Coaching Executivo: Fundamentos e Práticas
Coaching Executivo: Fundamentos e Práticas
COACHING EXECUTIVO
0. PRÓLOGO 04
1. COACHING: BASES E FUNDAMENTOS 08
1.1 DEFINIÇÃO DE COACHING 08
1.2 NECESSIDADE E PAPEL DE COACHING 13
1.3 COMPONENTES DO COACHING 16
1.4 COACHING E DESENVOLVIMENTO DE APTIDÕES 21
1.5 COACHING, MUDANÇA E APRENDIZAGEM 25
1.6 OBJETIVOS DO COACHING 36
1.7 PARA QUEM VAI DIRIGIDO O COACHING 40
1.8 PERFIL DO COACHING: FORMAÇÃO E APTIDÕES 43
1.9 A NECESSIDADE DE MANAGEMENT ATUAL E O LÍDER COACH 38
2. TIPOS DE COACHING E COACHING NAS ORGANIZAÇÕES 52
2.1 COACHING INDIVIDUAL 52
2.2 O EXECUTIVE COACHING OU DE “NÚMERO UM” 54
2.3 AS ETAPAS E MODELOS DE COACHING 55
2.4 O CONTRATO TRIANGULAR 63
2.5 COACHING DE EQUIPES 66
2.6 COACHING COMO ESTILO DE LIDERANÇA 76
3. PROCESSO DE COACHING E METODOLOGIAS 90
3.1 O PROCESSO COACHING 90
3.2 PRINCÍPIOS ESSENCIAIS DO COACHING 96
3.3 METODOLOGIAS CHAVE NO PROCESSO COACHING 109
4. MARCO TEÓRICO E OUTRAS FERRAMENTAS PARA O COACHING 125
4.1 PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA (PNL) 125
4.2 ANÁLISE TRANSACIONAL (AT) 126
4.3 PROCESS COMUNICATION MODEL (PCM) 133
4.4 ASSESMENT CENTER E DEVELOP CENTER 136
4.5 ALINHAMENTO DA EQUIPE OU TEAM DIAGNOSTIC ASSESSMENT 137
4.6 AVALIAÇÃO 360º 137
4.7 E-COACHING 138
4.8 MBTI 139
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0. PRÓLOGO
Mas mudar não é fácil. Requer a conscientização dessa necessidade e do esforço para
modificar hábitos que não são prósperos. O problema está em que podemos continuar
a usando as mesmas ferramentas/armadilhas que usávamos até então, seja por
imitação, por não contradizer as tradições, por falta de iniciativa ou de líderes
transgressores.
Lembremos que mesmo com as mudanças geracionais nos altos cargos diretivos, as
atitudes ainda são de resistência. Porém, devemos viver os valores da “cultura da
mudança” em nossos comportamentos e atitudes, visto que a melhor campanha de
comunicação na gestão da mudança é o exemplo.
Aproveitamos esse espaço para comentar sobre a figura do líder. O líder é quem
esperamos ser capaz de motivar, incentivar e exercer influência no comportamento ou
no modo de pensar da sua equipe com o propósito de trabalhar visando um bem
comum.
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Dessa forma, fica fácil afirmar que empresas e organizações atuais precisam de líderes
não somente no topo da pirâmide. Porém, bons profissionais e líderes não nascem com
esta vocação e com as características esperadas em pleno desenvolvimento. São figuras
que são geralmente desenvolvidas, sendo que a formação clássica, embora necessária
e importante, não é suficiente para tal aquisição. Não só se faz necessário possuir
conhecimento, mas treinar habilidades, aptidões e educar-se em novos valores, crenças
e emoções.
Portanto, o Coaching Executivo tem como objetivo preparar líderes e gestores para que
estes possam alinhar suas habilidades e competências de acordo com o que a
organização espera deles, destacando-os no mercado em que atuam e ganhando não só
em produtividade mas impactando positivamente no crescimento organizacional que,
por sua vez, aumentará sua capacidade e lucro.
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Porém, como líderes que somos, devemos perceber quais são as nossas próprias
atitudes e barreiras diante de um projeto que requer mudança. O que é que essa
transformação proporcionará em cada um de nós? E como vamos trabalhar as atitudes
necessárias para superar nossas próprias barreiras e nos converter no motor da
mudança?
Sem dúvida, somos todos responsáveis por dirigir e governar a nossa vida. No entanto
em muitas ocasiões, especialmente em nossa vida profissional, a falta de informação e
orientação nos leva a desenvolver uma carreira abaixo do nosso talento por
desconhecer o próprio potencial e a responsabilidade no sucesso ou no fracasso da
nossa carreira.
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A importância do Coaching é cada vez mais. relevante e mais da metade das empresas
de fortuna nos Estados Unidos utilizam este método de desenvolvimento de seus
executivos. Na verdade, verificou-se que as empresas que utilizam esta técnica de
desenvolvimento e crescimento apresentam um retorno do investimento seis vezes
maior que o custo do projeto do Coaching externo.
Devemos lembrar que aqueles que passam pelo processo do Coaching Executivo
aprendem técnicas que podem aplicar em si mesmos e nos seus companheiros de
trabalho. Dessa forma, se transformam em potentes ferramentas capazes de maximizar
o próprio potencial e o potencial da sua equipe.
Para conhecermos mais sobre esse fascinante assunto, a nossa apostila se encontra
dividida em 4 blocos teóricos: as bases e os fundamentos do Coaching; seus diversos
tipos existentes e as diferentes perspectivas de Coaching na sociedade; Processos e
metodologias e Quadro teórico.
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O Coaching toma como ponto de partida a situação atual apresentada pelo cliente e se
concentra no que ele está disposto a fazer para chegar onde gostaria de estar no
futuro. Com a consciência de que todos os resultados dependem das intenções,
escolhas e ações do cliente, apoiado pelo esforço do coach e da aplicação do método
de Coaching.
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Para entendermos o início do Coaching, é necessário voltar na Idade Média. Por mais
que se acredite que esse seja um termo recente, na verdade, a sua origem ocorre no
século XVI, na Hungria. Em uma cidade chamada Kocs, situada entre Budapest e Viena,
seus habitantes começaram a produzir carruagens com suspensão de molas de aço,
extremamente almejadas devido ao conforto que ofereciam aos passageiros, frente as
tradicionais carroças.
Estas carruagens eram conhecidas como kocsi szeker e os moradores de Kocs passaram
também a serem chamados de kocsi. Tal termo, ao ser pronunciado na língua inglesa,
era entendido como coach.
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No esporte, o Coaching surge como uma técnica específica, utilizada por treinadores
para motivar profissionais. O grande diferencial desse método é o chamado Inner Game,
ou Jogo Interior, criado por Timothy Gallwey (1938) que considera que o oponente real
não é nenhum outro competidor, mas as próprias limitações e fraquezas do esportista.
Por sua vez, nessa época, a psicologia começava a refletir sobre o comportamento e,
assim, surgem teorias sobre motivação e estrutura organizacional que visavam explicar
e assessorar o ser humano.
Platão foi outro grande contribuidor. Em sua obra, podemos reconhecer a estrutura dos
seus diálogos como sessões de Coaching primitivas e encontrar a importância das
perguntas como ferramenta de trabalho, capaz de potencializar encontros e de servir
como método para a aquisição do conhecimento.
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François Delivré
"Um processo cujo objetivo é promover a conscientização de uma pessoa ou uma equipe
sobre seu modo específico de operação, com o objetivo de superação da situação atual.”
Timothy Gallwey
É importante destacar que o Coaching considera o fato que todo mundo pode aumentar
seu o desempenho, não só aperfeiçoando seus conhecimentos técnicos mas
melhorando seu nível de qualificação, o que implica a abordagem de metas, gestão de
tempo, trabalho em equipe, liderança, autocontrole e comunicação. Tal fato sempre foi
norteado pelo princípio do pragmatismo, ou seja, especificando as etapas, técnicas e
indicadores de progresso que permitem obter melhorias evidentes para o profissional e
para a empresa.
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Em essência, são conceitos que possuem bastante elementos em comum e que visam
impulsionar o crescimento pessoal mas se diferenciam no método aplicado. Tanto o
coach como o mentor são profissionais que se destacam pela escuta ativa porém o
Coaching visa trabalhar com objetivos mais precisos e de caráter imediatos.
Por sua vez, Mentoring é a relação de apoio existente entre uma pessoa e seu mentor
que, pela experiência é um perito capaz de enriquecer aquele que precisa de ajuda,
através de conselhos e orientação práticas. Abordando em outras palavras, é uma figura
de referência da qual se pode aprender graças a sua experiência.
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• Necessidade do Coaching
A sociedade atual é cada dia mais individualista, vamos mais rápido sem saber para onde
ir ou qual caminho tomar. A comunicação é feita através de clicks e vivemos com a
sensação de que estamos oprimidos pelos novos papéis, situações e mudanças que
temos que assumir, tanto na vida pessoal como na vida empresarial. No meio desse
excesso de informação, mais do que nunca, é necessário perguntar-nos para onde
estamos indo e para onde queremos ir.
Cada empresa possui um modus operandi que revela sua cultura e o que se espera dos
seus funcionários. Em muitas delas, ainda há a imperativa ditadura do imediatismo, de
obter resultados e produtividade, deixando as questões humanas em segundo plano.
Tal feito implica em atitudes como a cultura do sucesso rápido, a concorrência, o
individualismo, a lei do pouco esforço e a intolerância aos erros, aumentando o nível de
estresse, absentismo e de desmotivação da equipe.
Porém, façamos uma pausa para trazer à luz a transformação da empresa nos séculos
XX e XXI. A imagem piramidal da companhia do século XX foi descartada, na qual o poder
residia no ponto mais alto e o valor de um superior era medido pelo número de
empregados à sua reponsabilidade ou pelo número de estratos inferiores.
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Assim, nos dias de hoje, as organizações que se destacam em seus segmentos não
apenas investem em tecnologias e soluções que automatizam os processos externos e
internos, como também percebem e valorizam as habilidades humanas da sua equipe.
Ou seja, no mundo atual tão maquinizado, o que diferencia uma empresa de sucesso é
a sua capacidade de estimular a participação dos mais diferentes grupos e
colaboradores.
E essa é uma parte do caminho do Coaching executivo, que emerge mais vigorosamente
do que nunca, como um recurso necessário para cobrir o vácuo de energia que implica
incerteza sobre o nosso potencial e que nos brinda com a oportunidade de encontrar a
saída para o progresso.
Papel do coach
O coach surge como uma necessidade diante de situações pessoais e profissionais que
tornam necessária a presença de um profissional capaz de acompanhar o processo de
transformação. O coach se ocupa da integridade pessoal e social de seu cliente, facilita
o networking, a adesão aos objetivos comuns e o planejamento sistêmico.
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Dessa forma, podemos resumir afirmando que é papel do profissional trabalhar visando
o desenvolvimento da empresa, dos seus gestores e colaboradores. Também faz parte
do seu trabalho observar e avaliar os processos realizados na organização, identificando
pontos fortes, pontos de melhoria e necessidades, orientando aos colaboradores
quanto possíveis mudanças de comportamento, além de incentivar o desenvolvimento
de novas habilidades e alinhar metas e objetivos de forma assertiva.
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O coach
O coachee
É a pessoa a quem se aplica tal prática e a vivência de cada uma das etapas da mesma.
O coachee não deve receber as soluções do coach, mas aprender por si mesmo já que o
coach é um facilitador. Nesse ponto, é importante que o profissional tenha paciência e
saiba que sua principal função é incentivar o coachee a buscar soluções e que a tomada
de decisão é feita sempre por ele, nunca por indicação ou sugestão do profissional.
Processo de Coaching
O processo de Coaching pode ser descrito como um acordo mútuo assinado entre coach
e coachee sob princípios ético-profissionais consistentes que visam a consecução dos
objetivos traçados, previamente definidos pelo acordo comum, através de um plano de
trabalho baseado:
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Além destas três etapas, é interessante nomear brevemente outras quatro etapas que
serão desenvolvidas no capítulo 3, em que estudaremos sobre o processo de Coaching.
- Fase de Preparação;
Duração
A sessão de Coaching
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Cada sessão dura, em média, entre uma e uma hora e meia e não precisa
necessariamente ser presencial. Alguns profissionais já oferecem acompanhamento por
Skype. As sessões podem ser tanto individuais como em grupo (no caso de uma equipe
de trabalho com uma meta específica, por exemplo).
Ao final de cada sessão são estabelecidas tarefas que visam interiorizar novos hábitos e
comportamentos e que o cliente deverá realizar até o próximo encontro, quando o
cumprimento dessas metas será avaliado e outras novas serão definidas.
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praticar o que foi combinado, trazendo conteúdo e novas elaborações para a sessão
seguinte.
Por outro lado, também vale ressaltar que não existe uma vinculação mínima ou
permanência obrigatória, ou seja, o cliente pode abandonar o processo a qualquer
momento, independentemente de ter terminado o número de sessões combinadas no
início do processo.
Por sua vez, o Coaching em grupo tem a mesma eficácia que o individual com a diferença
de agregar o valor aportado pelo grupo, trabalhando com a grande vantagem do poder
de um grupo ainda que sejam focados aspectos individuais dos integrantes. Contamos
com diferentes atividades e propostas, que dependerão especialmente da imaginação
do coach que vai conduzir esta experiência e do processo e objetivo traçado.
Vale a pena ressaltar que o Coaching em grupo não se resume uma sessão de Coaching
comum com mais pessoas, como se fosse uma versão estendida do atendimento
individual.
Em um grupo, cada coachee pode ter um objetivo diferente e todos esses objetivos
poderão ser trabalhados no grupo, como por exemplo a abertura e ampliação dos canais
de comunicação, confiança mútua, competências, aumento do foco, disciplina e identifi-
cação de metas.
Ressaltamos ainda que o Coaching em grupo tem o foco no indivíduo e não no grupo
como um todo, ou seja, a preocupação do profissional se volta para a evolução do
indivíduo, primeiramente como indivíduo e depois em função das vivências em grupo.
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Porém, antes de formar um grupo é interessante que o coach realize uma sessão
individual para detectar e estabelecer os objetivos individuais e globais do coachee.
Através dessa sessão, o profissional será capaz de analisar de forma sistêmica, qual
grupo terá um melhor formato e aproveitamento das sessões pelos seus integrantes, o
que vai depender das afinidades dos objetivos levantados por cada membro.
O diálogo foi uma ferramenta utilizada por Sócrates há séculos que se reverteu em uma
técnica denominada maiêutica (por analogia a Maia, uma das Plêiades da mitologia
grega).
De acordo com esse filósofo, a maiêutica que se baseia na dialética, supõe que a verdade
está oculta na mente de cada ser humano e deverá ser descoberta através de reiteradas
perguntas capazes de permitir que o próprio interlocutor seja consciente da própria
ignorância.
Assim, o método socrático estabelece que todos nós possuímos o que se necessita para
atingir os objetivos, simplesmente precisamos de um guia para inspecionar as
ferramentas internas de mudança. Graças a este guia, o discípulo poderia seguir um
método mais organizado e eficiente, investindo menos tempo para atingir os objetivos,
habilidades e competências inicialmente predefinidas.
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Dessa forma, podemos concluir que tal método se trata de um sistema de aprendizagem
que pretende gerar conhecimento através das conclusões próprias, ou seja, as ideias
surgem através de perguntas realizadas com a intenção de que a pessoa questione
crenças existentes.
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Vale destacar que estes 5 elementos estão inter-relacionados. Por exemplo, sem
conhecimento técnico sobre como funciona um programa informático, não podemos
adquirir as competências ou implementar o conhecimento. Assim, quando adquirimos
esse conhecimento, teremos que praticá-lo para reforçá-lo e criar as habilidades
necessárias de tal programa.
Ou seja, a motivação é um conjunto de fatores internos e/ou externos que fazem com
que a pessoa se mobilize para atingir esse comportamento ou habilidade, capaz então
de modificar a atitude do sujeito. E finalmente, os meios e os recursos da própria
organização ou empresa, também devem estar disponíveis para que o sujeito possa
alcançar as competências necessárias.
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Dessa forma, podemos afirmar que o comportamento representa muito mais do que
uma simples forma de agir. Ele reflete motivações, sentimentos e emoções que estão
diretamente influenciados pela forma como os eventos são interpretados pelo sujeito.
Tudo isso significa que o nosso comportamento é muito importante, uma vez que as
conclusões que outras pessoas terão de nós parte de como atuamos e fazem parte da
nossa responsabilidade. Assim que, se nossa forma de agir é diferente de nossas
emoções, causaremos desconfiança ou mesmo rejeição por parte do outro.
Assim, está claro que o nosso comportamento influencia o comportamento dos outros,
especialmente se somos líderes. É por isso que devemos ser um exemplo de mudança,
uma vez que nossa mudança incitará a mudança dos outros.
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A percepção projeta um quadro fixo da realidade, o que facilita sua compreensão mas
implica limitações. É difícil ser consciente da transformação e, quando a mudança é
notada, já haverá ocorrido outros processos ou circunstâncias que a tornaram obsoleta.
Assim sendo, o êxito é reservado aos que aprenderam a reconhecer e antecipar-se a
esses fluxos.
Abordamos esse aspecto para comentar que a mudança também é necessária nos
líderes, já que, através de seu caráter transformador, se inicia uma filosofia de mudança
em grande escala. Os líderes são necessários para formar um caminho, são os que
percorrem uma determinada direção e devem ter a capacidade de motivar o
crescimento, desenvolvimento alheio e, portanto, possuir um grau adequado de
influência. Ao mesmo tempo, deve ter consciência desse poder e evitar a manipulação,
já que implica a falta de integridade moral e a capacidade negativa e pouco estável de
influenciar a seu proveito.
O líder deve ter em conta não só as consequências positivas ou negativas para si, como
para o sujeito que lidera, para o ambiente em que atua e demais implicados, e saber
que é capaz de modificar comportamentos através da influência e poder que
desempenha.
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A partir do momento em que Pavlov indica, através dos seus estudos, a possível conexão
entre os estímulos ambientais neutros e a atividade fisiológica, tem início um passo
determinante no conhecimento das relações entre o organismo e o ambiente que o
rodeia, relação que é psicológica em sua origem.
Primeiramente, se acreditava que a saliva fosse uma reação puramente fisiológica, mas
Pavlov modificou esse conceito. Seu experimento mais conhecido foi exatamente este:
realizado pela resposta do cachorro ao alimento (estímulo incondicional que gerou uma
resposta incondicional) vs. a mesma resposta à uma campainha (estímulo condicional).
Ao apresentar simultaneamente o alimento e a campainha durante um período
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Mais tarde, outro psicólogo norte-americano, B.F. Skinner (1904 - 1990), influenciado
pela teoria dos reflexos condicionados de Pavlov e pelo estudo do comportamento de
John B. Watson, acreditou que era possível explicar a conduta dos indivíduos como um
conjunto de respostas fisiológicas condicionadas, em que a aprendizagem concentra-se
na capacidade de estimular ou reprimir comportamentos, desejáveis ou indesejáveis.
Sua teoria também marca a inclusão do reforço negativo, no qual uma resposta ou
comportamento é reforçado visando parar, remover ou evitar um resultado negativo ou
estímulo aversivo.
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Mas, cuidado! Façamos uma pausa para observar a confusão que, muitas vezes, ocorre
ao estudar esses temos. O reforço negativo não é um evento punitivo. É a remoção de
tal evento, ou seja, envolve a remoção de uma condição negativa para reforçar um
determinado comportamento. Skinner (1953) define o reforçador negativo (um
estímulo aversivo) como qualquer estímulo que, quando retirado, aumenta a frequência
do comportamento. Por outro lado, punição envolve apresentar ou retirar um estímulo
para enfraquecer um comportamento e possui um efeito temporário.
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Reflexão
Necessidades
problemas
Ancorar Revisar crenças
Recompensas e valores
Monitorar Analisar
Avaliar necessidade de
Feedback mudança
Identificar
Aplicar novos comportamentos
comportamentos inadequados
Chegando a esse ponto do nosso estudo, já podemos perceber que não é possível falar
sobre mudança e aprendizagem como palavras isoladas.
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autoregulação do corpo para manter-se igual, para que nada mude ou afete o
indivíduo, garantindo assim sua sobrevivência. As mudanças de nível 1 se
referem ao meio interno, mas, por vezes estas, mudanças são insuficientes e
requerem alterações do segundo nível.
Um exemplo típico de ambos níveis de mudança é o exemplo do carro quando sobe uma
ladeira. Apesar da aceleração inicial para capacitar a subida (mudança de nível 1), ao
perceber que o carro não pode seguir subindo, muda-se a marcha para uma menor
(mudança de nível 2), possibilitando a subida gradualmente.
Uma mudança qualitativa não pode ser imperativa ou ditatorial e nem deve ser imposta.
Requer uma visão diferente que culminará em novas formas de interação e será mais
poderosa quanto mais inconscientemente sejam aplicadas. É comum que as mudanças
impostas sejam rejeitadas pelo sistema e gerem certa resistência, uma vez que são
concebidas como uma ruptura do equilíbrio inicial ou homeostase.
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mudanças de segundo nível guiadas por uma força externa (neste caso, o promotor da
mudança) são mais triunfantes e duradouras.
Por outro lado, a atitude do promotor da mudança deve ser exemplar. Não deve se focar
nos defeitos e disfunções do sistema que se pretende suprimir, já que o centro de
atenção reforçará estes defeitos e gerará resistência. A atenção deve ser dirigida aos
recursos úteis e virtudes do sistema para aprimorá-las e usá-las como aptidões no
processo de mudança que, por sua vez, irão reforçar e valorizar o reconhecimento do
sujeito.
Por sua vez, Gregory Bateson (1904 – 1980), antropólogo e científico social, grande
influenciador da PNL, diferencia 5 níveis de aprendizagem ou níveis lógicos:
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• Comportamento humano
Aprendizagem de Nivel 2
• Personalidade, crenças e valores
• Redeterminação do eu
Aprendizagem de Nivel 3
• Liberação de crenças e valores
• Modificação Nivel 3
Aprendizagem de Nivel 4 • Ainda não concebido
por nenhum organismo
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que se baseia em conceitos muito teóricos e que, então, não são levados para a
prática e não garantem a aplicação correta da teoria na prática profissional.
Simulações,
dinâmicas de
grupo in/outdoor Baixo Alto Médio
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Já vimos que o Coaching é um processo que tem por objetivo desenvolver, apoiar e
capacitar o cliente a atingir de forma sustentável todo o seu potencial, através da
identificação e alcance de metas, resolução de problemas e desenvolvimento de
habilidades em diferentes áreas da vida.
Resumidamente, uma das funções principais do Coaching é promover o
autoconhecimento. Como abordamos anteriormente, este processo parte do princípio
de que o cliente já possui as respostas para suas questões, apenas precisa de auxílio para
ampliar sua consciência sobre suas capacidades, pontos fortes, aspectos a serem
desenvolvidos e do caminho que deve ser seguido – sempre com a ajuda das perguntas
feitas pelo coach.
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E nesse caminho devemos fazer uso da técnica SMART que nos ajudará a definir
expectativas claras e objetivas para maximizar as chances de alcançar as metas
estabelecidas.
Tal técnica utiliza um acrônimo inglês, representando que os objetivos devem ser:
- Specific: específicos.
- Measurable: mensuráveis
- Attainable: alcançáveis.
- Realistic: realistas.
- Timely: estar compreendido em um determinado espaço de tempo.
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Específicos
Mensuráveis
É muito importante que o objetivo que planejamos seja medível, porém é preciso que
haja formas claras e assertivas de mensurar tal resultado. Assim, caso nos dediquemos
à venda, por exemplo, não podemos ter como objetivo o “aumento das vendas”, mas a
percentagem específica que buscamos – aumentar 20% das vendas, por exemplo. Desse
modo, ao analisarmos os resultados, poderemos medir aquilo que foi obtido e o que
ainda nos falta.
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Alcançáveis
Realistas
Os objetivos também devem ser realistas, em sintonia com os valores do cliente e com
sua visão. Além disso, quanto mais relevante for a meta, mais motivados estarão os
envolvidos, contando que sejam objetivos alcançáveis. Também deve ser possível
alcançar tais objetivos usando ferramentas já disponíveis na empresa.
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O Coaching como ferramenta de crescimento pode ser útil para qualquer pessoa que
deseje aumentar seu potencial profissional e individual já que ajuda a abrir os horizontes
e ampliar os limites. No campo pessoal, alguns exemplos são o Coaching familiar, o
Coaching de vida e o Coaching de finanças pessoais, entre outros.
• Pessoas que queiram melhorar sua carreira profissional ou que devem tomar
decisões com altos níveis de compromisso e estresse;
Dessa forma, podemos afirmar que o retorno sobre o investimento (ROI) de Coaching é
superior quando aplicado a pessoas que têm outros funcionários a seu cargo. Quanto
maior a responsabilidade, maior efeito suas ações possuem.
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No Coaching executivo há dois tipos de coachees: aqueles que acreditam ter alcançado
seu máximo potencial, mas quando se deparam com situações problemáticas não
sabem gerenciá-las (crise econômica, cultura organizacional, funcionários, clientes...) e
aqueles que acreditam ter uma alta capacidade mas precisam de ajuda para aprimorar
esses recursos ao máximo.
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Como mencionamos, o Coaching é uma disciplina que está em ascensão e, quando bem
realizado, proporciona resultados positivos, fato que estimula que as empresas usem
esta ferramenta para aumentar o seu rendimento.
Por outro lado, um dos problemas desse reconhecimento é a falta dele por parte das
instituições, embora comece a ser incorporado nos programas de psicologia
lentamente. No entanto, o fato de que um coach seja graduado em psicologia não
garante que tenha as habilidades necessárias para o seu trabalho, do mesmo modo um
coach sem qualificação pode representar uma intromissão profissional.
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Competências do coach:
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Ainda que todas essas competências sejam as que idealmente o coach deve ter para
oferecer serviços bons e eficazes, de acordo com a razão pela qual o coach é requerido,
algumas competências predominam no coachee.
Nesse contexto, não há caminho que não necessite do aperfeiçoamento dos líderes, que
são responsáveis pelas tomadas de decisão e são capazes de inspirar aos demais
colaboradores. Portanto, são pessoas que deverão incorporar as características mais
valorizadas do mercado atual, muitas vezes mais importantes do que o próprio
conhecimento técnico.
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Façamos uma pausa para estabelecer as diferenças entre chefe e um líder coach:
Lider Coach
Chefe • Diz "Eu". • Diz "Nós".
• Sabe o porquê se deve • Ensina e coopera.
fazer uma tarefa. • Guia.
• Autoridade. • Procura corregir e mostrar a
• Dirige, ordena. solução do problema.
• Procura o culpável do • Promove o entusiasmo.
problema. • Trabalho interessante,
• Aumenta o ressentimento. original, transformável.
• Trabalho rotineiro. • Vê problemas como
• Enxerga problemas como oportunidades de superação
um fator negativo para a e crescimento.
empresa. • Autoridade como privilegio
• Autoridade como privilégio de serviço.
de poder. • Vai à frente e compromete-se
• Empurra o grupo. com suas ações.
• As pessoas sorriem diante • Existe pela boa vontade.
dele mas o critica por trás. • Fala-se bem dele mesmo em
momentos adversos.
• Prepara e transforma
pessoas.
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O chefe atribui deveres, ordenando a cada funcionário o que se tem que fazer.
O líder dá o exemplo, trabalhando em conjunto, congruente com o seu pensar,
dizer e fazer. Seu dever é de todos. Aqueles que têm um líder, podem se cansar
do trabalho, mas nunca se incomodam, porque o magnetismo do líder abre as
portas necessárias para a execução do trabalho bem feito.
O chefe sabe como as coisas são feitas e o líder ensina como deve ser feito. Um
mantém o segredo do sucesso e o outro treina permanentemente para que os
seus possam ter autonomia e eficiência. Um não se dá ao trabalho de mostrar os
caminhos a seguir e o outro vive pondo indicações para o êxito.
Claro que não é fácil ser líder. Não é fácil identificar os pontos de melhora para alcançar
uma posição de liderança capaz e completa, que traga o melhor rendimento tanto para
o líder como para a equipe. Porém, as organizações e o mundo precisam de modelos
diferentes daqueles empregados até agora, precisam de líderes que saibam como se
relacionar com as pessoas para que participem com entusiasmo, estabeleçam os
objetivos e ofereçam o melhor de si no estabelecimento das metas traçadas. Não é uma
tarefa simples, mas já sabemos que ser um líder que tem um perfil de “chefe” já não é
suficiente.
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Um exemplo muito visual da mudança na liderança do século XX para o século XXI, é que
no século passado a organização empresarial se derivava de um líder seguido por todos
e assim permaneciam juntos realizando os mesmos movimentos, como uma canoa. No
entanto, no século XXI a organização é mais cooperativa e participativa onde todos
remam na mesma direção, permitindo uma maior liberdade de movimento e tomada de
decisão como em um caiaque em águas bravas.
Hoje, por conta da necessidade de gerar uma organização mais competitiva, houve
uma mudança que é baseada em:
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O LÍDER EFICAZ...
Com todas essas ferramentas, se tenta motivar aos trabalhadores para que sejam
autônomos na tomada de decisões, para que se integrem e para que se interessem pelo
desenvolvimento da própria carreira profissional. Ao procurar o sucesso através da
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cooperação de ambas partes, o líder coach permite que as pessoas do seu redor
cresçam, ou seja, esse é um estilo completo para ser utilizado quando precisamos
desenvolver habilidades e conquistar resultados sólidos a médio e longo prazo.
De qualquer forma, vale ressaltar que o fato de um diretivo tomar a decisão de ser líder
coach com os seus colaboradores não é o mesmo que dizer que não poderá utilizar
outros estilos dependendo das situações que ocorram. Lembremos aqui que uma das
características principais da liderança é o seu caráter situacional.
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Uso de perguntas: Para poder contar com o nosso protagonista, devemos ser
curiosos e fazer boas perguntas. Para tanto, precisamos saber o momento e o
motivo pelo qual perguntamos determinada coisa.
Formalidade
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Como o nome nos leva a pensar, é uma metodologia que tem como principal objetivo
aprimorar os resultados de uma empresa, sempre de acordo com as metas elaboradas
pelo cliente. Em realidade, este tipo de Coaching não se preocupa apenas com o
desempenho da organização, mas também com a performance dos empreendedores, já
que sabe que qualificando o trabalho de executivos com papel de liderança, o
aprendizado rapidamente se espalha para todos os níveis hierárquicos da organização.
Ele é necessário por diferentes razões. O CEO é o trabalhador mais ausente do seu local
de trabalho, a sua posição não permite que se comunique, muitas vezes, como se deve
e, às vezes, o impede de compartilhar suas dificuldades. O CEO tem dificuldades para
aceitar ou reconhecer a necessidade de dispor de mais tempo, já que sua aprendizagem
deve ocorrer em menos tempo que o restante dos colaboradores da empresa. A eles se
exige máxima eficácia já que suas decisões afetam a toda a empresa.
Por tal razão, a relação entre profissional e cliente deverá ser estreita e vai exigir uma
grande dedicação e comprometimento por parte do cliente, que precisa se mostrar
disposto e realizar uma autoavaliação do seu potencial e Inteligência Emocional, visto
que somente após uma avaliação sincera de si mesmo o indivíduo poderá começar sua
jornada de evolução. A ideia é que seja possível entender como a sua postura reflete na
empresa e na equipe de trabalho, permitindo uma visão sistêmica, ou seja, de
observação do todo sem descuidar de cada parte que compõe tal universo.
A atuação desse tipo de Coaching é bem ampla, podendo ocorrer em diferentes áreas
da organização e com objetivos bem específicos. Mas de maneira resumida, podemos
dizer que esse tipo de Coaching se preocupa tanto em programar estratégias para o
crescimento da companhia, como auxiliar empresários no desenvolvimento de novas
habilidades e competências necessárias a alta performance exigida no ambiente
empresarial.
Podemos notar que a palavra de ordem nesse tipo de Coaching é performance. A equipe
que passa por este processo deixa de ser um grupo de pessoas e passa a ser um time
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COACHING EXECUTIVO
que joga pela empresa, ou seja, é uma maneira eficaz de conquistar resultados em
equipe e capacitar funcionários.
Em relação ao Coaching, podemos dizer que existem modelos diferentes, mas também
que o início do processo é semelhante em todos eles. Apesar disso, vamos conhecer os
diferentes modelos, a fim de esclarecer o seu modo de operar e as fases ou estágios que
o integram.
Este modelo permite trazer luz aos bloqueios na hora de encontrar soluções ou
alternativas aos problemas ou situações que se deseja mudar. Funciona como a base de
perguntas que ajudará o coachee no seu desbloqueio.
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COACHING EXECUTIVO
Options: Encontrar as melhores opções possíveis. Nesse ponto sabemos onde estamos,
o que queremos e é o momento de decidir quais opções dispomos.
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COACHING EXECUTIVO
Will: Mostra a rota que vamos percorrer. Nesse ponto, colocaremos maior ênfase e
mediremos as possibilidades alcançáveis que nos oferece o método, possibilitando a
compreensão da situação real para atuar e alcançar as metas selecionadas, com um
calendário de ações concretas e um tempo adequado.
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COACHING EXECUTIVO
liderana-brilhar
Vejamos o seguinte quadro no qual podemos aprender quais tipos de perguntas são
idôneas para o processo:
Modelo OUTCOMES: modelo criado por Allan Mackintosh (1936 - 1995) e que significa
“resultados”, sendo bastante similar ao anterior já que percorre o mesmo caminho que
o GROW ainda que esteja mais centrado nos negócios e seja mais extenso ou completo,
com maior ênfase na compreensão e análise dos objetivos.
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COACHING EXECUTIVO
Fixação de objetivos.
Aqui se trata de uma fase similar a Goal do modelo anterior.
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COACHING EXECUTIVO
Manutenção da motivação.
Apoio do profissional.
Fase em que o Coaching estará presente com a função de esclarecer dúvidas
que possam surgir ou mesmo reorientar qualquer fase que necessite um ajuste.
Modelo ACHIEVE:
Esse último modelo está composto por 7 fases e revela um processo mais sistêmico que
o modelo GROW, por exemplo. Criado por Dembkowski e Eldridge entre 2002 e 2003,
baseia-se nas habilidades básicas que os profissionais deverão aplicar em cada uma das
fases:
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COACHING EXECUTIVO
Se nos fixarmos nesse modelo e no modelo anterior, veremos que possuem elementos
semelhantes. Explicamos em que consiste cada elemento deste último:
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COACHING EXECUTIVO
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COACHING EXECUTIVO
Cliente: Cliente, empresa ou pessoa jurídica que solicita o serviço e que estará
representada legalmente por uma pessoa física.
Provedor: Empresa ou pessoa jurídica que realizará o serviço e que também terá um
representante legal, como o Presidente da empresa ou o seu Diretor.
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COACHING EXECUTIVO
Todas as pessoas envolvidas nesse processo deverão estar a par das regras do jogo,
especialmente o coach e sponsor. Em realidade, se faz necessária uma discussão entre
os três elementos – coach, coachee e sponsor - sobre os objetivos a serem adquiridos
no final do processo e cabe ao profissional intervir nos casos em que os objetivos
planejados não sejam realizáveis.
O cliente, nesta situação, seria a empresa (uma vez que não é um Coaching Individual,
mas executivo) que deve realizar a relação comercial com o coach através de um
contrato de serviço, que será o padrão de benchmark dos três atores.
O contrato deve ser redigido e refletir o acordo entre os interlocutores sobre a regra do
jogo, ou seja, os objetivos precisos e declarados do Coaching, planificação do processo
(número de sessões, periodicidade, duração e lugar), resultados claros e observáveis
que se deseja obter, compromissos do coachee, confidencialidade, razões para cisão,
forma de avaliação dos resultados, custo e forma de pagamento, bem como o nível de
compromisso por parte do coachee e condições gerais como deontologia,
confidencialidade e neutralidade.
O coach, para sua deontologia, deve manter a confidencialidade total sobre qualquer
assunto ou desempenho do coachee. É de vital importância que o coachee tenha
constância disto, para que o processo flua corretamente. O resultado desta confiança
constituirá em um contrato moral entre o coach e o coachee que reforçará o vínculo
entre a empresa e o coachee, já que o coach representa uma parte da união entre ambas
as partes no que diz respeito aos seus objetivos comuns.
Ressaltamos ainda que embora a confidencialidade seja parte do contrato, o coach deve
informar sobre os avanços nas diferentes áreas de melhoria do coachee para a empresa.
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COACH
EMPRESA COACHEE
Também pode acontecer de que o contrato termine mais cedo do que o esperado, ou
porque não há o progresso esperado ou porque o objetivo foi alcançado em menos
tempo do que o previsto.
Em resumo, por tudo o que tratamos nesse tópico, podemos afirmar que um contrato
regula a relação estabelecida, visto que levanta e delimita um contexto profissional
específico. Não só define os objetivos, mas esclarece a cada participante os limites que
não deverão ser ultrapassados.
Dessa forma, o processo contratual está tão intimamente presente na prática diária do
Coaching que forma parte da gama de ferramentas utilizada diariamente pelo
profissional.
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COACHING EXECUTIVO
Portanto, o contrato visa inscrever uma relação no entorno laboral, entre prestador de
serviço e cliente, estabelecendo regras claras, resultados, meios que serão aplicados e
o marco jurídico de tal relação. O que, pela dimensão formal do contrato, possibilita
uma proteção entre o prestador de serviço e o seu cliente.
Desde a Antiguidade, sabe-se que a força de uma equipe, geralmente, é maior do que a
de um único indivíduo. Ainda assim, ocasionalmente, quando os resultados não são os
planejados, existe uma relutância ao trabalho em equipe e se estimula o trabalho
individual.
Também é importante ter conhecimento sobre quais são as diferenças entre grupo e
equipe:
GRUPOS EQUIPES
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A responsabilidade é
compartida e todos
participam na resolução dos
problemas.
O trabalho em equipe tem sido definido por muitos estudiosos como aquele que envolve
diferentes profissionais que, em conjunto, compartilham a ideia de pertencimento e que
trabalham de maneira integrada e interdependente para atender às necessidades
existentes.
A principal razão para a necessidade do Coaching, nestes casos, reside em fazer uma
aprendizagem coletiva mais eficiente, no menor tempo e custo possível.
Além de ser uma coletividade, uma equipe é uma unidade. Um grupo de indivíduos
relacionados e interdependentes com um objetivo compartilhado por todos os
componentes e em que todos se sentem envolvidos, com atribuição de tarefas e
capacidades de acordo com cada um.
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Essa é uma divisão didática que tem como objetivo permitir um maior conhecimento
sobre o momento que a equipe atravessa, mas não é possível, em alguns casos, a
separação exata de cada uma das fases.
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Etapa de Formação:
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Etapa de Turbulência:
Passamos agora ao estágio da turbulência que é o mais difícil para a equipe. Os membros
já começam a entender quais são os seus papeis dentro do grupo e podem tornar-se
irritadiços, implicantes ou minuciosos.
Por outro lado, também podemos encontrar grupos nos quais se inicia um processo de
maturidade nos seus integrantes, permitindo uma maior segurança no liderado. O
problema é que a maturidade gera um excesso de confiança que, por sua vez, pode
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COACHING EXECUTIVO
ocasionar conflitos internos no grupo, visto que cada membro quer mostrar o seu
melhor e mostrar que sozinho é possível alcançar o resultado que se espera.
Dessa forma, se espera que o líder possa exercer o seu poder demostrando que toda
essa capacidade apresentada por determinado membro de sua equipe, torna-se mais
eficiente se trabalhada em conjunto, ou seja, é preciso garantir a unidade da equipe,
canalizando as habilidades individuas em prol do grupo. Portanto, é de particular
importância que o líder exerça influência no grupo, de modo que a coesão da equipe
seja assegurada.
Por um lado, vemos que os membros começam a trabalhar em grupo, o que implica que:
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Fase da Normatização:
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Fase de Performance:
Talvez alguma tensão no ambiente possa ser útil para evitar excesso de confiança ou
relaxamento excessivo dos membros que causaria uma delegação excessiva de trabalho
e a não-execução das tarefas a tempo e corretamente.
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FASE DE ALIANÇA: supõe a reunião inicial com aquele que decide, a entrevista com o
líder e a preparação da PROPOSTA INICIAL.
A liderança poderia ser definida como o processo de influenciar crenças, valores e ações
alheias e como o apoio desprendido no trabalho necessário para alcançar os objetivos
comuns ao grupo a qual se pertence.
Dessa forma, podemos entender que liderar é a arte de saber influenciar e motivar
pessoas em direção a um objetivo comum. Porém, essa é uma arte complexa e várias
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teorias já tentaram explicar como e por que algumas pessoas conquistam a liderança
dentro do seu posto de trabalho.
O líder é uma entidade dotada de características peculiares que emerge como uma
consequência das necessidades de um grupo e da natureza da situação. Dessa forma,
também é definido como a capacidade de poder tomar a iniciativa em uma questão,
gerenciar, convocar, promover, motivar, incentivar e avaliar a um grupo ou uma equipe,
o que formalmente seria o exercício de um projeto de maneira eficaz e eficiente, que
corresponda ao âmbito pessoal ou mesmo de gestão ou institucional de uma empresa
ou organização.
Os eventos são aqueles que obrigam o líder a ajustar esses comportamentos a fim de
adaptá-los às necessidades de cada um dos estágios do desenvolvimento do grupo.
Assim, e como a função de liderança está intimamente ligada a situação e o contexto,
podemos falar em liderança situacional.
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COACHING EXECUTIVO
Por outro lado, Jenkins (1947), ao realizar um levantamento da literatura que aborda o
problema da seleção de líderes conclui que a situação não parece ser das melhores em
relação ao estabelecimento de uma teoria sistemática ou à formulação de princípios
gerais de liderança. Apesar da possibilidade de algumas afirmativas, capazes de apoiar
as descobertas de alguns dos estudos analisados, esses pareceres devem ser encarados
como uma série de hipóteses para futuras investigações.
Dentro desse aspecto, afirmativa que a liderança é própria de cada situação investigada.
Em cada caso, a situação específica (inclusive os instrumentos de medição empregados)
determina quem se torna líder de um certo grupo engajado em uma determinada
atividade e quais são as características da liderança. Relacionada com esta conclusão,
está a descoberta de grandes variações nas características de indivíduos que se tornam
líderes em situações semelhantes e, ainda, de maiores divergências no comportamento
de líderes em diferentes situações.
Podemos concluir, então, que ser líder é uma soma de papéis, tarefas e
responsabilidades, além da capacidade de influência interpessoal. Porém, como o estilo
de comportamento do líder é capaz de interferir no desempenho da sua equipe,
pesquisadores perceberam que muitos desses comportamentos de liderança são
apropriados em momentos diferentes, fazendo melhores líderes aqueles que são
capazes de utilizar estilos comportamentais diferentes e escolher o estilo certo para
cada situação.
Classificações clássicas
Faz muito tempo que esse é um assunto que desperta a curiosidade, mas é recente o
surgimento das teorias de liderança. Tal interesse aumentou durante o início do século
XX, quando surgem as primeiras teorias de liderança que focam as diferenças existentes
e que distinguem líderes e seguidores. Por sua vez, as teorias subsequentes examinaram
outras variáveis, como fatores situacionais e níveis de habilidades.
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Teorias tradicionais
A. Teorias dos Traços
A Teoria dos Traços foi estudada dentro de uma perspectiva universalista, com
elementos em si mesmos, não importando a situação e demais fatores em meio às ações
dos líderes.
Mesmo não sendo muito conhecida, foi bastante popular na década de 40, ainda que
bastante criticada pelos estudiosos do comportamento humano, quando muitos
daqueles que estudavam a liderança buscavam combinações de traços que fossem
capazes de determinar se uma pessoa era ou não qualificada para ser líder. Dessa forma,
através da realização de tal seleção, o poder era distribuído entre aqueles que
apresentavam determinadas características.
A Teoria dos Traços acredita que algumas pessoas já nascem com o dom da liderança,
ou seja, esses traços não são produtos do meio. Dentro desse enfoque teórico são
concebidos como características pessoais inatas. Dessa forma, o grande foco desse
estudo foi reconhecer e determinar as características hereditárias que levam ao
desenvolvimento de habilidades e competências relacionadas à figura de um líder.
Em resumo, esta teoria, do início do século XX, pretendia encontrar traços universais de
personalidade, sociais, físicos ou intelectuais que os líderes tivessem em comum. Para
esta teoria, "a liderança é algo inato: se nasce líder".
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Nos últimos anos, devido ao uso de métodos mais sofisticados de pesquisa, juntamente
com uma melhor compreensão das dimensões básicas da personalidade humana, os
pesquisadores estabeleceram traços mais importantes dos líderes:
1. Ambição e energia;
2. Desejo de dirigir;
3. Honestidade e integridade;
4. Segurança em si mesmo;
5. Inteligência;
6. Conhecimento do trabalho que se deve realizar;
7. Flexibilidade para ajustar seu comportamento.
Robert Blake e Jane Mouton (1964) consideraram que o exercício da liderança pode ser
estabelecido em um contínuo, sendo que as atividades centradas nas pessoas seriam
colocadas em um polo e, em outro, aquelas cujo interesse girava em torno da tarefa.
Além disso, o fato de que um líder seja eficaz e obtenha êxito na gestão do grupo,
dependerá de como se maneja no campo das relações e das tarefas.
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Como não há evidências científicas suficientemente confiáveis para certificar uma alta
correlação entre os traços apontados e a liderança surgem outras teorias para tentar
dar conta de tal especificidade.
B. Teorias do comportamento
Estilo autocrático-democrático.
Teoria da estrutura inicial e consideração.
Teoria da orientação ao empregado e a produção.
Esta teoria procura identificar qual dos fatores situacionais é mais importante e prever
o estilo de liderança mais eficaz em determinada situação. Esses teóricos defendem a
noção de que não existem estilos de liderança universalmente adequados, ou seja,
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COACHING EXECUTIVO
Em outras palavras, os líderes não são determinados somente por traços ou estilo do
comportamento, mas também os fatores situacionais têm grande influência. Dessa
forma, o sucesso depende de uma série de variáveis, incluindo o estilo de liderança, as
características dos seguidores e os aspectos inerentes de cada situação.
1. O modelo de Fiedler: defende que o estilo do líder vai de mãos dadas com a
situação, ou seja, se adapta a situação apresentada. A situação é ideal quando
há uma boa relação do líder com seu grupo, exercendo poder sobre ele e
havendo uma visão clara dos objetivos. Se isso não ocorre, será necessário a
mudança do líder ou da situação.
2. Modelo de Hersey-Blanchard: em termos de estilo do líder são designados 4
comportamentos associados a 4 comportamentos:
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D. Teorias da atribuição
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Esse tipo de liderança se concentra nas conexões existentes entre líderes e seguidores,
não só focando o rendimento do grupo, mas também se interessando em saber por que
e como cada um dos membros pode desenvolver todo o seu potencial.
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G. Liderança visionária
A liderança visionária está pautada na visão sistêmica e leva em conta diversas variáveis,
recursos e influências diretas, além da capacidade do líder de criar e articular uma visão
realista, credível e atraente do futuro da organização que transpõe as fronteiras
presentes.
H. Liderança ética
O líder ético ajuda a direcionar outras pessoas para metas mais elevadas e
relacionamentos saudáveis para construir uma comunidade, agindo sempre de acordo
com seus princípios morais. Um líder que não tem uma bússola moral eficaz é mais
vulnerável à ineficácia de sua liderança e fracasso pessoal.
Em resumo, podemos afirmar que a maioria das teorias fundamenta a liderança em uma
ou mais das seguintes perspectivas:
Delegar
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A delegação poderia ser definida como o processo de transferência do poder para que
outra pessoa atue em representação em um assunto particular. Porém, não é
simplesmente um atribuir tarefas, é transferir a outros autoridade e responsabilidade
para desenvolver determinados trabalhos.
Além disso, não é possível descentralizar sem delegar autoridade, mas essa delegação
há de ser fruto de uma programação e coordenação de esforços para a obtenção de
objetivos comuns. Se faz necessária a existência de uma equipe bem selecionada e
treinada, motivada e que saiba dos objetivos e dos métodos existentes para alcançá-los.
A delegação é benéfica, porque podemos utilizá-la para cobrir limitações pessoais. Esse
benefício é importante porque cada um de nós possuímos limites de tempo, energia e
talento. Quando as pessoas para quem delegamos devotam seu tempo, energia e
talento para nossas necessidades, a delegação aumenta o número de tarefas que
podemos executar. ( Lupia,2001, p. 2)
Delegar é uma ferramenta essencial para o trabalho em equipe já que otimiza a gestão
do tempo e, sendo realizada eficazmente, supõe economia de tempo a longo prazo,
tempo que o líder poderá utilizar para a formação e promoção de novas
responsabilidades. Esta última parte vai unida a importância e a necessidade de formar
as pessoas a quem ele dá responsabilidades.
Por todas essas razões é importante, como líder, usar a matriz de Eisenhower, na qual
as diferentes tarefas são colocadas numa matriz de dois eixos (uma horizontal e outra
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COACHING EXECUTIVO
Esta matriz permite uma gestão correta e eficaz do tempo, visto que a prioridade é dada
as atividades urgentes e importantes. Por outro lado, também é importante avaliar o
que é posto nesse quadrante, evitando o estresse desnecessário na equipe.
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1. Fase de Preparação
Nesta fase, se marca o começo, demarcando qual é a situação inicial e onde se está para
saber como chegar até o objetivo. Inicialmente, se discute o assunto, seu contexto, os
problemas de desempenho e possíveis causas antes de projetar o plano de atuação.
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Passos Importantes:
Aqui, o coach pode realizar perguntas que visem dirigir e focar as conclusões que se
deseja alcançar. Tais perguntas funcionarão como uma ponte de comunicação entre
ambos, facilitando a identificação não só das fortalezas como das áreas de melhoria.
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Após escutar e identificar as emoções, o coach deverá trabalhar as causas, que deverão
ser identificadas através de perguntas realizadas ao cliente. Salientamos que a mudança
só é possível quando se é capaz de entender as consequências de um determinado
comportamento.
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Passos Importantes:
3. Fase de implementação
Porém, o acordo entre as partes é um fator crítico para o êxito do processo. É no acordo
que se gera o compromisso de trabalhar conjuntamente visando os objetivos
levantados.
Nesta fase inicial se assina o contrato de Coaching, que deve incluir a confidencialidade
e compromisso entre coach e coachee, cláusulas explicativas de como os incidentes
serão resolvidos e de quê e quem depende o alcance dos objetivos marcados.
Nesse processo, o cliente deverá ser o protagonista do caminho traçado. Por sua vez,
caberá ao profissional polir o plano de ação para que esteja alinhado aos objetivos da
organização.
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Em cada sessão, se efetua o controle do progresso através da revisão dos resultados das
ações postas em prática, analisando o que aconteceu e as alterações geradas e, assim,
se necessário, as técnicas podem ser redefinidas.
Passos Importantes:
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Questões:
É recomendado fazer a avaliação final 2-3 meses após o fim da sessão para verificar que
se trata de uma mudança permanente.
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A. ESTABELECER OS ALICERCES
5. Escutar ativamente.
7. Comunicar diretamente.
8. Criar consciência.
9. Elaborar ações.
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A. ESTABELECER OS ALICERCES
b) Chega a um acordo sobre o que é apropriado e o que não está dentro da relação e
todos os assuntos relacionados com as responsabilidades do coach e do cliente.
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f) Muda suas perspectivas com segurança, experimentando novas alternativas para suas
próprias ações.
g) Demonstra confiança ao lidar com emoções fortes e tem autocontrole, de modo que
não é oprimido ou dominado pelas emoções do cliente.
b) Escuta as preocupações, metas, valores e crenças do cliente sobre o que ele acredita
ser possível.
d) Resume repetindo, reitera e reflexiona sobre o que foi dito para garantir clareza e
compreensão.
g) Extrai o essencial do que o cliente comunica e o ajuda a chegar aos seus objetivos sem
perder-se com longas histórias descritivas.
h) Permite que o cliente expresse sua situação sem fazer juízos de valor ou permanecer
preso nisso, podendo seguir com o processo.
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d) Faz perguntas que levam o cliente ao que ele quer, sem entrar em temas que
justifiquem o passado.
b) Recoloca e articula para ajudar o cliente a entender a perspectiva, o que ele quer ou
não tem certeza.
d) Usa linguagem apropriada e respeitosa com o cliente (não sexista, racista ou técnica)
e) Usa metáforas e analogias que ajudam a ilustrar um tema ou um quadro com palavras.
a) Vai além do que é dito, não sendo levado pela descrição do fato.
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h) Ajuda o cliente "a fazer agora" na sessão de Coaching, fornecendo apoio imediato.
b) Cria um plano com resultados que sejam alcançáveis, mensuráveis, específicos e com
datas determinadas.
d) Ajuda o cliente a identificar e acessar diferentes recursos para aprender, seja através
de livros ou outros profissionais.
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c) Reconhece os feitos, mas também o que não foi feito, reconhece a aprendizagem
obtida deste a última sessão.
d) Prepara, organiza e revê eficazmente com o cliente a informação obtida ao longo das
sessões.
g) É capaz de voltar atrás e avançar no cenário global, onde o cliente vai definindo o
contexto do que se está discutindo e de onde se quer chegar.
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Preâmbulo:
A ICF está empenhada em manter e promover a excelência do Coaching. Neste sentido,
a ICF espera que todos os seus membros e os coaches por si credenciados (coaches,
mentores, supervisores, formadores ou estudantes) adiram a todos as disposições e
princípios de uma conduta ética: ser competente e assumir e integrar as competências
nucleares estabelecidas pela ICF no seu trabalho com os clientes.
Coaching: Coaching é a criação de uma parceria com o cliente, com base num processo
estimulante e criativo que os inspire a maximizar o seu potencial pessoal e profissional.
- Coach ICF: Um Coach credenciado pela ICF concorda em aplicar as Competências Chave
da ICF e compromete-se em agir de acordo com o Código de Ética da ICF.
- Relacionamento profissional de Coaching: Um relacionamento profissional de
Coaching existe quando o Coaching inclui um acordo (incluindo contrato formal) que
define as responsabilidades de cada uma das partes envolvidas.
- Cliente: O “cliente” ou o coachee é a pessoa (ou pessoas), que está a passar pelo
processo de Coaching.
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COACHING EXECUTIVO
Enquanto coach:
1. Agirei de acordo com o Código de Ética da ICF em todas as interações que venha
a estabelecer, tanto como formador, mentor ou supervisor de atividades de
Coaching.
2. Comprometo-me em adotar o comportamento apropriado com o coachee, o
formador e o mentor, e contactarei a ICF para a informar de qualquer possível
brecha ou violação ética assim que tomar conhecimento desse facto, quer
envolva terceiros ou a minha própria pessoa.
3. Informarei e farei com que outros tomem consciência, incluindo organizações,
trabalhadores, patrocinadores, coaches ou outros que necessitem de serem
informados das responsabilidades estabelecidas por este código.
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COACHING EXECUTIVO
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COACHING EXECUTIVO
Secção 4: Confidencialidade/Privacidade
Enquanto coach:
1. Manterei na mais rigorosa confidencialidade todas as informações do cliente e do
patrocinador, salvo nas situações requeridas por força de lei aplicável.
2. Obterei um acordo claro sobre como a informação do processo de Coaching será
trocada entre o coach, o cliente e o patrocinador.
3. Celebrarei um acordo claro com clientes e patrocinadores, estudantes, mentorados ou
supervisionados, quando atuar como coach, mentor, supervisor ou formador, sobre as
condições em que a confidencialidade poderá não ser mantida (p.e., atividades ilegais,
processos judiciais a correr em tribunal civil ou criminal, risco eminente ou potencial
para o próprio ou terceiros, etc.), e garantirei que, tanto o cliente como o patrocinador,
estudante, mentorado ou supervisionado, voluntaria e conscientemente, aceitem por
escrito estes limites de confidencialidade. Quando acreditar fundamentadamente que
uma das circunstâncias acima mencionadas ocorra, poderei ter de informar as
autoridades competentes.
4. Exigirei a todos os que trabalhem comigo, nas atividades de suporte aos meus clientes,
que adiram ao número 26, secção 4 (confidencialidade e princípios de privacidade) do
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Código de Ética da ICF, e a toda e qualquer secção do Código de Ética que possa ser
aplicável.
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Além disso, é essencial compreender a cultura empresarial para ser capaz de realizar o
processo, como também é comentar sobre esses pontos ou traços ao nível da cultura
corporativa, bem como as competências esperadas ou desejadas do coachee que não
parecem razoáveis.
Exemplo:
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Cumprir objetivos corporativos Fazer tutorias para quem não sabem e quer
aprender
Seguir os valores da empresa
Respeito aos trabalhadores
Melhorar o rendimento dos departamentos
Sessões
É necessária uma planificação estratégica, técnica e recursos para garantir sua utilidade
e a obtenção de resultados onde para cada habilidade que se deseja trabalhar são
realizadas entre 2 a 3 sessões de 60-90 minutos semanais ou quinzenais.
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Esta primeira taxonomia foi promulgada em 1956 por Benjamin Bloom (1913 – 1999),
influente psicólogo e pedagogo americano que realizou significativas contribuições a
taxonomia de objetivos da educação, formulando uma taxonomia de domínios de
aprendizagem, desde então conhecida como "taxonomia de Bloom”, que pode ser
entendida como os objetivos do processo da aprendizagem.
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COACHING EXECUTIVO
O uso de perguntas abertas é muito frequente já que com ela se pretende explorar e
identificar situações. Inicialmente são perguntas mais amplas que passam a um tipo de
pergunta que pretende aprofundar e centrar na resposta ou esclarecê-la.
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COACHING EXECUTIVO
Descrição Observação e Conhecer as Fazer uso das Encontrar Usar ideias Comparar e
recordação de noções básicas informações, a padrões, antigas para discriminar
As informações, sobre utilização de organizar as criar novas, entre ideias, dar
habilidades conhecimentos, informação, métodos, partes, generalizar a valor à
requeridas datas, eventos, captura de conceitos e reconhecer os partir de apresentação
neste nível lugares, significado, teorias em novas significados dados de teorias,
são: conhecimento troca de situações e ocultos e fornecidos, escolher com
das principais conhecimento, resolver identificar os relacionar o base em
ideias e domínio interpretação problemas componentes. conhecimento argumentos
do assunto. de fatos, usando de diversas fundamentados,
comparação, habilidades ou áreas e prever verificar o valor
contraste, conhecimentos. conclusões da evidência e
ordenação, derivadas. reconhecer a
agrupamento, subjetividade
inferir causas e
prever
consequências.
O que faz Lembra e Esclarece, Seleciona, Diferencia, Gera, integra Valoriza, avalia
o reconhece as compreende e transfere e usa classifica e e combina ou crítica com
estudante? informações e interpreta dados e relaciona ideias em um base em
ideias, bem informações princípios para conjecturas, novo produto, padrões e
como os baseadas no concluir uma hipóteses, plano ou critérios
princípios sobre conhecimento tarefa ou evidências ou proposta para específicos.
a mesma prévio. resolver um estruturas de ele ou ela.
maneira que problema. uma pergunta.
aprendeu.
Exemplos Define, lista, Prevê, associa, Aplica, mostra, Ordena, explica, Combina, Decide,
de palavras rotula, nomeia, faz estimativas, conclui, ilustra, conecta, divide, integra, estabelece
indicadoras: identifica, diferencia, exibe, examina, compara, reordena, gradação, testa,
repete, quem, o estende, modifica, seleciona, substitui, mede,
quê, quando, resume, reconta, altera, explica, infere, planeja, cria, recomenda,
onde, conta, descreve, classifica, organiza, projeta, julga, explica,
descrever, interpreta, experimenta, classifica, inventa, se compara, soma,
coleta, examina, discute, descobre, usa, analisa, prepara, valoriza, critica,
tabula e cita. contrasta, computa, reúne, categoriza, generaliza, justifica,
distingue, constrói e compara, modifica, discrimina,
explica, ilustra e calcula. contrasta e projeta, apoia,
compara. separa. levanta a convence,
hipótese, conclui,
desenvolve e seleciona, e
formula. prevê.
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COACHING EXECUTIVO
Tais perguntas permitem que o coachee veja alternativas ou outros pontos de vista que
anteriormente não tinham sido levantados e, por tal feito, são as que chamamos de
perguntas poderosas (em que praticamente todo o processo de Coaching é baseado).
Antes de mais nada, devemos saber que as perguntas são feitas para que a pessoa
recapacite a situação ou problema que enfrenta e encontre uma solução para aquilo
que é vivido. Ou seja, perguntar é uma forma de ajudar o cliente a refletir, reorganizar
o fato e agir, que é o objetivo final do Coaching.
Temos que destacar ainda que o próprio cliente já esteve se perguntando muitas vezes
antes de aceder ao processo de Coaching. Assim que o objetivo das perguntas
formuladas pelo profissional não terá como objetivo averiguar informações, mas
perceber a forma que o cliente formula e estrutura determinado assunto para si.
Salientamos que toda e qualquer pergunta que comece com “Por quê” costuma trazer
justificativas que não valem a pena o investimento de tempo. Por sua vez, as perguntas
que começam com “Que” e “Como” são as que buscamos dentro do processo de
Coaching, uma vez que focam o presente e põe o coachee em uma situação de ação,
devendo tomar consciência do fato nesse presente momento. Por exemplo, ao
perguntar: “o que é que você quer fazer?”, você convida o cliente a tomar uma atitude.
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COACHING EXECUTIVO
Tais perguntas possuem um grande impacto visto que não possibilitam que o cliente
divague sobre o assunto. Elas não têm como objetivo o pensamento profundo da
questão, mas vão direto ao assunto. Não é o mesmo perguntar “Qual opção você
prefere?” que “Entre todas as opções que temos agora mesmo, qual delas você acredita
que seja a mais interessante para você?”
As perguntas abertas visam a criação de novas possibilidades visto que não impõe uma
limitação.
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COACHING EXECUTIVO
Outro exemplo:
Ainda destacamos que uma pergunta fechada oportuna pode provocar ou mesmo
confirmar uma decisão importante, trazendo ao cliente o compromisso necessário para
a tomada de decisão.
Por exemplo:
Por outro lado, uma pergunta fechada realizada fora do tempo adequado fará com que
o cliente se bloqueie, desviando o tema sem aprofundá-lo.
Nessa parte do nosso estudo, planificaremos uma série de perguntas que acreditamos
que possam ser de grande ajuda, ainda que tenham a função de funcionar como um
guia, uma vez que não deverão ser utilizadas fora do contexto e sem um propósito.
Avaliação
Antecedente
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Descrição
Como era?
O que aconteceu?
E então?
Esclarecer
O que quer dizer?
O que te parece este tema?
O que é que te confunde?
Exploração
Você gostaria de realizar um brainstorming sobre o tema?
A partir de quais outros pontos de vista são possíveis avaliar esse tema?
Quais possibilidades mais teríamos?
Exemplos
Por exemplo?
Como o quê?
Como…?
Extensão
Que mais?
Que outras ideias você tem a respeito?
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COACHING EXECUTIVO
Diversão, amenizar
Hipótese
Identificação do tema
Qual é o problema?
Qual é o maior obstáculo?
O que é que te impede de continuar?
O que é que mais te preocupa ________?
Implementação
Informação
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Integração
Implicação
Voltar a começar
Início
Resultados
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Perspectiva
Planificação
Prognóstico
Relação
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Empreender ações
Resumo
Cada coach possui um estilo próprio para perguntar, mas há um indicador comum: o
indicador de qualidade que consiste em não interromper, ou seja, ouvir mais e falar
menos.
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COACHING EXECUTIVO
são perguntas vazias enquanto perguntas baseadas no " para quê?”, como por
exemplo, para que você faz/te serve pensar determinada coisa?” levam o cliente
a reflexões necessárias e geradora de conteúdos importantes. Perguntas
baseadas no "por que...?" nos remetem ao passado, ao motivo que originou tal
conduta ou crença e simultaneamente o coachee visa encontrar desculpas que
justifiquem esse comportamento/crença, reforçando tal conduta passada. No
entanto, usando perguntas com base no "para que", se orienta ao futuro e a
ação.
- Ocultar um conselho sob forma de pergunta: o coach nunca deve dar conselhos
ou opiniões, mas pode inconscientemente converter seu conselho e opinião em
uma pergunta. Por exemplo, o coachee não encontra opção e o profissional pode
perguntar: “Falar com seu chefe seria uma solução possível?". Deve-se evitar
perguntas orientadoras e aquelas que incorporem uma interpretação do coach.
Outro ponto importante a se destacar é que é melhor expressar as palavras tal
como faria o coachee, demonstrando empatia e aproximação no contato.
- Descuido da comunicação não-verbal: o coach deve ter em mente que o seu tom
de voz, entonação, vocabulário, postura corporal e expressão facial, entre outros
aspectos, têm grande impacto sobre o coachee e se eles não forem adequados
poderão levar a uma sessão desastrosa e mesmo até a finalização do processo
por parte do coachee.
- Permitir que o objetivo seja formulado negativamente: cada objetivo deve ser
feito de forma positiva. Quando o coachee formula um objetivo em negativo, o
coach sabe o que ele não quer, mas é preciso saber o que se realmente quer.
- Assumir o papel de um amigo ou confessor: o coach não é um "ombro para
chorar". O coach está presente para ouvir o coachee, a fim de usar essa
informação para fazer as perguntas necessárias e levar o coachee a refletir e
avançar na realização de seu objetivo.
- Uso do termo "problemas": no Coaching não se fala de problemas, mas sim de
oportunidades e desafios. O coach deve fazer com que o coachee assuma o papel
de responsável e não de vítima: ou seja, se deve trabalhar para que o coachee
veja as dificuldades como desafios de superação.
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- Uso de perguntas "indicativas": todos nós sabemos que o coach não deve nem
pode dar conselhos ou opiniões, mas às vezes o coach tem uma possível solução
ou ação para que o coachee alcance seu objetivo e inconscientemente faz
perguntas projetadas de tal forma que parece que foi o coachee quem chegou a
esta possível solução ou ação. Também se deve sempre evitar perguntas
retóricas já que podem projetar as ideias do coach, além de perguntas
comprometedoras sobre sexo, drogas, salário, amigos, etc.
- Não se deve diagnosticar doenças mentais. O coche não é um médico.
(Parte extraída do artigo “Los errores más comunes en Coaching” de Alberto Rodríguez Fernández.
Técnico de Projetos da Escuela Superior de Coaching).
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COACHING EXECUTIVO
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COACHING EXECUTIVO
A Análise Transacional é uma teoria da personalidade e das relações humanas com uma
filosofia própria de amplo uso tanto para a psicologia, como para o crescimento e
mudanças profissionais e organizacionais em diversos campos. Tal teoria oferece
mecanismos úteis para o estudo das posições na vida do indivíduo e sensibilização dos
nossos papéis em relacionamentos individuais.
Esta técnica foi criada no final da década de 50 nas mãos do médico psiquiatra Eric Berne
(1910 - 1970) que estudou a relação entre as pessoas e a troca de estímulos e respostas
(transações) que resultam desse contato, criando um método para clarificar tais
relações. Foi definido pelo autor como uma teoria da personalidade, ação social e um
método clínico de psicoterapia baseado na análise de todas as operações possíveis entre
duas ou mais pessoas, sobre a base de estados do Ego especificamente definidos.
Berne também considerava que nascemos com o potencial de ser feliz, ter sucesso e
manter relacionamentos de qualidade. Porém, vamos limitando essa capacidade
conforme crescemos e passamos a agir de acordo com as expectativas de terceiros.
Dessa forma, o trabalho é recuperar tais capacidades (inatas) que perdemos
principalmente durante a infância.
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Berne define os diferentes estados do Ego para analisar as relações interpessoais e auto
pessoais. Os Estados de Ego constituem o sistema de sentimentos de cada indivíduo,
representando a sua estrutura interna ou personalidade.
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Estes três Estados são Ego Pai, o Ego Adulto e Ego Criança e tais conceitos são
considerados para colocar limites ao comportamento do indivíduo com relação ao
outro, visto que cada um destes três perfis atua de acordo com diferentes maneiras de
raciocinar, sentir e de se comportar diante das mais diversas situações.
Classifica-se cada um dos egos em Exteropsíquico (Ego Pai), Neopsíquico (Ego Adulto) e
Arqueopsíquico (Ego Criança).
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A qualquer momento em um grupo social, cada indivíduo irá expor um estado de ego
paternal, adulto ou infantil e as pessoas podem passar de um estado para o outro com
muita facilidade.
Berne também analisa o que ele chamava de transações (daí o nome de análise
transacional) que avalia a comunicação nas relações interpessoais, dependendo do Ego
(Pai, Adulto ou Criança) que se principia como emissor (E) da mensagem e em direção
ao receptor (R) da mensagem. Em realidade, quando assumimos o Ego Pai, precisamos
de um receptor Ego Criança, para podermos tomar a posição de controle da situação e
termos a nosso poder uma parte submissa. No inverso, quando quem atua e comunica
é um Ego Criança, espera-se por um receptor de Ego Pai, visto que se busca uma relação
permissiva, de proteção e cumplicidade.
Por sua vez, quando se estabelece uma comunicação com o Ego Adulto, ocorre a
reciprocidade da outra parte, permitindo uma relação nivelada na comunicação.
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Como vimos, dependendo de como seja cada Ego em interação, serão estabelecidos
diferentes tipos de transações. Embora existam múltiplas e infinitas, apenas
destacaremos as que são relevantes em Coaching.
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A transação cruzada tipo I é a mais comum e muitas vezes causa problemas em casais,
amigos e no ambiente empresarial. Ocorre quando se mantem uma transição adulto-
adulto, mas de repente passa a adulto-criança.
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OK+/OK- OK+/OK+
•Eu estou OK, os outros NÂO •TODOS OK
•Superioridade •Sinergia, cooperação,
competitividade, negociação, aberto, escuta
perseguidor, autoritário, ativa.
crítico e escuta seletiva. •Valoriza o outro, se centra
•Impõe, centrado nas suas em soluçõess e não em
prioridades e objetivos. problemas.
OK-/OK- OK-/OK+
•NINGUEM OK •Eu Não OK, outros OK
•Passividade, rebeldia, •Inferioridade, submissão,
crítica,hermetismo, vítima, pessimismo, falta de
desconfiança. coragem e depêndencia.
•Não há intercâmbios. •Escuta passiva, se centra em
opiniões, objetivos e ideais
de outros.
Este é o diagrama das posições de vida de Berne, em que o eixo vertical é valorizado se
"eu estou bem" (OK + O-) e no eixo horizontal se "os outros estão bem" (OK +O-).
Dependendo do quadro que está o sujeito e seu ambiente, prevalece uma ou outra
atitude e o objetivo é alcançar o canto superior direito do diagrama.
Por sua vez, o triângulo dramático de Karpman mostra três papéis negativos que devem
ser evitados: a Vítima, o Salvador e o Perseguidor. Se um dos interlocutores entra em
um desses papéis, empurrando o(s) outro(s) interlocutor(es) para qualquer papel do
triângulo, se gera um conflito.
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Para sair desse triângulo precisamos não criticar aos demais por serem quem são, não
nos dedicarmos em salvar outras vidas que não as nossas e não esperar que ninguém
resolva os nossos problemas.
O PCM ou comunicação PCM foi desenvolvido por Taibi Khaler (1943) a partir de análises
transacionais. É uma ferramenta inovadora que permite entender, motivar e comunicar-
se eficazmente com os demais. Para tanto, define e delimita o desempenho pessoal e
profissional com uma elevada possibilidade de êxito, partindo de seis tipos de
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O PCM não assinala se uma personalidade é ou não melhor que a outra, unicamente
determina em que grau ou porcentagem um indivíduo possui cada tipo de
personalidade, ainda que exista sempre uma dominante.
Com base nessa metodologia, se elabora uma coluna com seis linhas indicando a
porcentagem de cada personalidade, onde a base é formada pela personalidade
primária, adquirida nos primeiros anos de vida, que como geralmente não se modifica,
permite classificar as pessoas de acordo com a sua "base psicológica".
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Embora a base da coluna seja estável, o restante pode variar. Esta mudança é conhecida
como mudança de fase de personalidade que geralmente corresponde a uma mudança
de motivação.
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embora não dominantes têm algumas necessidades, mais fracas ou mais amenas,
portanto, sem muita influência sobre sujeito.
Dessa forma, esse método de avaliação é muito útil nos processos de seleção de pessoal
e promoção interna. Tais provas podem ser conseguidas online e existem diversos
fornecedores como TEA Ediciones, Grupo Actual e Profiles international.
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Essa ferramenta que também avalia o perfil de aptidões, mas de uma equipe de
trabalho, apontando as características de cada membro da equipe e do líder de acordo
com o resto dos colaboradores. Assim, embora seja feita uma avaliação individual, as
informações obtidas representam o perfil de competência de grupo, onde os pontos
fracos e fortes da equipe e de cada um dos integrantes são refletidos. Graças a este
método se pode desenvolver um grupo de Coaching, promovendo os pontos fortes da
equipe e melhorando os fracos.
Este questionário foi utilizado nos anos 80 para avaliar as habilidades de gerenciamento
de altos funcionários dos Estados Unidos. Percebeu-se uma mudança que quebrou o
paradigma de chefe como avaliador único e exclusivo, uma vez que ele também foi
avaliado pelos seus subordinados, como até então não se fazia.
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4.7. E-COACHING
O e-Coaching pode até mesmo ser um substituto para as sessões presenciais, já que na
Era da Comunicação é cada vez menos necessário o "cara a cara" para a realização de
uma sessão, além de melhorar a eficiência e rentabilidade de ambos lados. O problema
que pode aparecer, para além dos problemas técnicos que podem atrasar uma sessão,
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é a desconfiança inicial e uma comunicação menos emocional que deve ser trabalhada
com a forma de comunicação do profissional.
O MBTI acrescenta que cada extremo deve ser complementado com outro de forma
excludente, isto é, não é possível que um sujeito expresse dois extremos ao mesmo
tempo.
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Essa ferramenta utiliza cores em diferentes tons de azul, verde, amarelo e vermelho,
localizados em quatro setores de uma roda relacionada com quatro tipos de
comportamento (conformista, estável, influente e dominante). Esta roda de cores é uma
ferramenta simples, atraente e fácil de se aplicar e, por não ser um método muito exato,
há que ser prudente na hora de gerar decisões sobre a personalidade do sujeito.
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Explorador/Promotor
Avaliador/ Desenvolvedor
Propulsor/Organizador
Finalizador/Produtor
Controlador/Inspetor
Colaborador/Mantenedor
Informador/Conselheiro
Criador/Inovador
Como podemos ver no esquema, cada elemento se relaciona com o seguinte e por sua
vez todos estão interconectados.
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Questionário adequado para o diagnóstico de equipes partindo das pessoas que fazem
parte do grupo. Além de facilitar sua utilização empregando uma nomenclatura de
gestão de negócios que torne esta ferramenta mais próxima, este teste define três tipos
de funções: mental, social e de ação. Cada pessoa no grupo será classificada de acordo
com suas características em um determinado papel, visto que suas características
intrínsecas serão mais confortáveis em um papel particular dentro da equipe. Assim, as
funções de cada um dentro da equipe serão distribuídas individualmente de acordo com
suas habilidades.
Por esta razão, embora este teste determine o papel dos componentes da equipe, não
devemos esquecer que o que importa é que o grupo seja coeso, eficiente e
complementário entre seus integrantes, explorando ao máximo as qualidades e
habilidades de cada um.
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Criada por Philippe Gallibet, pode ser utilizada a nível individual ou de grupo, para
abordar como ver o futuro, visualizar pistas para trabalhar individualmente ou em
grupos, visando ao processo de decisão e autonomia do próprio futuro.
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A bússola consiste em quatro eixos ou linhas, cada qual tem dois segmentos e dois polos
(não opostos, mas complementares), um ponto fundamental para a sua compreensão.
Começa com a resposta mental a quatro perguntas (cada uma corresponde a um eixo),
essas respostas tornam-se algo formalizado e racional e finalmente, estruturam o
modelo do futuro.
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6. BIBLIOGRAFIA
6.1 Livros
Acosta Vera, J. M. (2009). El tiempo, la PNL y la Inteligencia Emocional. Barcelona: Gestión 2000.
Brunet, T. (2017): 12 Dias para Atualizar Sua Vida: como ser relevante em um mundo de
constantes mudanças, Editora Vida
Collins, J. (2018): Empresas Feitas Para Vencer: por que algumas empresas alcançam a
excelência... e outras não, Editora Alta Books
Gallwey, W. T. (2015): O Jogo Interior do Tênis: o guia clássico para o lado mental da excelência
no desempenho, Editora: SportBook
Marques, J. R. (2012): Leader Coach. Coaching Como Filosofia De Liderança, Editora Ser Mais
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Opi, J.M. (2004): Las claves del comportamiento humano. Barcelona: Amat.
Rodríguez Fernández, A. (2014): Los errores más comunes en Coaching. Escuela Superior de
Coaching (Blog).
Villa, J.P. y Caperán, J. (2010): Manual de Coaching. Cómo mejorar el rendimiento de las
personas. Barcelona: Profit.
Bass, B. M.; Avolio, B.; Jung, D.I.; Berson, Y. Predicting unit performance by assessing
transformational and transactional leadership. Journal of Applied Psychology, Washington,
2003.
Bateson, G. - Steps to an Ecology of Mind, 2a ed., Northvale, New Jersey: Jason Aronson Inc.,
1972.
Campbel, J.P.; DunnetteE, M.D.; Lawler, E.E.; Weick, K.E. Managerial behaviour, performance
and effectiveness. New York: Ed. McGraw-Hill, 1970.
Galvão, I. Henri Wallon - uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, Rio
de Janeiro: Vozes, 1995.
Skinner, B. F. Ciência e comportamento humano (J. C. Todorov & R. Azzi, Trads.). São Paulo, SP:
Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1953), 2007.
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5. ANEXOS
5.1. CASO DE ESTUDO
Neste apartado expomos artigos extraídos dos "Caderno de Coaching" da ICF para
aprofundar e esclarecer diversos aspetos do Coaching executivo, de equipe ou
individual.
No primeiro veremos um artigo sobre os conflitos morais com os quais os coachs devem
lidar.
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Artigo de Opinião
As opiniões expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do seu autor e não representam
necessariamente a opinião da ICF Portugal.
Pretendo com este pequeno texto partilhar uma questão e reflexão sobre ética e
moral, no particular quando aplicada à actividade de coaching profissional. A
abordagem é simples quer pela natureza do text quer por eu próprio não ser um
especialista e o conteúdo decorre em boa parte do trabalho realizado no Comité de
Ética e Conformidade da ICF Portugal, de algumas discussões havidas na Ethics
Community of Practice da ICF e de discussões mais ou menos coloquiais com amigos
e conhecidos. Aos leitores que se interessem particularmente por estes temas, deixo
desde já o convite para se juntarem, se ainda não fizeram, aos debates mensais na
Ethics Community of Practice da ICF (ver informações no final).
Enquanto coach é possível que já tenha estado por momentos em situações que
ganham a forma de dilemas perante o seu cliente, o patrocinador do seu cliente ou
ambos. Independentemente da resposta específica a cada um desses dilemas, é
também possível que se tenha apercebido que existe todo um universo de questões
difíceis de responder por mero enquadramento legal, de conduta formalmente
estabelecida ou até de aplicação dos comuns princípios da razão prática da filosofia
moral de Immanuel Kant, princípios estes destilados no imperativo categórico «Aja
apenas segundo uma máxima tal que possa ao mesmo tempo querer que se torne uma
lei universal», para si e para os outros sob total liberdade do arbítrio.
Nalgumas situações parece que não nos bastam as leis, os códigos ou as regras de
ouro porque navegamos em território desconhecido, em águas cinzentas em termos
da aplicação ética e moral. Podemos contrariarmo-nos, porventura subtilmente, no
nosso âmago e na essência dos nossos valores e prosseguimos ainda assim, “felizes e
contentes”, sob a capa da desobrigação moral que justifica os meios e por vezes até
os fins, não sem tantas vezes ficar latente um irritante zumbido de dissonância
132
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interior. E isto mesmo vemos por vezes acontecer também aos nossos clientes.
Mas a questão que coloco para breve reflexão centra-se em nós, coaches, e é a
seguinte:
Enquanto coaches, é possível que por vezes nos desobriguemos moralmente perante
questões, situações e problemáticas que tensionam a nossa ética e moral com a prática
da nossa actividade profissional para com os nossos clientes e/ou os seus patricinadores
ou outros terceiros. O que fazer para resolver estes dilemas? O que fazer para não
lutarmos sozinhos com eles?
São muitas e variadas as formas de nos desobrigarmos aos nossos princípios morais
como são também muitas as pressões que sofremos de códigos mais ou menos
explícitos que nos são “impostos” ou a que livremente aderimos mas que entram em
choque com alguns desses mesmos princípios.
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COACHING EXECUTIVO
Não sugiro que os códigos morais, os códigos de ética ou as leis não sejam e não
devam ser observados ou que, pelo contrário, tudo deva ser questionado de um ponto
de vista individual. Existem situações em que precisamos de recentrar os problemas
face à nossa própria moral, aos nossos valores, com ou sem a ajuda de terceiros para
percebermos que não temos condições, diria “morais”, para executar uma
determinada acção ou tarefa e para voltarmos à nossa coerência interna. E o mesmo,
parece-me, aplica- se ao proporcionarmos a possibilidade de os nossos clientes se
recentrarem a si mesmos em relação aos seus valores.
Mais que respostas prontas, que não as tenho, são questões que deixo e o convite a
participarem e colocarem as vossas questões, dúvidas e ideias ao Comité de Ética e
Conformidade da ICF Portugal (etica@[Link])
Nota: a ideia para abordar este tema surgiu na sequência da apresentação da última reunião do
Ethics Community of Practie do passado dia 10 de Agosto e tem por base algumas das ideias
apresentadas. A Ethic’s Community of Practice da ICF reúne por teleconferência todas as
segundas quartas-feiras de cada mês e tem por objectivo discutir como é que a ética impacta a
profissão de coaching numa perspectiva local e global, reflectir sobre dilemas éticos e explorar as
melhores práticas. Se quiser aderir, escreva um mail para o moderador Michael Joseph Marx
(michael@[Link]) e peça a sua adesão ao grupo.
134
COACHING EXECUTIVO
Sobre o autor:
Vogal da direcção da ICF Portugal Membro do Comité de Ética e Conformidade da ICF Portugal.
António Graça Martins é formado nas áreas de Marketing e Publicidade e Gestão, é e foi executivo
em empresas dos ramos do Marketing, Imobiliário, Construção e Logística, entre outros. É coach
credenciado ACC pela ICF e membro da direcção da ICF Portugal. É mentor e coach interno no
grupo onde trabalha. Tem dois filhos que são, ao mesmo tempo, o seu maior desafio.
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COACHING EXECUTIVO
Artigo de Opinião
As opiniões expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do seu autor e não representam
necessariamente a opinião da ICF Portugal.
Ora vejamos:
- a investigação ainda está no seu início, mas acredito que irá ter um enorme
impacto no reconhecimento da profissão e na perceção que irá ter junto dos
clientes. Aliás, refira-se a qualidade dos relatórios emanados anualmente pela ICF.
136
COACHING EXECUTIVO
Face a tudo isto, coloca-se a questão: E O que vai acontecer ao coaching nos próximos 3
a 5 anos?
- o ensino do coaching vai fazer a deriva das escolas para as universidades, com
todos os custos inerentes, e a investigação irá desenvolver-se e estabelecer-se numa
base científica;
- o coaching online será a norma, com uma proliferação de webinars e com as sessões
a serem tendencialmente mais curtas e visando em objectivos muito
específicos. Por outro lado, os coaches poderão oferecer os seus serviços
a nível internacional, de acordo com as suas competências e
conhecimentos de línguas.
E, por fim,
- o crescimento imperativo do mentoring e da supervisão certificados, para
responder à especialização dos coaches e à necessidade de avaliação.
As vantagens que daqui advêm são muito significativas tanto para coaches, como para
coachees:
Sobre a autora:
Emilia Alves inicia a sua vida profissional aos 23 anos, após terminar a Licenciatura em Línguas e
Literaturas Modernas – Estudos Ingleses e Alemães, passando pela indústria farmacêutica, por
PMEs/empresas familiares, e em 1987 inicia o seu percurso na Hotelaria.
Em 1995 termina o Master Business Communication and Public Relations na European University,
ingressa no ensino Superior como Docente do IPAM – Instituto Português de Administração de
Marketing, onde leciona até final de 2004, tendo sido convidada para docente na FCSH da Universidade
Nova de Lisboa, após conclusão do Mestrado em Ciências da Comunicação.
A necessidade de se credenciar como Coach ICF leva-a a prosseguir a sua formação com um Programa
Internacional de Coaching Ejecutivo y Liderazgo Estratégico por Valores, na Universidad Carlos III, em
Madrid no Verão de 2012, e hoje é ACC, dedicando a sua vida ao coaching e à consultoria.
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COACHING EXECUTIVO
As opiniões expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do seu autor e não representam necessariamente a opinião
da ICF Portugal.
Um dia, Aldous Huxley, disse: “ Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um
homem faz com o que lhe acontece”.
Neste artigo de opinião, vou partilhar um pouco da minha experiência sobre um tema que ao
longo dos anos continua a despertar a minha curiosidade – porque existem pessoas tão bem
sucedidas nas vendas a tal ponto que a maioria dos seus clientes adora comprar? Compreender
melhor o que está por detrás da arte das vendas e da atitude de quem é bem-sucedido nas vendas
foi e continua a ser, um verdadeiro desafio para muitos.
Tal como fazemos com os nossos coachees, em vendas, estabelecemos um acordo claro e
coerente com as nossas promessas, oferecemos um produto ou serviço que responda ou se
possível que supere as necessidades do cliente. Mas será que, o que o cliente compra na
realidade, é algo tangível ou são meras emoções, sentimentos, sensações ou até mesmo desejos?
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significar “não”, pois embora compreenda o que está a ser apresentado, discorda.
A maioria das convicções é formada por palavras e também pode ser mudada por elas.
A maioria das pessoas faz opções inconscientes nas palavras que utiliza e raramente compreende
que as palavras habitualmente utilizadas afetam o resultado final.
Nas vendas e numa negociação em geral, tal numa como sessão de coaching, a observação e a
escuta ativa são palavras mestras.
Não se conhece o significado da palavra não (o não pode significar “talvez” ou “ainda não sei”) e
por isso deve-se decifrar o comportamento e a atitude do cliente, aceitar as diferenças culturais
e não cair na tentação de emitir julgamentos. Tudo isto respeitando os padrões de ética, jamais
prometendo o que não pode ser cumprido ou enganando o cliente, qualquer que seja a forma.
Os clientes fazem negócios com empresas e pessoas em quem podem confiar. Também no
Coaching, inspirar confiança ao coachee é a base para um relacionamento sólido.
Então como começar a criar esse relacionamento com o cliente, fundamental para que o cliente
se sinta emocionalmente seguro (tal como o coachee, à medida que as sessões se desenvolvem)?
Por um lado há que mostrar respeito pelas perceções e pela maneira de ser do cliente,
demonstrar apoio contínuo antes, durante e depois da venda. Por outro lado, é importante
desafiar os pressupostos e as perspetivas do cliente para provocar novas ideias e encontrar novas
soluções, comemorar sucessos do cliente e capacidades de crescimento futuro,
Atualmente, os maiores desafios dos chefes de vendas e dos líderes das empresas, consistem por
um lado, em encorajar esforços e ultrapassar desafios ambiciosos e por outro, na motivação das
suas equipas de vendas por forma a continuarem a apresentar resultados positivos e crescimento
sustentado.
Mais do que nunca, as equipas de vendas deparam-se com leads não qualificados, falham
objetivos de vendas e perdem oportunidades. Uma boa parte dos colaboradores fica acomodado
e sente-se sem incentivos para mudar. Desmotivados e com baixos níveis de energia,
comprometem os resultados da empresa e não contribuem para a rentabilidade da organização.
Vemos com frequência, chefias de vendas sem o tempo necessário para treinar em pleno a sua
equipa, sem certezas sobre o que é suposto fazerem, sem acesso a ferramentas e recursos que
podem ajudá-los a obter o máximo desse treino e gastando muito do seu tempo a “apagar
incêndios".
Diversas empresas reconhecem o valor de treinar a sua força de vendas, mas muitos ainda não
compreendem a real importância do desenvolvimento de competências específicas das suas
chefias, assumindo que bons comerciais de vendas podem facilmente passar de uma posição
operacional de vendas para uma posição de gestão.
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Até há bem pouco tempo atrás, a maioria dos chefes de vendas aprendia a gerir através da
experiência on-the-job. Eram antigos comerciais com excelentes desempenhos, promovidos a
cargos de gestão com pouca ou nenhuma formação em gestão de equipas de vendas, sem terem
a real noção que gerir uma equipa de vendas é provavelmente a posição mais desafiadora em
qualquer empresa e que exige um conjunto exclusivo de competências - planeamento estratégico
e gestão de um pipeline de vendas, treinar e motivar a sua equipa, gerir um budget, gerir clientes
especiais, contratar novos comerciais…
Por ex. a uma chefia, exigimos que tenha competências de Liderança, saiba motivar e definir
objetivos para a equipa, dar feedback construtivo, estabelecer prioridades, fazer o recrutamento
e a seleção de novos elementos, gerir os resultados das vendas, gerir o tempo da equipa, tenha
conhecimentos sobre a Indústria, o mercado em que se insere e as tendências, e idealmente, que
tenha competências de Coaching.
um mecanismo de follow-up que assegure que as sugestões assinaladas são implementadas e crie
em conjunto, um Plano de Desenvolvimento Pessoal onde vão registando os pontos fortes e
comportamentos positivos e simultaneamente, um plano de ação com datas claras, onde destaca
uma ou duas áreas que precisa de desenvolver.
Pela minha experiência, desde 2002 no mundo do Coaching, tive a felicidade e a oportunidade
de ser Coach interna numa multinacional farmacêutica durante 6 anos, e poder contribuir para
inúmeros processos individuais de desenvolvimento na área de Vendas, quer a nível dos
delegados de informação médica, quer das chefias de vendas. Constatei que pouco mais de 20%
dos comerciais parou para aprender, refletir, praticar e fazer alguns ajustes quer na atitude quer
no comportamento. E foram precisamente estes 20% que ao longo do tempo foram responsáveis
por 80% da faturação da empresa. Todo o investimento feito em Coaching revelou-se uma aposta
ganha. A implementação de uma cultura de Coaching fez toda a diferença nos resultados globais.
141
COACHING EXECUTIVO
De acordo com a International Coach Federation, uma empresa pode, em média, esperar um
retorno de 7 vezes, o investimento inicial em coaching.
Keith Rosen afirmou: “O treino desenvolve pessoas das vendas; o Coaching desenvolve campeões
de vendas“. Não há dúvidas… Vendas de excelência só estão ao alcance de alguns!
Sobre a autora
Ana Conde
Coach de Executivos e de Negócios
Ana Conde é Coach de Executivos e Facilitadora de Mudança com mais de 25 anos de experiência
profissional, em mercados altamente competitivos, em Portugal e Angola, em sectores tão
distintos como o cinema, vídeo, imprensa escrita, imobiliário, hotelaria e indústria farmacêutica.
142
COACHING EXECUTIVO
Artigo de Opinião
As opiniões expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do seu autor e não representam
necessariamente a opinião da ICF Portugal.
Hoje uma parte importante do mundo parece viver obcecado com a obtenção da
felicidade. A via que parece ser a predileta da maioria para a alcançar é a do pensamento
positivo. Se me dedicasse a colocar a quantidade de referências noticiosas e de estudos
(mais ou menos) académicos que advogam e expõem as vantagens do pensamento
positivo - para o bem-estar psicológico e físico, para o equilíbrio na vida, para o alcance
do sucesso, para a produtividade, para eficácia e para tudo o resto e mais alguma coisa -
não restaria espaço neste texto para explanar qualquer outra ideia. Não esquecer os
incontáveis exemplos da utilização de “jargão de pensamento positivo” que inundam as
redes sociais sob a forma de citações, muitas vezes erradamente atribuídas, ou de escritos
que tentativamente procuram ou anunciam a solução para os males do mundo e das
pessoas; claro que estes últimos terminam invariavelmente com um pedido de replicação
e partilha, como que a querer espalhar a positividade pelo mundo.
Enfim, a forma exagerada como a obsessão com a metade cheia do copo (ou a vazia, se
for positividade de inspiração oriental) tem o potencial de irritar até o mais optimista dos
optimistas.
Como acontece com todas as modas, esta vaga de positividade tem despertado bastantes
críticas. Acredito que serão fruto da necessidade que todos temos de encontrar uma
explicação para o mundo, de lhe dar um sentido, e um dos recursos que temos à nossa
disposição para esse fim é a comparação: a utilização do princípio de polaridade. Por sua
vez, a crítica que “os positivos” mais fazem aos seus críticos procura pôr em evidência o
cepticismo dos últimos. Este argumento parece demonstrar que “os positivos” são
crentes enquanto que “os negativos” são descrentes, no pensamento positivo,
obviamente.
Dentro dos cépticos, ou dos “negativos”, encontramos vários tipos. Há os que se opõem
porque essa é a sua forma de estar e de ser na vida; há os conspiracionistas; há “os que
não
negam à partida uma ciência que desconhecem” mas que têm cautela em aderir sem
algum tipo de escrutínio; e há os, de facto, pessimistas, os que acreditam no oposto do
pensamento positivo. Embora a lista seja menos extensa, tenho coleccionado uma série
de artigos, mais e menos credíveis, sobre os perigos e as desvantagens do pensamento
positivo.
143
COACHING EXECUTIVO
Contudo, na minha perspectiva, não se trata apenas de uma batalha entre optimistas-
crentes e pessimistas-cépticos; não é tão só uma questão de crença ou da falta dela.
O pensamento positivo parece indicar-nos um caminho que impede uma interioridade
crítica, consciente e construtiva. O filósofo brasileiro Francisco Bosco, no seu livro “Alta
Ajuda”, dedica o primeiro capítulo/ensaio a este tema. No fundo, transmite a ideia de que
o pensamento positivo tem um efeito de “consolação fácil” ante uma situação adversa
e/ou desafiante. Por oposição, defende que só o pensamento negativo, o movimento que
permite viver, entender e construir sobre a adversidade e sobre o desafio, possibilita o
abandono das “estruturas, que nos retiram
a potência de agir e nos condenam a uma existência passiva” para a criação de novas
versões de nós mesmos, que nos garantem o acesso a novas acções baseadas em novos
entendimentos e novos sentimentos. A criação de novas formas de ser e de agir faz
imperar a necessidade de “matar” velhos hábitos, de aniquilar partes de nós. Esse nunca
é nem nunca será um processo fácil e para tal propósito nenhum pensamento positivo
poderá ajudar.
O pensamento positivo, na sua versão superficial, pelo menos, leva-nos a abdicar do
trabalho interior que é imprescindível para a elaboração da experiência, da vida, para a
transformar e incorporar, também mas não só, em acção. Parte da ideia de que os desejos
(de ultrapassar uma dificuldade ou alcançar algo) têm de ser satisfeitos imediatamente,
criando a ilusão de que “tudo irá correr bem, desde que eu acredite muito nisso”, não
contempla a hipótese do desejo não ser satisfeito e, por isso, não nos deixa pensar sobre
qualquer outro desfecho.
Este movimento em direcção a uma interioridade negativa, por oposição a uma
superficialidade positiva, é muito diferente do pessimismo. Não se trata de ver e de
explicar o mundo pelo seu lado negativo. Tem que ver com a aceitação, com a canalização
das suas forças, que muitas vezes nos trazem sofrimento, para a geração de mudança
positiva e significativa. O psicanalista britânico Wilfred Bion, ao recuperar e desenvolver
uma ideia original do poeta Keats, seu conterrâneo, falou-nos mesmo da “capacidade
negativa” como um aspecto de grande importância para a vida em si. De forma resumida,
esta capacidade implica uma flexibilidade psicológica que se traduz na tolerância ao
sofrimento e à confusão que podem resultar da incerteza, da adversidade e da
ambiguidade; de não sabermos como se vai desenrolar o futuro. O pensamento positivo
parece anular esta capacidade negativa, visando antever e definir que a “cena final”
termine com o cair de um pano cor-de-rosa. Parece ser mais fácil saber o que vai
acontecer; eliminar a incerteza e a ambiguidade; ver o mundo nas cores que mais nos
fazem sentir bem. O pensamento positivo quer oferecer-nos isto tudo mas com um preço
que pode ser elevado.
144
COACHING EXECUTIVO
Ao pensar sobre este assunto não poderemos ignorar o peso que as palavras transportam
consigo. “Negativo” e “positivo” são palavras pesadas, carregadas de significados,
enviesamentos, generalizações e intenções. Carregam em si respostas emocionais
intensas e raramente questionadas. Creio que maior parte das pessoas aderirá mais
rápida e facilmente a algo “positivo” do que a algo “negativo”. Essa é afinal, como temos
argumentado, uma das atracções principais do pensamento positivo: a facilidade. Por
oposição, o pensamento negativo tal como Bion, Bosco ou o estoicismo o
contemplam não dita que se opte pela versão de resolução mais difícil. Não se trata de
abraçar a dificuldade em detrimento da facilidade.
Trata-se de um compromisso com verdade, mesmo que o caminho que esta aponte não
seja fácil.
Como profissional da área, vejo muitas vezes, demasiadas vezes, o coaching associado às
piores características do pensamento positivo. A doutrina do “yes you can” é muitas vezes
utilizada de forma leviana, descontextualizada e sensacionalista.
Aceito e adiro à perspectiva que preconiza que o coaching pretende facilitar o processo
de aprendizagem, a sua incorporação e a sua manifestação na práxis. Porém, tal não
significa necessariamente que o processo seja fácil nem que se possa contornar a
dificuldade ou evitar a incerteza. Pelo contrário, facilitar o processo de aprendizagem e
de mudança pode implicar, muitas vezes, a aceitação das dificuldades, a criação de
estratégias de resolução e o desenvolvimento de qualidades e capacidades que advêm
do pensamento negativo.
João Sevilhano, PCC
Sobre o autor
É licenciado em Psicologia Aplicada, área de Psicologia Clínica. Exerceu funções em instituições de
saúde na área da Psicologia Clínica (Hospital Fernando Fonseca). Trabalhou igualmente como
técnico de Recursos Humanos passando por vários departamentos onde se destacam as
actividades de criação e implementação de programas formativos, counseling de gestores e
equipas e a Gestão de R.H (SONAE Distribuição).
Desenvolve a sua actividade na Escola Europeia de Coaching, onde actua como Director
Pedagógico, coach, facilitador e supervisor. Colaborou e ainda colabora com algumas instituições
académicas (Porto Business School, Universidade Católica, ISEGI, Universidade de Évora).
É formado em coaching executivo pela Escola Europeia de Coaching - Lisboa e detém o grau de
Professional Certified Coach (PCC) pela International Coach Federation. Em paralelo mantém a
ligação à área da Psicologia Clínica e Psicoterapia onde desenvolve prática privada.
145
COACHING EXECUTIVO
Foi sócio candidato da Sociedade Portuguesa de Psicanálise de 2013 a 2015, altura em que
frequentou a formação para se tornar psicanalista. É membro da Ordem dos Psicólogos
Portugueses e detém o grau de especialista em Psicologia do Trabalho, Social e das Organizações,
com a especialidade avançada em Coaching Psicológico. Desportista federado de 1998 a 2011,
continua a praticar voleibol como amador
146
Revista de Ciências LIDERANÇA E COACHING
Gerenciais
Vol. XIII, Nº. 18, Ano 2009 Desenvolvendo pessoas, recriando organizações
RESUMO
Denis Juliano Gaspar
Centro Universitário Anhanguera As constantes mudanças que ocorrem no mundo globalizado aumentam cada
unidade Pirassununga vez mais a competitividade nas organizações, exigindo delas inovações
[Link]@[Link]
incessantes e a necessidade de se criar novas habilidades e atitudes que visem
alcançar seus objetivos. Entre outras medidas adotadas para enfrentar o
desafio da sobrevivência no mercado, criar novas perspectivas de trabalho
através de novos conhecimentos e habilidades passou a ser o diferencial nas
Renato Mehler Portásio
organizações de sucesso. O foco atualmente é a pessoa, o ser humano. Surge
Centro Universitário Anhanguera então um estudo que avalia a liderança exercida através do processo coaching
unidade Pirassununga (treinador), uma ferramenta gerencial para as organizações. Este artigo
rmehler@[Link] pontua reflexões sobre a liderança, a figura do líder, destacando a importância
do método coaching, com objetivo de criar novas perspectivas dentro das
empresas. Para o desenvolvimento deste trabalho, optou-se pela pesquisa
bibliográfica.
ABSTRACT
1. INTRODUÇÃO
Krausz (2007) aponta que entre as medidas adotadas para enfrentar este novo
desafio do mercado é criar novas perspectivas de trabalho através de novos conhecimentos
e habilidades. Surge então um estudo que avalia a liderança exercida através do processo
coaching (treinador), uma ferramenta gerencial para as organizações.
Desta forma, visa promover uma compreensão geral e um amplo panorama sobre
a relevância e a importância dos processos de coaching dentro das organizações e seus
respectivos benefícios, bem como explorar as tendências do coaching que estão
Revista de Ciências Gerenciais Vol. XIII, Nº. 18, Ano 2009 p. 17-41
Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 19
redefinindo o papel dos funcionários em suas empresas transformando-os, cada vez mais,
em facilitadores e gestores responsáveis por suas ações e suas conseqüências.
Para tanto, será realizado uma revisão bibliográfica sobre a figura do coaching, para
melhor compreensão desta filosofia, disponibilizando-o para as pessoas interessadas na
área ou como fonte de pesquisa para futuros estudos.
De acordo com Soto (2002) a palavra liderança está associada à função de líder que
significa capacidade de liderar, na forma de dominação firmada no prestígio pessoal e
acolhida pelos dirigidos. O conceito de líder se refere a um processo que motiva as pessoas
a colaborarem na direção dos seus objetivos.
Revista de Ciências Gerenciais Vol. XIII, Nº. 18, Ano 2009 p. 17-41
20
se a partir da inviabilidade de uma empresa ser gerida por membros da família. O resultado
disso foi que a evolução das empresas acabou por dar origem às estruturas hierárquicas,
especialização de funções, profissionalização e superioridade do gerente profissional na
gestão da empresa. A partir deste momento, deram-se os primeiros estudos sobre essa
prática tão discutida em alguns pontos e adaptada à realidade empresarial.
Marques (1994) salienta que o papel do gerente teve muitas interpretações, com o
intuito de identificar um perfil que se conciliasse com as políticas e com o contexto da época.
O papel gerencial independia da área da atividade do profissional. Segundo o autor, é neste
momento que surgiram as questões referentes ao líder e à liderança. A Liderança passou a
ser vista como uma ferramenta de comando e controle negociáveis na organização. O
conceito de comando e controle nasceu das organizações militares, que dividiam as tarefas
de forma mais organizada, sendo este termo em seguida, transportado para o ambiente
empresarial.
Segundo Bennis (2004) no ambiente empresarial, nos dias de hoje, o que ocorre é
um ritmo agitado, impaciente e de muitas mudanças. Novos valores são despontados como
a auto-estima, responsabilidade individual e uma cultura empresarial que valoriza a
capacidade para se arrumar emprego acima do emprego, ou seja, as maneiras “comando e
controle” de gerenciar foram substituídas.
Ainda de acordo com Jordão (2004, p. 89), “os líderes têm como missão guiar a
organização e desenvolver outros líderes. Buscando isso, o líder se destaca, acima de tudo,
influenciando as pessoas. Liderar é um fenômeno social”.
Revista de Ciências Gerenciais Vol. XIII, Nº. 18, Ano 2009 p. 17-41
Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 21
2.2. Conceito
Para que se possa entender melhor o significado e a utilização do termo liderança, sua
utilização usual, prática e seu conceito no meio empresarial, é oportuno conhecer a sua
etimologia.
A palavra liderar vem do inglês, to lead, que significa: “conduzir, dirigir, guiar,
comandar, persuadir, encaminhar, encabeçar, capitanear, atravessar”. Seu registro está
datado em 825 d.c. Há, no entanto, uma relação entre os diversos conceitos de liderança
com a palavra procedente do latim, ducere, cujo significado é conduzir (no português - duzir,
precedido de prefixos), que influenciou as derivações de to lead. Em 1300, documentou-se
leader, “condutor, guiador, capitaneador”, sendo aquele que exerce a função de conduzir e
guiar. Nesta mesma época, surge o leading, substantivo de to lead, traduzido por “ação de
conduzir”. No ano de 1834, emerge a palavra Leadership significando “dignidade, função ou
posição de guia, de condutor, de chefe”. Já na segunda metade do século XIX, o vocábulo
lead e seus derivados passam a fazer parte da língua portuguesa. Somente por volta das
décadas de 30 e 40, o radical foi integrado à morfologia, adaptando-se o termo à língua
portuguesa: líder, liderança, liderar (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL,
1987).
Bowditch e Buono (2002) acrescentam que a liderança tem sido definida de várias
maneiras desde o início da evolução do homem. Os dirigentes das organizações a vêem
como um instrumento poderoso para influenciar pessoas e conservar o poder.
[...] a liderança pode ser considerada como um processo de influência, geralmente uma
pessoa, através do qual um indivíduo ou grupo é orientado para o estabelecimento e
atingimento de metas. Portanto, a liderança é uma relação entre pessoas através da
influência e do poder e são distribuídos de maneira desigual numa base legítima
(contratual ou consensual). A liderança não ocorre no isolamento, ou seja, não há líderes
sem seguidores. (BOWDITCH; BUONO, 2002, p. 118)
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22
3. TEORIAS
Crainer (2000) divide as escolas de pensamento sobre liderança nas categorias: Teoria dos
Traços da Personalidade, 3.2. Teoria dos Estilos de Liderança Comportamental
A primeira sistematização dos estudos sobre liderança, hoje conhecida como enfoque ou
Teoria dos Traços, defende que a posse de certos traços de caráter e de personalidade
permitiria a certos homens, acesso ao poder. Dessa maneira, julgava-se ser possível
descobrir traços de personalidade universais nos líderes que se diferenciavam dos não-
líderes.
Um traço de personalidade é uma qualidade ou característica distintiva da personalidade.
Segundo estas teorias, o líder é aquele que possui alguns traços específicos de
personalidade que distinguem das demais pessoas. (CHIAVENATO, 1999, p.172)
Os tipos de traços que a literatura mais aborda são os fatores físicos, as habilidades
características e os aspectos de personalidade. O que mais levantava interesse aos
estudiosos da época era poder escolher em meio a certos atributos, quais os que melhor
definiriam a personalidade do líder (BRYMAN, 1992).
O líder é aquele que possui um ou mais traços específicos que o distingue dos
demais elementos de um grupo, levando-o a influenciar o comportamento das demais
pessoas (ROBBINS, 2002).
Nos anos de 1904 a 1948, Stogdill e Mann apud Bergamini (1994) serviram-se dos
resultados das pesquisas disponíveis a respeito de liderança encontrando dessa forma
aproximadamente 124 projetos voltados a esse tipo de enfoque no estudo da liderança.
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 23
Com a revisão desses projetos foi plausível chegar a um resultado que permitiu listar em
média 34 traços de personalidade considerados como características típicas da amostragem
dos líderes eficazes. Alguns dos exemplos encontrados dos traços eram de autoconfiança,
sociabilidade e habilidades interpessoais, ascendência e domínio, equilíbrio emocional e
controle, busca de responsabilidade participação nas trocas sócias, fluência verbal, dentre
outros.
De acordo com Robbins (202) esta teoria provém diretamente da Escola das
Relações Humanas e inclui como integrantes todos os indivíduos que dela recebem
incentivos e que trazem contribuições para a sobrevivência da organização.
De acordo com Ramos (2004), Chiavenato (2003) e Asanome (2001) os três estilos
de liderança que segundo eles definem o comportamento dos líderes em relação a seus
subordinados.
Estilo Autocrático
Este estilo representa aquele líder próprio de ambientes de trabalho repressivos, onde a
centralização da autoridade e as tomadas de decisões unilaterais acontecem ignorando
totalmente a opinião ou o desejo do funcionário. Este tipo de liderança pode ser usado com
empregados novos e que ainda não foram treinados, que desconheçam as tarefas que vão
executar ou quais procedimentos vão seguir; ou quando da realização de uma supervisão
efetiva, só possa ser proporcionada por ordens detalhadas; para empregados que não
respondem a qualquer outro estilo de liderança; e quando o poder de um gerente é
desafiado por um empregado (CHIAVENATO, 2003).
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24
A liderança autocrática baseia-se no uso do poder de coerção e posição, que depende alta
quantidade de energia, procurando o maior controle possível sobre as ações e reações do
liderado, o que tende a gerar passividade e alienação. Ameaças, punições e pressões por
parte do líder se multiplicam, isso significa atenção contínua no sentido de evitar desvios
dos padrões rigidamente estabelecidos e presença física constante de uma figura de
autoridade para assegurar o cumprimento das atividades. (RAMOS 2004, p.07).
Estilo Democrático
Os relacionamentos face a face tendem a ser mais freqüentes. O liderado, por sua
vez, goza de um espaço confortável para atuar, desde que não ameace a autoridade,
experiência, prestígio e conhecimento dos que ocupam posições de liderança. As normas,
regras e procedimentos normais são reduzidos, isso libera o líder da necessidade de exercer
um controle maior sobre o liderado, uma vez que esse tem consciência dos limites tolerados
pelo contexto social (RAMOS, 2004).
É completamente inverso ao autocrático, uma vez que ocorre liberdade absoluta para as
decisões grupais ou individuais, com uma pequena participação do líder. A definição das
tarefas é realizada pelo próprio grupo, porém, é importante salientar que para que esse tipo
de liderança tenha êxito é imprescindível possuir um grupo com profissionais com alto grau
de maturidade e responsabilidade, uma vez que a liderança liberal proporciona liberdade,
criatividade, iniciativa, fazendo com que os funcionários se sintam importantes dentro da
empresa e normalmente as tarefas a serem desenvolvidas tem que ter prazo para serem
entregues (CHIAVENATO, 2003).
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Liderança Executiva
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Liderança Carismática
Liderança Reformista
Distingui-se pela imensa carga de hostilidade e agressão de que são possuidores. Um líder
com tais características tem tal capacidade de persuasão capaz de gerar grandes efeitos de
destruição dentro da organização e no meio social.
Liderança Coercitiva
Liderança Situacional
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 27
possível desenvolver modelos teóricos para ajudar os líderes a fazerem certas previsões
quanto ao comportamento de líder mais apropriado na sua situação presente, a partir de
observações feitas sobre a freqüência (ou não-freqüência) de certos comportamentos de um
líder em numerosos tipos de situações.
De acordo com Levek et al. (2002) são considerados três fatores determinantes de
uma liderança eficaz:
3.3. Modelos
De acordo com Fritz Reidl apud Penteado (1986), os tipos de líderes existentes dentro das
organizações, são:
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28
Chiavenato (2000) ressalta que é necessário ao líder assumir os riscos do que irá
fazer e observar os resultados de uma certa forma, cobrando-se e determinando o que é
prioridade. Deve ser um facilitador, ou seja, ter a função de facilitar contatos com pessoas
de outras áreas e ajudar a desenvolver planos de ação.
Duarte (2000) salienta também que existem várias denominações do líder, muitas
vezes ele é chamado de chefe, coordenador, gerente, patrão, dono do capital, encarregado,
mestre, empresário, superintendente, monitor, e tantos outros adjetivos, que lhe são
atribuídos tanto para o bem como para o mal. Porém, segundo o autor, nem todo chefe é
necessariamente um líder, nem todo líder é necessariamente um chefe. O autêntico líder
levará sua equipe a atingir objetivos com maior eficiência e eficácia, mantendo sempre
esforçada, motivada e convicta de estar trabalhando por uma causa justa e necessária.
Aberto às inovações.
Ajudar os funcionários a gerenciar o seu trabalho.
Conhecer toda a organização.
Contratar pessoas.
Dar feedback.
Demitir pessoas.
Fortalecer a missão e os valores da organização.
Motivar pessoas.
Pensar positivamente.
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 29
Reconhecer os erros.
Saber avaliar com razão e não com emoção.
Saber ouvir as pessoas.
Saber planejar.
Ser criativo e talentoso.
Ser ético.
Ser humorado, comprometido, justo, respeitoso e parceiro.
Ser profissional.
Ter coragem.
Tomar decisões.
Visão preocupada com o futuro.
Na visão de Ramos (2004) toda e qualquer liderança, tanto dentro quanto fora da
organização, comunica-se com a parte racional e emocional das pessoas, portanto, antes de
nomear alguém para algum tipo de liderança, é necessário certificar-se que a mesma possui
conhecimentos e perfis para o cargo, caso contrário o prejuízo pode ser inevitável para a
organização.
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e acompanhar pessoas, numa visão integrada de resultados coletivos, tem sido um grande
desafio para as lideranças (PRAHALAT, 2000).
4.1. Histórico
O coaching surgiu nos Estados Unidos como uma atividade profissional na década de 1980.
De início era um misto de consultoria, aconselhamento, assessoria, prestada em geral por
pessoas experientes, maduras e dotadas de conhecimentos especializados, que inspiravam
confiança, seja por seus princípios éticos, seja por sua credibilidade profissional
(CHIAVENATO, 2002).
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32
4.2. Definição
De acordo com esse mesmo autor, o coaching é um conceito que veio para ficar não
devendo ser encarado como simples modismo, daqueles que vem e logo desaparecem.
Coaching é uma relação de assessoramento entre um executivo – com autoridade e
responsabilidade gerencial – e um consultor que usa práticas e métodos comportamentais
para assessorar seu cliente na conquista de um conjunto de metas que possibilitem
incrementar seu desempenho profissional e sua satisfação pessoal, contribuindo para a
efetividade da organização, por meio de um acordo formal entre os envolvidos. (ARAÚJO,
1999, p. 48)
Tendo em conta o referido, o coaching pode ser tomado como um processo que tem
como objetivo fomentar no subordinado o conhecimento de si próprio e ajudar a criar neste
o desejo de melhorar ao longo do tempo. Na verdade, trata-se de uma filosofia de liderança
que acredita no pressuposto de que a aquisição e o desenvolvimento são processos
ininterruptos e da responsabilidade de todos, e não somente de acontecimentos isolados e
restritos no tempo e estimulados pelas chefias.
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 33
opções, a definir os seus próprios objetivos, a analisar os seus próprios erros, bem como as
suas causas e as formas de os corrigir, faculta-lhe informações e pistas que lhe permitam
tomar opções e efetuar decisões: sucintamente, o coach coloca-se ao serviço do seu
subordinado - não o controla.
Krausz (2007) corrobora citando dentre as principais funções do coach, as que ele
acredita serem mais significativas dizem respeito a conectar os projetos organizacionais de
curto e longo prazo; a trabalhar com a totalidade do indivíduo e da organização a partir de
valores essenciais; bem como promover os atributos visionários imprescindíveis à
empregabilidade.
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34
Ouvir e ensinar
Prestar atenção e perceber as necessidades das pessoas são fatores fundamentais para o
coach. Vários problemas podem ser reconhecidos por quem escuta com atenção. Muito mais
do estar atento ao conjunto de palavras, é necessário perceber os pedidos de ajuda, muitas
vezes, implícitos. Portanto, o coach deve ouvir com interesse o que diz colaborador,
especialmente se esta opinião for diferente da sua. O coach deve estar aberto para transmitir
seus conhecimentos sem ter medo da sombra, ou seja, sem temer que seus ensinamentos
possam ser uma ameaça para si próprio. Assim, deve buscar constantemente o seu
desenvolvimento, agregando cada vez mais conhecimentos, para estar atualizado e poder
repassar essas informações aos demais.
Orientar as pessoas
A rapidez com que as coisas mudam exige o aprendizado de coisas novas, direcionando o
desenvolvimento de novos métodos de trabalho e de novas posturas diante dos clientes,
buscando cada vez mais um diferencial para vencer a competitividade do mercado.
pessoal e profissional vem do conhecimento daquilo sobre o que cada um tem maior
interesse e aptidão, e cabe ao coach direcionar o indivíduo à realização de atividades que lhe
tragam satisfação e que possam atingir seus objetivos.
Compartilhar responsabilidades
O grande desafio das organizações é desenvolver seu capital humano, intelectual, criando
condições para sua constante evolução. O coach pode ajudar as pessoas na aquisição de
novos conhecimentos, no desenvolvimento de novas habilidades e no interesse em buscar
sempre maiores conhecimentos. Dessa maneira surgem os talentos que precisam ser
mantidos na empresa melhorando as novas formas de trabalho e conseguindo resultados
positivos para a organização.
De uma forma generalizada, coaching diz respeito ao processo que apóia uma pessoa a
agregar melhor vida profissional ou pessoal. Existem, portanto vários tios, contextos e
papéis de coaching, contudo Porché e Niederer (2002) salientam que ocorrem distinções
importantes e ao mesmo tempo uma sobreposição nas diversas abordagens.
Coaching Executivo
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36
Coaching de Vida
Este tipo de coach desempenha uma consultoria individual com seu cliente com a finalidade
de criar satisfação e um senso de realização na vida. Porché e Niederer (2002) ressaltam que
uma grande parte das pessoas procuram Coaching de Vida numa fase em que já estão bem
encaminhadas, porém, ainda desejam investir em si mesmas para usufruir plenamente do
seu potencial, criando dessa forma, excelência.
Coaching de Negócios
De acordo com Porché e Niederer (2002) o processo de coaching consiste de seis etapas e tem
variação de pessoa a pessoa, de tarefa a tarefa, na forma e no conteúdo:
Não se pode esperar que as pessoas tenham claramente o que a empresa espera delas, em
termos de comportamento, valores e resultados. As pessoas são diferentes e percebem o
mundo de maneira diferente. Seus comportamentos são reflexos das realidades internas
que se formam de acordo com o significado que elas dão aos fatos que observam. Cabe ao
Coach traduzir a visão, missão e objetivos da organização em padrões inteligíveis e aceitos
pelos colaboradores.
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 37
Sabendo seu papel dentro da estrutura, porque deve executar determinadas tarefas, e qual
o impacto que atitudes e comportamentos têm nos resultados globais, o colaborador sente-
se mais estimulado, confiante, seguro e fazendo parte da equipe.
Demonstração do processo
Quando for o caso, o Coach deve demonstrar como fazer a tarefa, uma vez que imagens
valem mais que palavras, e dar o exemplo são a base da confiança do colaborador no Coach.
De acordo com Porché e Niederer (2002) o líder está empenhado no futuro a ser
criado, seja na visão de um país, seja na de uma organização, tem foco maior nos resultados,
analisa o desempenho do negócio, antecipa problemas/necessidades do negócio, articula
estratégias e recursos do negócio, não tem compromisso de assessorar pessoas de forma
direta e, quando o faz, concentra-se em sua equipe. Já o Coach, seu foco maior está nas
pessoas, no futuro de uma pessoa ou um grupo, ajuda a pessoa a analisar seu desempenho,
estimula a pessoa a antecipar seus problemas e suas necessidades, ajuda
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De acordo com Diniz (2007) quando o líder assume o papel de coach, a confiança e
o respeito passam a ter grande importância. Há uma diferença entre o líder-coach e o chefe
padrão, que segundo o autor são:
Fazer essa transição não é uma tarefa fácil. Requer disciplina e capacidade de
observação, para saber quando colocar em pratica esses hábitos no seu dia-a-dia. No
entanto, o primeiro passo é saber que as competências individuais podem ser trabalhadas.
Para isso serve o coaching.
Chiavenato (2002) comenta que nem todo líder é um coach, mas todo coach pode ser
um líder. O coach está mais interessado no desenvolvimento de colaboradores de uma
empresa, papel que alguns líderes assumem, às vezes, ao estabelecerem metas para suas
equipes, também visando resultados.
O líder incentiva, comunica e motiva as pessoas para uma performance mais eficaz,
estando sempre voltado para a atividade da equipe e os objetivos previamente definidos.
Já o coach ultrapassa todos estes aspectos e inclui um processo democrático, constante de
descobrir competências, desenvolver habilidades, preparar intelectualmente, orientar,
incentivar, comunicar e motivar. O coach fica junto da pessoa até o momento em que ela
consegue atingir o resultado esperado ou chegar até o ponto que se propôs a chegar. Uma
missão que somente termina quando o objetivo é alcançado. O coach procura dar apoio e
condições para que as intenções da pessoa se transformem em ações efetivas e que se
traduzam em resultados.
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 39
5. CONCLUSÃO
Em função da evolução dos processos de gestão empresarial, no final dos anos 90,
é que se começou a valorizar a figura do Líder. Hoje, essa característica não é mais tida
como um diferencial, mas, sim, como algo necessário para o sucesso de um bom profissional
nessa posição e a nova tendência em gestão, é a prática do Coaching.
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40
REFERÊNCIAS
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Engenharia da Produção). Santa Catarina: Universidade Federal de Santa Catarina, 2001.
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BLANCO, V.B. Um estudo sobre a prática de coaching no ambiente organizacional e a
possibilidade de sua aplicação como prática de gestão de conhecimento. 2006. 216f. Dissertação
(Mestrado em Gestão do Conhecimento e tecnologia da Informação) – Universidade católica de
Brasilia, Brasília, 2006.
BOWDITCH, J.L.; BUONO, A.F. Elementos do comportamento organizacional. São Paulo:
Pioneira Thomson, 2002.
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. Introdução a Teoria Geral da Administração, 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
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DINGMAN, M.E. Os efeitos de coaching executivo, em postos de trabalho. 168.f. Tese
(Doutorado em Liderança Organizacional) - Escola de Liderança Estudos, Regent University, 2004.
DUARTE, Roberta Capistrano. Habilidades e competências do SAP R/3 (Systemanalyse und
Programmentwicklung): o caso da Vonpar Refrescos S/A. 2000. 114 f. Dissertação (Mestrado em
Administração) - Curso de Pós-graduação em Administração, Universidade Federal de Santa
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DINIZ, Arthur. Coaching – A Arma Secreta dos Grandes Líderes. 2007. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 24 abr. 2009.
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ISBN 85-7026-095-4.
HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth H. Psicologia para administradores: A teoria e as técnicas
da liderança situacional, E.P.U . 1986.
JORDÃO, Sonia Dias. A arte de liderar: vivenciando mudanças num mundo globalizado. Belo
Horizonte: Tecer Liderança, 2004.
KOESTENBAUM, P. Liderança. Disponível em <[Link]
Acesso em: 23 abr. 2009.
KOTTER, John P. Afinal, o que fazem os líderes: a nova face do poder e da estratégia. São Paulo:
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KRAUSZ, Rosa R. A conquista da liderança. São Paulo: Editora Nobel, 2007.
LEVEK, Andréa Regina H. Cunha; MALSCHITZKY Nancy. Liderança. In: Gestão do capital
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Denis Juliano Gaspar, Renato Mehler Portásio 41
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COACHING NA PRÁTICA
CRENÇAS
Objetivos Objetivos
gerais específicos
▪ Em toda a história da humanidade, as crenças, os critérios e os
valores foram uma fonte de preconceito, desacordos, fanatismo,
racismo e confrontos. Os grandes problemas de comunicação
surgem a partir dessas diferenças. Nos processos de
modificação comportamental, de geração de recursos, de
O que são desenvolvimento pessoal ou terapia, as crenças e valores são a
raiz da mudança e causas de que se mantenham ou não.
Crenças? Conteúdo ENEB cita (Carrión, 2011, p. 373).
Quem? Identidade
EU SOU
Níveis Porquê?
Crenças e Valores
(O que acreditamos e valorizamos é Influenciado
Habilidades e Competências
da PNL Como?
O quê? Comportamento
▪ Espiritual: O que ou quem mais está comigo, acima de mim e é mais importante que eu.
Como vivemos nossa experiência de pertencimento a um sistema maior que determina
nossa identidade. É aquele espaço interno e profundo que possuímos, a essência ou o ser
essencial.
▪ Identidade: Quem sou eu. Que missão ou função tenho na vida. Que relação tenho comigo
e com os outros. Onde estão os meus limites. A missão está diretamente relacionada com a
identidade, nasce dela
▪ Crenças: O que pensamos e que se torna a nossa realidade
▪ Comportamentos: o que faço. Quais são as ações específicas feitas em cada contexto.
▪ Ambiente: Onde, quando e com quem. É o contexto externo, o lugar onde executamos as
ações e com quem as compartilhamos.
Procura Acreditei
provas para como
validar e verdade
encontra! absoluta
Torna-se
Enraíza-se (
pensamento
Foi, É e Será)
Constante
DESCONSTRUIR CRENÇAS
OUVIDAS OU VISTAS
FRASES/”MANTRAS” POSITIVOS COM OS 3P´S
▪Pessoal
▪Positivo
▪Presente
▪ Que crença provocou em mim este
Ressignificar acontecimento
Posição de
Parar O que me tem O que já não Em que quero
observador (
fisicamente limitado? me serve acreditar
obriga a parar)
TIMELINE
Visuais Auditivas
Numero de imagens Volume
Em movimento Timbre
Paradas Tempo
A cores/A Preto e Branco Duração
Brilho/Turvo Ritmo da voz
Padrão SWISH Localização no espaço
Plano/3D
Direção da voz
Harmonia
Na Prática Associado Dissociado
Proximo/distante
( Exercício)
Cinestésicas Olfativa
Localização do corpo Doce
Pulsação Amargo
Ritmo Respiração Aroma
Intensidade Frangância
(Citado em
Bandler,2009,p. 36,37)
TPC
Em que tens que acreditar para te tornares na
pessoa que queres ser ?
A nível pessoal, profissional em qualquer área da
tua vida
OBRIGADA!
[Link]
[Link]/in/portugalisabel
<Dados falsos>
REUNIDOS
De uma parte, Sara Vieira da Conceição, com identidade número 1205151008, a partir desse
momento nomeado COACH e de outra parte, Carlos Samuel Ramos Alagoas com identidade
número 2607087678, a partir desse momento nomeado COACHEE, apresentam esse acordo
entre PATRÍA AMADA S.A., representada nesse documento por Marco Aurélio Magalhães e a
partir desse momento nomeado O SPONSOR. Acordam o serviço de prestação de Coaching
Executivo, mediante o qual o SPONSOR se compromete a proporcionar o serviço de coaching ao
CLIENTE.
2.2. Se por qualquer razão de força maior, seja necessária uma substituição, O SPONSOR se
comprometerá a nomear outro COACH com experiência similar.
TERCEIRA: DEFINIÇÃO
3.1 O coaching é uma associação realizada entre COACH e COACHEE que consiste em um
processo de reflexão para que o COACHEE encontre ferramentas que maximizem o seu
potencial pessoal e profissional.
QUARTA: RESPONSABILIDADES
4.3. O COACHEE é responsável pelo seu bem-estar, assim como pelas decisões, opções,
ações e resultados. Compromete-se a trabalhar em seus objetivos assim como realizar
as tarefas que em cada sessão sejam determinadas.
4.4. O COACHEE entende que o coaching não é terapia e nem substitui outro tratamento,
visto que não tem a função de prevenir, curar ou tratar qualquer transtorno mental ou
outra enfermidade. Se o COACHEE encontra-se realizando algum processo terapêutico,
o COACH recomenda informar a esse profissional do processo de coaching.
5.2. Caso ambas partes concordem com ampliar o número de sessões, o presente contrato
terá sua vigência ampliada pelo período de 4 sessões.
5.4. Os encontros ocorrerão no escritório do COACH e, caso não seja possível, de mútuo
acordo, as partes poderão, durante a vigência desse contrato, utilizar o Skype.
6.2. O preço por sessão durante toda a vigência desse contrato é de R$ 000,00.
6.3. O pagamento deverá ser realizado em pacotes de 4 sessões sempre no dia ____ e
sempre anterior a sessão de tal data.
6.4. Caso seja necessário cancelar, o COACH deverá ser avisado com antecedência de ____
dia(s) para que seja reprogramada a sessão sem nenhum custo. Caso contrário, o COACH
se reserva ao direito de cobrar por tal atendimento.
<Dados falsos>
SÉTIMA: CONFIDENCIALIDADE
7.1. Será considerada informação confidencial, sem limitação de tempo, incluso terminado
o presente contrato, toda informação ou dado que como consequência da prestação de
serviço desse contrato, circule ou seja revelado durante o transcurso do mesmo, seja
relativo ao cliente, ao seu entorno ou assuntos pessoais revelados entre as partes.
7.2. O SPONSOR entende e aceita que o COACH não poderá brindar informações
confidenciais revelada pelo COACHEE exceto através da sua autorização.
7.3. O COACH poderá entregar informes, se requeridos, sempre e quando não violem o
acordo de confidencialidade.
7.4. O Sponsor pode solicitar reuniões com o COACH e o COACHEE sempre e quando COACH
e o COACHEE concordem previamente que tipo de informação poderá ser abordada.
Assinatura: ________________________________________________
Assinatura: ________________________________________________
Assinatura: ________________________________________________
MODELO DE ROTEIRO DE PESQUISA PARA GERÊNCIA
(Presidente e diretor de Recursos Humanos)
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Explique: _____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
( ) Concordo totalmente
( ) Concordo em parte
( ) Indeciso/Nem concordo nem discordo
( ) Discordo totalmente
( ) Sim ( ) Não
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
7. Em termos práticos, você observou alterações no seu comportamento/no comportamento
da sua equipe que atribua à aplicação do coaching executivo?
9. Se você respondeu sim na pergunta anterior, dos aprendizados obtidos, qual realmente
você aplicou na empresa?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
( ) Sim ( ) Não
13. A sua equipe percebeu algum impacto referente ao seu processo de coaching executivo?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
14. Por favor, frente às afirmações abaixo, dê uma nota de 1 a 4 assinalando o nível de
realização alcançado.
4 = alto nível de sucesso 1 = baixo nível de sucesso n/a = Não havia interesse em trabalhar este
ponto.
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
( ) Concordo totalmente
( ) Concordo em parte
( ) Indeciso/nem concordo nem discordo
( ) Discordo totalmente
Por quê? _____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
( ) Concordo totalmente
( ) Concordo em parte
( ) Indeciso/nem concordo nem discordo
( ) Discordo totalmente
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
5. Em sua opinião, qual foi o nível de satisfação que o contratante atribui ao processo aplicado
na organização.
_____________________________________________________________________________
7. Durante o processo, você sentiu algum tipo dificuldade que tenha prejudicado o resultado
final?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
9. Houve algum tipo de resultado insatisfatório revelado pelo cliente (coachee ou RH) durante
ou após o processo coaching executivo na empresa?
( ) Sim ( ) Não
10. Após o término do processo de coaching, você obteve do RH algum tipo de feedback?
( ) Sim ( ) Não
( ) Positivo ( ) Negativo