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Crimes Contra a Dignidade Sexual

crimes contra a dignidade sexual e decisões judiciais sobre o tema
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TÍTULO VI

DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL

CAPÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL

Estupro
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter
conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
§ 1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima
é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
§ 2º Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

simulação de arma de fogo pode sim configurar a “grave ameaça”.


Isso porque a “grave ameaça” deve ser analisada com base no
sentimento unilateral que é provocado no espírito da vítima subjugada. A
existência de grave ameaça não depende do risco objetivo e concreto a
que a vítima foi efetivamente submetida.
STJ. 6ª Turma. REsp 1916611-RJ, Rel. Min. Olindo Menezes
(Desembargador convocado do TRF 1ª Região), julgado em 21/09/2021
(Info 711).

A Súmula 608 do STF prevê que “no crime de estupro, praticado


mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada.”
O entendimento dessa súmula pode ser aplicado independentemente da
existência da ocorrência de lesões corporais nas vítimas de estupro.

No caso de crimes contra a liberdade sexual (arts. 213 a 216-A) e crimes


sexuais contra vulnerável (arts. 217-A a 218-B), se o autor do delito for
ascendente da vítima, a pena deverá ser aumentada de metade (art.
226, II, do CP).
O bisavô está incluído dentro dessa expressão “ascendente”.

Atentado violento ao pudor


Art. 214

Violação sexual mediante fraude


Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém,
mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de
vontade da vítima:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem
econômica, aplica-se também multa.

Importunação sexual
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com
o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime
mais grave.

 ex: agente que ejacula em mulher que dorme durante uma viagem de ônibus.

Atentado ao pudor mediante fraude


Art. 216.

Assédio sexual
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou
favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico
ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
§ 2º A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18
(dezoito) anos.

 Para o STJ, o professor que se vale da sua função e toca os seios de aluna pratica
o crime.

CAPÍTULO I-A
DA EXPOSIÇÃO DA INTIMIDADE SEXUAL

Registro não autorizado da intimidade sexual


Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio,
conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado
sem autorização dos participantes:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em
fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena
de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.

Para o STJ, contudo, mesmo com essa omissão legislativa, conclui-se que
o crime do art. 216-B do CP se trata de ação penal pública
incondicionada. Isso porque, inexistindo menção expressa de que se
trata de ação privada ou pública condicionada, aplica-se a regra geral do
art. 100 do Código Penal: no silêncio da lei, deve-se considerar a ação
penal como pública incondicionada.
STJ. 6ª Turma. RHC 175.947/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado
em 25/4/2023 (Info 772).

CAPÍTULO II
DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL

Sedução
Art. 217.
Estupro de vulnerável
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com
MENOR de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com
alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

§ 2º
§ 3º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.
§ 4º Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se
independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações
sexuais anteriormente ao crime.

No crime de estupro de vulnerável, é possível a aplicação da fração


máxima de majoração prevista no art. 71, caput, do Código Penal, ainda
que não haja a delimitação precisa do número de atos sexuais
praticados, desde que o longo período de tempo e a recorrência das
condutas permita concluir que houve 7 (sete) ou mais repetições.
STJ. 3ª Seção. REsps 2.029.482-RJ e REsp 2.050.195-RJ, Rel. Min. Laurita
Vaz, julgado em 17/10/2023 (Recurso Repetitivo – Tema 1202) (Info
792).

Admite-se o distinguishing quanto ao Tema 918/STJ, na hipótese em que


a diferença de idade entre o acusado e a vítima não se mostrou tão
distante quanto do acórdão sob a sistemática dos recursos repetitivos
(no caso, o réu possuía 19 anos de idade, ao passo que a vítima contava
com 12 anos de idade), aliado ao fato de a menor viver maritalmente
com o acusado desde o nascimento da filha do casal, devidamente
reconhecida, o que denota que não houve afetação relevante do bem
jurídico a resultar na atuação punitiva estatal.
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 2.015.310/MG, Rel. Min. Jesuíno Rissato
(Desembargador convocado do TJDFT), julgado em 12/9/2023 (Info 16 –
Edição

De acordo com o parágrafo único do art. 71 do CP:


Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes,
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz,
considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias,
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, até o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art. 70
e do art. 75 deste Código.
A violência de que trata a continuidade delitiva especial (art. 71,
parágrafo único, do CP) é a violência real. Assim, não é possível aplicar a
continuidade delitiva específica para o estupro de vulnerável (art. 217-A
do CP) porque neste crime há uma ficção jurídica de violência, não sendo
caso de violência real.
Desse modo, se forem praticados diversos crimes de estupro de
vulnerável, será possível aplicar a continuidade delitiva simples
(comum), do caput do art. 71 do CP. Não será possível aplicar a
continuidade delitiva específica, trazida pelo parágrafo único do art. 71.
STJ. 5ª Turma. AgRg em ARESP 2.165.385/MG, Rel. Min. Reynaldo Soares
da Fonseca, julgado em 5/9/2023 (Info 786).

Nos casos de estupro de vulnerável praticado em continuidade delitiva


em que não é possível precisar o número de infrações cometidas, tendo
os crimes ocorrido durante longo período de tempo, deve-se aplicar a
causa de aumento de pena no patamar máximo de 2/3. STJ. 6ª
[Link] 1.932.618/RJ, Rel. Min. Jesuíno Rissato (Desembargador
convocado do TJDFT), julgado em 8/8/2023 (Info 782).

Tratando-se de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP) e não havendo


na localidade Vara especializada em delitos contra a criança e o
adolescente, as ações penais distribuídas até 30/11/2022 tramitarão nas
Varas às quais foram distribuídas originalmente ou após determinação
definitiva do Tribunal local ou superior.
STJ. 6ª Turma. REsp 2.052.222/RJ, Rel. Min. Jesuíno Rissato
(Desembargador convocado do TJDFT), julgado em 18/4/2023 (Info 773).
De quem é a competência para julgar o crime de estupro praticado
contra criança e adolescente no contexto de violência doméstica e
familiar?
1ª opção: juizado ou vara especializada em crimes contra a criança e o
adolescente (caput do art. 23 da Lei nº 13.431/2017);
2ª opção: caso não exista a vara especializada em crimes contra a
criança e o adolescente, esse crime será julgado no juizado ou vara
especializada em violência doméstica, independentemente de
considerações acerca da idade, do sexo da vítima ou da
motivação da violência (parágrafo único do art. 23 da Lei nº
13.431/2017);
3ª opção: nas comarcas em que não houver varas especializadas em
violência contra crianças e adolescentes ou juizados/varas de violência
doméstica, a competência para julgar será da vara criminal comum. STJ.
6ª Turma. REsp 2005974/RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 14/2/2023
(Info 765)

Presente o dolo específico de satisfazer à lascívia, própria ou de terceiro,


a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos configura o crime de
estupro de vulnerável (art. 217-A do CP), independentemente da
ligeireza ou da superficialidade da conduta, não sendo possível a
desclassificação para o delito de importunação sexual (art. 215-A do CP).
STJ. 3ª Seção. REsp 1959697-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em
08/06/2022 (Recurso Repetitivo – Tema 1121) (Info 740).

O estupro de vulnerável se consuma com a prática de qualquer ato de


libidinagem ofensivo à dignidade sexual da vítima.
Para que se configure ato libidinoso, não se exige contato físico entre
ofensor e vítima.
Assim, doutrina e jurisprudência sustentam a prescindibilidade do
contato físico direto do réu com a vítima, a fim de priorizar o nexo
causal entre o ato praticado pelo acusado, destinado à satisfação da sua
lascívia, e o efetivo dano à dignidade sexual sofrido pela ofendida.
STJ. 6ª Turma. HC 478310, Rel. Min. Rogério Schietti, julgado em
09/02/2021 (Info 685).

A irmã de vítima do crime de estupro de vulnerável responde por


conduta omissiva imprópria se assume o papel de garantidora
No caso concreto, a acusada omitiu-se, durante anos, quanto aos abusos
sexuais praticados pelo seu marido, na residência do casal, contra sua
irmã menor. Vale ressaltar que ela assumiu a responsabilidade ao levar a
criança para a sua casa sem a companhia da genitora e criou risco da
ocorrência do resultado ao não denunciar o agressor, mesmo ciente de
suas condutas, bem como ao continuar deixando a menina sozinha em
casa.
STJ. 5ª Turma. HC 603195-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em
06/10/2020 (Info 681).

Homem que beijou criança de 5 anos de idade, colocando a língua no


interior da boca (beijo lascivo) praticou estupro de vulnerável (art. 217-A
do CP), não sendo possível a desclassificação para a contravenção penal
de molestamento (art. 65 do DL 3.668/41) STF. 1ª Turma. HC 134591/SP,
rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes,
julgado em 1/10/2019 (Info 954).

Obs: a contravenção de molestamento (art. 65 do DL 3.688/41) foi


revogada pela Lei 14.132/2021.

O agente que passa as mãos nas coxas e seios da vítima menor de 14


anos, por dentro de sua roupa, pratica, em tese, o crime de estupro de
vulnerável (art. 217-A do CP).
Não importa que não tenha havido penetração vaginal (conjunção
carnal).
STF. 1ª Turma. RHC 133121/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/o
acórdão Min. Edson Fachin julgado em 30/8/2016 (Info 837).
Nos crimes sexuais contra vulnerável, quando inexiste certidão de
nascimento atestando ser a vítima menor de 14 anos na data do fato
criminoso, o STJ tem admitido a verificação etária a partir de outros
elementos de prova presentes nos autos, isto é, não é necessariamente
documental. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 12700-AC, voto vencedor
Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme (Desembargador convocado do
TJ/SP), Rel. para acórdão Min. Gurgel de Faria, julgado em 10/3/2015
(Info 563).

Corrupção de menores
Art. 218. Induzir alguém MENOR de 14 (catorze) anos a satisfazer a
lascívia de outrem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. (VETADO

Agente não é partícipe no crime de estupro de vulnerável. Exceção à teoria


monista.

Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente


Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém MENOR de 14 (catorze) anos,
ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer
lascívia própria ou de outrem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.

Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança


ou adolescente ou de vulnerável
Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de
exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou
deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la,
impedir ou dificultar que a abandone:

QUEM TEM 14 ANOS PODE SER VÍTIMA DESTE CRIME (NÃO É


VÍTIMA DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL)

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos.


§ 1º Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica,
aplica-se também multa.
§ 2º Incorre nas mesmas penas:
I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém
menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput
deste artigo;
II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se
verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo.
§3º Na hipótese do inciso II do § 2º, constitui efeito obrigatório da
condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do
estabelecimento.

O delito de favorecimento à exploração sexual de adolescente (art. 218-


B do CP) não exige habitualidade.
Trata-se de crime instantâneo, que se consuma no momento em que o
agente obtém a anuência para práticas sexuais com a vítima menor de
idade, mediante artifícios como a oferta de dinheiro ou outra vantagem,
ainda que o ato libidinoso não seja efetivamente praticado.
Esta interpretação da norma do art. 218-B, do Código Penal é a única
capaz de cumprir com a exigência de proteção integral da pessoa em
desenvolvimento contra todas as formas de exploração sexual.
STJ. 6ª Turma. REsp 1963590/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em
20/09/2022 (Info 754).

O delito previsto no art. 218-B, § 2°, inciso I, do Código Penal, na


situação de exploração sexual, não exige a figura do terceiro
intermediador.
A configuração do crime do art. 218-B do CP não pressupõe a existência
de terceira pessoa, bastando que o agente, por meio de pagamento,
convença a vítima, maior de 14 e menor de 18 anos, a praticar com ele
conjunção carnal ou outro ato libidinoso, de modo a satisfazer a sua
própria lascívia.
STJ. 3ª Seção. EREsp 1530637/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em
24/03/2021 (Info 690).

A vulnerabilidade no caso do art. 218-B do CP é relativa


No art. 218-B do Código Penal não basta aferir a idade da vítima,
devendo-se averiguar se o menor de 18 (dezoito) anos ou a pessoa
enferma ou doente mental, não tem o necessário discernimento para a
prática do ato, ou por outra causa não pode oferecer resistência.
STJ. 5ª Turma. HC 371633/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em
19/03/2019 (Info 645).

O tipo penal não exige habitualidade. Basta um único contato consciente


com a adolescente submetida à prostituição para que se configure o
crime
O crime previsto no inciso I do § 2º do art. 218 do Código Penal se
consuma independentemente da manutenção de relacionamento sexual
habitual entre o ofendido e o agente. Em outras palavras, é possível que
haja o referido delito ainda que tenha sido um único ato sexual.
Logo, como não se exige a habitualidade para a sua consumação, é
possível a incidência da continuidade delitiva, com a aplicação da causa
de aumento prevista no art. 71 do Código Penal.
STJ. 5ª Turma. HC 371633/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em
19/03/2019 (Info 645).

O cliente que conscientemente se serve da prostituição de adolescente,


com ele praticando conjunção carnal ou outro ato libidinoso, incorre no
tipo previsto no inciso I do § 2º do art. 218-B do CP (favorecimento da
prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou
adolescente ou de vulnerável), ainda que a vítima seja atuante na
prostituição e que a relação sexual tenha sido eventual, sem
habitualidade.
STJ. 6ª Turma. HC 288374-AM, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em
5/6/2014 (Info 543).

Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de


cena de sexo ou de pornografia
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à
venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de
comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou
outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou
que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de
sexo, nudez ou pornografia:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime
mais grave.

Aumento de pena
§ 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços) se o crime é
praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima
ou com o fim de vingança ou humilhação.

Exclusão de ilicitude
§ 2º Não há crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput
deste artigo em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou acadêmica
com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada sua
prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito) anos. (Artigo acrescido pela Lei nº
13.718, de 24/9/2018)

CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES GERAIS

Formas qualificadas
Art. 223.

Presunção de violência
Art. 224.

Ação penal
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se
mediante ação penal pública incondicionada. (“Caput” do artigo com redação dada
pela Lei nº 13.718, de 24/9/2018)
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 13.718, de 24/9/2018)

 Súmula 670-STJ: Nos crimes sexuais cometidos contra a vítima em situação de


vulnerabilidade temporária, em que ela recupera suas capacidades físicas e
mentais e o pleno discernimento para decidir acerca da persecução penal de seu
ofensor, a ação penal é pública condicionada à representação se o fato houver
sido praticado na vigência da redação conferida ao art. 225 do Código Penal pela
Lei n. 12.015, de 2009.
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 20/06/2024, DJe 24/06/2024 (Info 817).
 ENTRE 2009 ATÉ 2018

Aumento de pena
Art. 226. A pena é aumentada: (“Caput” com redação dada pela Lei nº
11.106, de 28/3/2005)
I - de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou
mais pessoas; (Inciso com redação dada pela Lei nº 11.106, de 28/3/2005)
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão,
cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela; (Inciso com redação dada pela Lei nº
13.718, de 24/9/2018)
III - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 28/3/2005)
IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado:
Estupro coletivo
a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes;
Estupro corretivo
b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima. (Inciso
acrescido pela Lei nº 13.718, de 24/9/2018)

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