Fundamentos de Álgebra
Grupos e Subgrupos
Núcleo de Educação a Distância Produção: Gerência de Desenho Educacional - NEAD
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25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ
1ª Edição
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Sumário
Grupos e Subgrupos
Para Início de Conversa... ....................................................................... 04
Objetivo ........................................................................................ 04
1. Noções Fundamentais ........................................................................ 05
2. Propriedades dos Grupos ................................................................... 07
3. Grupos de Permutação ....................................................................... 09
4. Grupos Cíclicos .................................................................................... 12
5. Classes Laterais e o Teorema de Lagrange ...................................... 13
Referências ........................................................................................ 15
Fundamentos de Álgebra 3
Para Início de Conversa... Objetivo
Neste capítulo, você irá aprender sobre o que chamamos de grupos Conhecer as noções fundamentais e propriedades de grupos e subgrupos
em matemática. Essa estrutura algébrica é uma das mais simples e, para a formulação de generalizações.
no entanto, fonte de muitos exemplos ricos. Algumas propriedades de
grupos e subgrupos serão apresentadas e exemplificadas. Usaremos
as definições do primeiro capítulo para generalizar e estruturar mais
esse objeto da álgebra abstrata. Além disso, introduziremos dois tipos
específicos de grupos que possuem propriedades muito interessantes: os
grupos de permutações e os grupo cíclicos. Apesar de serem estruturas
simples de serem definidas, os grupos e suas generalizações são
extremamente importantes na matemática e entender como trabalhar
com eles é fundamental na formação do professor de matemática.
Fundamentos de Álgebra 4
1. Noções Fundamentais
para todo o conjunto. Operar qualquer elemento do conjunto de partida
com o elemento neutro não altera o elemento inicial.
Agora que você já está familiarizado com o conceito de operação, No entanto, quando tratamos de elemento simétrico, a escolha deste
iremos definir o que são as estruturas de grupo em matemática. Vamos depende do elemento que estamos considerando. Se considerar que
definir, inicialmente, da maneira mais generalizada possível e, em é um grupo, podemos garantir que para cada elemento
seguida, exemplificar essas definições para facilitar a compreensão irá existir um outro elemento de tal maneira que ao operarmos
desse novo conceito. com (e de maneira análoga operarmos com ) resulta no
elemento neutro para a operação .
Definição: Dado um conjunto não vazio e uma operação definida
em . O par é um grupo se a operação satisfaz às seguintes
propriedades: Observe que, na definição de grupo, sempre consideramos um par
1. tem a propriedade associativa, isto é, para todos elementos formado por um conjunto não vazio e uma operação definida em
vale a relação . . Você irá encontrar em diversas referências algumas expressões como
2. Existe um elemento que é elemento neutro para a “seja um grupo” ou então “considerando o grupo ”. Essa linguagem
operação , isto é, para todo elemento vale a relação é apenas uma simplificação da notação de grupo e deve ser usada
. somente quando a operação estiver subentendida pelo contexto. O
3. T9odo elemento é simetrizável com relação à operação , fato é que para se definir um grupo estamos sempre considerando um
isto é, para cada elemento existe um elemento tal par: um conjunto não vazio e uma operação definida neste conjunto.
que vale a relação .
Um dos exemplos mais comuns de grupos é o formados pela operações
de adição e multiplicação. Considere o conjunto dos inteiros munido
da operação de adição usual. O par é um grupo.
Vale ressaltar que a existência de elemento neutro em um grupo é válida De fato, o par é um grupo e, para provar isso, basta que você
para todo elemento do conjunto, ou seja, o elemento neutro é o mesmo demonstre que todas as propriedades da definição de grupo estão
Fundamentos de Álgebra 5
satisfeitas. O conjunto dos inteiro é um conjunto não vazio e a Exercício resolvido: Considere o conjunto dos números racionais
operação de adição está bem-definida nesse conjunto. Veja, agora, positivos sem o zero, representado pelo símbolo e definido
que as propriedades da definição de grupo estão satisfeitas para formalmente como sendo.
esse exemplo:
A operação de adição é associativa, note que para todos elementos
Nesse conjunto, definimos a operação definida como sendo
vale a relação de associatividade definida no primeira
para quaisquer elementos . Prove que é
unidade, ou seja, .
um grupo.
O elemento é o elemento neutro para a adição, pois, para todo
Solução: Note inicialmente que o conjunto é não-vazio. Por exemplo
, vale que .
note que . Agora, provaremos que a operação satisfaz as três
Para cada elemento , é possível encontrar um elemento propriedades necessárias para que seja um grupo.
tal que , ou seja, todo elemento de
1. Tome quaisquer . Dada a definição da operação
é simetrizável com relação a operação de adição.
temos que vale,
Em matemática, quando queremos provar ou demonstrar que uma e, portanto, a operação é associativa;
determinada afirmação é verdadeira, devemos seguir uma linha de 2. Existe um elemento que é elemento neutro para a
implicações lógicas que sejam válidas partindo de uma premissa operação . Basta notar que . Desta
verdadeira. No exemplo acima, temos um encadeamento lógico que maneira, obtemos que o elemento 5 é elemento neutro à direita
prova que o conjunto dos inteiros munido da operação de adição para a operação . De maneira análoga podemos observar que
é verdadeiramente um grupo. Veja o exemplo a seguir em que a e, portanto, 5 é também elemento neutro
demonstração de que um determinado par de conjunto e operação à esquerda. Logo, o elemento é elemento neutro para a
formam um grupo. operação e, portanto, provamos a existência de elemento neutro;
Fundamentos de Álgebra 6
3. Se tomarmos um elemento qualquer , devemos provar que 1. Para todos elementos , vale que , ou seja, o
sempre existe elemento simétrico a para a operação . conjunto é fechado para a operação .
Inicialmente, vamos encontrar o elemento simétrico à direita de . 2. também é um grupo.
Note que, como demonstrado no item 2 do infográfico, o elemento
De acordo com a definição acima, subgrupo nada mais é do que um
neutro da operação é 5 e, portanto, quando operamos grupo que está dentro de outro grupo, considerando a mesma operação.
com seu elemento simétrico à direita devemos obter 5. Assim Ao afirmarmos que é fechado para a operação , estamos querendo
, e como , provamos que todo sinalizar que, quando tomamos dois elementos quaisquer de e os
elemento possui elemento simétrico à direita com relação operamos segundo as regras da operação , esse resultado sempre
à operação . Além disso, se operarmos com observamos pertence a .
que . Isso significa que é também elemento Como exemplo de subgrupo note que o conjunto dos números inteiros
simétrico à esquerda para . Portanto, para todo está contido no conjunto dos números racionais ( ). O conjunto
sempre podemos encontrar que é elemento simétrico de dos números racionais é um grupo quando consideramos a operação
para a operação . de adição usual. Portanto, como ao somar números inteiros sempre
obtemos um número inteiro, sabemos que é fechado para a operação
Assim, provamos que é um grupo.
de adição. Mais do que isso, já sabemos que é é de fato um grupo.
No exercício resolvido acima, está provado que o par é Portanto, pela definição de subgrupo, podemos afirmar que é um
realmente um grupo. subgrupo de .
Apresentamos, a seguir, a definição de subgrupo, que é muito parecida
com a de grupo. 2. Propriedades dos Grupos
Definição: Considere um grupo . Um subconjunto não-vazio Vamos, agora, conhecer algumas das principais propriedades que um
é chamado de subgrupo de se valem as seguintes grupo pode ter. A primeira delas é uma característica adicional que
propriedades: certos grupos podem ter e, por isso, eles recebem um nome especial.
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Definição: um grupo é chamado de grupo comutativo ou grupo O grupo é um exemplo de grupo abeliano. Além de satisfazer
abeliano se a operação é comutativa, isto é, se para todos elementos todas as propriedades necessárias para ser considerado um grupo, a
vale que . operação de adição satisfaz a propriedade comutativa. Por vezes, quando
fizermos referência a grupos nos quais a operação for a adição, diremos
Note que essa definição pressupõe que é um grupo. Portanto, que o grupo é um grupo aditivo. Quando a operação for a multiplicação
para que seja um grupo abeliano ele deve satisfazer a todas diremos então que o grupo é um grupo multiplicativo. Essas notações
as propriedades de grupo e também satisfazer que a operação podem ser encontradas em diversos livros de álgebra abstrata e, por
seja comutativa. isso, vamos citá-las aqui para facilitar a compreensão.
A seguir, apresentamos algumas propriedades de grupos mas não
apresentaremos as suas demonstrações. As demonstrações dessas
e de outras propriedades podem ser encontradas em DOMINGUES-
A nomenclatura de grupo abeliano não se refere a abelhas, e sim ao nome
IEZZI (1982).
do matemático norueguês Niels Henrik Abel (1802-1829). Graças às suas
diversas contribuições para a matemática, mais especificamente à álgebra ▪ O elemento neutro de um grupo é sempre único.
abstrata, essa nomenclatura foi dada a uma das principais características ▪ Para cada elemento , existe um único elemento simétrico.
dos objetos de estudo desse grande matemático.
▪ Para todo elemento , vale que , ou seja, o elemento
simétrico do simétrico de um elemento é o próprio elemento.
▪ No caso em que é um grupo abeliano podemos verificar apenas
que um elemento é elemento neutro à esquerda (ou à direita)
para garantir que ele é elemento neutro para a operação .
▪ O mesmo vale para o elemento simétrico em um grupo abeliano, ou
seja, se é um grupo abeliano e , então, basta apenas
provar que é elemento simétrico à esquerda (ou à direita)
para que ele seja considerado elemento simétrico de .
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3. Grupos de Permutação
Uma das classes importantes de grupos é a classe dos grupos de
permutação. Primeiro vamos definir o que estamos considerando
como permutação.
Definição: Dado um conjunto não vazio definimos como permutação
qualquer aplicação bijetora , isto é, dados dois elementos
diferentes de , eles necessariamente têm imagens diferentes e
obrigatoriamente todo elemento de é imagem de algum elemento
pela aplicação .
Um dos exemplos mais simples de permutação é a função identidade em Figura 1: No cubo mágico, quais são as
qualquer conjunto. A função identidade relaciona cada elemento a ele possibilidades de se colorir uma face com
nove quadrados sendo dadas seis cores
próprio. Portanto, a função identidade é considerada uma permutação e distintas? Essas e outras perguntas podem Figura 2: As senhas de celular com
pode ser chamada de permutação idêntica. ser usadas para instigar os alunos em sala de algarismos também podem ser
aula. Fonte: Dreamstime. uma opção de introduzir conceitos
Dentro de sala de aula, o conceito de permutação pode ser introduzido estatísticos. Fonte: Dreamstime.
como uma combinatória simples. Apesar de ser um termo mais estatístico,
essas e outras definições exigem uma representação algébrica e
sistemática que depende da álgebra. A introdução dessas ideias por
meio de recursos que já fazem parte do mundo do aluno podem auxiliar
muito quando a representação simbólica for introduzida. O cubo mágico O cubo mágico é um dos brinquedos mais vendidos no mundo até hoje e
ou, até mesmo, senhas para desbloqueio de um celular podem ser usadas foi inventado em 1974 pelo arquiteto húngaro Erno Rubik. A invenção foi
para introduzir esses e outros conceitos aos alunos. criada com objetivos educacionais para transmitir o conceito de espaço
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aos alunos. A escultura móvel representa os contrastes da condição Quando trabalharmos com um conjunto finito podemos representar
humana com seus problemas e sua capacidade de solucioná-los. No uma permutação desse grupo de uma maneira especial. Vamos
mundo inteiro, o cubo mágico (como é chamado no Brasil e como foi considerar, aqui, um conjunto finito com n elementos, ou seja,
chamado no início da sua fabricação) é conhecido como cubo de Rubik
. Uma permutação de pode ser representada como
(Rubik’s cube em inglês).
Cada elemento de possui uma imagem pela aplicação , então,
o que fazemos nessa representação é listar todos os elementos de
Figura 3: Erno Rubik.
em uma primeira linha e, logo abaixo, listamos as imagens de
Fonte: Wikimedia.
cada elemento pela aplicação . Considere um conjunto com 4
elementos e uma aplicação bijetora tal que
. é uma permutação de e
pode ser representada como .
Nos casos em que estamos trabalhando com grupos finitos temos uma
notação específica para o conjunto das permutações. Se
, isto é, tem n elementos, denotaremos por o conjunto de todas as
bijeções de . Com uma análise combinatória simples podemos concluir
que tem exatamente elementos.
Voltemos para o caso de um grupo com 4 elementos. Nele, iremos
denotar o conjunto de todas as permutações de por . Além disso,
sabemos que tem elementos, ou seja, tem
permutações diferentes.
Fundamentos de Álgebra 10
Consideremos a permutação como descrita anteriormente e e portanto , o que implica que não é um grupo
vamos definir uma segunda permutação dada por . abeliano.
Podemos compor as duas permutações e pela operação de
composição de funções denotada pelo símbolo . Iremos obter
uma composição de permutações que também é uma
Apesar das representações acima fique atento que ao inverter a ordem
permutação. Assim:
dos elementos de sem alterar suas imagens por uma permutação
, não estaremos alterando a permutação.
Considere a permutação como dada anteriormente, ou seja,
Se, por acaso, denotamos uma permutação dada por
Ou, então, podemos representar de outra maneira mais sistematizada:
.
teremos que e, portanto, não estamos trabalhando com duas
permutações distintas.
Assim, podemos definir em a operação composição e concluir que
é também um grupo. No entanto, observe que:
Dessa maneira, quando estamos trabalhando com um conjunto finito
com n elementos, podemos considerar seu conjunto de permutações
que também é finito e com a operação de composição como definida
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anteriormente, teremos que é um grupo e este é chamado grupo Um caso simples de grupo cíclico finito é o grupo multiplicativo do
de permutações. conjunto . Note que é o gerador desse conjunto, pois
.
Aqui, tratamos apenas dos grupos de permutações no caso de conjuntos
finitos, mas podemos também trabalhar com conjuntos infinitos. Uma propriedade dos grupos cíclicos é que todos eles são abelianos.
Claramente, o número de aplicações bijetoras, nesse caso, também De fato, pois , já que estamos
considerando a multiplicação como operação do nosso grupo.
será infinito. A representação no caso infinito não pode ser feita como
acima, mas a regra de composição de permutações é definida da Podemos, também, considerar os grupos cíclicos gerados pela operação
mesma maneira. de adição. Nesse caso, se for um grupo cíclico aditivo e for
seu gerador, então, . Quando estivermos considerando
a adição como operação para os grupos cíclicos, usaremos a notação
4. Grupos Cíclicos em que é o gerador do grupo.
Vamos conhecer um outro caso muito especial de grupo nesta subseção. Voltemos, agora, para o caso dos grupos multiplicativos. Dado um grupo
Os grupos cíclicos, assim como os grupos de permutações, tem multiplicativo e um elemento . Se existe um inteiro
propriedades muito interessantes que foram amplamente estudadas por com tal que em que é o elemento neutro do grupo
diversos matemáticos. Novamente, iremos focar mais no caso em que , então, podemos garantir que existe um número positivo tal
esses grupos são finitos. que . Isto é garantido, pois qualquer múltiplo de satisfaz à
mesma propriedade. Note que .
Definição: Um grupo multiplicativo (deixamos implícita a operação
de multiplicação, mas lembre-se de que estamos considerando o par Desse modo, podemos garantir que existe tal inteiro positivo. Ao menor
) é denominado um grupo cíclico se existe um elemento inteiro positivo tal que chamamos de ordem do elemento
tal que . .
Nossa notação para esse tipo de grupo será , e o elemento Definição: Dado um grupo multiplicativo cíclico . Diremos que o
será chamado de gerador de . grupo é um grupo cíclico finito se a ordem do elemento , gerador
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do grupo, for um número inteiro positivo . Dessa maneira, o Considere por exemplo um conjunto . é um grupo
conjunto é completamente determinado e pode ser representado por cíclico gerado por 2, ou seja, . Note que e,
. portanto, neste caso, o grupo é um grupo cíclico infinito.
Um grupo cíclico finito muito conhecido é o gerado pela unidade
imaginária . Lembre-se de que esse valor é e que 5. Classes Laterais e o Teorema de Lagrange
podemos gerar todos os números complexos. O grupo cíclico gerado é Considere um grupo e um subconjunto tal que seja
, pois e é o subgrupo de .
elemento neutro da multiplicação. Esse grupo cíclico tem ordem 4.
Definição: Para todo definimos a classe lateral à esquerda de
Quando um grupo cíclico é tal que se e somente se em definida por como sendo o conjunto .
, então diremos que o grupo é um grupo cíclico infinito. Definição: para todo definimos a classe lateral à direita de em
definida por como sendo o conjunto .
Considere, por exemplo, o grupo aditivo dos inteiros e o subgrupo
formado somente pelos números inteiros pares . Como a
Note que quando definimos um grupo cíclico infinito utilizando o termo
operação de adição é comutativa, as classes laterais à esquerda e à
‘se e somente se’. Essa expressão é muito utilizada em Matemática e
direita serão sempre as mesmas se considerarmos um mesmo elemento
tem a correspondência com a flecha dupla introduzida na primeira
em . Observe que, neste caso, e .
unidade. Isso significa que a primeira afirmação implica na segunda e
que a segunda afirmação implica na primeira. Neste caso, temos que o As classes laterais geradas pelo número 0 são o conjunto dos números
único inteiro possível para que o gerador do grupo satisfaça inteiros pares, enquanto que as classes laterais geradas pelo número
à equação será quando e é dessa maneira que definimos 1 são o conjunto dos número inteiros ímpares. Podemos construir as
que o grupo é um grupo cíclico infinito. classes laterais para qualquer elemento , mas note que teremos:
Fundamentos de Álgebra 13
O mesmo será válido para a classe lateral gerada pelo elemento 1. Dessa Neste capítulo, você conheceu sobre o que são considerados grupos e
forma, nesse exemplo temos apenas duas classes laterais distintas. subgrupos em Matemática. Essas estruturas são umas das mais simples
dentro da álgebra abstrata e, no entanto, temos exemplos muito
Apresentaremos, a seguir, uma versão simplificada do Teorema de importantes dentro dessas categorias. Lembre-se sempre de deixar
Lagrange. Note que esse teorema é válido apenas quando consideramos claro com qual operação você está trabalhando. Por vezes, usamos uma
grupos finitos. A demonstração desse teorema pode ser encontrada em notação mais simples para não carregar nossa escrita, mas tenha certeza
Alencar Filho. de que está claro com qual operação está trabalhando. Os grupos de
permutações e os grupos cíclicos são ótimos exemplos de como são
Teorema de Lagrange: Seja um subgrupo de um grupo finito
ricas essas simples estruturas. Guarde sempre na memória um exemplo,
. A ordem do subgrupo é um divisor da ordem do grupo .
mesmo que simples, de cada um desse grupos, pois, assim, fica ainda
Retome por exemplo do grupo multiplicativo em que mais fácil se recordar das definições de cada um deles.
e o subgrupo formado por . O grupo
é um grupo finito e sabemos que a ordem de é 4. De
maneira análoga, podemos determinar a ordem do subgrupo
que é 2, um dos divisores de 4. Considerando o mesmo grupo eo
subconjunto . forma um subgrupo de e a ordem de
é 1, que também é um dos divisores de 4.
Com esse teorema, podemos garantir que um grupo finito de ordem
só terá subgrupos com ordem que dividem . Portanto, se
for um número primo os únicos subgrupos possíveis são os subgrupos
triviais, ou seja, o subgrupo unitário formado pelo elemento neutro da
operação e o próprio grupo.
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Referências
ALENCAR FILHO, E. Elementos de álgebra abstrata. 2 ed. São Paulo:
Nobel, 1980.
CUBO VELOCIDADE. História do Cubo Mágico. Disponível em: http://
[Link]/info/[Link]. Acesso
em: 18 mar. 2020.
DOMINGUES, H. H.; IEZZI, G. Álgebra moderna. São Paulo: Atual, 1982.
SÓ MATEMÁTICA. Henrik Abel Niels. Disponível em: [Link]
[Link]/biograf/[Link]. Acesso em: 18 mar. 2020.
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