Regulamento Internacional de Navegação 1972
Regulamento Internacional de Navegação 1972
MARINHA
INSTITUTO HIDROGRÁFICO
REGULAMENTO INTERNACIONAL
PARA EVITAR
ABALROAMENTOS NO MAR – 1972
6.A EDIÇÃO
MARINHA
INSTITUTO HIDROGRÁFICO
REGULAMENTO INTERNACIONAL
PARA EVITAR
ABALROAMENTOS NO MAR – 1972
INCLUI TODAS AS EMENDAS AO TEXTO ORIGINAL APROVADAS PELA
ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL (IMO) ATÉ JANEIRO DE 2001
6.A EDIÇÃO
LISBOA – PORTUGAL
2001
Edição e execução gráfica do INSTITUTO HIDROGRÁFICO
Lisboa – Portugal
ISBN 972-9002-64-9
Depósito Legal n.º 64 197/93
ISBN 972-8486-19-7
PUB (NV) IH- 234-NV
PREFÁCIO
O Director-Geral,
III
REGISTO DE ALTERAÇÕES
V
ÍNDICE
Prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . III
Registo de Alterações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . V
PARTE A
GENERALIDADES
PARTE B
REGRAS DE MANOBRA E NAVEGAÇÃO
PARTE C
FARÓIS E BALÕES
VII
PARTE D
SINAIS SONOROS E LUMINOSOS
Regra 32 – Definições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Regra 33 – Material de sinalização sonora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Regra 34 – Sinais de manobra e de aviso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Regra 35 – Sinais sonoros em condições de visibilidade reduzida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Regra 36 – Sinais destinados a chamar a atenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Regra 37 – Sinais de perigo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
PARTE E
ISENÇÕES
ANEXOS
APÊNDICES
VIII
P A RT E A
GENERALIDADES
REGRAS 1/2/3
PARTE A
GENERALIDADES
Regra 1
CAMPO DE APLICAÇÃO
a. As presentes Regras aplicam-se a todos os navios no alto mar e em todas as águas que com ele
tenham comunicação e sejam praticáveis pela navegação marítima.
b. Nenhuma disposição das presentes Regras prejudicará a aplicação de normas especiais estabeleci-
das pela autoridade competente sobre a navegação nas radas, portos, rios, lagos ou vias de navegação inte-
rior em comunicação com o alto mar e praticáveis pela navegação marítima. Estas normas especiais deverão
ser, tanto quanto possível, concordantes com as presentes Regras.
c. Nenhuma disposição das presentes Regras prejudicará a aplicação de normas especiais elaboradas
pelo Governo de um Estado relativas a faróis, balões, sinais luminosos ou sonoros adicionais, a utilizar pelos
navios de guerra e navios em comboio, ou faróis, balões ou sinais luminosos adicionais para navios em faina
de pesca e constituindo um grupo de pesca. Estes faróis, balões, sinais luminosos ou sonoros adicionais
devem, na medida do possível, ser tais que não possam confundir-se com qualquer outra luz, balão ou sinal
autorizado em qualquer parte destas Regras.
d. A Organização pode adoptar esquemas de separação de tráfego adequados aos objectivos das presen-
tes Regras.
e. Sempre que um Governo interessado tenha determinado que um navio de construção especial ou
destinado a actividades especiais não pode cumprir todas as disposições estabelecidas por qualquer das
presentes regras respeitantes ao número, localização, alcance ou sector de visibilidade de faróis ou balões,
bem como à implantação e características dos dispositivos de sinalização sonora, este navio deverá satisfa-
zer todas as outras disposições relativas ao número, localização, alcance ou sector de visibilidade de faróis
ou balões, bem como à implantação e características dos dispositivos de sinalização sonora, que o Governo
interessado julgar susceptíveis de, tanto quanto possível, permitirem a aplicação das presentes regras relati-
vamente a este navio.
Regra 2
RESPONSABILIDADE
a. Nenhuma disposição das presentes Regras servirá para ilibar qualquer navio ou o seu proprietário,
comandante ou tripulação das consequências de qualquer negligência quanto à aplicação das presentes
Regras, ou quanto a qualquer precaução que a experiência normal de marinheiro ou as circunstâncias espe-
ciais do caso aconselham a tomar.
b. Ao interpretar e aplicar as presentes Regras, devem ter-se em devida conta todos os perigos da nave-
gação e os riscos de abalroamento, bem como todas as circunstâncias particulares, nomeadamente as limita-
ções de utilização dos navios em causa, que podem tornar necessário o não cumprimento exacto das
presentes Regras, para evitar um perigo imediato.
Regra 3
DEFINIÇÕES GERAIS
Para os fins das presentes Regras, excepto quando o contexto obriga a outro significado:
a. A palavra navio designa todo o veículo aquático de qualquer natureza, incluindo os veículos sem
imersão e os hidroaviões, utilizado ou susceptível de ser utilizado como meio de transporte sobre a água;
b. A expressão navio de propulsão mecânica designa todo o navio movido por máquina;
3
REGRA 3
c. A expressão navio à vela designa todo o navio navegando à vela, desde que a máquina propulsora,
se existir, não esteja a ser utilizada;
d. A expressão navio em faina de pesca designa todo o navio que esteja a pescar com redes, linhas,
arrasto ou outras artes de pesca que reduzam a sua capacidade de manobra. Esta expressão não inclui os
navios pescando com linhas a reboque (corripo) ou outras artes de pesca, que não lhe reduzam a sua capa-
cidade de manobra;
e. A palavra hidroavião designa toda a aeronave concebida para manobrar sobre a água;
f. A expressão navio desgovernado designa todo o navio que, por circunstâncias excepcionais, não está
em condições de poder manobrar de acordo com as presentes Regras e não pode, portanto, afastar-se do
caminho doutro navio;
g. A expressão navio com capacidade de manobra reduzida designa todo o navio cuja capacidade de
manobrar em conformidade com as presentes Regras está limitada pela natureza dos seus trabalhos e que não
pode, por conseguinte, afastar-se do caminho doutro navio;
A expressão navio com capacidade de manobra reduzida compreende, sem que esta lista seja restri-
tiva:
(i) os navios ocupados na execução de operações de lançamento, remoção ou manutenção de
marcas de navegação, cabos ou condutas submarinas;
(ii) os navios ocupados na execução de operações de dragagem, levantamentos hidrográficos ou
oceanográficos ou trabalhos submarinos;
(iii) os navios ocupados na execução de reabastecimento, transbordo de pessoas, provisões ou carga,
a navegar;
(iv) os navios ocupados na execução de operações de descolagem ou recolha de aeronaves;
(v) os navios ocupados na execução de operações de limpeza de minas;
(vi) os navios ocupados na execução de operações de reboque que, pela sua natureza, limitem seve-
ramente a sua capacidade e a do rebocado, de alterar o rumo.
h. A expressão navio condicionado pelo seu calado designa todo o navio de propulsão mecânica que,
devido à relação calado-profundidade-largura de água disponível, tem severamente limitada a sua capaci-
dade de alterar o rumo em que navega;
i. A expressão a navegar aplica-se a todo o navio que não está nem fundeado, nem atracado ou amar-
rado para terra, nem encalhado;
j. As palavras comprimento e boca de um navio designam o seu comprimento de fora-a-fora e a sua
boca máxima;
k. Considera-se que dois navios estão à vista um do outro, unicamente quando um deles possa ser
observado visualmente pelo outro;
l. A expressão visibilidade reduzida designa toda a situação em que a visibilidade é diminuída em
consequência de nevoeiro, neblina, queda de neve, aguaceiros fortes, tempestades de areia ou por quaisquer
outras causas análogas.
4
P A RT E B
PARTE B
SECÇÃO I
Condução dos navios com quaisquer condições de visibilidade
Regra 4
CAMPO DE APLICAÇÃO
As Regras desta Secção aplicam-se com quaisquer condições de visibilidade.
Regra 5
VIGIA
Todo o navio deve assegurar permanentemente uma vigilância visual e auditiva apropriada, utilizando
igualmente todos os meios disponíveis adequados às circunstâncias e condições existentes, de modo a permi-
tir uma apreciação completa da situação e do risco de abalroamento.
Regra 6
VELOCIDADE DE SEGURANÇA
Todo o navio deve manter sempre uma velocidade de segurança tal que lhe permita tomar as medidas
apropriadas e eficazes para evitar um abalroamento e para parar numa distância adequada às circunstâncias
e condições existentes.
Para determinação da velocidade de segurança, devem, entre outros, ser tomados em consideração os
seguintes factores:
a. Para todos os navios:
(i) a visibilidade;
(ii) a densidade de tráfego marítimo, incluindo concentrações de navios de pesca ou de quaisquer
outros navios;
(iii) a capacidade de manobra do navio, sobretudo no que respeita à distância de paragem e quali-
dades de giração nas condições existentes;
(iv) de noite, a presença de um fundo luminoso, tal como o criado por luzes da costa ou pela difu-
são das luzes de iluminação do próprio navio;
(v) as condições de vento, mar e corrente e a proximidade de perigos para a navegação;
(vi) o calado em relação à profundidade de água disponível.
b. Para além do referido, os navios que utilizem radar:
(i) as características, eficiência e limites de utilização do equipamento de radar;
(ii) as limitações que resultam da escala do radar que está sendo utilizada;
(iii) o efeito do estado do mar, condições meteorológicas e outras fontes de interferência na detec-
ção radar;
(iv) a possibilidade de não serem detectadas a distância conveniente pequenas embarcações, gelos
ou outros objectos flutuantes;
(v) o número, posição e movimento dos navios detectados pelo radar;
(vi) a possibilidade de se avaliar mais exactamente a visibilidade, quando o radar é utilizado para
determinar a distância a navios e a outros objectos situados nas imediações.
7
REGRAS 7/8/9
Regra 7
RISCO DE ABALROAMENTO
a. Todo o navio deve utilizar todos os meios disponíveis adequados às circunstâncias e condições exis-
tentes, para determinar se existe risco de abalroamento. Na dúvida, deve considerar-se que esse risco existe.
b. Se existir a bordo um equipamento radar operativo, deve ser correctamente utilizado, recorrendo às
escalas de maior alcance a fim de avaliar, tão cedo quanto possível, um risco de abalroamento, bem como
ao registo radar (plotting) ou a qualquer outra observação sistemática equivalente dos objectos detectados.
c. Não devem tirar-se conclusões a partir de informações insuficientes, especialmente se obtidas por radar.
d. Para avaliar se existe risco de abalroamento deve, de entre outras, ter-se em conta as seguintes
considerações:
(i) há risco de abalroamento se a marcação de um navio que se aproxima, observada na agulha,
não varia de modo apreciável;
(ii) este risco pode por vezes existir mesmo quando se verifica uma variação apreciável da marca-
ção, particularmente se se trata da aproximação a um navio muito grande, a um conjunto rebo-
cador-rebocado ou a um navio que está a uma distância muito pequena.
Regra 8
MANOBRAS PARA EVITAR ABALROAMENTOS
a. Qualquer manobra para evitar um abalroamento deve, se as circunstâncias o permitirem, ser execu-
tada de uma forma clara, com larga antecedência e de acordo com os usos e costumes marítimos.
b. Qualquer alteração de rumo e/ou de velocidade, visando evitar um abalroamento, deve, se as
circunstâncias o permitirem, ser suficientemente ampla para ser imediatamente apercebida por outro navio
que a esteja a observar visualmente ou no radar. Uma sucessão de pequenas alterações de rumo e/ou de
velocidade deve ser evitada.
c. Se houver espaço suficiente, a alteração de rumo, por si só, pode ser a manobra mais eficaz para se
evitar uma situação de aproximação excessiva, desde que esta manobra seja feita com bastante antecedên-
cia, seja substancial e dela não resulte outra situação de aproximação excessiva.
d. As manobras executadas para evitar o abalroamento com outro navio devem ser tais que permitam
passar a uma distância segura. A eficácia das manobras deve ser atentamente controlada até que o outro navio
esteja definitivamente passado e safo.
e. Se for necessário, para evitar um abalroamento ou para dispor de mais tempo para apreciar a situa-
ção, o navio deve diminuir a velocidade ou anular o seguimento, parando ou invertendo o seu aparelho
propulsor.
f. (i) Um navio a que, por qualquer destas regras, seja recomendado não interferir com a passa-
gem ou deixar safa a passagem a um outro navio deve, sempre que as circunstâncias assim
o exijam, manobrar com a devida antecedência, a fim de conceder ao outro navio espaço
suficiente para uma passagem safa.
(ii) Um navio a que seja recomendado não interferir com a passagem ou deixar safa a passagem
de outro navio não é dispensado desta obrigação, mesmo que se aproxime do outro navio de
modo a verificar-se uma situação de risco de colisão, e deve, ao manobrar, fazê-lo de acordo
com as regras desta parte.
(iii) Um navio com direito a rumo fica obrigado a manobrar de acordo com as regras desta parte,
sempre que ocorra a aproximação a outro navio, criando-se um situação de risco de colisão.
Regra 9
CANAIS ESTREITOS
a. Um navio navegando num canal estreito ou numa via de acesso deve, quando o puder fazer sem perigo,
navegar tão perto quanto possível do limite exterior do canal ou da via de acesso que lhe ficar por estibordo.
b. Um navio de comprimento inferior a 20 metros ou um navio à vela não devem dificultar a passa-
gem dos navios que só podem navegar com segurança num canal estreito ou numa via de acesso.
8
REGRA 10
c. Um navio em faina de pesca não deve dificultar a passagem de outros navios navegando num canal
estreito ou numa via de acesso.
d. Um navio não deve atravessar um canal estreito ou uma via de acesso se, ao fazê-lo, dificultar a
passagem de navios que só podem navegar com segurança nesse canal ou via de acesso; estes últimos podem
utilizar o sinal sonoro prescrito na Regra 34 d., se tiverem dúvidas sobre as intenções dum navio que atra-
vessa o canal ou a via de acesso.
e. (i) Num canal estreito ou numa via de acesso, quando uma ultrapassagem não possa ser executada
sem que o navio alcançado tenha de manobrar para permitir ao outro navio ultrapassá-lo com
segurança, o navio que pretende ultrapassar deve dar a conhecer a sua intenção emitindo o sinal
sonoro prescrito na Regra 34 c. (i). O navio alcançado deve, se estiver de acordo, fazer soar o
sinal apropriado prescrito na Regra 34 c. (ii), e manobrar de modo a permitir a ultrapassagem
com segurança. Se tiver dúvidas, pode emitir os sinais sonoros prescritos na Regra 34 d.;
(ii) Esta Regra não dispensará o navio que alcança do cumprimento das disposições da Regra 13.
f. Um navio que se aproxima duma curva ou duma zona situada num canal estreito ou numa via de
acesso, onde existem obstáculos que podem encobrir outros navios, deve navegar nessa zona com especial
prudência e vigilância e fazer soar o sinal apropriado prescrito na Regra 34 e.
g. Qualquer navio deve, se as circunstâncias o permitirem, evitar fundear num canal estreito.
Regra 10
ESQUEMAS DE SEPARAÇÃO DE TRÁFEGO
a. Esta regra aplica-se aos esquemas de separação de tráfego adoptados pela Organização e não
dispensa nenhum navio do cumprimento de qualquer outra regra.
b. Um navio que utilize um esquema de separação de tráfego deve:
(i) seguir no corredor apropriado, na direcção geral do tráfego para este corredor;
(ii) afastar-se, na medida do possível, da linha ou da zona de separação de tráfego;
(iii) como regra geral, entrar ou sair dum corredor de tráfego por um dos seus extremos, mas
quando entrar ou sair lateralmente, deve efectuar esta manobra segundo um ângulo tão
pequeno quanto possível, em relação à direcção geral do tráfego.
c. Um navio deve evitar, tanto quanto possível, cruzar os corredores de tráfego, mas, se a isso for obri-
gado, deve fazê-lo a uma proa que seja, na medida do possível, perpendicular à direcção geral do tráfego.
d. (i) Um navio não deverá navegar numa zona de tráfego costeiro quando o possa fazer com segu-
rança no corredor de tráfego apropriado do respectivo esquema de separação de tráfego.
Contudo, navios com comprimento inferior a 20 m, navios à vela e navios em faina de pesca
podem navegar na zona de tráfego costeiro.
(ii) Não obstante o sub-parágrafo d. (i), um navio pode navegar numa zona de tráfego costeiro
quando seguindo para ou provindo de um porto, instalação ou estrutura offshore, estação de
pilotos ou qualquer outro destino localizado dentro da zona de tráfego costeiro, ou ainda para
evitar um perigo imediato.
e. Um navio que não esteja a cruzar um esquema de separação de tráfego, ou que não esteja a entrar
ou sair de um corredor de tráfego, normalmente não deve penetrar na zona de separação ou cruzar a linha de
separação, excepto:
(i) em caso de emergência, para evitar um perigo imediato;
(ii) para pescar na zona de separação.
f. Um navio que navegue nas zonas próximas dos extremos de um esquema de separação de tráfego
deve fazê-lo com particular cuidado.
g. Um navio deve evitar, na medida do possível, fundear no interior de um esquema de separação de
tráfego ou em zonas próximas dos seus extremos.
h. Um navio que não utiliza um esquema de separação de tráfego deve evitar aproximar-se dele, tanto
quanto possível.
i. Um navio em faina de pesca não deve dificultar a passagem dos navios que seguem num corredor
de tráfego.
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REGRAS 11/12/13/14
j. Um navio de comprimento inferior a 20 metros ou um navio à vela não devem dificultar a passagem
dos navios de propulsão mecânica que naveguem num corredor de tráfego.
k. Um navio com capacidade de manobra reduzida, quando efectua uma operação destinada a manter
a segurança da navegação num esquema de separação de tráfego, está isento de cumprir com a presente
Regra na medida do necessário para a execução dessa operação.
l. Um navio com capacidade de manobra reduzida, quando efectua uma operação destinada a lançar,
reparar ou levantar um cabo submarino dentro de um esquema de separação de tráfego, está isento de
cumprir com a presente Regra na medida do necessário para a execução dessa operação.
SECÇÃO II
Procedimento dos navios à vista uns dos outros
Regra 11
CAMPO DE APLICAÇÃO
As Regras desta Secção aplicam-se aos navios que estão à vista uns dos outros.
Regra 12
NAVIOS À VELA
a. Quando dois navios à vela se aproximam um do outro, com risco de abalroamento, um deles deve
afastar-se do caminho do outro, da forma seguinte:
(i) quando os navios recebem o vento por bordos diferentes, aquele que o receber por bombordo
deve desviar-se do caminho do outro;
(ii) quando os dois navios recebem o vento pelo mesmo bordo, aquele que estiver a barlavento
deve desviar-se do caminho daquele que estiver a sotavento;
(iii) se um navio que recebe o vento por bombordo avista um outro navio a barlavento e não pode
determinar com segurança se este outro navio recebe o vento por bombordo ou por estibordo,
o primeiro deve desviar-se do caminho do outro.
b. Para aplicação desta Regra, o bordo donde sopra o vento deve ser considerado como sendo o bordo
oposto àquele em que a vela grande é caçada, ou no caso de um navio de pano redondo, o bordo oposto
àquele onde a maior vela latina é caçada.
Regra 13
NAVIO QUE ALCANÇA
a. Não obstante o disposto nas Regras das Secções I e II da Parte B, qualquer navio que alcance outro
deve desviar-se do caminho deste último.
b. Deve considerar-se como navio que alcança, o navio que se aproxima de um outro vindo de uma
direcção que fique mais de 22,5 graus para ré do través desse outro, isto é, que se encontra numa posição tal
em relação ao navio alcançado que, de noite, só poderá ver o farol de popa desse navio, sem ver qualquer
dos seus faróis de borda.
c. Quando um navio não puder determinar com segurança se está a alcançar outro, deve considerar que
é esse o caso e manobrar de acordo.
d. Nenhuma alteração posterior na marcação entre os dois navios transformará o navio que alcança em
navio que cruza, com o significado atribuído por estas Regras, ou o dispensará do dever de se desviar do
caminho do navio alcançado enquanto não o tiver definitivamente ultrapassado e dele se achar safo.
Regra 14
NAVIOS QUE SE APROXIMAM DE RODA A RODA
a. Quando dois navios de propulsão mecânica se aproximam um do outro de roda a roda, ou quase de
roda a roda, de modo a haver risco de abalroamento, deverão guinar ambos para estibordo de forma a passa-
rem por bombordo um do outro.
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REGRAS 15/16/17/18
b. Deve considerar-se que essa situação existe quando um navio vê outro na sua proa, ou praticamente
na sua proa, de modo que, de noite, veria os faróis de mastro do outro navio enfiados ou quase enfiados e/ou
ambos os faróis de borda e que, de dia, veria o outro navio segundo um ângulo correspondente.
c. Quando um navio não pode determinar com segurança se essa situação existe, deve considerar que
ela existe efectivamente e manobrar de acordo.
Regra 15
NAVIOS EM RUMOS CRUZADOS
Quando dois navios de propulsão mecânica navegam em rumos que se cruzam, de tal forma que exista
risco de abalroamento, o navio que vê o outro por estibordo deve afastar-se do caminho deste e, se as circuns-
tâncias o permitirem, evitar cortar-lhe a proa.
Regra 16
MANOBRA DO NAVIO SEM PRIORIDADE
Todo o navio obrigado a deixar livre o caminho doutro deverá, tanto quanto possível, manobrar com a
antecedência necessária e francamente, de modo a manter-se suficientemente afastado.
Regra 17
MANOBRA DO NAVIO COM PRIORIDADE
a. (i) Quando um navio, de acordo com qualquer das presentes Regras, deva desviar-se do caminho
de outro, este último deve manter o rumo e a velocidade;
(ii) contudo, este último pode manobrar a fim de evitar o abalroamento unicamente com a sua
manobra, logo que lhe pareça evidente que o navio que tem a obrigação de se desviar do seu
caminho não efectua a manobra apropriada prescrita nestas Regras.
b. Quando, por qualquer motivo, o navio que deve manter o rumo e a velocidade se achar tão próximo
do outro que o abalroamento não possa ser evitado unicamente pela manobra do navio a que pertence deixar
o caminho livre, deve ele também manobrar da forma que julgue mais conveniente para ajudar a evitar o
abalroamento.
c. Um navio de propulsão mecânica que manobre para evitar um abalroamento com outro navio de
propulsão mecânica, cujo caminho cruza o seu, nas condições previstas na alínea a. (ii) desta Regra, não
deve, se as circunstâncias o permitirem, guinar para bombordo enquanto o outro navio lhe estiver por
bombordo.
d. Esta Regra não dispensará o navio que deve deixar o caminho livre, da obrigação de se manter afas-
tado do caminho do outro navio.
Regra 18
RESPONSABILIDADES RECÍPROCAS DOS NAVIOS
Salvo disposições contrárias contidas nas Regras 9, 10 e 13:
a. Um navio de propulsão mecânica a navegar deve desviar-se do caminho de:
(i) um navio desgovernado;
(ii) um navio com capacidade de manobra reduzida;
(iii) um navio em faina de pesca;
(iv) um navio à vela.
b. Um navio à vela a navegar deve desviar-se do caminho de:
(i) um navio desgovernado;
(ii) um navio com capacidade de manobra reduzida;
(iii) um navio em faina de pesca.
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REGRA 19
c. Um navio em faina de pesca e a navegar deve, na medida do possível, desviar-se do caminho de:
(i) um navio desgovernado;
(ii) um navio com capacidade de manobra reduzida.
d. (i) Qualquer navio que não esteja desgovernado ou com capacidade de manobra reduzida deve,
se as circunstâncias o permitirem, evitar dificultar a passagem segura dum navio condicio-
nado pelo seu calado, que mostre os sinais previstos na Regra 28;
(ii) um navio condicionado pelo seu calado deve navegar com particular prudência, tendo em
devida conta a sua condição especial.
e. Um hidroavião amarado deve, regra geral, manter-se suficientemente afastado de todos os navios e
evitar dificultar a sua navegação. No entanto, quando haja risco de abalroamento, deve cumprir as Regras
desta Parte.
SECÇÃO III
Procedimento dos navios em condições de visibilidade reduzida
Regra 19
PROCEDIMENTO DOS NAVIOS EM CONDIÇÕES DE VISIBILIDADE REDUZIDA
a. Esta Regra aplica-se aos navios que não estão à vista uns dos outros e que navegam perto ou dentro
de zonas de visibilidade reduzida.
b. Todo o navio deve navegar a uma velocidade de segurança adaptada às circunstâncias e às condi-
ções de visibilidade reduzida. Os navios de propulsão mecânica devem ter as máquinas prontas a manobrar
imediatamente.
c. Todo o navio, quando aplica as Regras da Secção I desta Parte, deve ter em devida conta as circuns-
tâncias existentes e as condições de visibilidade reduzida.
d. Um navio que detecte unicamente com o radar a presença de outro navio deve avaliar se se está a
criar uma situação de aproximação excessiva e/ou se existe risco de abalroamento. Em caso afirmativo, deve
tomar, com franca antecedência, as medidas necessárias para evitar que esta situação se concretize. Contudo,
se essas medidas consistirem numa alteração de rumo, deve-se, na medida do possível, evitar:
(i) Uma alteração de rumo para bombordo, no caso de um navio que se encontra para vante do
través, excepto se esse navio está a ser alcançado;
(ii) Uma alteração de rumo na direcção de um navio que se encontra pelo través ou para ré do
través.
e. Com excepção dos casos em que se tenha constatado não existir risco de abalroamento, todo o navio
que ouça, numa direcção que lhe pareça ser para vante do través, o sinal de nevoeiro de outro navio, ou que
não possa evitar uma situação de aproximação excessiva de outro navio situado para vante do través, deve
reduzir a velocidade ao mínimo necessário para governar; deve, se necessário, anular o seguimento e, em
qualquer caso, navegar com extrema precaução até que o risco de abalroamento tenha passado.
12
P A RT E C
FARÓIS E BALÕES
REGRAS 20/21/22
PARTE C
FARÓIS E BALÕES
Regra 20
CAMPO DE APLICAÇÃO
a. As Regras desta Parte devem ser cumpridas em todas as condições de tempo.
b. As Regras relativas a faróis devem ser cumpridas do pôr ao nascer do sol. Durante este intervalo de
tempo não se deverá mostrar nenhuma outra luz que possa ser confundida com os faróis prescritos por estas
Regras, prejudicar a visibilidade e o carácter distinto destes, ou impedir de exercer uma vigilância eficaz.
c. Os faróis prescritos nestas Regras, quando existam, devem também ser mostrados do nascer ao pôr
do sol em condições de visibilidade reduzida e podem ser mostrados em quaisquer outras condições em que
esta medida seja considerada necessária.
d. As Regras relativas a balões devem ser cumpridas de dia.
e. Os faróis e os balões prescritos nestas Regras devem estar de acordo com as disposições do Anexo I
deste Regulamento.
Regra 21
DEFINIÇÕES
a. A expressão farol de mastro designa um farol de luz branca colocado sobre o eixo longitudinal do
navio, projectando uma luz sem interrupção num arco de horizonte de 22,5 graus e colocado de forma a
mostrar essa luz desde a proa até 22,5 graus para ré do través de cada bordo.
b. A expressão faróis de borda designa um farol de luz verde colocado a estibordo e um farol de luz
vermelha colocado a bombordo, projectando cada um deles uma luz sem interrupção num arco de hori-
zonte de 112,5 graus e colocados de forma a mostrar essa luz desde a proa até 22,5 graus para ré do través
do bordo respectivo. Num navio de comprimento inferior a 20 metros os faróis de borda podem ser combi-
nados num só farol colocado sobre o eixo longitudinal do navio.
c. A expressão farol de popa designa um farol de luz branca colocado tão próximo quanto possível da
popa, projectando uma luz sem interrupção num arco de horizonte de 135 graus e colocado de forma a
mostrar essa luz num sector de 67,5 graus para cada bordo a partir da popa.
d. A expressão farol de reboque designa um farol de luz amarela com as mesmas características do
farol de popa definido no parágrafo c. desta Regra.
e. A expressão farol visível em todo o horizonte designa um farol cuja luz é visível sem interrupção
num arco de horizonte de 360 graus.
f. A expressão farol de relâmpagos designa um farol de relâmpagos regulares cujo ritmo é de 120, ou
mais, relâmpagos por minuto.
Regra 22
ALCANCE LUMINOSO DOS FARÓIS
Os faróis prescritos por estas Regras devem ter a intensidade especificada na Secção 8 do Anexo I deste
Regulamento, de modo a serem visíveis às seguintes distâncias mínimas:
a. Para os navios de comprimento igual ou superior a 50 metros:
— Farol de mastro: 6 milhas;
— Farol de borda: 3 milhas;
— Farol de popa: 3 milhas;
— Farol de reboque: 3 milhas;
— Faróis visíveis em todo o horizonte, de luz branca, vermelha, verde ou amarela: 3 milhas.
15
REGRAS 23/24
d. Para os navios ou objectos rebocados que estão parcialmente submersos e de difícil avistamento:
— Farol visível em todo o horizonte, de luz branca: 3 milhas.
Regra 23
NAVIOS DE PROPULSÃO MECÂNICA A NAVEGAR
a. Um navio de propulsão mecânica a navegar deve mostrar:
(i) um farol de mastro a vante;
(ii) um segundo farol de mastro, por ante a ré do primeiro e mais alto que este; os navios de
comprimento inferior a 50 metros não são contudo obrigados a mostrá-lo, mas podem fazê-lo;
(iii) faróis de borda;
(iv) um farol de popa.
b. Um navio sobre colchão de ar (aerobarco), quando navegue sem mergulhar o casco na água, deve,
além dos faróis prescritos no parágrafo a. desta Regra, mostrar uma luz amarela de relâmpagos visível em
todo o horizonte.
c. (i) Um navio de propulsão mecânica de comprimento inferior a 12 metros pode, em vez dos faróis
prescritos no parágrafo a. desta Regra, mostrar um farol de luz branca visível em todo o hori-
zonte, e faróis de borda;
(ii) um navio de propulsão mecânica de comprimento inferior a 7 metros e cuja velocidade
máxima não ultrapasse 7 nós pode, em vez dos faróis prescritos no parágrafo a. desta Regra,
mostrar um farol de luz branca visível em todo o horizonte e deve, se possível, mostrar faróis
de borda;
(iii) o farol de mastro ou o farol de luz branca visível em todo o horizonte num navio de propul-
são mecânica de comprimento inferior a 12 metros, pode não se encontrar no eixo longitudi-
nal do navio se não for possível a sua instalação sobre esse eixo, desde que os faróis de borda
estejam combinados num só farol colocado sobre o eixo longitudinal do navio, ou tão perto
quanto possível da linha longitudinal sobre a qual se encontra o farol de mastro ou o farol de
luz branca visível em todo o horizonte.
Regra 24
REBOCANDO E EMPURRANDO
a. Um navio de propulsão mecânica rebocando deve mostrar:
(i) em vez do farol prescrito na Regra 23 a. (i) ou a. (ii), dois faróis de mastro dispostos na mesma
linha vertical. Quando o comprimento de reboque, medido entre a popa do navio rebocador e
o extremo posterior do último navio ou objecto rebocado, ultrapasse 200 metros, deve mostrar
três destes faróis na mesma linha vertical;
16
REGRA 24
17
REGRAS 25/26
Regra 25
NAVIOS À VELA OU A REMOS A NAVEGAR
Regra 26
NAVIOS DE PESCA
a. Um navio em faina de pesca, quer esteja a navegar ou fundeado, só deve mostrar os faróis e balões
prescritos na presente Regra.
b. Um navio a arrastar, isto é, rebocando dentro de água um arrasto ou outra arte de pesca, deve mostrar:
(i) dois faróis dispostos na mesma linha vertical, visíveis em todo o horizonte, sendo o superior
de luz verde e o inferior de luz branca, ou dois balões cónicos unidos pelos vértices, também
dispostos na mesma linha vertical;
(ii) um farol de mastro, colocado por ante a ré e mais alto que o farol de luz verde visível em todo
o horizonte. Os navios de comprimento inferior a 50 metros não são obrigados a mostrar este
farol, mas podem fazê-lo;
(iii) faróis de borda e farol de popa, quando tem seguimento, além dos prescritos neste parágrafo.
c. Um navio em faina de pesca, à excepção dos que estejam a arrastar, deve mostrar:
(i) dois faróis dispostos na mesma linha vertical, visíveis em todo o horizonte, sendo o superior
de luz vermelha e o inferior de luz branca, ou dois balões cónicos unidos pelos vértices,
também dispostos na mesma linha vertical;
(ii) um farol de luz branca visível em todo o horizonte, ou um cone com o vértice para cima, na
direcção da arte de pesca, se esta se estender numa distância horizontal superior a 150 metros
a partir do navio;
(iii) os faróis de borda e farol de popa, quando tem seguimento, além dos prescritos neste parágrafo.
d. Os sinais adicionais descritos no Anexo II deste Regulamento aplicam-se a um navio em faina de
pesca na proximidade de outros navios, também em faina de pesca.
e. Um navio que não está em faina de pesca não deve mostrar os faróis e balões prescritos por esta
Regra, mas somente os prescritos para um navio do seu comprimento.
18
REGRA 27
Regra 27
b. Um navio com capacidade de manobra reduzida, que não seja um navio ocupado em operações de
limpeza de minas, deve mostrar:
(i) três faróis visíveis em todo o horizonte, dispostos na mesma linha vertical, onde melhor
possam ser vistos. O superior e o inferior devem ser de luz vermelha e o do meio de luz branca;
(ii) três balões dispostos segundo uma linha vertical, onde melhor possam ser vistos. O superior e
o inferior devem ser esféricos e o do meio bicónico;
(iii) farol ou faróis de mastro, faróis de borda e farol de popa, quando tem seguimento, além dos
prescritos na alínea (i);
(iv) os faróis ou balões prescritos pela Regra 30, quando fundeado, além dos indicados nas alíneas
(i) e (ii).
c. Um navio de propulsão mecânica ocupado numa operação de reboque que restrinja seriamente ao
navio rebocador e seu reboque a capacidade de alterar o rumo, além dos faróis ou balões prescritos na Regra
24 a., deve mostrar os faróis ou balões prescritos nas alíneas (i) e (ii) do parágrafo b. desta Regra.
d. Um navio com capacidade de manobra reduzida, a dragar ou a executar operações submarinas, deve
mostrar os faróis e balões prescritos nas alíneas (i), (ii) e (iii) do parágrafo b. desta Regra e, quando exista
uma obstrução, deve também mostrar:
(i) dois faróis de luz vermelha, visíveis em todo o horizonte, ou dois balões esféricos, dispostos
na mesma linha vertical para indicar o bordo onde se encontra a obstrução;
(ii) dois faróis de luz verde, visíveis em todo o horizonte, ou dois balões bicónicos, dispostos na
mesma linha vertical, para indicar o bordo pelo qual outro navio pode passar;
(iii) quando está fundeado, deve mostrar, em vez dos faróis ou balões prescritos pela Regra 30, os
faróis ou balões prescritos neste parágrafo.
e. Um navio participando em operações de mergulhadores que, por motivo das suas dimensões, não
possa mostrar todos os faróis e balões prescritos no parágrafo d. desta Regra deve mostrar:
(i) três faróis visíveis em todo o horizonte dispostos na mesma linha vertical, onde melhor
possam ser vistos. O superior e o inferior devem ser de luz vermelha e o do meio de luz branca;
(ii) uma réplica rígida, de altura não inferior a 1 metro, da bandeira «A» do Código Internacional
de Sinais. Deve tomar medidas para que esta réplica seja visível em todo o horizonte.
f. Um navio executando operações de limpeza de minas, além dos faróis prescritos na Regra 23
para os navios de propulsão mecânica ou os faróis e balões prescritos na Regra 30 para os navios fundea-
dos, consoante o caso, deve mostrar três faróis de luz verde, visíveis em todo o horizonte, ou três balões
esféricos. Deve mostrar um destes faróis ou balões próximo da parte superior do mastro de vante e os
outros dois faróis ou balões um em cada lais da verga do mesmo mastro. Estes faróis ou balões indicam
que é perigoso para outro navio aproximar-se a menos de 1000 metros do navio que efectua a limpeza
de minas.
g. Os navios de comprimento inferior a 12 metros, excepto os navios ocupados em operações de mergu-
lhadores, não são obrigados a mostrar os faróis e balões prescritos nesta Regra.
h. Os sinais indicados nesta Regra não são de navios em perigo e que necessitem de ajuda. Os sinais
desta última categoria figuram no Anexo IV a este Regulamento.
19
REGRAS 28/29/30/31
Regra 28
NAVIOS CONDICIONADOS PELO SEU CALADO
Um navio condicionado pelo seu calado, além dos faróis prescritos para os navios de propulsão mecâ-
nica pela Regra 23, pode mostrar, onde melhor possam ser vistos, três faróis de luz vermelha dispostos na
mesma linha vertical, visíveis em todo o horizonte, ou um balão cilíndrico.
Regra 29
BARCOS DE PILOTOS
a. Um barco de pilotos em serviço de pilotagem deve mostrar:
(i) dois faróis, dispostos na mesma linha vertical, visíveis em todo o horizonte, sendo o superior de
luz branca e o inferior de luz vermelha, na parte superior do mastro ou na proximidade desta;
(ii) faróis de borda e farol de popa, para além dos mencionados na alínea (i), quando a navegar;
(iii) quando fundeado, em adição aos faróis prescritos na alínea (i), o farol, faróis ou balões pres-
critos na Regra 30 para navios fundeados.
b. Um barco de pilotos que não esteja em serviço de pilotagem deve mostrar os faróis ou balões pres-
critos para um navio do seu comprimento.
Regra 30
NAVIOS FUNDEADOS E NAVIOS ENCALHADOS
a. Um navio fundeado deve mostrar, onde melhor possa ser visto:
(i) um farol de luz branca visível em todo o horizonte ou um balão esférico, a vante;
(ii) um farol de luz branca visível em todo o horizonte, mais baixo que o farol prescrito na alínea
(i), à popa ou próximo.
b. Um navio fundeado, de comprimento inferior a 50 metros, pode mostrar, onde melhor possa ser
visto, um farol de luz branca visível em todo o horizonte, em vez dos faróis prescritos no parágrafo a. desta
Regra.
c. Um navio fundeado pode ainda utilizar as suas luzes de trabalho disponíveis, ou luzes equivalentes,
para produzir a iluminação geral do navio. Esta disposição é obrigatória para navios de comprimento igual
ou superior a 100 metros.
d. Um navio encalhado deve mostrar, além dos faróis prescritos nos parágrafos a. ou b. desta Regra e
no local onde melhor possam ser vistos:
(i) dois faróis de luz vermelha, dispostos na mesma linha vertical, visíveis em todo o horizonte;
(ii) três balões esféricos, dispostos segundo uma linha vertical.
e. Um navio de comprimento inferior a 7 metros, quando está fundeado não é obrigado a mostrar os
faróis ou balão prescritos nos parágrafos a. e b. desta Regra, excepto se fundeado ou encalhado num canal
estreito, via de acesso ou zona de fundeadouro, na proximidade destes locais, ou numa zona habitualmente
frequentada por outros navios.
f. Um navio de comprimento inferior a 12 metros, quando está encalhado, não é obrigado a mostrar os
faróis ou balões prescritos nas alíneas (i) e (ii) do parágrafo d. desta Regra.
Regra 31
HIDROAVIÕES
Um hidroavião que não possa mostrar os faróis e balões com as características e localização prescritas
pelas Regras desta Parte deve mostrar faróis e balões aproximando-se o mais possível, em características e
localizações, dos prescritos por esta Regra.
20
P A RT E D
PARTE D
Regra 32
DEFINIÇÕES
a. A palavra apito designa todo o dispositivo de sinalização sonora capaz de produzir os sons prescri-
tos e que esteja conforme com as especificações do Anexo III deste Regulamento.
b. A expressão som curto designa um som de apito com uma duração de cerca de um segundo.
c. A expressão som prolongado designa um som de apito com uma duração de quatro a seis segundos.
Regra 33
MATERIAL DE SINALIZAÇÃO SONORA
Regra 34
SINAIS DE MANOBRA E DE AVISO
a. Quando vários navios estão à vista uns dos outros, um navio de propulsão mecânica a navegar deve,
quando execute manobras autorizadas ou prescritas por estas Regras, indicar essas manobras pelos seguin-
tes sinais emitidos por apito:
— um som curto para indicar: «Estou guinando para estibordo»;
— dois sons curtos para indicar: «Estou guinando para bombordo»;
— três sons curtos para indicar: «As minhas máquinas estão a trabalhar a ré».
b. Qualquer navio pode completar os sinais de apito, prescritos no parágrafo a. desta Regra, com sinais
luminosos repetidos, segundo as necessidades, durante toda a manobra:
(i) estes sinais luminosos têm o seguinte significado:
— um relâmpago para indicar: «Estou guinando para estibordo»;
— dois relâmpagos para indicar: «Estou guinando para bombordo»;
— três relâmpagos para indicar: «As minhas máquinas estão a trabalhar a ré»;
(ii) cada relâmpago deve durar cerca de um segundo, o intervalo entre os relâmpagos deve ser de
cerca de um segundo e o intervalo entre os sinais sucessivos deve ser de, pelo menos, dez
segundos;
(iii) o farol utilizado para este sinal deverá, caso exista, ser de luz branca, visível em todo o hori-
zonte, com alcance mínimo de cinco milhas e satisfazendo às disposições do Anexo I deste
Regulamento.
23
REGRAS 35
Regra 35
SINAIS SONOROS EM CONDIÇÕES DE VISIBILIDADE REDUZIDA
Tanto de dia como de noite, numa zona de visibilidade reduzida ou nas suas proximidades, os sinais
prescritos nesta Regra devem ser utilizados como se segue:
a. Um navio de propulsão mecânica com seguimento deve emitir um som prolongado com intervalos
que não ultrapassem dois minutos;
b. Um navio de propulsão mecânica pairando (com as máquinas paradas e sem seguimento) deve
emitir, com intervalos não superiores a dois minutos, dois sons prolongados separados por um intervalo de
cerca de dois segundos;
c. Um navio desgovernado, um navio com capacidade de manobra reduzida, um navio condicionado
pelo seu calado, um navio à vela, um navio em faina de pesca e um navio que reboca ou empurra outro deve
emitir, em vez dos sinais prescritos nos parágrafos a. ou b. desta Regra, três sons consecutivos, sendo um
som prolongado seguido de dois sons curtos, com intervalos não superiores a dois minutos;
d. Um navio em faina de pesca, quando está fundeado, e um navio com capacidade de manobra redu-
zida executando o seu trabalho, quando está fundeado, devem emitir, em lugar dos sinais prescritos no pará-
grafo g. desta Regra, o sinal prescrito no parágrafo c. desta Regra;
e. Um navio rebocado ou o último de um comboio, no caso de haver mais do que um rebocado, se tiver
tripulação a bordo, deve emitir, a intervalos não superiores a dois minutos, quatro sons consecutivos, sendo
um som prolongado seguido de três sons curtos. Quando possível, o sinal deve ser emitido imediatamente
depois do sinal do navio rebocador;
f. Um navio empurrando e um navio empurrado para vante, ligados por uma estrutura rígida de modo
a formar uma unidade composta, devem ser considerados como um navio de propulsão mecânica e devem
emitir os sinais prescritos nos parágrafos a. ou b. desta Regra;
g. Um navio fundeado deve tocar o sino em cadência rápida durante cerca de cinco segundos, a inter-
valos não superiores a um minuto. A bordo de um navio de comprimento igual ou superior a 100 metros,
deve-se tocar o sino a vante e, imediatamente depois, tocar rapidamente o tantã, durante cerca de cinco
segundos, a ré. Um navio fundeado pode, além disso, emitir três sons consecutivos, sendo um som curto
24
REGRAS 36/37
seguido de um som prolongado e de um som curto, para assinalar a um navio que se aproxima a sua posi-
ção e a possibilidade de abalroamento;
h. Um navio encalhado deve tocar o sino e, se for o caso, tocar o tantã, como prescrito no parágrafo g.
desta Regra. Deve ainda dar três toques de sino separados e distintos, imediatamente antes e depois dos
toques rápidos do sino. Pode ainda adicionalmente emitir um sinal apropriado de apito;
i. Um navio de comprimento inferior a 12 metros não é obrigado a fazer os sinais acima mencionados,
mas, quando o não fizer, deve emitir um outro sinal sonoro eficaz, com intervalos não superiores a dois
minutos;
j. Um barco de pilotos em serviço de pilotagem, além dos sinais prescritos nos parágrafos a., b. ou g.
desta Regra, pode emitir um sinal de identificação, consistindo em quatro sons curtos.
Regra 36
SINAIS DESTINADOS A CHAMAR A ATENÇÃO
Qualquer navio pode, se julgar necessário, para chamar a atenção de outro navio, emitir sinais lumino-
sos ou sonoros que não possam ser confundidos com qualquer dos sinais prescritos por qualquer destas
Regras, ou então orientar o feixe do seu projector na direcção do perigo que ameaça um navio e por forma
que o feixe não perturbe outros navios.
Qualquer luz destinada a chamar a atenção de outro navio não deve poder ser confundida com uma
ajuda à navegação. Para os fins desta Regra deve ser evitado o emprego de luzes intermitentes ou giratórias
de alta intensidade como, por exemplo, as lanternas giroscópicas.
Regra 37
SINAIS DE PERIGO
Um navio que está em perigo e pede assistência deve utilizar ou mostrar os sinais descritos no Anexo IV
deste Regulamento.
25
P A RT E E
ISENÇÕES
REGRA 38
PARTE E
ISENÇÕES
Regra 38
ISENÇÕES
Qualquer navio (ou categoria de navios) que satisfaça às prescrições das Regras Internacionais para
Evitar Abalroamentos no Mar – 1960 e cuja quilha tenha sido assente, ou que se encontre em estado equi-
valente de construção antes do presente Regulamento entrar em vigor, pode beneficiar das isenções seguin-
tes, que se aplicam ao dito Regulamento.
a. Instalação de faróis cujo alcance luminoso é prescrito pela Regra 22: até quatro anos depois da data
da entrada em vigor deste Regulamento.
b. Instalação de faróis cujas cores são prescritas na Secção 7 do Anexo I deste Regulamento: até quatro
anos depois da data da entrada em vigor deste Regulamento.
c. Alteração da localização de faróis resultante da passagem do sistema inglês ao sistema métrico e do
arredondamento dos números das medidas: isenção permanente.
d. (i) Alteração da localização de faróis de mastro a bordo de navios de comprimento inferior a 150
metros, resultante das prescrições da Secção 3 a. do Anexo I deste Regulamento: isenção
permanente;
(ii) alteração da localização de faróis de mastro a bordo de navios de comprimento igual ou supe-
rior a 150 metros, resultante das prescrições da Secção 3 a. do Anexo I deste Regulamento: até
nove anos depois da data da entrada em vigor deste Regulamento.
e. Alteração da localização de faróis de mastro resultante das prescrições da Secção 2 b. do Anexo I
deste Regulamento: até nove anos depois da data de entrada em vigor deste Regulamento.
f. Alteração da localização de faróis de borda resultante das prescrições das Secções 2 g. e 3 b. do
Anexo I deste Regulamento: até nove anos depois da data de entrada em vigor deste Regulamento.
g. Especificações do material de sinalização sonora prescritas pelo Anexo III deste Regulamento: até
nove anos depois da data de entrada em vigor deste Regulamento.
h. Alteração da localização dos faróis visíveis em todo o horizonte, resultante das prescrições da Secção
9 b. do Anexo I deste Regulamento: isenção permanente.
29
ANEXOS
I
ANEXO I
1. DEFINIÇÃO
A expressão altura acima da borda designa a altura acima do pavimento contínuo mais elevado.
Esta altura deve ser medida na vertical a partir da posição do farol.
33
I
(ii) a bordo de um navio de comprimento inferior a 20 m, os faróis devem estar espaçados de, pelo
menos, 1 m e o farol mais abaixo deve ficar a uma altura não inferior a 2 m acima da borda
falsa, excepto quando o navio deva utilizar um farol de reboque.
(iii) quando forem utilizados três faróis, estes devem estar colocados a intervalos iguais.
j. O farol mais baixo dos dois faróis visíveis em todo o horizonte, prescritos para um navio em faina de
pesca, deve ficar a uma altura acima dos faróis de borda não inferior ao dobro da distância que separa os dois
faróis verticais.
k. Quando o navio tem dois faróis de fundeado, o farol de fundeado mais a vante prescrito na Regra 30a.
(i) deve ficar, pelo menos, 4,5 metros mais alto do que o farol mais a ré. A bordo de um navio de compri-
mento igual ou superior a 50 metros, o farol de fundeado mais a vante deve ficar a uma altura não inferior a
6 metros acima da borda.
a. Quando estejam previstos dois faróis de mastro, para um navio de propulsão mecânica, a distância
horizontal que os separa não deve ser inferior a metade do comprimento do navio, sem que, contudo, seja
necessário que esta distância ultrapasse 100 metros. O farol mais a vante não deve ficar, em relação à proa
do navio, a uma distância superior a um quarto do seu comprimento.
b. A bordo de um navio de propulsão mecânica de comprimento igual ou superior a 20 metros, os faróis
de borda não devem ficar por ante a vante dos faróis de mastro de vante. Além disso, devem estar colocados
na borda do navio ou na sua proximidade.
c. Quando os faróis prescritos na Regra 27b. (i) ou Regra 28 são colocados verticalmente entre o farol
ou faróis de mastro de vante e o farol ou faróis de mastro de ré, estes faróis de luz visível em todo o hori-
zonte devem ser colocados a uma distância horizontal não inferior a 2 metros do eixo longitudinal do navio,
no sentido transversal.
d. Quando esteja previsto apenas um farol de mastro, para um navio de propulsão mecânica, esse farol
deverá ser exibido para vante de meio-navio; exceptuam-se os navios de comprimento inferior a 20 metros que
não precisam de exibir essa luz para vante de meio-navio, mas que a devem exibir o mais a vante possível.
a. O farol indicador da direcção da arte lançada de um navio em faina de pesca, tal como prescreve a
Regra 26c. (ii), deve ficar a uma distância horizontal, não inferior a 2 metros, nem superior a 6 metros, dos
dois faróis de luz vermelha e de luz branca, visíveis em todo o horizonte. Este farol deve ficar a uma altura
tal que não seja nem superior à do farol de luz branca, visível em todo o horizonte, prescrito pela Regra 26c.
(i), nem inferior à dos faróis de borda.
b. A distância horizontal entre os faróis e balões indicando, a bordo de um navio a dragar ou a execu-
tar trabalhos submarinos, o bordo obstruído e/ou o bordo pelo qual se pode passar sem perigo, tal como pres-
critos na Regra 27d. (i) e (ii) e os faróis e balões prescritos na Regra 27b. (i) e (ii), deve ser tão grande quanto
possível e, em qualquer caso, não inferior a 2 metros. O mais elevado destes faróis ou balões não deve, em caso
algum, ser colocado mais alto que o farol ou o balão inferior do grupo de três faróis ou balões prescritos pela
Regra 27b. (i) e (ii).
Os faróis de borda dos navios de comprimento igual ou superior a 20 metros devem estar munidos, pelo
lado de dentro do navio, de esbarros pintados de preto, com uma tinta sem brilho e conformes com as pres-
crições da Secção 9 deste Anexo.
34
I
Nos navios de comprimento inferior a 20 metros, os faróis de borda, se necessário para satisfazer as
prescrições da Secção 9 deste Anexo, devem estar munidos, pelo lado de dentro do navio, de esbarros de cor
preta sem brilho.
No caso de uma lanterna combinada, que utilize um filamento vertical único e uma divisão muito fina
entre o sector verde e o sector vermelho, não é necessário instalar esbarros exteriores.
6. BALÕES
A cromaticidade das luzes de todos os faróis de navegação deve estar de acordo com os padrões que a
seguir se indicam, os quais se encontram dentro dos limites da área do diagrama especificado para cada cor
pela Comissão Internacional de Iluminação (CIE).
Os limites da área para cada cor são dados pelas coordenadas dos vértices, que a seguir se indicam:
a. A intensidade luminosa mínima dos faróis deve ser calculada pela fórmula:
I = 3.43×106×T×D2×K–D
35
I
1 0,9
2 4,3
3 12
4 27
5 52
6 94
Nota: A intensidade luminosa máxima dos faróis de navegação deverá ser
limitada de modo a evitar ofuscamento. Esta limitação da intensidade
luminosa não deve ser obtida por intermédio de um comando variável.
9. SECTORES HORIZONTAIS
a. (i) Os faróis de borda instalados nos navios devem apresentar, para vante, as intensidades míni-
mas requeridas. Estas intensidades devem diminuir, até se tornarem praticamente nulas entre
1 a 3 graus para fora dos sectores prescritos;
(ii) para os faróis de popa e faróis de mastro, bem como para os faróis de borda, no limite do sector
de visibilidade situado a 22,5 graus para ré do través, as intensidades mínimas requeridas
devem ser mantidas no arco de horizonte dos sectores prescritos pela Regra 21, até 5 graus
para dentro desses sectores. A partir de 5 graus para o interior dos sectores prescritos, a inten-
sidade poderá diminuir de 50 por cento até aos limites dos sectores prescritos; depois deverá
diminuir de forma contínua até se tornar praticamente nula a 5 graus, no máximo, para fora
dos sectores prescritos.
b. (i) Com excepção dos faróis de navio fundeado prescritos na Regra 30, para os quais não é neces-
sária uma colocação muito alta acima da borda, os faróis visíveis em todo o horizonte devem
ser colocados por forma a não serem encobertos pelos mastros, mastaréus ou quaisquer outras
estruturas, em sectores angulares superiores a 6 graus;
(ii) Se for impossível, na prática, satisfazer o parágrafo b. (i) desta secção exibindo apenas um
farol visível em todo o horizonte, então deverão ser usados dois faróis visíveis em todo o hori-
zonte, adequadamente localizados, por forma a que sejam vistos, na medida do possível como
um só farol à distância de uma milha.
a. Os sectores verticais dos faróis eléctricos, uma vez instalados, à excepção dos faróis instalados a
bordo de navios à vela a navegar, devem garantir que se mantenha, pelo menos:
(i) a intensidade mínima prescrita, desde 5 graus acima do plano horizontal até 5 graus abaixo
desse plano;
(ii) 60 por cento da intensidade mínima prescrita, desde 7,5 graus acima do plano horizontal até
7,5 graus abaixo desse plano.
b. No caso de navios à vela a navegar, os sectores verticais de faróis eléctricos, uma vez instalados,
devem garantir que se mantenha, pelo menos:
(i) a intensidade mínima prescrita, desde 5 graus acima do plano horizontal até 5 graus abaixo
desse plano;
(ii) 50 por cento da intensidade mínima prescrita, desde 25 graus acima do plano horizontal até 25
graus abaixo desse plano.
c. Para os faróis não eléctricos estas especificações devem ser respeitadas tanto quanto possível.
36
I
Os faróis não eléctricos devem ter, tanto quanto possível, as intensidades mínimas especificadas na
tabela da Secção 8 deste Anexo.
Não obstante as disposições da Secção 2 f. deste Anexo, o farol de manobra, descrito na Regra 34b.,
deve ficar situado no mesmo plano longitudinal do farol ou faróis de mastro e, quando possível, a uma
distância vertical não inferior a 2 metros acima do farol de mastro de vante, desde que esteja colocado a uma
distância vertical de, pelo menos, 2 metros acima ou abaixo do farol de mastro de ré.
Se só houver um farol de mastro, o farol de manobra, se existir, deve ficar onde melhor possa ser visto
e a uma distância não inferior a 2 metros do farol de mastro.
O farol de mastro das embarcações de alta velocidade com uma relação comprimento/boca inferior a
3.0 pode ser instalado a uma altura que, por relação com a boca da embarcação, seja inferior à prescrita no
parágrafo 2.a.(i) deste Anexo, desde que o ângulo na base do triângulo isósceles formado pelo farol de
mastro e os faróis de borda, visto de frente, não seja inferior a 27 graus.
14. APROVAÇÃO
A construção de faróis e de balões e a instalação de faróis a bordo devem ser consideradas satisfatórias
pela autoridade competente do Estado da bandeira arvorada pelo navio.
37
II
ANEXO II
1. GENERALIDADES
Os faróis mencionados neste Anexo que sejam mostrados em conformidade com as disposições da Regra
26d., devem ficar onde melhor possam ser vistos, pelo menos separados 0,9 metros uns dos outros, mas a
um nível mais baixo do que os faróis prescritos pela Regra 26b. (i) e c. (i). Devem ainda ser visíveis em todo
o horizonte, a uma distância não inferior a uma milha, mas com um alcance menor que o dos faróis prescri-
tos pelas presentes Regras para os navios de pesca.
Os navios em faina de pesca ao cerco podem mostrar dois faróis de luz amarela dispostos na mesma
linha vertical. Estes devem acender alternadamente todos os segundos, com durações de luz e de obscurida-
de iguais. Só podem ser mostrados quando o navio está condicionado na sua capacidade de manobra pelas
suas artes de pesca.
39
III
ANEXO III
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
PARA MATERIAL DE SINALIZAÇÃO SONORA
1. APITOS
O alcance sonoro indicado nesta tabela deve ser considerado apenas como informação. Corresponde
aproximadamente à distância a que um apito pode ser ouvido, segundo o seu eixo no sentido de emissão,
com uma probabilidade de 90 por cento, em condições de ar calmo, a bordo de um navio onde o nível de
ruído de fundo nos postos de escuta seja médio (considerando 68 dB, na faixa de oitava centrada em 250Hz
e 63 dB na faixa de oitava centrada em 500 Hz). Na prática, a distância a que um apito pode ser ouvido é
extremamente variável e depende muito das condições meteorológicas.
Os valores indicados podem ser considerados como típicos, mas, em caso de vento forte ou nível de
ruído ambiente elevado nos locais de escuta, o alcance sonoro pode ser muito reduzido.
d. Características direccionais
O nível de pressão acústica de um apito direccional não deve ser inferior, em mais de 4dB, ao nível de
pressão acústica prescrito segundo o eixo para vante para todas as direcções do plano horizontal compreen-
didas num sector de ± 45 graus em relação ao mesmo eixo.
41
III
Em qualquer outra direcção, no plano horizontal, o nível de pressão acústica não deve ser inferior, em
mais de 10dB, ao nível da pressão acústica prescrito no eixo, de modo que o alcance em qualquer direcção
seja, pelo menos, igual a metade do alcance segundo o eixo para vante. O nível de pressão acústica deve ser
medido na faixa de um terço de oitava que determina o alcance sonoro.
Quando um apito direccional é utilizado como único apito a bordo de um navio, deve ser instalado de
modo a produzir a sua intensidade máxima na direcção da proa do navio. Os apitos devem estar instalados
no navio tão alto quanto possível, a fim de reduzir a intercepção, por obstáculos, dos sons emitidos e,
também, minimizar os riscos de efeitos nocivos no sistema auditivo do pessoal de bordo. O nível de pressão
acústica nos locais de escuta do sinal do próprio navio não deve ultrapassar 100dB(A) e, tanto quanto possí-
vel, não deve exceder 100dB(A).
Quando forem instalados vários apitos a mais de 100 metros uns dos outros, eles devem ser montados
de modo a não serem accionados simultaneamente.
Quando, pela existência de obstáculos, o campo acústico de um só apito, ou de um dos apitos mencio-
nados no parágrafo 1. f., corre o risco de apresentar uma zona onde o nível acústico do sinal é sensivelmente
reduzido, recomenda-se a instalação de um sistema de apitos combinados, de modo a obviar aquela redução.
Para efeitos destas Regras, o sistema de apitos combinados é considerado como um único apito. Os
apitos de um tal sistema não devem estar situados a mais de 100 metros uns dos outros e devem estar monta-
dos de modo a soarem simultaneamente. A frequência de cada apito deve diferir das outras de, pelo menos,
10Hz.
2. SINO OU TANTÃ
a. Intensidade do sinal
Os sinos, os tantãs ou quaisquer outros dispositivos com características acústicas semelhantes devem
produzir um nível de pressão acústica de, pelo menos, 110 dB à distância de um metro da fonte emissora.
b. Construção
Os sinos e os tantãs devem ser construídos num material resistente à corrosão e concebidos de modo a
emitir um som claro. O diâmetro da boca do sino não deve ser inferior a 300 milímetros em navios de
comprimento igual ou superior a 20 metros e a 200 milímetros em navios de comprimento igual ou superior
a 12 metros mas inferior a 20 metros.
Sempre que possível, recomenda-se instalar no sino um badalo com comando mecânico, de modo a
garantir uma força de impacto constante, mas com possibilidade de accionamento manual. A massa do
badalo não deve ser inferior a 3 por cento da massa do sino.
3. APROVAÇÃO
A construção e características técnicas do material de sinalização sonora, bem como da sua instala-
ção a bordo, devem ser consideradas satisfatórias pela autoridade competente do Estado da bandeira arvo-
rada pelo navio.
42
IV
ANEXO IV
SINAIS DE PERIGO
2. É interdito o emprego de qualquer dos sinais acima mencionados, excepto para indicar um caso de
perigo ou uma necessidade de assistência, bem como o uso de outros sinais susceptíveis de com eles serem
confundidos.
3. Chama-se a atenção para os capítulos pertinentes do Código Internacional de Sinais, para o Manual
de Busca e Salvamento para uso dos navios de comércio e para os seguintes sinais:
a. lona cor de laranja, com um quadrado ou um círculo preto, ou ainda com um outro símbolo
apropriado (para identificação aérea);
b. colorante.
43
APÊNDICE 1
REGULAMENTO INTERNACIONAL
PA R A E V I TA R A B A L R O A M E N T O S N O M A R – 1 9 7 2
Te x t o s e m I n g l ê s e F r a n c ê s
APÊNDICE 2
REGULAMENTO INTERNACIONAL
PA R A E V I TA R A B A L R O A M E N T O S N O M A R – 1 9 7 2
Ilustrações
APÊNDICE 2
ÍNDICE
FARÓIS E BALÕES
Página
Navio de propulsão mecânica – caso geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
Rebocadores e rebocados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
Navio empurrando e empurrado .................................................................... 91
Navios à vela ou a remos a navegar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
Navio a navegar à vela e a motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Navios em faina de pesca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Navios desgovernados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Navios com capacidade de manobra reduzida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Navio condicionado pelo seu calado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
Barco de pilotos em serviço de pilotagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
Navio fundeado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
Navio encalhado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
Hidroavião .................................................................................... 103
Casos particulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
Submarinos portugueses . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
83
Navio que se aproxima de uma curva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 119
Navio em faina de pesca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
Sinais sonoros para navios à vista um do outro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
Sinais sonoros para navios à vista um do outro, ultrapassando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
84
CAPÍTULO 1
FARÓIS E BALÕES
NAVIO DE PROPULSÃO MECÂNICA
Nota: O segundo farol de mastro, frequentemente chamado de farol de ré não é obrigatório para os navios de compri-
mento inferior a 50 metros. (Regra 23a)
5 — Navio navegando para a esquerda do observador. 6 — Navio navegando para a direita do observador.
Faróis de mastro e farol de borda (Bombordo). Faróis de mastro e farol de borda (Estibordo).
Regra 23a
87
7 — Navio de propulsão mecânica de comprimento
inferior a 20 metros.
Os faróis de borda podem ser combinados num
só farol colocado sobre o eixo longitudinal do
navio.
Regra 21b
88
REBOCADORES E REBOCADOS
Farol de popa
Farol de popa
89
10 — Reboque de braço dado.
Regras 24c, d, f
14 — Rebocado.
15 — Rebocador rebocando com um comprimento de reboque superior a 200 metros.
Regras 24a, e
90
16 — Rebocado.
17 — Rebocador rebocando com um comprimento de reboque superior a 200 metros.
Nota: Esta marca, balão bicónico, não é içada se o comprimento de reboque for inferior a 200 metros.
Regras 24a, e
20 — 22 — Navio empurrando.
18 — 19 — 21 — 23 — Navios empurrados — qualquer que seja o número de navios rebocados de braço dado ou
empurrados em grupo, os faróis que mostram devem corresponder aos de um só navio.
Regras 24c, f
91
NAVIOS À VELA OU A REMOS A NAVEGAR
27 — Navio à vela de comprimento inferior a 20 metros, 28 — Lanterna ou lâmpada eléctrica de luz branca,
27 — com faróis de borda e farol de popa reunidos numa mostrada para evitar um abalroamento, substi-
27 — única lanterna. tuindo os faróis de borda, farol de popa ou o
farol tricolor, para os navios à vela de compri-
Regras 25b
mento inferior a 7 metros.
Regras 25d
Embarcação a remos
92
NAVIO A NAVEGAR À VELA E A MOTOR
Regra 25e
Arrastões
Arrastões com seguimento — os faróis verde e branco dispostos verticalmente, um sobre o outro, são visíveis em todo
o horizonte.
32 — Os navios de comprimento superior a 50 metros mostram um farol de mastro (225°) por ante a ré e mais alto que
o farol de luz verde; os navios de comprimento inferior a 50 metros não são obrigados a mostrar este farol, mas
podem fazê-lo.
Regra 26b
93
Arrastão sem seguimento — O farol verde e o branco dispostos verticalmente, um sobre o outro, são visíveis em
todo o horizonte.
Regra 26b
94
36 — Arrastão de comprimento inferior a 50 metros,
sem seguimento, com as redes presas nm
obstáculo.
Regras 26b, d
Anexo II, 2
Navios em faina de pesca, estendendo-se a arte de pesca numa distância horizontal inferior a 150 metros a partir do navio.
37 — Sem seguimento. 38 — Com seguimento.
Regra 26c Regra 26c
Nota — os navios em faina de pesca ao cerco, na proximidade uns dos outros, podem mostrar abaixo dos faróis prescri-
tos pela Regra 26c, dois faróis de luz amarela dispostos verticalmente, um sobre o outro. Estes devem acender
alternadamente todos os segundos, com duração de luz e de obscuridade iguais. Só podem ser mostrados quando
o navio está condicionado na sua capacidade de manobra, pela arte de pesca. (Anexo II, 3).
95
40 — Os navios pescando com linhas a reboque
(corripo) não são considerados como navios e
faina de pesca.
Regra 3d
42 — Navio de pesca, excepto arrastão, com a arte de pesca estendida horizontalmente numa distância superior a 150
metros. O cone com o vértice para cima deve ser colocado na direcção da arte de pesca.
Regra 26c
96
NAVIOS DESGOVERNADOS
97
50 — Porta-aviões em manobra de aviões.
Os faróis verticais vermelho, branco e vermelho, são visíveis em todo o horizonte.
Regras 23a, 27b
52 — Operação de reboque que restringe seriamente a capacidade de alterar o rumo ao navio rebocador e ao seu reboque
(comprimento de reboque superior a 200 metros).
Regra 27b, c, 24a
98
Dragas ou navios executando operações submarinas quando exista uma obstrução
53 — 54 — Draga fundeada.
Regras 27b, d
99
Navios em operações de limpeza de minas
Nota: Estes faróis ou balões indicam que é perigoso aproximar-se a menos de 1000 metros do draga-minas.
Regra 27f
100
NAVIO CONDICIONADO PELO SEU CALADO
101
BARCO DE PILOTOS EM SERVIÇO DE PILOTAGEM
De propulsão mecânica
65 — A navegar — Regra 29a
65 — Fundeado — Regra 29a
Os faróis branco e vermelho que estão na parte superior do mastro são visíveis em todo o horizonte.
NAVIO FUNDEADO
102
Sinal de dia
Regra 30a
NAVIO ENCALHADO
HIDROAVIÃO
103
CASOS PARTICULARES
75 — Navio de guerra de mais de 50 metros de comprimento tendo apenas um farol de mastro. É por vezes difícil de
apreciar o rumo a que se desloca.
Regra 1e
104
SUBMARINOS PORTUGUESES
Farol de luz amarela cintilante, visível em todo o horizonte, a uma distância de 3 milhas.
105
CAPÍTULO 2
Regra 35
Além dos sinais sonoros que os navios devem emitir em condições de visibilidade reduzida,
devem mostrar (regra 20c) os faróis e balões prescritos pelas regras precedentes.
82 — Com seguimento: um som prolongado com interva- 83 — Sem seguimento: dois sons prolongados com
los que não ultrapassem 2 minutos. intervalos não superiores a 2 minutos.
Regra 35a (Intervalo entre os sons: cerca de 2 segundos).
Regra 35b
Um som prolongado seguido de dois sons curtos com intervalos não superiores a dois minutos.
Regra 35c
109
NAVIO FUNDEADO
REBOCADOR E REBOCADOS
89 — Rebocador — um som prolongado seguido 90-91 — O rebocado, ou o último navio rebocado, se tiver
de dois sons curtos, a intervalos não superio- guarnição a bordo: um som prolongado seguido
res a 2 minutos. de três sons curtos, a intervalos não superiores a 2
minutos.
Regra 35c Regra 35e
Estes navios emitem um som prolongado seguido de dois sons curtos a intervalos não superiores a 2 minutos (Regra 35c)
92 — Navio lançando um cabo submarino (com ou sem 93 — Navio com avaria de leme (com seguimento).
seguimento).
110
NAVIO ENCALHADO NAVIO EM FAINA DE PESCA
94 — Três toques de sino separados e distintos, imediata- 95 — Um som prolongado seguido de dois sons curtos,
mente antes e depois de um toque rápido do sino, a intervalos não superiores a 2 minutos.
minuto a minuto, acrescido do toque de tantâ se o
navio tiver comprimento igual ou superior a 100
metros.
Regra 35h Regra 35c
BARCO DE PILOTOS
111
TABELA DE SINAIS SONOROS EM CONDIÇÕES DE VISIBILIDADE REDUZIDA
INTERVALO
SINAL MÁXIMO NAVIO
DE REPETIÇÃO
Sino
...... (5 s) 1 min. Navio fundeado
Outros meios
Qualquer sinal sonoro 2 min. Navio de comprimento inferior a 12 metros, embarcação a
remos
112
CAPÍTULO 3
1 — Todas as manobras decididas pela aplicação das presentes regras devem ser executadas francamente e com
suficiente antecedência.
2 — As Regras 12 a 18 aplicam-se aos navios que estão à vista uns dos outros.
115
ENTRE NAVIOS DE PROPULSÃO MECÂNICA
Navios de propulsão mecânica que se aproximam de roda a roda, ou quase de roda a roda, com risco de abalroamento.
Ambos os navios ( A e B) deverão guinar para estibordo.
Indicam a alteração de rumo emitindo um som curto por intermédio de apito ou sereia. (Regra 34a, b).
Regra 14
116
ENTRE NAVIOS À VELA E DE PROPULSÃO MECÂNICA
Navios de propulsão mecânica e navio à vela em rumos cruzados, com risco de abalroamento.
Regra 18
O navio de propulsão mecânica deve afastar-se do caminho do navio à vela B, indicando que vai guinar para bombordo
pela emissão de 2 sons curtos de apito ou sereia.
Regra 34a, b
O navio B deve conservar a sua proa, podendo, na ausência de manobra apropriada de A, manobrar para evitar o abal-
roamento unicamento com a sua manobra (Regra 17a).
Navios de propulsão mecânica navegando num canal estreito ou numa via de acesso e navio à vela podendo manobrar.
Regra 9b
O navio à vela A não deve dificultar a passagem do navio de propulsão mecânica B, que só pode navegar com segurança
no canal ou via de acesso.
A mesma regra é aplicável se A for um navio de propulsão mecânica de comprimento inferior a 20 metros. (Regra 9b).
117
NAVIO QUE ALCANÇA
O navio A vindo de uma direcção que fique mais de 22°.5 para ré do través do navio B deve desviar-se francamente
do caminho deste último; não deve tomar um caminho que obrigue o navio B a manobrar para se afastar dele (caso
da rota 2).
A manobra consiste em tomar um rumo paralelo ao do navio B e retomar o rumo primitivo quando todo o risco de coli-
são estiver afastado (caso da rota 3) ou
guinar para a popa do navio B e retomar o rumo primitivo quando rodo o risco de colisão estiver afastado (caso da rota 1).
Regras 13, 16
Nota: À noite o navio A considera-se como navio que alcança, se vê o farol de popa do navio B, sem ver qualquer dos
seus faróis de borda.
118
NAVIO QUE SE APROXIMA DE UMA CURVA
Na aproximação duma curva, zona dum canal ou via de acesso onde existam obstáculos que podem encobrir os outros
navios aproximando-se em sentido inverso, um navio de propulsão mecânica 1 deve emitir um som prolongado de
apito ou sereia.
Todo o navio de propulsão mecânica 2 que venha na sua direcção e que oiça o sinal do outro lado da curva, deve
responder emitindo um som prolongado.
Deve-se sempre passar uma curva com prudência e particular vigilância.
Regra 9f, 34e
Nota: Regra 9b — Num canal estreito, um navio de propulsão mecânica de comprimento inferior a 20 metros, não
deve dificultar a passagem dos navios que só podem navegar com segurança no interior do canal.
119
NAVIO EM FAINA DE PESCA
Regras 18 a e 34a
107 — A Regra 9c não dá aos navios em faina de pesca o direito de obstruir um canal frequentado por outros navios
que não sejam de pesca. A embarcação A deve libertar o canal para deixar passar o navio B.
O navio B emite com a sereia ou apito uma série rápida de pelo menos cinco sons curtos, eventualmente
completados por um sinal luminoso de pelo menos cinco relâmpagos curtos e rápidos, se sente não estar asse-
gurada a libertação do canal pela embarcação A. (Regra 34d).
Se a colisão parece eminente, o navio B deve manobrar para a evitar, parando ou invertendo o aparelho propul-
sor. (Regra 8e).
120
SINAIS SONOROS PARA NAVIOS À VISTA UM DO OUTRO
Nota: os sinais luminosos devem ser emitidos por um farol de manobra obedecendo às condições estabe-
lecidas na alínea 12 do Anexo I.
121
SINAIS SONOROS PARA NAVIOS À VISTA UM DO OUTRO, ULTRAPASSANDO
—. — . Pode passar
Nota: Se o navio que está a ser alcançado tem dúvidas, pode emitir uma série rápida de pelo menos cinco sons breves,
complementada eventualmente por um sinal luminoso de, pelo menos, cinco relâmpagos curtos.
122
CAPÍTULO 4
LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
TÉCNICAS DOS FARÓIS E BALÕES
LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS FARÓIS E BALÕES
(Extractos do Anexo I)
DEFINIÇÃO
A expressão altura acima da borda designa a altura acima do pavimento contínuo mais elevado.
Esta altura deve ser medida na vertical a partir da posição do farol.
a. A bordo de um navio de propulsão mecânica de comprimento igual ou superior a 20 metros, os faróis de mastro devem estar
dispostos como segue:
(i) o farol de mastro de vante ou, quando for caso disso, o único farol de mastro, deve ficar a uma altura acima da borda não
inferior a 6 metros. No entanto, se a boca do navio exceder 6 metros, o farol do mastro deve ficar a uma altura acima da
borda não inferior à boca do navio, sem que seja, contudo, necessário que essa altura exceda 12 metros;
(ii) quando existem dois faróis de mastro, o farol mais a ré deve ficar, pelo menos, 4.5 metros mais alto que o farol mais a
vante.
b. A distância vertical entre os faróis de mastro de navios de propulsão mecânica deve ser tal que, em condições normais de
caimento, o farol mais a ré possa ser sempre visto distintamente acima do farol mais a vante, quando observados do nível do mar e a
uma distância de 1000 metros da proa do navio.
não inferior a 6 m
c. O farol de mastro de um navio de propulsão mecânica de comprimento igual ou superior a 12 metros, mas inferior a 20
metros, deve ficar a uma altura não inferior a 2.5 metros acima da borda.
C i 12 20
Comprimento entre 12 e 20 m
125
d. Um navio de propulsão mecânica de comprimento inferior a 12 metros pode ter o seu farol de mastro mais elevado a uma
altura inferior a 2,5 metros acima da borda. Contudo, quando tem um farol de mastro, além dos faróis de borda e do farol de popa, ou
o farol de luz branca visível em todo o horizonte referido na Regra 23c (i), além dos faróis de borda, o farol de mastro ou o farol de
luz branca visível em todo o horizonte, devem estar, pelo menos, um metro acima dos faróis de borda.
pelo menos 1 m
pode ser inferior a 2,5 m
Comprimento inferior a 12 m
e. Um dos dois, ou três faróis de mastro prescritos para um navio de propulsão mecânica que reboca ou empurra outro deve
estar colocado no mesmo local do farol de mastro de vante ou de ré; quando colocados no mastro de ré o farol inferior de mastro de
ré deve ficar, pelo menos, 4.5 metros mais alto que o farol de mastro de vante:
f. (i) O farol ou faróis de mastro rpescritos na Regra 23a, devem estar colocados acima e desimpedidos em relação a todos os
outros faróis e obstruções, com a excepção descrita na alínea (ii);
(ii) quando é impraticável colocar abaixo dos faróis de mastro os faróis de luz visível em todo o horizonte prescritos na Regra
27b (i) ou Regra 28, devem ser colocados acima do farol ou faróis de mastro de ré ou, sobre um plano vertical entre o
farol ou faróis de mastro de vante e o farol ou faróis de mastro de ré, na condição de que, neste último caso, seja dado
cumprimento às prescrições do parágrafo c. da Secção 3 deste Anexo.
g. Os faróis de borda de um navio de propulsão mecânica devem estar colocados a uma altura acima da borda que não exceda
três quartos da altura do farol de mastro de vante. Não devem ficar colocados demasiadamente baixos, para não serem afectados pelas
luzes de iluminação dos pavimentos.
h
h
não exceder 3/4 h
cuidado com
a iluminação
do navio
Qualquer comprimento
h. Os faróis de borda reunidos numa lanterna combinada, num navio de propulsão mecânica de comprimento inferior a 20
metros, devem ficar a uma distância não inferior a um metro abaixo do farol de mastro.
não inferior a 1 m
Comprimento inferior
Comprimento inferior a m20 m
a 20
126
i. Quando as Regras prescreverem dois ou três faróis dispostos na mesma linha vertical, devem ficar instalados como a seguir
se indica:
(i) a bordo de um navio de comprimento igual ou superior a 20 metros, estes faróis devem estar espaçados de, pelo menos,
2 metros; o farol mais baixo deve ficar a uma altura não inferior a 4 metros acima da borda, excepto quando o navio deva
utilizar um farol de reboque;
(ii) a bordo de um navio de comprimento inferior a 20 metros, os faróis devem estar espaçados de, pelo menos, um metro; o
farol mais baixo deve ficar a uma altura não inferior a 2 metros acima da borda, excepto quando o navio deva utilizar um
farol de reboque;
(iii) quando forem utilizados três faróis, estes devem estar colocados a intervalos iguais.
j. O farol mais baixo dos dois faróis visíveis em todo o horizonte, prescritos para um navio em faina de pesca, deve ficar a uma
altura acima dos faróis de borda não inferior ao dobro da distância que separa os dois faróis verticais.
não inferior
a2h
k. Quando o navio tem dois faróis de fundeado, o farol de fundeado mais a vante prescrito na Regra 30a (i) deve ficar, pelo
menos, 4,5 metros mais alto do que o farol mais a ré. A bordo de um navio de comprimento igual ou superior a 50 metros, o farol de
fundeado mais a vante deve ficar a uma altura não inferior a 6 metros acima da borda.
não inferior
a 4,5 m não inferior a 6 m
127
LOCALIZAÇÃO E ESPAÇAMENTO DOS FARÓIS NO PLANO HORIZONTAL
a. Quando estejam previstos dois faróis de mastro para um navio de propulsão, a distância horizontal que os separa não deve
ser inferior a metade do comprimento do navio, sem que, contudo, seja necessário que esta distância ultrapasse 100 metros. O farol
mais a vante não deve ficar, em relação à proa do navio, a uma distância superior a um quarto do seu comprimento.
Navio de comprimento L
b. A bordo de um navio de propulsão mecânica de comprimento igual ou superior a 20 metros, os faróis de borda não devem
ficar por ante a vante dos faróis de mastro de vante. Além disso, devem estar colocados na borda do navio ou na sua proximidade.
c. Quando os faróis prescritos na Regra 27b (i) ou Regra 28 são colocados verticalmente entre o farol ou faróis de mastro de
vante e o farol ou faróis de mastro de ré, estes faróis de luz visível em todo o horizonte devem ser colocados a uma distância hori-
zontal não inferior a 2 metros do eixo longitudinal do navio, no sentido transversal.
a. O farol indicador da direcção da arte lançada de um navio em faina de pesca, tal como prescreve a Regra 26c (ii), deve ficar
a uma distância horizontal, não inferior a 2 metros, nem superior a 6 metros, dos dois faróis de luz vermelha e de luz branca, visíveis
em todo o horizonte. Este farol deve ficar a uma altura tal que não seja, nem superior à do farol de luz branca, visível em todo o hori-
zonte prescrito pela Regra 26 (i), nem inferior à dos faróis de borda.
2m≤1≤6m
128
b. A distância horizontal entre os faróis e balões indicando, a bordo de um navio a dragar ou a executar trabalhos submarinos,
o bordo obstruído e/ou o bordo pelo qual se pode passar sem perigo, tal como prescritos na Regra 27d (i) e (ii) e os faróis e balões
prescritos na Regra 27b (i) e (ii), deve ser tão grande quando possível e, em qualquer caso, não inferior a 2 metros. O mais elevado
destes faróis ou balões não deve, em caso algum, ser colocado mais alto que o farol ou o balão inferior do grupo de três faróis ou
balões prescritos pela Regra 27b (i) e (ii).
maior possível
mas não inferior a 2 m
BALÕES
não inferior
a 0,6 m
129
406. SECTORES HORIZONTAIS DOS FARÓIS
a. (i) os faróis de borda instalados nos navios devem apresentar, para vante, as intensidades mínimas requeridas. Estas intensi-
dades devem diminuir, até se tornarem praticamente nulas entre 1 a 3 graus para fora dos sectores prescritos;
1° a 3°
intensidade nula
sector de visibilidade
de 112.°5
5°
intensidade nula intensidade pode
5° diminuir de 50%
intensidade deve
anular-se
Faróis de borda
(ii) para os faróis de popa e faróis de mastro, bem como para os faróis de borda, no limite do sector de visibilidade situado
22.5 graus para ré do través, as intensidades mínimas requeridas devem ser mantidas no arco de horizonte dos sectores
prescritos pela Regra 21, até 5 graus para dentro desses sectores. A partir de 5 graus para o interior dos sectores prescri-
tos, a intensidade poderá diminuir de 50 por cento até aos limites dos sectores prescritos; depois deverá diminuir de forma
contínua até se tornar praticamente nula a 5 graus, no máximo, para fora dos sectores prescritos.
225°
5°
intensidade pode 5° intensidade pode
diminuir de 50° 5° intensidade nula 5° diminuir de 50°
intensidade nula
intensidade deve
intensidade deve
anular-se
anular-se
Faróis de mastro
5° 5° intensidade deve
intensidade deve 5°
5° anular-se
anular-se
Farol de popa
130
b. Com excepção dos faróis de navio fundeado prescritos na Regra 30, para os quais não é necessário uma colocação muito
alta acima da borda, os faróis visíveis em todo o horizonte devem ser colocados por forma a não serem encobertos pelos mastros,
mastaréus ou quaisquer outras estruturas, em sectores angulares superiores a 6 graus.
S Sector de obstrução
não superior a 6°
a. Os sectores verticais dos faróis eléctricos, uma vez instalados, à excepção dos faróis instalados a bordo de navios à vela,
devem garantir que se antenha, pelo menos:
(i) a intensidade mínima prescrita desde 5 graus acima do plano horizontal até 5 graus abaixo desse plano;
(ii) 60 por cento da intensidade mínima prescrita desde 7,5 graus acima do plano horizontal até 7,5 graus abaixo desse plano.
7.°5 5°
sector de intensidade mínima prescrita
❵
7.°5 5°
limite do sector de 60% da
intensidade mínima prescrita
7.°5 5°
❵ limite do sector de 60% da
intensidade mínima prescrita
sector de intensidade mínima prescrita
7.°5 5°
b. No caso de navios à vela, os sectores verticais de faróis eléctricos, uma vez instalados, devem garantir que se mantenha,
pelo menos:
(i) a intensidade mínima prescrita desde 5 graus acima do plano horizontal até 5 graus abaixo desse plano;
(ii) 50 por cento da intensidade mínima prescrita desde 25 graus acima do plano horizontal até 25 graus abaixo desse plano.
c. Para os faróis não eléctricos estas especificações devem ser respeitadas tanto quanto possível.
131
FAROL DE MANOBRA
Não obstante as disposições da secção 2 f. do Anexo I, o farol de manobra, descrito na Regra 34b, deve ficar situado no mesmo
plano longitudinal do farol ou faróis de mastro e, quando possível, a uma distância vertical não inferior a 2 metros acima do farol do
mastro de vante, desde que esteja colocado a uma distância vertical de, pelo menos 2 metros acima ou abaixo do farol do mastro de ré.
Se só houver um farol de mastro, o farol de manobra, se existir, deve ficar onde melhor possa ser visto e a uma distância verti-
cal não inferior a 2 metros do farol de mastro.
não inferior
a2m
132
CAPÍTULO 5
Anexo IV R.I.E.A.M.
NC
do Código Internacional de Sinais.
Tiros de peça, ou outros sinais
explosivos, com intervalos de cerca
de um minuto
Colorante
De dia De noite
135
SINAIS DE SALVAMENTO
—.—
Movimento vertical de uma bandeira Letra K do código feita por Este é o melhor
branca ou dos braços sinalização luminosa ou local para
acústica desembarcar
1. Um alinhamento (indicação de direcção) pode ser dado pela colocação de uma luz ou facho branco fixo a um nível infe-
rior e em linha com o observador.
...
...
Letra S do código seguida
de:
1. Movimento horizontal de uma bandeira
branca, seguido da
.—.
2. sua fixação no solo e do
Letra R do código se um
3. deslocamento de uma segunda bandeira É extremamente
melhor local de desembarque
branca na direcção a indicar perigoso desembar-
está para a direita na direc-
car aqui. Um local
ção de aproximação, ou
em melhores condi-
1. Sinal de estrelas
vermelhas verti-
.—.. ções encontra-se na
direcção indicada
calmente seguido
Letra L do código se um
1. Movimento horizontal de uma luz ou de
melhor local de desembarque
chama branca, seguida de 2. Sinal de estrelas
está para a esquerda na
2. colocação da luz ou chama branca brancas na direc-
direcção de aproximação.
3. e pela deslocação de uma outra luz ou ção do melhor
chama branca na direcção a indicar local para desem-
barque.
136
Sinais a empregar em ligação com o uso dos meios de salvação instalados em terra
Em geral:
— afirmativo
Em particular:
Movimento vertical de uma bandeira branca ou dos braços — a linha mandada por
foguete está segura
— o moitão de rabicho
está amarrado
— o cabo está amarrado
— está um homem na
bóia-calção
— ala o cabo
Em geral:
— negativo
137
Sinais usados pelas aeronaves efectuando operações de busca e salvamento para orientar os navios
em direcção a uma aeronave, navio ou pessoa em perigo.
138
Í N D I C E A L FA B É T I C O
A Ilustração Página
Aerobarcos – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 88
Arrastões (em faina de pesca) – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 96
Arrastões (em faina de pesca) – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 a 36 93 a 95
Arrastões (em faina de pesca) – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 111
B
Balizador – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 98
Balizador – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 97
Balões – características técnicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
Barco de pilotos – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65,66 102
Barco de pilotos – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 111
D
Draga em operação – fundeada – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 99
Draga em operação – fundeada – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 99
Draga navegando – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 99
Draga navegando – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 99
Draga-minas em operação – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61,62 100
Draga-minas em operação – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59,60 100
E
Embarcação a remos – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 92
Embarcação a remos – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 111
F
Faróis indicadores de direcção – navios de pesca, dragas . . . . . . . . . . . . . 128
Faróis – localização e características técnicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125
Farol de manobra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
Faróis – sectores horizontais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
Faróis – sectores verticais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
H
Hidroavião – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 103
N
Navio com capacidade de manobra reduzida – faróis/balões . . . . . . . . . . . 47 a 62 97 a 100
Navio com capacidade de manobra reduzida – sinais sonoros . . . . . . . . . 92 110
Navio de comprimento inferior a 20 m – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 88
Navio de comprimento inferior a 12 m – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . 96 111
Navio condicionado pelo calado – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 101
Navio condicionado pelo calado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 101
Navio desgovernado – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 97
Navio desgovemado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 a 45 97
Navio desgovemado – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 110
Navio efectuando operações submarinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 a 58 99
Navio efectuando operação de reabastecimento – faróis . . . . . . . . . . . . . . 48, 49 97
Navio empurrado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18, 19, 21, 23 91
Navio empurrando – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20,22 91
Navio encalhado – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 103
Navio encalhado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 103
Navio encalhado – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 111
Navio fundeado – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70,71 103
Navio fundeado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 a 69 102
Navio fundeado – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87, 88 110
Navio de guerra de superficie – casos particulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 a 77 104
139
Navio hidrográfico – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 98
Navio hidrográfico – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 97
Navio em operação de mergulhadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 99
Navio de pesca – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41, 42 96
Navio de pesca – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 a 39 93 a 95
Navio de pesca – regras de manobra e navegação . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106, 107 120
Navio de pesca – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 111
Navio de propulsão mecânica – caso geral – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . 1a8 87, 88
Navio de propulsão mecânica – regras de manobra e navegação . . . . . . . 100 a 107 116 a 120
Navio de propulsão mecânica – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82, 83, 105 a 107 109, 119, 120
Navios à vista um do outro – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108, 109 121, 122
Navio à vela – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 a 28 92
Navio à vela – regras de manobra e navegação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98, 99, 102, 103 115, 117
Navio à vela – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 a 86 109
Navio rebocado – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 91
Navio rebocado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9, 10, 12 a 14 89, 90
Navio rebocado – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 110
Navio rebocador – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 91
Navio rebocador – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 a 11, 15, 52 89, 90, 98
Navio rebocador – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 110
P
Porta-aviões – balões – capacidade de manobra reduzida . . . . . . . . . . . . . 51 98
Porta-aviões – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50, 76, 77 98, 104
R
Rebocado – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 91
Rebocado – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9, 10, 12 a 14 89, 90
Rebocado – sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 110
Rebocador – balões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 91
Rebocador – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 a 11, 15, 52 89, 90, 98
Rebocador- sinais sonoros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 110
Regra 1e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 a 80 104, 105
Regra 3d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 96
Regra 3e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 103
Regra 3g . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 98
Regra 9b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 117
Regra 9e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109 122
Regra 9f . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 119
Regra 12a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98,99 115
Regra 13 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 118
Regra 14 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 116
Regra 15 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 116
Regra 16 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 118
Regra 18 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 117
Regra 18a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106,107 120
Regra 18e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 103
Regra 21 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,9 87, 89
Regra 21b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 88
Regra 21c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 87
Regra 23 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59,60 100
Regra 23a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 a 3, 5, 6, 10, 40, 48 a 50 87, 90, 96 a 98
Regra 23b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 88
Regra 24a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9, 11 a 17, 52 89 a 91
Regra 24c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10, 18 a 23 90, 91
Regra 24d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9, 10 89, 90
Regra 24e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9, 11 a 17 89 a 91
Regra 24f . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10, 18 a 23 90, 91
Regra 25a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 a 26, 40 92, 96
Regra 25b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 92
Regra 25c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 92
Regra 25d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28,29 92
140
Regra 25e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 93
Regra 26b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 a 36, 41 93 a 96
Regra 26c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 a 39, 41, 42 95, 96
Regra 26d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 a 36 94, 95
Regra 27a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 a 46 97
Regra 27b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 a 56 97 a 99
Regra 27c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 98
Regra 27d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 a 56 99
Regra 27e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 99
Regra 27f . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59,62 100
Regra 28 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63,64 101
Regra 29a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65,66 102
Regra 30a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67, 69 a 71 102, 103
Regra 30b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 102
Regra 30c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 102
Regra 30d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72,73 103
Regra 31 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 103
Regra 34 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 121
Regra 34a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106,107 120
Regra 34c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109 122
Regra 34e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 119
Regra 35a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 109
Regra 35b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 109
Regra 35c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 a 86, 89, 92, 93, 95 109 a 111
Regra 35e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 a 91 110
Regra 35g . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87,88 110
Regra 35h . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 111
Regra 35i . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 111
Regra 35j . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 111
Resposta das estações de salvamento aos sinais de perigo . . . . . . . . . . . . 135
S
Sinais a empregar com o uso de meios de salvação . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
Sinais de perigo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
Sinais de salvamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
Sinais sonoros em condições de visibilidade reduzida . . . . . . . . . . . . . . . 109
Sinais usados pelas aeronaves em operações S.A.R . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
Submarinos portugueses – faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
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