Instrumentos de Renda Variável e Fixa
Instrumentos de Renda Variável e Fixa
Esse é um dos módulos mais densos em sua prova, mas nada de preocupação,
nós vamos evoluindo no conteúdo aos poucos e, se você tiver pleno
entendimento dos primeiros tópicos, vai chegar ao final deste módulo com o
conteúdo na ponta da língua.
[Link] VARIÁVEL
São ativos negociados em mercado, principalmente na Bolsa de Valores ou nos
mercados de balcão organizado. Funciona como um leilão e surge com uma
das características que mais chamam a atenção dos ativos de renda variável, a
con- stante variação e oscilação nos seus preços. Esse tipo investimento possui
um risco maior do que na Renda Fixa.
4.1.AçÕES
202
Ou seja, você também é dono da empresa.
O ponto é que, por ser dono, se a empresa der prejuízo isso pode ser
repassado para você. Ou seja, não pense que, ao comprar uma ação você só
tem benefícios, pois a verdade não é bem assim.
Como uma empresa que tem suas ações na bolsa de valores tem milhões de
só- cios, é importante saber que existem dois tipos de ações e que cada uma
lhe con- fere direitos diferentes.
Vamos falar sobre essas ações a seguir.
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▪ Liquidez: maior ou menor facilidade de se negociar um título,
convertendo- o em dinheiro.
[Link] DE AçÕES
Falei que o acionista ordinário é o cara que pode mandar na empresa, certo?
En- tão, isso quer dizer que para eu obter o controle da empresa, basta comprar
ações ordinárias que já posso mandar em tudo? Não é tão simples assim. O
controlador da companhia precisa manter 50% mais uma das ações ordinárias
da empresa. Estou falando assim para você não confundir com 50% mais todas
as ações.
Deixe-me explicar através de um exemplo: O Banco do Brasil é uma empresa
que tem ações na bolsa, mas é controlada pelo governo federal. Vamos
204
imaginar, de
205
forma hiperbólica, que o Banco do Brasil tem 1.000 ações. Destas, 500 são PN
e 500 são ON. Para que o governo federal possa sempre ser o controlador, ele
precisa possuir 251 ações ON. Assim, ele garante que sempre possuirá o maior
poder de voto, já que a ação ON confere um voto por ação.
Agora que entendemos o que é uma ação, vem a pergunta: como uma ação
chega ao Mercado Financeiro? Ou melhor dizendo, se a padaria do seu bairro
quiser vender ações, o que ela deve fazer?
A resposta para isso é: para vender ações no Mercado Financeiro, uma
empresa precisa contratar uma instituição financeira que vai estruturar a
oferta pública de ações.
[Link] SOCIETÁRIOS
Ainda na linha dos direitos dos acionistas, vamos listar o que chamamos de
even- tos societários. Alguns representam literalmente o lucro, mas não
dependem da ação do acionista e sim da empresa.
▪ Juros sobre o Capital Próprio: quando a empresa retém parte do lucro para
reinvestimento, deverá pagar juros aos acionistas por este valor. Esses
proventos são pagos em dinheiro, como os dividendos.
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Como tudo na vida tem bônus e ônus, aqui não é diferente. Falamos sobre os
di- reitos, agora falaremos sobre as despesas e riscos que o investidor tem ao
investir nesse mercado.
207
[Link]
▪ American Depositary Receipt (ADRs): são títulos de empresas com sede
fora dos EUA e com títulos negociados na Bolsa de Valores daquele país. A
Petrobras, ao negociar recibos nos EUA, vai negociar ADR.
Direitos do acionista
Quando o investidor compra ações no mercado, ele está se tornando sócio do
empreendimento no qual resolveu aportar seu capital. Por isso, ele terá alguns
direitos, veja abaixo.
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4.6.BÔNUS DE SUBSCRIçÃO
O bônus de subscrição é diferente de direito de subscrição. Vamos entender
mel- hor essa história.
O direito de subscrição é obrigatório para a empresa e cabe ao investidor
decidir se vai ou não exercê-lo.
Já o bônus de subscrição é definido pela própria empresa como uma forma de
beneficiar e privilegiar seus próprios investidores. É como se fosse uma
vantagem em forma de ativos para quem já possui ações da empresa.
Eles são distribuídos sempre na mesma proporção na participação do investi-
mento, ou seja, um investidor com maior participação irá receber mais bônus
de participação do que os investidores com menor participação.
Os bônus e direitos de subscrição são vistos como renda variável, pois podem
ser negociáveis.
Na verdade, eles nada mais são do que títulos negociáveis, emitidos por
empre- sas listadas em Bolsa, que conferem aos titulares nas condições
constantes no certificado, de comprar/subscrever as ações do capital social da
companhia.
Por regra, a emissão desses bônus é da assembleia geral, mas pode ser
atribuído ao conselho de administração essa decisão.
Os acionistas ou investidores atuais possuem preferência para emissão deste bônus.
[Link] E AGE
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Assembleia Geral Extraordinária
Tem poderes para decidir todos os negócios relativos à companhia ou fundo e tomar
decisões referentes a sua defesa e desenvolvimento.
Características:
Os direitos dos acionistas estão previstos no artigo 109 da Lei nº 6.404/76 (So-
ciedades por Ações).
Art. 109. Nem o estatuto social nem a assembleia geral poderão privar o acionista
dos direitos de:
I – participar dos lucros sociais;
II- participar do acervo da companhia, em caso de liquidação;
III – fiscalizar, na forma prevista nesta Lei, a gestão dos negócios sociais;
210
IV – preferência para subscrição de ações, partes beneficiárias conversíveis em
ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição, observado o
dis- posto nos artigos 171 e 172;
V – retirar-se da sociedade, nos casos previstos nesta lei.
Participação nos Lucros
Quando duas ou mais pessoas se dispõem a aplicar seus esforços e capitais em
um determinado empreendimento por meio de uma sociedade, o fazem com o
objetivo de, após determinado tempo, se apropriar dos lucros do negócio, os
quais serão repartidos entre os sócios-empreendedores.
Da mesma forma, quem investe em uma companhia aberta deseja participar dos
lucros que vierem a ser obtidos. Seja subscrevendo ações em um aumento de
capital, seja adquirindo-as no mercado, o investidor está buscando aplicar seus
recursos em uma empresa que consiga bons resultados em suas atividades,
para participar do seu rateio depois. Após as devidas deduções de prejuízos e
impostos, encontramos o lucro líquido da companhia;
A participação dos lucros dos acionistas se dá pela distribuição dos dividendos,
cada empresa decide periodicamente o pagamento;
O montante dos dividendos deverá ser dividido entre as ações existentes, para
sabermos quanto será devido aos acionistas por cada ação por eles detida;
O pagamento se dá com referência a permanência do acionista na “data com”;
Deve constar no estatuto da companhia o percentual de distribuição anual do
lucro líquido aos acionistas.
Liquidação
O acionista possui o direito essencial ao acionista, é o de participação no acervo
da social no caso de liquidação da companhia.
Normalmente a divisão do acervo final entre os acionistas será feita conforme o
valor patrimonial das ações, partilhando-se o dinheiro que restar após a
liquidação do ativo e pagamento do passivo de forma isonômica entre os
acionistas.
Porém, o estatuto social estabelece prioridade no pagamento do acervo final em
favor dos preferencialistas.
Fiscalização
A Lei das S.A. determina que todo acionista de uma companhia tem o direito
essencial de fiscalizar a gestão dos negócios sociais.
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A fiscalização deve ser feita nas formas admitidas, inclusive por meio do
Conselho Fiscal ou mediante requisição, à companhia.
Preferência e Subscrição
O direito de preferência na subscrição possui o objetivo de assegurar a estabili-
dade das relações internas de poder, facultando ao acionista a manutenção da
mesma posição na participação do capital social quando a companhia emite
no- vas ações ou valores mobiliários conversíveis em ações.
O direito a subscrição pode ser renunciado.
Retirada
O direito de retirada (ou recesso), é a possibilidade do acionista retirar-se da
com- panhia, recebendo o valor das ações de sua propriedade, desobrigando-
se a per- manecer como sócio.
Esse mecanismo serve como proteção do acionista minoritário contra qualquer
alteração na estrutura da companhia, ou contra a redução de seus direitos
asse- gurados.
O direito não pode ser negado ou restringido, pela Assembleia Geral ou pelo
Es- tatuto da Empresa.
[Link] DE REPRESENTAçÃO
Acionista Controlador
Possui o poder de controlar a companhia (tomar decisões).
O controle é exercido por:
▪ uma única pessoa (física ou jurídica), que detenha mais de 50% do capital
votante da companhia;
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Acionista Majoritário
Possui mais de 50% das ações com direito a voto. Vantagens:
TAG ALONG
É uma ferramenta de proteção concedida aos acionistas ordinários (ON) minoritários
em operações de venda do controle da sociedade.
É um instrumento que promove a extensão do prêmio de controle aos acionistas
minoritários.
Ações preferenciais (PN) podem ou não possuir essa proteção.
Sempre que o controle da empresa for vendido, o novo controlador deverá ofer-
ecer aos minoritários ON, pelo menos, 80% do valor pago para comprar as
ações do bloco de controle.
▪ relatório anual;
▪ relatório da administração sobre os negócios sociais e os principais fatos
ad- ministrativos;
213
▪ demonstrações financeiras da companhia;
▪ o parecer dos auditores independentes e o parecer do conselho fiscal;
▪ a justificativa para a não distribuição do dividendo obrigatório;
▪ o protocolo e a justificativa de incorporação;
▪ fusão, cisão ou incorporação de ações;
▪ as informações adicionais sobre sociedades coligadas e controladas que
de- vem ser inseridas no relatório anual da administração e nas notas
explicativas às demonstrações financeiras.
214
Ela estabelece projeções para os preços das ações, baseando-se na observação
do comportamento passado: sua demanda e oferta, a evolução passada dos
volumes negociados e os preços das ações.
Aliada a isso, a análise técnica de ações sabe que o mercado de ações é
formado por seres humanos que por natureza, possuem tendências a seguir
certos padrões de comportamento, como a demanda e oferta, a evolução
passada dos volumes negociados e os preços das ações.
Agora que entendemos o conceito de análise técnica, vamos discutir sobre re-
sistência e suporte. Para isso, invocamos duas figuras icônicas no mercado de
ações: o Touro e o Urso.
Os próximos conceitos importantes são os de Suporte e Resistência. Muitas
vezes, ouvimos os analistas técnicos falarem sobre a batalha entre touros e
ursos, ou a luta entre compradores e vendedores, que acontece devido à
dificuldade dos preços de moverem-se para cima ou para baixo.
O Touro, um símbolo do mercado, faz o movimento para cima quando ataca
com os chifres para superar a resistência, que seria o nível de preço em que
uma ação raramente consegue ficar, acima de um determinado patamar de
preço.
O Urso, outro símbolo do mercado, faz o movimento com os braços, golpeando
para baixo, buscando romper o suporte, ou seja, o nível de preço em que rara-
mente a ação atinge, abaixo de um determinado patamar de preço.
Estes dois personagens, lutam para superar os patamares de preços de uma ação.
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Abaixo temos um exemplo de um gráfico de análise de preço de ações.
216
Este gráfico mostra a evolução de preços de uma determinada ação ao longo
do tempo.
A linha azul do gráfico é chamada "linha de tendência", então, no momento
que foi "fotografada", essa ação estava com tendência de queda no preço. A
linha ver- melha inferior (A, B e C) é chamada de suporte. Isso porque é o
momento que o preço do ativo encontra um "suporte" contra queda e começa
a subir (hora de apostar na compra).
A linha vermelha superior é chamada de "linha de resistência" porque entende-
se que o preço encontra uma resistência e começa a cair (hora de apostar na
venda.
Em resumo, a análise técnica estuda as movimentações nos preços passados
e, a partir daí, explica a sua evolução futura. É uma análise para investidores
que querem operar no curto prazo.
▪ demonstração financeira;
▪ posicionamento estratégico;
▪ cenário macroeconômico.
217
▪ a empresa consegue pagar suas dívidas?
Naturalmente, estas são algumas das muitas questões envolvidas. No entanto, ex-
istem literalmente centenas de outras perguntas que você poderá ter sobre
uma empresa.
Porém, tudo se resume a apenas uma: as ações da empresa são consideradas
um bom investimento? Pense na análise fundamentalista como uma caixa de
ferramentas para ajudá-lo a responder tal pergunta.
A análise fundamentalista nos ajuda a encontrar o preço "ideal" de uma ação, e ex-
istem alguns indicadores utilizados para isso. É sobre eles que falaremos a
seguir.
▪ Lucro por ação (LPA): representa o quanto uma ação traz de lucro para o in-
vestidor ao ano, via dividendos. Aqui pegamos o lucro líquido da
companhia e dividimos pela quantidade de ações da empresa.
▪ Valor Patrimonial da ação (VPA): o valor patrimonial de uma ação é o valor
contábil dos recursos dos acionistas empregados na empresa mensurados
por ação.
▪ Índice de preço líquido (P/L): este indicador aponta quanto tempo demora
para o investidor recuperar seu investimento. Se o investidor compra uma
ação por R$ 20,00 e recebe, no ano, R$ 2,00 de dividendos, temos que o
LPA
dessa ação é de 10 (20/2). Quanto menor for o LPA, mais rápido o investidor
encontra o payback* do seu investimento.
*O payback representa o momento que o investidor recupera seu investi-
mento.
218
▪ EBITDA: é o lucro antes dos impostos e depreciações. Basicamente, este
in- dicador nos aponta a capacidade de geração de caixa que a empresa
tem.
Dessa forma, é possível avaliar o lucro referente apenas ao negócio,
descon- tando qualquer ganho financeiro.
▪ Preço Justo: Myron J. Gordon disse "o valor de uma ação é igual ao valor
presente de seus dividendos esperados".
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abaixo vou suprimir os segmentos Bovespa Mais e Bovespa Mais nível 2, pois não
são temas cobrados em sua prova, okay?
Vamos entender cada um dos segmentos.
220
4.16. RISCOS PRESENTES NA NEGOCIAçÃO
O mercado de ações, assim como outros investimentos, apresenta riscos. No caso
do mercado de ações, somente dois riscos são presentes.
221
▪ Liquidação Financeira: processo de pagamento ou recebimento do valor da
ação, ocorrendo o recebimento e o pagamento entre o comprador e
vende- dor.
Em uma operação buy and hold / swing trade, tanto a liquidação financeira, quanto
a liquidação física ocorrem em D+2. Isso significa que só compensará depois
de dois dias úteis.
Vou te deixar um exemplo para ficar melhor o entendimento.
Você vendeu hoje, segunda-feira, um lote de ações da empresa XPTO por
R$2.000,00 na bolsa de valores para outro investidor no mercado secundário.
Somente na quarta-feira, ocorrerá a liquidação financeira e você terá acesso ao
dinheiro.
O mesmo processo ocorre com o comprador das ações. Somente na quarta-feira
ocorrerá a liquidação física e você terá acesso às ações.
Já em uma operação day trade, a liquidação física ocorre em D+0, ou seja, no
mesmo dia. E a liquidação financeira ocorre em D+2.
222
No mês de janeiro, o investidor vendeu ações com um prejuízo total de R$ 5.000,00.
No mês de março o mesmo investidor vendeu ações com lucro de R$ 8.000,00.
As- sim, o prejuízo anterior será compensado e recolhido IR somente sobre R$
3.000,00 (8.000 - 5.000).
Essa compensação pode ser feita a qualquer tempo no futuro. No entanto, se o
investidor não fizer a compensação no mesmo ano do prejuízo, terá que levar
esse prejuízo à sua declaração anual de ajuste de IR para compensar em anos
futuros.
4.20. TRIBUTAçÃO
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▪ todas as operações no mercado de ações estarão livres de IOF.
dinâmica.
Em janeiro deste ano, o investidor comprou R$ 100.000,00 em ações. Passados
três meses, em abril, este investidor aliena (vendeu) as ações por um total de
R$ 120.000,00.
Assim sendo, temos um lucro de R$ 20.000,00 a ser tributado, certo? Nesse caso
será retido na fonte pela corretora 0,005% sobre o valor total da venda, ou
seja, (120.000 x 0,005) R$ 6,00.
O investidor, por sua vez, precisa recolher 15% sobre o lucro via DARF sendo 15%
sobre 20.000, um total de R$ 3.000,00. Por ter sido retido na fonte R$ 6,00 o
in- vestidor desconta na DARF recolhendo apenas R$ 2.994,00.
Em uma operação day trade:
224
Se eu pedir a você uma grana emprestada, talvez me empreste, porque vai
com a minha cara. Uma certeza que eu tenho é: caso a sua resposta para a
minha solicitação seja "sim", você me fará três perguntas.
1. Quando você vai me pagar?
2. Quanto de juros você vai me pagar quando me devolver o dinheiro?
3. Você tem alguma garantia para me oferecer?
Pronto, você acabou de aprender tudo sobre renda fixa. Ela é um título que:
1. tem vencimento;
2. tem taxa de juros conhecida no momento da contratação;
3. pode ou não oferecer uma garantia adicional.
Se você entendeu o conceito simples que acabei de colocar vamos deixar as
coisas um pouco mais técnicas.
Quando o agente superavitário investe seu dinheiro em um título de renda fixa
está, na prática, emprestando o dinheiro ao agente deficitário (o emissor do
título). Esse título, será constado nos passivos do emissor. Em outras palavras,
representa a dívida do emissor.
Se esse é o conceito de um título de renda fixa, o que seria então um título de
renda variável?
Vamos desenhar minha solicitação de empréstimo de um jeito diferente. Ao
invés de solicitar um empréstimo, faço um convite para você ser meu sócio(a)
em um estúdio de tatuagem que quero abrir. Que tal? Nesse caso, as perguntas
que você me fará serão outras.
1. Quantas cotas da empresa eu terei?
2. Quanto eu tenho que investir?
Nesse exemplo, não estou realizando um empréstimo, mas sim admitindo um
sócio em meu projeto. Você, como sócio, não sabe a taxa de juros que terá de
retorno, tampouco conhece o tempo que esse dinheiro levará para retornar a
você, por isso o nome renda variável. Sua remuneração virá dos resultados que
nosso estúdio trouxer. Você terá parte do lucro.
Em outras palavras, a renda variável é um instrumento que não tem relação
com dívida, mas com propriedade. uma ação do Banco do Brasil é uma
propriedade transferida ao investidor.
225
Quando uma empresa quer crescer, naturalmente será necessário
investimento. Tais investimentos serão chamados "capital próprio" (ações) ou
"capital de ter- ceiros" (dívida, ou melhor dizendo, renda fixa). Quando o
investidor compra uma ação, ele está incorporando dinheiro ao caixa da
empresa, por isso, é chamado de "capital próprio".
Apesar de ter citado o mercado de ações como renda variável, cabe destacar
que não é o único, e vamos ainda abordar cada um dos títulos em cada um dos
mer- cados ao longo deste módulo.
Ainda introduzindo o assunto do módulo, precisamos entender outro aspecto
com muita clareza: o governo vai tributar todo tipo de renda existente no mer-
cado e no caso dos investimentos no Mercado Financeiro não seria diferente.
Ou seja, tudo que o agente superavitário ganha investindo seu dinheiro será
tribu- tado. Por isso, vamos abordar tributação agora.
DATA DA EMISSÃO
É a data de origem do título.
É quando começa a contagem do tempo e correção do valor nominal do título.
DATA DE VENCIMENTO
É a data em que o ativo é liquidado, pois o contrato de empréstimo se encerra.
Caso o investidor resolva tirar dinheiro da aplicação antes desta data, ele poderá
ser penalizado.
Quando a data de vencimento é atingida, o dinheiro aplicado e o rendimento vão
para a conta do investidor.
VALOR NOMINAL
É o valor unitário do título hoje;
Exemplo: Um CDB de R$ 1 mil tem o valor nominal de R1mil .
Os juros do cupom incidem sobre o valor nominal.
VALOR DE FACE
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É o montante que será resgatado no vencimento do papel.
O valor de face de um título é o mesmo que valor nominal ou valor de resgate.
Em geral, os títulos de renda fixa pré-fixados possuem um valor de face.
Assim, para saber se é um investimento atrativo ou não é preciso comparar o
valor de compra com o valor de face.
JUROS “ACRUADOS”
Refere-se ao valor proporcional da remuneração do título, compreendido entre
data de emissão e data atual.
Por exemplo, ao investir em um título de renda fixa que rende R$ 1,00 por dia,
passados 10 dias os juros acumulados serão de R10, 00.
227
4.24. AQUISIçÃO FACULTATIVA ANTECIPADA (OPçÃO DE CALL)
Os títulos privados de renda fixa, como CDB, LCI, LCA e LC, possuem uma data
de vencimento, ou seja, só podem ser resgatados em seu vencimento.
No entanto, existe a possibilidade de fazer a venda antecipada desses títulos
no chamado mercado secundário. Esse procedimento depende de encontrar
outro comprador para os títulos que você deseja vender.
Como esse mercado não possui tanta liquidez, geralmente a venda antecipada
é feita para o próprio emissor do título. Por isso é comum que o título sofra um
deságio.
Quando falamos de um país, temos que ter em mente que o mesmo tem várias
contas a receber e várias contas a pagar. Com as contas a pagar e a receber,
ter- emos o chamado “déficit ou superávit” seja ele nominal ou primário.
Imagine comigo: O tesouro nacional que vai cuidar de todas as contas
públicas, tanto a pagar como a receber. Funciona basicamente como um
grande caixa do gov- erno.
Teremos então várias entradas que são conhecidas como arrecadações do gov-
erno onde temos: tributos, taxas e etc… Do outro lado as despesas/pagamentos
e que… normalmente são bem maiores que a arrecadação.
Agora acompanhe o meu raciocínio: Se gastarmos mais do que arrecadamos ire-
mos precisar de mais DINHEIRO! Esse dinheiro precisa vir através de dívidas (que
são os financiamentos) que o governo toma.
Mas você deve estar se perguntando: Como o governo faz isso?
228
Seguinte: Ele pede dinheiro emprestado para você, eu e as empresas. O
governo não financia a dívida pública através de empréstimos bancários. O
tesouro irá emitir suas próprias dívidas, ou melhor irá emitir os títulos de
dívida pública fed- eral, e dessa forma consegue pagar suas contas. Para
auxiliar mais ainda no teu entendimento vamos dividir essas dividas em dois
grandes grupos.
▪ Títulos do Mercado Interno: Títulos públicos federais. Ex: selic, ipca, renda+,
educa+ e etc. Esses títulos podem ser negociados:
A grande diferença é o público que irá comprar esses títulos. Uma mesma LTN
pode ter uma única negociação no mercado de atacado a um valor de R$ 100
milhões e um investidor pessoa física pode investir pouco mais de R$ 100,00
no mesmo título através do Tesouro Direto. Vale lembrar também que, sempre
que falamos de títulos de crédito (empréstimos) o maior risco é sempre o de
crédito Vamos fazer uma comparação entre o sistema SELIC (Sistema Especial
de Liq- uidação e Custódia) e o Tesouro Direto.
229
4.25. DIFERENçAS SISTEMA SELIC E TESOURO DIRETO
Para que você possa investir em títulos públicos federais através do Tesouro
Di- reto, você pode ir no site do banco X,Y e Z procurar a opção de investir nos
títulos públicos federais e fazer seu aporte. Ou, também pode ir direto no site
do Tesouro e fazer o investimento por lá selecionando a instituição financeira
que fará a custó-
230
dia. Ambas as formas são possíveis, é você quem manda! Basicamente seu
din- heiro, suas regras.
▪ Tesouro Prefixado;
▪ Tesouro Prefixado com Juros Semestrais;
▪ Tesouro SELIC;
▪ Tesouro IPCA+;
▪ Tesouro IPCA+ Com Juros Semestrais;
▪ Tesouro Renda+;
▪ Tesouro Educa+;
– O Tesouro Direto tem diversas Informações Educacionais sempre
visando ajudar o pequeno investidor pessoa física;
O foco do tesouro direto com sua área educacional é ajudar o investidor leigo a
tomar a melhor decisão de investimento para o seu futuro. Minha opinião é
que começou muito bem, porém se você assistiu a aula pode ver que eu não
sou um fã dessa ideia. Eram poucos títulos, agora são muitos. Por motivos
óbvios o in- vestidor leigo tende a ficar perdido com tantas opções e
informações, e com isso acaba ficando mais confuso do que quando entrou no
site o famoso dilema da escolha. Pense no tempo que você perde pra escolher
um filme no Netflix. Mas como nem tudo são flores…
231
– Seu Saldo Atual é de R$ 14.944,10;
– Cobrança da Taxa de Custódia é de R$ 29,89;
∗ Isenção para saldos de até R$10.000,00 no Tesouro SELIC
Fique atendo que aqui estão dois novos títulos que possuem algumas diferenças
mas fica tranquilo que vou explicar cada um deles. Custódia Renda+
Custódia Educa+
232
Importante! Tesouro Direto não é investimento, é um programa criado pelo
gov- erno federal para dar acesso às PESSOAS FÍSICAS a um investimento seguro
e de baixo risco;
233
▪ Nome Popular: Conhecido como Tesouro Prefixado, é uma opção para
quem busca previsibilidade nos seus investimentos.
▪ Nome Popular: Conhecido como Tesouro IPCA+, é uma opção para quem
busca proteção contra a inflação no longo prazo.
234
▪ Nome Popular: Este título é popularmente conhecido como Tesouro IPCA+
com juros semestrais e é preferido por aqueles que desejam rendimentos
periódicos aliados à proteção inflacionária.
4.26. RENDA+
▪ Características e Indicação: Uma variante do Tesouro IPCA+, o Renda+ é
pro- jetado especialmente para complementar a aposentadoria, com um
valor inicial de R$ 1.000,00 corrigido pelo IPCA.
▪ Detalhes Específicos: Por exemplo, o Renda+ 2040 propõe a amortização
dos juros e do principal em 240 meses (20 anos), iniciando o pagamento
em 15/01/2040 e finalizando em 15/12/2059. Este título apresenta uma
carência de
resgate de 60 dias, mesmo com a garantia de recompra pelo Tesouro Direto.
4.26. EDUCA+
▪ Características e Indicação: Similarmente, o Educa+ é voltado para
custear estudos em ensino superior
▪ Detalhes Específicos: No modelo do Educa+ 2040, há a amortização dos
juros e do principal em 60 meses (5 anos), com início em 15/01/2040 e
término em 15/12/2044. Assim como o Renda+, possui uma carência de
resgate de 60
dias.
Estes títulos públicos oferecem uma variedade de opções para atender a difer-
entes perfis e objetivos de investimento, desde a segurança e liquidez do
Tesouro Selic para objetivos de curto prazo até as opções mais sofisticadas do
Tesouro IPCA+ para proteção contra a inflação e planejamento de longo prazo.
É fun- damental entender as características de cada título para alinhar com as
neces- sidades e metas do investidor.
235
O CDB é um título representativo de depósito à prazo, emitido por bancos comer-
ciais, bancos de investimento e bancos múltiplos – além, é claro, da Caixa
Econômica Federal.
A remuneração pode ser pré ou pós-fixada.
236
▪ possui cobertura do FGC, conforme os limites do fundo;
▪ caixas econômicas;
▪ companhias hipotecárias;
▪ BNDES.
237
4.31. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA LF
▪ é um título privado, portanto, tem risco de crédito elevado;
▪ apesar de ser emitido por um banco, esse título não conta com a
cobertura do FGC;
▪ por ser um título com prazo e risco maior, não possui cobertura do FGC e
valor de entrada maior. A LF costumeiramente apresenta a vantagem ao
investi-
dor de ter remuneração mais atrativas que outros instrumentos de renda
fixa;
A LF pode ser adquirida pela instituição emissora a qualquer momento, desde que
por meio de bolsas ou de mercado de balcão organizado.
238
4.32. TRIBUTAçÃO
Os rendimentos auferidos serão tributados no resgate seguindo Tabela de IR
Re- gressiva, conforme regras de renda fixa. Sendo que, do IOF, não há
cobrança.
▪ bancos comerciais;
▪ bancos múltiplos;
▪ bancos de desenvolvimento;
▪ bancos de investimento;
▪ sociedade de crédito;
▪ financiamento e investimento;
▪ caixas econômicas.
239
Prazo:
Tributação:
4.35. DEBÊNTURES
Até aqui falamos de títulos emitidos por bancos e pelo governo. Agora vamos
entender como as empresas não financeiras podem captar recursos no
mercado através da emissão de títulos de renda fixa, as NPs.
Para deixar as coisas bem simples, vamos começar pelas debêntures. Elas são
títulos de renda fixa, como já falei, emitidos por empresas de sociedade
anônimas (S/A) para captação de recursos a longo prazo.
Além disso, são representativos de dívida de médio e longo prazos que asseguram
aos investidores (debenturistas) o direito de crédito contra a companhia
emissora.
240
Não existe padronização das características deste título. Ou seja, a debênture
pode incluir:
1. debênture simples;
2. debênture conversível;
3. debênture permutável;
4. debênture comum;
5. debênture incentivada.
241
4.35. DEBÊNTURE SIMPLES
É aquela que possibilita aos debenturistas (quem tem posse de uma debênture) a
opção de convertê-las em ações da mesma empresa, a um preço pré-
estabelecido, em datas determinadas ou durante um período.
Para isto, deve constar na escritura de emissão a razão de conversão, isso significa
o número de ações que cada debênture pode ser convertida.
Exemplo: na escritura de emissão de uma debênture conversível de R$ 1.000,00,
ela pode ser convertida por 33 ações da companhia.
Dividindo o valor nominal da debênture pelo número de ações, temos o preço de
conversão de R30, 30.
O debenturista pode escolher realizar a conversão ou manter a debênture con-
versível.
Nas debêntures conversíveis existe um elemento de renda variável.
O preço de uma debênture conversível é composto pelo valor do título de dívida e
pelo valor da opção de conversão, onde este segundo está ligado ao preço de
mercado das ações objeto de eventual conversão.
242
4.35. DEBÊNTURES INCENTIVADAS
243
4.37. GARANTIA DAS DEBÊNTURES
Vimos acima que uma debênture não conta com a cobertura do FGC. Se não tem
FGC, qual será a garantia do investidor ao emprestar dinheiro para a empresa
que emitiu a debênture?
Notou que eu escrevi "emprestou dinheiro para a empresa"? Pois é, fiz isso para
lembrar você que sempre que o investidor aloca seus recursos em um título de
renda fixa ele está, na prática, emprestando dinheiro ao emissor.
Bem, retomando a questão da garantia. Como a debênture é um título que não
conta a garantia do FGC, é necessário que exista outra garantia, certo? Por
isso uma debênture terá uma entre as quatro garantias abaixo.
▪ Garantia flutuante: aqui também temos um bem real dando garantia a op-
eração, no entanto essa garantia pode ser substituída. Ou seja, a empresa
é livre para negociar essa garantia em outra operação, desde que
substitua o
bem.
244
será o último da fila para receber (se é que vai receber).
245
4.37. ESCRITURA
A gente viu até aqui que uma debênture é um título de renda fixa emitido por
uma empresa não financeira e têm suas garantias. Agora precisamos entender
onde estão essas informações para que o investidor possa saber exatamente
onde está colocando seu dinheiro.
Essas informações estão dispostas no documento chamado "escritura". A
escrit- ura de uma debênture especifica os direitos dos investidores, deveres
dos emi- tentes, todas as condições da emissão, os pagamentos dos juros,
prêmio e princi- pal, além de conter várias cláusulas padronizadas restritivas e
referentes às garan- tias (se a debênture for garantida).
Além de todas as informações citadas acima, em uma escritura está descrito
quem é o agente fiduciário da debênture. Vamos falar dele agora
246
trário da assembleia dos debenturistas;
▪ tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas
realizem seus créditos.
4.37. TRIBUTAçÃO
No final de 2010, o Governo editou uma série de medidas para estimular a con-
strução de um mercado privado de financiamento a longo prazo.
Basicamente, essas medidas queriam "incentivar" os investidores a financiar o
crescimento da infraestrutura no país.
Ou seja, quando uma empresa capta recursos via debênture para construir uma
estrada que vai ligar a região do Mato Grosso ao porto de Santos, por exemplo,
ela melhora a vida de muitas pessoas que se beneficiam desta obra.
Produtores ru- rais, empresas de transporte, motoristas, aduaneiros, moradores
das regiões onde estará a estrada e por aí vai.
Esta é a importância de termos mais e mais obras de infraestrutura.
Para incentivar os investidores a financiar estas obras, o Governo resolveu isentar
de imposto investidores pessoa física que alocam recursos na debênture
incenti- vada.
Assim, as empresas dos segmentos abaixo podem solicitar ao ministério a qual
são vinculadas uma autorização para emitir debêntures incentivadas, confira:
a. logística e transporte;
b. mobilidade urbana;
c. energia;
d. telecomunicações;
e. radiodifusão;
f. saneamento básico;
247
g. irrigação.
4.39. REGISTRO
A emissão deverá ser registrada na CVM e, por se tratar de emissão escritural, na
B3/SND (Sistema Nacional de Debêntures), onde são realizados os controles de
transferência e efetuadas as liquidações financeiras.
Veja abaixo as característica da emissão de títulos.
▪ prefixada;
▪ pós-fixada – TR, TBF, TLP, índice de preços, e DI (a mais usual).
248
Repactuação
Modalidade de debêntures que consiste em adequar a remuneração dos títulos,
periodicamente, para condições vigentes no mercado e de forma mais
vantajosa para o investidor.
Vencimento Antecipado
Essa cláusula visa garantir aos debenturistas a possibilidade de antecipar o venci-
mento das debêntures quando na ocorrência de determinados eventos:
▪ quebra de covenant;
▪ ocorrência de cross default.
Covenant
Sistema de garantia para pagar dívidas e manter a sustentabilidade na gestão da
empresa.
A reunião dos debenturistas tem como propósito deliberar sobre assuntos rela-
tivos à emissão. mudar características da emissão, por exemplo. Também
pode ser convocada pelo Agente Fiduciário, CVM, ou pelos próprios
debenturistas.
Dever do agente fiduciário:
Deve estar presente, de forma obrigatória, nas emissões públicas.
▪ sendo 360 dias se for emitida para uma empresa S/A com capital aberto
ou S/A com capital fechado.
249
Não estão sujeitas ao prazo máximo de vencimento a que se refere o caput das
notas promissórias que, cumulativamente:
I. tenham sido objeto de oferta pública de distribuição com esforços restritos,
con- forme regulamentação específica;
II. contenham com a presença de agente fiduciário nos titulares das notas
promis- sórias.
São nominativas, sendo sua circulação por endosso em preto e de mera transfer-
ência de titularidade, constando obrigatoriamente no endosso a cláusula "sem
garantia".
4.41. NEGOCIAçÃO
A nota promissória, no mercado primário, pode ser negociada por uma instituição
integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários. Se for o caso de
uma colocação de garantia, será realizada da seguinte forma:
▪ balcão;
4.41. REGISTRO
250
4.41. RESGATE
4.41. TRIBUTAçÃO
Por ser um título de renda fixa, terá sua tributação conforme a Tabela Regressiva
de IR, com a observação de que, por ser um título de curto prazo, a menor
alíquota possível é de 20%.
Agora que vimos tudo a respeito da renda fixa, chegou o momento de entender
como funciona a renda variável.
Tanto a LCI quanto a LCA são títulos que possuem lastro, ou seja, são garantidos
por um ativo real. No caso das LCIs, o lastro são os financiamentos imobiliários,
enquanto nas LCAs, são financiamentos do agronegócio. Esses títulos são
consid- erados seguros devido à dupla garantia: o lastro e a garantia da
instituição finan- ceira que os emite, respaldada pelo Fundo Garantidor de
Créditos (FGC).
251
4.42. FUNCIONAMENTO DAS LETRAS DE CRÉDITO
Exemplificando com LCI Vamos imaginar um jovem casal, Enzo e Valentina, que
deseja comprar um imóvel. Eles encontram um apartamento de R$500.000,00
e conseguem financiar R$400.000,00 pela Caixa Econômica Federal, pagando
uma taxa de 11% ao ano por 30 anos. A Caixa, então, empacota vários desses
financia- mentos e os vende a investidores sob a forma de LCIs. Os
investidores, por sua vez, compram esses títulos, que pagam uma taxa de 8%
ao ano, proporcionando ao banco um lucro na diferença entre as taxas,
conhecido como spread.
Funcionamento da LCA De maneira similar, um agricultor como o Loreci, que
precisa financiar a compra de máquinas agrícolas, pode recorrer ao Banco do
Brasil. O banco empacota vários desses financiamentos agrícolas e os vende a
investidores como LCAs. Novamente, o banco lucra com o spread entre a taxa
cobrada dos financiamentos e a taxa paga aos investidores.
LCI e LCA são opções de investimento seguras e vantajosas, tanto para investi-
dores que buscam isenção fiscal quanto para instituições financeiras que dese-
252
jam otimizar seu fluxo de caixa. Com prazos e características específicas,
esses títulos desempenham um papel crucial no financiamento dos setores
imobiliário e do agronegócio, contribuindo para o desenvolvimento econômico
e geração de empregos no país.
253
4.44. CARACTERÍSTICAS DO CDCA
▪ pode ser negociado com taxa prefixada ou pós-fixadas;
▪ possui isenção fiscal para pessoa física quando da aquisição deste título;
▪ tais títulos apresentam maiores garantias e retornos mais atrativos do que
os usualmente praticados no mercado;
254
4.46. CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (CCI)
Mais um título lastreado no crédito imobiliário? Sim, temos aqui mais um
instru- mento que fomenta a indústria da construção civil.
A CCI é um instrumento que facilita a negociabilidade e a portabilidade do
crédito imobiliário.
É importante você memorizar a palavra "portabilidade", lembre-se dela, pois
va- mos usá-la mais adiante. Basicamente, portabilidade é uma transferência,
mas iremos detalhar melhor tudo isso a seguir.
Um banco, uma sociedade de crédito imobiliário ou uma incorporadora,
emprestam dinheiro para as pessoas comprarem seus imóveis, certo? O prazo
desse tipo de crédito normalmente é longo, podendo chegar até 35 anos.
Faz sentido para você que 35 anos é um baita tempo quando se trata de receber
uma dívida? Existe uma solução para isso, chamada CCI.
O banco (ou o emissor do crédito imobiliário) basicamente "empacota"
recebíveis e vende no mercado financeiro.
O banco recebe à vista esse crédito imobiliário, com desconto, claro, e quem
com- prou a CCI recebe a prazo dos mutuários do crédito imobiliário. Sabe
quando um comerciante vende seus produtos a prazo e vai ao banco solicitar a
antecipação desses recebíveis? Então, é exatamente isso que o banco faz ao
emitir uma CCI no mercado: ele antecipa os recebíveis.
Algumas características-chave sobre esse produto:
255
4.47. CERTIFICADO DE RECEBÍVEL IMOBILIÁRIO (CRI)
O CRI é um título de renda fixa de longo prazo emitido exclusivamente por uma
companhia securitizadora, com lastros em um empreendimento imobiliário que
pagam juros ao investidor.
Pausa para entender o que é uma companhia securitizadora.
O termo securitizadora vem do inglês "securities" que, traduzido, significa "título".
Assim, podemos concluir que uma securitizadora é uma empresa que emite
títu- los no mercado. É necessário realizar prospecto da emissão de CRI.
Podem ser emitidos de forma simples ou com regime fiduciário. Neste último
caso, se constitui um patrimônio separado administrado pela companhia
securi- tizadora, é composto pela totalidade dos créditos submetidos ao regime
fiduciário que lastreiam a emissão.
Um banco emite títulos no mercado para os investidores. Para simplificar ainda
mais: a securitizadora é quem antecipa a carteira de crédito dos bancos,
pagando à vista para o banco e recebendo a prazo dos tomadores.
Voltemos, então, para o CRI. Esse título é emitido por uma securitizadora. Em
linhas gerais, imaginemos que a securitizadora tenha comprado uma carteira
de crédito imobiliário de um banco no valor de R$ 500.000.000,00. Essa
compra é, para o banco, uma antecipação de um fluxo de caixa futuro e, para a
securitizadora, um pagamento à vista.
A pergunta que fica é: de onde a securitizadora vai tirar essa grana toda para pagar
o banco? Se você respondeu "do Mercado Financeiro", acertou. A
securitizadora emite um título chamado CRI.
Um CRI é um título de valor mobiliário, portanto tem que ser objeto de oferta
pública com autorização da CVM para ser ofertado ao mercado, exceto se for
ofer- tado exclusivamente para investidor qualificado.
Características principais:
256
▪ não possui prazo mínimo;
▪ não possui garantia do FGC;
▪ possui lastro no crédito imobiliário e, sendo assim, tem garantia real;
▪ há isenção de IR para investidor PF;
▪ é um título registrado na clearing de títulos da B3;
▪ não há regulação para o valor unitário do título, no entanto, títulos com
valor de aplicação de R$ 1.000,00 são comuns.
257
4.49. CÉDULA DO PRODUTOR RURAL (CPR)
A CPR é um título emitido por produtor rural (ou cooperativa de produtores) para
financiar sua produção. Eu adoro uma analogia, então aqui vai mais uma.
Se você está lendo essa apostila, você se matriculou em nosso curso (honesta-
mente,assim eu espero, viu?). Agora, imagine que eu, enquanto professor,
tenha idealizado esse projeto e sabia que, do dia que tive a ideia até o curso
estar pronto para ser vendido para você, demorariam seis meses.
Se imaginarmos que, quando o curso ficasse pronto, eu pudesse matricular 50
alunos e que cada aluno investiria 500 reais no curso. Logo eu teria um fatura-
mento de 25 mil reais depois de seis meses.
Tô rico, né? Não, não estou rico.
O ponto aqui é: para o projeto acontecer, eu tenho custo. Site, câmera, edição de
vídeos, e por aí vai. Como eu não tenho dinheiro para bancar esse projeto, eu
emito uma CPC (cédula do produtor de cursos) e vendo para um investidor que
queira financiar esse projeto. Assim, o investidor me paga hoje R$ 20.000,00
para que eu consiga produzir esse curso lindo para você, e quando eu estiver
vendendo os cursos, ele recebe os R$ 25.000,00.
Assim, todo mundo fica feliz:
É claro que você sabe que não existe CPC, mas é exatamente isso que o acontece
com uma CPR. Um produtor rural antecipa a venda de sua produção junto ao
mercado.
Acontece que o mercado financeiro é bem exigente. E se por alguma razão, esse
produtor não conseguir vender sua safra? Quem garante que o investidor vai
re- ceber seu dinheiro? É aí que entra o sistema financeiro.
O produtor (ou a cooperativa de produtores) que quer emitir uma CPR vai con-
tratar um banco ou uma seguradora para prestar serviço de aval. Então, o
banco vai assumir o risco da operação.
258
Isso pode ser entendido como se o banco, ao prestar esse serviço de seguro
(aval), dissesse aos investidores "investidores que pensam em comprar a CPR
desse pro- duto, podem comprar sem medo que se o produtor tiver algum
problema com sua safra, eu pago o valor da CPR".
4.50. CARACTERÍSTICAS
▪ título lastreado em algum ativo de propriedade do banco;
▪ registrado e liquidado na B3;
▪ uma das partes deve ser um banco comercial, de investimento,
desenvolvi- mento, uma sociedade de crédito, financiamento e sociedade
corretora ou distribuidora de valores de títulos e mobiliários;
▪ possui cobertura do FGC se o lastro for título emitido por empresa ligada
ao banco emissor da compromissada, que tem como objeto títulos
emitidos
259
após 8 de março de 2012;
▪ tributação conforme a Tabela Regressiva de IR, tanto para PF quanto para PJ;
▪ sujeito a cobrança de IOF se resgatado antes de 30 dias.
4.51. CARACTERÍSTICAS
▪ a remuneração definida pelo Banco Central é igual em todas as
instituições financeiras;
4.52. RENTABILIDADE
O rendimento da poupança será composto por TR mais juros de:
260
▪ 0,5% ao mês, se a meta da taxa Selic, definida pelo BACEN, for superior a
8,5% ao ano;
▪ 70% da meta da taxa Selic, definida pelo BACEN, vigente na data de início
de cada período de rendimento.
4.53. TRIBUTAçÃO
▪ isenção total de IR na fonte e na declaração, pessoa física e pessoa
jurídica imune.
261
▪ demais pessoas jurídicas pagam IR com Tabela Regressiva.
Curiosidades
Algumas curiosidades sobre a caderneta de poupança:
262
Na prática é assim que funciona, veja o exemplo abaixo.
Imagine que o investidor tenha investido R$ 1.000,00 e 10 dias depois ele
resolve sacar seu investimento com um rendimento de R$ 100,00. Esse
investidor pagará 66% sobre a rentabilidade, ou seja, sobre os R$ 100,00.
Nesse caso o investidor terá um ganho de apenas R$ 34,00. No entanto, sobre
esse saldo será calculado o IR que é nosso próximo tema
A partir de agora, essa tabela deve ser sua nova companheira. A cada olhada
no celular para conferir suas redes sociais, você deve olhar duas vezes para essa
tabela até ter esse conceito bem enraizado, combinado?
Não sei se você notou, mas tanto no IOF quanto no IR os investimentos com
prazos maiores pagam menos imposto. A razão disso é muito simples: o
governo quer incentivar os investimentos de longo prazo.
Na prática, essa tabela funciona assim: imagine que um investidor tenha
investido R$ 1.000,00 em um instrumento de renda fixa, e ao solicitar o resgate,
tenha aferido,
263
sete meses depois, ganho de R$ 200,00. No período de sete meses o
investidor está sujeito a alíquota de 20%. Nesse caso, pagará R$ 40,00 de IR,
tendo apenas R$ 160,00 de lucro líquido.
Outro ponto importante é que, caso haja cobrança de IOF, essa cobrança será
re- alizada primeiro para que o saldo líquido dos rendimentos possam ser
tributados pelo IR.
Tudo que vimos até aqui sobre tributação aplica-se apenas para o mercado de
renda fixa. No caso de renda variável, a coisa é um pouco mais simples. O
mercado de renda variável será sempre isento de IOF e terá uma tributação
fixa que na maioria dos casos, será de 15%.
Cada produto de renda fixa ou renda variável terá regras específicas sobre a
trib- utação. Contudo, em linhas gerais, obedecerá o que descrevemos aqui.
A partir do momento que tivermos abordado cada investimento, detalharei a
forma de cobrança e as especificações do produto. Logo, para continuar nossa
intro- dução, vamos falar de uma garantia adicional que alguns produtos do
mercado oferecem: o fundo garantidor de crédito.
O FGC foi criado em 1.995 com a resolução 2.211/95 pelo CMN. Vale lembrar que
o FGC não é um órgão público é uma associação de sem fins privados,
sociedade privada que visa:
264
4.56. FUNCIONAMENTO DO FGC
▪ De acordo com o CMN, o FGC deve ter um saldo de liquidez de 2,50% dos
depósitos elegíveis.
Agora aqui pra nós… você se sente seguro com isso? Pense comigo: quando que
uma instituição financeira deve quebrar? Normalmente quando uma instituição
quebra pode ser um efeito de cadeia e com isso outras instituições quebrarem.
Esporadicamente é lógico, mas isso não é algo fácil de prever, está aí o
COVID19 que não nos deixa mentir.
Com isso quero que você entenda que: O FGC é funcional? SIM! Ele já foi seguro
para muitos investidores? SIM! Mas quero que você tenha em mente que isso
não faz dele infalível, e com isso não invista tendo o FGC como um objetivo
central, mas sim como um recurso de emergência.
265
4.56. PRODUTOS GARANTIDOS
Basicamente é isso, parece simples mas nas provas da Anbima até o conteúdo
mais simples pode ficar complicado. Eu te recomendo revisitar esse conteúdo
mais de uma vez (não só essa mas como os outros também).
266
4.57. FGCOOP - FUNDO GARANTIDOR DO COOPERATIVISMO: PRODUTOS E SERVIçOS QUE POSSUEM
O FGC foi criado em 2.014 para dar solidez e confiança ao Sistema de Crédito
Co- operativo:
267
5. Limites de Garantia: Semelhante ao FGC, o FGCoop estabelece limites para
a garantia dos depósitos. É importante verificar qual é o limite atual.
268
4.58. INTRODUçÃO AO MERCADO DE DERIVATIVOS
Os instrumentos de investimentos estudados até aqui são chamados de ativos
financeiros. A partir de agora vamos estudar instrumentos de investimentos
que derivam de um ativo, por isso o nome "derivativo".
Esses instrumentos possibilitam que o investidor tenha acesso a um ativo, via de
regra, com outro ativo ou até mesmo por uma fração do preço do ativo objeto.
O objetivo de um derivativo é a transferência de risco. Quando um investidor
procura se proteger de algum risco específico, ele contrata um derivativo que o
manterá posicionado com a proteção.
Ficou complicado? Calma, vou explicar melhor cada um desses instrumentos.
Antes, deixe-me explicar quais são os tipos de derivativos, e seus agentes.
Tipos de derivativos
▪ mercado de swap;
▪ mercado a termo;
▪ mercado de opções;
▪ mercado futuro.
Participantes (players)
269
▪ Especulador: assume o risco da operação com o objetivo de auferir
ganhos com a oscilação dos preços.
270
4.58. MERCADO DE SWAP
Podemos traduzir "swap" como "troca", isso ajuda muito a entender o conceito,
pois o mercado de swap consiste em operações que envolvem a troca de
index- adores
O mercado de swap consiste em operações que envolvem a troca de indexadores.
O hedger (que busca a proteção) possui um ativo financeiro e gostaria de
proteger esse ativo de eventuais mudanças no preço que vão contra seu
objetivo.
Essa troca de indexadores pode ser feita por indexadores de taxa juros,
moedas ou índice de preços.
Imagine que seu cliente tenha um CDB pré-emitido pelo seu banco, mas esse
cliente, por manter relações comerciais em dólar, precisa se proteger da
variação cambial. Como alternativa, esse cliente contrata um swap, trocando
assim a re- muneração prefixada pela variação do dólar.
Perceba nesse exemplo que o seu cliente possui um ativo (CDB-pré) com
rentabil- idade prefixada, mas passa a receber como rentabilidade a variação
cambial.
Neste caso, seu banco vai usar como valor base da operação o valor total do
CDB, deixando seu cliente passivo na taxa prefixada e ativo na variação
cambial. Em outras palavras, o investidor deixa de receber (passivo) a taxa
prefixado e passa a receber (ativo) a variação cambial do período.
O swap é um tipo de contrato de derivativos que precisa ser registrado na
clearing da B3 e sempre terá como contraparte uma instituição financeira. Ou
seja, não dá pra negociar um swap com outro investidor.
Algumas características desse mercado.
▪ Ajuste positivo: é o valor que o investidor recebe em conta caso sua ponta
ativa renda mais que a ponta passiva.
271
▪ Ajuste negativo: é o valor que o investidor paga para a contraparte caso
sua ponta passiva renda mais do a ponta ativa.
▪ Swap de fluxo de caixa: modalidade de swap que os ajustes são feitos pe-
riodicamente.
▪ Risco de Crédito: risco que uma das contrapartes não honre com os paga-
mentos nas datas acordadas. Os bancos estabelecem limites pré-
definidos por contraparte de acordo com as características do contrato e
da própria
contraparte. Algumas vezes, são solicitadas margens antecipadas ou even-
tuais (ex: se durante a vida do contrato a "exposição" ultrapassar um
limite previamente estabelecido).
Agora que já vimos as características desse tipo de contrato, vamos ver um exem-
plo prático de como pode (e deve) ser utilizado um swap.
Imagine que a TopInvest tenha R$ 1.000.000,00 aplicados em um CDB que rende
100% do DI. Primeiro que isso seria uma boa ideia, partindo do princípio que
tenho parte nessa empresa. Mas agora pense que a taxa de juros esteja com
forte tendên- cia de queda e por isso, o rendimento desse CDB vai acompanhar
essa queda.
Para proteger essa posição, a diretora financeira aqui da escola vai até o banco e
faz um swap de DI x Pré a uma taxa de 7% a.a., pelo período de 360 dias.
Agora vamos prever, na imagem abaixo, dois cenários possíveis para a taxa de
juros.
272
Talvez você tenha notado que, independente dos cenários, o resultado final da
operação foi o mesmo. Se a taxa de juros de mercado cai para 5%, o ajuste
pos- itivo do swap leva o resultado final para os 7% contratado no swap. Se a
taxa de juros de mercado sobe para 10%, o ajuste negativo leva o rendimento
para os 7% contratado.
Em resumo: independente de quanto feche a taxa de juros de mercado, a
escola vai receber os 7% contratados.
Uma observação a esse exemplo é que aqui temos o resultado bruto. Agora
vamos evoluir essa aplicação colocando o IR no cálculo.
273
Na figura acima eu trouxe o IR de 20porque no exemplo o prazo do swap era de
360 dias. Se você reparou bem, na coluna com cenário de alta eu não coloquei
nada. E a razão é simples. O swap, nesse caso, não será tributado, mas o
rendimento da ponta passiva sim. E como eu não sei exatamente a quanto
temos o CDB, não tem como saber qual o IR devido.
Ponto importante: o ativo subjacente terá seu IR conforme o prazo do ativo e o
swap terá seu IR conforme o prazo do swap, que não necessariamente será
igual.
274
▪ Opção Europeia: opção que pode ser liquidada apenas na data de venci-
mento do contrato de opções.
▪ In the Money: situação onde exercer uma opção representa lucro para seu
titular.
▪ Out the Money: situação onde exercer uma opção representa prejuízo do
seu titular.
▪ At the Money: situação onde exercer uma opção não representa lucro
nem prejuízo.
Agora que vimos todos os termos desse mercado, vamos "montar"uma operação
com opções para facilitar seu aprendizado.
Imagine que seu cliente tenha em sua carteira ações da TopInvest que foram com-
pradas por R$ 20,00. Ele gostaria de "travar" o preço de sua ação a R$ 21,00
para que ele não perca em caso de desvalorização do papel. O que esse cliente
precisa fazer?
Comprar uma call? Uma put? Pagar ou receber o prêmio?
Esse cliente quer ter a opção de vender sua ação da Top a R$ 21,00 daqui três
meses. Se ele quer vender, então ele deve comprar uma put (opção de venda)
que lhe conferirá o direito de vender essa ação a R$ 21,00.
Por essa opção, ele pagará um prêmio, que é considerado a perda máxima nesse
mercado.
Vamos assumir que o prêmio pago por essa opção seja de R$ 1,00. Assim, teremos,
no quadro abaixo o resultado da operação, conforme os cenários.
275
Antes explicar o cenário, vamos entender cada uma das colunas.
▪ Coluna d: indica se o titular vai exercer ou não a opção com base no valor
de negociação.
Agora vamos entender esse quadro. O investidor que comprou essa opção
pagou R$ 1,00 para ter o direito (opção) de vendar a ação da Top por R$ 21,00,
indepen- dente do preço de mercado.
Na primeira linha, as ações da empresa desvalorizam e chegaram ao mercado
com preço zero. Pergunto, você venderia por R$ 21,00 algo que vale nada?
Creio que sim, certo? Assim você teria de lucro R$ 20,00 (o valor da venda
menos o valor pago como prêmio).
276
Na segunda linha, as ações da empresa desvalorizam e chegaram ao mercado
com preço de R$ 1,00. Pergunto, você venderia por R$ 21,00 algo que vale R$
1,00? Creio que sim, certo?
Assim você teria de lucro R$ 19,00. (o valor da venda menos o valor pago
como prêmio).
Se seguirmos essa análise, linha após linha, vamos notar que sempre que o
preço do ativo objeto no mercado estiver cotado a um preço abaixo do strike,
será van- tajoso para o titular exercer a opção. Quando o preço estiver acima
do preço de exercício, não será vantajoso exercer a opção e o investidor terá um
prejuízo de R$ 1,00 (o valor pago pelo prêmio).
Uma observação importante se faz necessário na linha 5. Nesse ponto, o ativo
estava custando R$ 21,00 no mercado. Se o investidor exercer ou não exercer,
terá prejuízo de R$ 1,00.
277
Se você comparar as duas tabelas, vai notar que, quando o preço da ação cai
no mercado, não vale comprar por R$ 21,00 algo que vale mais do que isso.
Vamos analisar a linha 3. Você compraria por R$ 21,00 algo que vale, no
mercado, R$ 15,00? Provavelmente não, né? Assim você ficaria com o prejuízo
de R$ 1,00, que é o valor que você pagou de prêmio.
Agora se analisarmos a linha 8, temos o seguinte: você compraria por R$ 21,00
algo que vale R$ 30,00 no mercado? Provavelmente sim. Nesse caso, seu lucro
seria de R$ 8,00.
Alguns pontos importantes sobre o mercado de opções:
O que vimos até aqui sobre o mercado de opções é que o titular tem a opção
de exercer ou não o contrato. No mercado a termo, temos muitas semelhanças
ao mercado de opção.
No entanto, as partes são obrigadas a exercer o que foi acordado no início. Ou
seja, exercer o contrato não é uma opção, mas uma obrigação.
Por exemplo, a contratação de compra/venda de ações da TopInvest para ser
en- tregue em 30 dias pelo valor de R$ 20,00.
Vamos citar aqui algumas características importantes do mercado a termo.
278
▪ Vendedor: compromisso de entregar o bem negociado na data prevista e
com o preço previamente acordado.
279
Pense nas ações da empresa que você mais gosta. Imagine que eu venda a
você um lote destas ações para entregar em 90 dias pelo preço de R$ 20,00.
Nesse caso, daqui 90 dias, independentemente do preço, a ação está cotada
no mercado: eu vendo por R$ 20,00 e você compra por R$ 20,00.
Por último, e não menos importante, temos o mercado futuro. Esse tipo de
nego- ciação é um misto dos demais contratos.
Se você entendeu bem como funcionam os demais derivativos, vai ficar fácil
en- tender como funciona o mercado futuro. A premissa é a mesma, negociar
no presente a venda ou compra de um ativo que será entregue no futuro pelo
preço combinado hoje.
Algumas características do mercado futuro.
280
e transporte para a trading que vai exportar seu milho. Esse custo total é de
R$ 40,00 por saca de milho, assim, para que você tenha lucro é necessário que
venda o milho por R$ 50,00 a saca
Neste caso, você pode vender um contrato futuro de milho na B3. Assim, você
trava o preço de R$ 50,00 hoje e, aconteça o que acontecer no mercado, você
vai ter resultado financeiro de R$ 50,00 por saca.
Se ao final do contrato, o milho estiver cotado a R$ 70,00, você terá pago, via
ajuste diário, R$ 20,00. Assim você garante que vende por R$ 50,00. Nesse caso
você vai vender por R$ 70,00, mas como pagou R$ 20,00 no ajuste, bateu R$
50,00.
Se ao final do contrato o milho estiver cotado a R$ 30,00, você terá recebido,
via ajuste diário, R$ 20,00. Assim, garante o preço de R$ 50,00. Neste caso você
vende por R$ 30,00, mas como recebeu R$ 20,00 no ajuste, bateu R$ 50,00.
Ainda nesse mercado temos a presença de mais um player: o arbitrador. Este
tipo de investidor é aquele que busca ganhar dinheiro com a distorção de
preços entre os contratos (da mesma ou de outra praça).
Por exemplo, um investidor nota que o contrato de milho está sendo negociado
na CBoT (bolsa de Chicago) a U$ 10,00. Esse mesmo investidor percebe que o
preço desse contrato aqui na B3 está cotado a R$ 50,00. Esse investidor,
então, compra contratos na CBoT e vende na B3, buscando auferir lucro com a
diferença dos ajustes diários.
Esse player tem uma importância fundamental nesse mercado. Faz sentido
que milho é uma commodity e por isso, seu preço é o mesmo aqui ou em
qualquer lugar do mundo? Se existe essa diferença muito grande de preços
significa que o mercado está com preço distorcido.
Quando esse player cria uma pressão compradora dos contratos em Chicago, o
preço de lá tende a subir, ao passo que, quando entra vendido aqui na B3, os
preços desse contrato tendem a cair. Assim, chegamos, em determinado mo-
mento, ao equilíbrio de preço entre as praças.
281
de posicionamento. Vamos falar um pouco sobre cada uma delas.
Estratégias de proteção: quem deseja proteção dentro dos derivativos é chamado
de hedger. Eles buscam diminuir seus riscos por ser um importador, exportador,
tomador de empréstimos ou aplicador.
Quais são os riscos provenientes:
282
4.59. CERTIFICADO DE OPERAçÕES ESTRUTURADAS (COE)
Como o próprio nome sugere, é um instrumento que permite o investidor comum
possa investir, com poucos recursos, em operações estruturadas e com as mais
diversas estratégias.
É um instrumento inovador e flexível, que mescla elementos de renda fixa e renda
variável. Traz ainda o diferencial de ser estruturado com base em cenários de
gan- hos e perdas selecionadas de acordo com o perfil de cada investidor. É a
ver- são brasileira das Notas Estruturadas, muito populares na Europa e nos
Estados Unidos.
Basicamente o banco que distribui o COE pode alocar o recurso do investidor em
operações bem personalizadas. Quer um exemplo?
Um COE pode, por exemplo, comprar ações do Facebook, Netflix, título público
emitido pelo governo da Austrália e apostar na queda das ações, de forma que,
quanto maior for a queda das ações, maior será o lucro do investidor. Louco,
né? Pois é, o COE permite usar e abusar da criatividade do gestor do recurso.
Somente bancos de investimentos podem oferecer COE ao mercado. No entanto,
é comum encontrar esses produtos sendo distribuídos por DTVM e CTVM. Ou
seja, o produto é do banco, mas quem vende é a corretora.
O COE terá, por definição, data de vencimento, datas de observação e rentabili-
dade previamente acordada.
Vamos desenhar um COE aqui para você entender o mecanismo?
Nosso COE vai comprar índice Nasdaq, peso chileno e ações do Google. O venci-
mento desse nosso COE será daqui dois anos e teremos datas de observação a
cada seis meses, com as regras abaixo.
283
▪ Observação 3 (dezoito meses): se todos os ativos valorizarem, na média,
20pag- amos os 20% para os investidores e liquidamos o COE. Se a
valorização média for inferior a 20%, não pagamos os investidores e
continuamos com o COE.
4.59. TRIBUTAçÃO
4.59. DOCUMENTAçÃO
284
▪ aviso que o recebimento dos montantes devidos ao investidor está sujeito
ao risco de crédito do emissor do certificado;
▪ investimento inicial mínimo ou valor nominal, se houver;
▪ condições de pagamentos periódicos dos rendimentos, quando houver;
▪ a data de vencimento ou o prazo da operação;
▪ a parcela do valor do investimento protegida, acompanhada de aviso
sobre a necessidade da imobilização do capital por determinado período a
fim de existir esta proteção de fato, quando for o caso;
▪ os ativos subjacentes utilizados como referenciais e informações sobre os
meios de obtenção dos valores dos índices, taxas ou cotações destes por
parte dos investidores;
▪ aviso que não se trata de investimento direto no ativo subjacente;
▪ dados completos sobre todos os cenários possíveis de desempenho do
COE em resposta às alternativas de comportamento dos ativos
subjacentes, in- cluindo aviso de que tais resultados são válidos no
vencimento;
▪ a especificação dos direitos e das obrigações do titular e do emissor,
respec- tivamente, que possam influenciar as condições de remuneração;
▪ condições de recompra ou resgate antes do vencimento pactuado;
▪ aviso sobre as condições de entrega física de ativo subjacente, quando for
o caso;
▪ aviso sobre as condições que impliquem na extinção dos certificados
antes do vencimento pactuado, quando for o caso;
▪ aviso sobre as condições de liquidez do investimento, incluindo
informações sobre a admissão à negociação do COE em mercado
secundário e sobre o formador de mercado, se houverem;
▪ indicação e uma breve descrição dos principais fatores de risco;
▪ aviso que o COE não é garantido pelo FGC;
▪ indicação das entidades administradoras de mercado organizado que
man- têm sistemas de registro nos quais o COE será emitido;
285
▪ advertência em destaque com a seguinte afirmação "A presente oferta foi
dispensada de registro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A dis-
tribuição de Certificado de Operações Estruturadas (COE) não implica, por parte
dos órgãos reguladores, garantia de veracidade das informações prestadas, ou
de adequação do certificado à legislação vigente ou de julgamento sobre
a qualidade do emissor ou da instituição intermediária";
▪ informação sobre qualquer outro fator que possa afetar de forma significa-
tiva as condições de contratação da operação;
O último tópico da lista imensa acima trata sobre as modalidades do COE. Além
disso, um COE pode ser emitido nas modalidades abaixo.
A pergunta que fica então é: por que eu iria investir em um COE que tem risco de
perda se posso investir em um COE com capital protegido? A resposta para
essa pergunta é simples: quanto maior for o risco do investimento, maior será
o retorno esperado.
286
4.60. CLEARING HOUSES
▪ compensação de cheques;
287
▪ compensação e liquidação de ordens eletrônicas de débito e de crédito;
▪ transferência de fundos e de outros a vos financeiros;
▪ compensação e liquidação de operações com títulos e valores mobiliários;
▪ compensação e liquidação de operações realizadas em bolsas de
mercado- rias e de futuros e outras entidades.
Além disso, ele se caracteriza atualmente pela base legal sólida e abrangente, pelo
uso obrigatório de contrapartes centrais para a liquidação de obrigações, pela
certeza da liquidação dada pela contraparte central com base em mecanismos
de gerenciamento de riscos e salvaguardas, bem como pela irrevogabilidade e
finalidade das liquidações.
Traduzindo, significa "oferta pública inicial". É a primeira vez que uma empresa
ofertará parte de sua companhia para novos sócios, ofertando suas ações para
o mercado, ou seja, é o processo de abertura de capital de uma empresa.
Assim, esta empresa se torna uma companhia de capital aberto com papéis
negociados ou negociáveis no pregão da Bolsa de Valores.
Veja abaixo alguns objetivos de realizar uma IPO ou oferecer ações no mercado
primário.
288
A oferta de ações é feita no mercado primário através do banco líder e os custo-
diantes (corretoras). A reserva não caracteriza a liquidação (compra efetiva
das ações), mas a intenção de compra.
Ao enviar a sua reserva, o investidor pode fazer a ordem de duas formas.
289
4.63. MODALIDADES DE OPA
I. OPA para cancelamento de registro: é a OPA obrigatória, realizada como
condição do cancelamento do registro para negociação de ações nos mercados
regulamentados de valores mobiliários.
II. OPA por aumento de participação: é a OPA obrigatória, realizada em conse-
quência de aumento da participação do acionista controlador no capital social
de companhia aberta.
III. OPA por alienação de controle: é a OPA obrigatória, realizada como condição
da eficácia do negócio jurídico de alienação de controle de companhia aberta.
IV. OPA voluntária: é a OPA que visa a aquisição de ações de emissão de com-
panhia aberta, que não deva realizar-se segundo os procedimentos específicos
estabelecidos nos tipos de OPA citados anteriormente.
As ofertas podem ser primárias ou secundárias.
caixa da empresa, as ofertas são chamadas de primárias. Por outro lado,
quando não envolvem a emissão de novos títulos, caracterizando apenas a
venda de ações já existentes, em geral dos sócios que querem desinvestir ou
reduzir a sua partic- ipação no negócio e os recursos vão para os vendedores e
não para o caixa da empresa, a oferta é conhecida como secundária (block
trade).
Além disso, quando a empresa está realizando sua primeira oferta pública, ou
seja, quando está abrindo seu capital, a oferta recebe o nome de oferta pública
inicial ou IPO (do inglês, initial public offer).
Quando a empresa já tem o capital aberto e já realizou sua primeira oferta, as
emissões seguintes são conhecidas como ofertas subsequentes ou, no termo
em inglês, follow on.
4.64. UNDERWRITING
Underwriting (além de ser uma palavra chique em inglês) é o processo de sub-
scrição feito pelas companhias que vão colocar valores mobiliários no mercado.
Ou seja, sempre que uma empresa quer captar recursos no mercado financeiro,
290
será necessário estruturar o processo de underwriting.
Vamos usar como exemplo a padaria do Sr. Manoel aí do seu bairro. Imagine
que a padaria esteja tão grande que o Sr. Manoel resolva captar outros sócios
no mercado, e, para isso, o sr. Manoel precisa vender ações da padaria na
bolsa de valores.
O primeiro passo para um processo de underwriting é contratar uma instituição
financeira que será a instituição líder. Bem, se temos um banco líder, por
dedução, podemos concluir que existe mais de uma instituição no processo de
subscrição. Eis aqui a lista de empresas que fazem parte do processo de
subscrição:
▪ ofertante;
▪ banco coordenador/banco líder;
▪ banco liquidante;
▪ escriturador;
▪ central depositária;
▪ custodiante;
▪ market maker;
▪ agente fiduciário;
▪ agência de rating.
291
▪ avaliar, em conjunto com o ofertante, a viabilidade da distribuição, suas
condições e o tipo de contrato de distribuição a ser celebrado;
▪ solicitar, com o ofertante, o registro de distribuição devidamente
instruído, assessorando-o em todas as etapas da distribuição;
▪ formar o consórcio de distribuição, se for o caso;
▪ informar a CVM, até a obtenção do registro, os participantes do consórcio,
discriminando por tipo, espécie e classe a quantidade de valores
mobiliários inicialmente atribuída a cada um;
▪ comunicar imediatamente a CVM qualquer eventual alteração no contrato
de distribuição, ou sua rescisão;
▪ remeter mensalmente a CVM, no prazo de 15 dias após o encerramento
do mês, a partir da divulgação do anúncio de início de distribuição,
relatório in- dicativo do movimento consolidado de distribuição de valores
mobiliários;
▪ participar ativamente, em conjunto com o ofertante, na elaboração do
prospecto e na verificação da consistência, qualidade e suficiência das
informações dele constantes, ficando responsável pelas informações
prestadas no documento;
▪ divulgar, quando exigido pela instrução CVM 400, os avisos nela previstos;
▪ acompanhar e controlar o plano de distribuição da oferta;
▪ controlar os boletins de subscrição ou os recibos de aquisição, devendo
de- volver ao ofertante os boletins ou os recibos não utilizados, se houver,
no prazo máximo de 30 dias após o encerramento da distribuição;
▪ suspender a distribuição na ocorrência de qualquer fato ou irregularidade,
inclusive após a obtenção do registro, que venha a justificar a suspensão
ou o cancelamento do registro;
▪ comunicar imediatamente a ocorrência do ato ou irregularidade à CVM,
que verificará se a ocorrência do fato ou da irregularidade são sanáveis;
▪ guardar, por cinco anos, à disposição da CVM, toda a documentação
relativa ao processo de registro de distribuição pública e de elaboração do
prospecto.
Lembrando que o agente underwriter junto à ofertante tem que escolher qual
será o tipo de contrato de underwrite/subscrição por um determinado preço,
que podem ser de três tipos. São eles:
292
▪ Garantia Firme: o agente underwriter, garante à padaria que consegue
vender todas as ações ofertadas, ou seja venda de 100% das ações. Caso
não consiga
vender, o próprio banco ou fundo de investimento que é administrado por
ela comprará as ações que sobraram. Ou seja, o banco assume o risco. É
claro que para ser garantido essa venda de 100% das ações, o custo do
con- trato será alto.
Banco Liquidante é, como o nome sugere, a intuição que vai liquidar as vendas
dos valores mobiliários. Em outras palavras, é onde os custodiantes vão enviar
o dinheiro dos investidores que comprarem as ações da empresa.
O escriturador é a instituição responsável por abrir e manter, de forma
eletrônica, o livro de registro de ações escriturais. Hoje não temos mais a
negociação física dos papéis, no entanto, toda negociação é escritural, em
outras palavras, as infor- mações dos titulares dos títulos estão devidamente
registradas em um sistema de informação e o escriturador é o responsável por
manter esses registros.
Essas instituições funcionam como um elo entre a companhia e os investidores
(ou a central depositária), sendo responsável por controlar, em sistemas
informa- tizados, o livro de acionistas, por registrar e tratar as ordens de
movimentações recebidas do titular, como a venda ou transferência das ações,
e por providenciar o tratamento dos eventos incidentes sobre as ações, como o
recebimento de div- idendos, bonificações, grupamentos e desdobramentos de
ações.
As instituições que realizam a escrituração de ações para um ofertante
assumem a obrigação, perante os investidores, de disponibilizar e enviar
periodicamente in- formações relativas a sua posição como acionista, como
também sobre as movi- mentações ocorridas.
293
O escriturador deve disponibilizar as seguintes informações aos acionistas:
294
▪ mensalmente, quando houver movimentação, ou sempre que solicitado o
extrato da conta com a posição acionária do investidor;
295
É o custodiante que tem autorização para movimentar as ações dos seus
clientes na central depositária. Qualquer ordem de venda, transferência,
depósito ou re- tirada de ações da central depositária é realizada por
intermédio do custodiante. Além disso, ele administra os eventos corporativos
realizados na conta do investi- dor na central depositária. Assim, quando uma
companhia distribui dividendos, o investidor irá recebê-los diretamente em sua
conta no custodiante.
Essas instituições também assumem obrigações relacionadas à divulgação de
in- formações e devem disponibilizar aos seus clientes, periodicamente ou
quando solicitado, a posição consolidada da sua conta de custódia e as
movimentações e eventos ocorridos.
É também o custodiante que tem a responsabilidade de efetuar e manter o
cadas- tro do investidor e providenciar as alterações solicitadas por seus
clientes.
É também o custodiante que tem a responsabilidade de efetuar e manter o
cadas- tro do investidor, providenciando as alterações solicitadas por seus
clientes. O market maker, em tradução literal "formador de mercado", é uma
pessoa jurídica, devidamente cadastrada na B3, que se compromete a manter
ofertas de compra e venda de forma regular e contínua durante a sessão de
negociação, estimulando a liquidez dos valores mobiliários, facilitando os
negócios e mitigando movimen- tos artificiais nos preços dos produtos.
Cada formador de mercado pode se credenciar para atuar em mais de um
ativo/derivativo, podendo exercer sua atividade de forma autônoma ou contratado pelo
emissor
dos valores mobiliários, por empresas controladoras, controladas ou coligadas
do emissor, ou por quaisquer detentores de valores mobiliários que possuam
inter- esse em formar o mercado para papéis de sua titularidade.
Os formadores de mercado devem atuar diariamente respeitando os parâmet-
ros de atuação (quantidade mínima, spread máximo e percentual de atuação na
sessão de negociação). No entanto, caso o mercado apresente comportamento
atípico – oscilações fora dos padrões regulares decorrentes de algum fato
econômico, catastrófico ou até mesmo de algum fator positivo totalmente
inesperado que al- tere em demasia o preço do papel –, o formador de mercado
poderá ter, com consenso da B3, seus parâmetros alterados ou ser liberado de
suas obrigações durante a sessão de negociação.
A B3, para incentivar a atividade de formador de mercado, poderá conceder
van- tagens de custo nas negociações realizadas pelo mesmo, por exemplo,
isenção em emolumentos e taxas de negociação.
Em resumo, o market maker é a instituição que vai comprar e vender ativos para
296
prover liquidez ao mercado. Se em determinado dia aparecerem muitos
investi- dores querendo comprar a ação daquela empresa, o market maker
entra no mer- cado vendendo sua posição. Ao contrário, se tem muita gente
vendendo, o mar- ket maker entra comprando.
O agente fiduciário é uma instituição que está presente somente nas ofertas
públicas de ativos de renda fixa (debêntures, CRI e CRA). No tópico de
debêntures citei o papel do agente fiduciário, agora vamos citar em tópicos, o
que deve ser exercido pelo agente fiduciário
297
▪ opinar sobre a suficiência das informações prestadas nas propostas de
mod- ificação das condições dos valores mobiliários;
▪ verificar a regularidade da constituição das garantias reais, flutuantes e fide-
jussórias, bem como o valor dos bens dados em garantia, observando a
manutenção da sua suficiência e exequibilidade nos termos das disposições
estabelecidas
na escritura de emissão, no termo de securitização de direitos creditórios ou
no instrumento equivalente;
▪ examinar proposta de substituição de bens dados em garantia,
manifestando sua opinião a respeito do assunto de forma justificada;
▪ intimar, conforme o caso, o emissor, o cedente, o garantidor ou o
coobrigado a reforçar a garantia dada, na hipótese de sua deterioração ou
depreciação;
▪ solicitar, quando julgar necessário para o fiel desempenho de suas
funções, certidões atualizadas dos distribuidores cíveis, das Varas de
Fazenda Pública, cartórios de protesto, das Varas do Trabalho, Procuradoria
da Fazenda Pública,
da localidade onde se situe o bem dado em garantia ou o domicílio ou a sede
do devedor, do cedente, do garantidor ou do coobrigado, conforme o caso;
▪ solicitar, quando considerar necessário, auditoria externa do emissor ou
do patrimônio separado;
298
▪ escritura de emissão;
299
4.65. INCLUSÃO DA RESOLUçÃO CVM 160 NO CONTEÚDO COBRADO
Basicamente, a resolução 400 e 476 foram revogadas e viraram a nova Resolução
160.
Ela fala basicamente sobre as ofertas públicas de distribuição primária ou
secundária de valores mobiliários e a negociação dos valores mobiliários
ofertados nos mer- cados regulamentados.
Para facilitar seus estudos, a seguir separamos os principais pontos da mudança.
300
▪ De lote único e indivisível de valores mobiliários destinado a um único in-
vestidor;
▪ De valores mobiliários oferecidos por ocasião de permuta no âmbito de
oferta pública de aquisição de ações (“OPA”), sem prejuízo das disposições
de norma específica sobre OPA, e desde que tais valores mobiliários
estejam admitidos
à negociação em mercados organizados brasileiros;
▪ Iniciais ou subsequentes de valores mobiliários emitidos e admitidos à ne-
gociação em mercados organizados de valores mobiliários estrangeiros,
com
liquidação no exterior em moeda estrangeira, quando adquiridos por
investi- dores profissionais residentes no Brasil por meio de conta no
exterior, sendo vedada a negociação desses ativos em mercados
regulamentados de valores mobiliários no Brasil após a sua aquisição; e
▪ De ações de propriedade da União, Estados, Distrito Federal, municípios e
demais entidades da administração pública, que, cumulativamente:
▪ Não objetiva colocação junto ao público em geral.
▪ Seja realizada em leilão organizado por entidade administradora de
mercado organizado, nos termos da legislação que estabelece normas
gerais sobre licitações e contratos administrativos.
301
Procura de investidores
– Pelos ofertantes;
– Por instituições intermediárias agindo em nome de ofertante;
– Até o momento do protocolo, por pessoas contratadas pelos ofertantes
e que com estes estejam trabalhando ou os assessorando para a
realização da consulta.
302
A consulta a potenciais investidores, incluindo os documentos e apre-
sentações utilizados, não pode vincular as partes, sendo proibida a re-
alização ou aceitação de ofertas, bem como o pagamento ou o recebi-
mento de quaisquer valores, bens ou direitos de parte a parte.
Durante a consulta a potenciais investidores, as pessoas mencionadas
devem obter de seus interlocutores o compromisso de manter em
sigilo as informações recebidas na consulta e a possibilidade de
realização de oferta pública de distribuição de valores mobiliários até
a divulgação do aviso ao mercado ou do anúncio de início de
distribuição.
As pessoas quando mencionadas, como vimos anteriormente, devem
manter à disposição da CVM:
∗ Lista com informações que possibilitem a identificação das
pessoas consultadas, bem como a data ea hora em que foram
consultadas.
∗ As apresentações e os materiais utilizados.
4.69. PUBLICIDADE
Após o início do período de oferta a mercado, é permitido ao ofertante,
às instituições participantes do consórcio de distribuição e às pessoas
contratadas que com estes estejam trabalhando ou os assessorando
de qualquer forma dar ampla publicidade à oferta, nas condições
estabele- cidas por este artigo, inclusive por meio da disseminação:
∗ Do prospecto e da lâmina da oferta;
∗ De material de caráter explicativo e educacional que contenha
as- pectos úteis e relevantes para:
∗ O apropriado entendimento das características do valor mobiliário
objeto da oferta; e
∗ Para o acompanhamento do desempenho do investimento, incluindo:
∗ Datas de vencimento;
∗ Método de cálculo e calendário de pagamento de juros;
∗ Indexadores;
∗ Direitos e deveres do emissor e do investidor relativos a cláusulas de
vencimento antecipado;
∗ Opções de recompra;
∗ Convocação e comparecimento a assembleias;
∗ Outras informações;
303
∗ De material publicitário;
∗ De apresentações para investidores, incluindo os documentos de su-
porte a tais apresentações;
∗ De entrevistas na mídia.
Os remetentes das comunicações devem se identificar, incluindo
infor- mações pelas quais possam ser contatados, bem como
explicitar a sua ligação com o ofertante e com a instituição
participante do consórcio de distribuição e o fato de que está
participando, ou espera participar, do esforço de venda da oferta
pública de distribuição do valor mobiliário.
As comunicações permitidas conforme as normas devem:
∗ Ser consistentes com o conteúdo do prospecto e das informações
periódicas do emissor requeridas pela legislação e
regulamentação em vigor;
∗ Usar linguagem serena e moderada;
∗ Observar os princípios de qualidade, transparência e equidade de
acesso à informação;
∗ Abster-se de:
∗ Utilizar linguagem que omita ou que não reflita adequadamente a
existência de riscos;
∗ Conter afirmações que afastem as responsabilidades do ofertante
e das instituições participantes do consórcio de distribuição sobre
as informações fornecidas;
∗ Afirmar que não se trata de oferta pública;
∗ Afirmar que as informações constantes da comunicação são confi-
denciais;
∗ Conter linguagem de natureza contratual que implique percepção
de anuência tácita de reserva ou colocação de ordem; e
∗ Usar informações falsas, imprecisas ou que induzam o investidor a
erro.
É permitido o uso de tabelas, gráficos, diagramas, imagens e mapas
nos documentos e comunicações autorizados conforme as normas
desde que:
∗ Sejam úteis para o objetivo de facilitar a compreensão das
informações essenciais;
∗ Sejam acompanhados de legendas claras e descrições das
hipóteses usadas, quando houver;
304
∗ As escalas dos eixos dos gráficos e diagramas, incluindo as
grandezas utilizadas e as variáveis escolhidas para a construção da
figura, repre-
sentam a informação de maneira justa e não enviesada, devendo
ser idênticas quando mais de uma figura for utilizada para a
realização de comparações;
∗ As imagens somente sejam incluídas quando úteis para a
compreen- são de aspectos relevantes da oferta.
O material publicitário, se utilizado é obrigatória a divulgação de
prospecto, afirmar que um prospecto preliminar ou definitivo foi
divulgado, con- forme o caso, e indicar onde ele pode ser obtido, além
da advertência em destaque: “Leia o prospecto antes de aceitar a oferta
e em espe- cial a seção dos fatores de risco”.
∗ conter referência expressa de que se trata de material
publicitário, não devendo se confundir com o prospecto; e
∗ advertir que se trata de investimento de risco.
Na promoção publicitária que utilize materiais na forma audiovisual se
realizadas de forma oral não podem comprometer a clareza e o
destaque dos avisos, e, nos casos de advertência de forma escrita, o
tamanho da fonte deve ser adequado para não comprometer a
leitura.
A utilização das comunicações permitidas neste artigo independe de
aprovação prévia pela Superintendência de Registro de Valores Mobil-
iários – SRE, porém os materiais publicitários devem ser
encaminhados à CVM em até 1 (um) dia útil após a sua utilização.
As divulgações requeridas por esta Resolução, inclusive do prospecto
preliminar, quando houver, e do prospecto definitivo, devem ser
feitas, com destaque e sem restrições de acesso, na página da rede
mundial de computadores:
∗ Do ofertante;
∗ Do fundo de investimento cujas cotas estejam sendo ofertadas,
quando for o caso;
∗ Das instituições participantes do consórcio de distribuição, sendo
aceita a remissão à página do coordenador líder que contenha as
divulgações no caso de participantes que não sejam
coordenadores;
∗ Das entidades administradoras de mercado organizado de
valores mobiliários nos quais os valores mobiliários do emissor
sejam admi- tidos à negociação, quando aplicável
305
A obrigação prevista nas normas não impede a divulgação em outros
meios de comunicação e mídias digitais.
As divulgações devem ser feitas, sempre que possível, antes da
abertura ou após o encerramento do pregão.
Na hipótese de alguns dos envolvidos na oferta pública de distribuição
não possuir página própria em português na rede mundial de
computa- dores, e sempre que as precauções adotadas pelo ofertante
e pelas in- stituições mencionadas anteriormente forem suficientes
para atingir a finalidade de ampla publicidade que se deve dar aos
prospectos, é dis- pensada a divulgação do prospecto por estes
envolvidos.
Na hipótese de um ou mais ofertantes serem pessoas naturais, fica
dis- pensada a apresentação de seu nome e endereço nos anúncios
de início e encerramento da distribuição de valores mobiliários, desde
que tais informações constem, de forma completa, no mínimo, dos
prospectos preliminar e definitivo.
4.70. PROSPECTO
O prospecto deve ser elaborado pelo ofertante em conjunto com o co-
ordenador líder e conter a informação necessária, suficiente,
verdadeira, precisa, consistente e atual, apresentada de maneira clara
e objetiva em linguagem direta e acessível, de modo que os
investidores possam for- mar criteriosamente a sua decisão de
investimento.
O prospecto deve, de maneira que não omita informações relevantes,
nem contenha informações imprecisas ou que possam induzir a erro,
conter os dados e informações sobre:
∗ A oferta, incluindo seus termos e condições;
∗ Os valores mobiliários objeto da oferta e os direitos que lhes são
iner- entes;
∗ O ofertante, caso diferente do emissor;
∗ O emissor e sua situação patrimonial, econômica e financeira;
∗ Os terceiros garantidores de obrigações relacionadas com os
valores mobiliários objeto da oferta, se houver, incluindo sua
situação patri- monial, econômica e financeira;
∗ Os principais fatores de risco relacionados com o emissor, com o
valor mobiliário, com a oferta, e com o terceiro garantidor;
∗ Os terceiros que venham a ser destinatários dos recursos
captados com a oferta primária.
306
O conteúdo mínimo do prospecto depende das características do
emis- sor, da operação, do tipo de valor mobiliário e do público-alvo,
devendo conter as informações devidamente discriminadas:
∗ A: Para oferta pública inicial ou subsequente de distribuição de
ações, bônus de subscrição e de certificados de depósito sobre
estes valores mobiliários;
∗ B: Para oferta pública de distribuição de debêntures ou de outros
tipos de valores mobiliários representativos de dívida, inclusive
con- versíveis ou permutáveis em ações de emissor registradas
nas Cate-
gorias A e B.
∗ C: Para oferta pública inicial ou subsequente de distribuição de
co- tas de fundos de investimento fechados, exceto os fundos de
inves- timento em direitos creditórios – FIDC;
∗ D: Para oferta pública de distribuição de cotas de fundos de
investi- mento em direitos creditórios – FIDC;
∗ E: Para oferta pública de distribuição de valores mobiliários repre-
sentativos de operações de securitização emitidos por
companhias securitizadoras.
A seção 1 do prospecto, denominada Capa do Prospecto, deve ter, no
máximo, 1 (uma) página de formato A4, quando impressa, devendo
re- fletir, de forma legível, direta e objetiva, as informações
expressamente solicitadas no respectivo anexo.
A seção 2 do prospecto, denominada Principais Características da
Oferta, deve apresentar as características da operação e conter as
informações fundamentais de que os investidores necessitam para
compreender a natureza do emissor e características dos valores
mobiliários ofertados, devendo adicionalmente:
∗ Ser elaborada de forma que possa ser lida independentemente das
demais partes do prospecto;
∗ Ser coerente com as demais partes do prospecto, sem reproduzir
desnecessariamente informações já contidas neste documento;
∗ Possuir número máximo de 15 (quinze) páginas de formato A4,
quando impressa.
O emissor de valores mobiliários objeto de oferta pública secundária,
deve fornecer ao ofertante as informações e os documentos
necessários para a elaboração dos documentos da oferta, se
obrigatórios por esta Resolução, devendo o emissor ser ressarcido por
todos os custos que in- correr na coleta, elaboração, preparação e
entrega de informações ou
307
documentos adicionais àqueles que periodicamente já fornece ao
mer- cado.
308
∗ Recebimento de reservas;
∗ Procedimento de precificação, com ou sem recebimento de reser-
vas;
∗ Utilização de material publicitário
Em adição aos dizeres tópicos citados anteriormente “A” a “E”, os
seguintes dizeres devem constar da capa do prospecto preliminar, com
destaque:
∗ “PROSPECTO PRELIMINAR” e a respectiva data de edição;
∗ “O prospecto definitivo estará disponível em na rede mundial de
com- putadores do ofertante, dos coordenadores, das instituições
partic- ipantes do consórcio de distribuição, se houver, das
entidades ad-
ministradoras de mercado organizado de valores mobiliários no
qual os valores mobiliários do emissor sejam admitidos à
negociação e da CVM.”;
∗ “É admissível o recebimento de reservas, a partir de [dia] de [mês]
de [ano]. Os pedidos de reserva são irrevogáveis e serão quitados
após o início do período de distribuição conforme os termos e
condições da
oferta.”, exclusivamente na hipótese de estar previsto o
recebimento de reservas para subscrição ou aquisição;
∗ “As informações contidas neste prospecto preliminar estão sob
análise da Comissão de Valores Mobiliários- CVM, a qual ainda não
se man-
ifestou a seu respeito.”, nos casos de oferta com rito de registro
or- dinário de distribuição;
∗ “As informações contidas neste prospecto preliminar não foram
anal- isadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM", nos
casos de oferta com rito de registro automático de distribuição.
311
Em caso de oferta secundária que não seja realizada pelo emissor ou
pelo seu acionista controlador, cabe ao ofertante, no que se refere a
in- formações do emissor, somente a responsabilidade.
O coordenador líder e o ofertante, este último na hipótese apenas, de-
vem manter à disposição da CVM, a documentação comprobatória de
sua diligência para fins de cumprimento.
Na hipótese de o ofertante não pertencer ao grupo controlador do
emis- sor, ou não atuar representando o mesmo interesse de acionista
contro- lador do emissor, e este lhe negar acesso aos documentos e
informações necessários à elaboração do prospecto, o ofertante deve
fornecer toda a informação relevante que lhe estiver disponível ou
que possa obter em registros e documentos públicos, dar divulgação
deste fato nos docu- mentos da oferta, inclusive no prospecto,
devendo requerer que a CVM exige do emissor a complementação
das informações indicadas pelo ofertante, necessárias ao registro da
oferta pública.
312
registro for previamente analisado por entidade autorreguladora au-
torizada pela CVM nos termos do convênio;
∗ Subsequente de distribuição de ações, bônus de subscrição, debên-
tures conversíveis ou permutáveis em ações e de certificados de de-
pósito sobre estes valores mobiliários de emissão de ações com
grande
exposição ao mercado - EGEM (“subsequente de ações de EGEM”)
destinada:
∗ Exclusivamente a investidores profissionais;
∗ Inclusive ao público investidor em geral, sujeita à apresentação
dos documentos.
∗ De distribuição de debêntures não-conversíveis ou não-
permutáveis em ações, ou de outros tipos de valores mobiliários
representativos de dívida de emissão frequente de valores
mobiliários de renda fixa -
EFRF destinada (“debêntures simples de emissor frequente de dívida”):
∗ Exclusivamente a investidores profissionais.
∗ Inclusive ao público investidor em geral, sujeita a apresentação
dos documentos previstos.
∗ De distribuição de debêntures não-conversíveis ou não-
permutáveis em ações, ou de outros tipos de valores mobiliários
representativos de dívida de emissor em fase operacional
registrado nas Categorias
A e B (“debêntures simples”) destinada exclusivamente a:
∗ Investidores profissionais.
∗ Investidores qualificados.
∗ Inclusive ao público investidor em geral quando (“debêntures
sim- ples de emissor registrado para o público em geral nas
hipóteses de registro automático”):
∗ O requerimento de registro for previamente analisado por
entidade autorreguladora autorizada pela CVM nos termos do
convênio;
∗ Se tratar de títulos com características idênticas, exceto pela taxa
de remuneração, inclusive com o mesmo vencimento, aos
distribuídos em oferta pública anterior destinada público
investidor em geral (re-
abertura de séries);
∗ Se tratar de título padronizado, de acordo com modelo definido por
entidade autorreguladora e que seja previamente aprovado pela
CVM;
∗ Inicial de distribuição de cotas de fundo de investimento fechado
não exclusivo (“inicial de cotas de fundo fechado”) destinada
313
exclu- sivamente a:
314
∗ Investidores profissionais.
∗ Investidores qualificados.
∗ Inclusive ao público investidor em geral quando o requerimento de
registro for previamente analisado por entidade autorreguladora au-
torizada pela CVM nos termos do convênio (“inicial de fundo fechado
destinada ao público investidor em geral com análise via convênio”);
∗ Subsequente de distribuição de cotas de fundo de investimento
fechado não exclusivo (“subsequente de cotas de fundo fechado”)
destinada exclusivamente:
∗ A investidores profissionais.
∗ A investidores qualificados.
∗ Ao público investidor em geral, desde que tenha havido oferta an-
terior objeto de análise prévia por parte da CVM e não tenha
havido ampliação de público-alvo do fundo ou alteração em sua
política de
investimento (“subsequente de fundos fechados destinada ao
público investidor em geral sem mudança na política de
investimento ou ampliação de público-alvo”);
∗ Do público investidor em geral quando o requerimento de registro
for previamente analisado por entidade autorreguladora
autorizada pela CVM nos termos do convênio (“subsequente de
fundo fechado
destinada ao público investidor em geral com análise via convênio”);
∗ De distribuição de títulos de securitização emitidos por
companhias securitizadoras registradas na CVM (“títulos de
securitização”) desti- nada exclusivamente a:
∗ Investidores profissionais.
∗ Investidores qualificados.
∗ Inclusive ao público investidor em geral quando:
∗ O requerimento de registro for previamente analisado por
entidade autorreguladora autorizada pela CVM nos termos do
convênio (“títu- los de securitização com análise via convênio”);
∗ Se tratar de títulos com características idênticas, exceto pela taxa
de remuneração, inclusive com mesmo instrumento de lastro,
vincu- lado a risco corporativo único e mesma data de
vencimento, aos dis-
tribuídos em oferta pública anterior destinada público investidor
em geral (reabertura de séries); ou
∗ O devedor do lastro for único e se enquadrar como EFRF ou EGEM;
∗ De debêntures não conversíveis emitidas pelas sociedades
previstas na Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011, relacionadas à
captação de
315
recursos com vistas a implementar projetos de investimento na área
de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa,
desenvolvimento e inovação, considerados como prioritários na
forma regulamentada pelo Poder Executivo Federal, de acordo com
os req- uisitos da referida Lei, destinada exclusivamente a
investidores qual- ificados (“debêntures incentivadas emitidas por
SPE”);
∗ De valores mobiliários representativos de dívida quando o emissor
não for registrado na CVM (“dívida de emissor não registrado”).
∗ De distribuição de certificados de depósito de valores mobiliários no
âmbito de programa de BDR Patrocinado:
∗ Nível I;
∗ Nível II;
∗ Subsequente de distribuição de certificados de depósito de
valores mobiliários no âmbito de programa de BDR Patrocinado
Nível III, ex- clusivamente nos casos de programa BDR Nível III em
que houve
oferta inicial por rito de registro ordinário (“subsequente de BDR
Pa- trocinado Nível III”);
∗ Destinada inclusive ao público investidor em geral para colocação
em bolsa de valores de ações oriundas de distribuição primária
decor-
rente de aumento de capital privado, em volume superior a 5%
(cinco por cento) da emissão e inferior a 1/3 (um terço) das ações
em cir- culação no mercado, considerando as novas ações
ofertadas para o cálculo das ações em circulação, desde que os
valores mobiliários já estejam admitidos à negociação em
mercado organizado (“sobras de aumento de capital privado”);
∗ De distribuição de valores mobiliários representativos de dívida
des- tinada exclusivamente a credores de emissor em
recuperação judi-
cial ou extrajudicial (“emissores em plano de recuperação”), nos
ter- mos de plano de recuperação judicial ou extrajudicial
homologado em juízo.
Nas hipóteses constantes: Devem ser observadas as restrições à ne-
gociação dos valores mobiliários ofertados elencadas no Capítulo VII;
Deve ser dada ciência ao investidor por meio de aviso em destaque
na capa do prospecto e na lâmina da oferta, nos casos em que
exigidos por esta Resolução, de que:
A CVM não realizou análise prévia do conteúdo do prospecto, nem dos
documentos da oferta;
316
Pode haver restrições à revenda dos valores mobiliários, descrevendo
quais são estas, nos casos aplicáveis
Consideram-se companhias securitizadoras registradas, as sociedades
de propósito específico que sejam subsidiárias integrais de
companhias securitizadoras registradas na CVM, nos termos da
regulamentação que dispõe sobre as companhias securitizadoras de
direitos creditórios.
317
4.77. LOTE ADICIONAL E LOTE SUPLEMENTAR
A quantidade de valores mobiliários a ser distribuída pode, a critério
do ofertante e sem a necessidade de novo requerimento de registro
ou de modificação dos termos da oferta, ser aumentada, até um
montante que não exceda em 25% (vinte e cinco por cento) a
quantidade inicial- mente requerida (lote adicional).
Nas ofertas destinadas exclusivamente a investidores profissionais, é
dis- pensada a observância do limite de 25% (vinte e cinco por cento)
previsto nas normas, devendo o valor máximo do lote adicional estar
previsto nos documentos da oferta, assim como a especificação da
destinação dos recursos adicionais.
O emissor ou o ofertante podem outorgar aos coordenadores opção
de distribuição de lote suplementar, a ser exercida em razão da
prestação de serviço de estabilização de preços dos valores
mobiliários objeto da oferta, nas mesmas condições e preço dos
valores mobiliários inicial- mente ofertados, até um montante pré-
determinado que consta obri- gatoriamente nos documentos da oferta
e no prospecto, e que não pode ultrapassar 15% (quinze por cento) da
quantidade inicialmente ofertada.
318
4.79. FORMAçÃO DE PREçO
O preço da oferta é único pois a CVM pode autorizar, em operações es-
pecíficas, a possibilidade de preços e condições diversos consoante tipo,
espécie e classe, fixados em termos objetivos e em função de interesses
legítimos do ofertante, admitido ágio ou deságio em função das
condições do mercado.
O ofertante, em conjunto com os coordenadores, pode estabelecer
que o preço ou, tratando se de valores mobiliários representativos de
dívida, a taxa de remuneração, sejam determinados por meio de
procedimento de precificação destinado a uma parcela (tranche)
constituída exclusiva- mente por investidores profissionais, desde que
os critérios aplicáveis à sua fixação sejam indicados no prospecto
preliminar.
Nas ofertas registradas de debêntures não-conversíveis e não-
permutáveis em ações, outros títulos representativos de dívida ou de
títulos de se- curitização, é permitida a participação de investidores
qualificados no procedimento de precificação.
A determinação do preço ou taxa de remuneração definitivos, quando
realizada, pode ocorrer no mesmo dia da realização do procedimento
lá referido e sua divulgação deve ser feita em até 1 (um) dia útil após
tal definição. O preço ou taxa de remuneração definitivos são
condições para a concessão do registro definitivo da oferta.
O procedimento de precificação em ofertas com ou sem o
recebimento de reservas somente pode ter início a partir da
divulgação do aviso ao mercado.
Parágrafo único. A intenção de realizar o procedimento de
precificação deve ser comunicada à CVM juntamente com o
requerimento de reg- istro de distribuição realizado.
É vedada a aquisição de ações, no âmbito de ofertas públicas de dis-
tribuição de ações, por investidores que tenham realizado vendas a
de- scoberto da ação objeto na data da fixação do preço da oferta e
nos 5 (cinco) pregões que a antecedem.
Para os efeitos de normas, são consideradas operações de um mesmo
investidor as vendas a descoberto e as aquisições de ações realizadas
em seu próprio nome ou por meio de qualquer veículo cuja decisão de
investimento esteja sujeita a sua influência.
Fundos de investimento cujas decisões de investimento sejam
tomadas pelo mesmo gestor não serão considerados como um único
investidor
319
para efeito do disposto neste artigo, desde que as operações estejam
enquadradas nas respectivas políticas de investimento de cada fundo.
A vedação prevista nas normas não se aplica nos seguintes casos:
∗ Operações realizadas por pessoas jurídicas no exercício da
atividade de formador de mercado da ação objeto da oferta,
conforme definida na norma específica;
∗ Operações posteriormente cobertas por aquisição em mercado da
quantidade total de ações correspondente à posição a descoberto
até, no máximo, 2 (dois) pregões antes da data de fixação do
preço
da oferta.
320
decer às seguintes normas:
321
∗ Apurados os montantes das reservas e das sobras disponíveis e
efet- uado o rateio, se for o caso, o coordenador líder deve
autorizar a liber-
ação das importâncias correspondentes às subscrições a serem
efe- tuadas por intermédio de cada instituição consorciada;
∗ O coordenador líder deve autorizar, no prazo de 3 (três) dias úteis,
a liberação do saldo não utilizado dos depósitos, a favor dos
respectivos depositantes.
Caso seja utilizada a faculdade, o investidor pode estipular no pedido
de reserva como condição de sua confirmação preço máximo para
sub- scrição e taxa de juros mínima de remuneração.
A solicitação de reserva constitui ato de aceitação dos termos e
condições da oferta pública de valores mobiliários e tem caráter
irrevogável. Mesmo que o prospecto preliminar não estipule a
possibilidade de desistência do pedido de reservas, esta pode ocorrer,
sem ônus para o subscritor ou adquirente, caso haja divergência
relevante entre as informações con- stantes do prospecto preliminar e
do prospecto definitivo que altere sub- stancialmente o risco assumido
pelo investidor ou a sua decisão de in- vestimento.
A solicitação de reserva pode ser disponibilizada e assinada pelo
investi- dor em formato digital, e deve, obrigatoriamente:
∗ Conter as condições de integralização, subscrição ou aquisição de
so- bras, se for o caso;
∗ Conter as condições aplicáveis caso a oferta conte com a possibili-
dade de distribuição parcial;
∗ Cientificar, com destaque, que a oferta original foi alterada nos
casos de modificação de oferta;
∗ Incluir declaração assinada pelo subscritor ou adquirente de haver
obtido exemplar do prospecto preliminar e de que tem conhecimento
das novas condições na hipótese de modificação de oferta; e
∗ Possibilitar a identificação da condição de investidor vinculado à oferta.
A solicitação de reserva assinada deve ser mantida à disposição da
CVM .
322
valores, bens ou direitos dados em contrapartida aos valores
mobiliários ofertados, na forma e condições previstas nos termos e
condições da oferta.
A modificação deve ser divulgada imediatamente por meios ao menos
iguais aos utilizados para a divulgação da oferta e as entidades partic-
ipantes do consórcio de distribuição devem se certificar de que os po-
tenciais investidores estejam cientes, no momento do recebimento do
documento de aceitação da oferta, de que a oferta original foi
alterada e das suas novas condições.
Os investidores que já tiverem aderido à oferta devem ser
imediatamente comunicados a respeito da modificação efetuada
diretamente por cor- reio eletrônico, correspondência física ou qualquer
outra forma de co- municação passível de comprovação, para que
informem, no prazo mín- imo de 5 (cinco) dias úteis contados da
comunicação, eventual decisão de desistir de sua adesão à oferta,
presumida a manutenção da adesão em caso de silêncio.
A SRE pode determinar a sua adoção caso entenda que a modificação
não melhora a oferta em favor dos investidores.
No caso de modificação que demande aprovação prévia e que
compro- meta a execução do cronograma, deve ser adotado também
por opor- tunidade da apresentação do requerimento de modificação.
Os investidores que revogaram a sua aceitação têm direito à
restituição integral dos valores, bens ou direitos dados em
contrapartida aos valores mobiliários ofertados, na forma e condições
dos documentos da oferta e do prospecto, nos casos em que é exigida
a divulgação deste.
A documentação referente deve ser mantida à disposição da CVM.
323
∗ Tenha sido havida por ilegal, contrária à regulamentação da CVM ou
fraudulenta, ainda que após obtido o respectivo registro.
324
4.84. REVOGAçÃO DA ACEITAçÃO
A aceitação da oferta somente pode ser revogada pelos investidores se
tal hipótese estiver expressamente prevista nos documentos da oferta e
no prospecto, ressalvadas as hipóteses previstas nos quais são
inafastáveis.
325
Não se sujeitam às regras deste artigo as ofertas públicas secundárias
de valores mobiliários, que obedecem às regras de distribuição parcial
que forem previstas nos atos do ofertante e nos termos e condições
con- stantes dos documentos da oferta, inclusive do prospecto.
Havendo a possibilidade de distribuição parcial, deve ser dada a
opção ao investidor de, por meio do documento de aceitação da
oferta, condi- cionar sua adesão a que haja distribuição:
∗ Da totalidade dos valores mobiliários ofertados;
∗ De uma quantidade ou montante financeiro maior ou igual ao
mín- imo previsto pelo ofertante e menor que a totalidade dos
valores mo-
biliários originalmente objeto da oferta ou da captação integral
pre- vista.
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, entende-se como valores
mo- biliários efetivamente distribuídos todos os valores mobiliários
objeto de subscrição ou aquisição, conforme o caso.
326
À instituição que não celebrou o instrumento referido é permitida a
adesão por meio da celebração, com o coordenador líder, do termo
específico.
Os coordenadores devem garantir que os representantes de venda
das instituições participantes do consórcio de distribuição recebam
previ- amente exemplares dos documentos da oferta, inclusive do
prospecto, para leitura obrigatória e que eventuais dúvidas possam
ser esclarecidas por pessoa designada tempestivamente pelos
coordenadores.
O coordenador líder deve manter à disposição da CVM outros
contratos relativos à emissão ou subscrição, inclusive no que toca à
distribuição de lote suplementar.
Não é considerada participante da oferta a instituição que realiza
apenas a liquidação financeira de ordem a pedido de instituição
participante do consórcio de distribuição, desde que orientada nesse
sentido por seus clientes.
Exceto nas ofertas sujeitas ao rito de registro automático, após o
início da distribuição, o contrato de distribuição firmado entre o
ofertante e os coordenadores pode ser alterado mediante prévia
autorização da CVM
Sem prejuízo da garantia firme de colocação prestada ao ofertante,
po- dem ser realizadas realocações entre o coordenador líder e as
demais instituições participantes do consórcio de distribuição, desde
que pre- vistas no contrato de distribuição.
Afasta a responsabilidade dos coordenadores perante o ofertante pela
prestação de garantia, respeitadas as condições especificadas no con-
trato de distribuição.
O coordenador líder, os demais coordenadores e as demais
instituições participantes do consórcio de distribuição devem zelar
para que as in- formações divulgadas e a alocação da oferta não
privilegiam pessoas vinculadas, em detrimento de pessoas não
vinculadas. Obrigações do líder
∗ Avaliar, em conjunto com o ofertante, a viabilidade da
distribuição, suas condições e o tipo de contrato de distribuição a
ser celebrado;
∗ Solicitar, juntamente com o ofertante, o registro de oferta pública
de distribuição devidamente instruído, assessorando-o em todas
as etapas da distribuição;
∗ Formar o consórcio de distribuição, se for o caso;
∗ Nas ofertas submetidas ao rito de registro ordinário, informar à
SRE, até a obtenção do registro, os participantes do consórcio,
327
discrimi-
328
nando por tipo, espécie e classe a quantidade de valores
mobiliários inicialmente atribuída a cada um;
∗ Comunicar imediatamente à SRE qualquer eventual alteração no
con- trato de distribuição, ou a sua rescisão;
∗ Remeter mensalmente à CVM, no prazo de 15 (quinze) dias após
o encerramento do mês, a partir da divulgação do anúncio de
início de distribuição, relatório indicativo do movimento
consolidado de dis-
tribuição de valores mobiliários (Resumo Mensal da Distribuição).
∗ Participar ativamente, em conjunto com o ofertante e demais coor-
denadores, na elaboração do prospecto e na verificação da suficiên-
cia, veracidade, precisão, consistência e atualidade das informações
dele constantes.
∗ Adotar diligências para verificar o atendimento às condições
impostas por esta Resolução para a realização da oferta, inclusive o
público- alvo da oferta.
∗ Divulgar, quando exigido por esta Resolução, os avisos nela previstos;
∗ Acompanhar e controlar o plano de distribuição da oferta;
∗ Controlar os atos de subscrição, em conjunto com as demais
institu- ições participantes do consórcio de distribuição;
∗ Suspender a oferta na ocorrência de qualquer fato ou
irregularidade, inclusive após a obtenção do registro, que venha a
justificar a sus- pensão ou o cancelamento do registro, durante o
prazo máximo.
∗ Se tratando de oferta sujeita ao rito de registro automático,
cancelar a respectiva oferta caso o fato ou irregularidade que
tenha levado à suspensão da oferta não tenha sido sanado;
∗ Comunica imediatamente a ocorrência do ato ou irregularidade ali
mencionada à SRE, que deve verificar se a ocorrência do fato ou
da irregularidade é sanável.
∗ Manter à disposição da CVM, pelo prazo de 5 (cinco) anos após o
encerramento da oferta, toda a documentação relativa ao
processo
de registro de distribuição pública, de elaboração do prospecto e de-
mais documentos requeridos por esta Resolução, nos termos da reg-
ulamentação específica que dispõe sobre o registro de
coordenadores de ofertas públicas de distribuição de valores
mobiliários;
∗ certificar-se da adoção das providências necessárias para o
bloqueio ou restrição à negociação nos casos desta exigência.
329
∗ Informar à CVM, até o dia posterior ao do exercício da opção de
dis- tribuição de lote suplementar, a data do respectivo exercício e a
quan- tidade de valores mobiliários envolvidos.
Para fins do cumprimento de normas, as imagens digitalizadas são
ad- mitidas em substituição aos documentos originais requeridos por
esta Resolução, desde que o processo seja realizado de acordo com a
legis- lação federal que dispõe sobre a elaboração e o arquivamento
de docu- mentos públicos e privados em meios eletromagnéticos, e
com a regu- lamentação federal que estabelece a técnica e os
requisitos para a digi- talização desses documentos.
O documento de origem pode ser descartado após sua digitalização,
ex- ceto se apresentar danos materiais que prejudiquem sua
legibilidade.
O disposto neste artigo não afasta a responsabilidade das demais in-
stituições participantes do consórcio de distribuição por eventuais in-
frações às obrigações previstas nas normas a que derem causa.
330
direito público e de entidades controladas direta ou indiretamente pelo
Poder Público e dispensa os registros de que tratam os artigos 19 e 21
da Lei 6.385, nos casos que especifica.
[Link] ofertas públicas de valores mobiliários de emissão de empresas
de pequeno porte e de microempresas, assim definidas em lei.
Tais ofertas públicas automaticamente dispensadas de registro devem
ser registradas na ANBIMA apenas para fins de registro em sua base
de dados.
As instituições participantes da ANBIMA devem observar os seguintes
princípios e regras em suas atividades relacionadas às operações de
oferta pública de que participem:
I. nortear a prestação das atividades pelos princípios da liberdade de
ini- ciativa e da livre concorrência;
II. evitar quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em conflito com
as regras e princípios no código, na legislação pertinente e/ou nas
demais normas estabelecidas pela ANBIMA;
III. evitar a adoção de práticas caracterizadoras de concorrência desleal
e/ou de condições não equitativas, bem como de quaisquer outras
práti- cas que contrariem os princípios contidos no código, respeitando
os princí- pios de livre negociação;
[Link] todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício
de sua atividade, o cuidado que toda pessoa prudente e diligente
costuma dispensar à administração de seus próprios negócios,
respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades cometidas
durante o período em que prestarem as atividades reguladas pelo
código;
[Link] desenvolver suas atividades com vistas a incentivar o
mercado secundário de valores mobiliários, respeitadas as
características de cada oferta pública.
Nas ofertas públicas em que atuem na qualidade de coordenadores, as
instituições participantes devem zelar pela elaboração do prospecto e
do formulário de referência, a fim de que apresentem informações
sufi- cientes, claras e precisas, para que o investidor tome a decisão de
investi- mento com as informações necessárias disponíveis, observadas.
Devem, ainda:
I. incluir, no formulário de referência, a descrição de práticas de gov-
ernança corporativa diferenciadas, eventualmente adotadas pela
emis- sora, por exemplo, do Código de Melhores Práticas de
Governança Cor- porativa publicado pelo IBGC — Instituto Brasileiro
de Governança Cor-
331
porativa;
II. incluir, no formulário de referência, a análise e os comentários da
ad- ministração sobre as demonstrações financeiras da emissora, que
dev- erão explicitar:
a) razões que fundamentam as variações das contas do balanço pat-
rimonial e das demonstrações de resultados da emissora, tomando
por referência, pelo menos, os últimos três exercícios sociais;
b) razões que fundamentam as variações das contas do balanço pat-
rimonial e das demonstrações de resultados da emissora, tomando
por referência as últimas Informações Trimestrais (ITR)
acumuladas, comparadas com igual período do exercício social
anterior, se for o caso;
III. incluir, no formulário de referência, informações, se houver, acerca
da adesão da emissora, por qualquer meio, a padrões internacionais
rel- ativos à proteção ambiental, incluindo referência específica ao ato
ou documento de adesão;
IV. incluir, no formulário de referência, informações, se houver das
políti- cas de responsabilidade social, patrocínio e incentivo cultural
adotadas pela emissora, assim como dos principais projetos
desenvolvidos nessas áreas ou dos quais participe;
V. incluir, no formulário de referência, informações sobre pendências
ju- diciais e administrativas relevantes da emissora e/ou ofertantes,
descrição dos processos judiciais e administrativos relevantes em
curso, com indi- cação dos valores envolvidos, perspectivas de êxito e
informação sobre provisionamento;
VI. incluir, no prospecto, as informações abaixo especificadas, no que
diz respeito ao relacionamento relevante entre o coordenador e a
emissora e/ou ofertantes, bem como a destinação de recursos:
a) relacionamento — apresentar de forma consolidada, as relações da
emissora e/ou ofertantes com o coordenador líder e demais coor-
denadores da oferta pública, incluindo as empresas dos respectivos
grupos econômicos destes, tais como empréstimos, investimentos,
valor, prazo, taxa, garantia e outras relações eventualmente
existentes, inclusive com instituições financeiras que tenham
relações societárias com os coordenadores;
b) destinação de recursos — descrever genericamente a destinação
dos recursos e destacar se uma parte ou a totalidade será
destinada para
332
liquidar ou amortizar quaisquer operações, inclusive se contratadas
junto aos acionistas controladores e sociedades controladas da
emis- sora e/ou ofertante.
Quando houver destinação de recursos da oferta para liquidar ou
amortizar dívidas devidamente descritas e individualizadas na
seção "Destinação de Recursos" do prospecto, dentro do curso de
paga- mentos ordinário ou extraordinário junto aos coordenadores
e seus respectivos controladores ou controladas que sejam
instituições fi- nanceiras, deverá constar, nesta seção, referência
para as seções de relacionamento e operações vinculadas;
c) conflitos de interesses — informações sobre a existência ou não de
eventuais conflitos de interesses na participação dos
coordenadores nas ofertas públicas decorrentes do seu
relacionamento com a emis- sora e/ou ofertantes, assim como sobre
os mecanismos adotados para eliminá-los ou mitigá-los;
VII. incluir, no formulário de referência, em seção específica, even-
tual descrição de políticas de gerenciamento de risco adotadas
pela emissora, na forma da regulamentação aplicável.
333
do presente código, não cabendo qualquer responsabilidade à ANBIMA
pelas informações constantes dos referidos documentos relativos às
ofer- tas públicas, bem como pela qualidade da emissora e/ou
ofertantes, das instituições participantes e/ou dos valores mobiliários
objeto da oferta pública.
334
seja também observado por todos os integrantes de seu
conglomerado ou grupo econômico que estejam autorizados, no
Brasil, a distribuírem produtos de investimento.
As instituições participantes estão dispensadas de observar o disposto
neste código na distribuição de produtos de investimento para:
1. União, Estados, Municípios e Distrito Federal (excluindo os RPPS);
2. pessoa jurídica dos segmentos classificados como middle e
corporate, segundo critérios estabelecidos pela própria instituição
participante;
3. caderneta de poupança.
As instituições participantes submetidas à ação reguladora e
fiscalizadora do Conselho Monetário Nacional, do Banco Central do
Brasil e da Comis- são de Valores Mobiliários, concordam,
expressamente, que a atividade de distribuição de produtos de
investimento excede o limite de sim- ples observância da regulação
que lhe é aplicável, devendo, dessa forma, submeter-se também aos
procedimentos estabelecidos por este código.
O presente código não se sobrepõe à regulação vigente, ainda que se-
jam editadas normas, após o início de sua vigência, que sejam
contrárias às disposições ora trazidas, de maneira que deve ser
desconsiderada, caso haja contradição entre as regras estabelecidas
neste código e a reg- ulação em vigor, a respectiva disposição deste
código, sem prejuízo das demais regras nele contidas.
335
V. adotar condutas compatíveis com os princípios de idoneidade moral
e profissional;
VI. evitar práticas que possam prejudicar a distribuição de produtos de
investimento, especialmente no que tange aos deveres e direitos rela-
cionados às atribuições específicas de cada uma das instituições par-
ticipantes estabelecidas em contratos, regulamentos, neste código e
na regulação vigente;
VII. envidar os melhores esforços para que todos os profissionais que
de- sempenhem funções ligadas à distribuição de produtos de
investimento atuem com imparcialidade e conheçam o código de
ética da instituição participante e as normas aplicáveis à sua
atividade;
VIII. divulgar informações claras e inequívocas aos investidores acerca
dos riscos e consequências que poderão advir dos produtos de
investi- mento;
IX. identificar, administrar e mitigar eventuais conflitos de interesse
que possam afetar a imparcialidade das pessoas que desempenhem
funções ligadas à distribuição de produtos de investimento.
336
IV. indiquem as medidas necessárias para garantir a independência e
a adequada autoridade aos responsáveis pela função de controles
inter- nos e de compliance na instituição.
As instituições participantes devem manter em sua estrutura área(s) que
seja(m) responsável(is) por seus controles internos e compliance.
Estas áreas devem:
I. ter estrutura compatível com a natureza, porte e modelo de negócio
das instituições participantes, assim como com a complexidade dos
pro- dutos de investimentos distribuídos;
II. ser independente(s) e reportar-se ao diretor responsável pelos con-
troles internos e pelo compliance;
III. ter profissionais com qualificação técnica e experiência necessária
para o exercício das atividades relacionadas à função de controles in-
ternos e de compliance;
[Link] comunicação direta com a diretoria, administradores e com o
con- selho de administração, se houver, para realizar relato dos
resultados decorrentes das atividades relacionadas à função de
controles internos e de compliance, incluindo possíveis
irregularidades ou falhas identifi- cadas;
V. ter acesso regular a capacitação e treinamento;
VI. ter autonomia e autoridade para questionar os riscos assumidos
nas operações realizadas pela instituição.
A(s) funções desempenhadas pela(s) área(s) responsável(is) pelos con-
troles internos e pelo compliance pode(m) ser desempenhada(s) em
con- junto, na mesma estrutura, ou por unidades específicas.
As instituições participantes devem atribuir a responsabilidade pelos con-
troles internos e pelo compliance a um diretor estatutário ou equiva-
lente, sendo vedada a atuação em funções relacionadas à
administração de recursos de terceiros, à intermediação, distribuição e
à consultoria de valores mobiliários, ou em qualquer atividade que
limite a sua inde- pendência, na instituição, ou fora dela.
A instituição participante pode designar um único diretor responsável
pelos controles internos e pelo compliance, ou pode indicar diretores
específicos para cada função.
337
I. propiciar o controle de informações confidenciais, reservadas ou
priv- ilegiadas que tenham acesso os seus sócios, diretores,
administradores, profissionais e terceiros contratados;
II. assegurar a existência de testes periódicos de segurança para os
sis- temas de informações, em especial para os mantidos em meio
eletrônico;
III. implantar e manter treinamento para os seus sócios, diretores, ad-
ministradores e profissionais que tenham acesso a informações confi-
denciais, reservadas ou privilegiadas.
As instituições participantes devem implementar e manter, em docu-
mento escrito, regras e procedimentos para assegurar a segurança e
sig- ilo da informação, incluindo, no mínimo:
I. regras de acesso às informações confidenciais, reservadas ou
privile- giadas, indicando como se dá o acesso e controle de pessoas
autorizadas e não autorizadas a essas informações, inclusive nos
casos de mudança de atividade dentro da mesma instituição ou
desligamento do profis- sional;
II. regras específicas sobre proteção da base de dados e procedimen-
tos internos para tratar casos de vazamento de informações
confidenci- ais, reservadas ou privilegiadas, mesmo que oriundos de
ações involun- tárias;
III. regras de restrição ao uso de sistemas, acessos remotos e qualquer
outro meio/veículo que contenham informações confidenciais,
reservadas ou privilegiadas no exercício de suas atividades.
Desta maneira, as instituições participantes devem exigir que seus
profis- sionais assinem, de forma manual ou eletrônica, documento de
confi- dencialidade sobre as informações confidenciais, reservadas ou
privile- giadas que lhes tenham sido confiadas em virtude do exercício
de suas atividades profissionais, excetuadas as hipóteses permitidas
em lei.
Os terceiros contratados que tiverem acesso às informações
confidenci- ais, reservadas ou privilegiadas que lhes tenham sido
confiadas no exer- cício de suas atividades devem assinar o mesmo
documento, podendo tal documento ser excepcionado quando o
contrato de prestação de serviço possuir cláusula de
confidencialidade.
338
monitorar, reportar, controlar e mitigar os riscos atribuídos à sua ativi-
339
dade (gestão de riscos).
A gestão de riscos deve ser:
1) compatível com a natureza, porte, complexidade, estrutura, perfil
de risco dos produtos de investimento distribuídos e modelo de
negócio da instituição;
2) proporcional a dimensão e a relevância da exposição aos riscos, se-
gundo critérios definidos pela instituição;
3) adequada ao perfil de risco e a importância sistêmica da instituição.
As instituições participantes devem implementar e manter, em docu-
mento escrito, regras, procedimentos e controles para assegurar o
cont- role de gestão de risco citado no slide anterior que contenha, no
mínimo:
I. sistemas, rotinas e procedimentos para a gestão de riscos que:
a) novos produtos;
b) modificações relevantes em produtos existentes;
c) mudanças significativas em processos, sistemas, operações e
mod- elo da instituição participante;
340
A gestão de riscos deve prever regras e procedimentos sobre o Plano de
Continuidade de Negócios observando-se, no mínimo:
I. análise de riscos potenciais;
II. planos de contingência, detalhando os procedimentos de ativação,
o estabelecimento de prazos para a implementação e a designação
das equipes que ficarão responsáveis pela operacionalização dos
referidos planos;
III. validação ou testes no mínimo a cada doze meses, ou em prazo
infe- rior, se exigido pela regulação.
A validação ou testes de que tratam os itens acima tem como objetivo
avaliar se os Planos de Continuidade de Negócios desenvolvidos con-
seguem suportar, de modo satisfatório, os processos operacionais
críti- cos para continuidade dos negócios da instituição e manter a
integri- dade, segurança e consistência dos bancos de dados criados
pela alter- nativa adotada, e se tais planos podem ser ativados
tempestivamente.
O conteúdo dos documentos exigidos nesse capítulo pode constar de um
único documento, desde que haja clareza a respeito dos procedi-
mentos e regras exigidos em cada seção.
4.89. PUBLICIDADE
A instituição participante, ao elaborar e divulgar material publicitário e
material técnico, deve:
I. empregar com empenho seus melhores esforços no sentido de pro-
duzir materiais adequados aos seus investidores, minimizando incom-
preensões quanto ao seu conteúdo e privilegiando informações
necessárias para a tomada de decisão de investidores e potenciais
investidores;
[Link] a transparência, clareza e precisão das informações, usando
lin- guagem simples, clara, objetiva e adequada aos investidores e
potenci- ais investidores, de modo a não induzir a erro ou a decisões
equivocadas de investimentos
III. conter informações verdadeiras, completas, consistentes e
alinhadas com os documentos dos Produtos de Investimento
distribuídos;
[Link] para não haver qualificações injustificadas, superlativos não
com- provados, opiniões ou previsões para as quais não exista uma base
téc- nica, promessas de rentabilidade, garantia de resultados futuros ou
341
isenção de risco para investidores e potenciais investidores;
342
V. disponibilizar informações que sejam pertinentes ao processo de
de- cisão, tratados de forma técnica assuntos relativos à performance
pas- sada, de modo a privilegiar as informações de longo prazo em
detri- mento daquelas de curto prazo;
VI. manter a mesma linha de conteúdo e forma, e na medida do
possível incluir a informação mais recente disponível, de maneira que
não sejam alterados os períodos de análise, buscando ressaltar
períodos de boa rentabilidade, descartando períodos desfavoráveis, ou
interrompendo sua recorrência e periodicidade especialmente em
razão da performance;
VII. privilegiar dados de fácil comparabilidade e, caso sejam realizadas
projeções ou simulações, detalhar todos os critérios utilizados,
incluindo valores e taxas de comissões;
[Link] para haver concorrência leal, de modo que as informações
disponi- bilizadas ou omitidas não promovam determinados Produtos de
Inves- timento ou instituições participantes em detrimento de seus
concor- rentes, permitida a comparação somente de produtos que
tenham a mesma natureza ou similares.
Todo material publicitário e material técnico é de responsabilidade de
quem o divulga, inclusive no que se refere à conformidade com as
regras previstas no código de distribuição.
Caso a divulgação seja feita por um terceiro contratado, este deve obter,
previamente a divulgação, aprovação expressa da instituição
participante.
A instituição participante, quando oferece divulgação de material pub-
licitário e material técnico deve observar, adicionalmente às regras
pre- vistas neste Código e na Regulação em vigor, as regras aplicáveis
a cada Produto de Investimento, podendo o Conselho de Distribuição
expedir diretrizes específicas sobre o tema.
Para fins do código de distribuição, não são considerados material pub-
licitário ou material técnico:
I. formulários cadastrais, questionários de perfil do investidor ou perfil
de investimento, materiais destinados unicamente à comunicação de
alterações de endereço, telefone ou outras informações de simples
refer- ência para o investidor;
II. materiais que se restrinjam a informações obrigatórias exigidas
pela Regulação vigente;
III. questionários de "due diligence" e propostas comerciais;
[Link] de cunho estritamente jornalístico, inclusive entrevistas, di-
vulgadas em quaisquer meios de comunicação;
343
[Link], extratos e demais materiais destinados à simples
apresentação de posição financeira, movimentação e rentabilidade,
desde que restri- tos a estas informações ou assemelhadas;
VI. propaganda de empresas do conglomerado ou grupo econômico da
instituição participante que apenas faça menção a Produtos de
Investi- mento, a departamentos e/ou empresas que realizam a
Distribuição de Produtos de Investimento em conjunto com os outros
departamentos ou empresas que desenvolvam outros negócios do
conglomerado ou grupo econômicos;
344
VII. classificação do produto de investimento;
[Link]ção resumida dos principais fatores de risco, incluindo, no
mín- imo, os riscos de liquidez, de mercado e de crédito, quando
aplicável. Nas agências e dependências da instituição participante,
devem-se man-
ter à disposição dos interessados, seja por meio impresso ou passível de
impressão, as informações atualizadas previstas no item anterior para
cada Produto de Investimento distribuído nesses locais.
345
III. carência para resgate e prazo de operação;
IV. nome do emissor, quando
aplicável; [Link]ção aplicável;
VI. classificação do Produto de Investimento;
VII. descrição resumida dos principais fatores de risco, incluindo no
mín- imo, os riscos de liquidez, de mercado e de crédito, quando
aplicável;
VIII. informações sobre os canais de atendimento.
As instituições participantes, quando divulgam de informações dos fun-
dos de investimento nos sites na internet, devem observar, além das
in- formações anteriores, divulgar informações de fundos que:
[Link] constituídos sob a forma de condomínio aberto, cuja
distribuição de cotas independe de prévio registro na CVM, nos termos
da regulação vigente;
II. que não sejam exclusivos e/ou reservado, e que não sejam objeto
de oferta pública pela instituição participante
As instituições participantes devem possuir canais de atendimento com-
patíveis com seu porte e número de investidores para esclarecimento
de dúvidas e recebimento de reclamações.
346
III. indicação do sistema e ferramentas utilizadas para realizar o
controle das informações, dados e movimentações dos investidores;
IV. procedimento de atualização cadastral, nos termos da regulação
em vigor;
[Link] adotado para identificar a pessoa natural
caracterizada como beneficiário final, nos termos da regulação em
vigor;
VI. procedimento adotado para veto de relacionamentos em razão dos
riscos envolvidos.
As instituições participantes devem manter as informações cadastrais
de seus investidores atualizadas, de modo a permitir que haja identifi-
cação, a qualquer tempo, de cada um dos beneficiários finais, bem
como do registro atualizado de todas as aplicações e resgates
realizados em nome dos investidores, quando aplicável.
4.89. SUITABILITY
As instituições participantes, no exercício da atividade de distribuição de
produtos de investimento, não podem recomendar produtos de inves-
timento, realizar operações ou prestar serviços sem que verifiquem
sua adequação ao perfil do investidor.
As instituições participantes devem implementar e manter, em docu-
mento escrito, regras e procedimentos que possibilitem verificar a ad-
equação dos produtos de investimento ao perfil dos investidores (suit-
ability), devendo conter, no mínimo, as informações abaixo.
I. Coleta de informações: descrição detalhada do mecanismo de coleta
das informações junto ao investidor para definição de perfil.
II. Classificação do perfil: descrição detalhada dos critérios utilizados
para a classificação de perfil do investidor, devendo ser observadas
as características de classificação para cada perfil, conforme Diretriz
AN- BIMA de Suitability.
III. Classificação dos Produtos de Investimento: descrição detalhada
dos critérios utilizados para a classificação de cada produto de investi-
mento.
IV. Comunicação com o investidor: descrição detalhada dos meios,
forma e periodicidade de comunicação utilizada entre a instituição
par- ticipante e o investidor para as situações abaixo.
a) Divulgação do seu perfil de risco após coleta das informações.
347
b) Divulgação referente ao desenquadramento identificado entre o
per- fil do investidor e seus investimentos, a ser efetuada sempre
que ver- ificado o desenquadramento.
348
4.89. PRIVATE
O serviço de private, para fins deste código, compreende as informações
abaixo.
I. A distribuição de produtos de investimento para os investidores que
tenham capacidade financeira de, no mínimo, três milhões de reais,
in- dividual ou coletivamente
II. A prestação dos seguintes serviços:
349
IV. descrição da prestação de informações para o investidor, com a re-
spectiva periodicidade;
V. cláusula prevendo a responsabilidade do terceiro contratado para a
prestação dos serviços, quando for o caso.
A instituição participante que oferecer para seus investidores o serviço
de private deve possuir em sua estrutura:
I. 75% dos seus gerentes de relacionamento certificados pelo CFP®, de-
vendo estes profissionais serem funcionários das instituições
participantes e exercerem suas funções exclusivamente para o private;
II. profissional ou área responsável pela atividade de estrategista de
in- vestimentos, devendo o profissional que atue nesta atividade ser
certi- ficado pela Planejar - Certified Financial Planner (CFP®), pela
ANBIMA - Certificação de Gestores ANBIMA (CGA), pelo CFA Institute -
Chartered Financial Analyst (CFA), ou, ainda, possuir autorização da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o exercício da atividade
de administração de carteira de valores mobiliários;
III. profissional responsável pela análise de risco de mercado e de
crédito dos Produtos de Investimento recomendados aos investidores;
IV. economista.
Não é necessária dedicação exclusiva dos profissionais citados anteri-
ormente para o serviço de private, desde que as outras atividades ou
funções desempenhadas não gerem conflito de interesses com o
referido serviço.
As instituições participantes que decidirem prestar o serviço de private
para seus investidores devem, previamente ao início da prestação,
infor- mar a ANBIMA que passarão a prestar esse serviço e
demonstrar que cumpriram com as exigências previstas neste
capítulo.
350
4.90. FINANCAS DESCENTRALIZADAS BLOCKCHAIN E DEFI - A3565
4.90. FINANçAS DESCENTRALIZADAS, BLOCKCHAIN E DEFI
4.90. O QUE É BLOCKCHAIN?
Blockchain é uma tecnologia que registra dados de forma segura, em
blocos conectados e imutáveis. Criada em 1991, seu objetivo inicial
era garantir a autenticidade de documentos digitais, tornando-os
irrever- síveis (não podem ser apagados) e imutáveis (não podem ser
alterados). No sistema financeiro tradicional, bancos e bolsas
centralizam o cont- role. Na blockchain, esse controle é distribuído
entre vários usuários, os mineradores.
351
tida pelo consenso da rede. Acesso global, possibilitado pela internet.
Custos reduzidos, já que não há taxas de intermediários.
352
istrada digitalmente na blockchain . Isso eliminaria intermediários, re-
duziria custos e tornaria o processo mais ágil e seguro.
353
Registro em blockchain. Garantia garantida, segurança e histórico de
propriedade.
Frações de propriedade. Pode representar partes de ativos, permitindo
divisão entre investidores.
Benefícios da tokenização para o mercado e o cotidiano Segurança.
Registros confiáveis e imutáveis, fraudes rápidas.
Líquido. Agilidade em negociações, permitindo vendas instantâneas
de ativos.
Redução de custos. Eliminar intermediários e taxas burocráticas.
A tokenização permite, por exemplo, que investidores comprem
frações de imóveis ou carros raros , democratizando o acesso a ativos
de alto valor. Além disso, os NFTs podem ser usados para contratos
inteligentes, entrada de eventos, direitos autorais e até certificações
digitais .
Os NFTs vão muito além das artes digitais. Veja algumas aplicações
ino- vadoras:
- Games e Metaverso -- Itens exclusivos em jogos, como skins e
terrenos virtuais.
- Música e Entretenimento -- Direitos autorais e ingressos
tokenizados para shows.
- Educação -- Certificados digitais de cursos e diplomas autenticados
em blockchain.
- Setor imobiliário -- Compra e venda de imóveis tokenizados,
simplifi- cada burocracia.
Por que tokenização e NFTs são importantes para sua carreira?
Mais do que um tema para provas de certificação financeira como
CEA, CPA-10 e CPA-20 , o conhecimento sobre tokenização e NFTs
prepara profissionais para o mercado digital , auxiliando na
otimização de pro- cessos, redução de custos e criação de novas
oportunidades de negó- cio. Com a crescente digitalização dos
mercados, entender blockchain, tokenização e NFTs será um
diferencial competitivo para quem atua no setor financeiro, jurídico,
imobiliário e de tecnologia.
354
4.91. FIQUE LIGADO...
A tokenização e os NFTs estão evoluindo na forma como negociamos,
investimos e validamos ativos. Seja na compra de um imóvel, na arte
digital ou no setor financeiro, o blockchain está revolucionando os
mer- cados e criando novas oportunidades . Ficar atualizado sobre
essas tec- nologias não é apenas um diferencial -- é uma necessidade
para quem quer se destacar no futuro digital!
4.92. CRIPTOMOEDAS
4.92. O QUE SÃO CRIPTOMOEDAS?
Criptomoedas são moedas digitais baseadas na tecnologia blockchain,
um sistema descentralizado que garante segurança e transparência
ao registrar todas as transações de forma imutável. Ao contrário das
moedas tradicionais, que dependem de bancos centrais, as
criptomoedas op- eram independentemente de autoridades
governamentais.
355
Controle Segurança
Criptomoedas Descentralizado, sem cont- Alta, com registros imutáveis
role governamental no blockchain
Moedas Tradicionais Centralizado, controlado por Sujeita a alterações e fraudes
bancos
Table 4.2
com seus riscos e níveis de segurança. Avalie seu perfil de risco para
es- colher a melhor forma de negociação e guarda.
356
4.93. Regulação e Transparência
A CVM exige ampla divulgação de informações para proteger investi-
dores e garante medidas legais contra irregularidades, podendo criar
novas normas pelo Sandbox Regulatório.
a) NTN-B.
b) debêntures com taxa prefixada.
c) CDB-DI.
d) NTN-F.
357