AULA 2
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
PROTEÇÃO INTEGRAL À
INFÂNCIA E À JUVENTUDE –
MARCOS REGULATÓRIOS DO
ECA
Prof.ª Lilian Ianke Leite
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
TEMA 1 – A PROTEÇÃO INTEGRAL NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 – A
CONSTITUIÇÃO CIDADÃ
A proteção integral da criança e do adolescente foi instituída com a
promulgação da Constituição Federal de 1988, mais conhecida como Constituição
Cidadã, em 5 de outubro do referido ano. A Constituição completou 30 (trinta)
anos em 2018, e pode-se dizer que ainda há muito o que se fazer para que as
crianças e adolescentes brasileiros tenham seus direitos e garantias efetivamente
cumpridos.
Antes de iniciarmos um breve percurso sobre a forma como as
constituições brasileiras se referem à criança e ao adolescente, convém retomar
o significado desse termo, ou seja, o que é uma constituição? É a carta magna de
um país ou Estado-nação. Ou ainda pode ser definida como um conjunto de regras
de governo que rege o ordenamento jurídico de um país. De acordo com Sampaio
(2008, p. 91), a Constituição
é escrita de modo a institucionalizar este Estado. É a organização de um
Estado, um Estado-nação (pelo menos da Constituição moderna), que
se faz numa determinada oportunidade para institucionalizar esse
Estado. O que é essa institucionalização? Ela é, na verdade, um
processo de cortar privilégios e de reconhecer direitos. Ou seja, uma
Constituição é feita exatamente por uma força vencedora para tirar os
privilégios da força derrotada e reconhecer os seus direitos. É isso que
define um processo constitucional. Em minha perspectiva, no entanto,
creio que o mais importante numa Constituição é o processo que ocorre
antes de sua produção. Porque uma Constituição é uma coisa que
ocorre após um forte embate político que, geralmente, retira poder de
um grupo social dominante e gera um outro poder, que precisa se
institucionalizar.
A Constituição de 1988 é a sétima na história do Brasil. Foi escrita por
deputados e senadores eleitos pelo voto direto em 1986 para que colocassem em
marcha o processo de construção da Carta Magna a partir de fevereiro de 1987.
Após amplo debate, o trabalho foi concluído e a Constituição promulgada em 5 de
outubro de 1988, sinalizando avanços significativos em áreas como a saúde, com
a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), um novo Código Civil e o
reconhecimento dos direitos da criança e do adolescente.
O texto constitucional estabeleceu também as chamadas cláusulas
pétreas, ou seja, aquelas que não podem ser alteradas por emendas
constitucionais. Dentre elas, destacam-se os direitos e as garantias individuais, o
voto direto, secreto, universal e periódico, o sistema federativo do Estado e a
separação dos três poderes.
2
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
Foram várias as mudanças obtidas com a promulgação da Constituição
Cidadã no que diz respeito à legislação relativa à proteção das crianças e
adolescentes, e essas mudanças serão estudadas nesta aula. Para que se possa
compreender a importância da Constituição Cidadã de 1988, serão abordados
alguns aspectos das Constituições Federais anteriores, no que concerne aos
direitos e garantias destinados às crianças e aos adolescentes brasileiros.
TEMA 2 – DA SITUAÇÃO IRREGULAR À PROTEÇÃO INTEGRAL
As normas previstas na Constituição Federal de 1988 possibilitaram a
promulgação do ECA, alterando radicalmente a forma como as crianças e
adolescentes eram vistos pela sociedade e pelo Estado, transformando todo o
sistema jurídico da época.
Nas palavras de Ribeiro, Santos e Souza (2010, p. 30):
A transformação operada pela Constituição da República Federativa do
Brasil, de 1988 (CRFB/1988), que postou no título referente à Ordem
Social a concretização dos direitos sociais da criança e do adolescente,,
favoreceu o microssistema legislativo “Estatuto da Criança e do
Adolescente”, cujo conteúdo, dentre outros elementos, promoveu a
mudança do foco da limitada perspectiva do “menor” visto apenas em
“situação irregular” (“Código de Menores”, Lei Federal nº 6.697, de 10 de
outubro de 1979, expressamente revogada pelo art. 267 da Lei n. 8.069,
de 13 de julho de 1990) para a perspectiva da “proteção integral”,
paradigma que sinaliza os novos tempos e admite uma paisagem onde
a criança e o adolescente não interpretam apenas o infeliz papel de
infrator.
Denota-se que, antes da promulgação da Constituição cidadã, somente as
crianças e adolescentes que viviam em “situação irregular” eram tuteladas pelo
Estado. Todavia, pairavam dúvidas quanto à terminologia relativa à “situação
irregular”, pois não se sabia exatamente se as crianças e adolescentes abarcadas
por tal situação eram infratoras, abandonadas ou carentes.
2.1 A situação de carência
Para Bierrenbach (Assistente social e Mestre em Política e Planejamento
Social pela PUC São Paulo) et. al. (1992, p. 65), a situação de carência possui um
conceito inconsistente, visto que não há um referencial socioeconômico ou político
para a interpretação dos termos utilizados, quais sejam, a privação, a falta e a
ausência. Ainda sobre o assunto, Bierrenbach et. al. (1992, p. 66) discorrem:
Assim, numa perspectiva eminentemente política, quando falamos em
crianças e jovens carentes estamos nos referindo a menores de idade
3
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
na faixa etária de 0 a 18 anos, provenientes das classes populares, que
permanecem à margem dos benefícios do desenvolvimento.
Crianças e jovens carentes significam, também, a ausência de garantias
de direitos fundamentais à vida, à educação, à saúde, à alimentação, à
moradia, numa fase de alto risco para o desenvolvimento físico e
intelectual, causando, por vezes, comprometimentos irreversíveis.
Vê-se que o termo carência era utilizado para definir crianças e
adolescentes que não estavam condicionadas aos benefícios propostos para o
seu desenvolvimento, e que estavam à margem dos direitos fundamentais que
atualmente lhes são assegurados. Isto é, crianças e adolescentes privados de
suas necessidades básicas como alimentação, educação, moradia, saúde, e o
mais lamentável, é que são privadas de viver com dignidade.
2.2 A situação de abandono
Quanto à situação de abandono, Bierrenbach et al. (1992, p. 68-69)
aduzem:
Criança abandonada é um conceito que pode ser entendido lato-senso
ou estrito-senso.
Lato-senso, confunde-se com criança carente, significando aquela
privada do atendimento de suas necessidades básicas. Esse consenso,
muito difundido, esbarra no conceito jurídico de abandono, donde
decorrem algumas impropriedades, pois nem toda criança abandonada
lato-senso o é estrito-senso – aí se situa a dimensão legal da questão –
embora a recíproca seja verdadeira.
Criança abandonada estrito-senso significa aquela sem pai ou mãe ou
outros responsáveis, por suprirem suas necessidades básicas. Significa
um estado de orfandade, quer seja pela morte dos pais, quer seja pela
absoluta falta de condições psicossociais, e econômicas dos mesmos
para o exercício do pátrio-poder – palavra-chave nesta linha –, do qual
abrem mão voluntariamente ou por determinação da justiça da Infância
e Juventude – figura de imprescindível relevo no assunto.
2.3 Criança abandonada
Ao analisar o conceito de criança abandonada, percebe-se a dificuldade
que o Poder Público e a sociedade de um modo geral tinham para identificar
crianças e adolescentes em situação de abandono, pois, de um lado, estas
caracterizavam-se pela ausência total ou parcial de atendimento de suas
necessidades básicas, e, de outro, caracterizavam-se pelo abandono efetivo e
afetivo com relação aos seus genitores e/ou responsáveis.
4
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
2.4 Infrator
Por sua vez, situação de infração seria aquela em que adolescentes
praticam ato tipificado como crime ou como ato infracional. Todavia, Bierrenbach
et al. (1992, p. 70) ensinam que há fatores que devem ser detidamente analisados
para que tal situação se configure:
Infração é um conceito aparentemente fácil de definir, uma vez que se
traduz num ato concreto. Contudo, sua complexidade advém de fatores
circunstanciais à ação, tanto de ordem pessoal como de ordem
conjuntural, ou seja, as circunstâncias do infrator e da infração.
No plano pessoal, considere-se, por exemplo, a condição psicossocial e
a situação familiar do infrator, ou ainda, “o respeito à condição peculiar
de pessoa em desenvolvimento”. (art. 227 – V – C.F.)
No plano conjuntural, considere-se a análise do grau de gravidade do
delito para efeitos de um diagnóstico consequente, desvinculado de
posições reacionárias e com desdobramentos de medidas de restrição
da liberdade com caráter punitivo. Nessa linha será obedecido o
“princípio da proporcionalidade” entre a infração e a sentença prescrita.
Como se nota, a situação de infração configurava-se não só pelo
cometimento do ato infracional em si, mas também pela condição psicossocial da
família da criança e do adolescente e pela medida socioeducativa estabelecida
em sentença.
Assim, considerando todos os apontamentos trazidos, não é errôneo dizer
que era extremamente complexa a questão relativa às crianças e aos
adolescentes em “situação irregular”, pois era necessário analisar as
peculiaridades que cada situação narrada possuía ou ainda possui. Outro ponto
importante diz respeito às crianças e aos adolescentes que não se encontravam
em “situação irregular”. Como o menor era visto e tutelado apenas quando estava
em “situação irregular”, entende-se que os que não faziam parte desse grupo,
pode-se dizer assim, não eram abarcados pelos benefícios de desenvolvimento.
2.5 A instituição da doutrina de proteção integral
Esta situação mudou com a promulgação da Constituição Federal de 1988,
pois aboliu-se o termo situação irregular ao ser instituída no art. 2271 a doutrina
1 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao
jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.
5
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
da proteção integral. Diante das mudanças instituídas com a doutrina da proteção
integral, Custódio e Veronese (citado por Muller, 2011, p. 1) destacam:
A Doutrina da Proteção Integral veio contrapor a Doutrina da Situação
Irregular então vigente instituída pelo Código de Menores de 1979, “[...]
onde a criança era vista como problema social, um risco à estabilidade,
às vezes até uma ameaça à ordem social [...] a infância era um mero
objeto de intervenção do Estado regulador da propriedade [...]”. Assim,
a doutrina da situação irregular não atingia a totalidade de crianças e
adolescentes, mas somente destinava-se àqueles que representavam
um obstáculo à ordem, considerados como tais, os abandonados,
expostos, transviados, delinquentes, infratores, vadios, pobres, que
recebiam todos do Estado a mesma resposta assistencialista, repressiva
e institucionalizante.
Saiba mais
Art. 227 da Constituição:
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (Brasil,
1988)
Tendo como ponto de partida a dignidade da pessoa humana, a
Constituição Cidadã operou uma verdadeira transformação na legislação do país,
no que diz respeito aos direitos sociais de crianças e adolescentes. Com a
doutrina da proteção integral, todas as crianças e adolescentes, sem exceção,
independentemente da situação em que se encontrem, são considerados como
sujeitos, tendo assegurados direitos e garantias fundamentais, como direito à vida,
à educação, à moradia, à saúde, ao lazer, ao respeito, dentre outros. A respeito
destas alterações, Ribeiro, Santos e Souza (2010, p. 30-31) ensinam:
O tratamento específico do tema infância e juventude, postando crianças
e adolescentes como sujeitos (e não como objetos) do direito, evidencia
uma emancipação cultural e social de nosso tempo, alçando esses
indivíduos à definitiva condição de cidadãos.
Pode-se dizer que a Constituição de 1988 é um divisor de águas no que se
refere à criança e ao adolescente. De acordo com Saraiva (2002), foi a primeira
vez na história do país que questões relacionadas às crianças e aos adolescentes
foram abordadas com prioridade absoluta, condicionando o dever de proteção não
só ao Estado, mas também à família e à sociedade. Sobre a trajetória de
constitucionalização dos direitos e garantias das crianças e adolescentes, discorre
Santos (citado por Silveira, 2010, p. 25):
6
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
No Brasil, esses passos foram longos: do momento em que a criança
ganha especificidade em relação aos adultos, passando pelo importante
movimento das alternativas comunitárias de atendimento a meninos e
meninas de rua, que cunhou a concepção de criança como “sujeito da
história” e do processo pedagógico, chegando finalmente à Constituição
e constitucionalização dos direitos da criança e do adolescente, a qual
possui duas datas simbólicas: agosto de 1988, com a promulgação da
Constituinte e 13 de julho de 1990, com o sancionamento do Estatuto da
Criança e do Adolescente.
Mediante o exposto, compreende-se que a constitucionalização dos
direitos e garantias das crianças e dos adolescentes permitiu que eles obtivessem
o status de cidadãos. Para arrematar o assunto em questão, transcreve-se a
seguinte consideração sobre a doutrina da proteção integral:
A ideia de igualdade não prescinde das diferenças que tornam desiguais
todas as pessoas e, dentre elas, aquelas que, por sua condição de
juventude e inexperiência, estão em processo de desenvolvimento da
própria personalidade; essa circunstância faz delas credoras de
proteção especialíssima. O princípio da proteção integral – emergente
da Constituição Federal de 1988 – impõe e vincula iniciativas legislativas
e administrativas dos poderes da República, de forma a atender,
promover, defender ou, no mínimo, considerar a prioridade absoluta dos
direitos fundamentais de crianças e adolescentes. (Ribeiro; Santos;
Souza, 2010, p. 31)
Denota-se, assim, o quão importante foi a promulgação da Constituição
Federal de 1988, pois crianças e adolescentes passaram a ser tratadas como
sujeitos de direitos, como pessoas em fase peculiar de desenvolvimento e que
passam a ter do Estado, da família e da sociedade toda a proteção e o cuidado
de que necessitam.
TEMA 3 – A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
Conforme já mencionado anteriormente, a proteção integral direcionada às
crianças e aos adolescentes brasileiros emana da dignidade da pessoa humana,
e esta constitui-se como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito,
conforme segue:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel
dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado
Democrático de Direito e tem como fundamentos:
[...]
III - a dignidade da pessoa humana (Brasil, 1988).
7
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
No entanto, a dignidade da pessoa humana não é somente um dos
fundamentos do Estado, mas também um princípio expressamente incorporado
no texto constitucional.
O princípio da dignidade da pessoa humana está inserido em diversos
trechos da Constituição Federal, como no Título II, relativo aos Direitos e
Garantias Fundamentais, mais especificamente nos incisos do art. 5º (Brasil,
1988). Assim, no intuito de exemplificar sua inserção no texto constitucional,
destaca-se os seguintes incisos: Inciso III – prevê sobre a não submissão à tortura;
Inciso X – prevê sobre a inviolabilidade da vida privada, da imagem e da honra;
Inciso XI – prevê sobre a inviolabilidade de domicílio; Inciso XLVII – prevê sobre
a vedação de penas indignas.
Pelo teor dos incisos citados, percebe-se, portanto, a grande importância
conferida ao princípio da dignidade da pessoa humana pela Constituição Cidadã.
Sobre a dignidade da pessoa humana, o doutrinador Sarlet (2001, p. 60) ensina:
Temos por dignidade da pessoa humana a qualidade intrínseca e
distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito
e consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste
sentido, um complexo de direitos e deveres fundamentais que
assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho
degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições
existenciais mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e
promover sua participação ativa corresponsável nos destinos da própria
existência e da vida em comunhão dos demais seres humanos.
De acordo com essa perspectiva, a dignidade da pessoa humana é algo
natural do ser humano, é inerente, é próprio dele, de modo que lhe permite que
sejam asseguradas condições essenciais para que possa ter uma vida digna,
tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista psicossocial e emocional.
Ainda sobre o tema, aduz Rocha (citado por Rivabem, S.d., p. 8):
A positivação do princípio como fundamento do Estado do Brasil quer
significar, pois, que esse existe para o homem, para assegurar
condições políticas, sociais, econômicas e jurídicas que permitam que
ele atinja seus fins: que o seu fim é o homem, como fim em si mesmo
que é, quer dizer, como sujeito de dignidade, de razão digna e
supremamente posta acima de todos os bens e coisas, inclusive do
próprio Estado.
Corroborando com o exposto, Dias (citado por Cury; Silva; Mendez, 2002,
p. 60) afirma:
o direito à liberdade, ao respeito, à dignidade, é direito básico inerente
ao Estado Democrático escolhido pelo povo brasileiro em Assembleia
Nacional Constituinte. A nossa Carta Constitucional é aberta, com ela a
pomposidade de propósitos literários e igualitários, ainda que, em seu
8
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
conteúdo, dispositivos existam que não coadunam por inteiro com a
abrangência posta no imenso espectro das liberdades cultivadas pela
nossa tradição cultural e por tantas e tantas vezes relegadas, quando
não violentadas, na nossa tradição política.
Em linhas gerais, o princípio da dignidade da pessoa humana visa coibir
qualquer ato de cunho desumano, dando condições para que as pessoas possam
viver de forma digna, protegendo-as e assegurando o cumprimento de direitos e
garantias inerentes ao ser humano.
3.1 A proteção das crianças e dos adolescentes
Incluem-se no princípio da dignidade humana as crianças e os
adolescentes, visto que são pessoas em peculiar condição de desenvolvimento,
estendendo-se tal proteção de forma especial e singular, levando-se em conta a
condição em que se encontram. Assim, por meio do respeito à dignidade da
pessoa humana, pretende-se resguardar a integridade moral, psíquica e física das
crianças e adolescentes e, por ser um dos princípios mais importantes do
ordenamento jurídico, não pode ser transferido ou renegado.
De acordo com esse pressuposto, o princípio da dignidade da pessoa
humana é o alicerce para que todos os direitos e garantias fundamentais sejam
assegurados às crianças e adolescentes, sendo eles: direito à vida, direito à
saúde, direito à alimentação, direito à educação, direito ao esporte, direito ao
lazer, direito à profissionalização, direito à cultura, direito à dignidade – de forma
ampla, direito ao respeito, direito à liberdade, direito à convivência familiar, direito
à convivência comunitária, direito à moradia.
Conclui-se que todos os direitos inerentes ao ser humano são estendidos
às crianças e aos adolescentes, independentemente da faixa etária, da situação
ou da condição em que se encontrem, e isso deve ser a base sobre a qual se
alicerça a atuação do Conselheiro Tutelar, para que possa exercer brilhantemente
a função que lhe compete.
TEMA 4 – A PROTEÇÃO DESTINADA ÀS CRIANÇAS E AOS ADOLESCENTES
NAS PRIMEIRAS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
Na presente aula, priorizaram-se os estudos sobre a proteção integral das
crianças e adolescentes instituída pela Constituição Federal de 1988. Entretanto,
é necessário analisar alguns aspectos das Constituições Federais que a
9
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
antecederam, para que se possa dimensionar o quanto as alterações ocorridas
na legislação foram significativas para a construção do cenário nacional no que
se refere aos direitos da criança e do adolescente.
4.1 Constituição Imperial de 1824
A primeira constituinte brasileira, ainda no período imperial, foi dissolvida
após sua instalação em 1923, pelo Imperador Pedro I, pois este receava que a
Constituição limitasse seus poderes. Em substituição aos representantes de
diversas províncias brasileiras, o Imperador convocou ministros e pessoas de sua
confiança, para, juntamente com ele escrevê-la. Assim, em 25 de março de 1824,
a primeira Carta Magna do país foi outorgada, de acordo com Coelho (1998, p.
94).
Analisando o texto constitucional, especificamente direcionado à proteção
da criança e do adolescente, denota-se que não há nenhuma norma a respeito.
Todavia, encontra-se no artigo 179, inciso XXXII a única parte destinada às
crianças daquela época:
Art. 179. A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Políticos dos Cidadãos
Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a
propriedade, é garantida pela Constituição do Império, pela maneira
seguinte.
[...]
XXXII. A Instrucção primaria, e gratuita a todos os Cidadãos (Brasil,
1824).
De acordo com Jesus (2006, p. 38), o principal objetivo da Constituição do
Império era a centralização administrativa, inexistindo proteção constitucional às
crianças e adolescentes. Ou seja, verifica-se que, na Constituição de 1824, não
havia nenhuma norma que estabelecesse a proteção das crianças e dos jovens,
limitando-se a citar a gratuidade universal à educação primária mais como
“reconhecimento formal de um direito subjetivo dos cidadãos que uma obrigação
efetiva do Estado” (Chizzotti, 1996, p. 53).
4.2 Constituição de 1891
Nas palavras de Coelho (1998, p. 96), “A Constituição de 1891 foi esculpida
segundo o estilo da Constituição norte-americana, com as ideias diretoras do
presidencialismo, do federalismo, do liberalismo político e da democracia
10
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
burguesa”. Todavia, assim como a Constituição de 1824, nenhuma norma do texto
constitucional fora direcionada à proteção das crianças e dos adolescentes.
4.3 Constituição de 1934
A Constituição de 1934 foi a terceira Carta Magna do Brasil e mencionou,
pela primeira vez, a proteção dos direitos destinados às crianças e adolescentes.
Tal menção ocorreu no artigo 138, o qual dispunha que:
Art. 138 - Incumbe à União, aos Estados e aos Municípios, nos termos
das leis respectivas:
a) assegurar amparo aos desvalidos, criando serviços especializados e
animando os serviços sociais, cuja orientação procurarão coordenar;
b) estimular a educação eugênica;
c) amparar a maternidade e a infância;
d) socorrer as famílias de prole numerosa;
e) proteger a juventude contra toda exploração, bem como contra o
abandono físico, moral e intelectual;
f) adotar medidas legislativas e administrativas tendentes a restringir a
moralidade e a morbidade infantis; e de higiene social, que impeçam a
propagação das doenças transmissíveis;
g) cuidar da higiene mental e incentivar a luta contra os venenos sociais
(Brasil, 1934).
Sobre a previsão descrita acima, destacou Liberati apud Oliveira (2013):
A promulgação da Constituição de 1934 levantou questões pertinentes
à proteção ao trabalho de crianças e adolescentes, com repressão ao
trabalho noturno de menores com idade inferior 16 anos e proibição de
trabalho em indústrias insalubres aos menores de 18 anos, além da
previsão de amparo à maternidade e à infância, explica Liberati.
Denota-se que, mesmo de forma ínfima, abordou-se pela primeira vez a
proteção às crianças e aos adolescentes, o que pode ser considerado uma grande
vitória para o período em que o país se encontrava.
TEMA 5 – A PROTEÇÃO DESTINADA ÀS CRIANÇAS E AOS ADOLESCENTES
NAS CONSTITUIÇÕES QUE ANTECEDERAM A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ
No tema anterior, verifica-se que somente na terceira Constituição
Brasileira houve, de fato, menção à proteção de direitos destinados às crianças e
adolescentes. Entretanto, para que seja possível perceber em que medida as
11
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
questões relacionadas aos direitos da criança e do adolescente foram ou não
contempladas, é necessário analisar as Constituições que antecederam a
Constituição Cidadã de 1988.
5.1 Constituição de 1937
A quarta Constituição brasileira foi outorgada em 10 de novembro de 1937
pelo Presidente Getúlio Vargas e operou significativas mudanças no cenário
político-social do país. Pode-se dizer que a referida Constituição marcou a criação
de um Estado protecionista, instituindo os interesses da coletividade acima dos
interesses individuais, segundo Coelho (1998, p. 101). Alinhado a essa concepção
o texto constitucional ocupou-se em legislar sobre e a proteção da infância e da
juventude, nos arts. 16 e 127 da mencionada Constituição,
Art. 16 - Compete privativamente à União o poder de legislar sobre as
seguintes matérias:
[...]
XXVII - XXVII - normas fundamentaes da defesa e protecção da saude,
especialmente da saude da creança (Brasil, 1937).
Assim, ficou estabelecido que competia somente à União legislar sobre as
normas para a defesa e a proteção da saúde das crianças, configurando-se esta
uma grande conquista, ao compararmos a referida Constituição com as
anteriores.
Restou estipulado ainda que:
Art. 127 A infancia e a juventude devem ser objecto de cuidados e
garantias especiaes por parte do Estado, que tomará todas as medidas
destinadas a assegurar-lhes condições physicas e moraes de vida sã e
de harmonioso desenvolvimento das suas faculdades. O abandono
moral, intellectual ou physico da infancia e da juventude importará falta
grave dos responsaveis por sua guarda e educação, e cria ao Estado o
dever de provel-as do conforto e dos cuidados indispensaveis à
preservação physica e moral. Aos paes miseraveis assiste o direito de
invocar o auxílio e protecção do Estado para a subsistencia e educação
da sua prole (Brasil, 1937).
No artigo acima, constata-se a preocupação do Estado com relação ao
abandono das crianças e adolescentes, iniciando-se também a criação de
políticas públicas para assegurar a proteção necessária aos menores.
12
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
5.2 Constituição de 1946
A constituição de 1946 é escrita logo após a II Guerra Mundial (1939-1945)
e, apesar das divergências políticas, há um esforço coletivo para a construção de
consensos necessários para o momento de reconstrução dos ideais democráticos
tão abalados pelos efeitos dos regimes totalitários (fascismo e nazismo).
Conforme Oliveira (1996, p. 165):
Algumas das ‘ideias-força’ que percorrem todos os partidos, grupos e
instituições criam as condições para que a Constituinte seja de fato um
‘pacto social’ que sirva de ‘aval’ a uma vida democrática, ainda que
restrita, e represente a garantia da ‘unidade nacional’ (grifos nossos).
É no bojo desse ideário que a Constituição de 1946, apesar de algumas
divergências, foi promulgada em 18 de setembro de 1946, pelo então presidente
Fernando de Mello Vianna. De acordo com Andrade (2010, p. 88), a Constituição
em análise sustentava que a educação era um direito que competia a todos,
descentralizando o formato do sistema pedagógico educacional do país. Tal
direito estava previsto dos arts. 166 ao 168:
Art. 166 - A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola.
Deve inspirar-se nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana.
Art. 167 - O ensino dos diferentes ramos será ministrado pelos Poderes
Públicos e é livre à iniciativa particular, respeitadas as leis que o regulem.
Art. 168 - A legislação do ensino adotará os seguintes princípios:
I - o ensino primário é obrigatório e só será dado na língua nacional;
II - o ensino primário oficial é gratuito para todos; o ensino oficial ulterior
ao primário sê-lo-á para quantos provarem falta ou insuficiência de
recursos;
III - as empresas industriais, comerciais e agrícolas, em que trabalhem
mais de cem pessoas, são obrigadas a manter ensino primário gratuito
para os seus servidores e os filhos destes;
IV - as empresas industrias e comerciais são obrigadas a ministrar, em
cooperação, aprendizagem aos seus trabalhadores menores, pela forma
que a lei estabelecer, respeitados os direitos dos professores;
V - o ensino religioso constitui disciplina dos horários das escolas oficiais,
é de matrícula facultativa e será ministrado de acordo com a confissão
religiosa do aluno, manifestada por ele, se for capaz, ou pelo seu
representante legal ou responsável;
VI - para o provimento das cátedras, no ensino secundário oficial e no
superior oficial ou livre, exigir-se-á concurso de títulos e provas. Aos
professores, admitidos por concurso de títulos e provas, será
assegurada a vitaliciedade;
13
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
VII - é garantida a liberdade de cátedra (Brasil, 1946).
Na referida Constituição, conforme disposto no art. 164, tutelava-se a
assistência à maternidade, e estabelecia-se que a lei instauraria medidas
assistenciais para amparar as famílias que possuíssem muitos filhos.
Art. 164 - É obrigatória, em todo o território nacional, a assistência à
maternidade, à infância e à adolescência. A lei instituirá o amparo de
famílias de prole numerosa (Brasil, 1946).
Pode-se concluir que a assistência obrigatória direcionada à maternidade
na Constituição de 1946 tinha como objetivo principal a preservação da vida e do
bem-estar no nascituro.
5.3 Constituições de 1967 e 1969
Em decorrência do golpe militar em março de 1964, a Constituição de 1946
foi significativamente alterada por três atos institucionais. Já no início de 1966, na
transição do governo de Marechal Castelo Branco para o governo de Marechal
Arthur da Costa e Silva, são iniciados os trabalhos por uma comissão indicada
pelo presidente para realizar a readequação do texto constitucional à nova
realidade do país ditada pelos princípios e ideais militares.
Na época, o cenário relativo à promulgação destas Constituições (1967 e
1969) durante a vigência do regime militar, iniciado em 1964, foi descrito por
Coelho (1998, p. 106) da seguinte maneira:
ainda se mantinha em vigor a Constituição de 1946, mas totalmente
modificada pelas alterações e emendas que lhe foram impostas.
Mediante, então, o Decreto nº 58.198, de 15 de abril de 1966, foi
nomeada uma comissão, sob a presidência de Levi Carneiro, para
elaborar o Anteprojeto de Constituição, que, elaborado, foi às mãos do
Ministro da Justiça, Carlos Medeiro Silva, para sua redação final.
Foi uma Constituição elaborada “a toque de caixa”, pois o Ato
Institucional n. 4, de 7 de dezembro de 1966, convocou o Congresso
para reunir-se extraordinariamente, de 12 de dezembro de 1966 a 24 de
janeiro de 1967, com o fim de discutir, votar e promulgar o Projeto de
Constituição apresentado pelo Presidente da República.
Apesar de promulgada nova Constituição, esta não teve o condão de pôr
termo ao processo revolucionário, que culminou com a determinação da
vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e
com a Emenda Constitucional de 17 de outubro de 1969.
Em que pesem todos os fatos concernentes à promulgação de ambas as
Constituições, manteve-se a estrutura do ensino em nível nacional, conforme
estabelecia o art. 176 e seus incisos:
14
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
Art. 176. A educação, inspirada no princípio da unidade nacional e nos
ideais de liberdade e solidariedade humana, é direito de todos e dever
do Estado, e será dada no lar e na escola.
§ 1º O ensino será ministrado nos diferentes graus pelos Poderes
Públicos.
§ 2º Respeitadas as disposições legais, o ensino é livre à iniciativa
particular, a qual merecerá o amparo técnico e financeiro dos Poderes
Públicos, inclusive mediante bolsas de estudos.
§ 3º A legislação do ensino adotará os seguintes princípios e normas:
I - o ensino primário somente será ministrado na língua nacional;
II - o ensino primário é obrigatório para todos, dos sete aos quatorze
anos, e gratuito nos estabelecimentos oficiais;
III - o ensino público será igualmente gratuito para quantos, no nível
médio e no superior, demonstrarem efetivo aproveitamento e provarem
falta ou insuficiência de recursos;
IV - o Poder Público substituirá, gradativamente, o regime de gratuidade
no ensino médio e no superior pelo sistema de concessão de bolsas de
estudos, mediante restituição, que a lei regulará;
V - o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos
horários normais das escolas oficiais de grau primário e médio;
VI - o provimento dos cargos iniciais e finais das carreiras do magistério
de grau médio e superior dependerá, sempre, de prova de habilitação,
que consistirá em concurso público de provas e títulos, quando se tratar
de ensino oficial; e
VII - a liberdade de comunicação de conhecimentos no exercício do
magistério, ressalvado o disposto no artigo 154 (Brasil, 1969).
Todavia, em descompasso com a necessária evolução para a garantia dos
direitos inerentes às crianças e jovens, fora reduzida a idade mínima para o
exercício de atividades laborativas para 12 anos, conforme dispunha o art. 165,
inciso X:
Art. 165. A Constituição assegura aos trabalhadores os seguintes
direitos, além de outros que, nos termos da lei, visem à melhoria de sua
condição social:
[...]
X - proibição de trabalho, em indústrias insalubres, a mulheres e
menores de dezoito anos, de trabalho noturno a menores de dezoito
anos e de qualquer trabalho a menores de doze anos (Brasil, 1969).
Neste ponto, constata-se um grande retrocesso quanto à previsão em
questão, visto que anteriormente a idade mínima para o trabalho era de 14 anos.
15
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
Já com relação à assistência à maternidade, ficou estipulado que as
medidas necessárias seriam abrangidas em lei especial, em vez de tuteladas
diretamente no texto constitucional:
Art. 175. A família é constituída pelo casamento e terá direito à proteção
dos Poderes Públicos.
[...]
§ 4º Lei especial disporá sobre a assistência à maternidade, à infância e
à adolescência e sobre a educação de excepcionais (Brasil, 1969).
Isso posto, é possível observar que as constituições outorgadas durante o
regime militar pouco se ocuparam dos direitos e garantias das crianças e dos
adolescentes. De acordo com Fávero (1996, p. 252), “em termos legais, a
Constituição de 1967 e a Emenda de 1969 têm um papel legitimador dos atos
institucionais e do próprio movimento que se auto define como revolucionário”.
16
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
REFERÊNCIAS
ANDRADE, L. B. P. de. Direitos da infância: da tutela e proteção à cidadania e
educação. São Paulo: Unesp; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Disponível
em: <[Link]
Acesso em: 13 jan. 2019.
BIERRENBACH, M. I. et al. Direitos humanos, energia, criança, urbanismo,
dívida externa. v. 2. São Paulo: Brasiliense, 1992.
BRASIL. Constituição Política do Império do Brazil, de 25 março de 1824. Livro
4º de Leis, Alvarás e Cartas Imperiaes. Rio de Janeiro, 22 abr. 1824.
BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho
de 1934. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Rio de Janeiro, 16 jul. 1934.
BRASIL. Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937.
Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Rio de Janeiro, 10 nov. 1937.
BRASIL. Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 18 de setembro de 1946.
Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Rio de Janeiro, 19 set. 1946.
BRASIL. Emenda Constitucional n. 1, de 17 de outubro de 1969. Diário Oficial da
União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 20 out. 1969.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial
da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 5 out. 1988.
COELHO, B. L. M. A proteção à criança nas constituições brasileiras: 1824 a 1969.
Revista de Informação Legislativa, ano 35, n. 139. jul./set. 1998. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
13 jan. 2019.
COELHO, B. L. M. A proteção à criança nas constituições brasileiras: 1824 a 1969.
Revista de Informação Legislativa, n. 139, jul./set. 1998. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 13 jan. 2019.
CHIZZOTTI, A. A Constituinte de 1823 e a educação. In: FÁVERO, O. (Org.) A
educação nas constituintes brasileiras 1823-1988. Campinas, SP: Autores
Associados, 1996, p. 32-53.
17
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
CURY, M.; SILVA, A. F. A; MENDEZ, E. G. Estatuto da Criança e do
Adolescente comentado: comentários jurídicos e sociais. 5. ed. revista e
atualizada. s. l.: Editores Malheiros, 2002. p. 60.
FÁVERO, O. A educação no congresso constituinte de 1966-67: contrapontos. In:
_____. (Org.) A educação nas constituintes brasileiras 1823-1988. Campinas,
SP: Autores Associados, 1996, p. 241-254.
JESUS, M. N. Adolescente em conflito com a lei: prevenção e proteção integral.
Campinas: Savanda, 2006.
MULLER, C. M. Direitos Fundamentais: a proteção integral de crianças e
adolescentes no Brasil. Âmbito Jurídico, v. XIV, n. 89, jun. 2011. Disponível em:
<[Link]
artigo_id=9619>. Acesso em 13 jan. 2019..
OLIVEIRA, R. P. A educação na assembleia constituinte de 1946. In: FÁVERO,
O. (Org.) A educação nas constituintes brasileiras 1823-1988. Campinas, SP:
Autores Associados, 1996, p. 153-190.
OLIVEIRA, T. C. de. Evolução histórica dos direitos da criança e do adolescente
com ênfase no ordenamento jurídico brasileiro. FAA, 2013. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
13 jan. 2019.
RIBEIRO, P. H. S; SANTOS, V. C. M.; SOUZA, I. M. Nova Lei da Adoção
comentada. Leme: J.H. Mizuno, 2010.
RIVABEM, F. S. A dignidade da pessoa humana como valor-fonte do sistema
constitucional brasileiro. Florianópolis, UFSC, S.d. Disponível em:
<[Link]
Acesso em: 13 jan. 2019.
SAMPAIO. P. A. Vinte anos da Constituição Federal: avanços e desafios para as
políticas públicas e o desenvolvimento nacional. Seminário Vinte anos da
Constituição Federal (1988-2008): avanços, limites, desafios e horizontes
para as políticas públicas e o desenvolvimento nacional. Auditório do Ipea,
Brasília, 14 out. 2008. Disponível em:
<[Link] Acesso em;
13 jan. 2019.
18
Email: brunamuzzi18@[Link]
Aluno: Bruna Rodrigues Muzzi
SARAIVA, J. B. C. Direito penal Juvenil: adolescente e ato infracional: garantias
processuais e medidas socioeducativas. 2. ed. ver. ampl. Porto Alegre: Livraria do
Advogado, 2002.
SARLET, I. W. A eficácia dos direitos fundamentais. 2. ed. Porto Alegre:
Livraria do Advogado, 2001.
SILVEIRA, J. Z. A. A proteção integral e o melhor interesse da criança e do
adolescente: uma abordagem à luz da lei n. 8.069/90. TCC (Bacharel em
Direito) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2015.
Disponível em: <[Link]
ziegler>. Acesso em: 13 jan. 2019.
19