Parvovirose Canina: Sintomas e Tratamento
Parvovirose Canina: Sintomas e Tratamento
1. TRANSMISSÃO E PATOGENIA
PI: 3 - 7 dias.
obs: sintomas mais graves em animais mais jovens ( 6 semanas a 6 meses)
1. Infecção Via Oronasal ( fezes, material orgânico contaminado )
2. Replicação tecido linfoide faringe e placas de Peyer
3. Viremia
4. Replicação Massiva em células em divisão
5. Miocardite — primeiros 15 dias de vida, sem imunidade passiva
6. Replicação na medula óssea e linfonodos = imunossupressão
7. Células das Criptas Intestinais = Enterite
8. CID ( coagulação intravascular disseminada )
9. Excreção do Vírus por até 20 dias.
2. DIAGNÓSTICOS
● Amostra de Fezes
● Microscopia Eletrônica
● Elisa ou PCR
● Testes Rápidos
● Achados Anatomopatológicos podem ter validade diagnóstica
● DD: Coronavirose, síndromes hemorrágicas, intoxicação por metais pesados,
hepatite infecciosas canina
1. TRANSMISSÃO E PATOGENIA
● A maioria são assintomáticos após um curso autolimitante da viremia.
● Segunda Viremia é persistente.
1. Penetração da Mucosa Oral, Nasal…
2. Replicação nos Linfonodos Locais
3. Febre, Linfadenopatia (2 - 4 semanas)
4. Pode haver soroconversão e recuperação clínica (estado latência)
5. Animais com resposta imune inadequada = viremia persistente ( vírus replica
na medula óssea e no epitélio da glândula salivar)
6. Infecção Persistente = Morte em média 3,5 anos.
Infecção Persistente pode resultar em linfomas; leucemia linfocítica,
síndromes de mielossupressão, imunossupressão, enteropatias, infertilidade e
alterações neurológicas.
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● Isolamento Viral: Amostra de swab oral ou plasma.
● Elisa e Testes Rápidos.
● Microscopia Eletrônica
● RT - PCR
3. PREVENÇÃO E CONTROLE
● Vacinação principal medida de profilaxia
● Recomendado o teste negativo antes da vacinação
● Início: 8 semanas (2 doses) / reforço anual
● Não altera o curso de infecção de animais JÁ infectados.
PANLEUCOPENIA FELINA
● Doença causada por um parvovírus similar ao canino. Não é envelopado. Alta
resistência a solventes.
● Gatos Domésticos e Silvestres ( + grave em animais jovens)
● Alta Morbidade e Mortalidade
● Excreção do Vírus: Fezes, Urina e secreções.
● Sinais Clínicos: Febre difásica, depressão, inapetência, diarreia, enterite,
depressão, desidratação, vômito, dor abdominal e morte após o segundo
pico de febre. Em filhotes, ataxia cerebelar, depressão e incoordenação.
● Atrofia das vilosidades pela perda e não reposição das células epiteliais, e o
consequente colapso dos vilos com exposição da lâmina da própria mucosa.
1. TRANSMISSÃO E PATOGENIA
obs: Se a gata estiver prenha
● No começo: infertilidade, morte fetal e reabsorção embrionária.
● No meio: abortos e fetos mumificados
● No fim: hidrocefalia, lesões oculares.
1. Infecção por via inalatória ou digestiva
2. Replicação do Tecido Linfoide
3. Viremia
4. Replicação Sistêmica em células com alta atividade mitótica = fase S
5. Replicação em cél. medula óssea e tecidos linfoides = panleucopenia
6. Replicação nas criptas intestinais = enterite e atrofia das vilosidades
intestinais
7. Soroconversão em 1 semana
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● ELISA
● PCR
● Hemaglutinação
● IMUNO HISTOQUÍMICA
● Isolamento Viral
● Lesões Intestinais em Jejuno e Íleo
3. PROFILAXIA E CONTROLE
● Somente um sorotipo = imunidade forte e duradoura
● Vacinação é a principal medida de prevenção e controle
● Desinfecção de Ambiente hipoclorito de sódio 1% ou solução formol 2%
IBR - RINOTRAQUEÍTE
INFECCIOSAS BOVINA
● Causada pelo Alfaherpesvirus bovino 1 (BoHV-1); Resistente à baixas temperaturas
e alta umidade. Possuindo três subtipos: BoHV 1.1, BoHV 1.2 e BoHV 5
● Bovinos – bubalinos, ovinos, cervídeos;
● Doença de manifestações respiratórias, genitais e oculares;
● Perdas econômicas devido à alta morbidade (até 100%!);
● Infecção crônica – latência. (Ciclo Lítico)
1. TRANSMISSÃO E PATOGENIA
● Reativação: Transporte, mudanças de manejo, má nutrição, parto e início de
lactação, administração de corticoides…
● Reativação geralmente assintomática
● Período de incubação: 2 – 6 dias;
● Excreção nasal 10 – 14 dias;
2. SINAIS CLÍNICOS
● FORMA RESPIRATÓRIA ( 5 - 1O DIAS ) : febre; sialorreia; inapetência;
exsudato nasal mucopurulento; dispineia; lacrimejamento excessivo e
conjuntivite; pode ocorrer IBS;
● Aborto: fase tardia gestação (> 6 meses); 25-50%; (relacionado a forma
respiratória)
● FORMA NEONATAL: duas semanas pós-parto; bezerros sem proteção do
colostro; doença sistêmica grave; lesões no trato respiratório e digestivo.
● FORMA GENITAL ( 4 - 5 DIAS ) : replicação viral na mucosa da
vagina/prepúcio; hiperemia; sinais de dor; exsudato vulvar; formação de
pústulas; ulceração mucosa; cura em cerca de duas semanas; endometrite
(IA), excreção no sêmen (até 6 semanas),
● Vulvovaginite pustular infecciosa / balanopostite pustular infecciosa;
3. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● Isolamento viral – Swabes nasal, conjuntival, vaginal, lavado
● prepucial, cotilédones placentários/fetos abortados, secreções
● de trato respiratório;
● Microscopia eletrônica;
● Sorologia – ELISA;
● PCR – Sêmen
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS : Pneumonia Bacteriana, Tuberculose Bovina,
Diarreia Viral Bovina, Febre catarral maligna.
4. PREVENÇÃO E CONTROLE
● Prevenção - Vacinação é medida mais eficaz; rebanho com histórico da
doença; Possuindo cinco tipos de vacinas comerciais disponíveis: Inativada,
atenuada termossensível, atenuada convencional, vírus marcado e
recombinante; Bi ou polivalentes;
● Algumas vacinas reduzem a excreção do vírus, porém não evitam a infecção.
● Tto sintomático – Antibióticos de amplo espectro para infecções secundárias
em casos de quadro respiratório e antisséptico e atb locais em infecções
genitais;
● Eliminação dos animais positivos – Impactos econômicos;
● Monitoramento de parâmetros clínicos e reprodutivos;
OBS : Inibição da transmissão por aerossol – Distância aprox. 4,5 m
RAIVA
● RAIVA EM BOVINOS
— Lyssavirus:
● Doença zoonótica; acomete mamíferos.
● Mordedura de Morcego Infectado
● Em bovinos – forma paralítica mais frequente;
● PI – superior a 6 meses;
● Curso agudo – Inferior a 10 dias;
● Presença dos Corpúsculos de Negri
● Sinais clínicos: isolamento do rebanho, apatia, sialorréia, sensibilidade e
prurido na região de mordedura, vocalização constante, tenesmo,
hiperexcitabilidade e dificuldade de deglutição;
● Sinais clínicos com a evolução: incoordenação motora, tremores musculares e
ranger de dentes, midríase sem reflexo pupilar, andar cambaleante, decúbito,
movimentos de pedalagem, dificuldades de respiração, opistótono e óbito
1. TRANSMISSÃO E PATOGENIA
1. Replicação na musculatura ( local da mordedura);
2. Vírus desloca ascendente por via ascendente (transporte axonal retrógrado)
pelos nervos periféricos;
3. Atinge gânglios regionais e medula espinhal;
4. Via ascendente chega ao cérebro (replicação);
5. Disseminação e eliminação glândulas salivares
2. DIAGNÓSTICO
● Amostras de encéfalo; PCR
● Imunofluorescência direta
● Prova biológica – inoculação em camundongos;
● Histopatologia;
● Imunohistoquímica;
3. PREVENÇÃO E CONTROLE
● Profilaxia – Imunização do rebanho; casos de animais com
● Captura de morcegos hematófagos
● Aplicação de pasta vampiricida em evidência de agressão por morcego
● Vacinação compulsória quando da ocorrência de focos da doença;
● Idade superior a 3 meses
● Animais primovacinados repetir 2a dose com 30 dias, com reforço anual, via
IM ou SC.
FEBRE AFTOSA
● Baixa mortalidade e ALTA morbidade
● Não há tratamento, animais acometidos devem ser sacrificados.
● Zoonose de alto potencial contagioso de evolução aguda
● Afeta animais biungulados
● Transmissão:
a) Forma direta: via aerossóis
b) Forma indireta: água, alimentos e fômites, o animal elimina o vírus por
secreções e excreções (saliva, sêmen, urina, leite e fezes)
● Suínos são considerados considerados “amplificadores” do FMDV pois
disseminam grandes quantidades de vírus via aerossol (cerca de 1500x mais
que os bovinos)
● Inativado pelo pH ácido (< 6) ou básico (>9), luz solar, temperaturas elevadas
● Resistente às condições ambientais normais e ressecamento: favorece a
disseminação a longas distâncias
● A acidez na carcaça no rigor mortis pode inativar o vírus, ́porém o pH da
medula óssea e linfonodos não cai no rigor mortis – permanência viral
1. SINTOMAS CLÍNICOS
● Período de incubação: 72 a 96h
● 5* dia: final da viremia
● 10* dia: Diminuição do vírus em vários tecidos
● 15* dia: cura das lesões mas há persistência do vírus na faringe
● Febre alta (40 a 41C)
● Sialorreia intensa, rinorreia
● Claudicação – úlceras e lesões nos espaços interdigitais
● Diminuição do apetite
● Presença de vesículas, úlceras e erosões nas mucosas nasal e oral,
epitélio lingual, epitélio dos tetos
● Lesões cardíacas – evolução fatal decorrente de
● Miocardite
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● Cultivo tecidual
● PCR – teste padrão ouro para detecção do vírus
● ELISA – níveis de anticorpos
● TFC (Teste de Fixação de Complemento) – tipificação do
● vírus
● EITB - Enzyme Linked Immuno Eletrotransfer Blot – usado no BR para
confirmação
Amostra colhida de tecido epitelial da parte superior das vesículas frescas e para
aftas abertas, deve-se colher o epitélio das bordas (2g). Até 24h, após isso congelar
em nitrogênio líquido ou gelo seco
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Herpesvírus Bovino, Estomatite vesicular, Peste
Bovina, IBR, FCM, BVD.
3. PROFILAXIA E CONTROLE
● Vacinação 2x ao ano: a partir do 3 mês de vida.
● Notificação de suspeita para Febre Aftosa: Comunicar órgãos competentes
● Impedir o trânsito de animais, pessoas e produtos
● Colher amostras para envio ao laboratório oficial
● 3 Km: Proibição da entrada e saída de animais, pessoas e veículos, sacrifício
de animais enfermos e contatos, limpeza e desinfecção do ambiente, vazio
sanitário
CINOMOSE
● Vírus da Cinomose Canina (Canine Distemper Virus - CDV).
● Família: Paramyxoviridae.
● Tipo: Vírus de RNA de cadeia simples.
● Filhotes são mais suscetíveis devido à falta de vacinação e sistema
imunológico imaturo.
● Principal forma de transmissão: Aerossol, através de secreções nasais, saliva,
urina e fezes de cães infectados.
● Contato direto entre cães ou com superfícies contaminadas.
● Período de incubação: 1 a 2 semanas.
● Forma clássica: sintomas respiratórios, digestivos e neurológicos).
● Forma encefalítica: neurodegenerativa, com sinais nervosos severos).
● Forma subclínica: sintomas leves ou quase inexistentes, mas ainda
contagiosa).
1. SINTOMAS CLÍNICOS
1. Fase inicial (prodrômica): Febre alta, Secreção ocular e nasal, Tosse e Perda
de apetite.
2. Fase aguda: Diarreia, Vômitos, Lesões cutâneas (exantema, pápulas),
Sintomas neurológicos (tremores, convulsões, paralisia).
3. Formas graves: Encefalite, mioclonias (movimentos involuntários), sinais
respiratórios e gastrointestinais persistentes.
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● PCR (Polymerase Chain Reaction) para detecção do RNA viral.
● Testes sorológicos (detecção de anticorpos específicos).
● Histopatologia (identificação do vírus em tecidos afetados)
3. PREVENÇÃO E CONTROLE
● Vacinação (vacina múltipla, incluindo cinomose).
a) Vacinação inicial aos 6-8 semanas de idade.
b) Reforço aos 12-16 semanas e anualmente ou a cada 3 anos, dependendo
do protocolo.
● Isolamento de cães infectados e controle de animais suscetíveis.
● Não há cura específica para a cinomose (tratamento de suporte)
1. SINTOMAS CLÍNICOS
● Formas clínicas leves:
● Febre.
● Dor nas articulações.
● Inchaço nas articulações.
● Secreção nasal.
● Perda de apetite e letargia.
1. Formas graves:
● Inchaço significativo das articulações.
● Dificuldade em mover as articulações afetadas.
● Em casos mais severos, síndrome respiratória, incluindo tosse e
secreção nasal.
● Abortos em éguas grávidas (se ocorrer a infecção durante a
gestação).
2. Formas crônicas: Pode levar a sequelas articulares permanentes.
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para detectar o RNA viral.
● Testes sorológicos (detecção de anticorpos específicos contra o EAV).
● Isolamento viral a partir de secreções respiratórias ou amostras de sangue.
3. CONTROLE E PREVENÇÃO
● Vacinação: Existe uma vacina eficaz contra o vírus da AIE, que é
recomendada especialmente para cavalos que participam de eventos ou que
são expostos a locais com alta concentração de animais.
○ A vacinação geralmente é realizada em éguas reprodutoras e potros.
● Manejo de animais infectados: Isolamento de animais infectados para evitar
a disseminação do vírus.
● Cuidados de manejo: Repouso absoluto e diminuição da movimentação do
animal para reduzir o estresse nas articulações.
● Controle de vetores e ambientes contaminados: Manutenção de boa
ENCEFALITE EQUINA
Encefalite equina é uma doença inflamatória do cérebro e da medula espinhal,
frequentemente causada por vírus. A doença pode levar a sintomas neurológicos graves,
como alterações comportamentais, dificuldade motora e até a morte.
● Família: Togaviridae (para WEE e EEE) e Alphaviridae (para VEE).
● Vetores principais: Mosquitos (principalmente do gênero Culex e Aedes).
● Transmissão: Os mosquitos se infectam ao picar animais infectados (como
aves ou cavalos) e depois transmitem o vírus aos cavalos.
● A transmissão de cavalo para cavalo ocorre apenas por meio da picada do
mosquito infectado; não há transmissão direta entre os cavalos.
● Cavalos jovens e mais velhos podem ser mais suscetíveis a formas graves
da doença.
● Em casos mais leves, os cavalos podem se recuperar completamente, embora
algumas sequelas neurológicas possam persistir (como dificuldades de
locomoção e comportamento anômalo).
1. SINTOMAS CLÍNICOS
Fase inicial: Febre alta, letargia, perda de apetite.
Sintomas neurológicos:
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para detectar RNA viral no sangue,
fluido cerebrospinal ou tecidos afetados.
● Testes sorológicos (detecção de anticorpos contra o vírus causador).
● Histopatologia: Identificação do vírus nas amostras de tecidos cerebrais.
3. CONTROLE E PREVENÇÃO
● Vacinação: Vacinas eficazes estão disponíveis para os vírus que causam
encefalite equina (EEE, WEE e VEE), mas são geralmente específicas para
cada tipo de vírus.
● Vacinação preventiva é recomendada para cavalos em áreas endêmicas.
● Protocolos de vacinação variam, com reforços anuais ou antes de períodos de
alto risco (como a temporada de mosquitos).
● Controle de mosquitos: Uso de repelentes e manejo ambiental para reduzir a
exposição a mosquitos (eliminação de poças de água, uso de telas, etc.).
HERPESVÍRUS BOVINO
Herpesvírus Bovino refere-se ao vírus da família Herpesviridae, que causa diversas
doenças nos bovinos, com destaque para infecções respiratórias, abortos, e problemas
reprodutivos.
● Principais Tipos de Herpesvírus Bovino
● BHV-1 (Bovine Herpesvirus 1): Causa Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) e
abortos. O BHV-1 pode ser dividido em dois subtipos: tipo 1.1 (causa de infecções
respiratórias) e tipo 1.2 (associado a infecções reprodutivas e abortos).
● BHV-5 (Bovine Herpesvirus 5): Associado a encefalite (inflamação do cérebro),
causando uma condição chamada meningoencefalite bovina. Embora menos
comum, pode ser responsável por surtos de doenças neurológicas.
Sintomas Clínicos
● IBR: Febre, secreção nasal, conjuntivite, tosse, dificuldade respiratória, lesões nas
mucosas.
● Abortos: Interrupção prematura da gestação, muitas vezes sem sintomas clínicos
aparentes nas fêmeas afetadas.
● Encefalite: Alterações neurológicas, como convulsões, descoordenação motora,
alterações no comportamento e morte em casos graves.
Transmissão
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Para detectar o DNA viral.
● Isolamento viral: Cultura do vírus a partir de amostras respiratórias ou de
tecidos.
● Sorologia: Identificação de anticorpos contra o vírus, embora não seja capaz
de distinguir infecção ativa de infecção antiga.
3. PREVENÇÃO E CONTROLE
● Tratamento de IBR: Não há cura específica, mas o tratamento sintomático
pode ser realizado com antibióticos para controlar infecções secundárias e
anti-inflamatórios para reduzir os sintomas.
● Vacinação: Existem vacinas inativadas e atenuadas que protegem contra as
formas respiratórias e reprodutivas da infecção. A vacinação é recomendada
para rebanhos em áreas endêmicas ou com surtos frequentes.
● Controle de surtos: Isolamento dos animais infectados, desinfecção do
ambiente e controle rigoroso das movimentações de gado para evitar a
disseminação do vírus.
● Vacinação regular para prevenir infecções respiratórias e abortos causados
pelo BHV-1.
● Manejo sanitário adequado, incluindo controle de contato entre animais
infectados e saudáveis, além da implementação de programas de controle
sanitário em rebanhos.
● Monitoramento de gestantes para detectar sinais precoces de infecção e
evitar surtos de abortos.
MORMO
● Fonte de infecção: Animais doentes ou reservatórios
● Tratamento é contraindicado.
● Via de eliminação: secreções nasais purulentas, aerossois, lesões cutâneas
ou linfáticas, fezes e urina.
● Via de transmissão: água, alimentos, utensílios de uso geral ou de montaria
dos animais.
● Porta de entrada: Via digestiva, via transcutânea e via respiratória.
a) Infecção Tegumentar: traumatismos cutâneos ( arame farpado,
pregos), utensílios contaminados ( tesouras, raspadores de crina,
equipamento para casqueamento)
— patogenia
1. Linfonodos da região da cabeça e mesentéricos
2. Ocasionamento de septicemia
3. Pulmões, rins, baço, fígado e articulações
4. Piogranulomas em vários órgão, Úlceras bucais
1. SINAIS CLÍNICOS
● Hiperaguda, aguda e crônica
● Crônicos – assintomáticos ou sinais leves
● Febre (41C)
● Úlceras e cicatrizes
● Linfangite
● Intolerância a exercício /trabalho
● Secreção nasal
● Dificuldade respiratória
● Perda de peso progressiva
● Diarreia
● Edemas
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● Achados clínicos-epidemiológicos
● Exames hematológicos
● Microbiológico
● Fixação do complemento
● Maleinização
● – Aglutinação com Rosa Bengala
● – Imunodifusão
● – Hemaglutinação indireta
● – ELISA
● – Western blotting (WB)
● • Histopatológico
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: Adenite equina, Influenza equina, Linfangite
ulcerativa, Linfangite epizoótica, Melioidose, Esporotricose, Arterite viral, Anemia
Infecciosa equina
3. PROFILAXIA E CONTROLE
● ➢ EVITAR: Aglomeração de animais, uso de cochos e bebedouros coletivos,
treinamento ou trabalho excessivo dos equídeos, adquirir animais de áreas
endêmicas
● Fornecer alimentação adequada
● Condições de higiene na criação
● Quarentena
● Art. 9 — Qualquer caso suspeito de mormo é de notificação obrigatória ao
SVO da UF onde se encontra o animal, em prazo não superior a 24 (vinte e
quatro) horas.
● Documento que atenda às exigências sanitárias deve ser apresentado para a
permissão de trânsito interestadual e a participação de equídeos em
aglomerações.
Veja no blog:
4 dicas para você ter uma reunião de vendas bem-sucedida
SALMONELOSE
● Todos os sorovares podem infectar os animais e o homem, porém há uma
eletividade dos mesmos pelas espécies de animais domésticos
● Não dependem de transmissores nem de vetores especiais: os reservatórios
são os próprios animais portadores-inaparentes, aves silvestres e animais de
sangue frio.
● Fontes de infecção mais comuns: água e alimentos contaminados por fezes
de doentes ou de animais reservatórios.
● Componentes de rações como as farinhas de carne, osso e peixe, e mais
ainda a administração de restos de alimentação humana; o esterco de
galinhas pode ser importantes fontes de infecção.
1. SINAIS CLÍNICOS
1. Septicemia
a) Bezerros e potros recém-nascidos e leitões acima de quatro meses de idade
são comumente acometidos por esta forma. Depressão, tristeza, febre alta
(40-42°) e morte em 24-48 horas.
b) Bezerros envolvimento do sistema nervoso - incoordenação e nistagmo.
● Suínos acometidos por S. cholerae-suis
a) Descoloração vermelho-escura até arroxeada da pele é evidente,
especialmente no abdômen e orelhas
b) Hemorragias petequeais subcutâneas também podem ser visíveis.
c) Sinais nervosos, incluindo tremor, fraqueza, paralisia e convulsões
● obs: A taxa de mortalidade nesta forma é usualmente de 100%.
2. Enterite Aguda: mais comum em animais adultos
● Febre
● Anorexia
● Diarreia profusa acompanhada por desidratação, toxemia e perda
● de peso.
● Fezes têm odor pútrido - grandes quantidades de muco, com ou
● sem sangue, e podem conter moldes de fibrina.
● Cólica, evidenciada por gemidos e coices no flanco
● Animais prenhes podem abortar.
● Bezerros podem apresentar tosse devido a pneumonia.
● Em potros pode ocorrer uma forma superaguda de salmonelose entérica
com morte em 6-12 horas
3. Enterite Subaguda:
● Anorexia, febre (cerca de 39oC) por 4-5 dias
● Fezes com a consistência das fezes amolecidas
● S. dublin em ovelhas
● Alta proporção de abortos
● Mortes após o abortamento
● Intensa mortalidade devida à enterite em cordeiros nascidos
● vivos.
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● Diagnóstico laboratorial por cultura de fezes, sangue ou tecidos afetados.
● Testes sorológicos (como ELISA) para detectar a presença de anticorpos
específicos contra Salmonella.
TUBERCULOSE
● Bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) – Retenção de fucsina básica na
parede celular – Presença de álcool e ácido. Não possuem cápsula,
organismos intracelulares, multiplicação nos macrófagos. De crescimento
lento.
● Exposição do bovino de leite aos indivíduos infectados do rebanho : Tempo e
densidade
● Doença infecciosa crônica causada por bactérias do complexo
Mycobacterium tuberculosis.
● Hospedeiros: Bovinos, Outros ruminantes, Animais silvestres, Aves, Humanos.
● Principais espécies: Mycobacterium bovis (bovinos), M. tuberculosis
(humanos) e M. avium (aves).
● Fonte de Infecção: contato direto, aerossóis ( principal via em bovinos, por
inalação de gotículas contaminadas ), leite cru ( consumo de leite não
pasteurizado contendo M. bovis ), fezes, urina e secreções ( podem
contaminar o ambiente )
● Porta de Entrada: Mucosas (Trato Respiratório), Pele Lesionada ( Trato
Digestivo )
1. SINAIS CLÍNICOS
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL :
3. CONTROLE
4. PROFILAXIA
● Não existe tratamento e vacina animal
● Controle - Prevenção
● Profilaxia Humana : Segurança alimentar, Saúde Pública, Vacinação crianças
BCG e Plano nacional pelo fim da tuberculose
MASTITE
Mastite, ou mamite, é um processo inflamatório da glândula mamária, decorrente
da agressão da glândula mamária por diferentes agentes, como
microrganismos,traumas físicos e substâncias químicas irritantes (Silva & Mota,2019)
1. FORMAS DE MASTITE
● SUB-AGUDA: Presença de coágulos e alteração de cor. Pode ou não
apresentar alterações no úbere.
● AGUDA: Queda na produção e alterações na composição do leite, processo
inflamatório do úbere.
● SUPERAGUDA: Alterações da mastite clínica e sinais clínicos ocorrem de
forma rápida e severa.
● CRÔNICA: Mastite de longa duração que pode permanecer como subclínica
ou alterar entre quadros de subclínica e clínica
1. MASTITE CLÍNICA: observa-se a normalidades no úbere e/ou leite.
Apresenta grau de severidade variado, dependendo em parte do
microrganismo envolvido.
3. DIAGNÓSTICOS
Laboratoriais
● Cultura
● PCR
A Campo
● Caneca telada ou de fundo preto
● CMT; Californian mastitis test
● WMT : Wisconsin Mastitis Test
● CCS: Contagem de células somáticas
4. CONTROLE
● Ordenha adequada
● Embebição de tetos após a ordenha
● Tratamento dos casos clínicos
● Tratamento de vacas ao secar
● Descarte dos animais cronicamente infectados
● Efetuar a identificação da propriedade:
● Anotações detalhadas para ao final preparar o relatório
● (sucinto) ao proprietário
● Anamnese
● Avaliação geral e avaliação específica ( do programa nutricional, ambiental e
sanitário )
CLOSTRIDIOSES
tétano, botulismo e carbúnculo sintomático
TÉTANO
● Clostridium tetani
● Doença infecciosa aguda, não contagiosa, que se caracteriza pelo aumento
da excitabilidade motora e por espasmos musculares tônicos, cujo desfecho,
via de regra, é a morte.
● Toxinas:
a) Tetanolisina — É responsável pela necrose tecidual e favorece a
germinação do endósporo e multiplicação do Clostridium
b) Tetanospasmina — Age nas pré-sinapses dos neurônios motores,
bloqueando a liberação de neurotransmissores inibitórios : Glicina e GABA
(ácido gama-butírico). Causando a Paralisia Espástica.
● Morte por: Exaustão, Asfixia, Pneumonia (Hipostática ou por aspiração)
● Espasmos: Contração involuntária, frequentemente intensa e dolorosa que
pode afetar um ou mais músculos ou um órgão com paredes musculares
● Espasmos musculares tônicos: Espasmo prolongado, rígido e firme
● Jovens são mais susceptíveis. Condições que baixam resistência (frio, calor,
trabalho, alimentação). Todos mamíferos domésticos e selvagens em maior
ou menor grau estão susceptíveis.
obs: As aves são resistentes (natural/refratário)
● Fatores Predisponentes: Parto Distócico, Descorna, Castração, Umbigo e
Casco
1. SINTOMATOLOGIA
● Depende da espécie.
● EQUINOS:
● Espasmos se iniciam em geral pelo masseter e musculatura faríngea
(mastigação custosa e deglutição difícil), posteriormente, se
espalham pelo corpo
● Hiperestesia (excesso de sensibilidade de um sentido ou órgão a
qualquer estímulo)
● Sudorese aumentada
● Respiração trabalhosa e ruidosa
● Narinas dilatadas
● Distensão do pescoço e cabeça
● Aumento do polígono de sustentação
● Exposição da membrana nictitante (3a pálpebra)
● Apetite normal (constipação por queda nos movimentos
● peristálticos)
● Temperatura elevada
● Curso de 1-10 dias (rara 20 dias)
● Cura espontânea
● BOVINOS :
● Mais rara a exposição da 3a pálpebra
● Menor excitabilidade
● Timpanismo por atonia do rúmen
● Cura espontânea mais frequente
● OVINOS E CAPRINOS:
● Curso mais curto (2-4 dias)
● Cura espontânea frequente
● Em ovinos, os espasmos geralmente se iniciam pelo trem posterior
● CÃES E GATOS:
● Maioria dos casos apresentam trismos localizados e temporários
● Grave: Deslocamento lateral dos globos oculares
● Insuficiência respiratória
● Orelhas eretas e membros esticados
2. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
● Esfregaço da lesão: Coloração de Gram: bastonetes em forma de ‘raquete’
● Anamnese + Sintomatologia clínica + Achado da porta de entrada
BOTULISMO
Doença de caráter esporádico, comum ao homem e aos animais, causada pela ingestão da
toxina do Clostrodium botulinum, que é encontrada em alimentos contaminados
1. SINTOMATOLOGIA
2. DIAGNÓSTICO
● Anamnese + Achados clínicos + Dados epidemiológicos
● Pesquisa da toxina ou do bacilo em alimentos
● Detecção das toxinas em conteúdo ruminal, gástrico e intestinal, fígado, soro,
além de amostras dos alimentos e água que os animais possam ter ingerido
● PCR e ELISA
3. PROFILAXIA E CONTROLE
● Vacinação
● Destruição de carcaças
● Limpeza das pastagens
● Feno e silagem preparados convenientemente
● Suplementação correta com Ca e P
● Não fornecer cama de frango como alimento aos ruminantes
● Impedir o acesso a locais com água qualidade desconhecida
● Eliminação de fontes de intoxicação
CARBÚNCULO SINTOMÁTICO
● Doença enfisemática, de evolução infecciosa, mas não contagiosa
● Clostridium chauvoei
● Infecção endógena: Esporos são ativados por lesões traumáticas
● Os esporos são excretados pelas fezes ou ficam dormentes nos tecidos
1. SINTOMATOLOGIA
● 1° sintoma é a manqueira (claudicação)
● Perda de apetite, febre alta, apatia
● Respiração acelerada, dispnéia
● Enrijecimento dos membros
● Aumento do volume da massa muscular com crepitação no
● local
● Lesões tumorais, crepitantes, quentes e dolorosos
● Intenso edema gelatinoso, avermelhado ao redor da lesão
● Tremores musculares
● Morte
2. DIAGNÓSTICO
● Sinais clínicos
● Achados de necropsia - Lesões
● Imunofluorescência direta
3. NECRÓPSIA
● Músculo com coloração castanho-escuro ou avermelhado, com estrias de
sangue
● Rigidez cadavérica
● Fígado congesto, baço normal ou diminuído
● Tecidos subcutâneos suprajacentes aos músculos afetados: amarelados,
gelatinosos e sanguinolentos
● Bolhas de gás
4. TRATAMENTO E CONTROLE
● Rápido. Altas doses de penicilina, geralmente, não são bem sucedidos
● Medidas de higiene
● Manejo adequado de carcaças
● Vacinação: Vacina polivalente
● VACINAÇÃO:
● 1a vacinação aos 4 meses de idade
● 2a vacinação 30 dias após a primeira dose
● Aplicação anual.