0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações13 páginas

Estrutura da RAPS em São Paulo 2023

Enviado por

anacmenezes.psi
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações13 páginas

Estrutura da RAPS em São Paulo 2023

Enviado por

anacmenezes.psi
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Versão 1 - 2023

Divisão de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas

Coordenadoria de Atenção Básica

Secretaria de Atenção Básica, Especializada e

Vigilância em Saúde

Secretaria Municipal da Saúde

Estrutura da Rede de
Atenção Psicossocial - RAPS
do Município de São Paulo
Divisão de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas

Coordenadoria de Atenção Básica

Secretaria de Atenção Básica, Especializada e

Vigilância em Saúde

Secretaria Municipal da Saúde

Versão 1
2023
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Para quem pode servir esse material:


Profissionais das Redes de Atenção à Saúde; Profissionais e Gestores de outras
Secretarias, tais como Assistência Social, Educação, Trabalho e Desenvolvimento,
Cultura, Meio Ambiente, Habitação; Poder Judiciário; Poder Legislativo, pesquisadores
e interessados em conhecer a estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município
de São Paulo.

Seja muito bem vindo(a)!


Este material tem como objetivo apresentar a estrutura da Rede de Atenção Psicossocial
do Município de São Paulo.

É importante compreender que a Rede está estruturada de modo a dar conta de


diferentes situações que podem vir a ocorrer com os cidadãos, desde as mais leves
até as mais graves. Dessa forma, primeiramente há uma breve apresentação dos
conceitos de “saúde mental” e de “sofrimento psíquico” para, em seguida, apresentar
as diretrizes que embasam a rede e então quais são e o que fazem os serviços existentes
no município. Por fim, são levantados alguns temas específicos.

O que é Saúde Mental?


Saúde mental é um conceito que envolve muito mais do que a ausência de doenças:
significa poder traçar e realizar seus objetivos, conviver com pessoas que lhe façam
feliz, garantir seu sustento e manter-se ativo e participante em sua comunidade. Não
significa ausência de sofrimento: altos e baixos fazem parte da vida e há diversos
momentos em que não nos sentimos intensamente felizes ou capazes de realizar
nossas tarefas do dia-a-dia. A saúde mental é parte integral da sensação de bem-estar
e é um direito humano básico.

No entanto, quando e como diferenciar se esse sofrimento que pode parecer


cotidiano é algo que merece atenção e tratamento?

A vivência do sofrimento emocional pode tomar diferentes formas e é influenciada pela


história de vida, cultura, relações sociais e o contexto de nossa vida. Algumas vezes,
esse sofrimento pode ser percebido mais por outros ao nosso redor do que por nós
mesmos.

2
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

O que pode acontecer quando uma pessoa está em sofrimento psíquico?

• Alterações do padrão de sono e /ou apetite;

• Uso abusivo e/ou nocivo de substâncias psicoativas tais como álcool, cigarro,
bebidas estimulantes como café ou energéticos, remédios ou substâncias ilícitas;

• Alterações do humor, como irritabilidade excessiva ou tristeza intensa sem


motivação aparente;

• Falta de confiança em si, sensação de falta de propósito e de pouca satisfação


com seu cotidiano, falta de projetos futuros;

• Ideias de que a vida não vale a pena, que o sofrimento atual nunca irá passar, que
não se tem meios para alcançar seus objetivos na vida;

• Medos e temores excessivos (que impedem, por exemplo, de executar tarefas


que antes eram simples);

• Dificuldades de relacionamento, incluindo conflitos interpessoais ou mesmo


sensação de “cabeça cheia” e pensamentos desencontrados;

• Mudanças bruscas do comportamento, como explosões de raiva e irritação


constante;

• Redução do cuidado consigo, desde a aparência até a saúde geral;

• Retraimento, pensamentos intrusivos, sensação de perseguição e de escuta de


vozes ou visão de coisas que outras pessoas falam que não existem.

Assim como com a saúde física, o sofrimento psíquico intenso pode ser prejudicial
para si ou para os outros, se não cuidado adequadamente e a tempo. Cuidar da saúde
mental pode - e deve - acontecer de diferentes maneiras e em diferentes espaços!

O que cada um pode fazer para cuidar da própria


saúde mental:
• Manter relações com pessoas significativas para si;

• Fazer atividades de lazer;

• Cultivar práticas comunitárias e espirituais, se fizerem sentido para cada um;

3
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

• Traçar objetivos para sua vida, e persegui-los;

• Cuidar de sua alimentação

• Fazer atividades físicas ou, se não for possível, ser fisicamente ativo;

• Procurar, na medida do possível, dormir bem e dormir o suficiente;

• Procurar ajuda profissional se achar que seu sofrimento está grande demais.

Quando buscar ajuda?


Determinar quando procurar ajuda de profissionais da área da saúde mental geralmente
requer uma autoavaliação sincera dos sintomas e experiências do dia-a-dia. A lista
acima pode ajudar nessa avaliação!
É fundamental que cada um esteja atento para observar alterações de comportamentos,
emoções e padrões de pensamento que não são saudáveis e perturbam a vida cotidiana
e o alcance dos objetivos pessoais e possa, a partir dessa avaliação, considerar quais
as opções de atendimento e cuidado consigo que são acessíveis e que fazem sentido
para si.

Embora possa ser difícil, num primeiro momento, procurar ajuda para problemas de
saúde mental, é essencial fazê-lo.

E quem procurar?
Há diversas maneiras de cuidar de si mesmo e muitos serviços e estratégias dentro do
Sistema Único de Saúde podem contribuir com isso.

Como os fatores que determinam a saúde mental são múltiplos, variados e combinados
de maneira singular na experiência de vida de cada pessoa, aliados ainda à capacidade
de cada um de lidar com as adversidades que podem vir a ocorrer, as intervenções que
promovem e protegem a saúde mental também podem ser ofertadas por diferentes
setores, até mesmo para além do setor saúde.

Por exemplo: moradia digna, prática de atividades físicas, possibilidades de emprego e


renda adequadas às expectativas de cada um, viver em ambientes seguros e agradáveis,
entre outros fatores, são elementos que afetam o bem-estar psíquico de cada pessoa.
É importante notar, também, que justamente por conta disso, a oferta de cuidados
em saúde mental feita pelo setor saúde pode, muitas vezes, requerer ações de outros
setores para além dos cuidados clínicos que a saúde pode oferecer.

Por conta disso, não são apenas o psicólogo e o psiquiatra que cuidam da saúde
mental: há outros profissionais muito importantes para o cuidado da saúde mental, tais

4
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

como os terapeutas ocupacionais, os assistentes sociais, os fonoaudiólogos e mesmo


os profissionais que não são sempre associados a esse campo, como outros médicos,
enfermeiros, auxiliares de enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde, oficineiros,
entre vários outros. Um ponto importante aqui é que qualquer ação de cuidado está
muito relacionada com o vínculo e a confiança estabelecida nessa relação.

O que é a Rede de Atenção Psicossocial?


A Rede de Atenção Psicossocial é uma proposta de atendimento para os problemas de
saúde mental que divide as opções de cuidado em diferentes Pontos de Atenção (ou
serviços). Ela foi regulamentada pela Portaria MS/GM no. 3088, de 2011, e sofreu algumas
alterações com outras normativas subsequentes. Essa proposta parte da premissa de
que a saúde mental é transversal, ou seja, atravessa as diferentes formas de sofrimento
físico e psíquico e não é, apenas, influenciada pela ação do setor saúde. Além disso,
compreende que em diferentes momentos da vida podem ser necessárias diferentes
ações de suporte, por vezes maior, por vezes menor.

Todos tem um papel para cuidar da saúde mental!


É também por conta disso que se utilizam as noções de Rede Intrasetorial, ou seja, a
Rede de cuidados da própria saúde, e Rede Intersetorial, ou seja, a Rede de cuidados
que envolve outras políticas públicas e a sociedade civil.

São diretrizes da Rede de Atenção Psicossocial no Município de São Paulo

Respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia, a liberdade e o exercício da


cidadania;

Promoção da equidade, reconhecendo os determinantes sociais da saúde;

Garantia do acesso e da qualidade dos serviços, ofertando cuidado integral e assistên-


cia multiprofissional, sob a lógica interdisciplinar;

Ênfase em serviços de base territorial e comunitária, diversificando as estratégias de


cuidado, com participação e controle social dos usuários e de seus familiares;

Organização dos serviços em redes regionalizadas, com estabelecimento de ações


intersetoriais para garantir a integralidade do cuidado.

A RAPS do MSP trabalha a partir das normativas federais, estaduais e municipais, dentro
dos princípios da Constituição Federal de 1988, do respeito aos Direitos Humanos e do
respeito à Lei 8080, de 1990, e Lei 10.216, de 2001, e subsequentes, que conformam o
Sistema Único de Saúde tal como construído pelos processos democráticos de nosso

5
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

país. Sublinhamos abaixo as premissas mais significativas dentro dessas normativas:

• Transversalidade

• Intersetorialidade

• Universalidade, integralidade, equidade

• Regionalização e hierarquização

• Territorialização e adscrição (para a Atenção Básica)

• Cuidado centrado na pessoa/ singularidade

• Resolutividade

• Longitudinalidade do cuidado

• Coordenação do cuidado e ordenação da rede a partir da Atenção Básica

• Participação da comunidade por meio dos Conselhos Gestores e Conselho


Municipal de Saúde e ouros espaços coletivos

Estrutura da Secretaria Municipal da Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde é atualmente composta por seis áreas, sendo 4


subsecretarias e outras duas instâncias (o Conselho Municipal de Saúde e o Hospital do
Servidor Público Municipal). A Divisão de Saúde Mental está atualmente sob o guarda-
chuva da Coordenadoria de Atenção Básica (CAB), parte da Secretaria Executiva de
Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde (SEABEVS), podendo articular-se
com as outras áreas que possuem sua própria governabilidade– tais como a Secretaria
de Atenção Hospitalar e a Central de Regulação de Urgência e Emergência. Além disso,
os Contratos de Gestão com as parceiras de SMS estão localizados nas Coordenadorias
Regionais de Saúde (CRS).

Mais informações podem ser encontradas em Saúde | Secretaria Municipal da Saúde |


Prefeitura da Cidade de São Paulo

APONTE SUA CÂMERA


NO QR CODE

6
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Estrutura atual
da RAPS do MSP
Tabela 1 A - Atenção Básica
Nível de Acesso para Critérios para
Tipo de Serviço Descrição
Atenção população admissão
A UBS é o principal Ponto de
Atenção à Saúde na Atenção
Básica e a principal Porta de
Entrada do SUS. Caracteriza-se
por um conjunto de ações de
saúde, no âmbito individual
e coletivo que abrange a
promoção e a proteção da
Qualquer
saúde, a prevenção de agravos, munícipe
UBS
o diagnóstico, o tratamento, a
reabilitação, redução de danos Porta Aberta que viva no
e a manutenção da saúde (territorializado)
com o objetivo de desenvolver
uma atenção integral que
território
impacte na situação de saúde
e autonomia das pessoas
adscrito
e nos determinantes e
condicionantes de saúde das
coletividades. Tem diferentes
programas e estratégias que
abarcam a saúde mental.

Parte da UBS, realiza


abordagem e cadastramento

Atenção por meio de escuta qualificada


e formação de vínculo com as
pessoas em situação de rua.

Básica Realiza o acompanhamento


em saúde com consultas,
Qualquer
orientações, assistência munícipe
Consultório integral à saúde da mulher,
Porta Aberta
gestante e puérpera, crianças que viva no
na Rua e adolescentes, população (territorializado)
LGBTIA+, idosos e a todos
os grupos populacionais de
território
todas as etnias. É responsável
por ampliar o acesso à saúde,
adscrito
articular e prestar atenção
integral à saúde de pessoas
em situação de rua em
determinado território;

Tem como proposta promover


a convivência entre todas as
Qualquer
pessoas, sobretudo as pessoas munícipe
CECCO
com transtornos mentais, com
deficiências, idosos, crianças Porta Aberta que viva no
e adolescentes, pessoas em (territorializado)
situação de rua, dentre outros.
Oferece oficinas e espaços de
território
convívio coletivo públicos. adscrito

7
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Tabela 1 B - Atenção Básica


Nível de Acesso para Critérios para
Tipo de Serviço Descrição
Atenção população admissão
Composta por profissionais das
seguintes categorias: assistente
social, educador físico,
farmacêutico, fisioterapeuta,
fonoaudiólogo, nutricionista,
terapeuta ocupacional e
psicólogo. As especialidades
médicas indicadas para
compor a eMulti são:
Profissionais ginecologia, pediatria e Qualquer
psiquiatria. Os profissionais
em Equipes da eMulti devem desenvolver Porta Aberta munícipe que
suas atividades em todas
Multiprofissionais as UBS, com um trabalho
(territorializado) viva no território
integrado junto às equipes
da Atenção Básica de Saúde, independente adscrito
do modelo (ESF, Tradicional
ou Mista), compartilhando
práticas e saberes no manejo

Atenção ou resolução de problemas


clínicos e sanitários, ampliando
o escopo de ofertas da Atenção

Básica Básica.

São caracterizados pela


articulação dos serviços de
abordagem territorial e escuta
qualificada das Secretarias
Municipais da Saúde e de
Assistência e Desenvolvimento Qualquer
Serviço Integrado Social com a finalidade de
realizar busca ativa e articular
Porta Aberta munícipe que
de Acolhida o acesso às redes municipais
de saúde e assistência social. (territorializado) viva no território
Terapêutica I Também presta atenção
integral à saúde aos indivíduos
que sejam identificados
adscrito
como usuários abusivos
de substâncias psicoativas
localizados em cenas de uso
aberto e adjacências

8
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Tabela 2 - Atenção Psicossocial


Nível de Acesso para Critérios para
Tipo de Serviço Descrição
Atenção população admissão

Centro de Os Centros de Atenção


Atenção Psicossocial (CAPS) nas suas
diferentes modalidades são
Psicossocial pontos de atenção estratégicos
da Rede de Atenção sicossocial
(CAPS): Adulto, (RAPS): serviços de saúde de
caráter aberto e comunitário
Infantojuvenil constituídos por equipe

e Álcool e ultiprofissional que atuam Qualquer munícipe


sob a ótica transdisciplinar.
que viva no território
Drogas, nas Realizam prioritariamente
Atenção moadalidades II
atendimento às pessoas com
transtornos mentais graves Porta Aberta adscrito (acima de
(territorializado) 18 anos para CAPS
Psicossocial
e persistentes e às pessoas
(segunda a sexta, com sofrimento ou transtorno
Adulto e AD e até os
mental em geral, incluindo
das 7 às 19hs) e aquelas com necessidades
18 anos para CAPS IJ)
decorrentes do uso de crack,
III (24hs, 7 dias álcool e outras drogas, em
por semana, com sua área territorial, sejam
em situações de crise ou nos
acolhimento de processos de reabilitação
psicossocial. São serviços
segunda a sexta substitutivos ao modelo asilar

das 7 às 19hs)

Os empreendimentos se
organizam com base no Grupo de
modelo de cooperativas
sociais, constituídas com a acolhimento
finalidade de inserir pessoas
em desvantagem no mercado mensal
econômico por meio do
trabalho, de maneira a
levar em conta e minimizar
as dificuldades gerais e
individuais das pessoas que
nelas trabalharem, conforme
Lei 9867. Na prática, os
Pontos de empreendimentos são Qualquer munícipe
Reabilitação Economia
formados por um grupo de
usuários/trabalhadores fixo
que viva no território
adscrito (acima
Psicossocial Solidária
e que tenha manifestado
interesse na sua adesão ao
de 18 anos)
empreendimento, e tenha
sido aceito pelo grupo, com Porta Aberta
a intermediação da equipe
técnica do serviço. Ao ingressar
em um empreendimento, os
trabalhadores/usuários ou
seus curadores tomam ciência
e concordam assinam com
as regras de funcionamento
dos empreendimentos e
suas relações, através da
assinatura do Termo de Adesão
, elaborado em Assembléia

As Unidades de Acolhimento Qualquer munícipe


Unidade de (UA) são serviços residenciais acima de 18 anos
de caráter transitório que, CAPS AD de
Acolhimento mediante discussão
Atenção
articulados aos outros pontos
de atendimento da RAPS, referência com CAPS AD de
Adulto (UAA) acolhem temporariamente
Residencial pessoas com necessidades
decorrentes do uso de álcool
referência
em Caráter Unidade de e outras drogas, de ambos
os sexos, que apresentem
Qualquer munícipe
Acolhimento CAPS IJ de entre 10 e 18 anos
Transitório
acentuada vulnerabilidade
social e/ou familiar e precisam
mediante discussão
Infantojuvenil de acompanhamento
terapêutico e proteção referência com o CAPS IJ de
(UAIJ) temporária.
referência

9
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Tabela 3 - Atenção Residencial em caráter transitório


Nível de Acesso para Critérios para
Tipo de Serviço Descrição
Atenção população admissão
O SIAT II situa-se próximo
às cenas de uso aberto de
drogas em equipamento
com instalações físicas para
tratamento em saúde na
lógica da redução de danos
e acolhida de curto prazo,
Qualquer
Serviço
incluindo estratégias para
promover higiene, tratamento
munícipe que
em saúde, ressocialização, viva no território
Integrado descanso e lazer. Funciona Encaminhamento da
de forma integrada entre adscrito (acima de
de Acolhida saúde e assistência social, equipe de abordagem
visando dar respostas mais de rua (SIAT I) 18 anos para CAPS
Terapêutica II imediatas às necessidades
Adulto e AD e até
de cada indivíduo nestes dois
(SIAT II) aspectos, sensibilizando-o para
os 18 anos para
seguimento do tratamento a
médio e longo prazo através
do encaminhamento ao SIAT
CAPS IJ)
III ou outros equipamentos da
rede de saúde e assistência,
incluindo a possibilidade de
retorno familiar.

O Serviço Integrado de
Acolhida Terapêutica -
Tratamento e Profissionalização
- SIAT III se caracteriza como
ação integrada de serviços e
equipamentos das Secretarias
Municipais da Saúde, de
Assistência e Desenvolvimento
Social e de Desenvolvimento
Atenção Econômico e Trabalho para
acolhida de médio prazo

Residencial com tratamento em saúde,


ações de assistência social e

em Caráter
de qualificação profissional.
Serviço as dificuldades gerais e Encaminhamento Qualquer
individuais das pessoas
Transitório Integrado que nelas trabalharem, via SIAT II, CAPS, munícipe que
conforme Lei 9867. Na prática, CREAS, Centro Pop
de Acolhida os empreendimentos são Encaminhamento via viva no território
formados por um grupo de
Terapêutica III usuários/trabalhadores fixo SIAT II, CAPS, CREAS, adscrito (acima
e que tenha manifestado Centro Pop
(SIAT III) interesse na sua adesão ao de 18 anos)
empreendimento, e tenha
sido aceito pelo grupo, com
a intermediação da equipe
técnica do serviço. Ao ingressar
em um empreendimento, os
trabalhadores/usuários ou
seus curadores tomam ciência
e concordam assinam com
as regras de funcionamento
dos empreendimentos e
suas relações, através da
assinatura do Termo de Adesão
, elaborado em Assembléia

O SCP é um serviço voltado


para pessoas que façam Porta
uso abusivo de álcool e Qualquer
Serviço de outras drogas e estejam em referenciada
situação de vulnerabilidade munícipe que
Cuidados ou risco social que oferece 39 (via Hospital
leitos, acompanhamento e viva no território
Prolongados tratamento fundamentados Cantareira ou
na lógica da abstinência, com adscrito (acima
(SCP) permanência possível por até CAPS AD do
90 dias e posterior seguimento de 18 anos)
do cuidado. município)

10
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Tabela 4 - Desinstitucionalizaççao
Urgência e Emergência
Nível de Tipo de Acesso para Critérios para
Descrição
Atenção Serviço população admissão
Serviços Residenciais Terapêuticos Ter vivido ou
(SRT) são moradias inseridas
na comunidade, destinadas seguir vivendo
a cuidar de pessoas com
transtornos mentais crônicos Demandas por dois anos
Serviços
com necessidade de cuidados
de longa permanência, avaliadas ou mais,
prioritariamente egressos de
ininterruptos, em
Desinstitucio- Residenciais internações psiquiátricas e de
hospitais de custódia, que não
pela
instituição asilar
nalização Terapêuticos possuam suporte financeiro,
social e/ou laços familiares
Secretaria caracterizada
(SRT) que permitam outra forma de
reinserção, de acordo com as Municipal da como Hospital
diretrizes descritas na Portaria
nº 106 (Brasil, 2000) e normativas Saúde Psiquiátrico
relacionadas). São dispositivos
estratégicos no processo de ou Hospital de
desinstitucionalização.
Custódia;
As UPAs e PSs funcionam 24 horas
por dia, sete dias por semana,
e podem atender grande parte
das urgências e emergências.
Prestam atendimento resolutivo
e qualificado, estabilizando
os pacientes e realizando a
investigação diagnóstica inicial,
de modo a definir a conduta
necessária para cada caso, bem
como garantir o referenciamento
dos pacientes que necessitarem
de atendimento. Mantem
Unidades pacientes em observação, por Qualquer
de Pronto
até 24 horas, para elucidação
diagnóstica ou estabilização
clínica, e encaminham aqueles
Porta munícipe
Atendimento que não tiveram suas queixas
Aberta independente
resolvidas com garantia da
(UPA) continuidade do cuidado do território
para internação em serviços
hospitalares de retaguarda,
por meio da regulação do
acesso assistencial.O objetivo
é concentrar os atendimentos
de saúde de complexidade

Urgência e
intermediária, compondo uma
rede organizada em conjunto
com a atenção básica, atenção
Emergência hospitalar, atenção domiciliar e o
Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência - SAMU 192.

Unidade especializada para


pronto atendimento a quadros
psiquiátricos agudos e graves, Qualquer
Porta
que indicam impor¬tante risco
Pronto à segurança do usuário e seu
entorno. Após a avaliação e
munícipe
Socorro (PS) esta¬bilização da crise é feita
a referência a continuidade do Aberta independente
cuidado no território, ou acionado
o suporte hospitalar se necessária
do território
observação prolongada

O 192 é um serviço
de atendimento
Ligação Qualquer
munícipe
SAMU pré-hospitalar 192 independente
de urgência e
emergência do território

11
Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do Município de São Paulo

Tabela 5 - Atenção Hospitalar


Nível de Acesso para Critérios para
Tipo de Serviço Descrição
Atenção população admissão
Oferece tratamento hospitalar
para casos graves relacionados
aos transtornos mentais e ao
uso de álcool, crack e outras
drogas, em especial de
abstinências e intoxicações
severas. O cuidado
ofertado deve estar articulado
com o Projeto Terapêutico Solicitação de
Singular (PTS) desenvolvido
pelo serviço de referência do leito para
usuário e a internação deve
ser de curta duração até a
estabilidade clínica. O acesso
Regulação Qualquer
Atenção Leitos em aos leitos neste Ponto de
Atenção deve ser regulado
Municipal via munícipe
Hospitalar Hospital com base em critérios clínicos.
No caso do usuário acessar a
CAPS AD III, independente do
rede por meio deste Ponto de
IJ II e III, UPA, território
Atenção, deve ser
providenciado sua vinculação
e referência a um Centro de PS, outro
Atenção Psicossocial, que
assumirá o caso após alta. A Hospital
equipe que atua em enfermaria
especializada em saúde
mental de Hospital Geral deve
ter garantida composição
multidisciplinar e modo de
funcionamento interdisciplinar.

Como encontrar um serviço:


Busca saúde: [Link]

APONTE SUA CÂMERA


NO QR CODE

Geosampa: [Link]

APONTE SUA CÂMERA


NO QR CODE

12

Você também pode gostar