A melhor das verdades é a melhor parte destas verdades!
APRESENTAÇÃO EM LOJA
(Em forma de jogral)
Prefácio: [1,2,3,4,5,6,7,8,9]
Como o tema é sobejamente abordado na literatura maçônica, virtual ou
física, não nos preocupamos com a originalidade do texto e nem
mesmo requisitamos qualquer autoria; é, pois, uma simples compilação
e adaptação da bibliografia apresentada.
O que nos motivou, foi a divulgação do conceito, uma vez que, na vasta
tapeçaria da Maçonaria, onde tecelões denominados símbolos, rituais e
ensinamentos se entrelaçam para tecer uma teia de busca constante pelo
aprimoramento humano, emerge este conceito central e muitas vezes,
apenas sutilmente compreendido: a Egrégora.
Este termo refere-se a uma espécie de “consciência coletiva” que se forma
e se fortalece pela união das intenções e emoções dentro do grupo. Na
Maçonaria, a Egrégora representa o espírito vivo e dinâmico que surge
quando irmãos de todas as origens e trajetórias se reúnem, movidos por
um propósito comum de crescimento moral, intelectual e espiritual. Na
nossa verdade, é um sentimento, não ocultismo.
A criação e manutenção de uma Egrégora forte e vibrante exigem
compromisso e intenção consciente. Neste contexto, compreender a
Egrégora Maçônica é mergulhar na essência da fraternidade.
É entender que o verdadeiro trabalho maçônico não se limita ao
aperfeiçoamento individual, mas sim à construção de um mundo mais
justo, mais iluminado, onde cada ação reverbera na grande obra do
Grande Arquiteto do Universo
Introdução: [1,2,3,4,5,6,7,8,9]
A origem do termo EGRÉGORA é a mesma de gregário, do latim
“gregariu”: o que
faz parte da grei, ou seja, rebanho, congregação, sociedade, conjunto
de pessoas. Falar de Egrégora, pode ser arriscado, pois como todo
tema subjetivo, existem opiniões e interpretações conforme as verdades
individuais; há quem afirme não existir egrégora maçônica e os seus
“poderes”, apenas por não temos respaldo ou amparo nos nossos rituais
ou leis; contudo, trata-se antes e somente, de um conceito com fins
unos e que vem sendo paulatinamente assimilado entre nós, em âmbito
absolutamente subjetivo; não muda e nem cria obstáculos aos
preceitos
maçônicos.
A Egrégora Maçônica é, assim, um conceito fascinante e representa a
reunião de forças mentais e espirituais dos irmãos congregados em Loja. É
como se fosse uma ligação psíquica e espiritual à essência de todo
Maçom, presente ou não. É um conceito que passou a ser, apesar das
discussões, fundamental na nossa Instituição.
A Egrégora é, pois, uma aura formada pela união de um grupo, uma força
da alma coletiva que transcende o simples processo aritmético, resultando
em algo infinitamente superior. Quando os Maçons se reúnem, como neste
exato momento em que lemos este texto, essa energia coletiva se
manifesta, criando um campo de influência poderoso.
É como se a soma das partes fosse maior que o todo, uma sinergia
espiritual que transcende o indivíduo.
Vale ressaltar que a mesma somente ocorre com uma pluralidade de
indivíduos e, portanto, com o interesse coletivo prevalecendo em
detrimento do individual. Para que a egrégora seja boa e se torne mais
forte, todos os indivíduos presentes devem estar imbuídos do mesmo
espírito e sentimento, tornando a energia mais limpa e mais forte.
Isto não significa dizer, no entanto, que deixaremos de lado as nossas
convicções e pensamentos, mas devemos sempre refletir acerca das
mesmas e nos permitir ouvir pontos de vista diferentes dos nossos.
Não é aceitável que a soberba, os desejos individuais ou grupais,
suplantem sentimentos tão puros como empatia, fraternidade, alteridade e
irmandade, comprometendo a Egrégora de um todo muito maior.
A forma que escolhemos para a apresentação, está diretamente
relacionada a complexidade e subjetividade do tema e a peça musical
escolhida para acompanhar a imersão no tema foi “Adagio for Strings”
(Adágio para Cordas) de Samuel Barber. Essa composição clássica cria
uma atmosfera de profundidade e contemplação, perfeita para refletir
sobre a Egrégora Maçônica e a sua simbologia, composta apenas, de
sentimentos recíprocos num grupo com ideias e objetivos comuns.
Esperamos tocá-los nas vossas almas e nas vossas consciências.
Desenvolvimento: [1,2,3,4,5,6,7,8,9]
A Egrégora Maçônica
No centro do círculo de luz e mistério,
Emerge a Egrégora, sublime e profunda,Entrelaçando almas em
etéreo cenário, Na Loja secreta onde a verdade se funda.
Silenciosa testemunha das eras passadas,Guardiã de segredos
antigos e nobres, Na câmara secreta, à luz ténue,
Os Maçons se reúnem, unidos em espírito e mente.
No abraço que se entrelaça, alma encontra alma, Emerge a egrégora de amor
e paz sem igual,
Do calor que transcende o corpo
e a alma, Nasce a união que
ecoa como um doce sinal.
Egrégora, força invisível, intangível,
Nasce da congregação, do elo [Link] cada gesto, em cada
palavra entoada, A Egrégora pulsa, unindo nobres corações.
Na harmonia dos rituais, na paz do recinto,Reside o poder da união fraternal,
Em cada passo, em cada compasso distinto,A Egrégora se ergue, eterna,
imortal.
Sob o olhar das estrelas e dos mestres do além,Tece-se o laço que
transcende o tempo, E na luz que ilumina cada irmão, cada além,A
Egrégora floresce, em eterno alento.
Braços que se abrem como asas ao vento, Aconchegam corações em sincero
afeto, E no enlace fraterno, o tempo é momento, De sermos um só, num
vínculo completo.
Que a sua essência perdure, firme e serena,Nos corações dos que
buscam a luz, Pois na Egrégora Maçônica, a chama plena,
É o elo que une o humano e, ao divino, conduz.
Na Loja de mistérios ergue-se o templo, Onde a luz e a sombra dançam em
segredo, Entre colunas de sabedoria e exemplo,
Brota a Egrégora, num elo sem medo.
Pedras vivas, polidas por mãos sábias, Simbolizam a busca por luz e
verdade, No silêncio das palavras, na paz da vida,Irmandade é o vínculo, é
eternidade.
De avatares nasce uma força magnética,
É um véu lançado sobre as cabeças dos circunstantes, Que
hipnoticamente, sabedoria irradia,
E reforça a inteligência divina.
Cada gesto é um símbolo, cada olhar é prece,A ritualística tece o laço fraterno
Na egrégora que se forma, feita de pureza,Vibra a energia que nos faz mais
fortes,
E Unidos pelo laço que a vida com destreza tece, Somos luz que brilha
em noites sombrias.
No coração do iniciado, a chama aquece,Na Egrégora Maçônica, eterno alento,
Entre mistérios e símbolos se eleva o ser, Na jornada do aprendiz, a luz se
revela, No trabalho constante, no querer viver.
Egrégora Maçônica, chama que não se vela,
Assim, na Loja erguida pela fraternidade, A Egrégora se fortalece, em união,
Guardiã do saber, da justiça e da bondade,Eleva-se em cada coração.
Que cada abraço seja um elo de esperança, Que cada gesto de carinho
fortaleça o laço, Que a egrégora nos guie com a sua bonança,
Para construirmos juntos um mundo de abraços.
E assim, na Loja, na união sagrada,
A Egrégora Maçônica se ergue, transcendente, No abraço e na egrégora
de amor fraternal,
Encontramos a essência da vida
no seu fulgor, E seguimos
adiante, unidos pelo calor,
Do abraço que transcende, feito de puro ardor. Guardiã dos mistérios,
buscando
aperfeiçoamento,
Na luz coletiva, os Maçons, o seu desígnio encontram.
E na senda da verdade e da perfeição,
Que os compassos e esquadros guiem os nossos passos, Que a Egrégora
Maçônica, entre abraços,
Se perpetue, em todas as gerações!
Conclusão: [1,2,3,4,5,6,7,8,9]
Muito obrigado a todos e para estimular ainda mais a nossa EGRÉGORA,
que para nós representa principalmente, o carinho, o respeito e a vontade
de compartilhar o espaço comum na busca do aperfeiçoamento possível
como ser humano, deixamos…
UM TRÍPLICE E FRATERNAL ABRAÇO A TODOS!
Marcio Antônio da Silva , Vanderlei Eduardo Inocente, Guilherme Marçal
Kanashiro, Gustavo Faccin, Tiago de Camargo Barros Luchetta –
Aprendizes
Coordenação específica
BIBLIOTECÁRIO: Ir∴ Walter R. Teixeira
COMISSÃO DE EDUCAÇÃO: Ir∴ Ivo Dalcanale
V∴ M∴ – Ir∴ Jackson Pitz
1º VIG∴ – Ir∴ Rodrigo Emanuel Marchetti 2º VIG∴ – Ir∴ Valmiré
Alexandre Ouriques
Coordenação da apresentação em loja
Ir∴ Bernd Otto Bubeck
Ir∴ Rodrigo Cristiano Ferreira Gomes
ARLS Palmeira da Paz nº 2121, Benfeitora da Ordem – Oriente de
Blumenau – Santa Catarina – GOB – GOB/SC
Setembro de 2024.
Referências:
[1] Egrégora Maçônica: Uma Visão Crítica – BANQUETE
MAÇÔNICO ([Link]).
[2] A EGRÉGORA MAÇÔNICA | Revista Universo
Maçônico ([Link]).
[3] ChatGPT.
[4] Gómez, Gabriel – A Egrégora Maçônica – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda.
[5] Costa, Auto Martins – Egrégora maçônica: fenómeno de força espiritual
– Maçonaria e Maçon(s) ([Link]).
[6] Gomes, Rodrigo, Rossa, Luiz Rossa e Santana, Édison – ARLS
Palmeira da Paz nº 2121, Benfeitora da Ordem – Alteridade, Egrégora e
Irmandade I e II.
[7] Fortes, Alexandre – “Egrégora” (esotérica) x “Egrégora” (figurativa).
[8] Simão, David; Duleba, João; França, Murilo; Ramos, Claúdio;
Igor, Cláudio; Rocha, Elton; Berehulka, Paulo Henrique – Egrégora
maçônica – uma visão crítica.
[9] Rodrigues, Luciano R. – Egrégora: um conceito totalmente
estranho à tradição maçônica.
*A EGRÉGORA*
Deriva do grego egregorien com o significado de "vigiar".
A Maçonaria aceita a presença da Egrégora em suas sessões litúrgicas. A
Egrégora é uma "entidade" momentânea; subsiste enquanto o grupo está
reunido; é formada pelas partículas espirituais de cada maçom presente.
Para que surja a Egrégora, é necessária a preparação ambiental, formada pelo
"som", pelo "perfume" do incenso e pelas vibrações dos presentes; surge
quando da abertura e leitura do Livro Sagrado; brota do livro como tênue fio
espiritual, adquirindo corpo etéreo com as características humanas.
Os mais sensitivos percebem essa entidade; ela se mantém silenciosa, mas
atua de imediato em cada maçom presente, dando-lhe a assistência espiritual
de que necessita, manipulando as "permutas" de maçom para maçom,
construindo assim a Fraternidade.
Para cada Loja forma-se uma Egrégora específica. Quando as Lojas reúnem-
se em congressos e se apresentam ritualisticamente, observada a liturgia,
essas entidades específicas podem formar um Egrégora para cada grupo.
Os céticos não aceitam essa entidade; porém o maçom espiritualizado deve
procurar os seus efeitos e esforçar-se para visualizar a sua Egrégora.
*Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino*
(- 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 132.)
Introdução
A Maçonaria Moderna identifica-se, de forma geral, com um mote: “a busca da
verdade”.
Pela sua vasta história e amplitude geográfica, produziu ritos diversos e linhas
de estudo
que podem ser equiparadas às múltiplas vertentes do conhecimento humano.
Mas, pelas
mais diversas que sejam as suas formas de atuação, a Ordem Maçônica não
pode
esquecer-se quanto ao compromisso do seu objetivo principal: elucidar a mente
e dissipar
as trevas da ignorância.
No entanto, alguns temas suscitam maiores reflexões do que outros. O tema do
presente
trabalho – “A Egrégora Maçônica” – é um dos que se apresenta arenoso.
Eivado de
muitas ilações, sensações, até inspiradas, construiu um ambiente enigmático
para o
pesquisador maçônico atento à intenção de atingir certo grau de assertividade.
Diante
desta circunstância, o ARLS Caminho de Luz, que adota o REAA, permitiu-se
adicionar
um subtítulo ao tema, qual seja, “Uma Visão Crítica”.
A visão crítica a que se refere aqui é aquela que busca identificar os reais
fundamentos de
qualquer finalidade. Uma vez esmiuçado o conceito, reconstrói-se o mesmo
com a
responsabilidade de referenciar a pesquisa, a lógica e a razão, e não crenças
efêmeras ou
sensações pessoais.
Egrégora, para muitos Maçons, significa a reunião de forças mentais e
espirituais dos
irmãos congregados em Loja, na presença de uma entidade espiritual. Ou
ainda, conforme o
Rito, a ligação psíquica e espiritual à essência de todo Maçom que existe ou já
existe.
Assim, ouve-se em reuniões maçônicas do REAA explicando das mais
variadas formas, se
utilizando do misticismo, esoterismo, e de tantas outras quase ciências para
tentar dar
sentido para encontro dos irmãos em loja.
No entanto, baseando-se num resgate histórico, nos fundamentos iluministas
da Maçonaria
Especulativa, bem como no berço de nascimento do REAA, outro significado
para
“Egrégora” pode ser identificado.
A despeito das cargas esotéricas, a união de designs e o foco comum na
execução
ritualística apresentam-se, aparentemente, como fatores importantes a serem
treinados na
geração do chamado “espírito de corpo”, de pertencimento e aglutinação.
Por razão desta dualidade de conceitos, tão díspares, o tema foi desenvolvido
buscando
um resgate histórico do contexto da formação da Maçonaria especulativa, e,
nesta esteira, a
identificação dos objetivos eleitos para serem a razão de atuar da Maçonaria
através do
REAA. Em sequência, procurar-se-á verificar se é plausível a hipótese de que a
Maçonaria
brasileira, impregnada pela forte presença da mística latina, deturpou posições
iluministas
do REAA ao fazer inserir passagens ritualísticas e conceitos exógenos em sua
doutrina.
Com isso, pretende-se identificar racionalmente os motivos pelos quais os
irmãos se
reúnem com espírito mais associativo e profícuo em algumas sessões do que
noutras.
Desenvolvimento
Brevíssimo resgate histórico
A Maçonaria foi levada para França pelos Stuarts e a sua corte, quando estes
foram
exilados no Castelo de Saint Germain. Teria sido a primeira manifestação
Maçônica em
território Francês. Descende ainda, conforme o Historiador G. Bord, do
regimento criado por
Carlos II, chamado Guardas Irlandeses (Procedimentos Ritualísticos 1o Grau,
p.9).
Ainda na França, o gérmen do Rito Escocês Antigo e Aceito bebe do
iluminismo, que rompe
com a lógica obscurantista e passa ao pensamento científico racional.
Representava a
vitória da ciência sobre a superstição que dominava o pensamento medieval.
Também, poderia. Na Idade Média, período que durou do Século X ao XV o
homem viveu
aprisionado no seu pequeno mundo, cheio de superstições e medos. Com
pouquíssimas
pessoas alfabetizadas de fora do clero, a igreja atuava como fornecedora de
justificativas
religiosas para todos os momentos. As epidemias e catástrofes eram quase
sempre
atribuídas ao diabo e resolvidas com exorcismos, sinais da cruz e outros
simbolismos.
3/11
Os Reis respeitavam o poder da igreja e esta, por sua vez, dependia deles para
a sua
proteção e patrocínio. Tendo o controle do poder espiritual, e também político e
financeiro,
a Igreja Católica foi responsável por manter a ordem social da Idade Média.
Isto fica evidente, com base no fragmento de um texto da época:
Deus quis que, entre os homens, uns fossem senhores e outros servos, de tal
maneira
que os senhores estivessem obrigados a venerar e amar a Deus, e que os
servos
estivessem obrigados a amar e venerar o seu senhor (...).
O surgimento da Maçonaria Especulativa está intimamente ligado a vários
acontecimentos
ocorridos na Europa. No final do século XV, o Mercantilismo permitiu o
surgimento das
pequenas indústrias, e as expansões marítimas trouxeram mudanças na
consciência
popular. O ceticismo, que questionava a autoridade tradicional (nobreza e
clero) desaguaria
em conceitos mais claros e universais.
Princípios Humanistas resgataram a filosofia da Grécia Antiga, tentando
encontrar respostas
racionais sem a utilização da religião e da superstição.
O século XVIII trouxe uma nova etapa ao Renascimento, o Iluminismo. Os seus
ideais
espalharam-se por quase toda a Europa, jogando luz sob as ideias obsoletas e
supersticiosas da Idade Média, conhecida como a Noite dos Dez Séculos.
Os entraves para a evolução do homem serão provavelmente retirados e com
isso, a Razão
deveria ser a sua guia, atualizando a antiga crença religiosa e ganhando maior
liberdade
política, econômica e social.
Ao que consta, tanto o nascimento da Maçonaria Especulativa quanto o
florescimento do
REAA, advêm de o homem ter relembrado a sua condição especial: a
racionalidade. Neste
contexto, os grandes inimigos da Maçonaria são eleitos e os seus antídotos
enfaticamente recomendados, chegando aos rituais franceses o juramento
maçônico de se combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os
erros, além de se lutar perenemente contra o fanatismo e a superstição.
Os inimigos da Maçonaria enfatizados no [Link] o contexto
histórico francês da REAA, surge uma dúvida séria quanto à compatibilidade do
conceito de Egrégora Maçônica num rito que exige dos seus membros o
juramento de reforçar os grilhões da humanidade.
Assim, com o intuito de bem identificar os significados contidos nos
substantivos que representam os inimigos da Maçonaria, em especial para o
REAA, é que se enxergue a necessidade do detalhamento de seus conteúdos.
4/11
A Maçonaria tem por objectivo o combate aos “grilhões” da humanidade, como
o despotismo, o preconceito, a ignorância e o erro, dessa forma buscando
glorificar a verdade e a justiça.
Entende-se por grilhões uma forma de restrição de liberdade, mas não
somente ao sentido de liberdade como o de circular livremente, mas sim a
liberdade de pensamento, liberdade
essa que se alcança através da capacidade de discernir; e o discernimento, por
sua vez, é um exercício pela razão.
O discernimento é necessário ao Maçom, pois somente pode ser considerado
livre aquele que não está aprisionado aos grilhões do preconceito, da
ignorância, do erro e da superstição. A Razão unida à inteligência deve ser
usada pelo uso correto do Maço e do Cinzel. A Pedra Bruta deve ser
transformada aplicando-se nela a Razão e a Inteligência para ser utilizada no
Edifício Social como uma Pedra Cúbica, de forma justa e perfeita.
Entende-se por preconceito o julgamento preconcebido, que se manifesta
numa atitude discriminatória, perante pessoas, crenças, sentimentos e
tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que
não tem fundamento sério. A ignorância é uma condição da pessoa que não
tem conhecimento da existência ou da funcionalidade de algo. O estado da
pessoa desprovida de conhecimentos; sem cultura;
condição de quem não tem estudo. O erro é definido como uma opinião,
julgamento contrário à verdade. Falsa doutrina ou opinião falsa. Um engano ou
equívoco.
A superstição, outra masmorra da razão, pode ser definida como um desvio do
sentimento religioso, fundado no temor ou na ignorância, e que empresta
caráter sagrado a certas práticas destituídas de qualquer transcendência.
Define-se, também, como uma crença em que se confia em situações com
relações de causalidade que não podem se mostrar de forma racional ou
empírica. Ela geralmente está associada à suposição de alguma força
sobrenatural, que pode inclusive ser de origem religiosa, agiu para promover a
suposta causalidade.
As superstições são, por definição, não fundamentadas na verificação de
qualquer espécie.
Elas podem ser tradicionais em tradições populares, normalmente relacionadas
com o pensamento mágico. O supersticioso acredita que certas ações
(voluntárias ou não) podem influenciar de maneira transcendental em sua vida.
O elo causal entre a atitude do supersticioso e o efeito que se supõe ocorrer é,
em muitos casos, difuso, muitas vezes não declarado e sempre impossível de
ser verificado ou sem cunho científico.
5/11
Esta maneira de pensar baseada na razão, não só viola os princípios da
ciência, mas aprisiona aquele que assim envelhece. A Maçonaria se levanta
contra a superstição por já ter experimentado, nas brumas da história humana,
a facilidade com que homens sem escrúpulos manipulam pessoas através de
crenças, retirando-lhes a liberdade de ação e de pensamento.A egrégora
maçônica no REAA e a sua origem possível (e equivocada) Algumas definições
da Egrégora Maçônica que estão disponíveis em livros e repositórios levam o
Maçom a pensar em entidades terrenas e espirituais trabalhando juntas, com
princípios místicos envolvidos, formando uma unidade ativada pela suposta
energia do [Link] alguns autores, como Jorge Adoum e Nicola
Aslam, a Egrégora Maçônica, se “bem feito”, com o encontro de fortes e
idênticas vibrações, com pensamentos da mesma natureza, um ser verdadeiro
ganharia vida e ficaria animado de uma força boa ou má conforme o género
dos pensamentos emitidos pelos participantes.
Orlando Soares da Costa, preceitua:
“O nosso corpo, tal como o planeta Terra, é um verdadeiro campo
eletromagnético.
As células do nosso corpo são basicamente compostas de sódio e potássio.
Basta um
pequeno conhecimento de física elementar para saber que nosso corpo físico é
uma
grande bateria. Cada célula do nosso corpo está ligada a três dos nossos
sistemas: o
Nervoso, o Circulatório e o Imunológico. Interessa-nos neste momento apenas
o
Nervoso. Isto como sabemos, é formado por miríades de pequenos feixes
capilares
que se encontram em dois grandes eixos, os sistemas nervoso simpático e
parassimpático, que se unem num eixo central que é a medula, que conduz
toda a
carga energética ao conjunto cerebral na nossa caixa craniana, através do
hipotálamo.”
Inclusive autores maçônicos que se autodenominam ligados à REAA,
identificam a presença
da ente Egrégora e atribuem-lhe uma posição central nas sessões ritualísticas.
Um deles é
Rizzardo da Camino. No seu livro “O Aprendizado Maçônico” [1] , ele traz-nos:
6/11
“As Lojas mais “espiritualizadas”, emprestam à Cerimônia, atenção especial; há
um
fundo musical adequado; a luminosidade passa a ser mais amena com colorido
adequado; todos de pé; o Oficiante ajoelha-se; ergue com ambas as mãos o
Livro
Sagrado e lhe faz a leitura. Este momento é de expectativa. Os videontes
notam a
formação de um “SER ESPIRITUAL”, com semelhança ao ser humano, com
características angélicas, envolto em nuvens diáfanas; cresse e cobre a todos
os
presentes, permanecendo em flutuação, tenuemente visível, sem perturbar
pelo seu
mistério. É “um corpo espiritual” que se forma; os seus componentes são
retirados da
aura de cada um dos IIr.·. presentes. É uma Egrégora. É o mistério que faz de
cada
um, um só ser; todos os Maçons passam a uma individualização única; é a
harmonização dos pensamentos, dos ideais, dos propósitos; é a aura geral, o
esplendor único. É uma transformação do corpo físico em corpo místico; é a
fusão de
todos numa corrente divina. A Egrégora é um ser real, que permanece
enquanto o
Livro Sagrado permanece aberto. E “ele” é corpo divino e místico, esotérico e
diáfano,
faz parte da “cobertura celestial”. É a proteção real. Não há mais o porquê de
um Ir.·.
manter com outra qualquer dissonância, pois todos passaram a formar um só
corpo,
fundidos e imersos na Egrégora.”
A leitura das linhas acima, em contraste com as definições trazidas no tópico
anterior sobre
superstição, dá condição ao pesquisador questionar maçônico a validade e
existência desta
entidade chamada Egrégora. Afirmar pela existência e formação de um campo
vibracional
energético, sem qualquer lastro doutrinário ou simbólico oficialmente admitido
pelos rituais,
muito menos cientificamente válido, alcança, aparentemente, as raias da
fantasia,
encobrindo os reais motivos pelos quais os maçons, no REAA, se reúnem
sessão de Loja.
Diante de tal panorama, questione-se o real motivo dessa influência
exacerbada do
misticismo no pensamento maçônico latino. Por que razão a cultura maçônica
brasileira
aceita melhor os fatos explicados com base em argumentos metafísicos do que
aqueles
explicados com bases científicas?
Sem dúvida que a característica dos povos latinos de serem susceptíveis a
influências do
misticismo não lhe é exclusiva. A Humanidade de modo geral sempre esteve
sujeita às
influências de tudo aquilo que não se pode explicar. Desde as mais priscas
eras, o
pensamento do homem foi levado por evolução mística. Já na Grécia Pré-
Socrática toda e
qualquer explicação era dada com base em atos praticados por deuses ou
semideuses de
sua mitologia.
Mais tarde, com a ascensão do Império Romano, a cultura grega foi absorvida
pelo povo
romano e o misticismo foi mais arraigado ainda nas crenças da população.
Os latinos foram um antigo povo de origens indo-europeias previstas na
Península Itálica,
mais precisamente na costa do Mar Tirreno, na região hoje chamada de Lácio,
local onde
se encontra a cidade de Roma. Este povo contribuiu de forma determinante na
formação do
povo romano, que absorveu a sua língua e cultura. Por esta razão, muitas
vezes o termo
“latino” é empregado como sinônimo de “romano”.
7/11
Os latinos e depois os romanos antigos acreditaram ser descendentes de
Marte, o Deus
grego da guerra, relacionando a isso o caráter de ser um povo extremamente
belicoso.
Mesmo após a queda do Império Romano, com o domínio dos povos bárbaros,
passou-se a
evidenciar a opinião monoteísta num ser supremo.
Com o evoluir da História, os povos europeus passaram a sofrer forte influência
da Igreja
Católica nas Idades Média e Moderna. Com o advento das grandes
navegações, os
colonizadores da América Latina, mais notadamente os espanhóis e
portugueses, essa
influência cruzou o oceano e desembarcou no novo continente, a América.
O indivíduo branco, que participou da formação da cultura brasileira, fez parte
de vários
grupos, que chegou ao país durante a época colonial. Além dos portugueses,
vieram os
espanhóis, de 1580 a 1640, durante a União Ibérica (período sob o qual
Portugal ficou sob o
domínio da Espanha). Entretanto, foram dois portugueses que receberam uma
herança
cultural fundamental, onde a história da imigração portuguesa no Brasil se
confunde com a
nossa própria história.
A mitologia portuguesa [2] é herdeira de um caldeirão de povos e culturas, com
mitologias
bastante diversas entre si, que deixaram um legado útil imaginário. Engloba o
conjunto de
narrativas maravilhosas e lendas sobre personagens e as suas fachadas,
fenômenos
naturais e objetos extraordinários ou regiões fantásticas, com características
sobrenaturais,
transmitidas de geração em geração, no decorrer dos séculos, tanto no campo
literário
como no da tradição oral. Todavia, um dos mais importantes legados
portugueses foi a
religião católica, crença de grande parte da população brasileira. O catolicismo,
profundamente arraigado em Portugal, deixou no Brasil as tradições do
calendário
religioso, as suas festas e procissões, tornando-se a religião oficial do Estado
até a
Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. Atualmente, o
Brasil é
considerado o maior país do mundo em número de católicos nomeados. De
acordo com o
IBGE 73,8% da população brasileira declara-se católica.
Com isso, os povos latino-americanos acabaram obviamente formando uma
cultura
essencialmente misticista, em virtude de toda influência na sua formação social
e política,
não apenas dos seus colonizadores, mas também dos próprios povos que já
habitavam o
continente antes da invasão europeia. Portanto, seria pouquíssimo provável
que tais povos
se desvirtuassem dessa característica.
Como hipóteses científicas, admite-se que essas situações sociológicas
pressionaram o
contingente de maçons brasileiros a tal ponto que, por um conforto ideológico-
religioso,
preferiu-se optar em descaracterizar passagens ritualísticas e tarefas
doutrinárias do REAA,
8/11
a buscar desenvolver-se aptidões de pesquisa metodológica científica,
geradoras da
liberdade de espírito. Tal particularidade constitui, em conjectura, o fundamento
da adição
do conceito de Egrégora Maçônica dentro do REAA.
Egrégora maçônica vs. Superstição e a espiritualidade autêntica
Há tempos o homem segue costumes, muitas vezes sem saber como surgiu e
por que
permaneceu até hoje, quando tudo parece ter esclarecimento lógico e racional.
Ocorre que
infelizmente a sociedade é alimentada por dogmas culturais e mídia
transbordada por uma
pseudociência mística que mistura a sua falácia com o jargão científico, mas
rejeita o
método científico como teste para as suas teorias.
Uma pseudociência é um mito que reivindica status científico, mas não quer ser
julgada
como tal. Ironicamente, a sua expansão só tende a aumentar, uma vez que nos
oferece
aquela visão romântica da vida que queremos ver, e é muito fácil acreditar em
algo quando
estamos com sede de nos apegar a qualquer coisa. Todos os dias os nossos
temas
culturais, o nosso sistema educacional, nas revistas, nos jornais, na televisão,
no rádio e
mesmo nas escolas nos bombardeiam com elas.
Apesar de serem possíveis características supersticiosas dentro de
praticamente todas as
religiões, é considerado um equívoco confundir as duas coisas. Religião não é
magia.
Enquanto uma prática supersticiosa, como um talismã ou uma simpatia,
propõe-se
melhorar a nossa existência aqui e agora no mundo físico, a religião tratada da
vida
espiritual. A superstição traz um benefício imediato, apenas por placebo,
enquanto a
religião busca a paz divina, envolvendo normas éticas e códigos de conduta.
Hipócrates de Cós é o pai da medicina. Ele é lembrado, principalmente, por
causa do
juramento hipocrático. Mas ele é celebrado principalmente pelos seus esforços
para
arrancar a medicina do terreno da superstição e trazê-la à luz da ciência. Numa
passagem
peculiar, Hipócrates escreveu:
“Os homens acham a epilepsia divina, simplesmente porque não a
compreendem.
Mas se chamassem de divino tudo o que não compreendem, ora, as coisas
divinas
não deveriam ter fim.”
A um Deus das Lacunas é atribuída a responsabilidade pelo que ainda não
compreendemos. Como o conhecimento da medicina, tecnologia e demais
disciplinas tem
se desenvolvido progressivamente, cada vez mais aumenta o que
compreendemos e
diminui o que tinha de ser atribuído à intervenção divina ou mágica.
Há milênios filósofos céticos cansados de respostas simples e despertados
pela admiração
e a curiosidade de descobrir o que há por trás dos mistérios que os cercam,
instavam em
atacar e desafiar tudo, a eles não escapando a crença nos deuses, que
dominantemente é
vislumbrado, de diversos formas, como factível de tal existência. Muitos,
contudo,
extinguem
9/11
o politeísmo e a existência de um Deus antropomórfico (com formas humanas)
conferindo a
Este uma unidade: o Todo, o Uno, as leis que governam o universo, o Criador
de um plano,
A energia e matéria, o espírito de posse e inteligência infinita, a Perfeição e as
formas que
denominamos de Natureza. O próprio génio e físico Albert Einstein tinha a sua
concepção
de que “Deus é a lei e o legislador do Universo“.
A busca pela verdade é campo da ciência e da racionalidade. O problema
desta busca é a
capacidade de interpretação, pois na cultura popular prevalece uma espécie de
Lei de
Gresham, segundo a qual a ciência ruim expulsa a boa, tornando-nos
analfabetos da razão.
Há 2.400 anos, Platão, no livro VII das Leis, deu a sua definição de
analfabetismo científico:
Aquele que não sabe contar um, dois, três, nem distinguir os números ímpares
dos
pares, ou que não sabe contar coisa alguma, nem a noite nem o dia, e que não
tem
noção da revolução do Sol e da Lua, nem das outras estrelas [...]. Acho que
todos os
homens livres devem estudar esses ramos do conhecimento tanto quanto
ensinam a
uma criança no Egito[...] Com espanto, eu [...] no final da vida, tomei
conhecimento
da nossa ignorância sobre essas questões; acho que parecemos mais porcos
do que
homens, e tenho muita vergonha, não só de mim mesmo, mas de todos os
gregos.
Competir aos homens, pela sua racionalidade, identificar e desmitificar todo o
conhecimento
do mal empregado, pela oportunidade de enxergarmos certos costumes com o
olhar crítico
da ciência, onde a dúvida só pode ser sanada pelas lentes das evidências. O
próprio
cepticismo nos deu amparo para questionar o, até então, inexplicável e sermos
livres de
facto.
Nesta toada, livres e de bons trajes, os Maçons têm o dever de se desvencilhar
das
amarras da falsa ciência. Os bons pedreiros, ao construírem os seus edifícios e
catedrais,
carecem de utilizar o conhecimento empírico e pragmático da engenharia, caso
contrário as
suas obras tendem a ruir. Na vida espiritual (leia-se espírito como
personalidade imaterial
da consciência) os Maçons têm os mesmos deveres, se desvencilhar das
amarras da
ignorância e do erro. Apesar disso vemos no meio Maçônico alguns trajes que
se
assemelham às ditas superstições, dentre elas aquelas trazidas do meio
profano e outras
que se originaram dentro de Loja, algumas por má interpretação, outras por
simples
influência do meio cultural no transcorrer dos tempos. Nisso podemos citar o
uso de
amuletos ou termos empregados de forma duvidosa ou equivocada, tal como a
concepção
da Egrégora Maçônica por muitos.
Conclusão
Os motivos que levam os Maçons do REAA a se reunirem em Loja, não
dependem de uma
energia vibracional gerada entre os irmãos, a colocação num uníssono ou
sincronia, mas
sim tal harmonia está em objetivos e ideais convergentes, a fim de poderem
melhorar nos
10/11
trabalhos da Maçonaria, em coerência com o Humanismo, que foi a base
teórica e filosófica
do Movimento Iluminista.
Ao se reunirem os Maçons, obtêm-se uma sinergia, resultado da somatória de
todos os
esforços específicos para os mesmos objetivos, mesmos fins, e que são muito
claros para
todos os praticantes do REAA: combater o despotismo, a ignorância, os
preconceitos e os
erros; glorificar a Verdade e a Justiça; promover o bem-estar do Pátria e da
Humanidade;
levantando templos à virtude e cavando masmorras ao vício.
A Maçonaria Especulativa busca entender, por meio da razão, a Natureza e o
papel do
homem no seu meio, por isso luta por manter-se livre das superstições,
temores e erros.
Por outro lado, não se pode deixar de considerar a importância da
espiritualidade que
outros Ritos Maçônicos no Brasil conservam nas suas práticas, tendo por base
a formação
religiosa do povo brasileiro, influenciada fortemente pela Igreja Católica, pelas
religiões
africanas e indígenas. E tal fato não é nem bom ou ruim, mas uma realidade
com as quais
os maçons devem aprender a conviver, em conformidade com os princípios da
tolerância e
livre credo.
Com ou sem mística, o que é de fato fundamental é agregar forças construtivas
para que os
maçons consigam dar formas concretas aos fins supremos de Liberdade,
Igualdade e
Fraternidade.
David Simão, João Duleba, Murilo França, Claúdio Ramos, Ricardo Igor, Elton
Rocha ,
AAp. Milímetros.
Orientação: Paulo Henrique Berehulka, 2o Vig.
Notas
[1] CAMINHO. Rizzardo da, O Aprendizado Maçônico. São Paulo: Livraria
Maçônica
Paulo Fuchs, maio de 2001. P. 96-97.
[2] In MITOLOGIA Portuguesa [online]. Disponível na internet através de
htt p s://[Link]/wiki/Mitologia_portuguesa . Consulta em 05 de Abril de
2017
Referências bibliográficas
htt p ://[Link]/mitologia-grega/teogonia-de-hesiodo /
htt p ://[Link]/2011/02/catequizacao-dos-povos-
indi g [Link]#!/tcmbck
[Link]
htt p s://[Link]/wiki/Miss%C3%B5es_jesu%C3%ADticas_na_Am
%C3%A9rica
htt p s://[Link]/wiki/Mitologia_portuguesa
11/11
htt p s://[Link]/cultura-brasileira /
[Link]
option=com_content&view=article&id=308
Os conceitos apresentados, com adaptações, foram consultados nos seguintes
sites:
htt p ://[Link] , htt p ://[Link]
Hernandes, Paulo Antonio Outeiro.
Curso de formação de aprendizes do Rito Escocês Antigo e Aceito.
1a edição – Londrina – Ed. Maçónica “A Trolha”, 2015.
Bauer, Alain
O Nascimento da Franco Maçonaria – tradução Fulvio Lubisco
São Paulo – Ed. Madras, 2008.
Pike, Albert e Pessoa, Fernando.
As Origens e os Ensinamentos da Maçonaria – tradução Fulvio Lubisco.
São Paulo – Ed. Madras, 2015.
Cortella, Mário Sérgio
Pensar nos faz bem – filosofia, religião, ciência e educação.
5a edição – Petrópolis – Ed. Vozes, 2015.
Procedimentos Ritualísticos, 1o Grau Rito Escocês Antigo e Aceito. 2016.
Ritual, 1o Grau – Aprendiz Maçom – Rito Escocês Antigo e Aceito. 2009.