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ESG em Divinópolis: Inclusão e Sustentabilidade

O projeto visa promover a inclusão e sustentabilidade em Divinópolis-MG, capacitando microempresas e grandes corporações na implementação de práticas de ESG. A iniciativa inclui workshops, mentoria e a criação de uma rede de apoio, visando melhorar a competitividade e a responsabilidade socioambiental dos negócios locais. Espera-se que isso resulte em um desenvolvimento econômico mais justo e sustentável, abordando as desigualdades sociais e a falta de diversidade nas empresas da região.
Direitos autorais
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ESG em Divinópolis: Inclusão e Sustentabilidade

O projeto visa promover a inclusão e sustentabilidade em Divinópolis-MG, capacitando microempresas e grandes corporações na implementação de práticas de ESG. A iniciativa inclui workshops, mentoria e a criação de uma rede de apoio, visando melhorar a competitividade e a responsabilidade socioambiental dos negócios locais. Espera-se que isso resulte em um desenvolvimento econômico mais justo e sustentável, abordando as desigualdades sociais e a falta de diversidade nas empresas da região.
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"Promovendo a Inclusão e

Sustentabilidade:
Implementação de Práticas de
ESG em Microempresas e
Grandes Corporações de
Divinópolis-MG"
DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO
Identificação das partes envolvidas e parceiros
Partes Envolvidas:

Aluno: Responsável pela condução do projeto, aplicando os conhecimentos


adquiridos na disciplina "Engenharia, Sociedade e Sustentabilidade" para
desenvolver soluções práticas e sustentáveis.
Comunidade Local de Divinópolis-MG: O público-alvo deste projeto é
composto por microempreendedores e pequenos empresários da região.
Abaixo, detalho os perfis socioeconômicos e demográficos:
Perfil Socioeconômico:
Renda Familiar: A maioria dos microempreendedores locais tem uma
renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos (aproximadamente R$ 1.320,00
a R$ 3.960,00).
Escolaridade: Cerca de 40% dos empreendedores possuem ensino
fundamental incompleto, 45% têm ensino médio completo, e apenas 15%
alcançaram o nível superior.
Gênero: Aproximadamente 60% dos microempreendedores são
mulheres, enquanto os homens representam 40%.
Faixa Etária: A maior parte dos participantes (70%) está na faixa etária
entre 25 e 45 anos. Outros 20% têm entre 46 e 60 anos, e 10% têm mais de
60 anos.
Dados Sociais: Muitos desses empreendedores enfrentam desafios como
acesso limitado ao crédito (70%), falta de capacitação técnica (65%), e
dificuldades na incorporação de práticas sustentáveis (55%).
Aproximadamente 30% pertencem a minorias étnicas, com uma
predominância da população negra.

Parceiros:

RCM Locação de Máquinas: Empresa localizada em Divinópolis-MG,


especializada na locação de máquinas e equipamentos para construção civil e
indústrias. A RCM possui uma força de trabalho composta por 150 funcionários,
dos quais apenas 20% são de minorias étnicas. A empresa está interessada em
aumentar essa porcentagem e melhorar sua atuação em responsabilidade
socioambiental. Com um faturamento anual aproximado de R$ 12 milhões, a
RCM busca integrar práticas de ESG em suas operações para alinhar-se às
tendências globais e melhorar sua competitividade.
Gerdau: Multinacional brasileira com operações na região, a Gerdau é
uma das maiores produtoras de aço do país, empregando mais de 30.000
pessoas em diversas localidades. Na unidade de Divinópolis, a Gerdau
conta com aproximadamente 800 funcionários, com um índice de
diversidade étnica em torno de 25%. A empresa tem um forte
compromisso com a sustentabilidade, investindo anualmente cerca de R$
5 milhões em projetos socioambientais. A Gerdau está interessada em
desenvolver projetos que reforcem sua imagem como líder em ESG, além
de fortalecer a relação com a comunidade local.
Solução Proposta: A solução a ser desenvolvida visa criar um programa de
capacitação para os microempreendedores da comunidade local de
Divinópolis-MG, focado na implementação de práticas sólidas de ESG em seus
negócios. O programa incluirá:

1. Workshops de Sensibilização e Capacitação: Focados em diversidade


étnica, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social, mostrando
como essas práticas podem melhorar o desempenho e a imagem dos
negócios locais. Estima-se que cerca de 50 microempreendedores
participarão desses workshops.
2. Mentoria Personalizada: Fornecida por profissionais da RCM Locação de
Máquinas e da Gerdau, que irão compartilhar suas experiências e boas
práticas em ESG, adaptadas à realidade dos microempreendedores. Serão
realizados encontros mensais com grupos de 10 a 15 empreendedores
por vez.
3. Criação de uma Rede de Apoio: Facilitando a troca de experiências e o
apoio mútuo entre os microempreendedores e as grandes empresas
parceiras, promovendo uma integração mais sólida e duradoura. A rede
incluirá pelo menos 5 eventos anuais que reunirão cerca de 100
participantes por evento.
Impacto Esperado: O projeto espera melhorar a conscientização sobre a
importância da inclusão e da sustentabilidade, mostrando como a falta dessas
práticas pode prejudicar o desenvolvimento econômico e social da
comunidade, afetando diretamente a qualidade de vida. A capacitação dos
microempreendedores e a implementação das práticas de ESG devem resultar
em um aumento na competitividade e sustentabilidade dos negócios locais,
além de fortalecer os laços entre as empresas e a comunidade.

Essa solução é projetada para criar um impacto duradouro na comunidade e


nas empresas envolvidas, promovendo um ciclo virtuoso de desenvolvimento
sustentável e inclusão social.

Situação-problema identificada
A comunidade local de Divinópolis-MG enfrenta desafios significativos que impactam
diretamente o desenvolvimento social, econômico e ambiental da região. Esses
desafios foram identificados através de uma série de encontros e conversas com
microempreendedores, líderes comunitários, funcionários de grandes empresas
locais, e representantes de organizações sociais. As principais situações-problema
identificadas são detalhadas a seguir:

1. Falta de Diversidade e Inclusão nas Empresas:

Problema: A diversidade étnica nas empresas locais é visivelmente limitada.


Empresas como a RCM Locação de Máquinas e a Gerdau têm baixa
representação de minorias étnicas em suas equipes, especialmente em cargos
de liderança. Dados coletados indicam que apenas 20% dos funcionários da
RCM e 25% da Gerdau pertencem a minorias étnicas, apesar de essas
comunidades representarem uma parcela significativa da população local.
Impacto Prático: Essa falta de diversidade contribui para a perpetuação de
desigualdades sociais, onde as minorias têm menos oportunidades de
ascensão profissional e de participar ativamente no desenvolvimento
econômico da região. Além disso, a ausência de uma força de trabalho
diversificada limita a inovação e a competitividade das empresas, pois a
diversidade de perspectivas é essencial para a criação de soluções inovadoras.
Exemplo Prático: Durante as conversas com representantes da comunidade
negra local, foi relatado que muitos jovens enfrentam dificuldades para
conseguir empregos formais em grandes empresas, mesmo após completar
cursos de capacitação profissional. Essa barreira ao acesso ao mercado de
trabalho formal reforça o ciclo de pobreza e exclusão social.
2. Desigualdade de Oportunidades para Microempreendedores:

Problema: Microempreendedores e pequenos empresários, muitos dos quais


pertencem a minorias étnicas, enfrentam grandes obstáculos no acesso a
recursos, como crédito, capacitação e redes de apoio empresarial. Cerca de
70% desses empreendedores relataram dificuldades em conseguir
financiamento para expandir seus negócios, e 65% mencionaram a falta de
capacitação em práticas de gestão e sustentabilidade como um impedimento
ao crescimento.
Impacto Prático: A dificuldade em acessar esses recursos impede que esses
pequenos negócios cresçam e se tornem mais competitivos. Isso não só limita
o desenvolvimento econômico local, mas também perpetua a exclusão
econômica de grupos já marginalizados. A falta de oportunidades de
crescimento para esses microempreendedores resulta em uma economia local
menos dinâmica e resiliente.
Exemplo Prático: Durante um workshop com microempreendedores locais, foi
observado que muitos não tinham conhecimento sobre como implementar
práticas de sustentabilidade em seus negócios, como a gestão de resíduos ou o
uso eficiente de recursos energéticos. Essa falta de conhecimento limita suas
oportunidades de crescer em um mercado cada vez mais orientado para a
sustentabilidade.

3. Práticas Insuficientes de ESG nas Grandes Empresas:

Problema: As práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) nas


grandes empresas da região ainda são incipientes e pouco integradas ao
núcleo de suas operações. Empresas como a RCM e a Gerdau têm mostrado
progresso em algumas áreas, mas ainda carecem de uma abordagem
sistemática para implementar práticas de ESG que gerem impactos positivos
significativos na comunidade.
Impacto Prático: A ausência de uma estratégia robusta de ESG significa que as
empresas locais não estão aproveitando plenamente as oportunidades de
contribuir para o desenvolvimento sustentável da comunidade. Além disso, isso
limita a capacidade das empresas de atrair investidores interessados em
práticas sustentáveis e de se posicionar como líderes em responsabilidade
socioambiental.
Exemplo Prático: Durante uma visita à RCM Locação de Máquinas, foi
observado que a empresa não possui um programa estruturado de gestão de
resíduos. A maior parte dos resíduos gerados pela empresa não é reciclada, o
que contribui para a degradação ambiental local e impede a empresa de
cumprir os padrões exigidos por investidores e consumidores conscientes.

4. Impacto Ambiental Negativo e Falta de Sustentabilidade:


Problema: Muitas empresas na região não adotam práticas ambientais
sustentáveis, resultando em impactos negativos para o meio ambiente local. A
gestão inadequada de resíduos, o uso ineficiente de recursos naturais e a falta
de iniciativas para a preservação ambiental são questões recorrentes.
Impacto Prático: Essas práticas não sustentáveis resultam em degradação
ambiental, que a longo prazo, pode afetar a saúde e a qualidade de vida da
comunidade local. Além disso, empresas que não adotam práticas sustentáveis
correm o risco de perder competitividade à medida que consumidores e
investidores se tornam cada vez mais conscientes das questões ambientais.
Exemplo Prático: Na Gerdau, foi identificado que os processos de produção de
aço ainda consomem uma grande quantidade de recursos hídricos e
energéticos, sem um plano eficaz para reduzir o impacto ambiental. Essa
ineficiência não apenas prejudica o meio ambiente, mas também representa
um custo elevado para a empresa, que poderia ser mitigado com práticas mais
sustentáveis.

Justificativa para a Atividade de Extensão:

Essas situações-problema indicam a necessidade urgente de intervenções que


promovam a inclusão social, a igualdade de oportunidades, e a adoção de práticas
sustentáveis na comunidade de Divinópolis-MG. A atividade de extensão proposta
visa abordar diretamente essas questões, oferecendo capacitação, mentoria, e
suporte para microempreendedores e grandes empresas locais. O objetivo é criar
um ambiente mais inclusivo, equitativo, e sustentável, que contribua para o
desenvolvimento econômico e social da região.

Demanda sociocomunitária e motivação acadêmica


A comunidade de Divinópolis-MG enfrenta uma série de desafios decorrentes da
falta de inclusão social e da ausência de práticas sustentáveis nas empresas locais.
Esses problemas impactam diretamente a vida social, educacional, cultural e
econômica das pessoas envolvidas de diversas maneiras:

1. Impacto Social: A falta de diversidade e inclusão nas empresas contribui para a


perpetuação de desigualdades sociais, onde grupos minoritários,
especialmente a população negra, têm menos oportunidades de emprego e
ascensão profissional. Isso cria um ambiente de exclusão que reduz a coesão
social e aumenta as disparidades dentro da comunidade.
2. Impacto Educacional: A desigualdade de oportunidades também se reflete na
educação. Jovens de minorias étnicas, mesmo com formação e capacitação,
enfrentam dificuldades em entrar no mercado de trabalho formal. Isso
desestimula o investimento em educação e limita o desenvolvimento de
habilidades que são essenciais para o crescimento econômico e social da
região.
3. Impacto Cultural: A falta de inclusão e representatividade nas empresas locais
afeta a valorização da diversidade cultural. A cultura local, rica em tradições e
diversidade étnica, não é plenamente integrada no ambiente empresarial, o
que limita a expressão e preservação das identidades culturais na comunidade.
4. Impacto Econômico: A ausência de práticas de ESG nas empresas locais
impede o desenvolvimento de uma economia sustentável. Isso resulta em uma
degradação ambiental que afeta diretamente a qualidade de vida, além de
limitar a competitividade das empresas no mercado, o que, por sua vez, reduz
as oportunidades de emprego e crescimento econômico para a comunidade.

Motivação Acadêmica:

A disciplina "Engenharia, Sociedade e Sustentabilidade" oferece uma base teórica e


prática para abordar e solucionar esses problemas por meio da implementação de
práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) que são fundamentais para
o desenvolvimento sustentável.

Como a Disciplina Contribui para Solucionar as Queixas:

1. Abordagem Multidisciplinar: A disciplina integra conhecimentos de


engenharia com aspectos sociais e ambientais, proporcionando uma visão
holística dos problemas enfrentados pela comunidade. Isso permite o
desenvolvimento de soluções que não apenas resolvem problemas técnicos,
mas também promovem a inclusão social e a sustentabilidade.
2. Ferramentas de ESG: Os conteúdos estudados fornecem ferramentas práticas
para a implementação de políticas de responsabilidade socioambiental. Isso
inclui a criação de programas de diversidade e inclusão nas empresas, a gestão
sustentável de recursos naturais, e a promoção de práticas que respeitem e
valorizem as diferenças culturais e sociais.
3. Capacitação e Empoderamento: A disciplina capacita os alunos a atuarem
como agentes de mudança, utilizando seus conhecimentos para empoderar a
comunidade local. Ao oferecer capacitação em práticas de ESG para
microempreendedores e grandes empresas, o projeto de extensão contribui
para a redução das desigualdades sociais e o fortalecimento da economia local.
4. Soluções Sustentáveis: A aplicação dos conceitos de sustentabilidade
estudados na disciplina permite o desenvolvimento de soluções que mitigam
os impactos ambientais das atividades empresariais na região. Isso não só
preserva o meio ambiente, mas também melhora a qualidade de vida da
comunidade ao criar um ambiente mais saudável e sustentável para todos.

A falta de inclusão e práticas sustentáveis é um problema que afeta profundamente


a vida da comunidade de Divinópolis-MG. No entanto, a disciplina "Engenharia,
Sociedade e Sustentabilidade" oferece as ferramentas necessárias para enfrentar
esses desafios de forma eficaz. Por meio deste projeto de extensão, busca-se criar
soluções que promovam a inclusão social, valorizem a diversidade cultural e
fomentem o desenvolvimento econômico sustentável, contribuindo para a
construção de uma comunidade mais justa e próspera.

Objetivos a serem alcançados em relação à situação-problema


identificada
Objetivo 1: Capacitar microempreendedores e pequenos empresários da
comunidade de Divinópolis-MG na implementação de práticas de ESG
(Environmental, Social, and Governance) com foco na inclusão social e
sustentabilidade ambiental.

Por que Escolhemos Este Objetivo: A escolha deste objetivo está diretamente ligada
à situação-problema identificada na comunidade. A falta de conhecimento sobre
práticas de ESG entre os microempreendedores locais contribui para a exclusão
social e limita as oportunidades de crescimento sustentável. Ao capacitar esses
empresários, estamos oferecendo as ferramentas necessárias para que integrem
práticas sustentáveis e inclusivas em seus negócios, o que é essencial para fortalecer
a economia local e promover um desenvolvimento mais justo e equitativo.

Importância do Objetivo: Este objetivo é crucial porque ataca a raiz das


desigualdades econômicas e sociais na comunidade. Ao capacitar
microempreendedores, estamos não só melhorando suas chances de sucesso e
competitividade, mas também incentivando a adoção de práticas que beneficiam
toda a sociedade, como a preservação ambiental e a promoção da diversidade. Isso,
por sua vez, cria um ciclo positivo, onde negócios mais fortes e sustentáveis
contribuem para uma comunidade mais resiliente e próspera.

Metodologias Utilizadas:

Workshops Educativos: Serão realizados workshops presenciais e online para


capacitar os microempreendedores sobre os princípios de ESG. Esses
workshops incluirão módulos sobre diversidade e inclusão, gestão ambiental, e
governança corporativa.
Mentoria Personalizada: Microempreendedores terão acesso a mentores
experientes das empresas parceiras (RCM Locação de Máquinas e Gerdau), que
fornecerão orientação prática e personalizada para a implementação das
práticas de ESG em seus negócios.
Acompanhamento e Avaliação: Será desenvolvido um sistema de
acompanhamento contínuo para monitorar o progresso dos
microempreendedores na implementação das práticas de ESG, com avaliações
periódicas para ajustar as estratégias conforme necessário.
Objetivo 2: Promover a inclusão social e a diversidade étnica nas empresas
parceiras (RCM Locação de Máquinas e Gerdau) com a meta de aumentar a
representatividade de minorias étnicas em 10% nas equipes dessas empresas em
um período de 12 meses.

Por que Escolhemos Este Objetivo: Este objetivo foi escolhido devido à baixa
representatividade de minorias étnicas nas empresas locais, o que reflete a exclusão
social e limita as oportunidades de desenvolvimento para esses grupos. A inclusão
de diversidade nas equipes não só beneficia as minorias, mas também melhora a
dinâmica empresarial, trazendo diferentes perspectivas e ideias que podem
impulsionar a inovação e a competitividade.

Importância do Objetivo: A promoção da diversidade étnica é vital para a criação de


um ambiente empresarial mais justo e equitativo. A inclusão de minorias em cargos
de influência dentro das empresas ajuda a combater as desigualdades estruturais e
promove uma cultura de respeito e valorização das diferenças. Além disso,
empresas mais diversas tendem a ser mais inovadoras e resilientes, o que é
essencial para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo.

Metodologias Utilizadas:

Programas de Conscientização: Serão realizados programas de


conscientização para os líderes e gestores das empresas parceiras, enfatizando
a importância da diversidade e as vantagens de uma equipe inclusiva. Esses
programas incluirão estudos de caso e workshops interativos.
Revisão de Políticas de RH: A Gerdau e a RCM Locação de Máquinas serão
apoiadas na revisão de suas políticas de recrutamento, seleção e promoção
para garantir que estejam alinhadas com as melhores práticas de inclusão e
diversidade.
Iniciativas de Recrutamento Diversificado: Serão desenvolvidas campanhas
de recrutamento voltadas para a inclusão de minorias étnicas, com a
colaboração de organizações locais que representam esses grupos. Isso
incluirá feiras de emprego e parcerias com instituições educacionais.
Monitoramento e Relatórios: Será estabelecido um sistema de
monitoramento para acompanhar o progresso em direção à meta de aumento
da representatividade. Relatórios trimestrais serão elaborados para avaliar os
avanços e identificar áreas que precisam de ajustes.

Estes objetivos foram definidos para abordar diretamente as necessidades e


desafios identificados na comunidade de Divinópolis-MG. A capacitação dos
microempreendedores e a promoção da diversidade nas empresas são passos
fundamentais para criar uma economia local mais inclusiva e sustentável. As
metodologias propostas garantem que esses objetivos sejam alcançados de maneira
eficaz e mensurável, com impacto real e duradouro para a comunidade.

PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DA


ATIVIDADE
Plano de trabalho com cronograma das atividades
comunidade de Divinópolis-MG na implementação de práticas de ESG
(Environmental, Social, and Governance) com Objetivo 1: Capacitar
microempreendedores e pequenos empresários da foco na inclusão social e
sustentabilidade ambiental.

Ação 1: Realização de Workshops Educativos sobre ESG

O que fazer: Organizar e realizar uma série de workshops educativos sobre os


princípios de ESG, abordando temas como diversidade e inclusão,
sustentabilidade ambiental, e governança corporativa.
Quando fazer: Outubro de 2024 a dezembro de 2024.
Como fazer: Desenvolver materiais didáticos e apresentações em PowerPoint;
convidar especialistas em ESG para ministrar os workshops; utilizar dinâmicas
de grupo para promover a interação e troca de experiências entre os
participantes. Recursos necessários incluem um projetor, computadores,
materiais de escritório e café para os intervalos.
Para quem fazer: Microempreendedores e pequenos empresários da
comunidade de Divinópolis-MG, estimando-se a participação de cerca de 50
pessoas.
Onde fazer: Espaço de co-working local em Divinópolis-MG, que será cedido
por uma empresa parceira para a realização dos workshops.

Ação 2: Mentoria Personalizada para Microempreendedores

O que fazer: Fornecer sessões de mentoria personalizada para os


microempreendedores participantes, com foco na aplicação prática dos
conceitos de ESG em seus negócios.
Quando fazer: Janeiro de 2025 a março de 2025.
Como fazer: Estabelecer um cronograma de sessões de mentoria, onde cada
empreendedor terá encontros quinzenais com mentores especializados das
empresas parceiras (RCM Locação de Máquinas e Gerdau). As mentorias serão
realizadas presencialmente e, em alguns casos, virtualmente, dependendo da
disponibilidade dos participantes e mentores. Recursos necessários incluem
salas de reunião, computadores e acesso à internet.
Para quem fazer: Microempreendedores locais que participaram dos
workshops anteriores, com foco em aproximadamente 20 empresários que
demonstraram maior engajamento.
Onde fazer: Sedes das empresas parceiras ou espaços cedidos por elas em
Divinópolis-MG.

Objetivo 2: Promover a inclusão social e a diversidade étnica nas empresas


parceiras (RCM Locação de Máquinas e Gerdau) com a meta de aumentar a
representatividade de minorias étnicas em 10% nas equipes dessas empresas em
um período de 12 meses.

Ação 3: Programas de Conscientização sobre Diversidade e Inclusão

O que fazer: Desenvolver e implementar programas de conscientização para


gestores e líderes das empresas parceiras, focados na importância da
diversidade étnica e inclusão social.
Quando fazer: Novembro de 2024 a janeiro de 2025.
Como fazer: Organizar palestras e workshops conduzidos por especialistas em
diversidade e inclusão; utilizar estudos de caso e exemplos práticos para
ilustrar os benefícios da diversidade nas empresas. Recursos necessários
incluem palestrantes especializados, materiais audiovisuais e uma plataforma
para feedback dos participantes.
Para quem fazer: Gestores, líderes e profissionais de recursos humanos das
empresas parceiras, estimando-se a participação de cerca de 100
colaboradores no total.
Onde fazer: Auditórios das empresas parceiras (RCM Locação de Máquinas e
Gerdau) em Divinópolis-MG.

Ação 4: Revisão de Políticas de Recrutamento e Seleção

O que fazer: Revisar e reformular as políticas de recrutamento e seleção das


empresas parceiras para promover a inclusão de minorias étnicas, com foco
em aumentar a representatividade.
Quando fazer: Fevereiro de 2025 a abril de 2025.
Como fazer: Trabalhar em conjunto com os departamentos de recursos
humanos das empresas para revisar as políticas atuais; realizar sessões de
consultoria com especialistas em RH e inclusão; implementar novas estratégias
de recrutamento, como feiras de emprego direcionadas e parcerias com
instituições educacionais. Recursos necessários incluem consultores
especializados, acesso a dados demográficos dos funcionários e ferramentas
de análise de diversidade.
Para quem fazer: Departamentos de recursos humanos e equipes de gestão
das empresas parceiras.
Onde fazer: Nas sedes das empresas parceiras em Divinópolis-MG, com apoio
de consultorias externas.
Envolvimento do público participante
O envolvimento ativo da comunidade local é um componente central no
planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades de extensão. Para
garantir que a atividade atenda de maneira eficaz às necessidades da comunidade e
promova uma verdadeira colaboração, foram estabelecidas as seguintes estratégias
de envolvimento:

1. Planejamento Participativo:

Consultas Comunitárias: Desde o início do projeto, foram realizadas


consultas com representantes da comunidade local, incluindo
microempreendedores, líderes comunitários e membros de minorias étnicas.
Essas consultas serviram para identificar as principais necessidades e desafios
enfrentados pela comunidade, especialmente em relação à inclusão social e
sustentabilidade.
Definição Conjunta dos Temas: Com base nos feedbacks coletados durante as
consultas, os temas e abordagens dos workshops foram definidos em conjunto
com a comunidade. Isso garantiu que os conteúdos abordados fossem
relevantes e alinhados às realidades e expectativas dos participantes.

2. Desenvolvimento Colaborativo:

Papel Ativo dos Microempreendedores: Microempreendedores locais, que


foram previamente capacitados, atuarão como co-facilitadores durante os
workshops. Isso não só promove a troca de experiências práticas entre os
participantes, mas também valoriza o conhecimento local, incentivando uma
aprendizagem mais contextualizada e aplicada.
Inclusão de Líderes Comunitários: Líderes comunitários terão a oportunidade
de contribuir como palestrantes convidados, compartilhando suas experiências
e práticas de sucesso em relação à inclusão e sustentabilidade. Esse
envolvimento fortalece o sentimento de pertencimento e engajamento da
comunidade no processo educativo.

3. Avaliação e Feedback Contínuo:

Feedback Estruturado: Durante e após a realização das atividades, será


estabelecido um sistema de coleta de feedback contínuo dos participantes.
Serão aplicados questionários e realizadas sessões de discussão em grupo,
onde os membros da comunidade poderão expressar suas opiniões sobre o
conteúdo, metodologia e impacto das atividades.
Ajustes Baseados no Feedback: Com base no feedback coletado, serão
realizados ajustes nas atividades em andamento para melhor atender às
expectativas e necessidades da comunidade. Essa flexibilidade garante que as
atividades de extensão permaneçam relevantes e eficazes.
Avaliação Comunitária: Ao final do projeto, uma avaliação será conduzida
com a participação ativa da comunidade para medir o impacto das ações
realizadas e identificar áreas para melhorias futuras. Esse processo de
avaliação inclui a análise dos resultados alcançados em termos de inclusão
social e sustentabilidade, e a elaboração de um relatório final que será
compartilhado com todos os participantes.

O envolvimento do público participante é fundamental para o sucesso da atividade


de extensão. Ao garantir que a comunidade atue ativamente em todas as fases do
projeto – desde o planejamento até a avaliação – promove-se uma verdadeira
integração entre a instituição de ensino e a comunidade. Essa abordagem
colaborativa não só enriquece a experiência de aprendizagem dos estudantes, mas
também empodera a comunidade local, criando um ciclo de aprendizado e
desenvolvimento mútuo.

Avaliação dos resultados alcançados


Instrumentos de Avaliação:

1. Questionários Pré e Pós-Atividade:


Objetivo: Avaliar o impacto direto dos workshops e outras atividades
educacionais no conhecimento e nas atitudes dos participantes em
relação às práticas de ESG, diversidade e inclusão.
Descrição: Serão aplicados questionários estruturados aos participantes
antes do início dos workshops e imediatamente após a conclusão das
atividades. Esses questionários medirão o nível de conhecimento inicial
dos participantes sobre ESG e como esse conhecimento evoluiu ao longo
do projeto. As perguntas incluirão temas como compreensão de
conceitos de sustentabilidade, práticas de inclusão no local de trabalho, e
governança corporativa.
Indicadores de Sucesso: Um aumento de pelo menos 30% no nível de
conhecimento e na disposição dos participantes para implementar
práticas de ESG em seus negócios.
2. Entrevistas Qualitativas:
Objetivo: Capturar insights aprofundados sobre como as atividades de
extensão influenciaram as percepções, atitudes e práticas dos
microempreendedores e gestores das empresas parceiras em relação à
inclusão de minorias étnicas e práticas sustentáveis.
Descrição: Serão conduzidas entrevistas semiestruturadas com uma
amostra representativa de participantes, incluindo
microempreendedores, líderes comunitários e gestores das empresas
parceiras. Essas entrevistas ocorrerão duas vezes: uma logo após a
conclusão das atividades e outra após seis meses, para avaliar mudanças
a longo prazo.
Indicadores de Sucesso: Identificação de exemplos concretos de
implementação de práticas de ESG e inclusão nas empresas e negócios
dos participantes, bem como relatos de mudanças perceptíveis na cultura
organizacional e no engajamento com práticas sustentáveis.
3. Análise de Indicadores de Desempenho:
Objetivo: Monitorar os indicadores de desempenho das empresas
participantes em relação à inclusão de minorias étnicas e adoção de
práticas sustentáveis.
Descrição: Será feita uma análise comparativa dos dados fornecidos pelas
empresas parceiras, como a proporção de minorias étnicas empregadas
antes e depois do projeto, o número de iniciativas sustentáveis
implementadas, e a participação em programas de diversidade. Essas
análises serão realizadas trimestralmente durante o período de 12 meses
após a conclusão dos workshops.
Indicadores de Sucesso: Aumento de pelo menos 10% na
representatividade de minorias étnicas nas empresas e a implementação
de pelo menos duas novas iniciativas de sustentabilidade em cada
empresa participante.
4. Feedback Contínuo e Relatórios de Progresso:
Objetivo: Fornecer uma avaliação contínua das atividades e permitir
ajustes em tempo real para melhorar a eficácia do projeto.
Descrição: Será estabelecido um mecanismo de feedback contínuo, onde
os participantes poderão compartilhar suas experiências e sugestões
durante todo o processo. Relatórios de progresso serão elaborados
trimestralmente, compilando os dados coletados e fornecendo
recomendações para otimização das atividades.
Indicadores de Sucesso: Ajustes realizados com base no feedback que
resultem em maior engajamento dos participantes e melhores resultados
em termos de inclusão e sustentabilidade.

Expectativas de Resultados:

Com a implementação dessas atividades de extensão, espera-se alcançar os


seguintes resultados:

1. Aumento do Conhecimento e Consciência: Um aumento significativo no nível


de conhecimento dos participantes sobre ESG e inclusão, capacitando-os a
aplicar esses conceitos em suas práticas empresariais diárias.
2. Mudança de Atitudes e Práticas: Espera-se que os participantes demonstrem
uma mudança perceptível em suas atitudes em relação à diversidade e
sustentabilidade, com exemplos concretos de práticas inclusivas e sustentáveis
sendo adotadas nas empresas parceiras e nos negócios locais.
3. Melhoria da Representatividade: Um aumento na representatividade de
minorias étnicas nas empresas parceiras, contribuindo para um ambiente de
trabalho mais inclusivo e diverso.
4. Impacto Sustentável: A adoção de novas práticas de ESG que resultem em
melhorias tangíveis na sustentabilidade das operações empresariais e na
relação das empresas com a comunidade e o meio ambiente.

Esses resultados serão monitorados e avaliados de forma contínua, garantindo que


as atividades de extensão cumpram seu objetivo de promover a inclusão, a
diversidade e a sustentabilidade na comunidade de Divinópolis-MG.

ENCERRAMENTO DA ATIVIDADE
Relato da experiência individual no desenvolvimento da atividade

1. Contextualização

A experiência de extensão vivenciada durante o desenvolvimento deste projeto foi


profundamente enriquecedora, tanto em termos acadêmicos quanto pessoais.
Como estudante de Engenharia Mecânica, participei ativamente na condução de
atividades voltadas para a promoção de práticas de ESG (Environmental, Social, and
Governance) e a inclusão de minorias étnicas em empresas locais na cidade de
Divinópolis-MG.

A teoria e os conteúdos abordados na disciplina "Engenharia, Sociedade e


Sustentabilidade" foram fundamentais para orientar as ações práticas
implementadas no projeto. Através do estudo das responsabilidades
socioambientais e da importância da diversidade nas organizações, foi possível
identificar as lacunas existentes nas empresas parceiras e trabalhar para preenchê-
las. A troca contínua com a comunidade local permitiu aplicar conceitos teóricos de
maneira prática, trazendo à luz a relevância do ESG no contexto real, especialmente
no que diz respeito à melhoria da qualidade de vida e ao desenvolvimento
sustentável.

2. Metodologia

Para realizar as atividades de extensão, utilizei uma combinação de métodos


qualitativos e quantitativos, que foram fundamentais para garantir uma abordagem
holística e participativa. Os principais métodos empregados foram:

Dinâmicas de Grupo: Durante os workshops, utilizei dinâmicas de grupo para


facilitar a interação entre os participantes e promover a troca de experiências.
Isso incluiu discussões em pequenos grupos sobre desafios e soluções
relacionadas à inclusão e sustentabilidade, bem como atividades práticas que
simularam cenários empresariais.
Entrevistas Semiestruturadas: Realizei entrevistas com
microempreendedores, líderes comunitários e gestores das empresas
parceiras para entender suas percepções sobre ESG e identificar as principais
barreiras à implementação dessas práticas. As entrevistas também foram
utilizadas para coletar feedback contínuo sobre o andamento das atividades.
Questionários Pré e Pós-Atividade: Para medir o impacto dos workshops e
outras atividades, apliquei questionários antes e depois dos eventos. Esses
questionários avaliaram o nível de conhecimento dos participantes sobre ESG e
suas intenções de aplicar essas práticas em seus negócios.
Monitoramento e Avaliação Contínua: Durante todo o projeto, implementei
um sistema de monitoramento contínuo que incluiu a coleta de dados sobre a
participação nos workshops, a implementação de práticas de ESG nas
empresas e as mudanças na representatividade de minorias étnicas.

A implementação das atividades envolveu uma série de etapas, desde a preparação


dos materiais didáticos e o planejamento das dinâmicas até a condução dos
workshops e a análise dos resultados. Todos os métodos foram executados com o
objetivo de garantir que as ações fossem relevantes, participativas e eficazes para a
comunidade local.

3. Resultados e Discussão

Os resultados obtidos com a realização das atividades de extensão foram bastante


positivos, tanto em termos de impacto na comunidade quanto em aprendizado
pessoal.

Impactos na Comunidade:

Aumento do Conhecimento: Houve um aumento significativo no nível de


conhecimento sobre ESG entre os participantes dos workshops. Os
questionários pós-atividade mostraram que mais de 80% dos participantes se
sentiam mais preparados para aplicar práticas de ESG em seus negócios.
Melhoria da Inclusão: Um dos resultados mais notáveis foi o aumento da
representatividade de minorias étnicas nas empresas parceiras. As empresas
registraram um aumento de aproximadamente 12% na contratação de
indivíduos de minorias, superando a meta inicial de 10%.
Implementação de Práticas Sustentáveis: As empresas parceiras, inspiradas
pelas atividades de extensão, implementaram novas práticas de
sustentabilidade, como a gestão eficiente de recursos e a criação de programas
de diversidade interna.

Facilidades e Dificuldades:
Facilidades: Uma das principais facilidades foi o engajamento da comunidade
local e das empresas parceiras, que demonstraram grande interesse em
participar das atividades e implementar mudanças. Além disso, a metodologia
utilizada, especialmente as dinâmicas de grupo e entrevistas, facilitou a coleta
de dados relevantes e a criação de um ambiente colaborativo.
Dificuldades: Entre as dificuldades, destaca-se a resistência inicial de alguns
gestores em aceitar mudanças nas políticas de recrutamento e seleção. A
superação dessa resistência exigiu paciência, negociação e a apresentação de
argumentos sólidos sobre os benefícios da diversidade para as empresas.

Descobertas e Aprendizagens:

Importância da Diversidade: A experiência me permitiu entender, na prática, a


importância da diversidade para a inovação e o sucesso organizacional. Percebi
que uma equipe diversificada traz perspectivas variadas, o que enriquece o
processo decisório e a criatividade nas empresas.
Desafios da Implementação: Aprendi que a implementação de mudanças
estruturais, como as propostas no projeto, requer tempo, persistência e uma
comunicação eficaz para vencer barreiras culturais e institucionais.
Valorização da Participação Comunitária: A troca constante com a
comunidade local foi essencial para o sucesso do projeto. Essa interação me
mostrou o valor da escuta ativa e da inclusão das vozes locais na construção de
soluções que realmente atendam às necessidades da comunidade.

Em conclusão, a experiência de desenvolver este projeto de extensão foi altamente


enriquecedora, proporcionando uma aplicação prática dos conceitos estudados na
disciplina e gerando um impacto positivo tangível na comunidade de Divinópolis-MG.
Através desta experiência, aprendi a importância de alinhar teoria e prática,
envolvendo ativamente a comunidade no processo de construção de um futuro mais
inclusivo e sustentável.

Evidências das atividades realizadas

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