ESCALA SOCIAL RESPONSIVENESS SCALE — SECOND
EDITION
Definição
A SRS-2 é uma escala de autorrelato / avaliação por informante
composta por 65 itens que mede a severidade de características
sociais relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)
— em particular déficits em comunicação e interação social e
comportamentos repetitivos/interesses restritos. É sensível a
sintomas sutis e amplos do espectro e costuma ser usada como
instrumento de rastreio e quantificação da gravidade social, não
como diagnóstico isolado.
Público-alvo / formas disponíveis
Idades e formas: oferece quatro formas (cada uma com 65 itens):
Pré-escolar: ~2 anos e 6 meses a 4 anos e 6 meses (preenchida por
pai/mãe ou professor).
Escolar: 4 a 18 anos (pai/mãe ou professor).
Adulto: 19 anos ou mais (preenchida por parente ou amigo).
Adulto – auto-relato: 19 anos ou mais (preenchimento pelo próprio
avaliado).
Passo a passo de aplicação (prático)
1. Escolha da forma adequada
o Confirme a idade do avaliado e selecione a forma.
2. Preparação e autorização
o Explique objetivo: avaliar comportamentos sociais
observados nos últimos 6 meses (intervalo
frequentemente usado nos estudos/manuais). Solicite
consentimento informado quando aplicável. Reúna dados
básicos (idade, sexo, quem responde, contexto).
3. Instruções ao respondente (pais/professor/avaliado)
o Diga que são 65 afirmativas; cada uma deve ser
marcada conforme a frequência com que o
comportamento ocorre: 1 = Nunca ocorre / 2 = Às
vezes ocorre / 3 = Frequentemente ocorre / 4 =
Quase sempre ocorre. Solicite que respondam com
base em observações habituais (não apenas um
episódio isolado).
4. Modo de preenchimento
o Evite que o aplicador influencIe respostas; o aplicador
deve recolher o formulário quando pronto e checar itens
em branco. Se houver item em branco, siga instruções do
manual.
5. Pontuação bruta
o Some as respostas (atenção: há itens com pontuação
invertida — o manual lista quais itens são recodificados).
Se o formulário traz 1–4, recodifique para 0–3 conforme
instruções do manual antes de somar (vários relatórios
mostram a conversão).
6. Interpretação (orientativa)
o Faixas de interpretação comuns (T-scores):
≤ 59 — dentro dos limites esperados (normal).
60–65 — leve/elevado (sinais que merecem
atenção).
66–75 — moderado.
≥ 76 — severo (sugere forte probabilidade de
comprometimento social relacionado ao TEA).
o Observação: esses cortes são guia — a decisão clínica
deve integrar histórico, observação direta, entrevistas e
outros instrumentos (ADOS, entrevistas diagnósticas,
avaliação funcional).
7. Relatório e devolutiva
o Produza ficha com: escore bruto, T-scores (Total, SCI, RRB
e subescalas), comentários qualitativos (itens mais altos),
e recomendações práticas (avaliação complementar,
intervenção psicopedagógica, encaminhamento).
Combine opiniões de pais + professor quando possível
(comparar contextos).
8. Observações práticas importantes
Quem deve responder? quem conhece bem o indivíduo em
contextos naturais (pais, professor, cuidador). Para adultos, use
parente/amigo ou o próprio (auto-relato).
Não usar como único critério diagnóstico — a SRS-2 é um
excelente rastreador/quantificador, mas diagnóstico demanda
avaliação clínica multidimensional.
Atentar para comorbidades (TDAH, ansiedade, linguagem)
que podem elevar escores sociais — interpretação clínica é
essencial.