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Compensação Financeira no RPPU

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Direitos autorais
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Briefing Documento: Compensação Financeira Previdenciária do Regime Próprio de

Previdência Social da União (RPPU)


Este documento de briefing detalha os conceitos, procedimentos e a
operacionalização da compensação financeira previdenciária, com foco no Regime
Próprio de Previdência Social da União (RPPU), conforme as orientações técnicas
fornecidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em sua 2ª Edição/2025 do
"Caderno de Orientações Técnicas sobre Compensação Financeira Previdenciária do
Regime Próprio de Previdência Social da União".
1. Apresentação e Objetivo do Caderno
O Caderno de Orientações Técnicas visa fornecer subsídios para que os órgãos da
administração autárquica e fundacional da União compreendam os conceitos e
procedimentos para operacionalização da compensação financeira, bem como analisem
as demandas passíveis de compensação através do Sistema Integrador de Compensação -
RPPU (SICOMP-RPPU).
O INSS é responsável por operacionalizar a compensação financeira para esses
órgãos, mas não possui acesso direto aos processos de benefícios ou assentamentos
funcionais dos servidores. Por isso, desenvolveu o SICOMP-RPPU, uma aplicação para
que as entidades validem e/ou forneçam as informações necessárias para o
processamento da compensação financeira no Sistema Comprev.
2. Conceitos Básicos Essenciais
Para a correta operacionalização da compensação previdenciária, é fundamental
compreender os seguintes conceitos:
• Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): Regime de previdência instituído por
lei do respectivo ente federativo (União, Estado, Distrito Federal ou Município)
que assegura aos seus segurados, no mínimo, benefícios de aposentadoria e pensão
por morte, conforme o Art. 40 da Constituição Federal. A EC nº 103/2019 vedou a
instituição de novos RPPS e limitou os benefícios dos regimes existentes a
aposentadorias e pensão por morte. Atualmente, o RPPS ampara exclusivamente
servidores titulares de cargo efetivo, embora no passado pudesse incluir outros
agentes públicos.
• Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição: Direito assegurado ao servidor
filiado a RPPS (ou ex-servidor filiado ao RGPS) de ter computado o tempo
contribuído para outros regimes de previdência (RGPS ou outros RPPS), para efeito
de benefícios no regime instituidor.
• Vedações Importantes:Períodos Concomitantes: É vedada a contagem de períodos
concomitantes entre RPPS e RGPS, ou entre diferentes RPPS.
• Contagem em Dobro ou Condições Especiais: Não é admitida a contagem de tempo de
serviço em dobro ou em outras condições especiais, incluindo o acréscimo decorrente
da conversão de tempo de atividade especial em tempo comum para fins de emissão de
CTC. A Portaria/MTP nº 1.467/2022 orienta a emissão de CTC sem a conversão, cabendo
ao Regime Instituidor efetivá-la, se for o caso. Contudo, a compensação financeira
pode incluir a parcela adicional do tempo de contribuição resultante da conversão,
se aproveitada para a concessão de aposentadoria ou pensão dela decorrente até
13/11/2019.
• Tempo Já Computado em Outro Regime: Não será contado por um sistema o tempo de
serviço que já tenha servido de base para a concessão de aposentadoria pelo outro
sistema.
• Averbação de Tempo do RGPS sem CTC: É vedada a contagem recíproca de tempo de
contribuição do RGPS por RPPS sem a emissão da CTC correspondente, mesmo que o
tempo tenha sido prestado ao próprio ente instituidor.
• Certidão de Tempo de Contribuição (CTC): Documento essencial que permite a
contagem recíproca de tempo de contribuição e garante a compensação financeira
entre os regimes de previdência. A CTC é comparada a "um cheque nominal, pelo qual
um regime responsabiliza pelo pagamento do benefício concedido pelo regime
instituidor na proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado por
este regime." (Caderno, p. 15). Atualmente, a emissão da CTC pelo RPPS é
disciplinada no Capítulo IX da Portaria/MTP nº 1.467/2022 e deve ser fornecida pela
unidade gestora do RPPS ou homologada por ela. As certidões emitidas antes da
Portaria/MPS nº 154/2008 permanecem válidas.
• Compensação Previdenciária (ou Compensação Financeira): É o encontro de contas
realizado entre um regime de previdência que tenha aproveitado, na concessão de
aposentadoria, o tempo de contribuição/serviço de outro regime, desde que não seja
concomitante e que tenha sido certificado na forma de contagem recíproca.
• Legislação e Vigência: Prevista na Constituição Federal de 1988 (Art. 202, § 2º),
regulamentada pela Lei nº 9.796/1999 (inicialmente entre RGPS e RPPS) e
posteriormente pelo Decreto nº 10.188/2019 (que regulamentou a compensação entre
RPPS, com vigência para esta modalidade a partir de 01/01/2021).
• Elegibilidade: Aplica-se a benefícios de aposentadoria concedidos a partir de
05/10/1988, desde que em manutenção em 06/05/1999 ou concedidos após essa data, com
contagem recíproca, e às pensões por morte delas decorrentes. Não se aplica à
pensão por morte não precedida de aposentadoria, nem à aposentadoria por invalidez
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, e à
pensão dela decorrente.
• Operacionalização: O regime que concedeu o benefício (Regime Instituidor) requer
do regime que emitiu a CTC (Regime de Origem) o pagamento da compensação, na
proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado. Os valores são
apurados individualmente por benefício, havendo um encontro de contas entre os
envolvidos.
3. Operacionalização da Compensação Previdenciária no Sistema COMPREV
A compensação financeira é operacionalizada por meio do Sistema COMPREV, que
utiliza o CPF como chave de identificação, integra-se ao CNIS para qualificação
cadastral e processamento automático do cálculo.
• Regime Instituidor (Solicitante/Credor): Regime previdenciário que concedeu,
mantém e paga o benefício de aposentadoria ou pensão por morte utilizando tempo de
contribuição de outro regime.
• Regime de Origem (Destinatário/Devedor): Regime previdenciário ao qual o segurado
esteve vinculado e que emitiu a CTC/CTS utilizada pelo Regime Instituidor.
Tipos de Fluxo Financeiro:
• Estoque RGPS: Valores de compensação referentes ao período de 05/10/1988 a
05/05/1999, quando o RGPS foi regime de origem ou instituidor.
• Estoque RPPS: Valores em atraso de compensação referentes ao período de
05/10/1988 a 05/05/1999 (ou até 01/01/2021 para benefícios concedidos após
06/05/1999), para benefícios concedidos com contagem recíproca de outro RPPS, desde
que em manutenção.
• Fluxo Acumulado: Valores de compensação de benefícios concedidos após o período
de estoque RGPS ou RPPS, relativos ao período entre a data de início do benefício e
a competência anterior ao deferimento do requerimento de compensação, observando o
prazo prescricional.
• Fluxo Mensal: Valores pagos mensalmente pelo regime de origem ao regime
instituidor, a partir do deferimento do requerimento, enquanto o benefício estiver
em manutenção.
Cálculo da Renda Mensal Inicial da Compensação: O cálculo é automático pelo Sistema
Comprev e se baseia na proporção do tempo do regime de origem em relação ao tempo
total da aposentadoria, simulando a renda mensal inicial na data de desvinculação
do regime de origem, e utilizando o menor valor entre o benefício objeto da
compensação e a aposentadoria simulada, para obter o valor pro rata inicial da
compensação.
Requerimento e Documentação:
• Para o envio do requerimento no Sistema Comprev, são suficientes os dados
relativos ao benefício. O destinatário pode exigir documentos em caso de dúvida
fundada.
• Em caso de RPPS como regime Instituidor, o destinatário pode exigir cópia da CTC,
do ato de concessão da aposentadoria/pensão, do registro do ato concessório pelo
Tribunal de Contas, e do mapa de tempo de contribuição.
• Prescrição: Aplica-se a prescrição quinquenal.
• RPPS Instituidor: O prazo começa a contar no primeiro dia subsequente ao registro
do ato concessório de aposentadoria ou pensão pelo Tribunal de Contas competente.
• RPPS para RPPS: O prazo prescricional para compensação entre RPPS teve início em
01/01/2021. Para benefícios elegíveis com registro do ato concessório pelo Tribunal
de Contas até 01/01/2021, os requerimentos devem ser enviados ao Comprev até
31/12/2025 para evitar a prescrição de todo o estoque RPPS.
4. Sistema Integrador de Compensação - RPPU (SICOMP-RPPU)
O SICOMP-RPPU foi desenvolvido pelo INSS para que as entidades da administração
autárquica e fundacional da União possam validar e/ou fornecer as informações
necessárias para o processamento da compensação financeira no Sistema Comprev, dado
o prazo limite (31/12/2025) para evitar a prescrição do estoque RPPS e a falta de
acesso do INSS aos processos de benefícios das entidades.
• Competência: Conforme a IN/SEDGGD/ME nº 96/2021, o INSS operacionaliza a
compensação financeira para os órgãos da administração autárquica e fundacional. O
SICOMP-RPPU serve como ferramenta de coleta de informações, não para a análise e
tratamento dos requerimentos de compensação no Comprev pelas entidades.
• Acesso e Cadastro: O acesso é feito via [Link] É necessário
cadastrar-se no sistema, informando a entidade de vinculação e criando uma senha
pessoal.
• Fluxo de Trabalho:"Puxar Demanda": Carrega os 10 primeiros registros de
benefícios passíveis de compensação, em ordem cronológica de inatividade/início do
benefício, para priorizar a interrupção da prescrição.
• "Buscar Demanda": Permite pesquisar demandas específicas por CPF, matrícula ou
nome do servidor, útil para entidades com demandas distribuídas entre unidades.
• Análise de Demanda: Uma vez puxada a demanda, é possível "Analisar Demanda" para
preencher e validar as informações.
• Complementar Dados do Benefício: Preencher campos como "Tipo de Cálculo", "Tipo
de Aposentadoria", "Tempo Total Contribuição em dias", "Valor do Benefício na
Concessão", "Data Início Benefício", "Data Cessação Benefício" e "Data de
Homologação no TCU".
• Valor do Benefício na Concessão: Informar o valor da renda mensal inicial da
aposentadoria na moeda da época da concessão. Em caso de revisão com efeitos
financeiros retroativos, informar o valor revisto.
• Data de Homologação do TCU: Para registros até 15/05/2012, preencher com a data
do registro. Para registros a partir de 16/05/2012, informar a data da publicação
do registro. Em casos de registro tácito, considerar o dia subsequente ao término
do prazo de 5 anos da chegada do processo ao TCU. Ferramentas de consulta no site
do TCU são disponibilizadas.
• Anexar Documentos de Homologação: Recomenda-se anexar, em um único arquivo (até
5MB), o ato de concessão, o mapa de tempo de contribuição/serviço e o comprovante
do registro do ato concessório pelo TCU para evitar exigências posteriores.
• Períodos de CTC/Averbação: Confirmar, complementar ou adicionar informações sobre
períodos de averbação certificados por RPPS de Estados, Distrito Federal ou
Municípios.
• Excluir períodos relativos ao RPPU ou RGPS, pois não são tratados via SICOMP-RPPU
neste momento.
• Indicar se o período é militar ou se houve exposição a agentes nocivos (conversão
de tempo especial em comum) para identificação futura, pois o Comprev ainda não foi
adaptado para este último.
• Anexar a CTC/CTS correspondente ao período.
• Para documentos de contagem recíproca que não estejam em conformidade com os
modelos atuais de certidão, o período deve ser confirmado no SICOMP-RPPU, sem
análise de mérito sobre a validade do documento neste momento.
• Sobrestar Análise: Recomenda-se sobrestar a análise caso não seja possível obter
todas as informações solicitadas ou haja dúvidas, indicando o motivo, para seguir a
ordem cronológica das demandas.
• Finalizar Demanda: Após o preenchimento de todas as informações, clicar para
finalizar a demanda.
5. Painel Gerenciador Entidade
Disponível para usuários com perfil "Admin-Entidade", este painel oferece
informações gerenciais, funcionalidades de exibição e geração de relatórios,
gerenciamento de usuários, transferência e reabertura de demandas.
6. Considerações Finais
O Caderno enfatiza a importância de os órgãos da administração autárquica e
fundacional da União se apropriarem dos conceitos e procedimentos para a
compensação previdenciária, pois são responsáveis por fornecer as informações
essenciais através do SICOMP-RPPU. A qualificação das informações é crucial para
reduzir falhas de processamento e o número de exigências, contribuindo para um
"aprendizado em Compensação Previdenciária, validando adequada e conscientemente as
informações demandadas." (Caderno, p. 45).

Briefing Documento: Compensação Financeira Previdenciária do Regime Próprio de


Previdência Social da União (RPPU)
Este documento de briefing detalha os conceitos, procedimentos e a
operacionalização da compensação financeira previdenciária, com foco no Regime
Próprio de Previdência Social da União (RPPU), conforme as orientações técnicas
fornecidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em sua 2ª Edição/2025 do
"Caderno de Orientações Técnicas sobre Compensação Financeira Previdenciária do
Regime Próprio de Previdência Social da União".
1. Apresentação e Objetivo do Caderno
O Caderno de Orientações Técnicas visa fornecer subsídios para que os órgãos da
administração autárquica e fundacional da União compreendam os conceitos e
procedimentos para operacionalização da compensação financeira, bem como analisem
as demandas passíveis de compensação através do Sistema Integrador de Compensação -
RPPU (SICOMP-RPPU).
O INSS é responsável por operacionalizar a compensação financeira para esses
órgãos, mas não possui acesso direto aos processos de benefícios ou assentamentos
funcionais dos servidores. Por isso, desenvolveu o SICOMP-RPPU, uma aplicação para
que as entidades validem e/ou forneçam as informações necessárias para o
processamento da compensação financeira no Sistema Comprev.
2. Conceitos Básicos Essenciais
Para a correta operacionalização da compensação previdenciária, é fundamental
compreender os seguintes conceitos:
• Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): Regime de previdência instituído por
lei do respectivo ente federativo (União, Estado, Distrito Federal ou Município)
que assegura aos seus segurados, no mínimo, benefícios de aposentadoria e pensão
por morte, conforme o Art. 40 da Constituição Federal. A EC nº 103/2019 vedou a
instituição de novos RPPS e limitou os benefícios dos regimes existentes a
aposentadorias e pensão por morte. Atualmente, o RPPS ampara exclusivamente
servidores titulares de cargo efetivo, embora no passado pudesse incluir outros
agentes públicos.
• Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição: Direito assegurado ao servidor
filiado a RPPS (ou ex-servidor filiado ao RGPS) de ter computado o tempo
contribuído para outros regimes de previdência (RGPS ou outros RPPS), para efeito
de benefícios no regime instituidor.
• Vedações Importantes:Períodos Concomitantes: É vedada a contagem de períodos
concomitantes entre RPPS e RGPS, ou entre diferentes RPPS.
• Contagem em Dobro ou Condições Especiais: Não é admitida a contagem de tempo de
serviço em dobro ou em outras condições especiais, incluindo o acréscimo decorrente
da conversão de tempo de atividade especial em tempo comum para fins de emissão de
CTC. A Portaria/MTP nº 1.467/2022 orienta a emissão de CTC sem a conversão, cabendo
ao Regime Instituidor efetivá-la, se for o caso. Contudo, a compensação financeira
pode incluir a parcela adicional do tempo de contribuição resultante da conversão,
se aproveitada para a concessão de aposentadoria ou pensão dela decorrente até
13/11/2019.
• Tempo Já Computado em Outro Regime: Não será contado por um sistema o tempo de
serviço que já tenha servido de base para a concessão de aposentadoria pelo outro
sistema.
• Averbação de Tempo do RGPS sem CTC: É vedada a contagem recíproca de tempo de
contribuição do RGPS por RPPS sem a emissão da CTC correspondente, mesmo que o
tempo tenha sido prestado ao próprio ente instituidor.
• Certidão de Tempo de Contribuição (CTC): Documento essencial que permite a
contagem recíproca de tempo de contribuição e garante a compensação financeira
entre os regimes de previdência. A CTC é comparada a "um cheque nominal, pelo qual
um regime responsabiliza pelo pagamento do benefício concedido pelo regime
instituidor na proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado por
este regime." (Caderno, p. 15). Atualmente, a emissão da CTC pelo RPPS é
disciplinada no Capítulo IX da Portaria/MTP nº 1.467/2022 e deve ser fornecida pela
unidade gestora do RPPS ou homologada por ela. As certidões emitidas antes da
Portaria/MPS nº 154/2008 permanecem válidas.
• Compensação Previdenciária (ou Compensação Financeira): É o encontro de contas
realizado entre um regime de previdência que tenha aproveitado, na concessão de
aposentadoria, o tempo de contribuição/serviço de outro regime, desde que não seja
concomitante e que tenha sido certificado na forma de contagem recíproca.
• Legislação e Vigência: Prevista na Constituição Federal de 1988 (Art. 202, § 2º),
regulamentada pela Lei nº 9.796/1999 (inicialmente entre RGPS e RPPS) e
posteriormente pelo Decreto nº 10.188/2019 (que regulamentou a compensação entre
RPPS, com vigência para esta modalidade a partir de 01/01/2021).
• Elegibilidade: Aplica-se a benefícios de aposentadoria concedidos a partir de
05/10/1988, desde que em manutenção em 06/05/1999 ou concedidos após essa data, com
contagem recíproca, e às pensões por morte delas decorrentes. Não se aplica à
pensão por morte não precedida de aposentadoria, nem à aposentadoria por invalidez
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, e à
pensão dela decorrente.
• Operacionalização: O regime que concedeu o benefício (Regime Instituidor) requer
do regime que emitiu a CTC (Regime de Origem) o pagamento da compensação, na
proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado. Os valores são
apurados individualmente por benefício, havendo um encontro de contas entre os
envolvidos.
3. Operacionalização da Compensação Previdenciária no Sistema COMPREV
A compensação financeira é operacionalizada por meio do Sistema COMPREV, que
utiliza o CPF como chave de identificação, integra-se ao CNIS para qualificação
cadastral e processamento automático do cálculo.
• Regime Instituidor (Solicitante/Credor): Regime previdenciário que concedeu,
mantém e paga o benefício de aposentadoria ou pensão por morte utilizando tempo de
contribuição de outro regime.
• Regime de Origem (Destinatário/Devedor): Regime previdenciário ao qual o segurado
esteve vinculado e que emitiu a CTC/CTS utilizada pelo Regime Instituidor.
Tipos de Fluxo Financeiro:
• Estoque RGPS: Valores de compensação referentes ao período de 05/10/1988 a
05/05/1999, quando o RGPS foi regime de origem ou instituidor.
• Estoque RPPS: Valores em atraso de compensação referentes ao período de
05/10/1988 a 05/05/1999 (ou até 01/01/2021 para benefícios concedidos após
06/05/1999), para benefícios concedidos com contagem recíproca de outro RPPS, desde
que em manutenção.
• Fluxo Acumulado: Valores de compensação de benefícios concedidos após o período
de estoque RGPS ou RPPS, relativos ao período entre a data de início do benefício e
a competência anterior ao deferimento do requerimento de compensação, observando o
prazo prescricional.
• Fluxo Mensal: Valores pagos mensalmente pelo regime de origem ao regime
instituidor, a partir do deferimento do requerimento, enquanto o benefício estiver
em manutenção.
Cálculo da Renda Mensal Inicial da Compensação: O cálculo é automático pelo Sistema
Comprev e se baseia na proporção do tempo do regime de origem em relação ao tempo
total da aposentadoria, simulando a renda mensal inicial na data de desvinculação
do regime de origem, e utilizando o menor valor entre o benefício objeto da
compensação e a aposentadoria simulada, para obter o valor pro rata inicial da
compensação.
Requerimento e Documentação:
• Para o envio do requerimento no Sistema Comprev, são suficientes os dados
relativos ao benefício. O destinatário pode exigir documentos em caso de dúvida
fundada.
• Em caso de RPPS como regime Instituidor, o destinatário pode exigir cópia da CTC,
do ato de concessão da aposentadoria/pensão, do registro do ato concessório pelo
Tribunal de Contas, e do mapa de tempo de contribuição.
• Prescrição: Aplica-se a prescrição quinquenal.
• RPPS Instituidor: O prazo começa a contar no primeiro dia subsequente ao registro
do ato concessório de aposentadoria ou pensão pelo Tribunal de Contas competente.
• RPPS para RPPS: O prazo prescricional para compensação entre RPPS teve início em
01/01/2021. Para benefícios elegíveis com registro do ato concessório pelo Tribunal
de Contas até 01/01/2021, os requerimentos devem ser enviados ao Comprev até
31/12/2025 para evitar a prescrição de todo o estoque RPPS.
4. Sistema Integrador de Compensação - RPPU (SICOMP-RPPU)
O SICOMP-RPPU foi desenvolvido pelo INSS para que as entidades da administração
autárquica e fundacional da União possam validar e/ou fornecer as informações
necessárias para o processamento da compensação financeira no Sistema Comprev, dado
o prazo limite (31/12/2025) para evitar a prescrição do estoque RPPS e a falta de
acesso do INSS aos processos de benefícios das entidades.
• Competência: Conforme a IN/SEDGGD/ME nº 96/2021, o INSS operacionaliza a
compensação financeira para os órgãos da administração autárquica e fundacional. O
SICOMP-RPPU serve como ferramenta de coleta de informações, não para a análise e
tratamento dos requerimentos de compensação no Comprev pelas entidades.
• Acesso e Cadastro: O acesso é feito via [Link] É necessário
cadastrar-se no sistema, informando a entidade de vinculação e criando uma senha
pessoal.
• Fluxo de Trabalho:"Puxar Demanda": Carrega os 10 primeiros registros de
benefícios passíveis de compensação, em ordem cronológica de inatividade/início do
benefício, para priorizar a interrupção da prescrição.
• "Buscar Demanda": Permite pesquisar demandas específicas por CPF, matrícula ou
nome do servidor, útil para entidades com demandas distribuídas entre unidades.
• Análise de Demanda: Uma vez puxada a demanda, é possível "Analisar Demanda" para
preencher e validar as informações.
• Complementar Dados do Benefício: Preencher campos como "Tipo de Cálculo", "Tipo
de Aposentadoria", "Tempo Total Contribuição em dias", "Valor do Benefício na
Concessão", "Data Início Benefício", "Data Cessação Benefício" e "Data de
Homologação no TCU".
• Valor do Benefício na Concessão: Informar o valor da renda mensal inicial da
aposentadoria na moeda da época da concessão. Em caso de revisão com efeitos
financeiros retroativos, informar o valor revisto.
• Data de Homologação do TCU: Para registros até 15/05/2012, preencher com a data
do registro. Para registros a partir de 16/05/2012, informar a data da publicação
do registro. Em casos de registro tácito, considerar o dia subsequente ao término
do prazo de 5 anos da chegada do processo ao TCU. Ferramentas de consulta no site
do TCU são disponibilizadas.
• Anexar Documentos de Homologação: Recomenda-se anexar, em um único arquivo (até
5MB), o ato de concessão, o mapa de tempo de contribuição/serviço e o comprovante
do registro do ato concessório pelo TCU para evitar exigências posteriores.
• Períodos de CTC/Averbação: Confirmar, complementar ou adicionar informações sobre
períodos de averbação certificados por RPPS de Estados, Distrito Federal ou
Municípios.
• Excluir períodos relativos ao RPPU ou RGPS, pois não são tratados via SICOMP-RPPU
neste momento.
• Indicar se o período é militar ou se houve exposição a agentes nocivos (conversão
de tempo especial em comum) para identificação futura, pois o Comprev ainda não foi
adaptado para este último.
• Anexar a CTC/CTS correspondente ao período.
• Para documentos de contagem recíproca que não estejam em conformidade com os
modelos atuais de certidão, o período deve ser confirmado no SICOMP-RPPU, sem
análise de mérito sobre a validade do documento neste momento.
• Sobrestar Análise: Recomenda-se sobrestar a análise caso não seja possível obter
todas as informações solicitadas ou haja dúvidas, indicando o motivo, para seguir a
ordem cronológica das demandas.
• Finalizar Demanda: Após o preenchimento de todas as informações, clicar para
finalizar a demanda.
5. Painel Gerenciador Entidade
Disponível para usuários com perfil "Admin-Entidade", este painel oferece
informações gerenciais, funcionalidades de exibição e geração de relatórios,
gerenciamento de usuários, transferência e reabertura de demandas.
6. Considerações Finais
O Caderno enfatiza a importância de os órgãos da administração autárquica e
fundacional da União se apropriarem dos conceitos e procedimentos para a
compensação previdenciária, pois são responsáveis por fornecer as informações
essenciais através do SICOMP-RPPU. A qualificação das informações é crucial para
reduzir falhas de processamento e o número de exigências, contribuindo para um
"aprendizado em Compensação Previdenciária, validando adequada e conscientemente as
informações demandadas." (Caderno, p. 45).

Briefing Documento: Compensação Financeira Previdenciária do Regime Próprio de


Previdência Social da União (RPPU)
Este documento de briefing detalha os conceitos, procedimentos e a
operacionalização da compensação financeira previdenciária, com foco no Regime
Próprio de Previdência Social da União (RPPU), conforme as orientações técnicas
fornecidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em sua 2ª Edição/2025 do
"Caderno de Orientações Técnicas sobre Compensação Financeira Previdenciária do
Regime Próprio de Previdência Social da União".
1. Apresentação e Objetivo do Caderno
O Caderno de Orientações Técnicas visa fornecer subsídios para que os órgãos da
administração autárquica e fundacional da União compreendam os conceitos e
procedimentos para operacionalização da compensação financeira, bem como analisem
as demandas passíveis de compensação através do Sistema Integrador de Compensação -
RPPU (SICOMP-RPPU).
O INSS é responsável por operacionalizar a compensação financeira para esses
órgãos, mas não possui acesso direto aos processos de benefícios ou assentamentos
funcionais dos servidores. Por isso, desenvolveu o SICOMP-RPPU, uma aplicação para
que as entidades validem e/ou forneçam as informações necessárias para o
processamento da compensação financeira no Sistema Comprev.
2. Conceitos Básicos Essenciais
Para a correta operacionalização da compensação previdenciária, é fundamental
compreender os seguintes conceitos:
• Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): Regime de previdência instituído por
lei do respectivo ente federativo (União, Estado, Distrito Federal ou Município)
que assegura aos seus segurados, no mínimo, benefícios de aposentadoria e pensão
por morte, conforme o Art. 40 da Constituição Federal. A EC nº 103/2019 vedou a
instituição de novos RPPS e limitou os benefícios dos regimes existentes a
aposentadorias e pensão por morte. Atualmente, o RPPS ampara exclusivamente
servidores titulares de cargo efetivo, embora no passado pudesse incluir outros
agentes públicos.
• Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição: Direito assegurado ao servidor
filiado a RPPS (ou ex-servidor filiado ao RGPS) de ter computado o tempo
contribuído para outros regimes de previdência (RGPS ou outros RPPS), para efeito
de benefícios no regime instituidor.
• Vedações Importantes:Períodos Concomitantes: É vedada a contagem de períodos
concomitantes entre RPPS e RGPS, ou entre diferentes RPPS.
• Contagem em Dobro ou Condições Especiais: Não é admitida a contagem de tempo de
serviço em dobro ou em outras condições especiais, incluindo o acréscimo decorrente
da conversão de tempo de atividade especial em tempo comum para fins de emissão de
CTC. A Portaria/MTP nº 1.467/2022 orienta a emissão de CTC sem a conversão, cabendo
ao Regime Instituidor efetivá-la, se for o caso. Contudo, a compensação financeira
pode incluir a parcela adicional do tempo de contribuição resultante da conversão,
se aproveitada para a concessão de aposentadoria ou pensão dela decorrente até
13/11/2019.
• Tempo Já Computado em Outro Regime: Não será contado por um sistema o tempo de
serviço que já tenha servido de base para a concessão de aposentadoria pelo outro
sistema.
• Averbação de Tempo do RGPS sem CTC: É vedada a contagem recíproca de tempo de
contribuição do RGPS por RPPS sem a emissão da CTC correspondente, mesmo que o
tempo tenha sido prestado ao próprio ente instituidor.
• Certidão de Tempo de Contribuição (CTC): Documento essencial que permite a
contagem recíproca de tempo de contribuição e garante a compensação financeira
entre os regimes de previdência. A CTC é comparada a "um cheque nominal, pelo qual
um regime responsabiliza pelo pagamento do benefício concedido pelo regime
instituidor na proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado por
este regime." (Caderno, p. 15). Atualmente, a emissão da CTC pelo RPPS é
disciplinada no Capítulo IX da Portaria/MTP nº 1.467/2022 e deve ser fornecida pela
unidade gestora do RPPS ou homologada por ela. As certidões emitidas antes da
Portaria/MPS nº 154/2008 permanecem válidas.
• Compensação Previdenciária (ou Compensação Financeira): É o encontro de contas
realizado entre um regime de previdência que tenha aproveitado, na concessão de
aposentadoria, o tempo de contribuição/serviço de outro regime, desde que não seja
concomitante e que tenha sido certificado na forma de contagem recíproca.
• Legislação e Vigência: Prevista na Constituição Federal de 1988 (Art. 202, § 2º),
regulamentada pela Lei nº 9.796/1999 (inicialmente entre RGPS e RPPS) e
posteriormente pelo Decreto nº 10.188/2019 (que regulamentou a compensação entre
RPPS, com vigência para esta modalidade a partir de 01/01/2021).
• Elegibilidade: Aplica-se a benefícios de aposentadoria concedidos a partir de
05/10/1988, desde que em manutenção em 06/05/1999 ou concedidos após essa data, com
contagem recíproca, e às pensões por morte delas decorrentes. Não se aplica à
pensão por morte não precedida de aposentadoria, nem à aposentadoria por invalidez
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, e à
pensão dela decorrente.
• Operacionalização: O regime que concedeu o benefício (Regime Instituidor) requer
do regime que emitiu a CTC (Regime de Origem) o pagamento da compensação, na
proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado. Os valores são
apurados individualmente por benefício, havendo um encontro de contas entre os
envolvidos.
3. Operacionalização da Compensação Previdenciária no Sistema COMPREV
A compensação financeira é operacionalizada por meio do Sistema COMPREV, que
utiliza o CPF como chave de identificação, integra-se ao CNIS para qualificação
cadastral e processamento automático do cálculo.
• Regime Instituidor (Solicitante/Credor): Regime previdenciário que concedeu,
mantém e paga o benefício de aposentadoria ou pensão por morte utilizando tempo de
contribuição de outro regime.
• Regime de Origem (Destinatário/Devedor): Regime previdenciário ao qual o segurado
esteve vinculado e que emitiu a CTC/CTS utilizada pelo Regime Instituidor.
Tipos de Fluxo Financeiro:
• Estoque RGPS: Valores de compensação referentes ao período de 05/10/1988 a
05/05/1999, quando o RGPS foi regime de origem ou instituidor.
• Estoque RPPS: Valores em atraso de compensação referentes ao período de
05/10/1988 a 05/05/1999 (ou até 01/01/2021 para benefícios concedidos após
06/05/1999), para benefícios concedidos com contagem recíproca de outro RPPS, desde
que em manutenção.
• Fluxo Acumulado: Valores de compensação de benefícios concedidos após o período
de estoque RGPS ou RPPS, relativos ao período entre a data de início do benefício e
a competência anterior ao deferimento do requerimento de compensação, observando o
prazo prescricional.
• Fluxo Mensal: Valores pagos mensalmente pelo regime de origem ao regime
instituidor, a partir do deferimento do requerimento, enquanto o benefício estiver
em manutenção.
Cálculo da Renda Mensal Inicial da Compensação: O cálculo é automático pelo Sistema
Comprev e se baseia na proporção do tempo do regime de origem em relação ao tempo
total da aposentadoria, simulando a renda mensal inicial na data de desvinculação
do regime de origem, e utilizando o menor valor entre o benefício objeto da
compensação e a aposentadoria simulada, para obter o valor pro rata inicial da
compensação.
Requerimento e Documentação:
• Para o envio do requerimento no Sistema Comprev, são suficientes os dados
relativos ao benefício. O destinatário pode exigir documentos em caso de dúvida
fundada.
• Em caso de RPPS como regime Instituidor, o destinatário pode exigir cópia da CTC,
do ato de concessão da aposentadoria/pensão, do registro do ato concessório pelo
Tribunal de Contas, e do mapa de tempo de contribuição.
• Prescrição: Aplica-se a prescrição quinquenal.
• RPPS Instituidor: O prazo começa a contar no primeiro dia subsequente ao registro
do ato concessório de aposentadoria ou pensão pelo Tribunal de Contas competente.
• RPPS para RPPS: O prazo prescricional para compensação entre RPPS teve início em
01/01/2021. Para benefícios elegíveis com registro do ato concessório pelo Tribunal
de Contas até 01/01/2021, os requerimentos devem ser enviados ao Comprev até
31/12/2025 para evitar a prescrição de todo o estoque RPPS.
4. Sistema Integrador de Compensação - RPPU (SICOMP-RPPU)
O SICOMP-RPPU foi desenvolvido pelo INSS para que as entidades da administração
autárquica e fundacional da União possam validar e/ou fornecer as informações
necessárias para o processamento da compensação financeira no Sistema Comprev, dado
o prazo limite (31/12/2025) para evitar a prescrição do estoque RPPS e a falta de
acesso do INSS aos processos de benefícios das entidades.
• Competência: Conforme a IN/SEDGGD/ME nº 96/2021, o INSS operacionaliza a
compensação financeira para os órgãos da administração autárquica e fundacional. O
SICOMP-RPPU serve como ferramenta de coleta de informações, não para a análise e
tratamento dos requerimentos de compensação no Comprev pelas entidades.
• Acesso e Cadastro: O acesso é feito via [Link] É necessário
cadastrar-se no sistema, informando a entidade de vinculação e criando uma senha
pessoal.
• Fluxo de Trabalho:"Puxar Demanda": Carrega os 10 primeiros registros de
benefícios passíveis de compensação, em ordem cronológica de inatividade/início do
benefício, para priorizar a interrupção da prescrição.
• "Buscar Demanda": Permite pesquisar demandas específicas por CPF, matrícula ou
nome do servidor, útil para entidades com demandas distribuídas entre unidades.
• Análise de Demanda: Uma vez puxada a demanda, é possível "Analisar Demanda" para
preencher e validar as informações.
• Complementar Dados do Benefício: Preencher campos como "Tipo de Cálculo", "Tipo
de Aposentadoria", "Tempo Total Contribuição em dias", "Valor do Benefício na
Concessão", "Data Início Benefício", "Data Cessação Benefício" e "Data de
Homologação no TCU".
• Valor do Benefício na Concessão: Informar o valor da renda mensal inicial da
aposentadoria na moeda da época da concessão. Em caso de revisão com efeitos
financeiros retroativos, informar o valor revisto.
• Data de Homologação do TCU: Para registros até 15/05/2012, preencher com a data
do registro. Para registros a partir de 16/05/2012, informar a data da publicação
do registro. Em casos de registro tácito, considerar o dia subsequente ao término
do prazo de 5 anos da chegada do processo ao TCU. Ferramentas de consulta no site
do TCU são disponibilizadas.
• Anexar Documentos de Homologação: Recomenda-se anexar, em um único arquivo (até
5MB), o ato de concessão, o mapa de tempo de contribuição/serviço e o comprovante
do registro do ato concessório pelo TCU para evitar exigências posteriores.
• Períodos de CTC/Averbação: Confirmar, complementar ou adicionar informações sobre
períodos de averbação certificados por RPPS de Estados, Distrito Federal ou
Municípios.
• Excluir períodos relativos ao RPPU ou RGPS, pois não são tratados via SICOMP-RPPU
neste momento.
• Indicar se o período é militar ou se houve exposição a agentes nocivos (conversão
de tempo especial em comum) para identificação futura, pois o Comprev ainda não foi
adaptado para este último.
• Anexar a CTC/CTS correspondente ao período.
• Para documentos de contagem recíproca que não estejam em conformidade com os
modelos atuais de certidão, o período deve ser confirmado no SICOMP-RPPU, sem
análise de mérito sobre a validade do documento neste momento.
• Sobrestar Análise: Recomenda-se sobrestar a análise caso não seja possível obter
todas as informações solicitadas ou haja dúvidas, indicando o motivo, para seguir a
ordem cronológica das demandas.
• Finalizar Demanda: Após o preenchimento de todas as informações, clicar para
finalizar a demanda.
5. Painel Gerenciador Entidade
Disponível para usuários com perfil "Admin-Entidade", este painel oferece
informações gerenciais, funcionalidades de exibição e geração de relatórios,
gerenciamento de usuários, transferência e reabertura de demandas.
6. Considerações Finais
O Caderno enfatiza a importância de os órgãos da administração autárquica e
fundacional da União se apropriarem dos conceitos e procedimentos para a
compensação previdenciária, pois são responsáveis por fornecer as informações
essenciais através do SICOMP-RPPU. A qualificação das informações é crucial para
reduzir falhas de processamento e o número de exigências, contribuindo para um
"aprendizado em Compensação Previdenciária, validando adequada e conscientemente as
informações demandadas." (Caderno, p. 45).

Briefing Documento: Compensação Financeira Previdenciária do Regime Próprio de


Previdência Social da União (RPPU)
Este documento de briefing detalha os conceitos, procedimentos e a
operacionalização da compensação financeira previdenciária, com foco no Regime
Próprio de Previdência Social da União (RPPU), conforme as orientações técnicas
fornecidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em sua 2ª Edição/2025 do
"Caderno de Orientações Técnicas sobre Compensação Financeira Previdenciária do
Regime Próprio de Previdência Social da União".
1. Apresentação e Objetivo do Caderno
O Caderno de Orientações Técnicas visa fornecer subsídios para que os órgãos da
administração autárquica e fundacional da União compreendam os conceitos e
procedimentos para operacionalização da compensação financeira, bem como analisem
as demandas passíveis de compensação através do Sistema Integrador de Compensação -
RPPU (SICOMP-RPPU).
O INSS é responsável por operacionalizar a compensação financeira para esses
órgãos, mas não possui acesso direto aos processos de benefícios ou assentamentos
funcionais dos servidores. Por isso, desenvolveu o SICOMP-RPPU, uma aplicação para
que as entidades validem e/ou forneçam as informações necessárias para o
processamento da compensação financeira no Sistema Comprev.
2. Conceitos Básicos Essenciais
Para a correta operacionalização da compensação previdenciária, é fundamental
compreender os seguintes conceitos:
• Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): Regime de previdência instituído por
lei do respectivo ente federativo (União, Estado, Distrito Federal ou Município)
que assegura aos seus segurados, no mínimo, benefícios de aposentadoria e pensão
por morte, conforme o Art. 40 da Constituição Federal. A EC nº 103/2019 vedou a
instituição de novos RPPS e limitou os benefícios dos regimes existentes a
aposentadorias e pensão por morte. Atualmente, o RPPS ampara exclusivamente
servidores titulares de cargo efetivo, embora no passado pudesse incluir outros
agentes públicos.
• Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição: Direito assegurado ao servidor
filiado a RPPS (ou ex-servidor filiado ao RGPS) de ter computado o tempo
contribuído para outros regimes de previdência (RGPS ou outros RPPS), para efeito
de benefícios no regime instituidor.
• Vedações Importantes:Períodos Concomitantes: É vedada a contagem de períodos
concomitantes entre RPPS e RGPS, ou entre diferentes RPPS.
• Contagem em Dobro ou Condições Especiais: Não é admitida a contagem de tempo de
serviço em dobro ou em outras condições especiais, incluindo o acréscimo decorrente
da conversão de tempo de atividade especial em tempo comum para fins de emissão de
CTC. A Portaria/MTP nº 1.467/2022 orienta a emissão de CTC sem a conversão, cabendo
ao Regime Instituidor efetivá-la, se for o caso. Contudo, a compensação financeira
pode incluir a parcela adicional do tempo de contribuição resultante da conversão,
se aproveitada para a concessão de aposentadoria ou pensão dela decorrente até
13/11/2019.
• Tempo Já Computado em Outro Regime: Não será contado por um sistema o tempo de
serviço que já tenha servido de base para a concessão de aposentadoria pelo outro
sistema.
• Averbação de Tempo do RGPS sem CTC: É vedada a contagem recíproca de tempo de
contribuição do RGPS por RPPS sem a emissão da CTC correspondente, mesmo que o
tempo tenha sido prestado ao próprio ente instituidor.
• Certidão de Tempo de Contribuição (CTC): Documento essencial que permite a
contagem recíproca de tempo de contribuição e garante a compensação financeira
entre os regimes de previdência. A CTC é comparada a "um cheque nominal, pelo qual
um regime responsabiliza pelo pagamento do benefício concedido pelo regime
instituidor na proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado por
este regime." (Caderno, p. 15). Atualmente, a emissão da CTC pelo RPPS é
disciplinada no Capítulo IX da Portaria/MTP nº 1.467/2022 e deve ser fornecida pela
unidade gestora do RPPS ou homologada por ela. As certidões emitidas antes da
Portaria/MPS nº 154/2008 permanecem válidas.
• Compensação Previdenciária (ou Compensação Financeira): É o encontro de contas
realizado entre um regime de previdência que tenha aproveitado, na concessão de
aposentadoria, o tempo de contribuição/serviço de outro regime, desde que não seja
concomitante e que tenha sido certificado na forma de contagem recíproca.
• Legislação e Vigência: Prevista na Constituição Federal de 1988 (Art. 202, § 2º),
regulamentada pela Lei nº 9.796/1999 (inicialmente entre RGPS e RPPS) e
posteriormente pelo Decreto nº 10.188/2019 (que regulamentou a compensação entre
RPPS, com vigência para esta modalidade a partir de 01/01/2021).
• Elegibilidade: Aplica-se a benefícios de aposentadoria concedidos a partir de
05/10/1988, desde que em manutenção em 06/05/1999 ou concedidos após essa data, com
contagem recíproca, e às pensões por morte delas decorrentes. Não se aplica à
pensão por morte não precedida de aposentadoria, nem à aposentadoria por invalidez
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, e à
pensão dela decorrente.
• Operacionalização: O regime que concedeu o benefício (Regime Instituidor) requer
do regime que emitiu a CTC (Regime de Origem) o pagamento da compensação, na
proporção do tempo de contribuição certificado e aproveitado. Os valores são
apurados individualmente por benefício, havendo um encontro de contas entre os
envolvidos.
3. Operacionalização da Compensação Previdenciária no Sistema COMPREV
A compensação financeira é operacionalizada por meio do Sistema COMPREV, que
utiliza o CPF como chave de identificação, integra-se ao CNIS para qualificação
cadastral e processamento automático do cálculo.
• Regime Instituidor (Solicitante/Credor): Regime previdenciário que concedeu,
mantém e paga o benefício de aposentadoria ou pensão por morte utilizando tempo de
contribuição de outro regime.
• Regime de Origem (Destinatário/Devedor): Regime previdenciário ao qual o segurado
esteve vinculado e que emitiu a CTC/CTS utilizada pelo Regime Instituidor.
Tipos de Fluxo Financeiro:
• Estoque RGPS: Valores de compensação referentes ao período de 05/10/1988 a
05/05/1999, quando o RGPS foi regime de origem ou instituidor.
• Estoque RPPS: Valores em atraso de compensação referentes ao período de
05/10/1988 a 05/05/1999 (ou até 01/01/2021 para benefícios concedidos após
06/05/1999), para benefícios concedidos com contagem recíproca de outro RPPS, desde
que em manutenção.
• Fluxo Acumulado: Valores de compensação de benefícios concedidos após o período
de estoque RGPS ou RPPS, relativos ao período entre a data de início do benefício e
a competência anterior ao deferimento do requerimento de compensação, observando o
prazo prescricional.
• Fluxo Mensal: Valores pagos mensalmente pelo regime de origem ao regime
instituidor, a partir do deferimento do requerimento, enquanto o benefício estiver
em manutenção.
Cálculo da Renda Mensal Inicial da Compensação: O cálculo é automático pelo Sistema
Comprev e se baseia na proporção do tempo do regime de origem em relação ao tempo
total da aposentadoria, simulando a renda mensal inicial na data de desvinculação
do regime de origem, e utilizando o menor valor entre o benefício objeto da
compensação e a aposentadoria simulada, para obter o valor pro rata inicial da
compensação.
Requerimento e Documentação:
• Para o envio do requerimento no Sistema Comprev, são suficientes os dados
relativos ao benefício. O destinatário pode exigir documentos em caso de dúvida
fundada.
• Em caso de RPPS como regime Instituidor, o destinatário pode exigir cópia da CTC,
do ato de concessão da aposentadoria/pensão, do registro do ato concessório pelo
Tribunal de Contas, e do mapa de tempo de contribuição.
• Prescrição: Aplica-se a prescrição quinquenal.
• RPPS Instituidor: O prazo começa a contar no primeiro dia subsequente ao registro
do ato concessório de aposentadoria ou pensão pelo Tribunal de Contas competente.
• RPPS para RPPS: O prazo prescricional para compensação entre RPPS teve início em
01/01/2021. Para benefícios elegíveis com registro do ato concessório pelo Tribunal
de Contas até 01/01/2021, os requerimentos devem ser enviados ao Comprev até
31/12/2025 para evitar a prescrição de todo o estoque RPPS.
4. Sistema Integrador de Compensação - RPPU (SICOMP-RPPU)
O SICOMP-RPPU foi desenvolvido pelo INSS para que as entidades da administração
autárquica e fundacional da União possam validar e/ou fornecer as informações
necessárias para o processamento da compensação financeira no Sistema Comprev, dado
o prazo limite (31/12/2025) para evitar a prescrição do estoque RPPS e a falta de
acesso do INSS aos processos de benefícios das entidades.
• Competência: Conforme a IN/SEDGGD/ME nº 96/2021, o INSS operacionaliza a
compensação financeira para os órgãos da administração autárquica e fundacional. O
SICOMP-RPPU serve como ferramenta de coleta de informações, não para a análise e
tratamento dos requerimentos de compensação no Comprev pelas entidades.
• Acesso e Cadastro: O acesso é feito via [Link] É necessário
cadastrar-se no sistema, informando a entidade de vinculação e criando uma senha
pessoal.
• Fluxo de Trabalho:"Puxar Demanda": Carrega os 10 primeiros registros de
benefícios passíveis de compensação, em ordem cronológica de inatividade/início do
benefício, para priorizar a interrupção da prescrição.
• "Buscar Demanda": Permite pesquisar demandas específicas por CPF, matrícula ou
nome do servidor, útil para entidades com demandas distribuídas entre unidades.
• Análise de Demanda: Uma vez puxada a demanda, é possível "Analisar Demanda" para
preencher e validar as informações.
• Complementar Dados do Benefício: Preencher campos como "Tipo de Cálculo", "Tipo
de Aposentadoria", "Tempo Total Contribuição em dias", "Valor do Benefício na
Concessão", "Data Início Benefício", "Data Cessação Benefício" e "Data de
Homologação no TCU".
• Valor do Benefício na Concessão: Informar o valor da renda mensal inicial da
aposentadoria na moeda da época da concessão. Em caso de revisão com efeitos
financeiros retroativos, informar o valor revisto.
• Data de Homologação do TCU: Para registros até 15/05/2012, preencher com a data
do registro. Para registros a partir de 16/05/2012, informar a data da publicação
do registro. Em casos de registro tácito, considerar o dia subsequente ao término
do prazo de 5 anos da chegada do processo ao TCU. Ferramentas de consulta no site
do TCU são disponibilizadas.
• Anexar Documentos de Homologação: Recomenda-se anexar, em um único arquivo (até
5MB), o ato de concessão, o mapa de tempo de contribuição/serviço e o comprovante
do registro do ato concessório pelo TCU para evitar exigências posteriores.
• Períodos de CTC/Averbação: Confirmar, complementar ou adicionar informações sobre
períodos de averbação certificados por RPPS de Estados, Distrito Federal ou
Municípios.
• Excluir períodos relativos ao RPPU ou RGPS, pois não são tratados via SICOMP-RPPU
neste momento.
• Indicar se o período é militar ou se houve exposição a agentes nocivos (conversão
de tempo especial em comum) para identificação futura, pois o Comprev ainda não foi
adaptado para este último.
• Anexar a CTC/CTS correspondente ao período.
• Para documentos de contagem recíproca que não estejam em conformidade com os
modelos atuais de certidão, o período deve ser confirmado no SICOMP-RPPU, sem
análise de mérito sobre a validade do documento neste momento.
• Sobrestar Análise: Recomenda-se sobrestar a análise caso não seja possível obter
todas as informações solicitadas ou haja dúvidas, indicando o motivo, para seguir a
ordem cronológica das demandas.
• Finalizar Demanda: Após o preenchimento de todas as informações, clicar para
finalizar a demanda.
5. Painel Gerenciador Entidade
Disponível para usuários com perfil "Admin-Entidade", este painel oferece
informações gerenciais, funcionalidades de exibição e geração de relatórios,
gerenciamento de usuários, transferência e reabertura de demandas.
6. Considerações Finais
O Caderno enfatiza a importância de os órgãos da administração autárquica e
fundacional da União se apropriarem dos conceitos e procedimentos para a
compensação previdenciária, pois são responsáveis por fornecer as informações
essenciais através do SICOMP-RPPU. A qualificação das informações é crucial para
reduzir falhas de processamento e o número de exigências, contribuindo para um
"aprendizado em Compensação Previdenciária, validando adequada e conscientemente as
informações demandadas." (Caderno, p. 45).

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