Processos Psicológicos
Básicos
Professora Aryane Matioli
Sono
• Mesmo quando você está em um sono profundo, sua janela
perceptiva na verdade não está completamente fechada.
• Você se mexe na cama, mas consegue não cair.
• O ronco ocasional dos veículos que passam pode não perturbar seu
sono profundo, mas o choro vindo do berço de um bebê logo o
interrompe. O mesmo vale para o som de seu nome.
Sono
• Registros de EEG
(eletroencefalogra
ma) confirmam
que o córtex
auditivo do
cérebro responde
a estímulos
sonoros mesmo
durante o sono.
Sono
• Quando estamos dormindo,
assim como quando estamos
acordados, processamos a maior
parte das informações fora de
nossa percepção consciente.
Ritmos biológicos e sono
• O corpo tem uma sincronia rudimentar com o ciclo de 24 horas do dia e da
noite por meio de um relógio biológico chamado Ritmo Circadiano.
• A temperatura corporal aumenta à medida que a manhã se aproxima,
atinge o pico durante o dia, decresce momentaneamente no início da tarde
(quando muitas pessoas dormem a sesta) e começa a cair de novo antes de
irmos dormir.
• O pensamento fica mais afiado e a memória mais precisa quando estamos
no pico diário da atividade circadiana. Se virarmos a noite trabalhando,
podemos nos sentir mais exaustos por volta das 4 horas, ganhando um
novo gás após o horário em que normalmente acordamos.
• Por volta dos 20 anos de idade (um pouco mais cedo para as
mulheres), começamos a mudar de “corujas” energizadas pela
noite para “cotovias” amantes da manhã. A maioria das pessoas
na faixa dos 20 anos é coruja, melhorando o desempenho ao
longo do dia. Já a maioria dos adultos mais velhos é cotovia, com
o desempenho declinando à medida que o dia avança. Ao final da
tarde, asilos de idosos são tipicamente silenciosos; já em
dormitórios universitários, o dia está longe de terminar.
Estágios do sono
• Qual o ritmo biológico do nosso sono?
• À medida que o sono nos domina as diferentes partes do córtex
cerebral param de se comunicar, a consciência se esvai. Mas nosso
cérebro adormecido, ainda ativo, não emite um sinal de linha
constante, visto que o sono tem seu próprio ritmo biológico.
• Aproximadamente a cada 90 minutos, passamos por um ciclo de
cinco estágios do sono distintos.
Ondas alfas:
• Quando estamos despertos, porém relaxados com os olhos fechados
(um pouco antes de dormir).
ESTÁGIO 1 do sono
• Lentidão da respiração e pela irregularidade das ondas cerebrais.
• Durante esse breve sono do Estágio 1 podem ser experimentadas
imagens fantásticas, que lembram alucinações - experiências
sensoriais que ocorrem sem estímulo sensorial.
• A pessoa pode ter uma sensação de queda (durante a qual o corpo
pode subitamente se contrair) ou de leve flutuação.
• Tais sensações hipnagógicas podem mais tarde ser incorporadas às
memórias.
#DICA: Para flagrar suas próprias experiências
hipnagógicas, você pode usar a função “Soneca”
encontrada em alguns despertadores.
Estágio 2 do sono
• Se inicia com cerca de 20 minutos de sono;
• Caracterizado pelo aparecimento periódico de fusos do sono -
eclosões de uma rápida e rítmica atividade de ondas cerebrais;
• Embora a pessoa ainda possa ser despertada sem muita dificuldade,
ela está agora claramente adormecida.
Estágio 3 do sono
• Estágio transitório entre o estágio 2 do sono e o estágio 4 do sono.
• O cérebro começa a emitir amplas e lentas ondas delta (que
posteriormente ocorrerá de forma crescente no estágio 4).
Estágio 4 do sono
• As ondas deltas lentas duram aproximadamente 30 minutos, durante
os quais é difícil acordar.
• No final do sono profundo do Estágio 4 que as crianças podem
molhar a cama ou apresentar sonambulismo. Cerca de 20% das
crianças de 3 a 12 anos têm pelo menos um episódio de
sonambulismo, que geralmente dura de 2 a 10 minutos; por volta de
5% têm episódios repetidos.
SONO REM
• Cerca de uma hora após você adormecer, algo estranho lhe acontece.
Em vez de permanecer em dormência profunda, você entra na mais
intrigante fase do sono - o REM.
Sono REM
• Durante cerca de 10 minutos, as ondas cerebrais tornam-se
velozes e em dente de serra, mais parecidas com aquelas do
quase desperto Estágio 1.
• Porém, ao contrário deste, durante o REM a frequência cardíaca
se eleva, a respiração torna-se rápida e irregular, e mais ou
menos a cada meio minuto os olhos disparam em uma
momentânea eclosão de atividade por trás das pálpebras
fechadas.
Sono REM
• O córtex cerebral motor fica ativo durante o sono REM;
• O tronco encefálico bloqueia suas mensagens, deixando os músculos
relaxados - tão relaxados que, exceto por um eventual espasmo
digital ou facial, o corpo fica basicamente paralisado.
• Não pode-se acordar com facilidade.
• Sono paradoxal: o corpo internamente agitado e externamente
calmo.
Os sonhos no sono REM
• Os movimentos rápidos dos olhos anunciam: o início de um sonho.
• Mesmo aqueles que alegam nunca ter sonhos irão, em mais de 80%
das vezes, recordar um após serem despertados durante esse estágio.
• Ao contrário das imagens fugazes do Estágio 1, os sonhos do REM
com frequência são emocionais, geralmente narrativos e apresentam
maior riqueza alucinatória.
O ciclo do sono
• O ciclo do sono repete-se aproximadamente a cada 90 minutos.
• À medida que a noite passa, o profundo sono do Estágio 4 torna-se
progressivamente mais breve e desaparece.
• Os períodos do REM e do Estágio 2 alongam-se.
• Ao chegar a manhã, 20 a 25% de nosso sono noturno médio - por
volta de 100 minutos - foi de REM.
• 37% das pessoas relatam raramente ou nunca ter sonhos “dos
quais podem se lembrar na manhã seguinte”.
• Sem saber, essas pessoas passam cerca de 600 horas por ano
experimentando cerca de 1.500 sonhos, ou mais de 100 mil ao
longo de uma vida normal - sonhos engolidos pela noite, porém
jamais praticados, graças à paralisia protetora do REM.
Por que dormimos?
• A ideia de que “todos precisam de 8 horas de sono” não é verdadeira.
• Recém-nascidos passam quase dois terços do dia dormindo; já a
maioria dos adultos, não mais de um terço;
• Alguns se satisfazem com 6 horas por noite; outros regularmente
extrapolam as 9 horas.
• Tais padrões de sono podem ter influência genética.
Padrões do sono
• Os padrões de sono também são influenciados pela cultura.
• Nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, adultos dormem em
média pouco mais de 8 horas por noite.
• Entretanto, os norte-americanos estão dormindo menos que seus
pares de um século atrás. Graças às lâmpadas elétricas modernas, ao
trabalho em regime de turno e às distrações sociais, aqueles que
antes iam para a cama às 21h agora ficam acordados até as 23h ou
mais tarde.
• Autorizada a dormir sem interferências, a maioria dos adultos o
fará durante pelo menos 9 horas por noite.
• Com essa quantidade de sono, despertamos renovados, nosso
humor melhora e trabalhamos com mais eficiência e precisão.
• Com o corpo ansiando por sono, começamos a sentir um
extremo mal-estar. Se tentarmos permanecer acordados,
inevitavelmente seremos derrotados.
• Na batalha do cansaço, o sono sempre vence.
Obviamente, então, precisamos dormir!
• O sono comanda cerca de um terço de nossas vidas - por volta de 25
anos, em média.
• Se você fosse voluntário em um experimento que te deixasse privado
de sono? Como acha que ele afetaria seu corpo e sua mente?
• Você ficaria, é claro, em um terrível estado de letargia –
especialmente durante as horas em que seu relógio biológico o
programa para dormir.
Obviamente, então, precisamos dormir!
• Mas poderia a falta de sono prejudicá-lo fisicamente?
• Será que ela alteraria de forma perceptível sua bioquímica ou seus
órgãos corporais?
• Você ficaria emocionalmente perturbado?
• Mentalmente desorientado?
Efeitos da privação do sono
• Acarreta dificuldade nos estudos, diminuição da produtividade,
tendência a cometer erros, irritabilidade, fadiga. Ou seja:
• Um grande débito de sono “faz você ficar burro”, diz Dement (1999,
p. 231).
Efeitos da privação do sono
• Pode fazer engordar.
• A privação de sono aumenta a quantidade do hormônio grelina, que
estimula a fome, e diminui a de sua parceira leptina, que suprime a
fome.
• Aumenta também o cortisol, o hormônio do estresse, que estimula o
corpo a fabricar gordura.
Outros efeitos...
• Pode suprimir as células imunológicas que combatem as infecções
virais e o câncer;
• Altera o funcionamento metabólico e hormonal de modos que
mimetizam o envelhecimento e conduzem à hipertensão e ao
prejuízo da memória;
• Irritabilidade, lentidão e diminuição da criatividade, da concentração
e da comunicação.
• Levar a vida com sono o bastante para despertar naturalmente e
bem-descansado é estar mais alerta, produtivo, feliz, saudável e
seguro.