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Senso Comum e Conhecimento Científico

Nesta webaula, veremos os principais tipos de conhecimentos existentes no mundo, destacando suas particularidades.
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Senso Comum e Conhecimento Científico

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Pensamento Científico

Qual a diferença entre o senso comum e o conhecimento científico


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Nesta webaula, veremos os principais tipos de conhecimentos existentes no mundo, destacando suas
particularidades.

Conhecimento vulgar
O conhecimento vulgar (ou senso comum) é o tipo de saber transmitido ao longo de gerações, independente de
sua validade, preservando em seu núcleo crenças e mitos culturalmente aceitos entre nossos antepassados. De
forma lenta, ele absorve elementos e ideias de outros tipos de conhecimentos, sobretudo do religioso, do
filosófico (empírico e racionalista) e do científico.

A importância desse tipo de conhecimento pode ser


observada durante o processo de desenvolvimento da
criança, sobretudo quando ela incorpora certos
códigos de condutas culturalmente desejáveis - por
exemplo, quando a criança entende que a
desobediência aos pais não é algo apreciável ou
desejável -, ou segue determinadas regras para sua
segurança - por exemplo, o simples ato de não colocar
a mão no fogo para não se queimar.

Fonte: Shutterstock.

Conhecimento religioso
O conhecimento religioso, no mínimo, apresenta dois tipos de abordagens, sendo a primeira verificada na
enfatização do papel da iluminação religiosa (vislumbre com o belo) como forma de alteração do estado
emocional, em que a pessoa vivencia uma experiência subjetiva semelhante ao efeito provocado por
psicofármacos, e a segunda na demonstração de sua característica interpretacionista, que leva o teólogo ou
hermeneuta à posição de intérprete de escrituras sagradas, com o objetivo de tentar trazer à tona alguma
informação nova ou simplesmente salvar sua doutrina da crítica filosófica responsável.

Conhecimento filosófico
O conhecimento filosófico é amplo, abarcando muito mais do que concepções empiristas e racionalistas. Sua
característica essencial é o tratamento semântico dos conceitos usados em diversos tipos de conhecimentos. Ele
também é visto como um tipo de conhecimento que permite generalizações, como a afirmação de que todos os
seres humanos são dotados de consciência ou de que todos os constituintes básicos da realidade são materiais.
Esse tipo de conhecimento possui dois tipos de espectros:
Espectro empirista (conhecimento empirista) 

Em seu espectro empirista (conhecimento empírico), esse tipo de conhecimento advoga pela construção de
conhecimento a partir dos dados sensíveis da experiência do sujeito.

Espectro racional (conhecimento racional) 

Enquanto em seu espectro racionalista (conhecimento racional), o objetivo é o exercício da razão na


construção do conhecimento, independente dos dados da experiência. No geral, esse tipo de conhecimento
pode manter uma posição conciliável com o conhecimento científico, em um tratamento recíproco positivo
(feedback positivo), que ocorre quando um tipo de conhecimento alimenta o outro, ou mesmo advogar por
uma posição anticientífica, negligenciando o conhecimento científico e permanecendo no ostracismo.

O conhecimento científico é único em sua forma, tendo


características além da filosofia cultivada pelos
filósofos empiristas, contribuindo para a teorização e
modelagem dos fenômenos da realidade, fazendo
predições com base em evidências, ajustando suas
explicações à realidade e, principalmente, cultivando
um mecanismo de autocorreção, que favorece o
ambiente crítico da comunidade científica, evitando o
dogmatismo e a fossilização frente à novidade
científica.

Fonte: Digite aqui a fonte da imagem.

O conhecimento científico não deve ser confundido com crenças ou ideias pseudocientíficas, entre as quais
se incluem a difusão da crença no terraplanismo; a noção astrológica de que objetos celestes provocariam
mudanças positivas, sobretudo comportamentais, no curso de vida das pessoas; e a suposição psicanalítica
de que nossos cérebros possuem instâncias psíquicas (id, ego e superego) ou de que o inconsciente, da
forma como foi formulado por Sigmund Freud, assume o controle de nossas vidas.

Todas essas hipóteses são incompatíveis com o conhecimento científico (natural e social), apresentam conflitos
em algum nível da realidade (físico, químico, biológico, psicológico, social, artificial, etc.) e persistem na carência
por boas evidências, pois, diferentemente da pseudociência, a ciência é um campo de conhecimento marcado por
sua característica de estar constantemente se atualizando e enriquecendo com os melhores dados disponíveis. O
culto à autoridade, a negligência com os resultados negativos da investigação científica e o apelo à subjetividade
pertencem ao domínio da pseudociência.

Para entender como a cultura absorve diversos tipos de conhecimentos:


BUNGE, M. A Cultura como sistema concreto: a mudança cultural como aspecto da mudança social. Ciência e
Filosofia, [S.l.], n. 1, p. 7-30, 1 dez. 1979. Universidade de São Paulo, Agência USP de Gestão da Informação
Acadêmica (AGUIA).

Para um melhor aprofundamento sobre o conhecimento científico e os pressupostos filosóficos presentes na


atividade científica:

UNGE, M. O Realismo Científico de Mario Bunge. Revista de Filosofia Aurora, [S.l.], v. 29, n. 46, p. 353-361, 17
abr. 2017. Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.

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