Nome: iris
Idade: 20 anos
Classe: Ocultista
Origem: Estudante de medicina
Iris sempre teve afinidade com o corpo humano, não só no sentido biológico, mas
simbólico. Desde criança, dissecava pequenos animais mortos com fascínio quase
clínico, não por crueldade, mas por uma estranha curiosidade sobre o que mantinha a
vida onde ela não deveria mais estar. Sua família, de tradição espírita, achava que
ela tinha sensibilidade, mas ao crescer, Iris começou a sentir que sua conexão com
o mundo era... diferente.
Ela não via fantasmas. Ela sentia o que eles sentiam: dor, arrependimento, rancor.
E pior, conseguia canalizá-los.
Aos 18, já na faculdade de medicina, sua turma fez um estudo em cadáveres do IML.
Aurora tocou o peito aberto de um corpo e, por um instante, viu a morte dele.
Flashes rápidos, barulhos abafados, o som de uma respiração sufocada por fumaça e
medo. Achou que estava ficando maluca.
Mas no dia seguinte, soube que o caso estava classificado como morte acidental.
Iris sabia que não era. Ela sentia ainda o desespero da vítima, alojado em seu
próprio peito como um eco.
Desde então, passou a atrair ocorrências estranhas: pesadelos com pessoas
desaparecidas, pequenos rituais que surgiam em sua mente sem que soubesse a origem,
e marcas no corpo que sangravam sem lesão visível como se alguém, em algum lugar,
estivesse se ferindo através dela.
Ela fugiu da lógica e buscou o oculto.
Com o tempo, desenvolveu rituais usando o próprio sangue e o de vítimas já mortas
para entrar em sintonia com o Outro Lado. Não aprendeu com livros aprendeu
sentindo. Cada dor, cada memória residual que invadia seu corpo, ensinava mais
sobre os limites entre o físico e o espiritual.
Hoje, Iris vive numa espécie de limbo: ainda tenta seguir a faculdade, mas dedica-
se a ajudar pessoas que perderam entes de forma inexplicável.
Traços de Personalidade:
Extremamente empática, mas emocionalmente exausta,absorve a dor dos outros como se
fosse sua.
Motivação:
Iris quer entender por que ela sente o que sente. Busca a origem da sua conexão com
a morte, e teme que, no fundo, não seja uma ponte… mas um buraco, e que um dia,
algo do outro lado a puxe para sempre.