UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO – UNAERP
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS, NATURAIS E TECNOLOGIAS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA
ADRIAN GUEDES DE SOUZA
JOYCE RODRIGUES MISSÃO FRANCISCO
LUCAS JUNQUEIRA CERIBERI
THAUANY CAMILE JUZO
ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE ATRAVÉS DE UM PÊNDULO
SIMPLES
RIBEIRÃO PRETO
2023
ADRIAN GUEDES DE SOUZA
JOYCE RODRIGUES MISSÃO FRANCISCO
LUCAS JUNQUEIRA CERIBERI
THAUANY CAMILE JUZO
ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE ATRAVÉS DE UM PÊNDULO
SIMPLES
Relatório apresentado à Universidade de
Ribeirão Preto – UNAERP como
requisito das aulas práticas da disciplina
de Cinemática e Dinâmica da Partícula.
Professora: Isadora Alves Lovo Ismail
Ribeirão Preto
2023
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO............................................................................................................... 4
2. OBJETIVO ..................................................................................................................... 5
3. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................................... 6
3.1. MATERIAIS.................................................................................................................... 6
3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL .............................................................................. 6
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................................... 7
5. CONCLUSÃO............................................................................................................... 10
REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 11
1. INTRODUÇÃO
Movimentos periódico é conhecido por ser o movimento de um corpo que retorna
regularmente para uma posição após um intervalo de tempo fixo. No dia a dia, é possível
observar esse tipo de movimento em diversas atividades ou objetos, como uma criança
brincando em um balanço ou o pêndulo de um relógio antigo. (UFES; 2013).
A descoberta do período de oscilação se deve ao físico, matemática e astrônomo
italiano, também conhecido como pai da física, Galileu Galilei, que segundo teorias,
descobriu a periodicidade de movimentos pendulares durante uma missa, onde observava
a oscilação de um candelabro suspenso no teto, e mediu seu período através de seus
batimentos cardíacos. A partir dessa análise, começou a utilizar o pêndulo em suas
experiências de plano inclinado e afirmou que o período de oscilação de um pêndulo
apenas depende da extensão de seu fio, assim, tornando sua massa desprezível. (Lage;
2018).
Na física, o pêndulo simples é um sistema composto por um fio inextensível de
comprimento (L) preso a um suporte, e cuja extremidade possui um corpo de massa m,
que pode movimentar-se livremente. Quando o instrumento está parado, o objeto de
massa permanece em uma posição fixa, porém, ao deslocá-lo, haverá uma oscilação do
material em torno do ponto de equilíbrio. (Asth; 2023).
Existem duas forças atuando no corpo suspenso: a tensão do fio (T), presente na
direção do mesmo e sentido apontado para o ponto de , conhecida como força de tração;
E o peso, possuindo sua direção na vertical. (Lage; 2018).
A ação de movimento oscilatório, durante um determinado momento se encontra
no ponto de equilíbrio, logo, as forças de tração e peso não se cancelam. Assim, surgindo
de uma força resultante de ambas, a responsável por esse movimento, conhecida como
força de natureza centrípeta. (Helerbrock; 2023).
O movimento pendular ocorre com a mesma velocidade e aceleração à medida
que o corpo passa pelas posições na trajetória que realiza. (Asth; 2023).
Essa movimentação também pode ser chamada de Movimento Harmônico
Simples (MHS), afinal, existe uma força que direciona o corpo a um ponto de equilíbrio,
cuja intensidade é proporcional à distância alcançada ou amplitude. (Ramalho; 1999).
A amplitude (A) corresponde a distância entre a posição de equilíbrio e a posição
ocupada ao afastar o corpo, e o período (T) é o intervalo de tempo em que o evento de
oscilação se complete. (Ramalho; 1999).
2. OBJETIVO
Determinar a aceleração da gravidade local através de um pêndulo simples.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. MATERIAIS
• Fio
• Pêndulo
• Régua
• Cronometro
3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
O experimento se inicia fixando o fio juntamente ao corpo de massa desprezível
à uma superfície ideal para tal procedimento. Em seguida, foi medido o comprimento do
fio com uma régua, usada de medida por todos os grupos.
Logo após, se inicia as oscilações do pêndulo simples, definindo 10 oscilações
como padrão e o processo se repete por 4 ensaios, sendo separados, entre eles o primeiro
e segundo ensaios foram realizados com a mesma amplitude e distância do ponto fixo, já
o terceiro foi realizado com o aumento da amplitude e o 4 foi feito a redução no
comprimento do fio. Assim, logo foi feita a tabela com os resultados obtidos, para se
analisar o período e média de tempo entre eles.
Posteriormente com os dados obtidos pelos balanços do pêndulo T e o
comprimento do fio L, foi possível obter a aceleração da gravidade através da Equação 2.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com o devido procedimento realizado, todos os dados coletados foram dispostos
na Tabela 1, para melhor visualização, contendo a altura do pêndulo, os quatro ensaios
realizados, o tempo em cada tentativa, a média de tempo em cada ensaio, o número de
oscilações e o período de cada oscilação, como segue abaixo:
Tabela 1 - Dados obtidos a cada ensaio do pêndulo simples
L (m) 1,13 L (m) 1,135 L (m) 1,135 L (m) 0,865
Ensaio 3 Ensaio 3
Aumento da Variação da
Experimento
Ensaio 1 Ensaio 2 amplitude altura
Tempo 1 (s) Tempo 2 (s) Tempo 3 (s) Tempo 4 (s)
1 20,13 20,87 22,10 18,14
2 21,11 21,12 22,13 18,41
3 21,53 20,90 21,50 18,39
4 20,92 21,31 21,23 18,46
5 21,31 21,11 21,25 18,30
6 20,95 21,14 20,84 18,35
7 21,30 20,99 21,12 18,33
8 20,84 20,78 21,18 18,25
9 21,18 21,27 21,32 18,24
10 20,90 21,12 21,40 18,31
Média do tempo
(s) 21,02 21,06 21,40 18,32
Número de
oscilações
10 10 10 10
Período
(tempo/oscilações)
2,1017 2,1061 2,1407 1,8318
Para calcular o período de oscilações utilizou-se a Equação 1:
∆𝑇
P= 𝑛 (Eq. 1)
Onde:
P: Período
∆𝑇: média do tempo (s)
N: número de oscilações
Com todos os dados dispostos na tabela acima, foi possível calcular a aceleração
gravitacional de cada ensaio, utilizando a Equação 2:
𝑔 = 4𝜋 2 𝐿/𝑃2 (Eq.2)
Onde:
g: aceleração gravitacional (m/s2)
L: comprimento do fio (m)
P: período de oscilações
Utilizando esse cálculo, foi obtido a Tabela 2, contendo a aceleração gravitacional
de cada ensaio e a média da gravidade, como mostra a seguir:
Tabela 2 – Aceleração da gravidade de cada ensaio
Aceleração da gravidade
Ensaio Ensaio Ensaio Ensaio
Média
1 2 3 4
10,0892 10,0915 9,76795 10,1667 10,0288
Com todos os dados obtidos, foi possível calcular o erro de exatidão, desvio
padrão e incerteza do experimento. Assumindo a aceleração gravitacional como 9,81m/s2,
aplicou-se a Equação 3 para calcular o erro de exatidão:
𝐸𝑥 = ∆𝑔 − 𝑉𝑟 (Eq. 3)
Onde:
Ex: erro de exatidão
∆𝑔: média da aceleração gravitacional (m/s2)
Vr: valor real da gravidade (m/s2)
Aplicando a equação, adquiriu o seguinte resultado:
𝐸𝑥 = 10,028 − 9,81
𝐸𝑥 = 0,219
Para o cálculo de desvio padrão aplicou-se a Equação 4:
𝑛
∑ ∆𝜒𝑖2
𝐷𝑝 = √ 𝑖=𝑛
(Eq. 4)
𝑛−1
Utilizando a equação, adquiriu o seguinte resultado:
Dp=1,241
Obtendo o valor do erro de exatidão e do desvio padrão, é possível calcular a
incerteza, utilizando a Equação 5:
𝐼𝑛𝑐𝑒𝑟𝑡𝑒𝑧𝑎 = 𝐸𝑥 + 𝐷𝑝 (Eq. 5)
Utilizando a equação, adquiriu o seguinte resultado:
𝐼𝑛𝑐𝑒𝑟𝑡𝑒𝑧𝑎 = 0,219 + 1,241
𝐼𝑛𝑐𝑒𝑟𝑡𝑒𝑧𝑎 = 1,460
5. CONCLUSÃO
A partir dos dados coletados, foi possível realizar os cálculos e dimensionar a
aceleração da gravidade, obtendo uma média de 10,029 m/s. A medição está imprecisa e
fora dos padrões mundiais, ocasionada por possíveis erros de cronometragem, medição
imprecisa do comprimento do fio, entre outras.
REFERÊNCIAS
Asth; R; Pêndulo Simples; S.l; 2023. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 26 de setembro de
2023.
Movimento harmônico simples; S.l.; 2023. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 26 de
setembro de 2023.
RAMALHO, NICOLAU e TOLEDO. Fundamentos da Física - Vol. 2. 7. ed. São Paulo:
Editora Moderna, 1999.