Claro, as redes também são ferramentas poderosas.
Elas deram voz a quem antes era
silenciado, permitiram mobilizações sociais, aproximaram famílias, criaram novas
formas de arte, expressão e negócios. O problema não está na ferramenta — mas no
uso que fazemos dela, e no quanto ela passou a nos dominar.
Talvez o caminho seja reaprender a usar as redes com consciência. Estar nelas sem
ser consumido por elas. Redescobrir o valor do tempo fora da tela. Cultivar
relações reais, conversas profundas, momentos não compartilhados. E entender que
não precisamos estar o tempo todo disponíveis, opinando, postando, produzindo.
A sabedoria, diferente da informação, é lenta. Ela nasce do silêncio, da escuta, da
convivência com o contraditório. Ela exige paciência e humildade — duas virtudes
cada vez mais raras em um mundo que valoriza respostas rápidas e certezas
absolutas. A sabedoria não se impõe, não se grita, não viraliza. Ela se cultiva.