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História do Pensamento Econômico

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Faculdade de Direito

Curso de Licenciatura em Direito

1° Ano, 1° Semestre

Trabalho Individual de Economia

Tema: História do Pensamento Economico

Discente: Naira Mitoi Duarte

Docente: Armando Sucute

Nampula, Abril de 2025


1
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3
2. CORRENTES MERCANTIS ............................................................................................. 3
3. PENSAMENTO FISIOCRÁTICO ......................................................................................... 3
4. ESCOLA CLÁSSICA ............................................................................................................ 4
5. ESCOLA CRISTÃ ................................................................................................................. 4
6. ECONOMIA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX ................................................ 5
7. CONCLUSÃO ........................................................................................................................ 5

2
1. INTRODUÇÃO
O pensamento económico constitui uma área do saber que evoluiu ao longo da história em
resposta às necessidades sociais, políticas e tecnológicas dos diferentes períodos. Desde os
primórdios do mercantilismo até às abordagens contemporâneas da primeira metade do século
XX, a ciência económica transformou-se profundamente. Este trabalho tem como objectivo
analisar cinco fases fundamentais dessa evolução: as Correntes Mercantis, o Pensamento
Fisiocrático, a Escola Clássica, a Escola Cristã e as principais teorias da economia na primeira
metade do século XX, destacando os seus fundamentos, principais percursores e contributos
teóricos.

2. CORRENTES MERCANTIS
Fundamentos: O Mercantilismo foi a doutrina económica dominante entre os séculos XVI e
XVIII. Baseava-se na crença de que a riqueza de uma nação estava relacionada com a
acumulação de metais preciosos, principalmente o ouro e a prata. Defendia-se que o Estado
deveria intervir activamente na economia, controlando o comércio externo, promovendo o
proteccionismo, limitando as importações e incentivando as exportações.

Principais percursores e contributos:

 Jean-Baptiste Colbert (1619–1683): Ministro francês sob o reinado de Luís XIV,


implementou políticas mercantilistas conhecidas como Colbertismo, promovendo a
industrialização interna e a regulamentação rigorosa do comércio exterior.
 Thomas Mun (1571–1641): Economista inglês, autor de England's Treasure by
Forraign Trade, argumentava que o sucesso económico dependia de uma balança
comercial favorável.

3. PENSAMENTO FISIOCRÁTICO
Fundamentos: A Fisiocracia surgiu em França no século XVIII, sendo considerada a
primeira escola económica propriamente dita. Os fisiocratas acreditavam que apenas a
agricultura era produtiva e geradora de riqueza real. Defendiam o conceito de ordem natural e
a mínima intervenção estatal, antecipando o liberalismo económico.

3
Principais percursores e contributos:

 François Quesnay (1694–1774): Criador do Tableau Économique, modelo que


explicava os fluxos de riqueza numa economia agrícola. Defendia que a agricultura
era a única actividade produtiva.
 Anne Robert Jacques Turgot (1727–1781): Ministro das Finanças francês, defensor
do livre comércio, combate aos monopólios e da liberdade de preços.

4. ESCOLA CLÁSSICA
Fundamentos: A Escola Clássica desenvolveu-se entre o final do século XVIII e o século
XIX, marcada por um forte apoio ao liberalismo económico e à não intervenção do Estado.
Consideravam que os mercados tendem naturalmente ao equilíbrio através da “mão invisível”.

Principais percursores e contributos:

 Adam Smith (1723–1790): Considerado o pai da economia moderna, autor da obra A


Riqueza das Nações (1776). Defendia que a busca pelo interesse individual
beneficiava o bem comum e que a divisão do trabalho era a chave para a
produtividade.
 David Ricardo (1772–1823): Desenvolveu a teoria das vantagens comparativas,
essencial para justificar o comércio internacional. Também teorizou sobre a
distribuição de rendimentos entre capitalistas, proprietários e trabalhadores.

5. ESCOLA CRISTÃ
Fundamentos: A Escola Cristã introduz uma perspectiva ética e moral na economia, baseada
nos ensinamentos do Cristianismo. Defende o princípio da justiça social, da solidariedade, da
subsidiariedade e da dignidade da pessoa humana. Surgiu como resposta aos excessos do
liberalismo económico e às injustiças sociais da Revolução Industrial.

Principais percursores e contributos:

 Wilhelm Emmanuel von Ketteler (1811–1877): Bispo alemão, crítico das más
condições laborais e defensor da justiça social.
 Papa Leão XIII (1810–1903): A Encíclica Rerum Novarum (1891) marcou o início
da Doutrina Social da Igreja, reconhecendo o direito à propriedade, mas também os
deveres do Estado e do capital perante os mais pobres.

4
6. ECONOMIA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX
Fundamentos: Neste período, os economistas começaram a questionar as ideias clássicas,
especialmente após a crise de 1929. Surgiu a macroeconomia moderna e uma nova visão
sobre o papel do Estado na regulação económica.

Principais percursores e contributos:

 John Maynard Keynes (1883–1946): Autor de A Teoria Geral do Emprego, do Juro


e da Moeda (1936). Defendeu que o Estado devia intervir para impulsionar a procura
agregada, através do investimento público, especialmente em tempos de crise.
 Joseph Schumpeter (1883–1950): Introduziu o conceito de destruição criadora,
explicando como a inovação tecnológica impulsiona o progresso económico, ainda
que destrua sectores antigos.

7. CONCLUSÃO

A história do pensamento económico reflecte as transformações da sociedade ao longo do


tempo. Cada corrente analisada – do mercantilismo ao keynesianismo – trouxe avanços
significativos na compreensão dos fenómenos económicos e nas políticas públicas. A análise
desses momentos históricos permite perceber a riqueza e complexidade da ciência económica
e a importância do pensamento crítico no desenvolvimento das sociedades.

8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CHICHAVA, S. (2018). A economia política da descentralização em Moçambique.


Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE). Disponível em: IESE
2. HEILBRONER, R. (1996). A história do pensamento econômico. Editora Nova
Cultural. Disponível na Biblioteca Virtual da Universidade ISCED:
[Link]
3. MABUKO, J. U. T. (n.d.). História e política do ensino superior em Moçambique.
Instituto de Governação, Paz & Liderança. Disponível em: [Link]
4. VALIER, J. (2016). Breve história do pensamento económico: De Aristóteles aos
nossos dias. Edições Texto & Grafia. Disponível em: Wook

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