Mapa da Segurança Pública 2025
Mapa da Segurança Pública 2025
DA SEGURANÇA
PÚBLICA 2025
ANO-BASE 2024
BRASÍLIA
2025
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva
Todos os direitos reservados. É permi da a reprodução total ou parcial desta obra, desde que seja citada a fonte e não seja
para venda ou qualquer fim comercial.
Esplanada dos Ministérios, Bloco “T”, Palácio da Jus ça Raymundo Faoro, Edi cio Sede, 5º andar, sala 500, Brasília, DF, CEP
70.064-900.
ISBN:
Edição e Distribuição
Ministério da Jus ça e Segurança Pública/Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Coordenação-Geral
Ana Cecília Gonzalez Galvão Ferreira
Coordenação Técnica
Dieize Marciela Freire da Silva
Elaboração
André Penha Brasil e Luana Teixeira Costa
Equipe de Apoio
Ivo Augusto Ferraz Assumpção
Josué Fernandes Lira Monteiro
Kleber Maciel de Farias Júnior
Infográficos
Luana Teixeira Costa
Diagramação
Igor Rodrigues Coelho
O Ministério da Jus ça e Segurança Pública conta com o trabalho técnico e con nuo dos gestores estaduais de
esta s ca e análise criminal de segurança pública, que desempenham papel fundamental na consolidação e
envio dos dados esta s cos apresentados a seguir:
TABELAS
Tabela 1 – Indicadores ................................................................................................................................................................ 27
Tabela 2 – Quan dade e taxa de homicídios dolosos no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024. ..................................... 35
Tabela 3 – Quan dade de homicídios dolosos Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo. ..................................... 37
Tabela 4 – Quan dade de Tenta vas de homicídios no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo.. ....................... 46
Tabela 5 – Quan dade e taxa de feminicídios, Região e UF´s, em 2023 e 2024 ................................................................. 53
Tabela 6 – Quan dade e taxa de lesão corporal seguida de morte, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ................................ 61
Tabela 7 – Quan dade de lesão corporal seguida de morte, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo .......................... 63
Tabela 8 – Quan dade e taxa de roubos seguidos de morte no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024........................... 72
Tabela 9 – Quan dade de roubos seguidos de morte no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo ..................... 73
11
Tabela 10 – Quan dade e taxa de mortes por intervenção de agente do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ......... 81
Tabela 11 – Quan dade de mortes por intervenção de agente do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo .... 82
Tabela 12 – Quan dade de mortes de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024 .............................................. 87
Tabela 13 – Quan dade de mortes de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2022 e 2023, por sexo.............................. 88
Tabela 14 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ........................................... 94
Tabela 15 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo ........................... 95
Tabela 16 – Quan dade de suicídios por Região, UF’s e sexo em 2023 e 2024 .................................................................. 103
Tabela 17 – Quan dade de suicídios por Região, UF’s e sexo em 2023 e 2024 .................................................................. 104
Tabela 18– Quan dade e taxa de mortes no trânsito ou em decorrência dele, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ............. 111
Tabela 19 – Quan dade de mortes no trânsito ou em decorrência dele, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo....... 112
Tabela 20– Quan dade e taxa de furtos de veículos, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ....................................................... 119
Tabela 21– Quan dade e taxa de roubos de veículos, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ..................................................... 127
Tabela 22 – Quan dade de roubos de carga, Região e UF’s, em 2023 e 2024 .................................................................... 134
Tabela 23 – Quan dade de roubos a ins tuições financeiras, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ....................................... 141
Tabela 24 – Quan dade de ví mas de Estupro, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ............................................................. 149
Tabela 25– Quan dade de ví mas de Estupro, por sexo, Região e UF’s, em 2023 e 2024 ............................................. 151
Tabela 26– Quan dade de ocorrências de Tráfico de Drogas por Região e UF’s, em 2023 e 2024 ................................ 157
Tabela 27– Quan dade de apreensões de maconha (em quilos) por Região e UF’s, em 2023 e 2024 .......................... 164
Tabela 28– Quan dade de apreensões de cocaína (em quilos) por Região e UF’s, em 2023 e 2024. ............................ 170
Tabela 29– Quan dade de armas de fogo apreendidas por Região e UF’s, em 2023 e 2024. ........................................ 175
Tabela 30– Quan dade de armas de fogo apreendidas por po, em 2023 e 2024. ....................................................... 176
Tabela 31– Quan dade e taxa de pessoas desaparecidas, por Região e UF em 2023 e 2024 ........................................ 184
Tabela 32– Quan dade de pessoas desaparecidas, por sexo, Região e UF em 2023 e 2024 ......................................... 185
Tabela 33– Quan dade de pessoas desaparecidas, por faixa-etária, Região e UF em 2023 e 2024 .............................. 186
Tabela 34– Quan dade de pessoas localizadas, por Região e UF em 2023 e 2024 ......................................................... 192
Tabela 35– Quan dade de pessoas localizadas, por Região e UF em 2023 e 2024 ......................................................... 193
Tabela 36– Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, por Região e UF, em 2023 e 2024.... 199
Tabela 37– Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, por Região e UF em 2023 e 24 ......... 208
Tabela 38– Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, por sexo, Região e UF em 23 e 24 .... 209
Tabela 39– Quan dade de atendimentos pré-hospitalares no Brasil, Região e UF, em 2023 e 2024. ............................ 216
Tabela 40– Quan dade de buscas e salvamentos no Brasil, por Região e UF, em 2023 e 2024. ..................................... 222
Tabela 41– Quan dade de combates a incêndios no Brasil, por Região e UF em 2023 e 2024. ..................................... 227
Tabela 42– Quan dade de alvarás emi dos no Brasil, por Região e UF, em 2023 e 2024. ............................................. 234
Tabela 43– Quan dade de vistorias realizadas no Brasil, por Região e UF em, 2023 e 2024. ........................................ 240
GRÁFICOS
12
Gráfico 3 Quan dade de homicídios dolosos no Brasil, por UF, em 2024 .......................................................................... 33
Gráfico 4 – Taxa de homicídios dolosos no Brasil, por UF, em 2024. ................................................................................... 33
Gráfico 5 – Municípios com os maiores números de homicídios dolosos no Brasil, em 2024. .......................................... 34
Gráfico 6 - Quan dade de ví mas de tenta va de homicídio Brasil, de 2020 a 2024. ....................................................... 41
Gráfico 7 - Taxa de ví mas de tenta va de homicídio Brasil, de 2020 a 2024 ..................................................................... 42
Gráfico 8 – Quan dade de tenta vas de homicídio Brasil, por UF, em 2024. ..................................................................... 43
Gráfico 9 – Taxa de tenta vas de homicídio no Brasil, por UF, em 2024. ............................................................................ 43
Gráfico 10 – Municípios com os maiores números de tenta vas de homicídio no Brasil, em 2024 ................................. 45
Gráfico 11 – Quan dade de feminicídios no Brasil, de 2020 a 2024 ................................................................................... 49
Gráfico 12 – Taxa de feminicídios no Brasil, de 2020 a 2024. .............................................................................................. 50
Gráfico 13 – Quan dade de feminicídios no Brasil, por UF, em 2024. ................................................................................ 51
Gráfico 14 – Taxa de feminicídios no Brasil, por UF, em 2024. ............................................................................................. 51
Gráfico 15 – Municípios com os maiores números de feminicídios no Brasil, em 2024. ................................................... 52
Gráfico 16 – Quan dade de lesões corporais seguidas de morte, de 2020 a 2024. .......................................................... 57
Gráfico 17 – Taxa de lesões corporais seguidas de morte, de 2020 a 2024 ........................................................................ 57
Gráfico 18 – Quan dade de lesões corporais seguidas de morte, por UF, em 2024. ......................................................... 58
Gráfico 19 – Taxa de lesões corporais seguidas de morte, por UF, em 2024. ..................................................................... 59
Gráfico 20 – Municípios com os maiores números de lesões corporais seguidas de morte no Brasil, em 2024. ............. 60
Gráfico 21 – Quan dade de roubos seguidos de morte no Brasil, de 2020 a 2024. .......................................................... 67
Gráfico 22 – Taxa de roubos seguidos de morte no Brasil, de 2020 a 2024. ....................................................................... 68
Gráfico 23 – Quan dade de roubos seguidos de morte, por UF, em 2024 ......................................................................... 69
Gráfico 24 – Taxa de roubos seguidos de morte, por UF, em 2024 ..................................................................................... 69
Gráfico 25 – Municípios com os maiores números de roubos seguidos de morte no Brasil, em 2024. ............................ 71
Gráfico 26 – Quan dade de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, de 2020 a 2024.............................. 77
Gráfico 27 – Taxa de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, de 2020 a 2024......................................... 77
Gráfico 28 – Quan dade de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, por UF, em 2024........................... 78
Gráfico 29 – Taxa de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, por UF, em 2024....................................... 79
Gráfico 30 – Quan dade de mortes de agente do Estado no Brasil, de 2020 a 2024........................................ 85
Gráfico 31 – Quan dade de mortes de agente do Estado no Brasil, por UF, em 2024....................................... 86
Gráfico 32 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado no Brasil, de 2020 a 2024........................................ 91
Gráfico 33 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado no Brasil, por UF, em 2024....................................... 92
Gráfico 34 – Quan dade de suicídios no Brasil, de 2020 a 2024.............................................................................. 99
Gráfico 35 – Taxa de suicídios no Brasil, de 2020 a 2024........................................................................................ 99
Gráfico 36 – Quan dade de suicídios no Brasil, por UF, em 2023.......................................................................... 101
Gráfico 37 – Taxa de suicídios no Brasil, por UF, em 2024 .................................................................................................. 101
Gráfico 38 – Quan dade de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, de 2020 a 2024. .............................. 107
Gráfico 39 – Taxa de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, de 2020 a 2024 ............................................ 108
13
Gráfico 40 – Quan dade de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, por UF, em 2024 .............................. 109
Gráfico 41 – Taxa de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, por UF, em 2024 .......................................... 109
Gráfico 42 – Municípios com os maiores números de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, em 2024. .......110
Gráfico 43 – Quan dade de furtos de veículos no Brasil, de 2020 a 2024 ......................................................................... 115
Gráfico 44 – Taxa de furtos de veículos no Brasil, de 2020 a 2024 ...................................................................................... 116
Gráfico 45 – Quan dade de furtos de veículos no Brasil, por UF, em 2024 ........................................................................ 117
Gráfico 46 – Taxa de furtos de veículos no Brasil, por UF, em 2024 .................................................................................... 117
Gráfico 47 – Quan dade de roubos de veículos no Brasil, de 2020 a 2024 ........................................................................ 123
Gráfico 48 – Taxa de roubos de veículos no Brasil, de 2020 a 2024 .................................................................................... 124
Gráfico 49 – Quan dade de roubos de veículos no Brasil, por UF, em 2024 ...................................................................... 125
Gráfico 50 – Taxa de roubos de veículos no Brasil, por UF, em 2024 .................................................................................. 126
Gráfico 51 – Quan dade de roubos de carga no Brasil, de 2020 a 2024 ............................................................................ 131
Gráfico 52 – Quan dade de roubos de carga no Brasil, por UF, em 2024 ........................................................................... 132
Gráfico 53 – Quan dade de roubos a ins tuições financeiras no Brasil, de 2020 a 2024 ................................................. 137
Gráfico 54 – Quan dade de roubos a ins tuições financeiras no Brasil, por UF, em 2024 ................................................ 138
Gráfico 55 – Quan dade de ví mas de estupro no Brasil, de 2020 a 2024 ..................................................................... 145
Gráfico 56 – Taxa de ví mas de estupro no Brasil, de 2020 a 2024 ................................................................................. 146
Gráfico 57 – Quan dade de ví mas de estupro no Brasil, em 2024 ................................................................................ 147
Gráfico 58 – Taxa de ví mas de estupro no Brasil, em 2024 ............................................................................................. 147
Gráfico 59 – Quan dade de ocorrências de tráfico de drogas no Brasil, de 2020 a 2024 .............................................. 155
Gráfico 60 – Quan dade de ocorrências de tráfico de drogas no Brasil, em 2024 .......................................................... 156
Gráfico 61 – Quan dade de maconha apreendida (em quilos) no Brasil, de 2020 a 2024. ............................................ 161
Gráfico 62 – Quan dade de maconha apreendida (em quilos) no Brasil, em 2024 ........................................................ 162
Gráfico 63 – Quan dade de cocaína apreendida (em quilos) no Brasil, de 2020 a 2024 ................................................ 167
Gráfico 64 – Quan dade de cocaína apreendida (em quilos) no Brasil, em 2024. .......................................................... 168
Gráfico 65 – Quan dade de armas de fogo apreendidas no Brasil, de 2020 a 2024...................................................... 173
Gráfico 66 – Quan dade de armas de fogo apreendidas no Brasil, em 2024. ................................................................. 174
Gráfico 67 – Quan dade de pessoas desaparecidas no Brasil, de 2020 a 2024 .............................................................. 179
Gráfico 68 – Taxa de pessoas desaparecidas no Brasil, de 2020 a 2024 .......................................................................... 180
Gráfico 69 – Quan dade de pessoas desaparecidas no Brasil, em 2024. ........................................................................ 181
Gráfico 70 – Taxa de pessoas desaparecidas no Brasil, em 2024 ...................................................................................... 181
Gráfico 71 – Quan dade de pessoas localizadas no Brasil, de 2020 a 2024 .................................................................... 189
Gráfico 72 – Quan dade de pessoas localizadas no Brasil, em 2024 ............................................................................... 190
Gráfico 73 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, de 2020 a 2024. ...................... 197
Gráfico 74 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, em 2024. ................................. 198
Gráfico 75 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, em 2024 .................................. 200
Gráfico 76 – Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, de 2020 a 2024. ............................... 203
14
Gráfico 77 – Taxa de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, de 2020 a 2024. ........................................... 204
Gráfico 78 – Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, em 2024. .......................................... 205
Gráfico 79 – Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, em 2024. .......................................... 206
Gráfico 80 –Quan dade atendimentos pré-hospitalares no Brasil, de 2020 a 2024. ...................................................... 213
Gráfico 81 –Quan dade atendimentos pré-hospitalares no Brasil, em 2024. ................................................................. 214
Gráfico 82 –Quan dade ocorrências de buscas e salvamentos no Brasil, de 2020 a 2024............................................. 219
Gráfico 83 –Quan dade ocorrências de buscas e salvamentos no Brasil, em 2024. ....................................................... 220
Gráfico 84 –Quan dade combates a incêndios no Brasil, em 2024 ................................................................................. 225
Gráfico 85 –Quan dade de alvarás emi dos no Brasil, em 2024 ..................................................................................... 231
Gráfico 86 –Quan dade de alvarás emi dos no Brasil, em 2024 ..................................................................................... 232
Gráfico 87 –Quan dade de vistorias realizadas no Brasil, de 2020 a 2024 ...................................................................... 237
Gráfico 88 –Quan dade de vistorias realizadas no Brasil, em 2024. ................................................................................ 238
FIGURAS
15
Figura 25 – Quan dade de buscas e salvamentos no Brasil, por UF, em 2024 ................................................................ 221
Figura 26 – Quan dade de combates a incêndios no Brasil, por UF, em 2024 ................................................................ 226
Figura 27 – Quan dade alvarás emi dos no Brasil, por UF, em 2024 .............................................................................. 233
Figura 28 – Quan dade vistorias realizadas no Brasil, por UF, em 2024 .......................................................................... 239
INFOGRÁFICOS
16
Infográficos
17
Infográfico 1- Indicadores
18
19
20
21
22
1. INTRODUÇÃO
23
1. INTRODUÇÃO
24
2. METODOLOGIA
25
2. METODOLOGIA
Os Dados Nacionais aqui analisados referem-se a um conjunto de indicadores criminais classificados
como estratégicos, encaminhados pelas Unidades da Federação ao Sistema Nacional de Informações de Segurança
Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Gené co, de Digitais e de Drogas (Sinesp),
mediante o preenchimento dos formulários eletrônicos disponibilizados na plataforma Sinesp Validador de Dados
Esta s cos (Sinesp VDE).
A presente edição contempla o período compreendido entre janeiro e dezembro de 2024, abrangendo
ainda a série histórica dos respec vos indicadores. As análises foram realizadas com base na extração dos dados
ocorrida em 13 de fevereiro de 2025, data considerada como referência para os resultados ora apresentados.
Os indicadores tratados ao longo deste documento correspondem aos Dados Nacionais de Segurança Pública, em
conformidade com o disposto na Resolução do ConSinesp1, /MJSP nº 06, de 08 de novembro de 2021, a qual segue
anexa a esta publicação, cujo teor integral encontra-se anexado a esta publicação. A referida resolução estabelece a
obrigatoriedade de envio e a padronização dos seguintes indicadores: homicídio doloso; tenta va de homicídio;
feminicídio; lesão corporal seguida de morte; roubo seguido de morte (latrocínio); morte por intervenção de agente
do estado; morte de agente do estado; suicídio de agente do estado; suicídio; morte no trânsito ou em decorrência
dele; furto de veículos; roubo de veículos; roubo de carga; roubo à ins tuição financeira; estupro; tráfico de drogas;
apreensão de cocaína; apreensão de maconha; apreensão de arma de fogo; pessoas desaparecidas; pessoas
localizadas; mortes a esclarecer sem indício de crime; mandado de prisão cumprido; atendimento pré-hospitalar;
busca e salvamento; combate a incêndios; emissão de alvará de licença; e realização de vistorias.
Para o cálculo das taxas anuais rela vas aos anos de 2023 e 2024, adotaram-se como base os dados
populacionais provenientes do Censo Demográfico 2022, publicados pelo Ins tuto Brasileiro de Geografia e
Esta s ca (IBGE). Nos exercícios anteriores, foram consideradas as projeções populacionais derivadas do Censo
2010, tendo em vista a ausência, até o momento, de revisão das séries históricas pelo referido Ins tuto com base
nos dados mais recentes. Para os indicadores de furto e roubo de veículos, u lizou-se como denominador a frota de
2
veículos automotores registrada na base da Secretaria Nacional de Trânsito-SENATRAN.
É relevante destacar que os dados de segurança pública apresentados nesta publicação estão sujeitos a
revisões, uma vez que cada Unidade da Federação possui autonomia para realizar correções a qualquer tempo. Essa
prerroga va está prevista no art. 6º da Portaria nº 229, de 10 de dezembro de 2018 — documento que também
acompanha esta publicação e que estabelece diretrizes para a padronização das classificações e para o envio das
informações pelos entes federa vos, incluindo a definição dos indicadores descritos na Tabela 1.
Dessa forma, é possível que alterações tenham sido efetuadas após a data de extração
u lizada neste relatório. Eventuais atualizações serão devidamente consideradas e incorporadas nas edições
subsequentes do Mapa da Segurança Pública.
1
O Conselho Gestor do Sinesp é um órgão consul vo, formado por representantes regionais e federais, com a missão de estabelecer
normas, diretrizes e procedimentos para o Sinesp.
2
Dados consultados no sí o: h ps://[Link]/transportes/pt-br/assuntos/transito/conteudo-Senatran/frotade-veiculos-2023. Acesso
em: 18/02/2025. 26
Tabela 1 – Indicadores
Morte de alguém em que há indício de crime ou sinal de agressão externa, exceto "Feminicídio", "Lesão Corporal Seguida de Morte", "Roubo Seguido de Morte (Latrocínio)" e crimes culposos; b) Morte violenta provocada por acidente de trânsito,
HOMICÍDIO DOLOSO desde que haja dolo; e c) Morte com indício de crime ou sinal de agressão externa qualificada como "encontro de ossada", "encontro de cadáver", "morte a esclarecer", "morte suspeita", "morte por causa desconhecida" e congêneres deverá ser
classificada como Homicídio.
Latrocínio: Subtração de coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência, que tenha por resultado morte, nos termos do art. 157, § 3º, II
ROUBO SEGUIDO DE MORTE
do Código Penal;
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE
MORTE Ofensa à integridade corporal de outrem que tenha por resultado a morte, nos termos do art. 129, § 3º do Código Penal;
HOMICÍDIO NA FORMA TENTADA Aquele em que a execução se iniciou, mas não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do/a agente.
FEMINICÍDIO Homicídio praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, nos termos do art. 121, § 2º, VI do Código Penal.
MORTE POR INTERVENÇÃO DE Morte por intervenção de agente de segurança pública, do sistema prisional ou de outros órgãos públicos no exercício da função policial, em serviço ou em razão dele, desde que a ação tenha sido praticada sob quaisquer das hipóteses de
AGENTE DO ESTADO exclusão de ilicitude;
MORTE NO TRÂNSITO OU EM Homicídio decorrente de negligência, imprudência ou imperícia em que o agente não quis nem assumiu o risco de produzir a morte da vítima, desde que ocorrido em circunstâncias de trânsito, Conforme definição do artigo 3º, inciso VII da
DECORRÊNCIA DELE PORTARIA MJSP nº 229, de 10 de dezembro de 2018.
Morte violenta de profissionais de segurança pública e Guardas Municipais, da ativa ou no exercício das funções, em serviço ou fora dele. Compreende-se como "Em serviço" o período em que o Agente do Estado estiver em exercício
MORTE DE AGENTE DO ESTADO de suas funções e in itinere: em serviço; trabalhando; no plantão; indo trabalhar; deslocando-se ao trabalho; deslocando-se ao serviço; retornando do trabalho; na troca de turno; saindo do trabalho; voltando para casa, após o trabalho e
outras expressões correlatas.
SUICÍDIO Morte provocada por ato intencional de matar a si mesmo. Art. 4º Para fins deste instrumento, quando o agente for inimputável penalmente nos termos do art. 26 e 27 do Código Penal, deve ser feita a classificação com a natureza equivalente.
SUICÍDIO DE AGENTE DO ESTADO Morte de profissionais de segurança pública e Guardas Municipais, na ativa ou exercício das funções, provocada por ato intencional de matar a si mesmo.
Estupros e estupros de vulneráveis consumados. Para fins estatísticos, ocorrências criminais acompanhadas de estupro (homicídios, roubos, etc), além de serem contabilizadas em suas respectivas classificações, também, deverão ser contabilizadas
ESTUPRO
no indicador Estupro.
Subtração de coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência, na qual houve subtração de veículo automotor
ROUBO DE VEÍCULO terrestre
sem carga transportada: automóvel de passeio, caminhonete, caminhão sem carga, veículo de transporte coletivo, motocicleta, mobilete etc. Devem ser contados nesta categoria somente os casos em que o veículo inteiro foi subtraído, e
Roubo de valores pertencentes a instituição financeira (banco, posto bancário, financeira, Caixa Econômica, casa de câmbio etc.), ou sob a guarda dela, incluindo roubos a ou de caixa eletrônico. Não devem ser contabilizados aqui os roubos a
27
ROUBO A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA pessoas físicas praticados no interior de estabelecimentos financeiros ou em caixas eletrônicos, mas apenas aqueles em que os valores subtraídos pertenciam ou estavam sob a guarda de pessoa jurídica.
Roubo de carga transportada, incluindo aquelas em que o veículo transportador foi subtraído juntamente com a carga. Devem ser contabilizados aqui os roubos de todos os tipos de carga com valor comercial (alimentos, bebidas,
ROUBO DE CARGA combustíveis, máquinas, materiais de construção, aparelhos eletrodomésticos ou eletroeletrônicos, gado, produtos químicos, industriais, medicamentos etc.), transportados em qualquer tipo de veículo, seja terrestre, aéreo, naval ou
ferroviário. Não devem ser contabilizados aqui os roubos de valores fiduciários transportados em veículos de transporte de valores (carros fortes).
Subtração, para si ou para outrem, de coisa alheia móvel, nas quais foi subtraído veículo automotor terrestre: automóvel de passeio, táxi, caminhonete ou caminhão sem carga, veículo de transporte coletivo, motocicleta, mobilete etc. Incluem-se
FURTO DE VEÍCULOS
aqui os casos de furto de veículo tipificados como simples, qualificados, agravados ou de coisa comum.
PESSOA DESAPARECIDA Pessoa desaparecida com ou sem o conhecimento da motivação. As naturezas seguem conforme classificação prevista no modelo lógico do Sinesp Integração.
PESSOA LOCALIZADA Pessoa localizada decorrente de desaparecimento anterior. As naturezas seguem conforme classificação prevista no modelo lógico do Sinesp Integração.
MANDADO DE PRISÃO CUMPRIDO Registro de Boletins de Ocorrências contendo pessoas com "Mandado de prisão cumprido".
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR Corpo de Bombeiro Militar - Atendimentos de emergência definidos com a natureza "Atendimento pré-Hospitalar - APH".
BUSCA E SALVAMENTO Corpo de Bombeiro Militar - Atendimentos de emergência definidos com a natureza "Busca e Salvamento".
COMBATE A INCÊNDIOS Corpo de Bombeiro Militar - Atendimentos de emergência definidos com a natureza "Combate a Incêndios".
EMISSÃO DE ALVARÁ DE LICENÇA Corpo de Bombeiro Militar - Quantidade de ALVARÁS DE LICENÇA emitidos pelos Corpos de Bombeiros Militares para as Unidades Locais.
REALIZAÇÃO DE VISTORIAS Corpo de Bombeiro Militar - Quantidade Vistorias realizadas referentes à prevenção de incêndio e pânico.
28
3. HOMICÍDIO DOLOSO
29
Infográfico 2 - Homicídio doloso
30
3. HOMICÍDIO DOLOSO
Os dados enviados pelas Unidades Federa vas mostraram que, em 2024, o Brasil registrou 35.365
ví mas de homicídios dolosos, representando uma média de 97 pessoas assassinadas por dia.
Esse número representa uma redução de 6,33% em relação a 2023, quando foram contabilizados 37.754
homicídios. Desde 2020, observa-se uma trajetória de queda con nua nos registros desse po de crime,
conforme demonstrado no Gráfico 1.
Em 2020, o país a ngiu o maior número da série, com 42.034 homicídios. Em 2021, houve uma
redução de 5,8% (menos 2.435 casos), seguida por uma queda mais moderada de 1,7% em 2022 (menos 677).
Em 2023, a redução foi de 3% (menos 1.168), e em 2024, o recuo foi ainda mais significa vo, de 6,3% (menos
2.389), totalizando uma queda acumulada de 16% em relação a 2020 (menos 6.669 homicídios).
45.000 42.034
39.599 38.922
40.000 37.754
35.365
35.000
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
1
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
A taxa nacional de homicídios dolosos em 2024 foi de 16,64 por 100 mil habitantes. Essa taxa
tem diminuído de forma progressiva desde 2020, quando era de 20,10. Em 2021, passou para 18,85;
em 2022, caiu para 18,46; em 2023, para 17,83; até a ngir o menor patamar da série histórica em 2024,
conforme mostra o Gráfico 2.
31
Gráfico 2 - Taxa de homicídios dolosos no Brasil, de 2020 a 2024.
25,00
20,10
20,00 18,85 18,46 17,83
16,64
15,00
10,00
5,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Cerca de 45,8% dos homicídios dolosos registrados em 2024 ocorreram na Região Nordeste, que
concentrou 16.022 ví mas, apesar de uma redução de 2,81% em relação ao ano anterior. A Região Norte
apresentou a maior redução percentual, com queda de 16,44%, totalizando 4.249 homicídios. O Centro-Oeste
registrou uma diminuição de 7,61%, com 2.369 casos. No Sudeste, foram 9.274 ví mas, o que representa uma
queda de 4,17%, enquanto a Região Sul teve uma redução de 12,43%, contabilizando 3.451 homicídios dolosos
em 2024.
Por outro lado, São Paulo permanece com a menor taxa do país (5,17), seguido por Santa Catarina
(6,20) e Distrito Federal (6,81).
32
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
35,00
40,00
0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
30.000
35.000
40.000
Brasil 16,64 Brasil 35.365
São Paulo 5,17 Roraima 106
Santa Catarina 6,20 Acre 156
Distrito Federal 6,81 Distrito Federal 203
Goiás 12,11 Amapá 216
Rio Grande do Sul 12,44 Tocantins 221
Paraná 13,14 Sergipe 355
Minas Gerais 13,38 Rondônia 417
Tocan ns 14,01 Mato Grosso do Sul 421
Mato Grosso do Sul 14,51 Santa Catarina 500
Roraima 14,79 Piauí 584
Sergipe 15,49 Rio Grande do Norte 636
Piauí 17,30 Espírito Santo 813
Acre 17,71 Mato Grosso 855
Rio Grande do Norte 18,46 Goiás 890
33
Rio de Janeiro 18,76 Paraíba 953
Espírito Santo 19,82 Alagoas 997
Mato Grosso 22,29 Amazonas 1.049
Paraíba 22,99 Rio Grande do Sul 1.397
Rondônia 23,88 Paraná 1.554
Pará 24,05 Maranhão 1.914
Amazonas 24,50 Pará 2.084
Amapá 26,90 São Paulo 2.377
Maranhão 27,30 Minas Gerais 2.853
Bahia 28,32 Ceará 3.178
Alagoas 30,96 Pernambuco 3.200
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Pernambuco 33,55 Rio de Janeiro 3.231
Gráfico 3 Quan dade de homicídios dolosos no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
Taxa
RR AP 4.205 RR 34,42
AP
PA
AM PA
MA CE AM 5,17
RN 106 MA CE
RN
PI
PE PI PB
AC PE
TO AC
RO TO
RO
MT BA
MT BA
GO
GO
MG
ES MG
MS ES
MS
SP RJ
SP
PR
PR
SC
SC
RS
RS
SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
No recorte por municípios, o Rio de Janeiro (RJ) foi o que registrou o maior número de homicídios
dolosos em 2024, com 1.053 ví mas. Na sequência aparecem Salvador (BA), com 864 casos;
Fortaleza (CE), com 801; Manaus (AM), com 666; e Recife (PE), com 583.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
34
Tabela 2 – Quan dade e taxa de homicídios dolosos no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024.
35
Em relação ao sexo das ví mas, os homens con nuaram sendo os mais vi mados, representando
aproximadamente 92% dos homicídios dolosos: 32.519 mortes de pessoas do sexo masculino, com uma
redução de 6,07% em relação a 2023, de acordo com a tabela 3. As mulheres somaram 2.422 ví mas, com um
decréscimo de 8,78% (menos 233 casos), o que equivale a uma média de 7 mulheres assassinadas por dia.
A redução nos homicídios dolosos de pessoas do sexo feminino foi observada em todas as
regiões do país. A maior redução percentual ocorreu na Região Sudeste, com -13,55%, seguida pela Região Sul,
com -13,31%. As demais regiões também apresentaram redução: Norte (-8,13%), Centro-Oeste (-6,25%) e
Nordeste (-4,51%).
Na análise por unidades da federação, os estados com as maiores reduções percentuais de ví mas do
sexo feminino foram o Amapá (-55,56%), Sergipe (-43,48%) e Amazonas (-41,25%). Por outro lado, oito
estados apresentaram aumento no número de ví mas do sexo feminino em 2024, em comparação com o ano
anterior. Entre esses, destacam-se Rondônia (+157,69%), Acre (+40%) e Ceará (+20,63%), conforme os dados
fornecidos pelas unidades federa vas.
36
Tabela 3 – Quan dade de homicídios dolosos Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo.
Região Sudeste 723 8.680 275 9.678 625 8.373 276 9.274 -4,17%
Espírito Santo 52 869 17 938 55 745 13 813 -13,33%
Minas Gerais 163 2.463 31 2.657 180 2.661 12 2.853 7,38%
Rio de Janeiro 281 3.106 189 3.576 224 2.800 207 3.231 -9,65%
São Paulo 227 2.242 38 2.507 166 2.167 44 2.377 -5,19%
Brasil 2.655 34.617 482 37.754 2.422 32.519 424 35.365 -6,33%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
37
38
4. TENTATIVA
De HOMICÍDIO
39
Infográfico 3 - Tenta va de Homicídio
40
4. TENTATIVA DE HOMICÍDIO
Entre 2020 e 2021, observou-se uma redução no número absoluto de ví mas de tenta va de
homicídio no Brasil, seguida por um crescimento con nuo a par r de 2022. Em 2024, o total de ví mas
alcançou 40.874, representando o maior valor registrado na série analisada. A média diária de casos no país foi
de 112 ví mas ao longo do ano, e esse número superou inclusive o total de homicídios consumados no mesmo
período. A oscilação nos dados ao longo do período analisado é evidenciada pela evolução da série histórica
apresentada no Gráfico 6.
Em relação às taxas de tenta vas de homicídio por 100 mil habitantes, o Gráfico 7 também evidencia
uma variação entre os anos. De 2020 a 2022, as taxas apresentaram uma redução inicial, caindo de 19,17 para
18,01, seguida por um leve decréscimo em 2023 (17,97). Em 2024, no entanto, houve um novo aumento, com
a taxa a ngindo 19,23 — valor superior ao registrado em 2020. A comparação entre os números absolutos e as
taxas reforça a importância de se considerar o crescimento populacional nas análises, pois, apesar do aumento
no número de ví mas, o impacto real do fenômeno só pode ser corretamente interpretado por meio das taxas
padronizadas.
45.000 40.874
40.098
40.000 37.278 37.969 38.033
35.000
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
41
Gráfico 7 - Taxa de ví mas de tenta va de homicídio Brasil, de 2020 a 2024
25,00
20,00
19,17 19,23
17,74 18,01 17,97
15,00
10,00
5,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
Em números absolutos, os estados mais populosos lideraram o número de ví mas. São Paulo registrou
4.327 casos em 2024 (+1,55% em relação a 2023), seguido por Rio de Janeiro, com4.055 casos (+24,54%), e
Minas Gerais, com 3.665 casos (+33,08%). Esses dados mostram que, mesmo em estados com taxas menores,
o volume de ví mas pode ser expressivo em termos absolutos.
A análise regional reforça a tendência de concentração das maiores taxas nas regiões Centro-Oeste e
Norte. Em 2024, o Centro-Oeste registrou a maior taxa nacional, com 28,07 ví mas por 100 mil habitantes,
seguido pelo Norte (24,22). O Nordeste também apresentou crescimento, a ngindo 20,28 ví mas por 100 mil
habitantes. As regiões Sul e Sudeste man veram as menores taxas, com 16,60 e 16,72, respec vamente. No
entanto, o Sudeste concentrou o maior número absoluto de casos, com 14.814 ví mas — o equivalente a
36,24% do total nacional.
Entre os estados, o Espírito Santo manteve a maior taxa de tenta vas de homicídio em 2024, com
67,45 ví mas por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem Rondônia (50,97) e Mato Grosso (45,07). Por
outro lado, os menores índices foram registrados em São Paulo (9,41), Paraná (9,56) e Amazonas (11,21). No
que diz respeito às variações percentuais, dezoito estados apresentaram aumento no número de ví mas, com
destaque para Amazonas (+97,53%), Amapá (+71,57%) e Rondônia (+41,72%). Nove estados registraram
reduções, sendo as mais expressivas no Acre (-14,80%), Rio Grande do Sul (-13,36%) e Sergipe (-8,94%).
42
0,00
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
80,00
0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
30.000
35.000
40.000
45.000
43
Bahia 20,68 Piauí 748
Rio Grande do Sul 21,13 Paraíba 800
Piauí 22,16 Rondônia 890
Goiás 22,81 Ceará 1.107
Distrito Federal 23,13 Paraná 1.130
Alagoas 23,14 Maranhão 1.432
Rio de Janeiro 23,55 Santa Catarina 1.661
Mato Grosso do Sul 23,98 Goiás 1.677
Pernambuco 25,00 Mato Grosso 1.729
Sergipe 29,33 Pará 1.767
Tocantins 29,92 Rio Grande do Sul 2.373
Acre 34,63 Pernambuco 2.385
Gráfico 9 – Taxa de tenta vas de homicídio no Brasil, por UF, em 2024.
Gráfico 8 – Quan dade de tenta vas de homicídio Brasil, por UF, em 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
Mato Grosso 45,07 Minas Gerais 3.665
Rondônia 50,97 Rio de Janeiro 4.055
Espírito Santo 67,45 São Paulo 4.327
Figura 2 – Quan dade e taxa de tenta vas de homicídio no Brasil, em 2024.
Quan dade
4.327
RR
AP
269
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR Taxa
67,45
SC
RR
AP
RS
9,41
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
No recorte municipal, conforme apresentado no Gráfico 10, revelou os dez municípios com os maiores
números absolutos de ví mas de tenta va de homicídio em 2024. O Rio de Janeiro liderou com 1.409 ví mas,
seguido por São Paulo (768), Brasília (690), Recife (545), Belo Horizonte (412), Salvador (400), Porto Velho
(367), Serra (346), Maceió (290) e Porto Alegre (279).
44
Gráfico 10 – Municípios com os maiores números de tenta vas de homicídio no Brasil, em 2024
.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
Com base no recorte por sexo, em 2024, o Brasil registrou 31.366 ví mas de tenta va de homicídio do
sexo masculino,8.648 do sexo feminino e 860 casos em que o sexo não foi informado totalizando 40.874
ví mas, conforme tabela 4. As ví mas do sexo masculino representaram aproximadamente 76,74% do total,
enquanto aquelas do sexo feminino corresponderam a 21,16%. Em relação ao ano anterior, iden ficou-se um
aumento de 6,01% nas tenta vas de homicídio contra pessoas do sexo masculino e de 16,10% contra aquelas
do sexo feminino. A média diária de ví mas do sexo feminino no período foi de 24 casos.
Os dados apontam um aumento nas tenta vas de homicídio contra ví mas do sexo feminino em todas
as grandes regiões do país. A Região Norte apresentou a maior variação percentual, com crescimento de
40,39% em comparação com 2023, seguida do Sudeste, com 18%, e Centro-Oeste, com 16,37%.
No nível estadual, o Piauí apresentou a maior variação percentual de tenta vas de homicídio contra
pessoas do sexo feminino, com aumento de 124,36% (de 78 para 175 casos). Tocan ns registrou crescimento
de 108,62% (de 58 para 121), seguido por Roraima, com 108,00% (de 25 para 52). Por outro lado, os maiores
decréscimos percentuais ocorreram em Sergipe (-18,09%), com redução de 94 para 77 casos; Rio Grande do
Sul (-16,64%), de 649 para 541; Mato Grosso do Sul (-13,10%), de 168 para 146 e Distrito Federal (-9,44%), de
180 para 163 ví mas.
45
Tabela 4 – Quan dade de Tenta vas de homicídios no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo.
Região Nordeste 1.993 8.769 291 11.053 2.208 9.064 311 11.583 4,80%
Alagoas 136 483 77 696 132 578 35 745 7,04%
Bahia 640 2.281 90 3.011 645 2.241 185 3.071 1,99%
Ceará 254 844 1 1.099 249 857 1 1.107 0,73%
Maranhão 235 1.009 0 1.244 275 1.157 0 1.432 15,11%
Paraíba 102 601 0 703 109 691 0 800 13,80%
Pernambuco 371 1.993 58 2.422 399 1.967 19 2.385 -1,53%
Piauí 78 498 11 587 175 566 7 748 27,43%
Rio Grande do
Norte 83 448 22 553 147 435 41 623 12,66%
Sergipe 94 612 32 738 77 572 23 672 -8,94%
Região Centro-
Oeste 904 3.658 69 4.631 1.052 3.689 51 4.792 3,48%
Distrito Federal 180 529 1 710 163 527 0 690 -2,82%
Goiás 213 1.315 33 1.561 360 1.292 25 1.677 7,43%
Mato Grosso do
Sul 168 550 21 739 146 524 26 696 -5,82%
Mato Grosso 343 1.264 14 1.621 383 1.346 0 1.729 6,66%
Região Sudeste 2.634 9.777 562 12.973 3.108 11.272 434 14.814 14,19%
Espírito Santo 489 1.757 322 2.568 572 2.030 165 2.767 7,75%
Minas Gerais 412 2.338 4 2.754 583 3.082 0 3.665 33,08%
Rio de Janeiro 580 2.529 147 3.256 736 3.069 250 4.055 24,54%
São Paulo 1.153 3.153 89 4.395 1.217 3.091 19 4.327 -1,55%
Brasil 7.449 29.588 996 38.033 8.648 31.366 860 40.874 7,47%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
46
5. FEMINICÍDIO
47
Infográfico 4 - Feminicídio
48
5. FEMINICÍDIO
O número de feminicídios no Brasil permaneceu rela vamente estável em 2024, registrando um leve
aumento de 0,69% em relação ao ano anterior. Foram contabilizadas 1.459 ví mas, contra 1.449 em 2023,
mantendo-se a taxa em 1,34 casos por 100 mil mulheres nos dois anos consecu vos.
Essa estabilidade indica que o aumento populacional feminino tem sido proporcional à variação no número
absoluto de ví mas. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do
gênero, em contextos de violência domés ca, familiar, ou por menosprezo e discriminação relacionados à
condição do sexo feminino (Gráfico 11).
Desde 2020, verifica-se um crescimento gradual no número absoluto de feminicídios no país.
Os dados apontam 1.355 ví mas em 2020, 1.359 em 2021, 1.451 em 2022, 1.449 em 2023 e 1.459 em 2024. A
única redução no período ocorreu entre 2022 e 2023, com uma variação nega va de 0,14%.
Considerando os dados populacionais, a população feminina brasileira passou de 107.023.935 em 2020 para
108.921.464 em 2024, o que reforça a importância de se analisar a taxa de feminicídios em proporção ao
crescimento demográfico.
A taxa de feminicídios por 100 mil habitantes apresentou variações pontuais entre os anos de 2020 e
2024. Em 2020, foi registrada uma taxa de 1,27 por 100 mil mulheres, caindo para 1,26 em 2021. A par r de
2022, houve um aumento para 1,34, patamar que se manteve estável nos anos subsequentes, sinalizando uma
estabilização após o crescimento observado no início da série (Gráfico 12)
1.600
1.451 1.449 1.459
1.400
1.355 1.359
1.200
1.000
800
600
400
200
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
49
Gráfico 12 – Taxa de feminicídios no Brasil, de 2020 a 2024.
1,60
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025.
A análise regional revela que, assim como no ano anterior, a Região Centro-Oeste manteve a maior
taxa de feminicídios do país, com 1,87 casos por 100 mil mulheres em 2024, superando a média nacional de
1,34. Em contraste, a Região Sudeste apresentou a menor taxa, com 1,16 casos por 100 mil mulheres, embora
tenha concentrado o maior número absoluto de ví mas, com 532 registros. Entre os estados, destacam-se o
Mato Grosso (2,47) e o Mato Grosso do Sul (2,39) com as maiores taxas, enquanto Amapá (0,50) e Sergipe
(0,84) apresentaram os menores índices do país (Gráfico 14).
Em termos de variação absoluta entre 2023 e 2024, 13 unidades federa vas registraram aumento no
número de feminicídios, enquanto 14 estados apresentaram redução. O Maranhão teve um crescimento
expressivo de 38%, passando de 50 para 69 ví mas. O Piauí também se destacou com alta de 42,86% (de 28
para 40), seguido pelo Paraná, com aumento de 34,57% (de 81 para 109 ví mas).
Por outro lado, o Amapá registrou uma queda de 50% (de 4 para 2 ví mas), e Sergipe apresentou uma
redução percentual de-37,50% (de 16 para 10 ví mas).
Minas Gerais apresentou a maior redução em números absolutos, passando de 167 para 133
ví mas (-20,36%), embora con nue sendo o estado com o maior número absoluto de feminicídios.
50
0,00
0,50
1,00
1,50
2,00
2,50
3,00
1.000
1.400
1.600
1.200
200
400
600
800
0
Brasil 1,34 Brasil 1.459
Amapá 0,50 Amapá 2
Sergipe 0,84 Roraima 7
Ceará 0,86 Acre 8
São Paulo 1,07 Sergipe 10
Rio Grande do Norte 1,07 Tocan ns 12
Pará 1,16 Rondônia 14
Paraíba 1,17 Rio Grande do Norte 19
Rio de Janeiro 1,18 Alagoas 22
Minas Gerais 1,22 Distrito Federal 23
Rio Grande do Sul 1,25 Paraíba 25
Santa Catarina 1,25 Amazonas 30
Alagoas 1,32 Mato Grosso do Sul 35
1,40
51
Bahia Espírito Santo 39
Amazonas 1,41 Piauí 40
Distrito Federal 1,48 Ceará 41
Tocan ns 1,53 Mato Grosso 47
Goiás 1,53 Pará 50
Pernambuco 1,55 Santa Catarina 51
Rondônia 1,61 Goiás 57
Paraná 1,80 Maranhão 69
Acre 1,82 Rio Grande do Sul 72
Espírito Santo 1,86 Pernambuco 77
Gráfico 14 – Taxa de feminicídios no Brasil, por UF, em 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2024
RR
AP
2 0,50
PA
AM
MA CE
PA
RN AM
MA CE
PI PB
RN
PE
PI PB
AC
TO AL PE
RO SE
AC
TO AL
BA RO SE
MT
BA
MT
GO
GO
MG
ES MG
MS
ES
MS
SP RJ
SP RJ
PR
PR
SC
SC
RS
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2024
No recorte municipal, os municípios do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) lideraram com os maiores
números absolutos de feminicídios em 2024, ambos com 51 ví mas — um aumento expressivo em relação ao
ano anterior, especialmente no Rio de Janeiro, que havia registrado 40 casos em 2023.
Entre os dez municípios com maiores registros, nove são capitais de seus respec vos estados, incluindo Brasília
(DF), Manaus (AM), Teresina (PI), Campo Grande (MS), Curi ba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).
Além das capitais, outros municípios de grande porte também se destacaram. O estado de São
Paulo, além da capital, teve a cidade de Guarulhos entre os municípios com mais ocorrências de feminicídio,
com 9 casos em 2024.
52
Tabela 5 – Quan dade e taxa de feminicídios, Região e UF´s, em 2023 e 2024
53
54
6. LESÃO CORPORAL
SEGUIDA DE MORTE
55
Infográfico 5 - Lesão Corporal Seguida de Morte
56
6. LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE
400
300
200
100
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
0,20
0,15
0,10
0,05
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
57
Ao analisar a distribuição geográfica das ocorrências, verificou-se que a Região Nordeste apresentou a
maior taxa em 2024, com 241 registros e uma incidência de aproximadamente 0,42 casos por 100 mil
habitantes — acima da média nacional. Em contrapar da, a Região Sudeste apresentou a menor taxa, com 227
registros e um índice de 0,26 casos por 100 mil habitantes.
A análise por unidade federa va revelou que 17 estados apresentaram crescimento nas ocorrências
de lesões corporais seguidas de morte em 2024. Destacaram-se o Distrito Federal, com aumento de 1 para 11
casos (+1000%), e o Mato Grosso, que passou de 2 para 6 registros (+200%). Em contrapar da, 10 estados
apresentaram redução, com destaque para o Amapá, que caiu de 16 para 3 ví mas (-81,25%); Tocan ns, de 6
para 2 (-66,67%); e Roraima, de 8 para 3 (-62,50%).
Além disso, os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte figuraram com dois municípios cada na
lista das cidades com maior número absoluto de ví mas.
Gráfico 18 – Quan dade de lesões corporais seguidas de morte, por UF, em 2024.
729
800
700
600
500
400
300
137
200
93
69
72
61
100
30
35
35
24
28
28
10
10
11
11
12
14
2
3
3
3
5
6
6
6
7
8
0
Brasil
Acre
Roraima
Sergipe
Tocan ns
Amapá
Alagoas
Paraíba
Minas Gerais
Piauí
Distrito Federal
Goiás
Santa Catarina
Mato Grosso
Rondônia
Maranhão
Espírito Santo
Ceará
ato Grosso do Sul
Amazonas
Pernambuco
Pará
Rio Grande do Sul
Paraná
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Bahia
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
58
Gráfico 19 – Taxa de lesões corporais seguidas de morte, por UF, em 2024.
2,50
2,09
2,00
1,50
1,00
0,63
0,56
0,52
0,48
0,40
0,40
0,42
0,34
0,37
0,37
0,37
0,38
0,34
0,34
0,30
0,31
0,27
0,29
0,30
0,50
0,22
0,19
0,17
0,16
0,05
0,11
0,13
0,13
0,00
Brasil
Minas Gerais
Maranhão
Tocan ns
Ceará
Paraíba
Sergipe
Piauí
Santa Catarina
Mato Grosso
Alagoas
Espírito Santo
Pernambuco
São Paulo
Rio Grande do Sul
Acre
Distrito Federal
Amapá
Goiás
Rondônia
Rio de Janeiro
Pará
Roraima
Mato Grosso do Sul
Paraná
Amazonas
Bahia
Rio Grande do Norte
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Figura 4 – Quan dade e taxa de lesões corporais seguidas de morte, por UF, em 2023
Quan dade Taxa
137 RR
2,09
RR AP
AP
2 0,05
PA PA
AM AM
MA MA CE
CE
RN RN
PI PI PB
PB
PE PE
AC AC
TO AL TO AL
SE RO SE
RO
BA BA
MT MT
GO GO
MG MG
ES ES
MS MS
SP RJ SP RJ
PR PR
SC SC
RS RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
As capitais Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) lideraram em número absoluto de ví mas, com
29 casos cada. Na sequência, Salvador (BA) apareceu com 24 ví mas. Entre os 11 municípios com maior
número de casos, nove eram capitais estaduais, revelando a concentração dessas mortes nos grandes centros
urbanos.
59
Gráfico 20 – Municípios com os maiores números de lesões corporais seguidas de morte no Brasil, em 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
60
Tabela 6 – Quan dade e taxa de lesão corporal seguida de morte, Região e UF’s, em 2023 e 2024
61
Em relação ao perfil das ví mas, observou-se que 91,5% das ocorrências vi maram homens, com 667
registros, enquanto 58 ví mas eram mulheres. No entanto, alguns estados apresentaram proporção elevada
de ví mas do sexo feminino. No Amapá, por exemplo, 1 em cada 3 ví mas era mulher (33,33%), enquanto no
Mato Grosso, 1 em cada 6 ví mas também era do sexo feminino (16,67%).
Os maiores aumentos percentuais de ví mas mulheres ocorreram no São Paulo, que passou de 2 para
11 casos, representando um crescimento de 67,07% e Bahia, de para 7 casos (+75%)..
Em sen do oposto, os estados com maior redução proporcional de ví mas femininas incluem o Amapá, que
passou de 4 para 1 ví ma (-75%); Santa Catarina , que passou de 1 para 0 (e o Rio Grande do Sul, que reduziu de
5 para 3 casos (-40%).
No que se refere ao número absoluto de ví mas mulheres, São Paulo apresentou o maior quan ta vo
em 2024, com 11 registros — um aumento de 450% em relação aos 2 casos de 2023. O Rio de Janeiro manteve o
número do ano anterior, com 8 ví mas, seguido pela Bahia, que registrou 7 ví mas, um crescimento de 75% em
relação a 2023 (4 casos).
62
Tabela 7 – Quan dade de lesão corporal seguida de morte, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
63
64
7. ROUBO SEGUIDO DE
MORTE (LATROCÍNIO)
65
Infográfico 6 - Roubo Seguido de Morte (Latrocínio)
66
7. ROUBO SEGUIDO DE MORTE (LATROCÍNIO)
O número de ví mas de latrocínio no Brasil apresentou variações significa vas entre 2020 e 2024. Em
2020, foram contabilizadas 1.457 ví mas, número que aumentou ligeiramente para 1.470 em 2021. Contudo,
em 2022, houve uma queda expressiva para 1.239 casos, representando uma redução de 15,71% em relação
ao ano anterior. Essa tendência de declínio con nuou em 2023, com 972 ví mas, marcando uma diminuição
de 21,55% em comparação a 2022. Em 2024, a redução persis u, embora de forma mais moderada, totalizan-
do 956 ví mas, uma queda de 1,65% em relação a 2023. No acumulado de 2020 a 2024, observou-se uma redu-
ção de 34,39% no número absoluto de latrocínios. Conforme Gráfico 21.
A taxa de latrocínios por 100 mil habitantes também apresentou uma trajetória descendente
no mesmo período. Em 2020 e 2021, a taxa foi de 0,70, caindo para 0,59 em 2022 (redução de 15,71%), 0,46 em
2023 (queda de 21,55%) e 0,45 em 2024 (redução de 1,65%). No geral, entre 2020 e 2024, a taxa por 100 mil ha-
bitantes teve uma redução de 34,39%. O Gráfico 22 apresenta essa evolução.
1.600 1.470
1.457
1.400
1.239
1.200
972 956
1.000
800
600
400
200
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
67
Gráfico 22 – Taxa de roubos seguidos de morte no Brasil, de 2020 a 2024.
0,80
0,70 0,70
0,70
0,59
0,60
0,30
0,20
0,10
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Em 2024, a média diária de latrocínios no Brasil foi de aproximadamente 3 casos por dia, totalizando
956 ví mas no ano. Esse número representa uma redução de 1,65% em relação a 2023, com 972 ví mas.
Analisando as regiões do país, a Região Norte apresentou a maior redução percentual, passando de 163 casos
em 2023 para 118 em 2024, uma diminuição de 27,61%. A Região Sul teve uma redução de 103 para 95 casos (-
7,77%), e a Região Nordeste, de 329 para 323 casos (-1,82%). Por outro lado, a Região Centro-Oeste registrou
um aumento de 55 para 68 casos (+23,64%), enquanto a Região Sudeste teve um crescimento de 322 para 352
casos (+9,32%).
No âmbito estadual, os maiores decréscimos absolutos foram observados em Tocan ns, que caiu de 30
para 6 casos (-80%), Alagoas, de 17 para 4 casos (-76,47%), e Amapá, de 13 para 4 casos (69,23%). Outros
estados com reduções significa vas incluem Acre (4 para 1 casos, -75%), Distrito Federal (18 para 8 casos, -55%)
e Paraíba (25 para 16 casos, -36%).
Em contrapar da, alguns estados apresentaram aumentos expressivos no número de latrocínios. O
Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento percentual, passando de 6 para 22 casos (+266,67%). Santa
Catarina aumentou de 10 para 19 casos (+90,00%), e o Ceará, de 24 para 41 casos (+70,83%). O Rio de Janeiro
também registrou um aumento significa vo, de 65 para 97 casos (+49,23%), assim como o Espírito Santo, que
passou de 27 para 39 casos (+44,44%). Outros estados com crescimento incluem Rondônia (7 para 10 casos,
+42,386%) e Mato Grosso (15 para 20 casos, +133,33%).
68
0,00
0,10
0,20
0,30
0,40
0,50
0,60
0,80
0,90
1,00
0,70
0
400
600
800
1.000
1.200
200
Brasil 0,45 Brasil 956
Acre 0,11 Acre 1
Alagoas 0,12 Alagoas 4
Minas Gerais 0,22 Amapá 4
Santa Catarina 0,24 Roraima 6
Goiás 0,24 Tocan ns 6
Rio Grande do Sul 0,27 Sergipe 7
Distrito Federal 0,27 Distrito Federal 8
Sergipe 0,31 Rondônia 10
São Paulo 0,37 Paraíba 16
Tocan ns 0,38 18
Goiás
Paraíba 0,39 19
Piauí
Paraná 0,39 19
Santa Catarina
Ceará 0,44 20
Mato Grosso
69
Amapá 0,50 22
Mato Grosso do Sul
Bahia 0,51 Rio Grande do Norte 23
Mato Grosso 0,52 Amazonas 24
Amazonas 0,56 Rio Grande do Sul 30
Piauí 0,56 Espírito Santo 39
Rio de Janeiro 0,56 Ceará 41
Rondônia 0,57 Minas Gerais 46
Rio Grande do Norte 0,67 Paraná 46
Mato Grosso do Sul 0,76 Maranhão 62
Pará 0,77 Pará 67
Pernambuco
Gráfico 24 – Taxa de roubos seguidos de morte, por UF, em 2024
0,80 Bahia 75
Roraima 0,84
Gráfico 23 – Quan dade de roubos seguidos de morte, por UF, em 2024.
Pernambuco 76
Maranhão 0,88 Rio de Janeiro 97
Espírito Santo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
0,95
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
RR
AP Quan dade
170
PA
AM
MA CE
RN
1
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ RR
AP
PR
SC
PA
AM
RS MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
Taxa
GO
0,95
MG
ES
MS
0,11 SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
No âmbito municipal, a cidade de São Paulo (SP) manteve-se em primeiro lugar com o maior número
absoluto de ví mas de latrocínios em 2024, registrando 53 casos, um aumento em relação ao ano anterior. O
Rio de Janeiro (RJ) ficou na segunda posição, com 42 ví mas, também apresentando um número expressivo de
ocorrências. Entre as capitais do Nordeste, Fortaleza (CE) teve 20 casos, seguida de Recife (PE) com 19 casos e
Salvador (BA) com 18 ví mas.
Na Região Norte, a cidade com maior incidência foi Belém (PA), que registrou 16 ví mas, enquanto
Manaus (AM) contabilizou 12 casos. No Sudeste, além das capitais, o município de Serra (ES) registrou 10
ví mas, um número significa vo para uma cidade fora das grandes metrópoles.
70
Gráfico 25 – Municípios com os maiores números de roubos seguidos de morte no Brasil, em 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
71
Tabela 8 – Quan dade e taxa de roubos seguidos de morte no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024
Em relação às ví mas do sexo feminino, observou-se um aumento de 22,73% nos casos, passando de
88 em 2023 para 108 em 2024,enquanto o total geral de latrocínios no país teve uma redução de 1,65%em
2024.
As unidades federa vas com os maiores aumentos percentuais nos latrocínios de mulheres foram o
Espírito Santo, o Mato Grosso do Sul e o Ceará, que passaram de zero casos em 2023 para 5, 4 e 2 casos em
2024, respec vamente. Entre os estados que já nham registros em 2023, destacam-se Santa Catarina, com
72
aumento de 500% (de 1 para 6 casos), Bahia com 60% (de 5 para 8 casos) e Rio de Janeiro com 22,22% (de 9 para
11 casos).
Os estados com os maiores números absolutos de latrocínio de mulheres em 2024 foram São Paulo,
com 19 casos, Minas Gerais, com 12, e Rio de Janeiro, com 11.
Tabela 9 – Quan dade de roubos seguidos de morte no Brasil, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo
2023 2024 Var. %
Brasil, Regiões e UF
Fem. Masc. NI Total Fem. Masc. NI Total 2023/2024
73
74
8. MORTE POR
INTERVENÇÃO DE
AGENTE DO ESTADO
75
Infográfico 7 - Morte Por Intervenção de Agente Do Estado
76
8. MORTE POR INTERVENÇÃO DE AGENTE DO ESTADO
As mortes decorrentes de ações policiais, previstas como excludentes de ilicitude no Código Penal
Brasileiro, apresentaram queda pelo terceiro ano consecu vo. Em 2024, foram registradas 6.134 mortes em
todo o território nacional, representando uma redução de 4,02% em relação a 2023, quando foram
contabilizadas 6.391 ocorrências.
A média diária de mortes por intervenção de agentes do Estado em 2024 foi de 17 casos, o que
evidencia uma diminuição no uso letal da força policial em comparação com anos anteriores.
A taxa de letalidade por intervenção policial também apresentou redução. Em 2024, o índice foi de 2,89 mortes
por 100 mil habitantes, inferior à taxa de 3,02 registrada em 2023. Esse resultado mantém o padrão de queda
observado em anos anteriores: em 2022, a taxa foi de 3,06, e, em 2021, de 3,14.
Gráfico 26 – Quan dade de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, de 2020 a 2024.
Gráfico 27 – Taxa de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, de 2020 a 2024.
3,50
3,11 3,14 3,06 3,02
3,00 2,89
2,50
2,00
1,50
1,00
0,50
0,00
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
77
Entre as regiões do país, três apresentaram taxas superiores à média nacional. A Região Norte registrou
o maior índice, com 4,56 mortes por 100 mil habitantes, seguida pela Região Centro-Oeste, com 4,07. A Região
Sul apresentou a menor taxa regional, com 1,66.
No que se refere ao número absoluto de mortes por intervenção de agentes do Estado, a Região
Nordeste concentrou o maior volume de casos em 2024, com 2.281 registros. Por outro lado, a Região Sul
apresentou o menor número absoluto, com 518 mortes.
Gráfico 28 – Quan dade de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, por UF, em 2024.
6.134
7.000
6.000
5.000
4.000
3.000
1.557
2.000
813
699
597
1.000
304
381
199
214
145
136
137
189
14
76
10
25
43
49
55
67
76
78
78
86
91
7
8
0
Brasil
Roraima
Acre
Distrito Federal
Piauí
Rondônia
Amazonas
Tocan ns
Paraíba
Pernambuco
Alagoas
Amapá
Sergipe
Ceará
Minas Gerais
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Paraná
Goiás
Pará
Rio de Janeiro
São Paulo
Bahia
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
78
Gráfico 29 – Taxa de mortes por intervenção de agente do Estado no Brasil, por UF, em 2024.
17,06
18,00
16,00
14,00
10,48
12,00
10,00
6,89
6,33
8,00
5,58
5,18
6,00
4,06
2,89
3,11
2,96
2,64
2,57
4,00
2,36
2,05
1,77
1,90
1,33
1,08
1,14
1,21
0,93
0,46
0,47
0,70
0,74
0,97
0,98
1,00
2,00
0,00
Brasil
Distrito Federal
Piauí
Acre
Sergipe
Rondônia
Pernambuco
Minas Gerais
Santa Catarina
Roraima
Amazonas
Maranhão
Pará
Bahia
Amapá
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Figura 6 – Quan dade e taxa de morte por intervenção de agente do Estado, por UF, em 2024.
Quan dade
RR
1.557
AP
PA
7
AM
MA CE RR
AP
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE PA
AM
MA CE
BA
MT RN
PI PB
PE
GO AC
TO AL
RO SE
MG
ES BA
MS MT
SP RJ
GO
PR
MG
SC Taxa MS
ES
RS 17,06 SP RJ
PR
SC
0,46
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
79
Em contrapar da, os maiores decréscimos percentuais foram registrados Em em
Roraima, com redução de 61,11% (de 18 para 7), Pernambuco reduzindo -44,17% (de 120
para 67) e Distrito Federal, com -41,61 (de 24 para 14).
A análise por unidade federa va revela cenários dis ntos. Nove estados
apresentaram aumento no número de mortes por intervenção policial, com destaque para
São Paulo, que registrou crescimento de 61,31%, passando de 504 em 2023 para 813 em
2024. Em termos absolutos, a Bahia foi o estado com maior número de mortes, com 1.557
registros: 25,38% do total nacional.
Por outro lado, dezoito estados apresentaram queda. A maior redução percentual
ocorreu em Roraima, que passou de 18 mortes, em 2023, para 7, em 2024, uma diminuição
de 61,11%. O Rio de Janeiro foi o estado com a maior redução em números absolutos, com
172 mortes a menos que em 2023, equivalendo a uma queda de 19,75%.
80
Tabela 10 – Quan dade e taxa de mortes por intervenção de agente do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024
81
Quanto ao perfil das ví mas, observa-se a predominância de pessoas do sexo masculino, que
corresponderam a 97,16% dos casos. As mulheres representaram 0,75% do total, enquanto 2,09% dos
registros não informaram o sexo da ví ma.
Houve uma redução 14,81% de mortes femininas em relação a 2023, em relação ao sexo masculino,
também houve uma diminuição um pouco menor, de -2,57%.
Entre os estados com os maiores números absolutos de mortes femininas, a Bahia liderou com 12
ví mas, representando um aumento de 50% em relação aos 8 casos do ano anterior. O Rio de Janeiro passou
de 3 para 7 casos (+133,33%) e São Paulo, de 3 para 4 (+33,33%).
Tabela 11 – Quan dade de mortes por intervenção de agente do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
82
9. MORTE DE AGENTE
DO ESTADO
83
Infográfico 8 - Morte de Agente do Estado
84
9. MORTE DE AGENTE DO ESTADO
Em 2024, foram registradas 205 mortes violentas de Profissionais de Segurança Pública no Brasil, o
que representa um aumento de 6,77% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 192 mortes. Essa
média equivaleu a aproximadamente 1 morte por dia no país.
Analisando a série histórica de 2020 a 2024, observou-se uma tendência geral de queda nas mortes,
com exceção do leve aumento em 2024. Em 2020, foram registradas 228 mortes, número que caiu para 206
em, 2021, e 204, em 2022. O valor mais baixo da série ocorreu em 2023, com 192 mortes, seguido por um leve
crescimento em 2024. Apesar da alta recente, o número de mortes em 2024 ainda permanece inferior ao
observado nos três primeiros anos da série.
250 228
206 204 205
200
192
150
100
50
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Os dados enviados pelas Unidades Federa vas mostraram que, em 2024, dez estados apresentaram
aumento no número de mortes de agentes do Estado. Um dos maiores crescimentos percentuais ocorreu no
Ceará, onde os óbitos saltaram de 9 para 17, um acréscimo de 88,89%. O Rio de Janeiro registrou o maior
aumento em termos absolutos, com 19 mortes a mais em relação a 2023 — subindo de 51 para 70 óbitos, o que
representou um crescimento de 37,25%.
Por outro lado, onze estados apresentaram redução no número de mortes de agentes do
Estado em 2024. A maior queda percentual foi registrada em Alagoas, com redução de 75%, passando de 4
para 1 morte, seguido do Amazonas, que registrou uma diminuição de -71,43% (passando de 7 para 2 casos) e o
Maranhão com uma redução de 66,67%, com 2 mortes, em 2024, contra 6 no ano anterior.
85
Gráfico 31 – Quan dade de mortes de agente do Estado no Brasil, por UF, em 2024
250
205
200
150
100
70
50
32
25
17
11
Pernambuco 7
Acre 0
Amapá 0
Mato 0
Grosso do Sul 1
Alagoas 1
Espírito Santo 1
Paraíba 1
Rondônia Roraima 1
Santa Catarina 1
Sergipe 1
Amazonas 2
Distrito Federal 2
Goiás 2
Maranhão 2
Mato Grosso 2
Rio Grande do Norte 2
Piauí 3
Minas Gerais 4
Tocan ns 5
Paraná 6
Rio Grande do Sul 6
0
Brasil
Bahia
Ceará
Pará
São Paulo
Rio de Janeiro
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
RR
AP
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
Quan dade
BA
MT
70
GO
MG 0
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
86
Tabela 12 – Quan dade de mortes de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
87
Na análise por sexo, observou-se que as mortes de agentes de segurança pública con nuam a a ngir
majoritariamente profissionais do sexo masculino. Em 2024, os homens representaram 95,1% das mortes de
agentes do Estado, enquanto as mulheres corresponderam a 3,9% dos casos. Esses dados confirmam a
permanência da ampla maioria masculina entre as ví mas, conforme apresentado na Tabela 13.
Em relação à variação percentual, houve um aumento de 7,69% nas mortes dos profissionais do sexo
masculino em comparação a 2023, quando representavam 94,7% dos casos. Já entre as profissionais do sexo
feminino, o crescimento foi ainda mais expressivo: 14,29% em relação ao ano anterior, quando elas
correspondiam a 3,7% das ví mas.
Tabela 13 – Quan dade de mortes de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2022 e 2023, por sexo.
2023 2024 Var. %
Brasil, Regiões e UF
Fem. Masc. NI Total Fem. Masc. NI Total 2023/2024
88
10. SUICÍDIO DE AGENTE
DO ESTADO
89
Infográfico 9 - Suicídio de Agente do Estado
90
10. SUICÍDIO DE AGENTE DO ESTADO
De acordo com os dados enviados pelas Unidades Federa vas revelam que, em 2024, o Brasil registrou
148 suicídios de agentes do Estado, o maior número da série histórica iniciada em 2020. O valor representa um
crescimento de 9,63% em relação a 2023, quando foram contabilizados 135 casos, o que equivale a uma média
de 0,40 suicídios por dia no país. A tendência crescente nos registros acende um alerta sobre a saúde mental
dos profissionais de segurança pública.
Em 2020, foram no ficados 94 suicídios de agentes públicos. No ano seguinte, houve um aumento de
23,40%, totalizando 116 casos. Em 2022, o número caiu para 108, representando uma redução de 6,90% em
comparação com 2021. No entanto, em 2023, os registros voltaram a crescer de forma expressiva, com 135
casos — um aumento de 25,00%. Já em 2024, a elevação foi de 9,63%, consolidando um total de 148
ocorrências. Entre 2020 e 2024, o crescimento acumulado foi de 57,45%, com média anual de aumento de
aproximadamente 11,9%.
160 148
140
135
116
120 108
100 94
80
60
40
20
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
A análise regional mostra que a Região Sudeste concentrou o maior número de casos em 2024, com 55
suicídios, crescimento de 5,77% em relação a 2023 (52 casos). O Nordeste aparece em seguida, com 40
ví mas— aumento de 17,65% em comparação ao ano anterior (34). A Região Sul registrou 27 suicídios (contra
23 em 2023), alta de 17,39%. O Centro-Oeste teve o maior crescimento percentual entre as regiões, com 19
casos em 2024, frente a 11 em 2023 — variação de 72,73%. Por outro lado, a Região Norte foi a única a
apresentar redução, com 7 ocorrências em 2024, queda de 53,33% em relação aos 15 registros de 2023.
91
No recorte estadual, o Distrito Federal apresentou a maior variação percentual, com aumento de 600%
— de 1 caso em 2023 para 7 em 2024. Mato Grosso do Sul também teve elevação expressiva de 300%,
passando de 1 para 4 casos. O Rio de Janeiro contabilizou 18 suicídios em 2024, ante 10 no ano anterior —
aumento de 80%. Goiás registrou 6 ocorrências (crescimento de 50% em relação aos 4 casos de 2023). Em
contrapar da, São Paulo teve uma redução de 57,50%, passando de 40 para 17 casos. Mato Grosso também
apresentou queda significa va de 60%, com 2 registros em 2024 frente a 5 no ano anterior.
Gráfico 33 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado no Brasil, por UF, em 2024
148
160
140
120
100
80
60
40
15
16
16
17
18
20
1
2
2
2
2
2
2
2
2
3
4
4
4
4
5
5
6
7
7
0
0
0
Brasil
Rondônia
Roraima
Tocantins
Acre
Alagoas
Amazonas
Amapá
Mato Grosso
Pará
Paraíba
Rio Grande do Norte
Sergipe
Maranhão
Espírito Santo
Mato Grosso do Sul
Piauí
Santa Catarina
Bahia
Pernambuco
Goiás
Distrito Federal
Paraná
Ceará
Minas Gerais
Rio Grande do Sul
São Paulo
Rio de Janeiro
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
92
Figura 8 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
18
RR
AP
0
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
93
Tabela 14 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024
94
A distribuição por sexo indica que o suicídio entre agentes do Estado manteve predominância do sexo
masculino em 2024. Do total de 148 ocorrências registradas, 136 envolveram pessoas do sexo masculino,
correspondendo a 91,89%, e 12 pessoas do sexo feminino, representando 8,11%. Em relação a 2023,
iden ficou-se um aumento de 50% no número de suicídios entre pessoas do sexo feminino (de 8 para 12 casos)
e um crescimento de 7,08% entre pessoas do sexo masculino (de 127 para 136 casos).
Tabela 15 – Quan dade de suicídios de agentes do Estado, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo
95
96
11. SUICÍDIO
97
Infográfico 10 - Suicídio
98
11. SUICÍDIO
Em 2024, foram registrados 16.218 suicídios no Brasil, o que representa uma redução de 1,44% em
relação a 2023, quando foram contabilizados 16.455 casos. Essa média equivale a aproximadamente 44
suicídios por dia no país.
Entre os anos de 2020 e 2024, os dados sobre ví mas de suicídio no Brasil indicam uma tendência de
crescimento gradual até 2023, seguida de leve redução no ano de 2024. Em 2020, foram contabilizadas 13.147
ví mas, número que aumentou para 14.648 em 2021. Em 2022, houve nova elevação, com o registro de 15.731
casos. O maior número de suicídios ocorreu em 2023, com 16.455 registros.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
9,00
7,46 7,77 7,63
8,00 6,97
7,00 6,29
6,00
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
99
Em termos absolutos, a Região Sudeste e a Região Nordeste con nuam liderando com os maiores
números de casos. O Sudeste registrou 6.156 suicídios em 2024, o equivalente a 37,96% do total nacional. A
Região Nordeste contabilizou 3.765 mortes, correspondendo a 23,21% do total do país.
Analisando a variação regional entre 2023 e 2024, duas regiões apresentaram aumento no número de
suicídios. A Região Centro-Oeste registrou crescimento de 10,19%, passando de 1.511 para 1.665 casos. Já a
Região Sul apresentou leve elevação de 0,44%, com os registros subindo de 3.388 para 3.403. Em
contrapar da, três regiões apresentaram queda: a Região Norte teve a maior redução percentual (-4,80%),
com 1.229 casos em 2024 frente aos 1.291 do ano anterior; o Sudeste apresentou retração de 4,10%, com
redução de 6.419 para 6.156 casos; e o Nordeste, uma queda de 2,11%, passando de 3.846 para 3.765
suicídios.
No contexto estadual, Mato Grosso do Sul foi o estado com maior aumento percentual no número de
suicídios, passando de 171 para 287 casos, o que representa crescimento de 67,84%. Por outro lado, o
Amazonas apresentou a maior queda percentual, com redução de 34,01%, passando de 197 para 130 casos.
Os três estados com o maior número absoluto de suicídios em 2024 foram São Paulo, com 2.921 registros (taxa
de 6,35 por 100 mil habitantes); Minas Gerais, com 2.006 casos (taxa de 9,41); e o Rio Grande do Sul, com 1.506
registros (taxa de 13,41). Em contrapar da, os menores números absolutos foram observados no Acre (92
casos, taxa de 10,45), Roraima (74 casos, taxa de 10,32) e Amapá (67 casos, taxa de 8,35).
Quanto às maiores taxas de suicídio por 100 mil habitantes em 2024, destacaram-se o Rio Grande do
Sul (13,41), Santa Catarina (12,17) e Piauí (11,49). Já os menores índices foram registrados no Amazonas (3,04),
Maranhão (4,56) e Bahia (4,92).
Observou-se redução no número de suicídios em 11 estados da federação. As maiores quedas foram
verificadas no Amazonas (-34,01%), com redução de 197 para 130 casos; no Acre (-18,58%), que passou de 113
para 92 casos; e no Amapá (-14,10%), com queda de 78 para 67 suicídios. .
100
0,00
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
14,00
16,00
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
12.000
14.000
16.000
18.000
101
Espírito Santo 372
Mato Grosso 8,84 Paraíba 379
Espírito Santo 9,07 Piauí 388
Paraíba 9,14 Pernambuco 547
Minas Gerais 9,41 Pará 565
Tocan ns 9,45 Bahia 730
Distrito Federal 9,49 Goiás 756
Mato Grosso do Sul 9,89 Ceará 767
Goiás 10,29 Rio de Janeiro 857
Gráfico 37 – Taxa de suicídios no Brasil, por UF, em 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Figura 9 – Quan dade e taxa de suicídios no Brasil, por UF, em 2024
RR
AP
PA
AM
MA CE
RN
Quan dade
PI
PE
PB
2.921
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
67
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
RR
AP
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
Taxa
ES
MS
13,41
SP RJ
PR
SC
3,04
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
102
Tabela 16 – Quan dade de suicídios por Região, UF’s e sexo em 2023 e 2024
2023 2024 Var. %
Brasil, Regiões e UF
Abs. Taxa Abs. Taxa 2023/2024
A análise por sexo confirma a predominância do sexo masculino entre as ví mas de suicídio no
Brasil. Em 2024, dos 16.218 registros, 12.669 corresponderam a pessoas do sexo masculino, representando
78% do total, enquanto 3.463 envolveram pessoas do sexo feminino, equivalendo a 21,63%. Esse padrão de
prevalência do sexo masculino tem se man do estável ao longo dos anos. No compara vo com 2023,
observou-se uma redução de 2,59% no número de suicídios entre pessoas do sexo feminino e de 1,17% entre
pessoas do sexo masculino.
103
Tabela 17 – Quan dade de suicídios por Região, UF’s e sexo em 2023 e 2024
Região Centro-
Oeste 337 1.150 24 1.511 361 1.282 22 1.665 10,19%
Distrito Federal 75 196 1 272 65 217 1 283 4,04%
Goiás 159 552 17 728 160 587 9 756 3,85%
Mato Grosso do Sul 34 133 4 171 63 212 12 287 67,84%
Mato Grosso 69 269 2 340 73 266 0 339 -0,29%
104
12. MORTE NO TRÂNSITO
OU EM DECORRÊNCIA
DELE
105
Infográfico 11 - Morte no Trânsito ou em Decorrência Dele
106
12. MORTE NO TRÂNSITO OU EM DECORRÊNCIA DELE
Os dados reportados pelas Unidades Federa vas indicam que, em 2024, o Brasil registrou 26.138
mortes no trânsito ou em decorrência dele, o que representa uma média de 71 ví mas fatais por dia. Em
comparação com o ano anterior, quando foram contabilizadas 23.992 mortes, houve um crescimento de 8,94%
(mais 2.146 ví mas), conforme demonstra o Gráfico 39.
Ao longo da série histórica, observa-se uma oscilação nos registros desse po de ocorrência.
Em 2021, foram no ficadas 23.003 mortes no trânsito. Em 2022, houve um aumento de 5,58% (mais 1.283
casos), totalizando 24.286 ví mas. No ano seguinte, em 2023, registrou-se uma leve redução de 1,21% (menos
294 óbitos), resultando em 23.992 mortes. No entanto, em 2024, o país voltou a apresentar um crescimento
no número de ví mas, totalizando 26.138 casos .
A taxa nacional de mortalidade no trânsito por 100 mil habitantes acompanhou essa elevação,
passando de 11,33 em 2023 para 12,30 em 2024 — um aumento de 8,94%.
Gráfico 38 – Quan dade de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, de 2020 a 2024.
30.000
26.138
23.003 24.286 23.992
25.000 22.670
20.000
15.000
10.000
5.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
107
Gráfico 39 – Taxa de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, de 2020 a 2024
14,00 12,30
10,84 10,95 11,52 11,33
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
108
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
35,00
45,00
40,00
0
10.000
15.000
20.000
25.000
30.000
5.000
Brasil 12,30
Brasil 26.138
Amazonas 6,10 Roraima 51
Bahia 6,23 Amapá 98
Piauí 7,11 Acre 130
Roraima 7,12 Sergipe 195
Santa Catarina 7,32 Piauí 240
Distrito Federal 8,11 Distrito Federal 242
Sergipe 8,51 Amazonas 261
Paraná 9,54 Mato Grosso do Sul 347
São Paulo 9,64 Rondônia 361
Minas Gerais 10,28 Alagoas 457
Mato Grosso do Sul 11,96 Rio Grande do Norte 542
Goiás 12,20 Santa Catarina 590
109
Amapá 12,21 Tocan ns 621
Rio Grande do Sul 12,23 Paraíba 859
Rio de Janeiro 12,95 Goiás 897
Alagoas 14,19 Bahia 925
Maranhão 14,23 Espírito Santo 975
Pará 14,45 Maranhão 998
Acre 14,76 Mato Grosso 1.000
Rio Grande do Norte 15,73 Paraná 1.128
Ceará 19,01 Pará 1.252
Rondônia 20,67 Rio Grande do Sul 1.373
Paraíba 20,72 Ceará 1.755
Pernambuco 20,84 Pernambuco 1.988
Espírito Santo 23,77 Minas Gerais 2.191
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
51 6,10
PA PA
AM AM
MA CE MA CE
RN RN
PI PB PI PB
PE PE
AC AC
TO AL AL
TO
RO SE SE
RO
BA BA
MT MT
GO GO
MG MG
ES ES
MS MS
SP RJ SP RJ
PR PR
SC SC
RS RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Na análise por municípios, o Rio de Janeiro (RJ) liderou o ranking com 706 ví mas fatais no
trânsito em 2024. Em seguida, aparecem São Paulo (SP), com 657 mortes; Brasília (DF), com 242; Recife (PE),
com 179; Fortaleza (CE), com 176; Manaus (AM), com 174; São Luís (MA), com 169; Belo Horizonte (MG), com
165; Duque de Caxias (RJ), com 153; e Goiânia (GO), com 126.
Gráfico 42 – Municípios com os maiores números de mortes no trânsito ou em decorrência dele no Brasil, em 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
110
Tabela 18– Quan dade e taxa de mortes no trânsito ou em decorrência dele, Região e UF’s, em 2023 e 2024
111
Em relação ao perfil das ví mas, as pessoas do sexo masculino con nuaram a representar a maioria
dos casos fatais no trânsito, com 75,99% do total (19.861 das 26.138 mortes em 2024). As pessoas do sexo
feminino corresponderam a 21,74% das ví mas (5.682 casos), enquanto os registros sem iden ficação de sexo
somaram 595 casos (2,28%).
Destacou-se o crescimento de pessoas do sexo feminino entre as ví mas no estado do Espírito Santo,
que passou de 170 óbitos, em 2023, para 804, em 2024 — um aumento de 372,94%.
Tabela 19 – Quan dade de mortes no trânsito ou em decorrência dele, Região e UF’s, em 2023 e 2024, por sexo
Região Nordeste 1.208 5.849 100 7.157 1.293 6.279 387 7.959 11,21%
Alagoas 61 307 37 405 66 320 71 457 12,84%
Bahia 257 686 23 966 274 607 44 925 -4,24%
Ceará 248 1.394 9 1.651 227 1.525 3 1.755 6,30%
Maranhão 142 748 4 894 177 821 0 998 11,63%
Paraíba 101 687 0 788 113 746 0 859 9,01%
Pernambuco 262 1.331 13 1.606 254 1.476 258 1.988 23,79%
Piauí 44 178 3 225 55 183 2 240 6,67%
Rio Grande do Norte 61 403 0 464 83 458 1 542 16,81%
Sergipe 32 115 11 158 44 143 8 195 23,42%
Região Sudeste 1.724 7.228 390 9.342 2.631 7.122 75 9.828 5,20%
Espírito Santo 170 603 4 777 804 171 0 975 25,48%
Minas Gerais 346 1.700 334 2.380 413 1.753 25 2.191 -7,94%
Rio de Janeiro 398 1.566 33 1.997 511 1.687 32 2.230 11,67%
São Paulo 810 3.359 19 4.188 903 3.511 18 4.432 5,83%
Brasil 4.498 18.886 608 23.992 5.682 19.861 595 26.138 8,94%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
112
13. FURTO DE VEÍCULO
113
Infográfico 12 - Furto de Veículo
114
13. FURTO DE VEÍCULO
Os dados reportados pelas Unidades Federa vas indicaram que, em 2024, o Brasil registrou 215.121
furtos de veículos, representando uma média de, aproximadamente, 588 ocorrências por dia. Em comparação
com o ano anterior, quando foram contabilizados 220.950 furtos, houve uma redução de 2,64% (menos 5.829
casos).
Com base nos dados apresentados, observou-se que 2022 foi o ano com o maior número de
ocorrências de furtos de veículos no Brasil, totalizando 229.468 registros.
100.000
50.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
No entanto, o número de veículos automotores furtados no Brasil diminuiu nos anos subsequentes.
Em 2023, foram registrados 220.950 furtos, uma redução de 3,71% em relação a 2022 (229.468 para 220.950).
Essa tendência de queda con nuou em 2024, conforme gráfico 43.
115
Gráfico 44 – Taxa de furtos de veículos no Brasil, de 2020 a 2024
250,00
199,34
200,00 173,17 185,32 173,52
165,21
150,00
100,00
50,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Quanto à taxa de furtos por 100 mil veículos, observou-se que o índice a ngiu seu maior valor em 2022,
com 199,34 furtos a cada 100 mil veículos. Em 2023, essa taxa caiu para 185,32, acompanhando a redução no
número absoluto de furtos. Em 2024, a taxa apresentou novo decréscimo, registrando 173,52 furtos por 100
mil veículos, consolidando uma queda con nua nos índices de furto de veículos nos úl mos dois anos.
Em relação ao recorte das taxas por região, verificou-se que a maior parcela dos furtos de veículos
concentrou-se na Região Sudeste. Com a maior malha viária do país e uma taxa de 237,50 furtos para cada 100
mil veículos, o Sudeste, sozinho, contabilizou 139.596 furtos de veículos em 2024, equivalente a 64,89% de
todos os 215.121 veículos automotores furtados no Brasil. Já a menor taxa foi registrada na Região Centro-
Oeste: 11.633 furtos de veículos em 2024, com uma taxa de 97,88 furtos para cada 100 mil veículos.
Em nível estadual, evidenciou-se a concentração deste po de crime no Sudeste do país. Entre todas as
unidades federa vas, as três primeiras posições são ocupadas por estados dessa região: São Paulo, com 93.996
veículos furtados em 2024, equivalente a uma taxa de 273,78 furtos por 100 mil veículos, correspondendo a
43,7% de todos os furtos do país; Minas Gerais, com 24.322 furtos de veículos em 2024, uma taxa de 174,03
furtos por 100 mil veículos, representando 11,3% do total nacional; e Rio de Janeiro, com 17.336 furtos de
veículos em 2024, taxa de 217,41 furtos por 100 mil veículos, representando 8,06% do total.
Vinte estados apresentaram redução no número de furtos de veículos na comparação de 2023 e 2024,
que registraram as maiores quedas: Rio Grande do Sul, que passou de 8.556 furtos, em 2023, para 6.632 furtos,
em 2024, uma queda de 22,49%, com a taxa reduzindo de 105,95 para 79,79 furtos por 100 mil veículos; Goiás,
que registrou 4.454 furtos em 2023 e 3.547 furtos em 2024, uma diminuição de -20,36%, com a taxa caindo de
94,23 para 72,00 furtos por 100 mil veículos; e Rondônia, que teve 2.320.531 furtos, em 2023, e 1.875 furtos,
em 2024, redução de 19,18%, com a taxa caindo de 193,78 para 150,77 furtos por 100 mil veículos.
116
Gráfico 45 – Quan dade de furtos de veículos no Brasil, por UF, em 2024
215.121
250.000
200.000
150.000
93.996
100.000
24.322
17.336
11.022
50.000
6.639
7.237
1.270
1.583
1.766
1.826
1.875
1.912
2.043
2.371
2.728
2.768
3.024
3.315
3.547
3.942
5.637
5.957
6.632
771
381
578
643
0
Brasil
Amapá
Acre
Roraima
Sergipe
Tocan ns
Alagoas
Paraíba
Piauí
Distrito Federal
Maranhão
Goiás
Espírito Santo
Ceará
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Bahia
Pernambuco
Paraná
Rio de Janeiro
Minas Gerais
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
No polo oposto, sete estados apresentaram aumento no número de furtos de veículos, sendo os mais
expressivos: Tocan ns, que passou de 860 furtos, em 2023, para 1.270 furtos, em 2024, um aumento de
47,67%, com a taxa subindo de 98,30 para 137,45 furtos por 100 mil veículos; Amapá, que registrou 280 furtos,
em 2023, e 381 furtos, em 2024, crescimento de 36,07%, com a taxa aumentando de 115,43 para 147,57 furtos
por 100 mil veículos; e Amazonas, com 1.608 furtos, em 2023, e 1.912 furtos, em 2024, crescimento de 18,91%,
elevando a taxa de 142,29 para 159,01 furtos por 100 mil veículos.
273,78
300,00
222,43
217,41
250,00
194,02
173,52
174,03
157,30
158,00
159,01
200,00
150,77
153,51
147,57
145,55
144,35
138,63
134,52
135,66
137,45
123,18
119,56
120,07
150,00
105,00
98,50
92,47
72,00
72,15
76,69
79,79
100,00
50,00
0,00
Brasil
Goiás
Sergipe
Santa Catarina
Pará
Paraíba
Piauí
Paraná
Bahia
Maranhão
Alagoas
Tocan ns
Amapá
Distrito Federal
Acre
Minas Gerais
Roraima
Mato Grosso do Sul
Ceará
Rondônia
Espírito Santo
Amazonas
Pernambuco
Rio de Janeiro
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
117
Figura 11 – Quan dade e taxa de furtos de veículos no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
93.996
RR
AP
381
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Taxa
273,78
RR
AP
72,00
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
118
Tabela 20– Quan dade e taxa de furtos de veículos, Região e UF’s, em 2023 e 2024
119
120
14. ROUBO DE VEÍCULO
121
Infográfico 13 - Roubo de Veículo
122
14. ROUBO DE VEÍCULO
Em 2024, foram 127.165 veículos subtraídos com emprego de violência ou grave ameaça, ante
135.433, em 2023, o que representou uma queda de 6,1%, representando uma média de, aproximadamente,
347 ocorrências por dia.
Assim como o número de furtos, o ano de 2022 também registrou o maior número de ocorrências de
roubo de veículos, no Brasil, dos úl mos cinco anos: 148.004. Em contraste, o ano de 2024 registrou a menor
quan dade de roubos de veículos dos úl mos cinco anos, conforme demonstrado no gráfico 47.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Verificou-se, em 2024, uma média de 347 registros de roubos de veículos por dia no país, e, quanto à
taxa, observou-se uma tendência de queda a par r de 2020, a ngindo o menor patamar em 2024: 102,57 casos
por 100 mil veículos.
123
Gráfico 48 – Taxa de roubos de veículos no Brasil, de 2020 a 2024
160,00
134,33 127,43 128,57
140,00
120,00
113,59
102,57
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Quando se passa à análise do recorte das taxas por região, verificou-se a maior taxa de roubos de
veículos do país, em 2024, na Região Nordeste: 203,51 casos por 100 mil veículos, um total de 45.348 veículos
subtraídos de forma violenta, conforme Tabela 21. Enquanto a menor taxa de roubo de veículos do país, em
2024, concentrou-se na Região Centro-Oeste: 2.817 registros de veículos roubados, equivalente a uma taxa de
23,70 casos para cada 100 mil veículos, contra 3.676 ocorrências de veículos roubados e uma taxa de 32,25
casos por 100 mil veículos, em 2023, representando uma redução de 23,37%.
Com a maior malha viária do país, a Região Sudeste concentrou a maior parcela dos roubos de veículos:
69.279 ocorrências em 2024, equivalendo a 54,48% de todos os registros veículos automotores roubados no
Brasil. A taxa na região foi de 117,87 casos por 100 mil veículos em 2024, contra 117,51 casos por 100 mil
veículos em 2023, refle ndo um aumento de 3,78% no índice.
Em nível estadual, em 2024, os estados com os maiores números absolutos de roubo de veículos foram
São Paulo, com 31.696 ocorrências de veículos roubados e uma taxa de 92,32 casos por 100 mil veículos; e Rio
de Janeiro, com 30.934 roubos de veículos e uma taxa de 387,94 casos por 100 mil veículos. Enquanto as
principais reduções deram-se em Pernambuco: 11.662 roubos e uma taxa de 312,65 casos por 100 mil veículos
2024, em comparação com 12.929 veículos roubados e taxa de 362,32 por 100 mil veículos em 2023,
representando uma queda de 9,80%; e na Bahia: 11.072 veículos roubados e uma taxa de 205,44 por 100 mil
veículos, em 2024, contra 12.528 roubos e uma taxa de 244,67 por 100 mil veículos, em 2023, uma redução de
11,62%.
124
Gráfico 49 – Quan dade de roubos de veículos no Brasil, por UF, em 2024
127.165
140.000
120.000
100.000
80.000
60.000
30.934
31.696
40.000
11.072
11.662
6.587
4.269
4.721
1.024
1.257
1.289
1.578
1.928
2.182
2.287
2.769
3.317
3.555
20.000
315
166
243
301
371
539
704
774
779
0 846
Brasil
Amapá
Roraima
Tocan ns
Acre
Sergipe
Goiás
Distrito Federal
Bahia
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Pará
Santa Catarina
Rondônia
Amazonas
Alagoas
Espírito Santo
Paraná
Rio Grande do Sul
Rio Grande do Norte
Paraíba
Piauí
Minas Gerais
Maranhão
Ceará
Pernambuco
Rio de Janeiro
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Vale ressaltar que vinte e três estados apresentaram redução no número de roubos de veículos na
comparação de 2023 e 2024, com destaque para os estados do Acre, que passou de 638 veículos roubados e
uma taxa de 182,14 casos por 100 mil veículos em 2023 para 371 roubos e taxa de 100,97 em 2024,
representando uma redução de 41,85%. Amapá teve 166 roubos e uma taxa de 64,29 em 2024, ante 270
roubos e taxa de 111,31 em 2023, registrando uma queda de 38,52%. Rio Grande do Sul, registrou 3.594
roubos e taxa de 27,52 casos por 100 mil veículos em 2024, contra 2.287 roubos e taxa de 44,51 em 2023,
resultando em uma redução de 36,37%.
Por outro lado, três estados registraram aumento nos roubos de veículos em 2024. Tocan ns teve um
crescimento de 44,02%, passando de 209 veículos roubados e uma taxa de 23,89 casos por 100 mil veículos em
2023 para 301 roubos e taxa de 32,58 em 2024. Rio de Janeiro, com um aumento de 39,04%, passou de 22.248
roubos e uma taxa de 288,75 casos por 100 mil veículos em 2023 para 30.934 roubos e uma taxa de 387,94 em
2024. Santa Catarina também apresentou crescimento, saindo de 1.071 roubos e taxa de 17,30 casos por 100
mil veículos em 2023 para 1.289 roubos e uma taxa de 20,01 em 2024, o que representa uma alta de 20,35%.
125
Gráfico 50 – Taxa de roubos de veículos no Brasil, por UF, em 2024
387,94
450,00
400,00
312,65
350,00
232,78
300,00
205,44
197,21
189,90
250,00
168,67
169,98
135,23
200,00
102,57
100,97
92,32
150,00
84,06
77,27
64,29
70,36
62,64
47,42
53,62
100,0
44,73
32,58
33,78
14,29
16,01
20,01
23,77
27,33
27,52
0
50,00
0,00
Brasil
Goiás
Santa Catarina
Sergipe
Mato Grosso do Sul
Paraná
Amapá
Mato Grosso
Rio Grande do Sul
Tocan ns
Minas Gerais
Pará
Distrito Federal
Rondônia
Amazonas
Espírito Santo
Roraima
São Paulo
Acre
Alagoas
Ceará
Rio Grande do Norte
Paraíba
Bahia
Piauí
Maranhão
Pernambuco
Rio de Janeiro
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Quan dade
Taxa
31.696
RR
387,94
AP
RR
AP
166
14,29
PA
AM
MA CE
PA
RN AM
MA CE
PI PB
RN
PE
PI PB
AC
TO AL PE
RO SE
AC
TO AL
BA RO SE
MT
BA
MT
GO
GO
MG
ES MG
MS
ES
MS
SP RJ
SP RJ
PR
PR
SC
SC
RS
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
126
Tabela 21– Quan dade e taxa de roubos de veículos, Região e UF’s, em 2023 e 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
127
128
15. ROUBOs DE CARGA
129
Infográfico 14 - Roubos de Carga
130
13. ROUBO DE CARGA
Em 2024, verificou-se uma redução de 13,61% dos registros de roubos de carga em relação ao ano
anterior, contabilizando-se 10.189 ocorrências, uma média de 28 por dia. A análise da série histórica revelou
uma redução significa va nos roubos de carga ao longo dos úl mos anos.
16.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
131
Gráfico 52 – Quan dade de roubos de carga no Brasil, por UF, em 2024
10.189
12.000
10.000
8.000
4.711
6.000
3.974
4.000
2.000
314
103
121
180
209
210
16
12
13
14
18
22
23
25
35
39
62
85
0
0
0
0
0
1
2
0
Brasil
Acre
Sergipe
Distrito Federal
Tocan ns
Amapá
Roraima
Espírito Santo
Paraíba
Goiás
Amazonas
Alagoas
Santa Catarina
Piauí
Minas Gerais
Maranhão
Pernambuco
Rio de Janeiro
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Vale destacar que todas as regiões apresentaram redução nos roubos de carga entre 2023 e 2024. O
destaque foi para a Região Sul, que teve a maior redução percentual, com 63,89% menos ocorrências,
passando de 457 eventos em 2023 para 165 em 2024, uma queda de 292 roubos de carga.
Já a Região Centro-Oeste também registrou uma forte redução de 41,79%, indo de 201 eventos em 2023 para
117 em 2024, o que representa 84 roubos de carga a menos. A Região Norte apresentou uma queda de 22,22%,
caindo de 180 para 140 eventos, com 40 roubos de carga a menos. A Região Sudeste teve uma redução de
10,76%, passando de 9.981 para 8.907 eventos, uma diferença de 1.074 roubos de carga a menos. Já a Região
Nordeste caiu 11,79%, reduzindo de 975 para 860 eventos, com 115 ocorrências a menos.
Ao analisar os dados por estado, restou demonstrada a queda de roubos de carga na maior parte do
país, com quinze unidades federa vas apresentando redução. Os destaques foram Sergipe, que zerou os
registros de roubo de carga em 2024, passando de 7 para 0 eventos (-100%), e Acre, que também zerou os
registros, indo de 1 para 0 eventos (-100%). Além disso, Paraná teve um expressivo decréscimo, passando de
364 para 103 eventos (-71,70%), com 261 roubos de carga a menos. Goiás também apresentou forte queda,
caindo de 41 para 14 eventos (-65,85%), reduzindo 27 ocorrências. No Rio Grande do Sul, os roubos de carga
caíram de 86 para 39 eventos (-54,65%), uma diminuição de 47 ocorrências. Já a Bahia experimentou uma
queda de 40,20%, passando de 301 para 180 eventos, com 121 roubos de carga a menos. São Paulo, embora
tenha a maior concentração de roubos de carga do país, (4.711), apresentou uma redução significa va de
22,30%, diminuindo de 6.063 para 4.711 eventos, uma queda de 1.352 roubos de carga.
132
Figura 13 – Quan dade de roubos de carga no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
4.711
RR
AP
0
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Por outro lado, alguns estados apresentaram crescimento no número de roubos de carga em 2024.
Santa Catarina teve o maior aumento percentual, passando de 7 para 23 eventos (+228,57%), com um
acréscimo de 16 roubos de carga. Piauí registrou um crescimento de 9 para 25 eventos (+177,78%),
representando 16 roubos de carga a mais. No Maranhão, houve um aumento expressivo de 87 para 209 eventos
(+140,23%), um crescimento de 122 ocorrências. Rio Grande do Norte também registrou aumento, passando
de 27 para 35 eventos (+29,63%), com 8 roubos de carga a mais.
133
Tabela 22– Quan dade de roubos de carga, Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
134
16. ROUBO A
INSTITUIÇÕES
FINANCERAS
135
Infográfico 15 - Roubo a Ins tuições Financeiras
136
15. ROUBO A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
Em 2024, foram registradas 103 ocorrências de roubo a ins tuições financeiras no Brasil, frente a 133
casos em 2023, o que representa uma redução de 22,56%, uma média de 0,28 ocorrências dessa natureza por
dia no país. Essa queda reflete uma tendência de diminuição ao longo dos úl mos anos.
A par r da análise do gráfico 54, observa-se uma variação significa va na quan dade de roubos a ins tuições
financeiras no Brasil ao longo dos anos de 2020 a 2024.
Gráfico 53 – Quan dade de roubos a ins tuições financeiras no Brasil, de 2020 a 2024
350
299
300 271
250 224
200
150 133
103
100
50
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
No que tange às regiões, verificou-se que os roubos a ins tuições financeiras ocorreram
predominantemente na Região Sudeste, que concentrou 63,11% de todos os eventos deste po em 2024, com
65 ocorrências. Apesar disso, a região apresentou uma redução de 26,14% em relação a 2023, quando
registrou 88 casos.
137
Gráfico 54 – Quan dade de roubos a ins tuições financeiras no Brasil, por UF, em 2024
120
103
100
80
60
40
40
15
19
20
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
2
2
2
2
2
3
3
3
4
4
0
Brasil
Sergipe
Alagoas
Amapá
Distrito Federal
Acre
Goiás
Minas Gerais
Santa Catarina
Mato Grosso do Sul
Pará
Paraíba
Roraima
Mato Grosso
Ceará
Bahia
Piauí
Rondônia
Paraná
Rio Grande do Sul
São Paulo
Tocan ns
Pernambuco
Maranhão
Espírito Santo
Rio de Janeiro
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Na segunda posição, a Região Nordeste concentrou 26,21% dos roubos a ins tuições financeiras no
país, totalizando 27 eventos em 2024. Diferente das outras regiões, o Nordeste apresentou um aumento de
17,39%, passando de 23 casos em 2023 para 27 casos em 2024. Esse crescimento foi impulsionado,
principalmente, pelo aumento expressivo de 114,29% no Maranhão (de 7 para 15 ocorrências) e pelo
surgimento de casos em Pernambuco (3 registros) e Piauí (3 registros), onde não havia sido registrado nenhum
roubo em 2023.
A Região Sul ocupou a terceira posição, com 7,77% dos roubos do país, somando 8 casos, em 2024,. A
região apresentou a maior retração percentual entre todas, com uma queda de 55,56%, saindo de 18
ocorrências, em 2023, para 8, em 2024. O Paraná foi o estado que mais contribuiu para essa redução, com uma
diminuição de 80% nos casos, de 10 para 2 ocorrências.
Já a Região Norte respondeu por 2,91% dos roubos, totalizando 3 ocorrências em 2024, uma leve
queda de 25% em relação aos 4 casos registrados em 2023. O estado do Tocan ns foi o único da região a
apresentar um aumento, dobrando de 1 para 2 ocorrências (+100%), enquanto o Amapá e o Pará veram
redução de 100%, zerando os casos em 2024.
Por fim, a Região Centro-Oeste manteve-se sem registros de roubos a ins tuições financeiras em 2023
e 2024, consolidando a ausência desse po de crime na região pelo segundo ano consecu vo.
138
Dentre as unidades federa vas, conforme observado no gráfico 54, Rio de Janeiro
permaneceu como o estado com o maior número absoluto de roubos a ins tuições
financeiras, totalizando 40 ocorrências em 2024, representando 38,83% dos casos
registrados no país. No entanto, houve uma redução de 20% em relação a 2023, quando o
estado contabilizou 50 casos. O Espírito Santo apareceu na segunda posição, com 19 roubos
registrados em 2024, correspondendo a 18,45% do total do país.
Em seguida, o Maranhão foi o estado que apresentou o maior crescimento
percentual, registrando 15 roubos em 2024 contra 7 em 2023, um aumento de 114,29%.
Os estados que apresentaram as maiores reduções nos roubos a ins tuições
financeiras foram São Paulo, Paraná, Paraíba, Amapá e Pará, todos com quedas expressivas.
Em São Paulo, houve uma redução de 80%, com o número de ocorrências caindo de
10 em 2023 para apenas 2 em 2024. O mesmo percentual de queda foi registrado no Paraná,
que passou de 10 casos em 2023 para 2 em 2024. Essas duas unidades federa vas,
tradicionalmente relevantes nos registros desse po de crime, apresentaram um declínio
acentuado.
Em 2024, os estados da Paraíba, Amapá e Pará não registraram casos de roubos a
ins tuições financeiras
139
Figura 14 – Quan dade de roubos a ins tuições financeiras no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
40
RR
AP
0
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
140
Tabela 23– Quan dade de roubos a ins tuições financeiras, Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Região Centro-Oeste 0 0 -
Distrito Federal 0 0 -
Goiás 0 0 -
Mato Grosso do Sul 0 0 -
Mato Grosso 0 0 -
141
142
17. ESTUPRO
143
Infográfico 16 - Estupro
144
17. ESTUPRO
Os dados enviados pelas Unidades Federa vas, através do SINESP VDE, apontam um aumento
significa vo no número de ví mas de estupro no Brasil em 2024, marcando o ano com o maior registro dos
úl mos cinco anos, totalizando 83.114 ví mas e uma taxa de 39,10 casos para cada 100 mil habitantes, como
observado nos gráficos 55 e 56. Em termos diários, os números indicam que, em 2024, uma média de 227
pessoas foram estupradas por dia no Brasil.
Os dados indicam um crescimento con nuo nos registros de estupro ao longo dos úl mos anos.
Em 2023, foram contabilizadas 82.204 ví mas, resultando em uma taxa de 38,83 casos por 100 mil habitantes,
o que representou um aumento de 1,06% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 79.741
estupros e uma taxa de 37,82.
90.000 83.114
79.741 82.204
80.000
72.170
70.000 66.056
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
145
Gráfico 56 – Taxa de ví mas de estupro no Brasil, de 2020 a 2024
45,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
A Região Sudeste apresentou uma maior concentração de estupros em números absolutos, com 29.007
registros em 2024. Entretanto, quando analisamos sob a ó ca da taxa de estupros, o destaque foi a Região
Norte, que liderou com a maior taxa do país, com 62,44, seguida pelo Centro-Oeste, com uma taxa de 57,73. Em
contrapar da, a Região Nordeste registrou a menor taxa de estupro no Brasil, com 29,01, embora seja a
segunda região com maior quan dade de ví mas desse crime em números absolutos.
Ao comparar os dados de 2023 com 2024, a Região Sudeste obteve o maior aumento percentual, com
um crescimento de 5,01%, seguida pela Região Norte, que apresentou um aumento de 4,60%. Por outro lado, a
Região Sul destacou-se pela maior redução do país, com uma queda de 7,39% nos casos registrados. Na Região
Centro-Oeste também observou-se um decréscimo, embora mais modesto, de 1,23%, conforme tabela 24.
Em nível estadual, os estados com maior quan dade de ví mas de estupro em números absolutos
foram São Paulo (15.989), Paraná (6.881) e Rio de Janeiro (5.819). Por outro lado, os estados com os menores
números absolutos de ví mas foram Roraima (607), Amapá (658) e Acre (678). No entanto, ao considerar as
taxas de estupro por 100 mil habitantes, os destaques foram Rondônia (87,73), Roraima (84,68) e Amapá
(81,96), configurando-se como os estados com as maiores taxas do país, conforme gráfico 58.
Em relação à variação percentual, a Paraíba apresentou o maior crescimento no número de ví mas de
estupro, registrando um aumento de 100% em relação a 2023, ao passar de 575 para 1.150 ví mas em 2024. O
Amazonas também registrou um aumento expressivo, com um crescimento de 42,91% no número de ví mas.
146
Por outro lado, 11 unidades federa vas apresentaram tendência de redução. As maiores quedas foram
observadas em Sergipe, que reduziu o número de ví mas em 18,15%, seguido de Roraima (15,93%) e Mato
Grosso do Sul (14,98%), conforme tabela 24.
83.114
80.000
70.000
60.000
50.000
40.000
15.989
30.000
5.819
1.130
1.150
1.276
1.398
1.532
1.552
1.805
1.869
2.028
2.315
2.607
2.715
4.009
4.032
4.595
5.137
5.330
5.500
6.881
607
658
678
793
798
911
20.000
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
87,73
84,68
90,00 81,96
79,78
76,99
71,64
70,77
80,00
63,48
58,19
54,85
70,00
49,75
60,00
45,74
45,56
41,41
39,10
37,03
36,25
50,00
34,78
34,83
33,79
30,94
27,33
27,74
28,29
25,75
26,59
25,00
40,00
21,96
30,00
20,00
0,00
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
147
Figura 15 – Quan dade e taxa de ví mas de estupro no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
RR AP 15.989
AM PA
MA CE
PI
AC
RO TO
BA 607
MT
GO
MG
MS
SP
PR
SC
RS
RR AP Taxa
87,73
AM PA
MA CE
PI
AC
RO TO
MT BA
21,96
GO
MG
MS
SP
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
148
Tabela 24– Quan dade de ví mas de Estupro, Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Taxa Abs. Taxa Var. % 2023/2024
149
A maioria das ví mas de estupro pertencia ao sexo feminino, representando uma
parcela significa va dos casos: 71.834 mulheres (86,4% das ví mas), representando uma
taxa de 65,95 ví mas por 100 mil mulheres e uma média de 196 estupradas por dia.
Observou-se ainda um aumento de 0,10% no número de ví mas do sexo feminino e
um crescimento de 7,40% no número de ví mas do sexo masculino. Além disso, 965 ví mas
não veram o sexo informado, de acordo com a tabela 25.
A Região Sudeste registrou o maior número de ví mas do sexo feminino, com
24.947 casos, o que equivale a 34,7% do total de ví mas do sexo feminino do país, em 2024.
No âmbito estadual, São Paulo teve o maior número de ví mas do sexo feminino,
com 13.790 casos, um número próximo ao total da Região Nordeste. O Paraná aparece em
segundo lugar, com 5.922 ví mas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 5.013, e pelo Pará, com
4.898 ví mas do sexo feminino.
150
Tabela 25– Quan dade de ví mas de Estupro, por sexo, Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Fem. Masc. NI Total Fem. Masc. NI Total Var. % 2023/2024
Região Norte 9.912 1.043 189 11.144 10.264 1.130 263 11.657 4,60%
Acre 589 58 30 677 607 60 11 678 0,15%
Amazonas 951 130 5 1.086 1.355 173 24 1.552 42,91%
Amapá 451 28 5 484 580 62 16 658 35,95%
Pará 5.010 501 81 5.592 4.898 488 114 5.500 -1,65%
Rondônia 1.523 179 43 1.745 1.314 172 46 1.532 -12,21%
Roraima 645 69 8 722 529 56 22 607 -15,93%
Tocantins 743 78 17 838 981 119 30 1.130 34,84%
Região Nordeste 14.226 1.685 242 16.153 14.487 1.794 287 16.568 2,57%
Alagoas 745 97 4 846 776 115 20 911 7,68%
Bahia 4.536 527 83 5.146 4.015 490 90 4.595 -10,71%
Ceará 1.855 260 16 2.131 1.756 262 10 2.028 -4,83%
Maranhão 1.676 118 0 1.794 1.643 162 0 1.805 0,61%
Paraíba 522 51 2 575 1.039 111 0 1.150 100,00%
Pernambuco 2.265 300 40 2.605 2.298 276 33 2.607 0,08%
Piauí 1.014 92 25 1.131 1.204 149 45 1.398 23,61%
151
Rio Grande do Norte 796 129 25 950 1.101 142 33 1.276 34,32%
Sergipe 817 111 47 975 655 87 56 798 -18,15%
Região Centro-Oeste 8.673 1.175 130 9.978 8.369 1.332 154 9.855 -1,23%
Distrito Federal 719 130 0 849 672 121 0 793 -6,60%
Goiás 3.361 489 57 3.907 3.369 604 59 4.032 3,20%
Mato Grosso do Sul 2.367 284 72 2.723 1.968 259 88 2.315 -14,98%
Mato Grosso 2.226 272 1 2.499 2.360 348 7 2.715 8,64%
Região Sudeste 23.910 3.490 224 27.624 24.947 3.828 232 29.007 5,01%
Espírito Santo 1.336 186 79 1.601 1.532 257 80 1.869 16,74%
Minas Gerais 4.278 621 43 4.942 4.612 667 51 5.330 7,85%
Rio de Janeiro 4.759 691 78 5.528 5.013 724 82 5.819 5,26%
São Paulo 13.537 1.992 24 15.553 13.790 2.180 19 15.989 2,80%
Região Sul 15.038 2.211 56 17.305 13.767 2.231 29 16.027 -7,39%
Paraná 6.505 935 45 7.485 5.922 937 22 6.881 -8,07%
Rio Grande do Sul 5.005 736 0 5.741 4.410 727 0 5.137 -10,52%
Santa Catarina 3.528 540 11 4.079 3.435 567 7 4.009 -1,72%
Brasil 71.759 9.604 841 82.204 71.834 10.315 965 83.114 1,11%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal). Data da extração dos dados: 13/02/2025
152
18. TRÁFICO
DE DROGAS
153
Infográfico 17 - Tráfico de Drogas
154
18. TRÁFICO DE DROGAS
Em 2024, o Brasil registrou 182.951 ocorrências de tráfico de drogas, representando um discreto
aumento de 0,61% em relação ao ano anterior, que contabilizou 181.841 casos. A média nacional se manteve
em aproximadamente 500 registros diários, indicando estabilidade no indicador após uma sequência de
quedas mais expressivas nos anos anteriores.
Apesar do leve acréscimo, os dados de 2024 permanecem significa vamente abaixo dos níveis
observados em 2020 e 2021. O gráfico 59 evidencia essa tendência, revelando uma curva descendente entre
2020 e 2022, seguida de um movimento de estabilização nos dois anos subsequentes.
201.531 197.038
200.000 181.841 182.951
169.712
150.000
100.000
50.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Regionalmente, o Sudeste apresentou uma queda de 3,19%, impulsionada principalmente por Minas
Gerais, onde as ocorrências de tráfico de drogas diminuíram em 19,29%. Apesar da redução, a região
concentrou 47,71% do total nacional de registros de tráfico de drogas: 87.294 ocorrências.
Em contrapar da, o Centro-Oeste teve um aumento de 12,62%, configurando a maior variação
percentual do país, com destaque para Goiás, onde as ocorrências subiram 24,94%.
Concentrando 19,5% das ocorrências do país, a região Sul apresentou uma alta de quase 5%,
impulsionada pelo Paraná.
Quanto à região Norte, observou-se uma retração de 2,35% na quan dade de ocorrências de tráfico de
drogas, conforme tabela 26.
No panorama estadual, São Paulo registrou 20% do total nacional das ocorrências de tráfico de
drogas:37.753. No tocante ao aumento de ocorrências, o Amapá teve alta de 90,79%; a Paraíba, de 52,16% e o
Rio Grande do Norte, de 23,13%. Quanto aos estados com maiores reduções nos índices de tráfico de drogas,
Minas Gerais, Roraima, Rondônia e Bahia apresentaram retrações de 19,29%, 19,27%, 15,51% e 14,01%,
respec vamente, em relação a 2023.
155
Gráfico 60 – Quan dade de ocorrências de tráfico de drogas no Brasil, em 2024
182.951
200.000
180.000
160.000
140.000
120.000
100.000
80.000
37.753
60.000
23.785
21.017
16.573
13.343
40.000
8.840
6.188
5.804
5.630
5.606
5.350
4.739
4.553
4.058
Distrito Federal 2.588
Paraíba 2.360
Amazonas 2.252
Rio Grande do Norte 2.071
Piauí 1.858
Maranhão 1.578
Sergipe 1.318
Rondônia 1.313
Alagoas 1.177
Amapá 1.015
20.000
Roraima 419
Tocan ns 933
Acre 830
0
Brasil
São Paulo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
Paraná
Pernambuco
Bahia
Santa Catarina
Goiás
Ceará
Pará
Espírito Santo
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Figura 16 – Quan dade ocorrências de tráfico de drogas no Brasil, por UF, em 2024.
RR AP
Quan dade
37.753
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
419
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
156
Tabela 26– Quan dade de ocorrências de Tráfico de Drogas por Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
157
158
19. APREENSÃO
DE MACONHA
159
Infográfico 18 - Apreensão de Maconha
160
19. APREENSÃO DE MACONHA
Em 2024, o Brasil apreendeu 1.411.803 kg de maconha, um aumento de 9,93% em relação a 2023, com
uma média diária de 3.857 kg. Esse volume é o maior dos úl mos dois anos, superando as apreensões de
1.236.235 kg, em 2022, e 1.284.239 kg, em 2023. É importante destacar que Minas Gerais e Rio de Janeiro não
disponibilizaram dados sobre apreensões de maconha no Validador de Dados Esta s cos (SINESP VDE) até a
extração das informações para a produção do Mapa da Segurança Pública. Mesmo com essa ausência, o total
apreendido, em 2024, con nua sendo o maior do período recente, conforme gráfico 61.
Gráfico 61 – Quan dade de maconha apreendida (em quilos) no Brasil, de 2020 a 2024.
1.600.000
1.443.289 1.411.803
1.374.204
1.400.000 1.284.239
1.236.235
1.200.000
1.000.000
800.000
600.000
400.000
200.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
O Centro-Oeste registrou a maior quan dade de apreensões de maconha no país em 2024, totalizando
623.480 toneladas, o que representa um crescimento de 32,02% em relação ao ano anterior.
O Mato Grosso do Sul foi responsável por 92,93% das apreensões da região e 41,04% do total nacional,
consolidando-se como o principal ponto de apreensão no país. No Mato Grosso, a quan dade apreendida
apresentou um aumento significa vo de 174,56% em comparação com o ano anterior.
Na Região Norte, houve um crescimento de quase 48% nas apreensões, o maior aumento percentual
registrado entre as regiões. O Acre apresentou uma variação de 237,67%, enquanto no Pará as apreensões
aumentaram 75,68%, conforme Tabela 24.
No Nordeste, as apreensões de maconha em 2024 registraram uma queda de 28,51% em relação a
2023, impulsionada principalmente pela redução expressiva em Alagoas (-86,29%), Pernambuco (66,96%) e
Sergipe (-60,61%). Em contrapar da, alguns estados apresentaram aumentos significa vos. O Ceará e o Rio
Grande do Norte veram crescimentos superiores a 160% e 200%, respec vamente, enquanto o Piauí
registrou o maior aumento da região, com 561,34% nas apreensões.
161
Quanto à região Sudeste, verificou-se um expressivo aumento de 311,90% nas apreensões de maconha
no Espírito Santo e uma queda de 31,32% em São Paulo. Contudo, a análise regional restou prejudicada, uma
vez que Minas Gerais e Rio de Janeiro não haviam disponibilizado dados sobre apreensões de maconha no
Validador de Dados Esta s cos (SINESP VDE) até a data da extração para a produção do Mapa da Segurança
Pública.
No Sul, houve um acréscimo de 7,22% nas apreensões, com o Paraná apresentando um aumento de
12,69%, enquanto Santa Catarina e o Rio Grande do Sul e veram reduções de 22,07% e 19,92%,
respec vamente, de acordo com a tabela 27.
1.600.000
1.400.000
1.200.000
1.000.000
579.419
800.000
482.868
600.000
147.243
400.000
22.928
24.874
28.205
39.935
17.535
10.357
8.947
9.214
7.050
5.114
4.276
4.894
3.227
3.598
2.422
1.413
1.677
1.779
1.931
1.939
200.000
Roraima 954
Amapá 5
0
Brasil
Minas Gerais
Piauí
Sergipe
Rio de Janeiro
Alagoas
Acre
Paraíba
Distrito Federal
Maranhão
Tocan ns
Pernambuco
Bahia
Rio Grande do Norte
Rondônia
Espírito Santo
Ceará
Pará
Goiás
Mato Grosso
Santa Catarina
Amazonas
São Paulo
Paraná
Mato Grosso do Sul
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
162
Figura 17 – Quan dade de maconha apreendida (em quilos) no Brasil, por UF, em 2024.
Quan dade
579.419
RR AP
PA
AM 5
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
163
Tabela 27– Quan dade de apreensões de maconha (em quilos) por Região e UF’s, em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
164
20. APREENSÃO
DE COCAÍNA
165
Infográfico 19 - Apreensão de Cocaína
166
20. APREENSÃO DE COCAÍNA
Gráfico 63 – Quan dade de cocaína apreendida (em quilos) no Brasil, de 2020 a 2024
160.000
137.357
140.000 127.593 130.115
120.000
100.000 91.914
80.000
62.208
60.000
40.000
20.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
167
O Espírito Santo registrou o maior crescimento percentual, com um aumento de 286,82%, passando de
227 kg em 2023 para 877 kg em 2024.
O Maranhão também se destacou, registrando um salto de 221,76%, com apreensões subindo de 464
kg para 1.494 kg no mesmo período. O Amazonas apresentou um crescimento expressivo de 91,05%, mais que
dobrando a quan dade apreendida, de 7.874 kg em 2023 para 15.043 kg em 2024.
Em contrapar da, algumas unidades federa vas registraram quedas significa vas. As apreensões
caíram 91,58% no Amapá, 81,55% em Alagoas e 73,27% no Piauí, demonstrando uma redução acentuada
nessas regiões, conforme tabela 28.
160.000
140.000
120.000
100.000
80.000
47.926
60.000
23.697
40.000
17.602
15.043
7.983
5.114
3.395
3.979
20.000
Ceará 1.459
Bahia 1.149
Maranhão 1.494
Rondônia 1.774
Pará 2.883
Distrito Federal 405
Tocan ns 214
Sergipe 288
Acre 316
Alagoas 317
Paraíba 331
0
Brasil
Minas Gerais
Rio de Janeiro
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Goiás
Paraná
Amazonas
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
168
Figura 18 – Quan dade de cocaína apreendida (em quilos) no Brasil, por UF, em 2024.
Quan dade
RR AP
47.926
PA
AM
MA CE
RN
PI 14
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
169
Tabela 28– Quan dade de apreensões de cocaína (em quilos) por Região e UF’s, em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
170
21. APREENSÕES DE
ARMAS DE FOGO
171
Infográfico 20 - Apreensões de Armas de Fogo
172
21. APREENSÕES DE ARMAS DE FOGO
O Brasil registrou a apreensão de 102.195 armas de fogo, em 2024, representando uma redução de
2,62% em comparação a 2023, quando o total foi de 104.947. Isso equivale, em média, a 279 armas de fogo
apreendidas por dia no país.
80.000
60.000
40.000
20.00
0
0
2020 2021 2022 2023
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Todas as regiões apresentaram quedas nas apreensões de armas de fogo. O Norte teve a maior redução
percentual, com 5,88%, totalizando 8.310 armas de fogo apreendidas em 2024. Em seguida, vieram as regiões
Centro-Oeste e Sul, com decréscimos de 4,91% e 4,26%, respec vamente. O Nordeste registrou uma leve
redução percentual: 0,66%, totalizando 29.437 armas de fogo apreendidas no ano. Em termos absolutos, as
regiões Sudeste e Nordeste concentraram o maior número de apreensões, com 36.751 e 29.437 armas de fogo
apreendidas, respec vamente, representando, juntas, 64,77% do total nacional.
No cenário estadual, nove estados seguiram uma tendência oposta à nacional, como podemos ver na
tabela 29, registrando aumento nas apreensões de armas de fogo em relação a 2023. O Tocan ns liderou esse
crescimento, com um expressivo aumento de 36,71%. São Paulo também apresentou um crescimento
significa vo, de 24,78%, seguido por Rondônia, com 12,63%.
Por outro lado, o Pará registrou a maior queda percentual: 28,79%. O Mato Grosso do Sul apresentou
decréscimo de 25,93%, seguido por Sergipe, com uma redução de 24,02%, e Minas Gerais, com retração de
21,64% nas apreensões de armas de fogo, conforme a tabela 29.
173
Gráfico 66 – Quan dade de armas de fogo apreendidas no Brasil, em 2024.
102.195
120.000
100.000
80.000
60.000
40.000
14.220
12.383
9.242
6.145
6.307
6.393
5.686
5.943
20.000
4.003
4.419
1.311
1.574
1.593
1.729
1.731
1.836
1.855
2.163
2.305
2.565
2.585
3.116
890
331
495
581
794
0
Brasil
Roraima
Amapá
Acre
Sergipe
Piauí
Alagoas
Rio Grande do Norte
Distrito Federal
Tocan ns
Santa Catarina
Amazonas
Paraíba
Rondônia
Maranhão
Mato Grosso
Pará
Espírito Santo
Goiás
Paraná
Pernambuco
Rio de Janeiro
Bahia
Ceará
Rio Grande do Sul
Minas Gerais
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
RR
Quan dade
AP
14.220
PA
AM
MA CE
RN
PI
331
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
174
Tabela 29– Quan dade de armas de fogo apreendidas por Região e UF’s, em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Em relação ao po de arma de fogo apreendida, fuzil registrou o maior aumento percentual, com um
crescimento de 43,37%, passando de 1.365 apreensões, em 2023, para 1.957, em 2024. O rifle também teve
um crescimento relevante, de 13,54%, totalizando 1.082 apreensões em 2024. As carabinas e pistolas
apresentaram aumentos de 3,85% e 3,62%, respec vamente, conforme tabela 30.
175
Verificou-se redução nas apreensões de armas de fogo do po submetralhadora (-16,52%),
metralhadora (-12,87%), espingarda (-8,94%) e revólver (-5,30%), de acordo com a tabela 30.
Tabela 30– Quan dade de armas de fogo de fogo apreendidas por po, em 2023 e 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
176
22. PESSOAS
DESAPARECIDAS
177
Infográfico 21 - Pessoas Desaparecidas
178
22. PESSOAS DESAPARECIDAS
Os dados enviados pelas Unidades Federa vas mostraram que no úl mo ano foram contabilizados
80.333 registros de desaparecimentos no Brasil, uma média de aproximadamente 219 registros diários,
somente em 2024. Esse número representa um aumento de 3,01% em relação a 2023, quando 77.986
desaparecimentos foram comunicados às autoridades. Desde 2020, as no ficações de desaparecimentos vêm
aumentando, conforme gráfico 67.
90.000
77.986 80.333
80.000 76.595
70.000
67.190
63.072
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
A taxa nacional de desaparecimentos, em 2024, foi de 37,79 desaparecimentos por 100 mil habitantes.
Essa taxa tem aumentado grada vamente nos úl mos anos, conforme demonstrado no gráfico abaixo.
Ao se analisar a taxa de desaparecimentos por 100 mil habitantes, a maior incidência foi observada na
Região Sul (56,87), seguida pelo Centro-Oeste (49,95). Já a menor taxa foi registrada na Região Nordeste
(24,17), conforme tabela 31.
179
Gráfico 68 – Taxa de pessoas desaparecidas no Brasil, de 2020 a 2024
45,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
180
0,00
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
80,00
0
10.000
20.000
30.000
50.000
60.000
70.000
80.000
40.000
90.000
Brasil 37,79
Brasil 80.333
Pará 12,33
Acre 376
Maranhão 12,98 Mato Grosso do Sul 391
Mato Grosso do Sul 13,47 Amapá 448
Piauí 18,25 Roraima 528
Rio Grande do Norte 20,49 Tocan ns 558
Alagoas 21,30 Piauí 616
Paraíba 21,37 Alagoas 686
Amazonas 21,91 Rio Grande do Norte 706
Ceará 26,10 Sergipe 707
Bahia 27,38 Paraíba 886
Pernambuco 29,55 Maranhão 910
Sergipe 30,86 Amazonas 938
181
Minas Gerais 31,91 Rondônia 952
Rio de Janeiro 35,12 Pará 1.068
Tocan ns 35,38 Distrito Federal 2.248
Acre 42,70 Mato Grosso 2.271
São Paulo 43,43 Ceará 2.410
Paraná 45,62 Espírito Santo 2.618
Goiás 49,22 Pernambuco 2.819
52,42 Goiás 3.618
Santa Catarina
54,52 Gráfico 70 – Taxa de pessoas desaparecidas no Brasil, em 2024. Bahia 4.066
Rondônia
55,80 Santa Catarina 4.224
Gráfico 69 – Quan dade de pessoas desaparecidas no Brasil, em 2024.
Amapá
59,20 Paraná 5.395
Mato Grosso
Rio de Janeiro 6.047
Espírito Santo 63,82
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Minas Gerais 6.805
Rio Grande do Sul 71,92
Rio Grande do Sul 8.076
Roraima 73,66
São Paulo 19.966
Distrito Federal 75,36
A análise por sexo revela que, em 2023, a maioria das pessoas desaparecidas no país era do sexo
masculino, representando 63,80% dos registros. As mulheres corresponderam a 35,31% dos casos, enquanto
em 0,89% das ocorrências o sexo não foi informado.
Um caso que chama atenção é o de Roraima, onde os números são quase equivalentes entre os sexos:
foram registrados 251 desaparecimentos de mulheres e 270 de homens. Já Pernambuco se destaca como o
estado com o maior número de registros sem informação sobre o sexo da pessoa desaparecida, totalizando 277
casos.
Ao se comparar os dados de 2024 com os de 2023, observa-se um aumento proporcionalmente maior
entre as mulheres desaparecidas: houve um crescimento de 5,74% nos registros femininos, enquanto os
registros masculinos aumentaram 1,67% no mesmo período.
Em 2024, os dados nacionais sobre pessoas desaparecidas no Brasil apontaram que 70,06% dos
registros correspondem a indivíduos maiores de idade, enquanto 27,21% referem-se a crianças e adolescentes.
Entre os estados com maior número absoluto de desaparecimentos de adultos estão São Paulo (14.823), Minas
Gerais (5.011) e Rio de Janeiro (4.476). No caso das pessoas de 0 a 17 anos, São Paulo também lidera os registros
(4.807), seguido por Rio Grande do Sul (2.955) e Paraná (2.037).
O Distrito Federal foi a unidade federa va que apresentou a maior redução no número de registros de
desaparecimentos de crianças e adolescentes, com 165 casos a menos, seguido pelo Amazonas, com
diminuição de 96 casos.
Em termos de variação percentual no total de desaparecimentos, destacam-se as reduções no Pará (-
20,06%), Distrito Federal (-19,51%) e Amazonas (-15,34%). Em contrapar da, os estados com maior
crescimento percentual foram o Amapá (27,64%), Sergipe (19,02%) e Bahia (14,92%), de acordo com a tabela
30.
Em 2024, os dados segmentados por faixa etária e sexo indicam padrões dis ntos nos
desaparecimentos de crianças, adolescentes e adultos. Entre as pessoas de 0 a 17 anos, houve um aumento de
7,33% em relação ao ano anterior. Nesse grupo, os desaparecimentos do sexo feminino foram predominantes,
totalizando 13.661 casos, enquanto os do sexo masculino somaram 8.094.
Já entre os adultos, o número de desaparecimentos cresceu 2,16% em comparação a 2023. Nessa faixa
etária, observou-se uma maior incidência entre pessoas do sexo masculino, com 42.001 registros, em contraste
com 14.040 do sexo feminino.
182
Figura 20 – Quan dade e Taxa de pessoas desaparecidas no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
RR
AP
19.966
PA
376
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Taxa
75,36
RR
AP
12,33
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
183
Tabela 31– Quan dade e taxa de pessoas desaparecidas, por Região e UF em 2023 e 2024 .
184
Tabela 32– Quan dade de pessoas desaparecidas, por sexo, Região e UF em 2023 e 2024
Região Nordeste 4.148 8.306 327 12.781 4.449 8.897 460 13.806 8,02%
Alagoas 206 414 6 626 204 472 10 686 9,58%
Bahia 1.176 2.282 80 3.538 1.371 2.619 76 4.066 14,92%
Ceará 627 1.609 5 2.241 701 1.704 5 2.410 7,54%
Maranhão 297 617 5 919 312 575 23 910 -0,98%
Paraíba 240 527 16 783 248 638 0 886 13,15%
Pernambuco 959 1.667 161 2.787 892 1.650 277 2.819 1,15%
Piauí 211 436 17 664 186 403 27 616 -7,23%
Rio Grande do
Norte 203 419 7 629 248 450 8 706 12,24%
Sergipe 229 335 30 594 287 386 34 707 19,02%
Região Centro-
Oeste 3.046 5.765 193 9.004 3.042 5.458 28 8.528 -5,29%
Distrito Federal 931 1.862 0 2.793 808 1.440 0 2.248 -19,51%
Goiás 1.213 2.145 80 3.438 1.322 2.279 17 3.618 5,24%
Mato Grosso do Sul 130 217 7 354 133 250 8 391 10,45%
Mato Grosso 772 1.541 106 2.419 779 1.489 3 2.271 -6,12%
Região Sudeste 11.332 22.138 208 33.678 12.137 23.106 193 35.436 5,22%
Espírito Santo 900 1.357 169 2.426 912 1.558 148 2.618 7,91%
Minas Gerais 2.375 4.638 3 7.016 2.350 4.449 6 6.805 -3,01%
Rio de Janeiro 2.046 3.750 19 5.815 2.101 3.925 21 6.047 3,99%
São Paulo 6.011 12.393 17 18.421 6.774 13.174 18 19.966 8,39%
Brasil 26.829 50.406 751 77.986 28.368 51.249 716 80.333 3,01%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
185
Tabela 33– Quan dade de pessoas desaparecidas, por faixa-etária, Região e UF em 2023 e 2024
Região Norte 1.506 3.253 406 5.165 1.491 2.993 384 4.868 -5,75%
Acre 98 256 14 368 118 238 20 376 2,17%
Amazonas 355 746 7 1.108 259 679 0 938 -15,34%
Amapá 140 199 12 351 215 224 9 448 27,64%
Pará 247 728 361 1.336 202 531 335 1.068 -20,06%
Rondônia 286 615 5 906 293 647 12 952 5,08%
Roraima 217 294 7 518 239 281 8 528 1,93%
Tocantins 163 415 0 578 165 393 0 558 -3,46%
Região Nordeste 2.790 8.968 1.023 12.781 3.221 9.868 717 13.806 8,02%
Alagoas 153 466 7 626 164 509 13 686 9,58%
Bahia 833 2.628 77 3.538 989 3.011 66 4.066 14,92%
Ceará 356 1.792 93 2.241 400 1.908 102 2.410 7,54%
Maranhão 189 717 13 919 230 613 67 910 -0,98%
Paraíba 160 519 104 783 162 602 122 886 13,15%
Pernambuco 626 1.483 678 2.787 748 1.775 296 2.819 1,15%
Piauí 114 529 21 664 107 488 21 616 -7,23%
Rio Grande do Norte 158 467 4 629 172 530 4 706 12,24%
Sergipe 201 367 26 594 249 432 26 707 19,02%
Região Centro-Oeste 2.252 6.429 323 9.004 2.233 6.156 139 8.528 -5,29%
Distrito Federal 667 2.087 39 2.793 502 1.727 19 2.248 -19,51%
Goiás 814 2.480 144 3.438 941 2.585 92 3.618
Mato Grosso do Sul 118 233 3 354 110 276 5 391 10,45%
Mato Grosso 653 1.629 137 2.419 680 1.568 23 2.271 -6,12%
Região Sudeste 8.060 24.846 772 33.678 8.577 25.910 949 35.436 5,22%
Espírito Santo 697 1.489 240 2.426 571 1.600 447 2.618 7,91%
Minas Gerais 1.785 5.231 0 7.016 1.793 5.011 1 6.805 -3,01%
Rio de Janeiro 1.374 4.309 132 5.815 1.406 4.476 165 6.047 3,99%
São Paulo 4.204 13.817 400 18.421 4.807 14.823 336 19.966 8,39%
Brasil 20.367 55.095 2.524 77.986 21.859 56.285 2.189 80.333 3,01%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
186
23. PESSOAS
LOCALIZADAS
187
Infográfico 22 - Pessoas Localizadas
188
23. PESSOAS LOCALIZADAS
60.000
54.665
51.368
50.000
44.109
37.514 38.741
40.000
30.000
20.000
10.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
189
No que se refere ao perfil das pessoas localizadas, observa-se predominância do sexo masculino, com
32.252 registros em 2024, o que corresponde a 59% do total. As mulheres representaram 36,96% dos casos,
totalizando 19.659 registros, enquanto 2.754 pessoas (5%) não veram o sexo informado.
A distribuição por unidade da federação segue, em sua maioria, o padrão nacional, com
predominância de localizações de pessoas do sexo masculino. A exceção foi o estado de Roraima, que se
destacou como o único em que o número de pessoas do sexo feminino localizadas superou o de homens —
foram 118 mulheres e 103 homens.
Destaca-se ainda a situação do estado do Rio de Janeiro, que apresentou um percentual
significa vamente elevado de registros de localização sem informação sobre o sexo da pessoa. Ao todo, foram
2.543 registros nessa condição, o que representa 92,34% do total nacional de casos em que o sexo não foi
especificado, conforme demonstrado na Tabela 32.
60.000
50.000
40.000
30.000
15.969
20.000
7.969
5.209
4.391
3.529
10.000
2.668
2.147
1.534
1.582
1.857
949
198
222
225
236
264
320
359
452
580
580
702
764
876
966
44
73
0
Brasil
Amapá
Roraima
Piauí
Acre
Rio Grande do Norte
Goiás
Distrito Federal
Santa Catarina
Rondônia
Alagoas
Maranhão
Tocan ns
Espírito Santo
Amazonas
Paraíba
Sergipe
Pará
Bahia
Pernambuco
Mato Grosso
Ceará
Mato Grosso do Sul
Rio de Janeiro
Paraná
Minas Gerais
Rio Grande do Sul
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
190
Figura 21 – Quan dade pessoas localizadas no Brasil, por UF, em 2024.
Quan dade
15.969
RR AP
44
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
191
Tabela 34– Quan dade de pessoas localizadas, por Região e UF em 2023 e 2024
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
192
Tabela 35– Quan dade de pessoas localizadas, por Região e UF em 2023 e 2024
Região Nordeste 1.581 3.009 118 4.708 1.904 3.504 127 5.535 17,57%
Alagoas 29 55 0 84 24 49 0 73 -13,10%
Bahia 288 497 6 791 332 538 6 876 10,75%
Ceará 384 970 3 1.357 458 1.074 2 1.534 13,04%
Maranhão 45 85 2 132 67 124 7 198 50,00%
Paraíba 121 230 0 351 165 415 0 580 65,24%
Pernambuco 328 516 70 914 344 531 74 949 3,83%
Piauí 47 162 1 210 79 180 5 264 25,71%
Rio Grande do Norte 99 178 5 282 141 218 0 359 27,30%
Sergipe 240 316 31 587 294 375 33 702 19,59%
Região Centro-
Oeste 2.126 3.664 16 5.806 2.357 4.178 17 6.552 12,85%
Distrito Federal 574 1.110 3 1.687 783 1.364 0 2.147 27,27%
Goiás 534 997 4 1.535 630 1.219 8 1.857 20,98%
Mato Grosso do Sul 711 994 9 1.714 624 949 9 1.582 -7,70%
Mato Grosso 307 563 0 870 320 646 0 966 11,03%
Região Sudeste 7.857 13.867 2.254 23.978 8.087 13.612 2.599 24.298 1,33%
Espírito Santo 138 222 15 375 137 304 11 452 20,53%
Minas Gerais 1.853 3.061 1 4.915 1.989 3.219 1 5.209 5,98%
Rio de Janeiro 8 79 2.189 2.276 16 109 2.543 2.668 17,22%
São Paulo 5.858 10.505 49 16.412 5.945 9.980 44 15.969 -2,70%
Brasil 18.154 30.824 2.390 51.368 19.659 32.252 2.754 54.665 6,42%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
193
194
24. PESSOAS PRESAS
POR CUMPRIMENTO
DE MANDADO
195
Infográfico 23 - Pessoas Presas Por Cumprimento de Mandado
196
24. PESSOAS PRESAS POR CUMPRIMENTO DE MANDADO
Em 2024, o Brasil registrou 275.165 pessoas presas por mandados de prisão cumpridos, o maior
volume observado nos úl mos cinco anos. Esse número representa um crescimento de 7,22% em relação a
2023, que contabilizou 256.646 mandados, equivalendo a uma média de 752 prisões diárias em cumprimento
a mandado de prisão no país.
Gráfico 73 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, de 2020 a 2024.
300.000
275.165
256.646
250.000 236.175
209.853
195.688
200.000
150.000
100.000
50.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
197
Gráfico 74 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, em 2024.
275.165
300.000
250.000
200.000
150.000
80.066
100.000
40.034
18.231
13.885
14.347
50.000
9.291
9.992
7.983
6.582
7.023
8.108
8.426
8.507
Piauí 4.289
Sergipe 1.506
Acre 1.528
Amapá 1.724
Tocan ns 2.163
Maranhão 2.454
Rondônia 3.231
Rio Grande do Norte 3.326
Alagoas 3.333
Amazonas 3.748
Paraíba 3.829
0
Brasil
Pará
Ceará
Distrito Federal
Mato Grosso
Pernambuco
Rio Grande do Sul
Bahia
Goiás
Rio de Janeiro
Santa Catarina
Minas Gerais
Paraná
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Figura 22 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, por UF, em 2024
RR AP
Quan dade
80.066
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO 942
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP
RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
198
Tabela 36 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, por Região e UF, em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
199
No recorte municipal, São Paulo lidera como o município com maior número de pessoas presas por
mandados de prisão cumpridos, seguido por Brasília e Curi ba, conforme destacado no Gráfico 75.
São Paulo (SP) lidera de forma expressiva, com 13.711 registros, representando uma diferença significa va em
relação às demais cidades. Em seguida, figuram Brasília (DF), com 8.108 prisões; Curi ba (PR), com 5.817; e Rio
de Janeiro (RJ), com 5.422. Esses quatro municípios concentram os maiores volumes de prisões por mandado
no país em números absolutos, de acordo com os dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal através do
SINESP VDE.
Gráfico 75 – Quan dade de pessoas presas por cumprimento de mandado no Brasil, em 2024.
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
200
25. MORTES A
ESCLARECER SEM
INDÍCIO DE CRIME
201
Infográfico 24 - Mortes a Esclarecer Sem Indício de Crime
202
25. MORTES A ESCLARECER SEM INDÍCIO DE CRIME
O número de mortes a esclarecer sem indício de crime apresentou uma alta, em 2024, de 10,46% em
relação a 2023. Em todo o Brasil, foram registrados 14.928 casos no úl mo ano, contra 13.515 em 2023. Na
média, 41 mortes a esclarecer sem indício de crime por dia em 2024. A taxa nacional também apresentou
crescimento, passando de 6,38 mortes por 100 mil habitantes, em 2023, para 7,02 por 100 mil habitantes, em
2024, conforme demonstrado nos Gráficos 76 e 77.
Gráfico 76 – Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, de 2020 a 2024.
16.000 14.928
14.000
13.515
12.000 11.338
10.269
10.000 9.257
8.000
6.000
4.000
2.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
203
Gráfico 77 – Taxa de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, de 2020 a 2024.
8,00
7,02
7,00 6,38
6,00 5,42
4,89
5,00 4,39
4,00
3,00
2,00
1,00
0,00
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
A elevação nos números absolutos foi impulsionada, sobretudo, pela Região Sudeste, que concentrou
mais da metade dos registros nacionais (51,59%), apresentando um aumento de 14,19%, passando de 6.744
casos, em 2023, para 7.701, em 2024, conforme a tabela 37.
Ao se analisar a taxa de mortes a esclarecer sem indício de crime por 100 mil habitantes, observa-se
que a Região Centro-Oeste, que liderava em 2023 com 13,43 mortes por 100 mil habitantes, apresentou uma
redução expressiva de 25,46% em 2024, passando para 9,91.
Ainda sob a ó ca da variação percentual entre os anos de 2023 e 2024, destaca-se o Sul, que
apresentou um aumento de 311,22%, ao saltar de 98 para 403 registros no período analisado.
Oito unidades da federação registraram redução de mortes a esclarecer destacando-se o Mato Grosso
do Sul, com queda de 1430, em 2023, para 798, em 2024, e o Maranhão, com retração de 377 para 191.
Em sen do oposto, dezesseis estados apresentaram aumento no número de mortes a esclarecer sem
indício de crime. O estado do Amapá apresentou acréscimo expressivo, com aumento de 1.350%, saindo de 2
casos em 2023 para 29 em 2024, seguido do Rio Grande do Sul com crescimento percentual de 344,32%, ao
passar de 88 para 391 mortes a esclarecer.
Em termos absolutos, o estado de São Paulo concentrou o maior número de registros, com 5.183,
seguido pelo estado do Rio de Janeiro, com 2.287 casos.
Entre os demais estados que apresentaram variação significa va, destaca-se Pernambuco, com
aumento de 100,23%, ao passar de 435 para 871 registros e Rondônia com acréscimo de 43,77%, passando de
281 para 404 mortes sem indício de crime.
204
É importante destacar que os estados de Santa Catarina, Paraíba e Minas Gerais não apresentaram, em
2024, registros de mortes classificadas como “a esclarecer sem indício de crime”, uma vez que tal fenômeno
não foi iden ficado nesses territórios.
Gráfico 78 – Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, em 2024.
14.928
16.000
14.000
12.000
10.000
8.000
5.183
6.000
2.287
4.000
2.000
231
111
191
211
230
295
391
403
404
425
453
491
529
652
661
798
871
64
12
29
0
0
0
0
6
0
Brasil
Distrito Federal
Minas Gerais
Paraíba
Santa Catarina
Piauí
Paraná
Amapá
Roraima
Acre
Sergipe
Maranhão
Amazonas
Pará
Espírito Santo
Tocan ns
Rio Grande do Sul
Goiás
Rio Grande do Norte
Mato Grosso
Rondônia
Ceará
Alagoas
Bahia
Mato Grosso do Sul
Pernambuco
Rio de Janeiro
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
205
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
Brasil 7,02
Distrito Federal 0,00
Minas Gerais 0,00
Paraíba 0,00
Santa Catarina 0,00
Paraná 0,10
Piauí 0,18
Pará 2,65
Maranhão 2,72
Rio Grande do Sul 3,48
Amapá 3,61
Bahia 4,45
Ceará 4,91
206
Amazonas 4,93
Espírito Santo 5,63
Goiás 6,68
Roraima 8,93
Pernambuco 9,13
Mato Grosso 10,50
São Paulo 11,27
Acre 12,60
Rio de Janeiro 13,28
Rio Grande do Norte 15,35
Sergipe 18,55
Gráfico 79 –Taxa de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, em 2024.
Tocan ns 18,70
Alagoas 20,25
Rondônia 23,14
Mato Grosso do Sul 27,50
Figura 23 – Quan dade e taxa de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, por UF, em 2024.
Quan dade
RR 5.183
AP
0
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
RR
AP
PA
AM
MA CE
RN
PI PB
PE
AC
TO AL
RO SE
BA
MT
Taxa
GO
27,50
MG
ES
MS
0,00 SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
207
Tabela 37– Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, por Região e UF em 2023 e 2024
208
No recorte por sexo, os dados de 2024 indicam que a maioria das mortes a esclarecer sem indícios de crime
envolveu pessoas do sexo masculino, de acordo com a tabela 38. Foram registrados 10.909 casos envolvendo
homens, representando 73,08% do total, frente a 10.074 registros em 2023 — um aumento de 8,58%. Entre as
mulheres, os óbitos passaram de 2.857 para 3.483, refle ndo um crescimento de 21,91% e correspondendo a
23,33% do total de 2024. Já as ocorrências sem iden ficação de sexo reduziram de 584 para 536 no mesmo período,
o que equivale a 3,59% do total.
Tabela 38– Quan dade de mortes a esclarecer sem indício de crime no Brasil, por sexo, Região e UF em 2023 e 2024
Brasil 2.857 10.074 584 13.515 3.483 10.909 536 14.928 10,46%
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Fenômeno inexistente
209
210
26. ATENDIMENTO
PRÉ-HOSPITALAR
211
Infográfico 25 - Atendimento Pré-Hospitalar
212
26. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
1.200.000
1.015.198 1.009.218 999.796
1.000.000
880.426
826.666
800.000
600.000
400.000
200.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Embora o número total de atendimentos tenha diminuído ligeiramente – de 1.009.218 em 2023 para
999.796 em 2024 – as tendências variam significa vamente entre as diferentes regiões e unidades federa vas.
A Região Sudeste e a Região Sul lideraram com 478.549 e 232.837 atendimentos, respec vamente, em 2024.
Em contraste, as regiões com os menores números absolutos de atendimentos foram a Região Norte e a Região
Nordeste, com 41.223 e 66.131 atendimentos, respec vamente, em 2024.
Embora a Região Nordeste apresente um dos menores quan ta vos absolutos de atendimentos pré-
hospitalares, destacou-se com o maior crescimento percentual em 2024, registrando um aumento de 34,59%
em relação ao ano anterior. Na sequência, a Região Sul apresentou elevação de 6,91%. Por outro lado, a maior
retração percentual foi observada na Região Centro-Oeste, com redução de 15,43% no número de
atendimentos. A Região Norte também apresentou decréscimo, com queda de 12,59%, enquanto a Região
Sudeste registrou uma leve diminuição de 0,52%.
213
Entre os estados com maiores variações percentuais posi vas, destacam-se Maranhão (147,85%),
Ceará (129,26%) e Bahia (71,11%). Por outro lado, o Distrito Federal (-69,80%), Amapá (-35,33%) e Acre (-
20,43%) apresentaram os maiores recuos percentuais, conforme tabela 39.
Em termos absolutos, os estados com maiores números de atendimentos em 2024 foram São Paulo
(228.127), Santa Catarina (161.399) e Rio de Janeiro (142.410). Já os estados com os menores números de
atendimentos foram Sergipe (522), Ceará (525) e Acre (732). Vale destacar que, embora Sergipe figure entre os
estados com os menores números absolutos, apresentou um crescimento percentual de 20,00% em relação ao
ano anterior.
1.200.000
1.000.000
800.000
600.000
228.127
400.000
161.399
142.410
98.738
99.541
32.913
38.525
40.857
22.031
10.008
15.226
16.872
20.510
25.432
200.000
1.315
2.482
3.212
5.824
6.176
7.303
8.975
9.274
522
525
732
867
0
Brasil
Sergipe
Ceará
Acre
Piauí
Roraima
Rio Grande do Norte
Rondônia
Amazonas
Alagoas
Amapá
Bahia
Paraíba
Espírito Santo
Distrito Federal
Tocan ns
Pernambuco
Pará
Maranhão
Goiás
Santa Catarina
Mato Grosso do Sul
Rio Grande do Sul
Paraná
Minas Gerais
Mato Grosso
Rio de Janeiro
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
214
Figura 24 – Quan dade de atendimentos pré-hospitalares no Brasil, por UF, em 2024.
Quan dade
228.127
RR AP
522
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes ao estado de Rondônia, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de extração deste relatório.
215
Tabela 39– Quan dade de atendimentos pré-hospitalares no Brasil, Região e UF, em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes ao estado de Rondônia, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de extração deste relatório.
216
27. BUSCA E
SALVAMENTO
217
Infográfico 26 - Busca e Salvamento
218
27. BUSCA E SALVAMENTO
Em 2024, o Brasil apresentou uma redução de 15,65% no número total de buscas e salvamentos em
comparação a 2023, que vinha registrando crescimento desde 2021. O total de atendimentos caiu de 512.839
para 432.587. Apesar da queda, os dados ainda refletem um volume expressivo de operações, com média
diária de aproximadamente 1.182 atendimentos. Vale destacar que o estado de Rondônia não disponibilizou
informações referentes a 2024 até a data de extração dos dados para este relatório do MJSP.
600.000
493.908 512.839
500.000 452.896
416.315 432.587
400.00
0
300.000
200.000
100.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
As regiões com maior volume de atendimentos, em 2024, foram a Região Sudeste, com 259.622
registros, e a Região Nordeste, com 77.412 registros. Por outro lado, as regiões com menor número de registros
foram a Região Norte (12.776) e a Região Centro-Oeste (38.535), de acordo com a tabela 40.
A Região Nordeste apresentou a maior variação percentual de aumento no número de ocorrências,
com crescimento de 16,70% em comparação a 2023. Dentre os estados da região, destacaram-se os aumentos
expressivos no Piauí (140,90%), Maranhão (108,54%) e Bahia (27,20%). Por outro lado, a maior redução
proporcional foi observada na Região Centro-Oeste, que registrou queda de 67,92%, seguida pela Região Norte,
com decréscimo de 15,60% em relação ao ano anterior.
Em 2024, os estados com as reduções mais significa vas no número de atendimentos foram Mato
Grosso do Sul, com queda de 95,56%, seguido pelo Distrito Federal (-80,50%) e pelo Amapá (-25,69%).
219
No que se refere ao número absoluto de buscas e salvamentos, os maiores registros foram observados
no Rio de Janeiro (126.483), São Paulo (68.375) e Minas Gerais (60.120). Em contrapar da, os menores
quan ta vos foram verificados no Pará (864), Piauí (1.337) e Roraima (2.002). Ressalta-se, contudo, que o
Piauí, apesar do número absoluto reduzido, apresentou um expressivo aumento percentual em relação a 2023,
com crescimento de 140,90%.
500.000
450.000
400.000
350.000
300.000
250.000
126.483
200.000
68.375
60.120
150.000
22.133
24.496
15.989
14.654
14.965
10.026
13.599
100.000
2.529
4.249
1.337
2.002
2.043
2.597
2.620
2.718
3.624
4.516
4.644
5.624
5.785
8.020
8.575
864
50.000
0
Brasil
Piauí
Acre
Sergipe
Roraima
Amazonas
Amapá
Bahia
Santa Catarina
Mato Grosso do Sul
Tocan ns
Alagoas
Pernambuco
Espírito Santo
Paraíba
Mato Grosso
Paraná
Maranhão
Rio Grande do Sul
Goiás
Ceará
Minas Gerais
São Paulo
Rio de Janeiro
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
220
Figura 25 – Quan dade de buscas e salvamentos no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
126.483
RR AP
864
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes ao estado de Rondônia, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de extração deste relatório.
221
Tabela 40– Quan dade de buscas e salvamentos no Brasil, por Região e UF, em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes ao estado de Rondônia, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de extração deste relatório.
222
28. COMBATE A
INCÊNDIO
223
Infográfico 27 - Combate a Incêndio
224
28. COMBATE A INCÊNDIO
400.000
340.761
350.000
289.942 291.859
300.000 269.017 276.127
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
As regiões com maior quan dade de registros de combate a incêndios foram a Sudeste, com 169.286
ocorrências e a Sul, com 52.876 casos. Apesar do menor volume absoluto, a Região Norte apresentou um
crescimento expressivo de 20,91% em relação a 2023, a ngindo 25.736 atendimentos. Já a Região Centro-
Oeste foi a única a registrar queda no número de ocorrências, com redução de 10,17%, totalizando 42.491
casos em 2024.
No detalhamento regional, a Região Sudeste registrou o maior crescimento percentual (40,29%),
impulsionado principalmente pelos estados de São Paulo (47,98%), Minas Gerais (44,47%) e Rio de Janeiro
(30,93%). O estado com maior Incremento percentual foi o Maranhão, (294,96%), seguido pelo Piauí (126,93%)
e Paraná (54,66%).
225
Por outro lado, algumas unidades da federação apresentaram queda no número de ocorrências.
Os principais recuos percentuais ocorreram no Distrito Federal (-57,46%), Amapá (-35,82%) e Ceará (14,91%).
Os estados com maior número absoluto de atendimentos em 2024 foram São Paulo (67.791), Rio de Janeiro
(53.327) e Minas Gerais (41.255). Já os menores volumes foram registrados no Amazonas (1.713), Sergipe
(1.818) e Alagoas (1.897).
Quan dade
67.791
RR AP
1.713
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes ao estado de Rondônia, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de extração deste relatório.
226
Tabela 41– Quan dade de combates a incêndios no Brasil, por Região e UF em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
227
228
29. EMISSÃO DE
ALVARÁ
229
Infográfico 28 - Emissões de Alvará
230
29. EMISSÃO DE ALVARÁ
Em 2024, um total de 1.428.151 alvarás foram emi dos no Brasil pelos Corpos de Bombeiros Militares,
marcando um crescimento significa vo de 35,81% em comparação com o ano anterior, quando foram emi dos
1.051.552 alvarás. Esse resultado representa a retomada da série de altas deste indicador, observada
anteriormente desde 2020, conforme o gráfico 85. Isso resultou em uma média diária de, aproximadamente,
3.902 emissões de alvarás por dia em 2024. É essencial salientar que até a data de extração para a elaboração
deste relatório, o estado de Rondônia ainda não havia enviado seus dados, rela vos ao ano de 2024, ao
Ministério da Jus ça e Segurança Pública por meio do SINESP VDE.
1.600.000
1.428.151
1.400.000
1.200.000 1.079.626
1.009.498 1.051.552
1.000.000
835.847
800.000
600.000
400.000
200.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
No panorama regional, o Sul destacou-se nas emissões de alvarás em 2024, com 671.679 registros,
seguido pelo Sudeste, com 312.422 emissões. Em contraste, as regiões Norte e Nordeste concentraram os
números mais baixos, com 79.344 e 133.097 emissões, respec vamente. As regiões Nordeste e Centro-Oeste
apresentaram os maiores aumentos percentuais em relação a 2023, com um crescimento de 22,47% e 19,28%,
respec vamente. Por outro lado, na região Norte e houve uma queda de 14,54%.
231
Gráfico 86 –Quan dade de alvarás emi dos no Brasil, em 2024
1.428.151
1.600.000
1.400.000
1.200.000
1.000.000
800.000
390753
600.000
253716
215356
115754
400.000
43481
50615
50635
63680
43911
13773
14327
17555
21264
25107
26941
27210
1355
1560
5359
5870
6503
6729
6791
9067
9674
1165
200.000
0
Brasil
Amapá
Roraima
Distrito Federal
Piauí
Acre
Rio Grande do Norte
Sergipe
Rondônia
Amazonas
Alagoas
Minas Gerais
Maranhão
Tocan ns
Ceará
Paraíba
Pernambuco
Bahia
Rio Grande do Sul
Espírito Santo
Rio de Janeiro
Santa Catarina
Mato Grosso
Pará
Goiás
Mato Grosso do Sul
São Paulo
Paraná
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Analisando os estados individualmente, Santa Catarina liderou o ranking com 390.753 emissões de
alvarás, seguido por Paraná, com 253.716, e São Paulo, com 215.356. Em contrapar da, os estados com os
menores números de emissões foram Amapá, Roraima e Distrito Federal, com 1.165, 1.355 e 1.560 alvarás
emi dos, respec vamente. Além do Amapá ter emi do menos alvarás em números absolutos, também
apresentou a maior variação percentual nega va entre 2023 e 2024, com queda de -56,72%, a menor do Brasil.
232
Figura 27 – Quan dade alvarás emi dos no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
390.753
RR AP
1.165
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes ao estado de Rondônia, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de extração deste relatório.
233
Tabela 42– Quan dade de alvarás emi dos no Brasil, por Região e UF, em 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
234
30. REALIZAÇÃO DE
VISTORIA
235
Infográfico 29 – Realização de Vistoria
236
30. REALIZAÇÃO DE VISTORIA
900.000
600.000 566.678
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
2020 2021 2022 2023 2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
As regiões mais proeminentes em termos de vistorias efetuadas em 2024 foram o Sudeste, com
240.414 vistorias, e o Sul, com 155.733 vistorias. Por outro lado, o Norte, com 54.582 vistorias, e o Centro-
Oeste, com 86.954 vistorias, destacaram-se por contabilizarem os números mais baixos.
Em relação aos estados, São Paulo deteve o maior número de vistorias em 2024, totalizando 134.701
registros, seguido por Paraná, com 75.260 e Goiás, com 70.459. Por outro lado, Roraima e Sergipe foram os
estados com menor volume de vistorias, registrando 468 e 744 vistorias, respec vamente.
237
Gráfico 88 –Quan dade de vistorias realizadas no Brasil, em 2024.
691.431
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
134.701
300.000
75.260
59.380
63.763
70.459
47.742
54.097
200.000
34.461
37.189
10.038
12.539
14.721
16.081
16.710
3.366
3.802
3.874
3.956
4.030
5.007
5.727
6.326
6.990
468
744
100.000
0
Brasil
Roraima
Sergipe
Amapá
Acre
Rio de Janeiro
Distrito Federal
Tocan ns
Bahia
Maranhão
Amazonas
Mato Grosso
Alagoas
Paraíba
Rio Grande do Sul
Ceará
Pará
Espírito Santo
Minas Gerais
Pernambuco
Santa Catarina
Goiás
Paraná
São Paulo
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
Quanto às variações percentuais entre 2023 e 2024, observa-se o expressivo aumento de 110,31% nas
vistorias no Distrito Federal, seguido por um aumento de 58,10% no Mato Grosso.
Em contrapar da, Sergipe experimentou uma queda acentuada de 63,26%, enquanto o Rio Grande do
Sul registrou uma diminuição de 51,58%.
238
Figura 28 – Quan dade vistorias realizadas no Brasil, por UF, em 2024
Quan dade
134.701
RR AP
468
PA
AM
MA CE
RN
PI
PE
AC
TO
RO
MT BA
GO
MG
ES
MS
SP RJ
PR
SC
RS
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes aos estados de Rondônia e Mato Grosso do Sul, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data de
extração deste relatório.
239
Tabela 43– Quan dade de vistorias realizadas no Brasil, por Região e UF em, 2023 e 2024.
2023 2024
Brasil, Regiões e UF
Abs. Abs. Var. % 2023/2024
Fonte: SINESP (Dados fornecidos pelos estados e Distrito Federal) Data da extração dos dados: 13/02/2025
(-) Os dados referentes aos estados de Rondônia e Mato Grosso do Sul, para o ano de 2024, não foram disponibilizados até a data
de extração deste relatório.
240
ANEXOS
241
242
Ministério da Justiça e Segurança Pública
O PRESIDENTE DO CONSELHO GESTOR DO SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA, PRISIONAIS, DE RASTREABILIDADE DE
ARMAS E MUNIÇÕES, DE MATERIAL GENÉTICO, DE DIGITAIS E DE DROGAS - SINESP, no uso das atribuições que lhe confere o art. 19 do Decreto nº 9.489,
de 30 de agosto de 2018; e tendo em vista o con do na Lei nº 13.675, de 11 de junho de 2018; na Portaria nº 601, de 29 de maio de 2015, do Ministro de
Estado da Jus ça e Segurança Pública; e na Portaria nº 229, de 10 de dezembro de 2018, do Ministro de Estado da Jus ça e Segurança Pública, resolve:
Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre o estabelecimento, envio e divulgação dos Dados Nacionais de Segurança Pública, para fins esta s cos, pelos
integrantes do Sistema Nacional de
Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Gené co, de Digitais e de Drogas - Sinesp.
| - Dados Nacionais de Segurança Pública: informações oficiais de interesse da segurança pública coletados, periodicamente, por meio do Sistema de
Validação de Dados Esta s cos
(Sinesp-VDE), junto aos gestores de esta s ca e análise estaduais e do Distrito Federal, de que tratam o inciso | do art. 26 do Decreto nº 9.489, de 30 de
agosto de 2018 e o inciso | do art. 26 da
Portaria MISP nº 601, de 29 de maio de 2015, e junto aos demais gestores designados pelos órgãos operacionais integrantes do Sistema Único de
Segurança Pública - Susp;
11 - Bole m de Ocorrência Policial: documento registrado ou integrado por meio da plataforma de tecnologia da informação e comunicação do Sinesp,
a ser u lizado como fonte
primária de coleta de dados e produção de informações para os fins desta Resolução, observado o disposto no art. 2º da Portaria nº 229, de 10 de
dezembro de 2018, do Ministro de Estado da
Jus ça e Segurança Pública;
IM - Sinesp-VDE: Sistema de Validação de Dados Esta s cos, u lizado para inserção, consolidação, consulta e homologação dos Dados Nacionais de
Segurança Pública;
IV - dado: unidade básica de informação, formada a par r de um conjunto de registros sobre fatos passíveis de serem ordenados, analisados e
estudados;
V - informação: conjunto de dados ordenados e organizados de forma a transmi r significado e compreensão em determinado contexto;
VI - consolidação: processo que compreende a coleta de dados, assim como seu tratamento e agregação por nível ou categoria da informação coletada;
VII - homologação: ato administra vo pra cado para o fim de aprovação, ra ficação, confirmação ou reconhecimento, como oficiais, dos dados
inseridos no sistema SINESP-VDE; e
VIII - desagregação: separação das informações coletadas em unidades menores, com o obje vo de iden ficar tendências e padrões subjacentes.
[Link]/mj/pt-br
MINISTÉRIO DA
Sistema Nacional de Informações de
Segurança Pública
SENASP
Secretaria Nacional de Segurança Pública
JUSTIÇA E
SEGURANÇA PÚBLICA
256