sentido amplo que
che incluem também caminhos autônomos na Internet. Nesse caso, é evidente que o e-learning se
torna disponível para uma plateia enormemente mais ampla em comparação com aquela de quem tem a
possibilidade de acessar uma iniciativa disponibilizada por uma empresa ou por um
uma organização de pertencimento.

4
E-Learning: teoria e método
– I Unità Didattica – Lezione 2

Elementos essenciais do E-Learning


A e-learning aproveita as potencialidades disponibilizadas pela Internet para fornecer formação síncrona e/ou
assíncrona para os usuários, que podem acessar o conteúdo dos cursos a qualquer momento e em qualquer lugar
lugar onde exista uma conexão online.
Um estudo do Joint Information Systems Committee de 2004 identificou seis principais
dimensões da e-learning
• CONNETTIVIDADE – o acesso às informações está disponível em escala mundial;
• FLEXIBILIDADE - a aprendizagem pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar;
• INTERATIVIDADE – a avaliação da aprendizagem pode ser imediata e autônoma;
• COLABORAÇÃO – o uso de ferramentas de discussão capazes de apoiar a aprendizagem
colaborativo mais do que a sala de aula;

• EXTENSÃO DAS POSSIBILIDADES - os conteúdos multimídia podem reforçar e ampliar


a aprendizagem tradicional;
• MOTIVAÇÃO - os recursos multimídia podem tornar o aprendizado divertido.
Todos os sistemas de e-learning devem prever alguns elementos essenciais, que são:
• o uso da conexão em rede para a utilização dos materiais didáticos e o desenvolvimento de
atividades formativas baseadas em uma tecnologia específica, chamada "plataforma tecnológica"
(Sistema de Gestão de Aprendizado, LMS)

• o uso do computador pessoal (eventualmente integrado por outras interfaces e dispositivos)


como ferramenta principal para a participação no percurso de aprendizagem;
• um alto grau de independência do percurso didático em relação a restrições de presença física ou de horário

específico
•o monitoramento contínuo do nível de aprendizagem, tanto através do rastreamento do
caminho que passa por momentos frequentes de avaliação e autoavaliação;
a valorização de:
multimodalidade: integração efetiva entre diferentes mídias para favorecer uma melhor
compreensão dos conteúdos. A multimídia é a co-presença e interação de mais
meios de comunicação em um mesmo suporte ou contexto informativo. Fala-se de
conteúdos multimídia, especialmente na área da informática, quando para comunicar
uma informação sobre algo pode-se utilizar muitos meios, ou seja, meios de

5
comunicação de massa diferentes: imagens em movimento (vídeo) imagens estáticas
(fotografia), música ou texto;
interatividade com os materiais: para favorecer percursos de estudo personalizados e otimizar
o aprendizado. A interatividade é a característica de um sistema cujo comportamento não
é fixo, mas varia de acordo com a entrada do usuário. Quando o usuário transmite, de uma forma
qualquer, uma informação para o sistema que está utilizando, interage com ele; graças a
nesta interação, o sistema pode desviar de seu comportamento predefinido e se adequar
todas as necessidades do usuário;

interação humana: com os docentes/tutores e com os outros alunos - para favorecer, através das
tecnologias de comunicação em rede, a criação de contextos coletivos de aprendizagem.
Nesse sentido, os fóruns de discussão síncronos ou assíncronos desempenham um papel primário.
importância para a criação de uma comunidade de estudo na qual o usuário pode se comparar
eliminando assim o perigo do abandono, do qual se fala frequentemente como um dos
principais desafios na utilização do método e-learning.
As formas de e-learning podem variar daquelas chamadas de blended learning (aprendizado misto)
híbrido ou misto) em que a componente online se junta à formação de estilo tradicional
(intervenções em sala, suporte telefônico, workshops, seminários etc.) ou de práticas de e-learning
que ocorrem inteiramente online.

Diferenças em relação a outras formas de EAD

Frequentemente se confunde o e-learning com outras formas de formação a distância comumente


conhecidas como FAD. A categorização mais popular considera o e-learning como o natural
complemento e evolução das outras formas de FAD. Fala-se, de fato, do e-learning como FAD de
"terceira geração" que se distingue das duas anteriores (CBT e WBT) pelo fato de habilitar
dinâmicas de aprendizado colaborativo e social entre redes de pessoas e conteúdos. O e-
aprendizado, por outro lado, não é sinônimo de formação a distância, embora represente um componente.
cada vez mais importante.
A formação a distância é na verdade tão antiga quanto a impressão e o livro é o seu máximo.
espressão, mesmo que esteja tão institucionalizada pela nossa cultura e pelas instituições educacionais
que não é mais considerado tal.
A FAD de primeira geração nasce com o advento do sistema ferroviário e leva à veiculação
de materiais didáticos por correio (os famosos cursos por correspondência); a segunda geração
em vez disso, desenvolve-se no final dos anos sessenta do século passado e integra o uso dos impressos

6
com materiais audiovisuais e CD-ROM (incluindo assim o CBT, a primeira geração de e-
aprendizado).
Na realidade, a componente Internet e/ou web e a presença de uma tecnologia específica como o LMS
distingue o e-learning de outras versões de formação a distância, como os Treinamentos Baseados em Computador
(CBT) e os procedimentos de monitoramento e rastreamento dos usuários o distinguem dos baseados na web
Treinamento (WBT).

TCC
O Treinamento Baseado em Computador ou CBT ("ensino baseado no computador") é um método de
ensino baseado no uso de programas didáticos especiais para computador ou de outro software
dedicado (em forma de CD-ROM, DVD-ROM e assim por diante) mas não online. Pode ser aplicado na
formação a distância ou no contexto de um aprendizado autodidata. Por motivos óbvios, trata-se de
uma abordagem particularmente eficaz para ensinar o uso de aplicativos de software; quase todos os
as aplicações modernas vêm equipadas com um tutor online e podem ser consideradas um exemplo de
software para CBT. No entanto, também existem programas para o estudo de línguas ou de outros
matérias não informáticas. O CBT em sentido estrito pode evidentemente coexistir e ser integrado
com outras formas de ensino que utilizam o computador de outras maneiras, por exemplo a
formação a distância e e-learning.

WBT
É uma modalidade de formação a distância que se utiliza da ajuda de um tutor docente online, é um
programa de formação em suporte digital, online, mas sem possibilidade de acompanhar os
acesso e participação das pessoas e sem serviços com valor acrescentado.

EL (e-learning)
Programas de formação em suporte digital, online, com serviços de valor agregado e com a
possibilidade de acompanhar os acessos e a participação das pessoas (graças a uma
“plataforma”, espaço online especificamente dedicado e de acesso reservado).

7
LMS
Um sistema de gestão de aprendizagem (LMS) é a plataforma aplicativa (ou conjunto de programas) que
permite a oferta de cursos na modalidade e-learning. O sistema de gestão de aprendizagem preside a
distribuição dos cursos online, a inscrição dos alunos, o rastreamento das atividades online. Os
Os LMS muitas vezes operam em associação com os LCMS (sistemas de gestão de conteúdos de aprendizado) que

gesticionam diretamente o conteúdo, enquanto o LMS fica responsável pela gestão dos usuários e pela análise das
estatísticas. Vamos falar sobre a tecnologia LMS em mais detalhes mais adiante na próxima lição dedicada
referência à tecnologia de e-learning.

8
E-Learning: teoria e método
– I Unidade Didática –Aula 3

TECNOLOGIA

LMS
Uma componente básica do e-Learning é a plataforma tecnológica (Sistema de Gestão de Aprendizagem)
oLMS) que gerencia a distribuição e o uso da formação: trata-se, na verdade, de um sistema
gestionale que graças à tecnologia SCORM, permite rastrear a frequência aos cursos e as
atividades formativas do usuário (acesso ao conteúdo, tempo de consumo, resultados dos momentos
valutativos, etc.).
Um sistema de gestão de aprendizagem (LMS) é a plataforma aplicada (ou um conjunto de programas) que
permite a oferta de cursos em modo e-learning. O sistema de gestão de aprendizagem supervisiona a
distribuição dos cursos online, a inscrição dos estudantes, o rastreamento das atividades online. Os
LMS frequentemente operam em associação com os LCMS (Sistemas de Gestão de Conteúdo de Aprendizagem) que

gestão diretamente os conteúdos, enquanto ao LMS resta a gestão dos usuários e a análise das
estatísticas.
A maioria dos LMS é estruturada de maneira a facilitar, em qualquer lugar e a qualquer momento.
momento, o acesso e a gestão de conteúdos. Normalmente, um LMS permite a registrazione
dos alunos, a entrega, a frequência nos cursos de e-learning e uma verificação dos conhecimentos.
Em um sistema LMS mais completo, podem-se encontrar ferramentas como a administração de
competência, a análise de habilidades, o planejamento de sucessão, as certificações, os códigos de categoria
virtual e a distribuição de recursos (sedes da reunião, salas, manuais, instrutores, etc.). A
A maior parte dos sistemas considera o estudante iniciante, facilitando a auto-inscrição e
o acesso aos cursos. Atualmente, está-se procedendo a uma padronização deles por meio do SCORM.

9
LCMS
O sistema de gestão de conteúdo de aprendizagem (LCMS) é um módulo de software presente nas plataformas de
e-learning que reúne todas as funcionalidades necessárias para a gestão de conteúdos para o ensino
on-line, come ad esempio:
•Criação, gestão e armazenamento de conteúdos didáticos;
•Composição e modularização das unidades didáticas fundamentais, chamadas de aprendizagem
objeto(LO);
• Rastreamento e armazenamento das interações dos alunos com objetos de aprendizagem
(objetivos formativos).
Um LCMS gerencia a importação e a publicação de objetos de aprendizagem, "pacotes"
independentes capazes de atender a um ou mais objetivos educacionais.

Objeto de Aprendizagem (OA)

Unlearning object é uma unidade de instrução para e-learning, reutilizável.


Objetos de aprendizagem constituem tipos particulares de recursos de aprendizagem autoconsistentes, dotados de
modularidade, disponibilidade, reusabilidade e interoperabilidade, que permitem a possibilidade de uso em
contesti diversos (aprofundaremos na lição sobre Conteúdos).

SCROM
LoSCORM, "Modelo de Referência de Objeto de Conteúdo Compartilhável"
Objetos de Conteúdo Compartilháveis), é tecnicamente um "modelo virtual" (modelo de referência), ou seja
uma coletânea de especificações técnicas que permite, primordialmente, a troca de conteúdos digitais em
maneira independente da plataforma.
Hoje, as últimas especificações do padrão referem-se à versão 1.3 (também conhecida como SCORM 2004)
mesmo que o mais utilizado ainda continue sendo o SCROM 1.2.
O SCORM define, no e-Learning, as especificações relativas ao reaproveitamento, rastreamento e
catalogação dos objetos didáticos (learning object), os "blocos elementares" com os quais são
estruturados os cursos. A plataforma de e-learning tem apenas a função de dialogar com o objeto,
interpretando as mensagens que lhe são enviadas. Isso é possível porque o SCORM define o
suo interno as características que devem ser suportadas pelo Sistema de Gestão de Aprendizagem
(LMS). A compatibilidade da plataforma é necessária apenas para "entender a língua"
do objeto e, se necessário, para poder lhe responder.

10
Para ser compatível com o padrão SCORM, cada objeto de aprendizagem deve ter os seguintes
características:
•Ser catalogável através de metadados (campos descritivos predefinidos) para que possa
estar indexado e pesquisado dentro do LMS. Os campos descritivos solicitados são muitos, não
todos obrigatórios. Por exemplo, é solicitado o autor, a versão, a data da última modificação até
a chegar aos vários níveis de agregação entre os vários objetos. Tudo é arquivado na seção
em um arquivo chamado [Link].
• Poder dialogar com o LMS em que está incluído, passando-lhe dados úteis ao rastreamento
da atividade do aluno, por exemplo, o tempo gasto dentro de uma certa aula, os resultados
conseguido em um teste e os limites previstos para passar para o próximo objeto. O diálogo ocorre
através de dados que passam do LO para o LMS e do LMS para o LO. A linguagem com a qual se
comunica é o Javascript que é interpretado por uma API (Interface de Programação de Aplicações)
que funciona como uma ponte entre os dados que os dois elementos (LMS e LO) transmitem.

•Ser reutilizável: o objeto deve ser transportável em qualquer plataforma compatível sem
perda de funcionalidade. Este princípio está na base do padrão, pois, respeitando os
diretivas de construção, o objeto e a plataforma não devem ser modificados para ativar as
funcionalidade de rastreamento e catalogação.
Um material didático SCORM é um arquivo com extensão .zip ou .pif, que contém dentro
diversas seções relacionadas à estrutura, à descrição com metadados e ao seu funcionamento
dentro de um LMS. O SCORM, portanto, não especifica um formato de arquivo que pode representar
o objeto didático: qualquer formato pode ser incluído em um pacote SCORM, dependendo do
fato de que o objeto esteja designado para se comunicar com um LMS ou ser um objeto de um suporte que
não se comunica com a plataforma de e-learning. Se este objeto estiver programado para se comunicar
com a plataforma, recebe o nome de SCO, se for um objeto de suporte, recebe o nome de
ATIVO.
A linguagem com a qual o objeto SCO se comunica com a plataforma de e-Learning é o Javascript; entre os
Os formatos mais comuns para construir SCO são HTML, Flash, Java ou outros formatos mais fechados.
os menos difundidos.

11
Web semântica
Originalmente, a web foi concebida para a divulgação, de maneira simples, de conteúdos
hipertextuais. Paralelamente ao seu crescimento exponencial, houve a produção de uma enorme quantidade
de dados que se tornam difíceis de gerenciar, recuperar e encontrar. Daí nasce a ideia de adicionar uma
descrição dos dados tornando claro seu contexto e o que eles significam, com o objetivo de
organizar o conhecimento e a informação depositados na rede de acordo com uma arquitetura dinâmica e
cooperativa, que reflita uma espécie de semântica coletiva.
Com o termo web semântica, termo cunhado por seu idealizador, Tim Berners-Lee, entende-se a
transformação da World Wide Web em um ambiente onde os documentos publicados (páginas HTML,
arquivo, imagens, e assim por diante) estejam associados a informações e dados (metadados) que especifiquem o
contesto semântico, tornando claro seu contexto e o que eles significam, em um formato
adequado para interrogação, interpretação e, mais geralmente, para processamento automático. Com
a interpretação do conteúdo dos documentos que a Web Semântica propõe, será possível
pesquisas mais evoluídas e inteligentes do que as atuais, que se baseiam apenas na presença no documento
de palavras-chave sem levar em conta o contexto de uso do documento, e outras operações
especialísticas como a construção de redes de relações e conexões entre documentos segundo lógicas
mais elaboradas do que o simples link hipertexto.

Metadado
Unmetadato (do grego meta - "além, depois" e do latim datum "informação" - plural: data),
literalmente "dado sobre um (outro) dado", é a informação que descreve um conjunto de dados.
Um exemplo típico de metadados é constituído pela ficha do catálogo de uma biblioteca, a qual
contém informações sobre o conteúdo e a localização de um livro, ou seja, dados referentes aos dados que se
referem-se ao livro. Outro conteúdo típico dos metadados pode ser a fonte ou o autor do conjunto
de dados descrito ou as modalidades de acesso, com as eventuais limitações.
A função principal de um sistema de metadados é permitir a obtenção de
seguintes objetivos:
•pesquisa, que consiste em identificar a existência de um documento;
•localização, ou seja, rastrear uma ocorrência particular do documento;
•seleção, realizável analisando, avaliando e filtrando uma série de documentos;
interoperabilidade semântica, que consiste em permitir a pesquisa em áreas disciplinares diferentes
graças a uma série de equivalências entre descritores;
•gestão de recursos, ou seja, gerenciar as coleções de documentos através da intermediação de bancos de dados

12
e catálogos;
•disponibilidade, ou seja, obter informações sobre a efetiva disponibilidade do documento.
Os campos de uma coleção de metadados são compostos por informações que descrevem os recursos
informativo a que se aplicam, com o objetivo de melhorar sua visibilidade e facilitar seu acesso. I
Os metadados, de fato, permitem a recuperação de documentos primários indexados através das strings.
descrições contidas em registros: fichas nas quais são representadas as características mais
significativas ou as propriedades peculiares dos dados em questão, de modo que a sua essência possa ser
capturada por uma única descrição concisa, que, de forma sintética e padronizada, fornece a sua
volta uma via de recuperação dos dados mesmos. Os sistemas de metadados estruturados de forma hierárquica são mais
propriamente noti come esquemas ou ontologias. Ambos os termos expressam objetos para
determinar objetivos ou tornar possíveis ações. Por exemplo, a organização dos títulos
as temáticas no catálogo de uma biblioteca servem não apenas como guia para a localização dos livros
associados a um tema, mas também como guia para as temáticas existentes
na "ontologia" de uma biblioteca; além disso, servem para entender como determinados assuntos específicos
são correlacionados a (ou derivados de) os títulos gerais dos temas em si.

13
E-Learning: teoria e método
– I Unidade Didática – Lição 4

FERRAMENTAS

Ferramenta para comunicação síncrona


Se a plataforma tecnológica se revela ser um componente fundamental para o e-learning, a sala de aula
virtuale(o ambiente colaborativo) é a metodologia de ensino que permite a interação (principalmente
em modo síncrono) entre os usuários: trata-se, de fato, de ferramentas que favorecem a comunicação
imediata através de chat, lousas compartilhadas (quadro branco interativo) videoconferências e assim por diante. I

software de ambiente colaborativo podem gerenciar também a aprendizagem assíncrona (que não
necessita da presença dos usuários ao mesmo tempo): fórum de discussão, documento
repositório, acesso a materiais didáticos ou a materiais de apoio.
Podem-se distinguir 4 principais modos de comunicação síncrona, dependendo da quantidade
de pessoas a quem nos dirigimos e da riqueza do canal informativo:
1. comunicação 1 a 1 ou muito a muitos, exclusivamente vocais ou textuais: telefonatas online
(tecnologia Voip), chat textuais ou vocais, sistemas de mensagens instantâneas;

2. comunicação 1 a1 ou muitos a muitos, multimídia: trata-se de conferências áudio-vídeo ativadas


entre duas ou mais pessoas, ou das chamadas lousas virtuais em que mais pessoas trabalham e
interagem em um mesmo arquivo em tempo real;
3. comunicação 1 para muitos exclusivamente vocais ou textuais: de fato são pouco praticadas (exceto
ouvir uma estação de rádio ao vivo na Internet);
4. comunicação 1 para muitos, multimídia: é o caso das chamadas salas de aula virtuais em que se
transmite ao vivo pela internet um seminário (em gergowebinar) ao qual os alunos conectados na rede
podem participar, por exemplo, fazendo perguntas via chat textual ou vocal.

Chat e Mensagens Instantâneas

O termo chat (em inglês, literalmente, "bate-papo"), é usado para se referir a uma ampla
gamma de serviços tanto telefônicos quanto pela Internet; ou seja, de forma geral, aqueles que os países de
lingua inglesa distinguem geralmente com a expressão "chat online". Esses serviços, também bastante
diversos entre si, todos têm em comum dois elementos fundamentais: o fato de que o diálogo ocorra em

14
tempo real, e o fato de que o serviço pode facilmente colocar em contato perfeitos desconhecidos,
geralmente de forma essencialmente anônima. O "lugar" (o espaço virtual) onde o chat se
svolge é chamado geralmente de chatroom (literalmente "quarto de conversas"), também chamado de
canal (em italiano canale), frequentemente abreviado chan.

Entre os informáticos, o serviço de chat com a história e a tradição mais importantes é certamente a
Internet Relay Chat (IRC), fundamentalmente baseada na troca de mensagens textuais. A esta
tecnologia, que ainda hoje põe em comunicação milhões de usuários todos os dias, está associada
uma subcultura inteira (diversificada em dezenas de "sub-sobreculturas" para os principais servidores).
este contexto deriva grande parte da terminologia que outros sistemas de chat na rede também têm
ereditato. IRC, um tempo único serviço de chat na Internet, hoje é acompanhada pelas webchats (frequentemente
em java) hospedadas por servidores autônomos e por inúmeras outras tecnologias; são muito utilizadas, em
particular, as aplicações de mensagens instantâneas como ICQ ou MSN Messenger, que geralmente
integram também correio eletrônico (e portanto comunicação assíncrona) e interação multimídia.
São também muito comuns (talvez não tão utilizados) os serviços baseados na web, como os applets de
chat oferecidas por muitos portais, tipicamente para o suporte de comunidades virtuais formadas em torno de
ferramentas como fórum ou quadro de mensagens.

Os diversos serviços de chat podem ser catalogados sob duas tipologias principais:

1-a-1, como mensagens instantâneas;


bate-papo em grupo.

A primeira categoria inclui os serviços de chat que principalmente permitem conversar com
uma pessoa de cada vez. Os contatos deste tipo de chat são pessoais e contidos em uma lista de contatos,
frequentemente arquivada online de modo que possa ser acessada de qualquer terminal conectado à rede
internet. As janelas de conversação são uma para cada contato com o qual se está conversando. Respeito
na conversa em grupo, a conversa 1-on-1 tem recursos multimídia avançados, como o envio de áudio
e video, clipes de áudio e animações pessoais e compartilhamento de pastas. Entre os muitos, os serviços mais utilizados

desse tipo são MSN Live Messenger, Yahoo! Messenger, Google Talk e Skype. Normalmente os
os nicks nesses serviços estão ligados a um endereço de e-mail ou a uma conta identificativa.
O grupo de chat, em vez disso, tem o potencial de conectar centenas de pessoas ao
mesmo momento, uma vez que as mensagens são enviadas a todas as pessoas que estão naquele momento
conecte-se ao grupo (geralmente chamado de canal ou sala). Os canais podem diferir por
seus conteúdos temáticos e pela língua usada por seus usuários. A janela de conversação é uma para
cada canal. Há, no entanto, a possibilidade de enviar, de maneira semelhante às mensagens instantâneas,

15
mensagens em uma conversa "privada" entre dois usuários individuais (também conhecida como query). As chats de
Os grupos como IRC são principalmente textuais e com elementos multimídia reduzidos ou ausentes. Inick
Os usuários (os apelidos) nem sempre estão ligados a uma conta, permitindo assim um maior
anonimato.
Com o passar do tempo e o fortalecimento da web, as diferenças entre o chat 1-a-1 e os chats de
grupos diminuem: se com os chats em grupo como o IRC sempre foi possível enviar também
mensagens para uma única pessoa, os serviços de chat 1-a-1 estão se orientando para a possibilidade de
utilizar também chat de grupo (embora essa função às vezes seja desativada pelos administradores do servidor em
seguido a polêmicas e controvérsias derivadas de tal uso).

Videoconferência
Define-se videoconferência como a combinação de duas tecnologias:

A videotelefonia, que permite ver apenas o próprio


interlocutor
A videoconferência propriamente dita, que permite a mais pessoas de
compartilhar um único canal de comunicação.
A videoconferência para o ensino a distância é a nova fronteira da aprendizagem em grupo.
salas equipadas e a ajuda de um tutor presencial que garante e estimula a interação em tempo real
corpo docente e entre os alunos), seja individual com n. alunos conectados simultaneamente com um
docente que interage em tempo real através de comunicações pela internet (e-mail, chat, etc.).
Além da possibilidade de ver o seu interlocutor, a videoconferência permite às vezes de
dispor de:

um painel de controle onde estão indicados os sujeitos participantes;


um espaço de trabalho virtual comum, onde todos os participantes podem
compartilhar testes, imagens, tabelas e outras informações;
com o auxílio de tutores didáticos e organizacionais-motivacionais em sala de aula, uma

Aula em videoconferência permite a descentralização da formação


em vez do deslocamento de pessoas, criando nas sedes descentralizadas o
mesmo ambiente fértil para a aprendizagem, pelo menos tanto quanto acontece
na sala transmissora. Um exemplo muito avançado é a experiência de
teledidática em videoconferência da Universidade de Camerino

16
avanti a partir do a.a. 1998/99 e que para o público-alvo de estudantes alcançados,
modos organizacionais e número de sedes conectadas representam até hoje
um exemplo único. (Nascimento, motivações, organização e estudos em
materiais podem ser lidos em [Link]).
A videoconferência representa a interação síncrona em áudio, vídeo e dados entre duas ou mais partes.
A possibilidade de se comunicar por videoconferência depende da disponibilidade de aparelhos que
suportam a captura, codificação, transmissão e decodificação de áudio e vídeo, e pela capacidade dos
aparelhos próprios de se comunicar segundo um protocolo padrão comum.
O padrão indica que a funcionalidade mínima a ser garantida para uma videoconferência é o áudio;
o áudio em si constitui um dos elementos que determina, em primeira instância, o bom resultado de
uma videoconferência. Se o áudio estiver afetado por ruídos, distorções ou eco, a utilidade se anula
da videoconferência. Esses problemas são amplificados no caso em que a reunião não aconteça na
língua materna. Em geral, se houver problemas relacionados à qualidade do áudio, a videoconferência
resultará completamente ineficaz.

Ferramenta para comunicação assíncrona


Os instrumentos sincrônicos e assíncronos de comunicação, colaboração e veiculação de conteúdos
sou um componente relevante da "alma colaborativa" da internet, importante para responder
todas as necessidades de envolvimento e de contato humano.
Podem ser assim classificadas:

ferramenta assíncrona 1 a 1: é o caso dos e-mails;


ferramenta assíncrona 1 para muitos: é o caso de newsletters, seminários online gravados
e FAQ (perguntas frequentes O risco de desistência no EL é maior do que na
formação tradicional de entidades com respostas correspondentes;
ferramenta assíncrona muitos para muitos: é o caso de listas de discussão, fóruns de

discussão, das billboard e dos shoutbox (nesta categoria


rientrano também blogs e wikis).

17
Wiki
Ao contrário dos blogs, os wikis não surgem através de um filtro pessoal, mas sim de um filtro de
conteúdos, contextos, categorias e conceitos. O anonimato da contribuição não é requerido, mas é comum,
promovendo um revezamento radical dos pressupostos dos blogs, através dos quais se assemblam
perspectivas individuais.
No caso dos wikis, quem contribui redige coletivamente um texto (que eventualmente inclui
componentes multimídia), fazendo grande uso de referências de tipo hipermídia e associações livres
tra conceitos. Neste processo, pode-se livremente modificar ou eliminar para sempre os
contribuições de outros, a menos que haja sistemas de filtragem, de recuperação de conteúdo
precedentes ou de restrição no acesso, cada vez mais comuns, especialmente em contextos profissionais. A
a tensão contínua para a melhoria contínua do produto torna a wiki uma ferramenta interessante
em chave enciclopédica, naturalmente se estiver nas mãos de uma comunidade coesa e motivada. . O Portland
Pattern Repository foi o primeiro wiki de todos os tempos e foi criado por Ward Cunningham em 1995.
O resultado mais extraordinário nesse aspecto é sem dúvida a Wikipedia
([Link]), enciclopédia universal digital que beneficia de um processo contínuo
de extensão e que promove a associação entre conceitos.

18
E-Learning: teoria e método
– I Unidade Didática – Lição 5

CONTEÚDOS e TUTORIAL

Conteúdos
O conteúdo dos cursos didáticos pode ser projetado em diferentes formatos: páginas HTML,
animações 2D ou 3D, contribuições de áudio, contribuições de vídeo, simulações, exercícios interativos, testes. Em
Qualquer caso, trata-se de conteúdos realizados em modo multimédia e podem ser construídos.
hoc (através de software de autoria) ou ter sido modificado a partir de material já existente em formato
eletrônico como por exemplo os eBooks (também de maneira muito simples, salvando - por exemplo -
uma apresentação em formato HTML).

Autoria
Define-se a Autorização de DVD como o procedimento de empacotamento de um dvd em todas as suas
numerosas funcionalidades. Sendo, até hoje, uma intervenção dispendiosa em termos económicos,
isso é justificado principalmente para intervenções em larga escala, como por exemplo a emissão em
comércio de filmes para home video.
Sao consideradas as seguintes funções de um DVD:
menu e/ou menu animados;
faixas de áudio;
sottotitolazione
navegação;
multiângulo.

19
LO (Objeto de Aprendizagem)

O desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação teve significativas


repercussões também nas formas de aprendizagem, estimulando a formação de novos recursos
didáticas.
A esse respeito, muitas vezes se considera que a abordagem pragmática/produtiva do e-learning,
finalizado para a economia de tempo e custos na fase de projeto e produção dos materiais
didáticos, tanto a orientação que justifica a realização de LO.
LO são unidades autossuficientes, uma vez que representam uma unidade mínima composta por uma ou mais
ativos (elementos mínimos compostos por uma imagem, um vídeo, etc.) para a aquisição de conhecimento
em relação a um objetivo formativo. De grande importância, é a questão da granularidade, ou seja,
dimensão de um LO para permitir a agregação com outro LO.
Na realidade, os LO são:

autoconsistenti: constituídos por um ou mais ativos.


modulares: agregáveis com outros LO.
reperíveis: graças à marcação dos metadados.
reutilizáveis: pela sua autonomia em diferentes situações de aprendizagem.
interoperáveis: podem funcionar em diferentes plataformas que fornecem materiais
didáticos (LMS) graças à atenção dada aos padrões (SCORM) que
definem as regras de empacotamento e a ordem de usufruto dos LO.
Os especialistas em e-learning afirmam que os materiais didáticos devem ser construídos sob medida.
modo de garantir as quatro principais características da formação online:

modularidade: o material didático deve ser composto por módulos didáticos,


chamados também de Objeto de Aprendizagem (LO) para que o usuário possa dedicar ao
formação breves lassi de tempo (indicativamente 15/20 minutos de tempo),
personalizando assim tempos e modos de abordagem aos conteúdos.
Interatividade: o usuário deve interagir com o material didático, que deve
responder efetivamente às necessidades motivacionais da interação homem-
máquina
Esaustividade: cada LO deve responder a um objetivo formativo e levar o usuário
ao completamento de tal objetivo.
Interoperabilidade: os materiais didáticos devem ser preparados para poderem ser
distribuídos em qualquer plataforma tecnológica e para garantir a rastreabilidade

20
da ação formativa. Para tal fim, foram definidos padrões
(AICC, SCORM, IMS) que devem ser implementados para garantir a
comunicação entre diferentes sistemas e fazer com que um Objeto de Aprendizagem
concebido em uma plataforma pode ser integrado em outra. Atualmente, o
o padrão que mais se destaca é o SCORM.
A evolução tecnológica levou à realização de sistemas de Gestão de Conteúdo de Aprendizagem
Sistema (LCMS) que lida com a gestão de conteúdos tanto na fase de criação quanto na
fase de execução. Esses instrumentos, associados ao LMS, como vimos, completam uma
plataforma de e-learning.
Do ponto de vista técnico, os Objetos de Aprendizagem são objetos descritos por meio de especificações XML e/ou,

appunto, dialetti specializzati de XML como EML e outros, que são interpretados pelo navegador
na sua interação com o servidor LCMS para construir o objeto documental, multimédia, o teste
com suas características e, em SCORM e subsequentes, também a sequência correta de conteúdos do
percurso formativo. Um objeto de aprendizagem (LO) pode conter também especificações do nível
de ingresso, dos prerequisitos, do contexto de aplicação.

Acompanhamento
Uma das maiores críticas ao e-learning em comparação com a formação tradicional é a aparente
falta do docente.
A ausência desta figura é compensada com uma série de figuras e serviços que são a espinha.
dorsale da metodologia didática: o tutor a comunidade de prática, que permitem um real e
processo ativo de aprendizagem, às vezes, no entanto, especialmente no que diz respeito à formação
aziendale, esta componente é sacrificada.
As ações de tutoria apoiam a formação dos usuários no que diz respeito ao aprofundamento
dos assuntos de estudo e para a motivação: o Tutor de formação atua de forma a limitar
o efeito de abandono da aprendizagem antes do término da formação (drop-out), que no e-
o aprendizado tem uma taxa de risco significativamente mais alta em comparação com o treinamento tradicional.

As funções do tutor são:

agir sobre as atividades do indivíduo e do grupo através dos instrumentos de


comunicação síncrona e assíncrona disponíveis;
distribuir os materiais didáticos e de apoio;
relacionar-se com especialistas em conteúdo para ajudar os usuários na formação;

21
gerir as áreas de colaboração dos LMS;
ajudar os alunos a planejar seu trabalho;
sustentar e animar os debates;
favorecer e desencadear dinâmicas de aprendizado entre os alunos;
fazer emergir perguntas exploratórias;
resumir e sintetizar as várias atividades.

As comunidades de prática
As comunidades de prática e aprendizado são grupos sociais que têm como objetivo final o
gerar conhecimento organizado e de qualidade ao qual cada indivíduo pode ter livre acesso. Nesta
comunidade os indivíduos visam um aprendizado contínuo e têm consciência de si mesmos
conhecimentos. Não existem diferenças de tipo hierárquico: todos têm a mesma importância porque o
o trabalho de cada um é benéfico para toda a comunidade.
A finalidade é a melhoria coletiva. Quem entra nesse tipo de organização visa a um
modelo de compartilhamento; não existem espaços privados ou individuais, pois todos compartilham tudo.
Quem tem conhecimento e o mantém para si é como se não o tivesse. As comunidades de prática tendem
à excelência, a pegar o que há de melhor em cada um dos colaboradores. Este método
o construtivista aponta para um conhecimento que se constrói em conjunto e representa uma maneira de viver,
trabalhar e estudar. Esta é uma concepção que se diferencia consideravelmente das sociedades do tipo
individualista como a ocidental, onde a competição prevalece entre os homens e falta aquela
colaboração que, em vez disso, atua como motor pulsante nas comunidades de prática.
Recentemente, também foi utilizado o termo web learning, que acentua o aspecto "reticular".
da aprendizagem, em vez da componente "eletrônica" que agora é certa ou
virtual
Na perspectiva de uma afirmação gradual da Web semântica, de fato, pode-se imaginar
facilmente (mas já hoje é concretamente realizável) um percurso de aprendizagem e formação
autogestionado que vê o discente se deslocar através de diferentes portais e sites, diferentes plataformas (geridas
de diversas autoridades), concordes na avaliação padronizada das classificações dos materiais, dos
teste e níveis de entrada e saída no processo formativo.
Hoje, há muitas iniciativas que veem no trabalho em grupo (onde com grupo pode também
entender toda a humanidade) a própria essência do conhecimento.
Entre os mais importantes, destacamos iwiki, iforum e a web semântica.

22
E-Learning: teoria e método
– I Unidade Didática – Lição 6

Sustentabilidade do E-Learning
O conceito de sustentabilidade no campo do e-learning é de extrema importância e delicadeza. A
sustentabilidade é, de fato, como o teste de qualidade, eficácia e eficiência do processo
de ensino/aprendizagem baseado no uso extensivo das TIC e nas TEL (a Tecnologia
Aprendizado Aprimorado em e-learning é o conjunto das possíveis formas de usar as TIC para enriquecer,
melhorar, otimizar o processo de aprendizagem, favorecendo os diferentes estilos e ritmos de
aprendizado e oferecendo aos estudantes flexibilidade em termos de estudo).
O conceito de sustentabilidade está também, de forma interligada, relacionado ao conceito de valor agregado.
um intervenção formativa de tipo e-learning é sustentável no momento em que oferece um valor
adicionado em relação a uma intervenção formativa de tipo tradicional.
As condições que podem determinar uma real sustentabilidade do e-learning são variadas e mutáveis,
e o próprio conceito de sustentabilidade adquire significados diferentes dependendo do contexto considerado
consideração e dos objetivos a serem alcançados. Por exemplo, a sustentabilidade didático-formativa
dentro de um contexto escolar, muitas vezes não coincide com a sustentabilidade econômica ou com a
das recursos a serem colocados em campo.
Em geral, a sustentabilidade do e-learning não significa outra coisa senão perguntar-se "quando" e "se".
serve o e-learning no processo de ensino/aprendizagem.
Por exemplo, o uso do computador em apoio às estratégias e tecnologias didáticas não é suficiente
dar sozinho aquele valor agregado ao e-learning e torná-lo sustentável do ponto de vista
didático-formativo. Uma abordagem e-learning torna-se sustentável no momento em que o uso
do computador em particular, e das TIC em geral, pode garantir um valor acrescentado real à
didática, valor agregado que não poderia ser alcançado com ferramentas e abordagens tradicionais.
Em outras palavras, o fator determinante para a sustentabilidade didático-formativa do e-learning é a
capacidade de aproveitar eficientemente as potencialidades intrínsecas das tecnologias no processo
educativo do discente de forma a enriquecê-lo e melhorá-lo.
O e-learning colaborativo, por exemplo, é frequentemente considerado o mais eficiente, pois oferece essa
interação social entre os alunos que agrega valor ao processo de aprendizado, faz com que eles
adquirir habilidades no uso das TIC e competências de resolução de problemas, mas, por outro lado, dilata os tempos

dedicados ao estudo e pressupõe maior empenho (gerencial e temporal) por parte dos formadores.
Neste caso, teríamos um e-learning sustentável do ponto de vista didático-formativo.

23
pedagógico (oferecendo uma aprendizagem colaborativa, construtivista e mutável), mas provavelmente
não sustentável do ponto de vista organizacional-gestional-econômico (talvez por falta de
tempo, de estruturas e de ferramentas).
As soluções mistas de e-learning (conteúdo de e-learning e e-learning colaborativo) são frequentemente
considerando quelle mais sustentáveis do ponto de vista didático-formativo, pois trazem os
vantagens típicas de ambas as abordagens, portanto um maior valor agregado, mas aqui também é necessário
prestar atenção. Soluções mistas não são apenas alternância de estudo presencial (aulas presenciais) e a
distância (formação on-line), mas sim a integração de métodos e ferramentas didáticas típicas de
Ambos os abordagens. Nesse sentido, as soluções mistas podem ser consideradas as mais sustentáveis.
de um ponto de vista não apenas didático-formativo, mas também de conteúdo (com a veiculação de
conteúdo válido). Por outro lado, soluções misturadas são provavelmente menos sustentáveis se
considera-se a dimensão organizacional-gestional ou econômica da intervenção
formativo. Na didática universitária, por exemplo, os motivos que frequentemente movem os docentes a
adotar soluções mistas é ditado por escolhas didáticas (recuperação de tempo-aula em benefício
da veicolação do know-how do professor), mas também por escolhas logísticas (redução de aulas
frontais por falta de salas). Nesse sentido, uma solução misturada pensada e proposta para resolver
problemas logísticos e organizacionais é sim sustentável nesta dimensão específica (logístico-
organizativa), mas muito provavelmente não o é do ponto de vista didático-formativo, talvez por
uma inadequada concepção didática ou pela falta de e-content válidos, como produto
de uma necessidade prática (economizar tempo e recursos).

24
BIBLIOGRAFIA

ANDERSON, T. ELLOUMI, F., Teoria e prática de em aprendizado de linha,

[Link]/online_book, Universidade Athabasca, 2004, ISBN: 0-919737-59-5.

DELFIORE, F., MARTINOTTI, G., E-learning, McGraw-Hill, Milano, 2006.

NETGRAFIA
[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

25
E-Learning: teoria e método
– II Unidade Didática – Lição 1

TEORIA

Principais teorias da aprendizagem


Coerentemente com a mudança de paradigma descrita na primeira lição (aprendizagem ao longo da vida),
neste curso, deseja-se dar ênfase ao processo de aprendizagem mais do que ao ensino,
colocando no centro da questão a pessoa antes das instituições ou organizações chamadas a
estruturar o processo formativo.
O e-learning aproveita as potencialidades disponibilizadas pela Internet para fornecer formação síncrona e/ou
assíncrona para os usuários, que podem acessar o conteúdo dos cursos a qualquer momento e em qualquer lugar.
lugar onde exista uma conexão online. Esta característica, unida ao tipo de
projetar materiais didáticos leva a definir algumas formas de e-learning como "soluções de
ensino centrado no estudante
É por isso que se dá prioridade à discussão das teorias da aprendizagem.
em relação a outros corpora teóricos afins.
O aprendizado, de fato, é um fenômeno complexo e multidimensional; para compreender como e
por que pessoas diferentes aprendem de maneira diferente, é necessário decompor a questão em seus
principais componentes:
Componente social: A pessoa que aprende é condicionada pelo ambiente e pelo contexto.
em que cresceu e onde vive e trabalha.
Componente biológica/genética: A pessoa que aprende é condicionada pela estrutura do
próprio cérebro.
Componente cognitiva: A pessoa que aprende é condicionada pelas modalidades através
que organiza a informação em sua própria mente.
Componente pedagógica/experiencial: A pessoa que aprende é condicionada pelos
métodos e pelas experiências através das quais foi educada e formada.
Componente emotiva: A pessoa que aprende é condicionada pelas emoções positivas e
negativo que viveu, que vive e que associa ao aprendizado.
Componente disciplinar: A pessoa que aprende é condicionada pela estrutura e pelas
regras de um ou mais campos disciplinares e de prática específicos.

26
A complexidade do fenômeno da aprendizagem se mede exatamente porque, dado um determinado
o fenômeno final (por exemplo, uma pessoa que aprende, outra não aprende) não é fácil
distinguir entre as causas que o geraram. Os componentes listados acima são tão
compenetrar-se entre si, o que torna muito difícil e arriscado chegar a conclusões unívocas em relação a
a incidência de uma em relação à outra, pensemos, por exemplo, em quão importante é a emotividade
em relação às estruturas cognitivas.
O estudo da aprendizagem deve, portanto, ser baseado no diálogo entre diferentes disciplinas.
Os principais filões teóricos da aprendizagem são o behaviorismo, o cognitivismo, o
construtivismo. Em resumo, esses três filões nos dizem que se aprende quando:

é chamado a colocar em prática um comportamento de adaptação a um ambiente externo,


respondendo a determinados estímulos (comportamentalismo);
colocam em movimento suas próprias estruturas e capacidades cognitivas para atribuir um significado e um
valor à realidade externa (cognitivismo);
são construídos artefatos concretos através de um processo cooperativo entre várias pessoas
(construtivismo).

O Comportamentismo
De acordo com o Comportamentismo, a aprendizagem é um processo de adaptação progressiva do
sujeito às exigências de um ambiente externo. Essa adaptação ocorre através de
a aquisição de hábitos ditados por associações entre estímulos e respostas, entre entradas
do ambiente e resultado do indivíduo.
Skinner, influenciado pelos estudos anteriores de Thorndike (1913), Pavlov (1927), é considerado o pai
do comportamentismo (o behaviorismo) e daí seus estudos derivam grande parte dos dados experimentais
à base da teoria comportamentalista, dominante desde os primeiros decênios do século passado até os
anos 60.
Segundo o behaviorismo, há aprendizagem quando se estabelece uma conexão previsível.
um sinal no ambiente (o estímulo), um comportamento (a resposta) e uma consequência
positiva (reforço). À medida que a experiência e a prática, o vínculo entre o estímulo e a resposta se torna mais forte e o

o tempo que decorre entre o sinal e o comportamento se reduz cada vez mais. Aprende-se então por
adaptar-se às contingências dos eventos e dos objetivos: cada pessoa tem uma própria "história de

27
reforços”, soma de todas as experiências passadas feitas de conexões entre sinais, comportamentos e
consequências.
Os sistemas de ensino e de instrução que se baseiam em uma visão behaviorista
do aprendizado visam condicionar o comportamento do aluno utilizando esforços
seletivos. Ao professor cabe o papel de determinar as habilidades/capacidades necessárias para colocar em prática
o comportamento desejado para então garantir que os alunos se apropriem dele de forma
gradual
O comportamentismo considera relevantes apenas os dados perceptíveis, excluindo emoções, ideias e
interiorizações. Embora a versão purista desta corrente teórica seja frequentemente criticada, suas
várias formas podem ainda ser eficazes para a aquisição de conhecimento factual, apesar do
papel passivo de quem aprende, que é considerado um 'receptáculo de conhecimento'.
A eficácia deste método foi demonstrada para o ensino de procedimentos matemáticos e
computacionais, de procedimentos explícitos de leitura (como distinguir fatos de opiniões), de conceitos e
fatos próprios das ciências naturais e das ciências sociais, do vocabulário das línguas estrangeiras,
risulta, em vez disso, menos eficaz para o ensino em áreas do saber menos estruturadas, como a
composição textual, a compreensão de textos, a análise das literaturas ou das tendências históricas.
Em relação ao e-learning, essa afirmação se traduz em uma interação didática completamente gerida.
do sistema informático, aplicada nos primeiros modelos como o CAI (Instrução Assistida por Computador) e
di CBT (Treinamento Baseado em Computador). O computador é visto como a ferramenta ideal para apresentar alguns

conteúdos, fazer perguntas e fornecer feedback sobre as respostas.


APLICAÇÃO AO E-LEARNING
1. Os estudantes devem ser informados de forma explícita sobre os resultados do seu
aprendizado de maneira que eles possam se fazer expectativas e se autoavaliar, se
hanno o non hanno raggiunto gli obiettivi formativi della lezione on-line.
Os estudantes devem ser submetidos a provas para determinar se têm ou não têm
alcançado o resultado formativo. Provas online ou formas de avaliação de outro tipo
deveriam ser integradas no processo de aprendizagem para verificar o nível de
recepção do estudante e para fornecer um feedback apropriado.
3. Os materiais de aprendizagem devem ser devidamente projetados para favorecer e
facilitar a aprendizagem. O planejamento, ou programação, dos materiais deve
ser em sequência do simples ao complexo, do conhecido ao desconhecido, da teoria à
prática.
4. Os alunos devem receber um feedback para que possam verificar como estão.
procedendo e adotando medidas corretivas sempre que necessário.

28
E-Learning: teoria e método
– II Unidade Didática – Lição 2

Cognitivismo
As teorias comportamentistas partem do pressuposto de que a aprendizagem é um processo de
adaptação do sujeito às exigências de um ambiente externo, as teorias cognitivistas antes e
os construtivistas então invertem o pressuposto, assumindo que é o indivíduo que adapta o ambiente
externo às suas próprias necessidades de conhecimento e de estruturação da realidade. A aprendizagem
vem, portanto, estudado analisando as mudanças nas estruturas cognitivas do sujeito e
na sua personalidade.
O cognitivismo não representa um corpo compacto, nem nos modelos teóricos de referência nem
na configuração metodológica. Desde o início dos anos sessenta do século passado, assistiu-se a
um progressivo proliferar e ramificação dos estudos de abordagem cognitivista, cujos principais
teóricos são o filósofo da educação Dewey e os psicólogos da educação Vygotsky, Piaget,
Bruner e Tolman.
A superação do behaviorismo traz à tona a lamentação, entendida não como um armazém
no qual se acumulam conhecimentos e habilidades, mas como uma estrutura elaborada e conectada.
Também neste caso, como no comportamentismo, as mudanças de comportamento são estudadas
atentamente, mas como indicadores do que está acontecendo na mente daqueles que
aprendem. Estes últimos olham para a realidade objetiva usando sua própria visão de mundo
(realidade cognitiva) como modelo de referência.
Quando aprende, o estudante processa símbolos e informações. É passivo na interpretação da
realidade, uma vez que esta é filtrada por modelos mentais impostos socialmente, mas é ativa
na decisão de colocar em prática um comportamento.
Grande atenção é dada pelos teóricos cognitivistas ao aprendizado conceitual. Os docentes não
são mais exclusivamente dos especialistas (como queria o behaviorismo), mas agem como
supervisores que acompanham os alunos no processo de aprendizagem, cujo principal objetivo é
o domínio de um procedimento de resolução de problemas em vez da memorização de conhecimento
fattuale como auspicado pelo modelo comportamentista.
Os sistemas de educação e ensino que se baseiam no cognitivismo focam na
transmissão ao discente de modelos mentais. Para atuar com eficácia em cada situação, o estudante
deverá dominar três tipos diferentes de habilidades cognitivas:
estratégias para a resolução de problemas;

29
estratégias para a gestão do conhecimento a nível cognitivo (capacidade de determinação dos
objetivos, de planejamento estratégico, de monitoramento, de avaliação e revisão);
estratégias de aprendizagem (habilidade de explorar novos campos, de aumentar o conhecimento
em um assunto familiar, de reconfigurar o conhecimento de que se possui.
O objetivo final do ensino será dar aos alunos a oportunidade de observar,
inventar, descobrir estratégias cognitivas adequadas a um determinado contexto. O professor, oferecendo
pontos, feedback e lembretes, providencia a estrutura sobre a qual se apoiará o controle autônomo de
cada estudante sobre os processos de aprendizagem.
A aprendizagem sequencial deve ser realizada de forma que o aluno se aproprie das
múltiplas habilidades exigidas por uma atividade e descubra as condições em que aplicá-las. Isso requer
uma sequência de tarefas cada vez mais complexas, diferentes situações para a resolução de problemas
uma estrutura para a aprendizagem que permita aos alunos enfrentar os detalhes fortes de uma
visão geral sólida.
Outras teorias da aprendizagem de viés cognitivista (Rogers, 1951; Maslow, 1943) conectam
o aprendizado à necessidade de crescimento da personalidade, com um envolvimento da pessoa a
nível emocional e afetivo além do cognitivo.
Para aplicar este corpus teórico ao e-learning, é necessário aprofundar a
visão do cognitivismo em relação a dois aspectos da aprendizagem: a memória e as diferenças
individuali; argomento que será abordado nas próximas duas aulas.

30
E-Learning: teoria e método
– II Unidade Didática – Lição 3

O Cognitivismo e a memória
Os cognitivistas veem a aprendizagem como um processo interno que envolve: memória, pensamento,
reflexão, abstração, motivação e metacognição.
A Psicologia cognitiva considera a aprendizagem como a transformação de uma informação,
durante a qual o estudante utiliza diferentes tipos de memória. As informações são recebidas
através dos sentidos do aparelho sensorial antes que a transformação ocorra. As informações
os sentidos persistem no aparelho por menos de um segundo; se não forem transferidos
imediatamente à memória de trabalho, serão perdidas.
A formação online deve utilizar estratégias para permitir que os alunos que acessam
materiais didáticos, de transferir as informações para a memória de trabalho e, portanto, de conservar na
memória de longo prazo. A quantidade de informações transferidas para a memória de trabalho depende da
quantidade de atenção que foi dada à informação de entrada e se as estruturas cognitivas estão em
grau de dar sentido a tais informações. Portanto, os designers de cursos de e-learning devem
certificar-se de que há uma estrutura cognitiva adequada para permitir ao aluno processar as
informações. Se a estrutura cognitiva em questão não estiver presente, significa que devem ser
incluídas no processo de aprendizagem estratégias pré-instrutivas e organizadores avançados, ou seja

organizadores preliminares para o avanço da aprendizagem (Ausubel, 1960).


A duração na memória de trabalho é de cerca de 20 segundos e se as informações na memória de trabalho
não são tratadas de forma eficiente, não será transferida para a memória de longo prazo para a
conservação.
O e-learning deve apresentar materiais e usar estratégias que permitam aos estudantes elaborar os
materiais didáticos de forma eficiente.
Uma vez que a memória de trabalho tem uma capacidade limitada, as informações devem ser
organize ou segmente em unidades de tamanhos adequados para facilitar a memorização.
Segundo Miller (1956), uma vez que os seres humanos têm capacidades limitadas de memória de curto prazo,
as informações devem ser agrupadas em sequências significativas. Ele sugere que as
informações sejam fracionadas em unidades de medida significativas, de cinco a nove, para compensar a
capacidade limitada de memória de curto prazo. Depois que a informação é processada pela memória de trabalho
a memória será armazenada na memória de longo prazo.
A quantidade de informação transferida para a memória de longo prazo é determinada pela qualidade e

31
da profundidade do tratamento realizado pela memória de trabalho. O processamento mais profundo, a
A maior parte das associações, as novas informações adquiridas se formam na memória.
A informação transferida da memória de curto prazo para a memória de longo prazo é assimilada
o depositado na memória de longo prazo. Durante a assimilação, a informação muda para
adaptar-se às estruturas cognitivas existentes. O armazenamento na memória ocorre quando uma estrutura
a cognitiva existente muda para incluir as novas informações.
A psicologia cognitiva sostiene que as informações são armazenadas na memória de longo prazo.
termine, na forma de nós que se conectam uns aos outros para formar relações, como nas redes. As
informações traçam um mapa que mostra os principais conceitos de um assunto e as relações
que conectam tais conceitos devem ser incluídos no material didático.
Segundo Stoyanova e Kommers (2002), a criação de mapas conceituais requer reflexão.
a crítica e um método para tornar palpável a estrutura cognitiva dos alunos. Para facilitar
uma elaboração mais profunda, os alunos devem ser incentivados a criar seus próprios mapas
de informações.

Aplicação ao e-learning
Devem ser utilizadas estratégias para permitir que os alunos identifiquem e prestem
atenção às informações de modo que elas possam ser transferidas para o trabalho
memória. Os estudantes utilizam seu sistema sensorial para registrar a informação sob
forma de sensação/emocão. Portanto, deveriam ser usadas estratégias para tornar as
informações o mais visíveis possível. Por exemplo: a localização correta
da informação na tela, os atributos da tela (coloridos, a gráfica, a
dimensões do texto, etc.), o ritmo ou andamento da informação e as modalidades de entrega
(áudio, imagens, animações, vídeo). Os alunos devem receber as informações sob
forma de emoção antes que a percepção e o tratamento possam ocorrer; no entanto, não
devem estar sobrecarregados de sensações, de fato, isso pode ser contraproducente para
o processo de aprendizagem. Sensações não essenciais devem ser evitadas para
consentir aos estudantes que prestem atenção apenas nas informações importantes. Estratégias para
promover a percepção e a atenção para a aprendizagem on-line são aquelas listadas de
segundo:
as informações importantes devem ser colocadas no centro da tela para a
facilitar a leitura da esquerda para a direita;
as informações críticas para a aprendizagem devem ser destacadas de modo que

32
os alunos possam concentrar a atenção nelas. Por exemplo, em uma aula
on-line, podem ser usadas listas para aprofundar os detalhes
organizados de forma a permitir que os alunos prestem atenção e processem os
informações contidas nelas;
os alunos devem ser informados sobre o porquê de seguirem a aula, em
modo que eles possam prestar atenção ao conteúdo durante toda a duração da
aula
o nível de dificuldade do material deve corresponder ao nível cognitivo do
discente, de modo que o estudante possa ao mesmo tempo seguir e fazer
conexões entre o material didático. Link para ambos os materiais (versões mais
simples e mais complexos) podem ser usados para acolher os estudantes em várias
níveis de conhecimento.
Devem ser utilizadas estratégias para permitir que os alunos se recuperem
informações existentes na memória de longo prazo para dar sentido às novas
informações. Os alunos devem saber conectar as novas informações às informações
correlacionar já memorizados na memória de longo prazo. As estratégias para facilitar o uso de
Os esquemas pré-existentes estão listados abaixo:
utilizar organizadores avançados para ativar uma estrutura cognitiva existente e fornecer as
informações incluindo os detalhes da lição. Um organizador avançado do tipo
comparativo pode ser usado para lembrar ao estudante seu conhecimento
experiência no setor e, portanto, ajudá-lo na elaboração; um organizador avançado
narrativo pode ser utilizado para ajudar a adicionar os detalhes da lição.
Mayer (1979) conduziu uma meta-análise sobre o estudo dos "organizadores
preventivos”, e constatou que tais ferramentas são eficazes quando os alunos estão
aprendendo a partir de textos de conteúdo desconhecido. Como a maioria dos cursos
contém materiais que são novos para os alunos, os “organizadores preventivos”
servem para fornecer um quadro de referência para a aprendizagem (o que sei? O que quero?
saber? O que eu aprendi?)
fornecer modelos conceituais que os alunos possam usar para recuperar modelos
mentais existentes e alimentar a estrutura cognitiva que eles precisarão de
utilizar para aprender a lição em detalhe.
utilizar perguntas pré-instrutivas para definir as expectativas dos alunos e ativar
a estrutura do conhecimento atual deles. As perguntas apresentadas antes da aula
facilitam a recuperação do conhecimento já existente e assim ajudam os estudantes a

33
aprender melhor os materiais didáticos e motivá-los a encontrar outros recursos adicionais para
atingir o objetivo formativo da lição.
utilizar testes de experiência nos pré-requisitos ativa a estrutura do conhecimento necessário
para a aprendizagem de novos materiais. Com a flexibilidade do e-learning, os estudantes
com diferentes histórias e conhecimentos podem escolher o percurso mais
apropriado para revisar os conhecimentos preliminares antes que eles sejam dados
apresente as novas informações.
As informações devem ser segmentadas para evitar sobrecarga durante o
tratamento da parte da memória de trabalho. Os materiais de e-learning deveriam
apresentar não mais do que cinco ou nove itens na tela para facilitar e tornar eficaz o
tratamento da memória de trabalho. Se há muitos elementos para aprender em uma lição,
estes devem ser apresentados como um mapa conceitual para mostrar o seu
organização. Um mapa conceitual geral serve como uma visão geral para a aula on-
line, essa pode ser linear, hierárquica, ou em teia. À medida que a aula avança, cada
Você, do mapa geral das informações, é apresentada e subdividida em sub-tópicos.
No final da lição, o mapa geral é mostrado novamente, mas com as relações entre as
voci illustrate. Para facilitar um desenvolvimento mais profundo, os estudantes devem ser
invitados a criar seus próprios mapas de informações durante o processo de aprendizagem ou
uma síntese das atividades no final. O e-learning pode aproveitar as capacidades visuais e de
transformação do computador para apresentar mapas das informações ou para perguntar aos
estudantes de gerar seus mapas de informações utilizando softwares apropriados de
cartografia.
4. Devem ser utilizadas outras estratégias que incentivem a elaboração mais profunda.
para ajudar a transferir as informações para o depósito da memória de longo prazo. O
estratégias que exigem que os alunos apliquem, analisem, sintetizem e avaliem
facilitam a aprendizagem de nível superior e tornam a transferência para a memória a
longo prazo mais eficaz. Devem também ser incluídas estratégias online que
permitam que os estudantes apliquem as informações na vida real, contextualizem
a aprendizagem e, portanto, facilitar a elaboração profunda.

34
E-Learning: teoria e método
– II Unidade Didática – Lição 4

O cognitivismo e as diferenças individuais


A escola cognitiva reconhece a importância das diferenças individuais e, portanto, a importância de
incluir uma variedade de estratégias a serem utilizadas na e-learning para acolher tais diferenças. O estilo
O aprendizado se refere à forma como um aluno percebe, interage e responde.
ao ambiente de aprendizagem, ele é um medidor das diferenças individuais. Diferentes ferramentas
são utilizados para determinar os estilos de aprendizagem dos alunos. No Estilo de Aprendizagem de Kolb
Inventário (LSI, Kolb, 1984) o autor examina como os estudantes percebem e elaboram
as informações, levando em consideração o Indicador de Tipo Myers-Briggs (Myers, 1978) utiliza
uma escala de medida dicotômica: extroversão contra introversão, percepção contra intuição
pensamento contra sensação, julgamento contra percepção.
Kolb sugere que dois componentes constituem nossa experiência de aprendizado:
percepção etransformação (ou elaboração). A percepção diz respeito à forma como os alunos
sentem e absorvem as informações que os cercam, o que pode ocorrer por meio das experiências
concreto através das observações reflexivas. As experiências concretas se referem ao desejo
dos alunos aprenderem coisas que têm um significado pessoal na vida. A observação
reflexiva, por outro lado, refere-se à necessidade ou desejo dos alunos de tirar um tempo para
pensar sobre e refletir sobre os materiais didáticos. A segunda componente é a transformação, ela é
ligada à maneira como os alunos entendem e processam as informações que são absorvidas
após a percepção. A elaboração pode ser de dois tipos: a conceitualização abstrata e a
experimentação ativa. Existem alunos que têm preferência pela conceitualização
astratta aos quais gostam de aprender fatos e números, e buscar novas informações sobre vários tópicos.
Existem estudantes, por outro lado, que têm uma preferência por atividades de experimentação e preferem
aplicar o que aprendem a situações da vida real e ir além do que foi apresentado. A
eles gostam de experimentar coisas e aprender com suas experiências.
O e-learning pode atender às diferenças individuais através da determinação de
essa preferência dos alunos e fornecendo atividades de aprendizado adequadas com base no estilo de
aprendizado do estudante.
Os estilos cognitivos referem-se à forma preferida pelo estudante de processar/transformar
a informação, ou seja, a maneira típica e pessoal de pensar, lembrar ou resolver problemas.
Assim, o estilo cognitivo é outro indicador das diferenças individuais. O estilo cognitivo é

35
considerado uma dimensão da personalidade que influencia as atitudes, os valores, e as
interações sociais. Uma das dimensões do estilo cognitivo que tem implicações para o e-learning é
a distinção entre personalidade dependente do campo e independente do campo (Witkin e outros, 1977).
pessoas com personalidade independente têm uma abordagem analítica com o ambiente, por exemplo, estão em
grau de distinguir as figuras separadamente do seu fundo. As personalidades dependentes do campo vivem
os eventos de forma mais global, menos diferenciada. Os indivíduos dependentes do campo têm um
maior predisposição para a socialidade em relação às personalidades independentes do campo. Os indivíduos
independentes de campo são capazes de aprender de forma mais eficaz em condições de motivação
pessoal (por exemplo, auto-estudo), e são menos influenciados pelo reforço social.

Aplicação ao e-learning
1. Os materiais de e-learning devem incluir atividades adequadas aos diferentes estilos de
aprendizado, de modo que os alunos possam selecionar as atividades mais apropriadas em
base ao seu estilo preferido. Os alunos orientados pela experiência concreta preferem
exemplos específicos em que eles podem estar envolvidos, e se relacionam como iguais. Gostam disso
o trabalho em grupo e o feedback entre pares, e vêem o docente apenas como um coach ou um
ajudante. Esses estudantes preferem métodos que lhes permitem interagir com os colegas
e receber apenas assistência do docente. Os estudantes são orientados para a observação reflexiva,
em vez disso, preferem observar atentamente antes de tomar qualquer ação. Eles
preferem que todas as informações estejam disponíveis para o aprendizado, o instrutor e
visto como o especialista. Eles tendem a evitar a interação com os outros. Para os alunos
orientados à conceitualização abstrata gostam mais de trabalhar com as coisas e os símbolos e menos
com as pessoas. Elas gostam de trabalhar com a teoria e conduzir análises sistemáticas. No
contrário aos estudantes orientados à experimentação ativa, preferem aprender fazendo
prática através de projetos e discussões em grupo. Eles preferem métodos ativos de
aprendizado que os faça interagir com os colegas para receber feedback e informações.
Eles tendem a criar seus próprios critérios para avaliar as situações.
Além das atividades básicas, deve ser fornecido um apoio adequado aos estudantes com
diversos estilos de aprendizagem. Ally e Fahy (2002) descobriram que os alunos com
diversos estilos de aprendizagem têm diferentes preferências para o tipo de apoio. Por exemplo,
os iriflessivi preferem uma alta presença do docente, enquanto os ativipreferem uma baixa
presença do docente.
As informações devem ser apresentadas de maneiras diferentes, levando em consideração as diferenças.

36
individualidades no processamento e para facilitar a transferência para a memória de longo prazo.
Sempre que possível, as informações devem ser apresentadas em forma textual, verbal,
visiva para encorajar a codificação. Segundo a Teoria da Dupla Codificação (Paivio, 1986), as
informações recebidas em diferentes modos (textuais e visuais) serão elaboradas melhor que
as informações dual-codificadas são
processado em diferentes partes do cérebro, com uma consequente maior codificação.
4. Os estudantes devem ser motivados a aprender. Não importa quão eficaz será o
material online, de fato, se os alunos não estão motivados, não aprenderão. A questão é
se usará a motivação intrínseca (que vem de dentro do estudante) ou a motivação
extrínseca (guiada pelo docente). Os criadores de materiais de aprendizagem online
devem utilizar estratégias de motivação intrínseca (M'alone, 1981). No entanto,
estratégias de motivação extrínseca devem ser utilizadas para aqueles alunos que são
motivados externamente. Keller propôs um modelo ARCS (ATENÇÃO, RELEVÂNCIA,
CONFIANÇA, SATISFAÇÃO) para motivar os alunos durante a aprendizagem (Keller,

1983; Keller & Suzuki, 1988):

ATENÇÃO: capturar a atenção dos alunos no início da aula e mantê-la viva

durante toda a aula. O material de e-learning deve incluir uma atividade no início
da sessão de aprendizado para engajar os alunos.
RELEVÂNCIA: Informar os alunos sobre a importância da lição e como eles poderiam
beneficiar-se seguindo-a. As estratégias podem incluir a descrição das vantagens
derivados de seguir a lição, e como se pode usar o que aprenderam em situações de
vida real. Esta estratégia ajuda a contextualizar o aprendizado e tornar mais
significativo, de tal modo que o mantenimento do interesse durante toda a sessão de aprendizado.
FIDUCIA: Usar estratégias que antecipem um resultado e informem os alunos sobre o que
esperar da aula. Anunciar o resultado através de um percurso gradual (de
simples ao complexo, do conhecido ao desconhecido) e usar uma abordagem baseada na competência
onde aos alunos é indicada a possibilidade de utilizar diferentes estratégias para completar a
aula. Informar os alunos sobre o resultado da aula e fornecer um constante
encorajamento para completar a lição.
Fornecer um feedback sobre o desempenho e permitir que os alunos

aplicar o que aprenderam em situações da vida real. Os estudantes gostam de saber como
estão progredindo, e gostam de contextualizar o que estão aprendendo através de
a aplicação na vida real.

37
5. Incentivar os alunos a utilizar suas habilidades metacognitivas para ajudá-los no processo
de aprendizado (Meyer, 1998, Sternberg, 1998). A metacognição é a capacidade de um
estudante de estar ciente de suas próprias capacidades cognitivas e de utilizar essas capacidades
para aprender. No aprendizado on-line, os alunos devem ter a possibilidade de
refletir sobre o que estão aprendendo, colaborar com os outros alunos e verificar seus
progressos. Perguntas de autoavaliação e exercícios que dizem respeito a toda a lição são
boas estratégias para permitir que os alunos verifiquem como estão progredindo, de maneira
que possam utilizar sua habilidade metacognitiva para melhorar seu aprendizado, se
necessário.
6. Utilizar estratégias online que facilitam a transferência da aprendizagem para
incentivar a aplicação de maneiras diferentes e em situações da vida real. A simulação de
uma situação real, utilizando casos da vida real, deve fazer parte da lição.
Além disso, os estudantes devem ter a oportunidade de praticar em tarefas e em projetos que
utilizando aplicações e informações da vida real. Transferir as informações para situações
na vida real poderia ajudar os alunos a desenvolver um significado pessoal e
contextualizar as informações.

Conclusões
Resumindo, a psicologia cognitiva sugere que os estudantes recebem e processam
informações que devem ser transferidas para a memória de longo prazo para serem armazenadas.
A quantidade de informações processadas depende do valor que é percebido, e o valor
O armazenamento pela memória de longo prazo depende da qualidade do tratamento da memória de trabalho.
memória. Aulas on-line eficazes devem utilizar técnicas que permitem aos alunos de
sentir e perceber as informações, e devem compreender estratégias para facilitar o alto nível de
elaboração para a transferência de informações para a memória de longo prazo. Depois que os
os estudantes adquirem informações, criam conhecimento pessoal para tornar o material
significativo. A escola construtivista, da qual falaremos na próxima lição, sugere
que os estudantes constroem o conhecimento pessoal a partir da própria experiência de aprendizagem.

38
E-Learning: teoria e método
– II Unidade Didática – Lição 5

Construtivismo
Nasce como corrente teórica interna ao cognitivismo (com base nos trabalhos de Piaget, 1929 e Bruner,
1966), o construtivismo em relação ao cognitivismo considera o eixo do aprendizado de uma
parte a relação que se estabelece entre o sujeito em aprendizado e seus pares, por outro lado
aquela entre o sujeito e um artefato cognitivo que ele ou ela contribui para construir.
Papert (1980), um dos maiores teóricos deste ramo teórico, sustenta que "a construção de
conhecimento que ocorre na cabeça de quem aprende, muitas vezes se verifica de maneira particularmente
feliz quando é apoiada por algo mais concreto, como uma casa de Lego, um bolo, uma poesia
um documento. Este produto poderá ser mostrado, discutido, examinado e admirado, porque é
lá e existe.
O construtivismo quer que a aprendizagem tome forma a partir dos conhecimentos prévios de
quem aprende: o estudante ocupa uma posição central no processo formativo, enquanto é papel
do docente criar as atividades de aprendizagem que mais lhe convêm. O discente deve ser
levado a tomar decisões de forma autônoma e é chamado a explorar os problemas em primeira
battuta, para depois passar a usufruir das teorias de forma funcional à sua resolução (e não o
contrário). Nessa perspectiva, algumas subáreas teóricas mais específicas tomaram forma, incluindo
a aprendizagem situada e o aprendizado baseado em problemas.

O professor perde sua função de guardião indiscutível de um saber universal, abstrato e


independente de um contexto de referência, uma vez que o conhecimento é visto como
estritamente ligada a uma situação concreta e como produto de uma colaboração social
e comunicação interpessoal.
Nesta perspectiva, não existem conhecimentos "certos" e conhecimentos "errados", como não
Existem estilos e ritmos de aprendizado ideais. O conhecimento é uma operação de construção.
significati pessoais que o sujeito ativa todas as vezes que quer compreender a realidade que o
circonda. Ao contrário, aceitar e promover o confronto inevitável entre várias perspectivas individuais
é um dos objetivos fundamentais do construtivismo.
A aprendizagem não é, portanto, vista apenas como uma atividade pessoal, mas como o resultado de uma
dimensão coletiva de interpretação da realidade. O novo conhecimento não se constrói apenas em
com base no que foi adquirido em experiências anteriores e como elaboração receptiva, independente e
solitária de dados, mas também e sobretudo através da partilha e da negociação de significados

39
expressões de uma comunidade de intérpretes.
O objetivo final não é a aquisição total de conteúdos pré-estruturados e dados uma vez para
todas, mas sim a interiorização de uma metodologia de aprendizagem que torne progressivamente o
sujeito autônomo em seus percursos cognitivos. O objetivo da formação não será mais o de
propor ao sujeito um saber codificado, mas sim assumir a tarefa de fazer conhecer ao
o próprio sujeito as especificações de conhecimento das quais precisa (Papert, 1994) porque o verdadeiro saber é

o que ajudará a adquirir mais conhecimento.


O construtivismo não desenvolveu, portanto, um modelo didático único, mas se limita a indicar
uma série de pressupostos que devem ser respeitados para tornar a atividade formativa realmente
atendendo às necessidades contingentes.
Jonassen (2001), outro expositor influente dessa corrente teórica, sustenta que os tipos de
apoio à aprendizagem programada em um determinado contexto com toda a probabilidade nunca poderão
ser transferidas para outro. Acredita que as pessoas aprendem mais facilmente e de forma mais eficaz
quando:
são envolvidas em processos ativos de aprendizagem;
as conhecidas são representadas de maneiras diferentes;
participam de atividades autênticas com conexão ao mundo real;
seu trabalho é avaliado como se fosse um produto autêntico;
colaboram com seus pares para a resolução de problemas concretos;
têm acesso a ferramentas distribuídas para uma aprendizagem significativa.
O construtivismo pretende que se permita ao estudante realizar uma exploração ativa, adequada ao
interesses e motivações próprios: a experiência de aprendizagem baseia-se em um processo de
riadattamento flexível do conhecimento pré-existente em função das necessidades impostas pela nova
situação formativa. Nessa perspectiva, o estudo de casos, a resolução de problemas e as simulações resulta
excelentes estratégias didáticas: não se destinando à memorização de numerosas
definições, conseguem fazer interiorizar um conceito aplicando-o a uma atividade prática.
Apresentar mais fatores significativos em uma situação problemática desenvolve no aluno uma atividade de
investigação funcional para a produção de decisões eficazes; reestruturar os conhecimentos possuídos em
a função de necessidades novas promove um pensamento criativo. Em um grupo de trabalho ou
aprendizado cooperativo o fato de poder trocar novas ideias e opiniões, através da
compartilhamento de competências diversificadas aumenta a capacidade de encontrar soluções ótimas na
menor tempo possível.
A concepção didática deve, portanto, se caracterizar como uma operação aberta e flexível de adaptação.
todas as necessidades emergentes.

40
Hoje o construtivismo tem sucesso por ser mais coerente com as dinâmicas de
mudanças impostas pela sociedade da Informação e pela economia do conhecimento, com a
necessidade emergente de que cada pessoa desenvolva habilidades metacognitivas e de pensamento crítico. Não de
o construtivismo tem o mérito de ter promovido a contaminação dos âmbitos tradicionais de
estúdio e pesquisa sobre a aprendizagem com as disciplinas gerenciais e organizacionais, originando a
reflexão sobre as chamadas comunidades de prática.
A maior ênfase, portanto, é colocada pelo construtivismo no processo de aprendizagem, que vê
como algo desconectado. No e-learning, deveriam ser utilizadas atividades de aprendizagem
que permitem aos estudantes contextualizar as informações. Se a informação deve ser
aplicadas em muitos contextos, então as estratégias que promovem a aprendizagem multi-contextual
devem ser utilizadas para garantir que os alunos possam, de fato, aplicar os
informações em qualquer contexto.
Na sua teoria de transformação, Mezirow (1991) baseia-se tanto no construtivismo quanto no cognitivismo
para explicar como as pessoas aprendem. Ele vê a aprendizagem como "o processo que utiliza
uma primeira interpretação para elaborar uma nova ou revisitada interpretação do significado das
experiências com o objetivo de orientar as ações futuras.
A aprendizagem transformativa significa "transformar de forma reflexiva as crenças, os
atitudes, as opiniões e as reações emocionais que constituem o nosso esquema de significado ou
transformar nossas perspectivas de significado.
Mezirow afirmou que a aprendizagem envolve cinco contextos interagentes:
o quadro de referência ou de significado em que se coloca a perspectiva de
aprendizado
as condições de comunicação;
o processo em que ocorre a aprendizagem;
a imagem de si do aluno;
a situação encontrada durante o processo de aprendizagem.

A aplicação ao e-learning
1.O aprendizado deve ser um processo ativo. Manter os alunos ativos fazendo
atividade significativa resulta em um processo de alto nível que facilita a criação de significado
personalizado. Pedir aos alunos para aplicar as informações a uma situação prática
é um processo ativo que facilita a interpretação pessoal e a relevância.
2. Os alunos deveriam construir seus próprios conhecimentos, em vez de acolher os dados do

41
docente. A construção do conhecimento é facilitada por uma boa instrução interativa.
linha, uma vez que os estudantes devem tomar a iniciativa de aprender, de interagir
com os outros estudantes e com o instrutor, e pelo fato de que a tabela de marcha da aprendizagem
é decidido pelo estudante. On line, os estudantes têm acesso a informações em primeira mão,
em vez de recebê-las filtradas por um docente cujo estilo ou histórico pode diferir do deles.
Em uma aula tradicional, o docente contextualiza e personaliza as informações para
satisfazer as suas necessidades, de uma maneira que pode não ser adequada para todos os estudantes.
No e-learning, os alunos acessam as informações diretamente, isso lhes dá a
possibilidade de contextualizá-las e personalizá-las por conta própria.

3. A aprendizagem colaborativa e a cooperativa deveriam ser encorajadas para


facilitar a aprendizagem construtivista. Trabalhar com outros alunos dá aos alunos
a experiência da vida real de um trabalho em grupo, e permite-lhes utilizar as suas próprias
competências metacognitivas. Os alunos também serão capazes de utilizar os pontos fortes
de outros estudantes, e de aprender com os outros. Quando os alunos são divididos para formar os
grupos de trabalho, a divisão deve ser baseada no nível de competências e no estilo de
aprendizado dos membros individuais do grupo, de modo que os membros individuais da equipe
podem beneficiar-se um dos pontos fortes do outro.
4. Os estudantes devem ter controle sobre o processo de aprendizagem. Deve haver
ser uma forma de descoberta guiada onde os alunos são autorizados a decidir sobre
aos objetivos de aprendizagem, mas com uma orientação por parte do docente.
5. Os estudantes devem ter tempo e oportunidade para refletir. No e-learning, os
os alunos precisam de tempo para refletir e interiorizar as informações. Incluir
perguntas sobre o conteúdo da lição podem ser úteis durante toda a lição para
encorajar os estudantes a refletir e elaborar as informações de maneira significativa e
relevante, ou pode ser pedido aos alunos que mantenham um diário durante o processo
da aprendizagem para encorajar a reflexão e a elaboração.
6.O aprendizado deve ser feito de maneira que seja significativo para os alunos. O
o material de aprendizado deve incluir exemplos que se relacionem com os estudantes, em
modo como eles podem dar sentido às informações. Tarefas e projetos devem
permitir que os alunos escolham atividades significativas para ajudá-los a aplicar e
personalizar as informações.
7.O aprendizado deve ser interativo para promover um aprendizado de nível
superior e a presença social, e para contribuir para o desenvolvimento de um significado
personalizado. Segundo Heinich e outros (2002), a aprendizagem é o desenvolvimento de novas

42
conhecimentos, habilidades, atitudes e como o estudante interage com as informações e com
o ambiente. A interação também é fundamental para a criação de um senso de pertencimento
e de um senso de comunidade para os alunos online, e para promover a aprendizagem de
transformação. Os alunos recebem os materiais didáticos através da tecnologia, elaboram
as informações e depois as personalizam e contextualizam. No processo de transformação,
os alunos interagem com o conteúdo, com os outros alunos e com os docentes para
verificar, confirmar as ideias e aplicar o que aprenderam. Garrison (1999) tem
sostenido que o planejamento da experiência educativa deve prever uma relação
traversal entre docente e estudantes, entre estudante e estudante, e entre estudante e conteúdo, para garantir que

que seja uma verdadeira e importante experiência de aprendizagem.

43
E-Learning: teoria e método
– II Unidade Didática – Lição 6

Teoria da Andragogia
Define-se Andragogia como "a arte e a ciência de ajudar os adultos a aprender" (Knowles, 1970),
nata em contraposição à Pedagogia, arte e ciência de educar as crianças.
A Andragogia é uma disciplina intimamente ligada às correntes teóricas do construtivismo com
o objetivo de estudar as dinâmicas que distinguem a aprendizagem dos adultos daquela dos
crianças.
O modelo pedagógico prevê que o professor decida para a criança o que deve ser aprendido,
como deve ser aprendido, quando deve ser feito e de que maneira o aprendizado será avaliado.
Desenvolvido no contexto das escolas monásticas europeias medievais, o modelo assume que a
a persona deve memorizar apenas os preceitos e os conceitos que lhe são propostos, mantendo um
atitude de submissão e obediência.
Com o tempo, a pedagogia tornou-se o modelo de referência também para a educação de adultos e,
em sentido amplo, é frequentemente usada como sinônimo de ensino. A Andragogia parte de pressupostos
radicalmente diferentes em relação às condições mais favoráveis para a aprendizagem. Segundo Knowles
(1973) é importante que o aluno:
sappia porque é importante aprender algo;
aprenda a se orientar autonomamente na informação;
metta em relação à sua própria experiência o que aprende;
está motivado a aprender;
sia apoiado a superar possíveis inibições e a desenvolver as atitudes mais
favoráveis possíveis em relação ao aprendizado.
A maioria dessas condições poderia se aplicar também ao aprendizado das crianças e
É por isso que às vezes o termo andragogia é utilizado para se referir à educação.
centrada nas necessidades do aluno, para pessoas de todas as idades. Assume-se que a pessoa vá
responsabilizada e envolvida em todo o processo de aprendizagem, destacando o papel e
a importância da exploração ativa (aprendizagem exploratória Kashihara, 1995), e portanto, de descobrir
Fazer as coisas sozinho, além de aprender com a experiência e com os erros. Envolvidos na fase de planejamento.
do programa formativo, os adultos deverão assumir a responsabilidade por suas próprias decisões
d'aprendizagem (aprendizado autodirigido, Knowles, 1975).
Se compreende bem como este tipo de modelo é particularmente adequado para responder ao

44
necessidade de auto-imprenditorialidade na própria formação, imposta pela sociedade da Informação
e da economia do conhecimento; além disso, é coerente com a necessidade psicológica dos adultos de
prover autonomamente a se mesmos e de demonstrá-lo aos outros.
Os estudantes devem ser apoiados na conscientização da necessidade de aprendizagem,
individuando o hiato entre o estado atual e o desejado.
A experiência pessoal deles representa a base sobre a qual o novo aprendizado será relacionado e
a variedade das experiências dos participantes em um grupo de trabalho ou estudo é o recurso sobre o qual o
o docente deverá fazer uso. A motivação do adulto para a aprendizagem surge, de fato, quando a
a pessoa consegue encontrá-lo significativo, por exemplo, quando percebe que isso pode ajudá-lo
a resolver um problema real que tem à sua frente. Entram também em jogo algumas motivações internas:
o desejo de uma maior satisfação no trabalho, a autoestima e a qualidade de vida (Gêmeos,
2002).
O modelo andragógico se traduz na disponibilização ao estudante de uma série de recursos e
instrumentos adequados para otimizar o tempo dedicado à formação, mesmo e possivelmente
dentro do seu próprio contexto de atividades laborais. Algumas técnicas particularmente adequadas são
a análise de casos de estudo, os exercícios de simulação e assunções de papel, além de discussões e trabalhos
de grupo e de exercícios de autoavaliação. Os ambientes de aprendizagem projetados de acordo com o
o modelo andragógico será assim caracterizado (adaptado de Gemini, 2002):
ambiente físico com uma multiplicidade de recursos acessíveis e com um clima humano
positivo
possibilidade para os alunos de co-projetar com os professores o percurso e as atividades
formativo
implementação da análise das necessidades formativas;
projetar uma série de experiências de aprendizagem que os estudantes possam
implementar de forma autônoma com materiais e pessoas;
disponibilidade e a competência do docente em organizar os recursos a serviço das
pedidos específicos dos alunos;
avaliação dos resultados a partir do grau de satisfação das necessidades de formação
anteriormente explicados.
Esta unidade didática se conclui com a proposta de um modelo, baseado na teoria
da aprendizagem, que mostra quais são os componentes importantes que deveriam ser
utilizadas no design de materiais on-line. Nem a inserção de informações na Web, nem o
O vínculo a outros recursos digitais na Web constitui, por si só, o e-learning. Educação online
se verifica quando gli studenti utilizzano il Web per percorrere uma sequência de instruções, para

45
completar a atividade de aprendizagem, e para alcançar resultados e objetivos de aprendizagem.
Atividades de aprendizagem diferenciadas devem ser utilizadas para acomodar os diferentes estilos de
aprendizado. Os alunos escolherão a estratégia apropriada para atender às suas necessidades de
aprendizagem. Os componentes fundamentais são descritos a seguir.

Preparação do aluno
Podem ser usadas várias atividades de aprendizagem preventiva para preparar os alunos para
detalhes da lição, e para obter não apenas a sua ligação, mas também a sua motivação para
aprender a lição online. Os alunos devem ser informados sobre a importância de seguir a
aula online mostrando quais serão as vantagens para eles. Um mapa conceitual pode ser
predisposta para estabelecer a estrutura cognitiva existente, incluir os detalhes da lição e ativar
as estruturas existentes dos alunos, para ajudá-los a aprender os detalhes da lição. Os alunos
devem ser informados sobre os resultados de aprendizagem da lição, para que saibam que
o que se espera deles e eles serão capazes de avaliar quando alcançaram os resultados da
Deveria ser fornecido um 'organizador preventivo' (advance organizer) para
organizar os detalhes da aula on-line ou para preencher o que os alunos já sabem ou o que
eles precisam saber.
Os estudantes devem saber quais são os pré-requisitos exigidos para que eles possam entender se
estão prontos para a aula. Fornecer os pré-requisitos aos alunos também serve para ativar a estrutura
cognitiva para ajudá-los a entender os materiais. Deve ser prevista uma autoavaliação para o início
da aula para permitir que os alunos verifiquem se já possuem os conhecimentos e habilidades
professor na aula online. Se os alunos acham que têm o conhecimento e as habilidades,
deveria ser permitido que eles façam a prova final da lição. A autoavaliação ajuda
também os alunos a organizar os materiais da aula e a reconhecer os materiais importantes
durante a aula. Uma vez que os alunos estão prontos para enfrentar a aula, eles podem ir a
completar a atividade formativa online para aprender os detalhes da aula.

Atividade do aluno
No e-learning, deve haver uma variedade de atividades de aprendizagem para alcançar os
resultados da aula e para atender às necessidades individuais dos alunos. Exemplos de atividades de
O aprendizado é: materiais de leitura textual, audição de materiais de áudio ou visualização.
de imagens ou vídeos. Os alunos podem realizar atividades de pesquisa na Internet e se conectar aos

46
bibliotecas online para adquirir mais informações. A preparação de um diário de
aprender permitirá ao aluno refletir sobre o que aprendeu e dar sua própria
significado pessoal às informações. Devem ser compreendidas as aplicações para exercícios.
durante a aula on-line para estabelecer a importância dos materiais. Atividade prática, com feedback,
devem ser incluídos para permitir que os alunos acompanhem como estão progredindo, de forma
que possam, se necessário, ajustar seu método de aprendizagem. Devem ser fornecidas
síntese, ou deveria ser solicitado aos alunos que criassem uma síntese da aula, para
promover uma elaboração em um nível mais elevado e concluir a lição.

Interação do aluno
Uma vez que os alunos tenham completado as atividades de aprendizagem, estarão envolvidos em uma
variedade de interações. Os alunos precisam interagir com a interface para o acesso ao
material online. A interface não deve sobrecarregar os alunos, mas sim tornar mais
é simples para os estudantes darem sentido às informações para transferi-las para o armazém
sensorial e depois à memória de curto prazo para a elaboração.
Os alunos devem interagir com o conteúdo para adquirir as informações necessárias para formar
as conhecimentos básicos. Seria desejável a interação entre o aluno e os outros alunos, entre o
aluno e o instrutor, e entre o aluno e os especialistas para colaborar e participar do conhecimento
dividir, formar redes sociais e estabelecer uma presença social. Os estudantes deveriam ser
capaz de interagir dentro do seu contexto, personalizar as informações e construir o
próprio significado.

A transferência
Dever-se-ia oferecer aos estudantes a oportunidade de transferir o que aprendem para aplicações reais,
de modo que possam ser criativos e ir além do que foi apresentado na lição on-
linha.

47
Um olhar para o futuro
As teorias comportamentistas, cognitivistas e construtivistas contribuíram de diferentes maneiras para
projetos de materiais didáticos on-line, e continuarão a ser utilizados para desenvolver
materiais didáticos para o e-learning.
As estratégias behavioristas podem ser usadas para ensinar os fatos (o que); aquelas
cognitivistas para ensinar os princípios e processos (como); construtivistas para ensinar
a aplicação pessoal à vida real e a aprendizagem contextual. Assiste-se a uma transição
verso a aprendizagem construtiva, na qual os alunos têm a oportunidade de construir por conta própria os seus
significados das informações apresentadas durante as sessões online. O uso de objetos de aprendizagem para
promover a flexibilidade e a reutilização de materiais on-line e para atender às necessidades dos indivíduos
Estudantes será mais comum no futuro.
Materiais de aprendizado on-line serão projetados em pequenos e coerentes segmentos, de modo que
podem ser redesenhados para diferentes alunos e contextos diferentes. Por fim, a aprendizagem online será
cada vez mais diversificado para responder às diferentes culturas de aprendizagem, estilos e motivações.

48
BIBLIOGRAFIA

ANDERSON, T. ELLOUMI, F. Teoria e prática de sobre aprendizado de linha,

[Link]/online_book, Universidade Athabasca, 2004, ISBN: 0-919737-59-5

DELFIORE, F., MARTINOTTI, G., E-learning, McGraw-Hill, Milão, 2006

NETGRAFIA
[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

49
E-Learning: teoria e método
– III Unidade Didática – Lição 1

MÉTODO E PROFISSIONALISMO

Projetar, implementar e avaliar o e-learning


A alma de uma iniciativa de e-learning reside na fase de planejamento, implementação e
avaliação formativa, uma vez que se trata dos três processos que definem a espessura
formativo da intervenção, distinguindo-o de uma ação de outro tipo (por exemplo, puramente
informativa).
Trata-se de um trabalho que em grande parte dos casos será realizado de forma estruturada por uma equipe.
dedicado a formadores, para um e-learning destinado a ser praticado no contexto controlado de
uma plataforma. Em outros casos, no entanto, ficará sob o domínio exclusivo do sujeito em formação; se
falarei, portanto, sobre dinâmicas de "autoformação" na internet, um dos aspectos do universo e-
aprendizado mais desconhecido pelos pesquisadores.

E-learning formal – experiência formativa estruturada –


Além das diferentes orientações ou correntes teóricas, uma didática é definida pela coerência e harmonia de
tre ordini di elementi:obiettividel programma formativo;attivitàeseguite dallo studente;
avaliação da aprendizagem. Em outras palavras, o processo didático requer a explicitação de
alguns objetivos, a partir dos quais serão selecionados métodos e técnicas coerentes para
habilitar a aprendizagem até chegar à escolha de sistemas adequados para avaliá-la.
O processo descrito pode ser realizado de maneira sequencial: uma vez determinado
o objetivo de uma intervenção formativa (por exemplo, o desenvolvimento da competência X) passa para a
definição das atividades que o estudante será chamado a realizar (por exemplo, ler um)
determinado texto, enfrentar um certo exercício, etc.) para então chegar a determinar algumas modalidades
coerentes de verificação da aprendizagem (por exemplo, fazer um exame de múltipla escolha).
Essa sequência poderá também ser gerida recursivamente, deixando aberta a modificações a
projetar dependendo de como se desenvolve o curso e da resposta dos sujeitos em formação, mas
sempre partindo de uma clara formulação dos objetivos. Também será possível prever um
currículo participativo, no qual aos alunos não é simplesmente prescrito uma vez por todas

50
o que devem aprender e fazer, mas é solicitado um contributo mais ativo na negociação e
renegociação das atividades. Será mais fácil formar as pessoas certas e nas coisas certas ao
momento certo.

Como determinar os objetivos formativos


À determinação dos objetivos formativos concorrerão elementos de diferente natureza, em parte
ligados aos resultados a serem alcançados (que a organização à qual pertence ou a instituição fornecedora deverá

compreender e explicitar), por outro lado, estritamente ligados à situação de partida dos
estudantes.

A análise da necessidade de formação a partir de um modelo de competências tem o objetivo de


identificar as áreas em que a formação é necessária, antes mesmo de determinar os objetivos de
aprendizado. Geralmente é praticada em contextos altamente estruturados como
quello delle grandes empresas, mas não pode ser negligenciado por nenhum tipo de instituição de formação na
direção de uma maior personalização da oferta.
Partindo de uma descrição clara do perfil profissional objetivo, dentro do modelo das
as competências devem ser descritas individualmente, por exemplo: abordagem crítica:
capacidade de análise independente e crítica dos textos, de interpretação e julgamento dos dados e dos resultados,
de questionamento de suposições, de formulação de opiniões e de críticas originais.
Um modelo clássico de competências é aquele baseado na tripartição entre "saber" (por exemplo
saber quais são os princípios básicos da formação em sala de aula), "saber fazer" (por exemplo, saber
projetar e gerenciar um projeto formativo em todas as suas fases); e "saber ser" (por exemplo saber
ser o líder do seu próprio grupo de trabalho). Apesar de ser amplamente aplicado, especialmente em
contesti da grande empresa, pode resultar demasiado estático e, portanto, inadequado à dinamicidade e
complexidade dos contextos de trabalho atuais, onde muitas vezes somos chamados a reestruturar nosso perfil
de competências em tempos muito curtos, bem como determinar de forma autônoma novos objetivos.
Um modelo interessante para a análise das necessidades de formação é o proposto por Fortunato.
(2005), que distingue três tipos de análises potencialmente integráveis entre si:

unadiagnosia livelloindividuale;
unadiagnosia livellodi ruolo;
uma diagnosi organizacional.

51
Em todos os três casos, basear-se-á na discrepância entre as necessidades de desenvolvimento das pessoas e a situação.

atual, através de ferramentas para a análise das competências.


Na diagnóstico individual, a necessidade formativa é moldada sob medida para as motivações e
competências prévias dos alunos individuais, em relação mais ou menos estreita a um papel a ocupar.
São integrados à análise de informações para avaliar os conhecimentos, o desempenho e as potencialidades atuais.
No caso do diagnóstico de função, a análise é feita exclusivamente sobre a função, independentemente
da pessoa que irá ocupá-lo. O perfil das necessidades emerge geralmente através de entrevistas
aprofundar dentro da organização, a quem gerencia estrategicamente o desenvolvimento e a quem é
chamado a interagir com o papel em questão. Este tipo é particularmente adequado a
situaciones en las que se desee proponer la creación de un nuevo papel dentro de una organización o
a mudança de um velho. Nos contextos escolares ou universitários, fará-se referência aos
funções que seus formados poderão ocupar nos mercados de trabalho de saída.
Por fim, no terceiro caso, parte-se das necessidades de desenvolvimento da organização para a qual se trabalha. Isso

que tipo de diagnóstico geralmente é aplicado em períodos de grandes transformações induzidas por
novos planos estratégicos ou de fusões/aquisições. Neste caso, as principais ferramentas são as
entrevistas com a direção e as chamadas análises de clima (em relação a como os funcionários percebem
a organização).
Especificamente para um curso de e-learning, além da elaboração de um modelo das
competências e de uma análise das necessidades de formação, será necessário incorporar outros elementos ao
projeto

uma avaliação da integrabilidade do e-learning no contexto que o receberá, levando em


exame de restrições de natureza financeira, tecnológica e prática;
uma profilação da audiência, com um olhar atento aos pré-requisitos para a participação
todas as atividades, a nível de conhecimentos informáticos básicos e domínio prévio dos conteúdos.
Deverão ser avaliadas atentamente a aptidão para a formação via computador além de,
geralmente, a motivação para o desenvolvimento;

uma explicitação da estruturação dos objetivos formativos, distinguindo os intermediários


dos resultados finais. Esses objetivos devem refletir o modelo de competências adotado e os
resultados da análise das necessidades de formação;
uma definição da estrutura dos conteúdos, abordando de um lado o problema de como
adequar os materiais didáticos aos novos meios que originalmente foram pensados para intervenções do tipo

tradicional, por outro lado, explicitar e tomar como referência a rede de conexões entre as
diferentes temáticas;

cinquenta e dois
uma definição dos tempos necessários para a conclusão da intervenção, tentando manter
em débito conta os diferentes ritmos de aprendizagem relacionados às novas tecnologias e o tempo
ligado às atividades paralelas.

Como escolher as atividades


A fase de projeção de uma intervenção formativa nunca deve ser considerada completamente
conclusão, deixando aberta a possibilidade de remodelar o projeto conforme as necessidades
emergentes durante o curso. De qualquer forma, à concepção segue a implementação
da intervenção que prevê a realização de uma ou mais atividades didáticas.
E-learning pode ser proposto puro ou em modo blended (ou seja, simultaneamente a atividades)
formativas tradicionais). Pode prever múltiplas atividades e formatos para a apresentação ou
construção de conteúdos: de documentos textuais e multimídia a chats, de fóruns a
videoconferências, das simulações aos exercícios.
A escolha das atividades deve partir da consciência de que, por um lado, existem objetivos
determinati, pela outra potencialidade dos instrumentos individuais de forma coerente com os estilos de aprendizagem

próprios de cada categoria de usuários. Na maioria dos casos, além disso, a escolha será limitada por
o que o grupo de design é capaz de desenvolver tecnicamente e a partir dos recursos
finanças em jogo.

Como avaliar a aprendizagem dos alunos


A avaliação ou avaliação do grau de alcance dos objetivos formativos representa
geralmente a última componente do iter didático.
Em geral, distinguem-se duas principais modalidades de avaliação. A avaliação somativa
prevê a medição pontual (teste) de dados objetivos relativamente ao alcance dos
objetivos formativos independentemente da compreensão dos processos pelos quais foram
raggiunti; a avaliação formativa atribui um papel mais importante à autoavaliação por parte
dos alunos sobre como estão aprendendo, também graças ao feedback de professores e tutores.
Naturalmente, no caso dos testes se não dos exames online, existe o problema de autenticação da
a pessoa que está efetivamente atrás da tela, e é por isso que em muitos casos se prefere
adiar a avaliação para um exame tradicional presencial. Apesar de tudo, a internet
representa uma oportunidade para propor em andamento modelos complementares de avaliação,
envolvendo mais ativamente o aluno na relação com os conteúdos e com as relações das quais se

cinquenta e três
constitui o processo formativo (capitalizando sobre os interesses específicos de cada sujeito). Em
particular

habilita os alunos ao auto-monitoramento do próprio aprendizado durante o curso (sef-


avaliação), através por exemplo de testes online de avaliação;
habilita tutores e docentes a fornecer regularmente um feedback personalizado aos alunos, para
exemplo por e-mail;
apoia a avaliação cruzada entre estudantes (autoavaliação), por exemplo, através de
grelhas de avaliação disponíveis online.
Dessa forma, aumentam a flexibilidade e a diversidade das avaliações e os estudantes ficam mais
facilmente formatados para exercer sua própria capacidade de crítica e avaliação do próprio trabalho e
altrui.
Os mesmos alunos poderão ser convidados a contribuir com o conteúdo, marcando links.
a recursos complementares em vez de enviar mensagens nos fóruns. Em todos os casos, trata-se de
recursos que permanecerão arquivados no site e se acumularão como legado do curso por anos a fio
venire.

54
E-Learning: teoria e método
– III Unidade Didática – Lição 2

O E-learning informal - experiência de formação não estruturada -


Entende-se o uso livre da internet para fins de pesquisa, comunicação e comparação.
Muita da especulação e da prática em torno dos temas da formação e do desenvolvimento parte de
um assunto tácito: a maneira mais eficaz de aprender é participar de algum
forma de curso, na maioria das vezes baseada na transmissão de conhecimento de um docente a um grupo
dos estudantes.
Como vimos, os modelos didáticos de matriz comportamentalista e pedagógica sustentam que
a pessoa aprende de forma mais eficiente quando é heterodirecionada, guiada por um docente que
define por sua conta o que é necessário aprender e como fazê-lo.
Para manter este modelo o mais eficaz para alguns segmentos de usuários, na internet pode-se
facilmente experimentar um alternativo, onde a pessoa decide autonomamente o que é
é necessário aprender e tem à disposição um imenso corpus de informações, oportunidades e pessoas
para fazê-lo.
A pesquisa na internet para a busca de informações (por exemplo, através do Google), para a
comunicação e a partilha (e-mail e fórum), para a criatividade e geração de textos (blog e
wiki), para as atividades comunitárias é uma solução à disposição gratuita de todos aqueles que tenham
uma conexão à internet.
Trata-se de um fenômeno de massa que envolve, em medida e modalidades diferentes, estudantes como
jovens desempregados, gerentes de empresas em vez de funcionários da Administração Pública,
membros ativos das associações e cidadãos individuais, todos sujeitos chamados na vida cotidiana a
valorizar, avaliar e sistematizar inputs informativos não estruturados.
Esse tipo de e-learning barato (mas não necessariamente de qualidade inferior)
representa uma oportunidade maior para os segmentos mais altos do mercado de trabalho: maiormente
auto-motivar para o crescimento profissional; mais móvel no mercado; mais equipadas do ponto
à vista dos instrumentos cognitivos para gerir a complexidade da informação. Esses sujeitos, que se
assumem proativamente a responsabilidade pela própria formação e desenvolvimento, muitas vezes são capazes de auto-

avaliar o próprio progresso de aprendizagem ao longo de diretrizes definidas e são aqueles que
maioritariamente se beneficiam das oportunidades oferecidas pelo mundo da internet.
Deveria ser assim, por outro lado, também para os grupos mais frágeis do mesmo mercado,
aquele conjunto cada vez mais numeroso de indivíduos que passam de um contrato de colaboração para um

55
outro e têm mais do que outros a necessidade de se construir um diferencial competitivo, de conhecimento e
competências que os tornem mais distinguíveis e insubstituíveis em um mercado de trabalho
altamente dinâmico. Por outro lado, para essas categorias, a rapidez de acesso através da internet a
nova informação e novos contatos representam uma arma a mais para se adequar às solicitações de
atualização e flexibilidade.
Deverá também ser considerado que, cada vez mais frequentemente, se criam momentos informais de utilização da
Rede dentro de contextos diferentes dos próprios escritório, escola ou residência: na internet
cafè e nos hotéis, em viagem a estudo ou negócios, nas bibliotecas, nos museus, nos cafés e em outros
lugares públicos e privados. O surgimento desse tipo de acesso ubíquo à internet (facilitado pela
a difusão das tecnologias Wi-Fi) implica uma contaminação de experiências e dinâmicas de
aprendizagem reais e “virtuais”, formais e informais que tornam o panorama tanto mais rico quanto
mais complexo.
As experiências de e-learning informal podem gerar valor em dois níveis para a pessoa:

sedimentando-se, muitas vezes de maneira não estruturada e inconsciente, como bagagem de


conhecimentos e experiências mais ou menos desconectados uns dos outros (que de qualquer forma habilitam

um processo de “reestruturação cognitiva” em relação à sua maneira de ler a realidade);


adquirindo uma formação mais aprofundada, ao enfrentar e filtrar através de uma análise
dei necessidades informativas e formativas feitas, de forma autónoma, pelo sujeito,
possivelmente com base em objetivos claros e pontos de chegada, se não em um modelo dos
competências conhecidas. Em outras palavras, quando caem sob o domínio da pessoa
todas as etapas do processo formativo (determinação dos objetivos, escolha das atividades,
avaliação da aprendizagem.
Observe-se que frequentemente a análise das necessidades à qual se refere no segundo caso, não é feita nem para as
atividades que a pessoa realiza na Rede ou em outros contextos não estruturados, nem tanto menos nos
contesti formais da formação tradicional, quando por exemplo um estudante é convidado a
estudar em um livro ou ouvir uma aula sem ter bem claros os objetivos formativos de fundo.
Deve-se, no entanto, considerar que em contextos de trabalho altamente rotinizados ou especializados, passar
muito tempo na internet para a própria autoformação pode ser interpretado como
distracção se não como ameaça ao sentido de pertença à organização.
Esta modalidade formativa pode também resultar dispersiva e arriscada quando a pessoa
não fosse capaz de avaliar a relevância e a confiabilidade das fontes de informação com as quais é
volta em volta em contato. Deste ponto de vista, aqueles que preenchem a rede com conteúdos
deveriam se preocupar com quais serão os diferentes caminhos de navegação e os objetivos

56
que vão incentivar o usuário a acessar os sites disponibilizados.
O e-learning informal continua sendo, em qualquer caso, uma oportunidade extraordinária e pouco exclusiva para expandir

e sprovincializar o seu leque de oportunidades informativas e formativas.


A oportunidade é maior para aqueles que, por um lado, são fortes em ferramentas cognitivas refinadas e
linguísticos (pense em quão útil pode ser conhecer perfeitamente o inglês), por outro lado, têm um
nível de experiência profissional e pessoal suficientemente elevado para colocar em prática
autonomamente um processo formativo.
Uma solução de compromisso é aquela que prevê que o sujeito seja apoiado por um especialista.
na formulação e na escolha de um ou mais objetivos de autoformação. A instituição formativa
poderia prever grupos de discussão para iniciar um confronto entre os alunos sobre os percursos de
navegação seguida em relação a um problema ou um tópico comum; os mesmos alunos poderiam
outros também mantêm um próprio blog ou, preferencialmente, um portfólio para refletir sobre o conhecimento
apreça e metê-la a sistema.
A pesquisa científica é escassa em relação aos determinantes da qualidade e da eficácia do e-learning.
informal. É plausível que a sua eficácia aumente nessas situações em que o estudante já tenha
um domínio discreto do setor de interesse, desenvolvido por meio de experiências formativas mais estruturadas.
Neste caso, as atividades na internet entrariam em um nível de aprofundamento, complemento e
atualização. O modelo pressupõe uma mudança substancial na forma de conceber o
propriolong-life-learning, como âmbito de domínio pessoal que requer proatividade e
intraprendenza, e todo o sistema educacional é chamado a reconhecer sua importância. O processo
formativo chega à sua máxima realização quando o estudante é capaz de autonomamente
compreender em cada circunstância a sua necessidade formativa, consciente dos caminhos de desenvolvimento aos quais

pode aderir ou pode criar. O desafio é grande para as instituições formais, tradicionalmente acostumadas a
reconhecer como formativas exclusivamente atividades que sejam de alguma forma certificáveis em
relação às disciplinas acadêmicas tradicionais.

E-Portfólio
O e-Portfolio é um espaço online dedicado onde uma pessoa pode arquivar seus trabalhos e outros.
materiais digitais, na busca de alguns objetivos de desenvolvimento e de meta-reflexão sobre si mesmo
percursos de crescimento. Ao contrário do blog, a gestão de um e-Portfolio prevê a redação,
assistida por um supervisor ou orientador, de uma série de documentos que apoiam um percurso de
desenvolvimento pessoal. Através do e-Portfolio, o estudante estabelece objetivos e verifica os próprios
progressos com base em um modelo de competências especialmente elaborado. Da mesma forma,

57
manter um e-Portfolio permite à pessoa ter sempre disponível em formato digital uma
apresentação do estado da arte do seu trabalho, ao qual poderá consentir o acesso seletivo
externamente (por exemplo, para potenciais empregadores).

58
E-Learning: teoria e método
– III Unidade Didática –Aula 3

A AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO E-LEARNING

A questão da verificação da qualidade do e-learning é particularmente importante, uma vez que


que o campo ainda é jovem e a pesquisa escassa.

Como monitorar e avaliar a intervenção formativa


A realização de um programa de formação não requer apenas a elaboração de ferramentas
de avaliação da aprendizagem, mas também de uma metodologia para avaliar a eficácia
da intervenção em si dentro do contexto em que é proposta. Por um lado, trata-se de
organizar um sistema de monitoramento do andamento da intervenção formativa, que prevê
momentos periódicos de verificação e avaliação, bem como algumas maneiras de intervir no processo
formativo em andamento. Por outro lado, trata-se de determinar desde a fase de concepção os parâmetros
claro e mensurável para entender, no final da intervenção formativa, se isso levou a
resultados esperados e se, portanto, os objetivos de formação declarados foram alcançados.
Trata-se de uma questão de importância primária para o e-learning, considerando que o sucesso de um
programa online não é apenas mais difícil de determinar em comparação com um curso em
presença, mas em muitos casos é também mais difícil de alcançar.
Um dos modelos mais utilizados a esse respeito é o de Kirkpatrick (1996), que distingue 4
níveis consecutivos de avaliação:

nível de reação, que prevê a medição de como os participantes reagem ao processo


formativo; é realizado graças à administração a quente de sheet dismile(☺);
nível de aprendizado, em que a avaliação tem o objetivo de medir quanto o nível de
conhecimento e competências dos participantes mudaram como consequência do curso, e
é implementada graças à aplicação de testes pré-curso e pós-curso;
nível de comportamento, cuja avaliação visa detectar possíveis alterações em
comportamentos como consequência da participação no curso; prevê a comparação com um
grupo de controle constituído por pessoas que não participaram dele;
nível de resultado, que prevê a medição dos resultados atribuíveis à participação
ao intervenção; no âmbito empresarial pode-se tomar como referência o aumento do

59
produção, o aumento da qualidade, a redução de custos, uma rotatividade reduzida ou um
aumento do ROI do investimento em formação.
Será oportuno repetir esse tipo de avaliação (exceto a primeira) após um
período de tempo após o término do curso (as chamadas avaliações de acompanhamento). Embora muitas vezes não
contemplada pelo processo formativo, a fase seguinte à intervenção será uma das mais delicadas do
momento em que, por um lado, o usuário será chamado a colocar em prática o que aprendeu em um
contesto específico com possíveis dificuldades em relação à "transferibilidade" do que aprendeu;
do outro lado, as pessoas começarão a esquecer.
Particularmente difícil é a escolha de parâmetros confiáveis e satisfatórios para um
avaliação o mais científica possível de como e quanto bem os estudantes aprendem,
complicada pela grande variedade de modos de acesso ao conhecimento disponível online.
Assim, a questão é, no entanto, demasiado genérica e no contexto de cada projeto individual será
é necessário especificar o que se entende por qualidade.
As perspectivas sobre a questão são múltiplas e dão origem a diferentes perguntas:

O e-learning é eficaz para promover uma aprendizagem duradoura?


se sim, em quais contextos e para quais grupos de usuários?
como diferentes tipos de sujeitos respondem ao e-learning?
quanto pesa a escolha da plataforma ou das metodologias?
o contexto socio-cultural mais amplo pode fazer a diferença?
Em quais casos é possível contar com um retorno sobre o investimento (ROI) positivo?
É correto comparar e-learning e formação tradicional para uma avaliação da qualidade?
Uma possível resposta para o problema da qualidade é impor padrões de qualidade.
Trata-se de uma abordagem "defensiva", que dificilmente contempla a variedade dos interessados.
sobre a iniciativa (estudantes, entidades e sujeitos promotores). Há também o risco de que a avaliação da
a qualidade é afetada pelo fato de que aqueles que a promovem (geralmente quem compra uma
plataforma ou alguns conteúdos para o e-learning) estejam muito interessados em demonstrar a validade
do intervencion para justificar o investimento feito. Na realidade, a avaliação deverá ser puramente
técnica e desenvolvida de forma independente por terceiros que reúnem desenvolvedores, designers, e
usuários.
Por esses motivos, é necessário avaliar criticamente os dados disponíveis, geralmente fornecidos por
grandes empresas multinacionais que são aquelas que mais investem em e-learning. Da
studi effettuati emerge che rispetto alla formazione d’aula o e-learning faccia risparmiare até
70% do tempo para dominar uma mesma área de conteúdo, conclusão bastante óbvia uma vez que

60
que permite ao aluno selecionar os conteúdos de interesse evitando enfrentar o que
já sabem. Compreende-se bem como a questão da qualidade é muito mais complicada.
Em alguns casos, adota-se uma abordagem pragmática para a avaliação da qualidade, optando por uma
avaliação de alguns de seus aspectos específicos:

avaliação das características da interface do usuário (detectável por meio de questionários de


percepção do usuário);

levantamento da quantidade de acessos realizados, páginas vistas e exercícios feitos;


confronto entre diferentes programas de e-learning (benchmarking);
avaliação das características da plataforma específica (uma avaliação muitas vezes viciada
do fato de ser proposta pela empresa que a vende);
avaliação dos resultados alcançados pelos alunos, por meio de pesquisa direta ou avaliando o
nível de participação e interação nas atividades on-line;
avaliação sistêmica, através da análise dos feedbacks dos alunos e a consequente
detecção de erros;
cálculo do retorno sobre o investimento.
Os dois autores Hughes e Attwell (2002) propõem um modelo de avaliação da qualidade através de
a análise conjunta de cinco categorias de variáveis consideradas determinantes para o sucesso de um
projeto de e-learning:

[Link]áveis individuais: motivação, características físicas (sexo, idade, habilidades


fisicas), experiências anteriores de aprendizado (positivas, negativas, de longa ou curta
duração, mais ou menos recentes, etc.), atitude e familiaridade com a tecnologia.
[Link]áveis do ambiente de aprendizagem: características do ambiente físico
circunstância e do contexto organizacional/institucional, tipologia de sujeito de estudos;
[Link]áveis tecnológicas: conectividade (mais ou menos rápida), mídias utilizadas (textos,
vídeo, áudio), características e problemas relativos ao hardware e software.
[Link]áveis pedagógicas: características dos sistemas de apoio ao estudante,
metodologias utilizadas, flexibilidade e autonomia concedidas, seleção e recrutamento
dos estudantes, modo de exame, modo de acreditação e certificação.
[Link]áveis contextuais: fatores socioeconômicos (situação inicial dos
estudantes), políticos (quem comissiona e apoia a ação), culturais (importância dada
toda a e-learning nesse contexto específico), linguísticos (domínio da língua).

61
A pesquisa futura nos dirá quais variáveis desse modelo têm maior impacto do que outras e em
quais condições. É igualmente importante que se avaliem os resultados a longo prazo, além de curto prazo,
bem como as possíveis mudanças de atitude e comportamento além dos níveis adquiridos de
conhecimento (ver modelo de Kirkpatrick).

62
E-Learning: teoria e método
– III Unidade Didática – Lição 4

E-learning puro vs e-learning híbrido


Muito frequentemente, o e-learning é oferecido como complemento em vez de substituição em relação a
programas presenciais. Define-se, de fato, e-learning "blended" ou "misto", aquele e-learning
proposto no contexto de iniciativas de formação tradicional ou de alguma forma complementado por alguma
forma de intervenção cara a cara.
A razão principal para esse tipo de integração se busca em uma suposta não
autosuficiência do e-learning para sustentar um todo projeto formativo, principalmente (mas não
solo) a causa do seu limite connaturado, ou seja, aquele de manter fisicamente isolados entre si os
protagonistas do processo formativo. Assim, opta-se pelo modelo misto quando se acredita que
a ausência total de contato presencial, entre o docente e os discentes e entre os discentes, pode prejudicar
o sucesso do projeto é favorecer o abandono.
Estabelecer um projeto formativo em modo blended exigirá inicialmente o mesmo tipo de ações
e atenções necessárias para a organização de um projeto de e-learning puro ou de apenas formação
tradicional: parte-se da análise das necessidades de formação e das características do público, para então
definir as atividades formativas e, portanto, os modos de verificação.
A escolha do modelo entra em jogo na fase intermediária de escolha das atividades, considerando que
Atividades online e atividades offline podem ser integradas seguindo múltiplos critérios:

1. considerando o e-learning como complemento da formação tradicional: onde não


che consegue a raggiungere per limiti propri a formação tradicional, entra em cena o e-learning para
objetivos formativos diferentes, ou vice-versa;
2. considerando o e-learning como um reforço da formação tradicional: aquilo que se é
O que é aprendido em aula é "sedimentado" ou aprofundado através das atividades online ou vice-versa;
3. considerando o e-learning como uma ocasião para a discussão ou a aplicação de
aquilo que se aprendeu através da formação tradicional, ou vice-versa;
4. considerar o e-learning como momento propedêutico ou de follow up em relação à
formação tradicional, ou vice-versa.

I modelos suddettimodelli são os modelos mais comuns de integração, controláveis pela instituição
formativa. Di seguito se ne riportano alcuni esempi per ciascun modello di integrazione sopra

63
enunciado
Tipicamente, aquilo que a formação presencial não consegue alcançar em relação ao on-line.
é a superação de barreiras espaço-temporais, colocando à disposição do estudante
conteúdos e pessoas (especialistas ou colegas) deslocados em outras partes do mundo. A internet, a partir disso

ponto de vista, pode ser utilizado para "derrubar as paredes da sala de aula" e orientar os alunos
verso sítios e comunidades de especialistas aos quais não teriam outra forma de aceder. Como alternativa,

A plataforma online poderia ser utilizada para propor simulações e exercícios preparatórios
na prática real on-the-job. Do outro lado, tipicamente a sala de aula é utilizada para
permitir que os participantes de um projeto educacional se encontrem pessoalmente para
compartilhar os objetivos e os destinos, bem como permitir aquelas relações de confiança e
motivações para a aprendizagem úteis para enfrentar o e-learning;
2. neste caso, o e-learning é tipicamente proposto como módulos ou textos de aprofundamento,
sitografia à disposição, slides resumidos. Considere que com o avanço dos computadores
portáteis e o acesso sem fio à Rede (WiFi) acontece cada vez mais frequentemente no contexto de
uma aula em sala os alunos navegam na internet para um aprofundamento imediato
dos estímulos propostos pelo docente;
3. tipicamente, sul sito web del corso (per esempio all’interno dei forum di discussione), gli
os alunos são convidados a questionar os tópicos em discussão em
aula ou a renderizá-los aplicados através de estudos de caso e exercícios de resolução de problemas. Da mesma forma

modo, pode ser a sala de aula a ser destinada a essas atividades, deixando para a aprendizagem
autônomo seus materiais online a tarefa "transmissiva"; é o que muitas vezes acontece no
mondo dos campi americanos onde, quando na presença de pequenos números de estudantes, a
a aula é utilizada como um momento de análise, crítica e comparação sobre assuntos sobre os quais os
os participantes já estão documentados;
4. A oportunidade de utilizar o e-learning como um suporte à formação tradicional é
a de alinhar os conhecimentos básicos "de entrada" de todos os participantes de um curso, de
modo tal que posteriormente na aula o docente possa contar com um nível compartilhado. Ao
da mesma forma, a interação à distância pela internet poderá ser utilizada para fazer conhecer entre
loro os participantes, reduzindo a possibilidade de que se criem preferências com base nas
características físicas. Quando o curso estiver concluído, através do e-learning será possível
propor aos participantes atualizações sobre conteúdos, exercícios ou outros tipos de atividades para
manter atual e praticar os conhecimentos adquiridos; também poderá ser utilizado para
manter os contatos e o senso de comunidade entre os participantes. Como no segundo
modelo, a opção oposta de integração (formação tradicional como propedêutica ou de

64
o acompanhamento em relação ao e-learning permanece pouco explorado, embora seja muito plausível do ponto de vista

motivacional.
Independentemente do modelo seguido, na base do modelo híbrido está a crença de que nem
nem a formação tradicional nem o e-learning podem, autonomamente, levar a resultados formativos.
melhores em comparação ao seu uso combinado, embora seja preciso ter muito cuidado
alla coerenza tra le due componenti e non sovraccaricare gli studenti di lavoro.
Partindo dessa suposição, se fica bastante claro o porquê em muitas ocasiões nos encontramos
limites à formação presencial (dada a novedad do e-learning), é em vez menos
evidente porque em alguns casos se escolhe um modelo completamente online.
Em quais casos e contextos o e-learning puro será preferido ao e-learning híbrido?
Para responder, será necessário considerar uma série de variáveis, entre as quais:

os custos das duas alternativas;


as restrições espaço-temporais em vigor;
a tipologia de objetivos e conteúdos formativos;
a confiança nas potencialidades da mediação tecnológica;
a confiança nas capacidades dos participantes;
o grau de constrição exercido sobre o aluno.
Em outras palavras, será mais provável optar pelo e-learning puro quando:

isso permite uma economia significativa nos custos;


é impossível pedir aos participantes que se desloquem de sua residência e de
trabalho, sempre ou em determinadas faixas horárias (pense nos deficientes ou em estudantes que vivem
do outro lado do mundo);
Os objetivos formativos são limitados, por exemplo, é necessário um simples registro de
consciência de conteúdos lineares. Parece que o e-learning puro está em voga para a
formação imposta por lei, uma situação em que o empregador sente que pode em
um certo senso de se permitir 'arriscar';
Acredita-se que a relação formativa mediada pela tecnologia não seja muito limitante
em comparação com aquela que poderia se estabelecer cara a cara; a esse respeito existe uma literatura
ricchíssima, mas igualmente contraditória, bem como múltiplos filões de pensamento e posições
posição
Acredita-se que os participantes estão suficientemente motivados e à vontade com a
tecnologia da poter provvedere ao completamento da ação formativa sem a ajuda de

65
encontros cara a cara;
Quando a organização que propõe o e-learning tem um poder contratual tão alto nos
confrontos do estudante que podem impô-lo ao e-learning puro. Poderia, por exemplo, ser
o caso da formação "de entrada" imposta por uma empresa aos recém-contratados: neste caso
o usuário não tem alternativas a não ser levar a cabo qualquer tipo de solução que lhe seja apresentada

proposta.
Ao contrário, uma vez que cara a cara é mais fácil jogar com o fator comunicativo da
compartilhamento de intenções e linguagens e de colocar em comum algo entre os alunos e com os
docentes, a inserção de partes presenciais pode ser útil para construir ou reforçar a motivação
a aprendizagem e a confiança mútua dos participantes, elementos importantes para então enfrentar os
parti online.
Desses pontos enunciados, compreende-se bem como o debate entre e-learning puro e e-learning
mesclado não é de modo algum garantido. Pelo contrário, do confronto entre as duas opções surgem em
genera as críticas do e-learning. Também emerge que o e-learning pode representar uma oportunidade de
confronto também para aqueles que o praticam: um docente que utiliza pela primeira vez novos formatos
do ensino online, pode se encontrar refletindo e questionando o que são os
suas hábitos e estilos consolidados de ensino. É exemplar o caso de um professor de escola
superior que afirma que desde que utiliza o fórum online com seus alunos, mudou
modo de abordar a sala de aula, transformando-a em um momento de interação com os alunos em vez de
che de pura transmissão de informações. Da mesma forma, um estudante poderia, através do e-
aprendizado, tomar consciência do seu estilo preferencial de aprendizagem e começar a
experimentar novos. Esta oportunidade de meta reflexão sobre as práticas consolidadas
de aprendizagem e ensino, é uma das maiores oportunidades oferecidas pelo e-learning.

66
E-Learning: teoria e método
– III Unidade Didática –Aula 5

A PROFISSIONALIDADE DO E-LEARNING

A equipe que desenvolve um curso de e-learning é composta por seis papéis-chave: Gerente de Projeto,
Especialista em matéria ou Autor, Designer Gráfico, Desenvolvedor Web, Programador, Designer Instrucional.
Nas grandes organizações comerciais, esta equipe de desenvolvimento pode ser muito maior,
cada um desses seis papéis pode ser, por sua vez, dividido em níveis adicionais de especialização
profissional. No entanto, nas instituições de ensino sem fins lucrativos, onde os orçamentos são apertados, é mais
provavelmente que poucas pessoas ocupem mais de um cargo; por exemplo, o desenvolvedor Web e o
programador poderia ser a mesma pessoa.
Existem vantagens e desvantagens nisso. Uma pessoa que desempenha mais funções exerce maior
controle sobre a criatividade, mas também tem uma carga de trabalho dupla. De qualquer forma, aqueles que

possuem uma forte competência em pelo menos uma das áreas mencionadas acima já são considerados
preziosi no campo do desenvolvimento da formação, são ainda mais preciosos se possuírem também a
capacidade e o desejo de aprender novas competências em outros setores.
Vale a pena notar que, à medida que a popularidade da internet continua a aumentar, estão sendo
introduzidos softwares de desenvolvimento e outras aplicações de desenvolvimento que sejam capazes de combinar e

automatizar tarefas diferentes em um único pacote. Macromedia Flash é um exemplo: permite aos
seus usuários a criar interações baseadas em script sem realmente escrever nenhum código
programação e de exportar automaticamente os resultados em um formato para a web sem ter
profundas competências de desenvolvedor web.
Embora a equipe seja composta por papéis distintos, aqui abaixo descritos em detalhes, cada membro
se empenha em colaborar com os outros ao longo de todo o processo de desenvolvimento.

Gerente de Projeto
Ele se encarrega de coordenar o ajuste da solução dentro dos limites de tempo e de
despesa; para fazer isso, supervisiona e direciona todas as contribuições dos membros do grupo de trabalho.
Afiança, ao conhecimento do processo produtivo, as competências de natureza organizacional e
financeira.

67
Especialista no assunto
O SME (Especialista em Assunto) é responsável pela seleção de fontes, pessoas, eventos e
dei materiais que fazem parte dos conteúdos formativos. Também se responsabilizará por revisar os
produtos que estão sendo desenvolvidos. Deverá garantir seu compromisso de tempo no projeto, além de
demonstrar-se capaz de se comunicar com os outros membros da equipe sem usar uma linguagem técnica. É
responsável pelos conteúdos do curso online, garantindo que sejam uma alternativa válida aos conteúdos
fornecidos em um curso tradicional. Devem preparar exercícios, atividades e os exames necessários para
reforçar o novo aprendizado. É igualmente essencial que o especialista da matéria se comprometa a
colaborar com a equipe durante o processo de desenvolvimento e garantir que os conteúdos do curso online
são de fácil acesso e interessantes para os estudantes, as outras tarefas que o especialista realiza
matéria sono:

identificar e/ou criar livros, leituras e outros recursos;


garantir uma correspondência pedagógica entre os objetivos do curso, os conteúdos, os
exercícios, os exames e as atribuições;
identificar os materiais que requerem direitos autorais e fornecer as instruções de design
com as informações necessárias;
fornecer aos outros membros da equipe uma cópia legível de qualquer material escrito.

Designer instrucional
É o diretor da produção do e-learning; destaca-se pela analiticidade, organização e capacidade.
relacional e de comunicação. Existem centenas de modelos de projetos de educação, mas emergem
processos genéricos determinados a partir de suas características comuns. Esses processos são descritos por
Seels e Glasgow come segue:
• ANÁLISE: o processo de definição do que deve ser aprendido.
• DESIGN: especifica como ocorrerá o processo de aprendizagem.
• DESENVOLVIMENTO do processo de autoria e de produzir os materiais.
• APLICAÇÃO: o processo de instalação da instrução no mundo real.
• PROCESSO DE AVALIAÇÃO: determinar o impacto da educação.

68
Em termos práticos, o designer da instrução:

age como desenvolvedor web.


contribui para tornar os especialistas da matéria cientes de adequadas
estratégias pedagógicas e as diversas opções;
contribui para determinar, criar e adaptar os recursos da educação;
fornece consultoria sobre a melhor maneira de apresentar as informações;
escreve declarações sobre os resultados de aprendizagem;
coloque em sequência os resultados de aprendizagem;
metade em sequência as atividades;
avalie as instruções;
organiza a técnica de produção e dos serviços;
atua, geralmente, na qualidade de gerente de projeto;
atua como redator.

Desenvolvedor web
Uma das dificuldades de projetar um curso online é contribuir para criar um clima de confiança no
processo foi iniciado nas fases iniciais de desenvolvimento.

Os desenvolvedores web devem mostrar exemplos de conteúdos online e opções interativas que estão a
sua disposição. Eles deveriam, portanto, descrever aos professores como seus cursos podem ser
produtos utilizando um modelo organizacional coerente que ofereça aos alunos o conhecimento dos
objetivos de aprendizagem
de informações, recursos, links uma lista de requisitos e FAQ. Um exemplo de tal modelo está disponível
presso [Link] Outros deveres do desenvolvedor web
sleep

ajudar os especialistas na matéria (ou professores) a utilizar as ferramentas para criar os seus
páginas web e de apoiar o curso uma vez completado;
ajudar o professor ou tutor a utilizar as ferramentas necessárias para tornar o curso
interativo, como o e-mail e os chats;
colaborar com o designer para conceituar as telas, os fundos, os botões, os
janelas e os elementos de texto no programa:

69
criar a interatividade, que determina o "visual e sensação" da interface;
criar o storyboard a partir do planejamento.
Em uma pequena equipe de produtores de e-learning, os desenvolvedores web podem atuar como gráficos
designer, fotógrafo, diretor e como editor de vídeos, áudios e animações. Em um grupo maior, ele
o desenvolvedor web consulta os outros membros da equipe sobre os aspectos adicionais do programa,
por exemplo, colabora com o designer de som na música ou colabora com o programador em
questões de funcionalidade.

Grafista (Designer Visual)


A partir das indicações fornecidas pelo Designer Instrucional e pelo Escritor, encarrega-se de colocar em
ponto o layout e a interface das páginas, bem como eventuais animações 2D ou 3D ou outras soluções de
gráfica avançada.
Seu trabalho é determinado pelas necessidades dos alunos, dos professores e pelo conteúdo do próprio curso.
Os materiais dos cursos podem ser melhorados através da inserção de desenhos técnicos, ilustrações,
gráficas, fotografias para ajudar a interpretar o conteúdo dos cursos.
A World Wide Web transformou a internet em um meio visual interessante; no entanto, em termos de
produção, um bom planejamento e desenvolvimento da gráfica muitas vezes consomem as maiores
quantidade de tempo em um projeto. Mesmo que a web permita que os meios educativos contem cada vez mais
na representação, a importância de um design gráfico não pode ser exagerada. O
Imagens que os alunos, especialmente aqueles novos na aprendizagem online, encontram em um curso
no e-learning, muitas vezes podem definir o tom de sua experiência de aprendizado. Quando o conteúdo
está em fase de desenvolvimento, o designer colabora com o desenvolvedor web e o autor para criar uma aparência única

do curso, enquanto isso, integrando as funcionalidades do curso em um modelo comum (template)


institucional. O uso desses elementos comuns cria familiaridade para os estudantes online e permite
eles seguirão vários cursos, mas aprenderão apenas uma vez como se movimentar dentro do
modelo.
O gráfico também garante à faculdade ter um apoio constante na concepção de elementos
gráficos coerentes, quando os cursos estão em fase de atualização ou revisão.
Para os designers, o Adobe Photoshop tem sido, por anos, o software por excelência. Para aqueles que desenvolvem
em particular para a web, o Photoshop adicionou um aplicativo adicional, chamado ImageReady,
para as imagens no formato web. Outras aplicações que estão se tornando cada vez mais importantes
no design visual, são aquelas que criam imagens vetoriais (em oposição à bitmap); para
exemplo Adobe Illustrator e Macromedia Freehand.

70
E-Learning: teoria e método
– III Unidade Didática – Lição 6

A PROFISSIONALIDADE DO E-LEARNING – PARTE DOIS –

Programador e Autor Multimédia


O programador é responsável pela funcionalidade do programa. O programador utiliza
ferramentas de software especializadas para permitir a interatividade sugerida e desejada em um curso online
linha. Na maioria das equipes produtivas, a programação é tratada separadamente como uma
disciplina altamente especializada.
Existem muitos aplicativos de software disponíveis para programadores, e cada um parece ter o seu.
ferramenta de trabalho preferida. Os programadores devem se esforçar para fornecer, aos membros da equipe
de desenvolvimento, um conhecimento básico das classes de ferramentas de programação e suas capacidades.
Em geral, existem duas classes desses instrumentos: a linguagem de programação baseada em
código e interface gráfica do usuário (GUI) dos programas de autoria.
Há os defensores de ambos os tipos de ferramentas e não está claro ainda determinar quem tem
razão, mas é possível identificar vantagens de um e de outro.
A linguagem baseada em código exige que os programadores usem uma linguagem de programação
privado para criar as aplicações que podem depois ser aplicadas na Internet. Por exemplo, estes
Linguagens permitem o tratamento dos dados dos usuários armazenados na web por meio de formulários.
Os programas de criação de GUI podem permitir processos semelhantes, mas permitem acima de tudo
alguma geração automática de código. Uma clara vantagem da linguagem de programação
com base no código é que muitas vezes são softwares de código aberto, enquanto os softwares comerciais GUI

exigem uma menor conhecimento técnico para utilizar o código de programação, por outro lado pode
ser caro e as empresas que publicam esses programas de software os atualizam com frequência, o que
tornam as versões anteriores rapidamente obsoletas, forçando os desenvolvedores que confiam nelas
na compra das novas versões. Abaixo está uma lista parcial das linguagens que os
programadores utilizam para um curso on-line.
LINGUAGENS BASEADAS NO CÓDIGO ABERTO

HTML
Java
Javascript

71
Perl
XML
PHP
MEU SQL

PACOTES DE SOFTWARE PRIVADOS DE DESENVOLVIMENTO DO WEBGUI

Macromedia
Dreamweaver
Flash
Diretor
Authorware
Microsoft .NET
Visual Basic
Adobe GoLive
Photoshop
Ilustrador

Outras figuras profissionais, que não são menores, mas nem sempre estão presentes em situações de orçamento limitado, são

quais descritas a seguir.

Escritor
Trata-se do responsável pelos textos e pelos roteiros, que se encarrega de indicar como os diferentes
os meios deverão ser integrados entre si no roteiro. Será dotado de criatividade e de estilo sintético e
grávida.

Técnico de áudio e vídeo


Durante a fase de pré-produção, ele se encarrega da seleção e preparação das locações para as
registros; na fase de pós-produção, cuida da montagem dos sons e das imagens
registre-se.

72
Revisor da qualidade
Atento aos detalhes e com um ótimo conhecimento da tecnologia, verifica o funcionamento do
sistema em diversas condições operacionais, identificando os problemas (bugs), avalia a acessibilidade e
a usabilidade do produto, assim como a correspondência dos novos conteúdos aos scripts de partida.

A variedade de figuras profissionais envolvidas no processo levanta uma questão delicada de


comunicação e de linguagens. As diferentes "visões de mundo" em jogo tornam muito difícil o
trabalho colaborativo.
Tipicamente, os humanistas serão acusados pelos informáticos de falta de concretude e de
incompreensão da natureza do trabalho com as tecnologias; inversamente, aos informáticos serão
recriminar uma estreiteza de vistas e rigidez na resolução dos problemas.
A conflituosidade se resolverá somente quando uns dedicarem tempo suficiente para
tentar compreender ao máximo a natureza do trabalho e o ponto de vista dos outros, convergindo para
uma semântica comum.
Em uma equipe multidisciplinar, ninguém poderá se isentar de nada, para evitar que acabe por
prevalecer a visão do "mais forte", que geralmente acaba sendo quem tem a capacidade
operativa de fazer as coisas (portanto programadores, designers e técnicos). O risco de uma é muito grande
projetar que, estressando a componente tecnológica, esqueça de colocar no centro objetivos de
aprendizado e necessidades da população final.

Conclusões
Vimos que o desenvolvimento eficaz do material de formação depende muito do planejamento e
da colaboração de várias pessoas qualificadas para usar as ferramentas certas. Esses
os requisitos são também mais importantes e cruciais no desenvolvimento da aprendizagem online e
multimídia em relação ao treinamento tradicional, uma vez que este depende fortemente de
tecnologias e a rápida mudança e obsolescência delas.
O padrão pedagógico não deve ser comprometido, independentemente do meio utilizado.
Utilizar estes princípios e as orientações propostas ajudará todas as partes interessadas a desenvolver um
e-learning de qualidade de forma que todos os seus esforços sejam recompensados e, o mais importante, garantirá a
satisfação dos alunos.

73
BIBLIOGRAFIA

ANDERSON, T. ELLOUMI, F. Teoria e prática de em aprendizado de linha,

[Link]/online_book, Universidade Athabasca, 2004, ISBN: 0-919737-59-5

DELFIORE, F., MARTINOTTI, G., E-learning, McGraw-Hill, Milão, 2006

NETGRAFIA
[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

74
E-Learning: teoria e método
– IVUnidade Didática – Lição 1

UTENÇÕES, PERSPECTIVAS E CRÍTICAS

Não é suficiente dominar as teorias e dispor de todos os recursos necessários para dar vida a um
projeto de e-learning de sucesso. Na maioria dos casos, a diferença será feita pela maneira como o e-
O aprendizado será proposto e recebido pelos seus destinatários. Preventivamente ao início de uma possível
a iniciativa será cuidadosamente avaliada no contexto institucional, organizacional, cultural e logístico
dentro do qual o e-learning encontrará espaço. Da mesma forma, deverão ser consideradas as
características individuais dos sujeitos em aprendizagem: atitude em relação à
tecnologia, estilos de aprendizagem preferenciais, limites de tempo e de mobilidade.
Esses fatos impactarão a motivação para o uso do e-learning: aquela que pode ter um
estudante, para quem a aprendizagem é uma atividade e necessidade primária, será muito diferente daquela
de um trabalhador julgado pelo que produz.
Nesta lição, abordamos portanto o problema dos usuários e dos contextos de uso do e-learning,
e trazendo à tona uma série de variáveis muitas vezes negligenciadas por aqueles que estudam e praticam o e-
aprendendo. Em muitos casos, de fato, procede-se através de uma série de suposições e generalizações, que
não ajudam a compreender o motivo pelo qual uma iniciativa de e-learning é tão difícil de implementar
decolar e levar ao sucesso.
Ao contrário, esse tipo de trabalho deveria representar o ponto de partida para cada
projeto, bem como a variável que determina a escolha de embarcar ou não na aventura
do e-learning. Antes mesmo das teorias e das técnicas que serão colocadas em prática, será a
compreensão profunda dos pressupostos e das restrições contextuais e individuais que nos indicará a
estrada a seguir.
Trata-se de inovação, o e-learning requer, de fato, uma mudança, não apenas nos métodos mas
também na cultura organizacional na qual se vai intervir, terreno mais ou menos fértil para sua
maturação: das grandes empresas às universidades e às pequenas e médias empresas, de uma vez por todas o e-
aprender questionará hábitos e normas consolidadas, abrindo um problema complexo de
gestão da mudança.

75
O mundo dos estudos
A figura do estudante, escolar, universitário ou dos cursos de formação profissional,
representa o destinatário natural de intervenções formativas e, consequentemente, também do e-learning. A
a diferença de uma pessoa já comprometida profissionalmente, o estudante tem como principal objetivo
aquele de se formar, fator que não se traduz necessariamente em maior motivação, mas sim
em uma motivação única.
Em segundo lugar, presume-se que um jovem estudante tenha maior familiaridade com as linguagens
das novas tecnologias em comparação com o que os adultos das gerações anteriores podem ter.
Além disso, ao contrário dos adultos em idade de trabalho, os jovens aceitam de melhor grau modalidades
de aprendizado orientadas à teoria ou de utilidade não imediata, muitas vezes sofrem da falta
de experiência e referências para dar concretude e dimensão ao que aprendem.
A reflexão sobre a adequação do e-learning para o universo estudantil não pode, enfim,
prescindir da uma análise dos contextos institucionais dentro dos quais os estudantes estão
inseridos e, portanto, em primeiro lugar escolas e universidades. Nestes ambientes, o início de programas de e-learning de

um certo espessura é sempre o resultado de grandes esforços organizacionais e de atualização


reconversão de competências que muitas vezes é difícil de iniciar e levar a cabo.

O e-learning na escola
Na sociedade da informação, a escola vive um momento de grande mudança. Com o advento
as mídias digitais mudaram radicalmente as formas pelas quais os jovens se
aproximam-se da informação e das relações sociais, com consequências relevantes em relação a como
percebem a relação formativa e a aprendizagem.
Um uso maciço de televisão, computadores e telemóveis favoreceu uma evolução rapidíssima
dei linguaggi dos jovens, na direção de maior síntese, pragmatismo e mutação das formas
dei mídias visuais. Os professores têm dificuldade em acompanhar a mudança e sempre encontram
mais frequentemente a inadequação dos modelos tradicionais de aprendizado, que assim como estão
as propostas são cada vez menos atraentes para os estudantes.

Em um tal contexto, o e-learning pode desempenhar um papel importante, já que pode oferecer ao
corpo docente um ponto de observação privilegiado sobre a linguagem e a cultura juvenil para
interceptar suas peculiaridades para poder reconstruir a relação formativa em novas bases. Tal
a reconciliação é mais necessária do que nunca, quanto mais o papel da escola é central para entregar
à pessoa aqueles instrumentos para interpretar e gerir a complexidade do mundo real e daquele
da informação.

76
Posto que alguns programas ministeriais estão desatualizados em relação à realidade
social e produtiva atual, muitos dos conteúdos e métodos que os professores são chamados a
transmitir aos alunos é mais necessário do que nunca. O problema é entender de que maneiras
novas propostas.
Se entende bem, portanto, que falar de e-learning na escola significa, na verdade, tocar o coração de
uma questão mais ampla, conscientes de que esta pode ser abordada a partir de múltiplas perspectivas.

E-learning como abatimento das paredes da sala de aula, envolvendo e incorporando no


processo formativo pessoas e recursos acessíveis online (pense-se nas parcerias virtuais entre
escolas de países diferentes, ao acesso a documentação, especialistas e a comunidades de
aprendizado em Rede);
A educação a distância é um momento de formação dos jovens para o uso consciente e crítico de
novos meios nas diferentes ocasiões de estudo, mas também na vida da pessoa;
E-learning como oportunidade de enriquecimento do ensino tradicional, através dos
utilizações relativas da multimídia e das ferramentas colaborativas;
E-learning como nova oportunidade de acesso aos conteúdos formativos para aqueles que não
sempre podem estar presentes na classe (os ausentes);
E-learning como ferramenta privilegiada para o desenvolvimento de algumas capacidades dos estudantes
deficientes, através de um uso específico da multimédia;
E-learning para a atualização e a formação contínua dos docentes, de maneira estruturada
ou através de iniciativas autônomas.

Se excluírem os campos tradicionais do aprendizado de línguas e da informática,


dificilmente, pelo menos no contexto italiano, o e-learning passa através dos canais altamente
estruturas de plataformas comerciais. Em muitos casos, trata-se de projetos de experimentos realizados
avançam autonomamente de docentes individuais, que se servem gratuitamente na Rede, na maioria das vezes de
software de código aberto disponível, ou de aplicativos específicos. Essas iniciativas são a maioria das
volte realizadas com o apoio de fundos ministeriais para a inovação disponibilizados
centralmente pelo instituto no início do ano letivo e são implementadas nas salas de computação
(frequentemente lotadas e pouco disponíveis).

Coxon (2003) ressalta que o e-learning deve deixar ao professor uma certa flexibilidade para controlar o
ritmo e a direção da aprendizagem, através de soluções intuitivas e que não exigem muito
tempo para aprender e ser utilizado.
As aplicações de maior sucesso parecem ser aquelas que aproveitam as práticas correntes

77
de ensino, para melhorá-las: aplicações que sejam ao mesmo tempo novas e familiares. Ne é
um exemplo é o software Easyteach ([Link] que permite
instrui o professor a usar um quadro interativo como se fosse um quadro tradicional,
mas com muitas mais funcionalidades; da mesma forma, pense-se na relevância do uso de um fórum online.
linha para aqueles docentes que já promovem discussões em sala de aula.
Sob esse perfil, a oportunidade é, portanto, aproveitar a diversidade de estilos de ensino
propriedade de cada docente, sobre sua diferente familiaridade com as tecnologias e sobre os diferentes níveis de
motivação.
A nível de escolas secundárias, uma pesquisa recente realizada com 1000 alunos de institutos técnicos
e liceus italianos (Observatório ANEE, 2005) evidenciou como os maiores problemas para
Uma afirmação mais significativa do e-learning é, por um lado, os custos da infraestrutura informática.
e de conexão (da parte de muitos há a percepção de que o e-learning é simplesmente isso),
por outro lado, uma falta de tempo por parte dos professores ou, de qualquer forma, uma escassa valorização
do tempo dedicado, considerando também que se trata de pessoal já por si pouco motivado por
estipêndios pouco remunerativos.
Da pesquisa também emerge que uma porcentagem cada vez mais relevante dos estudantes (mais os meninos
das fêmeas) utiliza a internet por conta própria para navegar na rede, para lazer, mas também para a
pesquisa de informações, mas acredita que seus professores não veem com bons olhos esse tipo
de atividades de e-learning informal enfatizando mais os limites do que as oportunidades.
Da parte deles, os docentes ressaltam a ausência de sistemas de verificação do possível aprendizado,
não exclui riscos de dispersão e alienação diante da máquina. Não se pode excluir que alguns
os professores se sintam ameaçados pelo fato de que os alunos possam usar a web para desmascarar
sua possibile impreparazione ou escasso atualization, verificando em casa a bondade do que o
o professor disse na aula.
Em todo caso, a impossibilidade de ter controle sobre o uso da ferramenta parece manter afastados
os professores devem se apoiar nesse tipo de experiências para promover dinâmicas mais estruturadas de
aprendizagem. Da mesma pesquisa emerge uma forte necessidade dos alunos de serem formados sobre
uso correto da internet, necessidade particularmente urgente se se considerar que eles tendem a
não coloque em dúvida a confiabilidade da fonte de informação (por uma compreensível imaturidade
no desenvolvimento do espírito crítico).
Não é fácil para as escolas tomar posições unânimes diante da necessidade de mudança
ditada pela revolução digital e pelas rápidas mudanças sociais promovidas pela globalização
económica e mediática. O docente pode cair na tentação de assumir uma posição radical de
defesa do próprio status e dos próprios métodos, mas o risco é que o gap se amplie ainda mais

78
comunicação com o mundo dos estudantes. Por outro lado, a oportunidade de buscar o diálogo e a
a convergência através de novas modalidades de acesso à informação representa um caminho difícil
che chama à uma reflexão de alto nível sobre o papel da escola na sociedade
contemporânea, chegando a questionar o papel e a identidade de professores e alunos.
O que é certo é que os docentes não podem ser deixados sozinhos nesse processo, mas devem ser
apoiados e motivados em relação à possibilidade de implementar a mudança. Cada instituição deverá
dotar de uma visão forte, participativa e compartilhada em relação ao papel da educação fornecida, uma
visão à qual se deve, estrategicamente, também integrar o e-learning.
Esta visão também deverá abordar outras questões, como até que ponto o e-learning
na escola obrigatória possa substituir a relação humana, tratando-se de educação em sentido amplo
mais do que de formação especializada; ou de quão amplamente este sistema poderá se espalhar entre
todos os docentes, sabendo bem que uma sala de aula virtual pode ser às vezes mais numerosa do que o que não
pode ser uma realidade, com um potencial de diminuição do número de professores necessário.

79
E-Learning: teoria e método
– IVUnidade Didática – Lição 2

O e-learning na Universidade
Por excelência, a Universidade é o lugar destinado à alta formação e à conservação e
transmissão dos saberes. Inserida em um contexto de crescente diversificação das agências formativas,
o e-learning representa uma oportunidade extraordinária à disposição da universidade para
diferenciar os canais de utilização e criação de conhecimento, ampliar sua base de usuários e
promover a inovação didático-formativa.
Especialmente no contexto italiano, voltado para a teoria e ainda em grande parte baseado em
modelo transmissivo (professor na cátedra e alunos nos bancos tomando notas), o e-learning
pode representar uma ruptura forte pela necessidade de atribuir ao estudante uma posição central
no processo formativo, é importante para a formação online ainda mais do que na tradicional.
A abordagem de uma universidade em relação ao e-learning pode ser precursora ou aguardando.
os precursores se destacam por uma forte vontade política em relação ao e-learning e por
presença de professores empreendedores e competentes em seu interior.
Geralmente, o e-learning avança dentro da instituição universitária através de
projetos piloto, mais ou menos estruturados, propostos por professores individuais aos seus alunos, seja através de

a adoção a nível de faculdade ou de curso de graduação em uma plataforma online. Quando o e-learning
atinge um certo nível de massa crítica, em muitos casos é fundado um centro de competências
interno à universidade que de alguma forma institucionaliza a inovação. O centro se encarrega de
gerir centralmente a plataforma ou as plataformas em uso, fazer formação e consultoria para
professores individuais que decidem empreender ações desse tipo, bem como promover
iniciativas de e-learning voltadas para o território ou para grupos de usuários impossibilitados de frequentar

a universidade.
A aprendizagem eletrônica pode ter um impacto em mais níveis na oferta educacional, capacitando:

1. uma ampliação da base de usuários da universidade. O e-learning permite habilitar para


studio para aqueles que não podem participar das aulas presencialmente porque trabalham
eles têm pouco tempo, porque estão muito isolados geograficamente ou porque são deficientes e
têm problemas nos deslocamentos;
[Link] diversificação e um enriquecimento do serviço oferecido aos [Link] quanto
veículo de atividades suplementares e complementares em relação àquelas que os alunos trazem

80
avante no contexto da sala de aula, o e-learning representa um plus de serviço que a universidade
propõe aos seus usuários;
3. uma oportunidade de inovação das metodologias didáticas em uso. Em alguns casos, o e-learning
se transforma na alavanca para mudar as modalidades didáticas em uso, e para experimentar novas
novas, geralmente na direção de uma participação mais ativa do estudante. Além disso
como para a escola, o uso da Internet para fins de pesquisa ou atualização pode
representar uma ferramenta eficiente para a autoformação contínua dos próprios docentes;
[Link] oportunidade de reutilização dos materiais formativos para o [Link] vez traduzidos em
formato digital (por exemplo, na forma de textos, slides ou vídeos das aulas), os materiais
formativos são facilmente difundíveis através da Rede. A universidade poderia propor os
propri conteúdos a clientes externos e ao território (empresas, administrações públicas, etc.), para
exemplo na forma de módulos de aprofundamento objetos de aprendizagem. Estabelecer um diálogo com
o território permitiria à instituição formativa avaliar a relevância e a adequação
do conhecimento produzido para o mundo exterior, bem como identificar novas direções nas quais
investir no futuro.
Uma vez superada a fase experimental e eventualmente estabelecido um centro de competência (resolvido
portanto, um problema de natureza organizativa), as universidades se depararão com a necessidade de
difundir em maior escala o e-learning internamente (ou seja, para professores e alunos),
implementando uma série de medidas e incentivos. Trata-se de uma passagem difícil e longa
período que requer a resolução, entre outras, de algumas questões

1.A QUESTÃO DA DIFUSÃ[Link] vez concluídos os projetos piloto implementados


de professores individuais empreendedores ou adotou uma plataforma a nível de faculdade, se
tratará de promover o e-learning para todos os docentes (a maior parte) que
ainda não estão envolvidos. Neste caso, deve-se perguntar quais ações e incentivos
podem ser colocados em jogo para sensibilizá-los para a adoção do e-learning;
2.A QUESTÃO DAS COMPETÊNCIAS. Diante de uma possível extensão
da inovação da pequena à grande escala surge um problema de formação
dei perfis profissionais que se ocupam do e-learning (docentes, tutores, projetistas
gerente, especialista no assunto, designer instrucional, escritor, gráfico
programador, técnico de áudio e vídeo, revisor de qualidade). Deverá ser colocado em
campo uma análise atenta sobre como formar essas pessoas e através de quais
canais;

81
3.A QUESTÃO DA CULTURA. Quando não representa uma pura transposição da
transmissão frontal de aula sobre o novo meio (por exemplo, colocar online os)
apontamentos das aulas), a adoção do e-learning requer uma mudança cultural a
docentes e estudantes, com uma perda de centralidade dos primeiros em favor de uma maior
autonomia dos segundos. A mudança cultural exigida envolve esforço e
resistências a vários níveis;
4.A QUESTÃO DOS USUÁRIOS. O e-learning representa uma oportunidade para
personalizar a oferta formativa às necessidades de mobilidade e de tempo das pessoas
diverso. Trabalhando na integração e no equilíbrio entre formação em sala de aula e e-
o aprendizado segundo o modelo blended poderá atender diferentes públicos com
uma oferta mais personalizada. Ao mesmo tempo, se salvaguardarão as
preferências dos professores individuais em relação a um uso mais ou menos consistente do e-
aprendizagem.
5. A QUESTÃO DO VESTUÁRIO INSTITUCIONAL. Para ser difundido em larga escala o e-
o aprendizado deve ser imediatamente distinguível e reconhecível em sua aparência
institucional de professores e alunos. Um site comum (contenedor de um ou
possivelmente mais plataformas) a nível de faculdade ou de universidade poderia ser a
solução mais oportuna.
6.A QUESTÃO DA INOVAÇÃO. Especialmente no contexto tradicional italiano, a e-
aprendizagem será promovida como um momento de reflexão sobre as práticas em uso e como
ocasião para aproximar a formação das necessidades dos estudantes.
A pesquisa “e-Universidade” sobre a adoção do e-learning nas universidades italianas destaca alguns
fatores que incentivam a penetração da inovação (vantagens) e outros que a dificultam
(obstáculos).

VANTAGENS OSTACOLI

Uma política de ateneu explícita •O medo dos estudantes ao isolamento e


O boca a boca positivo entre os professores da solidão
O compromisso por parte dos diretores de A escassa consciência dos docentes
faculdade das potencialidades
A constituição de grupos de trabalho entreFalta de modelos a seguir
docentes Dificuldade de coordenação de horários e
A possibilidade para os docentes de utilizar tempos

82
teste na linha de avaliação •Ausência de incentivos monetários e de carreira
Falta de acompanhamento dos tutores
Dificuldade em contar as frequências
Medo da empobrecimento da relação
com os estudantes.

A algumas dessas lacunas pode suprir um centro de competência eficiente, que se encarregue de
preencher as lacunas de competências tecnológicas e didáticas na gestão das atividades de e-learning,
formando os docentes e apoiando-os na fase de planejamento e implementação. Os docentes
serão reassicurados em relação ao medo de perder seu papel e sobre a proteção da propriedade
intelectual dos conteúdos.
Por fim, na perspectiva do serviço oferecido aos estudantes, será necessário enfrentar o problema da
pluralidade de canais de acesso aos recursos disponibilizados online pela universidade: a partir da caixa de correio

eletrônica aos serviços administrativos (inscrição em exames, pagamento de taxas, etc.) do espaço web
pessoal ao e-learning. Sob esse ponto de vista, a oportunidade é fazer convergir todos os
atividade em uma única plataforma tecnológica à qual o aluno possa acessar através de um login
na perspectiva de um campus virtual integrado.

83
E-Learning: teoria e método
– IVUnidade Didática – Lição 3

O E-LEARNING NO MUNDO DO TRABALHO

No mundo da produção, a questão do e-learning é vivida de maneira bastante diferente do que


ocorre no setor da educação e formação. Antes de tudo, o público é mais maduro e mais velho,
portanto, o aprendizado para ser eficaz deve ser significativo e mais ligado à prática do
trabalho do dia a dia bem como ferramentas e métodos dos quais se percebe a aplicabilidade. Existem algumas
diferenças substanciais em relação ao e-learning entre grandes empresas, pequenas e médias empresas
(PMI) e administração pública (AP).

O e-learning na grande empresa


A grande empresa foi pioneira na introdução do e-learning dentro de suas próprias
estratégias formativas.
A formação online foi desde o início considerada uma alternativa barata em relação a
uma formação tradicional que prevê deslocamentos no território de grandes números de pessoas
com altíssimos custos de viagem e estadia, bem como custos adicionais relacionados à sua ausência do
posto de trabalho. Além disso, a disponibilidade imediata do e-learning, 24 horas por dia e em qualquer lugar que se esteja

trovi, em relação aos longos tempos para iniciar uma intervenção em sala, torna-o mais atraente para os
urgências formativas "de última hora", cada vez mais típicas em um ambiente econômico hiper-
competitivo.
Os primeiros estudos demonstraram que as principais razões que levam as grandes empresas a preferir o e-
aprendizado e formação tradicional são:

minimização dos custos de viagem e deslocamentos;


redução do tempo retirado do trabalho;
maior eficácia em termos de custos;
encontro com a necessidade de uma força de trabalho mais dispersa geograficamente;
possibilidade de oferecer programas de formação mais personalizados e personalizáveis.

84
Dentro das grandes empresas e dos grupos multinacionais, quem cuida do e-learning tipicamente
é o responsável pela formação e, em geral, o departamento de Gestão de Recursos
Umane. A medida da penetração do e-learning é dada pela porcentagem de fundos alocados a
iniciativas de e-learning sobre o total do orçamento para a formação, bem como sobre a percentagem dos
funcionários que utilizam o e-learning sobre o total da população da empresa
Tipicamente, as grandes empresas enfrentam a questão do e-learning por meio do desenvolvimento ou mais
frequentemente a adoção de uma plataforma comercial de Sistema de Gestão de Aprendizagem (LMS) ou

Sistema de Gestão de Conteúdo de Aprendizagem (LCMS), produtos originalmente concebidos para


partir das necessidades de uma grande empresa. As plataformas nascem, de fato, para conseguir gerenciar
o acesso simultâneo de um grande número de usuários, monitorar os acessos e a participação dos
usuários, propor conteúdos padronizados e reutilizáveis.
Na verdade, a plataforma representa apenas o recipiente e não resolve o problema de quais
conteúdos e atividades a propor, de que forma e através de que tipo de suporte por parte de formadores e
tutor.
De uma importante investigação sobre uma amostra de 183 grandes empresas manufatureiras operando em
A Austrália (Boulton, 2005) emerge que uma porcentagem próxima a 50% das grandes empresas se
afirma a fornecedores externos, empresas especialmente dedicadas a confeccionar pacotes de conteúdos
padrão para o e-learning. Os restantes 50% se dividem mais ou menos equitativamente entre quem desenvolve

internamente os conteúdos e quem se dirige a um fornecedor externo para um produto personalizado nos
necessidades próprias.

O e-learning é principalmente utilizado para:

o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas ao uso das TIC (pacote Office e


aplicativos mais avançados);
conhecimentos e competências relacionados a perfis profissionais específicos;

formação obrigatória por lei (por exemplo, sobre segurança nos locais de trabalho).
Uma boa parte das grandes empresas disponibiliza o e-learning através da sua intranet.
empresarial, na forma de cursos online em catálogo. Uma porcentagem próxima a 40% os oferece.
através do modelo blended, integrados em um projeto formativo que prevê também uma parte de sala de aula.
Apenas um quarto das grandes empresas objeto de estudo apresenta-se, no entanto, integrada de forma estável.

dentro da sua oferta de e-learning, soluções avançadas como videoconferências, streaming


áudio/vídeo ou sistemas de portfólio e mentoring on-line, uma porcentagem destinada a aumentar no
próximo futuro.
Em relação à avaliação da eficácia do e-learning, em muitos contextos adota-se o modelo de

85
Kirkpatrik (veja a terceira lição da terceira unidade didática do presente módulo).
Em um primeiro nível, a percepção e satisfação dos usuários é substancialmente positiva. Como para
a formação tradicional, no entanto, é muito difícil qualificar e quantificar possíveis aumentos
da performance de trabalho diretamente atribuíveis à altraninga na qual se participou; apesar de a
disponibilidade de fórmulas simples para seu cálculo, o retorno sobre o investimento e o custo de
O desenvolvimento médio por hora de contato online permanece em grande parte desconhecido. Este tipo

a incertezas tornam mais difícil promover a causa da e-learning dentro do contexto


empresarial, onde qualquer ação deve necessariamente levar a algum retorno
econômico para justificar ser empreendido. Nos contextos das empresas mais iluminadas, isso
o problema é, no entanto, reformulado e redimensionado, uma vez que se considera a formação
como um ativo (fonte de valor) que trará seus frutos a longo prazo, além do curto prazo.

O e-learning na pequena e média empresa


A diferença da grande empresa, o e-learning nas Pequenas e Médias Empresas (de 1 a 250 colaboradores)
encontra maiores dificuldades de implementação. Baixa consciência das potencialidades e pouco
a disponibilidade de dinheiro e de tempo representa os principais obstáculos que ainda mantêm as
PMI do mundo do e-learning. Além disso, a grande maioria das tecnologias, metodologias e
As estratégias para a formação online foram desenvolvidas pensando na grande empresa e, portanto, são
dificilmente transferíveis para contextos com especificidades e necessidades muito diferentes, como as das PME.
Deve-se abordar, antes de tudo, uma questão de natureza cultural, que diz respeito ao grau de importância
designado dentro da empresa para a formação, em geral; distinguir-se-ão as PME que operam
em setores maduros e que dependem de contratos fixos, de PMEs que, por sua vez, operam em setores de alto
taxa de inovação e que são solicitadas a se manterem constantemente atualizadas e competentes. Muitas vezes,
o forte orientamento à produção e a dinamicidade das atividades diárias, características
connaturadas nas PME, torna a percepção da formação como uma atividade secundária
importância, especialmente quando formal e proposta por um ente externo longe da vida real
da empresa. O que mais conta é a aprendizagem no trabalho, as estratégias pessoais
messe em prática diariamente no local de trabalho para resolver problemas contingentes e fazer andar
avante ao máximo a máquina produtiva.
Di fronte à necessidade de escolher como desenvolver os materiais formativos, encontra-se diante de dois
alternativa: prover a se mesmo (geralmente com a ajuda de um consultor) ao desenvolvimento, para
chegar a um produto potencialmente moldado às necessidades e linguagens concretas, mas com custos e
tempos de realização muitas vezes proibitivos: confiar em cursos pré-fabricados oferecidos por instituições externas (para

86
exemplo de associações de categoria) que em mais de um caso resultarão dispersivas e pouco significativas
para aqueles que participam.
Uma solução de compromisso e de valor pode ser a de constituir pequenos agrupamentos.
de empresas (por contiguidade de setor ou de posição dentro da cadeia de valor) para
compartilhar, a partir de uma necessidade formativa comum, custos de implementação bem como
conhecimentos e problemáticas semelhantes. Sob a direção de especialistas, será possível criar alguns portais
"de comunidade" onde as empresas encontrarão um programa de trabalho definido que inclua a
participação em sessões síncronas e assíncronas de comunicação através das quais é possível compartilhar
com as outras empresas conhecimentos pré-competitivos (não diferenciadores para a construção do valor
adicionado ao mercado). Dentro de cada rede de empresas, também será possível aproveitar um ou mais
empresários considerados pelas outras empresas um modelo a seguir ou um líder de opinião.

O e-learning na Administração Pública


A afirmação do e-learning nas PAs é muito mais lenta em comparação ao que acontece no grande
impresa. Na Itália, observam-se grandes variações em relação à penetração do e-learning entre os
Comunas e as Províncias, significativamente mais atrasadas em relação às Regiões e à Administração Pública central. Muitas vezes, o e-

o aprendizado é proposto mutuando os modelos adotados no contexto da grande empresa, e portanto


usando uma plataforma comercial e contando na maior parte dos casos com os mesmos fornecedores
e consultores externos. Portanto, recorre-se principalmente a curtas de catálogo, com pouca personalização dos
conteúdos e focando no desenvolvimento de competências transversais como as informáticas básicas e de
língua estrangeira (prevalente) mas também de comunicação, de contabilidade ordinária, de gestão
do escritório. O e-learning é, portanto, vivido quase exclusivamente como um produto e não em
chave estratégica de processo. Na abordagem de processo, o e-learning representa uma oportunidade para
reorganizar os processos formativos que possam estar mais estreitamente ligados aos objetivos de desenvolvimento

empresarial garantindo coerência entre os subsistemas de gestão de recursos humanos: avaliação dos
competências e resultados de trabalho, sistema de recompensa, percursos de carreira. O e-learning na
A maior parte dos casos é financiada com fundos próprios e direcionada a satisfazer as necessidades de formação de

dirigentes e técnicos antes de qualquer outra figura. Há uma fragmentação dos centros decisórios
em relação ao início e à gestão de um projeto de e-learning (geralmente entre a área de formação,
informática, comunicação e organização), que muitas vezes não facilita a promoção de um
programa compartilhado.
Para a afirmação do e-learning concorrem fatores de natureza política, tecnológica e cultural. Em
Em muitos casos, será necessário enfrentar a desconfiança, em alto nível, sobre a eficácia do instrumento.

87
(compreensível, mas não confirmada com base em pesquisa), a necessidade de uma maior capilaridade na
difusão da dotação informática, bem como resistências culturais à mudança por parte de
setores de pessoal pouco orientados e motivados para o crescimento. A solução adotada deverá
necessariamente mediar entre mudança e estabilidade, através de uma abordagem gradual. Não de
último, deve-se considerar que paralelamente ao uso da internet para a formação de seus
empregados, as PA podem encontrar na rede uma ferramenta importante para compartilhar entre si as
boas práticas, com o exemplo da televisão para a PA ([Link]). Outra interessante
A oportunidade é utilizar a Rede para oferecer externamente programas de formação para as
fasce mais desfavorecidas da população, uma oportunidade que as ONG não deixam escapar
populano a cada vez mais importante realidade do terceiro setor, em vez de algumas grandes empresas
através de programas de responsabilidade social corporativa. A esse respeito, uma experiência digna de nota é
a do Conselho Municipal (Comune) de Edimburgo (Escócia) que promoveu nas salas de informática
publique um curso multimídia interativo para educar os sem-teto sobre a gestão adequada do
orçamento diário.

oitenta e oito
E-Learning: teoria e método
– IVUnidade Didática – Lição 4

PERSPECTIVAS FUTURAS

Linhas de desenvolvimento: mercado e código aberto

O mercado global de e-learning, composto em sua maioria pela venda ou aluguel de algum
forma de plataforma, bem como os respectivos serviços/consultoria, apresenta algumas tendências de desenvolvimento:

Do lado da demanda:
aumento do uso de outsourcing por parte dos departamentos de formação ou recursos humanos;
•integração progressiva entre as plataformas.
Do lado da oferta:
•processos de aquisição, fusão especialização dos operadores;
•afirmação progressiva das soluções de Código Aberto.
Trata-se de linhas de desenvolvimento intimamente conectadas umas às outras.
Tomam forma paralelamente à afirmação de padrões para a produção e a entrega do e-
aprendizado, que por sua vez são um sintoma da maturidade do mercado. Superada a fase inicial de
alta “polverização” (tantas pequenas empresas com uma oferta “feita em casa”) este último se torna
maiormente concentrado nas mãos de grupos maiores.

Terceirização
O processo de terceirização (fazer com que uma empresa externa execute partes do trabalho em vez de fazê-las internamente)

internamente) é uma das soluções que as empresas de todos os setores implementam em resposta a
desafios da economia do conhecimento.
Em um contexto hiper competitivo onde é fundamental acelerar e inovar para sobreviver, tudo
aquilo que não representa o núcleo da produção do valor acrescentado é encomendado a
esterni, para se concentrar no que está fazendo melhor e não disperdiçar a energia. Essa tendência
não poupa o setor da formação e a sociedade ASTD (Sociedade Americana de Treinamento e
Desenvolvimento, 2005) prevê que a porcentagem do gasto em formação que será terceirizada é
destinada a crescer nos anos vindouros, com base nos 29% registrados em 2005.
A terceirização envolve todos os elos da cadeia de valor do e-learning: fornecimento de

89
conectividade, fornecimento de tecnologia habilitadora, fornecimento de conteúdos, fornecimento de serviços e
consultoria. Os modelos de negócios emergentes priorizam o acesso sobre a compra, seja através de pagamento por
use a conectividade e a tecnologia ou pague para ver os conteúdos.
Considere também que, no que diz respeito à montagem dos conteúdos multimídia ou
a prestação de alguns serviços simples, recorre-se cada vez mais ao outsourcing para empresas de
países em desenvolvimento (por exemplo, a Índia). A considerável economia de custos e a possibilidade de
colaborar à distância através da internet são os fatores de maior incentivo.

Integração entre as plataformas


O processo de integração não envolve apenas plataformas LMS e LCMS (com uma tendência de
substituição das primeiras pelas segundas por parte de quem adquiriu as primeiras) mas também as
plataformas de sala de aula virtual, em grande difusão. Graças a um processo de progressiva
flexibilização e abertura dos padrões (Comissão Europeia, 2005) a integração é destinada
a envolver outros tipos de aplicativos (por exemplo, simulações e jogos).
As empresas estão cada vez mais em busca de uma "superplataforma" na qual já estejam integrados todos os
funcionalidade, um ambiente que por sua vez se interfacia facilmente com o restante das aplicações
informáticas empresariais. A esse respeito, a Comissão Europeia (2005) considera promissoras as
chamadas smart suites, sistemas de informação que integram as aplicações para o e-learning e o
gestão do conhecimento com sistemas de planejamento das atividades de negócios.

Aquisições, fusões e especializações


De uma investigação encomendada pela União Europeia (Instituto Tecnológico Dinamarquês, 2005) surge
que se iniciou um processo que vê os grandes operadores do setor de e-learning adquirindo
minori ou fundir-se com outros, para ampliar ou completar seu leque de competências e de oferta
(integrando por exemplo uma plataforma de aula virtual a um LCMS). Paralelamente, novos
os atores vão ocupar mercados de nicho emergentes como os de jogos, simulações e
das plataformas de sala de aula virtual, mas também para desenvolver serviços e consultoria pagos para quem
decidir adotar soluções Open Source.

90
Código Aberto
Por Open Source entende-se o trabalho voluntário de uma comunidade aberta de programadores que,
através do acesso livre a um código fonte, desenvolve e melhora continuamente software
aplicativos disponíveis gratuitamente na Rede. As plataformas de e-learning Open Source estão acessíveis a todos
os efeitos em concorrência direta com as plataformas comerciais, especialmente nos setores
da educação e do ensino superior (escola e universidade). A ideia por trás das aplicações
Open Source é que o recurso informático seja progressivamente aperfeiçoado através do acesso
continuo de especialistas. A iniciativa OpenCourseWare do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)

A tecnologia de Boston abraça a expansão do conceito de Código Aberto aos conteúdos: através
Um site ([Link] está, de fato, à disposição gratuita de todos os usuários da Rede.
materiais e recursos relativos aos cursos do MIT, em nome da aperfeiçoabilidade dos mesmos através do
feedback dos próprios usuários. À primeira vista, pareceria que o movimento Open Source compreende
queda exclusivamente negativa no mercado de e-learning, mas não é assim. Em 2004, o Open
O Instituto Source ([Link]) estabeleceu que o software livre, quando montado com outros
software ou serviços para promover seu desenvolvimento, pode fazer parte de uma oferta
comercial, sem a obrigatoriedade da empresa que lucra destinar uma porcentagem do ganho
(royalty) à comunidade Open Source desenvolvedora. Foram então criadas as condições para o nascimento
de novas empresas (ou de novas linhas de negócios lançadas por empresas existentes) que integram um pedaço de
software Open Source em um aplicativo mais complexo; ou melhor, fornecem serviços de suporte ou
de consultoria na instalação e no correto uso de um Software de Código Aberto.
A filosofia Open Source é a base do fenômeno Peer to Peer (P2P), que permite aos usuários
da Rede para baixar um certo tipo de software para compartilhar com outros usuários alguns recursos
presentes no disco rígido do próprio computador. Do fenômeno da troca de arquivos musicais, o P2P se
é progressivamente alargado ao intercâmbio online de todo tipo de arquivo, de modo a se transformar em
canal informal de e-learning. O P2P também é utilizado para criar espaços de trabalho colaborativo
através de software como Groove ([Link]).
De uma forma ou de outra, todas as linhas de desenvolvimento descritas destacam o processo progressivo
da evolução da componente tecnológica que sustenta o e-learning em commodity, recurso agora
disponível em abundância a que o usuário tende a não associar mais valor agregado e a considerar
intercambiável. Cada vez mais, no entanto, o valor pelo qual se está disposto a pagar está associado a uma
componente de serviço e consultoria.
De qualquer forma, o bom andamento do mercado de e-learning está sujeito a algumas forças.
mercado) do qual não pode prescindir, entre outros:
uma economia em fase de expansão;

91
uma alta taxa de penetração da tecnologia;
a aceitação cultural do e-learning;
uma atenção ao valor da eficiência e do desempenho por parte das
organizações nas quais é adotado, bem como, para o setor público, uma propensão
todas as reformas organizacionais;

a correspondência do e-learning com os sistemas legislativos e regulamentos das nações e


dei contesti em que encontra aplicação.

92
E-Learning: teoria e método
– IVUnidade Didática – Lição 5

PERSPECTIVAS FUTURAS - PARTE DOIS -

Conteúdos e métodos
Além das novas aplicações tecnológicas destinadas a revolucionar o panorama do e-learning,
acreditamos que o futuro exige uma atenção cada vez maior a aspectos de conteúdo e
de método. Quais novas modalidades de apresentação/gestão dos conteúdos e quais métodos por trás
do e-learning emergirão?
No que diz respeito ao conteúdo, é possível identificar algumas linhas de desenvolvimento.

Inventar novos formatos


A margem criativa para a invenção de novos formatos de apresentação de conteúdos para o e-learning,
por exemplo, através da combinação dos existentes, é muito alto. Pense, por exemplo, em um
objeto de aprendizagem que contenha um link para uma pesquisa a ser feita na internet e para comunidades online

através do qual empreender atividades colaborativas. A interseção entre diferentes formatos favorecerá o
processo de contaminação multidisciplinar, habilitando a exploração das conexões entre
diferentes perspectivas e fontes informativas sobre um mesmo conteúdo.

Preencher de emoções o conteúdo


Associar um conteúdo a uma emoção facilita a memorização, além de reduzir a sensação
de fadiga no processo de aprendizado. Da mesma forma, a retenção da informação é
facilitada pelo uso de metáforas, anedotas e exemplos.
Frequentemente a emoção é gerada pela motivação da pessoa, caso contrário é possível "preencher
d'emozioni" os conteúdos através da estética (recorrendo por exemplo a soluções altamente
envolventes no que diz respeito ao gráfico e à multimídia) bem como através do jogo ou atividade que
preveem uma participação ativa do sujeito (por exemplo, as simulações).
Envolvimento emocional e gratificação sensorial podem ser particularmente adequados
para aqueles usuários (trabalhadores do conhecimento) que fazem uso extensivo do computador para sua própria

93
atividade de trabalho e desejam "desligar a tomada" através de atividades mais gratificantes e menos
exigentes a nível cognitivo.

Registrar e reutilizar
Entrar na perspectiva do e-learning significa gravar em áudio e vídeo tudo o que é gravável, para depois
propor novas maneiras de apresentar esse conteúdo online. Através de equipamentos profissionais ou
câmeras e microfones incorporados em dispositivos portáteis, cada oportunidade de formação, formal ou
informal que seja, pode ser facilmente registrada pela agência formativa que a propõe ou pela
pessoa que a vive.
O arquivo poderá ser enviado online, para reflexão ou aprofundamento pessoal ou para uma
sua riproposizione verso utenze diverse. Su internet potrà ser modificado e trabalhado de várias maneiras,
o incorporado em objetos de aprendizado, blog ou em outros formatos.

Gerar conteúdos
Através de blogs, wikis e outras ferramentas emergentes de comunicação síncrona e assíncrona, o processo
a geração de conteúdo não é mais uma prerrogativa exclusiva dos docentes. Os discentes têm
a oportunidade de desenvolver novos conteúdos originais mais contextualizados e
personalizados. Em muitos casos, tratar-se-á de formas mais ou menos complexas de conteúdos multi-autores.
Através deste tipo de textos, os alunos têm a possibilidade de formalizar conhecimentos,
transportando a um grau mais alto de significância uma série de informações das quais entraram em
posse em relação às aulas às quais participaram e ao estudo autónomo. Este tipo de
o trabalho poderá transformar em formativas as atividades que, de outra forma, para o sujeito teriam uma
valência exclusivamente informativa.
Como se quis destacar várias vezes, o e-learning não se esgota na veiculação ou na
construção de novos conteúdos, mas requer uma mudança substancial nos métodos de fazer,
conceber e viver como protagonistas a formação (motivação, iniciativa, curiosidade, interação).
uma sociedade da informação, em que a ênfase se desloca do aprender (learn) para aprender a aprender
(aprender a aprender), a importância de se dotar de um método envolve todos os setores de trabalho e
âmbitos de estudo e interesse. O mesmo sucesso de novos contextos formativos como o da
a comunidade de prática é explicada pela crescente importância do método duradouro sobre os conteúdos
destinados a envelhecer cada vez mais rápido, uma vez que as práticas são métodos antes.
ancora que de conteúdos de trabalho. Como construir um método sólido para enfrentar a

94
complexidade das oportunidades de formação e do mundo real, otimizando o potencial do e-
aprendizado e de todas as outras ocasiões de aprendizagem?
É antes de tudo necessário tornar-se responsáveis 'empreendedores' do seu próprio percurso de crescimento,
autonomia autodirigida, não mais à espera de alguém que nos diga o que devemos aprender e
como devemos fazer isso. Viu-se como este componente é ainda mais importante quando se tem
o que fazer com o e-learning que não com outras oportunidades de formação.
Os indivíduos, assim como as organizações, são portanto chamados a aprender a tomar autonomamente as
decisões relativas ao próprio aprendizado. Nessa perspectiva, às escolas e às outras agências
formativa cabe o papel de educar as pessoas a se responsabilizarem pela sua autoformação,
fornecendo-lhes apoio através de conselheiros profissionais de orientação, bem como,
promovendo uma transformação gradual da figura do docente e do formador de
transmissor de conteúdo" transformador de método".
A ênfase no método traz uma progressiva centralidade da componente metacognitiva.
da aprendizagem: é indispensável reconhecer cada oportunidade ou momento da aprendizagem em
quanto tali, para tomar consciência, refletir sobre isso e sistematizar o conhecimento gerado.
Também como antídoto a uma situação de excesso de informação, onde o risco paradoxal é
aquilo que (justamente por ser assim) a abundância passe despercebida.
Nesse sentido, as TIC não vêm em socorro exclusivamente como ferramentas para a redação de textos e
as gravações de áudio e vídeo, mas também através de ferramentas avançadas para a visualização e a
estruturação do conhecimento como os mapas conceituais.
Em definitiva, ter um método equivale a saber se desviar da complexidade do mundo externo,
portando a síntese o aprendizado formal e informal, curricular e extracurricular, teórico e
prático. Através de um método próprio, é possível reconhecer a dimensão ecológica (e
portanto conectada) das diferentes ocasiões de formação.
Trata-se de um método cada vez mais voltado para reconhecer e resolver problemas complexos (multi
sfaccettati) do mundo de todos os dias e do que está por vir (portanto, problemas significativos),
reconciliando teoria e prática e servindo-se, de vez em quando, do mix das perspectivas disciplinares mais
utili. Sob esse ponto de vista, aprender significa compor a rede, aquela composta por
informações, pessoas e perspectivas na origem dos problemas e dos fenômenos complexos. Neste
caso, o e-learning que conta mais não tem a ver com as coisas que se fazem online, mas com quem e
a que se conecta.

95
E-Learning: teoria e método
– IVUnidade Didática – Lição 6

RISKS AND CRITICISMS OF E-LEARNING (AND THE DIGITAL WORLD)

O e-learning traz grandes oportunidades, mas também alguns riscos que, de muitas maneiras,
representam o outro lado da mesma moeda.
É assim que flexibilidade, velocidade de acesso, personalização e abundância de informação se
tramutano de elementos positivos em negativos ou de qualquer forma com um impacto ainda não suficientemente

compreendido a nível científico.


Para mantê-los sob controle, é necessário estar bem ciente deles. Muitas vezes, são eludidos por uma leitura
accecata por um excesso de entusiasmo em relação às oportunidades oferecidas pelo e-learning, estou
estritamente correlacionados entre si e devem ser relacionados ao uso da internet e das tecnologias
digital em geral, além do e-learning em sentido estrito.
Estar ciente não deve, com certeza, significar negar as extraordinárias oportunidades oferecidas.
da Rede, mas simplesmente saber que a internet, o e-learning e as tecnologias digitais podem e se
devem utilizar melhor do que muitas vezes não se faz.

Velocidade e fragmentação
A primeira coisa que se nota em um jovem que cresceu com as tecnologias digitais é a velocidade com que
acede a todas as informações e procede na gestão simultânea de múltiplas tarefas, no computador como
no seu próprio telefone. Avançando horizontalmente através de saltos e conexões entre atividades diferentes,
a pessoa desenvolve novas dinâmicas cognitivas em resposta aos ritmos do computador, com o risco de
desabituar-se à reflexão calma e aprofundada e acabar por permanecer na superfície. Muitas pessoas
tendem a imprimir os materiais relacionados a módulos hipermedia ou multimídia de e-learning, não apenas
porque a leitura em papel é mais fácil e rápida em comparação à leitura na tela, mas também porque a
A carta parece ser mais adequada aos ritmos naturais de acesso e gestão da informação e da carga
cognitivo. Ao contrário, através da abordagem multitarefa em uma tela onde cada atividade é
continuamente interrompida por outras, ganha-se em velocidade, mas corre-se o risco de desenvolver
comportamentos esquizofrênicos possivelmente fonte de estresse e de uma diminuição na capacidade de
concentração.

96
Dispersividade
Se a abundância quase infinita de informação na web representa a sua mais extraordinária
risorsa, isso implica o risco de dispersividade. Deixar-se levar pela navegação pode implicar
que se termine fora de curso desperdiçando tempo, atenção e recursos cognitivos em atividades sem dúvida
agradáveis, mas que fogem da formação ou, de qualquer forma, do objetivo inicial (estou procurando uma)
coisa e me ponho a assistir, ler ou "seguir" outra). Da mesma forma, o excesso de opções
interativas nos módulos de e-learning podem levar à desorientação entre as informações, com dificuldade em
compreender quais são os objetivos didáticos. Ao contrário, para aqueles que enfrentam o módulo
hipertextualmente linearmente e sequencialmente (ou seja, sem clicar nas palavras que constituem alguns
link), os benefícios relacionados à nova organização da informação perdem-se.
Outra fonte de dispersividade é possivelmente representada pelos componentes visuais/dinâmicos, que
catalizam a atenção em medida muito maior do que os textos, especialmente em uma sociedade
mediaticamente dominada pela televisão. É assim que nos módulos de e-learning e nas páginas web
multimídia, aspectos formais e complementares poderiam sobrepujar os aspectos
substanciais.

McDonaldização e balcanização
O saber de ter ao alcance uma qualquer recurso informativo implica um eventual risco.
desenvolver uma abordagem utilitarista e do tipo "morde e foge" à sua autoformação.
A organização eficientista dos conteúdos no modelo de objetos de aprendizagem e as possibilidades de
personalização do percurso, quando propostas como única solução ou levadas ao extremo,
correm o risco de seguir o modelo do self-service (daí o termo McDonaldização), certamente
prático, mas limitante em uma perspectiva de visão geral dos conteúdos e do processo. Além disso, o poder
na mão da pessoa para escolher a qualquer momento o que aprofundar, a partir de suas próprias
objetivos e interesses, implica que aquilo que a pessoa não considera útil e digno em um
determinado momento seja eliminado do leque de oportunidades consideradas.
Portando esta lógica aos extremos, cada um acaba por se consolidar e de alguma forma se isolar em um
próprio individuale universo de conhecimento e de referências (daí o termo Balcanização,
Sustein, 2002), com repercussões ainda pouco conhecidas quanto à capacidade de relativizar o próprio
ponto de vista, de apreciar a variedade e de desenvolver o senso da coletividade.

97
Copiar e colar
O fenômeno do copiar e colar é universalmente conhecido por todos os usuários da Rede: em vez de
preparar um produto informativo/formativo do zero, faz-se através de uma cópia parcial ou total
de um ou mais documentos de terceiros obtidos na internet. O fenômeno afeta todos os passos do
processo formativo tradicional: os docentes utilizam copiar e colar para preparar os slides da
aula ou preparar os materiais de formação, assim como os alunos para elaborar uma
apresentação ou tese. Utilizar este sistema não significa necessariamente prejudicar a
qualidade do produto, mas na ausência de reestruturação elabora-se um documento que não é
personalizado às necessidades do seu público e possivelmente não se aproveita dos pontos fortes do
próprio abordagem ao conteúdo ou em um contexto bem definido. Deve-se também ter em mente
che, quando não se cita a fonte, está-se procedendo ilegalmente, através de uma manifesta violação
da normativa sobre a proteção da propriedade intelectual. Se considerado a nível agregado, o
o fenômeno vai reforçar a tendência do "self-service", promovendo dinâmicas de convergência
em vez de divergência de perspectivas e, possivelmente e paradoxalmente, o amadurecimento de
uma abordagem cautelosa ao próprio desenvolvimento mais profundo (se já existe tudo na internet, para que
serve investir na formação?).
É assim que os efeitos extraordinários da internet são, ainda que de forma limitada, contrabalançados.
a diversificação das fontes de informação e à personalização dos conteúdos. Embora se possa
obietar que a originalidade vem exatamente da montagem de conteúdos provenientes de fontes diferentes,
e che de um artesanato de produto esteja se movendo em direção a um artesanato do bricolagem.

Dependência e isolamento social


No mundo acadêmico, o debate sobre a possibilidade de que o uso extensivo do computador e de
A internet leva ao isolamento social e é muito acesa. Dividindo o público entre "apocalípticos" e
“integrati” assumem frequentemente tons radicais e ideológicos que não ajudam a compreender a natureza e a
abrangência do fenômeno.
Também devido à variedade de perspectivas e às tipologias de pessoas envolvidas, a pesquisa não tem
ainda produz resultados satisfatórios, e se é verdade que passar muito tempo na internet priva o
sujeito de momentos de socialização cara a cara é igualmente verdadeiro que através da interação
online criam novas oportunidades para depois se encontrarem pessoalmente.
Parece, em vez disso, comprovado por evidências empíricas o risco de dependência de internet para quem
fa um uso pesado, especialmente no que diz respeito a ferramentas de comunicação como
chat o e-mail.

98
Uma objeção ao uso extensivo do e-learning é, portanto, a de aqueles que afirmam que o
computador e os meios digitais em geral já são utilizados demais para toda uma série de outras atividades,
na internet e não, objeção que não está destinada a desaparecer quando o e-learning chegar em plenitude
título sobre a televisão de casa (também chamado de t-learning) e sobre o telefone celular.

Sobrecarga cognitiva e informativa


A integração do e-learning dentro de um currículo formativo é uma operação complexa.
O resultado pode ser que os alunos acabem percebendo uma sobrecarga de trabalho e uma
falta de coerência entre os diferentes tipos de materiais propostos e entre atividades em sala de aula e atividades online.

O sobrecarga pode ser percebido também a nível das unidades formativas multimídia: o uso
um conjunto de imagens estáticas, textos, materiais audiovisuais e gráficos é muito desafiador a nível
cognitivo, uma vez que mais canais perceptivos são utilizados ao mesmo tempo. Não
por último, a sobrecarga pode vir da gestão multitarefa dos próprios documentos de trabalho,
das navegações na internet e das gestões de e-mails. Todas as diferentes formas de sobrecarga
os bloqueios cognitivos são um obstáculo para a ativação de dinâmicas profundas de aprendizado.
Sono, de fato, fonte de estresse para as pessoas que diminuem a capacidade de concentração e
tendem a implementar inconscientemente estratégias de seleção da informação.

Desincentivo à memorização
Antes do nascimento dos primeiros papiros, o conhecimento precisava ser transmitido oralmente para não ser
persa para sempre. Hoje, a internet e as tecnologias digitais fornecem às pessoas múltiplas
oportunidades para registrar a qualquer momento e para seu futuro reaproveitamento, quantidades praticamente infinitas de

documentos textuais, imagens, áudio e vídeo. Qual é, portanto, a necessidade de se esforçar em memorizar
uma informação se há a possibilidade de encontrá-la na internet?
O risco é, portanto, que se viva sim um contexto extremamente diversificado de oportunidades
informativo e formativo, mas que se enfrente com mais superficialidade, na consciência de que
quando aqueles conteúdos realmente forem necessários, será fácil recuperá-los.

99
Perda da componente de fisicalidade
O maior limite do e-learning em relação à formação presencial é evidentemente a perda
da componente de fisicalidade na relação formativa. Os conteúdos de uma aula presencial se
completam e contextualizam através da proximidade física com os seus pares e com o docente; um
livro se impugna e odora, acabando por pertencer à pessoa uma vez que fisicamente único e em
quanto destinado a permanecer no tempo e a ser folheado nas livrarias. Ao contrário, por sua
natura, a informação digital é asséptica, não se toca e não se cheira, é apagada assim como
memorizada e está destinada a ser mais transitória. Neste caso, mais do que a um risco, está-se
diante de um limite intrínseco ao e-learning, uma razão a mais para promover a sobrevivência dos
mídias antigas e modelos formativos tradicionais, paralelamente ao avanço das novas mídias e dos
novos modelos.

Sconfinamento ao saber ser


A flexibilidade e a riqueza de possibilidades oferecidas pelo e-learning podem induzir à tentação
quem o promove a estendê-lo a áreas de formação para as quais se mostra pouco apropriado. Mesmo que
provavelmente poucos desejariam que a formação das professoras de jardim de infância ou a educação
a física passasse exclusivamente por esses instrumentos, o risco existe, especialmente na
medida em que se subestima a importância da componente de proximidade física para o desenvolvimento de
algumas competências importantes. Em geral, trata-se da esfera do saber ser e do saber
comportar-se.

Moda
Quando qualquer coisa é promovida e aceita como "moda", a capacidade diminui.
de análise crítica e a conscientização das implicações da intervenção que está sendo implementada.
Toda moda prevê uma evolução através de vários estágios:
uma fase inicial de entusiasmo incondicional;
uma fase de desilusão;
uma fase de subavaliação das oportunidades.
Uma vez superado este processo, uma inovação atinge o estágio de maturidade, é plenamente
institucionalizado e não se percebe mais como de importância secundária.

100
BIBLIOGRAPHY

ANDERSON, T. ELLOUMI, F. Teoria e prática de em aprendizado de linha

[Link]/livro_online, Universidade Athabasca, 2004, ISBN: 0-919737-59-5

DELFIORE, F., MARTINOTTI, G., E-learning, McGraw-Hill, Milão, 2006

NETGRAFIA
[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

101

Você também pode gostar