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Cinemática Unidimensional: Conceitos e Aplicações

O documento aborda a cinemática unidimensional, focando em variáveis cinemáticas como posição, deslocamento, velocidade e aceleração. Ele também discute a aplicação desses conceitos em situações cotidianas e a importância da segurança no trânsito. Além disso, diferencia entre movimento retilíneo uniforme e uniformemente variado, apresentando fórmulas e definições relevantes.
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Cinemática Unidimensional: Conceitos e Aplicações

O documento aborda a cinemática unidimensional, focando em variáveis cinemáticas como posição, deslocamento, velocidade e aceleração. Ele também discute a aplicação desses conceitos em situações cotidianas e a importância da segurança no trânsito. Além disso, diferencia entre movimento retilíneo uniforme e uniformemente variado, apresentando fórmulas e definições relevantes.
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CINEMÁTICA

UNIDIMENSIONAL

André Ricardo Rocha da Silva


Cinemática unidimensional
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

 Descrever quantitativamente as variáveis cinemáticas envolvidas no


movimento unidimensional.
 Analisar diferentes situações cotidianas a partir do movimento
unidimensional.
 Avaliar aspectos sobre a segurança no trânsito envolvendo o
movimento.

Introdução
A cinemática é a parte da física que se ocupa do estudo da descrição do
movimento, sem se ater às causas do movimento em si. Uma aplicação
imediata que surge desse tratamento e que tem raízes históricas na
origem da ciência é o fenômeno de queda livre dos corpos.
Neste capítulo, você vai estudar os conceitos de espaço e tempo,
para, a partir deles, compreender os demais conceitos relacionados ao
movimento, como deslocamento, velocidade e aceleração — as principais
grandezas cinemáticas usadas na descrição do movimento. Casos espe-
ciais de grande interesse são aqueles que envolvem velocidade constante
ou aceleração constante. Assim, você também vai analisar diferentes
situações cotidianas a partir do movimento unidimensional e vai avaliar
aspectos sobre a segurança no trânsito envolvendo o movimento.

Variáveis cinemáticas
Para que você possa compreender o conceito de movimento em física, é
necessário conhecer as variáveis cinemáticas utilizadas na caracterização do
movimento, que são o referencial, a posição, o deslocamento, a velocidade e
a aceleração.
2 Cinemática unidimensional

Referencial
O estudo do movimento envolve duas variáveis importantes: posição e tempo. O
tempo é exatamente aquele medido pelo seu relógio e pode ser mensurado em
segundos (s), minutos (min) e horas (h). Para outros fenômenos, usa-se outras
medidas de tempo, como anos e séculos. Dessa forma, você pode ajustar seu
relógio para marcar o instante inicial do movimento como sendo o instante
t = 0 s. Qualquer ocorrência subsequente será marcada por outro instante de
tempo, diferente daquele inicial.

Vale a pena você observar que tanto o tempo quanto o comprimento e a massa podem
ser medidos de várias maneiras diferentes, de acordo com as características histórico-
-culturais dos países. Para unificar em uma mesma descrição todas as medidas, existe
o chamado sistema internacional de unidades, em que o comprimento é medido
em metros (m), a massa é medida em quilogramas, e o tempo é medido segundos
(s). Por isso, esse sistema também é conhecido como MKS.

Por sua vez, a posição depende do conceito de referencial, que envolve três
elementos básicos. O primeiro é o ponto de referência a partir do qual a descrição
do movimento se baseia, que comumente é chamado de origem do referencial.
Por exemplo, quando você vai explicar onde fica determinado lugar para alguém,
é comum usar uma loja, uma padaria ou uma escola como ponto de partida para
sua explicação. Esse ponto de partida é a origem do seu referencial. Observe
que a origem de um referencial pode ser diferente para diferentes pessoas que
descrevem um mesmo movimento, e isso não é um problema, desde que seja
possível que elas tenham um mecanismo de conexão entre esses diferentes
referenciais — que são as transformações entre referências.
O segundo elemento básico que constitui um referencial é a escala de
medida, que nada mais é do que uma régua. As unidades de medida geral-
mente utilizadas são o centímetro (cm), o metro (m) e o quilômetro (km).
Assim, você pode colocar a extremidade inicial de sua régua na origem do seu
Cinemática unidimensional 3

referencial. Com isso, você saberá qual é a posição de um objeto em relação


à origem do referencial.
Agora, o movimento sobre essa escala pode ocorrer para frente ou para trás.
Assim, o último elemento para compor o conceito de referencial é a orientação,
ou sentido, para a noção de movimento para a frente. Normalmente, escolhe-
-se o sentido positivo do referencial, aquele em que os números da escala
aumentam. Por exemplo, se você caminha da posição 1 m para a posição 3
m, você caminhou no sentido positivo do referencial. Do contrário, se você
for da posição 5 m para a posição 2 m, você caminhou no sentido negativo
do referencial (BAUER; WESTFALL; DIAS, 2012).

Posição
A posição é a localização espacial de um objeto em um referencial. Às vezes,
essa posição não é conhecida e, por isso, é comum rotulá-la com a letra x.
Dessa maneira, a localização de um objeto na posição 3 m em um referencial
também pode ser denotada como x = 3 m. O fato de as posições na régua do
referencial serem denotadas com a letra x faz com que a régua do referencial
seja conhecida como eixo x, conforme ilustrado na Figura 1.

Figura 1. Eixo x de um referencial.


Fonte: Adaptada de Alri/[Link].

Deslocamento
A ideia intuitiva de movimento envolve mudança de posição. Assim, se você
caminha da posição 1 m para a posição 3 m, você avançou 2 m em relação à
sua posição inicial, xi = 1 m, ao chegar na posição final, xf = 3 m. Uma forma
de medir esse avanço em relação à sua posição inicial é utilizar o conceito de
deslocamento, Δx, que é definido como Δx = xf – xi.
No exemplo acima, o cálculo do seu deslocamento seria Δx = 3 – 1 = 2 m.
4 Cinemática unidimensional

Para mais detalhes, leia a obra Física Vol. 1 — Uma Abordagem Estratégica, de Knight
(2009).

Vale a pena observar que o deslocamento pode ser negativo. Por exemplo,
se você caminhar da posição 5 m para a posição 2 m, o seu deslocamento
será Δx = 2 – 5 = –3 m. Logo, o deslocamento traz consigo uma informação
muito importante:

 se Δx > 0, significa que o movimento ocorreu no sentido positivo do


eixo x;
 se Δx < 0, significa que o movimento ocorreu no sentido negativo do
eixo x.

Distância percorrida
Embora o conceito de deslocamento seja útil para dar significado ao sen-
tido do movimento, ele pode ser enganoso no que diz respeito ao quanto
você efetivamente caminhou. Considere a seguinte situação: se você par-
tiu da posição xi = 2 m até a posição xf = 6 m, o seu deslocamento foi de
Δxida = 4 m. Agora, se você partiu da posição xi = 6 m e retornou para a posição
xf = 2 m, você se deslocou Δxvolta = – 4 m. Dessa forma, o seu deslocamento
total foi: Δxtotal = Δxida + Δxvolta = 0 m. Em outras palavras, o seu deslocamento
foi nulo — o que, de fato, não é surpreendente, pois você partiu da posição
x = 2 m, foi até a posição x = 6 m e retornou para a posição x = 2 m. Ou seja,
você não saiu da sua posição inicial. É o que normalmente acontece quando
você sai da sua casa para o trabalho e retorna para a sua casa. O seu desloca-
mento também foi nulo nesse exemplo.
No entanto, certamente você percorreu uma distância que não foi
nula. Veja que, inicialmente, você caminhou 4 m e, depois, retornou ou-
tros 4 m. Ou seja, você percorreu efetivamente 8 m. Então, para que você
possa quantificar a distância percorrida, dp, basta eliminar a informação
do sentido do movimento que está embutido no deslocamento; isso pode
ser feito usando o conceito de módulo (KNIGHT, 2009). Assim, a distân-
Cinemática unidimensional 5

cia percorrida no exemplo acima pode ser calculada diretamente como


dp = |Δxida| + |Δxvolta| = |4| + |– 4| = 4 + 4 = 8 m.

Velocidade média
O movimento de um objeto qualquer depende conjuntamente dos conceitos
de posição e tempo. Isso porque a mudança de posição do objeto ocorre após
o transcorrer de um certo intervalo de tempo, que pode ser medido pelo seu
relógio.
Considere o seguinte exemplo: você está inicialmente posicionado em
x = 1 m e vai iniciar uma caminhada em linha reta. Imediatamente antes de dar
o seu primeiro passo, você ajusta o seu relógio de maneira que esse início de
caminhada ocorra no instante t = 0 s. Depois de alguns passos, você para na
posição x = 9 m e, ao mesmo tempo, para a marcação de tempo do seu relógio,
cravando em 16 s. Como você pode perceber, há uma associação direta entre
tempo e posição no estudo do movimento. De fato, diz-se que a posição de
um objeto é uma função do tempo: x(t).
No exemplo acima, você denotaria a sua posição inicial como xi = x(0) = 1 m,
e a sua posição final como xf = x(16) = 9 m. O seu deslocamento nesse exem-
plo foi Δx = x(16) – x(0) = 9 – 1 = 8 m, e esse deslocamento ocorreu em um
intervalo de tempo dado por Δt = tf – ti = 16 – 0 = 16 s.

A relação entre a posição de um objeto para diferentes instantes de tempo é conhecida


como lei horária x(t).

Agora, imagine que um colega o seu faça o mesmo percurso que você, ou
seja, o mesmo deslocamento, mas em um intervalo de tempo menor — por
exemplo, Δt = 10 s. Embora vocês dois tenham feito o mesmo deslocamento,
cinematicamente o movimento de vocês foi diferente, uma vez que seu colega o
fez em menor intervalo de tempo. Essa diferença introduz a noção de rapidez:
o quanto mais rápido foi seu colega em relação a você.
6 Cinemática unidimensional

A melhor maneira de captar essa informação intuitiva de rapidez é relacionar


a quantidade deslocada Δx e o intervalo de tempo gasto Δt para efetuar esse
deslocamento. Isso é feito por meio do conceito de velocidade média (ʋm):

.
Note que, pela definição de velocidade, que envolve a razão entre com-
primento e tempo, a unidade de medida da velocidade é: m s–1, km h–1, etc.

Alguns livros também utilizam a notação m/s ou km/h para a unidade de medida
da velocidade.

Assim, a sua velocidade no exemplo acima seria:

e a velocidade do seu colega seria:

Como você pode observar nas equações anteriores, a velocidade do seu


colega é maior do que a sua, o que está de acordo com a noção intuitiva inicial
de que ele foi mais rápido do que você, já que levou menos tempo para fazer
um mesmo deslocamento.

Em situações envolvendo mais de um trecho de deslocamento, o cálculo da veloci-


dade deve considerar a soma de todos os deslocamentos, ou seja, o deslocamento
total, dividido pela soma dos respectivos intervalos de tempo, ou seja, o intervalo de
tempo total.
Cinemática unidimensional 7

Velocidade escalar média, ou rapidez


Na seção sobre distância percorrida, você viu que, embora o deslocamento
possa ser nulo, Δxtotal = Δxida + Δxvolta = 0 m, a distância percorrida não é: dp
= |Δxida| + |Δxvolta| = 8 m.
Suponha, então, que o tempo necessário para percorrer cada trecho foi de
5 s, isto é, Δtida = Δtvolta = 5 s. A sua velocidade média, então, seria:

Porém, efetivamente, você percorre uma distância de 8 m em um intervalo


de tempo total de 10 s. Por isso, define-se o conceito de velocidade escalar
média (ʋe), ou rapidez, como:

No exemplo anterior, a sua velocidade escalar média seria:

Para mais detalhes, leia a obra Física para Universitários — Mecânica, de Bauer, Westfall
e Dias (2012).

De fato, esse é o resultado esperado quando você vai de carro da sua


casa até o supermercado e retorna para casa. A velocidade média é nula, já
que o seu deslocamento foi nulo, mas a sua velocidade escalar média não foi
nula, uma vez que seu veículo efetivamente gastou combustível. Portanto, a
velocidade escalar média é insensível ao sentido do movimento, se foi para a
frente ou se foi para trás, assim como o velocímetro do seu veículo (BAUER;
WESTFALL; DIAS, 2012).
8 Cinemática unidimensional

Esse comportamento aparentemente estranho do conceito de velocidade está re-


lacionado à sua natureza vetorial. Do ponto de vista da matemática, a velocidade é
um vetor, e os vetores são qualificados por três características: tamanho (magnitude
ou módulo), direção (por exemplo, norte, sul, leste ou oeste) e sentido (por exemplo,
para a frente ou para trás).

Aceleração média
Quando um objeto se move, ele se desloca, uma vez que sua posição muda de
um instante para outro. Quanto maior for esse deslocamento, e menor for o
intervalo de tempo para efetuá-lo, maior será sua velocidade média. Porém,
diferentes deslocamentos realizados em diferentes intervalos de tempo impli-
cam diferentes velocidade médias. E é exatamente isso o que ocorre quando
um veículo se movimenta na cidade.
Por exemplo, inicialmente, sua velocidade é de 60 km h–1; depois, passa para
30 km h–1, em virtude de um aumento local de veículos; finalmente, vai a 50
km h–1, quando menos veículos estão na pista. Em outras palavras, a medida
da velocidade é uma função do tempo, v(t), pois ela depende do tempo. E, se
a velocidade depende do tempo, ela pode ter valores diferentes em instantes
de tempo diferentes.
A medida de quanto a velocidade de um objeto muda em um certo intervalo
de tempo é dada pela aceleração média (am):

cuja unidade de medida é dada usualmente em m s–2.


Por exemplo, se um veículo está viajando inicialmente a 20 m s–1 e, depois
de 10 s, passa a viajar a 30 m s–1, sua aceleração média foi de:

Nesse caso, diz-se popularmente que o veículo acelerou.


Cinemática unidimensional 9

Por outro lado, se um veículo está viajando inicialmente a 40 m s–1 e, depois


de 10 s, passa a viajar a 20 m s–1, sua aceleração média foi de:

Nesse caso, diz-se popularmente que o veículo desacelerou.

Movimento unidimensional
O movimento unidimensional é aquele em que o movimento ocorre ao longo
de uma linha reta. Há dois tipos muito importantes desse tipo de movimento:
o chamado movimento retilíneo uniforme e o movimento retilíneo uniforme-
mente variado (BAUER; WESTFALL; DIAS, 2012).

Movimento retilíneo uniforme (MRU)


Esse é o movimento que um objeto descreve ao longo de uma linha reta e com
velocidade constante. Esse é o tipo mais simples de movimento, e ele pode
ocorrer parcialmente em muitas situações. Uma consequência direta do fato
de a velocidade ser constante é que a posição instantânea satisfaz uma regra
simples (KNIGHT, 2009):
x(t) = x0 + v t,

onde x0 é a posição inicial e v é a velocidade constante.


Assim, para um dado instante de tempo t, há uma posição x(t). Observe
que essa lei horária é tipicamente uma equação que descreve uma reta em
um gráfico da posição em função do tempo.

Como no MRU a velocidade é sempre constante, então, o cálculo da velocidade média


também será constante.
10 Cinemática unidimensional

Movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV)


Trata-se do movimento de um objeto ao longo de uma linha reta com ace-
leração constante. Por isso, ele é um tipo de movimento mais comum, pois
enseja situações em que ocorrem acelerações e desacelerações, como é o caso
típico de um veículo viajando ao longo de uma rodovia em um trecho sem
curvas (KNIGHT, 2009).
Como, nesse caso, a aceleração é constante, então, a velocidade instan-
tânea será:
v(t) = v0 + a t,

onde v0 é a velocidade inicial e a é a aceleração constante. Por conseguinte, a


posição instantânea de um objeto no MRUV será:

Observe que essa lei horária é tipicamente uma equação que descreve uma
parábola em um gráfico da posição em função do tempo.

Como no MRUV a aceleração é sempre constante, então, o cálculo da aceleração


média também será constante.

Às vezes, você pode se deparar com situações em que a variável tempo,


t, não é informada, mas as variáveis deslocamento, aceleração e velocidades
final e inicial são conhecidas. Nesse caso, a equação de Torricelli é muito útil:

onde v é a velocidade final do objeto após um deslocamento Δx sob efeito de


uma aceleração a. Por vezes, o deslocamento também é denotado por D, de
distância, ou h, para altura.
Cinemática unidimensional 11

Lei da queda livre dos corpos


Galileu Galilei (1564–1642) foi a primeira pessoa que compreendeu a maneira
como os objetos caem em direção ao chão. Para desenvolver essa compreensão,
ele lançou mão do que hoje em dia é conhecido como método científico, que
consiste em realizar cuidadosamente experimentos para buscar o entendimento
de algum fenômeno físico.
Galileu percebeu que a presença do ar era crucial para o entendimento
da queda de um objeto. Se você soltar uma folha de papel aberta e outra
amassada em forma de uma bolinha de uma mesma altura, você notará que
elas não cairão ao mesmo tempo no chão. Ainda, se você soltar uma pena
e uma pedra de uma mesma altura, você também perceberá que esses dois
objetos não atingem o chão ao mesmo tempo. Então, em virtude da presença
do ar, objetos de diferentes formatos e diferentes massas se comportariam de
maneira variada perante uma queda. O entendimento do fenômeno da queda
de um objeto seria muito complicado, pois dependeria de cada tipo de objeto.
No entanto, Galileu conseguiu unificar o fenômeno da queda de todos os
tipos de objetos a partir de uma importante consideração: a ausência de ar.
Portanto, na ausência do ar, todos os objetos, independentemente de formato
ou massa, quando soltos de uma mesma altura, atingem o chão ao mesmo
tempo (HEWITT, 2015). Isso é possível porque os objetos caem a uma mesma
taxa de velocidade, isto é, a aceleração de queda livre (aq) é constante e vale:

aq = –9,8 m s–2.

De modo que os resultados que você viu sobre o MRUV são perfeitamente
aplicáveis ao estudo da queda livre de um objeto, sendo que a = aq. Logo:

v(t) = v0 – 9,8 t
x(t) = x0 + v0 t – 4,9 t2.

Por exemplo, se você soltar (v0 = 0 m s–1) uma bola de uma altura de 1 m,
isto é, x0 = 1 m, o tempo que a bola levará para atingir o chão será de:

Então, a velocidade com que a bola atinge o chão é de:

v(0,45) = –9,8 · 0,45 = –4,41 m s–1.


12 Cinemática unidimensional

O sinal negativo da velocidade apenas indica que o sentido do movimento


da bola é contrário à orientação positiva do eixo x, que, nesse caso, aponta
para cima, a partir do chão.

Segurança no trânsito
Um dos preceitos da chamada direção defensiva, que consta no Código Brasi-
leiro de Trânsito, é manter uma distância segura do veículo que você dirige até
aquele que está logo à sua frente. Essa distância segura é a distância mínima
necessária para que você possa parar seu veículo sem colidir com o veículo
à sua frente. A partir dos conceitos que você viu neste capítulo, é possível
estimar essa distância segura. Veja a seguir como isso é possível.
Suponha que o seu veículo está com uma velocidade inicial v0, e que a
frenagem (desaceleração) máxima e constante do veículo seja a. Uma vez que,
ao parar totalmente seu veículo, a velocidade final, v, é zero, então, a distância
segura pode ser estimada com o auxílio da equação de Torricelli:

Ou seja,

Assim, se você estiver com o seu veículo inicialmente a uma velocidade


de 90 km h–1, isto é, 25 m s–1, e a frenagem máxima seja de a = 5 m s–2, então,
a distância segura entre o seu veículo e o veículo logo à frente deve ser em
torno de Δx = 62,5 m. Observe que a distância segura será tanto maior quanto
maior for a velocidade do seu veículo.

BAUER, W.; WESTFALL, G. D.; DIAS, H. Física para universitários: mecânica. 1. ed. Porto
Alegre: McGraw-Hill, 2012.
HEWITT, P. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
KNIGHT, R. D. Física: uma abordagem estratégica. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. v. 1.

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