ESCOLA SECUNDÁRIA ALVES MARTINS
Desde 1849 ao Serviço do Ensino Público em Viseu
Trabalho realizado por:
Carolina Marques, n°6 12°A
Daniela Pereira, nº7 12ºA
Leonor Macário, nº19 12ºA
Francisca Cruz, nº22 12ºA
Tanto a saúde como a aptidão física estão relacionados com o estilo de vida
adotado por cada um, ou seja, todas as decisões tomadas diariamente que se
relacionem com a forma que adotamos para viver, vão impactar estes dois
fatores, melhorando-os ou prejudicando-os.
Definição de aptidão física
A aptidão física refere-se ao conjunto de habilidades e atributos que envolvem a
capacidade de sujeitar seres humanos a uma atividade física vigorosa e, por sua
vez, a sua capacidade e desempenho das atividades quotidianas, de lazer e dos
exercícios estruturados. Adicionalmente, a aptidão física é uma habilidade com
diferentes componentes intrinsecamente ligados: resistência cardiovascular,
força muscular e resistência, resistência muscular, flexibilidade e composição
corporal.
Com base nessas variações, a aptidão física é frequentemente dividida em duas
categorias:
Aptidão física ligada à saúde: incluem capacidade cardiovascular, força e
resistência muscular, flexibilidade e composição corporal. Tais categorias são
essenciais para manter um metabolismo saudável, evitando doenças crônicas.
Por sua vez, questões do crescimento da aptidão física relacionadas à
performance envolvem atributos como agilidade, velocidade, coordenação etc.
Relaciona-se mais com os atletas e pessoas que têm de se destacar fisicamente
sobre determinadas condições.
Existem vários componentes que compõem a aptidão física:
Resistência Cardiovascular: A capacidade do coração e dos pulmões para
fornecer oxigénio aos músculos durante a atividade prolongada.
Força Muscular: A capacidade dos músculos para gerar força.
Resistência Muscular: A capacidade dos músculos para continuar a exercer
força ao longo do tempo.
Flexibilidade: A capacidade das articulações para se moverem através de toda a
amplitude de movimento.
Composição Corporal: A proporção de gordura, músculos, ossos e outros
tecidos no corpo.
Definição de Saúde
Saúde refere-se ao bem-estar que transcende a carência de doenças. Define-se
como um estado complexo e multidimensional que envolve aspetos a nível da
saúde física, psicológica, emocional e social. Segundo a OMS, “um estado de
completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de
doença ou enfermidade” . Assim, a saúde é compreendida como um fenómeno
holístico, o que implica uma abordagem genética, ambiental, social, psicológica
e do estilo de vida para melhorar a interpretação da qualidade de vida de um
indivíduo.
Relação entre aptidão física e saúde
A saúde e a aptidão física estão intrinsecamente interligadas, embora sejam
conceitos distintos.A aptidão física pode ser considerada como uma base
importante para a manutenção da saúde e o seu contínuo desenvolvimento. Uma
boa aptidão física é um fator importante para melhorar a saúde das pessoas e
para otimizar a pressão arterial, os níveis de glicose, a saude óssea, a capacidade
pulmonar e a manutenção de um peso saudável. Os problemas de saúde, como
doenças crônicas, diabetes e hipertensão podem afetar a aptidão física. Estes
podem limitar as atividades físicas de um indivíduo e, assim, comprometer a sua
qualidade de vida.
Atividade física
Definição segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde): “É qualquer
movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requer gasto de
energia, incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos,
execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.”
Tendo em conta esta definição, deve-se tomar em atenção que atividade física
é diferente de exercício físico, pois, exercício físico é apenas uma forma de
atividade física na qual se executam movimentos controlados, de forma
planeada, repetitiva e estruturada.
● Importância e impacte da atividade física na saúde e aptidão
física
A atividade física diária é de fulcral importância para uma vida com
menos limitações e menos probabilidade de adquirir doenças cardíacas,
diabetes tipo 2 e alguns tipos de cancro, assim como doenças do foro
psicológico. A atividade física diária melhora ainda o condicionamento
muscular e cardiorrespiratório e a saúde óssea e é fundamental para a
manutenção de um peso saudável. Desta forma, é possível afirmar que a
atividade física promove o bem-estar geral, a aptidão física e a saúde,
aumentando a qualidade de vida de cada indivíduo.
● Recomendações da OMS:
Ainda que se defenda que qualquer atividade física é melhor do que
nenhuma, é necessário ter em atenção que os benefícios listados
anteriormente são capazes de ser sentidos mais rapidamente por aqueles que
têm um nível mais elevado de atividade física, uma vez que possuem um
estilo de vida menos sedentário.
Assim, as crianças entre os 5 e os 17 anos devem fazer, pelo menos, 60
minutos diários de atividade física de intensidade moderada a vigorosa e,
em pelo menos 3 dias da semana, essa atividade diária deve ter em conta o
fortalecimento de músculos e ossos. No entanto, mesmo que estas
recomendações não sejam seguidas na sua totalidade, a simples prática de
alguma atividade física continuará a trazer benefícios, ainda que menos
evidentes em comparação a quem segue as recomendações.
Para adultos com 18 ou mais anos, recomenda-se a prática de pelo menos
150 a 300 minutos diários de atividade física aeróbica moderada ou 75 a
150 minutos diários de atividade aeróbica de intensidade vigorosa.
Qualquer que seja a situação individual, gravidez, demência, paraplegia
ou outra, dever-se-á seguir estas recomendações, uma vez que, ainda que o
indivíduo tenha limitações, temporárias ou permanentes, a atividade física
trará sempre maior independência individual e promoverá o aumento da
qualidade de vida.
Observação: Ainda que atualmente haja uma maior consciencialização da população
relativamente a este tema, as estatísticas mostram que apenas 71,2 % da população
portuguesa, em 2020, verificava níveis de atividade física adequados à sua faixa etária.
Meio ambiente
A relação entre o meio ambiente e a saúde humana é um tema de extrema
relevância, pois diversos fatores ambientais podem impactar diretamente no
bem estar das pessoas, assim como na prática de atividades desportivas. A
qualidade do ar, o clima, a urbanização e a existência de espaços públicos para
exercícios são aspetos que influenciam a saúde respiratória e a aptidão física do
ser humano.
● Qualidade do ar e poluição
A qualidade do ar desempenha um papel
fundamental na saúde das pessoas. Poluentes
como o dióxido de nitrogénio, o monóxido de
carbono, o dióxido de carbono e outras
partículas finas contribuem para uma série de
condições de saúde adversas, incluindo
problemas respiratórios, cardiovasculares e
até mesmo cancro.
A exposição contínua à poluição do ar é responsável por causar danos nos
pulmões e por reduzir a capacidade respiratória, afetando diretamente o
desempenho físico do indivíduo, devido à menor oxigenação dos músculos,
do cérebro e de todos os órgãos envolvidos. Além de afetar a aptidão física,
este estilo de vida pode acarretar problemas pulmonares (inflamação das vias
respiratórias e a diminuição da eficiência das trocas gasosas nos pulmões –
asma e bronquite) e ainda baixar a imunidade.
A função cardiovascular também é afetada pela poluição do ar, com o
aumento da pressão arterial e a aceleração de processos inflamatórios
(causadores do estreitamento das artérias - aterosclerose), que pode vir a
resultar num maior risco de doenças cardíacas e derrames. Quem vive em
áreas com alta poluição e pratica atividades físicas de alta intensidade pode
sofrer uma redução na eficiência do sistema cardiovascular, prejudicando a
sua resistência e capacidade de recuperação pós-exercício (maior fadiga e
dores muscular).
A atividade física com regularidade ao ar livre
tem revelado muitos benefícios para a saúde.
Entretanto, também aumenta o risco de
exposição à poluição, o que pode levar a um
dilema. Pensando nisto, de forma a minimizar
os efeitos da poluição no exercício físico
deve-se: optar pela prática de exercício físico
nas primeiras horas da manhã ou à noite, quando geralmente há menor
concentração de gases poluentes; evitá-la em ruas de maior tráfego, nas quais
os gases poluentes estão em maior concentração; preferir realizá-la em
ambientes fechados com bons sistemas de purificação do ar (quando não for
possível evitar a poluição).
● Temperatura e Clima
O clima e a temperatura desempenham um papel importante na prática
de atividades físicas, principalmente as de maior esforço físico.
Condições climáticas extremas, podem ser prejudiciais ao corpo humano,
afetando a aptidão física, a segurança e a saúde.
O calor excessivo durante a prática de atividade física pode levar a
condições como a desidratação, exaustão pelo calor e até ao golpe de
calor, uma condição potencialmente fatal. Quando o corpo não consegue
dissipar o calor adequadamente, a temperatura interna sobe, afetando a
função cardiovascular e o desempenho muscular.
Por sua vez, o frio extremo pode reduzir a flexibilidade muscular e o
fluxo sanguíneo para os músculos, aumentando o risco de lesões como
distensões e entorses. Além disso, o corpo pode gastar mais energia para
manter sua temperatura interna estável, o que aumenta a fadiga durante a
atividade física.
● Espaços urbanos e infraestruturas dedicadas à atividade física
O tipo de ambiente urbano em que uma pessoa vive influencia
diretamente a sua capacidade de praticar exercício físico. Estudos
mostram que a presença de áreas verdes em zonas urbanas e
infraestruturas dedicadas à atividade física está associada a uma maior
prática de desporto, a uma redução do stress e a uma melhoria da saúde
mental. Já nas áreas com falta de espaços públicos adequados, as pessoas
tendem a adotar comportamentos mais sedentários o que contribui para o
aumento de doenças como a obesidade e doenças cardiovasculares.
A consciencialização sobre esses fatores e a criação de ambientes mais
favoráveis à saúde física são essenciais para reduzir os riscos associados à
poluição, ao clima extremo e à falta de infraestrutura adequada.
Alimentação
Outro dos fatores que possui um grande impacto na nossa saúde é a
alimentação. Nos dias que correm, a população segue vários tipos de regimes
alimentares distintos, há os omnívoros, os carnívoros, os piscívoros, os veganos,
os vegetarianos, … No entanto, há fatores comuns que devem existir em todas
as dietas: ser completa, equilibrada e variada; suprir as necessidades energéticas
para o dia todo e ter como base alimentos ricos em fibra como produtos
hortícolas, frutas, cereais e leguminosas; ricos em vitaminas e sais minerais e
com baixo teor de gordura. Para além disto, a dieta de cada um deve ter em
conta o estilo de vida individual, ou seja, o número de refeições que é possível
fazer por dia, a variedade de alimentos que se pode consumir, o tipo de
alimentos que possuímos ao nosso redor na hora das refeições, etc. Deste modo,
é imprescindível aderir a uma dieta que seja exequível a longo prazo, ou seja,
que não seja extremamente restrita (sem ser por razões médicas) nem difícil de
manter diariamente; que possua alimentos de todos os grupos da roda alimentar,
nas devidas proporções e adaptada aos gostos pessoais. Um exemplo de uma
dieta que cumpre estes parâmetros é a dieta mediterrânea, organizada em
pirâmide para fácil entendimento do indivíduo comum.
Mantendo uma alimentação regrada,
reduzindo o consumo alimentos
industrializados e de açúcares refinados e
tendo o devido nível de hidratação, há a
redução da possibilidade de aquisição de
doenças gastrointestinais e
cardiovasculares, o que melhora não só a
saúde, mas também a qualidade de vida e
o nível de aptidão física, pois a alimentação saudável permite a manutenção do
peso corporal na zona saudável, tornando mais fácil a execução de todas as
tarefas diárias, assim como garante a obtenção da energia necessária ao bom
funcionamento do corpo durante todo o dia.
Observações:
1. A quantidade de água diária necessária ao bom funcionamento do
organismo deve ser de 35 mililitros por cada quilograma da nossa massa
corporal total.
2. A alimentação adequada para o processo de emagrecimento ou para o
processo de ganho de massa corporal deve ser supervisionada por um
especialista na área (nutricionista), de modo a adequar as quantidades
necessárias e o tipo de alimentos a cada indivíduo, não prejudicando a
manutenção de uma alimentação saudável.
Tabaco
O tabagismo é uma das principais causas de morte
evitável em todo mundo, provocando milhões de
óbitos por ano. Além de ser um vício, expõe o
indivíduo a milhares de substâncias tóxicas,
comprometendo-lhe, aguda e cronicamente, a saúde,
provocando doenças como: cancro, bronquite
crónica, arteriosclerose e suas manifestações (angina
de peito, morte súbita, trombose), gastrite, úlcera do
estômago e duodeno e certas doenças nervosas. Este fato tem como
consequência uma redução acentuada na excelência do seu desempenho em
inúmeras situações de exigência física e intelectual.
Durante o ato de fumar colocamos diversas substâncias químicas tóxicas na
corrente sanguínea, que conduzem a sérios problemas de saúde, entre elas
temos: nicotina - gera dependência química e eleva os níveis de dopamina;
alcatrão - responsável por várias doenças fatais, por exemplo, cancro do pulmão
e enfisema pulmonar (por conter mais de 30 substâncias cancerígenas);
monóxido de carbono - que intoxica o organismo, dificultando o transporte de
oxigénio no sangue.
O tabagismo passivo é a inalação da fumaça de substâncias derivadas do
tabaco por indivíduos não fumadores. Assim, as pessoas que são obrigadas a
conviver com fumadores em ambientes fechados, ou em vias públicas e respirar
essas substâncias tóxicas estão — tanto quanto eles — expostos aos malefícios
do tabaco. Para reduzir os riscos e preservar a sua saúde, o ideal é evitar
ambientes tóxicos e com cheiro de fumaça de cigarro.
● Redução da capacidade pulmonar
As substâncias químicas presentes na fumaça
do cigarro provocam a inflamação e destruição
das vias aéreas e dos alvéolos pulmonares. Com
o tempo, essa destruição pode levar a doenças
respiratórias crónicas, como a Doença Pulmonar
Obstrutiva Crónica (DPOC) e o enfisema
pulmonar, ambas caracterizadas por uma diminuição permanente da
capacidade pulmonar. Isso resulta numa capacidade reduzida de
transportar oxigénio para os músculos durante o exercício,
comprometendo a resistência e a aptidão física, especialmente durante o
esforço físico intenso, em que o aumento da falta de ar (dispneia) é uma
queixa comum entre fumadores, bem como fadiga precoce, cansaço e
uma recuperação mais lenta após o exercício.
● Impactos no sistema cardiovascular e muscular
O tabaco tem efeitos devastadores no sistema cardiovascular. A
nicotina, o monóxido de carbono e outras substâncias presentes no cigarro
têm impacto direto no funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos,
prejudicando a circulação e aumentando o risco de doenças cardíacas,
como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e
insuficiência cardíaca. A capacidade do coração de se recuperar e o
retorno da frequência cardíaca aos níveis basais após o exercício são
também afetados (tornam-se mais lentos), o que indica uma menor
eficiência cardiovascular, levando a um aumento do risco de lesões e
cansaço excessivo.
Para além disso, o tabaco afeta diretamente os músculos e a capacidade
de realizar atividades físicas, uma vez que altera o metabolismo muscular,
reduz a taxa de síntese de proteínas nos músculos (reduzindo a força, a
resistência, o ganho de massa muscular e a recuperação após o esforço
físico) e aumenta o risco de lesões.
● Benefícios da cessação do tabagismo na aptidão física
A cessação do tabagismo traz uma série de benefícios para a saúde
geral e para a aptidão física. Ao parar de fumar, o corpo começa a se
recuperar quase imediatamente, e os efeitos positivos sobre a capacidade
física podem ser observados em um certo período de tempo. Verifica-se
um melhoramento da capacidade
pulmonar e cardiovascular, aumento da
força e resistência muscular.
O que acontece quando se deixa de
fumar?
● Depois de 20 minutos, a pressão sanguínea e o ritmo cardíaco
normalizam;
● Em 8 horas o excesso de C02 é eliminado e recupera os níveis
normais;
● Em 5 dias a nicotina vai saindo do corpo;
● Numa semana começa a melhorar o paladar e melhora o aspeto da
pele e do cabelo;
● Em 12 meses os pulmões recuperam a capacidade de se limpar;
● Em 3 meses recupera cerca de 30% da capacidade pulmonar
perdida;
● Em 6 meses o rendimento desportivo melhora e começa a ver
melhorias e a sentir prazer em praticar desporto;
● Em 9 meses respira melhor e tosse menos;
● Em 12 meses o risco de doença cardíaca é reduzido para metade;
● Passado mais de um ano, recupera a possibilidade de viver entre 20
a 25 anos mais que tinha perdido por fumar;
● Passados 5 anos: reduz-se para metade o risco de cancro da boca,
garganta, esófago e bexiga;
● Passados 10 anos: tem metade das probabilidades de morrer de
cancro de pulmão e reduz-se o risco de sofrer de tumores
relacionados com o tabaco;
● Passados 15 anos: tem as mesmas possibilidades de vida do que um
não fumador.
A consciencialização sobre os riscos do tabaco e o incentivo à cessação são
fundamentais para melhorar a saúde pública e a qualidade de vida dos
indivíduos.
Drogas e o Impacto na Saúde e Aptidão Física
As drogas, quer sejam lícitas ou ilícitas, têm um grande impacto na saúde física
e mental do indivíduo e na sua capacidade de manter um nível aceitável de
aptidão física. As drogas afetam o corpo de várias maneiras, pois não apenas
alteram a função do sistema nervoso, mas também de outros sistemas vitais,
como o cardiovascular e o respiratório. Além disso, o uso de substâncias
também tem um impacto negativo no desempenho físico, pois diminui o nível
de capacidade de realizar atividades físicas e aumenta a probabilidade de
ferimentos.
Drogas lícitas: legalmente aceitas, incluindo álcool e tabaco. Embora essas
substâncias não causem efeitos adversos quando utilizadas em pequenas
quantidades, consumir grandes quantidades pode causar problemas de saúde.
Drogas ilícitas: Drogas proibidas por lei, como cocaína, etc. O uso dessas
substâncias pode ser prejudicial ao corpo e à mente.
Medicamentos: Mesmo que os medicamentos sejam prescritos por um médico,
eles podem ser prejudiciais se usados incorretamente ou em doses maiores do
que as prescritas.
Efeitos das Drogas no Corpo Humano
As drogas afetam o corpo de diferentes formas, dependendo da substância
utilizada:
● Sistema Nervoso Central (SNC)
● Sistema Cardiovascular
● Sistema Respiratório
● Saúde Mental
Efeitos das Drogas na Aptidão Física
A aptidão física envolve vários componentes, como resistência cardiovascular,
força muscular, flexibilidade e coordenação motora. O uso de drogas pode afetar
significativamente todos esses aspectos:
Resistência cardiovascular: O uso de drogas como fumar e beber álcool reduz
a força do sistema cardiovascular, causando fadiga, falta de ar e redução da
resistência durante o exercício.
Força e massa muscular: O uso de esteróides anabolizantes (substâncias que
imitam a ação dos hormônios) pode levar ao aumento da massa muscular em
curto prazo, mas além de prejudicar os hormônios do corpo, aumenta o risco de
longo prazo. termo massa muscular. e lesões articulares.
Coordenação motora e equilíbrio: O álcool e outras drogas podem prejudicar
o controle motor, o julgamento e o equilíbrio, tornando as pessoas propensas a
quedas e lesões em esportes ou atividades cotidianas.
Impacto das Drogas no Desempenho Desportivo
O uso de substâncias pode afetar o desempenho atlético a curto e longo
prazo. Estimulantes como a cocaína produzem efeitos eufóricos de curto
prazo, mas causam fadiga e danos ao corpo a longo prazo. Além disso,
drogas como o álcool interferem na recuperação muscular e nos processos de
reidratação necessários após o exercício. Embora os esteróides anabolizantes
aumentem a massa muscular, podem afetar negativamente a função cardíaca
e o equilíbrio hormonal, levando a problemas de saúde.
A Prevenção do Uso de Drogas
A melhor forma de evitar os efeitos negativos dos medicamentos na saúde e
no bem-estar é através da educação e do desenvolvimento de hábitos
saudáveis. O exercício regular e uma dieta saudável são formas eficazes de se
manter saudável e reduzir a tentação de usar drogas.
Álcool
O consumo de álcool é uma prática que tem efeitos
significativos sobre o corpo humano, especialmente para
quem pratica atividades físicas. Este interfere diretamente
em vários sistemas biológicos, incluindo o sistema nervoso
central, o sistema cardiovascular, os músculos e o
metabolismo.
Alguns problemas desencadeados pela ingestão exagerada de álcool são:
● A desidratação é uma consequência comum da combinação do exercício
com o seu consumo. O álcool, por ser um diurético, tem um efeito
negativo sobre a função renal, fazendo com que haja uma perda de água e
eletrólitos através do suor e da urina, o que pode promover também uma
arritmia cardíaca;
● O aumento de peso, derivado da grande quantidade de calorias presentes
em cada dose;
● A hipoglicemia também é muito comum em quem mistura álcool com
exercícios físicos, pois a prática desportiva já promove uma diminuição
de glicose no organismo e o álcool acentua ainda mais esta redução,
fazendo com que o corpo comece a usar a proteína como fonte de energia;
● Redução da coordenação motora - O consumo
de álcool afeta negativamente a coordenação
motora, aumentando o risco de quedas e lesões, o
que é particularmente perigoso em desportos que
envolvem velocidade, como o futebol, basquete,
ciclismo ou corridas;
● Atraso nos reflexos - O álcool diminui o tempo de reação e os reflexos
rápidos, fatores essenciais para o desempenho em desportos de alta
intensidade. Um atleta que consome álcool antes de uma partida pode ter
um tempo de resposta mais lento, afetando sua performance e
aumentando o risco de lesões.
● Comprometimento das funções cognitivas – Por exemplo, em desportos
de contato, como o boxe ou o rugby, o consumo de álcool pode afetar a
capacidade do atleta de avaliar adequadamente a distância e a força do
impacto, aumentando o risco de lesões durante a competição;
● Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial - O álcool,
quando consumido em grandes quantidades, tem um efeito vasodilatador
imediato, reduzindo temporariamente a pressão arterial e,
consequentemente, aumentando a frequência cardíaca;
● Aumento do risco de lesões - O álcool pode prejudicar a função
muscular e aumentar a sensação de fadiga precoce durante o exercício. A
falta de coordenação, a diminuição da resistência e a recuperação mais
lenta podem levar a um maior risco de lesões, uma vez que os músculos e
as articulações não estão a funcionar na forma habitual;
● Doenças crónicas associadas ao seu consumo - O consumo excessivo e
descontrolado pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como
hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias e acidente vascular cerebral
(AVC), e doenças hepáticas e metabólicas, como cirrose hepática, fígado
gordo e aumentar o risco de diabetes tipo 2, comprometendo seriamente a
capacidade física de um indivíduo;
● Redução da longevidade - O consumo crónico de álcool está associado a
uma expectativa de vida reduzida, especialmente se combinado com
outras condições, como tabagismo e dieta inadequada.
Embora o consumo moderado de álcool possa ser parte de uma vida social
equilibrada, o consumo excessivo tem efeitos duradouros que podem prejudicar
a aptidão física e aumentar o risco de doenças crónicas.
Desta forma, a redução/paragem do consumo de álcool vai conferir diversos
benefícios ao indivíduo, como: a redução da pressão arterial e do risco de
doenças cardíacas, o aumento da energia (menos fadiga e mais disposição) e
uma rápida recuperação muscular que desencadeiam um melhor desempenho
físico (maior resistência, força e coordenação), um menor risco de doenças
hepáticas, cancro e problemas metabólicos, uma maior longevidade e melhor
qualidade de vida, entre outras.
Como tal, promover uma conscientização sobre os impactos do
álcool e incentivar a adoção de hábitos mais saudáveis é essencial
para garantir que as pessoas mantenham um estilo de vida ativo e
saudável.
Acidentes Rodoviários
Os acidentes de viação constituem uma das principais causas de morte em
Portugal e no mundo em geral, com milhares de vidas perdidas todos os
anos, e muitas outras alteradas em função dos comportamentos de risco.
Cada morte nas estradas não é apenas uma estatística, mas representa uma
perda irremediável para as famílias, amigos e comunidades afetadas. A
imprudência ao volante, o excesso de velocidade e a falta de atenção
continuam a ser fatores que contribuem para muitos desses acidentes,
sublinhando a necessidade urgente de conscientização e educação sobre
segurança rodoviária
É por isso que a prevenção é tão importante. Respeitar os limites de
velocidade, utilizar sempre o cinto de segurança e evitar distrações ao
volante são medidas simples que todos podemos adotar para reduzir o
número de acidentes. Cada escolha que fazemos na estrada pode salvar
vidas, incluindo a nossa.
Doenças sexualmente transmissíveis (DST)/ Infeções
sexualmente transmissíveis (IST)
Estes dois conceitos são praticamente a mesma coisa, no entanto, uma infeção
não implica o aparecimento de sintomas, abrangendo também a possibilidade de
ocorrer contágio mesmo quando se é assintomático.
Este é um dos fatores menos falado quando nos referimos ao tema “Saúde e
aptidão física”, no entanto, é tão importante quanto os outros. Estas doenças são
transmitidas, maioritariamente, durante a prática de relações sexuais, e,
portanto, estas não devem acontecer enquanto a doença não for tratada.
As DSTs ou ISTs são provocadas por fungos, bactérias ou vírus e, as mais
comuns são: a gonorreia, a clamídia, a sífilis, a tricomoníase, o herpes genital, a
hepatite B e a SIDA (síndrome de imunodeficiência adquirida). E, ainda que
maior parte destas doenças possuam tratamentos eficazes, há algumas, como a
SIDA, que atualmente ainda não possuem cura, o que torna ainda mais
importante a prevenção da aquisição deste tipo de doenças. Para além disso,
ainda é relevante enfatizar a importância da realização de rastreios periódicos de
ISTs, principalmente quando se possui uma vida sexual ativa, de modo a poder
diagnosticar e tratar precocemente algum tipo de doença que possa surgir, assim
como evitar o contágio a terceiros.
Métodos de prevenção:
1) Ausência de relações sexuais;
2) Utilização de preservativo (masculino ou feminino) durante a prática de todas
as relações sexuais;
3) Evitar a troca frequente de parceiros sexuais;
4) Evitar a prática sexual com um potencial portador de alguma DST;
5) Vacinação.
Estima-se que, em 2022, havia, aproximadamente, 1 milhão de contágios de
infeções sexualmente transmissíveis por dia, e, cada vez mais é a população
jovem que apanha este tipo de doenças, portanto, nunca é demais falar sobre
este assunto, permitindo a tomada de decisões mais conscientes no que toca à
prática de relações sexuais. Há ainda a possibilidade de certas doenças
passarem, durante a gravidez, da mãe para o bebé, causando complicações
desde cedo na vida do novo ser.
Deste modo, as ISTs impactam a saúde, uma vez que são doenças, e também
poderão impactar a aptidão física, uma vez que algumas delas acabam por ser
debilitantes.
Saúde Mental
● O QUE É A SAÚDE MENTAL?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde mental como o
estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode
fazer face ao stress quotidiano, trabalhar de forma produtiva e contribuir para
a comunidade em que se insere.
Além dos aspetos individuais, a saúde mental é também determinada
pelos aspetos sociais, ambientais e econômicos.
A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente
ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental
resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se
afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.
Muitas pessoas confundem os termos “problemas de saúde mental” com
“doença mental”. Contudo, são termos bastante distintos. Por exemplo, uma
pessoa pode ter problemas de saúde mental, mas não sofrer de nenhuma
doença mental. Da mesma forma, uma pessoa com doença mental pode ter
períodos de bem-estar físico, mental e social.
● IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL
A saúde mental tem tanta importância quanto a saúde física, sendo que do
equilíbrio mental e psicológico depende o nosso organismo para sobreviver.
Na ausência de equilíbrio emocional e psicológico, não conseguimos fazer
coisas tão simples como estabelecer relações saudáveis, desfrutar do lazer,
ter uma atividade laboral, definir objetivos. Ou seja, sem saúde mental não
conseguimos viver de forma plena e com qualidade de vida.
EM PORTUGAL
● O IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 TROUXE
PREOCUPAÇÕES ACRESCIDAS COM A SAÚDE MENTAL
DOS PORTUGUESES:
1. Humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, medo, raiva, insónia
resultantes do isolamento;
2. Aumento de risco para o aparecimento de abuso de álcool;
3. Sintomas de perturbação de stress pós-traumático e depressão;
4. Ansiedade e stress associado ao receio de contrair a doença;
5. Dificuldades económicas decorrentes desta pandemia;
6. Luto incompleto/mal resolvido: familiares e amigos privados de se
despedirem de quem morre;
7. Distanciamento social/privação dos afetos.
Um estudo publicado na Revista Portuguesa de Psiquiatria e Saúde
Mental destaca que a pandemia da COVID19 veio agravar o estado da saúde
mental dos jovens adultos portugueses a frequentar o ensino superior.
● OS ALUNOS DEMONSTRARAM:
1. Sentimentos de baixa realização pessoal (28%);
2. Sentimentos de solidão (26%);
3. Sentimentos de depressão (42%);
4. Falta de confiança em si próprios (17%);
5. Níveis de energia são baixos ou extremamente baixos (26%);
6. Dificuldade em fazer novas amizades (94%);
7. Sentimentos de nervosismo, ansiedade ou tensão durante o (51%);
8. Incapacidade em controlar as suas preocupações ou emoções
(43%).
● PREOCUPAÇÕES RELATIVAMENTE À SAÚDE MENTAL
Os problemas de saúde mental estão cada vez mais presentes e, além
disso, são cada vez mais incapacitantes. Nunca antes tivemos uma
prevalência tão elevada de problemas de saúde mental como a ansiedade ou
a depressão.
Portugal é o segundo país da Europa com a prevalência mais elevada a
nível de doenças psiquiátricas. Além disso, mais de um quinto dos
portugueses sofre de algum tipo de perturbação psiquiátrica.
● PRINCIPAIS PROBLEMAS AO NÍVEL DA SAÚDE
MENTAL
1. Ansiedade
2. Depressão
3. Stress continuado
4. Dependência de substâncias
5. Demências
6. Perturbações alimentares
● O ESTIGMA FACE À SAÚDE MENTAL
Infelizmente a saúde mental ainda é, muitas vezes, pouco compreendida.
Uma vez que as doenças mentais não se veem, as pessoas que sofrem deste
tipo de patologias são muitas vezes discriminadas e o seu problema é pouco
reconhecido
Acaba por existir incompreensão, estigmatização e marginalização no que
diz respeito aos problemas de saúde mental, muito devido ao
desconhecimento e à falta de informação.
● MITOS RELATIVAMENTE À SAÚDE MENTAL
1. Os problemas de saúde mental são uma escolha e um reflexo de
que é pessoa é frágil, fraca ou menos capaz;
2. A resolução dos problemas de saúde mental depende só de força de
vontade por parte da pessoa;
● FATORES QUE INFLUENCIAM A SAÚDE MENTAL
Em geral a saúde mental pode ser influenciada por vários fatores, sendo
de realçar os seguintes:
1. Genética
2. Experiências de vida
3. Equilíbrio químico no cérebro
4. Eventos traumáticos
● O APOIO ADEQUADO PODE SURGIR DE VÁRIOS SÍTIOS
1. Terapia
2. Medicação
3. Apoio social
4. Mudanças no estilo de vida
CONCLUSÃO
A saúde e a aptidão física são pilares fundamentais para a qualidade de
vida e o bem-estar geral. Este trabalho destacou a importância de adotar hábitos
saudáveis, como uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios
físicos e o cuidado com a saúde mental, que contribuem não apenas para a
prevenção de doenças, mas também para a promoção de uma vida mais ativa e
satisfatória.
É imprescindível que a sociedade valorize e incentive práticas saudáveis
desde cedo, integrando a educação física, a conscientização sobre hábitos
alimentares e a gestão do bem-estar emocional nos diversos contextos de
convivência, como escolas, empresas e comunidades.
Por fim, a busca por saúde e aptidão física deve ser vista como um
investimento contínuo e acessível a todos. Adotar essas práticas não apenas
aumenta a expectativa de vida, mas também enriquece a experiência quotidiana,
tornando-a mais plena e equilibrada.
Bibliografia:
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