O procedimento a ser adotado é o inventário extrajudicial.
O termo inicial do procedimento de inventário extrajudicial é a nomeação do
inventariante em escritura pública anterior à partilha. O inventariante poderá representar
o espólio para a quitação de eventuais dívidas deixadas pelo falecido, necessária à
continuação do processo.
Na escritura pública devem constar as partes e respectivos cônjuges nomeados e
qualificados, além da qualificação completa do autor da herança; o regime de bens do
casamento; pacto antenupcial e seu registro imobiliário, se houver; dia e lugar em que
faleceu o autor da herança; data da expedição da certidão de óbito; livro, folha, número
do termo e unidade de serviço em que consta o registro do óbito; e a menção ou
declaração dos herdeiros de que o autor da herança não deixou testamento e outros
herdeiros, sob as penas da lei.
Na lavratura da escritura deverão ser apresentados os seguintes documentos: a)
certidão de óbito do autor da herança; b) documento de identidade oficial e CPF das
partes e do autor da herança; c) certidão comprobatória do vínculo de parentesco dos
herdeiros; d) certidão de casamento do cônjuge sobrevivente e dos herdeiros casados e
pacto antenupcial, se houver; e) certidão de propriedade de bens imóveis e direitos a
eles relativos; f) documentos necessários à comprovação da titularidade dos bens
móveis e direitos, se houver; g) certidão negativa de tributos; e h) Certificado de
Cadastro de Imóvel Rural - CCIR, se houver imóvel rural a ser partilhado.
No caso em questão a comprovação da posse do imóvel em Luís Correia poderá
ser feita mediante a apresentação dos comprovantes de pagamento de IPTU em nome do
falecido, além de eventuais contas de luz, água ou telefone emitidas no nome dele no
endereço do imóvel, o contrato de compra e venda, declarações de vizinhos entre outros
documentos que indiquem a posse contínua e exclusiva.
A partilha deverá ser feita em observância ao regime de comunhão parcial de
bens, que dá direito à viúva à meação dos bens comuns (Os valores das contas
bancárias, se acumulados durante o casamento com esforço comum, e o imóvel em Luís
Correia, se adquirido durante o casamento). Após a meação a parte restante dos bens
integra o espólio e é dividida igualmente entre os três filhos e a viúva.
Já que o inventariante não possui poderes imediatos para a movimentação das
contas bancárias antes da lavratura da escritura pública, os herdeiros poderão ingressar
com um pedido de alvará judicial requerendo o acesso às contas para o pagamento das
despesas da família ou do falecido. A urgência deve ser justificada pela comprovação da
dependência dos membros da família, em especial a viúva.
Deve-se salientar que, mesmo que o benefício da aposentadoria se encerre com a
morte, eventuais parcelas devidas a este título poderão integrar o espólio.