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Estrutura Constitucional de Moçambique

O documento analisa a estrutura constitucional do Estado Moçambicano, destacando a democracia e a participação política dos cidadãos. A Constituição define Moçambique como um Estado independente e democrático, onde a soberania reside no povo, que exerce seu poder através de órgãos de soberania e locais. O trabalho também aborda a importância da administração pública, partidos políticos e a participação ativa dos cidadãos na vida política do país.
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Estrutura Constitucional de Moçambique

O documento analisa a estrutura constitucional do Estado Moçambicano, destacando a democracia e a participação política dos cidadãos. A Constituição define Moçambique como um Estado independente e democrático, onde a soberania reside no povo, que exerce seu poder através de órgãos de soberania e locais. O trabalho também aborda a importância da administração pública, partidos políticos e a participação ativa dos cidadãos na vida política do país.
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A estrutura Constitucional do Estado Moçambicano

Carolina Nito Cintura1

Universidade Rovuma

Resumo

Introdução

O presente trabalho tem como tema: estrutura Constitucional do Estado Moçambicano.


Moçambique adoptou e consagrou o regime democrático, onde a totalidade da população com
maioridade política pode participar no exercício do poder político. Na Constituição, define-se
Moçambique como Estado independente e democrático onde a soberania reside no povo, sendo
este quem a exerce segundo as formas fixadas na própria Constituição2.

O exercício da democracia, isto é, do poder político em Moçambique, consiste no direito


e dever pessoal de que todos os maiores de 18 anos de idade têm de participar no processo de
ampliação e consolidação da democracia, em todos os níveis da sociedade e do Estado (nos
termos do artigo 73) (sistema democrático).

Objectivos

i. Geral
 Falar da estrutura constitucional do Estado Moçambicano.
ii. Específicos
 Falar do no contexto jurídico moçambicano;
 Conhecer a estrutura e organizaçãodo poder político em Moçambique;
 Descrever como os cidadãos participam no poder político em Moçambique.

Em termos metodológicos, o presente trabalho é uma pesquisa qualitativa, pois recorre a


duas principais técnicas, nomeadamente, a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. Para

2
Cfr. artigos 1o, 2, 3 todos da CRM.

1
além das técnicas arroladas, recorreu-se a observação e sobretudo na definição do objecto de
investigação e sua relevância social.

Quanto a estrutura, o trabalho apresenta um tema (o poder político), e para facilitar o seu
estudo foi divido em duas partes, assim, o trabalho apresenta a seguinte estrutura: i) poder
político no contexto geral eii) poder político no contexto jurídico moçambicano.

Capítulo I: Enquadramento teórico do tema

1. Conceito de Estado

CAPÍTULO II: A ESTRUTURA CONSTITUCIONAL DO ESTADO


MOÇAMBICANO

A estrutura Constitucional do estado Moçambicano

Neste capítulo vamos analisar, estrutura Constitucional do Estado Moçambicano, que


vimos em cima como a“soberania” dentro dum Estado, está sendo organizado em Moçambique.
O Estado não tem pês para ir ao encontro com os cidadãos, não tem orelhas para ouvir
aspreocupações deles e nem tem boca para falar com eles. Então, como é que o Estadofunciona?

O Estado existe para facilitar a vida dos cidadãos que vivem dentro dele. Para executar a
vontadedo povo dentro da democracia em Moçambique, o Estado precisa de órgãos,
quetrabalham para ele e implementam aquilo que o povo através dos seus representantesdecidiu.
Assim como o nosso corpo humano tem órgãos para lhe servir, o Estado temórgãos para interagir
com terceiros, para actuar para fora. Portanto, são os órgãos, quevão aos encontros e reuniões,
escrevem e respondem cartas etc. Mas sempre emcoordenação com o “corpo”, neste caso o povo
moçambicano, porque os órgãos só têma sua legitimidade da sua existência para facilitar as
actividades do Estado, que têmcomo elemento mais importante o povo. Assim, os órgãos não
podem ultrapassar oslimites da autorização deles.

Ao mesmo tempo, o povo deve admitir a responsabilidade de dar directivos e controlar os


órgãos, porque isto não é só direito, mas também dever. Se acontecer uma situaçãoilegal, a
pessoa responsável deve responder no tribunal.

2
O poder político em Moçambique está sendo organizado em órgãos de soberania eórgãos
locais do Estado (conforme os arts. 133 e 262 ambos da Constituição da República de
Moçambique). Os órgãos dasoberania respondem ao nível central, os órgãos locais ao nível local.

5. Órgãos de soberania

São órgãos da soberania o Presidente da República, a Assembleia da República,


oGoverno, os Tribunais e o Conselho Constitucional (nos termos do art. 133 da CRM).

a) Presidente da República

O Presidente da República é o chefe do Estado de Moçambique. Ele


representaMoçambique internamente e no estrangeiro. Ele tem a tarefa de controlar o
funcionamento correcto dos órgãos do Estado (conforme o art. 145 da CRM). O Presidente da
República deve zelar que as garantias da constituiçãoserão cumpridas 3.O Presidente da República
é eleito pelo povo4. Para as demais competências do Presidente da República ver os artigos 158 a 162todos
da CRM.

Por exemplo,compete, ao Presidente da República nomear e demitir osReitores das


Universidades Estatais. Isto só pode ser sob proposta dos respectivos colectivos de direcção, nos
termos da lei.

b) Assembleia da República

A Assembleia da República é a assembleia representativa de todos os


cidadãosmoçambicanos (art. 167, n.o1 da CRM). A Assembleiada República é o mais alto órgão
legislativo na República de Moçambique5. Eladetermina as normas que regem o funcionamento
do Estado e a vida económica e socialatravés de leis e deliberações6.

De acordo com o n.o 2 do artigo 169 da CRM, a Assembleia da República é constituída


por 250 deputados. Esses são eleitos em eleições directas, iguais, secretos, pessoais e periódicos.
3
Cfr. n.o 2 do artigo 145 da CRM.
4
Cfr. n.o 1 do artigo 146 da CRM. Nos termos desse artigo, “a eleição deve ser directo, igual, secreto,
pessoal e periódico. Eleições têm lugar de cinco em cinco anos. Grosso modo, o Presidente da República só pode
ser reeleito de novo uma vez (art. 146, n.o 4 da CRM).
5
Cfr. n.o 1 do artigo 168 da CRM.
6
Cfr. n.o 2 do artigo 168 da CRM.

3
Os deputados são os representantes do povo moçambicano. Eles devem exprimir avontade
dos cidadãos nas deliberações da Assembleia da República. As leis aprovadaspela Assembleia da
República espelham aquilo que o povo quer. As leis sãoimplementadas pelo governo e pela
administração pública. Pelo cumprimento das leisvelam os tribunais. Deste modo, a nossa
constituição consta o controlo mútuo dos poderes dos órgãos da soberania.

c) O Governo

O Governo de Moçambique é o Conselho de Ministros (nos termos do art. 199 da


CRM).Esse é composto pelo Presidente da República, Primeiro/a Ministro/a epelos Ministros 7.

Compete ainda ao Governo (nos termos do artigo 203 da Constituição da República


deMoçambique):

 Garantir o gozo dos direitos e liberdades dos cidadãos;


 Dirigir a política laboral e a segurança social;
 Estimular a apoiar o exercício da actividade empresarial e da iniciativa privada
eproteger os interesses do consumidor e do público em geral, etc.
d) Tribunais

Os tribunais têm como objectivo garantir e reforçar a legalidade como factor da


estabilidade jurídica8. Eles devem garantir o respeito pelas leis, asseguram os direitos eliberdades
dos cidadãos, punem as violações da lei e decidem os problemas de acordocomo está escrito na
lei (n.ºs 1 e 2 do art. 211 da CRM).

As decisões dos Tribunais são do cumprimento obrigatório para todos os cidadãos


edemais pessoas jurídicas e prevalecem sobre as decisões de outras entidades9.

e) Conselho Constitucional

Ao Conselho Constitucional compete administrar a justiça em matérias de natureza


jurídico-constitucional (art. 240 da CRM). Bemcomo os tribunais velam sobre o cumprimento
7
Ver n.o 1 do artigo 200 da CRM.
8
Quando alguém sente que os seus direitos foram violados ou tenha qualquer outro problema, deve recorrer
ao tribunal.
9
Ver o artigo 214 da CRM.

4
das leis, o Conselho Constitucional zelasobre o cumprimento da Constituição da República de
Moçambique. Uma das tarefasdo Conselho Constitucional é apreciar, se leis violam a
constituição10. Cabe ainda ao Conselho Constitucional – entre outrasatribuições – validar e
proclamar os resultados eleitorais11.

6. Órgãos locais do Estado

Os órgãos locais do Estado têm como função à representação do Estado ao nível localpara
a administração e o desenvolvimento do respectivo território. Ao mesmo tempo,eles contribuem
para a integração e unidade nacionais.

A organização e funcionamento dos órgãos locais do Estado obedecem aos princípiosda


descentralização e desconcentração (nos termos do n. o 2 do artigo 8, n.o 1 do artigo 249 todos da
CRM). Os órgãos locais do Estado promovem a utilização dos recursosdisponíveis, garantem a
participação activa dos cidadãos e incentivam a iniciativa localna solução dos problemas da
comunidade12. Os órgãos locais do Estado garantem nos seus respectivos territóriosa realização
de tarefas e programas económicos, culturais e sociais de interesse local enacional 13.Órgãos
Locais do Estado existem ao nível da Província, dos Distritos e de Autarquias locais 14.

a) Província

A província é a maior unidade territorial da organização política, económica e social


daadministração local do Estado. Províncias são constituídas por distritos, postosadministrativos
e localidades (art. 11º da Lei n.º 112012 de 8 de Fevereiro, Lei dos ÓrgãosLocais do Estado).

São órgãos da administração pública de província:

i. A Assembleia Provincial. É o órgão de representação democrática, eleita por


sufrágio universal, directo, igual, secreto, pessoal, periódico e de harmonia

10
Ver al. a) do n.o 1 do artigo 243 da CRM.
11
Ver al. d) do n.o 2 do artigo 243 da CRM.
12
Ver n.o 1 do artigo 267 da CRM.
13
Ver n.o 1 do artigo 276 da CRM.
14
Cfr. n.o 1 do artigo 268 da CRM.

5
com o princípio de representação proporcional, cujo mandato tem a duração
de cinco anos15;
ii. O Governador Provincial. Dirige o Conselho Executivo provincial e é eleito
pelo povo e pode ser demitido pela Assembleia Provincial16e o
iii. O Conselho Executivo Provincial. É o órgão executivo de governação
provincial, responsável pela execução do programa de governação, aprovado
pela respectiva assembleia17.
b) Distrito

O Distrito é a unidade territorial principal da organização e funcionamento da


administração local do Estado e base da planificação do desenvolvimento económico,social e
cultural da República de Moçambique. O distrito é composto por postosadministrativos e
localidades. (art. 12da Lei dos Órgãos Locais do Estado).

c) Posto Administrativo

O Posto administrativo é a unidade territorial imediatamente inferior ao distrito, tendoem


vista garantir a aproximação efectiva dos serviços da administração local do Estadoàs populações
e assegurar maior participação dos cidadãos na realização dos interesseslocais. O Posto
administrativo é constituído por localidades (art. 13 da Lei dos ÓrgãosLocais do Estado).

d) Localidade

A localidade é a unidade territorial base da organização da administração local doEstado.


A localidade compreende aldeias e outros aglomerados populacionais inseridos no seu território
(art. 14 da Lei dos Órgãos Locais do Estado).

7. Administração Pública

A Administração Pública tem a tarefa de implementar as leis em todo o país, da capitalaté


ao nível das comunidades locais. Na sua função, serve o interesse público e na sua actuação
respeita os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Consoante art. 248 da CRM, os

15
Ver n.o 1 do artigo 278 da CRM.
16
Ver [Link] 1 e 2 do artigo 279 da CRM.
17
Ver n.o 1 do artigo 280 da CRM.

6
órgãos da AdministraçãoPública obedecem à constituição e à lei. Eles actuam com o respeito dos
princípios daigualdade, da imparcialidade, da ética e da justiça.

O art. 259 da Constituição da República de Moçambique exige que a


AdministraçãoPública estruture-se com base do princípio da descentralização e desconcentração.

Ela deve promover a modernização e a eficiência dos seus serviços, sem prejuízo
daunidade de acção e dos poderes de direcção do Governo. Ela também promove asimplificação
de procedimentos administrativos e a aproximação dos serviços aoscidadãos.

Os cidadãos têm o direito de serem informados pelos serviços competentes


daAdministração Pública sempre que requeiram sobre o andamento dos processos em que
estejam directamente interessados nos termos da lei18.

8. Partidos Políticos

São partidos políticos as organizações de cidadãos constituídas com objectivo


fundamental de participar democraticamente na vida política do país. Partidospolíticos têm a
finalidade de concorrer de acordo com a Constituição da República e asleis, para a formação e
expressão da vontade política dos cidadãos19. Partidos políticosintervêm, nomeadamente, no
processo eleitoral, mediante apresentação ou patrocíniode candidatura. A entrada em um
partidopolítico não é obrigatória. É sempre voluntária e provém da liberdade dos cidadãos
seassociarem em torno dos mesmos ideais políticos. Cada pessoa pode entrar apenas numpartido,
podendo mudar de partido se quiser a qualquer momento. Basta a pessoa nãoestar contente com a
política do partido filiado, isto é, se, por exemplo, o nosso partidonão cumpriu com as promessas
eleitorais.

Concorrem para as eleições todos os partidos políticos, isoladamente ou em coligaçãocom


outros partidos. Dessas eleições surgem deputados que vão representar a vontadedo povo na
Assembleia da República.

18
Ver n.o 1 do artigo 252 da CRM.
19
Ver n.o 1 do artigo74 da CRM.

7
Os partidos políticos expressam o pluralismo político, concorrem para a formação
emanifestação da vontade popular e são um instrumento fundamental para aparticipação
democrática dos cidadãos na governação do país (nos termos do art. 74, n.º 1 da CRM).

9. Participação dos cidadãos na vida política em Moçambique

A República de Moçambique é uma democracia. Ou seja, democracia é o governo do


povo. Como a população em Moçambique tem um númeroalto, os cidadãos elegem
representantes para defender a vontade política deles. Tambéma Constituição da República de
Moçambique aborda um elemento da democracia directa, que é o referendo 20. Esse se aplica em
questões de grande interessenacional.

Mas além disso, o artigo 73 da Constituição da República de Moçambique prevêa


permanente participação democrática dos cidadãos na vida da nação.

A participação da população na vida da nação não se limita apenas no período


daseleições. Pelo contrário, a participação da população é útil e necessária.

Neste passo queremos destacar três caminhos para a participação de cada um navida
política de dia a dia:

i. Integração activa em partidos políticos (no nosso país existem muitos


partidospolíticos, além da FRELIMO e da RENAMO, por exemplo o MDM, o
PDD e o PIMO);
ii. Empenho em organizações de cidadãos, que têm por objectivo a defesa de
interesses políticos de certas camadas da população21;
iii. Intervir no exercício da função administrativa do Estado, por exemplo, todos
oscidadãos têm o direito de apresentar petições (pedidos), queixas e
reclamaçõesperante a autoridade competente, para exigir o restabelecimento dos
seusdireitos violados ou em defesa do interesse geral22.

20
Vide artigo 136 da CRM.
21
Vide artigo 78 da CRM.
22
Vide artigo 79 da CRM.

8
Conclusão

O presente trabalho teve como tema estrutura Constitucional do Estado Moçambicano e


para facilitar a compreensão e organização dos conteúdos colhidos sobre este mesmo tema,
dividimos em duas partes, designadamente: i) onde abordamos a estrutura Constitucional do
Estado Moçambicano do ponto de vista geral, ou seja, nesse campo olhamos o conceito de
Estado e sua origem, como é exercido; depois tivemos a parte ii) onde abordamos a estrutura
Constitucional do Estado Moçambicano, ou seja, dedicamo-nos ao poder político sob uma
perspectiva legal moçambicana, onde também falamos de organização e estrutura do poder em
moçambique, como os cidadãos moçambicanos tem participado nesse fenómeno político.

Desde a Revolução Francesa de 1789, devido às pressões e influência dos


movimentosiluministas e constitucionalistas, concebeu-se o sistema de pluralismo político como
formade expressão, formação e manifestação da vontade da maioria. Geralmente, os
partidospolíticos são tidos como meio ou instrumento de pressão.

Nisso, dizemos que a constituição moçambicana consagra o princípio do pluralismo


político (arts 73, 74 e 75 todos da CRM) vindo a traçar como um dos objectivos – “contribuir

9
para a formação da opiniãopública, em particular sobre as grandes questões nacionais” 23. O
pluralismo social também, entre nós na constituição moçambicana, é reconhecidocomo forma de
promoção da democracia e participação dos cidadãos na vida política.

Não só contribuem para a realização dos direitos e liberdades dos cidadãos como
tambémpara a elevação da consciência individual e colectiva no cumprimento dos deveres
cívicos.

Referências bibliográficas

1. Doutrina
 BOBBIO, NORBERTO, Estado, in Enciclopédia Einaudi, vol. 14,
Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1989.

 CAMPOS, M. Fontaine, Natureza, origem e exercício do poder político,


apontamentos sobre ciências políticas da Escola de Direito do Porto da
Universidade Católica Portuguesa, 2009, p. 2.
 DO AMARAL, Freitas, Estado, in Polis, n.º 2, 1.ª Ed., Verbo, 1983.
 HOBBES, Thomas, Leviathan – or the Matter, Forme and Power of a
Common-Wealth Ecclesiasticall and Civill, Cambridge University Press,
1996.
 PIRES, Lucas, Introdução à Ciência Política, Universidade Católica
Portuguesa, Porto, 1998.

 ZIMMERLING, Ruth, Influence and Power – Variations on a Messy


Theme, Springer, Dordrecht, 2005.
 ZIPPELIUS, Reinhold, Teoria Geral do Estado, 3.ªEd., Gulbenkian,
Lisboa, 1997.
2. Legislação
 MOÇAMBIQUE, Constituição da República de Moçambique de 2004,
Revista pela Lei n.o 1/2018, de 12 de Junho, que aprova a Lei de Revisão
Pontual da Constituição da Republica de Moçambique, publicada no BR
n.o 32, I Série, Imprensa Nacional de Moçambique E. P.
23
Nos termos da al. c) do n.o 2 do artigo 75 da CRM.

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11

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