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Mecanismos de Infecção de Vírus

Vírus introdução

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Diego Carvalho, Equipe Informática e TI, Renato da Costa

Aula 06

Principais Malwares

Vírus
INCIDÊNCIA EM PROVA: Altíssima

Os vírus de computador foram introduzidos na década de 1980, com funções simples que
ocasionalmente geravam inconvenientes ou apenas mostravam informações ao usuário.
Atualmente esse tipo de código traz um risco significativo com potencial destrutivo e que
demanda grande esforço das organizações para manterem seus sistemas a salvo. Mas o que é
um vírus de computador?

O vírus é um programa ou parte de um programa, normalmente malicioso1, que se propaga


infectando, inserindo cópias de si mesmo, anexando-se ou hospedando-se em arquivos ou
programas existentes na máquina. Para que um código malicioso seja considerado um vírus, ele
deve ter a capacidade de auto replicação, ou seja, fazer uma cópia de si mesmo e distribuir essa
cópia para outros arquivos e programas do sistema infectado.

O principal objetivo de um vírus é replicar-se e contaminar o maior número possível de programas,


de maneira a comprometer outros sistemas. Para tal, o vírus depende da execução do programa
ou arquivo hospedeiro para se tornar ativo e dar continuidade à infecção2! Essa informação é

1
Eles não precisam ser necessariamente destrutivos ou maliciosas para o sistema do usuário. Um vírus pode, por exemplo, simplesmente mostrar
uma imagem na tela do computador.
2
Para que um vírus recebido em um anexo de um e-mail seja ativado é necessário que anexo contaminado seja aberto ou executado. Logo, não é
necessária a execução explícita do vírus em si, apenas do arquivo ou programa infectado.

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bastante importante: vírus não são autossuficientes, eles necessitam da execução de um


hospedeiro para se propagar pelas redes enviando cópias de si mesmo.

Pode-se dizer, então, que um vírus realiza duas tarefas: primeiro, replica-se das mais variadas
formas; segundo, executa seu código malicioso, podendo exercer diversas funcionalidades
danosas na máquina infectada – como exibir uma mensagem na tela do computador, tornar a
máquina mais lenta, reiniciar o computador, apagar arquivos fundamentais do disco rígido ou, no
limite, causar a destruição total de todos os dados armazenados na máquina.

(TJ/SE – 2014) Vírus são programas que podem apagar arquivos importantes
armazenados no computador, podendo ocasionar, até mesmo, a total inutilização do
sistema operacional.
_______________________
Comentários: perfeito... vírus podem apagar arquivos importantes inutilizando o sistema operacional – cuidado! (Correto).

Um vírus é composto basicamente de três partes: um mecanismo de infecção, um mecanismo de


ativação e uma carga útil. Vejamos na tabela a seguir como essas partes são definidas:

COMPOSIÇÃO DE UM VÍRUS
MECANISMO DE INFECÇÃO MECANISMO DE ATIVAÇÃO CARGA ÚTIL
Meios ou formas pelas quais um Evento ou condição que determina O que o vírus faz, além de se espalhar.
vírus se propaga, habilitando-o a se quando a carga útil é ativada ou A carga útil pode envolver algum dano
reproduzir – é também conhecido entregue – às vezes, é conhecido ou atividade benigna, porém notável.
como Vetor de Infecção. como Bomba Lógica.

(Polícia Federal – 2018) Uma das partes de um vírus de computador é o mecanismo de


infecção, que determina quando a carga útil do vírus será ativada no dispositivo
infectado.
_______________________
Comentários: a questão trata – na verdade – do Mecanismo de Ativação (Errado).

Quando se trata de vírus de computador, eles podem ser classificados em quatro fases de execução:
Dormência, Propagação, Ativação e Ação. Vejamos:

FASES DESCRIÇÃO
Nessa fase, o vírus está ocioso. A certa altura, ele será ativado por algum evento, como uma
data, a presença de outro programa ou arquivo, ou a ultrapassagem de algum limite de
DORMÊNCIA capacidade de disco. Nem todos os vírus têm esse estágio.

Nessa fase, o vírus instala uma cópia de si mesmo em outros programas ou em certas áreas
do sistema no disco. A cópia pode não ser idêntica à versão de propagação; muitas vezes, os
PROPAGAÇÃO vírus mudam de forma para escapar à detecção. Agora, cada programa infectado conterá um
clone do vírus, que também entrará em uma fase de propagação.

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Nessa fase, o vírus é ativado para executar a função pretendida. Como ocorre com a fase de
ATIVAÇÃO dormência, a fase de ativação pode ser causada por uma variedade de eventos de sistema,
incluindo a contagem do número de vezes que essa cópia de vírus fez uma cópia de si mesma.
Nessa fase, a função é executada. Ela pode ser inofensiva, como uma mensagem na tela, ou
danosa, como a destruição de programas e arquivos de dados.
AÇÃO

(CBM/SC – 2015) Um dos grandes problemas que afeta quem trabalha com computação,
seja usuário avançado ou mesmo doméstico, é a possibilidade de infecção de seu sistema
por um vírus. Com o crescimento da internet, cresce também a criminalidade virtual, e
nos noticiários muitas vezes se vê algo relacionado ao tema. De acordo com Goodrich e
Tamassia (2013), um vírus de computador, ou normalmente como é chamado, vírus,
trata-se de um programa de computador, que pode ser replicado pela modificação de
outros arquivos e/ou programas, para inserir código capaz de replicação posterior.
Segundo os autores, os vírus de um computador, normalmente seguem quatro fases de
execução. São elas:

a) Dormente; Propagação; Ativação; e, Ação.


b) Ataque; Penetração; Replicação; e, Liberação.
c) Diversidade; Robustez; Autoexecução; e, Privilégio.
d) Anonimato; Garantia; Autenticidade; e, Disponibilidade.
_______________________
Comentários: as etapas são Dormência, Propagação, Ativação e Ação (Letra A).

A maioria dos vírus que infectam arquivos de programas executáveis realiza seu trabalho de
maneira que sejam específicos para um sistema operacional em particular e, em alguns casos,
específicos até mesmo para uma determinada plataforma de hardware. Dessa forma, eles são
projetados para tirar proveito dos detalhes e fraquezas de sistemas particulares. Em outras
palavras, em geral um malware que funciona em um sistema não funciona em outro.

Dito isso, existe uma lenda de que o


Linux e o Mac OS são sistemas
operacionais imunes a vírus! Todo
Sistema Operacional (SO) pode ser
alvo de vírus. O que ocorre é que –
como a grande maioria dos
computadores utiliza Windows – a taxa
de replicação acaba sendo maior nesse
sistema operacional. Ademais, existe
maior interesse em se criar softwares
maliciosos para esse SO!

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(TJ/SE – 2014) Os computadores com sistema operacional Linux não são afetados por
vírus; os que têm sistemas Windows são vulneráveis a vírus, por falhas específicas de
kernel.
_______________________
Comentários: nenhum sistema operacional é imune a vírus e o Linux não é uma exceção (Errado).

Alguns tipos de vírus procuram permanecer ocultos, infectando arquivos do disco e executando
uma série de atividades sem o conhecimento do usuário. Outros tipos de vírus permanecem inativos
durante certos períodos, entrando em atividade apenas em datas específicas – quando sua carga
útil é ativada. Galera, existem diversos tipos de vírus – vamos vê-los em detalhes nas próximas
páginas. Fechado?

Vírus de Script
INCIDÊNCIA EM PROVA: Altíssima

Seus lindos, o que vocês acham que é um script? Um ator, por exemplo, possui um script para saber
o que ele deve falar em uma cena. De forma similar, no mundo da tecnologia da informação, um
script é um conjunto de instruções que devem ser executadas. Por exemplo: páginas web estão
lotadas de scripts escritos em uma linguagem chamada JavaScript que têm o intuito de tornar as
páginas mais dinâmicas.

Se vocês desabilitarem esses scripts das páginas, vocês vão perceber que as páginas ficarão mais
estáticas e sem diversas funcionalidades. Da mesma forma, documentos e arquivos de um
computador podem conter scripts. Querem um exemplo? Documentos do MS-Excel podem
possuir as famosas macros, que são basicamente scripts que executam alguma funcionalidade
no documento. Como assim, Diego?

Galera, eu posso criar botão em um arquivo do MS-Excel que calcula, por exemplo, a média de
valores de produtos vendidos em um supermercado – isso é feito por um macro, que é um tipo de
script! Diferente dos scripts de páginas web, essas macros são scripts escritos em uma
linguagem chamada VBScript! Em suma, vírus de script são softwares maliciosos que podem ser
escritos em alguma linguagem de script (Ex: JavaScript ou VBScript).

Em geral, eles são recebidos quando um usuário acessa uma página web ou faz o download de
algum arquivo por-email, como um arquivo anexo ou como parte do próprio e-mail escrito em
formato HTML. Logo, tomem bastante cuidado com os e-mails que vocês recebem – não saiam
abrindo arquivos em anexo sem verificar antes – mesmo que seja recebido de algum remetente
conhecido (lembre-se que o computador dele pode estar infectado).

Os vírus de script podem ser automaticamente executados, dependendo da configuração do


navegador web ou do programa leitor de e-mails do usuário.

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(IFS/MS – 2016) Os vírus de scripts, que são os vírus que exploram as linguagens de
script, são executados automaticamente pelos softwares de leitura de e-mails, por
exemplo.
_______________________
Comentários: eles realmente exploram linguagens de script e são executados automaticamente pelos softwares de leitura de
e-mails (Correto).

(PRF – 2019) No acesso a uma página web que contenha o código de um vírus de script,
pode ocorrer a execução automática desse vírus, conforme as configurações do
navegador.
_______________________
Comentários: eles – de fato – podem ser executados automaticamente no acesso a uma página web que contenha o código de
um vírus de script (Correto).

Vírus de Macro
INCIDÊNCIA EM PROVA: Altíssima

Nós a-ca-ba-mos de ver o que é uma macro! Nós já sabemos que se trata de um tipo de script, logo
os vírus de macro são um tipo específico de vírus de script – escrito em linguagem de macro – que
tenta infectar arquivos manipulados por aplicativos que utilizam essa linguagem como, por
exemplo, os arquivos de dados que compõem o Microsoft Office (Excel, Word, PowerPoint,
Access, entre outros). Esse tipo de vírus despeeeeeenca em prova!

Os vírus de macro utilizam técnicas de propagação baseadas em anexos de documentos que


executam macros, uma vez que os usuários frequentemente compartilham documentos com
recursos de macro habilitados. Quando um software carrega um arquivo com esse código
malicioso, ele executa as instruções do vírus nele contidas, que geralmente são as primeiras
instruções executadas.

Galera, vejam a imagem a seguir! Um dia desses eu recebi um e-mail de um remetente


desconhecido falando comigo como se já nos conhecêssemos. Havia três anexos com formato
.mp4, .xlsx, .pptx. Era muito provável que os dois últimos tratassem de vírus de macro, apesar de
haver outras possibilidades. O que eu fiz? Bloqueei o remetente e exclui a mensagem. Enfim, serviu
pelo eu mostrar um caso real para vocês. Jamais abram anexos sem verificar antes!

vírus de macro
Ele infecta documentos e, não, programas – grande parte das informações em um sistema de computador se
encontra na forma de documentos e, não, de programas;
Ele é fácil de se propagar, já que os documentos que eles exploram normalmente são compartilhados – um método
muito comum de distribuição é por meio do envio de e-mails;
Como ele infecta documentos de usuário, os tradicionais controles de acesso a sistemas de arquivo são de
efetividade limitada para impedir que eles se espalhem;

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a) Spyware
b) vírus de macro.
c) Trojan Dropper.
d) Backdoor.
e) Worm.
_______________________
Comentários: um arquivo de uma suíte de escritório (MS-Word) pode conter macros, que podem conter vírus de macro capazes
de realizar ações maliciosas (Letra B).

Vírus de Boot
INCIDÊNCIA EM PROVA: baixíssima

Diego, o que é Boot? Galera, trata-se do procedimento de inicialização do computador durante o


carregamento do sistema operacional, logo após a máquina ser ligada! O Vírus de Boot – também
chamado de Vírus de Setor ou Vírus de Setor de Inicialização – é um dos primeiros tipos de vírus
conhecidos e infecta a parte de inicialização do sistema operacional, escondendo-se no
primeiro setor da memória.

Ele é ativado quando o computador é ligado e é carregado na memória


antes mesmo do carregamento do sistema operacional. Os Vírus de Boot
afetam o procedimento descrito anteriormente e podem impedir que o
sistema operacional seja executado de forma adequada – aliás, eles podem
afetar inclusive dispositivos móveis de armazenamento como pendrives!

A formatação rápida de um pendrive infectado não garante a remoção


completa de vírus, uma vez que alguns malwares conseguem se alojar na MBR
(Master Boot Record) – que é o setor de inicialização de dispositivos de
armazenamento. Recomenda-se, portanto, não selecionar a opção de
Formatação Rápida apresentada na imagem acima.

(BB – 2011) Ativado quando o disco rígido é ligado e o sistema operacional é carregado;
é um dos primeiros tipos de vírus conhecido e que infecta a partição de inicialização do
sistema operacional. Trata-se de:

a) vírus de boot.
b) cavalo de Troia.
c) verme.
d) vírus de macro.
e) spam.
_______________________
Comentários: o vírus de boot (também chamado de partida ou inicialização) é ativado quando o disco rígido é ligado e o sistema
operacional é carregado (Letra A).

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(CODHAB – 2018) O vírus de boot é um vírus que age diretamente na inicialização do


sistema de computadores conectados à rede. Contudo, ele não é espalhado por meio de
dispositivos, como, por exemplo, pen drives.
_______________________
Comentários: eles podem ser espalhados por meio de dispositivos de armazenamento móveis, uma vez que mídias removíveis
são atualmente uma das maiores fontes de propagação de vírus (Errado).

Vírus de Arquivo
INCIDÊNCIA EM PROVA: Altíssima

Também chamado de Vírus de Programa ou Vírus Parasitário, trata-se do vírus mais tradicional no
cotidiano das pessoas. Ele infecta arquivos executáveis, sobrescrevendo o código original e
causando danos quase sempre irreparáveis. Em geral, replicam-se ao localizar outros arquivos
executáveis, embora possam também infectar arquivos que sejam requisitados para a execução de
alguns programas, como os arquivos com as seguintes extensões.

FORMATOS DE ARQUIVO DE ALTO RISCO

.EXE .VBS .COM .CMD .PIF .SYS .SRC .BAT .HLP .ASP .REG

(SEPLAG/MG – 2013) Assinale a única alternativa correta, que corresponde a seguinte


definição: “Estes tipos de vírus são os que mais causam danos, pois atacam arquivos
executáveis (.exe, .com, .ovl, .dll) sobrescrevendo o código original e causando danos
quase sempre irreparáveis. Para ser contaminado por este vírus se deve executar um
arquivo já infectado.”:

a) Vírus invisível.
b) Vírus de macro.
c) Vírus de boot.
d) Vírus de programa.
_______________________
Comentários: os vírus que atingem arquivos executáveis são chamados de Vírus de Programa/Arquivo (Letra D).

(Câmara de Jaru/RO – 2019) Dos tipos de arquivo abaixo, você evitaria abrir para se
proteger da instalação de um vírus o arquivo:

a) .AWS b) .JPEG c) .MP3 d) .EXE e) .XLS


_______________________
Comentários: seria interessante evitar abrir arquivos no formato .exe porque essa é a extensão de arquivos executáveis –
comuns em vírus de arquivo/programa (Letra D).

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Vírus Polimórfico
INCIDÊNCIA EM PROVA: média

Também chamado de Vírus Mutante, é capaz de assumir múltiplas formas a cada infecção com
o intuito de burlar o software de antivírus. Como ele faz isso, professor? Ele muda sua assinatura,
mantendo suas funcionalidades e alterando apenas o seu padrão de bits. A assinatura é uma
característica utilizada pelos antivírus para detectar a sua presença. Pode ser um nome, um
comportamento ou o tamanho do vírus.

Os vírus polimórficos são capazes de criar uma nova variante a cada execução, alterando tanto
a rotina de encriptação quanto a rotina de decriptação. Em geral, para realizar a detecção dessas
ameaças, os antivírus fazem a decriptação do vírus usando um emulador ou realizam uma análise
de padrão do corpo do vírus, uma vez que verificar a assinatura é pouco efetivo em um contexto em
que o código muda, mas a semântica, não.

(CFA – 2010) Tem a capacidade de gerar réplicas de si mesmo utilizando-se de chaves de


encriptação diversas, fazendo com que as cópias finais possuam formas diferentes. A
polimorfia visa a dificultar a detecção de utilitários antivírus, já que as cópias não podem
ser detectadas a partir de uma única referência do vírus. Tal referência normalmente é
um pedaço do código virótico, que no caso dos vírus polimórficos varia de cópia para
cópia. O texto do enunciado da questão está se referindo aos vírus:

a) de scripts.
b) criptografados.

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c) mutantes.
d) stealth ou furtivos.
_______________________
Comentários: os vírus que variam de cópia para cópia com formas diferentes são os vírus mutantes/polimórficos (Letra C).

Uma variação do vírus polimórfico é o vírus metamórfico que, diferentemente do vírus


polimórfico – se reescreve completamente a cada infecção, podendo mudar seu tamanho e
comportamento, aumentando a dificuldade de detecção. Aqui não tem muito o que falar: basta
lembrar que o Vírus Polimórfico muda apenas a sua assinatura, mantendo sua funcionalidade, e o
Vírus Metamórfico muda sua assinatura e sua funcionalidade.

(SUGEP – 2018 – Letra B) O vírus metamórfico muda a cada infecção, se reescrevendo


completamente a cada iteração, aumentando a dificuldade de detecção.
_______________________
Comentários: o vírus metamórfico realmente muda a cada infecção, reescrevendo-se e dificultando bastante a sua detecção
(Correto).

Vírus Stealth
INCIDÊNCIA EM PROVA: baixíssima

Vocês já ouviram falar no avião Lockheed Blackbird SR-71? Ele é conhecido por ser o avião mais
incrível de toda a história da aviação. Por que ele era tão especial, Diego? Galera, esse avião tinha
uma característica muito peculiar: ele era praticamente invisível a radares, sendo capaz de

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refletir ou absorver ondas eletromagnéticas. Por conta disso, ele ganhou a denominação de Avião
Furtivo ou Stealth. Professor, o que isso tem a ver com a aula?

Pessoal, vocês acreditam que nós temos um tipo de vírus chamado de Vírus Stealth? Também
chamado de Vírus Furtivo, eles são projetados explicitamente para não serem detectados pelo
antivírus, possuindo a capacidade de se remover da memória do computador temporariamente
para evitar que o antivírus o detecte. Da mesma forma que o avião stealth era capaz de se esconder
de radares, o vírus stealth é capaz de se esconder de antivírus.

(TCU – 2015) O vírus do tipo stealth, o mais complexo da atualidade, cuja principal
característica é a inteligência, foi criado para agir de forma oculta e infectar arquivos do
Word e do Excel. Embora seja capaz de identificar conteúdos importantes nesses tipos
de arquivos e, posteriormente, enviá-los ao seu criador, esse vírus não consegue
empregar técnicas para evitar sua detecção durante a varredura de programas antivírus.
_______________________
Comentários: a questão trata – na verdade – dos Vírus de Macro (Errado).

Vírus Time Bomb


INCIDÊNCIA EM PROVA: média

Também conhecido como Vírus Bomba Relógio, trata-se de um vírus que – após infectar a máquina
– permanece latente (oculto), apenas se replicando. Além disso, seu código malicioso é
programado para ser ativado em um determinado momento específico, executando sua carga
útil. É comumente distribuído como anexo de e-mails e se instalam em computadores pela ação do
usuário, ao executar o arquivo.

Os Time Bombs se instalam silenciosamente e agem apenas em datas ou momentos


determinados, que são definidos pelo seu criador. Alguns vírus conhecidos foram:

 Sexta-feira 13 (ações danosas apenas nas sextas-feiras 13);


 I Love you (ação danosa apenas no dia dos namorados – 12 de junho)
 Chernobyl (ação danosa apenas no dia do acidente nuclear – 25 de abril)

(MTE – 2014) Quando ativado na máquina, a principal característica do vírus time bomb
é a sua capacidade de remover o conteúdo do disco rígido em menos de uma hora.
_______________________
Comentários: a principal característica do Vírus Time Bomb é sua capacidade de ser ativado em momentos específicos –
definidos pelo criador. Não há necessariamente nenhuma relação com a remoção do conteúdo do disco rígido em menos de
uma hora (Errado).

Vírus de E-Mail
INCIDÊNCIA EM PROVA: média

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Os vírus propagados por e-mail são recebidos como um arquivo anexo a um e-mail cujo
conteúdo tenta induzir o usuário a clicar sobre este arquivo, fazendo com que seja executado.
Quando entra em ação, infecta arquivos e programas e envia cópias de si mesmo para os e-mails
encontrados nas listas de contatos gravadas no computador. Por essa razão, é importante
desabilitar a autoexecução de arquivos anexos em e-mails e verificar a sua extensão.

(TJ/SE – 2009) Quanto às medidas sensatas e objetivas de precaução contra a


propagação de vírus por e-mail, considere:

I. Nunca abrir arquivos anexados às mensagens.


II. Desabilitar, no programa leitor de e-mails, a auto-execução de arquivos anexados às
mensagens.
III. Não anexar arquivos às mensagens.
IV. Excluir todos os e-mails que forem recebidos com arquivos anexados.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I.
b) I e II.
c) II.
d) II e III.
e) III e IV.
_______________________
Comentários: (I) Errado, pode-se abrir arquivos anexados às mensagens, mas é importante passar previamente por algum
antivírus; (II) Correto, isso é importante para que o leitor de e-mails não faça o download automático sem verificação do arquivo;
(III) Errado, isso não é necessário; (IV) Errado, isso não é necessário (Letra C).

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