Protocolos e Instrumentos de
Avaliação
Prof° Dr° Sidney Lopes Sanchez Júnior
PROTOCOLOS E ESCALAS DE AVALIAÇÃO
Na prática clínica, o uso de protocolos e escalas é fundamental
para uma avaliação completa e precisa dos pacientes. Essas
ferramentas oferecem uma estrutura padronizada e eficiente
para coletar informações relevantes sobre os sintomas,
comportamentos e habilidades dos indivíduos.
PROTOCOLOS E ESCALAS DE AVALIAÇÃO
Ao fornecer critérios claros para a
pontuação e interpretação dos resultados,
os protocolos e escalas ajudam a garantir
objetividade na avaliação, reduzindo a
subjetividade do avaliador.
PROTOCOLOS E ESCALAS DE AVALIAÇÃO
Tais instrumentos facilitam a identificação
de dificuldades, atrasos, habilidades
específicas e o monitoramento do
progresso ao longo do tempo, permitindo
uma comparação consistente entre
diferentes momentos da avaliação e entre
diferentes pacientes.
PRA QUÊ USAR PROTOCOLOS? TESTES?
Padronização: Tanto os protocolos quanto as
escalas fornecem uma estrutura padronizada
para a coleta de informações durante a
avaliação. Isso ajuda a garantir consistência
nos procedimentos de avaliação e na
interpretação dos resultados.
PRA QUÊ USAR PROTOCOLOS? TESTES?
Eficiência: Esses instrumentos permitem uma coleta de dados mais
eficiente, pois organizam as informações de forma sistemática e
direcionam o avaliador para áreas específicas de interesse.
Isso economiza tempo durante a avaliação e permite uma análise
mais precisa das informações coletadas.
PRA QUÊ USAR PROTOCOLOS? TESTES?
Objetividade: As escalas e os protocolos são projetados para serem
objetivos na avaliação de determinadas características ou sintomas.
Eles fornecem critérios claros para a pontuação e interpretação dos
resultados, reduzindo a subjetividade na avaliação clínica.
PRA QUÊ USAR PROTOCOLOS? TESTES?
Comparabilidade: O uso de
protocolos e escalas padronizadas
permite a comparação dos
resultados ao longo do tempo e
entre diferentes indivíduos. Isso é
especialmente útil para monitorar
o progresso do tratamento e
avaliar a eficácia das intervenções.
PRA QUÊ USAR PROTOCOLOS? TESTES?
Identificação: Permitem avaliar uma ampla gama de sintomas,
comportamentos ou habilidades, facilitando o diagnóstico e o
planejamento do tratamento.
PRA QUÊ USAR PROTOCOLOS? TESTES?
Comunicação: Protocolos e escalas
fornecem uma linguagem comum para
descrever e comunicar os resultados da
avaliação entre profissionais. Isso facilita
a colaboração multiprofissional e a
comunicação com os pacientes sobre
seus sintomas e necessidades.
A CLÍNICA NEUROPSICOPEDAGÓGICA
A função da clínica neuropsicopedagógica é fornecer avaliação,
intervenção e suporte para indivíduos que apresentam
dificuldades de aprendizagem relacionadas a questões
neuropsicopedagógicas.
O QUE AVALIA E FAZ INTERVENÇÃO?
Essas dificuldades podem incluir problemas de atenção, memória,
linguagem, habilidades motoras, processamento visual e
auditivo, entre outros aspectos cognitivos.
O QUE PODEMOS AVALIAR?
Funções Executivas;
Linguagem;
Compreensão Leitora;
Habilidades Matemáticas;
Desenvolvimento Neuromotor;
Habilidades Sociais;
Motivação e Estratégias de Aprendizagem;
PROTOCOLO DE ATUAÇÃO CLÍNICA DE ACORDO COM A NOTA
TÉCNICA Nº 04/2023
1ª sessão – Anamnese;
b) 3 a 4 sessões de 1h e ½ para avaliação. Pode ocorrer em até 3 vezes na semana,
viabilizando a entrega rápida ao profissional solicitante ( saúde ou escola), visando ao
processo, se necessário, de adequações pedagógicas e/ou encaminhamentos a outros
especialistas.
c) Uma sessão para devolutiva aos pais e responsáveis com o objetivo da entrega do
relatório de avaliação neuropsicopedagógica, direcionando os encaminhamentos de
natureza neuropsicopedagógica e/ou a necessidade de avaliação interdisciplinar.
d) Contato com a escola para orientações acadêmicas, visando à melhoria da
aprendizagem do aluno.
PROTOCOLO DE ATUAÇÃO CLÍNICA DE ACORDO COM A NOTA
TÉCNICA Nº 04/2023
a) Elaborar um plano de intervenção traçando metas iniciais,
intermediárias e finais para avanços da aprendizagem;
b) Costuma-se trabalhar com duas sessões semanais;
c) Analisar o cumprimento das metas, comunicando os avanços à família e à
escola, bem como aos outros profissionais da equipe multiprofissional;
d) Dar alta a criança/adolescente quando estas atingirem aos objetivos pré-
definido
PROTOCOLOS
E
ESCALAS
Nota Técnica 02/2017
Nota Técnica 02/2017
Nota Técnica 02/2017
Nota Técnica 02/2017
PRÁTICAS OPERACIONALIZADAS
CENTRADAS NA CRIANÇA
Essas práticas são baseadas na ideia de que cada
criança é única, com suas próprias habilidades,
interesses e necessidades, e devem ser abordadas
de maneira individualizada e holística.
CAIXA LÚDICA
TESTES E RASTREIO PARA IDENTIFICAR DIFICULDADES DE
APRENDIZAGEM E ATRASO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Rastreamentos permitem identificar precocemente
possíveis dificuldades de aprendizagem e atrasos
no desenvolvimento, possibilitando intervenções
precoces e eficazes para ajudar a criança a
superar esses desafios.
PORTAGE
O Guia Portage consiste em uma listagem de 580
comportamentos de crianças de 0 a 6 anos para as
áreas de Desenvolvimento Motor, Linguagem,
Cognição, Socialização, Autocuidados e uma área
específica para bebês de 0-4 meses denominada de
Estimulação Infantil.
PORTAGE
O Guia Portage consiste em um conjunto de materiais e
estratégias que são utilizados pelos pais e cuidadores
para promover o desenvolvimento integral da criança em
seu ambiente natural. Ele se baseia em uma abordagem
centrada na criança e na família, reconhecendo o papel
central dos pais no apoio ao desenvolvimento de seus
filhos.
TRANSTORNO DO ESPECTRO DO
AUTISMO – TEA
Os protocolos desempenham um papel crucial na avaliação do
autismo, fornecendo uma estrutura objetiva e abrangente para a
identificação e compreensão das características e necessidades da
pessoa com autismo, orientando o desenvolvimento de
intervenções eficazes e o acompanhamento do progresso ao longo
do tempo.
DSM-V desempenha um papel crucial na
prática clínica, fornecendo um sistema de
classificação e diagnóstico padronizado e
confiável para transtornos mentais,
orientando o tratamento, a pesquisa, a
comunicação entre profissionais e o acesso
a recursos para pessoas que vivenciam
esses transtornos.
M-CHAT
O M-CHAT, ou Modified Checklist for Autism in
Toddlers (Lista Modificada para Autismo em
Crianças Pequenas), é um questionário de triagem
utilizado para avaliar o risco de autismo em
crianças com idades entre 16 e 30 meses. Ele é
preenchido pelos pais ou cuidadores e consiste em
20 perguntas que abordam comportamentos
típicos e atípicos observados na criança.
M-CHAT
O objetivo do M-CHAT é identificar
precocemente sinais de autismo ou outros
transtornos do espectro autista (TEA) para que
intervenções e apoio possam ser oferecidos o
mais cedo possível, maximizando o potencial de
desenvolvimento da criança.
M-CHAT
O questionário aborda áreas como
interação social, comunicação verbal e
não verbal, comportamento repetitivo e
interesses restritos, que são
características comuns observadas em
crianças com autismo.
M-CHAT - OBJETIVO
O objetivo do M-CHAT é identificar precocemente sinais de autismo
(TEA) para que intervenções e apoio possam ser oferecidos o mais
cedo possível, maximizando o potencial de desenvolvimento da
criança.
O questionário aborda áreas como interação social, comunicação
verbal e não verbal, comportamento repetitivo e interesses restritos,
que são características comuns observadas em crianças com
autismo.
M-CHAT - OBJETIVO
O objetivo do M-CHAT é identificar precocemente sinais de autismo
(TEA) para que intervenções e apoio possam ser oferecidos o mais
cedo possível, maximizando o potencial de desenvolvimento da
criança.
O questionário aborda áreas como interação social, comunicação
verbal e não verbal, comportamento repetitivo e interesses restritos,
que são características comuns observadas em crianças com
autismo.
M-CHAT – APÓS O PREENCHIMENTO
Após o preenchimento do questionário, os resultados são
analisados para determinar se a criança está em risco de autismo.
Em casos de pontuação elevada ou indicação de risco, é
recomendado um acompanhamento adicional por profissionais de
saúde especializados em avaliação e diagnóstico de autismo.
M-CHAT - OBJETIVO
É importante ressaltar que o M-CHAT é uma ferramenta de triagem
e não um instrumento diagnóstico definitivo. Crianças que são
identificadas como estando em risco de autismo com base nos
resultados do M-CHAT podem precisar de avaliação diagnóstica
mais detalhada para confirmar o diagnóstico e desenvolver um
plano de intervenção adequado.
TABELA - CARS
A Escala de Avaliação do Autismo na Infância (CARS, na sigla em
inglês) é um instrumento utilizado para avaliar a gravidade dos
sintomas do transtorno do espectro autista (TEA) em crianças.
COMO UTILIZAR O CARS
Familiarize-se com o instrumento: Antes de utilizar a escala CARS,
é importante ler e compreender o manual de instruções fornecido
pelo criador da escala. Isso ajudará a garantir que você saiba como
administrar e pontuar corretamente o instrumento.
COMO UTILIZAR O CARS
Obtenha informações sobre a criança: Reúna informações
detalhadas sobre o comportamento e desenvolvimento da criança,
incluindo histórico médico, observações comportamentais e
relatórios de pais, cuidadores e professores.
COMO UTILIZAR O CARS
Observe o comportamento da criança: Administre a escala CARS
observando diretamente o comportamento da criança em
diferentes contextos e situações. Procure por sinais e sintomas de
autismo, como dificuldades na interação social, comunicação
atípica, comportamentos repetitivos e interesses restritos.
COMO UTILIZAR O CARS
Pontue cada item: Para cada item da escala CARS, atribua uma
pontuação com base na gravidade e frequência dos comportamentos
observados. Os itens da escala abrangem uma variedade de áreas, como
interação social, comunicação, comportamento estereotipado e
sensibilidade sensorial.
Calcule a pontuação total: Some as pontuações individuais de todos os
itens da escala para obter uma pontuação total. Quanto mais alta a
pontuação, maior a gravidade dos sintomas de autismo.
COMO UTILIZAR O CARS
Interprete os resultados: Use a pontuação total da escala
CARS para interpretar o nível de gravidade dos sintomas de
autismo na criança. Pontuações mais altas indicam uma
maior probabilidade de autismo ou maior gravidade dos
sintomas.
COMO UTILIZAR O CARS
Comunique os resultados: Compartilhe os resultados da avaliação
com os pais, cuidadores e outros profissionais de saúde ou
educação envolvidos no cuidado da criança. Explique o significado
das pontuações e discuta as próximas etapas, como
encaminhamento para uma avaliação diagnóstica mais detalhada
ou desenvolvimento de um plano de intervenção.
MEMÓRIA DE APRENDIZAGEM
A avaliação da memória na aprendizagem desempenha
um papel fundamental no desenvolvimento educacional
e no suporte às necessidades individuais dos alunos.
MEMÓRIA NA APRENDIZAGEM
Por meio da avaliação, os educadores podem
identificar possíveis dificuldades específicas de
memória que os alunos possam enfrentar, como
problemas de memória de curto prazo, memória de
trabalho ou memória episódica. Compreender essas
dificuldades é crucial para personalizar o ensino e
garantir que cada aluno receba o suporte necessário
para alcançar seu potencial máximo.
MEMÓRIA NA APRENDIZAGEM
A avaliação da memória permite prever o desempenho
acadêmico futuro, fornecendo insights sobre a
capacidade dos alunos de reter e recuperar
informações importantes. Isso é essencial para
planejar intervenções educacionais eficazes e
monitorar o progresso ao longo do tempo.
MEMÓRIA NA APRENDIZAGEM
Com base nos resultados da avaliação, os educadores/
profissionais da clínica podem desenvolver estratégias de
ensino adaptadas às necessidades individuais de cada
aluno, promovendo a inclusão e garantindo que todos os
alunos tenham a oportunidade de ter sucesso na sala de
aula.
MEMÓRIA NA APRENDIZAGEM
A avaliação da memória permite prever o desempenho
acadêmico futuro, fornecendo insights sobre a
capacidade dos alunos de reter e recuperar
informações importantes. Isso é essencial para
planejar intervenções educacionais eficazes e
monitorar o progresso ao longo do tempo.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Ensino de estratégias de memória: Ensine técnicas específicas de
memória, como repetição espaçada, associação de informações,
visualização e organização de materiais de estudo. Demonstre
como aplicar essas estratégias em diferentes contextos, como
aprender vocabulário, memorizar fatos históricos ou lembrar-se
de instruções.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Treinamento de memória de curto prazo: Desenvolva
atividades que visem melhorar a capacidade de reter
informações por curtos períodos de tempo. Isso pode incluir
jogos de memória, atividades de memorização de listas de
itens e exercícios de repetição verbal.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Treinamento de memória de trabalho: Implemente
tarefas que exijam que a pessoa manipule ativamente
informações na mente, como resolver problemas
matemáticos, seguir instruções sequenciais ou realizar
tarefas multitarefa. Gradualmente aumente a
complexidade das tarefas à medida que a habilidade de
memória de trabalho melhora.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Estimulação cognitiva: Ofereça atividades que
estimulem diferentes aspectos da cognição, como
jogos de quebra-cabeça, palavras cruzadas, sudoku e
outras atividades que desafiem o cérebro e promovam
o raciocínio, a atenção e a memória.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Tecnologia assistiva: Explore o uso de aplicativos e
dispositivos digitais projetados para melhorar a
memória e a organização, como aplicativos de
lembrete, calendários digitais, organizadores de tarefas
e softwares de treinamento cerebral.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Prática regular: Incentive a prática regular das
habilidades de memória por meio de atividades
estruturadas e não estruturadas. Estabeleça rotinas
diárias de prática e forneça feedback construtivo para
ajudar a pessoa a monitorar seu progresso ao longo do
tempo.
INTERVENÇÃO EM MEMÓRIA
Abordagem multidisciplinar: Trabalhe em colaboração
com uma equipe multidisciplinar, que pode incluir
psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e
outros profissionais de saúde, para fornecer uma
abordagem abrangente e integrada para o
desenvolvimento da memória.
OBRIGADO!
Prof. Dr° Sidney Lopes Sanchez Júnior
[Link]@[Link]
@[Link]
43-9677-3256