ECOLOGIA
BIOLOGIA -3° ANO
PROF: FERNANDA F. DE FREITAS
O QUE É ECOLOGIA
Ecologia significa, literalmente a
Ciência do Habitat. É a ciência que
estuda as condições de existência
dos seres vivos e as interações, de
qualquer natureza, existentes
entre esses seres vivos e seu meio.
OS COMPONENTES Os ecossistemas são constituídos,
ESTRUTURAIS DE UM essencialmente, por três componentes:
ECOSSISTEMA Abióticos - que em conjunto constituem
o biótopo: ambiente físico e fatores
químicos e físicos. A radiação solar é
um dos principais fatores físicos dos
ecossistemas terrestres pois é através
dela que as plantas realizam
fotossíntese, liberando oxigênio para a
atmosfera e transformando a energia
luminoso em química.
Bióticos - representados pelos seres vivos que
compõem a comunidade biótica ou biocenoses.
Compreendendo os organismos heterótrofos
dependentes da matéria orgânica e os autotróficos
responsáveis pela produção primária, ou seja, a
fixação do CO2.
Energia – caracterizada pela força motriz que
aporta nos diversos ambientes e garante as
condições necessárias para a produção
primária em um ambiente, ou seja, a produção
de biomassa a partir de componentes
inorgânicos.
A energia nos níveis tróficos diminui à medida
que avança na cadeia alimentar. A energia é
transferida de um nível trófico para outro, mas
uma parte significativa é perdida como calor
ou utilizada em processos metabólicos dos
organismos.
Níveis Tróficos e Fluxo de Energia:
Produtores (Plantas e Algas): Capturam energia
solar e a convertem em energia química através da
fotossíntese, formando a base da cadeia alimentar.
Consumidores Primários (Herbívoros): Alimentam-
se dos produtores, transferindo a energia
armazenada.
Consumidores Secundários (Carnívoros):
Alimentam-se dos consumidores primários.
Consumidores Terciários (Carnívoros de topo):
Alimentam-se dos consumidores secundários.
Decompositores (Bactérias e Fungos): Decompõem
a matéria orgânica morta, liberando nutrientes de
volta ao ecossistema.
Perda de Energia:
Em cada nível trófico, parte da energia é
perdida:
Metabolismo: Os organismos utilizam
energia para suas atividades diárias,
como respiração, movimento e
reprodução.
Calor: Parte da energia é liberada como
calor para o ambiente.
Indigestão: Parte da energia não é
digerida e é excretada como resíduo.
Importância da Energia:
O fluxo de energia nos níveis tróficos é
essencial para a manutenção dos
ecossistemas. A energia é a força motriz
por trás das interações entre os seres
vivos e o ambiente.
OS CONCEITOS
FUNDAMENTAIS SÃO:
ESPÉCIE - é o conjunto de indivíduos semelhantes
(estruturalmente, funcionalmente e bioquimicamente) que se
reproduzem naturalmente, originando descendentes férteis.
Ex.: Homo sapiens.
POPULAÇÃO - é o conjunto de indivíduos de mesma espécie
que vivem numa mesma área e num determinado período. Ex.:
população de ratos em um bueiro, em um determinado dia;
população de bactérias causando amigdalite por 10 dias, 10 mil
pessoas vivendo numa cidade em 1996, etc.
COMUNIDADE OU BIOCENOSE - é o conjunto de populações
de diversas espécies que habita uma mesma região num
determinado período. Ex.: seres de uma floresta, de um rio, de
um lago de um brejo, dos campos, dos oceanos, etc.
BIOMASSA - Matéria orgânica que compõe o
corpo dos organismos vivos.
CADEIA ALIMENTAR - Representa a transferência
de matéria e energia que se inicia sempre por um
organismo produtor e termina em um
decompositor. O fluxo é sempre unidirecional.
CICLO BIOGEOQUÍMICO - Conjunto de processos
físicos, químicos e biológicos que permite aos
elementos circularem entre os seres vivos e a
atmosfera, hidrosfera e litosfera.
HABITAT - é o lugar específico onde uma espécie pode ser
encontrada, isto é, o seu "ENDEREÇO" dentro do
ecossistema. Exemplo: Uma planta pode ser o habitat de um
inseto, o leão pode ser encontrado nas savanas africanas,
etc.
NICHO ECOLÓGICO - é o papel que o organismo
desempenha no ecossistema, isto é, a "PROFISSÃO" do
organismo no ecossistema. 0 nicho informa às custas de que
se alimenta, a quem serve de alimento, como se reproduz,
etc. Exemplo: a fêmea do Anopheles (transmite malária) é
um inseto hematófago (se alimenta de sangue), o leão atua
como predador devorando grandes herbívoros, como
zebras e antílopes. funcionalmente e bioquimicamente) que
se reproduzem naturalmente, originando descendentes
férteis.
ECÓTONO - é a região de transição entre duas
comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área de
transição (ecótono) vamos encontrar grande número de
espécies e, por conseguinte, grande número de nichos
ecológicos.
BIÓTOPO - Área geográfica onde se encontra uma
comunidade.
BIOSFERA - Toda vida, seja ela animal ou vegetal, ocorre
numa faixa denominada biosfera, que inclui a superfície da
Terra, os rios, os lagos, mares e oceanos e parte da
atmosfera. E a vida é só possível nessa faixa porque aí se
encontram os gases necessários para as espécies terrestres
e aquáticas: oxigênio e nitrogênio.
FLUXO DE MATÉRIA E ENERGIA NOS
ECOSSISTEMAS
CADEIAS ALIMENTARES
Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um
grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais
são regulados pela relação predador-presa. É através da cadeia
alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de
energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia
trófica.
Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que
começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas
através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas
são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria
orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros. A
cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:
PRODUTORES - São os organismos capazes de fazer
fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam
energia através de processos bioquímicos utilizando como
matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes
afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste
caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica
não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de
oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em
reações de oxidação de compostos de enxofre). Este
processo denominado quimiossíntese é realizado por
muitas bactérias terrestres e aquáticas.
CONSUMIDORES PRIMÁRIOS - São os animais que se
alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies
herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na
água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a
maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores
primários podem ser desde microscópicas larvas
planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo)
pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a
girafa e o elefante.
CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS - São os animais que se
alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais
carnívoros.
CONSUMIDORES TERCIÁRIOS - São os grandes predadores
como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam
grandes presas, sendo considerados os predadores de topo
de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande
tamanho e menores densidades populacionais.
DECOMPOSITORES OU BIORREDUTORES - São os
organismos responsáveis pela decomposição da matéria
orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se
tornam novamente disponíveis no ambiente. Os
decompositores, representados pelas bactérias e fungos,
são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A
sequência de organismos relacionados pela predação
constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples,
unidirecional e não ramificada.
TEIA ALIMENTAR
A transferência do alimento (energia)
de nível para nível trófico a partir dos
produtores faz-se através de cadeias
alimentares, cuja complexidade é
variável. Na maioria das comunidades,
cada consumidor utiliza como alimento
seres vivos de vários níveis tróficos. Daí
resulta que na Natureza não há cadeias
alimentares isoladas. Apresentam
sempre vários pontos de cruzamento,
formando redes ou teias alimentares,
geralmente de elevada complexidade.
PIRÂMIDES ECOLÓGICAS:
QUANTIFICANDO OS ECOSSISTEMAS
As pirâmides ecológicas representam graficamente o fluxo de
energia e matéria entre os níveis tróficos no decorrer da cadeia
alimentar. Para tal, cada retângulo representa, de forma
proporcional, o parâmetro a ser analisado. Esta representação
gráfica por ser:
PIRÂMIDE DE NÚMEROS:
Representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico da
cadeia alimentar proporcionalmente à quantidade necessária para
a dieta de cada um desses.
Em alguns casos, quando o produtor é uma planta de grande
porte, o gráfico de números passa a ter uma conformação
diferente da usual, sendo denominado “pirâmide invertida”.
PIRÂMIDES ECOLÓGICAS:
QUANTIFICANDO OS ECOSSISTEMAS
As pirâmides ecológicas representam graficamente o fluxo de
energia e matéria entre os níveis tróficos no decorrer da cadeia
alimentar. Para tal, cada retângulo representa, de forma
proporcional, o parâmetro a ser analisado. Esta representação
gráfica por ser:
PIRÂMIDE DE NÚMEROS:
Representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico da
cadeia alimentar proporcionalmente à quantidade necessária para
a dieta de cada um desses.
Em alguns casos, quando o produtor é uma planta de grande
porte, o gráfico de números passa a ter uma conformação
diferente da usual, sendo denominado “pirâmide invertida”.
PIRÂMIDE DE NÚMEROS:
A pirâmide de biomassa representa a quantidade de matéria
orgânica presente no corpo dos organismos de um
determinado nível trófico. Frequentemente, é expressa pelo
peso seco (água presente não é matéria orgânica), por unidade
de área, assim, g/m2 ou kg/m2. Em ambientes terrestres ela
possui base larga e topo estreito.
Na pirâmide de biomassa, também há exemplos de pirâmides
invertidas. Este exemplo pode ser observado em algas
microscópicas, como o fitoplâncton (produtor), sua biomassa
pode ser menor sendo comparado com a do zooplâncton, um
consumidor primário. Isso só é possível quando a medida de
biomassa é feita em um intervalo de tempo curto, não sendo
verificada a velocidade com que a matéria orgânica é
produzida de forma que a velocidade de multiplicação do
fitoplâncton é maior do que a velocidade de multiplicação do
zooplâncton.
RELAÇÕES ECOLÓGICAS
INTRODUÇÃO
Em um ecossistema, os seres vivos
relacionam-se com o ambiente físico e
também entre si, formando o que
chamamos de relações ecológicas.
As relações ecológicas ocorrem
dentro da mesma população (isto é,
entre indivíduos da mesma espécie),
ou entre populações diferentes (entre
indivíduos de espécies diferentes).
Essas relações estabelecem-se na
busca por alimento, água, espaço,
abrigo, luz ou parceiros para
reprodução. A seguir veremos alguns
exemplos desses tipos de relações.
RELAÇÕES HARMÔNICAS (RELAÇÕES POSITIVAS)
INTRAESPECÍFICAS (ENTRE INDIVÍDUOS DA
MESMA ESPÉCIE):
SOCIEDADE - União permanente entre indivíduos em que há
divisão de trabalho. Uma sociedade é composta por um grupo
de indivíduos da mesma espécie que vivem juntos de forma
permanente e cooperando entre si.
Ex.: insetos sociais (abelhas, formigas e cupins)
COLÔNIA - Associação anatômica formando uma unidade
estrutural e funcional. Ex.: coral, caravela.
Colônia é um grupo de organismos da mesma espécie que
formam uma entidade diferente dos organismos individuais.
Por vezes, alguns destes indivíduos especializam-se em
determinadas funções necessárias à colônia.
Colônia isomórfica – indivíduos com mesma forma.
Ex: coral
Colônia heteromórfica – indivíduos com formas diversas.
Ex: caravela.
INTERESPECÍFICAS (ENTRE INDIVÍDUOS DE
ESPÉCIES DIFERENTES)
1. MUTUALISMO - Associação obrigatória entre
indivíduos, em que ambos se beneficiam.
Ex.: líquen (fungo + cianobactéria), cupim e
protozoário, micorrizas (fungos + raízes de plantas),
ruminantes e protozoários.
2. PROTOCOOPERAÇÃO- Associação facultativa
entre indivíduos, em que ambos se beneficiam.
Ex.: Anêmona do Mar e paguro, gado e anu (limpeza
dos carrapatos), crocodilo africano e ave palito
(higiene bucal).
3. COMENSALISMO - Associação em que um
indivíduo aproveita restos alimentares do outro, sem
prejudicá-lo.
Ex.: Tubarão e rêmoras, leão e a hiena, urubu e o
homem.
4. INQUILINISMO OU EPIBIOSE - Uma espécie usa a
outra como abrigo, mas somente ela se beneficia,
mas sem causar prejuízos à outra.
Ex: orquídeas e bromélias associadas a árvores de
grande porte (epifitismo), peixe-agulha e pepino-do-
mar (epizoísmo).
5. FORESIA- Uma espécie transporta outra sem se
beneficiar ou prejudicar.
Ex: animais e carrapicho.
RELAÇÕES DESARMÔNICAS
(RELAÇÕES NEGATIVAS) INTRAESPECÍFICAS
(ENTRE INDIVÍDUOS DA MESMA ESPÉCIE):
CANIBALISMO
Ato no qual um indivíduo alimenta-se de
outro(s) da mesma espécie.
Ex: Viúva-negra, louva-a-deus.
2. COMPETIÇÃO INTRAESPECÍFICA
Disputa por territórios, parceiros
sexuais, comida etc.
Ex: Leões disputando território,
búfalos disputando fêmeas para
acasalamento.
INTERESPECÍFICAS (ENTRE INDIVÍDUOS DE
ESPÉCIES DIFERENTES)
1. AMENSALISMO OU ANTIBIOSE
Uma espécie inibe o desenvolvimento de outra.
Ex.: liberação de antibióticos por determinados fungos, causando a
morte de certas bactérias; maré vermelha; eucaliptos e outras
plantas.
2. PREDATISMO OU PREDAÇÃO
Um indivíduo mata outro para alimentar-se.
Ex.: serpente e rato; leão e zebra.
3. HERBIVORISMO OU HERBIVORIA
Um indivíduo (consumidor) mata outro (produtor) para alimentar-
se. Em termos populacionais é considerado um mutualismo
indireto, pois a população de predadores controla a população de
presas e vice versa.
Ex: boi e capim.
4. PARASITISMO
O parasita retira do corpo do hospedeiro nutrientes para garantir a
sua sobrevivência, debilitando-o gradativamente.
Ex.: lombriga e ser humano, lagarta e folhagens, carrapato e cachorro
etc.
*Ectoparasitismo– parasitas externos. Ex: pulga, carrapato, piolho.
*Endoparasitismo – parasitas internos. Ex: lombriga, tênia,
ancilóstomo.
*Parasitismo intracelular – parasitas do interior de células. Ex: vírus.
*Holoparasitismo – parasitismo completo. Ex: cipó-chumbo.
*Hemiparasitismo – parasitismo incompleto. Ex: erva-de-passarinho
*Parasita monóxeno – com apenas um hospedeiro. Ex: lombriga.
*Parasita heteróxeno – com dois hospedeiros, um intermediário (fase
assexuada) e um definitivo (fase sexuada). Ex: tênia, esquistossomo.
5. COMPETIÇÃO INTERESPECÍFICA
Disputa por recursos (território, presas, etc) entre
espécies diferentes com sobreposição de nichos.
Ex: Leões e hienas. Princípio de Gause ou da exclusão
competitiva – espécie mais eficiente na exploração do
nicho, exclui a competidora em seu habitat.
6. ESCLAVAGISMO OU SINFILIA
Uma espécie força outra a trabalhar.
Ex: formiga e pulgão.