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Número de Reynolds e Escoamentos Fluidos

O documento explora o conceito de número de Reynolds e os tipos de escoamento de fluidos, incluindo laminar, de transição e turbulento. Através de experimentos, foram observadas as transições entre esses regimes ao variar a vazão de um fluido, utilizando corante para visualização. Os resultados demonstraram que o número de Reynolds é fundamental para classificar o escoamento e que sua variação é influenciada pelo diâmetro do tubo e pela viscosidade do fluido.

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Número de Reynolds e Escoamentos Fluidos

O documento explora o conceito de número de Reynolds e os tipos de escoamento de fluidos, incluindo laminar, de transição e turbulento. Através de experimentos, foram observadas as transições entre esses regimes ao variar a vazão de um fluido, utilizando corante para visualização. Os resultados demonstraram que o número de Reynolds é fundamental para classificar o escoamento e que sua variação é influenciada pelo diâmetro do tubo e pela viscosidade do fluido.

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Prática: Número de Reynolds e Tipos de

Escoamento

Discente:
Ernesto Alexandre Chirindza

Setembro/2024
Índice

Introdução----------------------------------------------------------------------------------------3

Objetivos------------------------------------------------------------------------------------------4

Materiais e equipamentos-----------------------------------------------------------------------4

Procedimentos------------------------------------------------------------------------------------4

Resultados----------------------------------------------------------------------------------------5

Conclusão-----------------------------------------------------------------------------------------6

Bibliografia----------------------------------------------------------------------------------------7
Introduçao

Em 1883, procurando observar o comportamento do escoamento dos líquidos, Osborne


Reynolds empregou um dispositivo como esquematizado na Figura abaixo que consiste
de um tubo de vidro inserido em um recipiente com paredes de vidro. Um corante (azul
de metileno) foi introduzido na entrada do tubo. Ao abrir a válvula de controle de vazão,
ele observou dois escoamentos diferentes do corante inserido no interior do tubo: o
primeiro, com a válvula pouco aberta, onde o corante segue ao longo de linhas retilíneas
de movimento do fluido, definido como laminar, e o outro ao abrir mais a válvula, a
velocidade do fluido aumenta e o corante inserido move-se em trajetórias sinuosas da
maneira mais indireta possível. Este regime de escoamento foi definido como turbulento.
Portanto, ele descreveu como visualizar escoamentos laminares e turbulentos dos fluidos
em movimento.

Considere o caso de velocidade crescente em um tubo. Inicialmente, as forças viscosas


dominam e a vazão é laminar. À medida que a velocidade aumenta se formam
turbulências ocasionais, porém estas são rapidamente amortecidas pelos efeitos viscosos.
À medida que a velocidade do fluido vai sendo aumentada ocorre um aumento na
turbulência até alcançar um ponto onde toda a vazão fica sujeita ao distúrbio e pode ser
considerada completamente turbulenta.

A transição de vazão completamente laminar para vazão completamente turbulenta pode


ocorrer entremeada por períodos de vazão de laminar bastante fixa. A transição final para
vazão completamente turbulenta tende a ser mais bem definida, pois acima de um certo
nível de turbulência ela se torna autogeradora e algumas perturbações determinarão toda
a vazão em movimento turbulento.

O número de Reynolds é definido como:

em que v é a velocidade do fluido, D é o diâmetro do tubo e v é a viscosidade cinemática.


O escoamento laminar encontra-se quando Re < 2.000, o escoamento de transição 2.000
< Re < 2.400 e o escoamento turbulento Re > 2.400. A Figura 1 abaixo ilustra os tipos de
escoamento. A Tabela 1 apresenta os valores da viscosidade cinemática em função da
temperatura da água.
Objetivo:

Determinar o regime de escoamento: laminar, transição e turbulento

Material: Água, Solução de azul de metileno, Balde, tudo transparente cumprido,


válvulas da tubulação para o calculo da vazao.

Solução de azul de metileno

Fig1. Solução de azul de metileno para determinar o tipo de regime.

Válvulas da tubulação

Fig2: Conjunto de válvulas

Procedimento

Visualização dos tipos de escoamento Aumente lentamente a taxa de vazão abrindo a


válvula de descarga até alguma perturbação de corante seja observada. Identifique os três
tipos de escoamento (laminar, de transição e turbulento). Meça a temperatura e a vazão
para cada tipo de escoamento.
Classificaçao do Escoamento

Quanto a classificação da trajetória o escoamento pode ser classificado como laminar,


transição ou turbulento.

O escoamento laminar é aquele no qual as partículas fluidas percorrem trajetórias


paralelas, sem agitações transversais. As partículas se movem ao longo de trajetórias
suaves, em lâminas ou camadas, cada uma delas deslizando suavemente (baixas
velocidades).

Fig3: Ilustração do Regime Laminar

O escoamento turbulento é aquele no qual as partículas fluidas apresentam entre si um


movimento caótico (irregular) macroscopicamente (altas velocidades). As trajetórias são
irregulares, causando transferência de quantidade de movimento de uma porção do fluido
para outra.

Fig4, 5: Ilustração do regime Turbulento e da disposição dos 3 regimes.

Resultados e Discusoes

O aparato funciona da seguinte forma, a válvula R controla a vazão de água na tubulação.


Um corante apropriado (que não influencia na densidade da água) é inserido lentamente
na corrente fluida, fazendo-se com que o conjunto de partículas fluidas que passam pela
agulha injetora do corante se tornem visíveis, fornecendo se uma ideia mais clara da
trajetória das mesmas. primeiramente calcularam-se as vazões volumétricas através de
medidas de volume e dos tempos necessários para completar os volumes escolhidos, uma
vez que a vazão é a razão entre o volume e o tempo.
Apresentação dos Cálculos

1⁰ Caso:

Dados: Resolução:

-Temperatura (𝑇𝑜) = 28 ℃ Q=𝑉/ 𝑡 ; Q=0,425/23,44 =0,018 𝐿/𝑆

- Viscosidade (v) =0,000000839𝑚2/𝑠 𝐴 =𝜋𝑑²/4; A= 𝜋0,232/4 =0,000416𝑚2

-Diametro (d) = 23 mm 𝑣 =𝑄/𝐴 =0,000018 ∗2/ 0,000416= 0,0865 𝑚/𝑠

-Volume (V) = 0,425 L 𝑅𝑒 =𝑣∗𝑑/v =0,0865 ∗0,023 0,000000839 =2371

-Tempo (t) = 23,44 s 2000 < 𝑅𝑒< 2400 𝑅𝑒𝑔𝑖𝑚𝑒 𝑑𝑒 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑖çã𝑜

2⁰ Caso:

Dados: Resolução:

-Temperatura (𝑇𝑜) = 28 ℃ Q=𝑉/ 𝑡 ; Q=0,500/17,68 =0,0283 𝐿/𝑆

- Viscosidade (v) =0,000000839𝑚2/𝑠 𝐴 =𝜋𝑑²/4; A= 𝜋0,232/4 =0,000416𝑚2

-Diametro (d) = 23 mm 𝑣 =𝑄/𝐴 =0,0000283 ∗2/ 0,000416= 0,114 𝑚/𝑠

-Volume (V) = 0,500 L 𝑅𝑒 =𝑣∗𝑑/v =0,0865 ∗0,114/0,000000839 =3125,15

-Tempo (t) = 17,68.s 𝑅𝑒> 2400 𝑅𝑒𝑔𝑖𝑚𝑒 Turbulento


Conclusão

Re1 = V . D/ ʋ - Fixando a velocidade do sistema teremos; Aumento do diâmetro, Re


cresce Diminuindo o diâmetro, Re diminui.

Re2 = k . Q/ ʋ .D – Fixando a vazão do sistemas teremos; Aumento do diâmetro, Re


diminui Diminuindo o diâmetro, Re aumenta. A questão da laminaridade, transitoriedade
e turbulência foi levado a cabo em apenas um diâmetro de tubo em particular onde não
se preocupou, observou ou investigou o fato de se aumentar o diâmetro conservando-se a
mesma energia ou velocidade do fluxo escoante ou mesmo no caso inverso, manter a
vazão constante, aumentando-se o diâmetro. O número de Reynolds primordial divulgado
em 1883 por O. Reynolds, teve como base uma relação de forças hidráulicas, ou seja, Re
= Força de inércia / força de viscosidade Força de inércia, significa a força necessária
para movimentar uma determinada massa de água. Força de viscosidade, significa uma
força de resistência a movimentação dessa massa de água.
Referencias

- FOX, R.W.; PRITCHARD, P.J.; McDONALD, A.T. Introdução à Mecânica dos


Fluidos. Ed. Gen LTC, 7 ed, Rio de Janeiro/RJ, 2010. f 2) ÇENGEL, Y.A.; COMBALA,
J.M. Mecânica dos Fluidos: fundamentos e aplicações. McGraw Hill Education (AMGH
Editora Ltda), Porto Alegre/ RS, 2007. 3) Brunetti, Franco. Mecânica dos Fluídos, Ed
Pearson, 2a Ed, São Paulo, 2008.

- HOLMAN, J. P. Experimental methods for engineers. New York: McGaw-Hill. 1994.


INCROPERA, F. P.; DeWITT, D. P.; BERGMAN, T. L.; LAVINE, A. S. Fundamentos de
transferência de calor e de massa. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

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