Eurico Martins
Jorge Timóteo Sassoa
Linda Julião
Alunos com NEE (Motriz)
(Licenciatura em Ensino de Geografia com Habilitações em Turismo)
Universidade Rovuma
ISDRB- Niassa
2025
9º Grupo
Eurico Martins
Jorge Timóteo Sassoa
Linda Julião
Alunos com NEE (Motriz)
Trabalho de carácter avaliativo a ser
apresentado na cadeira de Necessidades
Educativas Especiais o curso de Ensino á
Geografia com Habilidade de Turismo, sob
comando do docente: Edgar Natalcio
Manuel.
Universidade Rovuma
ISDRB- Niassa
2025
Índice
1. Introdução .......................................................................................................................................... 3
2. Necessidades Educativas Especiais Motrizes .................................................................................... 4
2.1. A criança com deficiência motora ................................................................................................. 5
2.2. Criança com deficiência motora e a escola .................................................................................... 5
2.3. Causas principais da deficiência motora ........................................................................................ 6
2.4. Deficiências motoras de origem cerebral ....................................................................................... 6
3. Classificação ...................................................................................................................................... 7
3.4. Sinais de alerta ............................................................................................................................... 8
4. Tipos de problemas Motores ............................................................................................................. 8
5. Particularidades destes alunos ......................................................................................................... 11
Inclusão de alunos com NEE Motriz ...................................................................................................... 14
7. Estratégias dos alunos com NEE Motriz ......................................................................................... 15
8. Conclusão ........................................................................................................................................ 17
9. Referências bibliográficas ............................................................................................................... 18
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1. Introdução
O presente trabalho tem como alunos com NEE Motriz, partindo dos princípios educacionais em
relação ao trabalho que e abordado, segundo a perspectiva de diversos autores, com o objectivo de
explicar aquilo são as necessidades educativas especiais motrizes. A necessidade educativa especial
motriz aborda um todo desuso ou disfunção motora adquirido assim como cognitivo. Tal anomalia cria
dificuldades no movimento normal de um indivíduo. E também destacado no desenrolar do trabalho a
criança e a sua relação com a escola, as causas principais consequentes as perdas parciais ou completas
das funções físicas ou mesmo cognitivos. De uma forma sintética, um individuo com deficiência
motora parte de fases mais simples as mais complexas, partindo da deficiência motora temporária ou
mesmo definitiva. As paralisias podem resultar das lesões cerebrais ou de lesões de medula. As suas
causas são variáveis e podem ser congénitas (que já nascem com a pessoa) ou adquiridas. Na maioria
dos casos, a inteligência fica preservada na escola inclusiva. O trabalho tem como objectivo geral que é
compreender os alunos com NEE Motrix, através desse objectivo foi possível identificar os objectivos
específicos que são identificar as causas, os sinais de alerta, analisar as particularidades dos alunos e
descrever a educação destes alunos na escola inclusiva, então, através desses objectivos para a melhor
elaboração do trabalho recorreu-se ao uso do método bibliográfico que consistiu na recolha das
informações que dizem respeito a este tema acima supracitado em livros electrónicos. portanto, foi
possível proceder a estrutura do trabalho.
4
2. Necessidades Educativas Especiais Motrizes
Segundo Santos (2010) as necessidades educativas especiais motrizes são um dos diferentes
tipos de necessidades educativas especiais que afectam as capacidades físicas dos alunos;
alteradas por qualquer problema de origem orgânica ou ambiental provocando incapacidades de
mobilidade. Deficiência motora é qualquer défice ou anomalia que tenha como consequência
uma dificuldade, alterações e ou não existência de um determinado movimento considerado
normal no ser humano (p. 13).
No ponto de vista do grupo, as necessidades educativas especiais motoras referem-se aos alunos que
apresentam dificuldades em habilidades motoras, como coordenação e mobilidade. É fundamental
adaptar o ambiente escolar e as metodologias de ensino para garantir a inclusão e o desenvolvimento
dessas crianças, promovendo actividades que estimulem suas capacidades e respeitem seu ritmo.
Para Mazzotta (1999), deficiência motora é uma disfunção física ou motora a qual poderá ser de
carácter cógnito ou adquirido. Desta forma esta disfunção ira afectar o indivíduo no que diz respeito a
mobilidade (p. 5).
Na perspectiva do grupo, a deficiência motora é entendida como uma disfunção física que interfere no
movimento do corpo. Essa condição pode ter origem o nascimento ou ser adquirida ao longo da vida,
por exemplo, em decorrência de um acidente ou doença.
A deficiência motora e a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos de
corpo humano acarretando no comprometimento de função física, apresentando se sob a
forma de paraplégica - perda total das funções motoras dos membros inferiores,
monoparesia, tetraplégica, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação
ausência do membro, paralisia cerebral - lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso
central, tendo como consequência alterações psicomotoras, podendo ou não causar
deficiência mental, nanismo, membros com deformidade congénita ou adquirida,
excepto as deformidades estéticas, e as que não produzam dificuldades para o
desempenho de funções (Idem).
Sob ponto de vista do grupo, a deficiência motora pode manifestar-se de diferentes formas, como
paralisias (paraplegia, tetraplegia, hemiplexia), a amputações deformidades ou ausências de membros.
Geralmente é causada por lesões no sistema nervoso central ou por condições congénitas ou adquiridas,
podendo ou não estar associada a outras alterações psicomotoras.
5
Na visão Santos (2010) “considera se deficiência motora qualquer défice ou anomalia que tenha como
consequência uma dificuldade, alteração e/ não existência de um determinado movimento considerado
normal no ser humano” (p. 21).
Para o grupo, a deficiência motora é entendida como qualquer defeito ou anomalia que cause uma
dificuldade de realizar um movimento considerado normal em ser humano. Ou seja, sempre que há
uma alteração que impede ou dificulta o corpo de se mover da forma esperada, essa condição é
considera como uma deficiência motora.
2.1. A criança com deficiência motora
De acordo com Mantonvan e Egler (1997) as crianças com deficiência motora apresentam
limitações ao nível dos estímulos afectivos e sensório motor. Estes aspectos conduzem, opor sua
vez, a limitações na aquisição de competências de desenvolvimento. As crianças com deficiência
ficam impedidas de explorar o meio que as rodeia, facto que ira afectar e condicionar as suas
capacidades cognitivas e de personalidade (p. 7).
Na nossa visão, essas limitações por sua vez resulta dificuldade na aquisição de competências de
desenvolvimento. A criança fica impedida de explorar o ambiente ao seu redor, o que afecta e
condiciona as suas capacidades cognitivas e de personalidade.
2.2. Criança com deficiência motora e a escola
Promover a independência do aluno mas tendo sempre presente as suas limitações e
necessidades;
Procurar soluções específicas adequadas a cada caso; -dialogar com a criança tendo em atenção
o seu campo de visão (pode ser incomodo estar sempre com a cabeça levantada);
Deslocar a cadeira de rodas com prudência para não magoarmos outras pessoas;
Promover a entreajuda entre todos (pais, professores, auxiliares);
Esclarecer e informar se acerca do problema do aluno;
Mantonvan e Egler (1997) “acredita se que na formação inicial de professores deve obrigatoriamente
serem inclusas nos currículos oficiais das universidades, disciplinas que discutem aspectos específicos,
sociais e educacionais que permeiam as deficiências bem como estágios em instituições que oferecem
trabalhos direccionados para as educacionais dos seus alunos” (p. 36).
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A citação enfatiza a importância da inclusão das disciplinas e estagio em instituições que abordem
aspectos sócias e educacionais relacionados a deficiências na formação inicial de professores
2.3. Causas principais da deficiência motora
De acordo com Mantonvan e Egler (1997) as causas da deficiência física, aos jovens ou adultos, podem
resultar de um acidente vascular cerebral (derrame), traumatismo craniano, lesão medular ou de
amputação. Sendo que a violência hurbana, que tem sido tão focalizada pela média, como acidentes no
trânsito ou de trabalho, esta se tornando a principal causa da deficiência física (p. 53).
Dirigindo com os argumentos do auto, o grupo salienta que as causas incluem acidentes vasculares
cerebrais, traumatismos cranianos, lesões medulares, amputações e cada vez mais, violência urbana
(acidente de transito e de trabalho).
[Link]ências motoras de origem cerebral
Na visão de Mantonvan e Egler (1997) a paralisia cerebral pode dar origem a diferentes situações
clínicas que trazem sempre muitas dificuldades para pessoa. Trata se de uma alteração do movimento e
da postura, que aparece no primeiro ano de vida, devido a uma lesão progressiva do cérebro (p. 87).
Para o grupo a deficiência motora de origem cerebral causa movimento e na postura, geralmente
aparecendo no primeiro ano de vida.
Sabe se que grande parte das lesões cerebrais no período pré-natal aparece entre os 5 aos 7
meses de vida intra-uterina. No entanto, ainda não existe um conhecimento claro das suas
causas. Parece ser evidentes certas infecções como a rubéola pode provocar ou favorecer o
aparecimento de alterações circulatórios e de lesões vasculares, a lesões cerebrais perinatais que
podem dar origem a paralisia cerebrais são aquelas que resultam de falta de oxigénio no cérebro
e de hemorragias cerebrais (Idem).
No nosso de vista, a causa exacta das lesões cerebrais pré natais que lavam a paralisia cerebral não é
totalmente compreendida, mas infecções como a rubéola não apontadas como factores que podem
contribuir ou agravar o aparecimento de alterações circulatórias e lesões vasculares no cérebro, levando
as lesões cerebrais perinatais.
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3. Classificação
3.1. Deficiências motoras temporárias
Para Santos (2010) as mais frequentes são aquelas que resultam de traumatismos, especialmente
os cranianos. São especialmente frequentes durante a infância e a adolescência. Na infância são
sobretudo consequência de acidentes ocorridos nos períodos do recreio na escola e no trajecto
casa – escola. Na adolescência tem como causas principais a prática de desportos violentos e a
utilização de veículos de duas rodas. As consequências são normalmente muito graves. Apesar
do traumatismo poder não dar origem a qualquer paralisia, o indivíduo pode apresentar gesto e
expressão verbal lento e descoordenados. Acontecem muitas vezes perdas de memória e
alterações no comportamento (p. 80).
Aliando com santos (2010), o grupo diz que essas deficiências são frequentes causadas por
traumatismo, especialmente craniano, sendo mais comuns na infância e na adolescência. Na infância,
acidentes durante o recreio ou no trajecto para a escola são principais causas enquanto as adolescências
a prática de exportes violentes e uso de veículo de duas rodas.
[Link]ências motoras definitivas
Como por exemplo de deficiências motoras definitivas podem salientar, as paralisias. As
paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou de lesões de medula. As suas causas são
variáveis e podem ser congénitas (que já nascem com a pessoa) ou adquiridas, por exemplo,
através de traumatismo. Na maioria dos casos, a inteligência fica preservada. na escola inclusiva
com deficiências motoras (Mantonvan e Egler, 1995, p. 97).
Para o grupo, as deficiências motoras definitivas, exemplificando com paralisias que podem ser
congénitas ou adquiridas, sem esquecendo as causas de deficiências motoras incluindo factores
congénitos e adquiridos.
3.3. Causas das deficiências motoras
Na perspectiva de (Santos 2010) as pessoas com deficiência motora podem apresentar
dificuldades ou ausência de movimentos. Essas dificuldades podem ser causadas por distúrbios
físicos de ordem motora e distúrbios funcionais, como a poliomielite, as deformações, inclusive
a ausência de algum membro (amputação). As paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou
de lesões da medula. As causas são variáveis e podem ser cognitivas já que algumas nascem
com a pessoa e outras adquiridas (p. 71).
8
Na nossa visão, as dificuldades podem ser causadas por distúrbios físicos de orem motora e distúrbio
funcionais. São fornecidos exemplos como a poliomielite, de formações de ausência de um membro
(amputação).
3.4. Sinais de alerta
De acordo com Domingos (2013) os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE),
especialmente aqueles com dificuldades motoras, podem apresentar sinais de alerta que indicam
a necessidade de intervenção e suporte. É importante estar atento a esses sinais, pois eles podem
impactar o aprendizado e o desenvolvimento social da criança. Os sinais de alerta que podem
ser observados: Dificuldade em realizar actividades motoras finas, como escrever, recortar ou
manipular objectos pequenos. Essas dificuldades podem se manifestar em uma escrita ilegível
ou na incapacidade de realizar tarefas que exigem coordenação manual (p. 23).
Para o grupo, os sinais são caracterizados em dificuldades de coordenação motora fina e grossa, e
outros sinais relacionados ao desenvolvimento motora. A coordenação fina é a dificuldade em realizar
actividade motoras finas que se manifestam em tarefas que exigem precisão e controle muscular
delicado, enquanto as grossas, as dificuldades na coordenação motora se manifestam em actividades
que requerem um uso de grandes grupos muscular e maior amplitude de movimento.
4. Tipos de problemas Motores
Na visão de Santos (2010, p. 109) os problemas motores incluem:
Paralisia cerebral: a paralisia cerebral é um grupo de desordens que afectam a capacidade de uma
pessoa de se mover e manter o equilíbrio e a postura. É causada por danos ao cérebro em
desenvolvimento, geralmente ocorrendo durante a gestação, no parto ou logo após o nascimento. Os
sintomas podem variar bastante de uma pessoa para outra, mas geralmente incluem dificuldades
motoras, que podem se manifestar de diferentes formas. Existem várias classificações da paralisia
cerebral, sendo as mais comuns a diplegia, hemiplegia e quadriplegia. Na diplegia, por exemplo, a parte
inferior do corpo é mais afectada do que a parte superior. A hemiplegia envolve a paralisia de um lado
do corpo, enquanto a quadriplegia afecta todas as extremidades. Além das dificuldades motoras,
pessoas com paralisia cerebral podem enfrentar outros desafios, como problemas de fala, dificuldades
de aprendizado e questões relacionadas à visão e audição.
9
Para Mantonvan e Egler (1997) a gravidade desses sintomas pode variar amplamente,
algumas pessoas podem ter mobilidade limitada e precisar de dispositivos de assistência,
enquanto outras podem ter habilidades motoras relativamente normais. O tratamento da
paralisia cerebral é multidisciplinar e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional,
fonoaudiologia e intervenção medicamentosa para controlar espasmos e outras
condições associadas. A intervenção precoce é fundamental para maximizar o potencial
de desenvolvimento da criança. É importante lembrar que cada pessoa com paralisia
cerebral é única e pode ter um conjunto diferente de habilidades e desafios. Com o apoio
adequado, muitas pessoas com essa condição levam vidas plenas e significativas (p. 89).
Na nossa perspectiva, a paralisar cerebral é distúrbio neurológico que afecta o movimento e a postura.
A gravidade da paralisia cerebral vária amplamente desde mobilidade limitada e necessidades de
dispositivo de assistência até habilidades motoras relativamente normais. Além dos problemas motoras
a paralisia pode causar outros desafios como dificuldades de fala, problemas de aprendizados,
dificuldades visuais e auditivas.
Espinha bífida: a espinha bífida é um defeito congénito que ocorre durante o desenvolvimento
da coluna vertebral e da medula espinhal. Ela se caracteriza pela falha no fechamento do tubo
neural, que é a estrutura que dá origem ao sistema nervoso central. Essa condição pode resultar
em danos na medula espinhal e nos nervos que se ramificam dela, levando a uma variedade de
problemas motores e sensoriais. Existem diferentes tipos de espinha bífida, sendo os mais
comuns a espinha bífida oculta e a espinha bífida aberta.
Na espinha bífida oculta, as vértebras não se fecham completamente, mas a medula espinhal e os
nervos permanecem intactos. Muitas vezes, essa forma é assintomática e pode passar despercebida ao
longo da vida.
Por outro lado, a espinha bífida aberta é mais grave. Neste caso, a medula espinhal e as meninges (as
membranas que envolvem o cérebro e a medula) podem estar expostas, resultando em danos significativos
ao sistema nervoso. Essa forma pode causar paralisia parcial ou total nas pernas, problemas de controle da
bexiga e intestinos, além de dificuldades cognitivas em alguns casos. Os sintomas da espinha bífida podem
variar dependendo da gravidade da condição e da localização do defeito na coluna vertebral. Os problemas
motores podem incluir fraqueza nas pernas, dificuldade para caminhar e perda de sensação em áreas
afectadas. Além disso, pode haver complicações associadas, como hidrocefalia (acúmulo de líquido no
cérebro) e problemas ortopédicos (Santos (2010, p. 123).
10
No ponto de vista do grupo, os sintomas variam de acordo com gravidade e localização do defeito
na coluna. Problemas motores podem incluir fraquezas nas pernas, dificuldades para caminhar e
perda de sensibilidades.
Distrofia muscular: a distrofia muscular é um grupo de doenças genéticas caracterizadas pela
degeneração progressiva e fraqueza dos músculos esqueléticos, que são os músculos que
usamos para nos mover. Essas condições ocorrem devido a mutações em genes responsáveis
pela produção de proteínas essenciais para a saúde e integridade das fibras musculares. Como
resultado, os músculos não conseguem se regenerar adequadamente, levando à sua deterioração
ao longo do tempo. Existem várias formas de distrofia muscular, sendo as mais conhecidas a
distrofia muscular de Duchenne (DMD) e a distrofia muscular de Becker. A DMD é a forma
mais comum e severa, afectando principalmente meninos, devido à sua herança ligada ao
cromossomo X. Os sintomas geralmente aparecem na infância, com dificuldades motoras como
quedas frequentes, dificuldade para correr e subir escadas. Com o tempo, a fraqueza muscular
progride e pode resultar em perda da capacidade de andar por volta da adolescência.
Lesões medulares: as lesões medulares referem-se a danos na medula espinhal, uma parte
crucial do sistema nervoso central que transmite sinais entre o cérebro e o corpo. Esses danos
podem ocorrer devido a traumas, como acidentes de carro, quedas, ferimentos por armas de
fogo ou lesões esportivas. Além disso, algumas doenças, como tumores ou infecções, também
podem causar lesões na medula espinhal.
Para o grupo, quando falamos sobre lesões medulares, podemos distinguir entre lesões completas e
incompletas. Em uma lesão completa, há uma interrupção total da comunicação entre o cérebro e a
parte do corpo abaixo do nível da lesão. Isso resulta em perda total de movimento e sensação na área
afectada. Por exemplo, uma lesão completa na região cervical pode levar à tetraplegia, que é a paralisia
dos quatro membros. Por outro lado, uma lesão completa na região torácica pode resultar em
paraplegia, que é a paralisia das pernas. As lesões incompletas são um pouco diferentes. Nesse caso, a
medula espinhal não é totalmente danificada, permitindo que ainda haja alguma função motora ou
sensorial preservada abaixo do nível da lesão.
Os sintomas das lesões medulares podem incluir perda de movimento e sensibilidade nas
áreas afectadas, dificuldades respiratórias (especialmente em lesões cervicais),
11
alterações no controle da bexiga e intestinos, reflexos anormais e dor neuropática. O
tratamento para as lesões medulares depende da gravidade da lesão e dos sintomas
apresentados. O manejo inicial geralmente envolve estabilização médica e pode incluir
cirurgia para descompressão da medula espinhal se necessário. A reabilitação
desempenha um papel fundamental no tratamento e pode incluir fisioterapia, terapia
ocupacional e apoio psicológico para ajudar os pacientes a se adaptarem às mudanças
em suas vidas (Idem).
Na visão do grupo, as lesões medulares podem causar uma ampla gama de sintomas, dependendo da
gravidade e localização da lesão na medula espinhal. Os sintomas podem incluir perda de movimento e
sensibilidade, dificuldade respiratório, disfunções de bexiga e intestino, reflexo a normas e dores
neuropáticas.
5. Particularidades destes alunos
De acordo com Santos (2010, p. 106) alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) motoras
apresentam particularidades que exigem uma abordagem educacional diferenciada. Essas
particularidades podem variar significativamente de um aluno para outro, mas algumas características
comuns incluem:
Dificuldades motoras: esses alunos podem ter limitações na coordenação motora fina e grossa,
o que afecta sua capacidade de realizar actividades quotidianas, como escrever, desenhar ou
participar de jogos. Essa dificuldade pode ser decorrente de condições como paralisia cerebral,
distrofia muscular ou outras condições neurológicas;
Adaptações necessárias: muitas vezes, esses alunos necessitam de adaptações no ambiente
escolar para facilitar sua participação nas actividades. Isso pode incluir o uso de materiais
didácticos adaptados, mobiliário acessível e tecnologia assistiva, como softwares que permitem
a comunicação ou a escrita;
Ritmo de aprendizagem: o ritmo de aprendizagem pode ser diferente em comparação com os
colegas. Alguns alunos podem precisar de mais tempo para completar tarefas ou podem se
beneficiar de instruções repetidas e práticas adicionais para consolidar o aprendizado;
Apoio emocional e social: alunos com NEE motoras podem enfrentar desafios emocionais e
sociais devido à sua condição. Eles podem sentir-se isolados ou ter dificuldades em interagir
12
com os colegas. É essencial promover um ambiente inclusivo que incentive a amizade e a
colaboração;
Habilidades de comunicação: dependendo da gravidade da condição motora, alguns alunos
podem ter dificuldades na comunicação verbal. Isso pode exigir o uso de sistemas alternativos
de comunicação, como gestos, imagens ou dispositivos electrónicos que facilitam a interacção;
Foco em habilidades funcionais: o ensino deve focar não apenas nas habilidades académicas,
mas também nas habilidades funcionais que ajudam esses alunos a se tornarem mais
independentes na vida quotidiana. Isso inclui ensinar habilidades práticas que possam ser
aplicadas fora da sala de aula;
Necessidade de intervenção multidisciplinar: muitas vezes, o suporte a alunos com NEE
motoras envolve uma equipe multidisciplinar composta por educadores, terapeutas
ocupacionais, fisioterapeutas e psicólogos. Essa colaboração é fundamental para garantir uma
abordagem abrangente às necessidades do aluno;
Flexibilidade no currículo: é importante que o currículo seja flexível e adaptável para atender
às necessidades individuais dos alunos com NEE motoras. Isso pode incluir métodos de ensino
diferenciados e avaliações alternativas que considerem as capacidades e limitações do aluno.
Na visão de Santos (2010) essas particularidades destacam a importância de um ambiente educacional
inclusivo e sensível às necessidades dos alunos com NEE motoras. Ao reconhecer e abordar essas
características, educadores podem criar oportunidades para que todos os alunos alcancem seu
potencial máximo e se sintam valorizados no processo educativo (p. 111).
Para o grupo, destaca-se a necessidade de um ambiente educacional inclusivo e sensível, que reconhece
e aborde as características individuais dos alunos criando oportunidades para que todos alcancem seu
potencial máximo, e se sintam valorizados.
6. Educação de alunos com NEE motoras em escolas inclusivas
Segundo Domingos (2013) a educação de alunos com Necessidades Educativas Especiais
(NEE) motoras em uma escola inclusiva é um tema essencial que requer atenção e dedicação. É
fundamental que o ambiente escolar seja acessível, permitindo que todos os alunos se
movimentem livremente. Isso inclui a construção de rampas, a disponibilização de banheiros
adaptados e a criação de espaços que favoreçam a mobilidade. Essa acessibilidade é o primeiro
13
passo para garantir que esses estudantes possam participar plenamente das actividades escolares
(p. 48).
Para Domingos (2013) um aspecto importante da educação inclusiva é a flexibilidade do
currículo. Cada aluno tem suas próprias necessidades e ritmos de aprendizado, e o currículo
deve ser adaptado para atender a essas particularidades. Isso pode ser feito através da
modificação de tarefas e do uso de materiais didácticos diferenciados. Além disso, estratégias
diversificadas de ensino ajudam a criar um ambiente onde todos os alunos possam aprender de
maneira significativa (p. 56).
No ponto de vista do grupo, a escola inclusiva deve ser um ambiente acessível, permitindo que todos os
alunos se movimentem livremente. Isso inclui adaptações físicas como rampas e banheiros adaptados,
além da criação dos espaços que favoreçam a mobilidade.
De acordo com Mazzotta (1999) a tecnologia pode ser uma grande aliada na educação desses
alunos. O uso de tecnologias assistias, como softwares de comunicação e dispositivos
adaptados, pode facilitar a participação e o aprendizado. Esses recursos ajudam a derrubar
barreiras e tornam as actividades mais acessíveis. Além disso, criar um ambiente acolhedor e
inclusivo é fundamental para o bem-estar emocional dos alunos com NEE motoras. Promover
actividades que incentivem a interacção social entre os colegas é essencial para construir
relacionamentos positivos e fortalecer laços de amizade. A empatia e a cooperação são valores
que devem ser cultivados dentro da sala de aula (p. 22).
Na nossa visão, as tecnologias assistias, como software de comunicação e dispositivos adaptados,
podem facilitar a participar e aprendizagem desses alunos, derrubando barreiras e tornando as
actividades mas acessíveis.
O envolvimento das famílias é outro componente vital na educação inclusiva. Manter
uma comunicação aberta entre escola e família garante que os pais estejam informados
sobre o progresso do aluno e possam contribuir com insights valiosos sobre suas
necessidades específicas. Oferecer actividades extracurriculares adaptadas também é
uma forma eficaz de promover inclusão. Essas actividades proporcionam oportunidades
adicionais para os alunos se envolverem socialmente e fisicamente, fortalecendo seu
vínculo com a escola e seus colegas (Idem).
O grupo ressalta a comunicação aberta como vital, permitindo que os pais contribuam com informações
valiosas sobre as necessidades específicas do aluno.
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Inclusão de alunos com NEE Motriz
De acordo com Mazzotta (1999) a inclusão de alunos com Necessidades Educativas
Especiais (NEE) motriz nas diferentes comunidades é um aspecto essencial para
promover sua autonomia, socialização e desenvolvimento integral. Vamos explorar
como essa inclusão pode se manifestar em diversos contextos comunitários. As escolas
são o primeiro ponto de contacto para a inclusão social. Para garantir a participação
plena dos alunos com NEE motriz, é importante criar ambientes acessíveis, com rampas,
banheiros adaptados e mobiliário adequado. Além disso, programas de sensibilização
podem ser realizados para conscientizar os colegas sobre a diversidade e a importância
da inclusão. Actividades extracurriculares também são uma óptima maneira de
incentivar a participação em clubes, esportes e grupos de interesse, promovendo
interacção social e desenvolvimento de habilidades (p. 56).
A família desempenha um papel fundamental na inclusão do aluno na comunidade local. Envolver-se
em actividades comunitárias, como festas, feiras e eventos culturais, pode ajudar o aluno a interagir
com outras pessoas. Conectar famílias de crianças com NEE motriz por meio de grupos de apoio é uma
forma eficaz de compartilhar experiências e recursos. Além disso, incentivar o aluno a participar de
actividades de voluntariado que sejam adequadas às suas habilidades promove um senso de
pertencimento (Idem).
Para Domingos (2013) organizações não-governamentais (ONGs) e instituições locais
podem oferecer suporte adicional para a inclusão. Muitas ONGs têm programas
específicos voltados para a inclusão de pessoas com deficiência em actividades sociais,
esportivas ou culturais. Outras instituições oferecem cursos que ajudam os jovens com
NEE motriz a desenvolver habilidades para o mercado de trabalho, facilitando sua
inserção na sociedade. A tecnologia também desempenha um papel importante na
inclusão. Plataformas online podem ser utilizadas para criar grupos de apoio e interacção
entre jovens com NEE motriz. Aulas virtuais oferecem uma oportunidade valiosa para
aprendizado em casa, garantindo acesso a conteúdos educativos e interactividade. Por
fim, a acessibilidade nos espaços públicos é crucial para a inclusão. Garantir que parques
e áreas recreativas tenham equipamentos adaptados para crianças com NEE motriz
permite que todos brinquem juntos. Eventos culturais também devem ser promovidos de
forma inclusiva, considerando as necessidades de todos os cidadãos, como apresentações
teatrais ou concertos adaptados (p. 88).
O grupo destaca o papel de ONGs e instituições locais em oferecer o suporte adicional através de
programas específicos, cursos de actividades sócias, esportivas e culturas. A tecnologia é apontada
como ferramenta importante para inclusão, com plataformas online e aulas virtuais criando
oportunidades de apoio e interacção.
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A inclusão nas diferentes comunidades vai além da simples presença física; trata-se de
criar oportunidades significativas que permitam aos alunos com NEE motriz participar
activamente da vida social. Isso envolve colaboração entre escolas, famílias,
organizações e a comunidade em geral. Quanto mais inclusiva for a abordagem, mais os
alunos se sentirão valorizados e integrados em suas comunidades (Domingos, 2013, p.
93).
O grupo salienta que a inclusão vai além da presença física. Requer a criação de oportunidades
significativas que permitam a participação activa na ávida social. Isso envolve colaboração entre
escolas, famílias, organizações e a comunidade, criando um ambiente onde os alunos se sintam
valorizados e integrados.
7. Estratégias dos alunos com NEE Motriz
Segundo Domingos (2013) as estratégias para atender alunos com Necessidades
Educativas Especiais (NEE) motriz de forma mais fluida e descritiva. Primeiramente, é
essencial realizar uma avaliação individualizada para entender as necessidades
específicas do aluno. Essa avaliação deve identificar suas habilidades, dificuldades e
potenciais. Com base nisso, é possível definir metas claras e alcançáveis que guiarão o
processo educativo. Uma das principais abordagens é a adaptação curricular. O conteúdo
das aulas deve ser flexível, permitindo que o aluno aprenda de acordo com suas
capacidades. Isso pode incluir a utilização de recursos diversificados, como materiais
visuais, tácteis e tecnológicos que facilitem a compreensão e a participação nas
actividades (p. 102).
A acessibilidade física do ambiente escolar também é crucial. É importante garantir que todos os
espaços sejam acessíveis, utilizando rampas e um mobiliário adequado. Além disso, os materiais
didácticos podem ser adaptados para serem mais fáceis de manusear, como lápis grossos ou
dispositivos tecnológicos que ajudem na comunicação. Trabalhar em equipe com profissionais
especializados é outra estratégia valiosa. A colaboração com terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e
psicólogos pode proporcionar um suporte holístico ao aluno. Para isso, é fundamental também oferecer
formação aos professores sobre como lidar com NEE motriz, capacitando-os para atender melhor às
necessidades de seus alunos (Idem).
De acordo com Mazzotta (1999) o ensino personalizado é uma abordagem que envolve
métodos activos, onde o aluno participa activamente do processo de aprendizagem. Isso
pode incluir actividades práticas ou projectos em grupo que estimulem sua interacção e
engajamento. É importante permitir que o aluno tenha tempo adicional para realizar
actividades e avaliações, garantindo que ele possa demonstrar seu conhecimento sem
16
pressões excessivas. A inclusão social do aluno deve ser promovida por meio de
actividades em grupo, incentivando a interacção com os colegas e fortalecendo laços
sociais. Sensibilizar a turma sobre diversidade e inclusão é essencial para criar um
ambiente acolhedor e respeitoso (p. 71).
O grupo defende métodos activos, actividade pratica em grupo, tempo adicional para as avaliações e
promoção da inclusão social para garantir o sucesso desses alunos. A cessibilidade da turma sobre
adversidade e inclusão é crucial para criar um ambiente acolhedor e respeitoso
O envolvimento da família também desempenha um papel vital nesse processo. Manter
uma comunicação regular com os pais permite alinhar estratégias educativas e
compartilhar progressos. Além disso, oferecer orientações sobre como apoiar o
aprendizado em casa pode fazer uma grande diferença na evolução do aluno. Por fim, é
importante realizar monitoramentos contínuos do progresso do aluno. Avaliações
regulares permitem acompanhar seu desenvolvimento e identificar ajustes necessários
nas abordagens utilizadas. Essa flexibilidade é fundamental para garantir que o aluno
receba o suporte adequado ao longo de sua jornada educacional (p. 78).
De acordo com o grupo, a comunicação regular com os pais, oferecimento de orientações sobre como
apoiar o aprendizado em casa e monitoramento continuo do progresso do aluno, através de avaliações
regulares são fundamentais para garantir o sucesso escolar e o desenvolvimento integral da criança.
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8. Conclusão
Depois das leituras feitas pelo grupo nas diferentes obras de diferentes autores que abordam o mesmo
tema, mesmo não tendo sido possível o grupo encontrar-se para debates, tento optado nos encontros
virtuais, concluiu- se que a adaptação do meio escolar para as crianças que apresentam deficiências
motrizes e bastante trabalhosa e diária, mas e dever de tod2as as crianças com capacidade de frequentar
escola ter a educação em escolas regulares, e o professor em conjunto com todo o meio escolar deve ser
capaz de proporcionar a inclusão desses alunos na sala de aulas com os demais colegas (normais) para
que todos ganhem esse convívio e não sentirem se descriminados. Pais, professores, direcção,
pedagogos e colegas, todos serão capazes de identificar o quão e valida essa integração na sociedade.
Concluiu-se também que essas dificuldades podem ser causadas por distúrbios físicos de ordem motora
e distúrbios funcionais, como a poliomielite, as deformações, inclusive a ausência de algum membro
(amputação). As paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou de lesões da medula.
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9. Referências bibliográficas
Santos, M. da G. S; (2010). Educação Especial; 2ªed; vol 2; Fundação CECIERJ; Rio de Janeiro.
Mazzotta, M. J. S. (1999). Educação Especial; 2ªed; Cortez; Brasília.
Mantonvan. Maria Teresa Egler. (1997). A integração de pessoas com deficiência: contribuições para
uma reflexão sobre o tema. São Paulo; Memmon; S ENAC.
Domingos, J. (2013). Preparação para exame de necessidades educativas especiais. (n.d).