0 notas 0% acharam este documento útil (0 voto) 8 visualizações 40 páginas DI Clássico
O documento explora a influência do Classicismo na arte e arquitetura, desde a Antiguidade até o Modernismo, destacando a importância da harmonia e proporção. A análise de John Summerson sobre a linguagem clássica revela como os princípios clássicos foram reinterpretados ao longo dos séculos, influenciando até arquitetos contemporâneos. Além disso, discute a decoração clássica, que prioriza a beleza e a qualidade dos materiais, refletindo um status social elevado.
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FOLHA DE SPAITIONa arte e na arquitetura, de regras tedricas e
dos gregos e dos romanos, que se propagaram pela
scimento.
Ao longo dos séculos XV e XVI estudaram-se as fontes, interpretaram-se oS Monumentos
antigos e os objetos decorativos da arquitetura classica e escreveram-se tratados que es-
tabeleceram as leis da proporcionalidade e da composicao. Na arquitetura, era essencial a
culada, enquanto nas artes figurativas,
No mundo antigo se manifestou
ismo de Caravaggio. Esse estilo,
© Neoclassicismo.Atendéncia para um ideal classico, baseado em critérios de equilibrio, harmonia e propor-
levou imediatamente a oposicao dialética de diferentes expressdes artisticas, anticlés-
cao,
eles estilos que transcendem a regra.
sicas, desde a Antiguidade até hoje, ou seja, aqu
Ohistoriador inglés e tedrico da arquitetura John Summer:
gem classica da arquitetura: do Renascimento aos mestres contemporan
a da linguagem classica: ele tenta descobrir como as formas € 0s modelo:
antigo foram usufruidos desde o Renascimento até a época moderna, quais
son, no famoso livro A lingua-
eos, estuda 0
tem: 6 trazidos
do mundo
oracdes ocorreram nos diversos momentos da teoria e da pra-
Summerson analisa 0 uso do Classicismo como
desenvolvimentos e elab
tica em cinco séculos de arquitetura.
linguagem arquiteténica, no sentido “gramatical”, para determinar quando uma arqui-
tetura pode ser definida como classica. 0 objetivo da arquitetura classica é obter a har-
monia das partes em relacdo as proporcoes, utilizando a ordem como gramatica da
composicdo. No Renascimento, a retomada do antigo foi considerada uma disciplina de
cardter universal, mas o conceito de classico se estenderia de Leon Battista Alberti até
Le Corbusier. Desse modo, Summerson define a natureza classica do Modernismo.
De fato, o Classico permeia até mesmo a obra de Mies van der Rohe e de Louis Kahn, que
insistem em temas como a estrutura, os materiais aparentes, a veracidade e a sinceridade
da obra, inovacdes que trazem inspiracao do Classicismo e dos estudos e teorizacoes se-
guintes. E, se Nietzsche mostrou a modernidade do Classico, ou seja, seu lado tragico,
logo depois encontra-se na pintura de Giorgio de Chirico o classicismo do moderno.
Desde 0 inicio, a arquitetura greco-romana serviu de inspiracao para os arquitetos do
século XX: as caracteristicas do antigo como a essencialidade, os critérios de propor¢aobaseados na secdo aurea e as tipologias arquetipicas como a basilica e 0 ternplo permi-
tiram aos projetistas modernos criar obras inovadoras. Precisao, funcionalidade era-
cionalidade compositiva sao trés caracteristicas fundamentais encontradas nos feitos
dos povos mediterraneos, retomadas Nos anos 1930 coma arquitetura racionalista.
Centado ou retirado, a nao ser para pior”.
0 Classico contemporaneo nos interiores
Aideia de classico,
de uma essencialidade atemporal, Precisamente em termos de equi-
contemporéneos. Esse tipo de deco-
IRistéria do mobilidrio: barroco, Luts xiv,0, vitoriano, modernista assim por diante. Do Renascimento tardio
Luis XVI, georgian
4 Art Déco, e até nos toques requintados de gosto inti-
‘a Belle Epoque, do Modernismo
mamente retré, a decoracao cldssica revive ainda hoje na delicadeza das formas, na es-
5 sofisticados, nos tecidos e revestimentos magnificos.
colha dos entalhe
ato, uma tendéncia bastante comum nas residén-
Decorar a casa em estilo classico é, de f
‘as propostas do design. Asvezes, o estilo é
jemporaneas, que resiste as excéntric:
nto, por contraste com algumas
le, outras vezes serve de contrapo!
Mesmo que o efeito final seja atemp:
entos de decoragao que fazem Pi
les adquiridos em antiquarios a
antes as de outrora.
cias cont
usado em sua totalidad
pecas, a mobilia contemporanea. oral, sao inevitaveis
cias ao passado: dos complem:
los de uma geracao a outra, e aque
as referén arte da historia
da familia, trasferid
pecas produzidas recentemente, obtidas com técnicas semelhi
a decoracao moderna, em-
é reinterpretado e incluido n
oestilo classico
O estilo classico, desse modo,
bora possam parecer dois mundos incompativeis entre si. Na verdade,
neo oferece diversas possibilidade:
a tradicional 80 reinterpretados,
avizando-se as formas, por exem-
5 de integracao, pelas quais os elemen-
contempora
modificando-se alguns deta-
tos da decoracao classic
a cor e 0s materiais de revestimento Ou SU
thes como
luras e das decoracoes excessivas das mai
plo com a remocao das mold rchetarias.
para manter suas caracteristicas peculiares em relacao ao estilo moderno,
nte, ser reconhecivel pela elegancia, pelos materi:
lidade e ornamentacao das
No entanto,
o classico deve, necessariame’
de, pela sensacao de luxo difundido e pela original
jais de
qualidasPecas de madeira ~ quase sempre nobre, methor se macica -
+ Pedra, vidro e cristal,
méarmore ou granito e ferro batido.
Oacabamento dos méveis as vezes prevé um enver-
nizamento em material de qualidade ou com cores que deixam evidentes aos olhos e ao
tato todas as caracteristicas da madeira. Com frequéncia, os ambientes e as bancadas
sao executados sob medida.
O estilo de decoracao classica nao visa a predominancia da funcdo e do conforto ergo-
némico ou a inser¢ao excessiva de tecnologia. A prioridade é a exibicao da beleza do au-
téntico, simbolo de status social e econdmico elevado, mas sobretudo percebida como
demonstra¢ao de gosto requintado.
Paraos revestimentos, o estilo classico privilegia os materiais naturais ou tratados com
acabamentos espe:
as paredes com frequéncia téim reboque em tons neutros, qua-
se sempre branco, ou adornos sdbrios, papel de parede, pedra ou painéis de madeira.
Ja para 0 piso sao preferiveis 0 Parquete, 0 tijolo e a ceramica, o granito e o marmore.
Entre as cores, predominam as tonalidades quentes das esséncias da madeira, sobretudo
de cerejeira e nogueira, e as naturais do tijolo e da pedra. Nas paredes predominam os
tons pastel, enquanto o dourado costuma ser utilizado para realcar os detalhes. Também
tém um papel importante na decoracao classica tecidos como sedas, brocados e veludos
(as vezes, escolhidos em tom vermetho-escuro) para revestir sofas e poltronas ou para
as cortinas, tapecarias © roupas de mesa (em geral, com motivos florais ou listrados).
Oc méveic. quae Sempre de grandes dimensses. distribuidos nas laterais do ambiente
© nunca nO CeMre. come ocorre na Gecoracao contemporanea, costumam ser adorna-
0s, preenchidas com enfeites acompanhados de toathinhas de croché e vasos as vezesguardados em cristaleiras. Quase sempre esto presentes um lustre suspenso de cris-
tal no centro da sala principal e muitos tapetes.
‘A cozinha classica representa o amago da casa: de madeira, com bancadas de pedra
(marmore ou granito) e piso de tijolo, com objetos de cobre, ceramica e cristal a vista.
Na area de dormir encontram-se 3 cabeceira 63 cama de madeira macica, decorada
com marchetarias iquais as dos criados-mudes: 0 qvarda-roupa, que costuma ter por-
tinholas espelhadas; e abajures com (Acama também pode ser de ferro forja-
do, bem alta e ornamentada com volute
‘ovaso sanitario com caixa de ceramica
ferro fundido, os mesmos materiais uti-
No banheiro esta presente o lavatério:
ea banheira esmaltada com pes de
lizados nas ferragens, com acabe : ‘eretré. E possivel encontrar tam-
bém moveis de madeira sob 0 : sempre de marmore, e paredes de
mosaico completando o ambiente.
Uma sala de jantar tipica desse es t C is bem determinadas, como
um mével retangular ao longo 3 polio e com cor de mogno-escuro,
sofa com as poltronas laterais dec n. det retangular, posicionado na
is frontais de vidro e, dentro,
na terceira parede.
Na decoracao do quarto ded fir um gaveteiro francés estilo Luis XVI
e uma cama com dossel inglés ou m de cortinas de tecido.
Alessandra CoppaProjetada por Philippe Starck para a Kartell,
as formas barrocas das cadeiras Luis XV fore
tadas em uma poltrona transformada om ultr
Poranea pelo material plastico, em um misto
€ moderno.
m ARTESANATO E INDUSTR
Aeevolucao da fase artesanal para a pré-indu
Ultimas décadas do sécuto XIX e de todo o sécul
também por certo virtuosismo aplicado ao méy
Produzem-se méveis que pretendem ser repre:
€, com esse objetivo, resgatam-se os estilos n
dos, do gético inglés ao renascentista italiano
Desde 0 final do século XIX, varios movimentos
“Geartes aplicadas e design - comoa Arts and
am Morris, e pouco depois a escola de G
He Mackintosh, ou a Wiener Werkstatte
jann - demonstraram que é possivel e
% 20 objeto industrial um alto valor forn
ho industrial nasce da exigéncia de
0 do ponto de vista estético, os objetos
Pela industria ao nivel daqueles, mais pr
9S. produzidos artesanalmente.
tempos recentes, uma tendéncia oposta
feito quase de pecas Unicas, em que astrial se une a artesanal para fabricar
25 de um Unico objeto ou mével. Algumas
stecipam nesse aspecto, efetuando p
sriais e técnicas: a Driade trabalhou co
.s0s vidros de Borek Sipek; e a fabri
te artesanal da icdnica e recente cadei
Read, de Philippe Stark, nao da conta d
a pecas por més. Os exemplos $40 inconté
sas “fabricas estéticas”, retorno funcional,
via € nos quais a tecn
estensivo, mas uma sens
‘essiva, experimentacao de materi
sanato e da industrializacao mantém ©
rio entre tradico e contemporaneidade.
HARMONIA E GOSTO REFIA
stilo classico se diferencia pelo equilibrio e
nia da composicao e da distribuigao dos
pientes. Contrariamente a outros estilos, 0
se impée pelos excessos das cores Vivas €
de escala, mas privilegia a essencialidade,
nto e o sentido de proporcao. A beleza e o|
emunham um elevado status social, soe
2 autenticidade e pelo valor dos materiais er
sla originalidade e qualidade artesanal das
oracao, quase sempre de madeira maci¢a,
i, cristal, marmore e granito. As prioridadesTe
Bhiitin')ae .
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LaeyeoRe (MELLO E124
Um sofisticado apartamento romana reviv
entre simbolos classicos e contemporaneosong
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