Semeadura Direta para Recuperação Florestal
Semeadura Direta para Recuperação Florestal
2010
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E ESTUDOS EM RECURSOS NATURAIS
Orientador
Prof. Dr. Robério Anastácio Ferreira
SÃO CRISTÓVÃO
SERGIPE-BRASIL
2010
FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA CENTRAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
SÃO CRISTÓVÃO
SERGIPE - BRASIL
“Os únicos limites das nossas realizações
de amanhã são as nossas dúvidas e
hesitações de hoje.”
(Franklin Roosevelt)
Página
RESUMO ................................................................................................................. i
ABSTRACT ............................................................................................................. ii
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 1
2. REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................ 3
2.1. Aspectos da degradação ambiental............................................................... 3
2.2. Recuperação de áreas degradadas................................................................. 4
2.3. Enfoque sistêmico na recuperação de áreas degradadas .............................. 5
2.4. Sistema de semeadura direta......................................................................... 7
2.5. Germinação de sementes florestais .............................................................. 9
2.6. Espécies selecionadas ................................................................................... 11
2.6.1. Pioneiras .............................................................................................. 12
2.6.2. Clímax exigente em luz ....................................................................... 13
3. MATERIAL E MÉTODOS.................................................................................. 15
3.1. Local de implantação dos experimentos....................................................... 15
3.2. Colheita, beneficiamento e armazenamento das sementes........................... 17
3.3. Análise dos lotes de sementes ...................................................................... 18
3.3.1. Características físicas ......................................................................... 18
3.3.2. Teste de germinação em laboratório................................................... 19
3.4. Implantação e condução dos experimentos em campo................................. 20
3.5. Coleta dos dados em campo ......................................................................... 21
3.5.1. Emergência e sobrevivência ............................................................... 21
3.5.2. Temperatura e umidade do solo.......................................................... 21
3.5.3. Desenvolvimento inicial das espécies ................................................ 22
3.6. Delineamento experimental e análises estatísticas ....................................... 22
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................... 24
4.1. Análise das características físicas e fisiológicas das sementes em
laboratório.................................................................................................. 24
4.1.1. Características físicas .......................................................................... 24
4.1.2. Características fisiológicas .................................................................. 26
4.2. Avaliação da temperatura e umidade do solo nas áreas experimentais ........ 27
4.3. Emergência de plântulas em campo ............................................................. 32
4.4. Sobrevivência das mudas em campo ............................................................ 36
4.5. Densidade de sementes................................................................................. 40
4.6. Densidade do povoamento ........................................................................... 42
4.7. Desenvolvimento inicial das espécies .......................................................... 44
4.7.1. Altura ................................................................................................... 44
4.7.2. Diâmetro do colo ................................................................................. 49
5. CONCLUSÕES.................................................................................................... 54
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................. 55
ANEXOS.................................................................................................................. 62
1
RESUMO
SANTOS, Paula Luíza. Semeadura direta com espécies florestais nativas, para
recuperação de agroecossistemas degradados. 2010. 78p. (Dissertação - Mestrado em
Agroecossistemas). Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE∗
A falta de planejamento no uso dos recursos naturais tem resultado na degradação dos
ecossistemas florestais existentes no estado de Sergipe. O estudo de técnicas que visem
reverter essa situação é de fundamental importância para a recuperação dessas áreas.
Neste aspecto, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a utilização da
semeadura direta e a influência de um protetor físico no estabelecimento de espécies
florestais nativas, em dois subsistemas com diferentes tipos de ocupação do solo,
localizados em um agroecossistema, no município de São Cristóvão – SE. O
experimento foi conduzido no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, em
um subsistema utilizado anteriormente como pastagem e outro com cultivos agrícolas
anuais. Antes da implantação da semeadura direta em campo, foi realizada no
laboratório de sementes do Departamento de Ciências Florestais da UFS, a análise das
características físicas e viabilidade dos lotes de sementes das espécies estudadas. Foram
utilizadas sementes de quatro espécies pioneiras, Erythrina velutina, Bowdichia
virgilioides, Guazuma ulmifolia e Machaerium aculeatum, e de duas espécies clímax,
Lonchocarpus sericeus e Sapindus saponaria. O experimento foi implantado na
primeira semana de maio de 2009, em delineamento em blocos casualizados (DBC), em
esquema fatorial, com três repetições. Cada espécie foi semeada numa linha de plantio,
com sete plantas, para cada tratamento (com protetor e sem protetor físico), em
espaçamento de 1,5x1,5m. As avaliações realizadas em campo foram: emergência,
sobrevivência e desenvolvimento inicial das espécies (altura, diâmetro e taxa de
crescimento relativo). Analisando-se a influência da emergência de plântulas e
sobrevivência das mudas, houve diferença significativa entre os dois ambientes
estudados, apresentando melhores resultados no subsistema 2 (agricultura). O uso do
protetor físico influenciou na emergência de plântulas de L. sericeus (50,00%), no
subsistema 1 (pastagem), e de B. virgilioides (96,19%), no subsistema 2. Para as demais
espécies, não houve diferença significativa, com relação ao uso ou não do protetor físico
na emergência de plântulas. Para a sobrevivência, S. saponaria (90,41%) e L. sericeus
(83,95%) tiveram os melhores resultados, com o uso do protetor físico, no subsistema 1.
No subsistema 2, a presença do protetor influenciou na sobrevivência de B. virgilioides
(54,55%) e G. ulmifolia (61,87%). Considerando-se o desenvolvimento das espécies em
campo, E. velutina destacou-se entre as demais espécies por apresentar maiores valores
de altura e diâmetro nos dois subsistemas, independente da presença ou ausência do
protetor físico. A utilização da semeadura direta mostrou-se viável na recuperação de
áreas degradadas, com o uso de espécies florestais nativas, nas áreas estudadas.
∗
Orientador: Prof. Dr. Robério Anastácio Ferreira
i
ABSTRACT
SANTOS, Paula Luíza. Direct seeding with native species to recover degraded
agroecosystems. 2010. 78p. (Dissertation: Master Program in Agroecosystems).
Federal University of Sergipe, São Cristóvão-SE1.
The lack of planning in the use of natural resources has resulted into degradation of
forest ecosystems found in the state of Sergipe. The study of techniques which aim to
revert this degradation scene has major importance to the recovery of these areas.
Through this view, this study was focused to evaluate the use of direct seeding and the
influence of a physical protector on establishment of native species in two subsystems
with different kinds of land occupation located in an agroecosystem in the city of São
Cristóvão - SE. The experiment was conducted at the Campus of the Federal University
of Sergipe, in a subsystem previously used as grazing and other field with agricultural
crops annually. Before the introduction of the direct seeding in field it was conducted in
the seed laboratory of the Department of Forest Sciences of the UFS the analysis of
physical characteristics and viability of seed lots of species. Four types of pioneer
species seeds were used, Erythrina velutina, Bowdichia virgilioides, G. ulmifolia and
Machaerium aculeatum, and two climax species, Lonchocarpus sericeus and Sapindus
saponaria. The experiment was made in the first week of May 2009, in a randomized of
designed blocks, in a factorial scheme with three repetitions. Each specie was sown in a
row, with seven plants for each treatment (with and without physical protector), with
distance of 1,5x1,5m. The evaluations made in field were: emerging, survival and early
development of the species (height, diameter and relative growth rate). Analyzing the
influence of plantula emerging and seedlings survival, there was significant difference
between the two studied environments, showing better results in the subsystem 2
(agriculture). The use of physical protector influenced on the emerging of plantulas of
L. sericeus (50,00%), in the subsystem 1 (grazing), and of B. virgilioides (96,19%), in
the subsystem 2. For the others species, there is no significant difference with respect to
the use or not of the physical protector on the emerging of plantulas. For survival, S.
saponaria (90,41%) and L. sericeus (83,95%) had the best results with the use of the
physical protector, in the subsystem 1. In subsystem 2, the presence of the physical
protector influenced on the survival of B. virgilioides (54,55%) and G. ulmifolia
(61,87%). Considering the development of species in the field, E. velutina highlighted
among the other species due to the higher values of height and diameter in two
subsystems, regardless the absence or not of the physical protector. The use of direct
seeding was feasible in the recovery of degraded areas, with the use of native species, in
study areas.
1
Major Professor: Prof. Dr. Robério Anastácio Ferreira
ii
1. INTRODUÇÃO
1
alternativa viável, principalmente para minimizar os custos com a implantação. Esta é
uma prática acessível de reflorestamento, que pode reduzir os custos de implantação
para os pequenos proprietários, devendo ser estudada em seus vários aspectos, para que
seja utilizada de forma aprimorada, de modo a auxiliar na seleção das espécies e no
manejo mais adequado para a área a ser recuperada.
Em alguns países, a semeadura direta é considerada uma técnica versátil e barata
de recuperação florestal, podendo ser utilizada na maioria dos sítios e, principalmente,
em situações onde a regeneração natural ou o plantio de mudas não podem ser
executados (MATTEI, 1995a). Não é um procedimento totalmente seguro, possuindo
maiores riscos do que com o plantio de mudas. Porém, podem-se conseguir resultados
satisfatórios, se as condições de sítios forem favoráveis, juntamente com o manejo da
área e controle dos agentes limitantes.
A escolha da espécie é um dos principais fatores limitantes ao processo de
recuperação de áreas degradadas por semeadura direta, a qual pode garantir não só a
emergência e sobrevivência das mudas em campo, mas também propiciar um ambiente
adequado à colonização de outras espécies.
Vários autores destacam a utilização de um protetor físico de germinação para
viabilizar o plantio direto de sementes em campo (MATTEI, 1995a; MATTEI et al.,
2001; SANTOS JUNIOR et al., 2004; FERREIRA et al., 2007). O qual tem o intuito de
proteger as sementes contra a movimentação do solo, além de criar um microambiente
para a emergência e sobrevivência das mudas e proteger as sementes e plântulas da
herbivoria e ataque de inimigos naturais.
Neste aspecto, face ao atual quadro de degradação em que se encontra a
cobertura florestal existente no estado de Sergipe, a recuperação dos agroecossistemas
degradados e a preservação dos remanescentes florestais que ainda resistem ao processo
de antropização, são indispensáveis para a conservação da biodiversidade e o
desenvolvimento sustentável das futuras gerações. Deste modo, o presente trabalho foi
realizado com o objetivo de avaliar a utilização da semeadura direta e a influência de
um protetor físico no estabelecimento de espécies florestais nativas, em dois
subsistemas com diferentes tipos de ocupação do solo, localizados em um
agroecossistema, no município de São Cristóvão-SE.
2
2. REVISÃO DE LITERATURA
3
fatores imprescindíveis como, banco de plântulas e de sementes no solo, capacidade de
rebrota das espécies, chuva de sementes, dentre outros, podem ser perdidos, dificultando
o processo de regeneração natural ou tornando-o extremamente lento.
Carpanezzi (2005) enfatiza que a degradação de um ecossistema não está
intimamente relacionada à degradação do solo. Ou seja, um capão ou uma mata ciliar
que passou por um processo de desmatamento, para a formação de pastagens, e que
estão distantes de qualquer fragmento de floresta natural, podem ser considerados
ecossistemas degradados em solos conservados. Neste caso, a degradação consiste na
perda da qualidade da biota ou da estrutura do ecossistema.
Os níveis de alterações em diversos ambientes vão desde pequenas
modificações, resultantes da queda natural de árvores, até grandes alterações ambientais
que excedem o limite da resiliência. Locais pouco perturbados tendem a uma rápida
regeneração, devido à presença de propágulos na área. Mas, em ambientes altamente
degradados, há o desaparecimento de propágulos, e os solos sofrem intensos processos
de degradação, como em áreas de mineração, que precisam da intervenção humana para
a sua recuperação (FONSECA et al., 2001).
Logo, a recuperação de uma área degradada é conseqüência do uso incorreto da
paisagem e fundamentalmente dos solos, por todo o país, sendo apenas uma alternativa
limitada de atenuar um dano que poderia ter sido evitado (RODRIGUES e GANDOLFI,
2004), caso o homem utilizasse os recursos naturais de forma sustentável.
4
conseqüentemente, das complexas interações da comunidade, considerando-se as suas
características intrínsecas, de forma a assegurar a perpetuação e a evolução do
ecossistema (RODRIGUES e GANDOLFI, 2004).
Segundo Jesus e Rolim (2005), as principais tendências atuais para a
recuperação de áreas degradadas estão relacionadas à seleção de espécies, modelos de
plantios e pesquisas para redução de custos.
Estudos realizados por diversos autores indicam a inexistência de modelos
totalmente consagrados para a recuperação de áreas degradadas. Todavia, há um
consenso em algumas recomendações, como a necessidade de estudos integrados,
básicos e aplicados, que levem em consideração os processos naturais de sucessão
ecológica, as dificuldades relacionadas à falta de conhecimento do comportamento
biológico das espécies florestais nativas e o estado de conservação ou degradação dos
solos em função da intervenção sofrida (SANTOS JUNIOR, 2000).
Para Ferreira (2002), o desenvolvimento de tecnologia objetivando a
recuperação de áreas degradadas a um custo mais baixo é imprescindível, uma vez que,
essas áreas estão em posse de pequenos proprietários, que possuem pouco ou nenhum
recurso disponível para ser empregado em reflorestamento. Neste contexto, a semeadura
direta no campo pode ser viável.
5
Nos sistemas degradados, a ausência de algumas variáveis ecológicas dificulta o
aparecimento e enriquecimento da biodiversidade, e o modelo de organização será
aberto, com elevada entropia, resultando em perdas progressivamente maiores e
irreversíveis. A água escoa para fora do sistema, resultado no carreamento de partículas,
como matéria orgânica, macro e micronutrientes, empobrecendo ainda mais o solo da
área degradada. Nas áreas com ausência de vegetação, a retenção de água será sempre
menor do que nas áreas com cobertura vegetal. A insolação direta na superfície do solo
provoca oscilações com extremos de temperaturas. A transferência de calor solar para o
meio, via condução, radiação e convecção, provoca grandes oscilações térmicas no solo,
seguidas de enormes perdas para o espaço. Logo, em sistemas abertos, há grandes
perdas de matéria e energia e, para isso, há a necessidade de se internalizar os processos
ecológicos. Ou seja, levar a área degradada, ao fechamento organizacional, induzindo à
introspecção das variáveis ambientais, visando o aumento do fluxo de matéria e energia
interna no sistema (AUMOND et al., 2008).
Para Franco e Campelo (2005), a sustentabilidade dos sistemas ecológicos tem
como suporte três pilares: a biodiversidade, a ciclagem de nutrientes e o fluxo de
energia. Ainda segundo os autores, para a manutenção do solo, qualquer sistema deve
incluir o maior número possível de espécies vegetais, manterem altos níveis de matéria
orgânica, juntamente com a microbiota do solo, além de ser o mais eficiente possível na
utilização de água, luz e nutrientes.
Neste aspecto, o processo de recuperação de áreas degradadas inicia-se pela sua
revegetação, com a utilização de métodos que viabilizem a sucessão ecológica,
recobrindo o solo exposto e incitando o estabelecimento de espécies vegetais. Quando
há êxito nesse processo, não só ocorre o estabelecimento das espécies no ambiente,
como este volta a ser auto-sustentável e a recondução das relações ecológicas permite a
integração da área recuperada às áreas preservadas em seu entorno (VAN DER BERG
et al., 2008).
No Brasil, observa-se que o método mais amplamente empregado para tal
finalidade é por meio do plantio de mudas dos diferentes grupos ecológicos com
povoamentos mistos. No entanto, o uso da semeadura direta demonstra resultados
satisfatórios, tanto do ponto de vista ecológico quanto silvicultural e econômico com a
utilização de espécies nativas. Assim a semeadura direta, torna-se bastante viável para a
recuperação de áreas degradadas.
6
2.4. SISTEMA DE SEMEADURA DIRETA
A semeadura direta consiste na introdução de sementes de determinadas espécies
florestais diretamente no solo da área a ser reflorestada. Em princípio, é uma técnica
recomendada apenas para algumas espécies pioneiras e secundárias iniciais, em áreas
com ausência de vegetação e também para as espécies secundárias tardias e clímax,
quando se trabalha com o enriquecimento de florestas secundárias (KAGEYAMA e
GANDARA, 2004).
É uma técnica barata e versátil de reflorestamento, podendo ser utilizada na
maioria dos sítios e, principalmente, em situações onde a regeneração natural ou o
plantio de mudas não podem ser executados (MATTEI, 1995a). E ainda, apresenta
resultados favoráveis em áreas degradadas, de difícil acesso e grande declividade do
terreno (BARNETT e BAKER, 1991).
No Brasil, segundo Ferreira et al. (2007), algumas experiências estão sendo
realizadas na tentativa de viabilizar a técnica em termos ecológicos e, ou silviculturais,
tanto na restauração de ecossistemas, como para povoamentos com fins econômicos.
Várias experiências apresentaram bons resultados na implantação de povoamento de
Pinus sp. (MATTEI, 1997; BRUM et al., 1999; MATTEI et al., 2001; FINGER et al.,
2003), recuperação de encostas degradadas (POMPÉIA et al., 1989) e na implantação
de matas ciliares (SANTOS JUNIOR, 2000; FERREIRA, 2002; ALMEIDA, 2004;
KLEIN, 2005).
De acordo com Kageyama e Gandara (2004), o plantio direto de sementes
florestais pode ser utilizado tanto para a introdução de espécies pioneiras em áreas sem
cobertura florestal, como para a introdução de espécies de crescimento lento
(secundárias tardias e clímax) no enriquecimento de florestas secundárias.
Porém, tanto na semeadura direta como em trabalhos com banco de sementes, a
germinação de sementes das espécies nativas é irregular, com a predominância de
poucas espécies, prevalecendo as pioneiras, sendo necessária a reposição das sementes
nos locais onde ocorreram falhas na germinação. Daí a necessidade de uma rápida
germinação das sementes, visando uma eficiente taxa de recobrimento do solo. Neste
aspecto, para que ocorra a aceleração do processo germinativo das sementes e promoção
do rápido estabelecimento das mudas, o uso de tratamentos para superação da
dormência pode ser necessário, já que o intuito é promover o rápido recobrimento do
solo (WINSA e BERGSTEN, 1994; AERTS et al., 2006; FERREIRA et al., 2007).
7
A qualidade das sementes, avaliadas pelo poder germinativo e vigor de cada
lote, é fundamental para garantir a germinação em campo. Sementes com baixo vigor
não possuem capacidade de germinar em condições adversas e, quando germinam, na
maioria dos casos, não originam plântulas vigorosas o suficiente para se estabelecerem
(BOTELHO e DAVIDE, 2002).
Diversos autores identificaram a preparação do sítio como um fator
indispensável no estabelecimento das sementes em campo (SMITH, 1986, WINSA e
BERGSTEN, 1994; FLEMING e MOSSA, 1994; FALCK, 2005; ANDRADE, 2008), já
que em áreas degradadas, a exposição do solo a intempéries resulta na alteração de suas
características físicas, químicas e biológicas, retardando ou inviabilizando o
estabelecimento de qualquer espécie. Daí a necessidade do preparo do solo, anterior à
semeadura, reduzindo-se as barreiras físicas a serem encontradas pela plântula,
aumentando a absorção de água pelo solo e disponibilizando nutrientes situados nas
camadas inferiores do solo, além de outros fatores (SANTOS JUNIOR, 2000).
Sun et al. (1995) verificaram que a competição com gramíneas e a falta de
fertilidade do solo foram os fatores que mais afetaram a sobrevivência das mudas, uma
vez que as plantas daninhas possuem uma certa agressividade em campo. Essa
característica as tornam excepcionais competidoras, já que, em poucos meses colonizam
a área, interferindo no desenvolvimento das espécies florestais, principalmente no
desenvolvimento das espécies clímax.
O período de seca, o soterramento de sementes por chuvas torrenciais e o frio
intenso são considerados por Mattei (1995b), os principais elementos climáticos que
causam danos à semeadura direta. Cita-se ainda como insucesso da semeadura direta a
falta de contato da semente com o solo mineral, o deslocamento da semente após
semeadura, o alagamento ou excesso de umidade junto à semente e as perdas resultantes
do ataque de pássaros e formigas.
Com o intuito de viabilizar o processo de semeadura direta, vários autores
testaram o uso de protetores físicos, visando à redução da taxa de herbivoria e
aumentando a temperatura e a umidade da camada superficial do solo (MATTEI, 1997;
SANTOS JUNIOR, 2000; FERREIRA, 2002; FALCK, 2005; KLEIN, 2005;
ANDRADE, 2008).
De acordo com Mattei (1997), o uso de protetores físicos tem como objetivo
propiciar melhorias na germinação das sementes e sobrevivência das mudas em campo,
criando um microambiente para o desenvolvimento das plantas jovens. Além de impedir
8
a movimentação do solo junto às sementes, em épocas de fortes chuvas, conservando a
profundidade de semeadura, facilitando a emergência e dificultando o ataque de
inimigos naturais (MATTEI, 1995b).
A predação por formigas e pássaros, considerada um dos maiores problemas na
implantação de áreas por semeadura direta, foi reduzida com a utilização de protetores
físicos, que propiciaram uma diminuição significativa em relação às áreas implantadas
sem o uso de algum tipo de proteção (SCHNEIDER et al., 1999; MATTEI e
ROSENTHAL, 2002).
De acordo com Serpa e Mattei (1999), a utilização de protetores físicos pode
auxiliar na retenção da umidade junto ao ponto de semeadura, uma vez que a presença
de água é um dos fatores fundamentais na emergência, sobrevivência e desenvolvimento
das plantas.
Para Smith (1986), o sucesso da semeadura direta está na criação de um
microambiente com condições favoráveis para uma rápida germinação, com umidade
suficiente durante o período de emergência das plântulas e no estádio seguinte, já que as
plantas que germinam e crescem no campo têm proteção restrita, em relação aos
numerosos agentes letais, os quais podem ser controlados em viveiros. Por conseguinte,
existem muito mais riscos da sobrevivência ser mais baixa com a semeadura direta do
que com o plantio de mudas. Porém, é uma das técnicas mais promissoras no processo
de recuperação de áreas degradadas, especialmente quando um dos objetivos é a
redução de custos com a implantação (SANTOS JUNIOR, 2000).
Esta técnica possui alto potencial para recuperação de áreas degradadas, uma vez
que nas formações florestais, a principal forma de regeneração, tanto nas clareiras
quanto na expansão dos remanescentes se dá por meio da semeadura natural
(BOTELHO e DAVIDE, 2002), que em condições favoráveis proporcionam uma boa
germinação das sementes.
9
Porém, segundo os autores a definição de germinação pode variar em função do
interesse a que se destina ao germinar uma semente. Para os produtores rurais e
viveiristas, a germinação corresponde ao momento em que a plântula emergiu do solo,
onde visualmente pode-se observar a emissão das primeiras folhas. Já o analista de
sementes, define germinação como a formação de uma plântula normal com a presença
das estruturas essências (raiz primária, hipocótilo, cotilédones, epicótilo e plúmula),
demonstrando condições de produzir uma planta normal em campo.
Durante o processo de germinação, ocorre uma série de eventos fisiológicos que
sofrem influência de fatores intrínsecos e extrínsecos. Entre os fatores extrínsecos
destacam-se a luz, temperatura e disponibilidade de água, e entre os fatores intrínsecos
sobressaem-se a impermeabilidade do tegumento, a imaturidade fisiológica e a presença
de substâncias inibidoras (CARVALHO e NAKAGAWA, 2000).
Para Figliolia et al. (1993), o conhecimento das condições favoráveis à
germinação das sementes, principalmente a temperatura e a luz, são determinantes para
o processo germinativo, uma vez que está diretamente relacionado às características
ecológicas das espécies.
Sementes de espécies pioneiras exigem condições de alta luminosidade e de
temperatura elevada para germinarem, com plântulas intolerantes à sombra, além de
possuírem dormência e formarem banco de sementes no solo. Ao contrário das
sementes das espécies clímax, que não são exigentes em luz para germinarem, e
apresentam pouca ou nenhuma dormência, formando banco de plântulas no solo
(BUDOWSKI, 1965; PIÑA-RODRIGUES et al., 1992).
Dentre os fatores que afetam a produção de sementes, destaca-se a dormência
que pode ser definida como um fenômeno pelo qual sementes de uma dada espécie,
mesmo estando viáveis e possuindo as condições favoráveis para sua germinação, não
germinam (DAVIDE e SILVA, 2008). Para Bewley e Black (1994), a dormência é um
fenômeno intrínseco da semente, funcionando como um mecanismo natural de
resistência a fatores adversos do meio, podendo manifestar-se de três formas: dormência
imposta pelo tegumento, dormência embrionária e dormência devido ao desequilíbrio
entre substâncias promotoras e inibidoras da germinação.
Sementes de algumas espécies necessitam de tratamentos pré-germinativos para
aumentar e uniformizar a germinação que, na maioria dos casos, destinam-se a romper o
tegumento, geralmente duro, como os característicos de espécies da família
Leguminosae (Borges e Rena, 1993). De acordo com Albuquerque et al. (2007), entre
10
os métodos utilizados para a superação da dormência destacam-se a escarificação
mecânica, a escarificação química e a imersão em água quente, nos quais a aplicação e
eficiência dependerão da intensidade da dormência, que varia entre espécies,
procedências e tempo de coleta.
Segundo Borges e Rena (1993), a capacidade de germinação e produção de uma
plântula normal é avaliada pelo teste de germinação, cujos resultados obtidos expressam
a qualidade do lote de sementes. Porém, segundo os autores, os dados obtidos em
laboratórios nem sempre são iguais aos de campo. Já que em laboratório, as condições
ambientais são controladas a fim de atender aos procedimentos descritos nas Regras
para Análise de Sementes (BRASIL, 2009). Enquanto que no campo, as condições do
meio são incontroláveis e às vezes adversas, podendo influenciar tanto positiva como
negativamente a germinação.
11
2.6.1. Pioneiras
12
Possui altura de 8-16m, com tronco de 30-50cm de diâmetro. Apresenta folhas
simples, com pubescência estrelada em ambas as faces. A madeira é empregada na
confecção de tonéis, coronhas de armas, construções internas, caixotaria e pasta
celulósica. Seus frutos são bastante apreciados pela fauna, que aliado ao seu rápido
crescimento, é planta indispensável nos reflorestamentos heterogêneos destinados à
recomposição de áreas degradadas (LORENZI, 2002).
13
árvore é ornamental, principalmente quando em floração, podendo ser utilizada com
sucesso na arborização urbana (LORENZI, 1992).
14
3. MATERIAL E MÉTODOS
15
A implantação dos experimentos foi realizada em duas áreas, distantes
aproximadamente trezentos e cinqüenta metros uma da outra.
Subsistema 1 - Pastagem: área com uma extensão de 1,275 hectares, coberta com
plantas invasoras e herbáceas, próxima a um fragmento de Floresta Estacional
Semidecidual, e utilizada como pasto para alguns animais (bovinos, ovinos e eqüinos)
(Figura 2).
Subsistema 2 - Agricultura: área com 0,594 hectares de dimensão, antigamente
utilizada na produção de cana-de-açúcar, próxima a um fragmento de Floresta
Estacional Semidecidual. O plantio de cana-de-açúcar foi substituído pelo cultivo de
outras culturas agrícolas (macaxeira e batata) há cinco anos atrás, e antes da
implantação do experimento, encontrava-se em um pousio de dois anos (Figura 3).
Segundo Nascimento et al. (2004), o solo no subsistema 1 é classificado como
Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico, e no subsistema 2 como Neossolo Flúvico
Psamítico,.de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação do Solo (EMBRAPA,
1999).
16
FIGURA 3. Área do subsistema 2, anteriormente ocupada com o cultivo de culturas
agrícolas anuais, situada no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
17
TABELA 2. Procedência das espécies utilizadas no estudo de recuperação de áreas
degradadas, por meio de semeadura direta, no Campus Rural da
Universidade Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
18
25 sementes e para as espécies B. virgilioides e G. ulmifolia, devido ao pequeno
tamanho de suas sementes, foram utilizadas quatro repetições de um grama.
Calculou-se também o peso de mil sementes e o número de sementes por
quilograma, por meio de uma balança analítica de precisão. Para o cálculo do peso de
mil sementes foram utilizadas oito amostras de 100 sementes cada, de acordo com as
recomendações das Regras para Análise de Sementes (BRASIL, 2009).
Foram realizadas avaliações morfométricas com o auxílio de um paquímetro
digital (Digimess Caliper - precisão 0,01mm) e avaliação da massa específica, por meio
de pesagem em balança analítica. Para isso, foram utilizadas 100 sementes de cada
espécie.
19
3.4. IMPLANTAÇÃO E CONDUÇÃO DOS EXPERIMENTOS EM CAMPO
O preparo das áreas foi realizado de forma mecanizada, com a limpeza do
terreno por meio de roçagem, para remoção das plantas invasoras, aração a 30cm de
profundidade e gradagem cruzada, para descompactação da camada superficial do solo e
nivelamento da área. No subsistema 1 (pastagem) foi instalada cerca de arame farpado
para evitar a entrada de animais e pisoteio das plantas em desenvolvimento.
Antes da implantação dos experimentos foram coletadas de forma aleatória,
cinco subamostras de solo (amostragem composta) em cada área, com o auxílio de um
trado, na profundidade de 0-20cm. Em seguida, o material foi homogeneizado,
acondicionado em saco plástico e encaminhado para análise em laboratório (Instituto
Tecnológico e de Pesquisa do Estado de Sergipe – ITPS).
Foi realizada a semeadura em covas (0,30x0,30x0,30m), com espaçamento de
1,5x1,5m, na primeira semana de maio de 2009. A densidade de sementes utilizada
variou entre as espécies, levando-se em consideração a porcentagem de sementes
germinadas no teste de germinação. Para as espécies B. virgilioides, E. velutina e S.
saponaria foram utilizadas 5 sementes por cova. E para G. ulmifolia, L. sericeus e M.
aculeatum, 10 sementes por cova. Antes da semeadura foi realizado tratamento para
superação da dormência das sementes, conforme descrito no item 3.3.2.
Na semeadura, foi realizada adubação inicial com superfosfato simples (200g) e,
aos 60 dias após a implantação do experimento foi feita adubação de cobertura,
utilizando-se 150g de NPK, na proporção de 10:20:10.
Para o tratamento presença de protetor físico, foram utilizados copos plásticos
transparentes de 750ml (Figura 4). Os protetores foram colocados sobre os pontos
semeados e enterrados a uma profundidade de aproximadamente 2cm, sendo removidos
90 dias após a semeadura. Após a remoção dos protetores físicos, realizou-se o desbaste
das plântulas, deixando-se apenas uma planta por cova.
O controle de plantas invasoras e o controle de formigas cortadeiras com a
utilização de iscas granuladas, foram realizados durante todo o período de condução do
experimento.
20
A B
FIGURA 4. Protetor físico utilizado nos pontos de semeadura, com plântulas de
Machaerium aculeatum (A) e Erythrina velutina (B), no subsistema 2
(agricultura), localizado no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
21
105ºC por 48 horas. Após esse período, as amostras foram novamente pesadas,
determinando-se assim o teor de água no solo.
22
FIGURA 5. Croqui do experimento no subsistema 1 (pastagem), localizado
no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe,
município de São Cristóvão-SE.
23
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O grau de umidade variou entre 4-6% nas espécies estudadas, o qual pode ser
considerado ideal para o armazenamento e conservação da viabilidade das sementes
estudadas. Com exceção de M. aculeatum, que obteve 10,19% de umidade, o que é
aceitável para a maioria das espécies florestais que possuem comportamento
intermediário.
Segundo Carvalho e Nakagawa (2000), para evitar a rápida deterioração no
armazenamento das sementes, o teor de água deve ser reduzido para 4-8%, dependendo
da espécie. Para sementes ortodoxas, recomenda-se a secagem até 5-8% de umidade e
armazenamento em câmara fria, para que não haja perda de sua viabilidade. Já as
sementes que possuem comportamento intermediário, mantêm-se viáveis durante o
período de um ano, se forem secas até 10-12% de umidade e armazenadas em câmara
fria na temperatura de 5-10ºC (DAVIDE e SILVA, 2008).
24
O peso de mil sementes e o número de sementes por quilograma variaram entre
as espécies. B. virgilioides, G. ulmifolia e M. aculeatum apresentaram um número
relativamente alto de sementes por quilograma, o qual pode estar relacionado ao grupo
ecológico dessas plantas, já que espécies pioneiras apresentam produção abundante de
sementes pequenas. Ao contrário das demais espécies, que apresentaram um baixo
número de sementes por quilo.
As características morfométricas e a massa específica das sementes também
variaram entre as espécies (Tabela 4), com B. virgilioides, G. ulmifolia e M. aculeatum
apresentando os menores valores, reforçando a classificação dessas espécies como
pioneiras. Já E. velutina, L. sericeus e S. saponaria, apresentaram sementes grandes e
com maior quantidade de reserva acumulada (ver anexos).
25
4.1.2. Características fisiológicas
Pelos resultados obtidos no teste de germinação, houve diferença significativa
entre as espécies, com relação à porcentagem de sementes que germinaram,
porcentagem de sementes deterioradas e porcentagem de sementes duras (Tabela 5).
26
pode estar relacionada à qualidade do lote de sementes, o qual pode variar entre os
indivíduos de uma mesma espécie.
Gonçalves et al. (2008), trabalhando com teste de vigor em lotes de G. ulmifolia
encontraram valores semelhantes para a germinação de sementes escarificadas com
ácido sulfúrico durante 50 minutos, que variaram de 58,00 a 73,00% de sementes
germinadas.
Apesar da variação do poder germinativo entre as espécies, não houve diferença
significativa entre a porcentagem de plântulas normais e anormais para E. velutina, B.
virgilioides, G. ulmifolia e M. aculeatum.
Com base nesses resultados, pode-se concluir que as sementes apresentaram
comportamento ortodoxo, uma vez que apresentaram teores de umidade próximos de 5-
8%, conforme mencionado por Davide e Silva (2008), ficaram armazenadas durante um
intervalo de 12-18 meses em câmara fria e mantiveram-se viáveis até a implantação do
experimento em campo, com exceção de M. aculeatum, que apresentou comportamento
intermediário.
27
35,00
S em protetor Com protetor
32,50
Temperatura (ºC)
30,00
27,50
25,00
22,50
20,00
8 15 22 30 37 45 52 60 67 75 82 90
A
32,50
S em protetor Com protetor
30,00
Temperatura (ºC)
27,50
25,00
22,50
20,00
8 15 22 30 37 45 52 60 67 75 82 90
B
Dias após semeadura
28
protetor físico (29,68 a 22,32ºC) apenas 0,34ºC superior às parcelas sem protetor (29,00
a 22,41ºC).
35,00
S em protetor Com protetor
32,50
Temperatura (ºC)
30,00
27,50
25,00
22,50
20,00
8 15 22 30 37 45 52 60 67 75 82 90 A
35,00
S em protetor Com protetor
32,50
Temperatura (ºC)
30,00
27,50
25,00
22,50
20,00
8 15 22 30 37 45 52 60 67 75 82 90 B
Dias após semeadura
29
germinação. A temperatura ótima para a maioria das espécies está entre 20,00 e
30,00ºC, e a máxima entre 35,00 e 40,00ºC.
Avaliando a eficiência do uso do protetor físico na emergência de plântulas e
sobrevivência das mudas de espécies florestais em três ambientes distintos, Santos
Júnior (2000) constatou que o uso de protetor físico influenciou na temperatura e
umidade do solo. Evidenciou ainda que nas condições de viveiro, a temperatura média
dentro do protetor foi 2,50ºC superior àquela encontrada sem proteção. Efeitos
semelhantes foram observados por Mattei et al. (2001), Mattei e Rosenthal (2002),
Ferreira et al. (2007) e Andrade (2008).
Klein (2005), testando o efeito de um protetor físico em diferentes épocas do
ano (outono, inverno e primavera), na semeadura direta de timburi (Enterolobium
contortisiliquum) e canafístula (Peltophorum dubium), registrou que a temperatura do
ar dentro e fora dos protetores físicos, mensurada de duas em duas horas, apresentou
valores mais elevados dentro dos protetores. Segundo o autor, esse comportamento é
resultado dos raios infravermelhos de comprimento curto provenientes do sol que
atravessam o plástico transparente do protetor, aquecendo o ar em seu interior, o qual
passa a emitir ondas de comprimento longo, que são bloqueadas pelo protetor, com
conseqüente elevação da temperatura dentro do mesmo.
Na Figura 9, encontram-se os dados referentes à umidade do solo. Para a análise
dessa variável não foi levado em consideração a umidade dentro do protetor físico, mas
sim a quantidade de água no solo em toda a área, na profundidade de 0-20cm.
Observou-se que os dois ambientes apresentaram comportamentos semelhantes.
Aos 45 dias após a implantação da semeadura houve um decréscimo na umidade do
solo nas duas áreas, restituindo-se o teor de água logo em seguida.
Tendo em vista as propriedades físico-hídricas do Argissolo Vermelho-Amarelo
e do Neossolo Flúvico dos dois subsistemas utilizados, sobretudo a curva de retenção
de água, determinadas por Barros (2006) nesse agroecossistema (Campus Rural da
Universidade Federal de Sergipe), verifica-se que a umidade do solo encontrava-se com
valores superiores à tensão de 30kPa. Desse modo, pode-se afirmar que durante o
período mais crítico à emergência das plântulas, o solo estava úmido, favorecendo a
emergência e sobrevivência das espécies plantadas.
Este fato pode ser explicado, devido à precipitação pluvial, no município de São
Cristóvão em 2009, encontrar-se bastante favorável na quadra chuvosa (maio a agosto).
30
18,50
S ubsistema 1 - Pastagem S ubsistema 2 - Agricultura
16,25
Umidade (%)
14,00
11,75
9,50
7,25
5,00
8 15 22 30 37 45 52 60 67 75 82 90
750,0
Precipitação (mm)
600,0
450,0
300,0
150,0
0,0
Mai Jun Jul Ago S et Out Nov Dez Jan
2009 2010
31
Para Carvalho e Nakagawa (2000), a umidade é o fator que mais influencia no
processo germinativo. Da absorção de água pela semente, ocorre a reidratação dos
tecidos, com a intensificação da respiração e de todas as atividades metabólicas, que
irão culminar no fornecimento de energia e nutrientes necessários à germinação das
sementes ou à emergência de plântulas.
32
sericeus que sofreu influência do protetor. No subsistema 2, a utilização do protetor
influenciou na emergência de plântulas em campo. Porém, apesar do protetor ter
influenciado na emergência, não houve diferença significativa na germinação de E.
velutina, S. saponaria, G. ulmifolia, L. sericeus e M. aculeatum.
33
Camargo et al. (1998), observaram que o crescimento inicial de plântulas pode
ser influenciado pelo tamanho/reserva da semente. Em trabalho de recuperação de áreas
naturais e degradadas na Amazônia Central, utilizando-se a semeadura direta, os autores
constataram que sementes grandes, como as de Caryocar villosum e Parkia multijuga,
apresentaram crescimento satisfatório, enquanto que sementes pequenas, que possuem
poucas reservas, como as de Cochlospermum orinoccense, Ochroma pyramidale e
Triplaris surinamesis, não conseguiram se estabelecer em campo, apresentando baixa
emergência.
Comportamento semelhante foi evidenciado por Ferreira et al. (2009), na
implantação da semeadura direta em área de mata ciliar no Baixo São Francisco
Sergipano, onde as espécies Cassia grandis, Hymenaea courbaril e Enterolobium
contortisiliquum apresentaram maior emergência em campo, devido ao tamanho de
suas sementes.
Outro fator que pode ter contribuído para a emergência, é a utilização de
tratamentos para a superação da dormência de sementes, o qual pode propiciar um
rápido estabelecimento das plântulas e, conseqüentemente, um recobrimento mais
rápido do solo. Aerts et al. (2006), evidenciaram que o pré-tratamento de sementes
auxiliou na redução da dormência de Olea europaea, além de diminuir a possibilidade
de remoção e predação das sementes em campo.
Com relação à influência da temperatura e umidade do solo na emergência e
estabelecimento das plântulas nos dois ambientes, foi verificado que as médias de
temperatura dentro dos protetores físicos a 5 e 10cm de profundidade foram superiores,
em relação à parcela sem protetor. E que durante o período avaliado, o solo nos dois
subsistemas apresentou elevada umidade. Neste aspecto, a temperatura e umidade
podem ter influenciado na emergência das espécies estudadas. Uma vez que, o processo
de emergência de plântulas sofre influência dessas duas variáveis.
Mattei e Rosenthal (2002), avaliando a eficiência do uso de protetores físicos na
semeadura direta de Peltophorum dubium constataram que a sua utilização contribuiu
para o aumento da emergência e estabelecimento de plantas no enriquecimento de
capoeiras. Santos Júnior et al. (2004), concluiu que o uso de protetor físico foi eficaz
para a emergência de plântulas de Cedrela fissilis, Copaifera langsdorfii, Enterolobium
contortisiliquum, Piptadenia gonoacantha e Tabebuia serratifolia.
Também foi evidenciado por Andrade (2008), que a porcentagem de germinação
obtida com o uso de protetor físico foi superior para as espécies Enterolobium
34
contortisiliquum e Copaifera langsdorfii na avaliação da semeadura direta em área
degradada por mineração.
Já Ferreira (2002), concluiu que não houve diferença significativa no uso do
protetor físico na emergência de plântulas de Senna multijuga, Senna macranthera,
Solanum granuloso-leprosum e Trema micrantha em campo.
Foi constatada no subsistema 1, a presença de erosão laminar no solo durante o
período de chuvas na região, a qual pode ter afetado a emergência das espécies
implantadas, devido ao carreamento e soterramento das sementes que não estavam com
proteção. Foi presenciado também o soterramento de protetores físicos em algumas
parcelas e a presença de água em alguns protetores (Figura 11).
A B
FIGURA 11. Presença de água no protetor físico (A) e soterramento por erosão
laminar (B), após incidência de chuvas, no subsistema 1 (pastagem),
localizado no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe,
município de São Cristóvão-SE, após a implantação da semeadura
direta.
35
com protetores físicos. No subsistema 2, este fato foi presenciado para as sementes de
B. virgilioides e M. aculeatum.
De acordo com Mattei et al. (2001), a utilização do protetor físico evitou o
arraste ou soterramento das sementes de Pinus elliotii, além de criar um microambiente
mais favorável à germinação da espécie. Comportamento semelhante também foi
evidenciado pelo mesmo autor, para as sementes de Pinus taeda protegidas com
protetores físicos, onde foi presenciado nas parcelas sem proteção que a movimentação
do solo, com a água da chuva, na fase de emergência, resultou num alto volume de
perdas de sementes (MATTEI, 1997).
Durante o período avaliado, não foi observada a presença de patógenos nas
sementes e/ou plântulas, nem a deformação das mudas, nas parcelas com protetor, nos
ambientes estudados. Uma vez que, Ferreira (2002) considerou este evento como uma
das desvantagens na utilização de protetores físicos, além da incidência de fungos,
devido às temperaturas e umidades mais elevadas, associadas à alta densidade de
plântulas por cova. E ainda, a presença de mudas com deformações, ocasionadas pela
borda superior do protetor, que atuou como um fator de impedimento para o
crescimento das plantas.
36
TABELA 8. Valores médios referentes à porcentagem de sobrevivência de plântulas
nos dois subsistemas, situados no Campus Rural da Universidade Federal
de Sergipe, município de São Cristóvão-SE, aos 90 dias após a
implantação do experimento.
37
B. virgilioides apresentou 100,00% de mortalidade no subsistema 1, mesmo com
o uso do protetor físico. O mesmo comportamento foi presenciado para M. aculeatum
nas parcelas sem protetor. Este fato pode estar relacionado, com as características
edáficas encontradas no solo dessa área, o qual apresentou erosão laminar e conseqüente
soterramento ou arraste das plântulas em desenvolvimento, além de apresentar baixa
infiltração.
Neste trabalho, pode-se verificar que as espécies que apresentaram sementes
maiores tiveram maior sobrevivência em campo. O mesmo comportamento foi
evidenciado por Ferreira et al. (2009), na semeadura direta de algumas espécies
florestais nativas, para recuperação de mata ciliar no Baixo São Francisco.
Doust et al. (2006) observaram na semeadura direta de dezesseis espécies
florestais na Austrália, que o tamanho da semente foi um dos fatores que influenciou
diretamente no estabelecimento das plântulas. Os autores constataram ainda que as
sementes maiores (>5,0 g) tiveram taxas mais altas de estabelecimento do que as
sementes pequenas (0,01 a 0,099 g) e intermediárias (0,1 a 4,99 g).
Camargo et al. (1998) concluíram que espécies pioneiras, geralmente produzem
sementes pequenas e em grandes quantidades. E que sob condições favoráveis podem
apresentar uma elevada taxa de germinação, porém, são mais susceptíveis às flutuações
ambientais que ocorrem em áreas degradadas, não resistindo muito tempo às condições
adversas.
Após a estabilização da emergência, e mesmo durante esse processo, iniciam-se
as perdas de plântulas, que crescem com o passar do tempo, e caso não sejam tomadas
medidas adequadas, pode-se chegar a uma densidade inicial que afetará o
estabelecimento do plantio nos anos seguintes (MATTEI e ROSENTHAL, 2002).
Nos dois subsistemas, presenciou-se a ocorrência de lagartas e formigas nas
plântulas em desenvolvimento, principalmente nas parcelas sem protetor. Verificou-se
também o corte de algumas plântulas e pedaços de folhas no solo (Figura 12). De
acordo com Mattei (1997), o ataque de formigas é preocupante na primeira fase de
crescimento, prosseguindo até o final do primeiro ciclo vegetativo. Após esse período,
com a realização do controle, os danos podem ser reduzidos. Ainda segundo o autor,
caso os agentes causadores de perdas não forem controlados, os mesmos tendem a
destruir as plantas de forma localizada, causando desuniformidade na área revegetada.
38
A B
FIGURA 12. Presença de lagarta em muda de Erythrina velutina (A) e muda de
Guazuma ulmifolia com as folhas cortadas na base (B), no subsistema 1
(agricultura), no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe,
município de São Cristóvão-SE.
Santos Júnior et al. (2004) observaram que a utilização do protetor foi eficaz na
sobrevivência das espécies arbóreas utilizadas na semeadura direta em campo (Tabebuia
serratifolia, Cedrela fissilis, Enterolobium contortisiliquum, Piptadenia gonoacantha e
Copaifera langsdorfii), principalmente na defesa contra o ataque de formigas. Resultado
semelhante foi relatado por Andrade (2008), onde concluiu que as taxas de mortalidade
e predação das espécies estudadas (Enterolobium contortisiliquum e Copaifera
langsdorfii) foram reduzidas, devido à presença do protetor físico de germinação.
Klein (2005) afirmou que a utilização de protetor físico foi eficaz na
sobrevivência de plântulas de Peltophorum dubium e Enterolobium contortisiliquum,
em todas as épocas do ano avaliadas (primavera, outono e inverno). O mesmo foi
presenciado por Carrijo et al. (2009), que constatou que as plantas de Eriotheca
pubescens originadas de sementes protegidas sobreviveram mais do que aquelas sem
proteção.
Comportamento contrário foi encontrado por Ferreira et al. (2007), que
afirmaram não haver diferença significativa na utilização do protetor físico na
sobrevivência de Senna multijuga, Senna macranthera, Solanum. granuloso-leprosum e
Trema micrantha. Avaliando a semeadura direta em campos abandonados, Meneghello
e Mattei (2004) presenciaram também que o protetor não apresentou diferença
significativa na sobrevivência de plântulas de Enterolobium contortisiliquum e
Peltophorum dubium, mas mostrou-se eficiente na sobrevivência de plântulas de
Cedrela fissilis.
39
4.5. DENSIDADE DE SEMENTES
Em relação à densidade de sementes utilizada para a implantação da semeadura
direta nos dois ambientes, considerando-se as médias da emergência e sobrevivência
dos tratamentos utilizados, observa-se que o método empregado apresentou bons
resultados para as espécies E. velutina, S. saponaria, L. sericeus, no subsistema 1. Já as
sementes de B. virgilioides e G. ulmifolia apesar de obterem altos valores de sementes
germinadas no teste de germinação em laboratório, apresentaram baixa emergência de
plântulas nesse ambiente, principalmente devido às condições adversas da área (Tabela
10).
40
TABELA 11. Média dos tratamentos para a emergência de plântulas e sobrevivência
das mudas das espécies estudadas, no subsistema 2, localizado no
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de São
Cristóvão-SE, considerando-se a densidade de sementes utilizadas.
41
4.6. DENSIDADE DO POVOAMENTO
TABELA 12. Média dos valores referentes ao número de covas com plantas até os 90
dias após a semeadura, na ausência e presença do protetor físico, nos
dois subsistemas, situados no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE. CP – com protetor; SP – sem
protetor.
42
De acordo com Brum et al. (1999) e Mattei et al. (2001), a análise do número de
covas com plantas, é de fundamental importância no estabelecimento inicial da área
com semeadura direta, pois indica a densidade futura do povoamento. A densidade
obtida após a primeira fase de desenvolvimento das plantas é uma informação
importante, pois este momento coincide com a estabilidade das plântulas em campo.
Neste trabalho, o espaçamento utilizado foi 1,5x1,5m, resultando em 4.444
mudas por hectare, como a porcentagem no subsistema 1 foi de aproximadamente
38,00%, estima-se que a semeadura direta com o plantio misto dessas espécies florestais
na área de pastagem, apresenta 1.900 covas com plantas estabelecidas. No subsistema 2,
a densidade média de pontos foi de aproximadamente 66,00%, o que corresponde a
3.300 covas com plantas, com o plantio direto de sementes, em área antes ocupada por
cultivos agrícolas anuais.
Vale ressaltar, que a baixa densidade encontrada no subsistema 1 é resultante da
baixa emergência de plântulas e sobrevivência das mudas em campo, devido às
condições adversas encontradas na área, não sendo uma condição geral para a
semeadura direta em outras áreas de pastagens. E ainda, a presença do protetor físico
contribuiu significativamente para o estabelecimento das mudas nos pontos semeados.
Os valores encontrados podem ser considerados satisfatórios no processo de
recuperação de áreas degradadas por plantio direto de sementes, uma vez que nos
modelos tradicionais utilizados em plantio de mudas, a densidade em geral varia de
1.666 a 3.333 mudas por hectare (DAVIDE et al., 2000).
Em trabalho com semeadura direta de cinco espécies florestais na região do
Baixo São Francisco, Ferreira et al. (2009) obteve 2.222 mudas por hectare, com
espaçamento de 3x1,5m.
Para a espécie Peltophorum dubium, Mattei e Rosenthal (2002), presenciaram
nas parcelas com protetor físico, 86,00% dos pontos com pelo menos uma planta,
enquanto que nos tratamentos sem protetor físico tiveram 51,60%. Klein (2005)
avaliando a utilização do protetor físico no estabelecimento de Peltphorum. dubium e
Enterolobium contortisiliquum, concluiu que o uso do protetor influenciou na densidade
populacional de Peltophorum dubium, aos 90 dias após a semeadura, promovendo
maior densidade em relação aos pontos de semeadura não-protegidos.
43
4.7. DESENVOLVIMENTO INICIAL DAS ESPÉCIES
4.7.1. Altura
Na Tabela 13 estão os valores referentes às médias das alturas das espécies
estudadas até os 240 dias após a implantação do experimento. Não houve diferença
significativa com relação aos ambientes estudados. O mesmo comportamento foi
presenciado para os tratamentos com protetor e sem protetor físico em cada área.
TABELA 13. Média de altura das espécies estudadas, até os 240 dias após a semeadura,
nos dois subsistemas, localizados no Campus Rural da Universidade
Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE (CP – com protetor e
ST – sem protetor).
Subsistema 1 Subsistema 2
Espécies
CP SP CP SP
Erythrina velutina 59,41 aB 93,84 aA 80,47 aA 78,14 aA
Bowdichia virgilioides 0,00 bA 0,00 bA 21,41 bA 3,75 bA
Sapindus saponaria 19,42 bA 12,08 bA 26,26 bA 22,82 bA
Guazuma ulmifolia 48,55 aA 18,70 bA 31,14 bA 5,41 bA
Lonchocarpus sericeus 29,95bA 19,18 bA 27,28 bA 25,69 bA
Machaerium aculeatum 3,71 bA 0,00 bA 5,17 bA 0,80 bA
26,84A 23,97A 31,96A 22,77ª
Médias
25,40 a 27,36 a
Médias seguidas pela mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.
Letras minúsculas na vertical comparam as espécies, para cada protetor (CP/SP), em cada ambiente.
Letras minúsculas na horizontal comparam ambientes.
Letras maiúsculas na horizontal comparam protetor, em cada ambiente.
44
TABELA 14. Taxa de crescimento relativo - TCR (%) em altura das espécies
estudadas, até os 240 dias após a implantação da semeadura, nos dois
subsistemas, localizados no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
Subsistema 1 Subsistema 2
Espécies
CP (%) SP (%) CP (%) SP (%)
Erythrina velutina 41,95 aA 64,43 aA 105,62 bA 132,27 bA
Bowdichia virgilioides 0,00 aA 0,00 aA 532,64 aA 61,11 bB
Sapindus saponaria 95,84 aA 43,86 aA 76,05 bA 133,92 bA
Guazuma ulmifolia 109,15 aA 24,63 aA 160,23 bA 93,33 bA
Lonchocarpus sericeus 166,29 aA 145,37 aA 174,85 bA 252,26 aA
Machaerium aculeatum 42,47 aA 0,00 aA -100,00 cA 0,00 bA
75,95 A 46,38 A 158,23 A 112,15 A
Médias
61,17 b 135,19 a
Médias seguidas pela mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.
Letras minúsculas na vertical comparam as espécies, para cada protetor (CP/SP), em cada ambiente.
Letras minúsculas na horizontal comparam ambientes.
Letras maiúsculas na horizontal comparam protetor, em cada ambiente.
45
75,00
45,00
30,00
15,00
0,00
90 120 150 180 210 240
A
125,00
100,00
Altura (cm)
75,00
50,00
25,00
0,00
90 120 150 180 210 240
B
Dias após semeadura
FIGURA 13. Altura média das espécies selecionadas, com protetor físico (A) e
sem protetor físico (B), no subsistema 1 (pastagem), localizado no
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de
São Cristóvão-SE.
46
100,00
60,00
40,00
20,00
0,00
90 120 150 180 210 240
A
100,00
80,00
Altura (cm)
60,00
40,00
20,00
0,00
90 120 150 180 210 240
Dias após semeadura B
[Link] [Link] [Link]
[Link] [Link] [Link]
FIGURA 14. Altura média das espécies estudadas, nos tratamentos com protetor
físico (A) e sem protetor (B), no subsistema 2 (agricultura), situado
no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município
de São Cristóvão-SE.
47
A B
FIGURA 15. Plantas de Erythrina velutina aos 240 dias após a implantação da
semeadura direta, nos subsistema 1 (pastagem) (A) e subsistema 2
(agricultura) (B), localizados no Campus Rural da Universidade
Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
A B
FIGURA 16. Plantas de Lonchocarpus sericeus no subsistema 1 (pastagem) (A) e
de Sapindus
4.7.2. Diâmetro saponaria subsistema 2 (agricultura) (B), situados no
do colo
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de
São Cristóvão-SE, aos 240 dias após a semeadura.
48
4.7.2. Diâmetro do colo
Na análise das médias do diâmetro do colo das espécies estudadas até os 240
dias após a semeadura, não houve diferença significativa com relação às duas áreas
avaliadas. O mesmo resultado foi evidenciado para a presença e ausência do protetor
físico, em cada ambiente (Tabela 15).
Para a média dos diâmetros entre as espécies, em cada subsistema, no ambiente
1, E. velutina obteve os maiores valores nos dois tratamentos utilizados (com protetor e
sem protetor), seguida de G. ulmifolia, L. sericeus e S. saponaria. O mesmo
comportamento foi registrado no subsistema 2, com M. aculeatum e B. virgilioides
apresentando os menores resultados em campo.
Estatisticamente, não houve diferença significativa entre a ausência e o uso de
protetor físico no desenvolvimento em diâmetro das espécies estudadas, em cada
ambiente. Com exceção de E. velutina nos dois subsistemas, que apresentou maior valor
nas parcelas sem protetor, diferindo significativamente com relação ao uso do protetor
no subsistema 1.
TABELA 15. Média de diâmetro das espécies estudadas, até os 240 dias após a
semeadura, nos dois subsistemas, localizados no Campus Rural da
Universidade Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE. (CP –
com protetor e ST – sem protetor).
Subsistema 1 Subsistema 2
Espécies
CP SP CP SP
Erythrina velutina 27,24 aB 41,28 aA 36,79 aA 39,40 aA
Bowdichia virgilioides 0,00 bA 0,00 bA 4,19 bA 0,89 bA
Sapindus saponaria 4,00 bA 2,92 bA 5,42 bA 4,69 bA
Guazuma ulmifolia 10,08 bA 4,26 bA 6,93 bA 1,17 bA
Lonchocarpus sericeus 7,94 bA 5,00 bA 6,92 bA 6,78 bA
Machaerium aculeatum 1,12 bA 0,00 bA 1,86 bA 0,29 bA
8,40 A 8,91 A 10,35 A 8,87ª
Médias
8,65 a 9,61 a
Médias seguidas pela mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.
Letras minúsculas na vertical comparam as espécies, para cada protetor (CP/SP), em cada ambiente.
Letras minúsculas na horizontal comparam ambientes.
Letras maiúsculas na horizontal comparam protetor, em cada ambiente.
49
A taxa de crescimento relativo em diâmetro do colo diferiu significativamente
entre os ambientes estudados (Tabela 16). O uso do protetor físico, considerando-se
cada ambiente, não apresentou diferença significativa no subsistema 1, ao contrário do
subsistema 2 que obteve diferença entre os dois tratamentos.
Tabela 16. Taxa de crescimento relativo - TCR (%) em diâmetro das espécies
estudadas, até os 240 dias após a implantação do experimento, nos dois
subsistemas, localizados no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
Subsistema 1 Subsistema 2
Espécies
CP SP CP SP
Erythrina velutina 52,91 aA 62,00 aA 97,89 bA 108,66 aA
Bowdichia virgilioides 0,00 aA 0,00 aA 212,03 aA 55,56 aB
Sapindus saponaria 70,07 aA 25,54 aA 59,81 bA 60,70 aA
Guazuma ulmifolia 53,34 aA 21,63 aA 102,69 bA 30,00 aB
Lonchocarpus sericeus 88,17 aA 25,42 aA 70,16 bA 46,52 aA
Machaerium aculeatum 22,14 aA 0,00 aA -100,00 cB 0,00 aA
47,77 A 24,45 A 73,76 A 50,24 B
Médias
36,11 b 62,00 a
Médias seguidas pela mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.
Letras minúsculas na vertical comparam as espécies, para cada protetor (CP/SP), em cada ambiente.
Letras minúsculas na horizontal comparam ambientes.
Letras maiúsculas na horizontal comparam protetor, em cada ambiente.
50
tiveram valores médios superiores em diâmetro do coleto em várias épocas do ano, com
relação às parcelas sem protetor.
A B
FIGURA 17. Plantas de Bowdichia virgilioides (A) e Guazuma ulmifolia (B) no
subsistema 2 (agricultura), situado no Campus Rural da
Universidade Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE,
aos 240 dias após a semeadura direta.
51
37,50
30,00
Diâm etro (m m )
22,50
15,00
7,50
0,00
90 120 150 180 210 240
A
52,50
45,00
Diâm etro (m m )
37,50
30,00
22,50
15,00
7,50
0,00
90 120 150 180 210 240
B
Dias após semeadura
FIGURA 18. Valores médios referentes ao diâmetro das espécies selecionadas, até
os 240 dias após a semeadura, nos tratamentos com protetor físico (A)
e sem protetor físico (B), no subsistema 1 (pastagem), localizado no
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de São
Cristóvão-SE.
52
52,50
37,50
30,00
22,50
15,00
7,50
0,00
90 120 150 180 210 240
A
62,50
50,00
Diâmetro (mm)
37,50
25,00
12,50
0,00
120 150 180 210 240
B
Dias após semeadura
FIGURA 19. Média dos valores referente ao diâmetro das espécies estudadas, até os
240 dias após a implantação da semeadura direta, nos tratamentos
com protetor físico (A) e sem protetor físico (B), no subsistema 2
(agricultura), situado no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
53
5. CONCLUSÕES
O protetor físico foi eficaz no estabelecimento das espécies estudadas por meio
da semeadura direta, porém, a ausência do mesmo não inviabilizaria o desenvolvimento
destas.
Houve diferença significativa na porcentagem de emergência de plântulas e
sobrevivência das mudas, entre os dois subsistemas, apresentando melhores resultados
no subsistema 2 (agricultura).
A densidade de sementes utilizada, 5 a 10 sementes por cova, foi suficiente para
o estabelecimento de pelo menos um indivíduo por cova, na implantação da semeadura
direta em campo.
O tamanho das sementes e a massa específica influenciaram no estabelecimento
das espécies em campo, devido à maior quantidade de reservas acumuladas.
As características do sítio podem influenciar na emergência e sobrevivência das
plantas por semeadura direta.
Erythrina velutina destacou-se entre as demais espécies estudadas por apresentar
maiores valores de altura e diâmetro nos dois ambientes, independente da presença ou
ausência do protetor físico.
Erythrina velutina, Sapindus saponaria e Lonchocarpus sericeus são espécies
potencialmente viáveis para serem utilizadas na recuperação de agroecossistemas
degradados, por meio da semeadura direta.
54
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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RODRIGUES, F.C.M.; FIGLIOLIA, M.B. (Coords). Sementes florestais tropicais.
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FERREIRA, R.A.; SANTOS, P.L.; ARAGÃO, A.G.; SANTOS, T.I.S.; SANTOS
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implantação de mata ciliar no Baixo São Francisco em Sergipe. Scientia forestalis,
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58
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UNIOESTE, 2005. 80p. (Mestrado em Agronomia).
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VAN DER BERG, E.; GUIMARÃES, J.C.C.; SILVA, A.C.; NUNES, M.H. Avaliação
da recuperação da vegetação em área minerada para explotação de bauxita, no planalto
de Poços de Caldas, MG, e métodos atuais para recuperação ecológica. In: SIMPÓSIO
NACIONAL [SOBRE] RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS, 7, 2008,
Curitiba. Anais... Curitiba: FUPEF, 2008. p.67-84.
61
ANEXOS
Página
TABELA 1. Resultado das análises química e física do solo nas duas áreas de
implantação do experimento, localizadas no Campus Rural da
Universidade Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE. .....................
64
TABELA 11. Quadro de ANAVA para avaliação da altura média das espécies em
campo, até os 240 dias após a implantação da semeadura direta no
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de
São Cristóvão-SE ................................................................................................
67
62
TABELA 12. Quadro de ANAVA dos valores médios de taxa de crescimento
relativo em altura das espécies, até os 240 dias após a implantação
da semeadura direta, no Campus Rural da Universidade Federal de
Sergipe, município de São Cristóvão-SE ..............................................................
68
TABELA 13. Quadro de ANAVA para avaliação do diâmetro médio das espécies
estudadas, até os 240 dias após a implantação da semeadura direta,
no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município
de São Cristóvão-SE..............................................................................................
68
63
TABELA 1. Resultado das análises química e física do solo nas duas áreas de
implantação do experimento, localizadas no Campus Rural da
Universidade Federal de Sergipe, município de São Cristóvão-SE.
Resultados
Atributos
Subsistema 1 Subsistema 2
Ph em H2O 5,04 4,90
Ca (cmolc/dm3) 0,75 0,58
P (cmolc/dm3) 0,60 0,75
K (cmolc/dm3) 0,07 0,05
Na (cmolc/dm3) 0,037 0,042
P ( PM) 1,20 4,10
Acidez total (H+Al) (cmolc/dm3) 2,23 1,82
Alumínio trocável (Al) (cmolc/dm3) 0,09 0,48
CTC (cmolc/dm3) 3,69 3,24
Saturação por bases (%) 39,6 43,8
Matéria Orgânica (g/dm3) 7,71 17,00
Areia (%) 90,70 80,45
Silte (%) 5,83 12,00
Argila (%) 3,47 7,55
Classificação textural Arenosa Franco-arenosa
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Espécie 5 18.461,33 3.692,27 76,64 0,00*
Repetição 3 133,33 44,44 0,92 0,45ns
Erro 15 722,67 48,18
Total 23 19.317,33
CV (%) 10,96
Média geral 63,33
64
TABELA 4. Quadro de ANAVA da porcentagem de sementes deterioradas das
espécies estudadas, em teste de germinação.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Espécie 5 3.707,33 741,47 19,42 0,00*
Repetição 3 39,33 13,11 0,34 0,79ns
Erro 15 572,67 38,18
Total 23 4.319,33
CV (%) 48,15
Média geral 12,83
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Espécie 5 16.539,33 3.307,87 34,54 0,00*
Repetição 3 215,33 71,78 0,75 0,54ns
Erro 15 1.436,67 95,78
Total 23 18.191,33
CV (%) 41,06
Média geral 23,83
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Espécie 5 633,51 126,70 3,27 0,034**
Repetição 3 360,62 120,21 3,10 0,058ns
Erro 15 580,91 38,73
Total 23 1.575,04
CV (%) 6,81
Média geral 91,39
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Espécie 5 633,51 126,70 3,27 0,034**
Repetição 3 360,62 120,21 3,10 0,058ns
Erro 15 580,91 38,73
Total 23 1.575,04
CV (%) 72,25
Média geral 8,61
65
TABELA 8. Quadro de ANAVA referente aos valores médios da porcentagem de
emergência das espécies estudadas, até os 90 dias após a semeadura
direta, no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município
de São Cristóvão-SE.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 760,16 380,08 1,18 0,316ns
Ambiente 1 12.385,02 12.385,02 38,43 0,000*
Protetor 1 4.377,52 4.377,52 13,58 0,000*
Espécie 5 37.892,49 7.578,50 23,52 0,000*
AxP 1 501,34 501,34 1,55 0,219ns
AxE 5 5.168,55 1.033,71 3,20 0,014**
PxE 5 3.097,19 619,44 1,92 0,108ns
AxPxE 5 3.383,24 676,65 2,1 0,082ns
Erro 46 14.823,60 322,25
Total 71 82.389,11
CV (%) 43,98
Média geral 40,81
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 824,34 412,17 0,62 0,540ns
Ambiente 1 8.176,65 8.176,65 12,37 0,001*
Protetor 1 8.585,30 8.585,30 12,99 0,0008*
Espécie 5 42.599,68 8.519,94 12,89 0,000*
AxP 1 634,15 634,15 0,96 0,332ns
AxE 5 3.568,29 713,66 1,08 0,384ns
PxE 5 3.066,19 613,24 0,93 0,472ns
AxPxE 5 4.909,57 981,91 1,48 0,213ns
Erro 46 30.409,50 661,07
Total 71 102.773,68
CV (%) 50,32
Média geral 51,10
66
TABELA 10. Quadro de ANAVA referente aos valores médios da porcentagem de
covas com plantas, até os 90 dias após a implantação da semeadura direta,
no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de São
Cristóvão-SE.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 719,99 359,99 0,71 0,497ns
Ambiente 1 14.695,55 14.695,55 28,94 0,000*
Protetor 1 13.106,07 13.106.07 25,81 0,000*
Espécie 5 51.005,48 10.201,09 20,09 0,000*
AxP 1 1.371,92 1.371,92 2,70 0,107ns
AxE 5 816,29 163,26 0,32 0,897ns
PxE 5 5.328,46 1.065,69 2,09 0,082ns
AxPxE 5 7.674,94 1.534,99 3,02 0,019**
Erro 46 23.360,75 507,84
Total 71 118.079,46
CV (%) 43,35
Média geral 51,98
TABELA 11. Quadro de ANAVA para avaliação da altura média das espécies em
campo, até os 240 dias após a implantação de semeadura direta, no
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de São
Cristóvão-SE.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 222,37 111,18 0,36 0,698ns
Ambiente 1 69,03 69,03 0,23 0,637ns
Protetor 1 654,62 654,62 2,13 0,151ns
Espécie 5 44.140,62 8.828,12 28,75 0,000*
AxP 1 179,49 179,49 0,58 0,448ns
AxE 5 1.381,26 276,25 0,90 0,489ns
PxE 5 2.919,81 583,96 1,90 0,112ns
AxPxE 5 1.155,43 231,08 0,75 0,589ns
Erro 46 14.125,68 307,08
Total 71 64.848,30
CV (%) 67,55
Média geral 24,71
67
TABELA 12. Quadro de ANAVA dos valores médios de taxa de crescimento relativo
em altura das espécies, até os 240 dias após a implantação de semeadura
direta, no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município
de São Cristóvão-SE.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 13.303,12 6.651,56 1,16 0,323ns
Ambiente 1 98.631,65 98.631,65 17,18 0,0001*
Protetor 1 25.753,15 25.753,15 4,48 0,039ns
Espécie 5 275.340,31 55.068,06 9,59 0,000*
AxP 1 1.227,44 1.227,43 0,21 0,646ns
AxE 5 218.425,22 43.685,04 7,61 0,000*
PxE 5 164.912,36 32.982,47 5,75 0,0003*
AxPxE 5 197.297,01 39.459,40 6,87 0,0001*
Erro 46 263.992,06 5.738,96
Total 71 1.258.882,32
CV (%) 77,16
Média geral 98,18
TABELA 13. Quadro de ANAVA para avaliação do diâmetro médio das espécies
estudadas, até os 240 dias após a implantação de semeadura direta, no
Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe, município de São
Cristóvão-SE.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 15,87 7,94 0,23 0,793ns
Ambiente 1 16,42 16,42 0,48 0,491ns
Protetor 1 4,21 4,21 0,12 0,727ns
Espécie 5 10.855,72 2.171,14 63,64 0,000*
AxP 1 17,84 17,84 0,52 0,473ns
AxE 5 84,96 16,99 0,49 0,776ns
PxE 5 327,74 65,55 1,92 0,109ns
AxPxE 5 94,24 18,85 0,55 0,735ns
Erro 46 1.569,26 34,11
Total 71 12.986,26
CV (%) 63,96
Média geral 9,13
68
TABELA 14. Quadro de ANAVA dos valores médios de taxa de crescimento relativo
em diâmetro das espécies, até os 240 dias após a implantação de
semeadura direta, no Campus Rural da Universidade Federal de Sergipe,
município de São Cristóvão-SE.
FV GL SQ QM Fc PR>Fc
Bloco 2 1.232,52 616,26 0,44 0,648ns
Ambiente 1 12.066,29 12.066,29 8,58 0,0053**
Protetor 1 9.874,81 9.874,81 7,02 0,011**
Espécie 5 73.783,01 14.756,60 10,49 0,000*
AxP 1 0,18 0,18 0,00 0,991ns
AxE 5 61.315,38 12.263,07 8,72 0,000*
PxE 5 26.758,62 5.351,72 3,81 0,0057ns
AxPxE 5 34.118,98 6.823,79 4,85 0,0012**
Erro 46 64.683,10 1.406,15
Total 71 283.832,90
CV (%) 76,44
Média geral 49,06
69