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Programa de Conservação Auditiva 2022-2023

O Programa de Conservação Auditiva da empresa Deltatron visa proteger a saúde auditiva dos trabalhadores expostos a ruídos ocupacionais, estabelecendo diretrizes e procedimentos para a prevenção da perda auditiva induzida por ruído. O programa inclui avaliação de riscos, monitoramento, uso de equipamentos de proteção auditiva e treinamento dos funcionários. A validade do programa é de agosto de 2022 a agosto de 2023.
Direitos autorais
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Programa de Conservação Auditiva 2022-2023

O Programa de Conservação Auditiva da empresa Deltatron visa proteger a saúde auditiva dos trabalhadores expostos a ruídos ocupacionais, estabelecendo diretrizes e procedimentos para a prevenção da perda auditiva induzida por ruído. O programa inclui avaliação de riscos, monitoramento, uso de equipamentos de proteção auditiva e treinamento dos funcionários. A validade do programa é de agosto de 2022 a agosto de 2023.
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PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO

AUDITIVA

EMPRESA
DELTATRON COMERCIO DE EQUIPAMENTOS
ELETROELETRONICOS E SERVICOS DE MANUTENCAO EIRELI
CNPJ: 27.294.910/0001-80

ENDEREÇO: Av. Copacabana, 325


Barueri - SP
CEP: 06472-001

VALIDADE
Agosto de 2022 a Agosto de 2023
SUMÁRIO
1. QUADRO DE REVISÕES.....................................................................................................................................................2
2. INTRODUÇÃO................................................................................................................................................................... 2
3. OBJETIVO.......................................................................................................................................................................... 3
4. ABRANGÊNCIA..................................................................................................................................................................4
5. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA........................................................................................................................................4
6. DEFINIÇÕES....................................................................................................................................................................... 4
7. RESPONSABILIDADES........................................................................................................................................................5
8. PROCEDIMENTOS............................................................................................................................................................. 7
8.1.1 AÇÕES E MÉTODOS DE MEDIÇÃO.....................................................................................................................................8
8.2 DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS DE NORMALIDADE, MUDANÇA, APTIDÃO E APTIDÃO DE ALTO RISCO.................................9
8.2.1 NORMALIDADE.................................................................................................................................................................9
8.2.2 MUDANÇA........................................................................................................................................................................ 9
8.2.3 APTIDÃO NO EXAME PRÉ-ADMISSIONAL.........................................................................................................................9
8.2.4 APTIDÃO DE ALTO RISCO NO EXAME ADMISSIONAL.......................................................................................................9
8.3 REQUISITOS PARA EMISSÃO DE CAT POR PERDA AUDITIVA.........................................................................................10
8.4 DEFINIÇÃO DE MEDIDAS DE PROTEÇÃO E MITIGAÇÃO / ATENUAÇÃO DOS NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA.................10
8.5 ESPECIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AURICULAR..................................................................................11
8.5.1 TIPO DE PROTETORES:....................................................................................................................................................12
8.5.2 GRAU DE ATENUAÇÃO DOS PROTETORES.....................................................................................................................12
8.5.3 MANUTENÇÃO DOS PROTETORES..................................................................................................................................12
8.6 MONITORAMENTO/MEDIÇÃO.......................................................................................................................................13
8.7 COMPETÊNCIA, TREINAMENTO E CONSCIENTIZAÇÃO...................................................................................................13
9. ANÁLISE CRÍTICA............................................................................................................................................................. 13
10. ENCERRAMENTO CONCLUSÃO.......................................................................................................................................14

1. QUADRO DE REVISÕES

Data Revisão Motivo Descrição

25/08/2022 00

Motivo: 1 – Atendimento à legislação / 2 – Incorporação de nova atividade / 3 – Alteração de metodologia / 4 – Melhoria do processo /5
– Outro (Especificar)

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2. INTRODUÇÃO

O ruído é gerado por muitos processos industriais, operações e atividades de


trabalho. É um dos riscos ocupacionais mais comuns. A exposição prolongada a
ruído excessivo pode causar perda auditiva induzida por ruído ocupacional (PAIRO).
A PAIRO refere-se a uma perda permanente da sensibilidade auditiva, o que leva a
dificuldades de comunicação, comprometimento nas relações sociais, isolamento
social e degradação na qualidade de vida.

Outros efeitos prejudiciais da exposição ao ruído excessivo incluem zumbido (o


que pode levar a distúrbios do sono), trauma acústico (temporária ou permanente
perda de audição devido à súbita exposição ao ruído muito alto), interferência com a
comunicação de voz e com a percepção de sinais de alerta, interrupção de
desempenho no trabalho, aborrecimento e efeitos extra auditivos.

Para proteger os trabalhadores expostos aos efeitos adversos do ruído, todos os


locais com risco de ruído devem implementar um Programa de Conservação
Auditiva abrangente, como parte de segurança da empresa e programa de saúde.

As orientações sobre Programa de Conservação Auditiva devem servir para


ajudar os empregadores, engenheiros de plantas, monitoramento de ruído e oficiais
de controle de ruído pessoal de segurança e saúde e outras partes interessadas na
implementação do PCA.

Este programa visa à prevenção da perda auditiva induzida por ruído ocupacional
e a conservação da saúde auditiva dos trabalhadores relacionados à segurança,
meio ambiente e saúde.

Implementar um PCA proporciona benefícios primários e secundários. O primeiro


resulta em evitar que o funcionário adquira perda auditiva induzida pelo ruído.

Está claramente estabelecido que exposição habitual a níveis de ruído acima de


85 dB (A) causarão significativa perda auditiva em mais de 50% da população
exposta. Existem dados de que este nível de ruído, para algumas pessoas, já ser
lesivo a 75 dB (A). Estes efeitos extra- auditivos são muitos difíceis de qualificar, já
que são não-específicos e muitas outras causas danosas e/ou estressantes podem
coexistir. Estudo realizado para detectar o benefício extra- auricular do PCA indicam
que menos acidentes de trabalho e menos problemas médicos ocorrem, assim como
menos ausência do trabalho e mais produtividade.

Lembramos que cada situação é praticamente singular e própria, devendo ser


avaliada no próprio local por pessoa especializada, constituindo este resuma em um
mero exemplo simplificado.

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IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
DELTATRON COMERCIO DE
RAZÃO SOCIAL EQUIPAMENTOS ELETROELETRONICOS E
SERVICOS DE MANUTENCAO EIRELI

CNPJ 27.294.910/0001-80

ENDEREÇO Av. Copacabana, 325

CIDADE São Paulo

CNAE 4669-9/99

Comércio atacadista de outras


máquinas e equipamentos não
ATIVIDADE PRINCIPAL
especificados anteriormente; partes e
peças

GRAU DE RISCO 3

N° DE FUNCIONÁRIOS EFETIVOS 2

3. OBJETIVO

 Esse Programa de Conservação Auditiva - PCA apresenta os seguintes


objetivos:
 Preservar a saúde ocupacional dos Integrantes e Subcontratados;
 Garantir o atendimento da legislação aplicável;
 Estabelecer diretrizes e parâmetros mínimos para a conservação, avaliação e
acompanhamento da audição dos Integrantes e Subcontratados;
 Priorizar a aplicação de medidas de proteção coletiva;
 Orientar na seleção e no uso correto dos equipamentos de proteção auditiva,
de avaliação médica e de monitoramento audiológico;
 Garantir o alinhamento e sinergia entre as ações de Proteção do elemento
Ergonomia e as áreas-chave de Controle Médico de Saúde Ocupacional e de
Higiene e Riscos Ambientais.

4. ABRANGÊNCIA
Este procedimento se aplica a todos os Empreendimentos/Contratos da
DELTATRON COMERCIO DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRONICOS E
SERVICOS DE MANUTENCAO EIRELI.

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5. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

a. Norma Regulamentadora NR -7, alterada pela Portaria SSST / MTe nº 19/98


– Anexo I. Diretrizes e parâmetros mínimos para avaliação e
acompanhamento da audição. Legislação brasileira.
b. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)
c. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)

6. DEFINIÇÕES

Audiômetro:

Equipamento para medir o limiar ou a sensibilidade da audição.


Decibels(dB):

Medida de nível sonoro (loudness). A escala de decibel é uma escala logarítmica;


como um exemplo, um ruído de 90 dB é dez vezes mais alto do que um ruído 80 dB.

Exames Audiológicos:

Exame que mede a sensibilidade de um limiar auditivo da pessoa, em decibéis.


O teste também é estabelecido como um exame-base para comparar com os outros
exames posteriores para determinar se está ocorrendo perda auditiva.

Fonoaudiólogo:
Profissional especializado no estudo da audição.
Hertz (Hz):

Unidade de medida de frequência, expresso como ciclos por segundo.


(1ciclo/segundo = 1Hz)

Limiar de dor:
Um nível de ruído de 120dB causa dores.

NIOSH:

National Institute for Occupational Safety and Health

NPS:
Nível de Pressão Sonora

NPSE:

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Nível de Pressão Sonora Elevada
PAIRO
Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional como qualquer alteração dos limiares
auditivos, do tipo neurossensorial, decorrente da exposição sistemática a Níveis
Elevados de Pressão Sonora (NPSE), tendo como características principais a
irreversibilidade e a progressão com o tempo de exposição ao Perigo / Risco ,
inicialmente, com o acometimento dos limites auditivos em uma ou mais frequências
da faixa de 3.000 a 6.000 Hz.

7. RESPONSABILIDADES

Compete ao:

Diretor de Contrato:

- Assegurar os recursos humanos, financeiros e materiais para implementação e


manutenção do Programa de Proteção Auditiva – PPA.

Equipe Dirigente:

- Atuar como facilitadores na implantação do Programa PPA;


- Garantir a participação de seus liderados nos exames audiométricos e nos
treinamentos do PCA programados;
- Priorizar as ações de Proteção nos Processos / Atividades;
- Apoiar a implementação das medidas de controle e proteção coletiva aprovadas no
Empreendimento / Contrato;
- Analisar criticamente os resultados consolidados do Programa de Proteção Auditiva

Supervisores / Líderes / Assistentes Técnicos / Encarregados:

- Assegurar o conhecimento e o cumprimento do Programa de Conservação Auditiva


pelos seus liderados expostos aos Perigos / Riscos associados aos agentes físicos -
ruídos e químicos.
– Otológicos, identificados nas APNR’s – PI-PR-02 – Análise Preliminar de Níveis de
Riscos;
- Implantar as medidas de controle e proteção coletiva aprovadas;
- Conduzir as ações de monitoramento / medição da utilização adequada da proteção
auditiva;
- Garantir que sejam utilizadas somente proteções auditivas especificadas pela Área
de Segurança do Trabalho;
- Assegurar o direito do integrante sujeito à proteção auditiva que deixe a área
de risco por motivo justificado relacionado à insuficiência / inadequação da proteção
auditiva;

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- Liberar os Integrantes para participação nos treinamentos do PPA quando
convocados e para realização de audiometrias e demais exames médicos e
ocupacionais;
- Comunicar a Área de SSTMA qualquer desvio / não conformidade detectada em
relação ao PCA;

Segurança do Trabalho:
- Conduzir o monitoramento ambiental dos Perigos e Riscos associados a ruído e aos
agentes otológicos, atualizando os registros dos Programas PGR, bem como,
divulgando os resultados aos Gestores de Processo;
- Propor aos Gestores de Processo a adoção de medidas de controle e proteção
coletiva atenuando ou limitando o aumento do NPSE, prioritariamente aplicáveis aos
Processos/Atividades;
- Promover a seleção do tipo da proteção auditiva apropriada à redução da
exposição ao NPSE, com apoio da Saúde Ocupacional;
- Apoiar o Monitoramento / Medição da utilização adequada da proteção auditiva.

Saúde Ocupacional:
- Aprovar e garantir a coordenação, implementação e manutenção do Programa de
Proteção Auditiva, viabilizando recursos profissionais adicionais sempre que
necessário;
- Conduzir o monitoramento / medição audiológica e as avaliações médicas,
atualizando os registros e prontuários dos Programas PCMSO e PGR, bem como,
divulgando as informações pertinentes aos resultados aos Gestores de Processo;

Suprimentos:
- Adquirir os equipamentos de proteção auditiva conforme requisitos especificados pela
Segurança do Trabalho.

Integrantes (Demais funcionários):


- Participar dos treinamentos e exames audiológicos, quando convocados;
- Usar de forma adequada a proteção auditiva fornecida em conformidade com as
instruções e treinamentos ministrados;
- Guardar e Manter a proteção auditiva, quando não estiver em uso, de modo
apropriado para Proteção de danos ao equipamento de proteção individual;

8. PROCEDIMENTOS

O Programa de Conservação Auditiva – PCA deve ser elaborado e implementado


nos Empreendimentos/Contratos em conformidade com as seguintes Etapas:
• Avaliação, monitoramento e controle dos riscos;

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• Definição de critérios de Normalidade, Aptidão no Exame Pré-
Admissional e Aptidão de Alto Risco no Exame Admissional;
• Definição de medidas de Proteção e mitigação/atenuação dos níveis de
pressão sonora elevados;
• Seleção e especificação de equipamentos de proteção auricular;
• Monitoramento / Medição;
• Competência, Treinamento e Conscientização.
8.1 AVALIAÇÃO, MONITORAMENTO E CONTROLE DOS RISCOS.

A avaliação, o monitoramento e o controle dos riscos devem ser realizados com


base nos seguintes processos:

a) Conhecer o ambiente de trabalho: presença de ruído, de produtos químicos


otológicos, ritmo e jornada de trabalho;
b) Avaliar se o ruído presente interfere na comunicação oral e no reconhecimento
de sinais acústicos necessários ao trabalho;
c) Realizar avaliações da exposição aos Níveis de Pressão Sonora Elevados.
d) Identificar grupos de trabalhadores expostos, por níveis de exposição, ou seja,
submetidos a maior ou menor risco;
e) Estabelecer prioridades para controle;
f) Dados de complemento e refino através de ações de medição do nível de ruído,
realizada com a finalidade de determinar horários de pico, tempos de exposição,
medidas de controle e possibilidades de remanejamentos de integrantes
/ subcontratados lesados para uma atividade de menor exposição, dentro do
conceito de reabilitação para o trabalho;
g) Avaliar a eficácia do controle proposto.

O ruído é avaliado para estimar o risco de perda auditiva e/ou para realizar estudo de
tratamento acústico do ambiente.
Para avaliar os níveis de ruído a que os trabalhadores estão expostos, utiliza-se um
medidor de nível de pressão sonora comum, medindo os níveis de ruído e os tempos
de exposição a estes níveis. É adotados os procedimentos técnicos e legais, como
disposto nas normas ISO ou na Portaria 3.214/78 NR-15, onde são descritas as formas
de efetuar a somatória do tempo de exposição e dos níveis de pressão sonora.
O equipamento de medição de ruído é colocado dez centímetros próximos ao pavilhão
auditivo, direcionado para a fonte geradora do ruído. Esse equipamento é calibrado
adequadamente antes e depois da avaliação.

8.1.1 AÇÕES E MÉTODOS DE MEDIÇÃO

Essas ações de medição compreendem as seguintes avaliações e suas respectivas


metodologias de medição:

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 Avaliação do nível de ruído / NPS ambiental através de Método que
empregue o instrumento decibelímetro com banda de oitava, devidamente
calibrado;
 Avaliação da Exposição;
 Avaliação da Audição através de Audiometria Tonal para todos os integrantes e
subcontratados. Nos casos em que houver a necessidade de elucidar o
diagnóstico de PAIR – Perda Auditiva Induzida por Ruído, realizar uma
avaliação através dos Exames de Logoaudiometria, Imitânciometria, Emissões
Otoacústicase Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico para todos os
integrantes e subcontratados expostos a NPSE e/ou a agentes químicos com
potencial ototóxico.

As Audiometrias Tonais devem abranger as frequências de 250, 500, 1.000,


2.000,
3.000,4.000, 6.000 e 8.000 Hz na via aérea e 500, 1.000, 2.000, 3.000, e 4.000 Hz
na via óssea, com Otoscopia Prévia. O Anexo I - Anamnese Audiométrica apresenta
um modelo desta ferramenta.
Para assegurar uma precisão e confiabilidade nos resultados da avaliação o
Integrante deve obedecer à metodologia que prevê a permanência em repouso
auditivo por um período mínimo de 14 (quatorze) horas até o momento de
realização da Audiometria Tonal.
Os registros das Avaliações Audiométricas devem ser feitos em Folha de Registro
Individual (ANEXO I) do Integrante /Subcontratado contendo, no mínimo, as seguintes
informações:

Nome, idade e número do registro de identidade do Integrante;


Nome da empresa e função do Integrante;
Data do exame, tempo de repouso auditivo cumprido para a realização do exame
audiométrico;
Nome do fabricante, modelo e data da última calibração do audiômetro;
Traçado audiométrico e símbolos conforme requisitos legais locais;

NOTA:
O traçado audiométrico e símbolos usados em audiometrias realizadas em integrantes
de Empreendimentos /Contratos no Brasil devem ser as constantes da Portaria 19.
Nome e número de registro no Conselho Regional de Classe e assinatura do
profissional responsável pela realização do exame audiométrico.

NOTA:
Para atendimento a legislação brasileira, Conselho Regional de Fonoaudiologia e
Conselho Regional de Medicina, Especialidade de Otorrinolaringologista.
Assinatura do Integrante.

8.2 DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS DE NORMALIDADE, MUDANÇA, APTIDÃO E APTIDÃO


DE ALTO RISCO

O enquadramento das avaliações em uma das categorias deve obedecer aos critérios
especificados na sequência:
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8.2.1 NORMALIDADE

O Programa de Proteção Auditiva (PPA) deve adotar como critério de Normalidade, o


exame cujo traçado audiométrico descreva limiares auditivos até 25 dB, encontrados
nas Audiometrias Tonais, realizadas por Fonoaudióloga (o) habilitada (o) indicada (o)
pelo Médico do Trabalho Coordenador do Empreendimento / Contrato.

8.2.2 MUDANÇA

Como critério de mudança deve ser considerada como alteração significativa dos
limiares auditivos, nos termos da portaria 19, quando a comparação ao exame de
referência apresentar uma diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos
de 10 dB ou mais, no grupo de frequências de 500, 1.000 e 2.000 Hz, ou no grupo de
frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz. As pioras em frequências isoladas só
devem ser consideradas significativas se atingirem 15 dB ou mais.

8.2.3 APTIDÃO NO EXAME PRÉ-ADMISSIONAL

Deve ser enquadrado como Apto no exame Pré-Admissional, todo Integrante / sub
contratado que apresentar uma avaliação de Audiometria Tonal dentro dos critérios
classificados como normalidade.

8.2.4 APTIDÃO DE ALTO RISCO NO EXAME ADMISSIONAL

O PCA estabelece os critérios técnicos descritos na sequencia como de Aptidão


de Alto Risco no Exame Admissional:

O Integrante / sub-contratado para ocupação de cargos e funções em ambientes com


níveis depressão sonora acima de 80 dB(A) no Exame Pré-Admissional, quando
apresentar Anacusia unilateral;
Individuo jovem com PAIR-Ocupacional já diagnosticada e cujo cargo e função
envolva Processo / Atividade em área de alto nível de ruído – igual ou maior que 90
dB(A);
Não é recomendado o uso de protetor auditivo em candidato que apresentar ouvido
com perfuração timpânica e / ou otorréia. O candidato, nessas condições, deve
ser avaliado pelo Médico do Trabalho Coordenador do Empreendimento / Contrato;
Os potenciais Integrantes/Sub-contratados em processo adicional com perda auditiva
devem ser informados de sua situação auditiva, após avaliação audiológica,
assinando documento onde deve constar sua ciência quando à limitação detectada,
bem como, que foi adquirida anteriormente. O Anexo II – Declaração de Ciência PA,
apresenta esta ferramenta;
Admissão do trabalhador quando este for portador de perda auditiva neurossensorial
causada por agente etiológico que não o ruído, com comprometimento das
frequências de 500 Hz, 1000Hz ou 2000 Hz;
Portador de perda auditiva importante, de causas variadas, principalmente se estiver

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Atingindo frequências entre 500 Hz e 2000 Hz, em que a exposição ao ruído possa
prejudicar o pouco de audição remanescente;
Portador de otite média crônica.
Os Integrantes que, nos Exames Periódicos ou Demissionais, apresentarem
agravamento da sua situação auditiva, segundo o critério do Anexo I da NR-7, devem
ser encaminhados para um Otorrinolaringologista identificado pelo Médico do Trabalho
Coordenador para emissão de Laudo/ Relatório Técnico que forneça subsídios para o
adequado diagnóstico e definição da conduta médica a ser observada.

NOTAS:
1. Constatada as perdas auditivas, qualificadas como ocupacional, as seguintes
medidas podem ser tomadas de acordo com cada caso:
a) Avaliação do nexo causal;
b) Mudança de função;
c) Mudança de EPI;
d) Avaliação audiométrica com intervalos menores;
e) Abertura de CAT;
f) Afastamento do trabalho.

8.3 REQUISITOS PARA EMISSÃO DE CAT POR PERDA AUDITIVA

O Médico do Trabalho Coordenador do Empreendimento / Contrato tem


autonomia para individualmente ou, quando necessário, apoiado em relatório de
Otorrinolaringologista, decidir pela emissão de CAT – Comunicação de Acidente de
Trabalho, nos termos da legislação brasileira, para aqueles casos com suspeita de
perda auditiva, após comprovação e estabelecimento de nexo causal ou nexo
técnico epidemiológico, considerando-se a peculiaridades regionais e os requisitos
legais brasileiros aplicáveis.
Com intuito de facilitar a implementação desta sistemática, o Anexo III -
Fluxograma das Medições e Avaliações Médicas apresenta ferramenta com os
passos envolvidos nas etapas deste procedimento.

8.4 DEFINIÇÃO DE MEDIDAS DE PROTEÇÃO E MITIGAÇÃO / ATENUAÇÃO DOS NÍVEIS


DE PRESSÃO SONORA

Dentro da hierarquia da Proteção, o Programa de Conservação Auditiva, recomenda


a definição de ações de gerenciamento dos Perigos e Riscos associados a NPSE na
seguinte ordem de prioridade:

Fonte de geração ou na Trajetória, tais como:

 Mudanças de processo;
 Manutenção Preventiva dos equipamentos dinâmicos / rotativos ruidosos;
 Fixação rígida dos motores;
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Balanceamento das partes móveis dos equipamentos;
 Alinhamento de rolamentos e eixos;
 Lubrificação dos equipamentos;
 Confinamento / Enclausuramento dos equipamentos ruidosos;
 Segregação dos equipamentos ruidosos;
 Instalação de Barreiras Acústicas;
 Limitação dos tempos de exposição.
Essas definições são de responsabilidade da Segurança do Trabalho em conjunto
com o Gestor da Área envolvida.
Como última opção ou para Proteção da exposição residual, com base nas
recomendações do NIOSH – National Institute for Ocupacional Safety and Health, a
definição de medidas de Proteção / mitigação associadas ao uso de equipamentos
de proteção individual deve levar em consideração os seguintes critérios:
 Uso de 1 protetor para Integrantes expostos a níveis de pressão sonora entre
80 a 100dB (A);
 Uso de 2 protetores para Integrantes expostos a níveis de pressão sonora
entre 100 a 105 dB (A);
 Não permitir exposição ocupacional em níveis de pressão sonora acima de 105
dB (A).
Para assegurar o atendimento a esses requisitos de caráter técnico, o Programa
PCA recomenda as suas inclusões em regras operacionais formais
Procedimentos/Instruções de Trabalho) dos Empreendimentos/Contratos.

8.5 ESPECIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AURICULAR

Mediante a especificação dos equipamentos de proteção individual auditivo


pela Segurança do Trabalho, os Empreendimentos / Contratos devem adotar rotinas
operacionais de aquisição que assegurem a compra dentro dos requisitos
especificados, com critérios de:
 Qualidade;
 Conforto e tamanho;
 Certificado de Aprovação – CA dentro da validade (requisito da legislação
brasileira);
 Número do lote.
Os Empreendimentos / Contratos devem estabelecer sistemáticas para
controle de datas de fornecimento, de reposição e de substituição desses
equipamentos de proteção individual auditivos – EPI’s entregues aos Integrantes.

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8.5.1 TIPO DE PROTETORES:

Basicamente, existem dois tipos de protetores:

PLUG Espuma ou Silicone

CONCHA

8.5.2 GRAU DE ATENUAÇÃO DOS PROTETORES

Na seleção dos protetores, deve-se considerar o nível de redução do


ruído (NRR), o qual é fornecido pelos fabricantes na embalagem do produto.

Com base nas recomendações da NIOSH, os NRRs informados pelos


fabricantes devem ser ajustados segundo os seguintes critérios:
 Concha: subtrair 25% do NRR informado;
 Plug: subtrair 50% do NRR informado.
8.5.3 MANUTENÇÃO DOS PROTETORES
 Os protetores do tipo plug espuma devem ser descartados após o uso;
 Os protetores do tipo plug silicone e do tipo concha devem sem limpos após
o uso com água e sabão e limpos com pano umedecido com água,
respectivamente.
8.6 MONITORAMENTO/MEDIÇÃO

A eficácia do PCA deve ser monitorada/medida através dos resultados


obtidos nos exames audiométricos dos Integrantes dentro do planejamento
estabelecido pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO,

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bem como, verificada com base nos agravamentos e casos novos que vierem a
ocorrer. Monitoramento, Medição e Mensuração de Desempenho em SSTA
apresenta a ferramenta para este procedimento.

O monitoramento de campo em Frentes de Trabalho deve ser conduzido por todas as


lideranças, pelos membros da CIPA – Comissão Interna de Proteção de Acidentes
(instrumento de representatividade da legislação brasileira) e pelo SSTMA do
Empreendimento/Contrato, através de instrumentos e ferramentas tais como:
Inspeções, Qualimetria, etc.

Os Integrantes e Sub-contratados, expostos a níveis de ruído acima de 85 dB


(A) pelo tempo de exposição de 8 h / dia, que não venham a fazer uso de protetores
auriculares podem ser objeto de advertência, dentro de regras previstas em Códigos
Disciplinares locais.

8.7 COMPETÊNCIA, TREINAMENTO E CONSCIENTIZAÇÃO

Com o objetivo de assegurar competência, conscientização e eficácia no emprego


da proteção auditiva, todos os integrantes abrangidos pelo Programa de Proteção
Auditiva nos Empreendimentos / Contratos devem receber treinamento no tema,
através de mecanismos, tais como:

 Palestras de motivação dos Integrantes / Sub-contratados expostos ao ruído


e de suas lideranças, para a valorização do trabalho de Proteção auditiva;
 Palestras e eventos de informação, conscientização e treinamento dos líderes
e liderados sobre os efeitos da exposição a NPSE no organismo humano;
 Orientações para utilização, conservação, higienização e prazos de trocas
dos EPI’s auditivos.

Os eventos de treinamentos devem ser realizados nas respectivas admissões, como


parte do processo de integração e, posteriormente, a critério do Médico do Trabalho
Coordenador do Empreendimento/Contrato, inseridos nos Programas de
Treinamento dos Empreendimentos / Contratos.

9. ANÁLISE CRÍTICA

Os resultados / constatações dos monitoramentos / medições conduzidas dentro do


PCA devem ser consolidadas e submetidas à Análise Crítica do Diretor de Contrato e
Equipe Dirigente com vistas à definição de ações corretivas e de melhoria contínua.

AV Ipiranga, 318, Bloco B - Conj 1701 - República - São Paulo - SP - CEP: 01046010 Página 14 de 15
Tel: (11)4218-7606 - Email: contato@[Link] - Site: [Link]
10. ENCERRAMENTO CONCLUSÃO

Os signatários deste PCA - PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA foram


contratados pela Empresa DELTATRON COMERCIO DE EQUIPAMENTOS
ELETROELETRONICOS E SERVICOS DE MANUTENCAO EIRELI. Para
desenvolvimento dos trabalhos, portanto segue este Programa devidamente
assinado, composto de 15 (Quinze) folhas digitadas apenas no anverso.

_____________________
Carlos Carvalho de Sousa
Técnico em Segurança do Trabalho
M.T.E: 0039121-SP

_____________________
Assinatura Responsável
Rafael Calebe da Rocha Silva

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