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Amorfino: Diálogos Cômicos e Dança Folclórica

O documento apresenta uma série de diálogos poéticos chamados 'amorfino', onde homens e mulheres trocam versos que expressam amor, humor e críticas sociais. Cada 'amorfino' reflete a cultura montubia, abordando temas como riqueza, relacionamentos e a dinâmica entre os gêneros. Além disso, o texto inclui instruções para uma dança folclórica, detalhando os passos e a formação dos dançarinos.

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Amorfino: Diálogos Cômicos e Dança Folclórica

O documento apresenta uma série de diálogos poéticos chamados 'amorfino', onde homens e mulheres trocam versos que expressam amor, humor e críticas sociais. Cada 'amorfino' reflete a cultura montubia, abordando temas como riqueza, relacionamentos e a dinâmica entre os gêneros. Além disso, o texto inclui instruções para uma dança folclórica, detalhando os passos e a formação dos dançarinos.

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Amorfino 1

Mulher: Eu sou rica como o coco / saborosa como o encocado / o homem que a mim
me prova / se não fica louco fica desmaiado
Homem: Eu sou a casca de coco / e também a de raspar / eu sou o marido
teu / e também da sua mãe
Amorfino 2
Mulher: Eu sou a pólvora negra / revolta com dinamite / quando você se mete em mim
bed
Homem: Eu sou a pólvora negra / misturada com dinamite / eu me livro do maldito
nome / se eu não fizer avó da sua mamãe
Amorfino 3
Mulher: Lá em cima daquela colina / há um pau de tamaré / tire isso
calção / que o carregas há mais de um mês
Homem: Lá em cima daquela colina / suspirava uma porca / e em um suspiro
dizia / vai se pentear, machona
Amorfino 4
Mulher: Eu sou rica como o coco / saborosa como o amendoim / de joelhos você terá
que vir / por esta que tenho aqui
Homem: Você diz que vai embora / apimentado como a pimenta / você tem que
regressar / por este que te alimenta
Amorfino 5
Homem: Eu sou o tigre pintado / das pintas miudinhas / eu sou aquele que me
me apaixono / pelas mulheres bonitas
Mulher: Se você quer sair comigo / vá tomar banho no Chimborazo / para que não
digam minhas amigas / que você cheira a urubu
Amorfino 6
Mulher: Você para me querer / deve contar com dinheiro / que galo de poucas
plumas / eu não quero no meu galinheiro.
Homem: Eu não tenho dinheiro / nem tenho um carro / mas tenho um brinquedinho / para
que jogues a noite toda
Mulher: Eu não tenho dinheiro / nem tenho casa de telha / mas tenho uma coisinha / que quase
morto te deixa
Amorfino 7
Homem: Senhorita, eu sou pobre / pobre, mas generoso / como um osso
pelao / pelao mas saboroso
Mulher: Esses rapazes de agora / têm muitas pretensões / e ainda não sabem
amarrar as calças
Homem: Eu os tenho bem apertados / com uma tira de beta / para que sirvam de respeito
/ a toda mulher coquete.
Mulher: Coquetas são aquelas / que cedem / eu não sou uma delas
gasta / pólvora em gallinazo.
Homem: Eu também não gasto pólvora / em um pássaro tiznado / pois só uma
Mariposa / vai caçando o Colorao.
Mulher: Colorados são os mameyes / quando estão recém colhidos / mas de cem
não há um / que não saia empedernido.
HOMEM: Empedernidas há muitas / que andam torcendo o focinho / mas se o
galán se ajuye / lloram a moco tendido.
Mulher: Eu sou uma Magdalena / e me chamam de chorona / mas choro pelos ¿(/#/(%
$ / quando pico a cebola.
Homem: Eu não sei picar cebola / mas juro pela cruz / que suas roupinhas e a
mía / as guardará meu baú.
Mulher: Juro por São Jacinto / que antes de fazer tal loucura / hei de ver voar
um boi / e acabar com a ditadura.
Homem: Desde que te vi vir / disse ao meu coração / que bonita pedrinha / pra
me derrubar.
Mulher: Se você quer que eu te queira / se encha de alecrim / para que isso te passe
o mal baixou / dos teus amores primeiros.
Amorfino 8
Homem: Se eu tivesse uma pena de ouro / compraria papel de prata / para te escrever uma
carta / que um anjo te a levará
Mulher: Não quero coisas com dono / coisas que vão embora amanhã / quero coisas que
me duren / anos, meses e semanas
Amorfino 9
Homem: Sou montubio amorfinero / da fazenda Clementina / e sou o galo
que canta / a todas as galinhas.
Mulher: Eu sou a menina Engracia / da fazendo Bom Descanso / o homem que a
mí me queira / terá que ir passo a passo.
Homem: O que aconteceu com Engracia eu acredito / o resto teremos que ver / a Deus peço ao
água de coco / e desse coco eu já vou beber.
Mulher: Pois sedento deves morrer / a mim ninguém me governa / quatro beijos em
a boca / e sobre isso você se engana.
Amorfino 10
Homem: As mulheres deste tempo / são como o escorpião / meio veem um
homem sem dinheiro / levantam a cauda e vão.
Mulher: Eu sou a metade da laranja / eu sou a laranja inteira / eu sou um botão de
rosas / mas não para qualquer um
Amorfino 11
Homem: Se eu canto o amorfino / não o faço por afição / canto porque sou
montubio / e eu levo no coração
Mulher: Já que você é um cantor / que canta com arrebatamento / agora quero que me
Quantos pelos tem um gato?
Homem: A pergunta que você me fez / me deixa meio confuso / os cabelos
que tem um gato / são os que Deus lhe pôs.
Mulher: Certo que você é cantor / E que canta a cavalo / Gostaria que você me
Quantas penas tem o galo?
Homem: Você diz que é poética / que vive por poesia / eu quero que você me
Quantas horas tem o dia?
Amorfino 12
Homem: Embora você me veja pequenininho / não me considere um ovo de pato / porque te
você vai encontrar / com a forma do seu sapato.
Mulher: Não fique me incomodando / que não sou porca parida / eu não ando por
engordar / sino por passar a vida.
Homem: Eu gostaria de ser o sapato / daquele, do seu pé macio / para ver de quando em
quando / o que o seu sapato vê.
Mulher: O meu sapato desfez-se / como vou costurá-lo? / com a ponta do teu
língua / para que não fales o que não é
Amorfino 13
Homem: Todos os homens têm / no peito a alegria / e duas polegadas a mais
abaixo / o canhão de artilharia
Mulher: Todas as mulheres têm / no umbigo uma penacho / e duas quartas a mais
abaixo / a fábrica de fazer meninos
Amorfino 14
Homem: Já saiu a galinha / para começar a cacarejar / você fecha o bico / e
suba para cozinhar
Mulher: Se você me mandou cozinhar / que não quer me ver / porque eu sou a
Vicenta / uma mulher bravia
Amorfino 15
Homem: Bravio é o tigre / que passeia pela montanha / e eu não tenho lhe
medo / a uma gatinha do seu tamanho
Mulher: Este porte que eu tenho / é o que Deus me deu / mas com este
cuerpecito / alguns desmaiaram
Homem: Desmaiar-me é impossível / eu estou bem alimentado / em questões
de amor / sou o mais recomendado
Amorfino 16
Mulher: Meu chiquirringo / não se faça desprezar / melhor diga a sua mãe / que te
acabei de criar
Homem: Meu pai me disse / como uma salada / se você não me cria / que eu me
criei uma casa
Mulher: Eu não quero um homem / que não saiba seu dever / eu quero um homem
que saiba / manter uma mulher.
Amorfino 17
Homem: Abre meu peito e registra / até o último canto / e verás que a ti
solita / eu te tenho no meu coração
Mulher: Esse verso eu gostei / cantado com yapa e pesuña / eu vou
contigo / embora minha mãe me crave as unhas
As mulheres montubias aproveitam sua sagacidade para transmitir indiretas, bem diretas, a
seus homens.
1. O amor do homem pobre / é como o pintinho anão / que ao pular não
alcançar / se passa o ano todo.
2. Já te conheço, cholito / que te faz de apaixonado / andando de porta em
porta
3. Os homens dizem que me amam / isso é mentira caramba / o que querem é
foder / da cintura para baixo.
4. Ontem passei pela sua casa / você estava comendo galo / os dentes re
resonavam / como freios de cavalo.
5. Os jovens deste tempo / são como o abacaxi maduro / quando são pedidos
doria / les dá frio de calentura.
6. Os jovens deste tempo / são como a palha do arroz / mal servem para o arroz / e
não dá para a manteiga.
7. Os jovens deste tempo / são de pura tentação / metem a mão no bolso / e
a sacam sempre vazia.
8. Os jovens da minha aldeia / já querem se casar / só para comer / ricos cuyes
asados.
9. Amores você terá / como verdolaga na praia / mas nunca terá / uma
negra desta tamanho.
Os homens montubios soltam sua astúcia quando se trata de conquistar as moças.
trata
1. Anoche te lo pedí / E você não quis me dar / tomara que oxide / e você não o volte a dar
a usar.
2. Os te me estás regando / como verdolaga em praia / eu te vou a recolher / como
peixe na atarraya.
3. As mulheres deste tempo / só querem por interesse / se o burro tivesse
plata / também o soubessem querer.
4. Lá em cima, naquela colina / há uma porca prenha / toda vez que subo e desço / se
Parece a minha cunhada.
5. Esta rua, para cima / vou mandar calçar / para que passe seu
mother-in-law / dressed as a soldier.
6. Lá em cima naquele morro / há uma árvore de algarrobo / onde eu amarro meu
cavalo / e a sua irmã eu a roubo.
7. As mulheres deste tempo / são como o limão podre / mal têm quinze
anos / já pensam em marido.
8. As meninas deste tempo / são como a naranjilla / Não se conformam com
uno / sino com toda a turma.
PASSOS PARA A DANÇA FOLCLÓRICA

1MER PASO. AL LADO IZQUIERDO ESTÃO AS MULHERES, AL LADO DIREITO OS HOMENS.


SALEN PRIMEIRO DUAS MULHERES DA MESMA MANEIRA QUE OS HOMENS, DEPOIS CONTINUAM
SAINDO TODOS ATÉ SE UNIREM.

2. BAILAM DAN DOS VOLTAS SE SEPARAM DAN UM SALTO, DAN DUAS VOLTAS DANÇANDO.

3. SE CABIAM DE LUGAR DÃO DUAS VOLTAS DANÇANDO, DEPOIS VOLTAM AO SEU LUGAR, DANÇAM
NO MESMO ESPAÇO DANDO VOLTA.

4. SE UNEM NO MEIO E AVANÇAM JUNTOS DANÇANDO ATÉ O FUNDO, CADA UM GIRANDO


SEU LUGAR POR ONDE COMEÇARAM A DANÇAR, DEPOIS DANÇAM SOZINHAS EM COLUNA E SE
DIVIDEM PRIMEIRO DOIS À DIREITA E TRÊS À ESQUERDA. DEPOIS DISSO FAZEM UMA
FILA, DAN A VOLTA DANÇANDO HOMENS E MULHERES.

5. DEPOIS COM A COROA LEVANTADA DANÇAM DANDO VOLTAS, DEPOIS DESCEM AS


CORONAS E DANÇAM GIRANDO, DEPOIS CONTINUAM DANÇANDO E FORMAM A
MARIPOSA, ISTO É ENTRE CINCO PESSOAS. DEPOIS DISSO DESCEM OS ARCOS

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