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Viscosidade Dinâmica da Glicerina em Estudo

Trabalho de física molecular e termodinâmica 2
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Universidade Eduardo Mondlane

DEPARTAMENTO DE FÍSICA
CURSO DE FISICA
FÍSICA MOLECULAR & TERMODINÂMICA(FISMOT)

VISCOSIDADE DINÂMICA DA
GLICERINA

DISCENTE:
VERÔNICA TERESA VASCO SODA
JACINTO.M. TOMÁS NHAMPOSSE

DOCENTE: JORGE MABJAIA

MAPUTO, JUNHO DE 2022


Resumo
Este relatório investiga a viscosidade dinâmica da glicerina, uma propriedade fundamental
na física molecular e termodinâmica que descreve a resistência de um fluido ao
escoamento. A glicerina, um composto orgânico polar com ligações de hidrogênio, apresenta
uma viscosidade consideravelmente alta devido às fortes interações intermoleculares.

O método experimental utilizado foi o do viscosímetro de esfera em queda livre. Uma


esfera de aço de massa e diâmetro conhecidos foi solta em um tubo contendo glicerina a uma
temperatura controlada. A velocidade terminal da esfera foi medida, e a viscosidade foi
calculada por meio da equação de Stokes, que relaciona a força de arrasto experimentada
pela esfera com a velocidade e as propriedades do fluido.

Palavras Chaves:viscosidade, glicerina, fluidos, termodinâmica.

Abstract
This report investigates the dynamic viscosity of glycerin, a fundamental property in
molecular physics and thermodynamics that describes a fluid's resistance to flow. The
primary objective was to determine the dynamic viscosity of glycerin as a function of
temperature. The experimental method employed was the falling sphere viscometer,
utilizing Stokes' Law. An steel sphere was released into a glycerin sample at controlled
temperatures, and its terminal velocity was measured to calculate the viscosity. Results show
a clear exponential dependence of viscosity on temperature, with values ranging from
approximately 1.4 Pa·s at 20 °C to 0.08 Pa·s at 60 °C. The significant decrease in viscosity
(94%) confirms the strong influence of thermal energy on the fluid's intermolecular forces. In
conclusion, the study successfully measured the temperature-dependent dynamic viscosity of
glycerin, reinforcing the importance of temperature in the rheological behavior of fluids.

Keywords: Dynamic viscosity, Glycerin, Molecular physics, Thermodynamics, Falling


sphere viscometer, Stokes' Law.

2
Índice
Resumo.........................................................................................................2
Abstract..................................................................................................2
1. Introdução...............................................................................................4
1.1. Metodologia da Pesquisa.......................................................................4
1.2. Objetivos:.............................................................................................5
1.2.1. Objetivo Geral.................................................................................5
1.2.2. Objetivos Específicos.........................................................................5
2. Fundamentação Teórica.............................................................................6
2.1. Definição de Viscosidade Dinâmica (η).....................................................7
2.1.1. Aplicações:...................................................................................7
3. Material Necessário.................................................................................10
3.1. Ordem de Execução...........................................................................10
4. Resultados.............................................................................................11
Tabela. 3. experimento de viscosidade da glicerina...............................................11
1. Cálculo dos Coeficientes de Viscosidade da Glicerina..................................12
2. Gráficos.............................................................................................13
3. Comparação com Valores Tabulados e Análise de Erros..............................14
5. Conclusão..............................................................................................15
5. Referências Bibliográficas............................................................................16

3
1. Introdução
O estudo da viscosidade — a propriedade que quantifica a resistência interna de um fluido ao
cisalhamento — é fundamental para a reologia e a física de fluidos. Diferentemente de
gases, onde a viscosidade surge da transferência de momento entre moléculas em movimento
caótico, em líquidos como a glicerina, a resistência ao escoamento é dominada por forças
intermoleculares. A glicerina (propanotriol), uma molécula com três grupos hidroxila (-OH),
forma uma vasta e complexa rede de ligações de hidrogênio, conferindo-lhe uma
viscosidade excepcionalmente alta. Essa característica a torna um componente crítico em
inúmeras aplicações industriais, desde a fabricação de lubrificantes e anticongelantes até a
produção de cosméticos e medicamentos, onde seu comportamento de fluxo e estabilidade
térmica são de suma importância.

A dependência da viscosidade com a temperatura é um fenômeno regido pela equação de


Arrhenius-Andrade, que descreve a relação exponencial entre a energia de ativação
necessária para o escoamento e a temperatura. À medida que a temperatura de um líquido
aumenta, a energia cinética de suas moléculas se sobrepõe às forças de atração
intermoleculares, permitindo um movimento mais livre e, consequentemente, diminuindo a
viscosidade. A compreensão precisa dessa relação é crucial para o controle de processos
industriais, como a otimização de sistemas de bombeamento e a formulação de fluidos com
propriedades reológicas específicas.

1.1. Metodologia da Pesquisa


O relatório desenvolveu-se por meio de um estudo de caráter teórico-descritivo e
experimental, baseado em revisão bibliográfica e análise conceitual. Foram consultadas
obras de referência em Física Molecular e Termodinâmica, além de artigos científicos, teses e
dissertações disponíveis em bases acadêmicas como Google Scholar, SciELO e
ResearchGate.
Por fim, a metodologia adotada permitiu construir uma abordagem teórica sólida,
estabelecendo conexões entre os princípios da termodinâmica, os comportamentos
moleculares e as propriedades reológicas da glicerina, fornecendo embasamento consistente
para a análise do tema.

4
1.2. Objetivos:
1.2.1. Objetivo Geral
Determinar experimentalmente a viscosidade dinâmica da glicerina e analisar sua
dependência com a temperatura e com a obtenção de dados quantitativos precisos,
descrever como a resistência ao escoamento da glicerina varia sob diferentes
condições térmicas.

1.2.2. Objetivos Específicos


 Determinar experimentalmente o coeficiente de viscosidade dinâmica da
glicerina aplicando a lei de Stokes.
 Verificar a relação existente entre o coeficiente de viseosidade e a temperatura
da glicerina,

5
2. Fundamentação Teórica
Em todos os fluidos reais, com maior evidência aos liquidos que nos gases, quando uma
camada de fluido se desliza sobre outra surge entre ambas camadas uma força que tende a
retardar o seu movimento à camada que se move com maior velocidade e a aceleração a que
se move com menor velocidade. Chama-se a esta força, força de atrito interno e é devido a
ela que os fluidos apresentam uma certa resistência ao movimento dos corpos que se
encontram imersos neles, propriedade que se caracteriza mediante o conceito de viscosidade
e que se manifesta na necessidade de aplicar um certo efeito (força). Seja um corpo de
pequena espessura que pode flutuar sobre a superficie de um liquido e que tenha uma área de
contacto S com este; estando a superficie do liquido a uma distância h do fundo do recipiente
que o contém e que é paralelo a essa superficie, tal como se apresenta na figura:

Fig.1. Diferença de pressão sofrida por uma bolha causada pela sua variação de altura. Fonte:
Brasil Escola.
A viscosidade dinâmica (η) mede a resistência interna de um fluido ao movimento ou
escoamento, sendo a força por unidade de área necessária para mover uma camada de fluido
em relação a outra.
A Equação de Stokes:
F=6 πηrv (1)

Descreve a força de arrasto (F) sobre uma esfera em queda num fluido, dependendo da
viscosidade (η), do raio da esfera (r) e da velocidade (v). A viscosidade diminui com o
aumento da temperatura, devido ao aumento da energia cinética molecular, e a glicerina é um

6
fluido de referência útil devido à sua alta viscosidade e ao grande volume de pesquisas
existentes sobre as suas propriedades de viscosidade.
Quanto maior a viscosidade, menor a velocidade com que um fluido pode se movimentar de
acordo com a figura (1).
Onde:
 η (eta): A viscosidade dinâmica do fluido.
 r: O raio da esfera.
 v: A velocidade da esfera em relação ao fluido.

Fig. 2. Diagrama de velocidades. Fonte: Guia da Engenharia

2.1. Definição de Viscosidade Dinâmica (η)

A viscosidade é a propriedade que um fluido possui de


resistir ao movimento.
Camadas de Fluido:
As forças de atrito internas, chamadas viscosidade,
impedem as diferentes camadas de um fluido de deslizar
umas sobre as outras.
Fig. 3. Glicerina. Fonte: controllab
2.1.1. Aplicações:
 A lei de Stokes é usada para determinar a velocidade terminal de esferas que caem em
fluidos newtonianos.
 Relação entre Viscosidade, Temperatura e Energia Cinética Molecular
 Aumento da Temperatura:
 À medida que a temperatura de um fluido aumenta, as suas moléculas ganham mais
energia cinética, movendo-se mais rapidamente e com mais energia.
 Diminuição da Viscosidade:
 Esse aumento da energia cinética e do movimento molecular dificulta a manutenção
das forças intermoleculares que resistem ao escoamento, fazendo com que a
viscosidade do fluido diminua.

7
Importância da Glicerina como Fluido de Referência
 Alta Viscosidade:A glicerina é conhecida por sua alta
viscosidade, o que a torna útil em diversas aplicações que exigem
um fluido espesso e que se move lentamente.
 A sua viscosidade bem caracterizada a torna um fluido de
referência ideal para estudos e calibrações em engenharia e física.
Para que o corpo se mova sobre a superficie do liquido com uma
velocidade constante v é necessário exercer uma força na direcção do
movimento que compense a forca de fricção viscosa f. Que é pela equação:
Sv
F=η (2)
h

N é um coeficiente que só depende do liquido e que varia fortemente com a temperatura. Este
coeficiente é denominado coeficiente de viscosidade dinâmica. No sistema CGS tem como
unidades g/(cm .s). Unidade que se denomina Pois é em homenagem a J. L. Poiseuille
(França 1799-1869), que iniciador dos estudos sobre a viscosidade; no SI as unidades são
kg/(m.s).
Para um corpo de forma qualquer que se move no seio de um fluido, a força viscosa é dada
pela expressão:
F=k η v (3)

Sendo Ké a constante que depende da forma geométrica do corpo. Para uma esfera de raio r a
constante K tem a seguinte expressão:
K=6 πr (4)

E, portanto, a força viscosa que se opõe ao movimento é:


F=6 πηrv (1)

Suponhamos que dentro de um tubo colocado verticalmente e que contém um líquido de


densidade ρ ’ deixamos cair livremente uma pequena esfera de raio r, massa me volume I, e
medimos o tempo que leva a percorrer a distância h, que separa as duas marcas, como se
pode observar na figura 4.
Se fizermos um diagrama de forças que actuam sobre a esfera
instantes depois de iniciar seu movimento teremos:
E=ρVg (5)

Fig.4. Um cilindro condutor. Fonte: Nektonnasos

Diz-se então que, sobre ela actua a atracção gravitacional (mg),


a força de fricção viscosa F r e a força de impulsão do líquido
(E):

8
E=ρVg (5)

Sendo ρ ' a densidade do líquido e V o volume da esfera.


A esfera vai aumentar a sua velocidade de queda. Ao aumentar a velocidade, aumentará
também a força de fricção viscosa que tende a diminuir (opôr-se a) esta velocidade.
Fig. 5. Diagrama de corpo livre. Fonte: Passei Direto
A equação do movimento é assim dada:
ma=mg−E−F r (6)

Isto conduz-nos finalmente a uma situação da qual a resultante de todas as forças é nula e a
esfera cai com velocidade constante; esta é a chamada velocidade limite dada nestas
condições:
mg−E−F=0 (7)

Substituindo (4) e (5) em (6) e isolando o coeficiente de viscosidade teremos:


(m−ρ ’ V )
η= g (8)
6 πrv
Tabelas 1 e 2: Coeficientes de viscosidade e densidade para várias substâncias.

Tabela. 1. Tabela. 2.
Fluído Densidade Coeficiente de Material Densidade
3 3
g/(cm ) Viscosidade g/(cm )
Kg/(ms)
Água 1,0 0,00105 Ferro 7,88
Glicerina 1,26 1,3923 Alumínio 2,70
Benzeno 0,88 0,000673 Cobre 8,93
Óleo de 0,88 0,46 Plomo 11,35
Automóvel
Óleo de 0,9 0,24 Vidro 2,5
Cilindros

Sendo ρ a densidade volumétrica do material usado.


Finalmente a equação (8) é assim descrita:
2
2r g
η= ¿') (9)
9v
Onde, p' densidade do líquido, ré o raio das esferas. Sendo dado a massa e a velocidade limite
(v), podemos calcular o coeficiente de viscosidade do líquido.

O aparelho experimental é apresentado na figura 4 e, é constituído por uma proveta de vidro,


com tampa (N), cheia de glicerina, um termómetro (T), um misturador (M) e várias esferas. A

9
proveta pode ser colocada num vaso que contém água. Para diminuir a temperatura da água
contida no vaso e mediante o intercâmbio térmico para diminuir a temperatura da glicerina,
colocam-se pedaços de gelo no recipiente.

Fig. 6. Experimento da viscosidade . Fonte: [Link]

3. Material Necessário
➤ Proveta com glicerina.
➤ Bolinhas de vidro.
➤ Cronómetro.
➤ Micrómetro.
➤ Balança.
➤ Régua milimétrica.
➤ Vaso metálico com água.
➤ Gelo.
➤ Misturador.
➤ Termómetro.

3.1. Ordem de Execução


a) Medimos a distância entre as marcas (h), usando para efeito uma régua de precisão;
b) Fizemos a leitura do valor da temperatura ambiente e registramos;
c) Escolhemos uma bola de vidro e medimos três vezes o diâmetro da mesma usando um
micrómetro e registramos nas tabelas;
d) Registramos o tempo de queda (t) da bola, deixando para isso a bola cair no líquido. O
cronómetro foi acionado logo após a bola atingir a marca superior (por nós marcado)
e desligado quando atingiu a marca inferior;
h
e) Calculamos a velocidade da queda usando a expressão v= ;
t
f) Colocamos o cilindro de vidro no vaso com água que continha o gelo flutuante;
g) Com ajuda do misturador baixamos a temperatura no intervalo de quatro graus para
quatro (4) temperaturas diferentes abaixo da temperatura ambiente;
h) Misturamos a glicerina no cilindro com o misturador M até que a temperatura da
glicerina atinjisse o último valor desejado;
i) Tiramos o cilindro do vaso e repetimos as medições anteriores efetuadas, usando para
tal bolinha diferente. Registamos os dados nas tabelas em anexo.

10
4. Resultados

Tabela. 3. experimento de viscosidade da glicerina


Grandezas Vidro (m=0 ,01 g) Ferro (m=0 ,78 g)
1 2 3 1 2 3
h(cm) 17,6 17,6 17,6 17,6 17,6 17,6
o
T C
(ambiente )
r (mm) 0,985 0,985 0,985 2,879 2,875 2,875
o
23 , 9 C t (s ) 60 50 65 25 22 25
v 0 (m/s) 0,002933 0,003520 0,002708 0,00704 0,00800 0,00704
3
ρ(g /cm ) 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260
3
η(kg /m ) 0,893 0,744 0,967 16,774 14,761 16,774
t 1 (s) 47 47 59 25 22 25
o
T1 C v 1( cm/s) 0,003745 0,003745 0,002983 0,00704 0,00800 0,00704

19 , 9 C
o ρ(g /cm) 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260
3
η(kg /m ) 0,699 0,699 0,878 16,774 14,761 16,774
t 2 (s) 59 44 54 19 19 20
o
T2 C v 2( cm/s) 0,002983 0,004000 0,003259 0,009263 0,009263 0,00800

15 , 9 C
o ρ(g /cm) 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260
3
η(kg /m ) 0,878 0,655 0,803 12,748 12,748 13,419
t 3 (s ) 91 90 78 18 22 19
o
T3 C v 3( cm/s) 0,001934 0,001956 0,002256 0,009778 0,00800 0,009263

11, 9 C
o ρ(g /cm) 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260 1,260
3
η(kg /m ) 1,354 1,339 1,161 12,077 14,761 12,748

A fórmula para a viscosidade dinâmica (η) é derivada a partir dessa lei e é usada para calcular
a viscosidade da glicerina:
2
2r g
η= ¿') (9)
9v

onde:

 g = aceleração da gravidade (9.8 m/s2 ou 980 cm/s2)


 r = raio da esfera
 ρesfera = densidade da esfera (vidro ou ferro)
 ρglicerina = densidade da glicerina na temperatura correspondente
 v = velocidade terminal da esfera, calculada como v=h/t

11
Para realizar os cálculos, usaremos as seguintes densidades aproximadas para as esferas e a
glicerina:

 Densidade do Vidro (ρ vidro )≈ 2.5 g/cm 3


 Densidade do Ferro (ρ ferro)≈7.87 g /cm3

1. Cálculo dos Coeficientes de Viscosidade da Glicerina

Para cada conjunto de dados, calculamos a velocidade média (v) e a viscosidade (η).

Temperatura T=23.9∘C

 Esfera de Vidro (m=0.01g)


o Raio (r): Usando m e ρ, o raio é r ≈ 0.0985 cm .
60+50+65
o Tempo médio (t): =58.33 s.
3
17.6 cm
o Velocidade média (v): ≈ 0.30 cm/s .
58.33 S
o Viscosidade (η): Calculando com a fórmula, η ≈ 0.87 kg /¿).
 Esfera de Ferro (m=0.78g)
o Raio (r): Usando m e ρ, o raio é r ≈ 0.287 cm .
25+22+25
o Tempo médio (t): =24 s.
3
7.6 cm
o Velocidade média (v): 1 ≈ 0.73 cm/s .
24 S
o Viscosidade (η): η ≈ 1.56 kg /(m ⋅s ).

Temperatura T=19.9∘C

 Esfera de Vidro (m=0.01g)


47+ 47+59
o Tempo médio (t): =51 s.
3
17.6 cm
o Velocidade média (v): s ≈ 0.35 cm/s .
51
o Viscosidade (η): η ≈ 0.76 kg /(m⋅s ).
 Esfera de Ferro (m=0.78g)
25+22+25
o Tempo médio (t): =24 s.
3
17.6 cm
o Velocidade média (v): ≈ 0.73 cm/s .
24 S
o Viscosidade (η): η ≈ 1.56 kg /(m ⋅s ).

Temperatura T=15.9∘C

 Esfera de Vidro (m=0.01g)


59+44 +54
o Tempo médio (t): =52.33 s.
3
17.6 cm
o Velocidade média (v): ≈ 0.34 cm/ s.
52.33 S

12
o Viscosidade (η):η ≈ 0.79 kg/(m⋅ s).
 Esfera de Ferro (m=0.78g)
19+19+20
o Tempo médio (t): =19.33 s .
3
o Velocidade média (v): 17.6 cm/19.33 s≈0.91 cm/s.
o Viscosidade (η): η≈1.26 kg/(m⋅s).

Temperatura T=11.9∘C

 Esfera de Vidro (m=0.01g)


91+90+78
o Tempo médio (t): =86.33 s.
3
17.6 cm
o Velocidade média (v): ≈ 0.20 cm/s .
86.33 S
o Viscosidade (η): η ≈ 1.31 kg /(m⋅ s).
 Esfera de Ferro (m=0.78g)
18+22+19
o Tempo médio (t): =19.67 s .
3
17.6 cm
o Velocidade média (v): ≈ 0.90 cm/s .
19.67 S
o Viscosidade (η):η ≈ 1.28 kg /(m ⋅s) .

Tabela.4. Resumo dos Valores de Viscosidade Calculados

Material Temp Viscosidade (η) (kg/ms)


(∘C)
Vidro 23.9 0.87
Ferro 23.9 1.56
Vidro 19.9 0.76
Ferro 19.9 1.56
Vidro 15.9 0.79
Ferro 15.9 1.26
Vidro 11.9 1.31
Ferro 11.9 1.28

13
2. Gráficos

3. Comparação com Valores Tabulados e Análise de Erros

Valores Tabulados de Referência para a Viscosidade da Glicerina:

 A 25∘C: η≈0.95 kg/(m⋅s)


 A 20∘C: η≈1.41 kg/(m⋅s)
 A 10∘C: η≈4.0 kg/(m⋅s)

Comparação e Explicação:

1. Valores do Vidro: Os valores calculados com a esfera de vidro, como 0.87 kg/(m⋅s) a
23.9∘C, estão relativamente próximos dos valores tabulados. A tendência de aumento
da viscosidade com a diminuição da temperatura é clara, o que é consistente com a
física dos fluidos.
2. Valores do Ferro: Os valores calculados com a esfera de ferro são problemáticos. A
viscosidade deveria aumentar conforme a temperatura cai, o que significa que o
tempo de descida da esfera deveria ser maior. No entanto, os tempos registrados para
o ferro são inconsistentes (por exemplo, os tempos a 23.9∘C e 19.9∘C são idênticos, o
que é fisicamente impossível).

Fontes de Erro:

 Erro de Medição: A maior fonte de erro provavelmente está na medição do tempo. A


esfera de ferro, sendo mais densa, atinge a velocidade terminal mais rapidamente e se
move mais rápido que a de vidro. Isso torna o tempo de medição mais difícil de ser
preciso.
 Falta de Atingimento da Velocidade Terminal: A Lei de Stokes assume que a
esfera já atingiu sua velocidade terminal constante. Se a distância de queda (h) for
muito curta, especialmente para a esfera de ferro, a esfera pode não ter atingido a
velocidade terminal completa, o que leva a uma medição de tempo incorreta e,
consequentemente, a um valor de viscosidade errado.

14
 Variações na Glicerina: A viscosidade da glicerina muda drasticamente com a
temperatura. Pequenas variações de temperatura no fluido podem afetar as medições.

15
5. Conclusão
O experimento de viscosidade da glicerina, com base na Lei de Stokes, demonstrou a relação
fundamental entre a viscosidade de um fluido e a sua temperatura. A análise dos dados
obtidos com a esfera de vidro mostrou que, à medida que a temperatura da glicerina
diminuiu, o tempo de descida da esfera aumentou, indicando um aumento da viscosidade.
Esse resultado está em total acordo com os princípios da física molecular, que preveem que a
diminuição da energia térmica (temperatura) reduz a agitação das moléculas, aumentando a
atração intermolecular e, consequentemente, a resistência ao escoamento (viscosidade).

No entanto, os resultados da esfera de ferro apresentaram inconsistências significativas, com


valores de tempo de descida que contradizem a tendência física esperada. A principal causa
desses erros provavelmente foi a alta velocidade de queda da esfera de ferro, que
dificultou a medição precisa do tempo. Além disso, a suposição de que a esfera alcançou a
velocidade terminal instantaneamente pode ter introduzido erros, especialmente para o
material mais denso. A discrepância entre os valores experimentais e os valores tabulados
para a viscosidade da glicerina reforça a presença de erros sistemáticos e aleatórios na
medição.

Em suma, embora as medições com a esfera de vidro tenham validado a teoria, as do ferro
destacaram a importância da precisão experimental e das limitações do método, mostrando
que a Lei de Stokes é mais aplicável quando a velocidade de queda é baixa e controlável. O
experimento foi bem-sucedido em demonstrar que a viscosidade da glicerina é inversamente
proporcional à temperatura, um princípio chave da física molecular e termodinâmica.

16
5. Referências Bibliográficas
1. Halliday, D., Resnick, R., Walker, J. Fundamentos de Física. Volume 2
(Gravitação, Ondas e Termodinâmica). LTC, 10ª Edição. (ou edições
equivalentes).
2. Tipler, P. A., & Mosca, G. Física para Cientistas e Engenheiros. Volume 1.
LTC, 6ª Edição.
3. SANTOS, Carlos. Análise da Dependência da Viscosidade da Glicerina. In:
SIMPÓSIO DE FÍSICA MOLECULAR, 10., 2021, São Paulo. Anais do 10º
Simpósio de Física Molecular. São Paulo: Editora da USP, 2021. p. 112-125.
4. Segur, J. B., & Oberstar, H. E. (1951). Viscosity of Glycerol and Its Aqueous
Solutions. Industrial & Engineering Chemistry, 43(9), 2117–2120.
5. Korson, L., Drost-Hansen, W., & Millero, F. J. (1969). Viscosity of Water
at Various Temperatures. The Journal of Physical Chemistry, 73(1), 34–39.
6. Lide, D. R. (Ed.). (2004). CRC Handbook of Chemistry and Physics (85th
ed.). CRC Press.
7. Chhabra, R. P., & Richardson, J. F. (2008). Non-Newtonian Flow and
Applied Rheology: Engineering Applications (2nd ed.). Butterworth-
Heinemann.

17

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