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Gramática da Língua Nyaneka

Uma gramática pura, na língua Olunyaneka, dos Ovamwila e Ovangambwe. Um "tributo" à cultura Nyaneka.

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José Muhona
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Gramática da Língua Nyaneka

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ENSAIOS

IiE

GRAMMATICA NYANE t

Idioma fallado no Districto de liuilla

pROVlJ^Cia D’aj4G01iR

AFFONSO MARIA [Link]


Missionário do Espirito Santo

Minerva Lusitana— 127, Rua de S. Bento, 129

1906

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ensaios
Di:

GRAMMATICA NYANEKA
Idioma fallado no Distrícto de Huilia

PRO\/iricin D’ni4GOua

POR

AFFONSO MARIA LANG


Missionário do Espirito Santo

T^TSSOOA.
●Minerva Lusitana— 127, Rua de b. Bento, 129

1906
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\xa ^xceWeuc\a ^^e^eveuà.\ss\ma

I). ANTOjNIO BARBOSA LEÃO


Bispo de Ang;ola e Congo

COM RESPEITOSA HOMENAGEM

Oeáica e consagra
o uí^^XJOTOOR
é

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t

í
PREFACIO

]R“nevo'o iciior: O primeiro passo está dado. Publica


mos hoje uns J'Msai(jS de í>Ta)ni>ialica luuyaueka. Será tarde?
Não por certo. Quem conhece c sabe ponderar as dillicu!-
dades CjLic encontra a cada passo Lim phüologo que enceta
caminhos novos, n\im labvrintho obscuro, poderá avaliar
os nossos esforços e desculpar a demora. Não será perfeito
ainda o nesso trabalho, bem o sabemos; comtudo parece-
nos propicio o momento para dar á estampa os nossos En
saios granwialícaes.
Coadjuvados e superiormente dirigidos pelo iniciador
incansável das missões do [Link]. o Reverendo Padre An
tunes, que tem gloriosamente vinculado o seu nome a to
dos os estudos que se relacionam com o Planalto, merce
da sua pi‘ofunda erudição e vastos conhecimentos da região
que nos occupa, não podemos sequer vacülar. Animados
OLitrosim e proíicuamente coadjuvados, não só pelos nossos
amccessores como pelos actuacs companheiros dhtrmas,
podemos emhm construir um edifício ao qual cada um co
operou com o suor do seu rosto. Cada pedra é para o ar-
chitecto um precioso auxilio.
A linSLia iivane!:a P) é faliada, no districto de Huilla,
ei ^

(>) Nvancka (okunvanckn, estender-se). Os povos nyancka emi-


graram paru as regiões que elles occupam actualmente, haverá talvez
dois séculos. Achavam-se antigamente reunidos aos-povos do senão
de benguella, chamados Vananos. O logar primitivo que occuparam
(vindos' do norte) foi Morna, na região do Rihé. Conforme a tradic-
ção, os seus primeiros chefes foram Feti e Tyoya. Depois da sepa-
racao esses emigrantes estenderam-se» tão rapidamente, conquis-
tando aos povos aborígenes as terras actuaes, que pouco a pouco es-
tes desappareceram quasi por completo.
IV

por um povo numeroso. Embora haja algumas akcrações


grammaticaes nas diversas regiões que os nyanekaa occu-
pam, desde a Chella até ao Cunene, comtudo [Link] da
Huilla, por ser mais pura e clara, será a que adopiamos,
c com ella qualquer pessoa poderá entrar em contacto com
os habitantes das outras regiocs.
Não pretendemos, repito, ter dito a altima palavra so
bre o assumpto. O nosso hm é propagar a instrueçao,
coadjuvar os nossos irmãos no apostolado, ser utii aos nu
merosos europeus dãs nossas paragens e assim desenvol-
ver, em “AngoTá, oT 1iTtefesse's'communs~de todosITós^^^IL.
civilisaçáo christã pela sciencia, pela moral e pelo trabalho.
Lisboa, ig de março 1906. ’
INTRODUCÇAO

ide familia das linguas


A língua nyancka pertence a
á grai
fnlInTTnTnelos povos chamais Banlii^ que de um oceano
ãb outro occupam”l]LÍãsi toda a África meridional, desde o
Equador até ao Cabo. A expressão hju^'iiCtS Baulii^ consa-
c^rada agora pelo uso, foi enapregada, pela primeira vez,
por Bleekja comparative Grammar of South-Aíncan lan-
'i^ges Londres ibOi e in-
Baiilii é o plural de muni^u (ser humano, pessoa
dividuo). E’ a fórma mais commum d'um nome que se
se encontra em todos os idiomas d esta familia, com le-
ves modificações. Não consta que povo algum se tenha
desi^rnado com o vocábulo Baniu. que }wcçe^
° encontrado, muitas vezes,
ndnptoii este termo por o ter
nos dn>; assim designavaiTi os heroes dos
seus <olk-lore._
Etymologicamente, o termo lin^ua Baniu signihca; hn
gua dos homens. E’ termo, por conseguinte, muito impro-
mas o uso
pno, se 0 considerarnaos na sua etymologia;
geral parece tel-o adoptado definitivamente.
As hnguas Baniu são linguas .1.
de rdassificacao. nao sexual. O que e mais caiaicteristico
é o emprego exclusivo de prefixos, para
exprimir as noçoes [Link], numero,jJgssoa e^em£o, ao
contrario das linguas aryanas, que as exprimem com suf-
fixos ou desinencias.
Resulta d’cstas considerações que
\'I

I.
A lingua ii)-audx-a é uma I mgua aggiLitinante. As
paiavras [Link]~accrescentando a um radlcãTTIyvãmve!,
que conserva o seu valor proprio, uma ou mais partículas
vanavejs que modificam o sentido do termo principal.

2. Lstas paniculas são prefixos, injixos ou siijfixos,


conlorme se collocam no principio, no meio ou no fi ar da
palavra.

3. Como ellas modificam proíund amente a significação


da palavra, indicando
o singular, o plural, as relações de
concordância, etc., é muito importante o estudo d’el!as,
pois é como que a chave da lingua que nos occupa.
SNSMOS DS GRiMliTICi IIAIEIá

PAUTE I

CAPITULO PRIMEIRO

Dos sons
na ma-
I. Empregaremos a orthographia plionetica
neira de escrever os sons do
■ ufancka,
_ . , , approximando-nos,
no emtanto, quanto possível, do alphabeto portuguez.

2. Eis a tabella das vogaes com o som figurativo:

Leltra Em portuguez Nyaneka Traducono

epata^ casa.
a casa,
epepe, hombro.
e PC.. mãe.
1 filh o ina,
o dó, onome, mosquitos,
tudo ●> tuna temos.
u

nasaes. Encontra-se
3. O nvaneka _náo tem^ vogaes ^
comtudo ê nas interjeições: c, sim^ é7ic,~7/c, não e.

4 A língua admitte hiatos, como em outü^ espingarda,


eUio\ oUio; eonga, zagaia.
Encontram-se também palavras com vogaes clobraclas^
distiiictamente como em eende-
n’este caso pronunciam-se
loko, vida.
8 ENSAIOS DE GRAMMATICA

Quando a vogal é sómente longa, leva o accento cir-


cumHexo. Ex.:
Mé, minha mãe; okipipâ^ matar; omnn\ fumo.'

5. As consoantes são as seguintes:

Consoanles Explosivas Conlinuas Liquidas líasâos Semi-vcgaes

Labiaes b p vf, m. w.
Dentaes d t, s,
Palato-dentaes dy ty,
Guituraes
>1}'5 y-
S h. n.

_ 6. ^ As consoantes d, g, são sempre precedidas, a


primeira de e as outras de ;z. Querendo portanto sepa
rar as syllabas conforme esta orthographia, escrever se-ha
0‘ngombe^ o-ndi-mba^ o-nga-mba, boi, coelho, carregador;
e não on-gom-be^ etc.

7-O g- é sempre duro como em portuguez: gago. O


V, na pronuncia, confunde-se muitas vezes com o /, e vice-
versa. Ex.:
Eholi ou ehori^ feno.

8. Quando^a consoante k é precedida de n, obtem-se


o
som nk que é sempre seguido d’uma aspiração ou espi
rito. O signal diacritico será pois nk‘. Ex.:
Onkd^ inveja; onoiiEono, forças.
Havendo depois de nk uma serai-vogal n’, Vy o espirito
colloca-se depois d’ella. Ex.:
Omunky^ãy rachadura; nkn>‘ari, talvez.

9. _ As consoantes p, t, são precedidas, muitas vezes, a


primeira de m, e a segunda de n. Ex.:
Omp‘eray questão litigiosa; onkiloy medo.
N'este caso, levam sempre o espirito, que será posto
antes da vogal, se esta é precedida d’uma semi-vogal. Ex.:
ontwCy nós; okimtj''‘akanay accender fogo.
10.
^ O som de g-, combinado com ;1, fórma o «jiB 3’e-
lano íígy que se deve pronuncia r como o ng na palavra in-
gleza singing^ cantando, ou na palavra allemã, singeii^
cantar. Ex.:
Ongoma, batuque; onongombe cnougapi? quantos bois?
NYANEKA Q

11. A consoante h tem sempre uma aspiração lorte


como no iní^lez ou no allemão. Ex.:
Ohimi^ tio; Hiiku^ Deus.

12. As semi-vogaes j', n> sao as vogaes í/, cjue se


tornam consoantes nos casos seguintes:

I.” Quando /, u se acham entre duas vogaes. E-x.:


Owoma, medo; on’iln\ mel; on>aug-a, veneno; omayo,
dentes; Ifã. perfeitamente; eye, que venha,
2." Entre uma consoante (e semi-vogai) e vogal.
Ex.:
Natyinuve^ nada; omhemlnva^ felicidade; ondyivo^
quarto.
3." No Hm da palavra, quando precedidas duma
vogal, ou no principio, seguidas também de vo
gal. Ex.:
Omp'-ay, né; ombciv., tartaruga; ondyala japai,
fome veio; ivapinduka, bons dias.

i3. As semi vogaes desapparecem quando são collq-


cadas entre uma vogal e uma consoante, e entre \ogal e sep^i-
vo^^al. N’este caso haverá um hiato na mesma palavra. Ex.:
Ouhãmba^ reinado; ouivã^ belleza; eíj'i, ovo; ougombe
ivHmona^ vi o boi.

14 A semi- ogalj', tem tres combinações:

i.-'' Precedida d’um ;z, exprime os sons que, em por-


tu^^uez, são expressos por nh como em ninho. Ex..
Onyoka^ cobra; ouyaty búfalo. ● , . r
2.‘'^'Precedida d’um /, fórma um som especial da lín
gua nyaneka /p, medio entre Ichi e tyi. Ex..
Otyipuka, coisa"; otyari^ favor; oíyindele, europeu.
3. Combinada com nd^ fórma ncíj'^ som que muito
se approxima de ndj. Ex.:
Á}}jc iidynu^-, eu tenho; oiidycilü^ fome; oud] lUi^ ca
minho; ondfmy quarto.

(5. As consoantes m, n, seguidas de b, teem sem-


pre um som nasal que se approxima do das palavras por-
tuguezas umbella e ungir.

16. A syllaba nyanekci é sempre aberta, isto é, ter


mina invariavelmente por uma vogal. Exi.:
O-mba^mbi^ gazella.
IO liNSAlOS DE GRAMMATICA

»7- Hm regra geral, o accento recae sobre a primeira


syllaba, se a palavra tem só duas^ ou sobre a penúltima,-
tendo mais que duas. Ex.;
07'c’, tu:, móna^ filho; ámc^ eu; omúnf-ii^ pessoa; oviryci^
mantimentos.

i8. Todas as palavras acabadas em ;j’i, 6U', ur, teem


o accento sobre esta ultima syllaba. Ex.:
Walijvi'^ o que disse ellé? halekcr^ apressae-vos; on-
jvey! vós outros! omp’a]\ pé; opãipay^ [Link].

19. Ha no nyand,-a palavras homonymas em que só


a accentuaçâo póde evitar a confusão de conceitos. Ex.:
0(n7a, passaro; olyilá^ logar das danças
Omakáka^ nuvens; onmkaka^ cerume.
Oluvále^ potvgamia; oliivale^ pau que serve para mexer
as comidas.
Ouuriyo^ volta; ómmyo^ armadilha.

C.-\PITlJLO SEGUNDO

Alterações phoneticas

20. E’ muito frequente 0 emprego da elisão, da con-


tracção e de outras alterações phoneticas ha lingua nynneka.

§ —Elisão

21. Elisão é a suppressão de uma vogal fi nal antes de


uma palavra que começa também por vogal.
Quando duas vogaes, quer na mesma palavra, quer em
palavras difíerentes, se succedem c conservam ambas a sua
pronuncia própria, temos 0 hiato. Ex.:
Ame uno^ sou eu; outa onene^ uma grande espingarda.

22. Devemos distinguir a elisão de pronuncia da elisão


da escripta. A pnmeira dá-se quando as duas vogaes se
fundem n’uma; a segunda, puramente convencionai, con
siste em substituir a primeira vogal do hiato por um signal
diacritico. Ex.:
Elisão de pronuncia: ndjAn (a) omona^ tenho um filho;
elomb (e) enene^ um grande chefe.
Elisão de escripta: P’okati k’eumho^(pu okati kii eumho)
dentro da aldeia;'y>’o»/(?re (pu ontere) ao lado; nienyina
(mu enyina) em nome.
XVANIÍIvA I 1

Só a pratica pódc dar-nos a conhecer as elisõcs dc pro¬


nuncia.

23. As mais frequentes fazem-se com as finaes ?za,


nya. ;/ro, /c7, A*l7, va. Ex.:
kãyin (a) omuti., tenho uma arvore; opo omaring iyò)
avo., para que os trabalhos d’cilcs; ong (o) ontiv-ís, mas
nós; onondal: (a) ombu, estas palavras; twnidav (a) unene.,
nós o olíendemos muito; ove iiyel (aj otyilej'., tu aborreces
a luz.

24 As elisões de escripta, adoptadas c indicadas pelo


diacritico (’●'), são as dos advérbios e as das conjuncçõcs
pii., mu^ /.-?/, na., nga. Ex.:
P’ontere (pu ontere) ao lado; m’etimbo^ em casa; k’epya
á horta; n’elombc^ com o chefe; )ig’ame^ como eu.

g '2." — Contracção

20. A contracção é a reducção de duas s}dlabas a uma


só. Kx.:
Okuyinnbehi em vez de ohuyitmba ohi., lançar fóra;
hveya nae (na ae)., viemos com elle; puvo (pu ovo) entre
elles; munange (mona ivange) meu filho.

^ 3." Euphonia

2O. A euphonia consiste em evitar grupos de sons que


nos parecem ásperos na pronuncia . As contracções acima
indicadas, assim como as outras alterações (metaplasmas)
por addição, subtracção, transposição dos elementos pho-
nicos do vocabulário, teem por fim suavisar a pronuncia. O
nyaneka tem uma grande riqueza de combinações que dif-
lícLiltam bastante o seu estudo. Ex.:
J-Iiiku karinga kaila ka n-d/amba na mukongo.
Restabelecendo todos os sons, temos:
Hiiku karinga okaila ka ondyamba na omukongo.,
Deus não é (como) a avesinha (amiga) do elephante e do
cacador (Provérbio contra a hvpocrisia).
' Himp'-olo, ndyinomabvi; liilyova, ndfin’oiiondunge.
Restabelecendo a phrase:
Jdi o)}ip''olo., iidyina omativi ,' hi olyova., udyina onoii-
dunge. Não sou um surdo, lenho ouvidos; não sou ura tolo,
tenho juizo. (Provérbio).
I2 ENSAIOS DE GUAMMATICA

§ 4.° — Das outras alterações phoneticas

27. As alterações phoneticas nas consoantes são raras.


Ha comtudo algumas :
Depois de uma nasal, l muda-se sempre em d
como em ougowbe onde (radical le) boi alto; o h
sempre em íy como em opc uulrole (radical hole)
tu me amas.
2.''^ Deante de p^ a nasal }i muda-se em seguido de
b. Wambeta por (ivan-pcta) bateu-me.
3. A nasal n muda-se também em m deante de
77, como ongombe opip'-c por (on-pe)^ boi novo.

28. Observa-se, no nvaneka^ um caso que se dá tam


bém cm alguns outros idiomas Bantu; consiste na attra-
cção de nasaes. Os suffixos relativos í7n, e/a, mudam-se em
ena^ quando a ultima svHaba do verbo, com a qual se
ligam, contem uma das nasaes n. Assim, de okimhina^
acabar, obtem-se okitmanena; de okutuma^ mandar, ob
tem-se okutumina. Esta attracção de nasaes observa-se da
mesma fórma no pretérito.

29. Um phenomeno parallelo é o da harmonia das


7’ogaes^ característico também de muitas outras linguas Baii-
íii. Quando por exemplo o sutHxo relativo vem depois de
um verbo cuja penúltima syllaba contem as vogaes /, //, o
suffixo e /7a, iua; se essa vogal é a, e, o, o slÍíHxo é e/a,
ena. Ex.;
Oki/lauda,' comprar, okulandela; okuholeka^ esconder,
okuholekda ● okutuma^ mandar, okulumina \ olavimba^ can
tar, o kipimbila.
3o. Quando duas vogaes se encontram, tendem a con-
trahir se ou a assimilhar-se; outras veíies a elidir-se. Como
todas as palavras terminam e muitas vezes principiam por
vogal, pòde-se fazer ideia da multiplicidade dos casos de
contracção, assimilação e elisao na lingua nyaneka.

3i. Ficam expostas acima quaes as contracçÕes e eli-


sões empregadas habitualmente. Falta-nos indicar quaes os
accentos e signaes orthographicos de que nos servimos.

(’') indica uma suppressão de vogal, como k'cpya^ á horta.


(●) serve para indicar as aspirações como omp‘-epo^
vento; onkulo^ peito; onk'‘avi^ crime.
(A ) signal da vogal longa, como omàla^ entranhas.
(~) diacritico do h velario, como okuteügeuya^ abalar.
[Link] 10

32 Para a divisão das palavras adoptamos o systema


seguinte :
" Kscrevcmos iVuina só palavra o verbo com todos os seus
diílerentes aíTixos (prefixos pronominaes, e seus auxiliares).
Quando duas palavras são unidas phonetica ou gramatical-
mence, figurarão lambem n'uma só palavra. Ex.:
Vemuta]’era^ elles lhe obedecem {ve elles, mu lhe, ta-
verti); maluheripimiulal:o^ havemos de ir cumprinientar-
nos ahi (por ma futuro, lu su)eito, ke ideia de movimento,
7’/ particula reúcxü, pindula radical ko advérbio)\ pena
pano omamanya. ha pedras, por pu (locativo), na (verbo),
pa (locativo) ho (pronome).

33. Os locativos empregados como preposições escre


vem-se com apostrophe para clareza do texto, assim como
a proposição na. Ex.:
M‘eumbo muna onondj-ivo., cm casa ha quartos, por 7nu-
eiimbo mu-na; ame n’ove., eu e tu, por na ove.

PARTE II
I>ní^ píilíí,vrn!*< <i

CAPITULO TERCEIRO

Da concordância grammatical e dos suffixos

§. i.“ — Da concordância grammatical

34. A concordância grammatical obtem se unicamente


pelos prefixos. Todas as"palavras (substantivos, adjectivos,
pronomes e verbos) que se ligam entre si por uma mtima
connexáo, devem, ter 0 mesmo prefixo. Pode-se chamar
esta concordância concordância prefixai ou euphonica.

33. Eis em poucas palavras em que consiste esta con


cordância. Cada nome ou substantivo pertence a uma clas-^e
ou cathegoria pelo seu prefixo derivativo. Todas as pala- -
vras variaveis que grammaticalmente se ligam ao substan-
tivo hão*de tomar 0 prefixo nominal ou. pronominal da
classe a que pertence o substantivo. Ao contrario da con
cordância sujfixal das linguas aryanas, que [Link]
generos, a nossa concordância prefixai não reconhece ne
nhum O íyenero ou sexo.
14 I-NSAIOS nii; GRAMMATICA

3(5. O minuTO segue a classe e é inseparave! d‘ella.


A ciasse é que indica o singular ou o plural. O numero^
conerctisa por assim dizer, a ciasse.
Alguns exemplos esclarecerão melhor o-que acima dis
semos :
0-va-nl’'u va-iia va-pila aquelles homens foram-se em¬
bora.
ÍYre o ripuka ri-ore! 7'u-j’Í-j'jIuIc! (Jri'ii’a. npaí]‘il
Venham as tuas coisas! Vamos contal-as! Como são bo
nitas!
Na primeira phrase vè-se que a repetição do prehxora
é 0 caracteristico do substantivo oraul-ii. pois que entra
em todas as palavras grammaticalmente regidas pelo sub
stantivo. Da mesma maneira, na segunda phrase, o pre
fixo oj’i e o caracteristico do nome oripuka.

ay. Portanto os jjvcfixoíi exercem na phrase o mesmo


que os si/J/ixos nas linguas arvanas. No mwiclúi os prefi
xos não teem, propiãamente "íallando, valor grammaticak
servem apenas para fonnar derivados.

38. Km ultima analyse, são duas as grandes dii isões


de palavras: o nome (substantivo, adjectivo, pronome) e 0
verbo.
39. As conjuneções, preposições, advérbios, etc., não
teem existência separada. Ora são fôrmas nominaes ou pro-
nominaes, ora fôrmas verbaes.

g 2.'“—Dos prefixos

40. A lingua nreiueka tem 18 [Link] nominaes: 9


para o singular c u pai‘a o plural; e tres outros ainda que
teem propriamente um valor locativo. A um prefixo s ngular
corresponde sempre um prelixo plural, de [Link] que é
facil reconhecer pelo prefixo o numero do substantivo, o
seu modo de ser, etc., etc.

41. Os dois prefixos siupular e plural que se corres


pondem formam uma classe. O nranel:a tem assim t) clas
ses.

42. Além dos prefixos noininacs., temos os prefixos pro-


nomiuaes. Os primeiros representam a forma mais antiga
do prefixo; os segundos perderam uma parte de seus eie-
mentos phoneticos. Os prefixos rtu)ninaes teem um valor no
minal ou de substantivo e empregam-se unicamente nos
NYANCKA ID

substantivos c adjcctivos; os preMxospronomiuaes teem um


valor vcrhüL e cmpregam-se prindpalmente nos verbos.
Servem também para lormar os pronomes compostos,
43. iabella dos prefixos NYANEKA

'■h [’r(.‘lix<js iiuiTiiiuies 1 'ralixüs I irunoininiics


o
X

Sinjular Plural [Link] Plüròl

1 ouni ' OVã I u Vã

! ovo va
mu \ omi u VI

chi ! Olllã/u lu
S.-"' ● olu I omãtu lu a
ou , ODlãll u
í; ono i mb
4-"
e nmã n I ã

(!.●■’ i otri nvi tri VI

ol<a ou ka u
S.“ oku oma : ku 1 ^

va
pa
ku ku
cy ■
mu mu

44. Os prefixos pronorainaes, como se póde ver na ta-


bella, teem quasi a mesma fórma que os prefixos nominaes
correspondentes. Convém comtudo notar 0 seguinte:
1. Os prefixos pronominaes não tomam o 0 dos pre-
xos nominaes.
2.” Quando um prefixo nominal contém a lettra
esta lettra desapparece na fórma pronominal. As
sim os prefixos nominaes mu (1.'' e mi (2.-''),
ma (S.'"* ■> 5.'\ 8."'), veem a ser u, vi, a.

se
Nota.— A partícula o no (4.") muda-5 em mb, mi em )'/. O locativo
mu n<ão perde 0 m.

CAPITULO QUARTO
Do substantivo

ARTIGO I

Composição, !Rumei*o

45. O substantivo compoe-se de duas partes: do pre


fi xo nominal e do radical (gcralmente d origem verbal). Ex.:
Oum-ni-ii^ oessoa; arvores.
i6 i-NSAlOS ni'. GRAMMATICA

46. O prefiKO limita e determina a ideia contida no


radical. D'aqui resulta que tal ou tal preíixo (sem altera-
cão do radical) dá origem a outros conceitos. E\.:

o-mbamha^ fronte. omu-lombe^ pária.


e-mbamba^ rebanho. 0-n^'i/lii^ casa á européia.
olu-mbambã^ ave nocturna. olyi-no-iilií^ porco.
onuhkapo. dito. o-hamha^ rei.
olu-hapo^ seiva. omu-hamba, canastra.
e-lombc^ chefe.

17. OusnRVAÇ.vo. — Ha comtudo alguns nomes que nao


mudam de signilicação, embora mudem os prelixos. Kx.:

ondvoj’o^ oluyovo^ prima^^era


ouhv''L\ omuhvc^ chefe.

48. Cada substantivo deve pertencer a uma das nove


classes, e ter o prefixo da classe.

49. O numero dos substantivos, como vimos, obtem-se


pela substituição dos prefixos e não pela alteraçao do ra
dical (o prefixo plural toma o logar do singular):
DO. Tabella da classificação dos substantivos em nove
classes. (*).

r
Classes Singalai Plural Radical xemplos

ova nyu o>niml‘‘u pessoa; pessoas.


1 ( omu tate
I (o) ovo tate^ meu pae; ovoLile, meus pacs.
II I 0)1111 ÜVli ti omiitt, arvore; niiiiti.
í olll o>iiahi tu oliílii, corpo; [Link].
III olll oniaíu '. pya oliipyj, fo^o; oniatiipy^T-
ou omau ! ta ouly arma; mjiaiitLi.
IV 0 om uyombe cnpombe, boi; ononpowhc.
V e 0)Uã panpa cpjuga, amiço; ouilipjupa.
VI otyi ori pukã otyipiibii, coisa; ovipuka.
Vll oka 011 lonpeso okjlon^cso^ pequeno ensino; oit-
ioupeso.
VIII nku oma livi okiilnn, orelha;
puka papiikã op<>'í n este ponto.
IX ■' ku
I iiiu

exactidão, o
(') Seria muito interessante poder determinar, com
sentido e valor dos ditierentes prefixos, comprehender quaes os prin
cípios ou leis intellectuias que presidira m á_ classificação dos sub
stantivos cm dillerentes classes. Tem-se emittido diversas hypotheses
NYANEKA 1?

ARTIGO II

Observações sobre cada classe


s
s 1."--Primeira classe (omu, ovo, ova)

D I. A primeira classe contem sómente os nomes das


pessoas, dos animaes personilkados e dos seres emprega
dos como nomes proprios. Kx.:
onuilwne^ varao, ovalumc. ' omiikwcndre^ joven, ova-
omukay^ mulher, ovaUtiv. , kwcudye.
oviukulii-, ancião, ovokulu- ■ omukainku^ rapariga, ora-
omiikon^o^ caçador, omlco- I^ kainku.
\ omuhihvcna^ donzeila, ova-
I hikipeua.
cmmlHta, pastor, ovankita. \
ou de seres consi-
D2. Os nomes proprios (de pes<íoas
derados como taes), não leem prelixo noniinal no singular;
o plural de todos el!es e oro cm vc/. de ora. Ex :

Hukii, Deus; orohttku hckidii- senhor, orolickulu


iale, meu pae, orolalc ;/te, minha mãe, oj'omê
ho., teu pa'c, oroho nyokü, tua mãe, orouyoko
fua. mãe d’elle, or diia
hc., 0 pae d elle, orohe
icribo., dona da casa, oi’o- Iara., companheiro, orolara
íembo hamukumbi., bemfeitor, oro-
manku, tio sacerdote, oro- hamukurnbi
maiikii tio materno, orohimi
harmmkjr^a7’o^ companheiro níi;i., ovelha, orona;}
mbeir.. tartaruga, ovombcir
inseparável (alter ego),
oroharmmkjv-aro kuliudi, setembro.
kiirala, agosto [')

nne não podem entrar no domínio sciemilico. _ Ünias são baseadas no


I methodo
svstema denominado d’obliicração outras n um
â losoPhico que procura investictar a or.^em d’essa [Link]çao. tc-
^ No üuc respeita á linqua nyanelca podemos dizer que i.
mos’uma\'Iasse^pessoal que não contem senão nomes de pessoas,
nntiríès ou seres personiliiadcs. 2"Uma classe de locativos que_Cüm-
nrXuide os noirTes de sitios determinados por uma prep()si9ao ou
^ '■ ● .Sn Hr* lo”ar 3 " Além d estas duas classes, hem deteu minadas,
postro 1,^ o de o a ^ p-andeza, no-
becTles 5." A [Link]^de desprezo. C.» Finelmcnte a

">"====1) ‘’"o“"LÍrr“mezes eu luas são estes: A lua que prineipia em


fi m d’auosto ou'principio de setenfin-o chama-se Am^a/a. As
seoucm-se por esta ordem: Kulindt. Kuhuhu Kayoyo J-l,Lmdj> a,
Kupiipii. r^duilüle. 73'i7,i/A-íííh; Aapepo. Pcpolnwiif, Kalorep i, An <-
7t?j'';-A’ií)jene.
ron. 2
i8 ENSAIOS i)E GRAMMATICA

Observações. — iv' Devemos notar que em nyaneka


são proprios muitos nomes que em portuguez são communs.
2.'“ Entram n esta classe todos os nomes de terras, si-
tios, etc.
3.‘‘ Filho diz-sc oínoiia, oiuvia; o plural de rmvene^ chefe,
é ovLimwoie.
A língua uyandca. assim como todas as outras lín
guas Bautu, não tem ^■ocabulo geral pai'a dizer pac ou mãe;
tem que se dizer sempre, meu, teu, seu pac; minha, tua,
sua mae.

ar>. Pertencem á primeira classe todos os nomes que


indicam a naturalidade de alguém. Ex.:

Omulupolo, habitante de Li/polo^ Fluilla; pl. ovalupolo.


Ormnilkmubi^ habitante de Nlkuíubi^ Humbe; pl. ovan-
Ik umbi.
Omuuauo^ habitante de Anz/o, Nano, (districto de Ben-
guella).
Onuinpambivc^ habitante de Ngambive^ Ganibos; pl.
ovaugambwe.
^ 2.'’ — Segunda classe (omu-omi)

pq. A’ segunda classe pertencem ‘os substantivos que


designam arvores e objectos diversos. Ex. :

omuii^ arvore, oiiiili omulyila^ cauda, omilyila


omuhoko^ matto, o}iiihoko omunyi)io^ garganta, omi-
omiitenya^ secea, onuleuya nyino
omukanda, carta, omikauda owi/piudi\ barriga da perna,
omutemo^ chamma, ornitemo omipiudi
omiihe^ provérbio, omihc omuhrc^ cabeça, omihvc
omulola^ valle [Link], omi- omuvalo^ vestido, omivalo
lola omutuna, coração, omilima
omulungii^ bocea, omiluugii
% 3.‘> Terceira classe (ohi, oht, ou)
55. A’ esta classe pertencem os nomes cujo prefixo do
singular é o///, o///, o?/, e cujo plural se fôrma antepondo
orna á ultima svllaba do prefixo singular. Ex.:
olukembe. creança, omalu- olnsoke^ pensamento, oma-
kernbe lusoke
olurnono^ thesouro, ornalu- oliirnp’oki\ somno, omatu-
rnono rnp’oki
olnníugii’, hoaxoyrnalimingii oula^ cama, ornaula
NY.\N!:KA ●y

oiranpa^ veneno, omaivanpa olupan du^ agradecimento,


o})’iki\ mel, omawiJn oíiialupaudu
olwambo. segredo, onia- oluhoka^ unha, omaliiJioka
Iwambo ou onohoka
olufivo^ copo, omalufiro ouvera^ doença, oniauvera
oliiviuda^ desgraça, omalu- ou onombera
riíidci owrala. sedição, nmaivala
owãto^ barco, omaivalo

OusKRVAÇÓES. ^ I O [Link] o//, em muitos nomes,


●denota abstracção. Kx. : oimene^ grandeza.
2.'* ()liihi/ki\ cabello, faz no plural onoJuiJ>'i\ oli/palipcos-
tclia, ouotnp^ali; olunpembya^ dòr, ononpambvci.

S 4." — Quarta classe (ò-ono)

56. E’ a classe que tem maior numero de substanti


vos; designa seres animados e inanimados. Ex.:

-ombuuga^ familia, ouombuu- ondenge^ irmão, onondenge


omp‘-augedyn'\í\^onomp''ange‘^
ombwale^ ancião, ouomlvvalc ohika^ matto, o)iohÍka ,
ondaka^ palavra, oiioudtika oiik'-ava^ machado, ononfâa-
omp’widú^ montanha, ouo- va
mp'-unda ombipa^ cão, onomhwa
ombiya^ panella, onombiya onJkombo^ cabrito, ononk'’0'
onk''iuyi^ príncipe, ouonlkd- mbo
nyi ombambi^ gazella, onomba-
onyiki^ abelha, 0)}0uyi]:i mbi

Nota. — O plural de oügano^ adivinhação, é onongano


ou olufígauo.
§ 5." — Quinta classe (E-oma)

5y. N’esta classe entram também diversos nomes, que


●designam coisas inanimadas; raras vezes seres animados.
Ex. :

<.’i/mbo^ aldeia, omciiimbo epa/a^ casa, omapaia


eiho^ olho, ornaiho euyana^ rio, omanyana
ewavcro^ sacramento, orna- e/ifjibci^ corpo, <'matimba
ivapcro eiemn^ enchada, omalemo
enima, anno, omanima eternba^ carro, omatemba
clongo^ povo, [Link] eiik^-ipci^ osso, onianlyipa
epn, dente, omayo cliaugciliLi, demonio oma-
èpanga^ amigo, amapauga kangalila
■elakcí^ lingua, omalaí:a eoiiga^ zagaia, omaonga
20 ENSAIOS DE GRAMMATICA

58. O prefixo c, oma^ alcm de ser prefixo de nome, é


também prefixo dos augmentativos. N’este caso, occupa o
logar do prefixo em toaas as classes, excepto na 2.'* e
em que se antepõe á ultima syilaba dos respectivos prefi
xos. Ex.:
Klume^ gi'andc homem, omalume^ Emuii^ Engombcy
Epiika^ elulu. ciidyamba. ekwendye.

§ G." — Sexta classe (otyi-nrij

5p. O prefixo o/r/ da sexta classe designa principal


mente coisas; ha comtudo alguns nomes de pessoas que
também entram iVesta classe. Ex.:

clj'ipwidi\n-]imsXvo^O}’ipiiud! o í yimba n d a, curandeiro,


o'lj'wyama^ animal, oin- ovimbanda
nyama olyikiiua^ planta, < rikitua
ciyilnigo, paiz, udlougo olyiringa^ trabalho, ovivi-
oirihcmba^ remedio, opí- nga
9 liemba üiyipalc^ eira. ovipah
oljipahu^ gafanhoto, o;'i- otyilele^ carga, oriicle
palui olyihi, passaro, ij'ila
cíyipiln^ festa, (vipüo 0 iy i mp''mu ba, sobrinho,
viyimp''ulu^ ladrão, ovi- ovimpdiruba
■mp''ulii

6o. Estes prefixos olyi ovi empregam-se, em alguns


casos, como prefixos de [Link], [Link] ao radical
dos nomes, excepto nti o.‘‘ e q.'* classe. N'esta tomam o
logar da vogal inicial dos prefixos. Se á ideia de desprezo
quizermos ligar a ideia de pequenez, abai ;dor.o, aceres-
centa-se ao prefixo (dyi a partícula lu. Ex.:

Omidumc^ olyilumc^ pequeno homem, ovilmne.


OtJW-nEi/mbi^ olyinEumbi^ habitante tão dcspresivel do
Humbe, ovinEurnbi.
Ormili^ olyunuli ou olyili ou olyilumuli^ miserável, pc-,
quena arvore.
(Jngínbe^ otyingombe ou < lyuuug(.mb(.\ orilinigombc.
Ombwa cão, olyimbiva^ oriiiibira, aiyilumhjva^ ori-
lumlnva.
Olyipuliu-puhií^ olyihipuhupuku. pequeno vadio sujo.
Omulie^^ olyimuhc^ olyilimnihc^ i rihimube^ pequenos pro
vérbios insignificantes.
Olulit-, olyiluíu^ oriliili!^ etc., etc.
NYANIIKA 21

OaSERVACÕES. — I. As palavras olyoto^ altar, olyari^


favor, teem b plural irregular: mnlyoto^ ovilyari.
2 Olyita^ no singular significa guerreiro^ no plural sol
dados guerreiros (guerra).

§ 7”—Sétima classe (oka-ou)

üi. Na setiiiia classe, com o prefixo oka^ entram os


diiTiinutivos. Todos os substantivos pódem sei emptega-
dos, no singular, com o sentido diminutivo. Para isto basta
trocar os seus prefixos por /ií7, excepto nos da c 3.^
classe, em que oka toma o logar da vogal inicial. Kx.:

o-munwe^ okaminuve. um pequeno dedo.


o-mulela^ okamiilela^ um pouco de manteiga.
o-m 'Jia, nkamona^ ou okcuia^ filhinho.
olyi-hemha^ »kahemba^. pequenos remedios.
o-ndakã^j okandaka^ pequenas palavras.
o-mbn’L\ okambipe^ oumlvpe, i^equcnos cestos.
olu-kuhi, okalukuhi, oídiikiihi, pequenos sopapos.
oíyi-hima^ nkahima., mihima^ um pouco de pirao
(comida dos indigenas).
o-niougivci^ i’küfUoug)Pd^ um pouco de sal.
edipe^ nkahpe^ um pouco de cinza.
o-Jionde^ okaívmde, sangue.
e-longeso^ okaUnigef^o^ oulongeso^ pequenos ensinos
- ou licáo.

Nota. — O uso ensinará quaes são os que se empre


gam no plural.
I 8.“ — Oitava classe (okii-oma)

62. Fazcili parte d’esta classe todos os infinitos dos


ver'bos, tomados substantivamente; o uso ensinará quaes
os sLibstantivos verbaes que teem o plural regular. Substan
tivos, prop riamente ditos, hamuitopoucos n esta classe. h.x..

okiiim, orelha, omakutnn okuringa, trabalhar, oma-


ou omaíjvi vinga
okulo^ perna nmakulo okuvya^ comer, omakurya
okiivüko^ mão, omavoko
g qo _ Nona classe

63. A ultima classe contem os prefixos chamados lo-


calipus.
22 MNSAIOS DK GRAMMATICA

lAStes prefixos síio invariáveis.,


pa indica proximidade e pôde traduzir-se por d, junto
de
kii designa movimento
rnu referc-se á idea de dentro, em etc.

64. A palavra subentendida, com a qual concordam,


parece ser a palavra archaica, coisa, que existe ainda
na locução papuka ipo^ n'cste ponto, n’esta coisa.
Podemos consideral-os portanto como verdadeiros pre-
iixos nominaes que podem íormar pronomes, etc. e ser em
pregados como sujeitos ou complementos, tendo assim con
cordância Obrigatória. Kx.:

iVPoh{ muna (e nao kuna ou pena) orneim. Na terra ha


agua.
Apa p’(.ntere )X‘umho pena omili^ ahi, perto da casa ha
arvores.

65. Assim, o radical ohi (terra) fôrma com os tres lo-


cativos/>n, mu os tres substantivos locativos p'ohi. k’ohi.
7n ohu que nós traduzimos respectivamente pelas locuções
ad\erb;aes s hvc l? terra^ na terra ou no fundo da terra^
no interior da terra.
Da mesma maneira, prefixando o radical eulu (ceo), ob
temos p’eulu., Ideidu., ineiilu., no ceo, ao ceo, dentro do
ceo.
Quando estas palavixts o/n, eulu., diversamente prefixa
das, são sujeitos do verbo /n?, ter, não podem ser consj-
deradas senão como nominativos.

ARTIGO II

Dos nomes proprios

CG. Nome proprio é o que convem a uma só pessoa,


familia ou objecto. Kx.:

Nomes de pessoa: Xehora., Mlnrale, Pupula.


Nomes de familia: Khvanerra^ FJnvanyoka.
Nomes de objectos: Lupohf Trihita, Tyatena (terras),
Pep<-linene (junho), etc., etc. ' ’

67.
/ Indicam um attributo particular, uma qualidade
especial, uma circumstancia, ou coisa personificada. Ex.:
NYANI'KA
23

; Komaleva^ na caverna (nas


Endi-ngo, pessoa preta
Nkari^ criminoso ceu ahi)
■ Mbiimba, medico novo.
Nang lo ou Np-do. zebra
Kandimba^ pequena lebre Xdiinibii^ leão
Tj'üiena^ terra dura , Piiyiila, do vovho okupupiila
Kafiila^ muito ardente i (procurar)

artigo III

Dos nomes colle?tivos e aljstractos

68. A liníTua nyanaka tem nomes collectivos e abstra-


ctos ● estes últimos'formam-se de diversos modos como se
verá’no'numero segumtc.■ Kx. de nomes collectivos:

Oim-ala, povo-, epomia-iüub , povoação ^ (.unyama, am-


maes cle caça; c/ubamba^ rebanho; olyiloíiibo^ acampa
mento; ombwipa^ [Link].

6c). Os nomes abstractos formam-se principalmentc


com”o prefixo o;/, anteposto ao radical da palavra, bx.:

opa, bonito; owva^ bcllcza í1 uympí-, muito; oiniyiugí-,


nene, grande; ounoic^ gran- multidão (piiblico)
deza ounialawa^ bondade
hamba, rei; oiihamha^ ami- ● oiikalanpi^ escravidão
sade cwilrulmipu,arte de ferreiro
kulu^ velho ; oukuhy velhice I (.utalala^ frio
hayo, pobre; oiihayo, po oiií: ug- , arte de caçar
breza o//^'c'rn, doença

70 Outros ha também que se formam de prefixos.

e Ex.: Elimie, a genei'aiidacle dos homens.


E/rar, a generalidade das mulheres.
Ekamo^ virtude.
●7 " olit Ex.: Ohikipeudye, a generalidade dos rapazes.
Olukaiukii, a generalidade das raparigas.
Oluna^ a generalidade das creanças.
Olwembya^ compaixão.
3 ° o/rfEx.: Olyinep», (okunepa) casamento.
Olfiiumhio (okulinnina/^ mandamento.
outros substantivos verbaes^
71. O uso mostrará os
tomados como abstractos e que se aííastam d'estas regras.
'^4 ENSAIOS DE GlíAMMATICA

Ex.: Omuui}:o (olnnuka)^ cheiro: omulombo {oJcutnmba}^


desprezo; oujccildo {(ditkala/. estado; eeudchk'»^ curso, an
damento; erililü. sciencia.

Nota. — O verbo no inlinito é algumas vezes empre


gado como nome abstracto. Ex.; Okup-^pya kwope, o teu
lallar.
ARTIGO IV

Dos nomes derivados

72. Em geral os substantivos derivam dos verbos, e


formam se, substituindo a partícula okii do inlinito, pelos
prelixos especilkos da classe a que deve pertencer o novo
substantivo derivado.
A ultima vogal do radical muda-se algumas i'ezes cm i
para designar o sujeito que pratica a acção expressa pelo
verbo, e outias vezes cm o para designar o instrumento,
logar, ctc., relativamente á acção.

7a. 0_ radical do verbo presta-se pois para a deriva¬


ção de muitos substantivos. Ex.:

oku-imbú. cantar 1 omu-pdh\ homem que cobre


(mii-!ffibi\ cantor ; olyi-pato^ coisa que cobre
o/y-i?)ibn^ canto (tampd)
oku-yeveya^ tocar os folies
I oku-paiipa^ concordar
omu-yei>t>yi^ foiieiro I epauga^ amigo
omi-yeveyo. folies ou-pauga^ amizade
oh-u-pala^ cobrir

Da mesma maneira por ex.:

Oku-lonpa, ensinar; omu-loiipi, mestre; ondonpa^ lição;


eloiípcso^ ensino; clonpero^ aula, logar onde se ensina.
Okukula^ crescer; ckula, companheiro de infancia; kii-
landye^ companheiro velho (antigo): Qiikiilu^ velhice.
Òkwiliíka^ emigrar; o/yiliika^ emigração, etc.
ARTIGO

Dos laoires compostos

74. Estes nomes podem formar-se.


i.° De dois substantivos. Ex.:
NYANFtK.V
25

Omukali-umbo, habitante da (omukali, eurnbo).


Onoudin<:çã-pin\ malfeitores (ondm^-a omvi).
Munc-finidanga, encarregado da polvora (-mí/ne-o/»-
ndànga). .
2.“ De um adjectivo e de um substantivo. íyx..
Otvihumbiva-pala^ uma cara que inspira respeito
'(olyipala-otyihumbjva).
Onfhia-ugongo, uma collina áiM'íx{ongongo oiil ena)
()mukulu-iii’ii^ uma pessoa velha (omunlu ● mukulu).
3." De um substantivo e de um advérbio. Dx.:
Onk’alad:aii\ medianeiro (okukala mokali).

75. Nos substantivos compostos, é o primeiro que levao


o prelixo da classe a que pertence; o segundo e apenas c
rsdical. Ex.: . . . . ●
Opinene-piika, as grandes coisas (ovipuka opinenehono-
Oraika-ndinige^ os anciãos prudentes (ohipiha''
ndinipL’). imprimir ou gravar no espirito
artigo VI
De algumas irregularidacles de genero e numero
nos substantivos

76.
/ Na lingua nyancka não ha propriamente oeneios
para indicar a dilTerença de sexos. Assim: Omona designa
lilho ou lilha. . , ,
Para conhecel-os, empregam-se as partículas
macho, kay, femea, ina, mãe, ligadas ao radical, ctx.:
Omukulu, velho; omukiilukaj', velha; Oifila o/j ilume,
passaro macho ; otyila olyikaj\ passaro femea; ouciwne
onk-ane^ bezerrro; onfanc-ina^ bezerra.
designam
77- Hn comtudo alguns substantivos^ que
exclusivaraente a dilíerença de sexo, taes sao:
Omiihnne, homem; omukay, omukwendye, \ ^-
paz; omukainl'11, rapariga; ekivandamholo, gallo;
gallinha; onguluve, javali macho; olupange, javah femea
78 Ha substantivos, alem dos nomes abstractos, que
se usam só no singular; outros que se usam principalmente
no plural; outros que teem o plural irregular.
Indicamos aqui os que ainda nao figuram nos exemplos
precedentes. O uso ensinará melhor os restantes
OfiPã, pesca; euaugo, preguiça; ojp-nçg-o, cólera, ono-
ndyeri, barbas; ononldono^ forças; oiihona^ riquezas, ou
nank’enda^ misericórdia; ouliindilo^ oriente; oimaa/mFa,
26
ENSAIOS DE GRAMMATICA

bondade; oi/mpip'iliki\ maldade;, 0//7’/, o mal; oinva. o


bem; ’ -
wn’/ ; oundaugu, insensatez; un-
herança; oiiholokolo^ vacuo ; oundiarivariya, cruel-

lelicidade, ouonknpi, lenha; ovirya^ mantimentos; o}mi7>ono-e-


Omaha, sorgho; ononpeiida, viagem;
o;7ia/7»cf;, victima ; omahpcnyonpa, horror; ouombi, legu-
nies, omavele, leite; omalurya, innocencia; oluraudya.

ARTIGO Vlli

Da concordância dos nomes pelo genitivo

79 Já vmios que a concordância das nahuTas entre si, í


N'este artigo só Ta liaremos da
“'d'"”™ (o

8o,
A concordância genitiva obtem-se pelos nrcfixos
pronominaes seguidos da vogal n que ' e propriamente a
vogal d esta concordância.

8i.
ticLila Observação.- Km todas as línguas I^aiilii, a par-
QPcci característica da relação do genitivo ou do pos-
P''^‘l^o,P''Oí‘'ominal do uomeu 7'epcms colioca se
onTnh a qual SC combina. A expressão
ojidahaja Huíai pode traduzir-se litteralmcnte por- a pa
lavra que (é) de Deus. ^ ^
82.
---- A vogal a combina-se com os prefixos do ohfedo
possuído (primeiro nome); mas o prefixo ou a|particula de
concordância ha de ligar-se ao possessor (segundo nome).
Ex.: °
Olyi-puiidi iya Tale, o ministro de meu'pac ; o/r//a
ij'omiihp'[Link], 0 passaro do rapaz.
As particLilas de concordância lya, tvo, são os nrefixos
do primeiro nome. ‘ '

83. Convém notar


que a vogal a da partícula de con-
cordancia só vem
expressa quando o nome do ,possessor
nao tem p'-ehxo, o que sempre succcde nos nomesj proprios
ou tomados como taes. Em todos os outros c casos, a parti-
cuia a eiide-sc. Ex.:
Ougombe ya tate, ü u boi de meu pae; ombila ya ku-
lindi, a chuva de outubr
,. , ,c clombc, a arvore do
chefe; ondeugef(a) omukaj-, o irmão da mulher.
NYANIÍKA 27

84. Eis a tabella dos prelixos de concordância:

l‘r('li\os 1'rHiios dp ! k\hh:los


nniiiiiiiii's eoiiciirdatirin |

omu \va otiuíliaj' ivotyilouffo


(o) ya hckuht ycinubo
ova, ovo va ovotcitc VLWuia íiribu)
omu )]'ã oimiti n’ühil;a
0)UÍ vya omikanda ryovaiia
olu íwa oliilu hvoiyinviviia
oln tu’a otiipvin l)VJ hc
ou )1M niilà )vepang j
oma a o)nai}yina ci mè
0 onlrombo yn nnvene
pata
ono uiba nnongoinbe uib.i himi
e rya em-utya ryoi}do)}gi
otyi tya olyiíuinino lya Hiibn
ovi vya ovir yci vycpya
oka ka ukana ka nyuko
oku kwa okiivoko kivepanga

85. As palavras do, da, dos, das, entre dois substan


tivos, podem significar posse,, e, ifeste caso, exprimem-se
pelos prefixos de concordância, como fica dito.
Podem significar também /og'ar, ong'em, relação; e
então traduzem-se pelos locaiivos pii,, kii,, m//, que se col-
locam, como infixos, entre o prefixo de concordância c o
substantivo. Ex.:
Ombambi yotikohika,, a gazella do mjitto;,
OvirikiVívnbero vyokii Hiiku,, as orações a Deus;
Omiti vj'op’enyana,, as arvores (perto) do rio.
ARTIGO Vlll

Do vocativo e da maneira de coordenar entre si os substantivos


tirando ao
86. O vocativo (nome chamado) obtem-se
substantivo a primeira vogal do prefixo. Ex.:
'Miink-u wanpe, meu homem!
Ndeufçeja mè! Nongombe mba he!
Muimmiwe (ãloiia irauge) meu filho!
87. Os'substantivos coordenara-se por meio da con-
junccão na.
Òufoka nombeir,, a serpente e a tartaruga.
Onlãapi n’engalanga,, 0 tigre e o lobo.
OnonVengele-popya ipomihe., as parabolas e. os piover-
bios.
28 ENSAIOS DE GlíAMMATICA

Omhuto n ononl''emo^ a semente e as flores.


Ononyiki n'onnki^ as abelhas e o mel.
Oudaka ya late ua mè; he na lua^ etc., etc.
88. Exercícios.
Oniunkila
ivonon^ombe mba late^ o pastor dos bois de
meu pae.
_ Ovakono-o i’otfilongo tya mê^ os cacadores da terra de
minha mae.
Omuvalo n>a nyoko^ o vestido de tua mãe.
Omiti
nya mmene meumbo^ as arvores do chefe da al¬
deia.
Ononkemo mbom’ohika^ as ílôres do matio.
(^ila wa ho yepanga^ a espingarda do pae do amigo.
(^napaugã a bamba, os amigos do soba (regulo).
Oluhapo Imomiti jyop enyana, a seiva das arvores do rio.
üliipya lwom''oiyiwo, o fogo da cosinha.
Onougombe mbombivale yeauda, os bois do velho da
tribu.
Eterno rya tembo yotyilongo, a enxada da dona da
terra. ' '
Ovipundi vyombnnga, os ministros da familia.
Omhemba vyovavey vonieiimbo, os remcdios dos doentes
da casa.
Omafwo ondyopo, aS folhas da primavera.
^napanga a HiiJpiyok hulu, os amigos do Deus do ceo.
_ Omahipululo ok onlmko youye, as narrações do prin
cipio do mundo. ' ' ^
Embumba rjok"ombala,o novo medico da residência real.
ARTIGO IX

Do artigo

_ 89. ^ Na lingua nyaueka não existem os artigos definido


c indefinido. Os substantivos são definidos ou indefinidos,
sem
que nenhum signal phonctico o indique. Oymniku, pes
soa,
soa significa, conforme 0 sentido, a pessoa ou uma pes-
. Quando queremos determinar melhor um objecto, po
demos-seryir-nos dos demonstrativos d, oiv, etc. Ex.:
Onofujiva ombu mburinga ó mbange, estas gallinlias são
as minhas.

OiBsERVAç.Ão. — A vogal o dos prefixos nominaes pôde


duma certa maneira ser considerada como artigo defi
nido. _No vocativo não apparece esta vogai ; nos nomes
proprios também não, como se ve em Huku, tate, tava,
etc., emquanto que em geral acompanha os rnomes com-
NYAKEKA -9

muns. Accresce ainda que na [Link] genitiva, a vo


gal a (partkula da concordanciaj cede o logar ao o que
parece ser a particula—vogal ou artigo. So na quinta classe
é que se muda em e; em todas as outras conserva-se o
<r 0 ».
CAPITULO QUINTO
Do adjectivo

artigo I
Adjectivos qualificativos

90. Ha na lingua nraneka, relativamente poucos adjc-


ctivos qualificativos propriamente ditos. Collocam-se quasa
sempre depois do nome, com o qual concordam, tomando
o prefixo nominal. Os que concordam com os nomes
da 3.'“ classe só tomam a primeira parte do prefixo.

9>- Os principacs qualificativos são:


Ixjjfãvo^ outro. encarnado
■jva^ bonito
vi^ mau pombo^ gordo jUe, novo
lutu, pequeno hehi^ de pouca
supi^ baixo
arande
nene 1 o iiponga, branco importância
nlHkopey, preto ndiiuda^ nume kulu^ velho
ndurnbii ^ ama- roso
rello /e, alto

92. Tabella de concordância


« os substantivos
dos adjectivos qualificativos com

Nomr Ailji‘cli'n
'lllAlilUáO

omu-lume ; oimi-siipi homem bnixp


(n\i-nl'u ora-v’a \ homens bonitos, bons
omi-ti omi-le \ ;ir\ ores compridas
olu-j)vo olii-tulii ] copo pequeno
olu-pya otii-nene logo grande
ou-ta onni-pe í espingarda nova
omau-la ovui-hulu I espingardas velhas
o nPikovey \ panno preto
o-ngmro
oua-nginvo j ouo-ngonga pannos brancos
c-tolo ' c-vi buraco mau
casas numerosas
, ovhi-uyiupi
ferida nova
olyi-piite olyi-pc
ori-làlo ovi-ndundã pontes numerosas
oka-mbolo oka-nilu pequeno pão
oku-)voko‘ okii-lc’ ma" o comprida
.IO
ENSAIOS DE GRAMMATICA

Observações . — i .●'* Os nomes prelixados com ou pedem


as vezes nos adjectivos o prefixo omu. K X.:
Ouyaptüxú omuneiie-1 p rande santidade; ouhouba omwva
pequenos 'emedios bons.
-t ^'i ad[ecti\'os que concordam com os nomes da
4 .'‘ classe, transformam-se conforme as regras phonetica s
indicadas (27).

o}LÍalx\i ougwa^ palavra boa ongov onde^ barbante com


ohaniba ompe^ rei novo prido
ongombe onk‘ulu^ boi velho onguwo oulruhu panno en
ofigoma ont-utu, batuqu epe carnado
queno. ouJraiio ombi^ maldição
ombuto ouibi^ semente má

3. Nas senteiiças e provérbios, os qualificativos prece


odem qs substantivos. N este caso o nome dá ao adjectivo
prefixo e conserva só o radical. K X. :

ojikUdu-kar^ vacea velha 01'indimda-puka coisas nu-


02>ikulu-lila^ antiaos
!r> cami- merosas
nhos.
ont ‘ete-mbangi^ primeira tes
oiiouk'uIu-udva^ comidas temunha
velhas oyuukuhi-li, uma velha ar-
ononlkiilu-ndáka^ antigos vore
pleitos oripe-rva^ mantimentos no-
ovhiene-puka. grandes coi . vos '
sas
otj'de>ua-puka^ coisa de va
iionk'-uhhhamba^ velhos reis lor
oruakulu-kilii, antigos dra Lm vez de onkíiy ouJdulii^
gões 01’ilila orikula^ etc., etc.

93. A falta dos adjectivos qualificativos suppre-se de


differentes modos. ( ')

i.° Por substantivos juxtapostos. Ex.:

onombauga-iviliihi^ malévo j o)nuhepi\ pobre


los ojiuila-lume^ considerado
omuhoiia, homem rico : ondalawa^ justo

(') Oá animaes disimguem-se pelas cores, fórma dos chifres, etc


D esta maneira cada animal tem um nome adjoctivado. Eis como cu
riosidade alguns d estes qualificativos. Ongonga. branco : nkHihii en
carnado: [Link], que tem chifres curtos ; ombiilu, mocho.; ondrilov
preto; olydu^ cor de cinza, etc., etc. ● -z j i
NVANEKA 3i

ondupirupi^ mau olrirura^ mollc


omulendy manso ondyandyi^ de caracter ale-
oudirah\ de mau gemo gre
ondungã-hnne^ instruído ongunguma)\ discreto
o;iídcngc prudente omiilaj’aih\_ obediente
oníoli^ enfermo oudambci^ insensato
okapeiijiíiigu-, que gosta de ondyaíifanya^ cruel
bebedeira omponya-mponya^ mallo-
onuiniu ekota^ rico grado
onip iiki-i velhaco. on^ombe omp’olondondo^
omulindi. esperto l30Í dos maiores que possa
haver
olyimonya^ preguiçoso
ouiutíilalwe^ pouco intelli-
gente

2." Pela preposição »a, com, precedida do prefixo no


minal e collocada antes de um substantivo. Ex.:

omuna-nk’ono^ corajoso ondema ona-miveuyo^ vacea


nova viva
ovana-nyingü^ vindicatiyos
omun -empinya^ hypQcrita omaivapero en-evelu^ sacra
mentos salutares
omuna-tyilongo^ indígena
omuna-lyilalatima^ pessoa
grata

Nota. — A preposição precedida d’um verbo faz as


vezes d’uni adjectivo. Ex.: ●

Uluvasa n orwvenyo^ elle nos encontra yivos.


i 'akondoka liokiveriponda^ voltaram tristes.

3.'’ Pelo genitivo,isto c, pelos prehxos prenominaes. Ex.:

orjuikay ivonyengo^ mulher oweva ank'ala^ agua (de ca


colérica ranguejo) clara
ombvale yomakamo^ ancião ohamba yoíyihilikiuya^ re
virtuoso gulo intratável
ohambayotyitovi^ rei severo omunku wohitiiyelu homem
da nossa (carne) cor

4 Pelos verbos nas suas diversas fôrmas. Os adjecti-


vos verbaes tomaiin ii’estc caso os prefixos verbaes. Ex.:

oyniihvendye jvakula^ rapaz ovirya vyapya^ mantimen


crescido tos maduros
oiidyila ravyuka^ caminho eiva ryaya^ poço fundo
direito
ENSAIOS DE GRAMMATICA

eiho riüü;]var^ oliio são I omuuku jvolnnyóla^ homem


omiví upcpa^ raiz doce humilde
eumbo ^yal^okovLila, aldeia oririnpa idpwiya^ trabalhos
importante í penosos
ovipuka virikalele^ cojsas j ovuiyama mkola^ animaes
diversas I fortes
omona irapuha, filho inal- j cJ^aiiPii vahnigukã. pessoas
creado I espertas
omakala atokota, carvões ond_]'ambi yatamo^ honorá
quentes rio conveniente
oij‘int‘iki irapupula, noite ■ oinera atenda, agua fria
escura
1 . okiihipupiila kupepa., narra-
ohainba itenda^ regulo cle çã<; agradavel
mente omafiVQ atalaia, folhas fres
eiva ryakciuk‘a^ tanque so- ' cas
cegado ' okiirj'a ku'apola., comida ar
okawbiya kaníy'a, panelli- ■ refecida
nha quebrada I onoul'‘índi mbap)-a.j fruetos
ondyala yalula ale^ fome | maduros
terrível'
I o/nona wateíira- nau-a^ filho
ominü‘11 ulihva^ pessoa te bem educado
mível
oiyipuka tyokiimonwu.,coisa
visivel

5.^ Prefixando o radical- do verbo com os prefixos no-


minaes, obtera-se também adjectivos qualificativos. Ex.:

Omp^epo OndyapuU., Espi- i ombalisirnn oudyapiiJ:}^ ba-


nto Santo | ptismo sanctilicante
o l ya ri otyiyapidy graça ckandti eipay. pcccado mor-
sanctificante j tal
o?nakandu oniaipa)'., pecea- 1 onndkari cnondyipay., pec-
dos mortacs ' cados mornaes
ond)\y oi!í1]'i}i'e., chefe cie ■ oDhikandu (■[Link]. pcc-
guerrilha conhecido I cados capitacs ’

6." Pelos advérbios precedidos da fórma gaiilira. Ex.:


Omukanda wpalie., livro recente : oinnlie in k< hale. pro
vérbio antigo.

7.” Einalmente por idiotismos. Ex.:


Tiikalii cmatlra omateudi., somos felizes:
ypanga om onougiveíulv., amigo intimo:,
Ovilenga n'omamauga, olfertas intactas (aos espiritosí;
onganga iyola-j'ola., envcnenadoi' sempi'c alegre;

I
oo
NYANEKA

omuni'‘U jvciriugti oumbulu-mativi^ pessoa incorrigível;


onl‘-umbi pyó^ confiança inteira;
omutvila fpangombe, h}^pocrita (cauda de boi);
ofufwayavi notyari^ gallinha generosa;
p'omp'-anguj'ajira ompepo, n'um logar delicioso (onde
sopra vento fresco). ^
ARTIGO 11

Do comparativo e superlativo

94. O comparativo de egualdade exprime-se pela par


tícula nga^ como; ngel/i^ assim; ou com o verbo okurifjva^
ser egual. Ex.:
Onk'-ombo yanina ng'ongi^ 0 cabrito é tão gordo como
o carneiro.
Ombiva yove n^óyange mbuvifwa^ 0 teu cão e o meu
são eguaes.

g5. O comparativo de superioridade obtcm-se com


adjectivos ou verbos que designam superioridade, como
okupiia^ exceder: okiipona^ vencer, etc. São sempre segui
dos da partícula vari. mais. Ex.: '
Oiyuva 7’ari okiiya kimo^ é melhor vir aqui.
Ondaka ya mê yekulúpiíwe 2>an\ a palavra da minha
mãe será mais deliciosa para ti;
Vyoíyoíyivi pyakolela pari^ as verdades são mais for-
tes.
Vaholako cpiipulu alyipono 7’ari oíyitey^ gostam mais
das trevas que da luz;
Ekota yyapitã pari elopibe, um negociante rico é mais
do que o chefe.
»
Observações: — i.'"' Irmão mais velho diz-se omukulu;
irmão mais novo ondeuge. Ex.: Pn’ontn>'e pcpari ore omii-
kulii^ de nós ambos tu és o mais velho.
2.“ E’ muito melhor, seria melhor, traduzem-se por ohe
vari^ ngeno ohe.
A expressão elyi tyapEa pari póde significar o que
é melhor, o que é pelor, conforme 0 contexto.

96. O comparativo de inferioridade exprime-sc tam


bém com verbos que denotam inferioridade. Ex.:
Ouongombe mbange kambupiíi mborc^ os meus bois não
egualam os teus.
Otiipya iipenyi katukola rari Eokupona lipònijp‘-e., a
vossa religião não vale a nossa.
FOL. 3
04 1::nsaios dií: [Link].v

(>7. O superlativo absoluto forma-se :

I." Reforçando o positi\'o com os ad\'erb;os iniene,


muito; uneiic-ucue^ summamcnte ; luri. muito-
muito, extremamente; n/e, muito, de muito
tempo. Ex.:

Ore ominva unenc. tu és muito bom, formoso.


Mivene irelii i/kola imene-uene^ o nosso chefe é pode-
rosissimo.
('Jlyimbanda tralnnida uari. o feiticeiro estd muitissímo
envergonhado,
Oi'e lísuka l;alyihama-ale? Tu pensas que não é muito
doloroso.
Olvipuudi otyikola-ate, o ministro rico ha muito tempo.

2." Duplicando o radica! do positivo, ou antepondo-


lhe a partícula na. Ex.:
Omuli omide-fiwle., arvore muito alta.
(Jj'iloiifi'0 orincne-neuc ou oriuanene. terras immcnsas.
()lyàvera «tyinauene., uma caridade summa.
}-'.manya cneue-nene ou cnaucne., pedra enorme.

C)b. 0 superlativo relativo obtcm-sc fazendo sobre-


saír o positivo aílirmando que elie é 0 maior entre to
dos. l->x.;
\\\vasa olmnono obniene k'omaJnraro. encontrou uma
fortuna (grande entre as outras} /. é. a maior.
IVapolapo enenc lyalyo p omaJ:n'aro. entre as outras
(pedras) tirou a jnaior.
S'ouhaiipora ehanpora., entre os pequenos marotos é
(um grande) o maior.

9p.- Os tres graus de cignificação podem formar-se


assim:
()mwra., bonito; Ginim’a mais bonito; omiura-
miuva. muito bonito.
Omule., comprido; omnle ran\ omiile-mulc. etc.

OnsERVACoES. — i.'‘ Já vimos (:8i que os prehxos e,


oina são os prelixos augmentativos, de superioridade. Ro
dem também prefixar os adjectivos como : cndalawa., emu-
[Link] justo; cndyapuki., emimdyapiii-d, santo.
2.^ Admos também (5o) que o prefixo oh'i emprega-sc
NYANEKA OD

como prefixo de desprezo. Muitas vezes signilica excellen-


cia de pessoa. Kx.:
Fu, rei, que go-
()]’c^hamhü^ Ijinvulci lui incinvouda: ^
vernas unicamente coir. as rugas de tua fronte.
'}']'ivclci uci lucho! I“ascinador com os teus olhos.

Nota. — A concordância rfestes exemplos, de\ia set


jtriritla. tireía.

^ Ha superlativos clássicos como: Huku Hama-


ueuc (okuhciuhvicua. dominan Deus de Mages-
tade \ omunt''íkcrcy! é o preto dos pretos!

CAPITULO SLXTO

Dos pronomes

100. A forma fundamental dos pronomes é o pronome


pessoal conjuncto, que não é senão o \ '■relixo pronominal
ha formas
das diversas ciasses. Para as i e pessoas,
cspeciaes. Todos os outros pronomes íormam-se do pro
nome pessoal conjuncto.

lOI . Chamamos aqui pronomes a certas palavras como


}wi’e. um, algum; íV'cJw. todos, etc. que, logicamente, de-
viaai ser ad^jectivos. Na lingua )n’cvid:a (assim como no
svstema grammatical Baniu) estas palavras, morphologi-
camente consideradas, pertencem_ aos [Link], pois sao
os
formadas pelos prehxos prorommaes, cmquanto que
adjectivos tomam os [Link] norninaes.

AUTir.O I

Do.g pronomes pessoaes


i.^ o
J02. Ha tres cspecies de pronomes pessoaes:
0 pro-
pronome conjuncto^ 2.'’ o pronome substanti\o: ò.
nome possessivo.

i yronorre conjuncto

10-'. Os pronomes conjunctos são ou sub)í>cl]ros ou


objeclivos^ e l;gam-se portanto ao verbo cojuo sujeitos ou
como complenicntos. No primeiro caso são prehxos aos
36 ENSAIOS DE GRAMMATICA

verbos; no' segundo sno geralmente ínfixos; mas podem


também, em alguns casos, occupar outro logar. Ex.:

I Ame ndyi-na ohun^'a^ tenho sede.


2 Onive mu-ua miongombe^ vós tendes bois.
3 K'(mgulohi ne-ku-moua k'epva^ hontem vi-te na-
horta
4 Ouonk'-ombo mbore hi-mbu-miveuc^ não vi os
teus cabritos.
6 Tiv-averey ovikutu ryeíu^ dae-nos os nossos,
fatos.
6 Onoiigi mbove ima-mbo? Tens tu as tuas‘ovc-
Ihas ?

N’estes exemplos temos os pronomes coniunctos sub]C-


ctiros ndyi (i), mu (2), ne (3), hi {4'), u (G), emprega
dos como prefixos; os pronomes conjunctos objcctivos ku
(3), mbu ('4). empregados como inffixos; iiv (5)’ como pre
fixo e mbo (6) como suffixo.

Observações.— i.''' O pronome conjuncto sujeito corres


ponde aos pronomes portuguezes eu, tu, eic.; e 0 pronome
conjuncto objectivo corresponde aos pronomes me, te, etc.,
2.^ O pronome conjuncto faz também as vezes dopro-
nome relativo. N’este caso emprega-se sempre a fórma
subjectiva, mesmo quando indica o objecto do verbo.

104. Vide tabella junta.

Observações. — A primeira pessoa incorporada-


no verbo como objectivo, sofíre as transformações seguintes:

i." Deante da vogal faz ndy. Ex.:


Ove undyi? conheces-me: ivandyàvera., deu-me; ka-
mivandj-imbukile? Vós não me conheceis?
(Verbos: o/ivrf, okivàvera., okwimbuka.)

2.° Deante de semi-vogal faz nd. Ex.:


Ove uudyevesa? Tu contradizes-me? iidyeke., deixa-me:
ndyapukisá., santifica-me.
Verbos: (okuyevesa., okuyeka., okuyapukisa).

3.'‘ Emquanto ás consoantes;


— Oh transforma-se em »/r‘. Ex.:
V^ty''upisa fokiihupisaj., saiva-me.
Xty‘'oleka (okuholeka), esconde-me.
104. TabeJIa dos pronomes pessoaes conjunctos exercendo as funcçôes de sujeito e complemento

Pessoas : j Sujeito Compl. Exemplos

I
SiujüitOH Uompluniciito

ame ikíví ndy iKÍvi-nii ohunga ove u-Pífr-avera t lu me dás


1
(m' n 1
(tenho sede) ;;.’popiley, íj-kw‘aiesey,jijudae-me
mb) \va-Jj;i-et!i, bateu-me
oni\v‘e tu tu lu-uiverti, obedecemos
ove u-/ií-yeka ? Tu deíxas-nos
u ku ü na c-hunga, tens |●azi^ o
ui-A'a-hüle, nós te amamos
/ onwe mu mu imi-na eumbo, tendes uma casa ndvi-?;ní-íandula, eu sigo-vos
omum‘u II mu u-laln )dormif ove u-í/u/diole
ovani‘u \'a ve ^ amar
va-lala 5 u-ve-hole
omuii ● u mu u-mena ) crescer ove u-;moteta | cortar
omiti \i VI vi-mcna ] L!-)'/-teta 1
okuii lu lu lu-pakwa| sei ● cnt'^f''ado ove Li-/jí-paka/ enterrar
omalutu . a e a-palv\va ) ^\●-t'-paka ]
otupva 1 tu tu lu-pisaI ar
a e queim ove u-Z/otilaíj-^^ j|. Qp medo de
omatupva a-pisa 1 w-e-uln \ '
outa LI Ll
ü-lema/^^,. pesado ove iw/-linnda /
M I omauta a e a-lenia querer
\y-c banda)
ongombe 1 i-hatcka } correi- ove v\'-/-Uinda
onongomI)e ' mÍHi mbu mbu-hatcka ) comprar
u-/pi»-landa )
emanya i'i ri ri-lvola I ser duro
a 0
ove iw'/-yumba||,.mçar
a-knla \ I w-e-vumbaj
ot^●ipuka
fomamanva ivi IVl tyi-tilwa temido ove u-/i'[Link](^.2^
ovipuka VI VI \’i-iil\va r u-ri-mona )
okaloiigeso ka lai-tehehvaj^g,. ouvido ove
oulongeso LI LI Li-ichehva j‘ u lí-niana )
okuwoko ku liü ove u-/.-i/-holeka)
ku-ringa|f.,^t.,.
omawoko a e a-ringa j ■\'’-e-hoIelva )
la 10 paringwa, aconic^
ku ove weya^uo
<LI vO kvvaringilc. acontcvc-u
mu mu kapopya/i’o
mo mwari, havia ultali-wo
NYANEKA 3/

rkauty^onesa (ohiiJinuesaJ, tu me farás possuir.


— O I Q o r em nci. Ex.:
Xdekcsã (okulckcsa)^ mostra-me.
Ore kundivete (okulwetej, tu nao me ves.
k\dinn:e etyi (okurnigciji faze-me isto.
Wandingatyi? (okuringaj. O que me tez .
Ore uhanda okuudya? íokurj'a). Tu queies co
mer-me ?
—O r cm nib. Ex.:
]]dmbcíã (okuveta)^ bateu-me. 5
não me encontrastes:
Kamwambahile? (okiirasaj - ,■
Ha ow wambalukilc (okuralukaj okumbij ula (oUir
riyulaj? Não é clle que principiou a educar-me ;

d- Antes dc p., /r, t põe-se lu-, r.


Hk^-ohe (okukoliaj^ lava-me.
Hk olese (okiikolesaj^ faze-me loite.
Mp‘'oviley (okupopihi)\ Socorrei-me.
]Vamp‘-6pya (okupopya) nain^ fallou-me [Link].
Htiima (okutmnap manda-me.
Htangele (okiitanga)^ dize-me.

_ Pronome substantivo

100. substantivos são:


Os pronomes

ame^ eu; o;r/uw, nós


ore^ tu; owre^ vós
ae, oa, clle; ara, elles

rnf, Fstes pronomes substantivos podem ser sujeitos


●ou
Vi. i
. ● ontire ijremoua, nos vimos;
Ane ndyenda, eu vou
; ]iapopile ara, fatiei d elles.
íidyimona ore, eu te ve)o
TI » O pronome substantivo emprega-se
■ Imerne com á paríicula (verbal ou preposição) na,

tal homem; ara

vena onondimge, os que teem |Uizo.


38 ENSAIOS DE GRAMMATICA

107. As expressões «sou eu, és tu, ctc.u, tr:idu;^cm-se


pelo pronome somente. Kx.; Quem é que falia ? R. Sou
eu, é elle. On'c i/popra? .-iwe, oe ; etc.
Para a negação antepóe-se-lhes ha. Ex.:
Não^ sou eu_r haine ou ame !ia>}ie; não és tu r harc'^
não é eile r liae? hanhi ^-e? hawve? hara?

_ Nota. — Este é meu diz-se: óyaupe (este é de mim');


nao e meu ow Jiau’auo;e ou oii' uhen>aníe;e; haivae ou uhe
7/’c7e, etc.

loS. Eu mesmo, tu mesmo, etc. exprimem-se por ame


mweue^ ore mirenc^ etc.
Para chamar dir-se-ha:
ore! onire! ou 077;/’er (vós);
^ etivej-! (os nossos !_)

10Q. A particLila ■ ■
accrescentada aos pronomes pes-
soaes denota «respeiton. Ex.: Amero^ onl'-n<ero.
Tem ás vezes o sentido de tambem». Ex.: Ow hamu-
nt'u ugamero 1 este não é um homem como eu também
(0 sou),

— Pronome possessivo

iio. Os pronomes possessivos são os seguintes:


n77g-e, meu e/?/, nosso
ore^ teu e;;r/, vosso
í7e, d‘e!Ic u/’o, d’ellcs

I I I. Concordam com os substantivos


por meio dos
prefixos pronominaes. Ex.:

omii. wange., worc ono. mbauLse


ora.. range e
omi. ryange
ryange oíjn tyange
olu.. Iwange ori.
ow - ■ 7'yange
wange oka. kange
orna. okií.
ange kwamxe
O ■
0 jwige

112. A terceira pessoa olíerece, no plural, uma diffi-


culdade especial. Eis a sua concordância segundo a classe
dos substantivos que representa.
38 ENSAIOS DE GRAMMATICA

107. As expressões usou eu, és tu, etc.», tniduzem-sc


pelo pronome sómente. Kx.: Quem é que fallíi ? R. Sou
eu, é ellc. Orve upopya? Ame^ oc: etc.
Para a negação antepõe-se-lhe^ ha. Ex.:
Não sou eu: haine ou auic hame; não és tu? have?
não é eile : hae? haiUu^^c? hanire? liara?

Nota. — Este é meu diz-se : óranpe (este é de minA ;


nao é meu ow hawange ou ow uhewauge; hawae ou uhe
;j’ne, etc.

loS. Eu mesmo, tu mesmo, etc. expriniem-se por ame


mivene., ove nuvene., etc.
Para chamar dir-se-lia: oi'c! omve.I ou onivey (v
I etivey! (os nossos l)

109. A particula ro, accrescentada aos pronomes pes-


soaes denota «respeitOD. Ex.: Amevo. oní'}vevo.
Tem ás vezes 0 sentido de «também». Ex.: Oiv hamu-
nt’u ng amevo., esie não é um homem como eu também
(o souj ■)

§ 3.° — Pronome possessivo

I IO.
Os pronomes possessivos são os seguintes:

auge., meu c7?/, nosso


o;’í, teu e;7r/', vosso
ae, d'elle a;’o, d'elles

III.
Concordam com os substantivos por meio dos
prefixos pronominaes. Ex. :

omu irange., irore ono. mbamxe


ova. range e ryange
omi JTange oíyi iyange
olu. Iwam^e ori.
OlV.
ryange
irange oka. kange
oma auge oku. hirauíse ●
0
yange
112
rniHnn’ ^ pessoa ofierece, no plural, uma diffi.
uidade especial . Eis a sua concordância segundo a classo
dos substantivos que representa.
I

Tabella de conrovdaiicía do pronome possessivo ae, ava

0 Otis lln. niii:i Uii llk.1


Oiuii i)va Oiiii, nvi

^\●ílVO wiimh o wiilo [Link] ^vao warvo wa ko waka


omu wac wavo wavvo walvo

vaivo va vo viinibo [Link] ' vato vao ●, arvo vako vaka


ova vae va\'o vavyu
wavo VVíllo : vvaio í vvao vvar\’o V vako v\a!;a
wac wavo wavvo vvat^'o \ y iinilio
o\ i, omi
Iwavo Iwiimbo Iwiilo ' Iwato iwao Iwarvü Iwako lwal\.i
Iwac Iwavo Iwavvo iwaivo
olu
iwambo UViilü [Link] iwao iwarvo iweko twaka
otu iwac iwavo iwavvo iwalvo iwayo y:
wavo wambo wiilo nalo wao warvo wako waka
ow wac wavo wavvo 1 walvo
X
atvo avo ambo alo ato ;io arvo ako aka
orna ae avo awo
rvaio rv ao rvarvo rvako rvaka
e ryac rvawo ryavyo 1rvaiyo rva\o ryamho ryaio
ivaio ivao ivarvo tvako ivaka
tvae tvavo tyavyo ityaiyo lyavo lyambo lyalo
oiyi
valo vato varvo vako vaka
o vavo yayo yambo yao
yac vavyo [yaiyo
mbaio nihato mbao mbavo mlrako mba ka
mbae mbavo mbavo mbanibo
ono mbavyo | inbatyo
kwalo kwato kwao I kwavo l;wako kwaka
kwae kwavo kwavvo I kwaivo kwavo kwaiTibo
oku
kab^ kato * kao kavo kako kaka
kae kavo kavvo ■kaivo kavo ikambo
oka
f

' (^uercnJo ver com qual ilos pruíixos 03


JSJOTI —A primeira [columna d'esta tabella representa os prellxos nominaos.'.
deve concordar o pronome da 3.» pessoa, basta rel'crir-sc á cokimna que tem os respecmos prelixos
40 ENSAIOS DE GRAMMATíCA

I 10. Exercidos.
OfnunV‘ita n>elu ominva.^ o nosso bom pastor.
Huku fan^-Q omuna-nk'-enda^ meu Deus misericordioso.
Ovakongo vavo ovavi^ os maus caçadores d’elles.
Opohekulii V0V2 opahona^ os seus ricos chefes.
Omiti vynuyi omile^ as suas arvores altas.
Olufivo [Link] oliinenc, o meu grande copo.
Omamnbo avo ornaiiilu, as suas pequenas aldeias.
Ombtva ycnyi ombi^ o vosso cão é mau.
Ononk'-aPii mbac onoudunda^ as numerosas enxadas
d’elles.
hleniba ryange encne, o meu carro grande.
Otydongo tyetu otyilulu^ o nosso pequeno pniz.
Ovihemba vyope ojdpc^ os teus remedios novos.
Okaiidaka kae okaiva, a palavrita d’elle é agradavel.
Oulomxeso ivelu onkulu^ as nossas antigas liçõesinhas.
Okurya kwelii kipomakwnbi (aeho). o nosso pão quoti
diano.
ARTIGO II
Dos pronomes demonstrativos

● _ 114. Os pronomes demonstrativos indicam pessoas ou


objectos, que se acham cm posições diversas, c correspon
dem aos pronomes portuguezes este, esse, aquelle. Este,
refere-se a um objecto perto da pessoa que falia; esse, a
um objecto já mencionado ou que fica perto da pessoa com
que íallamos ; aquelle, designa distancia.
115.
A cada um d’estes demonstrativos corresponde
um outro, chamado demouslrativo exclusivo por designar
o objecto com exclusão de todos os outros. Ex.:
Á minha recompensa é só esta ? Ondyambiyange oyey
vala (e não ey^ ino^ etc.)
Tenho sómente estes bois; ndyina vala ombombu (e nãc
ombu).

Observações : — i.'"^ Como se vê, para responder a urna


pergunta, empregam-se sómente os que determinam ite-
Ihor o logar, pessoa ou objecto por que se pergunta.
Ondyila iripi? Onde está o caminho ?
Resposta: Oyey^ oyeina^ oyoyo e não ey^ vio^ ína.
2.“ — A expressão «os de» traduz-se por vo (contração
de ovo) antes do nome ou de um locativo pu^ ku, se
guido do nome. Ex.:
Vom’eumbo, os da casa; voJcEulu^ os do ceo.
Vohaynba^ os do rei; vovilongo^ os das terras.
I
116. Tabella dos pronomes demonstrativos

o tal dc que se
Eslo mesmo Esse (perto de ti, aquilio) Esso mesmo (Está ahí) acula falou já
Prefixos Eslo (perto de mim), estes Isto
(Está aqui)

1.^ fôrma 2,'* fôrvu fôrma 1'.* fôrma


fôrma 2.® fôrma

(exclusivo) (■oxclusivc) (oxdnsivü)

o una 00 watvo
omu . OV\' uno oyow oyouna
vano avavana OVO vana OVOVctllfl ovovo vütyo
òva ova
(Ovava)
evi vmo ovvevi ovyo vina ovyevina ovyovyo vytttyo
omi
luno olülu ülo lufía oyoluna ololü Iwttiyo
olu olu
luno oiout 010 tuna ütouina otoio iwatyo
otu out V.
ovow o una ovouna 00 vvatyo
o\v ow uno r-.

ano o ana ownana 00 aiyo


o ma a aà (ovwà)
fino or\o fina orverina orvüfáo ryatyo
e erf oryeri
etvi t\ ino ot\ o t\ ina üiyictyina otyoi) ü lyatyo
oivt otyetyi
vino ovvevi vina ovvcvína ovyovyo vyatyo
ovi cvt ovyo
ino oyo ina oycina oyoyo yíuyo
o ev oycy
oivit>ombu omlio mbuna omhombuna ombombo mbatyo
ono ombu mbuno
okoku kuna ükokuna okoko kwatyo
olcu oku icuno oyo
okaka oka Icana okakana okaka katyd
oka aka kano
tano onopa opo áana opopuna o lopo
ia apa
o calva oko cuna okakana o coko
CLl a ca cuno
omomu omo muna omoniuna o momo
mu omu muno

-(i-

Nota — Os pronomes clemónstrativos formam-se, como se ve, ora accrescentanclo ao menxo pronominal as syllabas
no, na, ora peias diversas combinações da partícula vogal 0 posta ames do preíixo pronominal, e muitas \ezcs depois d ellc.
42 EN?.\!OS HE GRAMMATICA

I 17. Kstcs demonstrativos podem empregar-se como


attributos ou pronomes.
Sendo attributos, seguem geraimente 0 substantivo;
sendo pronomes, coliocam-se antes d'elle ou senv elle. Kx.:

1.^ como adjectivos: Onuiti ow [Link] ryoinouve uno,


este remedio não é dos d este
mundo.
Onont-emo ombu mbunvika nawã.
estas riores cheiram bem.
Onunlrairra à onirurika. estes
rastos do leão.
2.“ Como pronomes: On'o omiti riohikc.^ estas são as
’ aiA'ores da Horesta.
Oro ondalra oro, esta é
a minha palavra.
Oro mircne rc)\i^ são esses mes
mos que \';crani.
['na uhem ut avera malekiva^
aquelle que não o segue é aban
donado.

i iS. Kncontra-se muitas vezes uma repetição de diver


sos demonstrativos cuja significação, sendo cada um to
mado á parte, seria opposta, nias que conservam, na lo
cução de?uonslraliro^ o sentido do primeii'o. Ex.:
’ Ara oro orana retu-_ estes são os nossos tiihos.
Oíyipuka etri >(■lyo triri p'omp'augu yemanya^ esta
coisa *está no logar da pedra.

1 IQ. Não se deve confundir o aggiutinntivo com a par-


ticula-vogal d que aqui faz as vezes de demonstrativo. E'
í
invariave! e pode substituir di\'ersos prefixos: 0, omu^ oma^
c, oí/o, on\ e servir de sujeito ou de complemento. Ex. :
Ojv omoiia ó irarahihre opo. este é o filho que íoi en
contrado aqui.
d imrapula hino keko^ aquelle por quem perguntaes,
não está aqui.
Omuti ó iralema^ esta arvore é pesada.
Vringa onawiga pumukay d, é o medico d aquella mu-
lher.-
M'okali homapukaó, dentro d‘estas_ grandes coisas.
Agm apita cmialiiriri d, quando partiram estes ignoran-
tes.
Oumhair d, esses pequenos remedios.
nyani:k.\ 4‘-’

Ouveva o, esta doença. buscai' le-


AJ:üvoh'i ouoiikiv’i> óel
. crã Wdombc^ tu vaes
nha e a trazes ao chefe.

120. Exercícios ;

0;//d/;{n'jrohamba uno, o nainistro d'esie regulo.


aqucl-
Ononip’epo ombu n’oi'ilulu orfo, estes espimos e
les dcmonios.-
; orikinia e;'i\ estas plan-
KiUupii oiv, não ha quem etc.
tas.
OnoíiL^ãiio oinbu onombi, estas adivinhações
lilho.
mãs.
Omomí omututu una^ aquelle peqtieno
Tyino olj'0 omuleki', isto e a [Link]. irata
Xdyenda ku oiv wankekula, vou ter com este que

T)n'^’ivahiinp:ibve, este que está aceusado.


J-'vi navejra. as coisas que recebí. ^
Ombiya oyo óya lalc, esta
Kheí OnídiiiM yatyi oyo! que infelicidade c aqueU.
Miviíne iveunibo oyon\ o chefe da aldeia e este.
Omeva à eri níononkenda mbenyi, aquella agua que
está nas suas cabaças, _ í de uma
Omauyina à oamunCu wike^ estes nomes sao os
só pessoa.
artigo 111

Dos pronomes relativos

,o,. Os pronomes relativos expressos em portuguez


por qm. 0 quaU os quaes não existem; sao [Link] pe-
los nrefixos pronominaes. Kx.;
Omunfu wMka h mo, pessoa que
Neim ondaka irapopya, ouvi a palavia que eJe clisse.

artigo IV

Dos pronomes interrogativos

áo os seguintes:
122. Os pronomes interrogativos s
quem
para que serve ; de quem é ;

"^^^^Unemíe aos nomes pelos prefixos pronominaes, pie-


cedidos alguns com a vogal ó. ●
123. Tabelía dos pronomes interrogativos

^üa í mcsino? Rrspnsis: Mio í m(5uio Dv qitNii Oiiaiilos llc smc [Link]? ituciii í, ijiic ptsson í

ame hame lumwe haime ndyarye ndyat\'i ndyipi ndyirve


ove have lumwe haive vcrye vatyi upi ovcrye
oniw’e hant\v’e kimwe haint\v’e fwarye tuíígapi twatyi tuvapi tiirye
onwe hanwe lumwe hainwc mwarye mungapi mwatyi muvapi muryc PI
X
omu hae lumwe haye warye watyi upi oryc C/)

ova havu lumwe haivo varye vatyi vapi ovarye


o
OVl u>
havyo lumwe haivyo vyaryc vengapi vyatyi vtpi ovirye
omi a
PI
olu I halo lumwe liailo Iwaryc vingapi 1 watyi lupi olurye
o
otu hno lumwe haito twarye twaivi tupi oturye 73

ow hao lumwe hayo warye watyi 1 upi ouryc


oma hao lumwe haya arye ungapi ma pi omaryc,
e haryo lumwe liairyo ryarye engapi vyatyi ripi erye n
OlVl hatyo lumwe haityo tyaTye tyatyi lyipi otyírye
o hayo lumwe hayo yarye yaivi ipi irye
ono hombu lumwe haimbo mharye mbatyi mhupi ombaryc
oku haku lumwe haiko
k warye mluífigapi k watyi kupi okui‘ye
oka haka lumwe haika
karye katyi kapi okarye
pu hapo lumwe haipo paiyi
ku hako lumwe haiko
katyi
mu hamo lumwe haimo
matyi
NYANEKA 45

1 o. O pronome interrogativo põe-se no fi m da_phrase,


a não ser caie a phrase seja muito breve, e então pode

o;././? Os que feltam quacs são?

sabe? Oiye ivetfiringa


assim ?
0,v ,vapopya ngotro orr<^?Este que fellou assim quemé?
Ondaka yove oipi ? A tua palavra qual e . .
Onongombe ombu ombiipi Y Quaes sao estes bois
Emanra rina ryarye? Aquella pedra de quem e?são ?
Omiii vyove riíigapi? As tuas arvores quantas
oXyavyatyo ^oiÇatyi- Os taes mantimentos para
que servem í ..
Olviiva otyipt ? O que vale mais .
Mri maiuriugi oíripi^ O que temos que fazei o c
Okakulii ava ov'arye\ Estes anciaos quem sao_ cllcs .
Onongi ombombu omkarye? As oveihas que estão aqui
de quem são ellas ?

no singular traduz-se por


Observações. — I. Quem ?
- ? e no plural por ovivye ?
orye: ^ . 1 -f. .
" 2.^ O quê? traduz-se por íyi suffixando o^verbo. Ex..
Vhandatvi? o que queres ? (lit. queres o queb ^
E' muitas vezes precedido dq prefixo otyu Ex..
Otvitvi elyi. o que é isto ,
Encontra-se ás vezes esta partícula iyi depois de um va-
substantivo; tem então o sentido de «que especie, que
riedaden. Ex.:
Olrinyamaíjd? que animal é ? ,
3.^‘ Porquê? exprime-sc por otynyu Ex.. _
Otyityi welyiringila ngetyE Porque fizeste tu (a coisa)
assim
4/ Â partícula pi-, precedida do pronominal., e
nm"ndiertivo e seíiue geralmente o nome. Ex.:
cSn npi?\ue\es.o^ é essa ? Ekumbi ripi? em que
dia ?
"■ 5 ^ A partícula rre póde ligar-se como suftxo aos subs
tantivos.- N'este caso tem o sentido de qual. Ex.
Munenerye, hambarj-e meíyiringila qual e o podcioso,
qual é o rei que fez isto? ^ me-
Mimkurye^ tymbandaryty etc., qual e 0 homem,0

O.^^búffixando os verbos, conserva a ideia de quem. Ex.:


Elalukataindyarye? quem procuraremos í
'T.

c *
TabelIa dos pronomes indefinidos li 'iz li
cr,

Toil», iiilciro I llilímiili' iiii'Mm) Ml fcrlii lliii(o< ISiiici) O


t/)
o'S r
c/5 T3
ame iityiho ndyiiyaniíc nd\ iÍK-lii .Oq
ove i' II ho utyac Lihelii cr r; ç r, ü n
onuve atüho iiúvcui n o y.
tuvmyiiiííi tuhclii 05 ■r.
on\v’e amulio mutycnyi imihehi fí
minanyiní^i n c/:
omu iiiiho uiyae oe lumwc umwe ühclii O
watyo Q O 2 O
ova avehn a va luniwe vamwc d
vciyavo vayo ovanvinçii \ahehi o
omi, ovi a\ ihn \ilvavo evi lumwe vimwe o O
>
vyatyo ovinviní’! vihclii o ?. 3 ta
olu' alnho olo kimwc O
liitynlo lum we iwatyo luhchi o "
CQ ■ D
oui a tubo Uitvato oto lumwe Uim we uilK-hi
r.
twaiyo O G 70
OW aulio luyao ow lumwe umwe f6 B o
waivo ounyiníii oülielii r-, C/5 p,
orna acho ctyao à lumwe am we- ehelii £5 o fC
atyo üm:myint’i O Cli
e ariiio rityaryo oryo lumwc rim we rilK-hi a >
ryntyo o
OtV! atviho tvityaiyo oiyo lumwe I \' i m \A' e ? O
lyaiyo ivilu lii CD P-
o niho o n
ityayo ‘ oyo iumwc imwc yal\'o onnnvmi^i iíiclii r» o ~- c/l
ono am hüho mluilvambo omlni lumwe mluimwe miuihelii Q- O
mhatyo o o cr
üku akiiho Icutyako oko lumwc kumwc kwat\'0 kuiieki
oka akaho Q
katyalco oka lumwe kamwe kah .'hi c/5 o
kalyc)
Cli O. c/5
pu apeho opo luwmc pamwe fí
Icu akuho 0 CO lumwe k u mwe
mu amulio orno lumwe muwe d a.
o
=75
O
Cj.
o
c/l
NVANEKA 47

(4n^FRv.\r6!.;5. — 1 -" Como se ve. no pronome indefinido


a- / " ivirrvnl'1 clc concordância lonia se w/ixo-
■; f i; «m-eCões lodo. cada m„ mo singular! tradu-

(li:, dos bois aquene que et^.) ●aníu archo^ etc., (a


Todo o homem nasce e moiie, o?
■ai).

phrase ‘Ji-aduz-se pdo demonstrativo

'77unr77"n;duz-se
4- por om. . ● nr
D. « Oualquer ou nem um só», diz-se poi o. h. . .
Ilalna r>lra, qualquer ,.^^ua: luitrom olulu, em qual
quer parte do corpo.
CAPITULO 01TAA'0
Dos numeraes
(como nas outras
O svstema
127- . , numerrd 7ír<.7;.’c7A7 desen-
B cmtu) e asstiz complicado e muito pouco_
nú meros sao \aratveis e to-
voA-ido. Os cinco primeiros
mam os prefixos como se vê na tabella seguinte;

Oka-lífl' -
l-ldlil t-r.;i;a
nmii ova Pimi fi'i lllii, hlii

ril<e ivike l;eke


I vvike wil;o l\vil;e, twike, wüie ike vivari , uvari
I onomban evari
vcvari vivari L-wtu vianu ■ utatu
:> ^●ctnUl \ iiauí ● i,.(;uu i cnomkino vikwuna ukwana
vekwana vikwana ok\vana : ononkwkma ekwana vitano uumo
4 ono nt ano ctano
0 veumo vitano lítano

abstracta dos cinco


Eis 0 quadro da numeração
! 2<^.
e de tqdos os outros
primeiros números
10 ekwi ()o omakwi epa-
I mohi ndu
1 1 clavi na rike ,
2 vari
12 ek^á na vari /
TO omakwi cpa-
3 tatu nduvari
i3 ekwi na tatu j
4 kwana So omak\\'i et\’i-
3 tano ●20 omakwi evari | n ar a
3o omakwi etaiu ;
O pandu oraakMÕ ctvi-
7 panduvari 4^ omakwi ckwa- i ve
na
b lyinana
ro omakwi etano i 100 otvita
9 tyive
48 ENSAIOS DE [Link]

200 ovityita vi 2000 omakwi ovi- tyita vitana


va rí tyita n'o m a k 1
1000 ekwi ryovi- i52d ekwi ryovi- evari na ta-
ívita tvita n'ovÍ- no

129. Até 10 os adjectivos numeraes vão depois dos


substantivos; de dez em deante a ordem da phrase c irre
guiar. Ex.:

Ndfina ouom^omhe enombari^ onontatii^ etc.


Ndj'ina ekwi rj'onougombe n’unongomhe ononfano.
Mais rapidamente: naijpd ekwi n’onontano onougombe.
Matou dez e cinco — i5 bois.
]] apunga omakwi evari onohove n onombari. Separou
dezenas duas de bois e (maisj dois=22.

i3o. Os numeraes ordínaes são pouco usados. For


mam-se da maneira seguinte. Primeiro diz-se iete e toma
os prefixos dos nomes que elle determina; os outros for
mam se dos cardinaes, precedidos dos prefixos nominaes
ou de concordância. Ex.:

Ominku omutcle^ ohamba onkete (os da 4.^ classe to~


^ mam assini o u), oiji/umino olyiíeie^ olutn oUitete^ etc.
Omunl u omi/vari (0 prefixo onin não admitte como cor
respondente o prefixo de concordância); nreki/wbi evari ou
m ekumbi ryavari; m’ekumbi eialu ou rvaiatu ou m’omu-
latii; motyitupiiuo tyavari^ lyaiaiu^ melhor que tyivari^
lyilaiu^ m olyitumiuo lyavari notyataiii.

OiiSERVAÇÕES. — !.'■* Ultimo traduz-se por okusala^ fi car,


ou oJvomyima^ no fi m. Ex.:
Ongombeyasalilwe ou yoldonyima.
2d A numeração abstracta dos numeraes ordinaes é
como sesue
O :

a primeira vez k'olyalutele uma vez íwike^ olulwike


a segunda vez tyavari duas vezes, liivari
a terceira vez lyalatu tres vezes, tutatii
a quarta vez iyakwaua quatro vezes, lukwana

3.^ E_m I." logar, ou primeiramente, em segundo logar,


em terceiro logar, etc, traduz-se por mohi^ van^ tatu. '
4.'^ Uma dezena, duas dezenas, rikc. omakwi evari-
NYANliKA 49

CAPITULO NONO

Dos locativos e preposições

101. Os locativos merecem toda a nossa attenção; o


seu empreí^o, na construcção da phrase )r\'[Link]^ é muito
frequente. ''Já vimos (63, 64) que os preíixos/ít?, ku^ mu
sao
110 verdadeiros prefixos nominaes. Alguns grammaticos
Baniu consideram-nos como preposições; mas é incontes
tável que no nyaneJ^a (e em algumas outras línguas Bantu
do centro) conservam' todo o valor de prefixos nominaes.
demonstrativos
Formam com eíTeito pronomes pessoaes
que podem ser empregados como sujeitos ou complementos
dos verbos, (cf. 65).

i32. Comtudo o valor nominal das locuções formadas


com os locativos, tende a transformar-se em preposição.
A razão é que os prefixos locativos não se colíocam no lo-
gar do prefixo nominal, mas deante d clle, eniquanto que
este ultimo lica immediatamente antes do radicai.
Assim, as locuções locativas meumbo^p ohi^ Beulii teem
como prefixos nominaes e, 0; os locativos A*//, mii^
collocam se, não deante do radical, mas antes destes pie-
fixos.

i33. Os pronomes formados pelos prefixos locativos,


como pano^ nunio^ kuna^ etc., teem muitas\ezes valor
adverbial : aqui, dentro, abi. Outras vezes conservam todo
o valor pronominal demonstrativo. Quando pois um pio-
nome demonstrativo
.... . deve determinar um substantivo, 110
localipy^ este concordará não com o substantivo mas com
o prefixo localivo. Ex.:
A/eiinibo muno. muna^ etc. e não nieumbo rino^ rina
n’esta casa aqui, n essa, ahi.
]^'epra pana e não p’epya rina^ ahi perto_ da horta.
K’ondongi kuna c não k ondongi /;/a, ahi. no rio

Nota. —Encontram-se excepções a esta regra, mas são


raras c parecem antes ser ncologismos.

se
134. Os pronomes pessoaes locativos empregam-
muitas ^■ezes como sujeitos ou complementos dos i^erbos.
D’ahi resulta o seguinte :
1." Quando um verbo segue um locativo, 0 prenome
Fol. 4.
5o HNSAIOS ni: GRAMMATICA

conjuncto, posto antes do radical do verbo. de\’e ser um


pronome conjuncto locativo.
P oji'’mp’aup;ii pa(in\i palcolela wient'ha p’olvolo? En
tre os logares que se diz devem ser respeitados, não está o-
altar ?
Apa puyo vaiiakchva rari i/iicue m’omba}a opoiambola.
(O logar) que lá é muito mais santo, na emballa, é o (tem
plo chamado) otambola.
Kapaiwa na h'ilanda olvwJditliu, iitío se vae ahi com
missangas encarnadas.

i3d.
Na construcção possessiva, não se emprega habi-
tiialmente o prelixo locativo; é a partícula possessiva que
concorda com o proprío substantivo. Ex.:
M'ondyn'o yange^ c não mwange; Ideiilii rya Huku
e não hira Pluku.

Nota. — Encontram-se excepções na, construcção pos


sessiva do geiulii'0. Ex.: Kpauga ryalala Jdepaia k’wia
k 07’aciida, e não ryo]'aeiida^ o amigo dormiu acolá na casa
dos viajantes.

i36. Os tres locativos pa. kiu mu não podem ser em


pregados indilíerentemente, embora ás vezes pareça ser
difíicil explicar o porque da escolha de um, de preferencia
a outro.
Geralniente póde-se dizer que pa significa superfície,
perto de, por cima de; dentro; /.v/, para com, na di
recção de,

107. Ü nyancJ:a possue uma só pariicula a que rigo


rosamente pó3e ser dado o nome de preposição. E' a par
tícula na de origem verbal (ohu-naj^ ter.
Emprega-sc :
i.** Para traduzir as palavras com. e, lambem. Ex.:
Omukay iiomona^ a mulher e 0 lilho; Tiveya u ae^ vie
mos com elle; uae li/pu iretyipopya^ ellc também o disse.
2." Para indicar a causa material: por, por meio de. Ex.:
]\'ambda líiamtly bateu-me com o pau.
3.° Para indicar a causa efliciente depois do verbo pas
sivo. Ex.:
Naiheinra na niL\ sou chamado pela mãe; hvavingira
na Pluku^ somos creados por Deus.
4’ Em alguns idiotismos como: na... ale. nem um
só; na katulu., em nada. Ex.:
NYANEKA D1

P'<nioudaI:a ombu na i!;e ale napopya^ d’estas palavras


não disse nem uma só.

i38. Exercícios de locativos c preposições:


IVefa Ini nuvene ivolyilonpo^ veio ter com o chefe da
terra.
Kumbi turimono o pn ouhve nae^ quando nos encontrar
mos ha-de ser isto entre nós e elle.
Onompule mbufenda ovirinp}va vipiupe pii HuJ:u^ os
pagãos adoram as creaturas em vez de Deus.
Ovakuln muno hancino^ os anciãos não estão em casa.
},íomidunpii ivomuímlu muluuda okayo hwola^ kamii-
lu-du ondaka yavola, da bocca de um ancião _saem'pedaços
de dentes podres, mas não palavras corrompidas. (Provér
bio indígena). _ _ . ^ .
Oiimbaiida nanira líoinia luiyikapakwa n ao. O feitiço
que eng uU na mocidade hci-de ser enterrado com elle. (Pro-
verbio "'indígena, correspondente ao nosso: o que o berço
dá, o tunuilo o leva).

CAPITLXO DÉCIMO

Dos advérbios

i3g. Os advérbios da -lingua nyaneka não teem pro-


priamente fallando os caracteres de advérbios simples ^ são
antes locuções adverbiacs formadas de substantivos ou pro
nomes, e principalmente de locativos.
Eis a enumeração dos principaes.

ARTIGO I

140. Advérbios de temioo

omuhono.,., hoje Idomuleuya., k\‘kumbiy de


honorino., hoje mesmo dia
omuhiika., amanhã k'o!ni/’iki\ de noite
o?m/Juika nua depois de ekiimbi rirnwc., um certo dia
amanhã. pahe., agora
monpido., hontem /rZ/nt, então
mongulo rnm, ante-hontem nlkere., ainda
Pomuhiika., de manhã omakumbi acho., todos os
Jiomuhuka-huka., de manhã dias
cedinho kohale^ ha tempo, antiga
lionpidohi., á tarde mente
D2 líNSAIOá Di: GRAMMATICA

ale^ com outras palavras) apcho^ sempre


muito, ha tempo, mais, komiudc ale ló pahe pano^
etc. desde o principio até ago
eJiimbwe^ muito tempo ra
liindc opo liüwve^ mesmo omanima ahapu^ sempiter-
desde então namentc
pahe pano^ agora kovitrita vyovitvita^ no sé
pahe paiia^ antigamente culo dos secuíos
k'otj'aluíQte^ ao principio koíivima^ mais tarde
k'oninide-ale^ desde o prin J: otneho-raudyila^ d’ora em
cipio deanie
k'omeho^ de futuro, mais limde pu^ desde (tinide p'e-
tarde, antes kumbi ovyo)
Itikulú^ nunca hiti-ale... /)'///, apenas.. -
hamjve^ pamive^ ás \'ezes logó
apa katuiu^ d’aqui a pouco OW70WO, mesimbu eri, n’este
tempo jnomento

141. A divisão do dia e da noite existe pouco mais ou


menos, e baseia-se ou no movimento dos astros, ou nas
occupações diurnas da vida pastoril. De dia, para indicar
as horas, mostram com a mão a altura do sol acima do
horisonte. Eis a divisão nocturna e diurna :

Meia noite, opokaii k'ovinkiki.


I hora, vp''otyinf iki iyokehuka^ quando a noite passa
atravcz do soí.
2 h., om'okupeii]:a onpeuda na ynukonpo^ no momento
cm que se inclina a estrella que acompanha o caçador(Ve-
nus).
3 h., onlomuriro iromakirauda-nibolo^ no momento em
que (se ouvemj os choros dos que se mordem nas cristas
(gallos).
4 h., om onV-ete-fufwa, ao cantar do gallo.
5 h., k'ombimba^ a aurora.
5 Vs» ni omanginge^ entre a aurora e 0 levantar do sol,
m chuka^ ao approximar-se o sol.
6 h., k'okutya^ ao nascer do sol.
7 h., k'ekiimbi ryatiinda, depois do sol levantado.
8 h., liormtleuya^ de dia, com o calor; k'okulupula
ovikaudelo^ ao tirar os utensílios do curral (para ordenar,
etc.).
9 h., k'okulupula ouongombe^ ao fazer sair os bois.
IO \\.^\]{okuhungi k'omuhvc-kaii^ ao approximar-se do meio
II h.,( dia.
NVANIÍKA

12 h., liomutive-kíili^ quando o sol está no meio.


I h., l{'okurihungi k'okupeuha^ ao começar a inclinar-se
o sol.
2 h., l:oUupeuka^ quando o sol se inclina.
3 h., Jcohuhaka^ no momento de servir-sc da barata
para fazer manteiga.
4 h., Ic okiiomba. momento de fazer descançar o gado.
5 h., opoJnioYubololhí^ momento de se levantar para
voltar ao pasto.
() h., liomayotelã-npwe, no momento em que a pan-
thera (e os outros animaes ferozes) se aquecem (aos últi
mos raios do soli.
í) '//, 6 '/-J h., p ekumbi ryokimyinpilã^ ao por do sol.
7 h., Jioynaiipuge. ao crepúsculo de noite.
8 h., om otyimburi^ ao vir o somno.
f) h., ok'6ij'inJri íj-ok'oiigiilohi\ a
; primeira parte da
noite.
12 h., p okali k'ovinkiki^ no meio da noite.

ARTIGO 11

Advérbios de logar

iq,2. Sao constiluidos principalincnte por substantivos


ou adjectivos locativos. Estas locuções adverbiaes empre
gam-se muitas vezes com um substantivo ou pronome, e
formam então as preposições compostas.
Além dá'sso, toda a serie dos pronomes locativos pôde
ser empregada adverbialmentc ou nas suas formas simples
ou nas copulativas.

14a. Eis os mais usados :

i:inio. pauo^ muno 1 , i k'omeho^ em frente


iqui ' k'onyima^ atraz
opo^ oi:u^ >■!{ okuno i ‘
[Link]^ pana^ muna I J: ombanda^ por cima
apa^ u/m, ok'okuna \ ' ponouí^ere uaukere^ em ro-
paka^ acolá ; da de
k'ehimba rino^ áquem I k okiiryo, á direita
1:'ehimba riiia^ álem : . n ●> kiimbivi^ á esquerda
Itondye^ fóra p"ontere bio, puntere ina^
p'oJu^ por terra; k'ohi^ no : desde, d’aquelle lado
fundo ; niohi, na terra kokide, longe
p'culu^ nos ares, por alto ! pnpepí^ perto
Ideuliy no ceo, muito alto j ougari^ atraz (emprega-se
54 HNSAIOS DE [Link]

só depois de um verbo, m ey, em baixo ^ (nJntya


como okuriytiniba-onga- luey-, vir a baixo de ; ro
ri^ voltar atraz) os de baixo de)
pokaii Oü rnolcati^ dentro pamivc^ junto de
mchiua^ ao pé de, na falda k'umuhve^ em frente, á testa
de

Ex. : .
Walungile k'ont'-ere imive yomhala^ construiu perto cia
residência do soba.
Ukala k'omiihre ivovita^ está á frente da guerra.
K'cumbo ryelu kinm omoiia jpange uvera^ cm nossa
casa está o meu filho doente.

ARTIGO III

14:5. Advérbios de quantidade, qualidade e modo

riva^ depressa 7’0, também (prefixa as pa


katutu^ pouco lavras)
iinene, muito naiva^ bem
mais nari^ mal'
jik^ere^ ainda iigoíi^ como se
haitj'0^ assim o0'o, otj'o ngotyo^ assim
nnna^ tyannna^ de proposito ' kinnive na, juntamente com
ra/a, pc^ sómente hauneiiQ, pnncipalmentc
na katiitii^ nem um pouco ohe i'ãn\ vale mais
apeho ou atfiho^ tudo uã lianga... na ngumba^
kumive^ junto do laclo. .. do outro
nga^ ng etfi^ nga^ íigana^ íigaua^ d'esta maneira
assim iupu^ também
● iigolj‘0 mn>ene^ assim mes iigo^ sómente
mo habe^ vale mais
hamive^ ás vezes (não con hay^ exceptuado
fundir com pamwe^ junto) pãkeko^ além d‘isto
kwapwa^ tfapwa, chega, nokehina^ nok'omiiiive^ de
basta nenhum modo
ha nga tjina^ náo é como

Observação. —Com algumas particulas póde-se formar


vários advérbios. Ex.:
—Ohva: okivavyukila, (okiivyuka^ ser direito) direito.
— Olu : okuveiã oliimbiinguíiilu^ ferir seriamente (lit.
como quando se fende a arvore omunbungidulu.
Oknnk'j'a ohvombiva, morrer miseravelmente (lit. como
um cão).
NYANEKA DD

— Opa: opalwne^ á maneira de um homem, virilmente.


Opakitlii^ á maneira de um anci<ão, com sabedoria.
Exemplos: Omiikwtnidye on> wakwamako vala ohvaina^
este rapaz foi arrastado só pelo exemplo.
Okiihole Hiiku otyo lupii katyakoldako k'ovjnanene
vyetu? Amar a Deus não é também o nosso maior inte¬
resse i
Ondaka ey ipopyey okandyauliila (okuyaulula^ tocar
●superficialmente). Este assumpto tocae-o de leve.
ARTIGO IV

Adver^bios d’affirmação, negação, duvida

146. Os de aflirmação sao :

■enga^ sim ! k'oiin’ê^ perfeitamente


olj'0^ assim eiy iya^ sim
omo^ orno mivene^ assim iyavyiika^ está Justo
mesmo otyiri^ é-verdade

147. Os de negação e duvida;

-ndaii, não ui'ii\ ora não !


amby aa^ ayê^ não, não asere^ mbi\ aiy ahawii^ não
ehé^ não póde ser otfo hatyo^ não póde ser
ayévo^ por certo que não nk)P'an\ talvez
■kahvi é fkatwivo^ mais res nfwiga^ em nada
peitoso), não sei

CAPITULO UNDECIMO

Das conjuncçôes

148. As principaes conjuncçôes são :

e, para que. }up‘-oko^ senão


f/A’, ou haj'^ simplesmente, senão
^)'n'uige^ seja, tfiringe ame mi apa^ na opo^ ou aqui,
ine ove ou acolá
namp‘‘íra^ ainda que anki^ ondwe^ mas
otyo, opo^ para que ngoli^ uti^ como se
muhuna. ou então apa^ quando
apat'y além d'ist-o na tyina^ e quando
opulyina^ é quando kakcle kclyi\ é pena que
ngesa, quasi
56 HNSAIOS DE GRAMMATICA

íj’iringe. .. hamwe^ ou seja hapo., não é para


ou seja pwelyi., é porque
omomo^ e então papuka., seja mesmo
tvina kiu, em vez de okutiwa., isto é.. .
palie haitvò úpo. se c assim ?k777, apenas, naal
íí<^eno ha. ha somente halya, qualquer
ii, ongo. mas nk‘‘ere., a condição, ainda
ui‘aina^ pois bem, por con anaha... (com o radical da
seguinte verbo) sem, auaJiami.,scm
cngcívi. .. ugeh-i\ assim beber
como. .. assim kutyina., em quanto que
e/r;', quando, como, a razão nalyina., c quando
pela qual pit., no logar de, além de,
olfieiyi. porque oudwè l7, mas interiormente
ij'ali figo., basta que

Ex.: Kumbi vimwe twanena na i'akwetu., certo dia en


contrámos os companheiros.
Tiimukwatcsako ua upondole okivemia., ajudemol-o para
que possa andar. 0
Ktvi tvierifiva natvi? Isto é parecido com que?
Na ike ale ireile., nem um só veiu.
Wehika Ifondungaluugafomapole ó niouye muno., che-
gou ao cumulo da felicidade d'esta terra.
Namp'ira ari omona., jvaíyiluka otyipomho., bem que
outrora fosse do povo, agora tornou-se grande homem.
Lhanda turingevo kamive p eivaneno ryae nonl)v''e'f
Queres que nós estejamos em união com elíc ?
Kakele keíyi onongomhe mbuhapopil E’ pena que os
bois não fallem!
Ame elyi iiahaliandere okiikala., razao porque nao
quiz ficar.
Ol)'o uvinga ovana velii ongotyo? E’ assim que tu tra
tas os nossos filhos ?
Tfiriiige olyiri, hamive okiikemba^ katyiwe, seja ver
dade, seja mentira não se sabe.
Arankn''ata., omonio avandeta k eiimbo. prenderam-me
e então conduziram-me para sua casa.
Halj-imire hay., não é por outro motivo senão.

[Link] DUÜDECIMO

Das interjeições e interrogações

149. Ha interjeições que são apenas gritos, como:


j-a! ye! Outras são palavras contrahidas, as vezes phrases
NYANinCA l

●hT
ellipticas, como luvahnnel Somos homens valentes. Aciuhj
lurari' Èstou morto duas vezes! etc.

IDO. Os mais usados são os seguintes para exprimir:


l.° — Dôr, afflição, repugnância

u! iri! ai!
latyé! lale\ oh! meu pae !
mivenyo! que dôr! me}'o! minha mãe!
mbiro\\\ em vão! 5‘cka! deixe-me !
I! oú! que dôr!
pita! fóra d'aqui!
2.0 — Satisfação, admiração

olykva ngaifi! como


é bo- iyata nawa ! muito bem!
nito;I eíi! o quê!
/rc7.'sim, bem ! _ otj-ipuka patfi etyi! que
coisa!
õre wahuva! lu te adipiras .
ehc! oh!
eii eiyi tate! o que é isto.
onialapi d! que felicidade ! íapi lalala! vae tudo bem !

3.0—Estimulo, valor

tiiralinne! animo! tuvinyarnal somos fortes!


kokot animo!
iambitla! apanha!

4-' — Aviso, vigilância

nlii \ ulú! grito de guerra! ?mtJave^ vakjve^ vclii!


07>e! omve! owvey! mpopila^ mpopilcy! soc-
COiTO !
hateka,' hatekey í depressa !
ako! cautela. jpól wó! está bem feito! (iro
elo! cuidado! nia)

5.0—Affirmação com juramento

Na tate! na mé! na hamukireluf^pov meu companheiro!


N eianda! por minha circumsição!
G ® — Interrogação

i5t. Já vimos que algumas interrogações se/ormam ou


prefixando os verbos com partículas invariáveis covcio pi,
nn^ tj'i^ ou prefixando os suflixos dos nomes com paiticu-
las variaveis como ngapi^ etc.
Ha tombem outras independentes de qualquer combi
nação. São as seguintes.
58 ENSAIOS DE GRAMMATICA

7;/e, não é ? não é verdade?


0/nVr/, o que é ? On^^aiyi otvo^ para que é
Haivinuve^ não é ao mesmo isto ?
tempo ? Op/, onde ?
Na liíuri-, quando ? Opi o/.-o, onde é ?
Hatyetfina^ não é quando? Olupi^ em que dia ?
Exercicios:
Weile olupi? Em que dia veiu ?
WankNa opi? Morreu onde?
Wakuluhva na liinyi? Quando nasceu?
He yepanga ryore iiíiiva orye? Como se chama o
pae de teu amigo ?
Opi jpalandcre ongombe ey? Onde compraste este boi?
Otyindele patyi? {*) que branco (europeu) é ?
Omapali paíyi á! Que felicidade!
Onondiipivupi mbatyo ombupi? Os taes malévolos quaes
sao t
Ovinanene oinpi? Quaes prodígios
Ongombe ondyiloy, ine ongouga^ ine ombala patyi ? O
boi é preto, ou branco, ou que cor ?
Ongaiyi otyo? Por qual motivo, porque ?
Owoma ó'-}vatyi? O medo é de què:

II Divisão — O Verdo

[Link] DÉCIMO PRIMEIRO

Noções preliminares
sobre a construcção e formação dos verbos

i5-2. Todos os verbos, no infinito, compoem-se da par


C.X.:
tícula o/r», e d’um radical cuja final é quasi sempre a.
Oku-ua^ ter; ohv-enda^ andar; oku-popya^ fallar; okii-
7'/»f>cT.
O '
fazer.

Nota. Teem outra final os verbos seguintes: okiiti-,


dizer, fazer ; okuhvete^ ver ; okuri-, ser.
IDO. Os verbos, na sua fórma simples, são sempre
transitivos (activos) ou intransitivos (neutros). D’esta fórma
simples derinatu outros verbos, mudando as desineiicias
dos primitivos.

(‘) Paíyi (qual é) é o locati\% pa sequ'do da partícula (rã_Em-


-prega-so, n’esta forma invariável, em muitas interrogações ou iiiter-
'cicóes
DO
NYANEK.V

o radical, divcrsamente siij/ixado, consci\_aia


comtLido a sua jaeia fundai-ncntal
_ nas novas modihcaçocs,
dos verbos derivados.
[Link] diversos modos e ío!*mas

iSd. O radical cio verbo Í2." pessoa do singular do


imperativo) é portianto a base sobre ados
qual assenta todo o
verbos.
mechanismo da divisao e con)ugaçao

i5õ O verbo tiyaiieka tem tres medos: o infiniM, o


indic uiVo e o imperativo. Os tempos fundamentaes sao: o
™ e e os dois pretéritos fp<=>'[Link] remoto e perte, o
imotediatop Com auxiliares forma,ivse o .[Link], o iu-
turo e o mais-que-pci leito.

\ re^ra 2craí para a conjugação dos verbos e a


se<^uintê ■ Em todos os tempos, nos modos pessoaes, o su-
?ei?o deve unir-se ao verbo por meio do pronome pessoal
loniuncto correspondente; a fôrma verbal ou radical nao
muda Além d'estes pronomes conjunctos, piefixado^
verbo para indicarem a concordância dq verbo com o su-
ieito o^verbo nraneka é ainda su|eito a diversas outtas mo
dificações, quer por meio de prefixos quer por meio de
suffixós e infixos. Tomemos por exemplo o veibo okurda,
bater: ,
Ame ndyi-reta; onlire tu-rela.
Ara va-reta; owve nuvci-ret-mci-
]'e-ri-rela; ne-mu-vel-ela^ etc., etc. ^
O radical reta receberá diversos afiixqs que o mocbfi-
cam. indicando ora o modo de ser da acçao (sufiixos), oia
as condições nas quaes ella se deu (pieíixosj.

i58. Portanto os pi'cfixos indicam as modificações jie


tempo, logar, contingênciaia; os sufiixos os modos da acção:
se ella é real, periena ou pi'esente, transitiva ou intransi-
tiva. activa ou passiva, etc. e unico
i5n Todos os verbos conjuganvse pelo mesmo
modelo. Uma vez collocados na classe e grupo ^^le per-
tencem, o radical tomará invariavelmente os aihxos do
grupo.
ibo. Damos aqui uma tabella de conjugação d'um
verbo activo, na fórma affinnativa e P"""':
paes tempos do presente e do preterito. Como da forma
Ltiva dei-ivam todas as outras, e que d estes dois tempp
derivam os demais, esta tabella será a norma pela cqual
todos os verbos se devem conjugar.
6o ENSAIOS DE GRAMMATICA

l6l.
Norma da conjug-ação dos verbos

Okinn.m.i Acjbjr

riiKmos IMUCITIUI IT.L^nif:


|t
IKIS
[Link]
Alti riiinlíui Noijalito Alüniialixi

ame ndvi-mana hi-mana na-mana! ha ou sa mana ndvi


nntw^e tu katu » twa katwa M tu
ove u » ku )) )) kakM-a ku
onwe mu » kamu » ! mM’a 1) kamwa )> mu
o mu u )) kau )) )) liawa II u
ova va )) kava I) va » kava ve
ovi, omi VI )) kavi vva II kavva )> I VI
oiu lu » kalu \va )) kalwa )> l : lu
OIU tu 1} katu )) ))
twa II IwUwa ■ tu
ow u )> kau » WÍX i> kawa )) LI
oma a » ka » a » ka a
o 1 )) kai » va » kava I
ono mbu )>
e
II kambu mbu l> kamha )) mbu
n M kari )) rva n karya » n
otyi tvi » katyi » iva )> I katva )) tvi
oka ka j) ka k a ka : kaka » ka
oku ku » kaku » Icwa knkwa )) ● Jcu
Da pa » kapa » 1)
lui 1- pa kapa )}

I
Ku » Icaliu » kwa kalcMUi
mu mu kamu u m wa ))
. kamwa

CAPITULO DÉCIMO SEGUNDO

Dos diversos tempos do verbo

§ I."—Indicativo presente (6

162. O indicativo presente denota que a acção se fax


no momento em que se falia. Ex.:

O verbo Bantii tem duas lórmas fundamentaes, como o verbo


semmco. Estas duas fór
mas. na origem, ncáo leem nenhuma sisinifica-
çao stnctan-iente temporal; indicam apenas que a accão é perfeita^
acabada, ou simplesmente que está em execução. Seguirido o exemp'o
ue 1 AluJlei, podíamos chamal-os aonstos e cíarn/n-o.s. Conservamos-
lhes os numes de preiemo e presente, por serem mais usuaes.
6i
NYANEK:V

N.'«.';iaüvu
A nirmaiivo
hi-vi
ame ndfi-rfa ku-ri
■ove u-rya
ka (prcf.l ?/
íDivers. sujeitos) (prct.) kamu-ri
■outwe tii-rfa katu-ri
onjve niu-vyci
ka (pref.) ri
(Div. sui.)\'pref.) rva
I (SS Ouando quereaios referir-nos a uma accao con-

okiiri, (ser^estar), seguido dum locativo ou pre-


’ infinito do verbo que
posição e_o
Ndriri m’okurj-a^ estou comendo^ hatiihcihi rnouu
7D'cvia^
' não estamos a brincar.

Nota. — Nas narrações,


. o presente póde com vantagem

^"''^nri\^lukT7Z,^^-irÍF'olr><haka, (em vez de


qJX cheg^-am, o sol esfava no momento em que se iaz
u manteiga (ás 3 horas da tarde).
S 2.' — Preterito imperfeito

líSa Este tempo indica que a accao se fez quando ou-


tarabem se realisava; emprega-se principalmente na
fórma narrativa, o indicativo presente precedido da par-
ticLila onk''o. (‘) Ex. :
jva/ro oiik^o uhena ape-
Este nlho fugia sempre, omona Ihe obedeciam, oníro
/zo; chamava-se, onk'-o iilin’a \ nao
kamiilavera.
^ 3.0 — Dos pretéritos

i65 Para se exprimir uma accao pass ada, ha no nya-


neka duas fôrmas a que poderemos chamar
feito immediato e preterito perleito remolo. O pnme o
renresenta a idea de uma accao passada que ainda sub
sism nos seus resultados. Em portuguez exprime-se pelos pre-
tetatos perfeitos simples
ou tem chovido (ultima-

'^'^'Xtnbila fãlokele, choveu ha tempos, hontem.

(1) Na escripta onU’o deve distinguir-se de ank'o que é a con-


juncção.
02
ENSAIOS Dl- [Link]

^ Coiijügam-se nccrcsccntando ao prefixo prono-


minai coniuncto a vogal j, e mudando para a ultima Ibrma
(pretento remoto), o c7 íinai em e/e, //e, cne^ iiie. Kx.:
A nii-iuativo
Xcyalivo
ame ua-rva^ uarilc sai'va. sarile
ore ;;’t2-rrc7, warile Jnvaryci, hivarilc
■ ● ● n?p't7, . ..a}'ilc ka..arya^ ka. . .drile
onhre íwarya^ hvtirilc kd/n'ãr}\i, katjvarile
owre ynwarya., nuvarílc
kamjvarya^ íxwunwkle
(. . . ) ■ ● ■arya., . . .arile ka ...c7/p\7, ka...arile

i(>71. vogal característica deste tempo, como se vè,


é (,t a.
. Colioca-sc depois do pronome pessoal conjuncto;
nias por euphonia (aitracção de vogacs) pode pi'elixal-o, e
n este caso não se repete mais depois d'elle. K X. :
Ovana aray, nretyitau^-cia ina ^ os íühos foram se e
contaram isto á mãe.*
Hojio k omuhuka arcripahaula. hoie de manhã compri-
mentaram-se.
Omili onuJnvaro ariya 0']’a-ya) as art'ores \ieram.
Olumoiio alusala (livasalai., a fortuna ficou.
[Link] nnjvT, anil {rya-ya^ ryalij., o gigante veiu e
disse.
OrUa aintewa (vyatcyva) a guerra acabou.
i6S. Em alguns verbos o preterito tem o sentido de
presente. Ex.: ?\arcra., estou doente; iiapí/a., \'ou-me em
bora; napaudula, agradeço. N'estes \ erbos, a idea do pre
sente significa entrar n‘um estado, principiar a fazer qual
quer coisa. D'aqui resulta que este tempo traduz a idea
presente dos adjectivos verbacs. Ex.: yarola., a carne
está podre ; olyileh tyalema., a carga está pesada.

iinp. Easeando-nos nos suffixos do preterito remoto,


podemos dividir todos os verbos cm duas classes, e cada
ciasse cm dois grupos. A regra é esta:
I-TO.
/ Se a penúltima stdlaba do radical fòr a, r e, 0,
o preterito remoto acabará em ene, ele ( i.'^ classei.
Sc fôr i. 11, ou se o radical acabar em j'a, ma, o pre
terito acabará em ine, íle (2.-‘ classe).
Em ambas as ciasses, se a ultima syllaba do radical fòr
ma, ua, o preterito por co-assimilação parcial acabará em
ne; se fòr qualquer outra lettra a íinai do preterito será
le.
NYANEKA (■●3

ena
Km resumo: Temos verbos cujo preterito termina
, ele. C71C., e outros em ile, ine. Ex.;
na
/£.'/e:^em todas as fi naes excepto ?íia
O
oUulala (olhar): nalalcle
okuleta (cortar): nalelele
okiihoureka (escreven: nahonrekde
okuUipa (buscar agua): ualapek
t/:
■A ene—^nas íinaes de iia' ma
okitmoiia (vèr): uamoneiie
c- okiimaua (acabar): namaneue
o okulema (pesar): ualemeue
A
okuyama (tocar): nayamene

o em todas as finaes excepto ma ita


CO

o okupopya (fallar): iiapopile


okukinilka (moer): nakunlkile
I okuuky‘a (morrer): nank^ile
I okufura (esfolar): nayuvile
t/V
A
|/;;e = nas fi naes de na., ma
okunira (beber): uauwine
O '* I okulaitmuna (escovar): nalaumumnc
a okulinna (mandar): natumine
o
CO ^ ükukuna (semear): naíuinine

171. A estas duas formas de preterito pospõe-sc ás


vezes a particula adverbial ale i,muito tempo). Obtem-se
assim um passado ainda mais remoto. Ex. :
Xarya ale, narüe ale, ha teippo que comi, ha muito
tempo que comi. JSalanda ale, nalanciele ale, comprei ha
muito tempo . Om jvalekwa ale, este é abandonado já ha
muito tempo.

Observações.— 1.^ Esta particula ale pódc accrescen-


tar-se- também a outros tempos, c exprime entao a ideia
de: de nenhum modo, já, absolutamente. Lx.:
Ame hihande ale, não quero de nenhum modo; omunku
urinpa ale ( niupika wouohamba, uma pessoa torna-se coni-
pletamente escrava dos reis..
2." Na escripta, para evitor confusão, e melhor não suf-
fí xar os verbos com esta particula. Ex. :_ ●
Omili vyelu ove ivevipola? Resp. Kevipola ale ou iie-
jnpolele c não nevipolale. lu foste buscar os nossos paus?
Ha tempo que os busquei.

s
NYANTKA (■●3

Em resumo: Temos verbos cujo preterito termina em


. ele. cne^ e outros em ile, iiic. Ex.:

lele--=^Qm todas as finaes excepto wa, na


O
oku/ala (olhar); iialalek
okulela (cortar): nalelde
oJ:uhonveka (escreveri: naliouyckde
okulapa (buscar agua) : iialapde
ene—^nas fi naes de na'ma
O
okumona f\'èr): namonene
okmnana (acabar): namanene
O okulcma (pesar): nakmene
- \ okiiyama (tocar): nayamene
O
ik
í * em todas as fi naes excepto na
O okupopya ( fallar); napopik _
okiikunka (moer): nakun/kik
okiinky‘a (morrer): nanlydk
okiiyúva (esfolar): nayuvik
c/3 ●o
Ine—ncis fi naes de ua^ ma
oJninma (beber): nanwinc
a * okiilaiimima (cscovan: nalaumuninc
C-
c oku/uma (mandar): nalumine
o
ukiikuna (semear): uaicunine

171. A estíis duas formas de preterito pospõe-se ás


vezes a partícula adverbial ak (muito tempo). Obtem-se
assim um passado ainda mais remoto. Ex.:
Narya ak. narik ale, ha tcnipo que comi, ha muito
tempo que comi. Ealanda ak, nalandde ak, coniprei ha
muito tempo, Oiv jvakkma ak, este c abandonado já ha
muito tempo.

Observações.— id Esta partícula ak pode accrescen-


tar-se tambera a outros tempos, e exprime então u ideia
de: de nenhum modo, já, absolutamente. Ex.;
y-[me hihande ak, não quero de nenhum modo; omunku
iiringã ak ( tnupika irouohamba, uma pessoa torna-se com
pletamente escrava dos reis..
2d Na escripta, para evitar confusão, é melhor não suf-
fi xar os verbos com esta particula. Ex. ● ●
Orniii vyelii ove n'ci’ipola? Resp. Eevipola ak ou iie-
vipokk c não nevipolalc. lu foste buscar os nossos pausr
Ha tempo que os busquei.
*

64- ENSAIOS DE [Link]

S 4-'' — Oo preteríto mais que perfeito

I
72. Para obter este tempo, antepÕe-se ao preterito ●
perfeito a partícula oiik’’o. Emprega-se no principio das
narrações. Ex.:
Tinha comido, onk'o narra.
Iodos os animaes se tinham reunido, ovinyatna aviho
ouk‘-o vyaugoloka.
Certo dia tinha ido uma pequena lebre, kimibi rimivc
kaiidiniba kaendaenda.

õ.° — Do futuro

17J. O futuro não é senão o indicativo presente, ao


qual se antepõem as partículas nia (nie por euphonia),
ha. Ex.:
Aüirmalivo Negvuivo
ame maudyirya himari
ove maurya ki/mari
... ma... rya ka... mari
ontiv e maturya katumari
omve mamurya kamumari
... ma... rya ka... mari

Ow haiviya potyolo? Elle virá ao altar?


Omiihuka mahvenda aluho. Amanhã iremos todos.
Kumbi rimwe hammiya vari? ^-oltareis de novo mais
tarde ?
Oiye memuiekiila? Quem cuidará d elle ?
Mavaniimana na rakwavo, Elles se zangarão com os
outros.
Mandyiholama, eu me esconderei.
Manãyivekivata., eu os apanharei.
Haiunvasa! Até logo! (nós nos encontraremos).

Cada vez que o futuro implica ideia de movi-


mento, ou certeza absoluta, (ideia traduzida em portuguez
por hei-de, vou, irei, etc.i, emprega-se 0 inlixo /m, posto
entre os prefixos verbaes e o radical. Ex.:
Ndyikapululukma^ vou descançar.
Endey.,,mukemiiiale etyi ckaht, ide c vereis como elle
está.
T akanj-ang-a ouompKy' mbavo., foram em procura dos
seus rastos.
Ntemutereka (por ndyikemiiterekap hei-de cozel-o.
NYANEKA bD

Ndyikevekivala^ eu heí de os apanhar.


Oj’ãna^ nga vakahongola ondyila. os filhos, se forem
mostrar o caminho. ● ●
se...
07>e ndvikduípcikã^ eu hei de enterrar-te,
encontrar-se ao
Ohsi-rvaçÃo. — A particula ka póde
mesmo tempo com as particulas ma^ ha._ nos icunpos do
futuro; não leem ambas a mesma significação. K.\.:
Oiv makcya okuyovola ouj'l\ este que ha de vir salvar
0 mundo.
Ohamba makiiíi íigcri? O que dirá o soba r _
Omona woj’e makaraka? O seu filho irá roubar.-'
Pahe onhPc kinia matukankpa_ ondyaia ? Agora nós
havemos dc morrer por ahi á fome r i ● j-
Ovanku aluho halukali: he! olyo halyo, todos nos di
remos : isto não é assina.

Nota. —Como se vè, nos exemplos acima, o preliNO


prononainal ou verbal .supprime-se ou coniracta-se depois
da particula ma. Kx.:
Om mekeya^ e não . ma-iikaya.
Makali por maiikali.
Não se supprime com
l ha. Ex.
Hauiyipopya'^ FJle o dirá r , ● -
J-Jankiipírigaua? bicrá elle o teu herdeiro."

17D. A particula /m, na accepção de movimento, etc. ser


entra em todos os tempos e modus dos verbos, e ;^aóde_
a
considerada ccmo uma particula auxiliar^ Ma e
particula caracteristica do futuro e signihca sobretudo
ideia de «estar para». Ex._: . .
'J'meI?enwpola., fomos tiral-o; kcmupopilc uh iiapanaula.,
vós lhe direis que elle agradece; eta oula iia ndj ihaj eve
na-o.) traze a espingarda para ir á caça com cila.
[Link].—Encontram-se ás vezes as particulas ma,
devem confun-
W20, como ht/zAros iValguns tempos; nao se _ ,
dir com as particulas do iuturo que são pi'cJixos. Signifi
cam ideia dentro de. em, no coração. Ex.:
OmakiCmbchpa oniu amakululihva., os erros no meio dos
quaes nasceu.
Veiu 1’amasokaila okukapila. os nossos costumam sem
pre pensar (no coração) em ir passear.
l"Jtj'i owindu tiii ivameya., quando a aguardente che-
gou.
Ku ame kumovahiito P tu não te vaes chegar para mim?
FOI..' -T
1)0 ií;nsaios dk gramm.\‘i'k:a

^ Nota. — No exemplo seguinte, mu (contrficcao de mau)


e a particuia do iLUiro Kx.:

Mrcre mopaUvu:? ainda tu duvidarás?

I)."-- Do futuro passado


176.Não é usado. Quando se quer exprimir uma ideia
coi
■respondente a este tempo, emprega-se o pretérito mais
que perfeito. ]'{x. :
Auk'0 yakalolui halyo okulima^ quando tiver chovido
Jião de tratar de culti var.

-s /● — Condicional

177- A característica do condicional c íipeno^ seguida


dos tempos presente ou pretérito. A conjuneção «se» do
primeiro membro da phrase exprime-se por lyiua, ank'0.

--l/z/do Iweile rira^ íin;cno tn’C}’crilile^ se nós viessemos


logo, poderiamos supcral-os.
7'yi)io ipahaudere okiinl^ai^era íigcuo lyapma ale^ se
elle tivesse querido obedecer-’" me, )id seria coisa acabada.
Aiik'0 ha. Huku., íípciio eiho ryanpe udyiliipuy)‘o^ se não
fosse Deus, o meu olho fi caria perdido.
Aulko uavi 7i'cnk’-iki^ hgeiio udyikwarerafo^ se cu. ti
vesse uma faca dar-t’a-ia.

OusEinvxçÕES. — i.'‘ Ngaio exprime a condicção. Para


traduzir o condicional de desejo usa-se da fórma negativa
do futuro hima. etc. Ex. :
I-Iimaudj-ipopi^ ank'-o uapondolc oh-ulyiringa. Se cu po-
desse fazcl-o, fallava; ou como eu failarial o meu desejo era
faiiar, se podesse fazel-o.
2.'‘ A idea condicional ou de desejo exprime-se também
pelo preterito. Kx. :
Xahaudek’ u ac tupu cye, queria que elle tsmbem viesse.
Aahü}'j'a-ale o(j'.’jn'oz/g'o clyi! Se ao menos eu não ti
vesse comido este 'frueto l*”

§ 8." — Conjunctívo

1-78.
/ K' 0 indicativo presente com a substituição do a
linal em e. Kx. :
Adynye? que eu coma? (ou possa comer?)
Adj'iko)nbe? (queres tu) que eu varra?
Hukii n’chvà]’cra oiwudunseO na íupondo lc okunuvi
NYAXIIKA ó?

11 okumutavera. Deus deu-nos intelligencia pai*a que possa


mos conhecel-o e obedecer-lhe.

Observações.— i.’'‘ Trataremos, na syntaxe, dos diver


sos modos de ligar as phrases conjunctivas á principal,
e.’’ Como se^vè nos exemplos acima, o conjunctivo póde
exprimir desejo, ou ordem, e fazer as vezes do impera
tivo. Kx.:
Ononfi;ombe wbiikawre! (quero) que os bois bebam!
lliaUe: ame narya^ não digas que eu comi. _
l'unpae olyinyama t_yi? Matemos aquellc animal r
Sdyipinixe ame iuc ove? Succederemos eu ou ttu

^ f)." — Imperativo

179. O imperativo obtem-se, tirando a partícula oJ:u


ao iníinito. A segunda pessoa do singular é o radical do
verbo; substituindo o a linal por cr, temos a -id pessoa
do plural:
íOku)euda^ eudcy; (oku)ria. ryey; popya^ popyey;
(okuknana^ rnauey. ívx.:
Tmende)\ íiihaleke)\ vamos, apressemos.
Kalapey omeva^ ide tirar agua ; liivetey ombih\ esfor-
cemo-nos.
l'ukakougey orila^ vamos reunir a guerra, etc.

Observações. — i.‘'‘ Havendo dois imperativos a seguir,


o segundo pode traduzir-se pelo conjunctivo. Ex.:
Endyii^ iilonde^ vem cá e sóbe.

— i.i' Encontra-se uma fôrma imperativa preterira


(com sentido de presente). Ex.: onwe mn’ahalaj’erej'^ não
acrediteis; oj'e ivaJiaidj‘‘-epo^ não me deixes.
2.'^ Accrescenta-sc ás vezes ao imperativo o sulhxojVT
para mostrar impaciência, desgosto. Ex.:
Kiitaya, amarra emhni!

^ ro." — Dos participios

i<So. Não existem participios. O participio do presente


portüguez traduz-se :
i Pelo infinito. Kx.:
(Obedece murmurando, ulavera m'oJ;uuona.
Faço isto brincando, ndyilyirhipa m'okimj-ana.
O. pae dos rapazes, vendo isto, etc., he yovana p oku-
iyimona.
68 KNSAIOS Uli GRAMMATICA

2." Pelo subjunctivo. Ex.;


o boi foi-se indo assim, ongombe aira^ ive iv^otvo.
3." Pelo radical do verbo substituindo o a linal por e.
Póde chamar se participio narrativo e vem depois dos ou
tros tempos. Ex.:
Sahindo'do nosso quarto, lupuke m'o}idv}vo.
Atravessaram o rio qndo), rayauha eiuie.
O boi entrou comendo, comendo, onpombe auyingila-
mo, rye^ rye.

i8i. Este participio narrativo cxerce. ás vezes a funeçao


d'um tempo determinado, e costuma repetir-se para dar
emphase á phrase. Ex.
Omulxciy^ elyi apiiidiikapo^ Jhilchw hateke... ló k’eu-
7ubo^ a mulher, quando se levantou d'ahi, fugiu para a casa.
Avãli Unmvc: tinige... twípc.. ^ li/upe. [Link] fizeram
(construindo) por construiram a casa.

182. Outras vezes, um tempo determinado é represen


tado por uma onomatopéia (palavra que imita qualquer
acto ou grito e fórma harmonia imitativab Ex.;
-1// lumwe nonlpiki omaloy: iipa. iipa^ iipa! Foram
mesmo com uma faca ds cordas... cortadas! (cortaram as
cordas).
Turingey ovirinpa! Avawilamo! Topa^ topa! Traba
lhemos (façamos trabalhos)! Cairam por cima d'elles...
forca!

i33. O participio passado c representado pelo preté


rito, e segue as regras dos adjectivos verbacs. Ex.
0)1' mahouekiva^ este homem está inscripto.
Oiyisanpela lyahimbikwa^ a Egrcja está estabelecida,
está morto!

§ ii." — Tempo impessoal

184. O tempo impessoal é formado pela particula tyi


e pelos locativos pa^ kii^ )mt^ antepostos ao radical. Ex.:
Apa pakola. pena oniamanya^ ahi está duro, ha pedras.
P’onip‘-anpn yomnn' patundira^ do logar do fumo sac-se.
P'oíyiío)'i palukiva^ d’uma pessoa severa (dc maií trato)
retira-se (fugir).
M'-emnbo nw’i)'ala oj'ankn^ em casa ouve-se gente.
y\pa akala opo peheiive! aonde está não'se sabe!
Omuhuka tyilie^ faça se amanhã...
Tfãti li/nnpc^ aconteceu mesmo.. .
[Link]
Oq

0;7,'íma, ikamcna, apa


O grão, quando nasce, produz um cento de ^laos.
^ ,2.'' — Infinito
ou
i85. O intinito, corno vinaos, póde servir de sujeito
substantivados. Ex.:
comolemeto e dar origem a nomes
vl!,/í'-o trari okulãmba. Se fosse [Link].
lynhiivinoíi ãíi- Para lhes dar, disse. ● ●
Olripuka \tfi ólrokutubvda mcrwipni. Esta coisa
Toma o machado

surprcza
o,:okup,n,uka. a ma
será ao mesmo tempo a tua perdição. Huku'^ Este
Okwikivamhcva kivalvo ha oktipopya kii
rezar não é fallar com Deus . envenena (o en-
iVoínvaloa (on> ivokiiloa). Aquelle que
venenador). . . 7 / ,
Wokipaluka, o emigrante (okuluka).
Wokurivano;elo okuwa, os de boap'ontade.
Al'okiihapii''akuhOi de toda a eternidade.
IVokiihamanene hvore, de vossa magestade.
Ondaka eyyokuiuva'. tireya. - ● a palavra de dizei,
-gamos, etc.

NoTA. —O infinito póde substituir, no estylo narrativo,


ura tempo determinad^o, c tomar ás vezes uma forma pas
sada, pela incorporação da vogal a. Ex.:
Ondolo, iio-a yapopya, opaiiku olyo okuhaíeka. Quando
o mãto de alegria se ouviu, o povo logo correr (por, coi 1 eu).
Auk‘-o vetmipindula. otyo okwemuhokla^ se elle o cum
orimenta, é que cllc o amou. _ j 1 ■ ,l ’
^ vaipisa ohope, fnuhumi onoptban;^ olukainí u n o~
luhpendye okimyaua. Uns matam um boi ou dois; a )u-
V entude'dos dois sexos principia a dançar.

186. A fórma repetida do radical do verbo indica cos


tume, facilidade, frequência. Ex.:
lYokipenda-enda lipepiPila, de andar sempre ficamos
cançados.
'Okuveta-veta^ sempre bater.
Okutela-teta, cortar cm pedaços.

187. Esta repetição observa-se em todos os tempos


e em todos os demais.
■dos verbos acabados em jm, ipa
70 lüNSAIOS DE CRAMMATICA

cujo Rid;cal não é monosyllabico. N'aquelles, cujo radical


é monosyllabico como cm ohn-li^ ol:ii-pa^ etc., a repetição
faz-se sómente nos derivados,como: oJuitiwã-tiivã, oJiiípciva-
pova. Km todos, só o primeiro verbo toma o prefixo ver
bal, mas ambos mudam' a final.
^[me iiarya-v]'a. narile-rile^ hautva-tya na muhulca
na muhuka 'í Não acontecerá todos os dias'?

CAPITULO DECmO TERCKiRÜ

Irregularidades dos prefixos e finaes dos verbos

187. Dão-se algumas irregularidades de contracções e


mudanças de consoantes nos prefixos e na final do verbo.
Estas irregularidades parecem obedecer a umas leis eu-
phonicas assaz diíficcis de estabelecer e que só a pratica
póde ensinar.
188. A regra fundamenial da euphonia, no caso que
nos occupa, parece ser esta : Quando iVuma phrase predo
mina uma vogal, as vogaes do prefixo e da final são at-
trahidas pela vogal predominante (Cf. Harmonia de vo-
gaes 29). D'aqui segue-se:
1.
O a muda-se em c nas partículas ;/j, 7’n, /;ra,
?7W’a, /m, ha, cada vez que estiver seguido d'um comple
mento infixo (incluso n’dos verbos reflexos). E X.:
Ncfuiniiona houo nuvmnnonaj. Vi-o hoje.
OnonJx-^-ombú mbelii livembulandere (tivambulamierej k'0-
Iialc; os nossos cabritos vendemo!-os ha tempo.
Omojia kemiitarera (kanut)^ o filho não iiie obedece.
Onín'’’e iuheronoua (íuharc/, ]:ós não os vimos.
Onwe mukerilcva hono?(mukari)ides oiíender-vos hoje ?
OrakwQudye karcri/ancra {karavi) naira^ os rapazes
não se harmonisarn bom.
]Vevircla (jvari) i/neiic^ feriu-se muito.
]'en'/)j’ena motupj\i^ approxÍmaram-se do fogo.
2.“ O u (prefixo pessoal conjuncto) muda-se ora em 0,
ora em i. Ex.:
Oudyala auldo yapira^ oj’c n)-a (iiya)^ quando a fome
tiver acabado, tu pódes vir.
Omukay keinmneue ale (kaii)-, a mulher não tinha ainda
acabado.
Onpo omono (umona) ngo onlrari^ etc., quando tu vês
um crime.
0.'^ As vogaes a u contráem-sc ás vezes em 0; outi‘as
vezes em e. Ex.:
NYANFTKA 7'

Ove hov, hopopi (hauya, haupopi), não vás, não falles.


Ove nk'-cre tnopaíana íviaupcilanã)'^ Ainda tu duvicta-
rás ?
Ha on niekeyay imakauyaj. Não é dle que vii
4. O a final do verbo muda-se cm o, it. etc., conforme
a pi^oximidade da vogal dominante. Ex.:
Ovakivendye avap do onoulriinyj nonhi. os rapa/.es
tiraram os cacetes c tiç(3es.
e seus deriva-
5." O plural da |- ciasse, no preterito
dos é rnbci e nao mhwa. Ex.:
(jnonJdkiki mbeikjilc.^ as facas são fortes.
Ononklronibo nibavahva^ os cabritos são comprados.
a
i8(). Os nomes de pessoas e seres personificados,
qualquer classe que pertençam, regem os verbos com os
prefixos pessoaes conjunctos da 1 .'' classe, hx.;
[Link]-a /jvru, ii?’asa onciyamba uhinpi. o lobo veiu
e encontrou o ele’phante deitado.
Ovinyama avaiiv). avalila lmwvt\ os aiiimaes loram-se
e até choraram.
Oiyipundi iyohamba ivetyelela^ é o ministro do rei que
trouxe (a noticia). . ● i ●
ICpaiipa Tj'aiipé veya hoiio^ 0 nteti amigo teiu hoje.

CAPITrEO DÉCIMO QCARTO

Da conjugação negativa

J()0. Para do aflirmativo se obter o negativo, ha duas


fó[Link] :
1 ." Fazendo seguir o [Link] verbal da particula /w,
(lio ou /k', por eriplionia ((''q) como okii-ha-lala, não dormir.
Kx.:
Oiioupolo mbiiheua lyikwipu, okiihaieka mbimhvala-
iipala^ as zebras que nfio teem guia ao correr são levadas
por s! só. (Provérbio). . . . .
OI:aila iihari }veI:epolelatyi potyiyu^ porque tiiaste
do ninho o passarinho que não^(gostas) de comer r ('idemi.
Auk'o ivavasa eiva vyalcauk ti, uhalie: udyiviyoaLo^, 11-
kuljvala, se encontrares um tanque tranquillo, não digas:
vou nadar n'elle ●, póde Icvar-te. (Idem).
Lliatuupe ohambo^ ononpombc iihenembiinionc^ nao cons
truas o teu curral antes de teres bois. _
2." Antepondo aos [Link] a particula ka (que nao se
deve confundir com a outra ka^ que significa mo\'imento).
Ex.:
o
/- ENSAIOS DE GRAMMATICA

Ondamba l:aitumjva-[umwci k'o]’aní‘-u; ikuJnindisa 77»*o,


um tolo não se manda á gente (com pecados); elle te en
vergonhará certamente.
Onyiengo renyimva, a cólera engolc-se, nao
se (deve) cuspir.*
Mtikwe!J{atupopi^ pen orifwo; kcihvàmbe^ poi ovink''o-
iido. Oh tu . não fallcmos, (aqui) ha folhas; não conhemo's
segredos, ha abrolhos.
hlyi neht‘_y (okivi) katyimpolo omtwcle p\,u('‘i/lo^ o que
nao conheço não me tira leite do peito.

üpsiuíVAÇÕES. — 1.-'^ No imperativo a particula/ia vae


no principio, assim como nos tempos em que o verbo tem
muitos prehxos. Ex.:
Hanwkcmbiral não sejaes enganados!
Manda tnondyjvo^ holianda in onibinu^'0^ procura no
quarto, e não no coração (alheio).
hakarcya ? elíes nao vieram r
Parece indillerente o emprego da particula Jia ou /x a
em muitos casos. Ex :
Opirimra
o ein kavipunya ou vihapnnya. Estes trabalhos
nao sao penosos.
Omilenya karipu ou nhapu inoíyiloiipo. As seceas
(litt. os calores) não acabamI na terra.
Ara rchehole ou karaholc oranku^ os que nao gostam
da gente.
Apa kapaiwa ou peheiiva^ ahi não se vae.
. particula ha (hi para a i pessoa singular do
inaicativo), pôde prefixar os substantivos, adjectivos, etc.,
c tem a significação de. não sou, não é, etc. Ex.;
OnlPeuda hawoma /ha oironia) (o que tc dou) e ■■
é por
compaixão, não por medo.
OkitnoíipDiioka óhanyi (6 ohanyi) hanima (ha enima).
Conhecer (uma) pessoa é questão d’um mez, não de um.
anno.
Atj-iho ivikenya Jiauomp^-ande (ha onj. Tudo o que bri
lha não é/?a77cA>(ornato indigena tão apreciado como o « luro).
Okiri oihiyamba haukulu., okivcudera n ovakowj;o. Co
nhecer o elcphante não é (o privilegio) da velhice,'(basta)
ir habitualmente com os caçadores.'"
iidyin omaíun; /n/pora, ndy!n'ouondun<^‘e.
Não sou surdo, tenho ouvidos; não sou tolo, tenho juizo.

191. Além dos prefixos negativos, o verbo recebe ainda


outras modificações nas finaes. Assim :
NYANEKA 7^

I. As finacs_r<i, n’a, mudam-se em /, u- Okuvvt^i ohu-


mva! fazem okuharu okuhâuu. bx.: j ■ i -i
OnVvula kairi oukola, ongenda na wa kaimbila, quem
pergunta nao come veneno; quem vac com a mae nao sc

'^‘^^^Oniber y^neimo kaipu okupila, quem está doente do


estomagò não^ acaba de purgar-se (quem ruim e na teira,
ruim é íóra delia). _
estou doente (pela
Ndyivera Huku, hipopi Huku, eu
vontade) de Deus, nao fallo (mal) contra el e.
\Tdrikabvihvi, hiri ovirpa; ndyipougo húongwa ondu-
ncre, eu sou um pequeno passarinho, nao como milho, es
toLi abandonado, não me ensinam (a ter) juízo,
2.' Por assimilação o a
muda-se em c I 0, u cm
muitos verbos. Ex.: nao
Omiikongo iihulaula katomo, o caçador que gnta

""^^"omunkr^a kanyimi olupfa; pena nessalako, o defuncto


não apaea o fogd (do quarto); ha quem hque apos elle.
Hipiti pembe fhipita k'olupemhe)-, kumbi rwuve o{p-
pepe triknralnla. (Não digas): eu não passo pela planície;
um día o tufão póde levar-te. ,● /
Nyaiigelako; omukulu katyiudi enkinke, colhe ahi (ate
encher);'lim velho nao deve levar unaa coisa vazia.

CAPITULO DÉCIMO QUINTO

Dos verbos passivos e derivados

192 Verbos derivados são os que se formam dos pri-


mitivos por meio io de
-- novas desinencias (suffixos), ou pelo
e reíiexos.
infixo ri que indica os reciprocos

em todas as
iq3. Em geral os verbos empregam-se
suas'formas derivadas; alguns ha, porém, que só se usam
n’algumas d'ellas.

§ 1.' — Da fôrma passiva

iqq. Os verbos passivos formam-se substituindo a^ fi


nal a por jva: okuveía^ okupeUra^ bater, ser batido, etc. P.x..
Ondongi ilandubra oyey ina omera; elombe rilandulwa
rinonondunge. Segue-se o rio que tem agua; segue-se o
chefe que tem juizo.
74 KNSAIOS Uli GRAMMATICA

K.v’vumbãí:aiV:va to!:u?tibjkaua) aviho; vilnilolca^ osala


m ciníranva. Todas as coisas não podem abranger-se:caiem
e tu ticas com as mãos (vazias).

IQD. Os verbos, cujo radical é monosvllabTo, suttí-


xam-sc com sem substituição nenhuma. Okuti^ okii-
[Link]^ okiípa^ [Link] [c euphonico)

iqí). Ha verbos transitivos e intransitivos com a linal


passiva. Ex.:
Okinnv.i o>m}'.i. beber agua; okiifiv.i ondr.i-nbi^ merecer
uma recompensa; okufira oiiolii, apanhar peixes; ukiif)i'~T-,
no sentido de caber; nkiipuliilukwã^ descançar; oÍ:iin-
mbiva. esquecer; okiihinKi^ ser bonito.

197. Os verbos terminados cm asa lormam o passivo


mudando sa em hii}’a. Ex.:
Okiilasa^ lixmbcr —okiilahiwa; oki/rasã^ achar—okiiva-
hiiva.

OiíSüRVAÇÃo.—Pode haver verbos que em portuguez


tenham o sentido passivo sem o terem no uvancka e vice
versa. Kx.:
(Jinvi}'ala^ ser ouvido; oínvimbila^ perder-se.

2.' Da fôrma neutro-pafsiva

i()8. São os verbos que tiram a sua oiãgem da 1'órma


simpies, mudundo a linal em ka. Ex.: oJ:ulc]'a. quebrar;
okii/eka^ quebrar-se; olnipiudiila^ levantar — okupiihi/íka^
levantar-se; [Link]^ alargar — oJ:[Link])-u'U\i. aiar-
gar-se.
S 1' — Da forma reflexa e reciproca

199. São os verbos que exprimem uma acçao que re-


cac no sujeito que a pratica, ou uma acçã<) mutua entre
vários su-eitos. O inhxo (?'/a anteposto immediatamcntc ao
radical, c que é o característico d'estes verbos. Ex.: ndrike-
riyumha p oln, vou dc;tar-me no chão. Miverikdnila fiixcri?
Como é que vos tratastes ?
Ovikola riri pamive }:a}’ipu-ale okiirilo/ola? As caba-
ças que íicam juntas não acabam com o tempo de se dar
choques ?
Aiik o wamona IVimive lyiryahra: kalyiryaiira liuwi-
Se tu encontras qualquer cõisã (que deve ser pisada), que
o seja (lügo) e não por duas vezes.
NYANfTKA 7*'

/ l-'ncontrain*sc verbos primitivos que


Ol}SlSRVAÇÓl-S.— 1
teem o sentido relkxo reciproco, Kx.: Oki/pindiikd, le-
[Link]-se: okululuma, gabar-se do mal.
●> Outros teem na íórma primitiva o mfixo ( u bcni o
sentido reliexo. Ex.: Ointriha^m. 1
biri okuvikoka, incorrer na indignaçao; ükinnondtla, pe
dir perdão.
§4-' Da fôrma causativa

200. E' uma forma transitiva que abrange os verbos


esa ~isa Estes suffixos impõem a obrigaçao de lazer a aeçao
cc^ntida'no verbo,.e indicam geraimente que o -[Link] e
causa do acto praticado. Ex. :
Okupopya, iMur—okupopisa, lazer fallar; okiiimwa,
acabar — okitmauesa^ fazer acabar.

■^01 7’st7 é a terminação dos verbos cuja penúltima


svllclba'termina em u, e, o.-/sn, a dos verbos cu)a penul-
tíma é i\ lí, e dos que acabam cm^jxi, iva. lix. .
okuniona — olnimonesa, íazer vèi .
okiipivila — okupivilisa, fazer cançai.
ükupj'a — okiipisa, fazer queimai.
okiniíva — okiiiiivisa, fazer bebci.
Ohamha fandyipàesa onongombe, o soba mandou ma
tar bois para mim.
Kuna ovirya kakiilesa oulkauy», aonde ha mantimcn-
tos nao ha discórdias
Ovãlulaika kavavisa n ombiva; vaara kãiyilala m o-
ndralã, os que penduram (os seus objcctos) nao os íazem
comer pelo cão-, os que dão, nao morrem de íome.

^ 5.0 — Da íórma relativa

●>0‘> E^ uma fó rma transitiva que comprehende os ver


bos terminados em ela, ila, ena, wa. Estas desinencias de
notam a direccão ciada ao acto pelo su)e;to ou o nm que
elle tem em vista ao fazer [Link]. Cada vez portanto
que se quer exprimir idea de «para que, com <3 hm de, a
favor de, pelo motivo de, ctc.n, emprega-se esta lorma cha
mada também direcliva ou de vantai^em. Ex. .
Nalanda, comprei. _
Nalaudela amukiveíu, comprei a favor doutiem.
Nakuia oritele, atei as cargas. . adores
Nakutile onongamba ovüele, atei para os caiieg
as cargas.
jXaringa, trabalhei.
/ ■6 ENSAIOS DE GRAMMATICA

Niiriuixilc elemo^ trabalhei para ter uma enxada como


recompensa.

2o3. As fôrmas eua^ ina. empregam-se com os verbos


. cuja ultima consoante é w, u; as fôrmas e/a, da copa os
outros. As fôrmas cm e (oia e claj ligam-se aos verbos
cuia penúltima sa-llaba tem as vogacs e, o, a; as fôrmas em
i liua^ Hat ligam se aos verbos cuja penúltima syllaba tem
as vogaes /, ii e aos que terminam cmj'a, iva (^ct. 171).

204. Ksta fôrma deriva do preiento remoto, mudando


a primeira syllaba cm oku e o e hnal em a. Conjugiusc de
pois como o primitivo nas principaes iôrmas; passiva, re-
llcxa, etc. Ex.;
ua-laude-lc! okulandcla
vapopile olxitpopila

200. Encontram-se textos nos quaes se ve que se pôde


empregar indistinctamente a fôrma simples ou a íórma re
lativa. Ex. :

P'okuyaukdako oup^okíiyauka^ hvasuka noiydálo, para


passarmos o rÍo precisamos d uma ponte.
Nkumbulile ara muritckida navo; n'amc ndyikulimbu-
lulei’0. dize-me com quem andas, e dir-te-hei (as manhas
que rensl. Podia-se também dizer ukumbiila^ etc.

I G.o — Da fórma de respeitosa instancia

206. Da fôrma relativa deriva outra que accrescenta á


ideia primitiva a ideia de respeito. As dcsinencias sáo az/a,
az//a, a/zza, aisa. Ex.:
■ Okuriuga^ fazer; okunupaila, fazer 0 favor de fazer.
Okutapa^ okutapaüa. Tuíapaile^ vae-iios buscar agua,
faze-nos este obséquio.
Okularera^ okutaraüa^ obedecer.
Okivárera^ okivaraila^ dai\
Okidckcra^ okulekaila^ despedir-se.
Okulekesa^ okidckaisa^ mostrar.
Okupopisa^ okiipopaisa^ cumprimentar.
Okuluma^ okiitiimaina^ mandar.

Nota. — Como se vc, iila substitue-se por az//a, isa por


aisa. 0's outros accrescentam ila ao radical, excepto os que
acabam em wza, na.f que tomam ina.
NYANEKA //

^ — Da fórma inversa

207. Esta fórma affirma o contrario da acção expressa


pelo verbo primitivo. Reconhece-se pelas desinencias ula^
ulula. A fórma uhila é a fórma inversa combinada com a
relativa. Ex.:
Okiilila^ Rigir; okulihda^ voltar da fuga.
Okuvula^ perder; okw>ima:ula^ salvar.
Okuranga^ decidir; okupangulula^ decidir de [Link] no
sentido contrario.
OkukiUa, ligar; cki/kuíula, desligar.
Okuyika^ fechar; okuyikula^ abrir.

Observações.— i.'‘ ^Ha verbos que na fórma primitiva


terminam também pelas mesmas desinencias. Kx.: okupi-
lula^ virar; okupuhi, perguntar; okuyaluLi^ ser amargo.
2.-'' r/t7, uhihi^ indicam as vezes que a mesma acção é
feita no sentido de «ida e volta, da direita para a esquerda,
de novo«. Ex.:
Riiigey^ rino-uliiley^ trabalhem á direita e á esquerda.
Fefa'feliiUy sopra d’ambos os lados.
Ükunyanga^ okunfangula^ colher d'ambos os lados.
3." Ohusoka faz okiisokaula^ pensar dc novo, ou okuso-
kolola^ pensar até se cançar.
Okiinla^ okunliíliila^ pedir de novo.
Okiivala^ okiivalula^ vestir c despir.
Okupaliikununa^ traduz-se por, tomar a fazer.
Oh'ukcmba^ okukoKkclcya^ enganar com astúcia.

Nota. — O/t?, oim. parecem ser .siiliixos augmemalivos.

— Da fórma interrogativa

208. Nas interrogações emprega-se gcralmente a fórma


relativa, quando se pergunta o motivo; nos outros casos
toma-sc a fórma simples. A interrogação obtem-se:
] . Sufhxando o verbo com as particiilas ju/, aonde :/;■/,
que; 7;'/, como: lJ'e}iciapiy waringalyi? irt7///7’/3
2." Com as conjuneções e pronomes interrogativos;
otyiíyi^ porque; oíigcri^ como; hapo^ não é assim; orye^
quem; figapi^ quantos.
3.° Pela entoação da voz, ferindo o sujeito ou o com
plemento SC [Link]ão .expressos, e o verbo no caso contrario.
209. As respostas fazem-se com os mesmos tempos e
78
/ liNííAlOS i.'ii (■.RANn\ATlCA

verbos da pergunta, ou então com as conjuncçôes affirma-


tivas ou negativas. Kx. :
Mípcya? viestes? Tueya^ viemos.
]}’ennn’asa? encontrou-o? Xcmiivasa^ encontrei-o.
Maveva hono? -huo'a, ^'eiTi hoje? bim.

■1 1 0.
Quando porém a resposta sc refere a um ser ex-
presso na pergunta deve levar (sendo verbo) o afhxo do
complemento. Kx. ;
]\avahila ouow^i? — XL'{mbihi'alula. Contaste os car
neiros ? Contci-cs.
Mwalcla omili? Xdali^ kahve{riilela. Cortaram as ar
vores? Não.

2 1 1.
Para acabar este capitulo, ciamos aqui um quadro
de derivação de verbos, pelo qual se pckle vèr a grande
variedade de lórmas com que se pcide revestir o mesmo
radical de um verbo. Tomemos por exemplo os dois ver
bos oi:uhoU\ amar'; okukii/a^ ligar.

CAPITULO DKCIMO QUARTO

Dos verbos ser. /cr e de alguns outros verbos defectivos


ou irregulares

2 12. Na lingua nyaneka o verbo ser não existe. O su


jeito liga-se ao predicado (substantivo, adjectivo c nunca
ad\’crbio) pelo pronome conjuncto, nas duas primeiras pes
soas; nas terceiras pessoas, o predicado lica simplesmente
justaposto ao sujeito, léx. : »
Ame udyifojmiiiume^ iidyimusupi^ eu sou homem, sou
baixo.
0;'c* umihime^ ore umule^ tu és homem, tu és alto.
(J)i/iP'e tiiralumc^ luranene^ nt)s somos homens, somos
grandes.
Oujpc muvalumc, [Link]^ vós sois homens. SOIS
muitos.
0)P omiinoupo^ oip ohamba yolyiloiipo^ este é intelli-
gente, este é o soba da terra.
Ava opimpdilii. ava oratiudi^ estes são ladrões, são es¬
pertos.

2i3. Na forma negativa lomam-se os pronomes con-


junctos negativos. Ex. :
Ana hilyimpdilu^ não sou ladrão.
§ Q.” — Quadro de derivação dos verbos

Caraole- Das Ibrnias derivadas


●J.*' cxcmplü 2." exemplo i'islicos

1 okiiliole, amar em geral, sem deierminação a forma activa e neutra,


2 okiihola^ amar, do amor primeiro lentre amantes). okiikuta, amarrar, ligar.
JJ’£T passiva,
3 okukohve, ser amado| distinccÓes apontadas, okit-kutiva^ ser ligado.
o/.-ü/jü/ira, ser amado(
4 ükiinholc] amar-se. okiirikula^ ligar-se.
, ri rellcxa e reciproca.
ohwilwla{
5 okuhahole\ j ha
nao amar. okuhakula^ não ligar. negativa,
okuhahola]
G okuherihole í nao amar-se. heri negativa reflexa,
okulwrikiita, nao ligar-se.
okuherihola]
y okuheneriliole [ não amar-se ainda. okuhcncrikuta^ não ligar-se ainda. heiie negativa, com ideia de ainda não.
okiihenerihola]
nkitkuiisa, fazer ligar, amarrar. Í,S\7 causativa activa passiva.
8 okuholesa^ fazer amar.
o okuholesWi.!^ ser feito amar. okukiitisn\i, ser feito. » passiva.
lô okuriholesa^ fazer-se amar. okurikiili.-!j. fazer-se amarrar.
11 okiiriholesn-ii^ se ler feito amar. okiirikitiisuKi, se ter feito amarrar.
12 okukiiholesa, obrigara amar. okukiilisa, obrigar a ligar. .
j3 okuliolela^ amar alguém por causa d’um outro. okiikiilila, ligar para. ela
14 okurihulcla^ amar-se por causa de okiinkiiiiLi, Jigar-se por causa de, p. ex. (sacriítcar a Deus). ila
i5 okiiholola, não amar mai.s, ou fazer o contrario de amar okiikutula, desligar. eua
I okiiku/uluia. ula
G okiihololüla^_ nno amar mais em favor de, para 1 directiva.
17 okukciliola, ir amar. okiikakula. ir ligar. ola
18 okiika/iolesa, ir fazer amar okiikcikulisa, ir fazer ligar. ' uluJa do contrario.
iQ okukaholes)vay ir ser feito amar. okiikaktilis]ya^ ir ser feno ligar. I olola I do contrario ligado á directiva.
20 okukcriholesa, ir fazef-se amar. oktikerikulisa^ ir fazer-se ligar. /.\7(inlixo) indica movimento.
21 okukaJiolela^ ir fazer amar um outro. üktikakutilila^ ir fazer ligar'para.
' 22 okukaholebva. se ter feito amar por um outro. okiikakulilhra, se ter feito ligar por um outro.
oktiholeka, esconder-se. (^j okiikutuka, provir, sahir de. ^

(ij Os novos verbos neutros, okuholeka, okukutuka darão novas formas como okuriholeka, okuholekwa, etc.
xyani-:ka 79

(J}’c kinmma pari. tu Já nao és creança.


(Jiihv'e kaluvimbanda ou íiiherimbanda., r.ós não somos
curandeiros.
Oiure karnuvalupolo'.^ ou muhavalupolo? Vós não sois
habitantes de Huillar
(Jw hapaupa rvoi'e? Este náo é o teu amigo?
Ara ha)'au[yikorey, estes não são pretos.

2 14- Lembrando-nos que o pronome conjuncto: por si


só, já tem um valor verbal, comprehende-se facilmente esta
construccão do verbo ser nas suas formas aílirmativae ne¬
gativa. Ex.:
Rtyi halyore ou iyihelyovL\ isto não é teu.
(írc uhemunku ou kwuiinkii., tu não és homem.
Omili eri rihcrj'anü;c ou haryaiige., estas arvores não
são minhas.
Omona ow ])’cl!t’j]’o/'c, esta creança não foi tua.

2 1 D. Apparece-nos mais uma vez aqui a particula d,


fazendo rgora as vezes do verbo ser. b?niprega-sc:
I. Antes dos nomes proprios. Ex.:
Hiikii ó Huku n!ii'epc., Deus é-Deus mesmo.
Omukay una ólembo yolyilonpo., aquella mulher é a
rainha da terra.
●2." Antes dos pronomes. Ex.:
Gula ow óivanpe.^ esta espingarda é a mirha.
Orilele vina óvyeíu., aqueilas cargas são as nossas,
d." Antes dos advérbios c preposições. Ex. :
Orn oliipala livai'o irelyirinpa., é deante d'eiles que clle
o fez.
Ue}'a óiia lupondole okumulehela., veiu para que nós
possamos ouvil o.
()1: ouyiua. . . E' para traz que. . . Okii lale. . . é ao
pae. . -
4- Finalmente ligado ao nome do possuidor, quando
queremos fazel-o sobresahir na phrase. Ex.:
(Jir óípcanda ryelu., este é de nossa tiábu.
()munl''u ivavo óirojnrya <ó ira oinryaj., o homem d‘el-
les é o que tem mantimentos.
Oripiil:a ei'i ariho ói’yomu!:onpo., estas coisas todas são
do cacador.
Ombcmbwa óyci Ilukumo., a gloria é de Deus mesmo.

(,)iiSi:RVA(;Áo. — As expressões. seguintes traduzeni-sc


como segue; ■ sãü horas lyahii^a., rrapila lekmnbii; é teu,
trove; ●é lua culpa, [yoj ; está bein, lyaryuJux.
So iiXSAIOS DE r.l>’AMNJA'l'IC.\

S 2.' Do verbo as/j?-


216.
. O verbo. es/ar
. . traduz-se por o/ci/n\ oI:ií!:a/u\
1. ideia indeterminada, cmquanto que oku-
/i-íVii determina um logar, um tempo. Ambos os verbos
Lisam-sc em todos qs modos [Link] que não se
empiega nq conjuncrivo nem no imperativo. Kx.:
A/uj-ahi omb]i'alc ouJro uri rn otvuvo^ encontrámos um
velho que estava na cosinha.
[Link]^ muí^emutale elyi ide vèr como elle está.
Omera cri m ononf-enda mbcuyi. a agua está nas suas
cabaças.
hkiimbi rimive Jnjuiri umire uvera^ certo dia, havia um
que estava doente.
Oimnyj' iikahi naiva? O doente está melhor?
Pikahi kmwvc^ tudo está junto.
P omp^aujyu apa pari omuiil'u^ no logar onde estava
uma pessoa.
Oraua^ lyiua rcri pnu/'erc j-a hc^ rannipwa luvra^ os
hlhqs, quando estão perto do pae, são bem vigiados.
1 aleikn elyi /ukaln\ vejam como estamos.
Oj’C uri momeva^ tu estás na agua.

217 A fórma negativa do verbo 0/,-///a?/?/não existe.


Traduz-se pela particula negativa í/a seguida dos prefixos
conjunctos, e suflixada por um dos advérbios de logar 770,
ko. mo. Kx.:
Kstá em casa ? Resp. Keko.
Orakulu muno kavemo^ os velhos não estão aqui.
O'mirapula^ l:uno !:eko^ aquelle que procuraes, não está
aqui.
0}’iu]\vna karimo^ os animaes não estão dentro.

218. .Antepostos aos Inítxos dos verbos, e seguidos de


uma preposição ou locativo, os verbos (okury okukaln/^
denotam continuidade ou progressão do acio expresso pelo
infinito. Kx. :
Xdyin\ udyikohi m'okuuyaua., estou a brincar.
()nk'o /un\ íukahi níokurya. estavamos a comer.
Nari k'okulanda, estive a comprar. ●
Marel:ahi. maveri rnokumoiia ouk'umlv\ ellcs estarão a
soUrer.
S 3.° — Do verbo Okitringa

2I(). Kste verbo, além da sua significação própria (fa


zer), serve de verbo auxiliar, e toma dilíerentes accepeões.
Kx.:
NYANI-K.V Si

Triuo okariua;a nhamba^ quando fòr soba.


es-
MãiKiriiig.i ov
‘ apik.i Pdlu^ elles se tornarão nossos
cravos.
Weririuíía ormthona^ tornou-se rico. _ _
Polapo omili vimwc-, pyjivinpa oPinyingi^ tira algumas
arvores; niultipHcai'am-se muito. i n .'
OmiikúV wcilYo CíViugi-T. lamboycunibo^ atai muliie; e a
dona da casa.
§4' — Do verbo okuna, ter

'^'^o O verbo ler exprime-se pelo verbo oAv/zia que se


conimni sómente no indicativo presente e seus derivados.
Póde^^traduzir-se também pcio verbo oiüin seguido da pic-
V)osicão uj. Kx.: t 'j
Ndvina ohiniga ou ndnn n ohunpa, tenho sede. _
Tihia onombongo ou Inri n onombongo^ temos dinheiro.

oo y Tradu/.ir o verbo ler pelas fôrmas rena^


etc.; é o mesmo que tradurdl o pela preposição na precc-
' laes.
dida dos prefixos pronomii

Guando o verbo ter (okuna^ okuri na), está pre-


cedidVde seu complemento, a partícula que [Link]
complemento sullixa a preposição na. bx. . _
Oníkiki oro nari nayo, a tal faca eu estive comoil-^ ou
tive-a.
Epya orro ndyinaryo., a horta que eu tenho.

220. Para formar o negativo do verbo /er, empre-


cam se os prefixos conjunctüs negativos seguidos da pre
posição na. Ex.: , . _
Ara vchena omapole, onondiipiriipi, os que nao teem
felicidade são os malvados. _
'J'yino pcdicna (ojlyilàlo kalydavera okuyaukano.^
o no.
quando não ha ponte, não se pôde passar

^ 5.'> De alguns pseudo-verbos

se
22 1 . Encontram-se no nyaneka umas palavras que
e sao
. . tempos e pessoas, ■
empregara como verbos em alguns
prefixadas como elies. As principaes sao;
Tuviu não ter; lar, estar cm pe; estar sao;
knw}\ ir atraz de; /er, conforme a; hey, nao saber ;
pwy estar acabado ;jEyq saber; AcAt, pouco. Ex.:
FOI.. G
82 i-NSAios 1U-: (;rammatic.\

Ore ulupu onoupombe?—Ndrilupu. Não tens bois? —


Não tenho. Onoupombe i//iipmnbo? Não os tens?
J^diipu. hiiíupji^ mulupii. não ha.
Oniulitme ulay rala. o homem está só em pc.
rvac riup)va]\ o oiho d'ellc está são.
Omunhií iiupway^ a [Link] está sã. Ondyivo ifigiray^
a casa está inteira.
Omuutdkorey ov liudnray. seguimos este preto.
]'ekul:n\\y apebo. cl’es tc perseguem sempre.
Tyiícy pahe Inrorc. quanto agora a ti.
Aviho OJTO (0]'iin'awa) riley /be/ra, todos estes ani-
macs voltam ao tanque.
Kalammu l:aiey ale hire mirene. cada um conforme a
si mesmo.
Onojilay mbiihakula rala. mbiiley rala okiipa ornili. os
médicos curam somente conforme os remédios que elles
dão.
Muley apa mirara tyokurya. conform.c o sitio onde en-
contracs de comer.
Oir 2/hey erilekaya ii ore. b que não conheces tc üson-
geia.
Karapuko ara^ não acabam os... 7'yapira., kirapira.,
está prompto.
()lyilongo lyino iyilupu omera., esta terra não tem agua.
'i'u(upu clyi liikivàreva., não vemos nada para dar-te.
Paka oya olii ifeiihi apeho oupo upey., onde acaba a
terra e o ccu, tudo absolutamente iDeus) conhece.
Oiidaka ihehi ihoha., a palavra regulada,(pouca) c suave.

§ Do verbo okuti

22?« E’ um verbo defectivo que tem, além dc sua si-


gniíicação própria, (di\cv) grande variedade d'accepções.
Todas podem resumir-se na ideia de fazer, acontecer, ou
na do acto CN'presso ou subentendido no contexto. Ex.:
Xdyili., uali\ digo, disse. Ti, liey. dize, dizei,
í u/f, 7’cre, disseram que venham.
TyaliJ:'omoua. foi dito ao liiho.
1'yili., lyali korakireiidye^ acontece, aconteceu cornos
rapazes.
Anaba/ile., eu não disse.
Ombamha aili lumive: lay ^okuhraima)., a fronte fez
mesmo brilhante ibrilhoul.
Obauyi etyi Ui ainlki^ quando a lua desappareceu: mor-
reu.
Ame nali Eulu n'oJn\ eu íiz o ceo e a terra.
NYANl-KA 83

Ndyiti fiíxovi'^ Como hei-de fazer


Etyi íiilidiilhinda^ quando fazemos, queremos (quando
queremos). . j i j j
Elri íuli EonEerej-ep/a, quando estivermos do lado da
horta.
Elrí ati niombiindi, quando chegou a porta.
lYalehela okiili ovila rrevapo, ouvi dizer que a guerra
chegou. ,
"Ore iiii ondamba^ tu fazes como um tolo.
Ecitiipa^ sou dito (diz-se a niim).
JSaiirira: pump^vna^ fui dito (disseram-nie) assenta-te.
I-Ialirwa, ndyirinpa ohaniba^ não mc foi dito (nao rae
disseram que) eu íaço como rei.
Otyo pahe iyilila. K por causa d isto faz-se que...
Averiti linmve p'ononpombe^ lizeram-se (disseiam-=.e)
mesmo acerca dos bois... zr ● \
Ondimba akali m oiyitcta^ o coelho foi tei (fugiu) paia
o matto.
Omoiia ati okamuhongo; iuén litén... O filho tirou
uma pequena frecha e lançou a.
Ombandyc aii nielioli ohandyi^ a raposa fez entrai a
perdiz nas hervas. ' ^ r
Elyi vaii jwuahwgalapo^ quando (aconteceu) que ío-
ram deitar-sc.
s
s /● — De alguns outros verbos defcctivos e irregulares

OO -
Não sendo possivcl indicar aqui todas as irregu-
laridades que se encontram nos outros verbos, daremos as
mais usadas, deixando á pratica o resto.
1 P Os verbos acabados em asa, mudam
: a fi nal asa em
hi, cm alguns tempos, hx. :
Averívahi inonayila, encontraram-se no caminho.
Nahavahi clyi nalaindya, não encontrei o que procuro.
kãimiilaJii koimpoiigo, se não lhe lamber as
costas Cse não lhe chegar). . ●
irclii hono clombe, encontraram ho)e o chele.
2." Okivi traduz-se por «iri» c tem a maior parte dos
tempos.
Pahe may ];inia k'ombauda, agora elle vae ir lá acima,
amanhã elles não irão
Onudiuiia J:a)'a_y ravi wokali,
mais dentro (não entrarao). _ .
● Ove ivaiile kamavay ravi, tu mc disseste que nao lam ●
mais.
Ómuhuka mandyi, /d amanhã irei á praia (Mos-
samcdesi.
84 ENSAIOS DE GRAMMVriCA

Epaiiga Gvj-o ari k'fnmbo^ o lal amigo foi-se para a


casa.
Oharnba varva-ale^ pahc hivcya vari umire. o soba
foi-se e já vciu outro.
Kavapuhü; ava raya (oJnveuda) ara elles náo-
acabam; uns vão-se, outros veem.
Opiutcnj'a }{an<eiv^ya-alty a fome apenas desappareceu.
J\nianj'ã vyciie k ohy a pedra foi-se ao fundo.
Ononyiki ambi^ as abelhas vao-se.
ó.” Ohw2 signilica saber, conhecer; tem o accento sobre
o ultimo i.
O Huku wipo^ é Deus que o sabe.
Ore kulfi okiili? Tu não sabes que... kalulj'2\ não sa¬
bemos.
Onoiípcmbya ambuho ove rnubi? As dores todas tu as
conheces?
N oudyala^ n ohini^a ipii ? e a fome, e a sede tu as co¬
nheces.
Ndyilyy sei; hi(yi\ não sei; l:alulyi\ não sabemos;
kamulyi\ kavelyi.
4." Okiiya^ vir, morrer.
1 ipeya^ viemos; oraloy 7'ayap>? Os tocadores de ba
tuque por onde foram?
I elicile 07'ü cmaníkinunui^ os que iião veem sao os fei-
ticeiros.
Ai’cho marcya^ todos estão para vir.
Ononlkombo kambi/ya? Os cabritos nao veem
Ididyu^ endyu'c_}y vem, venham.
Opa7iyinpi vfheyc! que a multidão não venha!
D. Okulípclc^ vèr.
Ove nlyibvele? Tu o ves? Kdyih-ilwete.
Ihna^ muey^ toma, tomae; avmko. ameikn. appro-
xima, são imperativos d‘um verbo que não é usado*nos
outros tempos.
1- O verbo okifsiilca^ precisar, é seguido da preposi-
cao ua.
Tjvasuka iiolupya^ precisamos de fogo.
8.” Okuhupa^ escapar, faltar.
iMahupa^ escapei; Ijvahupa^ escapamos.
Akiihupu kaíulu > mupirtdj okukapiila kandimba. faltou
pouco para o cabo da enxada atüngir a pequena lebre.
9." Okuhiila^ acabar, lindar.
Nahulako^ acabei no sentido de: é a ultima vez. basta.
Muvihuló! acabacs!
NYANEKA S3

-A.I=»:E=‘ElsriDIOE!

Das saudaçâes

22S. Nos costumes nyancka^ é o superior que geral


mente deve dirigir a palavra ao inferior. Os homens teem
varias formulas para responder ás saudações; as mulheres
maneira.
respondem sempre da mesma

229. Eis a traducção da nossa palavra «obrigado»;


Para as mulheres; Tyú ou ntyü latckulu^ obrigado^
obrigado, senhor.
Para os rapazes: mbê^ kaliinya^ kyetu ou kciu; para
os homens: mba^ lalekitlu^ /n/e, ndj'aj‘.

Observacói-s. — mbé é mais conveniente do que


mba^ na bocea dos rapazes.
2d Ao soba dizem habitualmente : mbé nako^ mbe ia-
teknlu.

2D0. As saudações dilTerem segundo os momentos do


dia e as circumstancias da vida.
i." Saudações de manhã: —k pessoa mais digna pódc
dirigir-se a outra, assim: N... (nome) Mwapindiikamo
Cokupinduka)^ levantaste-te bem? Resposta; Kalunga. k
pessoa mais digna continua; Mipalangalelemo ^ (okulaiiga^
dormir): como passou? (E' também synonymo de: o que
ha de novo?) Resp. Mbc\ twalanpalclemo... (póde-se então
nai'rar as noticias, etc.), e acaba-se invariavelmente pela
palavra oturandya^ fi m (acabei).
A pessoa infeiáor (por cx. os filhos de famihn), encon
trando de manhã um superior, principia assim : Mbe^ oka-
meue (bons dias), taie ou mê (sendo filho) you okamcut\
Ah .. (dando o nome), sendo outra pessoa inferior. Res
posta do superior: Mba; ?mvapindiikamo. O inferior agra
dece; Keiu^ etc., como acima.

I^OTA. — Um inferior nunca póde perguntar a um su


perior; Mivapindiika; como está, etc. nem iníormar-se
das novidades pela palavra Mmalaugalelefno^ ou hima-
meimo.
o 0
Saudações de dia'. — O inferior saúda o supe
rior da fórma seguinte: m/?e, okunyanga^ bons dias (lit. nao
ha nada a pescar). O superior responderá: tyu ou mba
e continuará: mwahimamo? (okuhimama^ passar o dia).
86 ENSAIOS DE GRAMMATICA

Como passou .-' O infenor: ];í‘Iu. Querendo um superior


saber as novidades, etc., continuará: himameirno. Resp.
(dirá 0 que se passou) e acaba em oliwaiidya.

Nota.— Estas formulas sao sempre as mesmas,c n'ellas


ngura sempre a ideia de : nao ha nada de novo, viemos
só cumprimentar nossos paes e mães». Ex.:
Himameuno?—Tjvehimamenouo ct/e, oriut-umha^ nori-
iigãudi^ pahe hvãli tivendc tfikcdiunãmcJnvc n'ova^lnãit^ otu-
7'andj'a. Resposta: Kaliiupa! (oiiíxaudi^ oukiimba^ fulano,
sicrano, formam otyinkmnba, etc.\ não ha nada.)
o.° Saudações de tarde: — Um inferior, approximan-
do-se d um superior, dirá : mbe okuluvelela (boa noite) \ que-
lendo ir dormir, dirá: wbc^ tiikc/julaupalepo (^■amos dor-
mi]}^ o superior dirá: laleipo. O inferior acabará por kyeiiu

Observaç.\o. — Em regra geral pôde di zer-se que nunca


um inferior póde passar cio lado d'um
superior, principiar
a fallar ou responder, sem antes pòr a partícula : mbè^
(com licença).

2ÓI.
● j Entre pessoas eguaes, além das formulas acima
citadas, empregam-se também:
De manhã: inmmeuekehva (okumeiickela)^ litt. Le van-
tamo-nos cedo:
_ okamene (ate ou tara icompanheiro), etc.
De dia: Mivahimatno^ twvaomba (okuomba^ estar á som
bra para descançar), etc.
A’ noite: Mjratakebva^ (okutaka^ ser tarde).

232. As palavras seja bemvindo, parabéns, etc., tra


duzem-se por ndyepcy (okuryepesa. saudar). Costumam re-
pietir esta palavra de tres a dez vezes, conforme a solemni-
dade ou importância do momento. Emprega-se por ex. para
dar parabéns a uma pessoa que regressa de viagem, que
escapou a um perigo, acabou de narrar boas noticias,
etc., etc. A pessoa congratulada responderá sempre: ketit
ou etc.

233. Encontrando gente a trabalhar, costumam diri


gir-lhes palavras como estas: Oí: oririnpoko (oko ovi-
rmpa oko); Resp. : Tyii. Munatyo. etc. Resp.: Tyu ou
mba iunatyo^ estamos com elle (o trabalho).
NYANEKA S?

PARTE III
Da syntaxe

034. N'esta terceira parte damos um resumo de todas


as redras particulares de syntaxe, embora se tenha )a traa-
tado Íalsíumas d-eilas; relacionaremos também certas pnr
ses ou expressões (gcralmente tiradas dos textos nranehas^
fabulas, provérbios, etc.), que clucidarao as regras ex-
postas.
CAPITULO DÉCIMO QUINTO

Da concordância

235- A concordância nvaneUa c a concordância eupho-


nica, pelos prefixos, e abrange todas as palavras vanaveis
- substantivo, o adjcctivo, o pronome c o verbo.
que são: o
236. Os adjcctivos, epithetos ou predicados, concor-
dam com os substantivos pelos prefixos nominaes \ os ou-
tros pelos prefixos pronomin aes. Ex.: ^ _
Ondaka ongiva yahile ongombe m oíyiint a, palavia
mansa deixa o boi no curral. _ sus-
Enl-f-a nke karinkiki ombiya, uma so [Link]
tenta a panella.

Exciípcóns — I Encontra-se comtudo, no estylo senten-


cioso uma irregularidade muito írequente que consiste em
substituir os prelixos dos nomes de pessoa pelos prefixos
de coisa olyi. Ex.; , ■ , ;
Nalfivaka-vaka nalyiíambaula, aveho ovimEulii, quem
furta e quem guarda, ambos são ladrões.
Tyihole omki^ inikra konomona^ quem gosta de mel,
morre do ferrão.
Tfdekda mvi nton/i, quem se acostuma a zagaia
torna-se bom zagaiador.
Ovakaintdi. tyerikjvaidda okunyana, as raparigas ex
citaram-se umas ás outras a dançar.
onon!nv‘'i\ uns
yhm [yiyupa onmigombe^ ava Ifiliara
esfolaram os bois, outros foram buscar lenha. _
Ame lyalâ omiilaw wonEauo ombi, a mim esta pro-
mettida uma maldição.
-se nos substanti¬
Os prefixos, em parte, suppnmcm
vos e adjectivos, n‘este mesmo est}'lo. Ex.:
S8 ENSAIOS DE GRAMMATICA

Pena ngongo-mbari {onongouga ononibari;. pena ma-


nriua epan\ aonde ha duas collinas ha também dois nomes.

2D~. Quando o verbo é regido por sujeitos de diversas


classes, observa-se o seguinte;
1.° Se os sujeitos são todos de seres animados, o verbo
toma 0 prcíixo plural da i.‘‘ classe.
●2." Havendo entre os sujeitos um ou mais nomes de
coisa, o verbo toma o prehxo plural das coisas oin'.
3.*’ Se todos são sujeitos de seres inanimados, o prefixo
é também oin ou será o do ultimo nome se todos perten
cerem á mesma classe. Ex. :
Mwene jvolyilongo^ n'ornii]:ay ivae^ u' ovipundi^n orana^
ancho j’ahena^ o chefe da terra, coni a mulher, ministros e
fi lhos, todos fugiram.
Ononldono n'ounC-erale^ n'oJcij'aJ{ongo/:a kavirifiva ni o-
vanf-u^ as forças, os talentos e o estado de saude, não são
eguaes entre os homens.
Omiti iiovanku j'iripi? Aonde estão as arvores e os
homens ?
Onongombe iiorani-iia revipi? Onde estão os pastores
e os bois?
Oundahvvci n'ouholeliva ivae haulekiva^ a justiça e a
bondade d'elle, não se medem.

Nota. — Quando o verbo é regido por dois sujeitos,


póde um d'ellcs estar depois do verbo. Kx. :
Ina aresala n omona jvae^ a mãe c o seu fi lho fi caram.
238. Havendo muitos verbos i*cgidos por um só su
jeito, a concordância faz-se sómentc com o primeiro, ou os
primeiros; o ultimo ou os últimos vão para o infinito. Ex ;
Bhnnga rikoka nokupepa^ a razão attrahe e agrada.
Onomp‘epo ornbu mbukemba ovankii n okuretwala ni e-
viiugii^ estes espíritos enganam os homens e os arrastam
á perdição.
Avakatiika okwenda^ levantaram-se c foram-se embora.

209. O possuido liga-se ao possuidor pelos prefixos


pronominaes. Havendo muitos objectos possuidos, o pos-
sessor toma 0 prefixo do mais proximo. Kx. ;
Ofufiva^ nononPombo. n eterno ryaiige^ a gallinha, os
cabritos e a enxada minha (de mim).
Ofufwa^ n’eiemo n ononldimubo nibange. mba ho^ etc.,
a gallinha, a enxada e os cabritos meus (dc mim), do pae,
etc.
NYANEKA 89

CAPITULO DECLMO SEXTO

Da regencia

240. Sendo os complementos collocados depois do


verbo, occupa o primeiro logar o terminativo c depois o
objecdvo; os circumstanciacs não teem logar determinado.
Ex.; ^ ,
Hiikit apela oranku avcho ovitran prae. Deus concede
a todos os homens as suas graças.
0}'e jvalaupelc ho oudalici Tu contaste a teu
pae esta historia.-' (pleito).
não teem lo-
2.^1. Os complementos circumstanciacs
'determinado; geraimente occupam o primeiro logar na
gni
oração. O genio da lingua pede mesmo que se‘[Link]
no principio da phrasc as palavras (sujeito, ou comple
mento, etc.) <que de\'em lixar a attenção.

242. Dão-se portanto innumeras inversões nos termos,


ficando os complementos muitas vezes antes do verbo.

243. N'este ultimo caso, 0 complemento directo in


corpora-se no verbo transitivo por meio da partícula com
plcmenio. Ex.: . , , , ● ■
Oko rvayda orirra^ ovipanpa-ndfala oko mr^ em-
\o
quanto (onde) madurecem mantimentos, não faltam (estã:
ahi) papa-jantares. .
Kiimbi rimwe cndvalayeyapo^ certo dia veiu a lomc.
Kohale onk‘-o kuno'kakmari omaupalan^n^ antigamente,
aqui não havia lobos.
M'oiife muno muna onondupirupi onondunda^ no mundo
ha innumeros malvados.
Okurra oku vekumane! Esta comida que elles a aca-
bem!
Idulii tivcrifivila n eriraiipelo ryetu, 0 ceo ganhamol-o
pelos nossos esforços (vontade).
On^alanga etyi cya, etc., o lobo quando veiu, etc.
Ovalume aveho^ diolyilongo^ elombe mamana okiirei-
Iiana^ todes os homens'da terra, o chefe acabou de cha-
mal-os.

244. Ha alguns casos em que o complemento não se


incorpora ao verbo, embora esteja antes. Ex.:
Ononjiki onnki mbupola Idonkulo; ovana uvmdunge
90 ENSAIOS DE GRAMMATICA

rapolci Icoroht’ novniiia. as abelhas colhem 0 mel dos pia


dos e os filhos o juizo de seus paes.
Kãlutu katiitu omurvo wcunpii omafivo k omuti otyo
folhas da ar-
umana^ pouco a pouco o roer da lagarta as
vore assim acaba fas acaba).
curvar-mc
Kaíyimpouo otvipnudi ivjrikiitila^ não póde
o feixe que eu atei para naim.
Observação. — Quando o complemento é representado
por pronomes relativos expressos (demonstrativos), o verbo
não incorpora facilmente este complemento, bx.:
Orita cri apopile riripi? A guerra de que lallou, onde
está:
Ehvatesakn evi ore aveílele epaupa rjwipe. cucuc hi-
mwe^ 0 soccorro que tu deste a meu amigo, é grande, cei>
tamente.
Huku ulwàvera C]'i tuhanda n evi tuJialiande^ Deus nos
dá o que queremos e o que não queremos.

240. O complemento indirecto póde incorporar-se aos


verbos quer só, quer juntamente c;m o complemento di
recto. Ex.:
Ame omouã }vauo;e ndyimutunpa epala^ eu construo
para o meu lilho uma casa.
enxada
Kíemo ryatyo nevimulauda pahelyino^ esta
comprei-a para clle, agora mesmo.
omiihukã^ a
Ütyipuka tyalama^ mamiyikemutyilumiua
coisa promettida hei-de mandar-lh'a amanha.

246. Quando póde haver confusão em incorporai "va-


nos complementos, incorpora-se sómente unn o outio tica
expresso por meio de um prononne posto antes ou depois
do verbo. Ex.: .
Xekwihena^ nahauda okukupa onyoko; anki ndyiUu^yr
nc etyi ukondnka vari; chamei-tc, queria dar-tc a tua mae,
:.2
mas dar-t'a-hei quando voltar.
Oj'ana aulku tuvepa ovo., mavahena var:^ os filhos se
nós os dermos a elles, fugirão de novo.

-47- As particulas-connplementos /í, wn/, (r?í etc.,


incorporam se ao verbo não só como infixos, mas ta^mbem
algumas vezes como suffixos. N este caso i/, mu mudara-se
ClTl O; )nbu em mho c os outros tomam também a mesma

vogal 0. Ex.: tenho-os.


Oiilã^ omuii ndyin.w^ a espingarda, e 0 pau
etc.
Oiumgombe ndyiuambo; omiti ndyinavyo
NYANEKA 9^

Ombatisimu Huku etivàvcraro na Uipond< le okuvihu-


pisa^ o biipiismo Deus nol-o deu para que nos possamos
salvar.
Ekaiuxcilila ndririloyavyo, ao demonio renuncio.
Mwene eyt\ liovalhilii ara enaro^ que o chcle venha
elle lem.
juntamente com os anciaos que

CAPITULO DFXIMO SÉTIMO

Da construcção do nyaneka

248. O caracter ü^era! da construcção da lingua nya~


~ de vocábulos e ora-
ncka parece ser mais uma juxtaposiçao
coes do que um aggregado perfeito.
■ ‘ Observa-se esta tendência principalmente nos d!_scursos,
dcscripcões, fabulas, provérbios, onde a construcção, alem
de ser 'indirecta, tem. ainda todas as hguras de rhctorica.

Tem uma certa regularidade de construcção nas


locuções breves e incisivas. A ordem usual é: sujeito, ver
bo, complementos. Ex. : _
Ombondi kaila ongandyi m ondyiro,colmo sccco(quando
se queima) não mata 0 frio-no quarto.
OmpHila kairi oukola; ougenda na ma kaimbila, quem
^ anda com a mãe nao se
pergunta não come veneno; quem
perSe 110 caminho.

25o. As conjuixções relativas qiic. para cjiie^


ane^ quanto^ etc., são muitas vezes supprimidas, e as ora
ções incidentes podem tomar diversos tempos e modos con
forme o sentido (formado na mente mas) pouco mais ou
menos expresso na phrase. Ex.:
Oniiv''e alwahalile onunikn o;r tmnivi; ativahatile twe-
munuvenc^ nós não temos dito (que) este homem 0 conhe
cemos; não temos dito (que) o vimos.
Tweiyinila rala okuthva knna Hiiku, sabemos sómente
isto ser ciito: ha um Deus.
Elombe^ umive wankfa ondyala, wifa kivoe^ umnkwa-
íesako, etc; o chefe, (quando) uma pessoa morre de fome,
vem ter com ella e ajuda-a, etc.
Tyiringe otyin\ tyiharinge otfiri^ knlupn ow
seja verdade, não seja verdade, não ha ninguém (que) o
saiba.
Ongi okumona ongalanga^ irenda-nEolo. o carneiro, ao
ver 0 lobo, foge.
9- ENSAIOS DE GRAMMATICA

Xo-a kivalya^ clongo okiimona etri^ arihuvu unene^ de


manhã, o povo vendo isto, admira-se muito.
Ove iimona ndyirya ohilií: tu vès (que) eu como carne.

2DI. O relativo, por conseguinte, que na phrase inci


a
dente portLigLie^.a pode ser sujeito do verbo, ou tomar
forma do genitivo, ou ser complemento directo ou indire- .
cto, não se expriime em nenhum d’esses casos, na língua
nyanch\i. Kx.:
Omukay^ onlniiyiriya okuya kuno^ )[Link]'a k'ongu-
lohi.
A mulher, que costumava vir aqui, morreu hontem.
Oíwm^ valilã iiiiene^ [Link] ondyala.
As creanças que choram muito teem fome.
Ou^-ombe^ laíe audyávera^ yahena Ic nmuhiika.^
O boi que o meu pae me deu fugiu de manha.
Ovilmlit ovipe, nalandcre k'ovinddc^ ryakola.
Ü3 fatos novos que comprei aos europeus são fortes.

OiJSERVAçÃo. — Quando se quer determinar o relativo,


emprega-se um demonstrativo. Ííx.:
Onondaka ombu wapopile mbemuleva.
Kstas palavras que proferiste oiTenderam-no.
Ondyila er, ou yatyo hverombehile yamoueka vari.
ü tal caminho, que tínhamos perdido, apparcccu de novo.
232. As plrrascs que começam pela fórma do gerun-
dio^ ou com as conjuneções gi/a)ido^ lusto qiie^ cm^ depois
dc\ etc., exprimem-se pur Ijdua^ p , m', apa^ olyietyi^
etc. Ex.:
Ovakuhi rali: Tyiuo ornona aya^ ukakala p opa omp’‘e‘
mbeva.
Os velhos dizem: Quando uma creança morre, ella li-
cará n'um logar de claridade.
FJyi vamana okiinwa onlrcla^ avahimhika okupopya.
Depois de ter bebido «vinho de sorgho» (bebida indí
gena), começaram a fallar. ,
Olyieiyi ore kiihauda okwenda name^ mandyi audyike.
Visto que tu não queres vir comigo, eu irei sósinho.
Mdikuwva. ou elyi iinwa^ ou iyina wuva omeva orna-
nyingi^ ukareva viva.
Se beberes muita agua, has de adoecer logo.

233- Na enumeração, as partes enumeradas ligam-se'


entre si com a preposição na; o ultimo termo é prece
dido do demonstrativo na^ com o prefixo pronominal deste
NYANHKA 0-^

termo e depois d'elle a partícula negativa ha cem interro


gação. Kn.:
' Ombaíisimii^ n Epamehilo... tjina ha olyimpo?
O baptismo, a conlirmjação. .. e aquclic iquc falta)
não é 0 matrimônio?
Oiw^ombc^ n'ovihombo ma ha cnpi^
ü boi, os cabritos... e aquelle (que falta) não é o car-
neiro ?

204. A fórma passiva é muitas vezes preferida á acti\ a.


Ex.:
Ndyiriihyemo nni iale na mc\ que seja annunciado ao
soba (õs termos dc pae e mãe são termos de respeito).
Arapara ovdey receberam um ministro para...
Tyaji-ira ilpcn? ü que foi ditor
20a. Seguem algumas dicções portuguezas traduzidas
no nyancka.
Àtc morrer, até á morte, ló pononhEa.
ü fogo chegou até [Link] terras; tlnpya l)rehi]:a ló
noviloupo ryelii.
Perante os homens ; m oltipala hroiw lói.
Km presença do chefe; m'olnpala Iirelornbe. ^
Dora em diante não direi mais mentiras; í: omchoya-
ndyila hiniapopi rayi omaiiitu.
Conforme aos teus trabalhos; lyilci arinnpa rrorc.
Pouco a pouco as tuas forcas vão-se embora: kalulu
na kaiiilu ou haukc, kanke cnonlkono mborc lubapita.
Fulano e sicrano : isto quer dizer ninguém ; ngamii na
iyilwnba: elyi oku/i na miinku.
Dem que*, ainda que, embora que tu habites no matto;
ng’okala ngo nbchoku^ etc.
Hem que outr‘ora fosse homem do povo, agora tor-
noLi-sc grande homem. Na}np‘-iya ali ( niona^ iralyiluka
olyiporiibo.
Ainda que seja enfeitiçado a miudo, isto não pega iVcIic;
nga alumbauhra figo, ka/j'imulm’aia.
Todavia, tu não acreditas ainda nada nas verdades;
íj'ã ofyo kunelavcya ale oryaiyin.
Còmtudo, SC elle escapa da morte terá sorte; Jya! na-
ntp’ira anlko yahupa k'< nonkEa maikala n clan\
K' pena que os bois não fallem ! Kakele kclyi ono-
ngombe mbiihapopi.
Pelo menos fallavam; íigeno mbapopya.
Não é como se o tivessem fuzilado, ha ngalyina ]’emu-
loya.
04 IINSAIOS DE GRAMMATICA

Até ao ultimo vieraoT clles, reile aveho [Link] ng.i ka~


[Link].
Emquanto a ti cautella! Audi tyove elo.' _
E' por causa do leão que não andamos n'elles inos ca-
mlnhoA'y A'ipiiJ:a Iroulcercimã kãhvcudemo.
Em razão ddsto os homens teeni medo; oyipuldolvo
ovcinkii aiwiJri oivoma.
Quanto mais clle rouba, tanto mais se empobrece i o!j'o
upunda oranl-ii olro uKihepa.
E' como se não houvesse chefe: ougal)duavo eíouihe.
Isto é cada vez que clle vem aqui: chd traivnia era
Innio.

2Õ6. Concluímos esta 3/'‘ parte por algumas periphra-


ses ou idiotismos da lingua nrauek.i.
Umwe weirno ryavo; uma pessoa de sua intimidade,
(litt. do seio d'clles).
I'rnw3 ivpotvimbo Ivavo; naesma signilicação (litt. do
ninho d'elles).
[Link] mwalala ouuyima; o soba está morto (litt.
na embala dornie-se sem logo.)
Onyunga yanyhu clondo; mesma signiticação (litt. a
antílope cnguliu o maboque).
come
Oiigofube yorc irj\i orãuku; o teu boi é bravo (litt.
a “^ente).
"^FaiIu aripclekwa; a chuva cae (litt. o ceo incUna-seh
Ank’o walala navi; sc tu não tens sorte (ht. se dor-
miste mal). . . ,
Naynoua ouFari; tenho um crime d:t. vi uni crime).
Olnivala o}ionip'\Tiidc onoiilrithu k omihve; lei' ieridas na
cabeça (lit. vestir conchas encarnadas nas cabeças),
TivãlaÍJ. n okwenda., andámos toda a noite (dormimos
andando).
Tivãlalã n'okunyãuã dançámos toda a noite, etc.

Accrescentamos aqui, como [Link] das regias c\-


postas duas fabulas nyaneka^ um vocabuUmio das paUmas
mais usuaes e um breVe guia de conversação, attenta á uti-
vivem no
lidade que poderão ter nara todos aquelles que
districto de Huilla.
NYANEKA 0--'

Ombandye nohandyi

Kumbi rimive, vskantdd-nika choii vo mbandyc na ha-


ndyj, na vakove onomp‘’uku. Ohandyi yati ombandye:
«Twcnde, ove cnda m'okati kcholi, ame ndyintamika ehoii

Omband\-o mokati vataind^ai ondyimbo, aiholama m o-


kati, etvi ohàndvi iyumbako otupya. Kamanene ale okuyu-
inbako' otupva.* apulu: «Mbandyc, \vap}'a:)>_ pmband\e
ati : «Ndati»'. — Aveuinyimi — Ombandye a_:ti ^ohandyi :
«Endako, o\e pahe!" — Ohandyi aiya mokat: kcholi, au
ndika oimiiwe mokati k evava.
Ombar.d\'C vatemesa choli, aipulu: «Handyi ! vvapya-
vo?)> Ohandvi aiti: «Ndati, tava vangc — Pahc omba-
ndyc ahateka okunseiesa etete, oivo ant-imika, apulu: <-Ha-
nd\'i ! ^vapvavo?»- i
'Ohandvi vankyka; onk‘o yapila mokati kcholi. [Link].
ndye aikoyo,' amancka okurnaneka n onuiv\ a, alongeic nae

A [Link] e a perdiz

Um certo din. fornm deitar fogo á herva (secea) a raposa e a per


diz, para aranhar ratos. A perdiz disse á raposa; «Vamoy: tu entra
na herva dentro, eu deito fogo á lierva por lora. A raposa uemro proo.
curou um buraco. escondcu--se dentro, emquamo a perdiz deita o log
j^iáo tinlm muito tempo acabado de lançar o fogo que elia peiguma .
«Haposa queimaste-te r» A raposa respondeu: «Nao».. . h apagaram
o fogo.
A raposa diz á perdiz: «Vae tu agora!» A perdiz einrounasber-
vas, escondeu a cabeca debaixo da aza. A raposa accendeu as hervas
c perguntou: oPerdiz. queimaste-te, coitada .o. A perdiz respondeu :
<‘Não,buniga». Então a raposa apressa-se a rodeal-a de um [Link] de
fogo e pergunta: <.Perdiz, qucimaste-te, coitada !»- . . (Resposta) Ate...

A^'perdiz morreu; linba-se queimado dentro das hervss. A raposa


hra-a, pendura-a á cinta c carrega com ellu. ^
Qt) ENSAIOS DE [Link]

1.
O

Kohale onk^o kuno kakwari omangalanga. Kumbi ri-


mwe, omangalanga nnk*o cri k Onano. Atehclako kuno
okuii:; HK'0\vilenge no ni Olupolo, ovilongo vyaiyo av;ho
vyoku, ononk-ombo mburirisa, onongombc mburiombola».
Nga mbuvakwa ngo,J<avayongola! ^
Ngalanga ati; «Kn» ! Avati: c’1-y-, „; — Ati: «Tyikumba
tyangc, twcndey» ! — Avati; ,n 1 — Avakatuka. Jündc !
AViya p'okati Icandyila, ahonyopo n’onongendi.—Avati:
(iTãva Ngalanga ?—■ Kn ! ●— ^^'cndapi ? — Ndyenda k O-
Tvilcngc ; ndckcscivo ondvd.a yok'Otyiicngc r — 1-.! C)yoyo.
— Knde! ^^'’iya k'Ot\'ilengc, uvasa ononk ombo n onon-
CT
_,ombe mbuna ovant':ta. Òkulala, mbulaUí m omaumbo;
ononk-ombo mbulaia m'ovinyongo. OkutaUy ondyala ycve-
rva. . . Ondvala ituiAat! Twendcy vari k omcho oku ku-
tíwa oldOlupolo! ^'cya; kuno hahaityo ngc ! Avati : Hum-
um ! twatile kuno hamwc babe kuno k Olupolo, nt-aina
otyipuka, tvikc ! Pahe tunyangcy nyangcy vala pc oupuka.
Kumbi riiiiwc vcya p‘orauvanda uri p okati koniaumDo,
vavasa okantNine okapundc, wauvilako! Ryc! hrnbt\iuc
r\'atyo r\'clctcic kuno ariti ; «Ryey! Okuveta kuinviC n e-
tvvc’n'ouseta. iVononkdpa ondyaia kcincycka rkArc. Ük o-
mbanda veimo oinangalanga aiiiana otilongo.

Os lobos

. não havia lobos. ílavia-os então


Antigamente em nossas lernís
no Nano.' Ouviram dizer que em (,)LiillcngUL'S e no lAipolo, n essas ter
ras todas por ahi. os cabritos guardavam-se a si mesmos c que ps bois
se conduziam por si sós. Se são ^oul''ados^ ninguém dá por isso. O
lobo disse: lè’‘‘ verdade V—Ues]Hmderam-lhc : «1 im b> - «Gente mi-
nha, disse elle, vamos iú r» —Disseram : Pois sim».
«
NYANEKA 97

Partiram : andaram, andaram, andaram, etc. Chegados a meio ca


minho, encontrou-se com alguns viajantes. Estes disséram-!he: «Amigo
lobo, para onde vaes?» — Vou para o Quillengues; mostrae-me o tal
caminho do Quillengues ! — Olha ! é aquelie. —Andou,andou e chega
a Quillengues, encontra cabritos e bois com pastores. Para passar a
noite, dormem nas’ aldeias; os cabritos dormem nos curraes; via-se
que a fome os devorava. Disseram : Morremos de fome ! Vamos para
deante, para onde dizem que está Lupolo. Vieram ; aqui encontram a
mesma coisa. Dizem murmurando; Ora esta, ora esta! Tinham-nos
dito que talvez aqui era melhor; em realidade é a mesma coisa. Va
mos agora procurar aqui, nli qualquer coisita.
Uma vez vieram a uma rua entre aldeias, encontraram um be
zerro que não tinha senão pelle e osso, saliam-lhe em cima e toca a
comer. O velho lobo que os tinha conduzido a!i lhes disse: Comei!
Depois de o terem comido com pelle, ossos e tudo o mais, a fome
ainda os não largou. E’ por causa da fome que os lobos desde então
não se cançam em percorrer as terras.

l-OL. 7
I

f
Glasses dos Substantivos com a sua concordância
PREFIXOS PR0N0M1NAE8
PREFIXOS NOMINAES
3ToXIorines

Demonstrativos
t/l Pessoaes conjunctos
o
> -H
c3
11 í-t Complemento Sujeito
do mim)
Esso ("perto de ti)
(Exclusivo)
Esso mesmo. Está atil
Prefixos tj bí O C Esto (pert® (Exclusivo) 0 tal
0) Quantos?
o 5:>
c ^ Picseiilo [Link] Este mesmo está aqui do que so fallou jã
T3 7;
< = O
u í?.“ /úrmit i .^iií*í/ía
C" Jormtx /iJrma fÒYTna
jVeí/ü/ífO 4í'nHaííro ^cgalico
AgiTm<tlko

hi na ha
n<Jyi ndyi
Ame ndyi ndyimu ndyi
n, mb ty) ku ■\va kwa
u
0\-e u umu u w(a) ku tuvengapi
tu Icatu twa katwa
tu muvengapi
Ontw‘e tu tuva tu v{a) liamwa
mu mu kamu mwa
Onsve mu muva mu v(a)
uno o una oyouna 00 \vatyo
wa ka ow oyow
mu u kn [Link] ovovana ovovo vatyo vengapi
S. omu w (a) vano ovana ovo
kava ava
I ( omu (a)
ve va kava va
o una oyouna 00 watyo
I ova Pl. ova V
Icawa ow uno oyow
mu u Icau wa ovyevina
S. omu w vmo ovyo vina ovyovyo vyatyo Yingapi
omu kavya e\i ovyevi
●' —
II VI VI kavi vya luna oloiuna ololo Iwatyo
omi Pl. omi vv luno ololu olo
kalu Iwa kalwa olu
lii lu oto tuna ototuna otoio twatyo
olu S. olu IwlI (=^) katwa Olu tuno ototu
tu lu hatu twa una oVOLina 00 atyo
otu S. otu tw uno oyow ô
kawa ow
m OW S. ow w (u) u u kau wa
n ana ovwana 00 atyo engapi
a kaa à ano ovwà
e a kaa orvenna
oma PJ. oma oryo nna oryorvo ryatyo
rva en rmo orvcn
n n kan karya ovwana 00 atvo engapi
S. e ry ano
IV
I E kaa a kaa a ano ovwa 0
a e a otvotvo tvatvo
oma Pl. oma
otvctvi otvo ivma . oiveiyina
katvi tva haiya ctvi ivmo
S. OtS"! ty (a) tvi tvi vina ovvovyo vyatyo Yingapi
otyi yino owcvi ovyo I ovyevina
V kavi vya kawa evi
VI vatyo
ovi Pl. ovi vy VI
ovo ina oyeina ovoyo
kava ino ovev
o s. o V (ti) 1 kcU y-t cy 1 mbatyo onongapi
Vi ombo mhuna ombombuna | ombombo
mba kamha ombu inbuno ombomhu
ono Pl, ono ml) mbu mbu kamliu : _ [Link] ; .Uai\'0_..
üka Ivana okakana
kaka ka aka kano okaka atyo ehgapi
okn S., -oka bij kíi ka kajia ana oywann 00
VII" o
ow Pl. ow w u u kau wa kawa a ano oywà okoka kutyo
(u) oko kuna okokuna
kwa kakwa kuno okoku eiígapi
oku o\iU kw ku ku kaku 0.\U nivo
VIU o ana oy\Vi,ina 00
(● oma oma («) e a kaa a kaa n ano oy w:i
op‘'Pana
pano opopa opo pana opopo
pa pa kapa pa kapwa apa okalc'●ana
-
kuno okaka oko luina okoko
IX-i ku ku kaku kwa liakwa 1
a:ia
muno omomu omo muna [Link] iina omcnio
mu mu kamu mwa kamwa omu
Interrogativos e indefinidos

Resposta
Qual? Tolo Difforonto
Não sou 0 mesmo ? Não sou 0 mesmo

haime kimwe ame hame lamwe nJyipi atyiho ndyicyange

upi auho utyae


hainve lumwe ove have lumwe
1 hantw‘e lumwe tuvapi atuho tutyetu
haintw‘e luinwe
hanwe lumwe muvapi amuho mutyenvi
t
DJ hainwe lumwe on'V'2

Q-vv hae lumwe upi auho utyae


haye lumwe
aveho
haivo lumwe ava havo lumwe vapi vetyavo
auho
haye lumwe oo hao lumwe upi utyae
vipi aviho vityavyo
haivyo lumwe evi havyo lumwe
lupi aluho lutyalo
: hailo lumwe qIu halo lumwe
tupi atuho
otu hato lumwo tutyato
j haito lumwe auho
upi utyao
hayo lumwe oo hao lumwe
api aeho etyao
ha_\’a lumwe aa hao lumwe
I
npi ariho rítyaryo
hairyo lumwe ei ■i haryo lumwe
lumwe api aeho etyao
I havo lumwe a a hao
lumwe tyipi atyiho tyityat\o
I haityo lumwe etyii hatyo
- -
lumwe vipi aviho vityavyo
evi havyo
I haivyo lumwe ipi aiho
, lumwe ityayo
ovo hayo
j hayo iuniwe mhupi ambuho
h^mbo lumwe mbutyambo
ombu
; haimbolumwe kapi akaho
(iko hako luin^vu
kniyako
haika Limwe upi auho
utyae
oO hako lumwe
haya lumwe kupi akuho kutyako
hako lumwe
OI'ai
haiku lumwe api acho etyao
o o hako lumwe
haya lumwe lumwe
o hapo
haipo lumwe op
hako lumwe
oku
haiko lumwe
hamó lumwe
orno
haimo lumwe
!T (0
t O V

Os elementos

ceo, eulii. chuva de pedra, onganda-


vila:
ao ceo, Jdeiilu.
no ceo, p'[Link] meidu. terra, ohi.
na terra, /v*’o/zz, niohí.
sol, ekimbi.
lua ohanyi. Doeira, ombuma.
estrellas, onont-iingiilidii.^ ama, onl'-ala..
arco-iris, omiivya nwnk 0- areia, eheke.
montanha, omp^iinda.
ngolo. coilina, ous^ongo.
raio do sol, ohanya.
raio de luz, olyil^y- rio, eiiyana.
riacho, ondongi.
trovão, omiiliiitno.
laiscaeIcctrica,owní?7■akiilo. paiz, olfilougo.
matto, oliika.
nuvens, omakãka.
horta, ep/a.
vento, omp’i^po.
poço, cacimba, onfombo.
calor, omutenya.
estrada, elapalo.
frio, outalala. caminho, ondfila.
chuva, ombila.
buraco, elolot.
nevoeiro, ombwidii.
ponte, otyilàlo.
agua, onieva.

(1) Agradecemos José dl’ Severino, que teve a


SdaS^e p^r ?nossa
tos que compdem este guia de com ei saçao
100 ií:ns.\ios 1)I£ [Link]ü:

Hojc fez cíilor; houo omuleuya ivalüknla.


Já não fnz cíilor; kakulokolclc rari.
Esta frio mesmo ^ kwatinida linwvc.
Já não faz frio, Juikiilendde rari.
Está bom tempo; kwalya uaira.
Ameaça chuva, já chove; ombila maiya. rhiiloko.
Choveu muito hontem; ombila j'a!oka wmnc moiii>iilo.
Já não chove; ombila kailoko rari.
Já nasceu o sol; ekiimbi yraluuda.
O sol já se poz; ekumbi ryauyiu^ila.
O anno passado; enima alc.
Acabou 0 anno; enima ryalcka.
Hontem era lua cheia; mon<j;ulo olianyi yari p'omuuk''i.

Reino vegetal
semente, ombulo. folhas, orifmo.
mantimentos, orirya. liores, ononi'emo.
milho, epiingu. fructas, 0ri)i)'ajipo.
sorgho, onyieiiga. omaha. raiz, omnn.
feijão, olyipoke espinhos, omakele.
feijão frade, omakiinde. cascas, omapele.
aboboras, omaíanga. lenha, oiioukrdi.
aboboras pequenas, vma- forquilha, omp'audj'i.
lira. caniço. ombunpii.
batata doce, Oftiakapa., o/j'Í- herva, capim, clioli.
kalair. feixe, olyipaudi.
amendoim, oudombe: abrolhos, omakele.
caroços ovitindira. silvados, amanlkondo.
arvore, omuti.

cultivar a terra, okulima. apanhar, colher,okiiuwni(ya.


semear, oknkuna. cavar, okuheya. ~ ' ^
plantar, okulwika. folhas novas, ond)'0]’o.'
sachar, okuhondjnrela. rebentar, alnipapula.
apanhar o milho, okiileka a ligueira, omulemba.
(Jcscascar. okulelula. gerjiiinar. okumeua.
debulhar, okupamuna. estar sccco. okukula.
arrotear, okiiuka.
os iTianiimemos secearam ;
arrancar raizes, okuheya orirya ryakukula.
cortar arvores, okuleta.
NYANEKA lOI

Nomenclatura de alguns verbos usuaes


nascer, oJ:iikuluhva.
casar, okiinepa. ir, partir, okiipila.
morrer, okunky-a. voltar, okukondoka.
matar, okivipd. parar, okulalama.
enterrar, okupaka. pôr as cargas, okutula.
entrar, okwifingila,
fazer sahir, okulupula.
respirar, okufnnma. sahir, okutuuda.
tossir, okukohola. correr, okuhaíeka.
cuspir, okunly-a omaie. fugir, okuhena.
suar, okindiiga onialukuta.
chorar, okulihi.
vomitar, okuhandya.
tropeçar, okupundiika.
pisar, okurya/a-,
saltar, okiilomboka.
deitar-se, okulangala. subir, okulonda. ''
dormir, okulala.^
descer, okuliduka.
acordar, okupinduka.
passar o rio, (■kuyauka.
vestir, ükurala.
esconder-se, okuriholcka.
lavar-se, okiirikoha.
nadar, okuyoa.
assentar-se, okupumpama.
voar, okutanana.
pôr-se em pé, okutalama.
cair, okmla.

fazer, trabalhar, okuringa,


pastorear, akulisa. poder, okupondola.
estar farto, okitkula. ajudar, okiipopila.
lamber, okulasa. começar, olndiirnbika.
morder, okitnumala. acabar, okumana.
beber, okitmva. esperar, okukevera.
comer, okurya. cozer, okunyika.
mamar, okunyama. concertar, okiipajigiya.
cheirar, okufimbula. construir, okiitunga.
moer, okukuu/ra.
peneirar, okusisa.
andar, okwenda. moer tabaco, okiisesa.
fi car, vkusala. '
chegar, okuhika.
ir de vagar, okivenda katulii forjar, okuntúla^
apanhar, okukwata. tocar folie, okiiyej-'eya.
seguir, akulandula. armar uma armadilha, oku~
encontrar, okin^asa. leia.
encontrar-se, okuhouyena. caçar, okuyera.'
ENSAIOS nu
I02

por, iTictier,
dar um tiro, okiilovci- tirar,
, okiipoh’
l'alhar um tiro, okuponj a. puxar, okwia^
apontar, okulmnbika. trazer, o/.'?ííe/íj-
limar, okinyp^- levar, okuhi'‘-'^k'^-
aliar, okiiripil^'-^- carregar, olailons^a-
quebrar, okulwibiila. bater, oknfeta.
furar, okuikila. brincar, o/;»7nAin<.i.
rasgar, oínilanduUi- ■ pagar, okukcl--‘i-
*
comprar
abrir, trocar, okiikmtuvia.
fechar, o/r/zr/A-J-
receber, okupeiva. fallar, okiipopp
dar, okupci dizer, okiilj-
roubar, okiiraka. chamar, ohvihana.
entornar, okiineup‘k^^- perguntar,
amarrar, okukiiUT- responder, okuUv c) m
desatar, okukuluPT-^ agmdccer, okiipauduh-
dobrar, okinupa- rn\ o/;z/rn/u-
estender, o/rzzru/n. cantar,"n/r;j'zzHKT.
medir, okivclcka. calar,

apalpar, okiiffiffia. nao


caçar, okunV^-i- mciihi-
iuiítar-se. okwavcba.
varrer, okiikonibci.
Reino animal
cobra
bicho, o/)'uz)'uwza. lebre 1 cbelho, oudwibci.
on
o M ibí^-
vermes,'omalivã.
» nibP
moscas, onoiiyi- ^onk'o'
mosquitos, ouotuc-
'ans otyhidiu- antvlopes pequenos',
pule peneti otyihi-
iidiu. ., ni-
borboleta, oiyihnn-lun.
abelhas, oiwuyi- ifivali-^ 07iü'z/hzz't-.
mbondivc-
vespas, oma íotxJcspmho, o/j./zuAu.
aranha, eiiri-
gato bravo, dolo.
gafanhoto, olyipcihy.^ onca, onk''<-'ip^’
^ ■
formiga, ^ohinyinyiki. ■ jacaré, oiip^ndii.
salalé, o/)i'u.
girafa, ondiiU-
piolhos, ouoim- leão, on!Piinh\i.
pulgas, ouoihi-uan'^. búfalo, oznmíh
percevejo, omp^ombo. aves, oriLi‘
carrapatos, oriuJPopyo.
NYANEKA 100

perdizes, onohandyi. gallinha, ofufwa.


pombos, omakuii. gato, otyimbisi.
pintadas, ononk'-ank''a. bode, ehepepe.
corvo, ehvaila. bezerro, onl^ane.
milhafres, omavimbi. vacea esteril, enV-impe.
andorinha, oiripyapya. touro, ontw'ey.
morcegos, ovhikisiki. cavallo, oiigongovala.
patos, onondyoe. ovos, omayiyi.
peixes, ouohi. pello, eUya.
●carangueijos, ononlkala. chifre, pontas, onombinga.
sapos, ovimbolo. tromba, omidondo.
ratos, onomp-uku. patas, omank-anya.
toupeira, oiiídle. crista, omiikelengeuge.
tartaruga, owbejp. azas, omavava.
lagartixas, opikokolo. escama, ekaka.
caracol, ongonpe. cão, oinbva.
macacos, ornidondi\ ono- porco, oiiguhi^ oiyingulu.
nkyima. cabrito, onk'‘ombo.
otyisenga carneiros, onongi.
omp'’ala- novilha, ondema.
antilopes grandes
nga. vaca, ongombe onk'‘aj\
ohohmgo. boi castrado, ohove.
boi capaça, ongelenge. boi, ongombe.
lobo, ehunyii. pelle, olyikova.
hyena, engalanga. pennas, omainya.
raposa, ombandye. crina, omalenge.
cavallo marinho, ongeve. casco, ekondyo.
zebra, ongolo. baba, omalute.
rhinoceronte, omp'-ala. pennacho, ohala.
elephante, ondyamba. cauda, omulyila.
gallo, ehvandambolo. barba, onondyeri.
●i*:-

Ha leões aqui? Pena ononJrnrika pano?


Não senhor, não ha nenhum. Peliipii^ na kaiuiu.
Quero compar gallinhas. Ndyihanda okulanda onofu-
fwa.
O porco espinho entrou aqui. olyihaká tyanyingila
muno.
Tenho um pulex no pé. Ndyina otyindiundiu niomp^-ay.
Que quantidade de pulgas! Onona-naiva ononyingi
ngalyil
A pelle da zebre é linda. Ombandwa yonkolo ongjva.
As abelhas dão mel. Ononyiki mhuringa onnki.
104 liXSAIOS DE GRAMMATICA

O carangLieijo comc-se. OuJrala iinva.


ivi
Tenho
kalo. uma carraça na perna. Xdj‘ina onldupa mdtyi-

O burro zurra. Olfimbulu lyikoma.


Eu vi abelhas. Kamona ououyihi.
Tens
muitas abelhas.^[ ua ououyihi ououyiugi?
Apanhou uma abestruz. Wahuvãta omp'‘o.
Seguimos as abestruzes. 'fivaíajuima ()U0mp‘'0.
Ahi ha escorpiões. Apa peiiououge.
Onde está a aranhaHin>i viripi?
Corta a aza do passaro. l eia erava ryoiyila.
Pescaram bagres. Wikwala omiloy.
Comprei bezerros. Nalauda ououkaue.
O pastor perdeu os bois. Omiiukila wavombesa ouo-
ugombe.
Que linda borboletal Olyiluriluvi oiyiiva patyil
O búfalo é bravo. Ouyati irya o7.’aul'-u.
Esta cabra dá leite. Õulkombo cy ihimala.
Olha um rebanho de carneiros. Tala omuiauda JVOUO-
ngi.
Onde
está o teu cachorro? Otyimhva tyove ijdvipi?
A ós vistes 0 camaieáo.' Owve ehiuibi miveribvele?
O cavallo comeu
milho.- OugongoiKila yarya epu-
ns:ii ?
As cigarras cantam. Omahilili aimba.
Matae a cobra! Ipày ouyoka!
Os passaros voam nos ares. Ovifa 7’ilauaua p'ei/Iu.
Os peixes nadam na agua. 07iohi mbiiyoa ui'omc7’a.
Na lagoa ha crocodilos. ITelala peiiouougaudu.
Ti aze os dentes do elephante. Teta ouombiuíxa }ubo-
ndyamba.

veem os gafanhotos! Olyipahii lyeya!
Quero comprar uma gallinha. Nciyihaiida okulauda
ofufiva.
Dá um tiro no gaviáo. Toya otyikaic7'e.
O hyppopotamo esiá gordo. 0)ige7>e yauiua.
A h}-ena come carne crúa. Eugalauga idrya ohitujui-
PlSli.

ha o jacaré na areia. Tala ongaiidu k'eheke.


javali levou dois tiros. Ougulu7'c yaloÍ7pa tu7>ari.
I quatio crias de Javali. Namo7ia 07.'Í7u>')vin<j:ivi 7dk)mm.
O caracol arrasta-se. Ougouge irikolm. "
A gallinha poe ovos. Ofufu^a. rumbila ofuayiyi.
gato apanha ratos. .
olj'imbisi Ijuhivaía ouo)np’uku.
NYANEKA lOD

Partes do corpo

corpo, etimba. p'okal{.


cabeça, omuhve. dedo minimo, ominuve ivo-
cabellos, onohuki. k‘-oiil‘-ere.
cerebro, oirongo. unhas, onohoka.
[Link].0^enk'ipa ryombamha. costas, omjvongo.
fronte, ombamba. giba, oiik‘-u)ida.
rosto, otyippla. coração, omidima.
olhos, ornaiho. pulmão, epunga.
sobrancelhas, ovihokopyci. íigado, ehuli.
pestanas, ouohnigi- peitos, omcirde.
barbas, oinndyen. bico dos peitos, oudiingit.
nariz, eyidii. barriga, cuno.
orelhas, okiihvi. umbigo, oníropa.
entranhas, omala.
rugas da cara, omanyonda.
bocea, omulungu. baço, onkeva.
dente, cyo. costcllas, onialupati.
ossos, onoukdpa.
lingua, elaka.
medulla, omusa.
queixos, ovycuieuo'
bochechas, ononi’ama. rins, onoso.
osso iliaco, oynanekdo.
garganta, onunwiuo.
nó da garganta, engongo- cadeiras, ombambo.
rij'0. pernas, onkalo^ onia):ulo.
nuca, ekohi. joelho, ongolo.
peito, onkulo^ ononketc. barriga da perna, omupindi.
hombros, omapepe. pés, onünp'tiy.
braços, omaivoko. ca 1 canha, olyihingiuyo.
cotovello, onk‘okolu'ã. peile, otyikova.
mãos, omake. sangue, «honde.
dedos, omiujve. carne, ohilu.
dedo pollegar, dwidunivc. veia, omuhipa.
dedo index, omiiyidiko. 1 a çri mas, onouk'''iikd.
dedo do meio, omwiwe utu- suor, omahikuta.
nda rikwaj’0. saliva, omaíc.
dedo, annular, onunuve n\i-

Nomes das principaes doenças, etc.


urethrite blenorrhagica,o/rí-
pneumonia, otfüoma.
escorbuto, omukihi jvondya- hougcnkii.
mba. nevrafgia facial,onibulapi/la-
baceira, oluteva. rheumadsmo, otjd nl^eya^
carbúnculo, onyi yetiva. onJduhi.
S3’philis, onldumbida. epilepsia, oiyinlonya.
lOD HNSAIOS DE GRAMMATICA

desymcria,opeimo^ oponiu- incliação das glandulas sali-


lola. vaes, efivikã.
chagas, orimust^ dores lombares, ononka.
hemorrhagia nasal, omiiko- tosse, ouJkololo.
la. febre palustre, efcugi yo-
panaricio, olyimela., omii- mp emp'-ela.
ryalu. diarrhea das creanças
oiidrange

estar doente, oki/rcra. doença do baço, ombcri-


doença, ourcra. ter comichão, oknnyjvã.
ferida, oiyipiile. remedios, o;’.'/awãa.
chaga grande, erihipute. o remedio arde, otvihonb.i
borbulhas, onombulu. Iritoiaiiã.
sarna, oiilran.i. estar cançado. okiipiviUi-
tumor, Qtyimita. cansaço, epipilo.
ingua, 0)wvambi. descancar, oJ:upululukã.
febre, otyipnn. estar aborrecido, okunkj
calefrio, ehvcnyonga. oiniyc.
sarampo, eukuK-uycnyc. inchar, okumilci.^
indigestão, ondindo. inchação, olyiynda.
nausear, oJ;iihei\7 ombinigo. gemer, ídnikcuhi.
vomitar, [Link]<.7. tosse, oiü: ololo.
medico, olyimbauda. constipação, ounikolo.
veneno, Liiryo. curar, okiilh-ikiiLi.
recobrar saude, ohn'cnil:a. ventosa, oliihimn.
okuknnyJ-^
abcesso, otyiuPimba. pôr ventosas, - .
bexigas, olyiugongo.

A famiüa e sociedade
tribu, cauda. casamento, otyyi^^p'^-
famiüa, ombiinga. creancinha, okí-dukcfubc.
aldeia, cumbo. pae, /n/e, ho. h<-‘- .
casa, cpala. mãe, mè, nyoko, ina.
quarto, ondyivo. avo paterno, tale omusu
homem-, omulmne. ugu. mukuki-
mulher, omukay. avó materna, uic
lilho, omona. kay.
rapazes, o}'akivendyc. tio paterno, honenc-i kou)
raparigas, orakaingu. ugii.
raparigas crescidas, ovahi- tio 'materno, hind
kípcna. inanku yac.
NYANEKA 107

tia paterna, henkay. madrasta, mé.


tia materna, mè j'ondeuge. enteados, orana.
neto, omona^ omutekida. irmão mais velho, onuikulu.
sobrinho procedente do ir irmão mais novo, ondenge.
mão, omivin^ona. cunhado, onaiva,
sobrinho procedente da ir dona da casa, tembo.
mã, otyimp'umba. concubinas, ououCaiva.
primo procedente do irmão, concubinagem, oambaiida.
ondenpc. chefe, mipene^ clombe.
primo procedente da irmã, senhor principe, onlúinyi.
olyepwa. rei, ohamba.
nora, ominuveivi^ omitkwe- rainha, onkaihamba.
kay. ministros, ojdpundi^ òi\o-
sogro, genro, laUdvi. ndey.
-sogra, meivi. médicos, opimbauda.
paarasto, iate.

Cosinha, refeiíorio, etc.


I

●comer, okurya. assar nas brazas, okiiyoka.


beber, okunwa. mexer, okitkolonga.
cosinhar, okiitcreka. aquecer agua, okiikolesa
cosinheiro, omutereki. omera.
tirar agua, okuiapa omeva. ferver, okiifivuka.
bulir, okuviya^. apanhar íenha, okuiyara
derreter, okuungulula. ononkivd.
coar, okiyenga. depennar uma ave, okutu-
atiçar, okuíemcsa. nj'a.
apagar, okinyima. accender lume, o]-:iniiy'’a-
aiumiar, olniminikila. kaua.
lenha, ononkir‘’i. arder, okiipya., okiitema.
agua, onicra. queimar, okupisa.
fogo, otiipya. aquecer se, oliuyoia.
farinha, ohinde. molho, omuhole.
pirão (papas indigenas) ovd cervejas, omburliniga^
hima. onk'-da.
pão, onibolo. hvdromel, otyingundii.
carne, oliiiii phosphoros, onofofulu.
feijão, otyipoke. fome, oiidyala.
mel, owiki. sêdc, ohunga.
leite doce, omahini. cadeira, olyalo.
leite azedo, onia2'ele. faca, ouldiki.
azeite manteiga, omiilela. prato, elonga.
pimento, oiiduuga. colher, oluíwo.
sal, omoní2:u’a. copo, oiigutwa., olufn'0.
io8 ENSAIOS DE GRAMMAT1C\

cabaça, onl‘euda. frigideira, olyiUndo


garrafa, epindi, pedras, omanianya.
panella, ombira. enxada, elemo.

\ amos cosinhar. Tiilcrekey. 1.


^ amos comer, tenho fome. Tukarye^ nanky''ã ondyã
Traze a gallinha e o feijão. Lcla ofufiva n otyipol:c.
Quero dois pratos. Ndyihanda omalonpa eravi.
h a faca? E a colher? Ia! ikonJkiki. uonp;uhvo.
Traze também o copo. Leta tupu'olufwo.
Não te esqueças da toalha. Vharimbiva onginro j'ok o-
mesa.
Põe o banco aqui. Pa ícaolyalo apa.
Onde está o pão? Omboío iripi?
Fem carne e peixe? ]^en ohilu iiohi?
Põe a garrafa de vinho, l^aka ongavafa yoriuyu.
Traze ma«s dois pratos. Leta vari omalonga cran.
Mostra a agua. Lekesa omera.
Está mu to suja. Yasila uuciie.
Aquece o café. Enda okalokclesa okafe.
O assucar está no sacco. Ofiikiri iri uiohihipo.
A comida está salgada. Úkurya hvahinga omongn'a
uneue.
Tempera bem carne de antilope. Hinga naira
yomhambi.
E melhor assar a perdiz cm cima das brazas.
rari okuyoka ohaudyi Idomakala.
Traze a lata de manteiga. Lola olala yomulela.
oiiíi'idyy(>
Esqueceste a colher pequena. Udrimhwa > ,
ontulu.
Aquece depressa o leite. Tokolesa ri!’a omaJuni-
Põe mais lenha no fogo. Paka vari ononkivd w otupp--''-^
O fogo está acceso? Otupya tivatema'^
O fogo apagou-se. Otupya hvauyimapo.
A agua está longe, perto. Omeva cri kokulc., pop<-'E

Em viagem
carro, ctemba. Eokii-
para a esquerda,
bois, onongombe. mbiri.
caminho, oudyila. andar, okn>enda.
para a direita'^ Eokuryo. parar, okiiUilama.
NYAXKKA lOQ

ir depressa, okuliaíelca. pente, oljihvayo.


ir devagar, akjvcnda kaíulu. bacia, e/ili.
maca, ntipoya. esteira, cviucía.
carregados, ouongamba. travesseiro, otyinlj'‘-amiuo.
●a minha roupa, ovikiilii vyci- espingarda, oula.
ngc. polvora, ofundany;a.
as mantas, ouonginvo. espoletas, ononl‘-iinda.
a cama, oula. caçar, oki/yepa.
capim, fhoU, caçadores,( vakongo.
machado, orilrava. inatto, aliika.
cabo de machado, omiipi. bichos de caça, oviuyama.
martcllo. oudyundo. perto, popcpi.
preges, on(jfup’-ehe. longe, kokulc.
espelho, otyirivandydo.

Vamos depressa! Twcndcy rival


Toquem os bois! Ombolcy onongombe!
Soltem os bois! Pandnlulej' ouongombe!
Buscae lenha! Kalyavey ouonkivd.
O carro enterrou-se na lama. Eiemba ryanfingila m o-
nkala.
Desappareceram dois bois. Onongombe onombari ka-
mbumoneka.
As cargas vão para deante. Ovitde vyende komdio.
Vamos" chegar ainda hoje? Maluhiki omuhòuo uEere?
Ou amanhã dc dia ou de noite Ine outuhuka., p'omu-
líjnya., inne Idoinildki?
'Ha muitos espinhos? Peu omankw^enya omanjingi?
Traze o machado para cortar esta raiz. Leia onirava
yokulela olyihingi lyiuo.
Perdi 0 bom caminho. Najvomba Ixondyila oiigiva.
E' preciso voltar atraz. Tyisukalesa okukoiidoka k'o-
ryima.
Posso passar o rio. Ndfilyiviri okiiyauka.
Não posso andar, nadar. Hiifiviri okivenda. oktiyoa.
Tem muita agua. Omera omanyiugi.
Tem pouca agua. Omeva kahehi.
Os meus carregadores passaram aqui ? Onougamba
mbange mbakivata pauo?
Eu não sei o caminho. Ame ondyila hii.
i E' longe, perto; nem longe, nem perto. Kokuly}.opepi;
hakokule., hapopepi.
I 10
ENSAIOS DE [Link]

Ha muita areia
nos caminhos. Pen oluheke oluuyinoi
moudyila.
O^caminho é bom, é mau. Oudyila oua;wa. ombi.
^ao na sombra. Pc/i/pu okahi.
j-jii carregador adoeceu. Oupcimba imire ihama.
Cjuta aos bois. KaudiiJnla onony^ombe
Não lhes bata muito, l hofiburcle uueue.
Apdrta o travão. Kiila ombiríki.
Desaperta um pouco. Kuluhda halulii.
Desaperta tudo. Kuluhda alydio.
'Vamos subir, descer. Maluíouda, malukuukumuka.
Atravessamos o rio agora. Maluyaidca pahe oudoup^
Já passamos as pedras. Ibvaponyoka amamauya.
Já se vc a casa. Kpaía rimonch-a.
n das cargas. Yuupcy uaiva oritdc.
1 erdeu-se uma carga. Otyilcle lyiuire lyawomba.
.lá se achou a tal carga. Òlydijle lyalyo lyamonel:a.
Onde conduz este caminho? Oudyila cy ycudapi?
Qual é o caminho para Huilla? Oudyila yolkOlupolo
oipi?
Este caminho vae á Chibia. Oudyila cr ycuda k Olyi-
rij\i. . . ^
Este
é o caminho para o Humbe ? Oudyila cy óyolkO-
nPumbi)
Qual é o caminho para Humpata ? Oudyila yok'0-
mp’'ala oipi?
Por este caminho é mais perto? K'oud)'ila ey iri rari
popepi ?
E mais longe ? Kokule vari ?
Aqui ha dois caminhos..Ipa pcu onoiidyila ouonibari.
V^em mostrar-me o caminho. Eudyu uudekese oudyila.
VoLi-te dar alguma coisa. Maudylkupe tyimwe.
Manda um rapaz para me indicar o caminho. Tuuia
omukiveudye audyoupolelc oudyila.
Vae sempre direito. Vyuka fiyo apeho.
Quando chegar áqueíia arvore, lilyi uli liomuli uua.
volte á esquerda. Pcngela Ikokumbiri.

Aonde vac? iVendapi?


? ou Moipi?
Vauoos Gambos hoje mesmo. Ndyicuda k'Ougambive
hono miveiie.
NYANTKA I1I

Os bois já estão ao carro? Ouougvniht’ nibaki//ih)'a k'c-


temba?
Quero dez carregadores. Xdyihamia ouongamba ekwi.
Dois ievam a caixa. Ouombari 7nbulyinda ombuluwaka.
As cargas são leves. Ovilde vyapepiika.
Não senhor, estão pesadas. Mbé taíekiilu^ vyalcma.
Quem leva a mala pequena? Orye ulyimia olyilele
otfiiuíu?
Eu mesmo. Awe nupenc.
Tu levas a comida. Ove ulyinda o]:u7'ya.
A tipoia vae atraz. Olipoya ycuda Ikonyima.
O meu sacco vae adcantc. Ohihipo yaupc maj\i k'o~
mcho.
Quantos carregadores são ao todo? Ouongamba ambuho
kmmvc onoíigapi?
São muitos! são poucos! Onouyiugi! Kambuhi!
Chegam muito bem. Mbaiiika naiva.
Partiremos amanhã ao nascer do sol. Maíukaliika k'o-
muJiuka^ lyino ckimibi rihnida.
Partimos hoje : gosto de viajar ao luar. Matipeuda hono;
ndyiholíi oínvenda Ikohanyi.
Vamos embora. Tjpendcj'.
O' carregadores, venham depressa! Ouwe iiongamba^
ameiko ripa!
Vós andaes muito devagar. Owpc nupenda katuiu.
Não passem por ahi. Muhakwaley oko.
Aqui ha muitas pedras. Pcnomamanya omanyingi.
Parem junto d’aquclla arvore! Talamcy p'oul'-cre j'o-
imili ima.
Faz um calor suffocante! Kjpaiokoía nari!
Ahi ha sombra? Peifokahi apa?
Ha agua, lenha e capim? Kiníomera^ onoukwd^ n'e-
holi?
A agua é boa? Má? Omcpa onuvpa? Omari?
Não andem tão depressa! Muhahalckcj' nga\
Ha lama, ha buracos! Pen onkaía^ penomaloto!

Um preto ficou atraz. 0)igómba imipefesala Ponj-i^na.


Esperem um pouco. Kcperey uPere.
Vamos cosinhar. Ikiierekej'.
Vós já cosinhastes ? Oiupe jwpaícreka!
Descancemos um pouco. Tupuhdukivey.
Ata bem o cavallo. Kiila uaipa ougongovala!
I-NSAIOS !)[£ Glí[Link]

Talvez haja ícras. nhv''ari ovinyama!


Dá-lhe um pouco dc milho. }pa lúiiiilu
Os bois já comeram? Ononpombe mhavya'}
Ainda não; estão a comer. .\lbé; uk‘-cre wburnT-
Partiremos quando íor dia. l-iiralya waliikciluka-
Façam muitas fogueiras. Jà'jiL>i’y otyaiko omcinyinpi-
Olha! Cuidado com a minha mala preta. Tala!)iiiiga
iiajihi cmbiihvah-a yaupe on(’iknrcy.
Não a approximes'do fogo. Cheifjrcuekc Ikolupva.
Kste acampamento é bom. Oíyilonibo lyina olvuva.
Fiquem callado.s, quero dormir, l'npumauey, ndyiha-
nda okulala.
Apagou-sc 0 fogo? Olupya bvaurimapo.
Dois bois fugiram. Ononpombe onombari wbaheua.
Desapparcceram tres carregadores. Ononpamba on-
nkalu luvhbumoueka.
Já é dia, Icvantem-sc ! Kiralya pahi\ katiikcy!
PÔe 0 apparelho no cavallo. Paka otyivcrcko Ikonpo-
uporala.
O burro está cançado. Olyi^nburii Ivapwila.
●Dobra a minha cama. ílV/igm oula wanpe.
Põem os bois ao carro. Iviililey ononpombc kclemba.
Segurem bem a tipoia. Kivaícscy naira olipoya.
Cantem com força. Imbey n'onoulkono.
Quebrou-se o carro. Eiemba ryaleka.
Vamos parar um pouco. Tulalamey kaliitii-
■\%amos chegar já? Matnhika paJic?
Chegaremos á tarde ? Maii/hiki ryalaka?
Obrigado! Mbt\ napandula!

A caça
A ou caçar. Ndyikayombela.
Queres ir caçar comigo? Lhauda ckukayGmbcla n ame^
^ amos caçar. Tuí:ayomhclcy!
Aqui ha perdizes, pintad as. pciionohandyi., n ono-
vldanpa ?
A amos ao rio; encontraremos rolas, patos, gaios. Tirc-
ndej- kenyana; matiikai’asako omakuli^ ouoiid}'oy, u o-
noin’yan ganga.
Lá \'ae um antilope! Ombambi o)‘o)'ol
Carrega a espingarda com chumbo. Lomxda ouía n o-
sumbu. ^
Tenho cartuchos. Ndyina. omihongo.
Aponta bem; descarrega! Tunkbika nawa; lo/a!
NYANI-KA 113

Falhei, falhou. Naponya^ imponj-a.


Acertei, acertou. Naiimibika^ ivalumhiha.
Ali na montanha ha onças. Komp'-imda Inina kunono-
nJbapi.
Òlha um leão! Tala onldiivika!
Aponte-lhe na cabeça, liumbika k'omubve.
No lado, nos olhos. Toukere, Icomaiho.
Lá vae um bando de girafas! Olfinida tfonombahe
olyo!
Na lagôa ha jacarés e hyppopotanios. íCeiala kiniono-
ngandu n onongeve.
Vi um bando de macacos grandes. Namona ononiydma^
ononfingi.
Vamos caçar perdizes. Maiukayeva onohandyi..
E’ difficil matar o rhinoceronte. Ohvipà ortyala tji-
pwiya.
Foi caçar rolas. Wakayombela omakuti.
A onça está a dormir. Ouk‘api ilele.
Está um leão perto. Oulbnrika iri popepi.
Carreguem as espingardas. Longeley omaula.
Tomem polvora e espoletas. Tambulcy ofwidanga n’o-
nont‘opa.
Olha! Traz minha espingarda-. Tala! leta outa wa-
n2:e.
Ha muitos coelhos n’esta terra. Minkonondimba ono-
nyingi muno.
1 ens polvora ? Empresta-me um pouco. Un ofwidanga;
ndyundike okaiulu.
Cauteiia! Esta espingarda dá coice. Kmaiesa nawa.,
● outa ow usana.
Os passaros fugiram. Oinla vyakatuka.
Estes animaes são muito expertos. Oninyama vino
vyalunga.,
A liyena não se deixa approximar. Engalanga kari-
fivenwa popepi.
Cautela, não te approximes. Elo uhafiveneko!
Fujamos depressa. Tuheney ripa.

Compras—Vendas
Vim comprar. Neya. okulanda.
Quero comprar bois, cabritos, carneiros, gallinhas, cera,
mel, etc. Ndyihanda okulanda onongombe., ononlkombo.,
onongi., onofufipa., ombumbi., onnki., atyiho., aiyilio.
Trago mantas, pannos, ferro, contaria, facas, etc. Na-
FOI-. 8
ENSAIOS DE GRAMMATICA
114

.leia onomp'-ala^ onongiuvo^ ovivela^ omisanga


alj-iho.
Aqui está um boi para vender.--0 que queres por
Peiiongomhe yokitlandjva- — lhandatj i. d'asua-
Quero diu4 mantas encarnadas e %'o-
ardratc. Ndrihanda onongmvo onombari ononk nhig

^‘^‘btoTmuito; pede menos. Elp


Então dê-me um cobertor. Pakelemo omp
Isso sim, já é razoavel. -^0'' ofu-
Queres vender uma galhnhar Uhanda okulaiida oju
fwa y omiti
Ndfikwàvera
Dou-te quatro covados de panno.
vikwana vyongmvo.
Posso cortar? Ndyitaudule' , .,,\^i9^0vwen;
Ha ovos?—Ha-os; não os ha. Pcn omaj tji- P
kaepo. cabrito? PíonlPombo ey uka-
'Quanto queres por este
vihvana vyo~
Quatro maços de contaria. Ovindyongo
vilanda.
Uhanda okiilanda
Quer comprar duas cabaças de mel ?
ovipopo pivan jyoipiki?
Custa cada uma uma enxada. Tyati: niolyike eterno,

^^^Lianto^custa este porco? Ongiilu ey branca


Tres voltas de ferro para braceletes,
e contaria vermelha. OnonPi ononi^atn m J , ’
onginvo ongonga yokurihika, n ovilania 01 \
Fiz bom negocio. Nalanda uaim. ma-
O anno proximo voltarei de novo aqui. E
ndyikondoka vari kuno.
Bem! Então até á vista. Tyaia náivat Haturivasa
7hV'Í!
INDIGE

PaK.
Prefílcio — III
V
Introducção
PARTE I
Phonetica

CAPITULO PRIMEIRO

Dos sons.. 7

CAPITULO SEGUNDO

Alterações phoneticas
IO
§ I.® Elisão
11
§ 2 ° Contracção
11
I 3." Euphonia
^ 4.® Das outras alterações phoneticas (attracçÓes de nasaes, har
12
monia das vogaes)
PARTE II
Das palavras e fôrmas grammaticaes
»
CAPITULO TERCEIRO ^
§ 1.® Da concordância grammatical i3
I 2.® Dos prefixos 14

I DivisÂo — O Nome

CAPITULO
QUARTO ^
Do substantivo
ARTIGO I

Composição, numero i5
Classificação 16
116 ixmci-

ARTIGO II

Observações sobre cada classe


Pflg.
§ I- Primeira classe >7
§ 2.° Segunda classe 18
^ 3.° Terceira classe iS
s 4." Quarta classe.. ● '9
S 5." Quinta classe . . IQ
S Sexta classe.... 20
S 7.' Sétima classe. ■ 21
§ o.® Oitava classe.. . 21
^ 9.® Nona classe... . 21

ARTIGO II

Dos nomes proprios 22

ARTIGO 111

Dos nomes coliectivos e abstractos 20

ARTIGO IV

Dos nomes derivados 24

ARTIGO V

Dos nomes compostos. 24

ARTIGO VI

De algumas irregularidades de genero e numero nos substantivos. 25


ARTIGO VII


Da concordância dos nomes pelo genitivo

ARTIGO VIII

Do vocativo e da maneira de coordenar entre si os substantivos. 27

ARTIGO IX

Do artigo 2S

CAPITULO QUINTO Ç
Do adjectivo
ARTIGO I
Adjectivos qualificativos 20

ARTIGO II

Do comparativo e superlativo 33
índice II7

CAPITULO SEXTO é
Dos pronomes

ARTIGO I
Piiff.

Dos pronomes pessoaes


Pronome conjuncto.... 35
Pronome substantivo .. 37
Pronome possessivo... 38
i
ARTIGO II

Dos pronomes demonstrativos 40


■' ARTIGO III

Dos pronomes relativos 43


ARTIGO IV

Dos pronomes interrogativos 43


ARTIGO V

Dos pronomes indefinidos. 4ü

CAPITULO OITAVO T
Dos numeraes 47

CAPITULO NONO©.
Dos locativos e preposições 49

CAPITULO DÉCIMO
Dos advérbios

ARTIGO I

Advérbios de tempo 5i

ARTIGO II

Advérbios de logar 53

ARTIGO III

Advérbios de quantidade, qualidade e modo 54


ARTIGO IV

Advérbios d’affirmaçao, negação, duvida 55


ÍNDICE 117

CAPITULO SEXTO
Dos pronomes

ARTIGO I
Pag.
Dos pronomes pessoaes / 35
Pronome conjuocto.... 35
Pronome substantivo .. ^7
Pronome possessivo... 38

ARTIGO II

Dos pronomes demonstrativos 40

' ARTIGO III

Dos pronomes relativos 43


ARTIGO IV

Dos pronomes interrogativos 43


ARTIGO V

Dos pronomes indefinidos. 46

CAPITULO OITAVO
Dos numeraes 47

CAPITULO NONO
Dos locativos e preposições 49

CAPITULO DÉCIMO
Dos advérbios

ARTIGO I

Advérbios de tempo 5i

ARTIGO II

Advérbios de logar 53

ARTIGO III

Advérbios de quantidade, qualidade e modo 54


ARTIGO IV

Advérbios d’affirmação, negação, duvida 55


ii8 ÍNDICE

CAPITULO UNDECIMO
Pag

Das conjuncçóes

CAPITULO DUODECLMO
Das interjeições e interrogações 56

II Divisão — O Verbo

CAPITULO DEOMO PRIMEIRO

Noções preliminares sobre a construcçno dos verbos


58

CAPITULO DÉCIMO SEGUNDO


DO
Dos diversos tempos do verbo..
s
55 i.° Indicativo presente
óo
‘61
á 2.® Preterito imperfeito
X 01
s 3.® Pretéritos perfeitos. .
§ 4.® Preterito mais que perfeito 04
I 5.° Futuro 64
^ 6.® Futuro passado
G6
66
S 7.'’ Condicional
00
S 8." Conjuncto
§ 9.® Imperativo 07
^X 10." Participios ^7
51 II.® Tempo impessoal
68
§ 12.® Infinito 69

CAPITULO DÉCIMO TERCEIRO


Irregularidades dos prefixos e finaes dos verbos ● 70

CAPITULO DÉCIMO QUARTO


Da conjugação negativa 7‘

CAPITULO DÉCIMO QUINTO


Dos verbos passivos e derivados

§ 1." Da forma passiva V


§ 2." Da lorma neutro-passiva 74
^ 3.® Da forma reflexa e reciproca 74
§ 4." 1. a forma causativa .
5.® Da forma relativa V.
I 6.® Da forma de respeitosa instancia 7b
/
S 7.® Da forma inversa . 77
^ 8.® Da lorma interrogativa . ● 77
INDICn - II9

CAPITULO DÉCIMO QUARTO


Dos verbos se7'^ ter^ e alguns outros verbos defectivos
ou irrregulares
Pug.
§ i.“ Do verbo ser.
§ 2." Do verbo esicir ;i 80
^ 3." Do verbo okwinga .
I 4.° Do verbo chuna., ter 81
g 5." De alguns pseudo-verbos 8i
^ 6.'' Do verbo okuti _ _
I 7.° De alguns outros verbos defectivos e irregulares . 83
Appendice: Das saudações 85

PARTE III
Da syntaxe

CAPITULO DÉCIMO QUINTO


Da concordância 87

CAPITULO DÉCIMO SEXTO


Da regencia 89.

CAPITULO DÉCIMO SÉTIMO


Da construcção do nyaneka 91
A raposa e a perdiz 95
Os lobos 96

Vocabulário e guia de conversação

Os elementos 99
Reino vegetal 100
Nomenclatura de aiguns verbos usuaes 101
Reino animal 102
Partes do corpo io5
Nomes das principaes doenças loa
A familia e sociedade ' lOÕ
Cosinha, refeitório, etc 107
Em viagem 108
A caça . 112
Compras-Vendas . ii3

%
ERRATAS

Pag. I.ÍDlins Onde se lè [Link]-se


I.''’ ohimi himi
9
12 28.'' o kwimbila olavimbila
i3 21 suffixos prefixos
14 Í6> prefixos suffixos
16 27.« nyombe ngombe
25 otyila. oiyila
38 II::
3>
ont’wevo
ontwe
ontw‘evo
onf\v‘e
46
46 4'“ onw‘e onwe
e kairi
47 kairya
47 i3.” hatyia hatya
48 enombari onombari
48 -7-“ ok’omyina ok’onyima
JO I k’una kuna
01 1:^. n’ao nao
58 22.“ óSvatyi ÓAvatyi
62 21." ehiyi ekihi
64 10.^ §6.
65 42.' leu ame k\vame
7> 7.« ovihi ovihihi
okuvulula
77 okuvungula
80 ih p’outere p’ontere
82 tuuk-way tumukway
94 17.“ Avp‘ot_\imbo wop’otyirnbo
100 D-" yaralunda ryalonda
102 22.“ juntar-se umar-se
io5 26.' ononp‘ay onomp‘ay
107 lo.-’' onh‘inyi onkfinyi
107 42. ondunga ondungu
111 37.’ ongomba ongamba
■ \

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