Avaliação da Exposição ao Ruído em Indústrias
Avaliação da Exposição ao Ruído em Indústrias
VAL
A
IÇÃO
DA
EXPOS
Ç
IÃO
ARUIDO
OBJETIVO
MATERIAL
Recomenda-se que a resolução do exercício seja feita em grupos reduzidos com uma apresentação em
comum posterior que será aproveitado para expor, além da solução numérica do exercício,
as ações preventivas a serem aplicadas de acordo com o resultado.
Pode-se optar indistintamente por resolver todo o exercício de uma vez, ou por partes, à medida que
vá avançando a explicação dos conceitos teóricos implicados em cada parte do exercício. Em
qualquer caso o desenvolvimento consistirá em entregar o enunciado do exercício (total ou parcial) aos
alunos e pedir que avaliem a exposição ao ruído e que façam uma lista das ações
preventivas a adotar com base no conteúdo da transparência [Link].28.
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A
VAL
A
IÇÃO
DA
EXPOS
Ç
IÃO
AO
RU
DÍO
Em outro posto de trabalho nas linhas de montagem, um trabalhador ocupa sua jornada em várias
atividades em lugares com diferentes níveis de som:
• Movimentação de materiais entre as linhas 5 h/dia. Nível sonoro 84 dBA
• Rondas de revisão dos compressores 1 h/dia. Nível sonoro 98 dBA
• Rondas pela sala de caldeiras 1 h/dia. Nível sonoro 92 dBA
• Trabalhos variados no armazém 1 h/dia. Nível sonoro 78 dBA
• Períodos de descanso 20 min./dia. Nível sonoro 75 dBA
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Para a medida da exposição ao ruído na oficina de prensas, optou-se por medir o nível
equivalente durante 3 horas, sem incluir nenhuma pausa no período de medição, com um
dosímetro que além tem detector de picos. O resultado é:
• Nível equivalente 93 dBA.
• Nível de pico máximo detectado 135 dB.
1 92 135
2 89 136
3 94 130
4 96 137
6 87 125
7 89 132
8 93 131
9 93 142
10 88 125
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4. EXERCÍCIOS ADICIONAIS
NPA (dB) 84 81 73 79 81 80 79 72
Atenuação
2.0 2.4 8,5 13.6 20.6 26,2 30,6 25,4
do protetor
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SOLUÇÃO AO EXERCÍCIO
A
VAL
A
IÇÃO
DA
EXPOS
Ç
IÃO
AO
RU
DÍO
1. LINHA DE MONTAGEM
No posto de trabalho fixo na linha de montagem, é aceitável usar como dado para
calcular o NRDE o valor do nível sonoro medido com um sonômetro, uma vez que é constante em
ao longo de toda a jornada e a diferença entre os valores máximo e mínimo é menor que
5 dBA.
Tomaremos como nível sonoro a média dos valores máximo e mínimo, isto é:
NPA = 86 dBA.
Uma vez que a exposição não é de 8 horas diárias, para o cálculo do NRDE aplicaremos a
relação:
NRDE = NPA + 10 log (Texp/8) = 86 +10 log (7,75/8) = 86-0,1 = 85,9 dBA
Uma vez que o NRDE supera 85 dBA sem chegar a 90 dBA, o plano de medidas deve incluir, por
o menos:
• Na medida do possível, reduzir o nível de ruído ou o tempo de exposição.
• Exame audiométrico dos trabalhadores ao ingressar no posto de trabalho, dois meses
depois da entrada e periodicamente a cada três anos. Arquivo de resultados durante
30 anos.
• Repetir a avaliação ambiental anualmente. Arquivar os resultados durante 30 anos.
Informar os trabalhadores sobre a exposição e o risco.
• Informar os trabalhadores sobre os resultados dos controles audiométricos.
Fornecer protetores pessoais aos trabalhadores expostos.
No local de trabalho não fixo da linha de montagem, também é aceitável calcular o NRDE
a partir de valores de nível sonoro obtidos com um sonômetro, uma vez que a exposição diária
pode ser dividido em períodos de duração conhecida, em cada um dos quais o nível sonoro
é constante.
a) Cálculo direto
TMax = 8 · 10^(90-NPA/10)
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Período NPA TMax T exposição Dosagem
1 84 32 5 0,16
2 98 1.27 1 0,79
3 92 5.1 1 0,20
Uma vez que o NRDE supera 90 dBA, o programa de prevenção neste local de trabalho
deverá incluir pelo menos:
• Um programa de medidas técnicas de redução do ruído. Por exemplo, incluir em os
planos de investimentos a substituição dos compressores por outros menos ruidosos, ou
prever a instalação de cabines insonorizadas, ou acondicionar o local de compressores
para que seja menos barulhento.
• Sinalização do posto de trabalho com indicação da obrigatoriedade do uso de
proteções pessoais, que neste caso afetaria a sala de compressores e a
de caldeiras uma vez que são os lugares onde há um nível sonoro mais elevado
• Restrição de acesso a esses locais apenas ao pessoal mínimo necessário.
• Exame audiométrico dos trabalhadores na entrada, dois meses após a entrada
e periodicamente a cada ano. Arquivo de resultados durante 30 anos.
• Repetir a avaliação ambiental anualmente. Arquivar os resultados durante 30 anos.
Informar os trabalhadores sobre a exposição e o risco.
• Informar os trabalhadores sobre os resultados dos controles audiométricos.
2. OFICINA DE PRENSAS
A medição realizada durante um período representativo (no nosso caso, três horas) com
um dosímetro que além de registrar o nível máximo de pico é o procedimento reglamentar
tário.
Uma vez que durante o período de medição as pausas foram excluídas, é necessário considerar o
tempo diário real de exposição ao ruído para determinar o NRDE
NRDE = Nível Equiv. + 10 log (Texp/8) = 93 + 10 log (7,5/8) = 93-0,1 = 92,9 dBA
Uma vez que o NRDE ultrapassa 90 dBA, o programa de prevenção na oficina de prensas
deverá incluir pelo menos:
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• Restrição de acesso ao atelier ao pessoal mínimo necessário.
• Exame audiométrico dos trabalhadores ao ingressar no posto de trabalho, dois meses
depois da admissão e periodicamente a cada ano. Arquivo de resultados durante 30
anos.
• Repetir a avaliação ambiental anualmente. Arquivar resultados durante 30 anos.
Informar os trabalhadores sobre a exposição e o risco.
Informar aos trabalhadores sobre os resultados dos controles audiométricos.
É importante ressaltar que o programa preventivo seria o mesmo se o nível de pico superasse 140.
dB, embora o NRDE fosse inferior a 90 dBA
3. OFICINA DE MANUTENÇÃO
Por se tratar de níveis sonoros variáveis, o único procedimento admitido pelo RD 1316/
89 é a medida do nível equivalente com um sonômetro integrador (ou um dosímetro) do tipo
2 a 1 de acordo com a norma CEI 804, escolhendo um tempo de medição que seja representativo. Em
situações em que o nível de ruído é muito variável, este período deve abranger toda a jornada
tal como ocorre neste caso. Além disso, como o período de medição inclui todo o dia,
a leitura do sonômetro integrador ou do dosímetro é o valor do NRDE sem que seja
não é necessário realizar nenhum cálculo adicional.
A medição deve ser em todos os postos de trabalho (10 pessoas), no entanto, se todos
eles são equivalentes, é admissível realizar a medição em um número menor de trabalho
res (escolhidos aleatoriamente) e aplicar técnicas estatísticas para determinar a exposição.
Ao existir ruídos de impacto, é necessário medir também o nível de pico dos impactos para
verifique se não ultrapassa o limite de 140 dB de pico.
Por tratar-se de trabalhos equivalentes, uma estimativa do NRDE de todos os trabalhadores é
a média dos NRDE obtidos, isto é NRDE médio: 90,9 dBA.
É importante ressaltar que a validade dessa conclusão se baseia no fato de que os trabalhos desenvolvidos
por todos os trabalhadores são equivalentes, ou seja, que a diferença entre o trabalhador nº4
(Máximo NRDE) e o nº 6 (Mínimo NRDE) no dia em que a medição foi realizada é devido
al azar e é perfeitamente possível encontrar em outro dia resultados individuais distintos,
embora mantendo o mesmo valor médio.
Se o análise das tarefas realizadas por cada trabalhador mostra que são diferentes, não é
não é correto tomar a média como indicador da exposição do conjunto, mas sim deve-se
considerar como postos de trabalho distintos e avaliá-los separadamente.
NPA (dB) 84,0 81.0 73,0 79,0 81.0 80,0 79,0 72,0
NPA corrigido 57,8 64,9 64.4 75,8 81,0 81,2 80,0 70,9
A soma logarítmica da última linha será o NPA em dBA. NPA = 10 log [∑10^(Li/10)] = 86.0 dBA
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Uma vez conhecido o NPA devido à máquina, ao colocar a máquina na oficina, o nível
sonoro será a soma do ruído produzido pela máquina mais o nível sonoro já existente em
esse ponto. Logicamente a soma deve ser feita pelo procedimento habitual de somar
níveis sonoros, isto é:
Conclusão: Embora a máquina em si mesma não seja muito barulhenta, é previsível que ao instalar a
no ponto escolhido do ateliê, o nível sonoro seja muito próximo, ou ultrapasse, os 90 dBA e em
consequência se deva implantar um programa de prevenção importante. É aconselhável
buscar outra máquina menos barulhenta, (ou diminuir o ruído existente na oficina), para isso
buscamos uma máquina cujo nível sonoro adicionado aos 87 dBA já existentes não ultrapasse
o valor total de 88 dBA (assim teremos 2 dBA de margem). Isso significa que o Ruído
gerado pela máquina sozinha deve ser inferior à diferença de 88 e 87 dBA
Nivel máquina < 10 log [10^(88/10) - 10^(87/10)] = 10 log (1.3 10^8) = 81 dBA
Nivel resultante 96,0 98,6 92,5 81,4 72,4 64,8 48.4 49,6
NPA corrigido 69.8 82,5 83,9 78,2 72,4 66,0 49,4 48,5
A soma logarítmica da última linha será o nível sonoro percebido em dBA, que resulta ser
de 87,1 dBA.
O resultado, embora correto, já que o nível percebido é inferior a 90 dBA, pode ser melhorado se
se busca um protetor que tenha uma atenuação maior em frequências baixas, em particular a
250 e 500 Hz.
O objetivo ideal seria utilizar um protetor cujo uso levasse a um nível percebido inferior a
80 dBA.