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Comparação de Normas Contábeis e Conceitos

As demonstrações financeiras apresentam a posição patrimonial e resultados de uma entidade, enquanto a estrutura conceptual fornece os princípios que fundamentam sua elaboração. Normas internacionais de contabilidade, como IAS e IFRS, visam uniformizar a apresentação das informações financeiras globalmente. Luca Pacioli é reconhecido como o pai da contabilidade moderna, e a harmonização contabilística enfrenta desafios culturais e legais, mas oferece vantagens como a comparabilidade internacional.
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Comparação de Normas Contábeis e Conceitos

As demonstrações financeiras apresentam a posição patrimonial e resultados de uma entidade, enquanto a estrutura conceptual fornece os princípios que fundamentam sua elaboração. Normas internacionais de contabilidade, como IAS e IFRS, visam uniformizar a apresentação das informações financeiras globalmente. Luca Pacioli é reconhecido como o pai da contabilidade moderna, e a harmonização contabilística enfrenta desafios culturais e legais, mas oferece vantagens como a comparabilidade internacional.
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a) Demonstrações financeiras vs Estrutura conceptual (5v) fragmentada, apenas como registros simples de

entradas e saídas (escrita mercantil). Faltava-lhe uma


As demonstrações financeiras são relatórios que apresentam base teórica unificada, variando muito entre regiões e
a posição patrimonial e financeira de uma entidade, refletindo comerciantes.
os seus resultados e fluxos de caixa. O objetivo é fornecer
informação útil para investidores, credores, governos e d) Normas Internacionais de Contabilidade vs
demais utilizadores na tomada de decisões económicas. Organismos que se preocupam com o avanço das normas
Incluem: Balanço, Demonstração de Resultados, Fluxos de (5v)
Caixa, Alterações do Capital Próprio e Notas explicativas.
 Normas Internacionais de Contabilidade
Já a estrutura conceptual é o conjunto de princípios, (NIC/IAS e IFRS): são um conjunto de regras e
fundamentos e pressupostos teóricos que servem de base princípios que uniformizam a preparação e
para a preparação e apresentação dessas demonstrações. apresentação das demonstrações financeiras a nível
Define conceitos como activo, passivo, rendimentos e global, garantindo comparabilidade, transparência
gastos, estabelece princípios como continuidade, prudência, e harmonização da informação. Ex.: IAS 1
consistência e define as características qualitativas da (apresentação de demonstrações financeiras), IAS 2
informação (relevância, fiabilidade, comparabilidade, (inventários), IFRS 15 (receitas).
compreensibilidade).  Organismos responsáveis pelo avanço das
normas:
b) Activo, Passivo e Capital Próprio vs Rendimentos e o IASB (International Accounting
Gastos (5v) Standards Board): principal emissor das
IFRS.
 Activo, Passivo e Capital Próprio são elementos o União Europeia (UE): promove
que compõem a posição financeira da empresa, harmonização entre Estados-membros.
normalmente apresentados no Balanço: o ONU: preocupada com multinacionais e
o Activo: recursos controlados pela entidade países em desenvolvimento.
(dinheiro, mercadorias, imóveis, etc.) dos o OCDE: foca em países desenvolvidos.
quais se espera benefícios futuros. o IFAC: congrega organismos profissionais e
o Passivo: obrigações presentes (dívidas, organiza congressos.
empréstimos, fornecedores). o FEE, CAPA, IAA, EAA: promovem
o Capital Próprio: valor residual após estudos, cooperação e formação.
dedução de passivos aos activos.
 Rendimentos e Gastos estão ligados ao
desempenho da empresa, apresentados na
Demonstração de Resultados:
o Rendimentos: aumentos nos benefícios
económicos (vendas, serviços, juros
recebidos).
o Gastos: diminuições nos benefícios
económicos (custos de produção, salários,
perdas).

c) Vida e obra de Luca Pacioli vs Período Pré-Científico


da história da contabilidade (5v)

 Luca Pacioli (1445–1517): Frade franciscano e


matemático italiano, é considerado o pai da
contabilidade moderna. Em 1494, publicou a obra
“Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et
Proportionalità”, onde dedicou um capítulo à
Partida Dobrada (débito e crédito), sistematizando
o método já usado pelos comerciantes italianos. Sua
contribuição deu rigor científico e permitiu que a
contabilidade fosse reconhecida como disciplina
autónoma.
 Período Pré-Científico: refere-se ao tempo anterior
à sistematização de Pacioli. A contabilidade era
praticada de forma empírica, rudimentar e
o Relevância: informação deve influenciar
decisões económicas dos utilizadores.
o Fiabilidade: livre de erros materiais e
representar fielmente a realidade.
o Comparabilidade: permitir análise entre
períodos e entre empresas.
o Compreensibilidade: informação deve ser
clara e inteligível para utilizadores com
conhecimentos razoáveis.

c) Activo, Passivo e Capital Próprio vs Rendimentos e


Gastos segundo o IASB. (5v)

 Posição financeira (Balanço):


o Activo: recursos controlados, de onde se
esperam benefícios futuros.
o Passivo: obrigações presentes que
resultarão em saídas de recursos.
o Capital próprio: valor residual dos ativos
após dedução dos passivos.
 Desempenho (Demonstração de Resultados):
o Rendimentos: aumentos nos benefícios
económicos (vendas, serviços, ganhos).
a) Estrutura conceptual do FASB (EUA) vs Estrutura
o Gastos: diminuições nos benefícios
conceptual do IASB (Internacional). (5v)
económicos (custos, perdas, despesas).

 FASB (EUA): Foi o primeiro a desenvolver uma


estrutura conceptual (SFAC – Statements of
d) IAS (Normas Internacionais de Contabilidade) vs IFRS
Financial Accounting Concepts, 1978–2000). Tinha
(Normas Internacionais de Relato Financeiro). (5v)
como objetivo aumentar a confiança dos utilizadores
nas demonstrações financeiras, definindo objetivos e
fundamentos hierarquizados. O foco estava nos  IAS (International Accounting Standards):
relatórios financeiros e na utilidade para os Normas emitidas pelo IASC antes de 2001.
investidores. Continuam válidas quando não substituídas (ex.: IAS
 IASB (Internacional): Criado em 2001 (herdando o 1 – Apresentação das Demonstrações Financeiras,
Framework do IASC, 1989). Apresenta conceitos IAS 2 – Inventários).
mais gerais, servindo de base para a preparação e  IFRS (International Financial Reporting
apresentação das demonstrações financeiras em Standards): Normas emitidas pelo IASB a partir de
escala global. Define princípios (continuidade, 2001. Representam a evolução e modernização das
consistência, prudência, etc.) e características NIC/IAS. Ex.: IFRS 15 (Receitas de contratos com
qualitativas da informação (relevância, fiabilidade, clientes), IFRS 16 (Arrendamentos).
comparabilidade, compreensibilidade).

e) IASB (International Accounting Standards Board) vs


b) Princípio da Continuidade, Consistência e Prudência vs União Europeia como organismos de harmonização
Características qualitativas da informação financeira. (5v) contabilística. (5v)

 Princípios contabilísticos (IASB):  IASB: Organismo privado, independente, principal


o Continuidade: presume que a empresa emissor de normas internacionais (IAS/IFRS).
continuará a operar no futuro previsível. Objetivo: formular normas de interesse público e
o Consistência: políticas contabilísticas promover a sua aceitação global. Atua com membros
devem ser aplicadas de forma uniforme de vários países e depende da adesão voluntária.
entre períodos.  União Europeia: Desde o Tratado de Roma (1957)
o Prudência: reconhecimento das incertezas, preocupa-se com harmonização contabilística entre
evitando superavaliações de ativos ou Estados-membros. Em 2005, tornou obrigatória a
resultados. adoção das IFRS para empresas cotadas na UE.
 Características qualitativas:
f) Vantagens da harmonização contabilística internacional a) Estrutura conceptual como base para a normalização
vs Obstáculos à harmonização contabilística. (5v) contabilística vs Demonstrações financeiras como produto
final da contabilidade. (5v)
 Vantagens:
o Comparabilidade internacional das contas;  Estrutura conceptual: define princípios,
o Atração de investidores globais; pressupostos e conceitos (activo, passivo,
o Facilitação do acesso a financiamento rendimentos, etc.), servindo de guia para a criação de
externo; normas e para assegurar consistência e coerência
o Maior transparência e confiança nos entre práticas contabilísticas.
mercados.  Demonstrações financeiras: são o resultado prático
 Obstáculos: da aplicação da estrutura conceptual, apresentando a
o Diferenças culturais; posição financeira, o desempenho e os fluxos de
o Diferentes utilizadores da informação caixa de uma empresa.
(investidores, governos, autoridades
fiscais);
o Influência desigual dos sistemas legais; b) Princípio da Substância sobre a forma vs Princípio da
o Conflitos de interesse entre organismos Materialidade. (5v)
(ONU, OCDE, IASB, etc.).
 Substância sobre a forma: exige que as transações
sejam registadas pela sua realidade económica e não
g) Diferentes utilizadores da informação financeira vs apenas pela sua forma legal (ex.: leasing reconhecido
Diferentes níveis de influência na harmonização como ativo e passivo, mesmo que juridicamente seja
contabilística. (5v) contrato de aluguer).
 Materialidade: impõe que apenas informações
 Utilizadores da informação financeira: relevantes e com impacto significativo na decisão
o EUA e Reino Unido → foco no investidor; dos utilizadores sejam divulgadas.
o Alemanha → foco nas autoridades fiscais;
o França, Espanha, Portugal, Moçambique → c) Informação contabilística no contexto da globalização
foco no governo e planos de contas económica vs Informação contabilística em contextos
nacionais. nacionais. (5v)
 Níveis de influência:
o Países com tradição de normas privadas
 Globalização económica: requer informação
(EUA, Reino Unido) → maior facilidade de
harmonizada e comparável, útil para investidores
adoção internacional.
internacionais e para empresas multinacionais que
o Países com planos de contas
operam em diferentes países.
governamentais → mais resistência e
 Contextos nacionais: cada país adota sistemas
dificuldade de harmonização.
próprios (planos de contas, normas fiscais), o que
dificulta a comparabilidade internacional.
h) Organismos internacionais preocupados com a
contabilidade (ONU, OCDE, IFAC, FEE, CAPA, IAA,
EAA) vs O papel central do IASB. (5v)

 Outros organismos:
d) Investidor como principal utilizador da informação
o ONU: recomenda comparabilidade nas
financeira vs Governo/Autoridades fiscais como principais
multinacionais, com atenção aos países em
utilizadores. (5v)
desenvolvimento.
o OCDE: defende regras de transparência em
países desenvolvidos.  Investidor (EUA e Reino Unido): vê a
o IFAC: coordena a profissão contabilística contabilidade como instrumento para avaliar retorno
globalmente. e riscos do capital investido.
o FEE, CAPA, IAA, EAA: promovem  Governo/Autoridades fiscais (Alemanha, França,
cooperação, pesquisa e congressos. Portugal, Espanha, Moçambique): utilizam planos
 IASB: é o órgão central de emissão de normas, de contas para fins de controlo fiscal e arrecadação
reconhecido mundialmente, ainda que sem de impostos.
autoridade legal direta. É a principal referência
técnica.
👉 Os demais organismos complementam com e) IASB como organismo privado vs Estados nacionais
estudos e políticas, mas o IASB é quem define as com sistemas de planos de contas públicos. (5v)
normas técnicas internacionais.
 IASB: organismo independente e privado,  IASC → IASB: criado em 1973 (IASC),
responsável por emitir normas internacionais transformado em IASB em 2001. Responsável pela
(IAS/IFRS), com foco em harmonização global. emissão das IAS (depois IFRS), tornando-se a
 Estados nacionais: regulam a contabilidade via principal referência mundial.
planos de contas obrigatórios (ex.: Moçambique,  União Europeia: desde o Tratado de Roma (1957)
França, Alemanha), visando uniformização interna e buscou harmonização. Em 2005 tornou obrigatória a
controlo governamental. adoção das IFRS para empresas cotadas.

i) Características qualitativas da informação financeira


f) Harmonização contabilística como apoio ao (relevância, fiabilidade, comparabilidade,
financiamento empresarial vs Harmonização compreensibilidade) vs Limitações da informação
contabilística como apoio à fiscalidade. (5v) financeira (custos/benefícios, complexidade). (5v)

 Financiamento empresarial: empresas precisam  Características qualitativas: garantem que a


captar capitais em diferentes mercados, exigindo informação seja útil, compreensível, comparável e
demonstrações comparáveis e confiáveis para atrair fidedigna.
investidores e credores.  Limitações: a preparação da informação pode ser
 Fiscalidade: autoridades fiscais beneficiam de onerosa (custo/benefício) e difícil de compreender
sistemas harmonizados que permitem apurar em situações complexas..
resultados líquidos de forma semelhante entre países.
j) IFRS como normas globais de relato financeiro vs
Planos de contas nacionais (ex.: Moçambique, Portugal,
g) Obstáculos culturais à harmonização contabilística vs França, Alemanha). (5v)
Obstáculos legais e institucionais à harmonização
contabilística. (5v)  IFRS: normas internacionais, aplicáveis
globalmente, com foco na comparabilidade e
 Culturais: resistência a adotar práticas estrangeiras, transparência para investidores e mercados de
valorização de tradições nacionais e receio de perda capitais.
de identidade profissional.  Planos de contas nacionais: sistemas impostos por
 Legais/institucionais: forte influência dos governos governos, padronizando o registo e relato das
sobre planos de contas, diferenças no ambiente legal, empresas dentro do país, mas limitando a
conflitos entre organismos como ONU, OCDE e comparabilidade externa.
IASB. 👉 As IFRS têm enfoque global e nos mercados de
capitais, enquanto os planos de contas têm enfoque
local e fiscal.
h) Evolução histórica do IASC até o IASB vs Atuação da
União Europeia na harmonização contabilística. (5v)

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