PREPARO, OPERAÇÃO DE TRATORES AGRÍCOLAS
LEB 0332_ MECÂNICA E MAQUINAS MOTORAS
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- Material desenvolvido exclusivamente para uso interno nas disciplinas do Departamento de Engenharia de
Biossistemas, ESALQ-USP
- A citação ou apresentação de imagens referentes a produtos e fabricantes não implica em recomendação do
equipamento.
“Máquina autopropelida provida de meios que, além de lhe conferirem apoio estável sobre
uma superfície horizontal e impenetrável, capacitam-no a tracionar, transportar e fornecer
potência mecânica para movimentar órgãos ativos de máquinas e implementos agrícolas”.
Luiz Geraldo Mialhe
Professor da Esalq/USP
Ganhador do prêmio Jabuti de 1980 – Ciências (Tecnologia)
PREPARO, OPERAÇÃO E CARACTERISTICAS
MANUAL DO OPERADOR
“Tenha cuidado ao manusear este manual de operação e manutenção,
mantendo-o sempre em boas condições. Antes de dirigir ou operar o seu trator, é
obrigatório ler o manual com muita atenção, especialmente nas seções das
normas de segurança. Guarde-o sempre dentro do compartimento de
armazenamento do manual para facilitar as suas consultas.”
IDENTIFICAÇÃO do TRATOR
- Acesso ao trator com cabine/plataforma
Subir ou descer do trator com descuido, pode provocar lesões. Fique sempre de
frente para o trator, utilize os corrimãos e os degraus e suba e desça lentamente.
Mantenha sempre o contato em três pontos, para evitar cair (as mãos nos corrimãos e
um pé sobre o degrau ou uma mão no corrimão e os pés sobre os degraus). Para
evitar danos ao volante nunca utilize-o como apoio para subir ou descer.
ATENÇÃO
Desça do trator na mesma posição que subiu: de
frente para o trator, garantindo os três pontos de
apoio.
EVITE ACIDENTES
POSTO DE OPERAÇÃO (Trabalho; Cabine)
POSTO DE OPERAÇÃO
Ajustes
#Ajustar Assento e Coluna de Direção para que os comandos e alavancas fiquem
dispostos adequadamente, ofereçam ampla visibilidade, conforto e praticidade nas
operações.
#Usar Cinto de Segurança em tratores que possuam Estrutura de Proteção Contra
Capotamento (EPCC) ou Arco de Segurança.
POSTO DE OPERAÇÃO
Comandos/ Instrumentos
POSTO DE OPERAÇÃO
Comandos/ Instrumentos
SIMBOLOS (ABNT)
PAINEL
- Instrumentos -
TDP
Tomada de potência
Conta-giros –Tacômetro: mede o regime de rotação do motor (rotações por minuto
rpm); Faixa de rotação ideal.
Manutenção Preventiva
Horímetro
Mede a quantidade de horas trabalhadas pelo motor.
Medidor da temperatura do líquido de arrefecimento do motor
Termômetro
Medidor: nível de
combustível no tanque
MANÔMETRO
Indica a pressão do óleo do motor
ACELERADOR
Manual – manter a rotação do motor constante e deve ser
utilizado durante a operação.
Como medida de segurança convencionou-se que a
alavanca do acelerador manual aumenta a rotação quando
acionada para frente e diminui quando acionada para trás .
Pedal – utilizado em transporte e manobras, permite
variar a rotação de forma instantânea.
FREIOS (pedais duplos)
Individual: auxiliar manobras; controle da patinagem; locais com declive.
Conjugado: transporte com carretas ou em deslocamento
Raio de Giro
- Raio do círculo descrito ao girar o trator, pelo
ponto mais distante do centro do giro.
- Com e sem o uso de freios.
CAIXA DE MUDANÇA DE MARCHAS (TRANSMISSÃO)
CAIXA DE MUDANÇA DE MARCHAS (TRANSMISSÃO)
Manual do trator: Caixa de câmbio com engrenagens helicoidais, acoplamento eletro-
hidráulico de 3 faixas de velocidades, com 6 velocidades com sincronizador e 3 gamas de
velocidades (baixa - normal - rápida), e inversor eletro-hidráulico, que oferecem 54
velocidades a frente e 18 a ré
ALAVANCA DE MUDANÇA DE MARCHAS
CAIXA DE MUDANÇA DE MARCHAS (TRANSMISSÃO)
Adequar:
TORQUE (Força)
e VELOCIDADE
A escolha da marcha, com relação à força (torque) está em função das condições de carga e terreno,
de modo a obter melhor eficiência em relação ao consumo de combustível. A definição da
velocidade está em função da qualidade do trabalho executado, da segurança da máquina e do
operador e da capacidade operacional do conjunto
BLOQUEIO DO DIFERENCIAL
#Função de igualar a rotação das rodas motrizes quando uma delas perde
aderência com o solo.
#Quando acionado, o trator deve se deslocar em linha reta para não danificar o
diferencial.
#Acionamento: mecânico ou eletro-hidráulico.
Manual do trator. Item: 3.8 - Bloqueio do diferencial
A trava do diferencial traseiro é com controle eletro-hidráulico e engate mecânico.
Em ambos os modelos, a trava do diferencial é desengatada por meio dos pedais de freio.
SISTEMA HIDRÁULICO DE LEVANTE _(TRÊS PONTOS)
▪ Função: transportar; tracionar e controlar a posição relativa dos implementos
montados em relação ao solo;
▪ Sistema mecânico de ligação entre o
implemento e o trator (dois braços inferiores e
o terceiro ponto),
▪ Força exigida, para abaixar ou levantar, é por
meio de fluxo de óleo hidráulico sob pressão.
▪ Categoria I; II; III
SISTEMA HIDRÁULICO DE LEVANTE _(TRÊS PONTOS)
Controle de Posição Controle de profundidade
Altura de levante e descida Controla a profundidade desejada
dos braços do hidráulico em dos implementos no solo.
relação ao solo. Implementos que atuam
Ex.: roçadora, pulverizador de penetrando no solo. Ex.: arado,
barras, distribuidor etc. subsolador, sulcador etc.
SISTEMA HIDRÁULICO DE LEVANTE _(TRÊS PONTOS)
Controle de sensibilidade Controle de velocidade de descida
Também chamado de controle automático Permite variar a velocidade de descida das barras
de ondulação é utilizado com implementos do hidráulico utilizando uma alavanca ou botão. A
de penetração (arado, subsolador, sulcador). velocidade mais lenta deve ser utilizada para
Controla automaticamente a profundidade implementos de superfície ou semeadoras; a mais
do implemento, através do controle da força rápida para implementos de penetração como
de resistência ao corte que o solo oferece. arado, grade, sulcador
Sistema Hidráulico de Levante _(Três Pontos) Acoplar a barra inferior
Acoplamento de implementos esquerda e colocar o pino
# Acoplar o braço de levante inferior esquerdo 2 com a trava
# Acoplar o terceiro ponto
# Acoplar o braço de levante inferior direito Acoplar o braço
SEGURANÇA superior/terceiro ponto,
Ao fazer o acoplamento, não se posicionar entre através da luva pode-se
o trator e o implemento. 3 ajustar a posição para facilitar
o acoplamento. Após
acoplado e travado pode ser
utilizado para trazer o último
ponto de acoplamento
próximo ao braço
A barra inferior direita
1 dispõe de manivela para
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ajuste que permite alterar
Posicionar o trator alinhando sua altura, facilitando o
os pontos de acoplamento. acoplamento
SISTEMA HIDRÁULICO DE CONTROLE REMOTO
Aciona cilindros e motores hidráulicos dos implementos
Sistema hidráulico localizado no trator, sendo que as partes atuantes, como os
cilindros e motores hidráulicos, estão localizados no implemento e são conectados
por mangueiras por meio de engate rápido.
SISTEMA HIDRÁULICO DE CONTROLE REMOTO
Especificação: capacidade de vazão do trator e exigência do implemento.
A alavanca possui três posições básicas: Neutro; Expansão do cilindro: erguer;
Retração do cilindro: abaixar;
TOMADA DE POTÊNCIA (TDP)
Função: transmitir potência do motor (torque e rotação) para o acionamento de
máquinas e equipamentos agrícolas acopladas ao trator:
roçadoras, pulverizadores, bombas, geradores...
Rotação de trabalho padronizada:
# 540 rpm eixo de 35 mm de diâmetro, 6 estrias
# 1000 rpm eixo de 35 ou 45 mm de diâmetro 21 (20) estrias
# Padronização: ver normas ABNT/ISO
BARRA DE TRAÇÃO
Tracionar equipamentos de arrasto
BARRA DE TRAÇÃO
Barra Reta Baixa
Barra com Degrau
Alta
Ajustar a altura da barra de tração
Cabeçalho do implemento deve ficar na posição mais horizontal possível.
#Barra está muito baixa, o eixo traseiro perde firmeza.
#Barra está muito alta, eixo dianteiro perde firmeza
BITOLA DO TRATOR
Distância de centro a centro dos rodados (pneus)
Dianteira e Traseira
#Adequar o trator nas entrelinhas de cultivo.
# Adequar o trator ao implemento.
# Estabilizar o trator em terrenos acidentados.
bitola
# Adequar o trator em culturas perenes
PATINAGEM
Deslizamento dos rodados de tração sobre uma superfície de apoio
Valores adequados:
Superfície firme, solo compacto: 5 a 7%;
Solo agrícola firme: 7 a 12%;
Solo seco e macio: 10 a 15 %;
Solo solto, arenoso ou saturado: 13 a 18%
PATINAGEM
Calculando o índice de patinagem:
Com o trator em operação demarca-se a distância percorrida em 20 voltas da roda.
Após essa primeira passada é feita uma segunda passada, desta vez sem exercer
esforço em tração contando-se o número de voltas da roda para percorrer a mesma
distância
IP= ((NVCt-NVSt)/NVCt) *100
Em que:
IP= Indice de patinamento em %
NVCt= Número de voltas com tração
NVSt= Número de voltas sem tração
IP%= ((20-15)/20)*100= 25,0
Distância (25%_índice muito alto)
LASTRAGEM
Ajustar a massa (peso) do trator, e sua distribuição, de acordo com a condição de trabalho
Relação
Tipo de
Peso/Potência
Operação
kg cv-1 kg kW-1
Leve 46 63
Média 50 68
Pesada 54 73
Trator: 160 cv 4x2 TDA
Implemento montado
Tipo de operação: Média
# Peso (massa, ideal): =50 kg/cv*160 cv= 8000 kg
Distribuição de peso (massa):
# Eixo Dianteiro= 8000 kg*40/100= 3200 kg
# Eixo Traseiro= 8000 kg * 60/100= 4800 kg
TIPOS de LASTROS
# Com água nos pneus dianteiros e traseiros # Com peso nas rodas traseiras (lastro metálico).
(lastro líquido)
# Com peso na estrutura do trator (lastro frontal).
LASTROS
LEITURA TÉCNICA
LEITURA
Apostila: Operação de Tratores; Prof. Leandro Gimenez, Departamento de Engenharia de
Biossistemas.
ESALQ-USP
Mecanização: operação de tratores agrícolas/ Serviço Nacional de Aprendizagem Rural-Senar—
Brasília: SENAR, 2017.