Évellyn Bezerra
COMPLICAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS LOCAIS
SISTÊMICAS SEROMA
FEBRE Líquido inflamatório (gordura liquefeita) proveniente
do subcutâneo ou vasos linfáticos. Ocorre em cirurgias
Febre intraoperatório – resposta metabólica
com grande descolamento de pele
relacionada ao trauma
Secreção serossanguinolenta (amarelo citrino) e
1-3 dias – atelectasia e perfringens (infecção
abaulamento da ferida.
necrosante de partes moles – crepitação na
ferida)/fasciite necrotizante, hepatite aguda viral, Prevenção: dreno
flebite superficial
Tratamento – punção/drenagem
3-5 dias – ITU, uso de SVD
DEISCÊNCIA DE FERIDA
5 dia – deiscência de ferida
Abertura da FO, ocorre do 7-10º DPO. Sutura com alta
5-7 dias – TVP e TEP, pacientes imobilizados, tensão, distúrbios de cicatrização
pneumonia
Fatores de risco – técnica, hematoma, ISC, idade,
7-10 dias – Infecção de FO obesidade, uso crônico de corticoide, desnutrição
Infecções mais frequentes – ISC, ITU, infecção Secreção serossanguinolenta (água de carne) em
relacionada ao cateter e ITR. grande quantidade, falha aponeurótica, pode ter
extravasamento de gordura e evisceração
Abordagem – laparotomia e ressutura (deiscência
HIPERTERMIA MALIGNA – crise hipermetabólica após
profunda ou evisceração)
exposição a anestésico e relaxantes musculares em
indivíduos suscetíceis. Quadro clínico – taquipneia, CURATIVOS: Bolsa de bogotá – evitar síndrome
hipercapnia, rubor, hipoxemia, hipotensão, compartimental abdominal (edema de alça). Curativo a
rabdomiólise, hipertermia. Tratamento – Dantrolene, vácuo – melhor cicatrização e resultado. Tela
líquidos resfriados, troca de anestésico, O2 a 100% absorvível
HIPOTERMIA (T <35) – fatores de risco: infusão de Abertura somente da pele – não sutura, cicatriza por
liquidos frios, transfusão sanguínea, grande área segunda intenção (no máximo aproxima as bordas)
exposta, irrigação abdominal com líquido frio.
INFECÇÃO DE SÍTIO CIRURGICO
ATELECTASIA – complicação respiratória mais comum.
Ocorre geralmente do 5-6º DPO. ISC: até 30 dias de PO
Clínica: febre baixa + MV- em bases. Tratamento:
ou 1 ano se prótese
prevenção e fisioterapia respiratória
Fatores de risco – idade, desnutrição, DM, obesidade,
PNEUMONIA – infecção nosocomial mais comum.
assepsia inadequada, imunosupressão
Complicação de atelectasia não superada. Clínica:
febre alta, leucocitose, infiltrado no raio-x e tosse. Secreção serossanguinolenta (turvo ou purulento),
Tratamento: antibioticoterapia com sinais flogísticos
IAM – causa mais comum de óbito em idosos Tratamento – drenagem e avaliar ATB
submetidos a cirurgias não cardíacas. Prevenção:
parecer cardiológico. CLASSIFICAÇÃO:
TEV/TEP – escala de Caprini. Medidas de profilaxia ISC incisional superficial – acomete pele e subcutâneo.
química e mecânica, anticoagulação Drenagem purulenta da incisão e sinais flogísticos.
Tratamento – abertura de pontos, limpeza de FO
OUTRAS COMPLICAÇÕES: bexigoma, delirium, pico
pressórico ISC incisional profunda – acomete fáscia e musculos.
Drenagem purulenta +- sintomas sistêmicos.
Tratamento – drenagem, desbridamento, antibiótico
Évellyn Bezerra
ISC de órgãos ou cavidades – acomete órgão ou Débito da fístula: influencia o fechamento na presença
cavidade manipulada. Drenagem purulenta ou abcesso de fatores desfavoráveis. não influencia na presença de
em exame (TC) +- sintomas sistêmicos. Tratamento – fatores favoráveis.
punção guiada, reoperação, antibiótico
DEISCÊNCIA ANASTOMÓTICA
ATBterapia se sintomas sistêmicos!
5-7º DPO.
HEMATOMA
Fatores de risco – isquemia, tensão em linha de sutura,
Coleção de sangue em leito cirúrgico (liquido vermelho desnutrição, neoplasia, choque, obesidade, tabagismo,
escuro), equimose local infecção
Potencial de infecção Quadro clínico – sepse e fístula (aumento da
morbimortalidade)
Fator de risco – hemostasia inadequada e coagulopatia
Tratamento – prevenção, abordagem cirurgica,
Tratamento – expectante ou evacuação
drenagem percutânea
RELACIONADOS À CIRURGIA
OBSTRUÇÃO INTESTINAL
Funcional (íleo) ou mecânica.
PROJETO ACERTO
Sem fatores predisponentes (íleo precoce) ou
1. Avaliar suporte nutricional
secundário a fatores precipitantes (íleo paralítico)
2. Jejum pré abreviado (maltodextrina 2h antes)
Fatores de risco – grandes incisões, tempo cirurgico
prolongado, anestesia geral, sangramento, isquemia, 3. Racionalizar sondas e drenos
opióides, jejum prolongado, alteração
4. Não fazer preparo de cólon de rotina
hidroeletrolítica, infecção, anastomose.
5. Tricotomia após a indução
Quadro clínico – distensão abdominal, parada de
eliminação de fezes e flatos, náuseas, vômitos 6. Reduzir hidratação venosa (<30ml/kg/dia)
Exames de imagem – raio-x (empilhamento de 7. Prevenir náuseas e vômitos (antiemético regular)
moedas/grão de café) e tomografia (nível hidroaéreo)
8. Analgesia (evitar opioide)
Tratamento – prevenção, correção de causa base,
conduta expectante/cirúrgica 9. Realimentação precoce (<24h)
FÍSTULAS GASTROINTESTINAIS 10. Mobilização ultraprecoce
Íleo acometido em 50% dos casos.
Fatores de risco – idade, anemia, desnutrição,
neoplasia, choque, obesidade, tabagismo, infecção,
DM, doença de Crohn
Classificação – baixo débito (<200ml/24h), débito
moderado (200-500ml/24h), alto débito (>500ml/24h)
Fechamento espontâneo em até 80% (4-6sem)
Tratamento – corrigir distúrbios, desviar trânsito (dieta
VO zero), suporte nutricional, cuidados com a pele,
correção cirúrgica/conservadora
Fatores favoráveis – trajeto >2cm, único trajeto, fístula
lateral, trajeto não epitelizado, sem doença intestinal,
bom estado nutricional, sem sepse