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Inclusão de Deficientes no Trabalho Brasil

O trabalho aborda a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho brasileiro, destacando a discriminação e a infraestrutura inadequada nas empresas. Apresenta a Lei de Cotas que exige a contratação de deficientes em empresas com mais de 100 funcionários e discute a importância de um ambiente de trabalho inclusivo. O estudo enfatiza a necessidade de adaptação tanto física quanto cultural nas instituições para garantir a aceitação e a integração desses profissionais.

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Inclusão de Deficientes no Trabalho Brasil

O trabalho aborda a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho brasileiro, destacando a discriminação e a infraestrutura inadequada nas empresas. Apresenta a Lei de Cotas que exige a contratação de deficientes em empresas com mais de 100 funcionários e discute a importância de um ambiente de trabalho inclusivo. O estudo enfatiza a necessidade de adaptação tanto física quanto cultural nas instituições para garantir a aceitação e a integração desses profissionais.

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COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ

ANA CÉLIA JULIATTO VALLEJO


JACKSON DA SILVA SILVEIRA
KAOANNE PALOTINO MARTINATO

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO


BRASILEIRO

CURITIBA
2018
ANA CÉLIA JULIATTO VALLEJO
JACKSON DA SILVA SILVEIRA
KAOANNE PALOTINO MARTINATO

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO


BRASILEIRO

Trabalho de Conclusão de Curso a ser


apresentado como requisito para aprovação
na disciplina de Metodologia Científica do
Curso Técnico em Administração –
Subsequente, Colégio Estadual do Paraná.

Orientador(a): Profº. Mary Donda Tenius

CURITIBA
2018
RESUMO

Esse trabalho tem como proposta apresentar possíveis soluções para a


inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, sabe-se que há
preconceito e discriminação contra as mesmas, principalmente pelos próprios
funcionários das empresas. Existem leis que garantem uma certa porcentagem de
contratações para deficientes em empresas que empregam mais de 100
funcionários. Deve-se levar em conta a infraestrutura da instituição que muitas vezes
não apresentam o mínimo exigido para portar pessoas com necessidades especiais,
é muito importante saber quais as pessoas que são realmente consideradas
deficientes perante a lei e analisar se todas as pessoas com deficiência podem ser
inseridas no mercado de trabalho.
Palavras-chave: Inclusão, Pessoas com Deficiência, Mercado de Trabalho e
Infraestrutura.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 04

1.1 JUSTIFICATIVA ............................................................................................ 04

1.2 OBJETIVOS .................................................................................................. 05

1.3 MÉTODO ....................................................................................................... 05

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO ..................................................................... 06

2 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................ 07

2.1 INCLUSÃO ...................................................................................................... 07

2.2 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ...................................................................... 07

2.2.1 TIPOS DE DEFICIÊNCIA CONSIDERADA PELA LEI BRASILEIRA ...... 08

[Link] População Com Deficiência No Brasil ............................................. 10

2.3 MERCADO DE TRABALHO ........................................................................... 10

2.4 INFRAESTRUTURA ....................................................................................... 11

2.4.1 PRECONCEITO POR PARTE DOS COLEGAS DE TRABALHO ........... 12

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................13

4 REFERÊNCIAS....................................................................................................14
4

1 INTRODUÇÃO

Sabe-se que há dificuldade na inclusão de pessoas portadoras de


necessidades especiais no mercado de trabalho. Porém as pessoas com deficiência
tem seus direitos assegurados pela Lei nº 8.213/91, conhecida também como Lei de
Cotas, que deixa claro que empresas com mais de 100 funcionários devem estar
aptas para receber funcionários deficientes, não devem se limitar somente a uma
deficiência, a instituição tem que estar toda equipada para contratar qualquer pessoa
deficiente, independente de qual seja sua particularidade. Caso a empresa não
cumpra poderá ser punida com uma multa administrativa, ou dependendo do caso,
com punições mais severas, como ser encaminhado para o Ministério Público do
Trabalho.
Porém, algumas empresas ainda não possuem infraestrutura para comportar
essas pessoas, faltam: rampas, elevadores, áreas de circulação sinalizadas
adequadamente, portas com 80 cm de largura, intérpretes, relógio de ponto
determinando 80 cm de altura, escritas e impressões adaptadas em Braille e
banheiros adaptados, entre outros.
Leva-se em consideração as pessoas que já trabalham nessas instituições,
como elas se comportam com a inclusão, pode ser que eles não aceitem os
funcionários novos, podendo causar conflitos no interior e exterior da empresa, por
isso não somente uma boa infraestrutura resolve o problema, mas sim uma questão
de humanização de conseguirem aceitar o que ao seus olhos parece ser muito
diferente, é a questão de serem altruístas.

1.1 JUSTIFICATIVA

Sabe-se que a inclusão de deficientes no mercado de trabalho é pouco


discutida nas mídias. Mas a grande questão é como elas podem ser incluídas no
mercado de trabalho e de que maneira isso afeta a empresa contratante? Pessoas
deficientes podem ser incluídas no mercado de trabalho quando as empresas estão
aptas para recebê-las. E tal contratação afeta totalmente a empresa, mas isso não
quer dizer que seja de uma maneira ruim, pelo contrário a produtividade pode
aumentar muito. Porém um dos principais problemas são: a infraestrutura das
empresas que não cumprem com os requisitos mínimos necessários para a
5

integração de pessoas portadoras de necessidades especiais, outra questão é como


os funcionários dessas empresas reagirão com essas novas contratações. Essas
informações vêm principalmente de livros, documentários, sites, etc.

1.2 OBJETIVOS

Essa pesquisa tem como objetivo geral verificar as pessoas com deficiência
que podem ser inseridas no mercado de trabalho através da Lei de Cotas,
Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT), Convenção nº 159/83 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) e Convenção Interamericana para a Eliminação de
Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência,
também pode ser identificada como Convenção da Guatemala.
Essas duas últimas apesar de serem internacionais se tornaram leis nacionais
no Brasil. E “Ambas conceituam deficiência, para fins de proteção legal, como uma
limitação física, mental, sensorial ou múltipla, que incapacite a pessoa para o
exercício de atividades normais da vida e que, em razão dessa incapacitação, a
pessoa tenha dificuldades de inserção social.” (A Inclusão de Pessoas com
Deficiência no Mercado de Trabalho, 2007, p. 20). Ou seja, para eles as pessoas
consideradas portadoras de necessidades especiais, são pessoas com deficiência
física, auditiva, visual, mental ou múltipla e que causam a dificuldade na inclusão
social por isso, elas podem ser congênitas ou não, podendo ser temporárias ou
permanentes.
Precisa além das adaptações feitas nos equipamentos e na parte tanto
interior quanto exterior da empresa como no quadro de funcionários também de se
adaptar com os novos integrantes. Além dessas questões é de suma importância a
própria vontade da pessoa com deficiência de querer trabalhar, é necessário que a
pessoa se sinta confortável no ambiente de trabalho, que apesar de algumas
limitações seja vista de igual para igual e que todos os preconceitos sejam
aniquilados para uma boa convivência e uma grande produtividade.

1.3 MÉTODOS

Os métodos utilizados para essa pesquisa foram:


6

• Bibliográficos, documentais.
• Legislação e a jurisprudência.
• Censo Demográfico 2010.
• Eles foram escolhidos de forma seletiva, a partir das críticas, tentando
refletir o assunto e formar análises.
• Foram pesquisados também em fontes da internet.

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

Esta análise possui seis subdivisões que separam os subtemas.


• Inicialmente tem o capítulo introdutório, o qual apresenta justificativa,
objetivos e método, que irá dar base para a análise.
• No Capítulo 2, intitulado “Inclusão”, tem como objetivo esclarecer como é a
inclusão de deficientes no mercado de trabalho.
• No Capítulo 3, intitulado “Pessoas com Deficiência”, abrange todas as
pessoas com necessidades especiais, deficientes físico, auditivo, visual, mental e
deficiência múltipla. Explicando brevemente a população com deficiência no Brasil.
• No Capítulo 4, intitulado “Mercado de Trabalho”, apresenta a obrigação que
as empresas têm em incluir através da Lei de Cotas as pessoas com necessidades
especiais no mercado de trabalho.
• No Capitulo 5, intitulado “Infraestrutura”, abrange toda a infraestrutura da
empresa para portar deficientes e analisa o preconceito por parte dos funcionários
de determinadas empresas.
• No Capítulo 6, intitulado “Considerações Finais”, são apresentadas as
considerações da equipe para a análise final do trabalho.
7

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 INCLUSÃO

Segundo a obra, A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de


Trabalho (2007, p. 18), “A inclusão social é a palavra-chave a nortear todo o
sistema de proteção institucional da pessoa com deficiência no Brasil.’’ Ou seja, para
as pessoas portadoras de necessidades especiais conseguirem atuar de forma justa
no mercado de trabalho, primeiramente elas precisam ser incluídas na sociedade,
sem haver o preconceito por parte dos demais.
A partir do momento que essas pessoas não ficarem mais escondidas, às
vezes até mesmo por medo do que outras pessoas possam pensar ou falar delas, e
se imporem ao convívio a sociedade, elas estarão exigindo seu espaço tanto no
mercado de trabalho, como na educação, entre outras coisas. Quando se impõem o
Estado é obrigado a garantir os seus direitos e fazer com que essas pessoas
tenham oportunidades no mercado e sejam vistas pela sociedade com igualdade,
independentemente de suas limitações.
Segundo o livro, Pessoas com Deficiência: Educação e Trabalho (2006, p.
21), “Dentre as empresas que se tornam inclusivas, é consenso que o espírito de
equipe cresce, assim como a produtividade’’. Então empresas que incluem pessoas
com deficiência não devem se prender as adaptações que terão que fazer no local,
mas sim ter consciência de que na verdade essas pessoas só vão agregar ainda
mais à sua instituição.

2.2 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Segundo a obra, Direito das Pessoas com Deficiência Cidadania: qualidade


ao alcance de todos (2013, p. 137), de acordo com o Decreto nº 3.298/99, que
atualizado virou o Decreto nº 5.296/04.

Art.3º Para os efeitos deste Decreto, considera-se:


I-Deficiência - toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou
função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o
desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser
humano;
8

II- Deficiência permanente- aquela que ocorreu ou se estabilizou


durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou
ter probabilidade de que se altere apesar de novos tratamentos; e
III- Incapacidade- uma redução efetiva e acentuada da capacidade de
integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios
ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa
receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e
ao desempenho de função ou atividade a ser exercida.

Pode-se entender que então pessoas consideradas deficientes perante a Lei


são as pessoas que apresentam alguma diferença, seja ela física, mental ou múltipla
que impeça ela de executar algumas atividades, que para pessoas que não
possuem deficiência pareça ser fácil. Por isso é importante que para cada
deficiência seja atendida as suas necessidades especiais, levando em conta o seu
bem-estar. Essas deficiências podem ser congênitas, ou até mesmo adquiridas
durante a vida.

2.2.1 TIPOS DE DEFICIÊNCIA CONSIDERADAS PELA LEI BRASILEIRA

De acordo com o Decreto nº 3.298/99 ou o Decreto nº 5.296/04 da Lei


Brasileira, existem cinco tipos de deficiências e são elas: deficiência física,
deficiência auditiva, deficiência visual, deficiência mental e deficiência múltipla. Elas
podem ser leves, moderadas ou até mesmo graves, isso vai ser avaliado por um
médico da empresa ou até mesmo por outro médico para saberem se estão aptas
para trabalharem, caso estejam elas são integradas na Lei de Cotas. Outra maneira
também de ser comprovada a aptidão é com um Certificado de Reabilitação
Profissional que o INSS emite.
Segundo o livro, A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de
Trabalho (2007, p. 23), os tipos de deficiência citados nos Decretos acima são:

[...] Deficiência física

É a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo


humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se
sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia,
tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia,
ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo,
membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades
estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de
funções [...].

[...] Deficiência auditiva


9

É a perda bilateral, parcial ou total, de 41 decibéis (dB) ou mais, aferida


por audiogramas nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz
[...].

[...] Deficiência visual

De acordo com o Decreto n° 3.298/99 e o Decreto n° 5.296/04,


conceitua-se como deficiência visual:
• Cegueira - na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no
melhor olho, com a melhor correção óptica;
• Baixa Visão – significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor
olho, com a melhor correção óptica;
• Os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em
ambos os olhos for igual ou menor que 60°;
• Ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
Ressaltamos a inclusão das pessoas com baixa visão a partir da
edição do Decreto nº 5.296/04. As pessoas com baixa visão são
aquelas que, mesmo usando óculos comuns, lentes de contato, ou
implantes de lentes intraoculares, não conseguem ter uma visão
nítida. As pessoas com baixa visão podem ter sensibilidade ao
contraste, percepção das cores e intolerância à luminosidade,
dependendo da patologia causadora da perda visual.

[...] Deficiência mental

De acordo com o Decreto n° 3.298/99, alterado pelo Decreto 5.296/04,


conceitua-se como deficiência mental o funcionamento intelectual
significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18 anos e
limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais
como:
a) comunicação;
b) cuidado pessoal;
c) habilidades sociais;
d) utilização dos recursos da comunidade;
e) saúde e segurança;
f) habilidades acadêmicas;
g) lazer; e
h) trabalho.

[...] Deficiência múltipla

De acordo com o Decreto n° 3.298/99, conceitua-se como deficiência


múltipla a associação de duas ou mais deficiências.

Como visto, essas deficiências têm vários estágios, algumas com perdas
parciais e outros totais, porém na hora de contratação para uma empresa não
devem ser contratados às pessoas pela gravidade da sua situação. Todos os
deficientes devem ter as mesmas oportunidades, independente se sua limitação seja
um pouco maior que a do outro candidato.
10

[Link] População Com Deficiência No Brasil

Segundo o Censo Demográfico de 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de


Geografia e Estatística (IBGE), mais de 46,5 milhões declararam ter algum tipo de
deficiência, o que correspondia a 23,9% da população brasileira.
“O Censo Demográfico 2010 pesquisou as deficiências visual, auditiva, mental e
motora e seus graus de severidade, o que permitiu conhecer a parcela da população
que é incluída nas políticas públicas específicas” (G1, 2012). Com esse levantamento
entre os entrevistados o que mais apareceu foram pessoas com deficiência visual
chegando a 35,7% milhões de pessoas, correspondendo a 18,8% com alguma
deficiência visual. Em segundo apareceu a deficiência motora, em que mais de 13,2
milhões de pessoas afirmaram ter algum problema, o que equivale a 7% da população
brasileira. Em média 9,7 milhões declararam ter deficiência auditiva, semelhante a 5,1%
dos indivíduos. Já a deficiência mental ou intelectual, foram afirmados 2,6 milhões de
habitantes.

2.3 MERCADO DE TRABALHO

Segundo a obra, A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de


Trabalho (2007, p. 20), a empresa tem uma cota para empregar pessoas portadoras de
deficiência, qualquer empresa que tenha mais de 100 funcionários, entram na Lei de
serem obrigados a contratar pessoas portadoras de necessidades especiais.
A instituição deve estar com o ambiente todo pronto para a contratação de
qualquer pessoa deficiente, não pode ser instalado somente para um tipo de deficiência,
e também o grau de severidade não pode afetar na contratação da pessoa, se ela
comprovar com laudos médicos que está apta para trabalhar, então ela deve ter a
mesma oportunidade que os demais. A Lei que obriga essas contratações, funciona da
seguinte maneira:
A cota depende do número geral de empregados que a empresa tem no
seu quadro, na seguinte proporção, conforme estabelece o art. 93 da Lei
n°8.213/91:
I- de 100 a 200 empregados............................ 2%
II- de 201 a 500.................................................. 3%
III- de 501 a 1.000............................................... 4%
IV- de 1.001 em diante........................................ 5%
11

O Censo Demográfico de 2010, constatou que cerca de 46,5 milhões de


pessoas são portadoras de alguma deficiência, porém dados de um site do Governo
do Brasil, através de uma pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho, constatou
que somente 403,2 mil pessoas com deficiência trabalham formalmente no ano de
2015, o que de certa forma é um número muito pequeno visto o tanto de pessoas
que afirmaram ser portadoras de alguma deficiência. Instituições sem fins lucrativos
também são obrigadas por Lei para ter no seu quadro de funcionários pessoas com
deficiência.
Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2015,
divulgada pelo Ministério do Trabalho, 403,2 mil pessoas com deficiência
atuam formalmente no mercado de trabalho, correspondendo a um
percentual de 0,84% do total dos vínculos empregatícios. (BRASIL, 2016).

Para as empresas que estão procurando candidatos com deficiência podem


encontrar cadastrados nos postos do Sistema Nacional de Empregos (SINE) e as
pessoas reabilitadas podem ser encontradas nos Centros e Unidades Técnicas de
Reabilitação Profissional do INSS, essas pessoas chamadas de reabilitadas são as
que por algum motivo adquiriram alguma deficiência e tiveram que parar de exercer
suas funções no serviço, porém que depois de um tempo estão aptas novamente
para entrar no mercado de trabalho, tanto fazendo as mesmas funções de antes,
como também podendo atuar em outras áreas.
Quando contratadas, o chefe deve usar os seguintes códigos para identificar
qual a deficiência: 1- Física; 2- Auditiva; 3- Visual; 4- Mental; 5- Múltipla; e 6-
Reabilitado.

2.4 INFRAESTRUTURA

Segundo o livro, A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de


Trabalho (2007, p. 42), existem algumas implementações especiais que devem ser feitas
na infraestrutura da empresa para melhor atender as necessidades de pessoas
deficientes e, são elas:

Como exemplos de apoios especiais temos: as tecnologias de acesso ao


computador e à internet para pessoas com deficiência visual e motora,
sintetizadores de voz, livros falados, sinalização e alarmes sonoros e
luminosos, folheadores eletrônicos para tetraplégicos, serviço de impressão
em Braille, serviço de mensagens e vibracall em telefones para deficientes
12

auditivos, banheiros adaptados para cadeirantes, corrimão nas paredes


para facilitar a locomoção de deficiente visuais, etc.

Essas são algumas das adaptações essenciais que a empresa tem que fazer
antes da contratação de pessoas com deficiência, outras também que podem ser
adaptadas é a largura das portas para 80, intérpretes, rampas, elevadores, relógio
de ponto determinado 80 cm de altura. A instituição tem que passar segurança para
essas pessoas e com essas mudanças facilitam muito o trabalho e a produtividade
dessas pessoas.

2.4.1 PRECONCEITO POR PARTE DOS COLEGAS DE TRABALHO

Uma das situações que também tem muito peso na contratação de pessoas
com deficiência são os preconceitos criados nos demais funcionários e até mesmo
nos chefes, por isso antes devem estar preparados para receber essas pessoas, até
mesmo porque muitos acham que por eles terem limitações, não conseguiram dar
conta do seu trabalho, pelo contrário, se estiverem com a infraestrutura adequada
para suas necessidades, podem se mostrar muito produtivos, até mesmo por
obterem uma motivação maior podendo trabalhar.
Segundo a obra, A Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de
trabalho (2007, p. 31), utilizando dados da Convenção Interamericana para a
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de
Deficiência, a maneira de se abordar os outros funcionários é:

Sensibilizar de seu quadro funcional no sentido de eliminar preconceitos e


estereótipos e outras atitudes que atentam contra o direito das pessoas a
serem iguais. Permitindo, dessa forma, o respeito e a convivência com as
pessoas com deficiência[...].

A maneira mais simples de se conviver, é respeitar a todos,


independentemente da diferença, na verdade ninguém é 100% igual, todos possuem
diferenças e são essas que devem ser respeitadas, mas para que isso não ocorra
também o chefe precisa deixar claro que não será admitido quaisquer tipos de
preconceito ou repressão com as pessoas que possuem deficiências. Se todos
praticarem a alteridade, que é se colocar no lugar do outro, não existirá conflitos em
relação à comunicação e a boa convivência.
13

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo abrangente sobre o


desenvolvimento orientado por leis, livros, documentários, sites, entre outros, para
possíveis soluções de incluir as pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
A presente pesquisa buscou conhecer os desafios e superações no ambiente
de trabalho para as pessoas portadoras de necessidades especiais. Em que foi
possível ser desvendado através das legislações e, pela Lei de cotas que ainda
existem preconceitos em relação aos deficientes, que muitas vezes tem seus direitos
desrespeitados.
Acredita-se que para erradicar esse problema é necessário um
aprimoramento da cultura social, obtendo uma sociedade menos desrespeitosa.
Percebe-se conforme documentários que muitas empresas não estão preparadas
para a inclusão de pessoas com deficiência n mercado de trabalho.
O Sistema de Cotas é um grande avanço, porém se for parar para pensar se
nas Leis Constitucionais todos são iguais perante a Lei, para que então o Sistema
de Cotas? Justamente para forçar a sociedade a respeitar um direito, que já é direito
do cidadão. Portanto não são as pessoas com deficiência que são diferentes e sim,
o espaço e as condições impostas pelo sistema é que são desiguais na relação de
igualdade de direitos, o trabalho dignifica o ser humano.
A pesquisa trouxe um novo olhar para a luta diária que tem as pessoas com
deficiência para se inserir no mercado de trabalho. Elas passam por vários desafios
e precisam superá-los.
14

4 REFERÊNCIAS

A inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 2. ed. Brasília:


MTE, SIT, 2007.

Direito das Pessoas com Deficiência: cidadania: qualidade ao alcance de todos. –


Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2013.

Cresce número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Governo do


Brasil, 2017. Disponível em: [Link]
emprego/2016/09/cresce-numero-de-pessoas-com-deficiencia-no-mercado-de-
trabalho-formal. Acesso em: 15 nov. 2018.

[Link]: o site exclusivo do profissional com deficiência. Disponível


em: [Link]
deficiencia-fisica___8.html. Acesso em: 23 out. 2018.

Inclusão profissional traz motivação e desafios para pessoas com deficiência. G1,
2018. Disponível em: [Link]
movimento/ccr/noticia/inclusao-profissional-traz-motivacao-e-desafios-para-pessoas-
[Link]. Acesso em: 24 out. 2018.

Loschi, Marília. Pessoas com deficiência: adaptando espaços e atitudes. IBGE,


2017. Disponível em: [Link]
agencia-de-noticias/noticias/16794-pessoas-com-deficiencia-adaptando-espacos-e-
atitudes. Acesso em: 23 out. 2018.

Resultados Preliminares da Amostra I Censo 2010. Secretaria Especial dos


Direitos da Pessoa com Deficiência. Disponível em:
[Link] Acesso em:
15 nov.2018.

SCHOLZ, Juliane Baggio. A inclusão das pessoas com deficiência no mercado de


trabalho. Administradores, 2012. Disponível em:
15

[Link]
deficiencia-no-mercado-de-trabalho/25552/. Acesso em: 23 out. 2018.

SENAC. DN. Pessoas com deficiência: educação e trabalho. Rio de Janeiro:


SENAC/DEP/CEAD, 2006.

SILVA, Luzia Felix da. A inclusão da pessoa com deficiência no mercado de


trabalho: desafios e superações no ambiente de trabalho. Rio de Janeiro: Brasil
Escola, 2015. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 23 out. 2018.

TYBEL, Douglas. Citação de site e artigo da internet. Guia da Monografia, 2018.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 14 nov. 2018.

23,9% dos brasileiros declaram ter alguma deficiência, diz IBGE. São Paulo: G1,
2012. Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 15 nov. 2018.

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