Conceitos de SIG
Os SIG podem definir-se como um sistema composto por hardware, software e um ambiente
institucional que permitem capturar, armazenar, verificar, integrar, sobrepor, manipular, analisar e
visualizar dados referenciados geograficamente, funcionando como uma ferramenta de apoio à
resolução de problemas geográficos. Sandra Caeiro,2013
Sistema de Informação Geográfica (SIG), em inglês Geographic Information System (GIS), consiste
em um conjunto de ferramentas computacionais para Geoprocessamento no qual permite
manipular e integrar dados de diversas fontes, podendo ser criado um banco de dados digital com
informações georreferenciadas (CÂMARA e DAVIS, 2001)cit. Por SPUGeo
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são instrumentos computacionais do
Geoprocessamento que permitem a realização de análises complexas ao integrar dados de diversas
fontes e ao criar bancos de dados georreferenciados e, ainda, tornam possível a automatização da
produção de documentos cartográfico (CÃMARA & MEDEIROS, 1998, p. 3).cit por SOUZA
“Conjunto poderoso de ferramentas para coletar, armazenar, recuperar, transformar e visualizar
dados sobre o mundo real" (BURROUGH, 1986, s.p.) citado por Teixeira
defi nir o SIG como uma ferramenta computacional capaz de armazenar (através de um banco de
dados), recuperar (através de buscas e pesquisas no banco de dados), manipular (por edição e/ou
transformação os dados), analisar e visualizar dados referenciados geografi camente. Bicca
segundo UCM, Sistema de informação Geográfica (SIG ou GIS) é um sistema de informação que
grava, armazena dados geográficos em camada ou layer e analisa as informações espaciais sobre os
elementos que compõem a superfície da Terra, facilitando a analise, gestao ou representação do
espaço e dops fenómenos que nele ocorrem.
Sistema de Informação Geográfica (SIG) – é um sistema informático capaz de reunir, armazenar,
manipular, transformar e analisar e representar informação referenciada geograficamente, isto é, de
acordo com a sua localizaçã[Link],2011
Características de SIG
Segundo Câmara e Queiroz,as principais características de SIG são
insere e integra numa única base de dados informações espaciais provenientes de dados
cartográficos, dados censitários e cadastro urbano e rural, imagens de satélite, redes e modelos
numéricos de terreno;
• Oferece mecanismos para combinar as várias informações, através de algoritmos de manipulação
e análise, bem como para consultar, recuperar, visualizar e plotar o conteúdo da base de dados
georreferenciados.
Componentes de SIG
Segundo Davis e Câmara (2001) cit em Bicca a estrutura computacional do SIG é composta por
subsistemas que possuem um relacionamento hierárquico.
Esses subsistemas são compostos por:
• Interface com usuário:
• Entrada e integração de dados;
• Funções de consulta e análise espacial;
• Visualização e plotagem;
• Armazenamento e recuperação de dados (organizados sob a forma de um banco de dados
geográficos)
Ainda de acordo com os autores citados anteriormente, nesse relacionamento, o nível mais próximo
ao usuário é a interface homem-máquina, que é responsável por definir como o sistema é operado e
controlado. Em um nível intermediário o sistema deve possuir mecanismos de processamento de
dados espaciais (entrada, edição, análise, visualização e saída). Já no nível mais interno está o
sistema de gerência de bancos de dados geográficos, o qual é responsável pelo armazenamento e
recuperação dos dados espaciais e seus atributos
A Figura 1 indica o relacionamento dos principais componentes ou subsistemas de um SIG. Cada
sistema, em função de seus objetivos e necessidades, implementa estes componentes de forma
distinta, mas todos os subsistemas citados devem estar presentes num SIG
INTERFACE COM O USUÁRIO
Historicamente, o primeiro tipo de interface a ser utilizado nos vários sistemas foi a linguagem de
comandos, que possui grande poder expressivo (se a linguagem for poderosa, qualquer tarefa pode
ser expressa num número reduzido de comandos). No entanto, à medida que aumenta a
funcionalidade do sistema, cresce a complexidade da linguagem e aumenta em muito a dificuldade
de uso. Para contornar este problema, muitos sistemas dispõem de facilidades de criação de macro-
comandos. A disponibilidade de ambientes computacionais interativos deu origem às interfaces
baseadas em menu. Mais fáceis de operar, estas interfaces tendem a ter menor poder expressivo.
Sua vantagem é que o usuário não tem que aprender uma linguagem complexa, pois o ambiente já
está pronto. O problema com este tipo de sistema é a dificuldade de personalizar o ambiente, o que
pode gerar soluções incompletas ou de uso restrito. Alguns sistemas baseados em linguagem de
comando (como Arc/Info), estão em processo de migração de suas funcionalidades para interfaces
baseadas em menus. Estas alterações, visam atender uma tendência de mercado mundial.
ENTRADA E INTEGRAÇÃO DE DADOS Existem quatro modos principais de entrada de dados:
digitalização em mesa, digitalização ótica, entrada de dados via caderneta de campo e leitura de
dados na forma digital. Neste último caso, está incluída a importação de dados em outros formatos.
A digitalização em mesa é processo custoso e demorado, envolve os passos de: digitalização de
linhas, ajuste de nós, geração da topologia e rotulação (identificação) de cada objeto geográfico. Nos
melhores sistemas, a topologia é armazenada de forma dinâmica. Deste modo, uma alteração em
um nó não implica em ter de gerar novamente toda a topologia do mapa digitalizado. A digitalização
ótica por instrumentos de varredura ("scanners") é atualmente a forma de entrada mais utilizada,
em ambientes de produção. A tecnologia mais usual é baseada em câmaras CCD ("charge coupled
devices") sendo necessário o uso de dispositivos de alta qualidade (com pelo menos 600 dpi) para
obter resultados aceitáveis, e algoritmos de conversão de formato matricial para vetor requerem
intervenção humana parcial. Historicamente, muitos levantamentos topográficos utilizam
cadernetas de campo para armazenar os resultados. Quando se dispõe deste tipo de dado, é
fundamental poder inseri-lo no sistema, com as devidas checagens e correções. O advento do GPS
("Global Positioning System"), sistema de posicionamento geodésico baseado numa rede de
satélites, permite a realização de trabalhos de campo com alto grau de acurácia e com registro
digital direto. Atualmente, todos os SIG’s de mercado possuem interface para importar dados
oriundos de sistemas GPS . No caso de importação de dados digitais, é muito importante aproveitar
o investimento já feito por outras instituições no Brasil, na coleta e armazenamento de dados
geográficos. As principais fontes de dados são as fitas do INPE (imagens TM e SPOT), dados digitais
do IBGE e do Centro de Cartografia Automatizada do Exército (CeCAu/EX) e dados disponíveis nos
formatos DXF (AutoCAD), SGI/INPE, ARC/INFO, ARC/VIEW, IDRISI, MGE e MAXICAD. A integração de
dados é fundamental para aplicações como redes, onde deseja-se gerar uma base cartográfica
contínua a partir de informações dispersas em vários mapas. Usualmente, as redes (elétrica, de
telefonia e de água e esgoto) estão interligadas em toda a malha urbana. Poucos sistemas
conseguem armazena-las de forma contínua, dando origem a particionamentos que não refletem a
realidade e que dificultam a realização de análises e simulações.
VISUALIZAÇÃO E PLOTAGEM
Os ambientes de visualização são uma conseqüência direta da escolha feita para a interface. O caso
mais usual é dispor de interface com janelas (Windows 95/NT ou X Window System) onde uma ou
mais telas estão à disposição do usuário. No caso de plotagem, algunas SIG’s dispõem de
ferramentas para produção de cartas, com recursos muitas vezes altamente sofisticados de
apresentação gráfica. Estas ferramentas permitem a definição interativa de uma área de plotagem,
colocar legendas, textos explicativos e notas de crédito. Uma biblioteca de símbolos é também
atributo fundamental de um sistema de produção. Os pacotes mais sofisticados dispõem de
controladores para dispositivos de gravação eletrônica a laser, o que assegura a produção de mapas
de alta qualidade.
BANCO DE DADOS GEOGRÁFICOS
Um Banco de Dados Geográficos é o repositório de dados de um SIG, que armazena e recupera
dados geográficos em suas diferentes geometrias (imagens, vetores, grades), bem como as
informações descritivas (atributos não-espaciais). Tradicionalmente, os SIG’s armazenavam os dados
geográficos e seus atributos em arquivos internos. Este tipo de solução vem sendo substituído pelo
uso cada vez maior de sistemas de gerência de banco de dados (SGBD), para satisfazer à demanda
do tratamento eficiente de bases de dados espaciais cada vez maiores
ANÁLISE ESPACIAL E FUNÇÕES DE CONSULTA
O objetivo principal do Geoprocessamento é fornecer ferramentas computacionais para que
diferentes analistas determinem as evoluções espacial e temporal de um fenomeno geográfico e as
interrelações entre diferentes fenômenos. Tomemos um exemplo: ao analisar uma região geográfica
para fins de zoneamento agrícola, é necessário escolher as variáveis explicativas ([Link]., o solo, a
vegetação e a geomorfologia) e determinar qual a contribuição de cada uma delas para a obtenção
de um mapa resultante.
Já as funções de processamento gráfico e de imagens podem ser agrupadas de acordo com o tipo de
dado tratado (correspondente a uma geometria distinta): análise geográfica, processamento de
imagens, modelagem de terreno, redes, geodésia e fotogrametria, produção cartográfica.
Análise Geográfica: permite a combinação de informações temáticas. Pode ser realizada no domínio
vetorial ou domínio matricial (“raster”). Um conjunto importante de procedimentos de análise
geográfica foi definido por Tomlin (1990). Denominado “Álgebra de Mapas”, estas definições são a
base de implementações de operadores de análise em diferentes sistemas. Estas funções incluem: · ·
· · Reclassificação; Intersecção (“overlay”); Operações, boleanas e matemáticas entre mapas; e
Consulta ao banco de dados. • Processamento Digital de Imagens: tratamento de imagens de
satélite e de “scanners”. Com o advento de Satélites de Alta Resolução e de técnicas de
Fotogrametria Digital, as imagens de satélite e aerotransportadas estão se transformando cada vez
mais úteis para estudos ambientais e cadastrais. Entre as funções necessárias estão: · · Realce por
modificação de histograma; Filtragem espacial
· · · Classificação estatística por máxima verossimilhança; Rotação espectral (componentes
principais); Transformação IHS-RGB; e Registro.
Modelagem Numérica do Terreno: Permite cálculo de declividade, volume, cortes transversais, linha
de visada. Fundamental para aplicações de engenharia, o conjunto básico consta de: · · · · · ·
Determinação do modelo ( grade regular ou triangular) a partir de pontos esparços ou linhas;
Geração de mapas de contorno (isolinhas); Geração de mapas de declividade e de aspecto;
Visualização 3D (com imagens e temas); Cálculo de volumes; e Análise de perfis. • Geodésia e
Fotogrametria: Permite a realização, por software, de procedimentos de restituição e ortoretificação
digital, antes, executados por equipamentos analógicos. Fundamental para uso em aplicações de
cartografia automatizada e atualização de mapeamentos. • Produção Cartográfica: Sistemas para
produção de cartas, com recursos muitas vezes altamente sofisticados de apresentação gráfica. Este
sistema deve permitir a definição interativa de de uma área de plotagem, colocar legendas, textos
explicativos e notas de crédito. Uma biblioteca de símbolos é também atributo fundamental de um
sistema de produção. Os pacotes mais sofisticados dispõem de controladores para dispositivos de
gravação eletrônica a laser, o que assegura a produção de mapas de alta qualidade. • Modelagem de
Redes: Redes são estruturas lineares conectadas que armazenam informações sobre os recursos que
fluem entre localizações geográficas distintas. Cada nó de cada arco tem características próprias,
armazenadas no banco de dados. O pacote mínimo disponível nos sistemas comerciais consiste
tipicamente de cálculo de caminho ótimo e crítico. Este pacote básico é insuficiente para a realização
da maioria das aplicações, pois cada usuário tem necessidades completamente distintas. No caso de
um sistema telefônico, uma questão pode ser: “quais são todos os telefones servidos por uma dada
caixa terminal ?”. Já para uma rede de água, pode-se perguntar: “Se injetarmos uma dada
porcentagem de cloro na caixa d’água de um bairro, qual a concentração final nas casas ?. Deste
modo, um sistema de modelagem de redes só terá utilidade para o cliente depois de devidamente
adaptado às sua necessidades. Esta adaptação pode levar de seis meses a vários anos. Isto impõe
uma característica básica para esta aplicação, ou seja, os sistemas devem ser versáteis, maleáveis, e
adaptáveis. No caso das aplicações de redes, a ligação com banco de dados é fundamental. Toda a
informação descritiva está guardada no banco de dados, pois os dados espaciais têm formatos
relativamente simples. Mais do que em outras aplicações de SIG’s, é na área de redes que o uso de
soluções mais modernas como SGBD’s orientados-a-objetos está se impondo.
sensoriamento remoto
É a ciência e a arte de obter informações sobre um objeto, área
ou fenômeno através da análise de dados adquiridos
pelo sensor que não está em contato direto com o assunto em
estudo. O sensoriamento remoto é uma ciência multidisciplinar
que combina vários campos como óptica, espectroscopia,
fotografia, computadores, eletrônica e telecomunicações, entre
outros. Sensoriamento remoto é o nome dado ao processo de
integração de todas essas tecnologias em um sistema funcional.
Componentes do sensoriamento remoto
Fonte de energia: o principal requisito para o sensoriamento
remoto é a fonte de energia que oferece energia eletromagnética
ao objeto alvo.
2. Radiação e atmosfera: Ele entrará em contato com a
atmosfera e passará à medida que a energia se move de sua
fonte para o alvo. Enquanto a energia está sendo transferida do
alvo para o sensor, pode ocorrer uma segunda interação.
3. Interação com o alvo: Depois que a energia passa pela
atmosfera e atinge o alvo, ela interage com o alvo com base nas
características da radiação e do alvo.
4. Energia captada pelo Sensor: após a dispersão e emissão
de energia do alvo, é necessário um sensor.
5. Transmissão, recepção e processamento: A energia que o
sensor capturou deve ser enviada, normalmente em formato
eletrônico, para uma estação que recebe os dados e os processa
em uma cópia impressa ou imagem digital.
6. Análise: a imagem processada é analisada eletronicamente
ou digitalmente para descobrir as informações sobre o alvo.
7. Aplicação: Quando utilizamos os dados que conseguimos
extrapolar a partir das imagens sobre o alvo para melhorar a
nossa compreensão do mesmo, expor novos factos ou ajudar-nos
a resolver um problema, concluímos a etapa final do processo de
sensoriamento remoto.
• Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são instrumentos computacionais do
Geoprocessamento que permitem a realização de análises complexas ao integrar dados de
diversas fontes e ao criar bancos de dados georreferenciados e, ainda, tornam possível a
automatização da produção de documentos cartográfico”(Cãmara & Medeiros,1998, p. 03,
cit. em Souza, 2015, p. 12)
• “Sistema de Informação Geográfica (SIG) – é um sistema informático capaz de reunir,
armazenar, manipular, transformar e analisar e representar informação referenciada
geograficamente, isto é, de acordo com a sua localização” (Nassel,2011, p.29)
• “Os SIG podem definir-se como um sistema composto por hardware, software e um
ambiente institucional que permitem capturar, armazenar, verificar, integrar, sobrepor,
manipular, analisar e visualizar dados referenciados geograficamente, funcionando como
uma ferramenta de apoio à resolução de problemas geográficos”. (Caeiro, 2013, p. 04)