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Microbiologia Ruminal e Nutrição de Ruminantes

atividades zootecnia

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

GOIANO CAMPUS - RIO VERDE


Disciplina: Nutrição de Ruminantes
Aluna: Caroline Rodrigues Magalhães

ATIVIDADE TEXTO: MICROBIOLOGIA RUMINAL

1. Descreva a relação biológica entre os microrganismos ruminais e o


hospedeiro animal e qual a importância dessa relação.

Os microrganismos desempenham um papel importante na produção animal, através


de suas atividades sobre os componentes da dieta dos animais ruminantes;
transformando as substâncias indigeríveis como celulose, lignina e outros compostos em
ácidos orgânicos, aminoácidos e vitaminas, que servem para estimular o crescimento e a
produção de carne, leite e lã.
Os ruminantes têm a capacidade de utilizar grande variedade de alimentos como
fonte de nutrientes; sendo assim, o sucesso destes animais se deve a relação simbiótica
do hospedeiro (animal) com microrganismos ruminais que possibilita a utilização da
parede celular de vegetais e nitrogênio não protéico como fonte de nutrientes,
compostos complexos e inutilizáveis para a maioria dos outros animais. Ou seja, esta
relação é importante pois o animal fornece alimento ao (rúmen) para o crescimento dos
microrganismos; e estes, servem para suprir o animal com ácidos resultantes da
fermentação e com proteína microbiana.

2. Caracterize o ambiente ruminal em termos de ecossistema microbiano.

O rúmen apresenta um ecossistema microbiano estável e ao mesmo tempo dinâmico.


O ecossistema é estável porque o ruminante saudável não sofre a contaminação do
ecossistema, apesar da entrada de milhões de microrganismos no rúmen diariamente,
através dos alimentos, água e ar. E ele é dinâmico pois a população passa por mudanças
na dieta do animal.
O rúmen é considerado um ecossistema aberto e contínuo, que proporciona um
ambiente ideal para o mantimento de uma população microbiana estável pela evolução
de milhões de anos de seleção.

3. Caracterize as bactérias que constituem a diversidade microbiana ruminal.


A maioria das bactérias são gram-negativa. O número de bactérias gram-positivas
tende a aumentar com a elevação da energia na dieta. A maioria das bactérias são
anaeróbias obrigatórias. Existem algumas anaeróbias facultativas. O ótimo pH de
crescimento de bactérias ruminais é entre 6,0 e 6,9. A temperatura considerada ótima é
em torno de 39°C. Elas toleram níveis altos de ácidos orgânicos sem prejudicar seu
metabolismo.
As bactérias serão classificadas mediantes a utilização de substratos ou
características fermentativas em comum. Entretanto, se produz uma grande
superposição de bactérias nos grupos, porque a maioria das espécies é capaz de
fermentar vários substratos.

4. Diferencie as bactérias fermentadoras de carboidratos estruturais das


fermentadoras de carboidratos não estruturais.

As bactérias fermentadoras de carboidratos estruturais degradam a celulose e


hemicelulose da parede celular dos vegetais, apresentam uma taxa de crescimento
relativamente mais lenta e dependem de amônia e de ácidos graxos de cadeia ramificada
(isovalerato, isoubutirato e 2-metilbutirato) para síntese de proteínas. Já as bactérias
fermentadoras de carboidratos não estruturais degradam os carboidratos de natureza não
estrutural, como o amido, dextrinas, frutosanas e açúcares; apresentando uma taxa de
crescimento alta, podendo utilizar amônia, aminoácidos e peptídeos para síntese de suas
proteínas.

5. Caracterize os protozoários ruminais.

A maior parte dos protozoários no rúmen são ciliados e dividem-se em dois grupos
dependendo de características morfológicas: os Entodiniomorfos, que ingerem
preferencialmente partículas insolúveis suspensas no fluído ruminal e estão presentes
em maior número quando a dieta é a base de forragem; e os holotriquias, que tem maior
capacidade de ingerir materiais solúveis e grânulos de amido e estão presentes em maior
número quando a dieta é rica em grãos de cereais.
Os protozoários podem ser classificados como utilizadores de açúcar, os que
degradam amido e os que hidrolisam lignina e celulose.

6. O que é defaunação e como ela pode afetar o ambiente ruminal?

A defanaução é a diminuição acelerada e drástica de algo com efeitos negativos


sobre a diversidade.

Pode-se observar os seguintes efeitos sobre o ambiente ruminal: A não estabilização


do pH no rúmen na ausência de protozoários ciliados e um baixo pH. Um aumento no
nível de ácido láctico e ácido propiônico no líquido ruminal. A amônia decresce
significantemente na defaunação. A metanogênese reduz consideravelmente na ausência
de protozoários ciliados. Há significante aumento no número de bactérias e fungos no
líquido ruminal quando protozoários são eliminados. Há também aumento na eficiência
de conversão do alimento em algumas dietas; especialmente em dietas ricas em
forragens.

7. Qual a importância da presença de fungos no ambiente ruminal?


Caracterize-os.

São importantes pois possuem uma ativa degradação de fibra por apresentar
diferentes enzimas envolvidas na sua degradação.

As estirpes de fungos que foram encontrados no rúmen são todos anaeróbios


restritos. Os zoósporos dos fungos crescem dentro de micelas, após se transformam para
estágio reprodutivo de rizoídes com zoosporângios. Grandes quantidades de açúcares
inibem a germinação de zoósporos no tecido das plantas. Provavelmente, isto acontece
devido à queda de pH no líquido de rúmen na presença de altas concentrações de
açúcares, inibindo a produção de zoósporos no rúmen.
8. Descreva o processo de fixação bacteriana e qual a sua importância para o
ambiente ruminal.

Para o início da degradação das moléculas, o primeiro passo é a aderência da célula


bacteriana à partícula de alimento. No caso de espécies que degradam carboidratos não
estruturais, a aderência da bactéria à partícula de alimento permite a aproximação de
enzimas presentes na superfície externa da membrana das células bacterianas aos
substratos. A digestão é concentrada numa pequena área, em que as enzimas ficam
protegidas e uma maior proporção de nutrientes que são liberados por hidrólise são
capturados por esta célula aderida. A população de bactérias aderentes crescerá sobre o
substrato com o avanço da digestão até que as células são liberadas passando para o
fluído ruminal para recolonizarem um novo substrato.

Ou seja, isso se torna importante pois os alimentos que chegam ao rúmen são
constituintes de estruturas moleculares complexas e de alto peso molecular,
indisponíveis às células bacterianas ruminais. Então, para atender as necessidades
nutricionais bacterianas, estas estruturas serão degradadas extracelularmente até porções
menores como os monômeros que são passíveis de entrarem na célula e serem
metabolizadas.

9. Quais são os mecanismos de transporte de nutrientes através das


membranas bacterianas. Descreva-as funcionalmente.

Os mecanismos são o de difusão passiva, difusão facilitada, e transporte ativo.


A difusão passiva é caracterizada pela passagem de moléculas através das
membranas, sem gasto de energia e sem envolvimento de proteínas carreadoras. No
rúmen, isto é o caso dos ácidos graxos de cadeia longa, parte da amônia e ácidos graxos
voláteis (AGV) transportados através das membranas bacterianas.
Na difusão facilitada o transporte ocorre sem gasto de energia e somente a favor do
gradiente de concentração. Envolve uma proteína carreadora de membrana e permite a
passagem de moléculas polares ou eletricamente carregadas.
E no transporte ativo há caracterização de gasto de energia, o envolvimento de
proteínas carreadoras de membrana e o fluxo de substrato contra gradientes de
concentração. A passagem de açúcares, aminoácidos, peptídeos e ácidos orgânicos
ocorrem predominantemente através deste sistema.
10. Como a relação volumoso: concentrado pode afetar o pH ruminal e
consequentemente os microrganismos ruminais?

A relação volumoso : concentrado pode fazer com que o pH ruminal fique com um
valor baixo ou um valor alto; ou seja, sofra alterações no pH ruminal. Assim sendo, os
microrganismos ruminais acabam sendo afetados (prejudicando sua estabilidade-saúde),
uma vez que eles não gostam de mudanças; podendo assim serem facilmente eliminados
ao sofrerem modificações repentinas no pH.

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