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HIV: Transmissão, Sintomas e Prevenção

O Trabalho de Conclusão de Curso aborda o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), suas formas de transmissão, prevenção e impacto no sistema imunológico. O documento destaca a importância do tratamento antirretroviral e a campanha Dezembro Vermelho para conscientização sobre o HIV e AIDS. Além disso, menciona pesquisas em andamento para encontrar novos tratamentos e melhorar a qualidade de vida de pessoas soropositivas.

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Brunno Martins
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HIV: Transmissão, Sintomas e Prevenção

O Trabalho de Conclusão de Curso aborda o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), suas formas de transmissão, prevenção e impacto no sistema imunológico. O documento destaca a importância do tratamento antirretroviral e a campanha Dezembro Vermelho para conscientização sobre o HIV e AIDS. Além disso, menciona pesquisas em andamento para encontrar novos tratamentos e melhorar a qualidade de vida de pessoas soropositivas.

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Trabalho de Conclusão de Curso

TCC
TEMA: VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV)

Aluna: Débora Estefany Soares de Lima

Código: 21160
Sumário
..........................................................................................................................................................1

...............................................................................................................................................................2

VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA...............................................................................................3

BIOLOGIA................................................................................................................................................4

...............................................................................................................................................................4

COMO CONTRAIR O HIV.........................................................................................................................5

FORMAS DE NÃO CONTRAIR..................................................................................................................6

SINTOMAS DE INFECÇÃO RECENTE PELO HIV.........................................................................................7

PREVENÇÃO............................................................................................................................................8

DEZEMBRO VERMELHO..........................................................................................................................9

PESQUISADORES...................................................................................................................................10

CONCLUSÃO.........................................................................................................................................11

REFERÊNCIAS........................................................................................................................................12
VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o
sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são
os linfócitos T CD4+ e é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo, depois de se
multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem
apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas
pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe
para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção.
Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.
Desde que os primeiros casos de infecção por HIV foram noticiados, em 1982, o
desenvolvimento de terapias e o acesso crescente aos meios de prevenção, diagnóstico e tratamento
tornaram a infecção uma condição crônica de saúde. Isso permite que, mesmo sendo portadoras do
vírus, as pessoas não desenvolvam a doenças AIDS e tenham uma vida saudável e longa, enquanto
ainda não existe uma cura definitiva.
Porém, a pessoa que faz tratamento com antirretrovirais e tem a carga do vírus HIV
indetectável em exames durante seis meses no mínimo, não o transmite em relações sexuais. O
conceito de que o vírus indetectável é igual a intransmissível (I = I) é consenso entre cientistas e
instituições de referência sobre HIV de abrangência mundial e está baseado em evidências científicas.

BIOLOGIA:
O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos lentiviridae. Esses vírus compartilham
algumas propriedades comuns como: Período de incubação prolongado antes do surgimento dos
sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e a supressão do sistema
imune.
Na medida em que se multiplica e destroem os linfócitos T-CD4+, o vírus HIV vai
incapacitando o sistema imunológico da pessoa, permitindo que ela desenvolva outras doenças, que
são chamadas de oportunistas. Quando isso acontece é que a pessoa desenvolve a Aids.

COMO CONTRAIR O HIV:


• Sexo vaginal sem camisinha;
• Sexo anal sem camisinha;
• Sexo oral sem camisinha;
• Uso de seringa por mais de uma pessoa;
• Transfusão de sangue contaminado;
• Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
• Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
FORMAS DE NÃO CONTRAIR:
• Sexo desde que se use corretamente a camisinha; Masturbação a dois;
• Beijo no rosto ou na boca; Suor e lágrima;
• Picada de inseto;
• Aperto de mão ou abraço;
• Sabonete/toalha/ lençóis/ talheres / copos;
• Assento de ônibus; Piscina; Banheiro; Doação de sangue; Pelo ar.

SINTOMAS DE INFECÇÃO RECENTE PELO HIV


Não podemos esperar que uma pessoa apresenta-se sintomas para fazer o diagnóstico do
HIV, pois muitas vezes estes sintomas apareceriam apenas em fases tardias da doença, quando a
imunidade já está muito baixa. Sabemos que quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, maior a
expectativa e qualidade de vida.
Muitas pessoas passam pela fase aguda do HIV sem sentir nada, mas outras podem
apresentar um conjunto de sintomas logo após a infecção, que por ser inespecíficos e autolimitados
(acabam sozinhos), muitas vezes acabam passando despercebidos.
SINTOMAS DE INFECÇÃO RECENTE PELO HIV PODEM SER: Febre de até 38,9ºc;
cansaço, dor muscular; adenopatia (linfonodo aumentado, também chamado de gânglio ou íngua):
Aparecem principalmente em axilas, pescoço e nuca. Costumam aparecer após 2º semanas
da infecção e posteriormente reduzem seu tamanho, podendo desaparecer ou não;
Dor de garganta: As amígdalas ficam inchadas e vermelhas, mas geralmente não possuem
aquela secreção branca ou amarelada que vemos nas amigdalites bacterianas, apesar de poder
apresentar tonsilite em um dos lados ou até mesmo ambos; Úlceras muco cutâneas:
OS SINTOMAS DE INFECÇÃO RECENTE PELO HIV SÃO CHAMADOS DE: SÍNDROME
RETROVIRAL AGUDA, Úlceras dolorosas com fundo branco e vermelho em volta podem aparecer
dentro da boca, ânus, pênis ou esôfago. Devem ser descartados outros diagnósticos como herpes,
sífilis ou cancro;
Rash: Um vermelhão que pode acometer todo o corpo ou apenas tórax, pescoço, face,
palmas das mãos e plantas dos pés. Pode coçar um pouco, mas geralmente isso não ocorre. Aparece
de 48 a 72 horas após o contato com o vírus, associado a febre, e vai embora depois do 5º ou 8º dia;
SINTOMAS GASTROINTESTINAIS: Náusea; Diarreia; Falta de Apetite; Perda de Peso;
Casos mais Graves como; Hepatite ou Pancreatites são mais raras;
SINTOMAS NEUROLÓGICOS: Dor de cabeça e dor atrás dos olhos, principalmente ao
movimentá-los. Casos mais graves como meningites ou síndrome de guillain-barré, estão descritos,
mas são muito raros;
MANIFESTAÇÕES RESPIRATÓRIAS: Tosse seca, falta de ar e baixa oxigenação sem causa
infecciosa aparente;
Infecção oportunista:
É muito raro nessa fase da doença, mas quando aparece, geralmente se manifesta como
candidíase oral.

CAUSAS
O HIV é transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, isto é, sem o uso
do preservativo, e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue, o que é
frequente entre usuários de drogas ilícitas - que também podem contrair mais doenças, como
hepatites. Outras vistas de transmissão são por transfusão de sangue, porém é muito raro, uma vez
que a testagem do banco de sangue é eficiente, e a vertical, que é a transmissão do vírus da mãe
para o filho na gestação, amamentação e principalmente no momento do parto, o que pode ser
prevenido com o tratamento adequado da gestante e do recém-nascido.
É importante ressaltar que é possível contrair o HIV seja por sexo desprotegido vaginal,
anal ou oral, quando o parceiro está infectado e seu sangue, sêmen ou secreção vaginal entram no
corpo da pessoa que não vive com o vírus. A infecção pelo HIV evolui para AIDS quando a pessoa
não é tratada e sua imunidade vai diminuindo ao longo do tempo, pois, mesmo sem sintomas, o HIV
continua se multiplicando e atacando as células de defesa, principalmente os linfócitos TCD4+.
A infeção por HIV pode causar efeitos em longo prazo, afetando alguns órgãos do nosso
corpo, nomeadamente:
SISTEMA NERVOSO CENTRAL: Além do componente psicológico, em que HIV pode
aumentar os níveis de ansiedade e até de depressão, principalmente no caso de se tratar de um
diagnóstico recente, HIV também afeta o sistema nervoso central, ou seja, pode alterar as nossas
funções cognitivas.
As queixas mais habituais são a perda progressiva da memória, dificuldade na execução de
tarefas mais complexas (cálculos matemáticos, nomeação de palavras), até uma situação extrema de
demência.
SISTEMA CARDIOVASCULAR: HIV pode acelerar o envelhecimento das artérias,
provocando enfartes cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).
O aumento da pressão arterial e o aumento do colesterol também contribuem para a doença
cardiovascular.
SISTEMA IMUNITÁRIO: HIV é um vírus que tem como alvo o sistema imunitário, responsável
por defender o organismo das infeções e das doenças.
Sem tratamento antirretrovírico, o organismo, estará mais susceptível a infeções, das mais
ligeiras às mais graves e que podem comprometer a vida.
RIM: A infeção por HIV pode afetar o rim, com uma diminuição da sua função, ao que se dá o
nome de insuficiência renal. Pode colaborar com a equipe médica para evitar a progressão das
alterações renais.
FÍGADO: A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus,
medicamentos, tóxicos ou doenças autoimunes.
A inflamação do fígado pode evoluir mais rapidamente para doença hepática avançada (ex:
cirrose), caso esteja infetado por HIV.
Pode proteger a sua função hepática ao introduzir alterações no seu estilo de vida e ao
escolher um tratamento para a infeção por HIV que seja adequado ao seu caso.
OSTEOPOROSE: As pessoas com HIV têm um risco aumentado de sofrer perda da
densidade mineral óssea, o que pode resultar em osteoporose.
A osteoporose consiste numa doença que enfraquece os ossos e causa fraturas com maior
facilidade.
A infeção por HIV e alguns tratamentos utilizados para a combater encontram-se entre os
fatores de risco para a osteoporose.

PREVENÇÃO:
É importante observar o próprio corpo durante a higiene pessoal – isso pode ajudar a
identificar uma IST no estágio inicial – e procurar o serviço de saúde ao perceber qualquer sinal ou
sintoma.
O uso do preservativo, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais (orais, anais e
vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis
(ISTs), do HIV/AIDS e das hepatites virais B e C.
A prevenção ė muito importante e complementar para uma prática sexual segura, como as
apresentadas a seguir:
Usar preservativos;
Imunizar-se para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV;
Discutir com a parceria sobre a testagem para HIV e outras ISTS;
Testar-se regularmente para HIV e outras ISTS;
Tratar todas as pessoas vivendo com HIV;
Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia oncótica);
Realizar Profilaxia pré-exposição (PREP), quando indicado;
Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado;
Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção.
COMO SE PREVINE O HIV: Via sexual: Para prevenir a transmissão do HIV durante as
relações sexuais é necessário utilizar preservativo, em particular durante a penetração, desde o início
até ao final da mesma. Existem preservativos masculinos, femininos e barreiras de látex para o sexo
oral. Além disso, recomenda-se a utilização de lubrificantes de base aquosa para evitar danos no
preservativo. Esses lubrificantes, no caso de não utilização de preservativos, impedem a ocorrência de
traumatismos nos tecidos dessas zonas do corpo devido à fricção.
Via vertical: Se estiver grávida (ou estiver a pensar em engravidar) e for HIV positiva, é
importante saber que os tratamentos para o HIV permitem melhorar a saúde materna e, em simultâneo,
reduzir eficazmente o risco de transmissão do vírus ao seu futuro filho ou filha durante a gravidez e o
parto. No caso do leite materno, a amamentação não é recomendada.
Via sanguínea
Evitar a partilha de objetos pessoais que possam ter estado em contato com sangue com o
HIV, tais como escovas de dentes, objetos perfurantes, seringas, agulhas, etc. É importante esterilizar
o material utilizado para piercing e tatuagens.

DEZEMBRO VERMELHO
No Brasil foi instituído a Campanha Dezembro vermelho pela Lei nº 13.504/2017 como forma
de gerar mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras ISTs (Infecções Sexualmente
Transmissíveis).
A ação objetiva, ainda, chamar a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos
direitos das pessoas infectadas com o HIV.
O movimento Dezembro Vermelha objetivo, ainda, conscientizar a todos a respeito das
Infecções Sexualmente Transmissíveis, doenças causadas por vírus, bactérias ou outros
microrganismos, transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o
uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.
HIV: PESQUISADORES TESTAM COM SUCESSO UM NOVO TRATAMENTO PARA
ESTIMULAR O SISTEMA IMUNOLÓGICO A COMBATER O VÍRUS.
Talvez uma das buscas mais incessantes da medicina atual é pela cura do HIV. Há pelo
menos 40 anos, cientistas tentam sem sucesso encontrar um caminho que possa eliminar a doença do
mundo. Uma equipe de pesquisadores do Hospital Universitário de Aarhus encontrou uma lacuna que
pode ser muito importante na solução do problema.
Embora não tenha sido possível encontrar uma cura ou uma vacina protetora contra o HIV, o
tratamento padrão de hoje é muito eficaz para manter a doença sob controle. Hoje, as pessoas com
HIV recebem a chamada terapia antirretroviral, que suprime a quantidade de vírus no sangue e
restaura parcialmente o sistema imunológico. No entanto, se o tratamento padrão for descontinuado, a
quantidade de vírus no sangue aumenta em semanas para o mesmo nível de antes do início do
tratamento padrão – independentemente de o paciente ter 10 ou 20 anos de tratamento.
Além de adotar tratamentos medicamentosos o paciente deverá adotar meditas de hábitos
saudáveis, rotina alimentar e prática de exercícios físicos.
A nutrição para Soropositivos – Pode ajudar no seu tratamento – Não é novidade para
ninguém que pessoas soropositivas devem seguir rigorosamente algumas regras para ajudar no seu
tratamento e melhorar sua qualidade de vida. Esses cuidados também se aplicam a sua dieta.
Seguir as recomendações médicas pode melhorar a eficácia do tratamento para o HIV/AIDS.
Isso ocorre porque o HIV se esconde no genoma de algumas das células imunes do corpo, e
são precisamente essas células que a intervenção visa no projeto de pesquisa liderado pela
Dinamarca.
No novo estudo, os pesquisadores estudaram os efeitos de dois tipos de medicamentos
experimentais em pessoas recentemente diagnosticadas com HIV.
Os participantes do estudo da Dinamarca e do Reino Unido foram randomizados em quatro
grupos, todos os quais receberam o tratamento padrão. Um grupo também recebeu o medicamento
Romidepsin, que tem como objetivo evitar que o vírus se escondesse nas células imunológicas do
corpo, enquanto outros receberam anticorpos monoclonais contra o HIV, que podem eliminar as células
infectadas e fortalecer o sistema imunológico. Um terceiro grupo recebeu o tratamento padrão sem
medicamento experimental, enquanto o grupo final recebeu uma combinação do tratamento padrão e
os dois tipos de medicamento experimental.
Nosso estudo mostra que pessoas recém-diagnosticadas com HIV que recebem anticorpos
monoclonais juntamente com seus medicamentos habituais para o HIV mostram uma diminuição mais
rápida na quantidade de vírus após o início do tratamento e desenvolvem melhor imunidade contra o
HIV, e seu sistema imunológico pode suprimir parcial ou completamente o vírus se eles estiverem
fazendo uma pausa em seus remédios habituais para o HIV", explica Jesper Damsgaard Gunst, do
Hospital Universitário Aarhus e autor principal do estudo.
Segundo os pesquisadores, os anticorpos monoclonais ajudam o sistema imunológico a
reconhecer e matar as células infectadas. Além disso, os anticorpos também se ligam em grandes
complexos aos vírus que acabam nos gânglios linfáticos, onde, entre outras coisas, estimulam a
capacidade de certas células do sistema imunológico de desenvolver imunidade ao HIV. Dessa forma,
o corpo pode controlar a propagação do vírus e se "proteger" dos danos induzidos pela infecção pelo
HIV.
"Este estudo é um dos primeiros a ser realizado em seres humanos no qual demonstramos
uma maneira de fortalecer a capacidade do próprio corpo de combater o HIV — mesmo quando o
tratamento padrão de hoje é interrompido. Portanto, consideramos o estudo um passo importante na a
direção de uma cura, apesar de que há um caminho longo a percorrer para isso”.

Conclusão
De todos os trabalhos pesquisados após a inserção dos descritores, nenhuma análise à
temática foi realizada no Brasil, o que infelizmente demonstra uma lacuna a ser preenchida pela ciência
brasileira, desta forma, torna-se importante para o Brasil já que, ainda apresenta taxas elevadas de
infectados pelo vírus e que é um dos países em linha de frente na elaboração de políticas de
prevenção ao HIV e na terapia antirretroviral pelo Ministério da Saúde. Este estudo de revisão pôde
demonstrar a relação no desenvolvimento de doenças cardiovasculares em pessoas infectadas pelo
vírus da imunodeficiência humana. Evidenciou que, esta relação se agrave com comorbidades
instaladas no indivíduo podendo agravar a situação biológica proporcionando uma maior probabilidade
na gênese de problemas cardiovasculares. Também foi averiguado que dislipidemia pode aumentar o
agravamento das infecções já instaladas, sendo mais comum em homens, sendo explicado pelo livre
estilo de vida desenvolvido pelo sexo masculino, outro fator de risco seria o desemprego, o que
proporciona uma baixa assistência à saúde e aumento os níveis de desnutrição. A avaliação do perfil
socioeconômico pôde ser analisada, sendo debatida sobre pessoas com baixas condições financeiras,
desempregados e que apresentam um alto grau de instrução educacional teria a possibilidade de
desenvolver alguma alteração cardíaca, ocasionado pela falta de estrutura financeira, desnutrição e
baixo IMC. Os ensaios demonstraram uma maior prevalência no público de diversos países africanos,
tendo em consideração a aqueles que obtiveram um diagnóstico de HIV superior a 5 anos, sendo em
sua maioria homens em idade adulta com maior probabilidade de desenvolvimento de doenças
cardiovasculares associadas ao HIV, entretanto, o público feminino se apresentou como maior atingido
pelas multi-comorbidades. Diante da problemática e dos pontos apresentados neste trabalho faz-se
necessário a criação de novas análises acerca da temática relacionando com variáveis importantes que
possam agravar o quadro como; público específico, fármacos, fatores de risco e tempo de exposição
ao vírus, a fim de melhorar o conhecimento deste tema, podendo contribuir de forma significativa na
vida do paciente e dos familiares.

REFERÊNCIAS
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