NEAD – Núcleo de Educação a Distância
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I: PROJETO DE
PESQUISA
Prof.ª. Dra. Fernanda Lima Maia
Prof.ª. Esp. Jaqueline Miranda Teixeira
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância
Centro Universitário UniÚnica
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I: PROJETO DE PESQUISA
IPATINGA/MG
2024
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância
2° Edição
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I: PROJETO DE PESQUISA
Professor (a): Fernanda Lima Maia
Jaqueline Miranda Teixeira
Material referente à disciplina de Trabalho de Conclusão de
Curso I: Projeto de Pesquisa
IPATINGA/MG
2024
2ª Edição
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância
Disciplina: Trabalho de Conclusão de Curso I: Projeto de Pesquisa
Professor (a): Fernanda Lima Maia
Jaqueline Miranda Teixeira
Ementa: Desenvolvimento do trabalho final de graduação. Desenvolvimento
de trabalho prático com base em proposta de trabalho apresentada pelo aluno,
envolvendo o conjunto de conhecimentos adquiridos na realização do curso.
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SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO ....................................................................................... 6
1.1 Ciência, senso comum e outras formas de conhecimento ................ 6
2. PROJETO DE PESQUISA ........................................................................ 12
2.1 Adequação à linguagem científica ...................................................... 15
2.3 O que é plágio e como evitar? ............................................................. 21
3. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA ............................. 23
3.1 Escolha do tema ................................................................................... 23
3.2 Construindo um bom título.................................................................. 24
3.3 Introdução ............................................................................................. 27
3.3.1 Objeto da Pesquisa (Problema de Pesquisa) ...................................... 27
3.3.2 Justificativa .......................................................................................... 28
3.3.3 Objetivo Geral e Objetivos Específicos ............................................... 28
3.4 Referencial Teórico .............................................................................. 30
3.4.1 Fichamento ......................................................................................... 31
3.5 Metodologia .......................................................................................... 32
3.6 Cronograma de execução .................................................................... 34
3.7 Referências ........................................................................................... 35
3.8 Apêndice ............................................................................................... 35
3.9 Anexos .................................................................................................. 35
4. FORMATAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA ....................................... 36
4.1 Parte externa ......................................................................................... 36
4.2 Parte interna: elementos pré-textuais ................................................ 36
4.3 Parte interna: elementos textuais ....................................................... 38
5. REGRAS GERAIS ..................................................................................... 39
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1. APRESENTAÇÃO
O Trabalho de Conclusão de Curso – usualmente referenciado por meio
de sua sigla: TCC – é uma produção que marca a reta final de seu aprendizado,
ao passo que tem como proposta colocar em prática, e na estrutura da pesquisa
acadêmica, tudo o que você aprendeu durante o curso, seja a partir do
conhecimento científico assimilado durante as aulas, seja por meio da
compreensão crítica adquirida no decorrer da sua formação. Talvez, já nos
primeiros dias de aula, quando ainda começava compreender a nova dinâmica
do ensino superior, algum professor tenha comentado sobre a importância do
bom planejamento para a pesquisa acadêmica e como o TCC é um intenso
processo que, quando bem planejado, lhe permitirá grandes descobertas. Ou,
por vezes, você tenha ouvido de algum outro estudante mais avançado sobre as
dificuldades em se iniciar um projeto de pesquisa ou em encontrar temas
relevantes para a sua área de estudo, sobre as complicações em fazer trabalhos
em grupo ou em atender às solicitações feitas durante a orientação.
Ao contrário dos momentos de adaptação do primeiro semestre, agora,
na disciplina voltada para o Trabalho de Conclusão de Curso, você disponibiliza
de uma melhor compreensão e de diversos saberes que auxiliarão no processo
de cada etapa da pesquisa e formatação do texto. Assim, longe das
inseguranças originadas pela sua falta de experiência na etapa inicial do curso
superior, a produção do TCC é um profundo processo de amadurecimento que
lhe deixará a poucos passos de receber o tão sonhado diploma. Dedicação é
uma das palavras-chave para transformar um modesto Trabalho de Conclusão
de Curso em uma potente ferramenta de inesperadas descobertas científicas. Já
que, independentemente do nível acadêmico, planejamos segundo nossas
expectativas. Os resultados podem ser surpreendentes.
1.1 Ciência, senso comum e outras formas de conhecimento
A ciência se constrói a partir do conhecimento, que se caracteriza pela
necessidade que nós temos de chegar ao entendimento de algo, seja por meio
da percepção ou da necessidade de compreensão de um tema, tendo como
vetores a razão ou a experiência. A razão se caracteriza pela capacidade que
temos de atingir o raciocínio, através do pensamento, seja pelo processo indutivo
ou dedutivo, ambos amplamente empregados no campo da filosofia. A indução,
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por sua vez, se dá pela ação do pensamento que atinge uma conclusão por meio
de indícios, ou seja, elementos que indicam uma probabilidade, a existência de
algo (Houaiss, 2009). À medida que a dedução implica a inferência lógica de um
dado raciocínio ou conclusão (Houaiss, 2009).
O estudo acadêmico se constitui, basicamente, pela produção de
conhecimento, seja por meio do método indutivo ou dedutivo, que é concretizado
em diferentes formatos de produção científica que vão da menor ou da maior
complexidade de pesquisa científica. O conhecimento científico pode ser
concretizado em diferentes formatos, podendo variar conforme o título
acadêmico pretendido ou a necessidade de publicação dos resultados
alcançados durante a pesquisa. Conforme o nível acadêmico, o TCC é exigido
aos estudantes da graduação; a dissertação, aos de mestrado; e a tese aos de
doutorado. No âmbito acadêmico, há também outras estruturas de formatação
do conhecimento, como o artigo científico, a resenha, o seminário, o relato de
experiência, entre tantos outros.
Embora, na ciência, o conhecimento seja produzido a partir de evidências
científicas, é importante salientar que não há uma forma de conhecimento melhor
ou pior, menos ou mais válida, embora, em nossa estrutura histórica e social, o
conhecimento popular ou empírico, por exemplo, seja, muitas vezes,
desacreditado. O conhecimento empírico é aquele baseado na experiência ou
na observação, podendo ter um método ou não (Houaiss, 2009). Nesse caso, a
indução exerce um importante papel de produção do saber. Assim, devemos
pensar cada conhecimento como válidos, conforme os objetivos e propostas,
seja da pesquisa seja no processo de descoberta de algo.
De tal modo, o que diferencia o conhecimento empírico, adquirido por meio
da observação, de vertente popular, do científico são os procedimentos que
visam uma sistematização, isto é, um conhecimento racional com procedimentos
claramente delimitados e, conforme explicam Marconi e Lakatos (2021, p. 83),
tem como finalidade “[…] explicar por que e como os fenômenos ocorrem, na
tentativa de evidenciar os fatos que estão correlacionados, numa visão mais
globalizante do que a relacionada com um simples fato”. As autoras ainda
pontuam que o senso comum ou o conhecimento popular não se distingue do
conhecimento científico nem pela veracidade (o que corresponde a uma dada
verdade) nem pela natureza do objeto que se busca compreender, mas sim pela
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forma, pelo modo ou método e os instrumentos que permitirão chegar ao
entendimento de algo, em outras palavras, do que se pretende estudar,
pesquisar ou conhecer. Por isso, Marconi e Lakatos (2021, p. 83) apontam que:
a) A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à
verdade.
b) Um mesmo objeto ou fenômeno - uma planta, um mineral, uma
comunidade ou as relações entre chefes e subordinados - pode ser
matéria de observação tanto para o cientista quanto para o homem
comum; o que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou
popular é a forma de observação.
As autoras dividem o conhecimento em quatro tipos: popular, científico,
filosófico e religioso (teológico). De modo que elas qualificam os conhecimentos
da seguinte maneira:
Quadro 1 – Especificidades dos quatro tipos de conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento Conhecimento
popular científico filosófico religioso (teológico)
Real (factual)
Valorativo Valorativo Valorativo
Contingente
Reflexivo Racional Inspiracional
Sistemático
Assistemático Sistemático Sistemático
Verificável
Verificável Não verificável Não verificável
Falível
Falível Infalível Infalível
Aproximadamente
Inexato Exato Exato
exato
Fonte: Marconi e Lakatos (2021, p. 85).
A partir da tabela acima, vejamos a descrição de cada um dos
conhecimentos conforme suas qualidades:
Quadro 2 – Comparação entre as especificidades dos quatro tipos de conhecimento
Valorativo
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
“[…] se fundamenta Não se aplica “[…] seu ponto de “[…] apoia-se em
numa seleção ope- partida consiste em doutrinas que con-
rada com base em hipóteses, têm proposições
estados de ânimo e que não poderão ser sagradas”
emoções: como o submetidas à
conhecimento observação”
implica uma
dualidade de
realidades, isto é, de
um lado o sujeito
cognoscente e, de
outro, o objeto co-
nhecido, e este é
possuído, de certa
forma, pelo
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cognoscente, os
valores do sujeito
impregnam o objeto
conhecido”
Reflexivo
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
“É também reflexivo, Não se aplica Não se aplica Não se aplica
mas, estando
limitado pela
familiaridade com o
objeto, não pode ser
reduzido a uma
formulação geral.”
Inspiracional
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica Não se aplica Não se aplica “[…] por terem sido
reveladas pelo
sobrenatural […]”
Real
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica “[…] lida com Não se aplica Não se aplica
ocorrências ou fatos,
isto é, com toda
‘forma de existência
que se manifesta de
algum modo’ (Trujillo,
1974, p. 14)”
Racional
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica “[…] em virtude de Não se aplica Não se aplica
consistir num
conjunto de
enunciados
logicamente
correlacionados.”
Sistemático
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica “[…] se trata de um “[…] suas hipóteses e “é um conhecimento
saber ordenado enunciados visam a sistemático do
logicamente, uma representação mundo (origem,
formando um sistema coerente da significado,
de ideias (teoria) e realidade estudada, finalidade e destino)
não conhecimentos numa tentativa de como obra de um
dispersos e desco- apreendê-Ia em sua criador divino”
nexos.” totalidade.”
Assistemático
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
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“[…] baseia-se na Não se aplica Não se aplica Não se aplica
‘organização’
particular das
experiências
próprias do sujeito
cognoscente, e não
em uma
sistematização das
ideias, na procura de
uma formulação
geral que explique os
fenômenos
observados, aspecto
que dificulta a
transmissão,
de pessoa a pessoa,
desse modo de
conhecer.
Verificável
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
“[…] está limitado ao “Possui a Não se aplica Não se aplica
âmbito da vida diária característica da
e diz respeito àquilo verificabilidade, a tal
que se pode ponto que as
perceber no dia-a- afirmações
dia.” (hipóteses) que não
podem ser
comprovadas não
pertencem ao âmbito
da ciência.”
Não verificável
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica Não se aplica […] os enunciados […] está sempre
das hipóteses implícita uma atitude
filosóficas, ao de fé perante um
contrário do que conhecimento
ocorre no revelado.
campo da ciência,
não podem ser
confirmados nem
refutados.
Falível
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
“[…] se conforma “em virtude de não Não se aplica Não se aplica
com a aparência e ser definitivo,
com o que se ouviu absoluto
dizer a respeito do ou final”
objeto. Em outras
palavras, não
permite a formulação
de hipóteses sobre a
existência de
fenômenos situados
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além das percepções
objetivas.”
Infalível
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica Não se aplica “[…] quer na busca da Por ser valorativa e
realidade capaz de inspiracional, “tais
abranger todas as verdades são
outras, quer na consideradas
definição do infalíveis e
instrumento capaz de indiscutíveis”
apreender a
realidade, seus
postulados, assim
como suas hipóteses,
não são submetidos
ao decisivo teste da
observação
(experimentação).”
Exato
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Não se aplica Por ser falível: Mesma descrição Por ser infalível e
“[…] é aproxima- para “Infalível” indiscutível, é um
damente exato: conhecimento exato
novas proposições e
o desenvolvimento
de técnicas podem
reformular o acervo
de teoria existente.”
Inexato
Conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento
religioso
popular científico filosófico
(teológico)
Mesma descrição Não se aplica Não se aplica Não se aplica
para “Falível”
Fonte: Marconi e Lakatos (2021, p. 85-86)
Além dessa separação sobre os diversos tipos de conhecimento, Marconi
e Lakatos (2021) ainda apresentam a divisão e classificação da ciência em dois
tipos principais: formal e factual. Estes dois, por sua vez, distribui-se em outros
quatro campos de conhecimento: sendo a Lógica e a Matemática relativas ao
âmbito formal. No factual, encontram-se as Ciências Naturais, são elas: a Física,
a Química, a Biologia, entre outras; e as Ciências Sociais: a Antropologia
Cultural, o Direito, a Economia, a Política, a Psicologia Social e a Sociologia.
Na ciência, essas áreas acabam por serem especificadas, explicam as
autoras, através de seu conteúdo: objeto ou temas, diferenças de enunciados e
método escolhido no processo de pesquisa (Marconi; Lakatos, 2021). À medida
que a ciência é marcada por três grandes propostas: o objetivo: que busca
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apreender características comuns ou leis gerais que regem certos eventos; a
função: visa o aperfeiçoamento, face a ampliação dos conhecimentos
adquiridos; e o objeto: ramificado em material e formal. O material se caracteriza
pela proposta de estudo, análise, interpretação ou verificação da pesquisa
científica. Já o formal pela perspectiva, ou seja, o enfoque assumido para se
atingir o objetivo almejado (Marconi; Lakatos, 2021).
2. PROJETO DE PESQUISA
O Projeto de Pesquisa, de modo geral, se caracteriza pela produção escrita,
ou seja, é a materialização de um processo de investigação, seja por meio de
uma hipótese ou problema, que tem como finalidade atualizar os saberes do
domínio científico, mas também de outros campos de estudo, como o artístico,
o literário, o biológico, o tecnológico, entre tantos outros.
O Projeto de Pesquisa apresenta uma natureza científica e demonstra as
reais intenções propostas pelo pesquisador. É o documento que planeja e
antecede a realização do estudo e, por isso, representa uma importante e
necessária etapa da produção científica.
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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, conhecido pela sua sigla CNPQ
– instituição brasileira responsável pelo fomento da pesquisa e tecnologia, além do incentivo de
formação de pesquisadores em território brasileiro, lista as grandes principais áreas de
conhecimento em:
Ciências Exatas e da Terra;
Ciências Biológicas;
Engenharias;
Ciências da Saúde;
Ciências Agrárias;
Ciências Sociais Aplicadas;
Ciências Humanas;
Linguística, Letras e Artes.
Outros: em que são reunidas 23 áreas de conhecimento não classificadas em nenhuma das
categorias citadas anteriormente. Dentre elas, estão algumas áreas voltadas para a Administração
(a Hospitalar e a Rural); a Carreira Militar e também a Religiosa, entre outras.
Compreender as áreas de conhecimento e saber em qual delas o seu projeto
de pesquisa se enquadra é um importante indicador sobre a relevância do seu
estudo no meio acadêmico: quanto mais inovadora for a proposta de
investigação sobre o tema, mais chances o seu trabalho terá de ser referenciado
– e, por isso mesmo, prestigiado – pelos demais pesquisadores.
O critério da inovação, contudo, nem sempre significa a garantia de sucesso
ou de facilidade, devido a algumas implicações básicas: optar por investigar algo
desconhecido (ao menos oficialmente) é um diferencial para a comunidade
acadêmica, porém, se debruçar sobre um objeto de estudo que é uma incógnita
ou pouco debatido torna a busca por referenciais teóricos e por pesquisas
similares uma tarefa árdua e, de forma mais drástica, insuficiente.
Por isso, a escolha de um tema ou objeto de estudo raro possui o bônus da
inovação, mas traz também o ônus da escassez de pesquisas que sirvam como
referência ou fonte bibliográfica, face ao desprendimento da comunidade
científica, até a sua demonstração de interesse pelo assunto. Em outras
palavras, é mais seguro atender ao critério da inovação, buscando novas formas
metodológicas e de análise a partir de um objeto de estudo que possua uma
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fundamentação teórica passível de crítica na sua área, do que se empreender
em uma investigação com escasso embasamento teórico ou crítico.
Lembre-se: as descobertas são necessárias, mas as expectativas precisam
estar vinculadas a sua realidade e aos recursos intelectuais e materiais
disponíveis, pois escrever a próxima Teoria da Relatividade é algo raro e
extraordinário até mesmo para os cientistas mais experientes.
Quais as etapas do trabalho acadêmico?
Martins Junior (2017) apresenta em seu livro “Como elaborar Trabalhos de Conclusão de Curso”
algumas etapas da escrita do Trabalho de Conclusão de Curso, são elas: o planejamento e a
montagem; o desenvolvimento; a conclusão; a redação e a apresentação de trabalhos
monográficos e artigos. Disponível: [Link] Acesso em: 23 nov. 202o
Tipos de conhecimento e métodos
Aprofunde seus conhecimentos sobre as etapas do trabalho científico com um conteúdo mais
objetivo, conciso e didático sobre o tema da metodologia científica, em livro de Appolinário (2016),
“Metodologia Científica”. Vale destacar a primeira unidade da obra, que faz uma introdução sobre
o conhecimento científico e senso comum; método e método científico; ciência e suas divisões e o
sistema de produção científica. Temas os quais também serão abordados durante esta disciplina.
Disponível em: Disponível em: [Link] Acesso em: 04 jan. 2021.
Conforme vimos anteriormente, a ciência se baseia a partir de três princípios,
o objetivo, a compreensão de especificidades comuns e gerais de determinados
eventos e a função, que tem como finalidade aprimorar os conhecimentos já
adquiridos previamente. Será, então, a partir desses três tópicos que você
precisará direcionar o seu projeto de pesquisa. Nela, enquanto pesquisador,
você deve apresentar uma proposta de estudo, uma nova perspectiva, análise
ou, até mesmo, verificar um determinado evento, delimitado por um tema e
motivado por um objetivo, que tradicionalmente é pautado por um objetivo geral
e específicos. Tais conceitos são requisitos básicos que você precisa pensar
como os passos iniciais para começar o seu projeto de pesquisa. Essas diretrizes
não são as únicas a serem seguidas. Mais adiante, veremos com detalhes, quais
tópicos precisam ser levados em consideração antes de iniciar o planejamento
do seu estudo científico.
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2.1 Adequação à linguagem científica
Aquino (2010) entende que a clareza é critério essencial na escrita de um
bom projeto de pesquisa, visto que o texto precisa deixar explícito as principais
informações sobre o estudo ou a investigação acadêmica quanto ao tema, o
objeto, a justificativa, os objetivos e a metodologia. Por isso, nessas partes mais
específicas, o texto precisa ser conciso, isto é, ser preciso e resumido. Por outro
lado, as argumentações necessitam ser bem fundamentadas e coerentes com o
projeto de pesquisa como um todo.
A escrita científica, por sua vez, se vale de construções de frases
amplamente utilizadas nos mais variados tipos e formatos de texto científico,
independentemente do aprofundamento da pesquisa. Essas frases de ordem
linguística servem para situar, de modo claro e objetivo, as principais
informações do trabalho acadêmico. Ou seja, dados que serão buscados pelos
orientadores, bancas e demais pesquisadores e, posteriormente, avaliados. Para
entender como introduzir esses postos-chave no texto, vejamos, abaixo,
algumas expressões usualmente empregadas na escrita técnica do texto
científico, conforme a colocação a ser feita textualmente. Para fazer referência
ao próprio texto, utiliza-se, com frequência, as seguintes expressões:
No presente artigo […]
Na presente monografia […]
Na presente pesquisa […]
No presente estudo […]
Para indicar o objetivo da pesquisa:
A presente pesquisa tem como objetivo/finalidade/proposta [e demais
palavras sinônimas]
Esta pesquisa tem como intenção/pretensão [e demais palavras
sinônimas]
O presente artigo visa compreender […]
Esta monografia pretende verificar […]
O estudo de caso se propõe analisar […]
O presente trabalho tem como objetivo geral […]
O presente estudo tem como objetivos específicos […]
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Para fazer uma justificativa:
A importância/relevância desta pesquisa se dá pela necessidade […]
O presente estudo mostra-se relevante diante da escassez […]
A presente pesquisa trará permite compreendermos […]
Para apresentar uma conclusão: utilizar conjunções conclusivas, isto é,
expressões que buscam concluir um raciocínio, como: desse modo ou dessa
maneira; assim sendo; com isso; por fim; logo; pois; portanto; assim; então; por
conseguinte; entre outras similares. Por exemplo:
Desse modo, concluímos que […]
Assim sendo, verificamos […]
Por fim, a presente análise […]
Abaixo, é possível conferir, na prática, como essas construções de frase
podem apresentar os principais tópicos da pesquisa. Estes exemplos foram
retirados de resumos de trabalhos científicos, contudo, como já mencionado, os
modelos frasais apresentados aqui não apenas podem ser adaptados como
aplicados a diversos tipos e formatos de texto acadêmico, oral ou escrito,
incluindo o projeto de pesquisa:
Exemplo 1 – Destrinchando a introdução dos principais tópicos do resumo
MATA ATLÂNTICA, PALEOTERRITÓRIOS E HISTÓRIA AMBIENTAL
RESUMO
Este artigo trata da Mata Atlântica e das interferências antrópicas que este bioma sofreu no
tempo, tendo por objetivo incluir o legado da atividade humana como parte das suas
condições ecológicas. Como forma de análise dos processos sucessionais, é proposto o
resgate dos paleoterritórios, aqui entendidos como as resultantes ecológicas decorrentes do
uso dos ecossistemas por populações passadas na busca de suas condições de existência.
Palavras-chave: Mata Atlântica. Paleoterritório. Populações tradicionais. Atividade humana.
Fonte: Oliveira (2007).
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No resumo acima, identificamos os seguintes padrões de escrita
acadêmica:
“Este artigo trata da Mata Atlântica e das interferências antrópicas […]”
(introduz o tema e o objeto da pesquisa);
“[…] tendo por objetivo incluir o legado da atividade humana […]
(apresenta o objetivo);
“Como forma de análise dos processos sucessionais […]” (expõe o
objeto analisado);
“[…] é proposto o resgate dos paleoterritórios […]” (especifica a forma de
análise);
“[…] aqui entendidos como as resultantes ecológicas decorrentes do uso
dos ecossistemas […]” (esclarece o conceito de um dos termos
empregados).
Exemplo 2 – Identificando os principais tópicos da pesquisa a partir dos padrões frasais
PARA UM DIREITO DEMOCRÁTICO DA SEXUALIDADE
RESUMO
Este artigo trata da relação entre direito e sexualidade numa perspectiva democrática. Após
historiar a gênese desse debate no seio mais amplo dos "direitos reprodutivos e sexuais",
propõe-se uma análise dos chamados "direitos sexuais" a partir dos princípios fundamentais
e das dimensões que envolvem o exercício da sexualidade. Liberdade, igualdade e não-
discriminação, bem como a proteção da dignidade humana, são os fundamentos que
estruturam o desenvolvimento de um direito democrático da sexualidade, compatível com o
pluralismo e a laicidade requeridas pelas sociedades democráticas contemporâneas. Dentro
desse quadro conceitual, são consideradas as dimensões protetivas, defensivas e positivas
desses direitos humanos fundamentais, bem como são arrolados os principais temas e
objeções pertinentes a uma compreensão mais alargada e estruturada dos direitos sexuais.
Palavras-chave: direitos humanos, direitos sexuais, homossexualidade, sexualidade.
Fonte: Rios (2006).
No exemplo acima, perceba que as partes destacadas em negrito são
responsáveis por introduzir, de forma genérica, as informações mais relevantes
da pesquisa. Enquanto as partes sublinhadas especificam esses tópicos:
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“Este artigo trata da relação entre direito e sexualidade numa perspectiva
democrática” (Apresenta a proposta de análise, isto é, objetivo da
pesquisa);
“Após historiar a gênese desse debate no seio mais amplo dos direitos
reprodutivos e sexuais […]” (aponta o método de pesquisa bibliográfica
de caráter histórico);
Propõe-se uma análise dos chamados "direitos sexuais" (indica o objeto
de análise);
A partir dos princípios fundamentais e das dimensões que envolvem o
exercício da sexualidade (aponta de que forma vai analisar o objeto);
São os fundamentos que estruturam o desenvolvimento de um direito
democrático da sexualidade, compatível com o pluralismo e a laicidade
requeridas pelas sociedades democráticas contemporâneas.
(conceitualiza um dos tópicos da pesquisa);
Dentro desse quadro conceitual, são consideradas as dimensões
protetivas, defensivas e positivas desses direitos humanos fundamentais,
bem como são arrolados os principais temas e objeções pertinentes a
uma compreensão mais alargada e estruturada dos direitos sexuais
(vincula outros tópicos de interesse da pesquisa a partir dos conceitos
indicados anteriormente).
Oliveira Jr. (2015) pontua aspectos estruturais do texto acadêmico no campo
da física que podem ser bem aplicadas ao texto científico, de modo geral, bem
como os cuidados que devem ser considerados durante a escrita acadêmica, por
ter como objetivo comunicar a pesquisa à sociedade e à comunidade científica,
seja na produção de textos acadêmicos ou de divulgação dos mesmos. Para
tanto, o autor considera que a escrita do artigo científico – noção válida também
para os textos científicos de modo geral – deve atender aos mesmos critérios
aplicados no método, à medida que o texto representa o reflexo da pesquisa
sistemática.
Oliveira Jr. (2015) pontua, ainda, que o estudo deve contribuir de forma
significativa para a atualização dos saberes científicos e que, para isso, deve
possuir criterioso planejamento com o foco na resolução de problemas
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científicos-tecnológicos. Portanto, conclui, o pesquisador precisa recorrer a um
bom conhecimento da literatura (no sentido de conjunto de obras científicas,
filosóficas, ou seja, de uma bibliografia) e da metodologia que melhor se aplica
à finalidade do projeto de pesquisa.
Desse modo, a informação deve ser apresentada com concisão e precisão,
visto que um mesmo termo pode adquirir múltiplos significados, a depender do
campo de pesquisa. Oliveira Jr. (2015) ainda recomenda evitar o uso de clichês
ou de palavras desnecessárias no texto. Dentre as recomendações para produzir
um texto conciso, estão: a redução de adjetivos e advérbios, principalmente os
que interferem na precisão da informação. Por fim, o autor concorda com a
expressão de que para escrever bem é preciso ler, “Porém, não se trata de leitura
qualquer; deve ser sistemática e meticulosa, concentrando-se mais na forma do
que no conteúdo do texto ” (Oliveira Jr., 2015, p. 2201-2).
19
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O mesmo ocorre na produção de escrita acadêmica, que mostra uma linguagem mais técnica do
que uma carta de apresentação ou uma conversa em um mensageiro virtual, este de qualidade
mais espontânea. Se numa conversa entre amigos as gírias e expressões idiomáticas (ou seja,
termo ou frase que é interpretada conforme os aspectos culturais de cada país) se fazem
recorrentes, na escrita de um texto técnico, como o artigo científico, por exemplo, é comum
encontrarmos o uso de jargões de cada área de conhecimento ou construções textuais próprias
da linguagem acadêmica, como os jargões, por exemplo.
2.2 O tempo futuro
A palavra projeto significa ter o desejo ou a intenção de realizar algo no futuro
(Houaiss, 2009). Caracteriza-se por ser um plano, no sentido de realização de
um planejamento com o propósito de atingir alguma finalidade. No caso do
projeto de pesquisa, como revela o próprio nome, a proposta deve se ater à
elaboração de um esboço de conceitos, tópicos de interesse, objetivos, em
suma, fazer uma projeção em torno de uma investigação de um assunto
relevante à comunidade científica (no caso da monografia, por exemplo) ou da
aplicação da teoria associada à prática (no que se refere ao projeto
experimental), atribuindo o conhecimento científico ao âmbito profissional.
Assim, se trata de um estudo que, embora esteja sendo feito no presente, o
deve se propor a pensar um determinado tema a partir de uma investigação,
análise ou verificação que ainda será executada. Tal característica do porvir, ou
seja, do que está para acontecer, dota a escrita do projeto de pesquisa da
necessidade de situá-la no futuro, através do emprego de verbos nesse tempo,
visto que a execução da investigação se trata apenas de considerações prévias
em torno de um tema e hipóteses que ainda necessitam ser comprovados.
Desse modo, linguisticamente falando, a ação verbal acontece após o
momento da escrita. Logo, recomenda-se que o texto faça uso o futuro do
presente do indicativo (na forma simples, isto é, quando se utiliza apenas de um
verbo). Exemplos:
A presente pesquisa avaliará a poluição sonora nos grandes centros
urbanos;
Neste estudo, analisaremos a violência psicológica decorrente do
machismo estrutural.
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Ou da locução verbal (forma composta, ou seja, faz uso de dois verbos,
sendo o primeiro o auxiliar e o segundo o principal). Exemplos:
A presente pesquisa se propõe avaliar a poluição sonora nos grandes
centros urbanos;
Este estudo visa analisar a violência psicológica decorrente do
machismo estrutural.
2.3 O que é plágio e como evitar?
Dentre os medos que podem surgir em torno da escrita científica, estão: a
acusação de plágio e a falta de ineditismo – de produzir nada de novo. Assim,
define-se o plágio como uma cópia, ou melhor, uma apropriação indevida, ou
seja, que se configura a partir do momento em que a referenciação de qualquer
tipo de criação não é feita adequadamente. A palavra referenciação significa um
ato de fazer referência a, sendo a referência entendida como uma menção.
De modo que, comete plágio quem rouba ideias de outrem, em outras
palavras, de quem se apropria de criações de outras pessoas como se fossem
de sua autoria. O plágio ocorre, pois, à medida que – quem copia uma
determinada criação (um fragmento de um artigo científico, por exemplo), de
forma integral ou intencional ou não – abstém da referenciação ao criador original
do texto: da indicação de autoria de quem produziu o texto originalmente. Por
isso, na escrita acadêmica, os recursos da citação direta e indireta, bem como a
seção Referências, presente em qualquer trabalho acadêmico, funcionam como
mecanismos que visam resguardar o texto à verdadeira autoria de quem o
produziu originalmente.
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Para evitar plágio nos textos acadêmicos, é preciso saber identificar o que pode ou não ser
considerado plágio. Nesse sentido, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul disponibiliza em
seu site um documento em que enumera as situações em que o plágio pode ou não ser apontado
como prática. Disponível em: [Link] Acesso em: Acesso em: 12 dez. 2020.
É considerado plágio acadêmico:
Texto original reproduzido integralmente e sem referência;
Texto original reproduzido integralmente conforme aparece em uma
publicação e com referência;
Parafrasear (escrever com as próprias palavras) a criação de outra
pessoa e não referenciar;
Transcrever parágrafos referenciados do trabalho e não fazer a referência
à autoria;
Usar diversos trechos de uma mesma obra de forma exaustiva, ainda que
a obra usada seja referenciada.
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância
3. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA
Veremos, neste capítulo, os conceitos e orientações de organização dos
principais elementos de um projeto de pesquisa, estrutura base para qualquer
produção científica que se utiliza desse modelo de planejamento. Para tanto,
abordaremos os principais elementos do projeto de pesquisa a partir das
definições trazidas por alguns autores que dedicaram textos e publicações a
respeito do tema da metodologia científica. Destaca-se as já citadas autoras
Marconi e Lakatos (2021), referência na área da metodologia científica.
A obra traz um rico compêndio com métodos, orientações e definições, de
com proposta sistemática e racional, para uma boa construção e organização
não apenas de um projeto de pesquisa, como de inúmeros formatos e
modalidades de trabalhos acadêmicos. Dentre os principais tópicos encontrados
na obra de Marconi e Lakatos (2021), estão: procedimentos didáticos; pesquisa
bibliográfica e resumos; ciência e conhecimento científico; métodos científicos;
fatos, leis e teoria; hipóteses e variáveis; pesquisa e suas técnicas; projeto e
relatório de pesquisa; trabalhos e publicações científicas; referências
bibliográficas.
A seguir, trataremos da estrutura do trabalho acadêmico a partir do projeto
de pesquisa, mas que também pode ser aplicado a outras formas similares de
investigação científica.
3.1 Escolha do tema
A escolha do tema é baseada na discriminação do objetivo, este que se
propõe a responder às perguntas para quê? E para quem? (Marconi; Lakatos,
2021). Para encontrar o tema, é preciso exercitar o interesse pela investigação
científica, incentivado por um assunto que permita a busca do tópico que
necessita ser desenvolvido. Para tanto, o tema é composto por um sujeito e um
objeto, que o especificam, de maneira que se faz necessário uma limitação
geográfica e espacial (Marconi; Lakatos, 2021).
Por sua vez, o tema precisa compreender a sua área de estudo ou em
relação com outros campos e corresponde ao assunto que você pretende
pesquisar, analisar, discorrer, isto é, desenvolver em um projeto de pesquisa.
Pode ser determinado por meio de lacunas científicas, isto é, surge a partir de
uma necessidade, de uma falta ou de uma possibilidade de discussão na área
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acadêmica. Ou de percepções culturais, sociais, históricas, entre outros
aspectos, ou assimilações de uma necessidade de aprofundamento de um dado
saber em torno de um evento.
Logo, a escolha do tema, antes de qualquer conveniência, nasce do interesse
do pesquisador em aprofundar seu conhecimento sobre um tópico e geralmente
ocorre a partir da necessidade de problematizar ou repensar ou solucionar uma
questão. Por isso, em um primeiro momento, as vivências, isto é, o conhecimento
empírico de quem se propõe a pesquisar é um dos passos iniciais para motivar
a iniciação da pesquisa científica. Sendo ela influenciada também pelos
interesses da comunidade científica e dos programas das instituições de ensino
superior. De maneira que, os temas podem ser mais ou menos relevantes ou
aceitos, conforme a vertente de cada departamento de pesquisa.
3.2 Construindo um bom título
Aquino (2010) recomenda que o título tenha entre 10 e 20 palavras, de modo
que seja breve e objetivo, com a finalidade de transmitir ao leitor, em poucas
palavras, uma mensagem relevante do trabalho acadêmico ou de partes dele.
Assim, o autor compara o título a uma manchete de jornal, ao passo que é uma
das partes responsáveis para chamar a atenção do leitor ao conteúdo do texto.
É certo que o título tem essa função informativa, contudo, a extensão ou a
mensagem apelativa nem sempre são as características determinantes para a
construção de um título, no mínimo, compreensível ao que o trabalho acadêmico
se propõe estudar.
Assim, mesmo que alguns autores tentem determinar caminhos para a
escrita de um bom título, não há uma regra ou fórmula para a construção desse
elemento que figura na entrada do projeto de pesquisa e é responsável por atrair
a atenção daqueles que buscam uma boa referência textual. Nem sempre um
título bem construído prescreve uma boa pesquisa ou escrita científica, mas, um
título mal pensado, seja incompreensível ou breve demais ou com excesso de
informação, diminuirá as chances de seu texto entrar no radar de busca dos
demais pesquisadores da comunidade científica. Assim, seja mais ou menos
poético, simples, objetivo ou criativo, é importante tomar conhecimento que
projetar o título envolve algumas compreensões básicas em torno de sua
construção.
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Lembre-se, o título apresenta a informação primeira do trabalho acadêmico,
por isso, a recomendação usual é que seja breve, claro e objetivo. Tendo em
vista que nele é possível transmitir as informações relevantes capazes de
resumir a natureza do seu estudo, bem como o assunto, a finalidade da pesquisa
e demais conteúdos para uma boa divulgação do trabalho científico.
O título pode vir ou não acompanhado de subtítulo. Ambas as partes
geralmente são separadas por dois pontos [ : ] ou hífen [ - ]. Vejamos alguns
exemplos:
Exemplo 3: Apenas título
MÚSICA, COMPORTAMENTO SOCIAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS
Fonte: Ilari (2006)
Exemplo 4: Título e subtítulo
CONSUMO DE ÁGUA E ENERGIA EM CANTEIROS DE OBRA [TÍTULO]:
um estudo de caso do diagnóstico de ações visando à sustentabilidade [subtítulo]
Fonte: Marques, Gomes e Brandli (2017)
Perceba que no Exemplo 4 acima, o título demonstra ser mais completos
que o título do exemplo 3, ao passo que apresenta mais informações relevantes
sobre a pesquisa, tais como:
Tema e objeto de estudo: consumo de água e energia em canteiros de
obra;
Método: um estudo de caso;
Objetivo: diagnóstico de ações visando à sustentabilidade.
Por sua vez, o título do exemplo 3 (Música, comportamento social e relações
interpessoais) apesar de breve, permite que o leitor infira a área da pesquisa
(música) em relação com outros dois possíveis temas: a música e o
comportamento social ou a música e as relações interpessoais.
Atenção! Os títulos curtos podem carecer de informações relevantes, por
isso, evite títulos de sentido incompleto. Por exemplo:
Exemplo 5: Título de sentido incompleto
A QUESTÃO DA INFORMAÇÃO
Fonte: Barreto (1994)
Note que no exemplo acima é possível identificar que há um problema (a
questão) e o tema (a informação), mas que não é possível estabelecer qual a
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natureza do problema nem a proposta da pesquisa em torno da “informação”.
Assim, caberia trazer, para o título, qual a questão que é debatida no texto. Do
contrário, cabe ao leitor tentar imaginar possíveis problemas: a questão da
privacidade? A questão da difusão? A questão da comunicação da informação?
Tais perguntas, devido à falta de detalhamento da informação, carecem de
dados relevantes à busca da comunidade acadêmica, como a área, o objetivo, o
método e a proposta de estudo. Tópicos que poderiam ser inseridos, não
necessariamente todos, com a finalidade de facilitar o acesso ao estudo.
A apresentação do tema de forma genérica não é recomendada, pois o
assunto serve como um direcionamento geral do estudo, porém, cada tema pode
ser abordado de diferentes pontos de vista, a depender do campo e do objetivo
da pesquisa.
Então, a título de exemplificação, “a informação” assume finalidades distintas
no campo da ciência da informação ou da tecnologia da informação ou do
jornalismo. Enquanto o primeiro pode se concentrar na vertente interdisciplinar
da informação, o segundo poderá propor uma análise da informação a partir de
códigos de programação e o terceiro poderá se concentrar no aspecto de como
a informação é transmitida no âmbito da comunicação social.
Vejamos, abaixo, como cada tema apresenta uma nova face, diante de
diferentes áreas de conhecimento, a partir de títulos de trabalhos acadêmicos
publicados na comunidade científica:
Exemplo 6: O tema da informação no campo da ciência da informação
Ciência da informação: temática, histórias e fundamentos
Fonte: Freire (2006)
Exemplo 7: O tema da informação no campo da tecnologia da informação
O papel da tecnologia da informação (TI) na estratégia das organizações
Fonte: Laurindo et al., (2001)
Exemplo 8: O tema da informação no campo do jornalismo
Jornalista cidadão ou fonte de: informação estudo exploratório do papel do
público no
jornalismo participativo dos grandes portais brasileiros
Fonte: Corrêa e Madureira, (2010)
Nos exemplos 6, 7 e 8, tente identificar, através de seus títulos, quais
informações relevantes são apresentadas sobre a pesquisa, conforme
demonstrado no exemplo 4. Tais dados podem ser definidos a partir da própria
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estrutura base de um projeto de pesquisa, como: o tema, o objeto de estudo, o(s)
objetivo(s), o método ou a área de estudo, entre outras informações que
considere relevante incluir no título.
3.3 Introdução
3.3.1 Objeto da Pesquisa (Problema de Pesquisa)
Segundo Marconi e Lakatos (2021), o objeto da pesquisa pretende responder
à pergunta o quê e compreende o problema, a hipótese básica, as hipóteses
secundárias e as variáveis. As autoras pontuam que o problema tem como
finalidade esclarecer uma determinada dificuldade a qual a pesquisa atuará
como um elemento intermediário na resolução desse problema. A hipótese
básica é marcada pela individualização e especificação do tema, “[…] uma
dificuldade sentida, compreendida e definida. A principal resposta é denominada
hipótese básica, podendo ser complementada por outras, que recebem a
denominação de secundárias” (Marconi; Lakatos, 2021, p. 251).
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As hipóteses secundárias funcionam como afirmações que complementam a
hipótese básica. As variáveis, por fim, estão presentes no enunciado geral
(hipótese) e possuem valores, isto é, dotam a hipótese de especificações, à
medida que apresentam quantidades, qualidades, características entre outros
elementos que pormenorizam o objeto da pesquisa científica (Marconi; Lakatos.
2021).
3.3.2 Justificativa
Justificar a pesquisa científica ocorre ao passo que se há a necessidade de
apresentar a relevância do estudo para a comunidade científica, em sentido mais
estrito, e para a sociedade como um todo, numa perspectiva mais ampla. Única
seção do projeto de pesquisa que deve apresentar a resposta à pergunta por
quê? (Marconi; Lakatos, 2021).
Em outras palavras, antes de qualquer processo de escrita do texto, você
deve se questionar se o tema, o objeto e os objetivos são importantes para um
melhor entendimento da pergunta: por que o meu projeto de pesquisa é
importante? Quanto mais amadurecida embasada a resposta se apresentar,
vinculada a necessidades reais no campo do estudo acadêmico, o seu projeto
de pesquisa será melhor articulado tanto para defendê-lo sobre a importância da
pesquisa, quanto para solicitar futuros incentivos financeiros.
3.3.3 Objetivo Geral e Objetivos Específicos
Após a delimitação do tema, é hora de definir os objetivos da investigação.
Os objetivos dividem-se em dois tipos e compõem a estrutura base do projeto de
pesquisa, ou melhor, de qualquer tipo de projeto, ao passo que o planejamento
envolve, intrinsecamente, a intenção de atingir um dado propósito, isto é, possui
uma finalidade. Assim sendo, qualquer projeto de pesquisa deve conter,
obrigatoriamente, o objetivo geral e os objetivos específicos.
O objetivo geral assume uma perspectiva aberta em torno do tema delimitado
e funciona como uma síntese do que é detalhado nos objetivos específicos. Os
objetivos específicos clarificam ou materializam o objetivo geral em etapas mais
precisas. Para Marconi e Lakatos (2021, p. 252): “têm função intermediária e
instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicá-
lo a situações particulares”. Logo, com vistas a definir as diferentes a
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investigação científica, os objetivos específicos pretendem definir as fases do
trabalho, que têm como função esclarecer como o objetivo geral será alcançado,
e podem ser classificados em exploratórios, descritivos e explicativos.
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10. Nota-se que os verbos descritos nos objetivos específicos implicam em etapas ou exigências
que planejam ser cumpridas durante o processo da pesquisa em si. Por isso, ao contrário do
exemplo acima, recomenda-se um número reduzido de objetivos específicos a cumprir. Ao
passo que os objetivos específicos devam ser guiados pelo objetivo geral do projeto de
pesquisa.
Tanto nos objetivos gerais quanto nos específicos os verbos são escritos no
infinitivo que, por não possuírem um tempo determinado (isto é, não se situarem
nem no passado nem no presente nem no futuro), muito menos um modo de
expressão (não indicarem uma certeza, nem dúvida nem ordem), desvincula o
texto a um estado ou ação pormenorizados, ou seja, não explícitos ou
caracterizados. O infinitivo é a forma nominal encontrada nos dicionários
(marcada pelas terminações -ar, -er e -ir). Assim sendo, os objetivos são
direcionados a partir de verbos que descrevem o objetivo da pesquisa, tais como
conhecer, identificar, levantar, descobrir (exploratório); caracterizar, descrever,
traçar, determinar (descritivo); analisar, avaliar, verificar, explicar (explicativo)
entre outras formas verbais sinônimas (Instituto Federal da Bahia, 2017).
3.4 Referencial Teórico
Criar referências, fundamentos ou alicerces é essencial à iniciação de
qualquer tipo de projeto, seja no âmbito científico, seja nas projeções de
conquistas que desenvolvemos durante a nossa existência. No caso do projeto
de pesquisa não é diferente, de modo que a fundamentação teórica se compõe
das referências teóricas produzidas, anteriormente, a respeito do tema da
pesquisa científica. Nessa etapa, podem ser referenciadas tanto teorias que
coadunam com a sua proposta de investigação, ou seja, que dialogam com a
sua perspectiva de análise, quanto aquelas que apresentam pontos de
discordância aspectos centrais ou secundários do seu projeto de pesquisa.
Será, pois, a partir das convergências, isto é, por meio da percepção de
elementos em comum ou conflitantes com premissas e pressupostos teóricos
anteriores que a pesquisa científica conquista reconhecimento na comunidade
científica. Para tanto, a expressão bem fundamentada refere-se ao trabalho
científico que faz uma boa análise ou interpretação de teorias e de dados, por
meio de métodos e técnicas bem definidos, permitindo a segurança científica
necessária para a mudança de preceitos em torno de um dado tema.
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância
Assim, para alcançar o status de um bom trabalho acadêmico é preciso
que os primeiros passos estejam fundamentados, isto é, que o projeto de
pesquisa esteja consolidado no que se refere à revisão bibliográfica. Para tanto,
é imprescindível a busca de fontes documentais e bibliográficas, a averiguação
de termos e suas definições já existentes, passíveis ou não de crítica ou análise.
3.4.1 Fichamento
O fichamento é um recurso essencial para otimizar o processo de busca de
fontes da investigação científica, face à necessidade que todo pesquisador tem
de realizar uma compilação de referências com textos sobre o tema a ser
pesquisado. O fichamento não apenas reúne ou resume partes relevantes de um
dado pensamento ou conceito, por exemplo, por meio de citações, como também
pode vir acompanhado de anotações críticas que potencializam o processo de
pesquisa e escrita do texto científico. A partir de anotações críticas ou seleção
de citações diretas e indiretas, os assuntos ficam melhor ordenados, facilitando,
assim, a busca por informações específicas, mesmo quando há uma grande
quantidade de obras fichadas.
Derivado da palavra ficha, o fichamento corresponde ao ato de selecionar e
ordenar ideias e conceitos por meio de fichas, com transcrição de dados, de
forma objetiva e clara, que contribui para a organização das fontes mais
relevantes para a investigação científica. Assim, veremos a seguir, alguns tipos
de fichamentos que podem otimizar o seu processo de escrita do projeto de
pesquisa. Nesse sentido, Marconi e Lakatos (2021) explicam que as fichas são
compostas de três partes principais: o cabeçalho, a referência bibliográfica e o
corpo do texto propriamente dito, isto é, as citações, comentários e análise.
Dentre os tipos de ficha citados pelas autoras, estão: a ficha bibliográfica, de
citações, de resumo ou de conteúdo, de esboço e, por fim, da de comentário ou
analítica.
31
NEAD – Núcleo de Educação a Distância
[Link] Tipos de fichamento
Marconi e Lakatos (2021) organizam os tipos de fichas em: A ficha
bibliográfica pode ser feita a partir de uma obra inteira ou parte dela, podendo
pontuar diferentes aspectos, tais como: o campo do saber; os problemas mais
relevantes; as conclusões ou contribuições mais relevantes; as fontes de dados,
ou seja, fontes primárias e secundárias trazidas pelo autor; os métodos e
procedimento; a modalidade de pesquisa; e os recursos textuais empregados no
texto.
A ficha de citações deve se valer da reprodução integral dos fragmentos
considerados relevantes à investigação científica. Devendo-se informar dados
relevantes à citação de qualquer texto, como: autoria, ano, página e indicação
de partes que foram suprimidas. A ficha de resumo ou de conteúdo deve realizar
uma síntese das ideias relevantes coletadas no texto ou resumo dos principais
pontos tratados na obra. Similar à ficha de resumo ou conteúdo, porém mais
detalhada, extensa e com necessidade de indicação das páginas citadas, a ficha
de esboço pretende apontar as ideias principais de um autor, seja do todo ou
parte da obra estudada.
Por fim, as autoras definem a ficha de comentário ou analítica a partir da “[…]
explicitação ou interpretação crítica pessoal das ideias expressas pelo autor, ao
longo de seu trabalho ou parte dele” (Marconi; Lakatos, 2021, p. 66). Na qual é
possível encontrar informações como: comentários sobre a metodologia
empregada pelo autor para desenvolver o trabalho; a análise crítica do conteúdo;
o clareamento de alguma parte incompreensível do texto; a comparação da obra
fichada com outras similares; e a importância da obra para a pesquisa científica.
Confira todos os detalhes de composição e orientações, bem como exemplos de fichas para
formatar e realizar fichamentos para a sua pesquisa bibliográfica no capítulo 2 “Pesquisa
bibliográfica e resumos” da conceituada obra “Fundamentos de Metodologia Científica” de
Marconi e Lakatos (2021). Disponível em: [Link] Acesso em: 04 jan. 2021.
3.5 Metodologia
Na primeira unidade vimos a definição de ciência e conhecemos os principais
tipos de conhecimento: popular, filosófico, religioso e científico. No conhecimento
32
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científico, a pesquisa deve ser direcionada a partir de uma metodologia, que
deve responder a perguntas básicas, são elas: Como? Com o quê? Onde?
Quanto? (Marconi; Lakatos, 2021). Esses questionamentos ajudam a orientar e
definir os pontos de interesse da pesquisa. Para atingir tais objetivos, por sua
vez, é preciso optar por métodos que conduzam o processo de pesquisa para a
resolução dos problemas levantados a respeito do tema.
Logo, o método corresponde à forma, isto é, a partir de qual estrutura
situaremos a busca científica. Nessa perspectiva, Marconi e Lakatos (2021)
trazem alguns conceitos que visam formular uma metodologia da pesquisa
científica. O primeiro corresponde ao método, que se divide em método de
abordagem e de procedimento. Além do método, as autoras pontuam as técnicas
de análise (que se organiza e observação direta intensiva e extensiva), a
delimitação do universo e o tipo de amostragem.
O método de abordagem se configura pela abrangência e pela abstração de
nível mais elevado no tratamento do problema, seja da natureza ou da
sociedade, e compreende os métodos: indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo e
dialético. O segundo método trazido por Marconi e Lakatos é denominado de
procedimento e se caracteriza por dar mais materialidade à pesquisa, à medida
que exige um posicionamento mais concreto ao objeto de análise e se limita ao
domínio particular. Assim, ambas pontuam que os métodos de procedimentos
são classificados em: histórico, comparativo, monográfico (ou estudo de caso),
estatístico, tipológico, funcionalista e estruturalista (Marconi; Lakatos, 2021).
As técnicas, por sua vez, se valem de preceitos e processos úteis ao
conhecimento científico e tem relação com a prática de coleta de dados, ao
passo que divide-se em: documentação indireta, que foca na pesquisa
documental e a bibliográfica, e a documentação direta, que, segundo as autoras,
compreende dois tipos de observação: a observação direta intensiva
(caracterizada pela observação do fenômeno em si – com vistas a obter, por
meio dos sentidos, a apreensão de determinados aspectos da realidade – e a
entrevista) e a observação direta extensiva (composto pelas técnicas de
aplicação de um questionário ou formulário, bem como realização de medidas
de opinião e de atitudes, testes, sociometria, análise de conteúdo, história de
vida e pesquisa de mercado).
Também figura na metodologia a delimitação do universo (ou descrição da
33
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população) a ser objeto de estudo. De maneira que se entende como universo
ou população um “[…] conjunto de seres animados ou inanimados que
apresentam pelo menos uma característica em comum” (Marconi; Lakatos, 2021,
p. 256). Por fim, no caso de pesquisas que não abrangem o universo como um
todo, ou seja, cabendo a investigação de uma parte, deve-se definir o tipo de
amostragem. Nesse caso, a amostra a ser analisada deve ser representativa,
servindo como uma simulação aproximada do todo.
Vejamos um exemplo, a seguir, de como apresentar o método da
pesquisa:
O modelo teórico-metodológico adotado nesta pesquisa foi de
abordagem qualitativa, de caráter descritivo com delineamento de
estudo de caso múltiplo, que se caracteriza pelo interesse em casos
individuais (Stake, 2000). Tendo em vista a heterogeneidade do
transtorno, o modelo qualitativo com delineamento de estudo de caso
múltiplo torna-se uma ferramenta de análise aprofundada que
corresponde aos objetivos desta pesquisa (HARTWIG; CANAL, 2020,
p. 250).
3.6 Cronograma de execução
Estabelecer um cronograma é necessário para que o tempo de execução
seja definido e, assim, cada etapa da investigação esteja associada a um período
de concretização. Essas fases que respondem ao quando? A pesquisa será
elaborada são projetadas sequencialmente (Marconi; Lakatos, 2021). Por
exemplo, a análise de dados só pode ser realizada após a coleta das
informações necessárias à pesquisa. Contudo, algumas etapas podem ser
executadas simultaneamente, como a busca de fontes e a realização de
entrevistas, por exemplo, podem ser feitas ao mesmo tempo, sem que um
processo interfira negativamente nos outros. Veja o exemplo de cronograma a
seguir.
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Figura 1 – Exemplo de cronograma
Fonte: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2003, p. 13)
3.7 Referências
Referem-se a todo e qualquer conteúdo que embasou ou foram citadas no
texto, seja livros impressos ou virtuais, artigos, revistas, notícias, vídeos, áudios,
imagens, entre tantos outros materiais que compuseram o seu processo de
investigação e formulação do seu projeto de pesquisa.
3.8 Apêndice
Os apêndices são tabelas, quadros, gráfico, todo tipo de imagem ou
instrumentos de pesquisa que foram produzidos ou citados e que contribuíram
para a composição crítica, teórica ou ilustrativa do projeto de pesquisa.
3.9 Anexos
Compreende os arquivos garimpados durante a fase da pesquisa documental
e bibliográfica e limita-se aos documentos essenciais que servem para
esclarecer melhor o estudo, mas que não puderam integrar o corpo principal do
projeto de pesquisa.
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4. FORMATAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA
Segundo a NBR 15287 (ABNT, 2011), a estrutura do projeto de pesquisa
está dividida em elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.
Quadro 3 – Estrutura do Projeto de Pesquisa
PARTE EXTERNA
Capa (opcional)
Lombada (opcional)
PARTE INTERNA
Elementos Pré-textuais Elementos Textuais Elementos Pós-Textuais
Folha de rosto (obrigatório) Introdução (obrigatório) Referências (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional) Referencial Teórico Glossário (opcional)
Lista de tabelas (opcional) (obrigatório) Apêndice (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas Metodologia (obrigatório) Anexo (opcional)
(opcional) Cronograma (obrigatório) Índice (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
A NBR 15287 (ABNT, 2011), também estabelece critérios para a
apresentação de cada parte da estrutura do projeto de pesquisa.
4.1 Parte externa
Capa: deve conter nome da instituição para a qual deve ser submetido,
quando solicitado, nome dos autores, título do trabalho, subtítulo, se houver,
deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a sua subordinação ao título;
número do volume: se houver mais de um, deve constar em cada capa a
especificação do respectivo volume; local (cidade) da entidade onde deve ser
apresentado; e ano de depósito (entrega), dispostos nessa ordem.
Lombada: conforme a NBR 12225 (2004), “é um elemento opcional que
reúne as margens internas ou dobras das folhas, sejam elas costuradas,
grampeadas, coladas ou mantidas juntas de outra maneira; também chamada
de dorso”. Ela deve conter os seguintes elementos: nome(s) do(s) autor(es),
quando houver; título; elementos alfanuméricos de identificação de volume,
fascículo e data, se houver; e logomarca da editora.
4.2 Parte interna: elementos pré-textuais
Folha de Rosto: elemento obrigatório que deve apresentar as informações
na seguinte ordem: nome(s) do(s) autor(es); título do trabalho; subtítulo, se
houver; número do volume, se houver mais de um, deve constar em cada folha
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância
de rosto a especificação do respectivo volume; tipo de projeto de pesquisa e
nome da entidade a que deve ser submetido; nome do orientador, coorientador
ou coordenador, se houver; local (cidade) da entidade onde deve ser
apresentado; ano de depósito (da entrega).
Lista de ilustrações: elemento opcional. Elaborada de acordo com a ordem
apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico,
travessão, título e respectivo número da folha ou página (ABNT NBR 15287,
2011).
Exemplo: Quadro 1 – Valores aceitáveis de erro técnico de medição relativo para
antropometrias iniciantes e experientes no Estado de São Paulo
Lista de tabelas: elemento opcional. Elaborada de acordo com a ordem
apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico,
acompanhado do respectivo número da folha ou página. (ABNT NBR 15287,
2011). Exemplo:
Tabela 1 – Perfil socioeconômico da população entrevistada, no período de julho
de 2009 a abril de 2010
Lista de abreviaturas e siglas: elemento opcional. Consiste na relação
alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou
expressões correspondentes grafadas por extenso. Recomenda-se a elaboração
de lista própria para cada tipo (ABNT NBR 15287, 2011). Exemplo:
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas
Fil. Filosofia
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial
Lista de símbolos: elemento opcional. Elaborado de acordo com a ordem
apresentada no texto, com o devido significado. (ABNT NBR 15287, 2011).
Exemplo:
𝑑ab Distância euclidiana
𝑂(𝑛) Ordem de um algoritmo
Sumário: elemento obrigatório. Enumeração dos capítulos, seções e
outras partes do trabalho, seguido de sua localização dentro do texto. Deve ser
37
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empregada a numeração progressiva, limitada até a seção quinária (NBR
6024/2012).
4.3 Parte interna: elementos textuais
Uma introdução com enunciado geral, claro e simples sobre o tema do
trabalho, incluindo informações sobre a natureza e a importância do problema;
a(s) hipótese(s), quando couber(em), os objetivos e a finalidade do trabalho, bem
como a justificativa referindo-se aos tópicos principais do texto dando o roteiro
ou a ordem de exposição.
Referencial teórico que se constitui pela explanação sobre os estudos
realizados por outros autores do tema da pesquisa, no qual se deve fazer
referência a trabalhos anteriormente publicados. Deve limitar-se às contribuições
mais importantes, situando a evolução do assunto; e; nas referências, deve
constar o nome de todos os autores mencionados no texto e em notas.
A metodologia, seção em que se descreve a metodologia adotada para o
desenvolvimento do trabalho. A descrição deve ser breve, porém completa e
clara, das técnicas e processos empregados, tais como: população e amostra,
instrumentos de pesquisa (testes, medidas, observações, escalas,
questionários, etc.) informações sobre como, quando, onde e por quem foram
aplicados os instrumentos de medida, ou seja, a coleta dos dados e a análise
deles. Caso a pesquisa seja experimental, deve-se indicar o delineamento
experimental ou as informações referentes ao estudo de caso.
E o cronograma necessário à execução do projeto de pesquisa.
4.4 Parte interna: elementos pós-textuais
Referências: “Referência é um conjunto de elementos que permite a
identificação de publicações, no todo ou em parte” (França; Vasconcellos, 2013,
p. 152). Podem ser ordenadas pelo sistema alfabético (ordem alfabética de seus
elementos) ou pelo sistema numérico (ordem numérica crescente, obedecendo
à ordem de citação no texto); no entanto, o Centro Universitário Única – UniÚnica
adota o sistema alfabético. As referências devem ser apresentadas em espaço
simples, alinhadas à margem esquerda do texto e separadas entre si por uma
linha em branco de espaço simples (ABNT NBR 6023, 2018).
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Glossário: relação de palavras técnicas de uso restrito ou de sentido pouco
conhecido, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições.
Elemento opcional.
Apêndice: elemento opcional. Deve ser precedido da palavra APÊNDICE,
identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo respectivo
título. Utilizam-se letras maiúsculas dobradas, na identificação dos apêndices,
quando esgotadas as letras do alfabeto (ABNT NBR 15287, 2011). Exemplo:
APÊNDICE A – Avaliação do rendimento escolar de alunos da Escola Nossa
Senhora das Graças
Anexo: elemento opcional. Deve ser precedido da palavra ANEXO,
identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo respectivo
título. Utilizam-se letras maiúsculas dobradas, na identificação dos anexos,
quando esgotadas as letras do alfabeto. (ABNT NBR 15287, 2011). Exemplo:
ANEXO A – Representação gráfica de contagem de células inflamatórias
presentes nas caudas em regeneração - Grupo de controle II (Temperatura...)
Índice: elemento opcional. Lista detalhada de assuntos, nomes de pessoas,
lugares e outros com a indicação de sua localização no texto. Deve ser elaborado
conforme ABNT NBR 6034.
5. REGRAS GERAIS
O projeto de pesquisa deverá ser realizado em papel branco, em formato A4
(21,0 cm x 29,7 cm), na cor preta para o texto e podendo utilizar outras cores
apenas para as ilustrações, digitados no anverso (frente) e verso da folha, sendo
que os elementos pré-textuais devem iniciar no anverso da folha e os elementos
textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas. Vale
destacar que, havendo exigência de capa dura e lombada, os trabalhos finais
deverão ser impressos somente no anverso (frente) da folha. Além disso,
recomenda-se o uso da fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12 (inclusive
os títulos e subtítulos) e tamanho menor e uniforme para citações diretas com
mais de três linhas (citações diretas longas), para as notas de rodapé, a
paginação, as legendas das ilustrações e as tabelas. As margens devem ser:
para o anverso, esquerda e superior de 3 cm e direita e inferior de 2 cm; para o
verso, direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm.
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Espaçamento: o espaçamento do texto deve ser de 1,5 cm entrelinhas, no
entanto, as citações longas, notas de rodapé, legendas e títulos de ilustrações,
referências e resumos devem ser digitados em espaço simples (1 cm). Na folha
de rosto, o tipo de projeto de pesquisa e o nome da entidade a que é submetido
devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita. Os
parágrafos com alinhamento justificado, deslocando a primeira linha de cada
parágrafo em 1,5 cm da margem esquerda.
Notas de rodapé: as notas devem ser digitadas dentro das margens,
separadas do texto por um espaço simples e por filete de 5 cm, a partir da
margem esquerda.
Indicativos de seção: o indicativo numérico, em algarismo arábico, de uma
seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de
caractere. Os títulos das seções primárias devem iniciar em folha distinta e
somente devem iniciar em folha anversa (frente). Da mesma forma, os títulos
das subseções devem ser separados do texto que os precede e que os sucede
por um espaço entre as linhas de 1,5. Títulos que ocupem mais de uma linha
devem ser, a partir da segunda linha, alinhados abaixo da primeira letra da
primeira palavra do título.
1 SEÇÃO PRIMÁRIA (CAIXA ALTA, NEGRITO, TAMANHO 12)
1.1 Seção secundária (Caixa baixa, negrito, tamanho 12)
1.1.1 Seção terciária (Caixa baixa, itálico, negrito, tamanho 12)
[Link] Seção quaternária (Caixa baixa, negrito, tamanho 12)
[Link].1 Seção quinaria (caixa baixa, sem negrito, tamanho 12
Atenção aos títulos sem indicativo numérico como: errata, lista de
ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, sumário, referências,
glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice(s). Esses títulos sempre devem ser
centralizados.
Paginação: as páginas pré-textuais devem ser incluídas na contagem
total, mas não precisam ser numeradas. Em trabalhos digitados ou apenas no
lado frontal, todas as páginas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas em
sequência, considerando somente o lado frontal. A numeração deve aparecer a
partir da primeira página da parte textual, utilizando algarismos arábicos,
posicionados no canto superior direito da página, a 2 cm da borda superior, com
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o último algarismo a 2 cm da borda direita. Quando o trabalho for digitado ou
datilografado em frente e verso, a numeração deve ser colocada no lado frontal,
no canto superior direito, e no verso, no canto superior esquerdo. Se o trabalho
for composto de mais de um volume, a sequência de numeração das páginas
deve ser contínua, desde o primeiro até o último volume. Caso haja apêndices
ou anexos, suas páginas devem ser numeradas de forma contínua, integrando-
se à paginação do trabalho principal.
Tabela: devem ser citadas no texto, inseridas o mais próximo possível do
trecho a que se referem e padronizadas conforme o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) (ABNT NBR 15287, 2011). Exemplo:
TABELA 1 - População de acordo com o banco de dados do Sistema Único de Saúde
Local População Total População SUS
Coronel Fabriciano 101.511 8.199
Timóteo 76.820 31.176
Ipatinga 225.642 94.283
Fonte: DATASUS – Ministério da Saúde, 2004.
Ilustração: independentemente do tipo de ilustração, sua identificação
deve ser colocada na parte superior, precedida do termo correspondente (como
desenho, esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta,
quadro, retrato, figura, imagem, entre outros), seguida pelo número de ordem em
que aparece no texto, em algarismos arábicos, acompanhada de um travessão
e o título correspondente. Abaixo da ilustração, na parte inferior, deve-se indicar
a fonte consultada (requisito obrigatório, mesmo que seja de autoria própria),
além de legenda, notas e outras informações relevantes para a compreensão (se
houver). A ilustração deve ser mencionada no texto e inserida o mais próximo
possível do trecho ao qual se refere.
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FIGURA 1 – Evolução da densidade demográfica
Fonte: IBGE, Atlas Geográfico Escolar, 7° Edição (2016), pág. 114.
Equações e fórmulas: para melhorar a leitura, os elementos devem ser
destacados no texto e, se necessário, numerados com algarismos arábicos entre
parênteses, alinhados à direita. Na sequência normal do texto, é permitido o uso
de um espaçamento maior entre linhas para acomodar seus elementos, como
expoentes e índices, entre outros.
𝐴 = 𝜋𝑟 2
−𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐
𝑥=
2𝑎
Citações: é a menção, no texto, de uma informação extraída de outra
fonte. A função da citação é esclarecer, comparar ou confirmar pontos de vistas
semelhantes ou divergentes sobre o assunto em questão. Devem ser
apresentadas conforme a ABNT NBR 10520.
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REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023:
informação de documentação: referência: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT,
2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6024:
numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação.
Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6028:
informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT,
2021.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6034:
informação e documentação: índice: apresentação. 2. ed. Rio de Janeiro:
ABNT, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724:
Informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de
Janeiro, 2011.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15287:
Informação e documentação: projeto de pesquisa: apresentação. Rio de
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