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Produção de Tomate Orgânico em Mecuburi

O projeto visa a produção e comercialização de tomate orgânico no distrito de Mecuburi, Nampula, com o objetivo de reduzir a escassez do produto na região. Implementado pela Agro Fértil Limitada, o projeto requer um financiamento de 250.000 meticais e busca aprimorar práticas agrícolas sustentáveis, utilizando técnicas de produção orgânica. Espera-se que o projeto melhore a segurança alimentar e a qualidade do solo, beneficiando a comunidade local.
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Produção de Tomate Orgânico em Mecuburi

O projeto visa a produção e comercialização de tomate orgânico no distrito de Mecuburi, Nampula, com o objetivo de reduzir a escassez do produto na região. Implementado pela Agro Fértil Limitada, o projeto requer um financiamento de 250.000 meticais e busca aprimorar práticas agrícolas sustentáveis, utilizando técnicas de produção orgânica. Espera-se que o projeto melhore a segurança alimentar e a qualidade do solo, beneficiando a comunidade local.
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INSTITUTO AGRÁRIO DE BALAMA

Certificado vocacional 5

Especialidade: Agricultura Geral

Módulo: Projecto Integrado

Título do Projecto

Produção e comercialização do tomate orgânico no distrito de


Mecuburi-Namale Província de Nampula

Formandos: Supervisor:
Neto Pedro Mussa Edmundo Sequete
Nkapa Adremane Saide
Julinho Júlio Mário
Zaida Agi Sabico Nuro

Balama, Março de 2025

1
Índice

Conteúdo Páginas

i. LISTA DE ABREVIATURAS......................................................................................3

I. RESUMO.......................................................................................................................4

[Link] EXECUTIVO.............................................................................................5

III. INTRODUÇÃO...........................................................................................................6

3.1. Generalidades.............................................................................................................6

IV. PROBLEMA...............................................................................................................7

4.1. Justificativa.................................................................................................................7

[Link]...............................................................................................................8

5.1. Geral...........................................................................................................................8

5.2. Específicos..................................................................................................................8

VI. DELIMITAÇÃO.........................................................................................................9

6.1. Módulos Genéricos.....................................................................................................9

6.2. Módulos Vocacionais.................................................................................................9

VII. METODOLOGIAS..................................................................................................10

7.1. Breve caracterização da área de estudo....................................................................10

7.4. Plano de marketing...................................................................................................12

7.8. Plano de marketing...................................................................................................13

VIII. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES.................................................................14

IX. MAPA DE QUANTIDADE......................................................................................15

9.1.2. Tabela de custos fixos...........................................................................................15

9.2. Tabela de custos variáveis........................................................................................16

ANEXOS.........................................................................................................................21

X. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................23

2
i. LISTA DE ABREVIATURAS

CDR Campo de demonstração de resultados

DAP Director Adjunto Pedagógico

DBCC Delineamento de blocos completo casualizados

DCC Delineamento completamente casualizado

DR Director

IABal Instituto agrário de Balama

Kg Quilogramas
L Litros

MAE Ministério de Administração Estatal


N Nitrogénio / Ureia

NPK Composto de Nitrogénio, Fósforo e Potássio

PSLDA Proma Seed Limitada

SDAE Serviços Distritais de Actividades Económicas

3
I. RESUMO

O presente projecto aborda a produção e comercialização de tomate orgânica, numa área


de 03 hectares respectivamente, de forma a minimizar a grande demanda deste produto
no nível da Vila de Mecuburi, apesar da existência de alguns produtores que exploram o
mesmo produto. Este projecto foi implementado na província de Nampula, no distrito
de Mecuburi concretamente na localidade de Namale. Tem como principal objectivo
redução do défice de tomate no distrito de Mecuburi principalmente em Namale, o
projecto tem a duração de 05 anos de execução numa primeira fase, ele trás consigo
várias técnicas usadas na produção orgânica que possivelmente encontramos nas
comunidades rurais que por sua vez facilitam os agricultores na sua obtenção da matéria
orgânica. Espera se como resultado aprimoramento das práticas usadas na produção
orgânica de tomate, e também, tem como desafio a convencer os agricultores a aderirem
essa pratica de produção orgânica usando a matéria orgânica para juntamente com o
projecto erradicar a escassez de tomate de qualidade na província de Nampula
especialmente no distrito de Mecuburi.

O presente projecto faz o arrolamento das principais acções definidas como sendo de
primordiais importância para a implementação do projecto e o alcance dos objectivos
preconizados, acções tais como análise dos constrangimentos, potenciais, necessidades
em recursos financeiros, materiais e humanos, operações culturais e previsão do
rendimento.

O projecto esta sendo implementado pela Agro Fértil Limitada, necessitando para o
efeito de um financiamento na quantia de 250,000,00 (Duzentos e cinquenta mil
meticais).

4
II. SUMARIO EXECUTIVO

Este é um projecto de produção e comercialização de tomate orgânica , o projecto este


focalizado na produção, comercialização e fornecimento de tomate orgânico na área
rural do Posto administrativo Namina na localidade de Namale, a escolha deste espaço
cinge se pelo facto de ser uma região agro-ecológica, com uma terra fértil e apropriada
para a produção de hortícolas e também há disponibilidade de terra, água de rega em
todo período do ano, vias de acesso em condições, disponibilidade de mão-de-obra,
existência de um mercado para a comercialização deste produto. Importa referir que a
zona escolhida é uma zona baixa do rio Mecuburi favorecendo a humidade e fertilidade
sendo um bom local para a plantação, tendo condições definidas como sendo terreno e
clima adequado.

O projecto esta sendo implementado pela Agro Fértil Limitada. Para a implantação da
horta foram levantados os canteiros (1,10m de largura) com madeiras rústicas (20 a 30
cm de comprimento) utilizadas em construção, deixando-se caminhos de 0,5m de
largura entre eles, para facilitar o deslocamento dentro da horta. Após a adubação
orgânica e calagem, com base na análise do solo, foi feito o revolvimento do solo com
pá de corte e incorporação do adubo (esterco de animais).

Orçamento inicial para a implantação do projecto, foi necessário para a sua implantação
e manutenção os animais, conforme descrição abaixo perfazendo-se desta forma, uma
previsão orçamentária no valor 250,000,00 (Duzentos e cinquenta mil meticais)
necessária em investimentos para a compra dos materias. Espera-se um retorno anual
154 000 (Mt) e o tempo para realização deste será indeterminado.

O projecto terá como clientes (consumidores locais): Mercado central de Namina,


Mercado central de Ribaue e cidade de Nampula.

Para a implantação do projecto foi necessário um financiamento, cujo projecto tem


como a sua base para a obtenção de recursos financeiros Empresa Proma Seed Limitada.

5
III. INTRODUÇÃO

3.1. Generalidades
O tomate é uma das hortícolas mais importantes e popular do mundo assim como em
Moçambique. Presume-se que seja nativa da parte ocidental da América do Sul e
Central. A espécie cultivada do tomate é botanicamente denominada de Lycopersicum
Esculentum pertencente a família das Solanáceas (GRAÇA, 2013). O tomate tem uma
quantidade apreciável de β-caroteno, que é transformado em vitaminas A e C dentro do
corpo humano, e é também uma hortícola comercial importante para os agricultores
familiares e comerciais (NAIKA, et al., 2006).

A Produção do tomate no distrito de Mecuburi é feita em variados solos de composição


química e física diferente desde arenosos a argilosos, pese embora se exija mais
cuidados em climas e solos menos adequados (NUVUNGA, 2004), contudo, o melhor
clima é o tropical de altitude e subtropical, fresco e seco com bastante luminosidade
(NUVUNGA, 2004; IBGE, 2012).

Em Moçambique, as hortaliças são consideradas importantes opções de alimentação


para a população, seja nas zonas rurais ou nos centros urbanos. Devido à sua
reconhecida riqueza em vitaminas, minerais, as hortaliças têm inequívoco potencial para
reduzir a desnutrição em Moçambique (SHINZATO, 2007; MELO, 2011).

O tomate é a segunda hortaliça mais cultivada em Moçambique, superada apenas pela


batata. A produção de tomate no distrito de Mecuburi é feita ao longo das margens dos
rios por pequenos produtores numa área menor que 1 ha, para facilitar o uso de
irrigação.

Contudo, o mercado de hortícolas ainda é bastante informal e pouco desenvolvido em


Moçambique, sendo o crescimento limitado pela dificuldade, tanto do sector público
quanto do sector privado, em investir de uma forma coordenada e integrada para o
desenvolvimento de todos os elos da cadeia. O acesso dos produtores aos mercados de
produtos e insumos agrários é um dos aspectos críticos para o aumento da produção e
produtividade. A adopção de uma estratégia de produção, processamento e distribuição
que promova o desenvolvimento integrado de todos os elos da cadeia de valor de
hortícolas é, portanto, um factor-chave para a dinamização da horticultura nacional.

6
IV. PROBLEMA

Em Moçambique, há utilização excessiva de produtos inorgânicos nos últimos anos, tem


vindo a causar problemas sérios para o meio ambiente em que se prática as actividades
agrícolas, causando assim o empobrecimento do solo, contaminação da água em algum
momento também, danificando alguns seres vivo essências para produção de algumas
culturas. Dai surge a necessidade de fazer a produção orgânica para minimizar esses
impactos. Com esses problemas citados acima, O grupo teve a oportunidade de negócio
em fazer a produção orgânica de tomate para diminuir o nível de poluição do ambiente,
e também contribuir na segurança dos alimentos consumidos, toda via, é sabido que os
produtos orgânicos não tem impactos negativos a saúde humana assim como a
biodiversidade no acto da sua produção.

4.1. Justificativa

A escolha do tema baseou-se na realidade quotidiana com o intuito de acabar e provar


na sociedade que a fazer produção orgânica é muito benéfico para o agricultor e pouco
prejudica o meio ambiente a riqueza do solo será mantida por muitos anos de vida. A
maior parte dos agricultores locais utilizam produtos que são considerados como
altamente tóxico, e os mesmos produtores passam por grandes desvantagens como
empobrecimento do solo, pois afectam negativamente os produtos comestíveis e causam
um impacto económico.

7
V. OBJECTIVOS

5.1. Geral

 Produzir e comercializar tomate orgânico no Distrito de Mecuburi-Namale


Província de Nampula.

5.2. Específicos

 Fabricar biopesticidas e biofertilizantes para o controlo de doença, pragas,


infestantes;

 Maximizar a segurança alimentar da comunidade;

 Fornecer o tomate a tempo inteiro para responder a demanda da procura no


mercado local.

8
VI. DELIMITAÇÃO

6.1. Módulos Genéricos

MOHG033002: Resolver problemas e situações do dia-a-dia utilizando números


racionais.

 R.A. 1. Efectuar cálculos com números racionais.


MOHG043002: Interpretar e produzir textos escritos simples informativo-funcionais
de interesse quotidiano, incluindo linguagens icónicas.

 R.A. 2. Escrever textos da área vocacional especifica

MOHG034001: Interpretar informação utilizando processos e procedimentos


matemáticos.

 R.A 2. Recolher e registar dados


 R.A 3. Interpretar e apresentar dados.

MOHG034002: Investigar e resolver problemas económicos simples da vida


pessoal e da comunidade.

 R.A 3. Resolver problemas que envolvem custos, receitas e lucros

MOHG044002: Interpretar e produzir textos escritos de carácter utilitário e


informativo, tendo em conta um plano e respeitando técnicas e convenções da
escrita

 R.A 4. Escrever correctamente um texto, considerando uma finalidade,


utilizando regras básicas da escrita.

6.2. Módulos Vocacionais


MO AGR013004: Identificar e seleccionar culturas, animais e sistemas de produção
para um dado local.
 R.A 2. Demonstrar compreensão sobre os factores que influenciam e
determinam a produção agrícola e pecuária em Moçambique.

9
VII. METODOLOGIAS

7.1. Breve caracterização da área de estudo

O distrito de Mecuburi tem como limites, a Norte o rio Lúrio, que separa da província
de Cabo Delgado, a Este os distritos de Erati-Namapa e Muecate, a Sul o distrito de
Nampula e a Oeste os distritos de Lalaua e Ribaué.

Fonte: Google Mapa 2025.

7.2. Clima e solo

Climaticamente a região é denominada por climas do tipo semi-árido e sub-húmido. A


precipitação media anual varia de 800 a 1200 mm, enquanto a evapotranspiração
potencial de referência (ETo) está entre os 1300 e 1500 mm.

A maioria dos solos apresenta texturas médias e pesada, sendo profundos, bem a
moderadamente bem drenados. Nas encostas intermédias dos interflúvios os solos
variam de cor, desde solos com cores pardo-acastanhada a castanho-amareladas,
moderadamente bem drenados, com texturas argilosas.

Os topos e encostas superiores dos interflúvios são dominados por complexos de solos
vermelhos e alaranjados. (MAE 2005).

10
7.3. Materiais e métodos

7.3.1. Materiais

Para a implementação do projecto foi necessário os seguintes materiais:

 Tractor e suas alfaias;


 Pás, enxadas e catanas;
 Pulverizador e atomizadores;
 Proveta;
 Insumos agrícolas.

7.3.2. Métodos

a) Preparação do solo

A preparação do solo visa criar acama para melhor desenvolvimento das plantulas, foi
feita uma preparação mecânica, através do uso do tractor e seus implementos.

Foram feitas duas lavouras, duas gradagens, sulcamento e marachamento. A primeira


lavoura foi realizada 20 dias antes do transplante e a segunda 15 dias antes, as
gradagens foram 6 dias antes do transplante, a sulcagem e marachamento foram feitas a
5 e 2 dias antes do transplante. (Fonte: Autores, 2025).

b) Transplante

Fez-se a aquisição de plantulas e posteriormente o transplante, obedeceu o seguinte


espaçamento de 120 x 20 cm entre as linhas e plantas respectivamente. (Fonte: Autores,
2025).

c) Adubação

A aplicação de adubos visa suprir as necessidades nutricionais da cultura, para o efeito


foram feitas 2 adubações, a primeira foi nos dias do transplante com um adubo
composto de esterco de bovino, caprino e ovinos, na quantidade de 250Kg/ha, e a
segunda foi a de cobertura usando uma compostagem de restolhos de vegetais numa
quantidade de 200Kg/ha e, foi feita 30 dias depois do transplante. (Fonte: Autores,
2025).

11
d) Controlo de infestantes

O controlo de infestantes visa livrar os campos dos infestantes que concorrem água e
nutrientes com as plântulas e, esta operação foi manual, prevendo-se duas sachas ao
longo do ciclo da cultura, as sachas foram feitas sempre que se justificar a sua
realização. (Fonte: Autores, 2025).

e) Controlo fitossanitário

O controlo de pragas e doenças foi através de uso de biopesticidas, aplicados com


pulverizadores a dorso e atomizadores de baixa pressão, devendo ser aplicados segundo
o cronograma de actividades e sempre que que justificar. (Fonte: Autores, 2025).

f) Colheita

A colheita foi manual, devendo-se colher apenas o produto que estiver pronto para a
comercialização, esta operação terá o seu início cerca de 90 dias depois do transplante
(DDT) e prolongar-se-á por cerca de um mês e meio. (Fonte: Autores, 2025).

g) Comercialização

A comercialização será feita em 3 principais mercados, mercado Central na cidade de


Nampula, mercado central na vila de Mecuburi e no mercado grossista de Waresta-
Cidade de Nampula.

7.4. Plano de marketing

a) Descrição do principal produto

O principal item que será produzido é tomate. O mesmo produto produzido será
vendido, os serviços que serão prestados é fornecimentos e transporte de tomate. Os
produtos serão embalados e rotulados depois da colheita das mesmas, na rotulagem será
estampada a validade do produto porque os produtos hortícolas são perecíveis.

b) Estratégias de marketing

É uma abordagem de planejamento de longo prazo e prospectiva, com o objectivo


fundamental de alcançar uma vantagem competitiva sustentável. Neste projecto usou-se
os 4Ps e 4Cs para a elaboração de plano de marketing. (Baker,Michel The Strategic
Marketing Plan, 2008).

12
7.8. Plano de marketing

Produto Preço Praça (Local) Promoção


Tomate de alta 50Mts/Kg, 5 A empresa esta Redução de 5% de
qualidade, cor tomates por 20Mts. localizada num desconto para todas
atractiva, com uma terreno situado a 7 as encomendas
dimensão: pequeno, quilómetros do inicias, aplicáveis
médio e grande. centro da Vila. somente aos dois
Antiga Waresta, primeiros meses.
Mercado central de Exibição nas feiras
Mecuburi, Namina, agrícolas.
Nampula.
Plano de marketing de 4Cs
Clientes Custo Conveniência Comunicação
Funcionários O custo não inclui Envolve analisar os Comunicar através
públicos e privados, apenas o preço do hábitos do cliente, de rádio, redes
restaurantes e o produto, mas isto é, saber se ele sócias, panfletos,
público geral também pode compra online ou exibir em feiras e
incluir itens como o em lojas físicas para mercados.
tempo que o cliente comprar o produto.
leva para chegar ao O objectivo é tornar
seu local para o produto
comprar o produto económico e
ou o custo de simples o suficiente
combustível. para que o cliente
obtenha o produto
sem ter que passar
por obstáculos.

VIII. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES


13
Período
No Actividade Descrição
J F M A M J J A S O N D
Destronca
1 Preparação da terra Lavoura
Gradagem
2 Sementeira
3 Transplante
4 Rega
5 Retancha
1a sacha
6 Controle de infestantes 2a sacha
3a sacha
Controle de Pragas e 1o Tratamento
7
doenças 2o Tratamento
8 Colheita
9 Beneficiamento
10 Comercialização

IX. MAPA DE QUANTIDADE

14
Designação Quantidade Função
Gestor 1 Gerir; traçar planos e
controlar a empresa
Recursos Humanos 1 Orientar os trabalhadores;
recrutar
Técnico 4 Aplicar as técnicas de
produção para o alcance
dos objectivos traçados
Transporte 2 Importar e exportar o
produto e materiais
Guarda 1 Guarnecer os bens da
empresa
Sazonais 7 Trabalhar no campo sob
orientação do técnico

9.1. Equipamentos e ferramentas

9.1.2. Tabela de custos fixos

Materiais de protecção

Designação Quantidade Unidade

Botas 7 Pares

Capacete 7 Pares

EPI 7 Pares Financiamento

Luvas 7 Pares

Mascara 7 Pares
Materiais de produção
Catanas 7 Catanas
Cordas 5 Rolos/500m
Enxadas 15 Enxadas Financiamento
Fita métrica 3 100m
Machados 5 Machados

15
Insumos agrícolas
Adubos orgânicos 20 Sacos 50Kg
Biofertilizantes 3 Sacos 50Kg
Biopesticidas 200L 200L Financiamento
Sementes 300 G

9.2. Tabela de custos variáveis

1. Actividade de Produção
No Actividade Qtd./área Unidade Custo unitário Custo total
1 Destronca 1 Ha 4000, 00 4000, 00
2 Lavoura 1 Ha 2000, 00 2000, 00
3 Gradagem 1 Ha 2000, 00 2000, 00
4 Sulcagem 1 Ha 1000, 00 1500, 00
5 Sementeira Ha 1000, 00 3000, 00
6 Rega Há 2000, 00 5000, 00

7 Transplante Há 2000, 00 2000, 00

8 Cuidados culturais Há 1000, 00 1500, 00

9 Sachas (3) Ha 1050, 00 1550, 00

10 Tratamentos Ha 5000, 00 5000, 00


fitossanitarios (3)
11 Colheita T 2000, 00 5000, 00

12 Transporte T 6000, 00 6000, 00

Subtotal 28 050, 00 28 050, 00

9.3. Orçamento da aquisição do equipamento e outros insumos agrícolas

Designação do material Qtd. Unid Custo Custo total


unit
Equipamento de rega (1 kite)
Aquisição de moto-bomba 1 1 50 000, 00 50 000, 00
Aquisição de tubagem de sucção -------- ---------- 10 000, 00 10 000, 00
Aquisição de tubagem de entregas -------- ---------- 10 000, 00 10 000, 00

16
Uniões -------- ----------- 5000, 00 5 000, 00
Chupador -------- ------------ 9000, 00 9 000, 00
Subtotal 84 000, 00 84 000, 00
4. Materiais (Insumos)
Enxadas 15 15 200, 00 3 000, 00
Catanas 15 15 200, 00 3 000, 00
Pulverizadores 5 5 2000, 00 10 000, 00
Pás 10 10 200, 00 20 000, 00
Carinha de mão 10 10 1000, 00 10 000, 00
Balanças 5 5 2000, 00 10 000, 00
Corda para alinhamento 5 5 200, 00 1 000, 00
Fita métrica 10 10 1000, 00 10 000, 00
Botas 15 15 200, 00 3 000, 00
Luvas 15 15 150, 00 2 250, 00
EPI 15 15 1000, 00 15 000, 00
Sementes 20 5 6000, 00 30 000, 00
Recursos humanos 4 1 20 000, 00 100 000, 00
Subtotal 221 250 00
Produtos orgânicos para o tratamento fitossanitário
Nome do Biopesticidas Quant Unidad Custo unitário Custo total
Bokashi 1 500, 00 500, 00

Biopesticidas na base de folhas de 1 300, 00 300, 00


eucalipto e sabão

Biocaricidas na base de folhas de papaia 1 200, 00 200, 00


e folhas Neem (Marigosa) e sabão.

Biofertilizantes
Esterco de animais 1 150, 00 150, 00

Biol e serradura 1 200, 00 200, 00

Restolhos vegetais 1 200, 00 200, 00

Fertilizantes orgânicos

17
Cinza 1 2000, 00 5000, 00

Compostagem 1 3000, 00 5000, 00

Subtotal 245 455, 00

9.5. Análise de Rentabilidade da cultura programada


Esta tabela mostra quais são as prováveis situações de oscilação dos preços no mercado,
que o produtor familiar pode vir a deparar-se com elas. Esta situação depende muito
mais da época de produção, da oferta e da procura do produto no mercado por isso
aconselha-se cultivar as hortícolas numa época que irá permitir a sua colheita e coincidir
com a época em que há muita procura destes no mercado.

De acordo com a época que se vai produzir o tomate pode-se encarar uma destas
situações descritas na tabela abaixo.

Cultura Rendimento Áre Produção Preço/ (kg) Receita Custos Lucro


Kg/ha a esperada Esperada de (receita
produção – custos
kg de
produção
)

Max 50 75.000.000,0
Maximo 30000 3 1500, 000 0
Med 25 37500.000
Min 15 22 500.000
Max 50 3750.000,00
Tomate Médio 15000 3 75.000 Med 25 1875.000,00
Min 15 1125.000,00
Mínimo Max 50 1750.000,00
7000 3 35.000 Med 25 875.000,00
Min 15 525.000,00
Conclusão

Receita resulta da multiplicação da produção obtida / esperada pelo preço unitário de


cada kg.
R = Pe x Pu
onde

18
 R= Receita;
 Pe = Produção esperada;
 Pu = Preço unitário / kg.

Os custos de produção é a soma dos custos das actividades mais o custo da compra do
material e da mão-de-obra neste plano de negócio não são apresentados porque os
preços iram variar de acordo com a época e o local de aquisição do material.

CP = CM + CA+ CMO
onde:
 CP = Custos de produção;
 CM = Custos de material
 CA = Custos de actividades
 CMO = Custos de mão-de-obra

O lucro calcula-se subtraindo da receita obtida o valor do custo de produção.

L = R – CP
Onde
 L = Lucro
 R = Receita
 CP=Custos de produção

9.6. Previsão de vendas, primeira fase


Dados:

NP: 967

Peso médio a cada tomate: 270g

Preço de venda em kg: 50mts

Resolução:

Primeiro passo: cálculo de Total dos kg

1 Tomate ––––––––––––––– 270g

19
967 Tomate –––––––––––––– X

Logo:

X×1= 967×270g

X= 261 090g, convertendo de gramas para kg fica 261 090g÷1000kg= 261kg

X= 261kg

Segundo passo: cálculo de vendas

1kg de Tomate –––––––––––––––50mts

261kg de Tomate –––––––––––––––––X

Logo:

X.1= 261kg×50mts

X= 13, 350,00mts

20
ANEXOS

21
Figuras: 1,2 e 3: Ilustram da direita a demarção de campo e a esquerda cultura de
tomate no campo definitivo.

Figuras: 4,5 e 6: Ilustram da direita a cultura de tomate maduro, a esquerda na


frutificação e formação de sulcos e posterior transplante.

X. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

22
Almeida, D, 200. Manuseamento de produtos hortofruticolas, Sociedade Portuguesa de
Inovação, Porto.

Almeida, D. 2006 Manual de culturas Hortícolas. Editorial Presença, Lisboa (2


volumes).

Almeida, D.P.F. 2007. Os consagrados princípios da Pós-colheita. Vida Rural: 1729:32-


35.

FILGUEIRA, f. A. R. Novo manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na


produção e comercialização de hortaliças. 2. ed. rev. e ampl. Viçosa, MG: UFV, 2003.
412 p.
SILVA, J. B. C. da... [et al.]. Cultivo de Tomate para Industrialização. Brasília, DF:
Embrapa Hortaliças, 2006. (Embrapa Hortaliças. Sistemas de Produção, 1).

IIAM. (2013). Zonas agro-ecológicas. Moçambique.


MAE. (2005). Perfil do Distrito de Mecuburi. Nampula, Moçambique.

23

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