ÍNDICE
INTRODUÇÃO...................................................................................................................1
LEPRA (HANSENÍASE)...................................................................................................2
DEFINIÇÃO DA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN (Lepra)...................................2
AS AMOSTRAS SÃO GERALMENTE COLETADAS:.................................................2
CUIDADOS IMPORTANTES...........................................................................................3
EQUIPAMENTOS PARA A COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN (HANSENÍASE).4
MATERIAIS USADOS PARA A COLETA DE AMOSTRAS (BACILOSCOPIA
CUTÂNEA E NASAL)........................................................................................................4
REAGENTES USADOS NA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN PARA
HANSENÍASE....................................................................................................................5
PROCEDIMENTO DA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN – HANSENÍASE........6
IMPORTANTE....................................................................................................................7
CARACTERÍSTICAS OBSERVADAS............................................................................7
CUIDADOS DURANTE A OBSERVAÇÃO....................................................................8
DEFINIÇÃO DO ÍNDICE BACILOSCÓPICO (IB)..........................................................8
TÉCNICA DO ÍNDICE BACILOSCÓPICO (IB) NA HANSENÍASE.............................9
PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DO IB.....................................................9
ESCALA DO ÍNDICE BACILOSCÓPICO.......................................................................9
IMPORTÂNCIA DO IB....................................................................................................10
CONCLUSÃO..................................................................................................................11
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA...................................................................................12
INTRODUÇÃO
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium
leprae, caracterizada pela presença de bacilos álcool-ácido resistentes. A
confirmação laboratorial do diagnóstico e a avaliação da carga bacilar são
fundamentais para o manejo adequado da doença. A coloração de Ziehl-
Neelsen é a técnica padrão utilizada para evidenciar esses bacilos em
amostras clínicas, por meio da coloração diferencial que destaca os
microrganismos em meio ao tecido. Complementarmente, a técnica do Índice
Baciloscópico (IB) permite quantificar a quantidade de bacilos presentes,
facilitando a classificação clínica da hanseníase e o acompanhamento da
resposta terapêutica.
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LEPRA (HANSENÍASE)
A lepra, também conhecida como hanseníase, é uma doença infecciosa
crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente
a pele, os nervos periféricos, a mucosa das vias respiratórias superiores e, em
alguns casos, os olhos. A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado
com pessoas infectadas, principalmente através das vias respiratórias. A
hanseníase pode causar lesões cutâneas, perda de sensibilidade, fraqueza
muscular e, se não tratada, pode levar a deformidades físicas. É uma doença
curável, especialmente quando diagnosticada precocemente, por meio de
tratamento com poliquimioterapia (PQT), fornecido gratuitamente pelos
serviços de saúde.
DEFINIÇÃO DA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN (Lepra)
A coloração de Ziehl-Neelsen, no contexto da lepra (hanseníase), é uma
técnica laboratorial utilizada para identificar o Mycobacterium leprae, o agente
causador da doença. Esse método permite visualizar os bacilos álcool-ácido
resistentes (BAARs) presentes em amostras de pele ou mucosas. Através do
uso do corante fucsina fenicada, seguido de descoloração com ácido fraco
(geralmente ácido sulfúrico a 5%) e contracoloração com azul de metileno, os
bacilos aparecem com coloração vermelha intensa em um fundo azulado. Essa
técnica é essencial para o diagnóstico e a classificação clínica da hanseníase,
especialmente para determinar a carga bacilar e orientar o tratamento
adequado.
AS AMOSTRAS SÃO GERALMENTE COLETADAS:
Lóbulo da orelha
Cotovelos
Lesões de pele suspeitas
Asa do nariz (mucosa nasal)
Técnica de coleta
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1. Assepsia da pele com álcool a 70%.
2. Com o uso de bisturi, realiza-se uma incisão superficial
(aproximadamente 5 mm de profundidade e 5 mm de comprimento).
3. Raspa-se suavemente a área com uma cureta ou a lâmina do bisturi
para coletar o material da derme.
4. O material retirado é esfregado sobre uma lâmina de vidro, formando um
esfregaço fino e uniforme.
5. A lâmina é deixada para secar ao ar e, em seguida, é fixada pelo calor
(passando rapidamente sobre a chama).
CUIDADOS IMPORTANTES
Utilizar instrumentos estéreis para cada local de coleta.
Garantir que o esfregaço não esteja muito espesso, para facilitar a
penetração do corante e a visualização dos bacilos.
Evitar contaminações cruzadas entre amostras.
Essa preparação adequada é fundamental para que a coloração de Ziehl-
Neelsen revele de forma eficiente os bacilos álcool-ácido resistentes,
contribuindo para o diagnóstico e o controle da hanseníase.
Causas comuns de erro na coleta das amostras
1. Coleta inadequada do material
Não retirar material suficiente da derme ou mucosa, resultando
em pouca ou nenhuma presença do bacilo.
Coleta de áreas sem lesão ou com pouca carga bacilar.
2. Esfregaço muito espesso
Camada grossa dificulta a penetração do corante e a visualização
dos bacilos.
3. Fixação incorreta da lâmina
Fixar pouco ou excessivamente pode prejudicar a aderência do
material e a coloração.
4. Contaminação cruzada
Uso de instrumentos não esterilizados ou repetidos em diferentes
locais pode contaminar amostras.
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5. Secagem inadequada da lâmina antes da fixação
Fixar lâmina ainda úmida pode causar descoloração irregular e
borrões.
6. Uso incorreto dos reagentes
Utilizar reagentes vencidos ou mal preparados pode comprometer
o contraste e a visualização.
7. Erro na identificação das lâminas
Falta de marcação correta pode levar a confusão de amostras.
8. Manuseio inadequado da amostra
Tocá-la diretamente ou deixar exposta a poeira e contaminantes.
EQUIPAMENTOS PARA A COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN
(HANSENÍASE)
1. Microscópio óptico com objetiva de imersão (100x)
Essencial para a visualização dos bacilos álcool-ácido resistentes com
nitidez.
2. Lamparina ou isqueiro
Para fixação do esfregaço pelo calor e aquecimento da lâmina durante a
aplicação do corante.
3. Suporte para lâminas
Para segurar as lâminas durante a aplicação do corante e aquecimento,
garantindo segurança.
4. Pinças para lâminas
Para manuseio seguro das lâminas, evitando contato direto e riscos de
queimaduras.
5. Bancada com pia
Para lavagem das lâminas com água corrente.
6. Bico de Bunsen (opcional)
Pode ser usado para aquecimento controlado, substituindo a lamparina.
7. Suporte para reagentes
MATERIAIS USADOS PARA A COLETA DE AMOSTRAS (BACILOSCOPIA
CUTÂNEA E NASAL)
1. Lâminas de vidro (porta-objetos)
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Para a preparação dos esfregaços que serão corados.
2. Bisturi ou lanceta estéril
Para realizar a incisão superficial na pele e a raspagem do material.
3. Cureta dermatológica (opcional)
Pode ser usada no lugar do bisturi para coletar material dérmico.
4. Algodão ou gaze estéril
Usado na limpeza e na preparação do local de coleta.
5. Papel toalha ou campo estéril
Para apoio dos instrumentos durante o procedimento.
6. Fita adesiva ou lápis de vidro
Para identificação das lâminas com nome do paciente e local da coleta.
7. Chama de lamparina ou isqueiro
Usada para fixar o esfregaço na lâmina, passando-a rapidamente sobre
o fogo.
8. EPI (Equipamentos de Proteção Individual)
Luvas descartáveis, máscara e avental, garantindo segurança para o
profissional.
REAGENTES USADOS NA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN PARA
HANSENÍASE
1. Fucsina fenicada (corante primário)
Composição:
Fucsina básica
Fenol (ácido fênico)
Álcool
Água destilada
Função: Corar os bacilos ácido-resistentes (como o
Mycobacterium leprae) de vermelho intenso.
2. Álcool a 70%
Remover o corante das células que não são acido álcool resistente
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3. Contracorante: Azul de metileno a 0,3% – 0,5%
Função: Corar o fundo e os elementos celulares que não são
BAAR, permitindo melhor contraste com os bacilos vermelhos.
Resumo da função dos reagentes
Cor resultante nos
Reagente Função principal
BAAR (M. leprae)
Fucsina Corante principal que penetra nos
Vermelho
fenicada bacilos
Acido álcool Remover o corante das células que não
1% são acido álcool resistente
Azul de Contracorante para fundo e células não
Azul
metileno ácido-resistentes
PROCEDIMENTO DA COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN – HANSENÍASE
1. Fixação da lâmina
Após preparar o esfregaço com o material coletado da pele ou mucosa:
Deixe a lâmina secar ao ar completamente.
Fixe o esfregaço passando rapidamente a lâmina sobre a chama
de uma lamparina ou isqueiro por 2 a 3 vezes, com o lado do
esfregaço voltado para cima.
2. Aplicação da fucsina fenicada
Cubra totalmente o esfregaço com fucsina fenicada.
Aqueça suavemente por baixo da lâmina até começar a soltar vapor
(não deixar ferver).
Mantenha o calor leve por cerca de 5 minutos, reaplicando corante se
necessário para não deixar secar.
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3. Lavagem
Enxágue a lâmina com água corrente ou destilada cuidadosamente.
4. Descoloração
Cubra o esfregaço com ácido sulfúrico a 5% (ou ácido-alcool).
Deixe agir por 2 minutos.
Enxágue novamente com água.
. Contra coloração
Aplique azul de metileno a 0,3% sobre o esfregaço.
Deixe agir por 1 minuto.
Lave com água e deixe a lâmina secar ao ar.
6. Leitura ao microscópio
Observar ao microscópio de luz com objetiva de imersão (100x).
Procurar por bacilos vermelhos (álcool-ácido resistentes) sobre um
fundo azul.
Bacilos podem estar isolados ou em aglomerados (globias).
IMPORTANTE
Não permitir que o corante seque durante o aquecimento.
Garantir que o esfregaço seja fino e bem fixado.
Utilizar reagentes frescos e corretamente preparados.
CARACTERÍSTICAS OBSERVADAS
Bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR):
Aparecem como bacilos finos, alongados, com coloração
vermelho vivo devido à retenção da fucsina fenicada, mesmo
após a descoloração ácida.
Podem estar isolados ou agrupados em aglomerados conhecidos
como globias (acúmulos de bacilos).
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Fundo da lâmina:
Corado pelo azul de metileno, apresenta coloração azul claro que
contrasta com os bacilos vermelhos.
Outras estruturas:
Células do hospedeiro e detritos celulares aparecem em azul,
permitindo diferenciação clara dos bacilos.
Importância da leitura
Avaliar a presença e quantidade de bacilos, para determinar o índice
baciloscópico (IB), que ajuda na classificação clínica (paucibacilar ou
multibacilar) e no acompanhamento do tratamento.
A visualização dos bacilos confirma o diagnóstico laboratorial da
hanseníase, especialmente em casos de formas multibacilares.
CUIDADOS DURANTE A OBSERVAÇÃO
Realizar a análise em um ambiente bem iluminado e com boa qualidade
do microscópio.
Examinar várias áreas da lâmina para evitar falsos negativos.
Observar cuidadosamente a morfologia dos bacilos para não confundir
com artefactos ou outros microrganismos.
Informe de Resultado da Baciloscopia (Coloração de Ziehl-Neelsen)
Paciente: [Nome do paciente]
Data da coleta: [dd/mm/aaaa]
Local da coleta: [Lóbulo da orelha / lesão cutânea / mucosa nasal / outro]
Número da amostra: [Identificação]
DEFINIÇÃO DO ÍNDICE BACILOSCÓPICO (IB)
O Índice Baciloscópico (IB) é uma escala semiquantitativa utilizada para
medir a quantidade de bacilos álcool-ácido resistentes (Mycobacterium leprae)
presentes nas amostras coletadas da pele ou mucosas de pacientes com
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hanseníase, após coloração pela técnica de Ziehl-Neelsen. O IB indica a carga
bacilar do paciente, auxiliando na classificação clínica da doença (paucibacilar
ou multibacilar), no monitoramento da evolução e na resposta ao tratamento
TÉCNICA DO ÍNDICE BACILOSCÓPICO (IB) NA HANSENÍASE
O Índice Baciloscópico (IB) é um método semiquantitativo utilizado para
medir a quantidade de bacilos álcool-ácido resistentes (Mycobacterium leprae)
presentes nas amostras de esfregaço da pele ou mucosa após coloração de
Ziehl-Neelsen. É um indicador importante para a classificação clínica da
hanseníase e para o acompanhamento do tratamento.
PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DO IB
1. Preparação do esfregaço:
Amostra coletada e corada pela técnica de Ziehl-Neelsen.
2. Observação ao microscópio:
Utilizar microscópio de luz com objetiva de imersão (100x).
Observar em várias áreas do esfregaço, focando em pelo menos
100 campos.
3. Contagem dos bacilos:
Em cada campo, contar o número de bacilos álcool-ácido
resistentes visíveis.
4. Cálculo do índice:
O IB é determinado pela média da quantidade de bacilos
encontrados por campo, segundo a escala padrão.
ESCALA DO ÍNDICE BACILOSCÓPICO
IB Quantidade média de bacilos por campo Descrição
0 Nenhum bacilo observado Negativo
1+ 1 a 10 bacilos em 100 campos Poucos bacilos
2+ 1 a 10 bacilos em 10 campos Bacilos moderados
3+ 1 a 10 bacilos em 1 campo Bacilos numerosos
4+ 10 a 100 bacilos em 1 campo Bacilos muitos
5+ 100 a 1000 bacilos em 1 campo Grande quantidade de bacilos
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IB Quantidade média de bacilos por campo Descrição
6+ Mais de 1000 bacilos em 1 campo Extrema quantidade de bacilos
IMPORTÂNCIA DO IB
Permite a classificação da hanseníase em formas paucibacilar (IB baixo
ou negativo) e multibacilar (IB alto).
É útil para monitorar a resposta ao tratamento, observando a diminuição
da carga bacilar.
Auxilia na vigilância epidemiológica e controle da transmissão.
CONCLUSÃO
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A coloração de Ziehl-Neelsen, associada à técnica do Índice Baciloscópico,
constitui ferramenta indispensável para o diagnóstico laboratorial da
hanseníase. Através da identificação e quantificação dos bacilos álcool-ácido
resistentes, é possível classificar a doença em suas formas clínicas e monitorar
a eficácia do tratamento. Assim, esses métodos laboratoriais contribuem
significativamente para o controle da hanseníase, favorecendo intervenções
precoces e a redução da transmissão da doença.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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