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Teoria e Tipos de Funções Matemáticas

O documento aborda a teoria das funções matemáticas, incluindo definições, propriedades e tipos como funções afim, quadrática, exponencial e logarítmica. Ele explora conceitos como domínio, contradomínio, imagem, e as classificações de funções (injetora, sobrejetora, bijetora). Além disso, apresenta exemplos práticos e métodos para determinar gráficos e zeros de funções.

Enviado por

Jadiel Júnior
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Teoria e Tipos de Funções Matemáticas

O documento aborda a teoria das funções matemáticas, incluindo definições, propriedades e tipos como funções afim, quadrática, exponencial e logarítmica. Ele explora conceitos como domínio, contradomínio, imagem, e as classificações de funções (injetora, sobrejetora, bijetora). Além disso, apresenta exemplos práticos e métodos para determinar gráficos e zeros de funções.

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1

Módulo 2
1. Teoria de Função_____________________2
2. Função Afim_________________________6
3. Função Quadrática____________________8
4. Função Exponencial__________________13
5. Função Logarítmica__________________15
6. Sequências_________________________18
7. Geometria Espacial__________________21
8. Questões___________________________25
2

Módulo 2
1. Teoria de Funções
Antes de iniciarmos qualquer coisa acerca do Não é função pois, o elemento 4, que pertence a A,
estudo das funções, precisamos responder a uma está associado a dois elementos de B.
pergunta: O que é Função? 3º Caso:
O conceito de função é um dos mais importantes
que temos na matemática. Função é uma relação
entre dois conjuntos A e B, não vazios, de forma
que todo elemento de A tem um elemento
correspondente em B e um elemento de A só
possui um único correspondente no conjunto B. É função, pois todos os elementos de A estão
Ou seja, não pode haver um elemento em A que associados a apenas um elemento de B.
não associe em B e nenhum elemento de A pode  Domínio, Contradomínio e Imagem
associar dois ou mais em B. Ao tratarmos sobre Domínio, estamos falando
Função é algo usado constantemente em nosso dia sobre o conjunto de partida. E ao Falarmos de
a dia, usamos na tabela de preços do mercado, Contradomínio estamos falando do conjunto
onde cada produto tem seu valor, utilizamos ao destino, veja no exemplo:
saber o quanto vamos pagar em uma corrida de O conjunto A, que é o conjunto de partida é o
táxi em diferentes bandeiras, e entre outras Domínio da função. O conjuntos B, onde temos o
definições. destino das setas é o Contradomínio da função.
Antes de definirmos mais a fundo alguns conceitos A Imagem nada mais é todos os pontos que foram
sobre funções, precisamos perceber onde há ou
não a presença de funções.
1º Caso:

ligados pelo domínio no contradomínio. Confira o


Exemplo:

Não é Função pois, o Elemento 1 pertencente ao


conjunto A não está associado a nenhum elemento
no conjunto B
2º Caso:
3

A imagem são os elementos que foram ligados em 𝑓(2) = 0; 𝑓(3) = 1; 𝑓(4) = 2; 𝑓(5) = 3
B, ou seja, 𝐼𝑚 = {5,6,7,8}. As vezes ocorre da
imagem ser igual ao contradomínio.  Lei de Formação
Vamos tratar de todos esses conceitos trazendo Nossas funções podem vir em forma de conjuntos,
um exemplo. mas também podem vir em uma lei de formação
que nada mais é que uma expressão que a define:
Ex: Considere a função f: A-B, representado pelo Ex: 𝑓(𝑥) = 3𝑥 − 4 (Lembrando que 𝑓(𝑥) = 𝑦)
diagrama a seguir:
Vamos Encontrar a lei de formação a partir dos
conjuntos, olhe o exemplo a seguir:

Assim, determine:
a) O domínio
Observe que ao aumentarmos o domínio, ou seja
b) O contradomínio
o x, temos aumento de uma unidade na imagem, o
c) A Imagem
𝑓(𝑥). Assim:
d) 𝑓(2), 𝑓(3), 𝑓(4), 𝑓(5)

𝑓 (𝑥 ) = 𝑥 − 2
Resolução:
a) O Domínio nada mais é que todo o conjunto A,
 Definição de Domínio
assim: 𝐷 = {2,3,4,5}
Agora que conhecemos a lei de formação, alguns
b) O contradomínio é todo o conjunto B, Assim:
casos precisamos definir o domínio.
𝐶𝐷 = {0,1,2,3,4}
Alguns casos, como divisão de funções, raiz
c) A imagem são os pontos que foram ligados por
quadrada de funções, funções logarítmicas e até
A em B, assim: 𝐼𝑚 = {0,1,2,3}
as trigonométricas tem certas condições de
d) Precisamos apenas olhar a que número os
existências.
pontos do Domínio ligaram o do Contradomínio,
Vejamos:
assim:
4

Função Condição de Sobrejetora: Uma função só é spbrejetora se a


Existência imagem for igual ao contradomínio, ou seja, s
𝛼 𝛽 ≠0 enão sobrar nenhum elemento no contradomínio.

𝛽
𝛼 ≥0
2𝑛
√α
log𝛽 𝛼 𝛼 >0
𝛽>0e𝛽≠1
Bijetora: Uma função só é bijetora se for injetora
tan 𝛼 𝜋
e sobrejetora. Ou seja, se a imagem é igual ao
𝛼≠ + 𝑘𝜋2
contradomínio e se cada elemento distinto do
sin−1 𝛼 −1 ≤ 𝛼 ≤ 1
domínio tiver um único elemento associado no
cos−1 𝛼
contradomínio.

Ex: Determine o Domínio da f unção:


5
𝑓 (𝑥 ) =
3−𝑥
Resolução: Observando a nossa função, nosso
denominador não pode ser zero. Assim:
𝑓(𝑥) ≠ 0 = 3−𝑥≠0 =𝑥≠3  Função Par e Ímpar
Assim, o domínio será: Uma função só é par se 𝑓(𝑥) = 𝑓(−𝑥), ou seja, se
𝐷 = {𝑥 ∈ ℝ/𝑥 ≠ 3} substituir x por –x, a função não se altera.
 Função Injetora, Sobrejetora e
Bijetora Ex: 𝑓(𝑥) = 𝑥 2 é uma função par, pois ao substituir
Agora que já conhecemos as definições básicas x por –x, teremos:
acerca das funções vamos entrar em suas 𝑓(−𝑥) = (−𝑥)2 = 𝑥 2
propriedades. Assim, 𝑓(𝑥) = 𝑓(−𝑥), logo é uma função par.
Injetora: Uma função é injetora se cada elemento
distinto do domínio tiver um único elemento Uma função só é ímpar se 𝑓(−𝑥) = −𝑓(𝑥), ou seja,
associado no contradomínio. ao substituir x por –x, a função torna-se −𝑓(𝑥),
Ex: 𝑓(𝑥) = 𝑥 3 é uma função ímpar, pois ao
substituir x por –x, teremos:
𝑓(−𝑥) = (−𝑥)3 = −𝑥 3 = −𝑓(𝑥)
Assim, 𝑓(−𝑥) = −𝑓(𝑥), logo é uma função ímpar.
5

Existem ainda funções que não são nem par e nem 3𝑦 − 2


𝑥 =
ímpar. 2𝑦 + 1

Ex: 𝑓(𝑥) = 𝑥 2 − 5𝑥 + 6 Agora, vamos isolar y:


3𝑦 − 2
Se substituirmos x por –x, teremos: 𝑥 =
2𝑦 + 1
𝑓(−𝑥) = (−𝑥)2 − 5(−𝑥) + 6 = 𝑥 2 + 5𝑥 + 6
𝑥 (2𝑦 + 1) = 3𝑦 − 2
Logo, não é nem par e nem ímpar. Denominamos
2𝑥𝑦 + 𝑥 = 3𝑦 − 2
essa função por sem paridade.
2𝑥𝑦 − 3𝑦 = −2 − 𝑥
𝑦(2𝑥 − 3) = −2 − 𝑥
 Função Composta
−2 − 𝑥
𝑦=
2𝑥 − 3
Uma função é composta quando temos uma Agora descobrimos a função inversa ou a
função operado com variável da outra, ou seja, [𝑓(𝑥)]−1
dado duas funções 𝑓(𝑥) e 𝑔(𝑥), onde é
representada por gof ou fog ou 𝑔[𝑓(𝑥)] e
𝑓[𝑔(𝑥)]. Para facilitar a compreensão, vamos a um
exemplo:
Ex: Dadas as funções: 𝑓(𝑥) = 𝑥2 − 1 e 𝑔(𝑥) = 2𝑥,
calcule 𝑓[𝑔(𝑥)] 𝑒 𝑔[𝑓(𝑥)].

Resolução:
𝑓[𝑔(𝑥)] = 𝑓(2𝑥) = (2𝑥)2 − 1 = 4𝑥2 − 1
𝑔[𝑓(𝑥)] = 𝑓(𝑥2 − 1) = 2(𝑥2 − 1) = 2𝑥2 – 2

Assim, apenas substituímos a função no lugar da


variável x.
 Função Inversa
O próprio nome já define a sua construção, em vez
de levar de A até B, ela faz o inverso, leva de B até
A. Ela é representada por [𝑓(𝑥)]−1. Assim, vamos
a um exemplo.
3𝑥−2
Ex: 𝑦 = 2𝑥+1

Resolução:
Precisamos seguir alguns passos, primeiro
precisamos trocar x por y, e y por x, logo:
6

2. Função Afim Coeficiente angular da reta r é o número real a que


Uma função é chamada de afim ou polinomial do expressa à tangente trigonométrica de sua
1ºgrau quando existem dois números reais a,b tal inclinação α, ou seja, 𝑎 = 𝑡𝑔𝛼
que 𝑓(𝑥 ) = 𝑎𝑥 + 𝑏 para todo 𝑥 ∈ ℝ. Há apenas Como analisamos no ponto 𝑎 = 0 e vimos que
uma condição o 𝑎 ≠ 0. não pode existir, precisamos analisar no ponto
Na função afim temos uma única variável (x) e ela 𝑎 > 0 e 𝑎 < 0.
está elevada a primeira potência, sendo assim, tem Assim:
apenas uma única raíz. Seu gráfico exprime uma 1º Caso: Se 𝑎 > 0, a nossa função é crescente ou
reta. seja:
 Entendendo as Letras
Vamos iniciar falando sobre o 𝒂:
1. Seu nome é coeficiente Angular
2. Chamado também de taxa de variação
3. Está colado com o x
4. É um número Real
5. Determina se a reta é crescente ou
decrescente.
Vamos falar agora sobre o 𝒃: 2º Caso: Se 𝑎 < 0 a nossa função é decrescente

1. Seu nome é coeficiente Linear ou seja:

2. #OEXCLUÍDO
3. Está sempre sozinho
4. Chamado de termo independente, pois não
depende de nenhum outro número.
5. Determina em que ponta a reta passa pelo
eixo y.
Por fim, vamso falar sobre o 𝒙:
1. É a variável, onde cada valor de x
(domínio) gera um y (imagem)  Zero da Função
 Crescimento e Decrescimento Há um outro detalhe que precisa ser observado na
Já definimos que uma função afim é um função função afim, já sabemos como descobrir o ponto
cuja lei de formação é 𝑓 (𝑥 ) = 𝑎𝑥 + 𝑏, onde 𝑎 ≠ que passa pelo eixo y, já sabemos como
0. Já vimos também que o valor do 𝑎 determina determinar se a função é crescente ou decrescente,
se o gráfico da função cresce ou decresce. precisamos agora determinar onde corta o eixo x.
7

Assim, veremos agora como definir esse ponto. Somente com estas três perguntas construiremos
Para descobrir o zero da função igualaremos nosso gráfico de forma perfeita. Vamos a um
𝑓(𝑥) = 0. Dessa forma: exemplo.
𝑓 (𝑥 ) = 𝑎𝑥 + 𝑏 Ex: Determine o gráfico da função:
𝑎𝑥 + 𝑏 = 0 𝑓(𝑥) = 3𝑥 − 1.
𝑎𝑥 = −𝑏 Resolução: Para isso, precisamos apenas
−𝑏 responder as três perguntas. Logo:
𝑥=
𝑎 A. 𝑏 = −1. Ou seja a reta corta o eixo y no
Assim, para descobrirmos o ponto onde corta o
ponto -1
−𝑏
eixo x, dividimos . Não é necessário lembrar B. 𝑎 > 0, ou seja a função é crescente
𝑎

dessa divisão, entendendo que é preciso igualar a C. Tomando 𝑓(𝑥) = 0, teremos:


função a 0 e encontrar o valor de x você sempre 3𝑥 − 1 = 0
terá sucesso. 3𝑥 = 1
Ex: Dada a função 𝑓(𝑥) = 5𝑥 − 42 determine o 1
𝑥=
zero da função. 3
1
Resolução: Fazendo 𝑓(𝑥) = 0, teremos: Assim, o ponto onde toca o eixo x é onde 𝑥 = 3

5𝑥 − 42 = 0
5𝑥 = 42
42
𝑥=
5
𝑥 = 8,4
 Gráficos
Agora que já temos uma base sensacional sobre
função afim vamos a um conceito fundamental:
Como construir um gráfico?
Precisamos de apenas três perguntas:
A. Qual o valor do 𝑏? (ou seja, em que ponto
toca no eixo 𝑦)
B. A reta é crescente ou Decrescente? (Ou
seja, se o a for positivo, a reta é crescente,
se a for negativo, a reta é decrescente)
C. Qual o zero da função? (ou seja, em que
ponto toca no eixo 𝑥)
8

3. Função Quadrática 6. Quando 𝑐 = 0, a parábola passa na


Uma função é chamada de quadrática ou origem do sistema cartesiano e uma das
polinomial do 2ºgrau quando existem três raízes será nula.
números reais a,b e c tal que: Por fim, vamos falar sobre o 𝒙:
𝑓 (𝑥 ) = 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 1) É a variável, onde cada valor de x
Para todo 𝑥 ∈ ℝ. Há apenas uma condição: (domínio) gera um y (imagem)
𝑎 ≠ 0.  Concavidade da Parábola
Na função quadrática temos uma única variável Já definimos que uma função quadrática é uma
(x) e ela está elevada a segunda potência, sendo função cuja lei de formação é:
assim, haverá duas raízes. Seu gráfico exprime 𝑓(𝑥 ) = 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 , onde 𝑎 ≠ 0.
uma parábola. Já vimos também que o valor do 𝑎 determina a
 Entendendo as Letras concavidade da parábola, ou seja, se ela é voltada
Vamos iniciar falando sobre o 𝒂: para cima ou para baixo.
1. Está colado com o 𝑥 2 Como analisamos no ponto 𝑎 = 0 e vimos que
2. É um número Real não pode existir, precisamos analisar no ponto
3. Determina se a concavidade da parábola 𝑎 > 0 e 𝑎 < 0.
está voltada para cima ou para baixo. Assim:
Vamos falar agora sobre o 𝒃: 1º Caso: Se 𝑎 > 0, a nossa função é tem
1. Está colado no 𝑥 concavidade voltada para cima, ou seja:
2. É um número Real
3. Indica se a parábola “corta” o eixo y no
seu ramo crescente ou decrescente.
4. Uma definição mais correta sobre a
função do 𝑏, é que ele determina se a reta
tangente ao ponto onde a parábola toca no
eixo 𝑦 é crescente ou decrescente.
5. Quando 𝑏 = 0, a parábola “corta” o eixo 2º Caso: Se 𝑎 < 0 a nossa função tem a
y no seu vértice e suas raízes são números concavidade voltada para baixo, ou seja:
opostos.
Vamos falar agora sobre o 𝒄:
1. #OEXCLUÍDO
2. É um número Real
3. Está sempre sozinho
4. Também chamado de termo independente
5. Determina o pontoo onde cortará o eixo 𝑦
9

Obs: Não faz sentido dizermos que a função é 2 – Encontrar o 𝒙:


crescente ou decrescente, pois em uma parte da −𝑏 ± √∆
𝑥=
função ela é decrescente e após o seu ponto de 2. 𝑎
máximo ou mínimo, torna-se crescente ou vice-e- Ex: Determine os zeros da função a seguir:

versa. 𝑓 (𝑥 ) = 𝑥 2 + 5𝑥 + 4

 Zeros da Função Primeiro vamos separar os coeficientes:

Há um outro detalhe que precisa ser observado na 𝑎 = 1, 𝑏 = 5, 𝑐 = 4

função quadrática, já sabemos como descobrir o Agora vamos descobrir o Delta:

ponto que passa pelo eixo 𝑦, já sabemos como ∆= 𝑏2 − 4. 𝑎. 𝑐

determinar se concavidade da parábola é para ∆= 52 − 4.1.4


cima ou para baixo, precisamos agora determinar ∆= 25 − 16
os dois valores que cortam o eixo 𝑥(𝑥1 𝑒 𝑥2). ∆= 9
Assim, veremos agora como definir esse ponto. Após encontrar o delta vamos encontrar o 𝑥1 𝑒 𝑥2:
Para descobrir os zeros da função igualaremos −𝑏 ± √∆
𝑥=
𝑓(𝑥) = 0. Dessa forma: 2. 𝑎

𝑓 (𝑥 ) = 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 −5 ± √9
𝑥=
2.1
𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 = 0
−5 ± 3
Assim, podemos encontrar as duas raízes de duas 𝑥=
2
maneiras: −5 + 3 −2
𝑥1 = = = −1
1º Fórmula de Báskhara: Utilizando este 2 2
−5 − 3 −8
método muito conhecido faremos da seguinte 𝑥2 = = = −4
2 2
maneira:
Assim, os zeros da função são:
2
𝑎𝑥 + 𝑏𝑥 + 𝑐 = 0
𝑥1 = −4 𝑒 𝑥2 = −1.
A fórmula não pertence a Baskhara, pertence a
2º Soma e Produto: Utilizando um segundo
Sridara, famoso matemático indiano, mas
método, que particularmente gosto mais,
popularmente conhecida no Brasil como fórmula
podemos descobrir a soma e o produto das raízes,
de Báskhara.
assim:
A fórmula inicial é expressada da seguinte −𝑏 𝑐
𝑆= e 𝑃=𝑎
maneira: 𝑎

Vamos responder ao mesmo exemplo feito no


−𝑏 ± √𝑏2 − 4. 𝑎. 𝑐
𝑥= modo anterior:
2𝑎
Mas, para facilitar a construção, foi dividida em Primeiro vamos separar os coeficientes:
dois passos: 𝑎 = 1, 𝑏 = 5, 𝑐 = 4
1 – Encontrar o Delta: Vamos encontrar a soma e o produto:
−𝑏 −5
∆= 𝑏2 − 4. 𝑎. 𝑐 𝑆= = = −5
𝑎 1
10

𝑐 4 1º Caso (𝒃 = 𝟎 𝒆 𝒄 = 𝟎):
𝑃= = =4
𝑎 1 𝑎𝑥 2 = 0
Ao descobrir a soma e o produto pensaremos da
𝑎 = 0 𝑜𝑢 𝑥 2 = 0
seguinte maneira:
Como 𝑎 ≠ 0, temos que 𝑥 = 0
𝑥1 + 𝑥2 = −5
2º Caso (𝒄 = 𝟎 ):
𝑥1 × 𝑥2 = 4
𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 = 0
Quais os dois número que somando dão -5 e
𝑥(𝑎𝑥 + 𝑏) = 0
multiplicando 4. A única resposta possível é que:
𝑥 = 0 𝑜𝑢 𝑎𝑥 + 𝑏 = 0
𝑥1 = −4 𝑒 𝑥2 = −1.
−𝑏
Utilizando um outro processo encontramos os 𝑥 = 0 𝑜𝑢 𝑥 =
𝑎
zeros da função. 3º Caso (𝒃 = 𝟎 ):
𝑂𝑏𝑠1 : Com o processo de encontrar o delta, 𝑎𝑥 2 + 𝑐 = 0
podemos definir três casos sobre o 𝑎𝑥 2 = −𝑐
comportamento do ∆, onde influi no −𝑐
𝑥 = ±√
comportamento do gráfico: 𝑎
𝟏º ∆> 𝟎: Há duas raízes reais  Forma Fatorada de uma Função
Quadrática
Se os números 𝑥1 e 𝑥2 são as raízes de uma função
quadrática 𝑓(𝑥) = 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 então
podemos reescrevê-la na forma fatorada:
𝟐º∆= 𝟎: Há uma raiz real dupla 𝑓(𝑥 ) = 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐
𝑓 (𝑥 ) = 𝑎(𝑥 − 𝑥1 )(𝑥 − 𝑥2 ).
Essa forma de expressar uma função quadrática,
facilita em muitas questões, principalmente na
construção das funções a partir dos gráficos.
𝟑º∆< 𝟎: Não há raiz real  Coordenadas do Vértices (Pontos de
Máximo e Mínimo)
O vértice da parábola é o ponto onde a parábola
troca o seu ramo, e vamos representá-lo por (V).
Os pontos de máximo e de mínimo são calculados
Quando não há raiz real não toca o eixo x. pela coordenada do vértice.

𝑂𝑏𝑠2 :Nesse processo temos que a equação 1º) Se a função tem a concavidade voltada para

formando por meio do processo de extração dos baixo, ou seja, 𝑠𝑒 𝑎 > 0, ela tem ponto de
zeros da função é completa. Se ela for incompleta máximo:
teremos três processos distintos:
11

F. Qual o zero da função? (ou seja, em quais


pontos corta o eixo 𝑥)
G. A função tem ponto de máximo ou ponto
de mínimo? (ou seja, determinar o 𝑥𝑉 e
𝑦𝑉 )
Somente com estas três perguntas construiremos
2º) Se a função tem a concavidade voltada para nosso gráfico de forma perfeita. Vamos a um
cima, ou seja, 𝑠𝑒 𝑎 < 0, ela tem ponto de mínimo: exemplo.
Ex: Determine o gráfico da função:
𝑓 (𝑥 ) = −𝑥 2 + 2𝑥 + 3.
Resolução: Para isso, precisamos apenas
responder as três perguntas. Logo:
D. 𝑐 = 3. Ou seja a reta corta o eixo y no
ponto -1
Para determinar as coordenadas do vértice,
E. 𝑎 < 0, ou seja a função tem concavidade
teremos:
voltada para baixo
−𝑏 −∆
𝑥𝑉 = 2.𝑎 e 𝑦𝑉 = 4.𝑎 F. Tomando 𝑓(𝑥) = 0, teremos:
Muitas dos problemas envolvendo máximos e −𝑥 2 + 2𝑥 + 3. = 0
mínimos, trazem uma certa confusão em como Vamos separar os coeficientes:
determinar se será o 𝑥𝑉 ou o 𝑦𝑉 . Vamos definir 𝑎 = −1, 𝑏 = 2, 𝑐 = 3
no quadro como definir qual usar. Agora vamos descobrir o Delta:
Com isso após termos todas as definições sobre ∆= 22 − 4. (−1).3
gráficos, vamos a construção do gráfico. ∆= 4 + 12
 Gráficos ∆= 16
Agora que já temos uma base sensacional sobre Após encontrar o delta vamos encontrar o 𝑥1 𝑒 𝑥2:
função quadrática vamos a um conceito −𝑏 ± √∆
fundamental: Como construir um gráfico? 𝑥=
2. 𝑎
−2 ± √16
𝑥=
Precisamos de apenas quatro perguntas: 2. (−1)
D. Qual o valor do 𝑐? (ou seja, em que ponto −2 ± 4
𝑥=
−2
toca no eixo 𝑦)
−2 + 4 2
E. A parábola tem concavidade para cima ou 𝑥1 = = = −1
−2 −2
para baixo? (Ou seja, se o 𝑎 for positivo, a −2 − 4 −6
𝑥2 = = =3
parábola é voltada para cima, se 𝑎 for −2 −2
negativo, a parábola é voltada para baixo) Assim, os zeros da função são:
12

𝑥1 = −1 𝑒 𝑥2 = 3
D. Vamos determinar o 𝑥𝑉 e 𝑦𝑉
−𝑏 −2 −2
𝑥𝑉 = = = =1
2.𝑎 2.(−1) −2

−∆ −16
𝑦𝑉 = = =4
4. 𝑎 −4
Assim, vamos construir nosso gráfico perfeito.
13

4. Função Exponencial
Já vimos casos de funções onde o x está elevado
a números, agora veremos um caso onde o x torna
expoente e analisaremos suas particularidades e
seus critérios.
2º Caso: Se 0 < 𝑎 < 1, o gráfico de nossa função
Uma função é chamada de exponencial de base 𝑎,
é decrescente, ou seja:
quando existe determinado 𝑎 que se adequa as
duas seguintes condições: 𝑎 > 0 𝑒 𝑎 ≠ 1, sendo
assim a função é expressa da seguinte maneira
𝑓 (𝑥 ) = 𝑎 𝑥 : para todo 𝑥 ∈ ℝ.
Com esse processo teremos uma função que o seu
gráfico exprime uma curva de crescimento muito
rápido, com isso temos que determinar o
comportamento da nossa curva, ou seja, Observando o gráfico podemos perceber que ele
precisamos determinar quando ocorre sempre toca no ponto (0,1), ou seja, 𝑦 = 1 e
crescimento ou decrescimento desta curva. nunca corta o eixo 𝑥.
Vamos resolver isso agora.  Equações Exponenciais
Precisamos também determinar o processo de
Obs: 𝑎 ≠ 1 , pois tomando que a base seja um, resolução de uma exponencial, partindo sempre
teremos: das ideias de potências, já vistas no módulo1,
𝑥
𝑓 (𝑥 ) = 1 poderemos usar os princípios para facilitar nossa
Independentemente do valor de x, teremos sempre resolução. As equações exponenciais são bem
que a resposta será um, assim teremos uma função parecidas com as funções exponenciais, a
constante que não é o interesse de nosso estudo. diferença é que o y é estabelecido. Exemplos de
 Crescimento ou Decrescimento equação exponencial: 9𝑥 = 27 e 4𝑥 − 5. 2𝑥 +
Nossa base determinará o crescimento ou 4=0
decrescimento de nossa curva. Como vimos Existem dois processos de resolução das equações
anteriormente, temos que 𝑎 > 0 𝑒 𝑎 ≠ 1, mas exponenciais, a redução a mesma base ou o uso
precisamos analisar ainda dois casos possíveis, de uma variável auxiliar.
quando 𝑎 > 1 e 0 < 𝑎 < 1. Vamos agora analisar os dois casos:

1º Caso: Se 𝑎 > 1, o gráfico de nossa função é 1º Caso: Redução a Mesma Base


crescente, ou seja:
14

Utilizamos o processo de redução a mesma base, utilizarmos do método de corte na redução a


quando temos números que podem ser expressos mesma base. Assim:
como fator de um número primo compatível a (2𝑥 )2 − 5. 2𝑥 + 4 = 0
cada equação, para que se aplique o corte das Substituindo 2𝑥 = 𝑦, teremos:
bases e se estude a relação dos expoentes. Vamos 𝑦 2 − 5𝑦 + 4 = 0
a um exemplo: Temos uma equação de segundo grua, o qual o
Ex: Determine o valor de x na equação abaixo processo de resolver está no capítulo anterior.
9𝑥 = 27 Essa equação tem 𝑦1 = 1 𝑒 𝑦2 = 4. (Fica como
Solução: Podemos expressar tanto o 9, como o 27, exercício, como chegamos até esses valores)
2 3
em fator 3. Pois: 9 = 3 e 27 = 3 . Com isso Mas, nosso processo não acaba aqui, pois
substituiremos na nossa equação: encontramos dois valores para y, mas queremos
(32 )𝑥 = 33 encontrar o(s) valor(es) de x. Assim, analisaremos
32𝑥 = 33 os dois valores de y na função a seguir:
2𝑥 = 3 2𝑥 = 𝑦
3 2𝑥 = 4 𝑒 2𝑥 = 1
𝑥=
2 2 𝑥 = 22 𝑒 2 𝑥 = 20
Em nosso processo, após realizarmos as
𝑥=2 𝑒 𝑥=0
propriedades de potência, cortamos as bases e
Assim, 𝑥1 = 2 𝑒 𝑥2 = 0
encontramos o valor de x,
Mas, como resolver está equação exponencial:
2𝑥 = 7
2º Caso: Utilização de Uma Variável Auxiliar
Com os métodos que conhecemos isto é
Neste processo nós não podemos utilizar a
impossível. Assim, precisamos de uma
redução a mesma base, pois existem operações e
ferramenta muito importante, a qual é inversa a
fatores que não nos deixam executar esse
exponencial: Os Logaritmos.
processo, logo utilizaremos de uma variável
auxiliar para facilitar nosso estudo. Vamos a um
exemplo:
Ex: Determine o valor da x na equação a seguir:
4𝑥 − 5. 2𝑥 + 4 = 0
Solução: O fato de termos operações e o número
5, nos impede de montar o corte de bases então,
utilizaremos uma variável auxiliar para facilitar
nosso cálculo. Vamos substituir 2𝑥 = 𝑦. (Pois
posso colocar 4𝑥 = (22 )𝑥 = (2𝑥 )2 ), para depois
15

5. Função Logarítmica Como a chegada dos logaritmos temos algumas


Como vimos no capítulo anterior, existem alguns propriedades que facilitam nosso estudo acerca
casos que não conseguimos resolver pelo dos logaritmos, vamos a elas.
processo de construção exponencial e precisamos  Propriedades
de um artifício muito importante, os logaritmos. Como a criação dos logaritmos facilitou alguns
Os logaritmos foram criado por John Napier, um cálculos mais complicados de serem feitos, temos
matemático escocês que tem uma classe de com isso uma série de propriedades as quais
logaritmos com seu nome, o logaritmo neperiano. veremos agora:
Logaritmo nada mais é do que o expoente. 1º - O logaritmo de 1 é sempre 0, ou seja, log𝑎 1 =
Quando víamos anteriormente, tanto na 0 pois 𝑎0 = 1.
exponencial, como na potenciação, o logaritmo 2º - Quando a base é igual ao logaritmando, o
nada mais é que o expoente empregado. Ele atua logaritmo é sempre 1, ou seja, log𝑎 𝑎 = 1 pois
como o inverso da exponencial. 𝑎1 = 𝑎.
Assim, dados ∈ ℝ, com 𝑎 > 0 𝑒 𝑎 ≠ 1 e 𝑏 > 3º - Quando a base é igual ao logaritmando, e o
0, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠: logaritmando está elevado a algum expoente, o
log 𝑎 𝑏 = 𝑥 → 𝑎 𝑥 = 𝑏 logaritmo será sempre o valor do expoente, ou
Onde: seja, log 𝑎 𝑎𝑛 = 𝑛, pois 𝑎𝑛 = 𝑎𝑛
𝑎 = Base 4º - Um número a, elevado ao logaritmo de b na
𝑏 = Logaritmando base a, é sempre igual ao logaritmando (b), ou
𝑥 = Logaritmo seja, 𝑎log𝑎 𝑏 = 𝑏 pois toda vez que o número que
Ex: Determine o log 8 32. está elevando o log é igual a base do log, a
Solução: Igualando a x, teremos: resposta é sempre o logaritmando.
log 8 32 = 𝑥. 5º - Dois valores são iguais, então, seus
8𝑥 = 32 logaritmos, na mesma base, também são iguais,
Podemos escrever 8 = 23 𝑒 32 = 25 , Assim: ou seja, log 𝑎 𝑏 = log𝑎 𝑐 → 𝑏 = 𝑐
(23 )𝑥 = 25 6º - Logaritmo de um produto:
23𝑥 = 25 log 𝑎 (𝑏. 𝑐) = log 𝑎 𝑏 + log 𝑎 𝑐
5 7º - Logaritmo de uma divisão:
3𝑥 = 5 → 𝑥 =
3 𝑏
5 log 𝑎 ( ) = log𝑎 𝑏 − log 𝑎 𝑐
Assim, determinamos que o logaritmo é igual a 3 𝑐
8º - Logaritmo da Potência no Logaritmando:
Nesse processo precisamos entender que nada
log𝑎 𝑏𝑛 = 𝑛. log 𝑎 𝑏
mais que estamos fazendo é dar um novo olhar
as expressões que antes não tinham resposta e
9º - Logaritmo da Potência na Base:
dar um novo olhar as questões antes resolvidas.
1
log𝑎𝑛 𝑏 = . log 𝑎 𝑏
𝑛
16

10º - Mudança de Base:


log 𝑐 𝑏
log 𝑎 𝑏 =
log𝑐 𝑎
Obs: log(𝑥 ± 𝑦) ≠ log 𝑥 ± log 𝑦
Agora que já conhecemos as propriedades
necessárias, vamos conhecer os logaritmos
naturais.
 Logaritmo Natural 2º Caso: Se 0 < 𝑎 < 1, o gráfico de nossa função
Os logaritmos naturais são aqueles que possuem é decrescente, ou seja:
sua base como um número fixo, que nós
conhecemos. Esse número fixo é o famoso
número de Euler. Assim, um logaritmo natural é
aquele que tem base 𝑒.
log 𝑒 𝑏 = ln 𝑏
 Função Logarítmica
Toda função definida pela lei de formação:

𝑓(𝑥) = log𝑎 𝑥 com 𝑎 ≠ 1 e 𝑎 > 0 Observando o gráfico podemos perceber que ele
sempre toca no ponto (1,0), ou seja, 𝑥 = 1 e nunca
Essa função é denominada função logarítmica de corta o eixo 𝑦.
base a. Nesse tipo de função o domínio é Obs: Observando os gráficos da função
representado pelo conjunto dos números reais exponencial e da função logarítmica, temos que
maiores que zero e o contradomínio, o conjunto elas são o inverso uma da outra. Enquanto a
dos reais. exponencial corta o eixo y no ponto (0,1) a
 Gráfico da função Logarítmica logarítmica corta o eixo x no ponto (1,0) e
Nossa base determinará o crescimento ou enquanto a exponencial nunca toca no eixo x, a
decrescimento de nossa curva. Como vimos logarítmica nunca toca no eixo y.
anteriormente, temos que 𝑎 > 0 𝑒 𝑎 ≠ 1, mas Vamos aos Gráficos:
precisamos analisar ainda dois casos possíveis,
quando 𝑎 > 1 e 0 < 𝑎 < 1. Quando 𝑎 > 1:

1º Caso: Se 𝑎 > 1, o gráfico de nossa função é


crescente, ou seja:
17

Quando 0 < 𝑎 < 1:


18

6. Sequências 𝑟=3=3
O assunto de sequências costuma ser cobrado Assim, é uma PA, pois a razão é constante. Agora
tanto na parte de Raciocínio Lógico como na parte vamos encontrar o 6º termo. Temos:
de Matemática Básica em diversos editais. Aqui, 𝑎1 = 2 𝑛=6 𝑟=3
nós focaremos na parte aritmética. Os dois Com isso:
principais tipos de sequências lineares que você 𝑎6 = 2 + ( 6 − 1 ) . 3
precisa conhecer são as famosas: 𝑎6 = 2 + 5. 3
• Progressão Aritmética (PA); 𝑎6 = 2 + 15
• Progressão Geométrica (PG). 𝑎6 = 17
Assim, vamos comentar sobre ambas agora: Assim, descobrimos que o 6º termo desta PA é 17,
 Progressão Aritmética (PA) poderíamos ter encontrado somando sempre por
Uma progressão aritmética é aquela em que os 3: {2,5,8,11,14,17}. Também veríamos que o 6º
termos crescem sendo adicionados a uma razão termo é o 17.
constante, normalmente representada pela letra r. Obs: Existe uma forma mais simples de encontrar
Seu nome provem da média aritmética. Uma os termos. Vamos supor que você queria
característica importante sobre a PA é que ela encontrar o 6º termo.
cresce somando, assim é mais fácil de 𝑎6 = 𝑎1 + 5𝑟
compreendê-la. Você coloca sempre o 𝑎1 e pensa, faltam quanto
A PA tem uma fórmula para se encontrar os para 6? Faltam 5, você multiplica esse valor por r
termos. Essa fórmula é conhecida como Termo e assim temos 𝑎6 = 𝑎1 + 5𝑟
Geral da PA;
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1). 𝑟 A PA também nos fornece um artifício chamado
Onde: Soma de Termos de uma PA, onde:
𝑎𝑛 – O termo que eu quero. (𝑎𝑛 + 𝑎1 ). 𝑛
𝑆𝑛 =
𝑎1 – O primeiro termo. 2
𝑛 – O número do termo que eu quero Onde:

𝑟 – A razão, que é sempre constante. 𝑆𝑛 = Soma da quantidade de termos

Existe também uma forma de encontrar a razão: 𝑎𝑛 – O último termo.

𝑟 = 𝑎2 − 𝑎1 = 𝑎3 − 𝑎2 = ⋯ = 𝑎𝑛 − 𝑎𝑛−1 𝑎1 – O primeiro termo.

Ex: Determine o 6º termo da seguinte sequência: 𝑛 – O número do termo que eu quero.

{2,5,8,...}. Vamos a um exemplo:

Resolução: Pra sabermos se essa sequência é uma Ex: Qual a soma dos 10 primeiros
PA precisamos ver se a razão é constante, assim termos da PA (1, 4, 7, ...)
utilizaremos a formula para encontrar a razão: Resolução: Nós já temos:
𝑟 =5−2 =8−5 𝑎1 = 1 𝑛 = 10
19

Descobrimos 𝑟 = 4 − 1 = 3 da PG é que ela cresce multiplicando. O seu nome


Precisamos encontrara o último termo que é o 𝑎10 . vem da Média Geométrica.
Assim, utilizaremos o macete, colocando sempre A PG tem um fórmula para encontrar os termos,
o 𝑎1 e perguntando faltam quantos para 10, faltam chamada de termo geral da PG.
9, logo: 𝑎𝑛 = 𝑎1 . 𝑞𝑛−1
𝑎10 = 𝑎1 + 9𝑟 𝑎𝑛 – O termo que eu quero.
𝑎10 = 1 + 9.3 𝑎1 – O primeiro termo.
𝑎10 = 28 𝑛 – O número do termo que eu quero
Agora que já temos todos os termos vamos para a 𝑞 – A razão, que é sempre constante.
Soma: Existe também uma forma de encontrar a razão
(28 + 1). 10 29.10 𝑎2 𝑎 3 𝑎𝑛
𝑆𝑛 = = = 29.5 = 145 𝑞= = =⋯=
2 2 𝑎1 𝑎2 𝑎𝑛−1
Logo, a soma dos 10 primeiros termos dessa PA é Ex: Determine o 6º termo da seguinte sequência:
145. {1,3,9,...}.
Obs: Há uma análise muito interessante acerca Resolução: Para ser uma PG precisamos que a
das Progressões Aritméticas. Vamos analisar o razão seja constante. Assim:
termo geral: 3 9
𝑞= =
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1). 𝑟 1 3
Se substituirmos: 𝑞=3=3

𝑎𝑛 = 𝑓(𝑥) Como a razão é constante e ela cresce


multiplicando, temos uma PG. Assim:Vamos
𝑎1 = 𝑏
assim, descobrir o 𝑎6 . Temos:
𝑟=𝑎
(𝑛 − 1) = 𝑥 𝑎1 = 1 𝑛=6 𝑞=3

Teremos então que: Com isso:

𝑓(𝑥 ) = 𝑎. 𝑥 + 𝑏 𝑎6 = 1. 36−1
Assim, esse é o motivo da PA ter um cálculo mais 𝑎6 = 35
simples, ela nada mais é do que uma função afim, 𝑎6 = 243
ou seja uma reta, por isso cresce em forma de Assim, o 6º termo dessa PG é 243.
soma. Obs: Existe uma forma mais simples de encontrar
 Progressão Geométrica (PG) os termos. Vamos supor que você queria
A Progressão Geométrica é um conceito muito encontrar o 6º termo.
parecido com a Aritmética, porém ela cresce pela
𝑎6 = 𝑎1 . 𝑞5
multiplicação de um termo constante,
denominado razão. Uma característica importante
20

Você coloca sempre o 𝑎1 e pensa, faltam quanto Teremos:


para 6? Faltam 5, você eleva essa valor a q e assim 𝑓(𝑥) = 𝑏𝑎 𝑥
temos 𝑎6 = 𝑎1 . 𝑞 5 Assim, esse é o motivo da PG ter um cálculo mais
A PG oferta também uma fórmula para soma de complicado, ela nada mais é do que uma função
termos. Para ela precisamos saber se é uma PG exponencial, ou seja seu gráfico cresce muito
finita ou infinita. mais rápido, dificultando um pouco os resultados.
A soma dos termos de uma PG finita é dada pela
seguinte expressão:
𝑎1 (𝑞 𝑛 − 1)
𝑆𝑛 =
𝑞−1
Uma vantagem da soma de termos da PG é que
você não precisa do 𝑎𝑛 .

Ex: Qual a soma dos 5 primeiros


termos da PG (1, 4, 16, ...) ?
Resolução: Nós já temos que o 𝑎1 = 1 e 𝑛 =
5. Precisamos encontrara a razão, assim:
4 16
𝑞= =
1 4
𝑞=4=4
Assim:
1(45 − 1) 1023
𝑆5 = = = 341
4−1 3
Logo a soma dos 5 primeiros termos da PG finita
foi 341.
Se a PG for infinita, temos a seguinte expressão:
𝑎1
𝑆𝑛 =
1−𝑞
Obs: Há uma análise muito interessante acerca
das Progressões Geométricas. Vamos analisar o
termo geral:
𝑎𝑛 = 𝑎1 . 𝑞𝑛−1
Se substituirmos:
𝑎𝑛 = 𝑓(𝑥)
𝑎1 = 𝑏
𝑞=𝑎
(𝑛 − 1) = 𝑥
21

7. Geometria Espacial I – duas faces congruentes chamadas bases estão


Geometria é um dos três grandes ramos da contidas em planos paralelos distintos.
matemática junto a álgebra e o cálculo. Seu nome II – as demais faces, chamadas faces laterais, são
tem origem grega é Geo significa “terra” e Metria paralelogramos determinados por dois lados
significa “Medir”, em sua tradução literal correspondentes nas duas bases e dois lados
geometria seria “medir a terra”. Mas, Geometria é comuns às outras duas faces.
o estudo das formas dos objetos presentes na
natureza, das posições ocupadas por esses Existem alguns elementos de um prisma que
objetos, das relações e das propriedades relativas precisam ser descritos.
a essas formas. Neste capítulo falaremos sobre um
ramo da geometria, a Geometria Euclidiana II,
popularmente conhecida como geometria
espacial.
A Geometria Espacial corresponde a área da
matemática que se encarrega de estudar as figuras
no espaço, ou seja, aquelas que possuem mais de Quando as bases de um prisma reto são polígonos
duas dimensões. De modo geral, a Geometria regulares, ele é chamado de prisma regular.
Espacial pode ser definida como o estudo Sua nomenclatura depende de sua base.
da geometria no espaço.
A Geometria Espacial estuda os objetos que
possuem mais de uma dimensão e ocupam lugar
no espaço. Por sua vez, esses objetos são
conhecidos como "sólidos geométricos" ou
"figuras geométricas espaciais". Esses sólidos se
dividem em três grandes grupos, os Prismas, as Áreas e Volumes:

Pirâmides e os Corpos Redondos. Vamos falar Em sólidos geométricos, surge uma nova

sobre cada um deles. possibilidade de pesquisa, o volume. A ideias de

Obs: Há uma relação muito importante utilizada capacidade está muito presente. Podemos então

para determinar a quantidade de faces, vértices ou calcular 4 fatores principais em um prisma

arestas de qualquer poliedro convexo: qualquer:

𝑉+𝐹 =𝐴+2 1º Área da base (𝑨𝒃 ): A área da base depende do


polígono da base, sempre calcularemos a área do
polígono da base.
 Prismas
Prismas são os poliedros convexos em que:
22

2º Área Lateral (𝑨𝒍 ): Para calcular a área lateral


do prisma, basta multiplicar a área de uma face
lateral pelo número de arestas da base do prisma.
3º Área Total (𝑨𝒕 ): 𝟐𝑨𝒃 + 𝑨𝒍
4º Volume: 𝑽 = 𝑨𝒃 . 𝒉
Obs: Tratando de área, nossa unidade de medida
precisa vir elevada ao quadrado. Ex: 10𝑚2 . Por ser mais um caso particular o cubo tem

Tratando de Volume, nossa unidade de medida fórmulas bem descritas:

precisa vir elevada ao cubo. Ex: 10𝑚3 1º 𝑨𝒃 = 𝒂𝟐

Quanto aos Prismas, temos dois casos particulares 2º 𝑨𝒍 = 𝟒. 𝒂𝟐

que precisamos conversar sobre. São eles o 3º 𝑨𝒕 = 𝟔. 𝒂𝟐


paralelepípedo e o cubo. 4º 𝑽 = 𝒂𝟑
 Paralelepípedo 5º 𝑫𝑪 = 𝒂√𝟑
Trata-se de um prisma que possui base e faces em 6º 𝑫𝑪 = 𝒂√𝟐
formato de paralelogramos. Em definições mais  Pirâmide
usuais é um prisma quadrangular com bases de Pirâmide é um poliedro onde as faces laterais,
paralelogramos. unidas por um vértice, são todas triangulares e a
base é um polígono. O vértice, corresponde ao
ponto mais distante da base da pirâmide e que une
todas as faces laterais triangulares.
Existem alguns elementos de uma pirâmide que
precisam ser descritos.
Por ser um caso particular o paralelepípedo tem
fórmulas bem descritas, dentre ela aparece uma
nova fórmula chamada de diagonal, assim:

1º 𝑨𝒃 = 𝒂. 𝒃
2º 𝑨𝒍 = 𝟐. 𝒄. (𝒃 + 𝒂)
3º 𝑨𝒕 = 𝟐(𝒂. 𝒃 + 𝒂. 𝒄 + 𝒃. 𝒄)
4º 𝑽 = 𝒂. 𝒃. 𝒄
Observe que o número de lados do polígono da
5º 𝑫 = √𝒂𝟐 + 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 base corresponde o número de faces laterais da
 Cubo pirâmide.
O cubo é um caso particular do paralelepípedo
retângulo, no qual cada face é uma região
quadrada.
23

 Tronco de Pirâmide
A secção transversal de uma pirâmide a divide em
dois outros sólidos. O que contém o vértice é uma
nova pirâmide. O que contém a base é um sólido
que chamaremos de tronco de pirâmide.

Aqui nós podemos observar três relações, entre as


pirâmides, chamaremos 𝐻 − ℎ = ℎ′ :
1ª – A razão entre as arestas é igual a razão entre
Em uma pirâmide regular, as faces laterais são
as alturas.
triângulos isósceles e a altura desses triângulos é
𝑙 ℎ′
chamada de apótema da pirâmide (ap). =
𝐿 𝐻
Podemos utilizar uma relação fundamental: 2ª - As razões entre as áreas (Todas elas) das
𝑎𝑝 2 = ℎ2 + 𝑎𝑏2 superfícies correspondentes, nas duas pirâmides,
Áreas e Volumes: são iguais ao quadrado da divisão entre as arestas
Dentro do estudo das pirâmides podemos também ou entre as alturas
desenvolver o estudo de áreas e volumes 2
𝑙 2 ℎ′
( ) =( )
1º Área da base (𝑨𝒃 ): A área da base depende do 𝐿 𝐻
polígono da base, sempre calcularemos a área do 3ª - E os volumes das pirâmides são proporcionais
polígono da base. ao cubo da divisão entre as arestas ou entre as
2º Área Lateral (𝑨𝒍 ): Para calcular a área lateral alturas.
do prisma, basta multiplicar a área de uma face 3
𝑙 3 ℎ′
( ) =( )
lateral pelo número de arestas da base do prisma. 𝐿 𝐻
3º Área Total (𝑨𝒕 ): 𝑨𝒃 + 𝑨𝒍
𝑨𝒃 .𝒉
4º Volume: 𝑽 = Podemos ainda determinar a Área e o Volume do
𝟑

Quanto ao estudo das pirâmides temos uma Tronco de Pirâmide:

particularidade que precisa ser comentada, o troco 1º 𝑨𝒕 = 𝑨𝑩 + 𝑨𝒃 + 𝑨𝒍


𝒉( 𝑨𝑩 +𝑨𝒃 +√ 𝑨𝑩 +𝑨𝒃 )
de pirâmide 2º 𝑽 =
𝟑
24

 Corpos Redondos  Cone


Enquanto os poliedros são sólidos É um sólido formado pela reunião de todos os
geométricos formados apenas por polígonos e segmentos que ligam cada ponto de uma região
cujas arestas são segmentos de reta, os corpos circular (base) a um ponto V (vértice).
redondos são aqueles sólidos que possuem curvas Em todo cone circular reto podemos estabelecer a
em vez de alguma face e que, se colocados sobre seguinte relação: 𝑔 2 = 𝑟 2 + ℎ2
uma superfície plana levemente inclinada, rolam. Há uma condição particular do cone, onde se ele
São exemplos de corpos redondos: cones, for equilátero, a geratriz é igual ao dobro do raio
cilindros e esferas. A figura a seguir mostra um da base. 𝑔 = 2𝑟
exemplo de cada uma dessas figuras. Áreas e Volume
Dentro do estudo do cone podemos também
desenvolver o estudo de áreas e volume:
1º 𝑨𝒃 = 𝝅. 𝒓𝟐
2º 𝑨𝒍 = 𝝅. 𝒓. 𝒈
3º 𝑨𝒕 = 𝝅. 𝒓(𝒓 + 𝒈)
Vamos falar um pouco sobre cada um deles:
𝛑.𝒓𝟐 .𝒉
 Cilindro 4º 𝑽 = 𝟑

Cilindro circular é um sólido geométrico  Esfera


delimitado por duas bases circulares congruentes, Esfera é um sólido geométrico formado por uma
contidas em diferentes planos paralelos e por uma superfície curva contínua, cujos pontos estão
superfície lateral formada por todas as suas equidistantes de um outro ponto, chamado centro.
geratrizes. Uma geratriz de um cilindro circular é Área e Volumes
qualquer segmento de reta paralelo ao eixo do Dentro do estudo da esfera podemos também
cilindro e com extremidades nas circunferências desenvolver o estudo de área e volume:
das base. 1º 𝑨𝒕 = 𝟒𝝅𝒓𝟐
Há uma condição particular do cilindro, onde se 𝟒𝛑.𝒓𝟑
2º 𝑽 = 𝟑
ele for equilátero, a altura é igual ao dobro do raio
da base. ℎ = 2𝑟
Áreas e Volume
Dentro do estudo do cilindro podemos também
desenvolver o estudo de áreas e volume:
1º 𝑨𝒃 = 𝝅. 𝒓𝟐
2º 𝑨𝒍 = 𝟐. 𝝅. 𝒓. 𝒉
3º 𝑨𝒕 = 𝟐. 𝝅. 𝒓(𝒓 + 𝒉)
4º 𝑽 = 𝛑. 𝒓𝟐 . 𝒉
25

[Link]ões 4 - (BRDE 2012). Seja f: R+ → R dada por f(x) =


1 - (Prefeitura Municipal de Canavieira – 2015) √x e g: R → R+ dada por g(x) = x² + 1. A função
Sobre funções injetoras, sobrejetoras e bijetoras, composta (g o f)(x) é dada
julgue os itens abaixo em verdadeiro ou falso. a) √x² + 1 b) x+1 c) √x² + 1 d) √x² e) x² + 1
I. Toda função injetora é bijetora.
II. Quando elementos diferentes geram imagens 5 - (ENEM 2010-2) Lucas precisa estacionar o
diferentes, temos uma função sobrejetora. carro pelo período de 40 minutos, e sua irmã Clara
III. Toda função bijetora admite inversa. também precisa estacionar o carro pelo período de
VI. Quando a imagem é igual ao contra domínio 6 horas. O estacionamento Verde cobra R$ 5,00
temos uma função sobrejetora. por hora de permanência. O estacionamento
a) V V V V b) F F V V c) V V F F Amarelo cobra R$ 6,00 por 4 horas de
d) F F F F e) V F V F permanência e mais R$ 2,50 por hora ou fração de
hora ultrapassada. O estacionamento Preto cobra
2 - (Eletrobrás 2014). No figura a seguir está R$ 7,00 por 3 horas de permanência e mais R$
evidenciada, através de setas, uma relação entre 1,00 por hora ou fração de hora ultrapassada. Os
os elementos do conjunto A e os elementos estacionamentos mais econômicos para Lucas e
do conjunto B. Clara, respectivamente, são
a) Verde e Preto. b) Verde e Amarelo.
c) Amarelo e Amarelo. d) Preto e Preto.
e) Verde e Verde.

6 - (Enem 2009-ANULADA) Uma empresa


produz jogos pedagógicos para computadores,
A respeito desta relação é correto afirmar que:
com custos fixos de R$ 1.000,00 e custos
(A) não é uma função.
variáveis de R$ 100,00 por unidade de jogo
(B) é uma função que não é injetora nem
produzida. Desse modo, o custo total para x jogos
sobrejetora.
produzidos é dado por: C(x) = 1 + 0,1x (em R$
(C) é uma função injetora, mas não sobrejetora.
1.000,00). A gerência da empresa determina que
(D) é uma função sobrejetora, mas não injetora.
o preço de venda do produto seja de R$ 700,00.
(E) é uma função bijetora.
Com isso a receita bruta para x jogos produzidos
é dada por R(x) = 0,7x (em R$ 1.000,00).
3 - (SEDUC RJ – 2011). Considere a função de
O lucro líquido, obtido pela venda de x unidades
variável real f(x) = (3x + 8)/2. Qual o valor de f-
de jogos, é calculado pela diferença entre a receita
¹(10)?
bruta e os custos totais.
a) 1 ⁄ 19 b) 6 c) 0,25 d) 4 e) 19
26

O gráfico que modela corretamente o lucro 7 - (ENEM 2009- OFICIAL) Um experimento


líquido dessa empresa, quando são produzidos x consiste em colocar certa quantidade de bolas de
jogos, é: vidro idênticas em um copo com água até certo
nível e medir o nível da água, conforme ilustrado
na figura a seguir. Como resultado do
experimento, concluiu-se que o nível da água é
função do número de bolas de vidro que são
colocadas dentro do copo.

O quadro a seguir mostra alguns resultados do


experimento realizado.

Qual a expressão algébrica que permite calcular o


nível da água (y) em função do número de bolas
(x)?
A) y = 30x. B) y = 25x + 20,2. C) y = 1,27x.
D) y = 0,7x. E) y = 0,07x + 6.

8 - (ENEM 2018) A quantidade x de peças, em


milhar, produzidas e o faturamento y, em milhar
de real, de uma empresa estão representados nos
gráficos, ambos em função do número t de horas
trabalhadas por seus funcionários.
27

Se um morador pagar uma conta de R$ 19,00, isso


significa que ele consumiu:
a) 16 m³ de água b)17 m³ de água c) 18 m³ de água
d) 19 m³ de água e) 20 m³ de água

10 – (Enem 2019) - Uma empresa tem diversos


funcionários. Um deles é o gerente, que recebe R$
1 000,00 por semana. Os outros funcionários são
diaristas. Cada um deles trabalha 2 dias por
semana, recebendo R$ 80,00 por dia trabalhado.
Chamando de X a quantidade total de
funcionários da empresa, a quantia Y, em reais,
que esta empresa gasta semanalmente para pagar
seus funcionários é expressa por
A) Y = 80X + 920. B) Y = 80X + 1 000.
C) Y = 80X + 1 080. D) Y = 160X + 840.
E) Y = 160X + 1 000.

11 - (Enem 2009) Um posto de combustível vende


10.000 litros de álcool por dia a R$ 1,50 cada litro.
O número de peças que devem ser produzidas Seu proprietário percebeu que, para cada centavo
para se obter um faturamento de R$ 10 000,00 é: de desconto que concedia por litro, eram vendidos
A) 2.000. B) 2.500. C) 40.000. D) 50.000. 100 litros a mais por dia. Por exemplo, no dia em
E) 200.000. que o preço do álcool foi R$ 1,48, foram vendidos
10.200 litros.
9 - (ENEM/2010-2) Certo município brasileiro Considerando x o valor, em centavos, do desconto
cobra a conta de água de seus habitantes de acordo dado no preço de cada litro, e V o valor, em R$,
com o gráfico. arrecadado por dia com a venda do álcool, então
O valor a ser pago depende do consumo mensal a expressão que relaciona V e x é
em m³. a) 𝑉 = 10.000 + 50𝑥 – 𝑥 2 .
b) 𝑉 = 10.000 + 50𝑥 + 𝑥 2 .
c) 𝑉 = 15.000 − 50𝑥 – 𝑥 2 .
d) 𝑉 = 15.000 + 50𝑥 – 𝑥 2 .
e) 𝑉 = 15.000 + 50𝑥 + 𝑥 2 .
28

12 - (Enem 2018) Um projétil é lançado por um Qual a medida da altura H, em metro, indicada na
canhão e atinge o solo a uma distância de 150 Figura 2?
metros do ponto de partida. Ele percorre uma a)16/3 b)31/5 c)25/4 d)25/3 e) 75/2
trajetória parabólica, e a altura máxima que atinge
em relação ao solo é de 25 metros. 14 - (Enem 2016 - 2ª aplicação) Para evitar uma
epidemia, a Secretaria de Saúde de uma cidade
dedetizou todos os bairros, de modo a evitar a
proliferação do mosquito da dengue. Sabe-se que
o número f de infectados é dado pela função f(t) =
Admita um sistema de coordenadas xy em que no − 2𝑡 2 + 120𝑡 (em que t é expresso em dia e t =
eixo vertical y está representada a altura e no eixo 0 é o dia anterior à primeira infecção) e que tal
horizontal x está representada a distância, ambas expressão é válida para os 60 primeiros dias da
em metro. Considere que o canhão está no ponto epidemia.
(150; 0) e que o projétil atinge o solo no ponto (0; A Secretaria de Saúde decidiu que uma segunda
0) do plano xy. A equação da parábola que dedetização deveria ser feita no dia em que o
representa a trajetória descrita pelo projétil é: número de infectados chegasse à marca de 1 600
A) y = 150x – x² B) y = 3.750x – 25x² pessoas, e uma segunda dedetização precisou
C) 75y = 300x – 2x² D) 125y = 450x – 3x² acontecer.A segunda dedetização começou no
E) 225y = 150x – x² a)19º dia. b)20º dia. c)29º dia. d)30º dia.
e) 60º dia.
13 - (Enem 2017) A igreja de São Francisco de
Assis, obra arquitetônica modernista de Oscar 15 - (Enem 2013) Uma pequena fábrica vende
Niemeyer, localizada na Lagoa da Pampulha, em seus bonés em pacotes com quantidades de
Belo Horizonte, possui abóbadas parabólicas. A unidades variáveis. O lucro obtido é dado pela
seta na Figura 1 ilustra uma das abóbadas na expressão:
entrada principal da capela. A figura 2 fornece 𝐿(𝑥) = −𝑥 2 + 12𝑥 − 20
uma vista frontal desta abóbada, com medidas Onde x representa a quantidade de bonés contidos
hipotéticas para simplificar os cálculos. no pacote. A empresa pretende fazer um único
tipo de empacotamento, obtendo um lucro
máximo. Para obter o lucro máximo nas vendas,
os pacotes devem conter uma quantidade de bonés
igual a:
A) 9. B) 6. C) 14. D) 4. E) 10.

16 - Texto para a questão 16


29

A população mundial está ficando mais velha, os 17 - (ENEM 2015) O sindicato de trabalhadores
índices de natalidade diminuíram e a expectativa de uma empresa sugere que o piso salarial da
de vida aumentou. No gráfico seguinte, são classe seja de R$1800,00, propondo um aumento
apresentados dados obtidos por pesquisa realizada percentual fixo por cada ano dedicado ao trabalho.
pela Organização das Nações Unidas (ONU), a A expressão que corresponde à proposta salarial
respeito da quantidade de pessoas com 60 anos ou (s), em função do tempo de serviço (t), em anos, é
mais em todo o mundo. Os números da coluna da 𝑠(𝑡) = 1800 . (1,03)𝑡 . De acordo com a
direita representam as faixas percentuais. Por proposta do sindicato, o salário de um profissional
exemplo, em 1950 havia 95 milhões de pessoas dessa empresa com 2 anos de tempo de serviço
com 60 anos ou mais nos países desenvolvidos, será, em reais,
número entre 10% e 15% da população total nos A) 7.416,00. B) 3.819,24. C) 3.709,62.
países desenvolvidos. D) 3.708,00. E) 1.909,62.

18 - (Enem (Libras) 2017) Um modelo de


automóvel tem seu valor depreciado em função do
tempo de uso segundo a função 𝑓(𝑡) = 𝑏. 𝑎𝑡 com
t em ano. Essa função está representada no
gráfico.

16 – (ENEM 2009-ANULADA) Suponha que o


modelo exponencial seja igual a 𝑦 = 363𝑒 0,03𝑥 ,
em que x = 0 corresponde ao ano 2000, x = 1
corresponde ao ano 2001, e assim
sucessivamente, e que y é a população em milhões
Qual será o valor desse automóvel, em real, ao
de habitantes no ano x, seja usado para estimar
completar dois anos de uso?
essa população com 60 anos ou mais de idade nos
a) 48.000,00 b) 48.114,00 c) 48.600,00
países em desenvolvimento entre 2010 e 2050.
d) 48.870,00 e) 49.683,00
Desse modo, considerando o valor 𝑒 0,3 = 1, 35
estima-se que a população com 60 anos ou mais
19 – Em 2011, um terremoto de magnitude 9,0 na
estará, em 2030, entre:
escala Richter causou um devastador tsunami no
A) 490 e 510 milhões. B) 550 e 620 milhões.
Japão, provocando um alerta na usina nuclear de
C) 780 e 800 milhões. D) 810 e 860 milhões.
Fukushima.
E) 870 e 910 milhões.
30

Em 2013, outro terremoto, de magnitude 7,0 na


mesma escala, sacudiu Sichuan (sudoeste da Em um contrato de empréstimo com
China), deixando centenas de mortos e milhares sessenta parcelas fixas mensais, de R$820,00, a
de feridos. A magnitude de um terremoto na uma taxa de juros de 1,32% ao mês, junto com a
escala Richter pode ser calculada por: trigésima parcela será paga antecipadamente uma
outra parcela, desde que o desconto seja superior
a 25% do valor da parcela. Utilize 0,2877 como

Sendo E a energia, em kWh, liberada pelo


aproximação para In e 0,0131 como
terremoto e E0 uma constante real positiva.
aproximação para In (1,0132). A primeira das
Considere que E1 e E2 representam as energias
parcelas que poderá ser antecipada junto com a
liberadas nos terremotos ocorridos no Japão e na
30ª é a
China, respectivamente.
A) 56ª B) 55ª C) 52ª D) 51ª E) 45ª
Qual a relação entre E1 e E2?
A) E1 = E2 + 2 B) E1 = 10².E2 C) E1 = 10³.E2
22 - Ronaldo é um garoto que adora brincar com
D) E1 = 109/7.E2 E) E1 = 9/7.E2
números. Numa dessas brincadeiras, empilhou
caixas numeradas de acordo com a sequência
20 – (ENEM 2016)Uma liga metálica sai do forno
conforme mostrada no esquema a seguir.
a uma temperatura de 3 000℃ e diminui 1% de
sua temperatura a cada 30 min.
Use 0,477 como aproximação para log10 3 e
1,041 como aproximação para log10 11.
Ele percebeu que a soma dos números em cada
O tempo decorrido, em hora, até que a liga atinja
linha tinha uma propriedade e que, por meio dessa
30℃ é mais próximo de
propriedade, era possível prever a soma de
a) 22 b) 50 c) 100 d) 200 e)400
qualquer linha posterior às já construídas. A partir
dessa propriedade, qual será a soma da 9ª linha da
21 - Um contrato de empréstimo prevê que
sequência de caixas empilhadas por Ronaldo?
quando uma parcela é paga de forma antecipada,
A) 9 B) 45 C) 64 D) 81 E) 28
conceder-se-á uma redução de juros de acordo
com o período de antecipação. Nesse caso, paga-
23 - (ENEM 2015) O acréscimo de tecnologias no
se o valor presente, que é o valor, naquele
sistema produtivo industrial tem por objetivo
momento, de uma quantia que deveria ser
reduzir custos e aumentar a produtividade. No
paga em uma data futura. Um valor
primeiro ano de funcionamento, uma indústria
presente P submetido a juros compostos com
fabricou 8 000 unidades de um determinado
taxa i, por um período de tempo n, produz um
produto.
valor futuro V determinado pela fórmula:
31

No ano seguinte, investiu em tecnologia metros, o terceiro, a 120 metros, e assim


adquirindo novas máquinas e aumentou a sucessivamente, mantendo-se sempre uma
produção em 50%. Estima-se que esse aumento distância de vinte metros entre os postes, até que
percentual se repita nos próximos anos, o último poste seja colocado a uma distância de 1
garantindo um crescimento anual de 50%. 380 metros da praça.
Considere P a quantidade anual de produtos Se a prefeitura pode pagar, no máximo, R$ 8
fabricados no ano t de funcionamento da 000,00 por poste colocado, o maior valor que
indústria. poderá gastar com a colocação desses postes é:
Se a estimativa for alcançada, qual é a expressão a) R$512 000,00. b) R$520 000,00.
que determina o número de unidades c) R$528 000,00. d) R$552 000,00.
produzidas P em função de t, para t ≥ 1? e) R$584 000,00.
a) 𝑃(𝑡) = 0,5 · 𝑡 −1 + 8000
b) 𝑃(𝑡) = 50 · 𝑡 −1 + 8000 26 – (Enem 2009) Em uma padaria, há dois tipos
c) 𝑃(𝑡) = 40000 · 𝑡 −1 + 8000 de forma de bolo, formas 1 e 2, como mostra na
d) 𝑃(𝑡) = 8000 · (0,5)𝑡−1 sequência. Sejam L o lado da base da forma
e) 𝑃 (𝑡) = 8000 · (1,5)𝑡−1 quadrada, r o raio da base da forma redonda, A1 e
A2 as áreas das bases das formas 1 e 2, e V1 e V2
24 - (ENEM/2011) O número mensal de os seus volumes, respectivamente.
passagens de uma determinada empresa aérea
aumentou no ano passado nas seguintes
condições: em janeiro foram vendidas 33 000
passagens; em fevereiro, 34 500; em março, 36
000. Esse padrão de crescimento se mantém para
Se as formas têm a mesma altura h, para que elas
os meses subsequentes. Quantas passagens foram
comportem a mesma quantidade de massa de
vendidas por essa empresa em julho do ano
bolo, qual é a relação entre r e L?
passado?
A) 𝐿 = 𝑟 B) 𝐿 = 2𝑟 C) 𝐿 = 𝑟 D) L = 𝑟√𝜋
a) 38 000 b) 40 500 c) 41 000 d) 42 000 e) 48 000
𝜋𝑟 2
E) L = 2

25 - (Enem 2018) A prefeitura de um pequeno


município do interior decide colocar postes 27 – (Enem 2009) Um vasilhame na forma de um

para iluminação ao longo de uma estrada cilindro circular reto de raio da base de 5 cm e

retilínea, que inicia em uma praça central e altura de 30 cm está parcialmente ocupado por

termina numa fazenda na zona rural. Como a 625𝜋 cm3 de álcool.


praça já possui iluminação, o primeiro poste será
colocado a 80 metros da praça, o segundo, a 100
32

cisterna. A cisterna atual tem formato cilíndrico,


com 3 m de altura e 2 m de diâmetro, e estimou-
se que a nova cisterna deverá comportar 81 m3 de
água, mantendo o formato cilíndrico e a altura da
atual. Após
a inauguração da nova cisterna a antiga será
desativada. Utilize 3,0 como aproximação para 𝜋.
Suponha que sobre o vasilhame seja fixado um Qual deve ser o aumento, em metros, no raio da
funil na forma de um cone circular reto de raio da cisterna para atingir o volume desejado?
base de 5 cm e altura de 6 cm, conforme ilustra a A) 0,5 B) 1,0 C) 2,0 D) 3,5 E) 8,0
figura 1. O conjunto, como mostra a figura 2, é
virado para baixo, sendo H a distância da 30 - (ENEM 2019) No ano de 1751, o matemático
superfície do álcool até o fundo do vasilhame. Euler conseguiu demonstrar a famosa relação para
Volume do cone: poliedros convexos que relaciona o número de
𝜋𝑟 2 ℎ suas faces (F), arestas (A) e vértices (V): V + F =
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒 =
3 A + 2. No entanto, na busca dessa demonstração,
Considerando-se essas informações, qual é o essa relação foi sendo testada em poliedros
valor da distância H? convexos e não convexos. Observou-se que
A) 5 cm. B) 7 cm. C) 8 cm. D) 12 cm. E) 18 cm. alguns poliedros não convexos satisfaziam a
relação e outros não. Um exemplo de poliedro não
28 – (Enem 2015) Para o modelo de um troféu foi convexo é dado na figura. Todas as faces que não
escolhido um poliedro P, obtido a partir de cortes podem ser vistas diretamente são retangulares.
nos vértices de um cubo. Com um corte plano em
cada um dos cantos do cubo, retira-se o canto, que
é um tetraedro de arestas menores do que metade
da aresta do cubo. Cada face do poliedro P, então,
é pintada usando uma cor distinta das demais
faces. Com base nas informações, qual é a Qual a relação entre os vértices, as faces e as
quantidade de cores que serão utilizadas na arestas do poliedro apresentado na figura?
pintura das faces do troféu? A) V + F= A
A) 6 B) 8 C) 14 D) 24 E) 30 B) V + F = A - 1
C) V + F = A + 1
29 – (Enem 2015) Para resolver o problema de D) V + F = A + 2
abastecimento de água foi decidida, numa reunião E) V + F = A + 3
do condomínio, a construção de uma nova

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